Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
sexta-feira, dezembro 05, 2014
quinta-feira, dezembro 04, 2014
Corrupção, Bloco Central, Enriquecimento licito, etc e Tal
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A grande "noticia" do dia é que "Sócrates tinha viagem marcada para o Brasil". Mas não é pelas parangonas da publicidade paga pelos dois gangs do Bloco Central que devemos formar opinião - não é por aí; não devemos ir atrás da imprensa tablóide que é usada para distrair as pessoas do que é importante: o homem tinha viagem marcada porque era consultor numa empresa brasileira; vejamos, o empresário da banca Ricardo Salgado deu um golpe de mais de 20.000 milhões, pagou 3 milhões e anda à solta (o total do dinheiro que o Estado mete para tapar a fraude não estará certamente quantificado nos tempos mais próximos) ; o pobre larápio do ex-primeiro ministro apareceu com uma miserável conta de 25 milhões e está preso com fanfarras à porta de uma cadeia de alta-segurança (com todo o escândalo que isso gera na opinião pública em termos de eleitoralismo); e a interrogação que fica é: "as acusações a Sócrates serão mais pesadas e graves do que as que recaem em Ricardo Salgado?"
... ou como se vai dizendo por aí, pior que ter um ex-primeiro ministro preso é ter o actual primeiro-ministro à solta, ambos assessorados pela cáfila de capangas bem conhecidos por todo o português "frugalizado" - foi este o novo-termo utilizado na entrevista de ontem para substituir "austeridade" pelo actual gestor que anda a vender o nacionalizado Novo Banco/Velho BES limpo de prejuizos a privados.
A grande "noticia" do dia é que "Sócrates tinha viagem marcada para o Brasil". Mas não é pelas parangonas da publicidade paga pelos dois gangs do Bloco Central que devemos formar opinião - não é por aí; não devemos ir atrás da imprensa tablóide que é usada para distrair as pessoas do que é importante: o homem tinha viagem marcada porque era consultor numa empresa brasileira; vejamos, o empresário da banca Ricardo Salgado deu um golpe de mais de 20.000 milhões, pagou 3 milhões e anda à solta (o total do dinheiro que o Estado mete para tapar a fraude não estará certamente quantificado nos tempos mais próximos) ; o pobre larápio do ex-primeiro ministro apareceu com uma miserável conta de 25 milhões e está preso com fanfarras à porta de uma cadeia de alta-segurança (com todo o escândalo que isso gera na opinião pública em termos de eleitoralismo); e a interrogação que fica é: "as acusações a Sócrates serão mais pesadas e graves do que as que recaem em Ricardo Salgado?"
... ou como se vai dizendo por aí, pior que ter um ex-primeiro ministro preso é ter o actual primeiro-ministro à solta, ambos assessorados pela cáfila de capangas bem conhecidos por todo o português "frugalizado" - foi este o novo-termo utilizado na entrevista de ontem para substituir "austeridade" pelo actual gestor que anda a vender o nacionalizado Novo Banco/Velho BES limpo de prejuizos a privados.
quarta-feira, dezembro 03, 2014
Espirito Santo? esta cara não me é estranha...
É raro o dia em que Ricardo Salgado não seja noticia por mais um qualquer punhado de trocos. Hoje são mais 14 milhõesitos de presente dados por um empreiteiro da construção civil ao presidente do BES, não comunicados em tempo perante o Banco de Portugal e depois justificados por dois pareceres de catedráticos de Direito da Univ. de Coimbra: o dinheiro foi entregue por "espírito de entreajuda e solidariedade - tal explicação foi decisiva para que Carlos Costa mantivesse o estatuto de idoneidade de Salgado" (fonte)Em tempos amargos, rir é o melhor remédio. Outra cena pitoresca passa-se na chamada "comissão de inquérito" ao BES. A auditora KPMG escondeu problemas do BES Angola ao Banco de Portugal. E o presidente da KPMG, senhor Sikander Sattar, sentou-se no Parlamento a prestar declarações:
... que sim "em 2013 a KPMG já sabia dos problemas existentes no BESA mas nunca os reportou ao BdP, inclusivé o facto do banco ter perdido o rasto a 5,7 mil milhões de dólares em créditos, que teriam sido concedidos sem garantias ou quaisquer colaterais, e em muitos casos sem a existência de um registo de quem os recebeu ou para que fim (...) não tinha a ver com o Banco português", balbuciou. Havia a obrigatoriedade de ter reportado o problema inquiriu o deputado João Galamba. Ao que o senhor Sikander Sattar respondeu dizendo estar ali na qualidade de auditor do BES em Portugal, não podendo portanto saber das questões de auditoria em Angola. Bem, disse João Galamba, nesse caso fica esta Comissão notificada para convocar o revisor de contas do BES-Angola, que no caso é a mesma KPMG igualmente presidida em Luanda pelo mesmo senhor Sikander Sattar... é uma pergunta que vale três mil milhões de euros
Garcia Pereira: a Audição a Vítor Bento
... que sim "em 2013 a KPMG já sabia dos problemas existentes no BESA mas nunca os reportou ao BdP, inclusivé o facto do banco ter perdido o rasto a 5,7 mil milhões de dólares em créditos, que teriam sido concedidos sem garantias ou quaisquer colaterais, e em muitos casos sem a existência de um registo de quem os recebeu ou para que fim (...) não tinha a ver com o Banco português", balbuciou. Havia a obrigatoriedade de ter reportado o problema inquiriu o deputado João Galamba. Ao que o senhor Sikander Sattar respondeu dizendo estar ali na qualidade de auditor do BES em Portugal, não podendo portanto saber das questões de auditoria em Angola. Bem, disse João Galamba, nesse caso fica esta Comissão notificada para convocar o revisor de contas do BES-Angola, que no caso é a mesma KPMG igualmente presidida em Luanda pelo mesmo senhor Sikander Sattar... é uma pergunta que vale três mil milhões de euros
Garcia Pereira: a Audição a Vítor Bento
terça-feira, dezembro 02, 2014
a NATO testou a sua Força de Reacção Rápida desafiando Vladimir Putin um ano antes da crise na Ucrania que está levar à diabolização da Rússia
a 3 Novembro de 2013, cerca de um mês antes do inicio da revolta na Ucrânia, o jornal francês L`Express noticiava através da Reuters que a NATO tinha lançado a sua maior manobra estratégica dos últimos 10 anos em zonas de fronteira com a Rússia.
Entre 2 a 7 de Novembro de 2013 a operação "Jazz Steadfast" no Mar Báltico mobilizou cerca de 7.000 homens, incluindo 1.200 soldados franceses, tanques, aviões e uma frota naval – tratava-se do ensaio da recentemente criada Força de Reacção Rápida do Tratado do Atlântico Norte projectada para funcionar em todos os teatros de operação - "há cinco anos que a Rússia se mostra cada vez mais segura de si mesma no Báltico", disse então o ministro da Defesa da Letónia Artis Pabriks: “a operação Jazz Steadfast é importante para nós porque são os primeiros exercícios que nos permitem treinar para defender o nosso território". Tal ameaça seria um cenário improvável, que nunca se verificou nem durante os anos em que os países bálticos se tornaram independentes da União Soviética.
Três semanas depois, a 21 de Novembro de 2013, tiveram inicio os protestos na capital da Ucrânia, uma onda de manifestações cujo objectivo imediato foi mudar o nome da Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) para “Euromaidan”, de acordo com o desígnio da extrema-direita ucraniana uma vez caçado o poder aderir à União Europeia. O regime democrático eleito caiu em Fevereiro de 2014 e no dia 7 de Março um avião sem identificação levou todo o ouro existente no Banco Central da Ucrânia para os Estados Unidos, provavelmente como garantia de colocar os 44 milhões de ucranianos na esfera da Dívida aos bancos privados ocidentais.
Voltando à operação no Báltico, o General norte-americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados afirmou então que a experiência de contra-guerrilha liderada pela NATO no Afeganistão não é suficiente, precisando a Aliança de se preparar para as operações militares mais sofisticadas dos exércitos tradicionais. Embora a Rússia não tenha ensaiado qualquer movimento, a NATO convidou observadores russos a participar no exercício "Jazz Steadfast" na clara intenção de provocar tensão nas relações entre o Ocidente e da Rússia de Vladimir Putin, que há muito reclama o direito de defesa de proximidade especialmente no mar Báltico e no Cáucaso, cuja influência tem vindo a ser corroída pelo Ocidente desde o fim do regime soviético.
os novos ares de guerra fria
Desde então, Vladimir Putin tem continuado a modernização do exército russo como prioridade nacional: "infelizmente, o mundo de hoje está longe de ser pacífico e seguro. (...) a instabilidade é crescente em grandes partes do mundo", disse Putin. No ano passado, Moscovo anunciou um aumento de 25% no seu orçamento de defesa, o que já ultrapassa o da França (62,2 milhões de habitantes) ou o Reino Unido (63,7 milhões). A Rússia (142,5 milhões de habitantes) vai gastar o equivalente de 515 biliões de euros até 2020, definindo uma meta para fornecer equipamentos modernos e pelo menos mais um milhão aos 700.000 activos no serviço militar. Irão ser construídos dois mil e trezentos carros de combate, 1.200 helicópteros, 15 navios de superfície e 28 submarinos. Em operações que lembram a Guerra Fria, bombardeiros russos aproximam-se agora periodicamente do espaço aéreo da NATO. Como contra-informação, é agora informado que os caças britânicos descolaram 29 vezes entre 2010 e 2012. A Letónia comunicaram que aviões russos sobrevoaram o seu território “quase 37 vezes”, só em 2013, enquanto tais incidentes ocorriam, uma ou duas vezes por ano, nos últimos cinco anos. A actividade naval também teria recrudescido - "Estamos a fazer o nosso melhor para reforçar a cooperação (...), temos de continuar a demonstrar a nossa intenção e capacidade de defender os nossos interesses", disse o general Charles H Jacoby, chefe do Comando Norte (NORTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos. As manobras terrestres da Rússia estariam também a preocupar os países vizinhos, particularmente como a designada "Zapad-103", realizada na Bielorrússia em Setembro´de 2013 descrita pelo Kremlin como exercícios de treino antiterroristas.
"A postura muito agressiva do Zapad causou muita preocupação entre os países bálticos, que têm prevista no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte a intervenção dos Aliados para ajudar um país-membro caso seja atacado” disse uma alta autoridade ocidental, "no entanto, é geralmente aceite que o governo russo não representa uma ameaça". Oficialmente, o foco permanece sobre a cooperação com a Rússia. Aviões da NATO têm participado com os russos em exercícios de defesa contra-terrorismo, enquanto esquadras navais da Aliança estavam fundeadas nos portos da Federação Russa. "Muitos de nós nos perguntamos: por quê?", inquiriu um diplomata ocidental, observando que a NATO expressou claramente a sua intenção de não provocar o Oriente asiático - "para se armar na perspectiva de um conflito com quem? Não é um enorme desperdício de recursos?"
Entre 2 a 7 de Novembro de 2013 a operação "Jazz Steadfast" no Mar Báltico mobilizou cerca de 7.000 homens, incluindo 1.200 soldados franceses, tanques, aviões e uma frota naval – tratava-se do ensaio da recentemente criada Força de Reacção Rápida do Tratado do Atlântico Norte projectada para funcionar em todos os teatros de operação - "há cinco anos que a Rússia se mostra cada vez mais segura de si mesma no Báltico", disse então o ministro da Defesa da Letónia Artis Pabriks: “a operação Jazz Steadfast é importante para nós porque são os primeiros exercícios que nos permitem treinar para defender o nosso território". Tal ameaça seria um cenário improvável, que nunca se verificou nem durante os anos em que os países bálticos se tornaram independentes da União Soviética.
Três semanas depois, a 21 de Novembro de 2013, tiveram inicio os protestos na capital da Ucrânia, uma onda de manifestações cujo objectivo imediato foi mudar o nome da Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) para “Euromaidan”, de acordo com o desígnio da extrema-direita ucraniana uma vez caçado o poder aderir à União Europeia. O regime democrático eleito caiu em Fevereiro de 2014 e no dia 7 de Março um avião sem identificação levou todo o ouro existente no Banco Central da Ucrânia para os Estados Unidos, provavelmente como garantia de colocar os 44 milhões de ucranianos na esfera da Dívida aos bancos privados ocidentais.
Voltando à operação no Báltico, o General norte-americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados afirmou então que a experiência de contra-guerrilha liderada pela NATO no Afeganistão não é suficiente, precisando a Aliança de se preparar para as operações militares mais sofisticadas dos exércitos tradicionais. Embora a Rússia não tenha ensaiado qualquer movimento, a NATO convidou observadores russos a participar no exercício "Jazz Steadfast" na clara intenção de provocar tensão nas relações entre o Ocidente e da Rússia de Vladimir Putin, que há muito reclama o direito de defesa de proximidade especialmente no mar Báltico e no Cáucaso, cuja influência tem vindo a ser corroída pelo Ocidente desde o fim do regime soviético.
os novos ares de guerra fria
Desde então, Vladimir Putin tem continuado a modernização do exército russo como prioridade nacional: "infelizmente, o mundo de hoje está longe de ser pacífico e seguro. (...) a instabilidade é crescente em grandes partes do mundo", disse Putin. No ano passado, Moscovo anunciou um aumento de 25% no seu orçamento de defesa, o que já ultrapassa o da França (62,2 milhões de habitantes) ou o Reino Unido (63,7 milhões). A Rússia (142,5 milhões de habitantes) vai gastar o equivalente de 515 biliões de euros até 2020, definindo uma meta para fornecer equipamentos modernos e pelo menos mais um milhão aos 700.000 activos no serviço militar. Irão ser construídos dois mil e trezentos carros de combate, 1.200 helicópteros, 15 navios de superfície e 28 submarinos. Em operações que lembram a Guerra Fria, bombardeiros russos aproximam-se agora periodicamente do espaço aéreo da NATO. Como contra-informação, é agora informado que os caças britânicos descolaram 29 vezes entre 2010 e 2012. A Letónia comunicaram que aviões russos sobrevoaram o seu território “quase 37 vezes”, só em 2013, enquanto tais incidentes ocorriam, uma ou duas vezes por ano, nos últimos cinco anos. A actividade naval também teria recrudescido - "Estamos a fazer o nosso melhor para reforçar a cooperação (...), temos de continuar a demonstrar a nossa intenção e capacidade de defender os nossos interesses", disse o general Charles H Jacoby, chefe do Comando Norte (NORTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos. As manobras terrestres da Rússia estariam também a preocupar os países vizinhos, particularmente como a designada "Zapad-103", realizada na Bielorrússia em Setembro´de 2013 descrita pelo Kremlin como exercícios de treino antiterroristas.
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segunda-feira, dezembro 01, 2014
Troika vai ser investigada pelo Parlamento Europeu; e quem investiga os presidentes da Comissão Europeia?
Sai mais uma manobra de diversão. Segundo o Expresso, "o Parlamento Europeu vai lançar um processo de inquérito para investigar a actuação da troika".
Em vista está o combate à transparência e investigação de eventuais abusos ou violações da lei nos países sob assistência financeira, como é o caso de Portugal (...) As troikas desempenham um papel chave na crise da zona euro. Mas o seu trabalho continua a não ser transparente em larga medida", considera a deputada do partido "os Verdes" autora da proposta, Sven Giegold, que acredita que "os pressupostos da troika provaram estar errados em todos os resgates. A avaliação vai incidir sobre a Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre, e vão ser investigados eventuais abusos ou violações da lei por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia". (fonte)
"Investigada por eventuais abusos ou violações nos países" em que os governos aceitaram dobrar a espinha vertebral à independência nacional, traindo o seu povo... ou, de como diz o nosso camarada João Manuel Ribeiro: o presidente da comissão vai ser investigado pelo pai natal, que vai ser investigado pelo coelhinho, que vai ser investigado pelo palhaço e no fim vão todos juntos com a troika no combóio ao circo...
E num registo mais sério, a pergunta que as gentes do povo devem colocar a todos estes canalhas é, como nos tempos áureos da escravatura, a seguinte: "conseguirá hoje em dia um qualquer operário pagar a sua dívida ao patrão?" -
Em vista está o combate à transparência e investigação de eventuais abusos ou violações da lei nos países sob assistência financeira, como é o caso de Portugal (...) As troikas desempenham um papel chave na crise da zona euro. Mas o seu trabalho continua a não ser transparente em larga medida", considera a deputada do partido "os Verdes" autora da proposta, Sven Giegold, que acredita que "os pressupostos da troika provaram estar errados em todos os resgates. A avaliação vai incidir sobre a Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre, e vão ser investigados eventuais abusos ou violações da lei por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia". (fonte)
"Investigada por eventuais abusos ou violações nos países" em que os governos aceitaram dobrar a espinha vertebral à independência nacional, traindo o seu povo... ou, de como diz o nosso camarada João Manuel Ribeiro: o presidente da comissão vai ser investigado pelo pai natal, que vai ser investigado pelo coelhinho, que vai ser investigado pelo palhaço e no fim vão todos juntos com a troika no combóio ao circo...
E num registo mais sério, a pergunta que as gentes do povo devem colocar a todos estes canalhas é, como nos tempos áureos da escravatura, a seguinte: "conseguirá hoje em dia um qualquer operário pagar a sua dívida ao patrão?" -
domingo, novembro 30, 2014
A indignação que se vai ouvindo nas ruas é por a justiça só actuar contra uma das facções do “arco da governação” enquanto vai deixando impune a outra facção actualmente no poder.
"Duarte Lima terá recebido um milhão na compra de submarinos". Mas não foi por isso que foi detido, senão lá teria de ir de braço dado com Barroso e Portas
No processo judicial que envolve o antigo lider parlamentar de Cavaco Silva / Duarte Lima, o tribunal deu como provados os crimes de burla qualificada ao BPN e branqueamento de capitais no processo Homeland., condenado o réu a dez anos de prisão. Falta saber se o golpe dado no BPN de 53,5 milhões de euros tapado depois com dinheiro surripiado aos contribuintes irá ser recuperado pelo Estado, quando este por obra e graça do espirito santo se converter à honestidade. Para já o ex-deputado do PSD considera a decisão do Tribunal de Lisboa "brutal e injusta”, e vai recorrer da sentença, segundo diz por não admitir “ser erigido como símbolo da pessoa que pôs o BPN na posição que está…” e mais à frente: “"os actos praticados enquanto político nada têm a ver com os actos praticados na minha vida particular e profissional" concluiu Duarte Lima. Como disse? Não entendemos; então um banco gerido honestamente (que não o BPN) passava-lhe essa “pipa de massa” para a mão sem garantias efectivas se Duarte Lima não tivesse as ligações que tem com o regime cavaquista? E que vida profissional? se não se lhe conhece outra vida que não a de viver da politica profissional? Neste ponto tem razão, nada contra a lei.. São lapsos do regime cujas leis foram feitas por potenciais autores de burla e enriquecimento ilícito “profissional” em seu próprio beneficio futuro.
Em Abril de 2014 a “justiça” já tinha engendrado uma primeira provocação. Duarte Lima é libertado, deixando de estar em prisão domiciliária por o juiz lhe ter mandado retirar a pulseira eletrónica por considerar que o perigo de fuga está diminuído". Fazia e faz sentido. Não há perigo de fuga porque o Lima tem um mandato de captura internacional na Interpol por acusação de assassinato. Vai fugir para onde?
Quer dizer, Duarte Lima confunde um julgamento por delito comum como se tivesse direito a privilégio pelo facto de ser um notável e pertencer ao partido cuja bancada dirigiu. Fica em liberdade e com direito a botar sentença em directo das televisões, o que lhe dá maior notoriedade que a papeleta passada pelo tribunal - “Com o recurso a decisão subirá ao Tribunal da Relação, e se for confirmada a condenação por uma segunda vez, continuará em liberdade com um novo recurso. A decisão subirá ao Supremo Tribunal de Justiça, e se for confirmada a condenação por uma terceira vez, continuará em liberdade com novo recurso para o Tribunal Constitucional, onde só então será dada a decisão final, com o trânsito em julgado”. É a democracia de delito comum a funcionar.
No processo judicial que envolve o antigo lider parlamentar de Cavaco Silva / Duarte Lima, o tribunal deu como provados os crimes de burla qualificada ao BPN e branqueamento de capitais no processo Homeland., condenado o réu a dez anos de prisão. Falta saber se o golpe dado no BPN de 53,5 milhões de euros tapado depois com dinheiro surripiado aos contribuintes irá ser recuperado pelo Estado, quando este por obra e graça do espirito santo se converter à honestidade. Para já o ex-deputado do PSD considera a decisão do Tribunal de Lisboa "brutal e injusta”, e vai recorrer da sentença, segundo diz por não admitir “ser erigido como símbolo da pessoa que pôs o BPN na posição que está…” e mais à frente: “"os actos praticados enquanto político nada têm a ver com os actos praticados na minha vida particular e profissional" concluiu Duarte Lima. Como disse? Não entendemos; então um banco gerido honestamente (que não o BPN) passava-lhe essa “pipa de massa” para a mão sem garantias efectivas se Duarte Lima não tivesse as ligações que tem com o regime cavaquista? E que vida profissional? se não se lhe conhece outra vida que não a de viver da politica profissional? Neste ponto tem razão, nada contra a lei.. São lapsos do regime cujas leis foram feitas por potenciais autores de burla e enriquecimento ilícito “profissional” em seu próprio beneficio futuro.
Em Abril de 2014 a “justiça” já tinha engendrado uma primeira provocação. Duarte Lima é libertado, deixando de estar em prisão domiciliária por o juiz lhe ter mandado retirar a pulseira eletrónica por considerar que o perigo de fuga está diminuído". Fazia e faz sentido. Não há perigo de fuga porque o Lima tem um mandato de captura internacional na Interpol por acusação de assassinato. Vai fugir para onde?
Quer dizer, Duarte Lima confunde um julgamento por delito comum como se tivesse direito a privilégio pelo facto de ser um notável e pertencer ao partido cuja bancada dirigiu. Fica em liberdade e com direito a botar sentença em directo das televisões, o que lhe dá maior notoriedade que a papeleta passada pelo tribunal - “Com o recurso a decisão subirá ao Tribunal da Relação, e se for confirmada a condenação por uma segunda vez, continuará em liberdade com um novo recurso. A decisão subirá ao Supremo Tribunal de Justiça, e se for confirmada a condenação por uma terceira vez, continuará em liberdade com novo recurso para o Tribunal Constitucional, onde só então será dada a decisão final, com o trânsito em julgado”. É a democracia de delito comum a funcionar.
sábado, novembro 29, 2014
"Prendem Sócrates para “não tocar em Portas e Barroso”, diz Garcia Pereira
via facebook, Anabela Melão: "Nota importante para esta «presunção de culpabilidade» que discute a prisão de um Primeiro-Ministro como se fosse um bom indicio do funcionamento da democracia. Acusar de corrupção e tal um ex-primeiro-ministro será também, e principalmente, um fortíssimo indício de que o "sistema" se confronta com graves problemas. Pensar que o "sistema" permite que alguém chegue ao mais alto cargo da nação e se sirva do poder que lhe foi confiado para benefício próprio pressupõe que o escrutínio feito a quem se candidatou ao cargo não serviu para nada e, sobretudo, que o poder soberano numa democracia, o povo que votou maioritariamente nele, foi enganado da pior forma. Mas pode ser ainda pior. Podemos vir a chegar à conclusão de que temos uma justiça que encarcera um ex-primeiro-ministro sem indícios definitivos, sólidos e muito fortes. Este apontamento do Pedro Marques Lopes, no DN, leva-nos a uma reflexão igualmente séria: a de quanto vale a justiça e de quem no seu subsistema mexe e move com a vida de um cidadão sem lhe assistir razão. Sócrates não pode ser kafka. Senão, os sinos ainda dobrarão por mais umas cabeças"...
oh diabo... Estará alguém a pôr as barbas de molho? - "o Gabinete da Luta Anti-fraude da União Europeia (OLAF) abriu uma investigação formal sobre o financiamento da empresa Tecnoforma e da Organização não-governamental CPPC, Centro Português para a Cooperação, (organização utilizada então por Passos Coelho e Miguel Relvas) para a utilização fraudulenta de fundos comunitários" (dn)
via facebook, Anabela Melão: "Nota importante para esta «presunção de culpabilidade» que discute a prisão de um Primeiro-Ministro como se fosse um bom indicio do funcionamento da democracia. Acusar de corrupção e tal um ex-primeiro-ministro será também, e principalmente, um fortíssimo indício de que o "sistema" se confronta com graves problemas. Pensar que o "sistema" permite que alguém chegue ao mais alto cargo da nação e se sirva do poder que lhe foi confiado para benefício próprio pressupõe que o escrutínio feito a quem se candidatou ao cargo não serviu para nada e, sobretudo, que o poder soberano numa democracia, o povo que votou maioritariamente nele, foi enganado da pior forma. Mas pode ser ainda pior. Podemos vir a chegar à conclusão de que temos uma justiça que encarcera um ex-primeiro-ministro sem indícios definitivos, sólidos e muito fortes. Este apontamento do Pedro Marques Lopes, no DN, leva-nos a uma reflexão igualmente séria: a de quanto vale a justiça e de quem no seu subsistema mexe e move com a vida de um cidadão sem lhe assistir razão. Sócrates não pode ser kafka. Senão, os sinos ainda dobrarão por mais umas cabeças"...
oh diabo... Estará alguém a pôr as barbas de molho? - "o Gabinete da Luta Anti-fraude da União Europeia (OLAF) abriu uma investigação formal sobre o financiamento da empresa Tecnoforma e da Organização não-governamental CPPC, Centro Português para a Cooperação, (organização utilizada então por Passos Coelho e Miguel Relvas) para a utilização fraudulenta de fundos comunitários" (dn)
sexta-feira, novembro 28, 2014
o Canto da Sibila
El Cant de la Sibilla é um canto litúrgico sobre a profetisa pagã Eritreia descrevendo a chegada de Cristo e o Apocalipse do fim dos tempos. Foi cantado originalmente nalgumas igrejas de Maiorca (Espanha) e Alghero (Sardenha, Itália) em língua catalã em véspera de Natal quase uninterrruptamente desde a idade medieval. A canção foi declarada obras-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2010.
O autor do Canto da Sibila é desconhecido. A profecia foi registada pela primeira vez como um poema apócrifo em grego pelo bispo Eusébio de Cesaréia e depois traduzido para o latim por Agostinho de Hipona n`A Cidade de Deus. Apareceu novamente no século X em diferentes locais por toda a Catalunha, Itália, Castela e França nos sermões cristãos judaizados.
Contra, posteriormente inseridos na leitura da sexta aula do segundo nocturno de matinas e foi realizada como parte integrante da liturgia . Este canto foi originalmente cantada em latim e com o nome de Judicii Signum, mas a partir do Século XIII em diante são encontradas versões em catalão, não diretamente traduzidas do latim. Procedem de uma adaptação anterior, em dialecto provençal, o que prova a enorme popularidade desta canção deve ter tido no passado.
Entre os textos catalães que provêm desta raiz comum, há um Codex do sec. XIV mantido nos arquivos da Diocese de Maiorca, que foi redescoberto em 1908. A transmissão oral e a falta de registos escritos deu azo a que os vários textos no vernáculo antigo tivessem sofrido muitas modificações ao longo do tempo, o que levou a uma diversidade de versões. A Canção da Sibila foi quase totalmente abandonada em toda a Europa após o Concílio de Trento (entre 1545-1563) que declarou que o canto era proibido. No entanto, foi restaurado em Maiorca logo em 1575. Originalmente, a canção da Sibila era cantada ao modo gregoriano e, como pode ser visto no Codex mencionado anteriormente, o acompanhamento musical de que há registo em Maiorca, com exceção de algumas variações, foi o mesmo documentado noutros lugares por toda a Península Ibérica. A transmissão oral da música causou, como aconteceu com o texto, o aparecimento de diferentes variações e modelos que duraram até ao século XVII. O interesse entre musicólogos e intérpretes populares no século XIX reavivaram as diferentes versões e adaptações que são cantadas na actualidade - "tal como os meus antepassados do pântano yankee, acredito que existe um céu, e também um inferno. Então, devemos talvez morrer e nascer de novo, porque todos nós já estamos no inferno" - este é o mote para a versão dos Dead Can Dance. A gravação acima é a classica da Hesperion XX, com a Capella Reial de Catalunya, Jordi Savall e Montserrat Figueras.
quinta-feira, novembro 27, 2014
O cantar alentejano que vem de Paris
Há indivíduos que vão a Paris (ou off-onde-calha) enquanto o partido esfrega o olho, com umas belas dezenas de milhões postos a salvo do fisco e regressam num ápice todos lampeiros...
... enquanto outros indivíduos, mais dados às coisas colectivas, vão a Paris como se fosse um evento único e irrepetível nas suas vidas. Viajam todos juntos num autocarro durante 30 horas para lá e outras tantas para cá; pelo caminho vão parando junto às caravanas de muitos outros portugueses condenados ao import-export nas estações de serviço. Põe-se uma mesa portátil ao redor da qual todos comem, em pé, pão e chouriça cortada a canivete de bolso, e outras iguarias para farnel de que o Alentejo é terra de fartura.
São estes portugueses, simples, genuínos, os que nunca passaram as privações das brasseries IlGattopardos onde se come pouco, mal e caro pra caralho, que regressam à nossa terra orgulhosos com uma carrada às costas de notável valor cultural – desta vez o cante alentejano reconhecido como património imaterial da humanidade. Bem hajam malta que canta em coro a terra da fraternidade, teremos futuro.
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... enquanto outros indivíduos, mais dados às coisas colectivas, vão a Paris como se fosse um evento único e irrepetível nas suas vidas. Viajam todos juntos num autocarro durante 30 horas para lá e outras tantas para cá; pelo caminho vão parando junto às caravanas de muitos outros portugueses condenados ao import-export nas estações de serviço. Põe-se uma mesa portátil ao redor da qual todos comem, em pé, pão e chouriça cortada a canivete de bolso, e outras iguarias para farnel de que o Alentejo é terra de fartura.
São estes portugueses, simples, genuínos, os que nunca passaram as privações das brasseries IlGattopardos onde se come pouco, mal e caro pra caralho, que regressam à nossa terra orgulhosos com uma carrada às costas de notável valor cultural – desta vez o cante alentejano reconhecido como património imaterial da humanidade. Bem hajam malta que canta em coro a terra da fraternidade, teremos futuro.
Gravado em Vila Nova de São Bento, Serpa
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quarta-feira, novembro 26, 2014
Soares diz que Sócrates está ser alvo de "malandrice, bandalheira e infâmia"
a Maçonaria à rasca face ao assalto do gang da Opus Dei?
Com a devida vénia ao Luis Lima: "a cabeça do polvo maçónico começa a ficar inquieta e tonta com receio de lhe serem amputados alguns dos seus tentáculos. Este avozinho-cantigas alega que foi jurista... por isso iludiu e traiu o povo português pouco politizado para assaltar o poder com o apoio dos seus colegas maçons nacionais e internacionais. O PS começa a esborear-se com tantas contradições internas que o levarão, em acto de desespero, à sua possível extinção. (demora muito?). Mário Soares que esteja caladinho e que calce as pantufas antes que seja ele o próximo a ser julgado pelos portugueses como o principal lacaio do imperialismo no pós 25 de Abril de 1974 pelas suas negociatas com as ex-colónias portuguesas e com a submissão ao poder franco-alemão quando aceitou a adesão à Europa e ao Euro sem que o povo se podesse pronunciar em referendo"
provocação de última hora
Duarte Lima, ex-lider do PSD foi libertado, já não estando em prisão domiciliária por o Juiz lhe ter mandado retirar a pulseira eletrónica por considerar que o perigo de fuga está diminuído. Faz sentido. Não há perigo de fuga porque o Lima tem um mandato de captura internacional por acusação de assassinato. Vai fugir para onde? (fonte)
terça-feira, novembro 25, 2014
o mal da chamada "esquerda" nativa é ser constituida por gente que nunca trabalhou na ecomomia real, na produção de bens, gente que não faz a menor ideia do que é um parafuso ávido por mão-se-obra - a primeira componente económica que cria valor
"A estrutura empresarial portuguesa tem mais ou menos 420 mil empresas. Destas, há apenas 20 mil que exportam, mas mesmo parte dessas, para terem a porta aberta, precisam do mercado interno, e portanto nós na CCP sempre fomos muito críticos sobre a contracção repentina do consumo (...) - Acontece que 80 por cento do que se consome em Portugal é importado. Obviamente, não deveríamos estar dependentes das negociatas das importações, afinal quem são os 3 homens mais ricos de Portugal? os intermediários que são os maiores importadores nacionais!
"É evidente que o governo português, independentemente de poder ser mais ou menos aderente da filosofia da troika - e que nos parece que é efectivamente (muito mais), toma um conjunto de medidas em articulação e por imposição do programa de ajustamento que assinou. Achou que a troika se estava a desresponsabilizar? Exatamente. Mas a responsabilidade é do governo de facto, é ele que aplica as medidas. As pessoas da troika que vêm a Portugal são funcionários, não sei se de segunda ou de terceira linha, e no fundo são uma espécie de revisores oficiais de contas que vêm a Portugal verificar um dado programa (...)" (João Vieira Lopes)
é o Poder económico que determina e sustenta as condições de organização social de um povo. No caso, os portugueses sustentam uma pleiade de parasitas, dois gangs que actualmente se digladiam, mas atenção, é uma desavença temporária, destinada a encobrir algo de muito mais grave que está em gestação. Brevemente o Bloco Central voltará a estar bem coeso e unido contra o povo... como sempre esteve nos últimos 40 anos
Na sequência do novo estilo de desinformação inaugurado à porta da prisão de famosos com não-noticias dadas em directo, o repórter X do povo, como sabem, é uma pessoa com contactos nos sítios certos. Viver na Buraca tem destas coisas, há muitos ex-colegas dedicados ao mundo do crime e/ou são polícias. Como tal, "consegui acesso ao mural do Facebook de José Sócrates, onde podemos ver a conversa com outras figuras importantes da esfera política, logo após a detenção de José Sócrates e os momentos seguintes a ter sido decretada a sua prisão preventiva" (ah, ah, isto é que é uma caxa de meter inveja à escória do Correio da Manha, Moura Guedes e al)
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| nós e a banca é que somos a chave do problema |
é o Poder económico que determina e sustenta as condições de organização social de um povo. No caso, os portugueses sustentam uma pleiade de parasitas, dois gangs que actualmente se digladiam, mas atenção, é uma desavença temporária, destinada a encobrir algo de muito mais grave que está em gestação. Brevemente o Bloco Central voltará a estar bem coeso e unido contra o povo... como sempre esteve nos últimos 40 anos
Na sequência do novo estilo de desinformação inaugurado à porta da prisão de famosos com não-noticias dadas em directo, o repórter X do povo, como sabem, é uma pessoa com contactos nos sítios certos. Viver na Buraca tem destas coisas, há muitos ex-colegas dedicados ao mundo do crime e/ou são polícias. Como tal, "consegui acesso ao mural do Facebook de José Sócrates, onde podemos ver a conversa com outras figuras importantes da esfera política, logo após a detenção de José Sócrates e os momentos seguintes a ter sido decretada a sua prisão preventiva" (ah, ah, isto é que é uma caxa de meter inveja à escória do Correio da Manha, Moura Guedes e al)
segunda-feira, novembro 24, 2014
o insólito caso Sócrates lido nas redes sociais
estamos perante uma guerra privada entre dois gangs de malfeitores que se digladiam
usando as instituições do Estado?
usando as instituições do Estado?
"Carlos Alexandre ilibou o CDS no caso dos sobreiros, ilibou Oliveira e Costa e os outros amigos de Cavaco no caso BPN e ficou famoso por não ser capaz de investigar e levar a julgamento os responsáveis do BPN. Também interrogou Salgado, notificando-o na sua casa e deixando-o sair, após algumas horas de interrogatório, com uma caução daquelas para brincar aos pobrezinhos e ainda não prendeu ninguém do BES, ninguém no caso da legionela, ninguém dos submarinos, tudo o que investiga passa para o Sol e para o Correio da Manha e não detêm Felicia Cabrita para lhe perguntar nada, com base no indicio de fuga no segredo de justiça, etc... Mas como dizia a minha avó, mais vale cair em graça, do que ser engraçado"
jornal Belga não distingue Portas de Sócrates
"O site noticioso Sudinfo, da Bélgica francófona, ilustrou a detenção do antigo governante luso José Sócrates com uma fotografia de Paulo Portas, o actual vice-primeiro-ministro. A gafe não escapou à atenção de inúmeros leitores portugueses, que tornaram o artigo ‘viral’ com milhares de partilhas nas redes sociais. A fotografia errada permaneceu publicada durante todo o fim-de-semana, tendo sido apenas retirada esta segunda-feira". (jornal Sol)
domingo, novembro 23, 2014
Sair do Euro, contra o Fascismo (IV)
A possibilidade de a Itália sair do Euro, algo que poderia acontecer no fim da Primavera de 2015, é cada vez mais frequentemente mencionada na imprensa internacional, a italiana naturalmente mas também a alemã, americana e britânica . O silêncio da imprensa francesa é ensurdecedor...
É preciso compreender porque o processo de destruição do Euro poderia muito bem começar pela Itália e quais seriam as consequências para a França. Uma situação tornada insustentável no quadro da moeda única. A Itália está mergulhada numa situação de estagnação do seu PIB desde a crise de 2008, a qual parece ainda mais grave do que a experimentada pela Espanha (...)
a partir de agora, é preciso pensar e perguntar-se se na realidade o colapso de uma Europa entregue à hegemonia do Euro/Marco alemão não apresenta uma importante oportunidade para a economia francesa. Se a França e a Itália saírem juntas da zona Euro, isso implicará a imediata saída da Espanha, que está enfraquecida por tensões políticas profundas. Com efeito, compreende-se imediatamente que estes paises não poderiam permanecer no Euro se a Itália e a França saíssem. Ora, uma saída da Espanha implica a de Portugal. (adaptado do Resistir)... e a partir dessse momento poderia voltar a falar-se em Classe Operária na Europa como vanguarda da luta contra a NATO, isto é, contra o capitalismo armado de gangsters que andam a roubar o sustento a milhares de milhões de pessoas por todo o mundo
* o Partido Comunista Grego contra o "Podemos": 'São a reserva alternativa de submissão do povo" * "Belgium’s Multicultural Society": “Laboratório Federalista da Integração Europeia (em Lisboa a 2 de Dezembro) * Três países votaram contra a aprovação da resolução da ONU que condena a "Glorificação do Nazismo": EUA, Canadá e, claro está, a Ucrânia. A União Europeia absteve-se em bloco.
Em Abril de 2013 o chanceler alemão que mais tempo esteve no poder no pós-guerra explicou a Europa de modo que todos percebem à primeira: "Para construirmos o Euro temos de rejeitar qualquer referendo e assumirmo-nos como uma ditadura" (The Telegraph)
É preciso compreender porque o processo de destruição do Euro poderia muito bem começar pela Itália e quais seriam as consequências para a França. Uma situação tornada insustentável no quadro da moeda única. A Itália está mergulhada numa situação de estagnação do seu PIB desde a crise de 2008, a qual parece ainda mais grave do que a experimentada pela Espanha (...)
a partir de agora, é preciso pensar e perguntar-se se na realidade o colapso de uma Europa entregue à hegemonia do Euro/Marco alemão não apresenta uma importante oportunidade para a economia francesa. Se a França e a Itália saírem juntas da zona Euro, isso implicará a imediata saída da Espanha, que está enfraquecida por tensões políticas profundas. Com efeito, compreende-se imediatamente que estes paises não poderiam permanecer no Euro se a Itália e a França saíssem. Ora, uma saída da Espanha implica a de Portugal. (adaptado do Resistir)... e a partir dessse momento poderia voltar a falar-se em Classe Operária na Europa como vanguarda da luta contra a NATO, isto é, contra o capitalismo armado de gangsters que andam a roubar o sustento a milhares de milhões de pessoas por todo o mundo
* o Partido Comunista Grego contra o "Podemos": 'São a reserva alternativa de submissão do povo" * "Belgium’s Multicultural Society": “Laboratório Federalista da Integração Europeia (em Lisboa a 2 de Dezembro) * Três países votaram contra a aprovação da resolução da ONU que condena a "Glorificação do Nazismo": EUA, Canadá e, claro está, a Ucrânia. A União Europeia absteve-se em bloco.
Em Abril de 2013 o chanceler alemão que mais tempo esteve no poder no pós-guerra explicou a Europa de modo que todos percebem à primeira: "Para construirmos o Euro temos de rejeitar qualquer referendo e assumirmo-nos como uma ditadura" (The Telegraph)
sábado, novembro 22, 2014
Os contornos que estrumam a operação policial que prendeu Sócrates são estranhos
(declaração prévia: por aqui ninguém morre de simpatias por José Sócrates e pelo seu governo, um dos piores, ou seja, mais um igual aos outros que o país teve)
“Aleluia, já vem tarde”!! o grito eufórico do deputado Marques do PSD em pleno Parlamento, criatura natural de Mação, curiosamente conterrâneo do juiz Carlos Alexandre que liderou a caça a Sócrates quando este estava de chegada invocando “perigo de fuga” (e não quando partia para alhures) poderia ser um factor de estranheza, mas afinal não é nada estranha.
A captura de José Sócrates realizada deste modo pela Policia Judiciária/Autoridade Fiscal/Juiz Carlos Alexandre é parte integrante do golpe-de-estado em curso que visa directamente segregar os partidos à esquerda (ou ditos à esquerda) do PSD/CDS. Ontem a proposta prévia aprovada na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças para o restabelecimento das pensões vitalícias, sendo “uma monumentalidade de insensibilidade política a atingir as raias do insultuoso”, lançou a hipótese da prévia existência de um acordo entre os líderes do PS&PSD e luzes sobre a política de alianças futuras que vem sendo cuidadosamente ocultada e supervisionada por Cavaco Don Corleone Silva – a provocatória e rocambolesca “prisão de Sócrates” no mesmo dia em que António Costa assume a liderança, é uma oferta que as diversas facções do PS não poderão recusar exactamente porque visa obrigá-los a assinar o famigerado pacto de Bloco Central exigido pela Troica/UniãoEuropeia/FMI no sentido de atingir os 2/3 necessários para refutar a Constituição.
Que o team jurídico-fiscal tenha convocado uma estação de televisão para estar em directo a divulgar a boa-nova também é estranho ( e por lá continuam à porta do circo à borla para o povo). Assim como também é estranho que o juiz Carlos Alexandre o tenha feito (ou consentido) tratando-se de (mais) um processo que já entrou em segredo de justiça – e assim todas as revelações são prematuras, despropositadas e ilegais, visando unicamente fomentar especulações inoportunas que é por ora aquilo que de momento parece interessar aos agentes politico-policiais.
Há noticia de outra acção espectacular em directo na televisão quando foi para destruir a imagem de Ferro Rodrigues no governo de Durão Barroso, estando o ministério da justiça então atribuído ao partido de Paulo Portas. Por baixo da toga do juiz Carlos Alexandre têm passado os processos de corrupção mais famosos dos últimos anos. Não é estranho que nenhum dos intervenientes fosse ainda considerado culpado e preso com base nos alegados delitos pelos quais foram constituídos arguidos? Ninguém de bom senso achará estranho que o juiz Carlos Alexandre tenha um problema a resolver com a justiça que folcloricamente e em nome de lobies partidários do “arco da governação” se pratica em Portugal.
“Aleluia, já vem tarde”!! o grito eufórico do deputado Marques do PSD em pleno Parlamento, criatura natural de Mação, curiosamente conterrâneo do juiz Carlos Alexandre que liderou a caça a Sócrates quando este estava de chegada invocando “perigo de fuga” (e não quando partia para alhures) poderia ser um factor de estranheza, mas afinal não é nada estranha.
A captura de José Sócrates realizada deste modo pela Policia Judiciária/Autoridade Fiscal/Juiz Carlos Alexandre é parte integrante do golpe-de-estado em curso que visa directamente segregar os partidos à esquerda (ou ditos à esquerda) do PSD/CDS. Ontem a proposta prévia aprovada na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças para o restabelecimento das pensões vitalícias, sendo “uma monumentalidade de insensibilidade política a atingir as raias do insultuoso”, lançou a hipótese da prévia existência de um acordo entre os líderes do PS&PSD e luzes sobre a política de alianças futuras que vem sendo cuidadosamente ocultada e supervisionada por Cavaco Don Corleone Silva – a provocatória e rocambolesca “prisão de Sócrates” no mesmo dia em que António Costa assume a liderança, é uma oferta que as diversas facções do PS não poderão recusar exactamente porque visa obrigá-los a assinar o famigerado pacto de Bloco Central exigido pela Troica/UniãoEuropeia/FMI no sentido de atingir os 2/3 necessários para refutar a Constituição.
Que o team jurídico-fiscal tenha convocado uma estação de televisão para estar em directo a divulgar a boa-nova também é estranho ( e por lá continuam à porta do circo à borla para o povo). Assim como também é estranho que o juiz Carlos Alexandre o tenha feito (ou consentido) tratando-se de (mais) um processo que já entrou em segredo de justiça – e assim todas as revelações são prematuras, despropositadas e ilegais, visando unicamente fomentar especulações inoportunas que é por ora aquilo que de momento parece interessar aos agentes politico-policiais.
Há noticia de outra acção espectacular em directo na televisão quando foi para destruir a imagem de Ferro Rodrigues no governo de Durão Barroso, estando o ministério da justiça então atribuído ao partido de Paulo Portas. Por baixo da toga do juiz Carlos Alexandre têm passado os processos de corrupção mais famosos dos últimos anos. Não é estranho que nenhum dos intervenientes fosse ainda considerado culpado e preso com base nos alegados delitos pelos quais foram constituídos arguidos? Ninguém de bom senso achará estranho que o juiz Carlos Alexandre tenha um problema a resolver com a justiça que folcloricamente e em nome de lobies partidários do “arco da governação” se pratica em Portugal.
sexta-feira, novembro 21, 2014
o Google não é aquilo que parece
Julian Assange publica o livro "Quando o Google conheceu a Wikileaks" (When Google Met Wikileaks)
Onde se descreve a relação especial entre a empresa Google, a candidata à presidência Hillary Clinton, e o Departamento de Estado dos EUA - e o que isso significa para o futuro da Internet.
Em Maio de 2011 depois de acusado Assange tinha iniciado a sua saga, estando sob prisão domiciliar em Norfolk e a repressão sobre o trabalho da Wikileaks em plena progressão, quando o presidente-executivo do Google ia para uma década entrou em contacto com ele pedindo-lhe uma entrevista. Eric Schmidt é uma figura influente, na medida em que os opacos centros de poder crescem em Silicon Valley...e de repente Assange tinha uma oportunidade de compreender e talvez influenciar aquela que se estava a tornar a empresa mais abrangente do planeta, até porque nos corredores de Washington discutia números com altos funcionários norte-americanos. “Fiquei intrigado, diz Assange, que a montanha viesse a Maomé, mas depressa compreendi a razão da visita.
O motivo declarado era um livro que Schmidt estava a escrever em conjunto com Jared Cohen, director do “Google Ideas”, uma espécie de think-tank pensar/fazer. Sabia pouco desta segunda personagem, mas descobri que na verdade, Cohen se tinha mudado para Google a partir do Departamento de Estado em 2010. Era um homem da "Geração Y" de palavra rápida com qualquer das duas administrações que se alternam na Casa Branca, uma “puta” sabida especializada em grupos de reflexão e institutos privados de propaganda institucional. Tornou-se conselheiro sénior de Secretários de Estado, de Condoleezza Rice e depois de Clinton, canalizando buzzwords para os círculos politicos e produzindo retóricas deliciosas para difusão como a "Diplomacia Pública 2.0". Na sua página pessoal de Conselheiro Adjunto do CFR listava a sua experiência como especialista em "terrorismo; radicalização de massas; impacto das tecnologias de comunicação, acções de controlo pelo Estado, Irão,,
Visionário da geopolítica, mister Jared Cohen compartilhando habitualmente a sua visão com os recrutas do exército dos EUA dando uma palestra num anfiteatro da Academia Militar de West Point em 26 de Fevereiro de 2014 e ali herr Schmidt opinando sobre imperialismo económico na Clinton Global Imiciative. Foi Jared Cohen quem, quando ainda estava no Departamento de Estado, disse ter "sugerido" ao CEO da Twitter Jack Dorsey alterar a programação com a finalidade de auxiliar a revolta no Irão em 2009, revolta comandada a partir de fora que de qualquer modo viria a abortar. Há mais vida para além das congeminações feitas através da Internet, por enquanto…
(continua com a entrada da mais que provável candidatura de Hillary Clinton à presidência em 2016, embora se esteja já a ver o que é que a casa gasta)
Onde se descreve a relação especial entre a empresa Google, a candidata à presidência Hillary Clinton, e o Departamento de Estado dos EUA - e o que isso significa para o futuro da Internet.
Em Maio de 2011 depois de acusado Assange tinha iniciado a sua saga, estando sob prisão domiciliar em Norfolk e a repressão sobre o trabalho da Wikileaks em plena progressão, quando o presidente-executivo do Google ia para uma década entrou em contacto com ele pedindo-lhe uma entrevista. Eric Schmidt é uma figura influente, na medida em que os opacos centros de poder crescem em Silicon Valley...e de repente Assange tinha uma oportunidade de compreender e talvez influenciar aquela que se estava a tornar a empresa mais abrangente do planeta, até porque nos corredores de Washington discutia números com altos funcionários norte-americanos. “Fiquei intrigado, diz Assange, que a montanha viesse a Maomé, mas depressa compreendi a razão da visita.
O motivo declarado era um livro que Schmidt estava a escrever em conjunto com Jared Cohen, director do “Google Ideas”, uma espécie de think-tank pensar/fazer. Sabia pouco desta segunda personagem, mas descobri que na verdade, Cohen se tinha mudado para Google a partir do Departamento de Estado em 2010. Era um homem da "Geração Y" de palavra rápida com qualquer das duas administrações que se alternam na Casa Branca, uma “puta” sabida especializada em grupos de reflexão e institutos privados de propaganda institucional. Tornou-se conselheiro sénior de Secretários de Estado, de Condoleezza Rice e depois de Clinton, canalizando buzzwords para os círculos politicos e produzindo retóricas deliciosas para difusão como a "Diplomacia Pública 2.0". Na sua página pessoal de Conselheiro Adjunto do CFR listava a sua experiência como especialista em "terrorismo; radicalização de massas; impacto das tecnologias de comunicação, acções de controlo pelo Estado, Irão,,
Visionário da geopolítica, mister Jared Cohen compartilhando habitualmente a sua visão com os recrutas do exército dos EUA dando uma palestra num anfiteatro da Academia Militar de West Point em 26 de Fevereiro de 2014 e ali herr Schmidt opinando sobre imperialismo económico na Clinton Global Imiciative. Foi Jared Cohen quem, quando ainda estava no Departamento de Estado, disse ter "sugerido" ao CEO da Twitter Jack Dorsey alterar a programação com a finalidade de auxiliar a revolta no Irão em 2009, revolta comandada a partir de fora que de qualquer modo viria a abortar. Há mais vida para além das congeminações feitas através da Internet, por enquanto…
(continua com a entrada da mais que provável candidatura de Hillary Clinton à presidência em 2016, embora se esteja já a ver o que é que a casa gasta)
quinta-feira, novembro 20, 2014
Hoje na História da União Soviética
19 de Novembro de 1919, por iniciativa de José Estaline é criada a Primeira Divisão de Cavalaria do Exército Vermelho, sendo nomeado comandante da formação Semyon Mikhailovich Budyonny que desempenha um importante papel na Guerra Civil que dará a vitória definitiva aos Bolcheviques ao vencer o exército branco do general Denikin
o General Budyonny faz da galeria de honra dos heróis soviéticos
e o coro do exército dedicou-lhe uma canção
............
quarta-feira, novembro 19, 2014
Sair do Euro; a União Europeia não é a Europa (III)
Vivemos numa economia globalizada controlada pelo Dólar. Este sistema é uma hidra que não quererá que lhe cortem a cabeça. Voltar a usar o padrão-ouro seria desastroso para as elites globais e apêndices locais que controlam a economia actual. Mas perpetuar a situação em que o padrão é papel-impresso por falsários está a revelar-se catastrófico. Talvez a unidade de medida da economia deva finalmente ser "o tempo de Trabalho socialmente necessário para produzir determinado bem. É nesse sentido que terão de se desenvolver as politicas dos paises dependentes do sul da "Europa"
«... nós temos o que é conhecido por "Sistema de Reserva Federal" . Esse sistema não é propriedade do Governo. Muitas pessoas pensam que é, porque se chama "Federal Reserve", mas de facto pertence aos bancos privados, às corporações privadas; portanto, temos de viver para o Sistema de Reserva Bancária Federal, que é de propriedade exclusiva, total, a 100 por cento, dos bancos privados - portanto, entregámo-lhes o privilégio de emissão de moeda do Governo. Se lhes tomássemos de volta esse privilégio, poderíamos poupar o montante em dinheiro que indiquei apenas nos enormes custos de juros»... (Parte Final de um Discurso do Congressista norte americano Wright Patman, em 1941) - Jacques Sapir sobre a saida da França da moeda única da União Europeia: (onde está França, pode ler-se Portugal, porém no nosso caso agravado pela destruição do tecido produtivo):
"Uma saída do Euro e uma forte depreciação da moeda (o Franco/o Escudo) também teriam inconvenientes, que entretanto não se podem exagerar. Primeiramente, haveria um aumento de preço dos produtos importados quando provêm de países em relação aos quais o Franco se teria depreciado (Alemanha, países da zona Dólar). Isto é aliás o objectivo de toda depreciação da moeda. Mas este inconveniente é fortemente super-estimado por políticos sem escrúpulos que não procuram senão aterrorizar a população para defender o Euro. Assim, no caso dos combustíveis, tendo em conta o peso imenso dos impostos, uma depreciação de 20% da taxa de câmbio do Franco em relação à taxa actual do Euro frente ao Dólar, não provocaria senão uma alta de 6% do preço junto à bomba. Vê-se que isto é muito razoável. Há a seguir a dimensão financeira das consequências de uma tal depreciação. Examinemos primeiro o que se passa quanto à dívida pública. Sabe-se que as Obrigações emitidas pelo Tesouro Público, quando elas são emitidas a partir do território francês, devem ser reembolsadas na moeda que tem curso legal em França. Esta é a única obrigação legal que as afecta. Se esta moeda não for mais o Euro mas sim o Franco/Escudo, elas serão reembolsadas em Francos/Escudos. E, se o Franco depreciou-se em relação ao Euro os detentores estrangeiros de obrigações francesas assumirão suas perdas, assim como um detentor francês de títulos do Tesouro americano assume suas perdas quando o Dólar se deprecia fortemente frente ao Euro. Entretanto, é claro que isso provocará de imediato uma alta das taxas de juro (o que no jargão financeiro chama-se um "prémio de risco") para todas as novas emissões. Mas pode-se perfeitamente contornar este problema. Será preciso reintroduzir o mecanismo que existia até ao começo dos anos 1980 e que obrigava os bancos franceses (ou qualquer banco que desejasse trabalhar em França) a ter no seu balanço um certo montante de obrigações do Tesouro (mecanismo da colocação obrigatória dos efeitos públicos). (Resistir)
«... nós temos o que é conhecido por "Sistema de Reserva Federal" . Esse sistema não é propriedade do Governo. Muitas pessoas pensam que é, porque se chama "Federal Reserve", mas de facto pertence aos bancos privados, às corporações privadas; portanto, temos de viver para o Sistema de Reserva Bancária Federal, que é de propriedade exclusiva, total, a 100 por cento, dos bancos privados - portanto, entregámo-lhes o privilégio de emissão de moeda do Governo. Se lhes tomássemos de volta esse privilégio, poderíamos poupar o montante em dinheiro que indiquei apenas nos enormes custos de juros»... (Parte Final de um Discurso do Congressista norte americano Wright Patman, em 1941) - Jacques Sapir sobre a saida da França da moeda única da União Europeia: (onde está França, pode ler-se Portugal, porém no nosso caso agravado pela destruição do tecido produtivo):
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terça-feira, novembro 18, 2014
Colômbia, as coisas não serão como sonha a oligarquia
o governo da Colômbia tem um discurso mediático para consumo interno de paz e conciliação, enquanto prossegue na sombra com práticas terroristas; e para o exterior faz passar a imagem de "governo forte mas democrático" para receber apoios do imperialismo a nivel militar e aceitar milhares de milhões de financiamento das forças neoliberais na formação de uma bolha de desenvolvimento artificial, enquanto vai impondo ferozes condições que serão pagas pelas geração futuras.
O programa de negociação da paz entre os governantes do Estado colombiano e a oposição das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi colocado em cima da mesa em Setembro de 2012 após um periodo de três anos de conversações mantidas secretas sob a égide do anterior presidente Álvaro Uribe, sendo ministro da Defesa Juan Manuel Santos. Foi durante essa trégua que os militares fiéis ao regime assassinaram o líder histórico da guerrilha Manuel Marulanda.
Um ano depois, em Novembro de 2013, na discussão entre as duas delegações no território neutro de La Habana, Cuba, o plano de 6 pontos obteve consenso e aprovação nos dois primeiros pontos: 1. Desenvolvimento agrário, com a entrega de terras aos camponeses que apoiam na sua grande maioria a revolução e 2. A participação politica de toda a oposição, civil e armada, no processo eleitoral em igualdade de circunstâncias com as instituições estabelecidas. Quando o delegado das FARC Ivân Marquez e o do governo Humberto de la Calle mediados pelo nórdico Dag Nylander, chegaram ao ponto 3. que trata das condições no terreno para o pôr fim ao conflito não se conseguiu acordo. Enquanto o governo falava de paz, ao mesmo tempo dava instruções ao Exército para continuar as operações militares contra a guerrilha e a grande massa dos camponeses empobrecidos em que aquelas se inserem. Pior, as acções de repressão são lideradas, como anteriormente por décadas, por milícias paramilitares de extrema direita apoiadas pelo governo. Enquanto isso em La Habana as FARC tinham chegado a acordo sobre depôr as armas… Quer dizer, com Juan Manuel Santos, agora empossado em presidente, há uma mudança de discurso, mas não de intenções. Trata-se de uma abertura liberal na continuidade em relação ao regime fascista do desacreditado Uribe. A lista de crimes é imensa e a concordância em realizar “negociações de paz” é uma mentira que vida desarmar e desmantelar as FARC e evitar a condenação pela comunidade internacional.
Timoleón Jiménez, Comandante do Estado Maior Central das FARC-EP lembra que "os assassinatos, os massacres, os horrores da violência militar e narco paramilitar foram perdendo a sua dimensão de espanto. Se mencionados, passaram a ser tristes episódios isolados. Em contrapartida todos tinham que estremecer pela barbárie da actuação guerrilheira e pelo grau de desumanidade dos seus comandantes. Nessa direcção apontou a estratégia políticas das classes no poder: apagar ou minimizar o horror oficial e narco paramilitar com o supostos horror guerrilheiro." acordaram na necessidade de substituí-lo antes que acabasse por incendiar o continente com o seu ódio visceral às FARC, à Venezuela e a Cuba...
... aos ombros da ultra-direita, chegou um Santos mais moderado para culminar a obra. Os diálogos de paz, como está mais que demonstrado, não foram uma concessão sua. Uribe já os havia proposto, ainda que se indigne ao recordá-lo. Para o projecto da ultra-direita sempre esteve claro que após a redução militar das FARC e da sua ruína política por conta da gigantesca campanha mediática de descrédito, havia que abrir uma mesa de conversações com o objectivo de conseguir a assinatura da sua rendição. É a sua maneira de entender a paz.
Por isso não nos surpreende o modo como pretendem superar o tema das vítimas, em discussão na Mesa de Havana. Pretendem que os crimes sistemáticos das forças armadas e do narco paramilitarismo não tenham cabimento ali. No seu entender, isso já foi solucionado, o governo expediu uma lei para essas vítimas, o que há que tratar e castigar são nossos supostos crimes. Além de cínica, a oligarquia colombiana equivoca-se mais uma vez connosco"
Ontem as FARC anunciaram a captura em zona de guerra do General do Exército colombiano Ruben Alzate Mora. (www.pazfarc-ep.org) Hoje o governo colombiano confirmou a noticia e Juan Manuel Santos anunciou a suspensão das negociações de paz na Cimeira de La Habana (fonte)
O programa de negociação da paz entre os governantes do Estado colombiano e a oposição das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi colocado em cima da mesa em Setembro de 2012 após um periodo de três anos de conversações mantidas secretas sob a égide do anterior presidente Álvaro Uribe, sendo ministro da Defesa Juan Manuel Santos. Foi durante essa trégua que os militares fiéis ao regime assassinaram o líder histórico da guerrilha Manuel Marulanda.
Um ano depois, em Novembro de 2013, na discussão entre as duas delegações no território neutro de La Habana, Cuba, o plano de 6 pontos obteve consenso e aprovação nos dois primeiros pontos: 1. Desenvolvimento agrário, com a entrega de terras aos camponeses que apoiam na sua grande maioria a revolução e 2. A participação politica de toda a oposição, civil e armada, no processo eleitoral em igualdade de circunstâncias com as instituições estabelecidas. Quando o delegado das FARC Ivân Marquez e o do governo Humberto de la Calle mediados pelo nórdico Dag Nylander, chegaram ao ponto 3. que trata das condições no terreno para o pôr fim ao conflito não se conseguiu acordo. Enquanto o governo falava de paz, ao mesmo tempo dava instruções ao Exército para continuar as operações militares contra a guerrilha e a grande massa dos camponeses empobrecidos em que aquelas se inserem. Pior, as acções de repressão são lideradas, como anteriormente por décadas, por milícias paramilitares de extrema direita apoiadas pelo governo. Enquanto isso em La Habana as FARC tinham chegado a acordo sobre depôr as armas… Quer dizer, com Juan Manuel Santos, agora empossado em presidente, há uma mudança de discurso, mas não de intenções. Trata-se de uma abertura liberal na continuidade em relação ao regime fascista do desacreditado Uribe. A lista de crimes é imensa e a concordância em realizar “negociações de paz” é uma mentira que vida desarmar e desmantelar as FARC e evitar a condenação pela comunidade internacional.
Timoleón Jiménez, Comandante do Estado Maior Central das FARC-EP lembra que "os assassinatos, os massacres, os horrores da violência militar e narco paramilitar foram perdendo a sua dimensão de espanto. Se mencionados, passaram a ser tristes episódios isolados. Em contrapartida todos tinham que estremecer pela barbárie da actuação guerrilheira e pelo grau de desumanidade dos seus comandantes. Nessa direcção apontou a estratégia políticas das classes no poder: apagar ou minimizar o horror oficial e narco paramilitar com o supostos horror guerrilheiro." acordaram na necessidade de substituí-lo antes que acabasse por incendiar o continente com o seu ódio visceral às FARC, à Venezuela e a Cuba...
... aos ombros da ultra-direita, chegou um Santos mais moderado para culminar a obra. Os diálogos de paz, como está mais que demonstrado, não foram uma concessão sua. Uribe já os havia proposto, ainda que se indigne ao recordá-lo. Para o projecto da ultra-direita sempre esteve claro que após a redução militar das FARC e da sua ruína política por conta da gigantesca campanha mediática de descrédito, havia que abrir uma mesa de conversações com o objectivo de conseguir a assinatura da sua rendição. É a sua maneira de entender a paz.
Por isso não nos surpreende o modo como pretendem superar o tema das vítimas, em discussão na Mesa de Havana. Pretendem que os crimes sistemáticos das forças armadas e do narco paramilitarismo não tenham cabimento ali. No seu entender, isso já foi solucionado, o governo expediu uma lei para essas vítimas, o que há que tratar e castigar são nossos supostos crimes. Além de cínica, a oligarquia colombiana equivoca-se mais uma vez connosco" Ontem as FARC anunciaram a captura em zona de guerra do General do Exército colombiano Ruben Alzate Mora. (www.pazfarc-ep.org) Hoje o governo colombiano confirmou a noticia e Juan Manuel Santos anunciou a suspensão das negociações de paz na Cimeira de La Habana (fonte)
os Guerrilheiros e guerrilheiras das FARC-EP criaram este video apelando ao povo sentar-se à mesa das negociações, não um governo que não é representativo: “Pueblo colombiano pa'la mesa”
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(mais detalhes no Resistir)
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