“Ruptura e Utopia para a Próxima Revolução Democrática”, 14 de Março
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Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
segunda-feira, março 16, 2015
a (in)Justiça ao serviço da Contra-Revolução
Congresso da Cidadania,
domingo, março 15, 2015
o Palácio do Correio-Mor
nos arrabaldes de Loures, ao lado de um regato da Mata das Flores fica o Palácio do Correio-Mor. O direito e o dinheiro para construir o imponente casarão foi da familia de judeus convertidos à religião dos vencedores (cristãos-novos) dos Matas (por via de se abicharem, como se diria hoje, com a privatização da Mata das Flores, até então terras de El-rey de Portugal). O primeiro dono, Luís Gomes da Mata enriqueceu no cargo de CEO do "Oficio do Correio-Mor" que lhe havia sido outorgado por Filipe III de Espanha. Como paga pela fidelidade, o monarca espanhol em 1606 concedeu-lhe o uso do sobrenome Mata, com direito a carta de brasão, tomando por solar esta propriedade. Moral da história: ontem como hoje, vender a pátria aos estrangeiros dá sempre jeito às algibeiras dos traidores...
"A importância do Correio-Mor e os avultados lucros que advinham desta actividade, desenvolvida durante cerca de 200 anos pela família Gomes da Mata, encontram-se bem expressos no seu Palácio, edificado em Loures no decorrer do século XVIII. A imponência, dimensões e impacto causados por esta construção equivalem, de alguma forma, aos castelos dos responsáveis pelos correios noutros países europeus, como é o caso dos Taxis (Thurn and Taxis Habsburgo-Lorena), que implementaram uma rede de comunicação em todo o império Habsburgo" (vidé: Património Cultural)
"A importância do Correio-Mor e os avultados lucros que advinham desta actividade, desenvolvida durante cerca de 200 anos pela família Gomes da Mata, encontram-se bem expressos no seu Palácio, edificado em Loures no decorrer do século XVIII. A imponência, dimensões e impacto causados por esta construção equivalem, de alguma forma, aos castelos dos responsáveis pelos correios noutros países europeus, como é o caso dos Taxis (Thurn and Taxis Habsburgo-Lorena), que implementaram uma rede de comunicação em todo o império Habsburgo" (vidé: Património Cultural)
sábado, março 14, 2015
Conferência e debate contra a ocupação da Palestina
Com Miko Peled, activista israelita judeu defensor da campanha de boicote a Israel. Autor do livro The General’s Son: É possível acabar com o genocídio na Palestina?
Sim! Esta é a resposta convicta de Miko Peled, filho de um general das Forças de Defesa israelitas. Mas, para isso, há que desmontar três mitos minuciosamente construídos pelas autoridades sionistas – e disseminados como verdades pelos nossos governantes.
1. O primeiro é o de que não vivia nenhum povo naquela terra que, em 1948, foi ocupada por milhares de judeus sionistas vindos dos quatro cantos do globo.
2. O segundo é o de que a ofensiva militar israelita, em 1967, foi uma resposta às ameaças que Israel diz ter enfrentado por parte de alguns países árabes, e que na verdade foi uma oportunidade para ocupar e pilhar parcelas maiores de territórios vizinhos.
3. O terceiro é o de que Israel é a única democracia no Médio-Oriente, quando essa tão elogiada “democracia israelita” abusa brutalmente de cinco milhões de palestinianos.
Estes assuntos, decisivos para se entender o porquê de 66 anos de limpeza étnica na Palestina, continuam na ordem do dia. E é sobre eles que Miko Peled, autor do livro The General’s Son, vem falar a Portugal. Porque a paz na Palestina, o fim da agressão sionista, o respeito pelos direitos humanos e pelas resoluções da Organização das Nações Unidas, que nunca saem do papel, não dizem apenas respeito às mães que perderam os seus filhos na ofensiva de Gaza no último Verão. Não são exclusivos das dezenas de milhares de famílias que viram as suas casas destruídas e os seus escassos bens reduzidos a cinzas. Não pertencem somente aos órfãos enclausurados na Cisjordânia. Dizem respeito a todos nós. A todas as pessoas decentes que acreditam que todos os seres humanos devem ter os mesmos direitos políticos, sociais e religiosos… sem discriminação, sem apartheid. Miko Peled é uma dessas pessoas, um judeu nascido em Israel, profundamente comprometido com a causa de uma Palestina livre de apartheid. Apesar de uma sobrinha sua ter morrido num atentado suicida palestiniano em Jerusalém, Peled nunca deixou de defender o direito dos palestinianos à resistência e de culpar a ocupação israelita pelos atentados que vitimam vidas inocentes.
O Comité de Solidariedade com a Palestina convidou Miko Peled no âmbito da semana internacional contra o Apartheid Israelita. Domingo 15, Auditório do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, pelas 18h30. Rua Fialho de Almeida, 3 (metro São Sebastião)
Sim! Esta é a resposta convicta de Miko Peled, filho de um general das Forças de Defesa israelitas. Mas, para isso, há que desmontar três mitos minuciosamente construídos pelas autoridades sionistas – e disseminados como verdades pelos nossos governantes.
1. O primeiro é o de que não vivia nenhum povo naquela terra que, em 1948, foi ocupada por milhares de judeus sionistas vindos dos quatro cantos do globo.
2. O segundo é o de que a ofensiva militar israelita, em 1967, foi uma resposta às ameaças que Israel diz ter enfrentado por parte de alguns países árabes, e que na verdade foi uma oportunidade para ocupar e pilhar parcelas maiores de territórios vizinhos.
3. O terceiro é o de que Israel é a única democracia no Médio-Oriente, quando essa tão elogiada “democracia israelita” abusa brutalmente de cinco milhões de palestinianos.
Estes assuntos, decisivos para se entender o porquê de 66 anos de limpeza étnica na Palestina, continuam na ordem do dia. E é sobre eles que Miko Peled, autor do livro The General’s Son, vem falar a Portugal. Porque a paz na Palestina, o fim da agressão sionista, o respeito pelos direitos humanos e pelas resoluções da Organização das Nações Unidas, que nunca saem do papel, não dizem apenas respeito às mães que perderam os seus filhos na ofensiva de Gaza no último Verão. Não são exclusivos das dezenas de milhares de famílias que viram as suas casas destruídas e os seus escassos bens reduzidos a cinzas. Não pertencem somente aos órfãos enclausurados na Cisjordânia. Dizem respeito a todos nós. A todas as pessoas decentes que acreditam que todos os seres humanos devem ter os mesmos direitos políticos, sociais e religiosos… sem discriminação, sem apartheid. Miko Peled é uma dessas pessoas, um judeu nascido em Israel, profundamente comprometido com a causa de uma Palestina livre de apartheid. Apesar de uma sobrinha sua ter morrido num atentado suicida palestiniano em Jerusalém, Peled nunca deixou de defender o direito dos palestinianos à resistência e de culpar a ocupação israelita pelos atentados que vitimam vidas inocentes.
O Comité de Solidariedade com a Palestina convidou Miko Peled no âmbito da semana internacional contra o Apartheid Israelita. Domingo 15, Auditório do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, pelas 18h30. Rua Fialho de Almeida, 3 (metro São Sebastião)
sexta-feira, março 13, 2015
o 11 de Março, visto 40 anos depois, expurgado das famosas "faltas de memória" ultimamente tão em voga
O general Spínola havia provocado a revolta contra o Movimento das Forças Armadas em Tancos e mandara avançar forças sobre Lisboa, convencido que poderia conseguir um levantamento de outras unidades, descontentes com a progressão da revolução para o socialismo.
Estavam previstas as primeiras eleições livres para Abril de 1975, quando começou a circular o famoso boato da lista "Matança da Páscoa" visando a direita reaccionária. Nunca ninguém viu semelhante “lista”, tratava-se de contra-informação. No dia 3 de Março o jornal “A Capital” informava que havia um golpe-de-Estado em preparação que contava com o apoio da CIA e da República Federal da Alemanha (onde o PS tinha sido fundado. Através da germânica Fundação Friedrich Ebert havia entregas de dinheiro a Vitor Constâncio para financiar o PS exigindo como contrapartida que Mário Soares não se aliasse ao Partido Comunista. Frank Carlucci marcou um almoço para esse mesmo dia 11 de Março com Rosa Coutinho, o mesmo Rosa Coutinho que, depois, ficou com a tarefa de elaborar um relatório sobre os acontecimentos do 11 de Março. (1) Não foi só "A Capital" que deu antecipadamente a noticia do golpe. No dia 6 de Março a revista francesa "Témoignage Chrétien” anunciava a trama em preparação pelos spinolistas . Nas eleições para o Conselho das Armas e Serviços do Exército, nomes sonantes do 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho , Melo Antunes, Franco Charais e Vasco Lourenço não são reeleitos e para os seus lugares são "eleitos" oficiais spinolistas. "Achei esses resultados encorajadores” disse Mário Soares em entrevista dada a Maria João Avilez. De facto Mário Soares tinha conhecimento através dos serviços de informação das Forças Armadas sobre a preparação do putsch. (2) O objectivo era substituir Costa Gomes alçando de novo Spínola a Chefe de Estado, suspender a Assembleia Constituinte, alterar a data das eleições para Novembro num acto eleitoral que escolheria de uma só vez o Presidente da Republica, uma Constituição e um Programa de Governo e ainda os deputados duma designada Assembleia Nacional (em defesa dos valores dos patrões da nação).
Nesse mesmo dia, na Editora Arcádia em Lisboa, Mário Soares assinava os primeiros exemplares da edição portuguesa do seu livro "Portugal Amordaçado". Por cima os caças faziam voos rasantes sobre o Ralis. O novo poder tencionava prender todos os militares considerados revolucionários e ilegalizar o PCP, tido por esta tropa politicamente analfabeta como um partido comunista e não uma associação revisionista disposta a vender a alma à Aliança Povo-MFA, em vez da aliança Operários-Camponeses, e a toda a espécie de conluios com a burguesia que após a queda do fascismo se perfilou atrás de Mário Soares. A tensão político-militar atingiu o seu ponto extremo e culminou com a patética rendição dos pára-quedistas em frente ao RAL1, sob a mediação do comandante Luís Costa Correia e com a fuga de Spínola para Espanha.
Relatado posteriormente no livro “Segredos de Abril” escrito por fonte próxima de Soares, “revelava-se” que na verdade o 11 de Março que saíu não era o que estava preparado pelos spinolistas - foi o que estava contido na frase «é preciso picar o bicho» - uma conspiração pensada pelo P”C”P para obrigar a reacção a mostrar os dentes e aproveitar o ensejo para levar a cabo um contra-golpe (4). Longe de todas estas tramóias estavam os verdadeiros comunistas (pejorativamente designados por extremistas de esquerda) envolvidos em todas as frentes das lutas populares, ocupando fábricas, expropriando latifúndios agrários, saneando fascistas, espulsando os oligarcas. Enquanto o P”C”P tentava travar as justas lutas do povo em nome das suas alianças com o MFA e a promessa de uma “maioria de esquerda” com o PS, havia por todo o país protestos anti-“comunistas” e sedes do P”C”P a arder… mas apesar da percepção do ódio do povo pelo revisionismo social-fascista, nesse dia o regime saído do 25 de Abril rumava a um reforço do autoritarismo do Estado e o Partido dito Socialista saiu incólume da situação do tal golpe que há muito estava a ser preparado, não pela “extrema-esquerda” mas pelos parceiros do PS na Europa e nos EUA (5)
“Esse contra-golpe escolheu imediatamente como inimigo a abater o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), por se tratar do único Partido, com forte apoio da classe operária e da juventude, que ousava desmascarar as manobras de assalto ao poder por parte do PCP e as terríveis consequências que uma ditadura social-fascista representaria para o movimento operário e ainda por ser o único Partido que, em alternativa, defendia a necessidade de levar até ao fim uma revolução democrática e popular, que levasse a cabo o total desmantelamento do aparelho de estado fascista e das suas polícias e realizasse as aspirações dos trabalhadores e do povo ao Pão, à Paz, à Terra, à Liberdade, à Democracia e à Independência Nacional . Foi em aplicação deste sinistro desígnio do PCP e de um sector do MFA por ele controlado que o MRPP viria a ser ilegalizado, impedido de participar nas chamadas primeiras eleições da "Democracia" e, posteriormente, objecto do assalto às suas sedes e da prisão de centenas de militantes e simpatizantes seus. Pese os malabarismos de historiadores de pacotilha não hão-de apagar a memória do povo que somos (6)
fontes
(1) Frederico Duarte de Carvalho (2) Francisco Seixas da Costa (3) Manuel Duran Clemente (4) “Segredos de Abril” de Jose Manuel R Barroso (5) O "segredo" do 11 de Março (6) "Luta Popular": o Golpe Fascista e o Contra-Golpe Social-Fascista
Estavam previstas as primeiras eleições livres para Abril de 1975, quando começou a circular o famoso boato da lista "Matança da Páscoa" visando a direita reaccionária. Nunca ninguém viu semelhante “lista”, tratava-se de contra-informação. No dia 3 de Março o jornal “A Capital” informava que havia um golpe-de-Estado em preparação que contava com o apoio da CIA e da República Federal da Alemanha (onde o PS tinha sido fundado. Através da germânica Fundação Friedrich Ebert havia entregas de dinheiro a Vitor Constâncio para financiar o PS exigindo como contrapartida que Mário Soares não se aliasse ao Partido Comunista. Frank Carlucci marcou um almoço para esse mesmo dia 11 de Março com Rosa Coutinho, o mesmo Rosa Coutinho que, depois, ficou com a tarefa de elaborar um relatório sobre os acontecimentos do 11 de Março. (1) Não foi só "A Capital" que deu antecipadamente a noticia do golpe. No dia 6 de Março a revista francesa "Témoignage Chrétien” anunciava a trama em preparação pelos spinolistas . Nas eleições para o Conselho das Armas e Serviços do Exército, nomes sonantes do 25 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho , Melo Antunes, Franco Charais e Vasco Lourenço não são reeleitos e para os seus lugares são "eleitos" oficiais spinolistas. "Achei esses resultados encorajadores” disse Mário Soares em entrevista dada a Maria João Avilez. De facto Mário Soares tinha conhecimento através dos serviços de informação das Forças Armadas sobre a preparação do putsch. (2) O objectivo era substituir Costa Gomes alçando de novo Spínola a Chefe de Estado, suspender a Assembleia Constituinte, alterar a data das eleições para Novembro num acto eleitoral que escolheria de uma só vez o Presidente da Republica, uma Constituição e um Programa de Governo e ainda os deputados duma designada Assembleia Nacional (em defesa dos valores dos patrões da nação).
Nesse mesmo dia, na Editora Arcádia em Lisboa, Mário Soares assinava os primeiros exemplares da edição portuguesa do seu livro "Portugal Amordaçado". Por cima os caças faziam voos rasantes sobre o Ralis. O novo poder tencionava prender todos os militares considerados revolucionários e ilegalizar o PCP, tido por esta tropa politicamente analfabeta como um partido comunista e não uma associação revisionista disposta a vender a alma à Aliança Povo-MFA, em vez da aliança Operários-Camponeses, e a toda a espécie de conluios com a burguesia que após a queda do fascismo se perfilou atrás de Mário Soares. A tensão político-militar atingiu o seu ponto extremo e culminou com a patética rendição dos pára-quedistas em frente ao RAL1, sob a mediação do comandante Luís Costa Correia e com a fuga de Spínola para Espanha.
Relatado posteriormente no livro “Segredos de Abril” escrito por fonte próxima de Soares, “revelava-se” que na verdade o 11 de Março que saíu não era o que estava preparado pelos spinolistas - foi o que estava contido na frase «é preciso picar o bicho» - uma conspiração pensada pelo P”C”P para obrigar a reacção a mostrar os dentes e aproveitar o ensejo para levar a cabo um contra-golpe (4). Longe de todas estas tramóias estavam os verdadeiros comunistas (pejorativamente designados por extremistas de esquerda) envolvidos em todas as frentes das lutas populares, ocupando fábricas, expropriando latifúndios agrários, saneando fascistas, espulsando os oligarcas. Enquanto o P”C”P tentava travar as justas lutas do povo em nome das suas alianças com o MFA e a promessa de uma “maioria de esquerda” com o PS, havia por todo o país protestos anti-“comunistas” e sedes do P”C”P a arder… mas apesar da percepção do ódio do povo pelo revisionismo social-fascista, nesse dia o regime saído do 25 de Abril rumava a um reforço do autoritarismo do Estado e o Partido dito Socialista saiu incólume da situação do tal golpe que há muito estava a ser preparado, não pela “extrema-esquerda” mas pelos parceiros do PS na Europa e nos EUA (5)
“Esse contra-golpe escolheu imediatamente como inimigo a abater o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), por se tratar do único Partido, com forte apoio da classe operária e da juventude, que ousava desmascarar as manobras de assalto ao poder por parte do PCP e as terríveis consequências que uma ditadura social-fascista representaria para o movimento operário e ainda por ser o único Partido que, em alternativa, defendia a necessidade de levar até ao fim uma revolução democrática e popular, que levasse a cabo o total desmantelamento do aparelho de estado fascista e das suas polícias e realizasse as aspirações dos trabalhadores e do povo ao Pão, à Paz, à Terra, à Liberdade, à Democracia e à Independência Nacional . Foi em aplicação deste sinistro desígnio do PCP e de um sector do MFA por ele controlado que o MRPP viria a ser ilegalizado, impedido de participar nas chamadas primeiras eleições da "Democracia" e, posteriormente, objecto do assalto às suas sedes e da prisão de centenas de militantes e simpatizantes seus. Pese os malabarismos de historiadores de pacotilha não hão-de apagar a memória do povo que somos (6)
fontes
(1) Frederico Duarte de Carvalho (2) Francisco Seixas da Costa (3) Manuel Duran Clemente (4) “Segredos de Abril” de Jose Manuel R Barroso (5) O "segredo" do 11 de Março (6) "Luta Popular": o Golpe Fascista e o Contra-Golpe Social-Fascista
quinta-feira, março 12, 2015
baptizada pela nomenklatura do sistema das dívidas eternas, a Troika passa a chamar-se "Grupo de Bruxelas"
A "nova" transmutação para Quinteto é composta por representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE), do Mecanismo Europeu de Estabilidade, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, novidade, do governo da Grécia. Para os apologistas da teoria "traição do Syriza" parece mais do mesmo, mas não é bem. A composição é próxima da que tinha a Troika, mas o Governo de Alexis Tsipras passa a fazer parte da equipa e quer mudar a imagem associada a esta desde 2010, quando os funcionários do BCE, FMI e Comissão Europeia começaram a deslocar-se a Atenas para avaliar as contas públicas e a acção dos ministérios. Ao contrário de Portugal que continua a aceitar servilmente a ingerência directa. A nova aplicação semântica sobre a questão das dívidas soberanas é o contra-ataque da UE para impedir a saída da Grécia do Euro. Há portanto, apesar de tudo, uma concessão que faz toda a diferença: o devedor passa a participar nas decisões a tomar pelos credores - na prática é o equivalente a um direito de veto. Entretanto, convêm lembrar que há uma auditoria à dívida a decorrer no Parlamento grego.... cujas conclusões poderão pôr em causa o pagamento de muito do dinheiro que foi sendo emprestado quase que à força à Grécia com a única intenção de gerar lucros para os tubarões da UE. De qualquer modo bastariam apenas estas duas diferenças para os governantes portugueses se cobrirem de vergonha pelas ordens da Troika que cumprem com o maior dos prazeres
desculpe, não tinha consciência, apanhei o táxi mas pensei que o pagamento era facultativo
o Partido dito Socialista considera que as explicações dadas pelo 1º Ministro são suficientes para esquecer o caso do não pagamento de impostos, salvo quando foi obrigado a pagar para tentar apagar a publicação do escândalo na imprensa - (intervalo para respirar ar puro) - "Está tudo esclarecido" no caso Passos Coelho, diz António Costa (por sinal em declarações à promonitória rádio que trabalha em exclusivo para a Renascença dos agentes em trânsito para a ressurreição do beatífico logro capitalista)
Finalmente. Ides acordar? - "Intenções de voto no PS caem pelo sexto mês e PSD fica abaixo dos 30%" ou as empresas de marketing das sondagens só conhecem negócios na área destes dois actores?
Finalmente. Ides acordar? - "Intenções de voto no PS caem pelo sexto mês e PSD fica abaixo dos 30%" ou as empresas de marketing das sondagens só conhecem negócios na área destes dois actores?
"Viver não consiste em respirar mas sim em fazer” (Mao Tsé Tung)
na Assembleia Nacional Popular sob a égide do Partido Comunista da China que está a decorrer neste momento, entre os quase 3.000 delegados sentou-se um ou dois milionários. Grande escândalo para os arautos dos patrões privados dos nossos media! Já estamos habituados a esta conversa dos "milionários" comunistas. Até o Fidel foi milionário. Isto é, para a propaganda ocidental qualquer CEO que represente um grupo empresarial o dinheiro dessas empresas ou do orçamento do Estado para o desenvolvimento em determinado sector é todo pertença desse único individuo. É o hábito. Há contudo uma diferença fundamental em relação a esta concepção de milionário - os milionários da República Popular da China medem "a sua fortuna" pelo Valor-Trabalho e esse capital foi ganho com as exportações de bens e serviços, ao contrário, os milionários capitalistas do Ocidente dito desenvolvido medem o capital de que se apropriaram ilegalmente por fraudes matriciais e pela especulação financeira que explora desenfreadamente quem trabalha.
relacionado:
quarta-feira, março 11, 2015
bancos bons para um lado, bancos maus para outro
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| (Ler o artigo) |
No Ocidente fez jurisdição a Lei Glass–Steagall promulgada por Franklin Roosevelt que obrigava a essa separação para acudir à crise de 1929 provocada pelos especuladores. Mas em 1999 veio o senhor Clinton (um cavalheiro "democrata e de esquerda") que cedeu à pressão dos business-men e aos empresários do Complexo-Militar-Industrial que mandam nos governos dos Estados Unidos e revogou a lei, podendo desde então a Banca dedicar-se em conjunto às duas actividades associadas. O que abriu caminho à proliferação dos "derivados especulativos e afins" associados ao crédito que provocaram a crise de 2008.
Trata-se agora de nem chegar a proibir as duas actividades em conjunto pelos mesmos bancos - mas apenas de impedir que os especuladores possam ter participações em empresas fora da área financeira. Numa tentativa óbvia de reformar o capitalismo, de outro modo, para dar passos na direcção correcta, dever-se-ia pura e simplesmente reivindicar a aniquilação da Banca de especulação.
terça-feira, março 10, 2015
segundo Cavaco o próximo PR “deve ter experiência em política externa”
Diz Pedro Santos Guerreiro no bilderberguiano Espesso que "o próximo Presidente não pode ser como Cavaco, que agiu pela inação e viveu fazendo-se de morto” - ora um morto (com excepção do Pessoa) não dá dicas abrindo portas sobre o futuro que deseja, p/e esta: Santana Lopes sentiu-se logo com perfil para presidente cá da republiqueta: endividou a Câmara Municipal de Lisboa em 182 por cento e foi investigado judicialmente por diversas negociatas obscuras, nomeadamente com a Bragaparques ... inconclusivas, como pertence à troupe que não se mete em "jogadas partidárias". Hoje aparece mais uma jogada onde o Santana (e os seu post-morten homólogo por tabela) aparece envolvido.
Como afirma o articulista sobre Cavaco "protegendo o governo do ataque à austeridade e contribuindo para neutralizar o que pudesse pôr em causa a estabilidade política" o Santana também será um digno sucessor, alargando a área em que é especialista ao enorme campo internacional... onde as possibilidades de fraudes legais são praticamente ilimitadas
Como afirma o articulista sobre Cavaco "protegendo o governo do ataque à austeridade e contribuindo para neutralizar o que pudesse pôr em causa a estabilidade política" o Santana também será um digno sucessor, alargando a área em que é especialista ao enorme campo internacional... onde as possibilidades de fraudes legais são praticamente ilimitadas
segunda-feira, março 09, 2015
a Grécia não é Portugal (pelo menos no governo, porque quanto à economia Portugal para lá caminha)
1. Portas em discurso às massas populares: (...) "Agora que cumprido o programa já não temos cá a Troika..." - horas depois chegava o FMI para inspecionar as contas do Estado...
2. Pires de Lima ministro da Economia do partido do Portas: "Só alguém muito incauto poderia esperar que Portugal não estivesse ainda incluido num gupo de paises que precisam de ser monitorizados" (pela Troika)
3. Paulo Rangel, chefe de fila dos eurodeputados do PSD; "Sabendo-se que havia (e subsiste...) o risco da Grécia sair da zona Euro, só um governo português irresponsável, capaz de deitar tudo a perder, se poderia esperar uma atitude de cooperação activa com o executivo helénico"
"Deitar tudo a perder"? compreende-se o Rangel, há uma minoria parasitária que ganha (e aguça já os dentes nos partidos da alternância para abocanhar a nova catadupa de fundos financeiros fabricados pelo BCE), enquanto a grande maioria do povo já perdeu - e o que se perdeu,.em vida, nem PS nem CDS, nem PSD pensam em restituir. A tomada de posição pró-Alemanha do governo neoconservador português é contra quem e o quê? a reportagem do jornal Público de hoje explica:
(...) Katerina, 62 anos, viu-se obrigada a reformar-se antecipadamente há dois anos, mas até agora ainda não recebeu nada. Vive com a mãe de 81 anos e a filha, professora de 37 anos que foi despedida pelo Estado. A parca reforma da idosa é que mantém toda a familia (...) Os números mostram uma situação sem paralelo na zona Euro. 35,7% dos gregos está em estado de pobreza . A taxa de desemprego é de 25,8% (e chega aos 50% entre os jovens) - o subsídio de desemprego dura apenas um ano, mas antes disso, como deixa de descontar, perdem o acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos públicos. Neste casos o hospital irá rapidamente tentar perguntar ao doente ou à família se não há algo que possa ser vendido ou penhorado para pagar a conta. Há médicos a ver cancros como nunca tinham visto: estes não são removidos e os tumores crescem até não ser possível fazer nada. Os suicídios aumentaram em cerca de 43% quando comparado com os anos antes da crise. É cobrada uma taxa de parto que pode chegar aos 300 euros que sem que esteja paga não deixam o bebé sair. Há doenças que estavam erradicadas e voltaram a aparecer. Em muitos bairros vêem-se sacos de plástico pendurados nos contentores do lixo com pão ou comida para quem anda à procura. Foi imposta uma elevada taxa nas contas da luz, que leva muitas pessoas a não conseguirem pagar. Mais de 300 mil gregos não têm electricidade em casa. Bem vindos à União Europeia do século XXI,
Varoufakis à saída do Eurogrupo: "A troika é um grupo de tecnocratas. Chegavam a Atenas, entravam nos ministérios com uma atitude colonial e tentavam impor um programa. Essa prática acabou. (...) Alguns colegas das Finanças no Eurogrupo usaram a palavra Troika. Se eles gostam tanto da palavra, podemos enviar a Troika para eles. Eles não regressam à Grécia"
o Ministro das Finanças da Grécia não cumprimentou a sua homóloga portuguesa na reunião do Eurogrupo porque esta ficou do outro lado da sala. "É só uma explicação geográfica", disse Varoufakis ao responder sobre o facto de não ter cumprimentado a desprezivel agente alemã Marilu "Swap" Albuquerque. (DN)
2. Pires de Lima ministro da Economia do partido do Portas: "Só alguém muito incauto poderia esperar que Portugal não estivesse ainda incluido num gupo de paises que precisam de ser monitorizados" (pela Troika)
3. Paulo Rangel, chefe de fila dos eurodeputados do PSD; "Sabendo-se que havia (e subsiste...) o risco da Grécia sair da zona Euro, só um governo português irresponsável, capaz de deitar tudo a perder, se poderia esperar uma atitude de cooperação activa com o executivo helénico"
"Deitar tudo a perder"? compreende-se o Rangel, há uma minoria parasitária que ganha (e aguça já os dentes nos partidos da alternância para abocanhar a nova catadupa de fundos financeiros fabricados pelo BCE), enquanto a grande maioria do povo já perdeu - e o que se perdeu,.em vida, nem PS nem CDS, nem PSD pensam em restituir. A tomada de posição pró-Alemanha do governo neoconservador português é contra quem e o quê? a reportagem do jornal Público de hoje explica:
(...) Katerina, 62 anos, viu-se obrigada a reformar-se antecipadamente há dois anos, mas até agora ainda não recebeu nada. Vive com a mãe de 81 anos e a filha, professora de 37 anos que foi despedida pelo Estado. A parca reforma da idosa é que mantém toda a familia (...) Os números mostram uma situação sem paralelo na zona Euro. 35,7% dos gregos está em estado de pobreza . A taxa de desemprego é de 25,8% (e chega aos 50% entre os jovens) - o subsídio de desemprego dura apenas um ano, mas antes disso, como deixa de descontar, perdem o acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos públicos. Neste casos o hospital irá rapidamente tentar perguntar ao doente ou à família se não há algo que possa ser vendido ou penhorado para pagar a conta. Há médicos a ver cancros como nunca tinham visto: estes não são removidos e os tumores crescem até não ser possível fazer nada. Os suicídios aumentaram em cerca de 43% quando comparado com os anos antes da crise. É cobrada uma taxa de parto que pode chegar aos 300 euros que sem que esteja paga não deixam o bebé sair. Há doenças que estavam erradicadas e voltaram a aparecer. Em muitos bairros vêem-se sacos de plástico pendurados nos contentores do lixo com pão ou comida para quem anda à procura. Foi imposta uma elevada taxa nas contas da luz, que leva muitas pessoas a não conseguirem pagar. Mais de 300 mil gregos não têm electricidade em casa. Bem vindos à União Europeia do século XXI,
Varoufakis à saída do Eurogrupo: "A troika é um grupo de tecnocratas. Chegavam a Atenas, entravam nos ministérios com uma atitude colonial e tentavam impor um programa. Essa prática acabou. (...) Alguns colegas das Finanças no Eurogrupo usaram a palavra Troika. Se eles gostam tanto da palavra, podemos enviar a Troika para eles. Eles não regressam à Grécia"
o Ministro das Finanças da Grécia não cumprimentou a sua homóloga portuguesa na reunião do Eurogrupo porque esta ficou do outro lado da sala. "É só uma explicação geográfica", disse Varoufakis ao responder sobre o facto de não ter cumprimentado a desprezivel agente alemã Marilu "Swap" Albuquerque. (DN)
domingo, março 08, 2015
já houve um tempo em que tudo parecia ir ser diferente: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora
texto de João M Alexandre: o Parlamento Europeu alerta que a igualdade salarial na UE não se conseguirá antes de 2084.
A reivindicação do direito á igualdade entre mulheres e homens na Europa tem um longo caminho a percorrer. Assím o constata o Parlamento Europeu numa informação que se votará no próximo 10 de Março em Estrasburgo e que supõe um balde de água fría para a UE: a igualdade salarial não se conseguirá alcançar antes do ano 2084, e o objectivo (marcado para 2020) de uma taxa de emprego feminino de 75% não se alcançará até 2038. No estado capitalista, o dia 8 de Março tornou-se uma data um tanto festiva e consumista, com flores e bombons para uns. Para os Comunistas é relembrada a sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, manifestaçõess e muita perseguição policial. É uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.
A reivindicação do direito á igualdade entre mulheres e homens na Europa tem um longo caminho a percorrer. Assím o constata o Parlamento Europeu numa informação que se votará no próximo 10 de Março em Estrasburgo e que supõe um balde de água fría para a UE: a igualdade salarial não se conseguirá alcançar antes do ano 2084, e o objectivo (marcado para 2020) de uma taxa de emprego feminino de 75% não se alcançará até 2038. No estado capitalista, o dia 8 de Março tornou-se uma data um tanto festiva e consumista, com flores e bombons para uns. Para os Comunistas é relembrada a sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, manifestaçõess e muita perseguição policial. É uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.
sábado, março 07, 2015
de como o Grande Senhor faz cunhar moedas
Em directo da rota da seda para Veneza, do “Livro de Marco Polo”, ditado pelo próprio nos calabouços de Génova ao escritor de novelas Rustichello da Pisa em 1298 - ou um recado actual à Reserva Federal dos Estados Unidos: aquilo que vocês descobriram agora já eles sabíam há séculos:
(…) existe em Cambaluc (1) a zeca do Grande Senhor. Ali faz o Gran-Khan cunhar moedas da seguinte forma: pegam na casca das árvores, geralmente das amoreiras, dessas de que o bicho-da-seda devora as folhas e, com a pele que há entre a casca e o tronco fazem uma pasta, como a do papiro, de cor muito escura, quase preta. Estes papéis ou tiras são cortados de diversos tamanhos, quase sempre compridos e estreitos; aos mais pequenos dá-se o valor de metade de um soldo; outros, maiores, valem um soldo, outros meio-ducado de Veneza e outros dois ducados, cinco ou dez, outros valem um bizâncio e assim até dez bizâncios. Todos estes papéis e cartões têm o selo do Gran-Khan. Manda fabricar tantos, que pode comprar facilmente todos os tesouros da terra. Reparte-os por todas as províncias e reinos, e paga com eles as suas contas. Ninguém pode rejeitar esta moeda, sob pena de ser condenado à morte. E todos os mercadores aceitam estes papéis como paga das suas mercadorias, e com eles se pagam também as pérolas, o ouro e a prata. O papel que vale dez bizâncios não pesa nem um.
Várias vezes durante o ano chegam mercadores com pérolas, pedras finas, ouro e prata; então, o Grande Senhor chama doze sábios escolhidos para estas coisas e muito entendidos no assunto, e diz-lhes que examinem os objectos trazidos pelos mercadores e que os apreciam, pagando-os por aquilo que valem; e estes doze barões pagam tudo com essa moeda de papel. Os comerciantes aceitam-na, com grande prazer, pois poderão por sua vez comprar aquilo que muito bem quiserem. O Gran-Khan paga com esse papel mercadorias que valem uns 400.000 bizâncios. E, uma vez por ano, publica-se um aviso dizendo que todos os quue possuam ouro, pedras finas e prata os levem à Zeca (2), onde serão trocados por esse papel moeda. Desta forma o Grande Senhor acumula enor mês tesouros em prata, ouro e pedras finas.
Quando estes papéis se rompem ou sujam ou ficam deteriorados levam-se à Zeca onde são trocados por outros, com uma pequena diminuição. E quando um homem que adquirir um cinto de ouro, uma vasilha de prata ou jóias, vai à Zeca e dá os papéis em paga do ouro e da prata que compra ao barão que dirige a Zeca. Por aqui vedes como o Grand-Khan (3) pode ter, e tem, os maiores tesouros do mundo (…)
1) Cambaluc ou Khanbaliq (que significa “a residência do Grande Senhor), é o antigo nome da cidade de Pequim, hoje capital da República Popular da China (wikipedia)
2) Zeca, a Casa da Moeda
3) Os Mongóis na História da China
(…) existe em Cambaluc (1) a zeca do Grande Senhor. Ali faz o Gran-Khan cunhar moedas da seguinte forma: pegam na casca das árvores, geralmente das amoreiras, dessas de que o bicho-da-seda devora as folhas e, com a pele que há entre a casca e o tronco fazem uma pasta, como a do papiro, de cor muito escura, quase preta. Estes papéis ou tiras são cortados de diversos tamanhos, quase sempre compridos e estreitos; aos mais pequenos dá-se o valor de metade de um soldo; outros, maiores, valem um soldo, outros meio-ducado de Veneza e outros dois ducados, cinco ou dez, outros valem um bizâncio e assim até dez bizâncios. Todos estes papéis e cartões têm o selo do Gran-Khan. Manda fabricar tantos, que pode comprar facilmente todos os tesouros da terra. Reparte-os por todas as províncias e reinos, e paga com eles as suas contas. Ninguém pode rejeitar esta moeda, sob pena de ser condenado à morte. E todos os mercadores aceitam estes papéis como paga das suas mercadorias, e com eles se pagam também as pérolas, o ouro e a prata. O papel que vale dez bizâncios não pesa nem um.
Várias vezes durante o ano chegam mercadores com pérolas, pedras finas, ouro e prata; então, o Grande Senhor chama doze sábios escolhidos para estas coisas e muito entendidos no assunto, e diz-lhes que examinem os objectos trazidos pelos mercadores e que os apreciam, pagando-os por aquilo que valem; e estes doze barões pagam tudo com essa moeda de papel. Os comerciantes aceitam-na, com grande prazer, pois poderão por sua vez comprar aquilo que muito bem quiserem. O Gran-Khan paga com esse papel mercadorias que valem uns 400.000 bizâncios. E, uma vez por ano, publica-se um aviso dizendo que todos os quue possuam ouro, pedras finas e prata os levem à Zeca (2), onde serão trocados por esse papel moeda. Desta forma o Grande Senhor acumula enor mês tesouros em prata, ouro e pedras finas.
Quando estes papéis se rompem ou sujam ou ficam deteriorados levam-se à Zeca onde são trocados por outros, com uma pequena diminuição. E quando um homem que adquirir um cinto de ouro, uma vasilha de prata ou jóias, vai à Zeca e dá os papéis em paga do ouro e da prata que compra ao barão que dirige a Zeca. Por aqui vedes como o Grand-Khan (3) pode ter, e tem, os maiores tesouros do mundo (…)
1) Cambaluc ou Khanbaliq (que significa “a residência do Grande Senhor), é o antigo nome da cidade de Pequim, hoje capital da República Popular da China (wikipedia)
2) Zeca, a Casa da Moeda
3) Os Mongóis na História da China
Monsieur Lapin, die Reichen Clown, falando com conhecimento de causa
entretanto, a petição para a "Demissão imediata do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho" já ultrapassou largamente o número de assinaturas necessárias (venha daí mais uma) para ser presente ao que costumava ser na era proto-cavaquista a Assembleia da República. Veremos o que acontece. A avaliar pela qualidade da "oposição" colaboracionista o mais certo é Monsieur Lapin contar com o seu apoio tácito e ser reeleito.
sexta-feira, março 06, 2015
As potências Ocidentais estão a tentar redesenhar todo o mapa do Médio Oriente para garantir o expansionismo de Israel
e de repente uma catrefa de gente embandeirou em arco com o "excepcional
profissionalismo, competência e imparcialidade" do jornalista da RTP
Paulo Dentinho ao entrevistar o presidente da Síria. Primeiro: não é um
grande feito: de há dois anos para cá que Bashar al-Assad dá entrevistas
a quase todas as televisões do mundo tendo em vista repôr a verdade deturpada pelos media ocidentais. Segundo: Dentinho deixa transparecer uma agressividade latente contra um regime que o governo português e os seus serventuários dos media mandam odeiam, mandados pelos seus Aliados. Se há aqui alguém a ser elogiado é o presidente Bashar al-Assad pelo desassombro e frontalidade com que denunciou o genocidio em curso contra o seu povo. Depois de o ouvir é lamentável que ainda haja muita gente a crer na moral do Ocidente. Terceiro: se o Paulo Dentinho é (ou fosse assim tão bom, irá (iria) decerto
acontecer-lhe o mesmo que aconteceu ao Carlos Fino, correspondente da
RTP durante a invasão do Iraque, que por ser imparcial desapareceu do
mapa. Eis o briefing de apresentação da RTP: "O contestado Presidente da
Síria reconhece que o país está a viver dias dramáticos e sustenta que
foi a guerra para o derrubar que deu origem ao extremismo" - se houvesse
imparcialidade a RTP teria posto a ênfase na principal tese de Bashar
al-Assad: "Nunca serei uma marioneta do Ocidente (...) para pôr fim à tragédia que se abateu sobre o nosso povo, primeiro que tudo, os responsáveis europeus tem que mostrar vontade em combater o terrorismo" (não a apoiá-lo). Por fim, recordar algo que não é mencionado na entrevista: que o regime democrático sírio presidido por Bashar al-Assad conta com o apoio incondicional da Rússia (1), Irão e China.
para quem não viu:
(1) o Office of Communications do Reino Unido (Ofcom) abriu um novo inquérito contra o canal Rússia Today por disseminar pontos de vista anti-ocidentais perigosos. Infelizmente para os censores, é um pouco tarde demais. O Russia Today é uma das raras hipoteses de ouvir o contraditório como manda a deontologia da comunicação social e o dano para os censores já foi feito. O Rússia Today é hoje um canal popularíssimo para todos os cidadãos europeus que não dispensam a verdade. Que a RT é "tendenciosa" é verdade, mas não vai muito longe. Naturalmente, é expressamente financiada pelo governo russo para apresentar o ponto de vista russo do mundo. Mas todos os meios de comunicação manobrados por seres humanos são "tendenciosos", e isso certamente inclui os principais supermercados de noticias britânicos e europeus, contra todos os adversários inventados pelo Ocidente. (The Guardian)
para quem não viu:
(1) o Office of Communications do Reino Unido (Ofcom) abriu um novo inquérito contra o canal Rússia Today por disseminar pontos de vista anti-ocidentais perigosos. Infelizmente para os censores, é um pouco tarde demais. O Russia Today é uma das raras hipoteses de ouvir o contraditório como manda a deontologia da comunicação social e o dano para os censores já foi feito. O Rússia Today é hoje um canal popularíssimo para todos os cidadãos europeus que não dispensam a verdade. Que a RT é "tendenciosa" é verdade, mas não vai muito longe. Naturalmente, é expressamente financiada pelo governo russo para apresentar o ponto de vista russo do mundo. Mas todos os meios de comunicação manobrados por seres humanos são "tendenciosos", e isso certamente inclui os principais supermercados de noticias britânicos e europeus, contra todos os adversários inventados pelo Ocidente. (The Guardian)
quinta-feira, março 05, 2015
Revolução 1 ponto 9 ponto17, um lembrete
Dizimada a Comuna de Paris (1817) da qual Marx sabia ser impossível uma vitória duradoura, a primeira tentativa de instaurar um governo operário organizado para a construção do Socialismo aconteceu assente na actualização da teoria marxista por Lenine.
1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.
Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo
Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?
Em 1917 as premissas necessárias para o Socialismo estavam então definidas.
1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.
Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo
Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?
quarta-feira, março 04, 2015
Bom dia...
... e porque o País está muito (mas muito, muito) melhor, acaba de ingressar com um honroso 10º lugar no ranking das economias mais miseráveis do mundo. Uma economia tão boa, tão boa, que os governantes não pagam impostos, enquanto lançam uma "enorme carga de impostos" sobre os contribuintes honestos...
Bloomberg: «The 15 Most Miserable Economies in the World»
em paralelo, o governo montou uma campanha internacional de publicidade paga cujo objectivo é fazer chover "prémios & elogios sobre a excelência das actividades económicas relacionadas com o turismo em Portugal (a Alemanha ficou com a indústria, a Espanha com as pescas, etc); de modo que hoje ficou-se a saber que se vive melhor em Lisboa que em Nova Iorque (DN) a estória repete-se com o Alentejo com o felicidade dos portuenses com a nossa bela pinga com palácios com promoção em filmes com a melhor economia no golfe, enfim, com Portugal em peso.
"do You Hear the People Sing?" nem por isso...
Se os apaniguados do caloteiro 1º Ministro e vigarista ex-funcionário da Tecnoforma começaram a berrar suspiros de alívio pelo fim da crise, a Bloomberg vem chamar-lhes mentirosos e trafulhas: "Portugal está entre as economias mais miseráveis.O raking da agência económica foi publicado esta semana e teve por base a taxa de desemprego e da taxa de inflação previstas para este ano". Bloomberg: «The 15 Most Miserable Economies in the World»
o cartoon de António. o Homem das Euro-Finanças e a sua melhor Amiga
em paralelo, o governo montou uma campanha internacional de publicidade paga cujo objectivo é fazer chover "prémios & elogios sobre a excelência das actividades económicas relacionadas com o turismo em Portugal (a Alemanha ficou com a indústria, a Espanha com as pescas, etc); de modo que hoje ficou-se a saber que se vive melhor em Lisboa que em Nova Iorque (DN) a estória repete-se com o Alentejo com o felicidade dos portuenses com a nossa bela pinga com palácios com promoção em filmes com a melhor economia no golfe, enfim, com Portugal em peso.
terça-feira, março 03, 2015
quem?, Eu? nunca tinha ouvido falar
comentário de Frederico Duarte Carvalho na página facebook do "dissidente socialista" Alfredo Barroso: "parabéns por reconhecer o poder dos senhores de Bilderberg. Tenho a certeza que ainda não o conhecia quando, em Novembro de 1988, ajudou o presidente Mário Soares a organizar o jantar de Queluz a Balsemão e aos seus amigos do comité director de Bilderberg! Enfim, vale mais tarde do que nunca!" (aqui)
Ementa do jantar oferecido pelo Presidente da República, Mário Soares, em honra dos membros do Steering Committee e do Advisory Group da Conferência de Bilderberg, no Palácio de Queluz, em 17 de Novembro de 1988
Ementa do jantar oferecido pelo Presidente da República, Mário Soares, em honra dos membros do Steering Committee e do Advisory Group da Conferência de Bilderberg, no Palácio de Queluz, em 17 de Novembro de 1988
segunda-feira, março 02, 2015
SwissLeaks. "Portugal não pode estar dependente de listas nem de expedientes para agir" diz o "nosso" secretário de Estado
Na Grécia os documentos revelados por um funcionário do banco HSBC na Suíça onde constam 2.059 nomes de titulares de contas na Suiça que não pagam impostos foi entregue ao Governo grego em 2010 pela ex-ministra francesa Christine Lagarde. O jornalista Kostas Vaxevanis que publicou a lista foi preso, julgado e declarado inocente. O ministro das Finanças grego à época, George Papaconstantinou, disse então não saber o que aconteceu ao original da "lista Lagarde" apesar desta ter sido entregue ao governo. Em 2012 o jornalista Kostas Vaxevanis foi alvo de uma tentativa de assassinado, pela qual em 2014 foram indiciados seis individuos, um dos quais dos serviços secretos. O grupo teria organizado não apenas esta acção mas muitas outras ao serviço de entidades da Banca. (27Φεβρουαρίου2014) O ex-ministro Papaconstantinou está ser julgado por ter retirado da lista Lagarde os nomes de familiares e amigalhaços (fonte) Titulares de contas bancárias incapazes de justificar a proveniência legal do dinheiro estão a ser presos. (fonte)
Uma única filial suíça do banco britânico HSBC ajudou a esconder ao Fisco mais de 180 mil milhões de euros. A lista divulgada em 2008 que contém 611 nomes de clientes associados a Portugal, como dizem respeito a um país incorruptivel, disseram os governos, o anterior PS e o actual PSD/CDS, nunca ter sido enviada às autoridades portuguesas. A sério? Entretanto os crimes prescreveram. Sete anos depois, finalmente, em Fevereiro de 2015, alguns nomes (220) da desaparecida lista apareceram. (fonte) O anterior ministro das Finanças Teixeira dos Santos garante ter "pedido várias vezes" às autoridades francesas para que enviasse a listagem de nomes portugueses. Sem sucesso. O actual governo remete-se ao silêncio, e a ministra das Finanças Maria "Swap" Albuquerque está em vias de ser dispensada de prestar declarações sobre o assunto no Parlamento (fonte)
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| mas não se passará nada |
domingo, março 01, 2015
Não pagamos... não poderemos pagar, mas vamos-lhes dizendo que pagaremos
o Partido Comunista da Grécia (KKE) apoiado na sua força eleitoral de 4,5 por cento promoveu uma manifestação contra o prometido acordo entre o Governo grego e os parceiros europeus (por via do Eurogrupo). Compareceram cerca de 7000 pessoas. Um dia antes outra manifestação convocada por um grupo anticapitalista 50 arruaceiros provocaram motins e partiram vidros de montras. Enfim, o KKE e outros extremistas elegeram o Syriza como o principal inimigo por terem dado um primeiro passo para fazer implodir a Troika ... e deram o mote para que o Syriza fosse ridicularizado pelas televisões, especialmente as dos seus mais encarniçados adversários, Espanha e Portugal, quando os encarregados da locução leram o texto: "acabou-se o estado de graça do governo da Grécia"!
Numa sondagem feita na última semana o apoio da população ao governo de Tsipras passou dos 36,5 por cento verificados nas eleições de 25 de Janeiro para perto dos 50 por cento que doravante suportam o programa de ruptura do Syriza (1) contra a ingerência estrangeira conluiada com a burguesia nacional (1) que colocaram o país à beira de uma catástrofe humanitária.
O ministro das Finanças grego admitiu na última sexta-feira ter apresentado deliberadamente aos seus parceiros europeus um programa de reformas vago para assegurar o aval dos Parlamentos da zona Euro ao prolongamento do programa de "ajuda" a Atenas. "Estamos orgulhosos do nivel de imprecisão. Eu uso a expressão imprecisão criativa. Quero ser o primeiro ministro das Finanças a não referir números excepto se tiver a certeza que os vou conseguir. Eu disse aos parceiros da UE que se lhes desse um valor de receitas ou de receitas de evasão fiscal estaria a mentir-lhes" afirmou Yanis Varioufakis à AntennaTV. Na opinião de Varoufakis, com o acordo que saiu do último Eurogrupo, "o Memorando (da Troika) acabou e o comportamento inaceitável acabou (...) Estamos numa Europa que se sabotou a si própria. Disse antes que no Eurogrupo não há sequer discussão. Nós estamos a mudar a Europa (...)
(...) Eu estava em Franckfurt com cinco agentes da policia secreta alemã. Pedi para ir à casa de banho e um deles tinha de ir comigo - "queria agradecer-lhe porque a Europa precisa de mudar também por nós alemães" disse ele - contou o governante, garantindo que na Grécia não tem seguranças. "Se eu precisar deles então será a altura de me demitir"
Parlamento da Grécia decidiu-se por "usar duas ferramentas para reparar as injustiças que foram cometidas contra o povo grego": 1. Constituição de uma Auditoria à Dívida Pública e Inquérito sobre a forma como foram concertados os Memorandos da Troika... 2. Constituição de uma Comissão para reivindicar as reparações de guerra devidas pela Alemanha. (OkeaNews)
(1) Três pessoas presas na Grécia por deverem dois milhões de euros em impostos
Numa sondagem feita na última semana o apoio da população ao governo de Tsipras passou dos 36,5 por cento verificados nas eleições de 25 de Janeiro para perto dos 50 por cento que doravante suportam o programa de ruptura do Syriza (1) contra a ingerência estrangeira conluiada com a burguesia nacional (1) que colocaram o país à beira de uma catástrofe humanitária.
O ministro das Finanças grego admitiu na última sexta-feira ter apresentado deliberadamente aos seus parceiros europeus um programa de reformas vago para assegurar o aval dos Parlamentos da zona Euro ao prolongamento do programa de "ajuda" a Atenas. "Estamos orgulhosos do nivel de imprecisão. Eu uso a expressão imprecisão criativa. Quero ser o primeiro ministro das Finanças a não referir números excepto se tiver a certeza que os vou conseguir. Eu disse aos parceiros da UE que se lhes desse um valor de receitas ou de receitas de evasão fiscal estaria a mentir-lhes" afirmou Yanis Varioufakis à AntennaTV. Na opinião de Varoufakis, com o acordo que saiu do último Eurogrupo, "o Memorando (da Troika) acabou e o comportamento inaceitável acabou (...) Estamos numa Europa que se sabotou a si própria. Disse antes que no Eurogrupo não há sequer discussão. Nós estamos a mudar a Europa (...)
(...) Eu estava em Franckfurt com cinco agentes da policia secreta alemã. Pedi para ir à casa de banho e um deles tinha de ir comigo - "queria agradecer-lhe porque a Europa precisa de mudar também por nós alemães" disse ele - contou o governante, garantindo que na Grécia não tem seguranças. "Se eu precisar deles então será a altura de me demitir"
Parlamento da Grécia decidiu-se por "usar duas ferramentas para reparar as injustiças que foram cometidas contra o povo grego": 1. Constituição de uma Auditoria à Dívida Pública e Inquérito sobre a forma como foram concertados os Memorandos da Troika... 2. Constituição de uma Comissão para reivindicar as reparações de guerra devidas pela Alemanha. (OkeaNews)
(1) Três pessoas presas na Grécia por deverem dois milhões de euros em impostos
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