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quinta-feira, outubro 09, 2014

a Cuba socialista responde internacionalmente com a maior equipa médica para tratar o Ébola

Enquanto o presidente Barack Obama fala da necessidade de "acção rápida", a Cuba revolucionária passou à acção com o envio da maior equipe médica de qualquer país. Cuba enviou 165 profissionais médicos que estão agora na Serra Leoa, e um contingente adicional de 296 está a postos para ser enviado para a Libéria e Guiné. Estes profissionais médicos têm treino especializado em situações de catástrofe. A Brigada Henry Reeve, (formalmente, “Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastre e Graves Epidemias”) tem provas dadas em diversas noutras missões médicas noutros países, sendo a mais notável a intervenção na ajuda às classes sociais abandonadas durante o furacão Katrina. A equipa tem uma experiência de mais de 15 anos em tais crises de acordo com Roberto Morales,
o ministro cubano da Saúde Pública...... .......................
Este é um acto de solidariedade entre os muitos que Cuba já ofereceu a África para ajudar as pessoas em crise sanitária a melhorar a sua situação durante os últimos 55 anos. Actualmente Cuba tem 50 mil profissionais de saúde em 66 países. A solidariedade e o cuidado pelos médicos e enfermeiros cubanos é a resposta urgente e necessária ao contrário dos 3.000 soldados norte-americanos que Obama enviou para a região para "coordenar os esforços". Cuba deu a resposta adequada ao apelo da Organização Mundial de Saúde com a maior equipe de todos os países do planeta, muitos deles com muitas vezes mais recursos. Para compreender a imensidão da resposta de Cuba, até o imperialista Washington Post se viu obrigado a dar cobertura à reacção cubana à crise com um brilhante artigo intitulado "Na resposta médica ao Ébola, Cuba está a contribuir com meios muito acima do seu peso"
Mais de 6.000 pessoas foram já infectadas com o vírus Ebola morrendo quase metade deles do contágio próximo com outros doentes através dos fluidos corporais, sangue e vómitos. Uma pessoa infectada é contagiosa apenas por um período limitado de tempo. Com base em cálculos matemáticos, uma pessoa infectada com o vírus Ebola infecta 1,5 a 2,0 outras pessoas, quase o mesmo grau de contágio que a hepatite C. Portanto, a resposta médica de Cuba e de outros países é internacionalmente a chave no tratamento de pessoas que estão doentes e evitar a propagação do vírus através da criação de uma infra-estrutura de emergência médica que está em falta nos países da África Ocidental dominados pelo imperialismo. Como o Dr. Margaret Chan da Organização Mundial de Saúde afirma no artigo do Washington Post: "Os recursos humanos são claramente a nossa necessidade mais importante." A revolucionário Cuba pode responder a essa necessidade, porque Cuba sempre deu prioridade à construção de um sistema de saúde universal fora do sistema de lucro. E a solidariedade com os povos do mundo, é a base da esperança de um mundo onde a saúde das pessoas é fundamental. A acção de Cuba não só irá desempenhar um grande papel em parar a epidemia do Ebola, permanecendo como exemplo do poder de um sistema social mais avançado.

quarta-feira, outubro 08, 2014

Não devemos chamá-los “o 1% dos ricos”, mas sim “os criadores de empregos” (Paul Krugman, ironicamente)

Krugman escreve um artigo onde afirma que o economista francês autor da coqueluche “O Capital do Século XXIestá a causar pânico na Direita. O que é isso de “direita ou esquerda” nos dias que correm? A burguesia e o regime de propriedade privada dos donos e decisores dos factores de produção?

Manuel Maria Carrilho, PS
Não sabemos. Nem Thomas Piketty o vem dizer, nem sequer é original em nenhuma das "descobertas" que faz, nada que já não esteja nos pressupostos do Marxismo, cuja lei fundamental é a da “queda tendencial da taxa de lucro” no capitalismo. Piketty coloca o cerne da sua obra no facto dos rendimentos sobre o capital e património acumulado já existente e imobilizado… crescerem sempre muito mais que os rendimentos obtidos com o processo de acumulação no actual modelo capitalista. Esta é a principal razão da criação da desigualdade social. Marx já o disse há 160 anos: o “capital constante” cresce mais rápido que o “capital variável”. O crescimento dessa proporção que Marx denomina “composição orgânica do capital” é o corolário lógico da acumulação de capital, deduzindo que a origem da desigualdade é a deste modo de acumulação não assentar na plena utilização do capital nos factores de produção, mas sim no crescimento inflacionário pela criação de crédito (dinheiro), isto é, de capital como forma de acumular mais capital, sem um pingo de sustentação na economia real – mas esta ficção manifesta-se de forma virtual em depósitos bancários. Como distorce esta questão, Krugman, que é um liberal, apressa-se a elogiar Piketty, mas não é o liberalismo (cuja evolução no ciclo longo derivou como é sabido para o neoliberalismo) que vai resolver o problema da “economia em liberdade” sem que esta seja planificada e consiga erradicar o regime de propriedade privada que privilegia exponencialmente os ricos. Piketty fez uma pesquisa histórica intensiva, mas não passa do diagnóstico, propondo mais impostos sobre o património dos ricos, metendo no mesmo saco Trabalho e Capital, mas há património adquirido com trabalho e não com o rentismo financeiro. Ao contrário, Marx estudou a natureza do Capital e da propriedade privada e apontou soluções politicas.

“A grande ideia do "Capital no século XXI" é a de não apenas estarmos de volta aos níveis de desigualdade de renda do século XIX, como também estamos num caminho de volta para o "capitalismo patrimonial", em que os altos comandos da economia são controlados não por indivíduos talentosos, mas por dinastias familiares” (Krugman)

E o capitalismo alguma vez deixou de tratar em primeiro lugar do capital acumulado como interesse priritário?. Esqueça-se as 700 páginas do “Capital do Século XXI” de Thomas Piketty e coloque-se as questões por forma a que todo o mundo possa comprendê-las; começando, por exemplo, por cinco coisas que nunca são ditas sobre "Economia":
1. as decisões económicas devem ser tomadas por bom senso  em 95% dos casos
2. a Economia não é uma ciência
3. a Economia deriva de decisões politicas
4. Nunca confiar num economista que se afirma simplesmente economista
5. a Economia é demasiado importante para ser deixada na mão de tecnocratas “especializados”
Visto na Livraria Bertrand, o livro "Endurecendo o Bronze, Arte Antiga, Visão Moderna", editado pela Fundação Getty com 272 páginas custa 33,00 euros. O "Capital no Século XXI" que tem 700 páginas custa 24,00 euros. Os anos de investigação e a publicação deste último foram patrocinados pela Fundação George Soros. Como grande especulador, Soros é conhecido por arruinar economias e depois vir armar-se em mecenas para disfarçar

terça-feira, outubro 07, 2014

5 de Outubro, os antecedentes

* Janeiro de 1890. Na sequência da partilha de África da Conferência de Berlim (1885) o Ultimato inglês ordena a Portugal a retirada dos territórios africanos definidos no Mapa-Cor-de-Rosa. Populares vandalizam o consulado britânico em Lisboa. D. Carlos pede desculpas. O banco londrino Baring Brothers, que coloca a dívida portuguesa nas praças financeiras entra em insolvência. Regista-se uma corrida aos depósitos bancários. Portugal, cuja dívida representa 75 por cento do PIB e paga metade da receita em juros declara bancarrota. O orçamento comtempla 3 por cento para as despesas de educação e assistência social, enquanto o rei se dedica à pintura e a velejar.
* 31 Janeiro de 1891. Insurreição militar proclama a República no Porto, mas é derrotada. 
* Agosto de 1901. É publicada a última Lei Eleitoral da Monarquia, a qual pretende restringir a representação na Câmara aos Republicanos e aos partidários de João Franco. No quadro dessa lei foram sendo suprimidas as comissões de recenseamento eleitoral e alargados os circulos aos suburbios das cidades por forma a que os republicanos, de maioria urbana, fossem sempre colocados em minoria. Essa portaria ficaria conhecida por a "Ignóbil Porcaria". Encerraram-se repressivamente câmaras de representação, suprimem-se jornais, intensificam-se intervenções violentas das policias, há anarquistas deportados para as colónias.
 * Setembro de 1902. Publicação de um decreto-lei que determina o reforço da segurança interna. Contra o "terrorismo", dir-se-ia hoje. Realiza-se em Aveiro o Congresso das Associações de Classe, dominado pelos Socialistas, de onde saiu uma moção declaradamente anti-Grevista.
* Novembro de 1903. O rei D. Carlos viaja para Inglaterra onde assina servilmente o Segundo Tratado de Windsor
* Março de 1906. Termina a fase de alternância partidária "entre os dois partidos do arco da governação" (1). João Franco é nomeado chefe de um governo ditatorial. Em Maio a população de Lisboa adepta dos partidos de esquerda é perseguida e chacinada no Rossio. Em Novembro realiza-se o primeiro Campeonato de Futebol entre clubes de Lisboa.
* Abril de 1907. Aprovada a Lei Contra a Imprensa que institui a censura. Brito Camacho funda o jornal "A Lucta". Surto de greves. Encerramento de universidades e munipios.
* Janeiro de 1908. Tentativa de golpe revolucionário para derrubar a Monarquia. Os principais lideres da revolta que pertencem ao Partido Republicano Português são presos. A 1 de Fevereiro o rei D. Carlos e o Principe Real herdeiro são assassinados.
A agitação torna-se irreprimivel, mas a repressão continua. D. Manuel II sobe ao trono e João Franco é exilado. O novo rei, com apenas 18 anos, reclama os seus "indiscutiveis direitos a sentar-se no trono dos nossos maiores que durante séculos fizeram a glória de Portugal e condena a desunião, a anarquia e o terror, verdadeiras significações do bolchevismo".
* Abril de 1909. A 25 de Abril termina em Setúbal o Congresso do Partido Republicano Português, de onde saíu um novo Directório a quem foi confiado o mandato imperativo de fazer a Revolução.

Dos 18 meses que mediaram entre o Congresso de Setúbal e a Revolução de 5 de Outubro multiplicaram-se os trabalhos de organização do movimento, para evitarque se repetissem os malogros de 1891 e 1908. Do comité revolucionário faziam parte João Chagas, Afonso Costa, António José de Almeida e Cândido dos Reis.
* Abril de 1910. Congresso do Partido Republicano no Porto, marcado pelo receio de que a Inglaterra não aceitasse a implantação da República. Em Junho a  Maçonaria criar uma "comissão de resistência" para colaborar de forma activa com a Carbonária. * 3 de Outubro: assassinato de Miguel Bombarda. * 4 de Outubro, os cruzadores São Rafael e Adamastor bombardeiam o Palácio das Necessidades e o Rossio. Temendo o fracasso da operação Cândido dos Reis suicida-se nessa madrugada

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(1) os 2 partidos do Bloco Central na Monarquia tinham-se transformado em quadrilhas de ladrões

segunda-feira, outubro 06, 2014

A primeira ilação a retirar do discurso de Cavaco é que isto não é república nenhuma

Cinicamente, como é da sua marca genética, o actual presidente que tem consentido todo o pano de fundo de corrupção e inconstitucionalidades deste regime, declarou implicitamente nos festejos à porta fechada dos 104 anos de “República” que afinal isto não é república nenhuma. Em três pontos e citando: 1. “Numa República não existem privilégios de nascimento ou de classe social. Todos são iguais em dignidade e direitos (!) 2. Ninguém está acima das leis, que são aprovadas pelos legítimos representantes dos cidadãos. A justiça é aplicada pelos tribunais (!!) 3. Todos somos cidadãos, ninguém está isento (perdão, impedido) de contribuir activamente para melhorar o futuro do seu país” (!) – concluindo, foram estes os três ideais que 40 anos depois do colapso do regime fascista nunca foram cumpridos.

Vimos agora um Cavaco que pressente uma ameaça de implosão do actual sistema partidário avisando que “ninguém sairá incólume da falta de confiança nas instituições”. A começar pelas suspeitas que pairam sobre a própria cadeira em que se senta. Reduzindo ao mínimo a diversidade e participação de outras forças com opção por outras politicas, mais à frente disse Cavaco que o sistema eleitoral deve ser revisto, um apelo sorrateiro e habitual à recomposição do Bloco Central. A um jornal, um membro do directório executivo de Passos Coelho, que preferiu não se identificar, declara compreender as palavras de Cavaco e lamenta que “em Portugal toda a classe politica seja vista como um bando de vigaristas” (sic), Toda? (1) Por fim, vimos Cavaco sair da cerimóniia colado a um António Costa de colar dourado do poder ao peito, orgulhoso de poder dispor finalmente de um verdadeiro estadista a quem pode confiar a sua herança neoconservadora. Isto é, a sua fé no mais do mesmo.  
(1) Não é só o país como um todo – as autarquias falidas foram 90% do tempo governadas por PS e PSD

domingo, outubro 05, 2014

As primárias (areia para os olhos à americana) no Partido dito Socialista

"Não deixa de espantar a onda de sebastianismo a crescer à volta de Costa (se chegar ao Castelo)"

Há pessoas que acreditavam há muitos anos que António Costa dava um bom secretário-geral do PS. Por razões que nunca foram convenientemente esclarecidas (...) Um belo dia de 2012 lembrou-se da sua capacidade de ser secretário-geral e alegadamente escreveu um livro - o "Caminho Aberto"... para qualquer lado - Costa está para o PS como Durão Barroso para o PSD. Pode ser o que ele quiser - se o objectivo era conseguir que no dia em que quebrasse o seu tabu tinha uma passadeira vermelha, então esse objectivo está conseguido (...) António Costa, que junta gente muito muito à esquerda do PS com gente muito, mas muito à direita do PS, numa salada de frutas inesperada. Uns acreditam que Costa será o homem que fará a ponte à esquerda (com os exemplos de Roseta e Sá Fernandes em Lisboa). Outros que fará o Bloco Central com Rui Rio ou com alguém do PSD que não se chame Coelho. Outros ainda que "a abrangência" fará o PS conquistar num ápice a maioria absoluta. António Costa está a ser santificado na praça pública: pressentia-se que o Messias chegaria ao Largo do Rato. Convinha que se discutisse política. Excepto a saudação à herança Sócrates e uma avaliação mais correcta das origens da crise, Costa não disse nada que ficasse no ouvido. Mas parece que a sedução chega. 
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Estamos no inicio de uma bolha de crédito para pagar impostos, sendo estes por sua vez sonegados aos bens públicos para pagar a dívida contraída pelos donos dos meios de produção que se tornaram improdutivos: Mas "não precisa de viver com medo do Estado. Peça um empréstimo bancário e pague os seus impostos a tempo e horas"

o "Livre" teve hoje no seu Congresso a participação de António Costa que convocou o partido das papoilas saltitantes para a aventura de fingir que é possível um governo de esquerda que defenda o Estado Social e simultaneamente cumpra o Tratado Orçamental (Esquerda.net)

sábado, outubro 04, 2014

Criando as bases do Futuro, sob a consignia "Só o Trabalho cria Valor"



De cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades. Não faz ainda muitos anos das tremendas condenações do nosso muito conceituado marxista José Estaline quando lutava contra as insuficiência da produção na União Soviética. O critério é o do indispensável para cobrir as despesas de habitação, alimentação, vestuário, transporte e recreação cultural. Acontece que a Humanidade no seu todo está longe de poder atingir esses padrões minimos, que conseguiriam banir a miséria da superficie da terra. O facto económico é que a produção total do país, dividida igualmente por todos os seus habitantes, está longe de permitir o nivel de conforto mínimo estipulado por decreto. A tragédia da legislação que defende um salário minimo é que ela esbarra não na distribuição nem das opções monetárias, desde que estas não ultrapassem os factores de produção disponiveis e sejam feitas para desenvolver mais meios, mas esbarra sempre na quantidade insuficiente da produção (1956)

Como os manifestantes de Hong Kong contornam a “censura” oficial…

queremos ser um off-shore de novo
As sofisticadas tecnologias oferecidas pelos Estados Unidos (a par com o financiamento) aos contestatários do regime vigente na antiga colónia britânica de Hong Kong criam uma malha de informação em cadeia na qual os usuários não podem ser rastreados. A par, os meios de informação tóxica ocidentais, difundem como objectivo da acção da centena de estudantes universários que recebem o dinheiro “pôr em causa o governo da República Popular da China, um dos mais repressivos do mundo”. Para isso usam o FireChat, uma aplicação para divulgar informação que continua a funcionar off-line mesmo se a rede de internet for bloqueada - o Off-Grid Messaging App FireChat é um dispositivo criado pela norte americana Open Garden Foundation, comercializado pela Apple e publicitado pelo canal de televisão Tech News, a qual aproveita o evento para promover a venda da App numa acção de marketing a baixo custo de âmbito mundial. É claro que qualquer tecnologia pode ser usada para o bem ou para o mal, e embora o FireChat esteja a ser promovido em nome da Liberdade as usual contra um Partido Comunista, os incautos-alvo do spin não poderão pensar ser também uma maneira de espalhar informações falsas?

Ontem cerca de um milhar de residentes na zona bloqueada sairam à rua dispostos a dar uma carga de porrada nos fedelhos que estão a incomodar a vida normal das pessoas. A policia foi chamada a evitar confrontos. Todos vemos como os Media ocidentais reportam os acontecimentos com o paleio do costume...



...e pronto, parece que, segundo a visão do Esquerda.Net, se acabou "o combate contra o Neoliberalismo em Hong Kong". Uma decepção que deve horrorizar os ruis tavares, as anas gomes, danieis oliveiras, os xuxas com quem eles dialogam e outros papagaios anticomunistas que ficariam radiantes se Hong Kong se transformasse de novo num off-shore anglo-americano (Diário de Noticias)

sexta-feira, outubro 03, 2014

As novas social-tecnologias de intrusão chegam à Região Autónoma de Hong Kong, República Popular da China

As manifestações têm como objectivo exigir autonomia nas eleições para o próximo chefe do Executivo local, que devem acontecer em 2017. “Acho que um sufrágio verdadeiro não existirá sem uma desobediência civil”, disse Joshua Wong ao South China Morning Post.

Mas quem é Joshua Wong, o puto de 17 anos que está a liderar os protestos e a incomodar os orgãos eleitos em defesa da Constituição outorgada para a antiga colónia britânica? Considerado uma ameaça à segurança do Estado, Joshua Wong, o presuntivo lider das manifestações foi preso na última sexta-feira e libertado no domingo. Nas buscas ao seu quarto na Universidade a polícia confiscou-lhe vários gadgets tecnológiocs, incluindo o computador e telemóveis de última geração. Face aos dados recolhidos, as autoridades acusam-no de estar a ser manipulado pelo governo dos Estados Unidos.

Para financiar os activistas da Praça Maidan, em Kiev e levar a "democracia" neoconservadora à Ucrânia, foram precisos cinco mil milhões de dólares dos Estados Unidos, segundo informou a própria secretária Victoria Nuland. Não foi um caso de excepção, trata-se de uma opção politica (Endowment Policy) de ingerência nos assuntos internos de outros paises com a finalidade de neocolonizar novos territórios.

Assim, o relatório anual da organização "National Endowment of Democracy" (NED), literalmente, "Dotação Nacional de Fundos para a Democracia", que é mantida pelo governo dos EUA conhecido na gíria por Agência Central para Promoção de Revoluções Coloridas [ACPRC], mostra três pagamentos para Hong Kong, um dos quais surge em 2012, ausente dos relatórios anuais prévios no valor de 460 milhões de dólares, através do subsidiário "National Democratic Institute (NDI) for International para promover a consciencialização sobre instituições políticas em Hong Kong (e a outras regiões da China)  no sentido da reforma do processo constitucional, e para desenvolver capacidades entre os cidadãos - especialmente entre alunos universitários - para que participem mais efetivamente no debate público sobre reforma política. Acrescenta-se na nota: "o NDI trabalhará com organizações da sociedade civil sobre monitoramento de parlamentares, sondagens e desenvolvimento de um portal Internet mediante o qual alunos e cidadãos possam explorar possíveis reformas que levem ao sufrágio universal". Quer dizer que em 2012 (ainda não há números de 2013) o governo dos EUA entregou por lá quase meio milhão de dólares, para "desenvolver capacidades" de "alunos universitários" relacionadas à questão do "sufrágio universal" na eleição para o Executivo de Hong Kong. É isso!! (Pravda.Ru)

quinta-feira, outubro 02, 2014

Nos Estados Unidos de hoje há um aumento de 50% da desigualdade social em relação à Roma antiga (incluindo os escravos).

A parcela dos rendimentos nas mãos do 1% dos mais ricos da população norte-americana é mais elevada do que a dos tempos dos escravos da Roma Antiga e igual ao pico dos anos 20. Se isso não ajudar a entender a era em que vivemos, o site Zero Hedge convida-nos a ler Paul Singer da “Elliott Management Corpª” que explica tudo o que é preciso saber sobre o recorde alcançado na desigualdade social nos Estados Unidos e de quem é a responsabilidade por isso:

"A desigualdade nos Estados Unidos hoje está perto do seu pico histórico, em grande parte porque as políticas da Reserva Federal foram bem sucedidas a atingir os seus fins: ou seja, os preços dos activos cada vez mais elevados (em particular os preços de acções, títulos e high-end imobiliário), que geralmente são de propriedade dos contribuintes das faixas de maiores rendimentos. Á Reserva Federal tem vindo a ser permitido fazer todo esse trabalho, porque as políticas do presidente Obama são supressivas de crescimento e, na ausência de impressão de dinheiro pela Reserva Federal (agora através da ZIRP - Zero Interest Rate Policy (1) a Economia está a ficar cada vez mais debilitada ou até mesmo estará de volta à recessão (2).
A maior ironia é que Obama foi eleito por falar num programa contra a desigualdade, “ uma das questões mais importantes do nosso tempo” dizia ele, enquanto a substância das suas políticas está a minar drasticamente a classe média e a levar a FED - com o incentivo do presidente - a adoptar uma política monetária radical, que está a agravar as desigualdades. Esta verdade simples não tem sido repetida o suficiente" (ZeroHedge)

(1) na gíria, a opinião pública qualificada alcunhou o ZIRP de "programa de Zombies que Japonizam a Economia norte-Americana" (Forbes)
(2) de volta, porque a primeira recessão (2007/8) já foi "exportada" para o resto do mundo, nomeadamente tendo como principal alvo os paises Europeus através da transformação dos activos tóxicos dos bancos em dívida soberana dos Estados

quarta-feira, outubro 01, 2014

"Estado Islâmico". Claro como a Lama

os Estados Unidos, potência iluminada do Ocidente, declarou guerra a um alegado "Estado" que não existe nem tem fronteiras. Só nos vão dizendo pejorativamente que é "Islâmico". E o sr. presidente interino da Nato para o protectorado português apressa-se a dizer veladamente que a maioria dos portugueses caídos na pobreza não suportariam o envio de tropas para mais este dislate imperialista, mas lá vai avisando que Portugal está de alma e coração (mas sem bolsos, que estão esfarrapados) com a coligação (1)
Entretanto na vida real, dentro das nossas fronteiras, mão amiga faz-nos chegar a tradução do comentário de Audrey Bailey intitulado "Está confuso com o que está a acontecer no Médio Oriente?"

"Deixe-me explicar. Apoiamos o governo iraquiano em luta contra o Estado Islâmico (IS / ISIL / ISIS). Não gostamos do IS, mas o IS é apoiado pela Arábia Saudita de quem gostamos. Não gostamos do Presidente Assad da Síria. Apoiamos a luta contra ele, mas não o IS, que também está a lutar contra ele. Não gostamos do Irão, mas o governo iraniano apoia o governo iraquiano contra o IS. Então, alguns dos nossos amigos apoiam os nossos inimigos, alguns dos nossos inimigos são nossos amigos, e alguns dos nossos inimigos lutam contra outros dos nossos inimigos que não queremos que percam, mas não queremos que os nossos inimigos, que lutam contra os nossos inimigos, ganhem. Se as pessoas que queremos derrotar forem derrotadas, podem ser substituídas por outras pessoas de que gostamos ainda menos. E, tudo isto foi iniciado por invadirmos um país (o Iraque) para expulsar os terroristas que não estavam realmente lá, até lá entrarmos para expulsá-los - você agora já entende?"

(1) a 23 de Setembro de 2014 o lider do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, afirmava: "nós somos contra a intervenção militar norte-americana e a coligação internacional na Síria, na medida em que essa acção seja contra o regime sírio ou o Daesh (ISIS). Sob o falso pretexto de combater o terrorismo, os Estados Unidos o que visam é obter o controlo de toda a região"

e porque hoje é o Dia Mundial da Música

recorde-se que a Música é a única manifestação artistica que não pode ser falsificada, o intérprete não tem instrumentos para o fazer

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terça-feira, setembro 30, 2014

Porque caíu António "Jota" Seguro?

Torna-se cada vez mais claro que o aparecimento a público do "caso Tecnoforma" é um alibi para que as coisas pareçam que mudam para continuarem todas na mesma. A equipa da procuradoria que "investiga" a mentirola de Passos Coelho, anuncia em peso publicamente em vésperas de primárias que irá votar em António Costa. À boca de Passos que é apenas uma pessoa remediada e não tem contas bancárias em nome de familiares Seguro apressa-se a responder dizendo que o pedido de levantamento do sigilo bancário ao actual 1º ministro se vai estender a José Sócrates, o anterior 1º ministro. Tarde demais, Seguro, se é que estava a ser bem-intencionado, agora já não manda nada. A evolução na continuidade é isto, nem a fraude xuxa morre nem o povo almoça.

(...) "o mais grave de todos os erros de Seguro foi a sua total incapacidade de criticar, sem ambiguidade, a política de Sócrates no Poder, que arrastou o País para a situação em que se encontrava em 2011. Costa, que foi o número dois do governo socratista, tem seguido até agora o mesmo caminho e prepara-se para continuar a política de Sócrates, muito embora com algumas breves alterações. qui faisait de la prose sans le savoir?

Seguro caiu, porque sem sequer ter exigido a submissão a referendo, assinou, com o governo de Passos Coelho/Portas, o Tratado Orçamental, que liquidou totalmente a possibilidade de salvar o País da dívida. Costa vai pelo mesmo caminho. Seguro e todo o grupo parlamentar do PS abstiveram-se na votação do primeiro orçamento de Vítor Gaspar, atitude com a qual, na altura, Costa concordou. Seguro opôs-se a que os deputados do PS requeressem a revisão constitucional daquele orçamento e, na ocasião, Costa não se demarcou de Seguro. Seguro, com o correr do tempo, tornou-se num lacaio de Cavaco, que chegou a negociar com o presidente umas eleições antecipadas para Junho deste ano, caso Seguro aprovasse os orçamentos rectificativos de 2013. Costa não chegou a tanto, mas, se algum dia entrar em São Bento, irá negociar com o PSD (talvez de Rui Rio) uma revisão da Constituição e liquidará, em nome de uma pseudo-reforma, o chamado Estado Social, ou seja, o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social e o Ensino Público. Seguro pretendeu impor uma nova lei eleitoral, que eliminaria a representação parlamentar da esquerda, mas Costa tem também uma lei dessas em carteira. Finalmente, e para ficarmos apenas pelo principal, Seguro foi até ontem um lacaio das instituições europeias e do capitalismo alemão, caminho para onde irá seguir o Costa. Bem vistas as coisas, Seguro caiu pelos mesmo motivos pelos quais cairá, mais dia menos dia, o Costa..." (Luta Popular)
o calado é o melhor, e António Costa conseguiu a proeza de se ver eleito "candidato a 1º ministro" do Partido dito Socialista, sem prometer uma única medida concreta aos seus eleitores.

segunda-feira, setembro 29, 2014

a Guerra pela adesão da Ucrânia ao Ocidente. E se a cura da Sida seguisse a bordo do voo MH17?

Segundo estatísticas da ONUSida em 2013 havia 9,7 milhões de pessoas a ser tratadas com medicamentos anti-retrovirais contra a epidemia da Sida. Espera-se aumentar esse número em 2015 para 15 milhões de pessoas abrangidas por esses tratamento especifico do total de 25,9 milhões de infectados conhecidos.

Neste momento existem 42,5 milhões de refugiados sem acesso a qualquer terapia, ou sequer cuidados de saúde em geral. Atingir 80 por cento de cobertura para os doentes infectados implicará um gasto adicional de 2,4 biliões de dólares. Actualmente o custo médio anual de tratamento do HIV é de 14.277 euros por paciente. Significa que para as empresas multinacionais fabricantes da indústria farmacêutica existe bastante margem para crescer, para criar procura, para vender e obter lucros fabulosos. Significa que o PIB potencial anual das farmacêuticas, só no que concerne aos medicamentos da Sida previsto será de cerca de 369,77 mil milhões de dólares/ano.

o PIB da Ucrânia antes da tomada de poder em Kiev pela extrema-direita era de 337,4 biliões de dólares. Entre 1991 e 1999, com a implosão da União Soviética, a Ucrânia tinha perdido 60 por cento do PIB. A recente perda da Crimeia representa menos 3,7 por cento. Com as duas regiões autónomas revoltosas no leste a Ucrânia perde mais 20 por cento do PIB. Endividada e em estado de degradação, (só à Russia deve 5,3 mil milhões do fornecimento de gaz) cujas consequências sobram para a União Europeia e aproveitam ao FMI, a região é um foco de instabilidade onde é fácil recrutar mercenários para trabalhos sujos. E se estes forem controlados pelo governo, tanto melhor!!

Existem provas que o voo da Malaysian Airlines MH17 abatido sobre a Ucrânia foi alvo de ataque por um avião da força aérea ucraniana em Julho de 2014. Levando em linha de conta que os separatistas não têm força aérea…

Coincidência extraordinária, a bordo desse avião com 298 passageiros a bordo seguiam 100 especialistas em HIV com destino a uma Conferência de Especialistas em Melbourne, entre eles o reputado Joep Lange. Sabendo-se da recente evolução em direcção à descoberta de uma vacina preventiva que ponha cobro à epidemia, a pergunta a fazer é: “E se a cura da Sida seguisse a bordo daquele avião?”, já viram o prejuízo?

domingo, setembro 28, 2014

A forma corrente do capitalismo continuamente em degradação que temos actualmente...

... acabou com o conceito de bem e de mal. Apenas reconhece o que dá lucro e o que se pode fazer com esse lucro por forma a que com ele se possam acumular mais lucros. E então quando os capitalistas têm os governos, oposições, os media, as forças armadas e as policias no seu rol de pagamentos, não há muita coisa digna que possa ser visto

primeiro embuste: em Portugal não existem eleições para primeiro ministro. Existem eleições para deputados à Assembleia da República e é destes representantes eleitos para o orgão Legislativo que sai o governo como orgão Executivo das leis ali aprovadas. A eleição interna num partido politico a candidato a primeiro ministro, à moda dos Estados Unidos, é uma subversão do processo democrático, um simulacro que pretende espalhar a ilusão que há uma escolha alargada do povo simpatizante que passa a ter uma maior participação não se sabe bem em quê; segundo embuste: não se sabe em quê porque qualquer dos dois primários não apresentou qualquer programa politico concreto; terceiro embuste: António Costa, caso seja eleito nas Legislativas em 2015, fará sempre acordos de governação à direita, em nome da estabilidade do regime, quer com o partido do Portas se ficar em minoria, quer com o PSD com outra cara na liderança se obtiver maioria. Em nome da sacrossanta submissão à estabilidade da Dívida

sábado, setembro 27, 2014

a Morte de mais um Palhaço

Inicialmente, na década de 60 os Manfred Mann já clamavam "Ah,ah, diz o Palhaço"; finalmente uma canção d`The Kinks" abate metaforicamente a risota. Quer dizer, já há duas gerações que os palhaços estão desmascarados, falta só a vontade politica da maioria dos espectadores defraudados para acabar com o circo.
Cavaco Silva: “a informação que me foi dada é que ele [primeiro-ministro] respondeu a todas as questões e prestou todos os esclarecimentos e no local próprio, que é a Assembleia da República (…) há limites à especulação dos meios de comunicação social, o Presidente não se guia pela agenda mediática." concluiu a mais alta múmia da nação, recusando comentar o caso Tecnoforma ou as questões relacionadas com os montantes que Pedro Passos Coelho terá recebido para suportar despesas de representação do CPC. Ora o CPC tinha o mesmo domicilio legal no mesmissimo escritório da Tecnoforma. As cópias das facturas que Passos Coelho entregou para ser reembolsado desapareceram. Mas a carta à AR a pedir os 60 mil euros da exclusividade como deputado existe (1).  O advogado da Tecnoforma não sabe quanto é que a empresa dava à ONG de Passos, mas o mesmo advogado diz que vai processar um jornal e o ministro que anda a bufar falsidades. Acontece porém que um antigo director-geral da Tecnoforma afirma que na organização existia uma companhia offshore que servia para depositar milhões de dólares vindos de Angola. "Funcionou como um saco azul" disse Luis Brito ao Expresso. Mais um para ser processado judicialmente. Mas na Tecnoforma, cuja objecto social foi sacar fundos para promover o Coelho até onde ele chegou (2), o actual primeiro ministro não auferiu salário, sobreviveu a comer cenouras (3). Tarefa concluida deram a Tecnoforma como falida, quer dizer, insolvência deliberada. A Tecnoforma tem atualmente 124 credores, entre eles o BES (4). Conta o mesmo Expresso: naqueles últimos dias antes de Passos ser eleito (5), “a sede do PSD é um reboliço. As entradas e saídas são tão frequentes que deixaram de poder passar despercebidas à pacata vizinhança. No palacete de São Caetano à Lapa entram banqueiros, embaixadores, deputados e jornalistas. Caras conhecidas, muita pompa de motoristas, que fazem rasantes às paredes do pátio, para encontrar uma nesga de estacionamento entre as altas cilindradas que se apinham. Dia após dia, em tom de nervoso miudinho. É óbvio que se cozinham ali muitas hipóteses de futuro para o país” – ora, para o Expresso, que é o órgão oficial do Clube Bilderberg para o protectorado português, ajudar à festança que é o actual streap-tease da canalha deste governo, é porque a sua missão está dada como concluída, esgotada, tornou-se urgente para a cáfila que manobra nos bastidores (6) preparar o senhor que se segue. Outro bonzo que não altere coisa alguma do que agora se acabou de fazer. Pela sensibilidade enganosa do povo, parece que vão apostar num dos “Antónios” (7) do Partido dito Socialista.


(1) Passos foi consultor da Tecnoforma enquanto esteve em exclusividade no Parlamento 


(4) Tecnoforma pediu insolvência em 2012, o que é contestado em Tribunal 
(6) Último patrão de Passos: se ele quiser voltar tem as portas escancaradas
(8) links para as canções do preâmbulo por cortesia do camarada João Manuel Ribeiro
 
 "Optei por curso de Economia enquanto TRABALHAVA na TECNOFORMA". Escrito pelo punho de Pedro Passos Coelho no seu livro "Mudar

sexta-feira, setembro 26, 2014

Portugueses no Mundo (II)

O emigrante Jorge Oliveira radicado em Newark, acaba de ser imortalizado por serviços prestados à causa da liberdade do Ocidente.

É um verdadeiro "newarker" afirmou o porta-voz Jack Fanous da organização sem fins lucrativos "GI Go Fund" na inauguração de uma estátua do insigne português naquela cidade: "Esta rua vai para sempre carregar o nome de Jorge Oliveira, para que as gerações futuras possam passar por aqui e ver o nome de um verdadeiro herói". Mais de duas centenas de pessoas juntaram-se no parque Essex County para assistir in loco à elevação da estátua de bronze. Mas quem é este português que tanto marcou a comunidade de Newark desde que ali chegou com 7 anos oriundo de uma aldeia da Anadia e merece agora tal homenagem? - "o sargento Jorge M. Oliveira faleceu em 2011 no Afeganistão ao serviço do Exército dos Estados Unidos da América (EUA) quando vários talibans atacaram a sua unidade na aldeia de Paktika com um improvisado engenho explosivo" (1). O elogio fúnebre foi feito pelo seu colega sargento Randal Bisset que se lhe referiu como "um irmão, um filho, um amigo, e acima de tudo um herói". Segundo o guiaMichelin da Anadia a Paktika são 4.013 quilómetros, o azar foi o desvio para oeste de 10.844 quilómetros, ida e volta. Oliveira é o 140º morto nas operações militares de invasão do Afeganistão e do Iraque só no ranking do Estado de New Jersey.  (Painel "Gold Star Family, NJ Run for the Fallen")

(1) Guerra contra os Povos. No artigo "Taking it to the Taliban" descreve-se a situação no terreno: "os aldeões fogem em conjunto com os combatentes talibans. Para as tropas da Nato é a maior parte das vezes impossivel distinguir quem são ou não são os civis" (Time Magazine, 8 de Março de 2010)

quinta-feira, setembro 25, 2014

salário minimo

o "aumento" do salário mínimo nacional corresponde a uma bica por dia numa tasca; se a bica for servida numa esplanada então o aumento teria de ser aquele que a CGTP pretendia, 515 euros mensais;
mesmo assim há economistas que alertam para o perigo do aumento conseguido aumento para a economia nacional. Ainda assim o "acordo de consertação social" foi um simulacro da representatividade dos trabalhadores, porque a CGTP foi expulsa do processo.
Quem assinou este miserável acordo? - o secretário-geral  da UGT que representa maioritariamente empregados e quadros de escritórios, bancos, empresários  por conta própria, etc. Carlos Silva, grande apoiante de Seguro, "na defesa dos interesses dos trabalhadores", convidou para o seminário que comemora os 36 anos da "Central", para além de inúmeros Secretários de Estado e do João Proença, os seguintes homens de Estado: Pedro Mota Soares, Nuno Crato e Passos Coelho que encerra as comemorações.

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quarta-feira, setembro 24, 2014

os Plagiadores

o regime de propriedade intelectual é um conceito da burguesia, isto é, dos donos dos meios de produção culturais, tanto do que é pré-subsidiado agora, como no que diz respeito ao saber acumulado, em economia o correspondente ao capital fixo, fruto de trabalho morto, imobilizado e apropriado por outrem.

Seja na forma de bibliotecas, museus, arquivos históricos, artigos de opinião valorizados em jornais, televisões, páginas na web, tudo é, com aspas ou sem aspas, plagiado de outrem que já o tinha pensado, escrito ou dito antes. Sobre essa matéria inerte, o senso comum incutido, trabalham os “autores”, quer dizer, os que se pretendem apropriar da sabedoria comum (da comunidade, comunista), levando o incauto cidadão também ele comum, ostracizado pela falta de meios de acesso económico à cultura, ouvinte ou leitor de opinadores versando as partes que lhes interessam, a “plagiar” para dentro das suas cabeças essas mensagens - acumulando-as e difundindo esse saber parcial como veículos plagiadores de excepção, em conversas de café, sociedades recreativas, sedes de partidos e jogos de futebol. O saber individualista, tem exactamente a mesma natureza de classe do saber bota-da-tropa que está nas origens da formação dos exércitos que possuem a propriedade intelectual de fazer a guerra.

Ora, os que pretendem ser os donos da saber em exclusividade invocam decerto a máxima do contra-revolucionário Max Stirner em ““O único e a sua propriedade” (1844), uma elegia à sapiência do individualismo liberal utilizado como negócio, agora tão em voga. Mas esses sabichões evitam a máxima de Joseph Proudhon “toda a propriedade é um roubo” e em última instância, fogem a sete pés de Karl Marx quando o plagiou e lhe acrescentou: “a ideologia difundida pelos meios de produção culturais vigentes é sempre a ideologia da classe dominante(in a “Ideologia Alemã”, 1847). Nada que não possa dialecticamente evoluir e ser modificado para um regime de saber comum, livre, público, de propriedade dominante das classes proletárias maioritárias.

Portanto, informação ou ideia que sai por um buraco passa a ser saber adquirido susceptivel de entrar pelo mesmo buraco, quer dizer, face aos direitos de autor no presente paradigma capitalista, os que escrevem de forma que pensam ser "original" com o fito de obter lucro, ou sequer pelo simples reconhecimento de um qualquer interesse não declarado, podem fazê-lo vendendo essas obras num circuito editorial comercial. Assim não acontecendo, desde que publiquem em local público esse saber, informação, alienação ou manipulação, essa obra passa a ser propriedade de todos - para o bem e para o mal, livre.

terça-feira, setembro 23, 2014

Passos Coelho invocou "exclusividade”, Parlamento diz o contrário

Toca o telefone: "Sim Sr. Ministro (...) Sim". Afinal não havia exclusividade. Confuso? o actual 1ª ministro requereu exclusividade nas funções de deputado e recebeu da Assembleia da república um subsidio de 60 mil euros por isso, mas afinal actualmente já nunca teve exclusividade? só acredita quem quiser. O actual 1º ministro após denúncia fundamentada é acusado no Caso Tecnoforma por ter recebido 150.000 euros quando, enquanto deputado da nação, exercia o cargo em exclusividade, o que o impedia de "fazer biscates" fora das honrosas funções que lhe estavam confiadas (cof,cof)...

E actualmente o país do vota-neste-ou-no-outro está suspenso à espera que o próprio acusado Passos Coelho se explique. Há quem afirme que em vez dos 60 mil Passos só teria infringido a lei em relação ao 2º mandato na AR e nesse caso apenas em 30 mil euros. Este valor ou o dobro, de qualquer forma o suficiente para qualquer honesto cidadão trabalhador poder trocar de carro. Primeiro os serviços parlamentares garantiram que o actual primeiro-ministro não era deputado em exclusividade entre 1995 e 1999. Mas quando saiu de São Bento, Passos requereu o subsídio de reintegração mais alto, garantindo ter cumprido o regime de exclusividade. Confuso? Afinal qual é a importância de Passos Coelho ter estado ou não em exclusividade na Assembleia da República entre 1995 e 1999?

«.... A resposta é simples: se esteve em exclusividade não podia ter recebido qualquer pagamento pelo exercício de actividades profissionais exteriores ao Parlamento. E se não esteve em exclusividade, como disse esta segunda-feira o secretário-geral do Parlamento, isso quer dizer que recebeu indevidamente cerca de 30 mil euros, correspondentes a parte do subsídio de reintegração que requereu e foi aceite. Mas se for verdade que recebeu cinco mil euros por mês da empresa Tecnoforma, entre 1997 e 1999, para desempenhar as funções de presidente do Centro Português para a Cooperação (CPPC) — uma organização não-governamental criada por aquela empresa para lhe angariar financiamentos internacionais —, então o problema é bastante mais complicado: terá violado as regras da exclusividade e terá incorrido num crime fiscal por não ter declarado tais rendimentos nas suas declarações de IRS....». Confuso? não... a evasão fiscal imputada a Passos Coelho já prescreveu. Como já passaram mais de dez anos, a investigação foi encerrada. O plano legalista está safo, restam as consequências politicas as quais no presente estado-gatuno-da-nação nunca são importantes.

processo BPN teve uma "saída limpa"
O governo tem mais de 70 mil funcionários públicos na mira para despedir sem causa aparente. E que tal se começassem por dar o exemplo e estes "selfie-governantes" se despedissem ou se entregassem a si próprios voluntariamente num estabelecimento prisional uma vez que já têm causas de sobra?. No actual clima de revanche judiciária em curso, se Al-Capone para Al-Capangas, até o pobre Isaltino Morais já vem a público reclamar por ter sido injustamente condenado por sonegar 1,1 milhão de euros ao Fisco, quando de facto o tribunal apenas conseguir provar que roubou 15 mil euros.