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terça-feira, janeiro 20, 2015

alguns tópicos sobre o modelo de Socialismo na China

visto pela óptica de um autor ocidental que não pode ser considerado como socialista, o elogio implicito pelos próprias detractores do regime chinês (François Gipouloux, "A China do Século XXI, uma Nova Superpotência" edição importada pela Piaget)

Não existe especulação financeira
controlo dos meios de produção
a ênfase posta no factor Trabalho em detrimento do Capital
Descentralização
primazia ao Investimento Interno
criar canas de pesca, não oferecer peixe grátis
Imperialismo? a exportação de capitais é irrisória

segunda-feira, janeiro 19, 2015

vêm aí os russos...

Num seminário recente sobre a Nova Ordem Mundial o presidente Vladimir Putin questionou a audiência sobre as razões que levam os Estados Unidos a apoiar, financiar e armar forças neofascistas e terroristas  islâmicos: "Estamos perante a tentativa de construção de uma nova ordem ou diante da pretensão de ausência de qualquer ordem? (Valdai-Club). Há quem afirme que a paciência de Putin está a salvar o mundo da ameaça de uma guerra nuclear. (Rússia Today). Por último, a Europa este ano vai esquecer-se de convidar Putin para a cerimónia comemorativa daa libertação do campo de concentração de Auschwitz no final da 2ª Grande Guerra - isto é, "esquece-se" de convidar os herdeiros de quem o libertou. (fonte)
Depois da China e da Rússia assinarem o acordo para o fim do uso de dólares nas transações comerciais, chegou a vez do Brasil. A seguir será a India e a África do Sul; Argentina e outros se seguirão. A queda do dólar tornar-se-á então evidente. O lobi dos banqueiros sionistas, o mega-especulador Soros, os terroristas da CIA e os keynesianos bélicos dos Estados Unidos, entraram em desespero, por isso hoje se vêem falsos atentados em diverso países, a fim de instalar leis marciais e assim destruir as liberdades dos povos, obrigar os Europeus (450 milhões na sua qualidade de consumidores) a aceitar a integração no grande espaço do Atlântico Norte sob a pata dos investidores financeiros do "mercado livre". Para isso, os EUA planeiam fazer colapsar a Europa, tal como fizeram ao Japão na década de 90. (Jim Willie)

Os países membros do "BRIC`S" (Brasil, Rússia, Índia, China) acordaram assinar em Julho próximo os documentos para a fundação de um Banco próprio de Desenvolvimento (que substituirá o famigerado FMI controlado pelos EUA) e de um fundo de reservas monetárias na próxima VI Cimeira dos BRIC`S, que terá lugar no Brasil nos días 15 e 16 de Julho, segundo informou a agência Tass citando o gabinete de imprensa do Kremlin - a Cimeira contará com a presença do presidente russo Vladimir Putin.

Ao mesmo tempo, as sanções atingem não apenas nos inimigos de Washington mas também os seus amigos, embora na maioria dos casos, os Estados Unidos tentem coordenar as sanções com os seus aliados. Como resultado, com as contra-sanções russas alguns líderes europeus queixam-se que os seus países com as medidas impostas pelos EUA. Tendo em conta que a circulação de mercadorias entre a Rússia e a União Europeia é 10 vezes maior que com os Estados Unidos, pode-se imaginar os danos causados pelas sanções aos produtores e à economia europeia. (Rússia Today). No campo energético com a decisão da Rússia de inviabilizar o gasoduto SoutStream que passaria através da Ucrânia, a União Europeia ver-se-á obrigada a construir uma variante até à Turquia, isto é, se quiser que a Alemanha e toda a Europa central pró-Sionista quiserem ter abastecimento de gás. (Telesur)
Por último, o ministro da Agricultura da Russia afirmou em Berlim que no caso de a Grécia ter de deixar a UE, as contra sanções da Russia à UE que estão a levar à ruína os agricultores gregos, serão levantadas.

domingo, janeiro 18, 2015

Espírito Santo. Um mapa para ninguém se perder no império da corrupção entre o Capital e o Estado

Desde o arranque dos trabalhos da comissão de inquérito ao caso BES/GES que Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda que faz parte da Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES, trabalha numa infografia que reunisse dados entre quase 200 entidades, holdings, empresas e offshores, que se cruzam em cascata num gigantesco império cujos tentáculos minam toda a politica nacional da área do poder em Portugal
É um paliativo, mas não apaga o clima de impunidade que tem atropelado a verdade nas diversas declarações de acusações mútuas com que têm glosado o prato as testemunhas. Mortágua concebeu o organigrama para uso pessoal, para que a qualquer momento pudesse fazer uma consulta rápida, durante as audições ou na sua preparação, mas também para mostrar ao público o que está em causa quando falamos do "Espírito Santo". O resultado é agora disponibilizado no blogue "Disto Tudo", que a autora concebeu como "um diário da Comissão de inquérito ao BES".
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sábado, janeiro 17, 2015

Óstia, o porto de Roma

Para satisfazer as necessidades de comércio ultramarino da Roma Imperial o imperador Cláudio mandou construir um porto na foz do rio Tibre. A construção ficou completa no ano 64 n.e. durante o reinado de Nero. Um grande farol muito semelhante em aparência ao de Paros orientava os marinheiros na entrada. Embora este mapa mostre apenas um pequeno número de barcos protegidos dentro do quebra-mar o porto possuia capacidade suficiente para albergar 200 navios na sua bacia. (in "De Constantino a Carlos Magno, a arqueologia em Itália", Neil Christie)

sexta-feira, janeiro 16, 2015

do Desencanto

"Uma das mais importantes considerações de [Eric] Hoffer é a de que não é a pobreza que transforma alguém num verdadeiro crente, mas sim a frustração" - esta citação é de Martin Wolf e foi publicada no Financial Times, um jornal que não é suspeito de ser comunista, nem sequer de esquerda; a sua ideologia é o dinheiro, a defesa do capital que não se consegue continuar a reproduzir devido ao risco da luta dos dissidentes do sistema, aka, dos "terroristas" em regiões onde existem lutas pela expulsão do neocolonialismo anglo-american-europeu. (FT)
Hoffer usa o argumentum ad populum - se milhares de milhões de pessoas acreditam em algo, isso quer dizer que essa crença não pode estar errada! Datado de 1951, afirma que os movimentos de massa podem nascer sem deus, mas não sem um demónio: são os bodes expiatórios das seitas, culpados pela desgraça que eram, no contexto anterior à guerra, a ascensão do fascismo, do nazismo e do "comunismo"-de-Estado, todos como reacções à Grande Depressão de 1929. Todos estes movimentos, escreveu ele, declaram dissolutamente a decadência do Ocidente.


o Verdadeiro Crente” é um ensaio sobre a adesão das pessoas aos movimentos de massas, onde em primeiro lugar predominam os frustrados (e não os remetidos à pobreza), isto é, os indivíduos que sentem, as suas vidas desperdiçadas, os que fracassam e têm propensão para culpar o mundo pelo seu fracasso. Os que irremediavelmente destroçados não conseguem encontrar na sua inacção uma finalidade válida para o seu avanço pessoal. Deste modo, não é a pobreza a principal causa das revoltas sociais, mas a frustração que conduz ao orgulho, confiança e esperança no mérito de identificação com uma causa sagrada, interiorizada pelas amorfas massas maioritárias, por exemplo, a democracia in abstracto ou o acreditar em milagres exorcisados por seres sobrenaturais.

Para Hoffer as peculiariedades frustrantes são comuns às associações religiosas, movimentos nacionalistas e revoluções sociais, como a que a extrema-direita neoconservadora lidera actualmente no ocidente. Portanto, trata-se de quem manipula quem, que Poder ou Classe e com que finalidade. Seja qual for a doutrina que se incuta nas massas e o programa que projectam, todas fomentam fanatismo, entusiasmo, esperança fervorosa, ódio e intolerância. Principalmente se se culpar uma ínfima minoria de determinado grupo generalizando-a como se fosse o todo. Todos os movimentos de massas, por exemplo, os cooptados por acontecimentos ampla e repetidamente propagandeados pelos Media, como nas missas, são capazes despoletar uma poderosa torrente de actividade comportamental perante a vida. Todos eles exigem uma fé cega e uma obediência inequívoca. Uma força que impele a opinião pública a expansão e domínio passivo em prol de uma causa global, desde que esta seja tida como “boa”. Logo, a técnica de conversão eficaz consiste essencialmente no inculcar e fixar propensões e reacções inerentes às mentes frustadas, pelo que é prioritário inquirir dos males que afligem os frustrados. E o Poder dispõe hoje de mecanismos de estudo social e estatístico que lhe permite avaliar até que limites pode disseminar a pobreza sem que exista perigo de revolta. Até que ponto se pode patrocinar e viabilizar a disseminação de um movimento de massas num determinado sentido.

Assim, quando o avanço social não pode, ou o impedem de servir de força motriz, o Poder tem de encontrar outras fontes de entusiasmo (por exemplo, contra o radicalismo islâmico ou os radicais progressistas prejudiciais aos mercados e à exploração capitalista) de modo a despertar e renovar uma sociedade estagnada para que se concretizem e perpetuem mudanças compulsivas. E neste campo o nacionalismo continua a ser a fonte mais copiosa e duradoira que entusiasma as pessoas, o que os políticos que em nome da classe que detêm a propriedade enchem a boca regurgitando em representação “de todos os portugueses”, embrutecidos pela ilusão de pertença e acesso ao mesmo pote que os ricos, os que os põem a salvo do imprevisível, trabalhadores nómadas, operários sem indústria, pescadores sempre em risco, agricultores, a grande massa de funcionários do terciário, antes de se degradarem na indigência, receiam o mundo abjecto que os rodeia, mas não são permeáveis à mudança. O descontentamento por si só não é capaz de produzir acções para a mudança. Face aos sinais de decadência, ansiosos e aturdidos pelos incessantes atropelos, pelo medo artificialmente incutido, pensam que qualquer mudança será sempre para pior que para melhor. Há um conservadorismo nos desfavorecidos tão profundo como o conservadorismo dos privilegiados, e o primeiro é tanto um factor de perpetuação da ordem social vigente quanto o segundo.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

era uma vez os franceses na Argélia

60% da população prisional em França é de origem magrebina

"A guerra da Argélia pela independência, que durou seis anos, e na qual talvez 1 milhão de muçulmanos árabes e muitas milhares de mulheres e homens franceses morreram, continua sendo uma agonia sem fim e sem resolução para ambos os povos. Há pouco mais de meio século, quase teve início uma guerra civil francesa. Talvez todos os informes jornalísticos e televisivos devessem conter um “pedaço desta história”, uma pequena recordação de que nada – absolutamente nada – ocorre sem um passado." (Carta Capital)

As origens do conflito inter-étnico em França tem tanto mais razões no seu passado colonial quanto é veridico que 22 anos após a independência da Argélia (1962) a França interferiu violentamente no processo eleitoral que previsivelmente daria a vitória pelo voto popular à nacionalista Frente Islâmica de Salvação (FIS), apoiando o envio de um franco-argelino emigrado em França para ser entronizado no pder graças a um golpe-de-Estado militar. A conflito que se seguiu provocou 200.000 mortos e várias centenas de milhar de desaparecidos; Embora a Frente Islâmica tenha sido ilegalizada e depois desmantelada, persistem até aos dias de hoje grupos dissidentes de guerrilha que lutam pela libertação da Argélia do jugo neocolonial - o que faz com que o território argelino não seja completamente seguro do doravante denominado de "actos terrorismo", isto é, de patriotas que lutam pela independência nacional.

terça-feira, janeiro 13, 2015

Somos todos Terroristas

Torna-se cada vez mais evidente que a gigantesca operação de manipulação francesa "contra o terrorismo" (reactualização da War-on-Terror de W. Bush na sequência do 11 de Setembro) é o ponto de partida para constitucionalizar uma nova versão de fascismo de fachada democrática na Europa. Aqui o 1º ministro francês jura solenemente que a França não está em guerra contra nenhuma religião e que "a França defenderá sempre qualquer seu cidadão, como sempre o tem feito". Horas depois prendem o cidadão francês Dieudonné, o humorista de origem camaronesa mais popular em França "por incitamento ao terrorismo" 



A resposta de Dieudonné não se fez esperar, acutilante: "olá Gringo! contra a liberdade de expressão tu nunca irás vencer, porque há uma diferença fundamental entre a verdade e a mentira. Mentira de que tu és escravo! poderíamos levar este debate para a presença dos Juizes, o Tribunal de Justiça da República iria defender-te ... até quando?  vamos lá Branquinho, arquiva lá o processo ... Eu perdoo-te!"

Este episódio francês de belo recorte de humor, censura e repressão, encaixa perfeitamente na recente nomeação do argumentista de textos humoristicos Nuno Artur Silva para Director de Conteúdos da estação pública de televisão portuguesa (RTP). E a primeira declaração do nomeado foi que "é preciso que a RTP retome o seu lugar como prestadora de serviços", de forma independente à lógica comercial das estações privadas, "nomeadamente com os programas de humor". Falta definir "humor", se faz favor, e porquê humor e não mais "coisas a acontecer na área cultural". Humor será continuar a imbecilizar os portugueses com as larachas aparentemente apoliticas de estrangeirados como o Herman José e afins? rir da censura por meios económicos já temos demasiado. Recorde-se que o agente Bilderberg em Portugal, Pinto Balsemão, conseguiu evitar a privatização da RTP ao mesmo tempo que lhe roubou quase todas as fontes de receita em publicidade, enviando o défice crónico da RTP para as contas a pagar pelos contribuintes. Serviço do Estado prestado a Privados.

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Paris, capital mundial contra o terrorismo, acolheu um dos maiores terroristas mundiais

o homem mais importante de França no dia da sua visita à "liberdade de expressão", Benjamin Netanyahu, aparece aqui visivelmente atemorizado por não ser imediatamente enfiado no autocarro que o conduzirá ao simulacro de manifestação. A inquietação por estar desamparado no meio da rua, apesar de isolado por seguranças, mostra que o carniceiro sabe muito bem das culpas que tem no cartório de crimes contra a humanidade. Até um francês poderia ver isso, pensou ele...

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O economista Bernard Maris, colaborador do Charlie Hebdo onde assinava uma coluna sob o pseudônimo de "Tio Bernard" foi uma das vitimas adicionadas à tragédia. Maris expunha a podridão da finança e da economia e sempre foi incomadativo, mormente revelando o segredo da criação de dinheiro pelos bancos privados com autorização do Banco Central Europeu, também este constituido por uma associação de bancos privados. Como se sabe, a função de emitir moeda foi usurpada aos Estados, estando hoje entregue aos interesses de um exiguo leque de familias da elite global. São estas famílias e os seus aliados e lacaios, as elites do crime organizado, que conjugam o acontecimento para limpar do caminho aqueles que os estorvem na obtenção do controlo absoluto sobre os povos europeus. São estes banqueiros, que mandam nos políticos "eleitos", são eles os que mais contribuem financeiramente para a fundação dos partidos políticos, são eles que financiam o Estado aos juros que querem, são eles que definem nas contas dos seus bancos nos seus bancos o valor dos nossos salários. Nesta entrevista Bernard Maris inicia a explicação das linhas gerais da perversidade do sistema.

domingo, janeiro 11, 2015

Je suis Charlie Rico, Je suis Charlie Pobre

Terroristas armados pela França "atacaram" Paris. Numa resposta muito conveniente aos interesses de quem mandou perpretar o crime (1), reuniram-se na capital francesa cerca de 40 lideres políticos de governos neoliberais. Rigorosamente enquadrados por profissionais das televisões, pareceu que tiveram consigo um milhão de pessoas a apoiá-los. Na verdade a "escumalha" de elite, usando o termo utilizado por Sarkozy para nomear os franceses dos banlieus, viajou de todo o mundo "livre" (de políticos honestos) para em conjunto com mais 400 guarda-costas e protegidos numa "terra de ninguém" por milhares de policias percorrerem cerca de 200 metros a pé. Quantos assassinatos já valeram cada passo dado hoje por esta pléiade de facínoras?

Mas quando o Charlie Pobre é aliciado a ir ao circo participar em palhaçadas com entradas à borla, primeiro deve questionar-se da bondade da esmola da "liberdade de imprensa", para tudo, menos para prejudicar que a escumalha seja apeada do poder.

De modo livre de manipulações grosseiras, para se compreender a nossa época devemos ter em conta duas questões essenciais na sociedade actual: primeira, a crescente desigualdade entre os rendimentos do trabalho face aos rendimentos do capital acumulado; e segunda, o crescente agravamento da falta de convergência entre países e regiões pobres e países ricos. (2)
É sobre isto que versam as decisões a tomar na sequência do triste espectáculo parisiense de hoje: ao aumento das restrições à livre circulação de pessoas no espaço Shengen (a circulação de capital permanecerá livre de fronteiras) e ao supervisionamento das referências às "actividades terroristas" na internet (3). Como no tempo do Salazar, vão tentar obrigar-nos a deixar de dizer mal do governo.

(1) "Kidon", palavra israelita que significa "assassinos acima da lei", agentes especiais da Mossad com a missão de exterminar os inimigos de Israel
(2) gravura em baixo à direita: Jihadistas da al-Qaeda, armados pelos franceses e aliados, desfilam alegremente em Raqqa, Síria)
(3) Israel criminalizou 8 Palestinianos por publicarem posts no Facebook

11 de Setembro em França? o chefe da maior multinacional terrorista não compareceu em Paris. Onde está o Charlie?  Quem ordenou o ataque à Hebdo?

sábado, janeiro 10, 2015

A guerra religiosa na Europa. Há muita gente que não é Charlie, seus palermas

Ataques armados contra alvos muçulmanos em França nos últimos dias (saber mais)
 
a Wikileaks acusou a Charlie Hebdo se adoptar uma linha editorial de autocensura favorável ao Lobie Judaico-Sionista, legitimando desta forma o ataque contra o jornal satírico, implacável sobre as outras duas religiões. Uma perversidade que acabou por atingir o cartoonista judeu Georges Wolinski. "Basicamente o que a WikiLeakes está a dizer é que a tentativa de combater o anti-semitismo através do sistema legal francês abriu caminho para o assassinatos terroristas", disse Efraim Zuroff, o chefe de gabinete do Centro Simon Wiesenthal (Jerúsalem Post).

Em 2008, a Direcção do jornal Charlie Hebdo demitiu Maurice Sinet ‘Siné', autor de um ‘cartoon' considerado anti-semita. Siné classificou de "oportunista" o filho do então presidente Sarkozy se converter ao judaísmo para se casar com a rica herdeira judia Jessica Sebaoun-Darty. "Vai longe na vida, este rapazola", lia-se no ‘cartoon'. Mas o Charlie Hebdo, em nome da liberdade de expressão republicou os ‘cartoons' dinamarqueses sobre o profeta Maomé enquanto traçou uma linha vermelha quanto ao humor sobre judeus. Quanto ao ‘cartoon' da polémica é quase impossivel encontrá-lo no ciberespaço (fonte).
Satirizar os Muçulmanos é "liberdade de expressão"; caricaturar contra os Judeus é anti-Semitismo

sexta-feira, janeiro 09, 2015

a gigantesca manipulação em torno da campanha mediática "je juis charlie"

"Nos atentados há sempre três lados: o de quem planeia, o de quem executa e o de quem autoriza e protege quem planeia e quem executa"

Caroline Fourest, uma xenófoba jornalista de investigação recolheu de imediato o depoimento de uma testemunha que teve uma kalashnikov apontada à cabeça no ataque à redacção do Charlie Hebdo - e essa testemunha afirmou que um dos assassinos teria uns "belos olhos azuis"...

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A questão que se põe é se entre os apontados como suspeitos "terroristas muçulmanos", os irmãos Kouachi e Mohammed Mehra algum deles tem olhos azuis? é pouco provável tratar-se de uma gaffe da jornalista, o mais provável é que tenha havido mais gente envolvida no ataque, mas dos alegados autores dos massacres de Paris nenhum falará: todos foram mortos hoje pela polícia! - um diário de investigação norte americano vincula os dois irmãos Kouachi e Merah com os serviços secretos franceses,  
(Red Voltaire)
enquanto correm cada vez mais rumores que o ataque psi-op tem a marca inconfundível da Mossad israelita
Entretanto, todos os governos neoliberais da Europa ocidental, tal como Obama nos Estados Unidos, lançam mensagens de unidade em torno dos governos imperialistas para ganhar o apoio "unânime" às medidas legislativas e actuações político-militares que sem dúvida se seguirão a estes ainda inexplicados factos... ("Diário da Liberdade")

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Ninguém tem dúvidas que o ataque é levado a cabo por terroristas com treino militar. Quem comandou o ataque?

Benjamin Netanyahu previu os atentados em França se este país deixasse de apoiar a causa de Israel, o que seria "um erro grave". A dias da votação na ONU da resolução que reconhece a Palestina como Estado, algo a que ferozmente se opõem os fundamentalistas religiosos que governa Israel e os politico-financeiramente sequestrados Estados Unidos. Em Junho de 2014 a França tornou-se no primeiro país no mundo a proibir o uso público dos lenços pró-Palestina.

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a ler
Ricochete em Paris. Uma operação terrorista ao melhor estilo Gládio, levada a cabo para desarmar ideologicamente a esquerda europeia (Information Clearing House)
 Infelizmente há muita ingenuidade à esquerda, a maioria não consegue ver que todo este circo montado sobre um crime premeditado e executado com rigor militar é coisa que não está ao alcance de um qualquer extremista dissidente. Algúem os treina, subsidia e os encaminha para os alvos.  
Este atentado beneficia os Sionistas de Israel e a extrema-Direita Europeia e não tem absolutamente nada a ver com "liberdade de expressão", tem a ver com a liberdade de fazer a guerra; para a partir daqui avançar para maior intervenção no Médio Oriente, com liberdade para matar. Em menos de uma hora após o terrivel tiroteio no Charlie Hebdo, os políticos já tinham começado a mentir aos seus publicos aficionados.John Kerry, secretário de Estado dos EUA, declarou que "não é possivel abater a liberdade de expressão através de actos de terrorismo". (ler mais)

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Charlie Hebdo, a testemunha privilegiada

a cartoonista Corinne Rey, popularizada pelo petit-nom de "Coco" estava horrorizada e em estado de choque ainda no local do tiroteio, quando foi contactada por telefone pelo jornal l`Humanité, e descreveu o que tinha acontecido: "eu tinha saido para ir buscar a minha filha à creche, mas quando abri a porta do edificio estavam dois homens encapuzados e armados que nos ameaçaram brutalmente. Eles queriam entrar, ir para a redacção em cima, eu digitei o código. Eles atiraram sobre o Wolinski, o Cabu ... durou cinco minutos ... eu refugiei-me debaixo de uma mesa. Eles falavam francês perfeitamente ... e reivindicavam ser da al-Qaeda" - o retrato da testemunha é da autoria de Théo Robin copiado de um écran de vídeo. Este outro também está impecável. Alguém que "ia a passar" por ali e achou importante filmar para que se soubesse que os dois atacantes falavam perfeitamente francês e eram da al-Qaeda, como se sabe uma sinistra organização inexistente. Londres já tinha tido um episódio semelhante, Madrid também, faltava Paris, que acontece agora precisamente no momento que em a situação de crise económica se agrava e é necessário criar um clima de medo (auto-controlado pelos individuos)  para evitar que os governos assumam abertamente a repressão.

A tragédia de hoje traz novo terreno fértil para mais histeria xenófoba e criminosa contra o Islamismo, mais uma actualização da velha cruzada religiosa do fundamentalismo cristão liderada pelos neoconservadores norte-americanos a coberto da estafada teoria do "choque das civilizações". Dizem as fontes oficiais ter sido um "ataque terrorista de "islamistas fundamentalistas" em retaliação contra as sátiras "anti-Islão"... mais uma boa desculpa para aumentar a psicose securitária no ocidente, e claro a paranóia no controlo biopolítico da população; por exemplo e mera coincidência (e a noticia é de hoje mesmo) o "governo britânico quer infantários a detectar crianças em risco de se tornarem terroristas" (fonte). Ou seja, este atentado que beneficia a extrema-direita é um golpe terrível que atinge uma das nossas principais conquistas civilizacionais: a liberdade de expressão politica - quem se manifestar dissidente das ideias dos neocons no poder é terrorista!

Esta semana, a capa do jornal satírico evoca o livro lançado esta quarta-feira e que está a provocar polémica em França. "Submissão", um romance de Michel Houellebecq, conta a história da ascensão de um muçulmano à presidência de França, levando à instauração da poligamia e do uso do véu, com o próprio narrador do romance a a converter-se ao Islão para manter o seu emprego.
O livro já lidera a lista de pré-encomendas na Amazon francesa e tem sido defendido e atacado com garra nos meios políticos e culturais, havendo quem o compare a "1984" de Orwell e quem o acuse de servir para abrir caminho à extrema-direita de Marine Le Pen. (Esquerda.net) - o Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), que representa a comunidade muçulmana em França e é presidido pelo imã da Grande Mesquita de Paris, repudiou o massacre no Charlie Hebdo, afirmando que "este acto bárbaro de extrema gravidade é também um ataque contra a democracia e a liberdade de imprensa". Ea pergunta é: se toda a gente, cristãos e muçulmanos estão de acordo no essencial sobre direitos democráticos, quem fomenta, paga e publicita este tipo de publicações provocatórias que vão sempre no sentido xenófobo de diabolização do Islamismo?

"What's more insulting to the Prophet than satirical cartoons is the murder of innocents in his name"
Declaração do Exército Árabe Sírio:
"O que aconteceu em França não é nada mais que as políticas do (governo) francês a fazerem ricochete. Nós não desejamos o que estamos a ver na Síria a ninguém, nem mesmo aos nossos inimigos. Mas foi esse mesmo governo (francês) que apoiou os tumultos na Síria, permitindo que movimentos extremistas sentissem que eram imparáveis, o que foi atingido como resultado das suas acções. E por isso eles são os únicos culpados". (Syrian Arab Army)

Como vivem os Palestinianos em Gaza?

Shujaiyea era um dos bairros na zona oriental da cidade de Gaza. Foi completamente destruido durante a ofensiva israelita de 2014. Actualmente os que sobram dos seus habitantes esforçam-se por levar uma vida normal por entre os escombros. Walid al Zaza, um dos habitantes, contou ao canal Al-Jazeera cómo o seu bairro, antes cheio de vida se converteu num sitio fantasma - Tinhamos casas, negócios, vida, das nossa janelas viam-se zonas verdes, era dos mais bonitos da região (...) agora as nossa crianças já sabem o quem é um ataque com bombas lançadas de drones, sabem o que é ser vitimas de uma guerra". O carniceiro Netanyahu já fez saber que tudo fará para impedir que os seus "soldados" possam vir a ter de prestar contas no Tribunal de Haia. Veremos.

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segunda-feira, janeiro 05, 2015

mais uma trapalhada do Banco de Portugal com terroristas financeiros

Vem no Wall Street Journal: o banco Goldman Sachs Group Inc. afirmou que vai contestar em tribunal a decisão do Banco do Portugal de inverter inesperadamente a sua posição sobre o destino de um empréstimo de 835 milhões de dólares ao Banco Espírito Santo semanas antes do colapso.

O empréstimo concedido ao BES em finais de Junho foi organizado pelo Goldman Sachs através de um veículo de financiamento chamado Oak Finanças Luxembourg SA foi de seguida compensado pela emissão pela Oak Finanças do mesmo valor de 835 milhões dólares em acções sobre a dívida, sendo de seguida recomprados por um conjunto de investidores do Goldman incluindo vários hedge-funds e fundos de pensões. Esse valor tinha sido transferido em Agosto para o Novo Banco, o "Banco Bom" ultrapassadas que aparentemente tinham sido as alegações de fraude. (Mas vá-se lá saber porquê) na semana passada, o Banco de Portugal decidiu que a transferência foi um erro, e que o empréstimo deve permanecer de vez no "Banco Mau", o qual mantém o nome Banco Espírito Santo e incorpora os activos tóxicos. A decisão significa que o Goldman Sachs e seus clientes poderão perder centenas de milhões de dólares de investimentos em titulos "Oak Finanças" investidos no empréstimo, porque os "activos" que o falido BES-Banco-Mau tem para liquidação um valor estimado em menos 100 milhões de dólares. Contudo, o Novo Banco já cumpriu com o primeiro pagamento do empréstimo Oak Finanças, no valor de 52,9 milhões dólares, em 25 de Dezembro, segundo diz o prospecto Oak Finance. Removendo os activos "Oak Finance" que impulsionou o balanço inicial do Novo-Banco (Bom), o valor a pagar no processo de busca de comprador aponta para 667,9 milhões de dólares, de acordo com uma declaração de 23 de Dezembro do Novo Banco em que informou haver pelo menos quatro empresas interessadas". Pudera. Considerando que o Estado acorreu com 4.9 mil milhões para acudir à falência... para os interessados é só fazer as contas. (fonte)

trapaça relacionada com a trapalhada: ex-alto quadro do BES e ex-ministro de Estado "Manuel Pinho exige 7,8 milhões de euros ao Novo Banco em tribunal" (é preciso ter lata)

domingo, janeiro 04, 2015

o Euro contra a Rússia e a China?

O equilíbrio de forças na arena mundial mudou completamente em 2014. Na origem da mudança está a para arrogância das potências capitalistas ocidentais na expansão para a Ásia, no pretender cooptar povos étnicamente russófonos para escravos do Mercado e, por fim, instalar bases militares Nato nas fronteiras da Rússia. É sabido as elites sem escrúpulos que se instalaram no poder nos Estados Unidos desde o 11 de Setembro instituindo de modo duradouro o paradigma neoconsevador, lançaram as bases para uma terceira grande guerra mundial. Mas também é certo que pela reacção àquela acção a aliança da Rússia com a China reduz o sonho de hegemonia global dos Estados Unidos a um absurdo.

A "guerra" que caracteriza , principalmente, nas últimas quatro décadas, a nova era da globalização neoliberal, quando se cimenta uma nova elite transnacional, não pode assim ser reduzida a uma 'guerra de divisas'. Porque as moedas apenas acompanham a guerra geral da elite transnacional lançadas desde o alvorecer do novo milénio em todas as frentes. No mais recente episódio da imposição de sanções à Rússia, a partir das quais o Ocidente vai ser igualmente se não mais prejudicado, independentemente da recente queda artificial do preço do petróleo e do valor do rublo, esta “declaração de guerra” poderá vir a desempenhar um papel muito importante na abertura de novas vias de emancipação no Ocidente tendo como base os movimentos de libertação social, de independência nacional, de restrição ao negócio a pretexto da ecologia, abrindo caminho para expurgar da "nova ordem mundial" a criminosa guerra dos ricos de extrema-direita contra os pobres.

Provocar a brusca depreciação da moeda é um dos mecanismos utilizados pelo Ocidente para desestabilizar a economía de países alvo do imperialismo. Mas para tal a simples impressão de mais moeda lançando-a em catadupas no circuito de hegemonia global do dólar já não é suficiente. Perante o ataque, em apenas alguns dias, usando de forma certeira a desvalorização do rublo a Rússia recomprou a baixo custo 30 por cento das participações financeiras de fundos ocidentais nas suas empresas de petróleo e gás, o que recolocou o rublo no caminho da revalorização. Os tubarões financeiros ocidentais fizeram a figura dos bobos que são, dizem os experts ser esta "a mais incrível operação jamais vista desde o surgimento do mercado de acções". Face a potenciais ameaças a aliança China/Rússia pode atingir no coração o sistema bancário mundial e lá se vai o Euro tão prezado pelo merkeliavelismo alemão. Portanto, os povos europeus não devem embarcar por uma terceira vez no rufar dos tambores de guerra agitados pelas suas elites subservientes à burguesia transnacional. Devem antes escorraçá-las e organizar-se num governo popular conduzido pelos trabalhadores. Sob pena destes virem a pagar um preço bem alto pela inacção.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Mensagem de Ano Novo de sua Excelência: "La Corruption cest Moi"

Cavaco falou, e todos os serventuários arregimentados à comunicação oficial abriram alas à reflecção de um qualquer vogal de comissão política de freguesia do PSD. E no que não disse pôs todos os espectadores do joão baião a pensar que vão ter um óptimo ano... seria honesto que Cavaco, ou alguém por ele, dissesse ao país que vão haver novos cortes de 3,8 mil milhões de euros para na continuação da actual politica de austeridade o governo conseguir passar do défice (fora o encoberto) de 4,9% em 2014 para um défice de 2,7% em 2015.
e mais disse "... Portugal não pode regredir para uma situação semelhante àquela a que chegou em princípios de 2011, em que foi obrigado a recorrer a auxílio externo de emergência". Ora por essa altura Cavaco já era presidente havia 5 anos 5 - não lhe competeria ter evitado que tal situação desastrosa tivesse acontecido? o gang que usurpou o Estado não se farta agora de repetir que Portugal não pode tomar decisões sem primeiro consultar os credores".  É mentira. Foi o governo que chamou os credores, com base na mentira da dívida, para justificar o programa que anda a cumprir: destruição do Estado Social, privatizações em beneficio da alta finança internacional , maior desigualdade com mais lucros para os ricos e o mais que se verá. E este programa só poderia ter sido decidido antecipadamente por Cavaco, um elo na cadeia que vendeu Portugal ao neocolonialismo

A ideia que o actual ministério da justiça pretende fazer passar de "Portugal tem deixado de ser uma república das bananas" é outro embuste. Para além da grande corrupção ser a do próprio sistema financeiro internacional, ela foi exportada para os paraisos fiscais onde continua a florescer, livre de ameaças para os corruptos nacionais. Neste momento Portugal tem 23 individuos condenados com pena de prisão efectiva. Todos os demais envolvidos em processos têm à sua disposição um amplo leque de recursos e habilidades que podem evitar por anos que venham a ser condenados (1). Ainda hoje foi conhecido que o julgamento de Oliveira Costa e demais individuos do gang BPN que envolve crimes no valor de 15,38 mil milhões  foi mais uma vez adiado. Portanto, quando Cavaco diz que "o combate à corrupção é uma obrigação de todos" (menos da casta do partido dele) e a ministra que a corrupção está a diminuir, há que lhes lembrar que, ao contrário, os portugueses pensam e dizem que a corrupção aumentou.

(1) O arquivamento do processo dos submarinos é a prova dos limites impostos pelas elites à Justiça
(2) Arquivar é absolver?

quinta-feira, janeiro 01, 2015

Heróis da Classe Operária - Camilo Cienfuegos

Antigo emigrante nos Estados Unidos onde fora procurar a subsistência da familia, a partir de 1953 Camilo Cienfuegos foi um dos comandantes que liderou a Guerra de Libertação Nacional contra a ditadura pró-americana de Fulgêncio Batista que mantinha Cuba sob subserviência colonial. Depois da emboscada vitoriosa em Santa Clara ao comboio blindado que transportava armas para a Sierra Maestra, o efeito é demolidor: "ao ficar claro que Batista tinha fugido, criaram-se as condições favoráveis para que, no quarto dia do ataque a Santa Clara, a guerra acabasse".
Camilo Cienfuegos foi encarregue, junto com os grupos de guerrilha de Che Guevara e Fidel Castro de levar a guerrilha para o ocidente da ilha. Conhecido como "El Comandante del Pueblo", "El Señor de la Vanguardia", "Héroe de Yaguajay" conquistou o povo cubano com a sua personalidade humilde, carácter jovial e natural desprendimento. A 2 de Janeiro de 1959, à frente de uma brigada a cavalo, Camilo Cienfuegos foi o primeiro comandante do Exército Rebelde a entrar em Havana e o responsável por tomar o Regimento Columbia, um dos maiores símbolos da força militar de Batista. Alcançou o maior cargo dentro do exército, depois do cargo de Comandante em Chefe ocupado por Fidel Castro, Chefe do Estado Maior do Exército Rebelde. Dez meses após o triunfo da Revolução a sua história foi tragicamente interrompida com um acidente de aviação. Camilo é amplamente homenageado em Cuba. Escolas, museus, universidades, municípios, associações de bairro, hospitais, livrarias, inúmeras praças, todas têm o seu nome. A cada dia 28 de Outubro crianças de toda a ilha lançam flores ao mar em sua memória.