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quarta-feira, novembro 16, 2011

nacional-sindicalismo de tipo novo

O homem e a mulher donos da “loja do chinês”, abrem cedo o negócio e, noite adentro ainda lá estão. Eles realizam um trabalho produtivo: são um entre muitos pontos terminais de escoamento para mercadorias chinesas, numa situação concertada previamente, para a qual os empresários receberam um financiamento do Estado. Num sistema pró-socialista todos são investidores (organizados na forma do Estado) e todos têm um retorno: na forma de reprodução de encomendas para a fábrica que alimenta o operário.
A meio do dia, num breve lapso, um português enrascado da vida entra na loja e surripia quatro pares de meias saindo sem passar pela caixa. Embora a mercadoria seja agora dele e o nosso larápio tivesse trabalhado, o que ele fez foi um trabalho improdutivo. As meias rompem-se e voltar a gamar nem sempre resulta em êxito na correlação risco-valor. Na sociedade capitalista o nosso xico-esperto, na ausência de perspectivas, exasperado, passa-se dos carretos e “produz” qualquer bem-ou-mal mais grave e vai de cana; o Estado passa a pagar-lhe a subsistência, (ou o subsidio de desemprego nos casos menos graves).

A generalização que não distinguetrabalho produtivo” de “trabalho improdutivoleva José Neves a afirmar que “a cidade da multiplicidade de produtores” desmistifica “o equívoco de tomar como produtores apenas e só a figura do operário fardado de sarja azul da fábrica”. Ou seja, aceita, revê e conforma-se com o status imposto pelo capitalismo, como se isso fosse uma coisa intelectualmente muito moderna. Realmente, os operários-de-facto já não se vêem, mas lá que os há, lá isso há. Basta deixar de olhar apenas para dentro e olhar também para o lado de fora da globalização. Isto para “quando nos voltarem a falar da necessidade de o país voltar a produzir”.

Na deslocalização da fábrica para longe onde esta dá mais lucro e menos incómodos ao patrão, tal como nos casos dos vastos sectores improdutivos da sociedade, o Estado capitalista burguês subtitui-se à realização de valor pela classe operária. O sindicalismo torna-se um factor residual (1). E quem controla e desarma então a capacidade de luta dos 80% de trabalhadores que não são sindicalizados, os precários e os trabalhadores (2) desempregados? – resposta: os sindicatos reformistas burgueses – que recebem dinheiro do Estado como prémio de produção pela sua eficácia.

Alguns números
9,9 milhões de euros foi o valor das contribuições do Estado para a CGTP e UGT no primeiro semestre de 2011. No final a verba rondará os 20 milhões/ano.
a UGT conta com 200 mil filiados (quase totalmente do sector terciário) e a CGTP regista 500 mil trabalhadores sindicalizados. A população activa em Portugal situa-se nos 5.587.300 individuos.
2,7 milhões de euros é o valor das quotas anuais pagas pelos trabalhadores sindicalizados à CGTP.
a CGTP emprega 10 mil dirigentes e delegados sindicais a tempo inteiro

terça-feira, novembro 15, 2011

De Olhos Bem Abertos

"Desde 1986 até agora, Portugal recebeu (da União Europeia) cerca de 8 milhões de euros por dia". As elites politico-financeiras locupletaram-se com o dinheiro e, como corolário lógico do esbulho, "os últimos 10 anos foram uma década perdida". Onde Manuel Maria Carrilho reconhece nas entrelinhas que os governos nomeados pelo complot neoliberal não mandam efectivamente no país: "Sócrates não se sentia seguro (...) tinha um grande deslumbramento com a Finança":

segunda-feira, novembro 14, 2011

a União entre o Estado e as Corporações tem um nome: chama-se Fascismo

"Impressionantemente, os lideres europeus aceitam o estado das coisas como, nos anos 30, aceitaram o nazismo. Foi para enterrar este fantasma que a Europa foi construida - agora (...) ele está aí, outra vez, à solta" (Ana Sá Lopes, i)

É no passado que se encontram as respostas para os dilemas do presente e as agruras do futuro. Saber, hoje, quem foi e o que pensou Vladimir Jabotinsky, um dos pais-fundadores do Sionismo, é uma das condições básicas para se compreender a política e a função de Israel na geopolítica do imperialismo. Israel, cuja doutrina expansionista tem como seu principal aliado os Estados Unidos, domina a moeda de referência global, o dólar, através de um consórcio de bancos privados com a exclusividade de emissão de dólares pela Reserva Federal norte-americana



"se os Povos da Europa não se levantarem, os Bancos trarão o Fascismo de volta"

empresas multinacionais de capitais israelo-sionista
(excepto consórcios militares)

clique na imagem para ampliar

Antecedentes, direitos adquiridos, as formas de esquecimento, ou de como a história se repete

"É sobretudo no contexto do pré capitalismo que deparamos com o problema da usura associado à figura do mercador-banqueiro judeu, ou à do cambista, um dos muitos agentes intermediários que monopolizou o grande comércio entre o Oriente e o Ocidente, e ao empréstimo do dinheiro com juros ou sob a penhora de bens. Usura constitui a margem de lucro excessivo, ilegal, que se toma pelo dinheiro emprestado, além do preço (valor) do próprio dinheiro, num contrato de mútuo celebrado entre o mutuante e o mutuário, com outras designações consoante a natureza do negócio. Mas esta definição generalizada do conceito usura não reúne consenso, porque o mesmo se revestiu de diferentes modalidades práticas, como o mútuo, o foenus, o comodato, a locação, a hipoteca, o triplo contrato, o câmbio, a comandita, a companhia e a sociedade comercial, e outros, simulados. No entanto, se atendermos à sua acepção corrente, podemos definir a usura como o ganho sobre o juro devido a outrem à razão de um capital emprestado, ou por coisas fungíveis, cuja taxa excede o permitido legalmente, ou aquilo que os usos e os costumes determinam"

(in "Capitalismo e Judaismo, Contribuição dos judeus portugueses para a ética capitalista", António de Vasconcelos Nogueira, Fundação C. Gulbenkian, 2004, pag.42)
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domingo, novembro 13, 2011

a partir deste governo o aparelho do Estado passa a ser orientado a partir de fora

Este Orçamento corta 14,8% na massa salarial e quase 22% do rendimento disponivel para a função pública. A partir do próximo ano, cumprindo as exigências da Troika, os funcionários públicos vão começar a ser descartados...

"se perguntassem aos trabalhadores da administração pública (que desde 2002 não vêem aumentado o seu salário) e às cerca de 100 mil pessoas que participaram na manifestação de ontem, se acreditam na mirífica possibilidade de o actual governo com o apoio do PS mudar a sua política,
seguramente que teriam uma inequívoco e rotundo repúdio como resposta – então, porquê continuar a fazer aparecer a absurda e reaccionária palavra de ordem de mudança de politicas?
Em contrapartida, os dirigentes sindicais, principalmente os da CGTP, persistem em não apontar a esta luta objectivos políticos precisos e claros de não pagamento da dívida e derrubamento deste governo de lacaios, rebaixando estas acções a meras manifestações de denúncia e descontentamento"
(Luta Popular)

Tendências dos Mercados: Mario Monti o novo 1º Ministro de Itália foi assessor da Coca-Cola e director da Goldman Sachs. Novo presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, é um ex-vice-presidente da Goldman Sachs. Novo 1º Ministro grego é um ex-director do Banco Central da Grécia
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sexta-feira, novembro 11, 2011

estas botas são feitas para andar?* são, mas é para quem as comprou

Otelo: "os militares têm um poder e uma força, e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas"



Atendendo a que a maioria dos Comandos das unidades de Polícia-de-Intervenção, Choque e Repressão (PSP e GNR) são constituidos por oficiais dos quadros superiores oriundos das Forças Armadas ***, a convocatória para a manifestação de amanhã torna-se interessante. Convocada por uma assembleia de 1.500 militares do quadro dos 3 ramos, exército, marinha e aeronáutica, propõem-se ir todos a pé do Rossio até à porta do ministério das Finanças – a reivindicação é óbvia: mais dinheiro – protestam contra o congelamento da progressão das carreiras, corte se subsídios e programas especiais de assistência para os militares e respectivas famílias, enfim, para não se diga que são poucos, são contra o corte de uns ridículos 10% no número de efectivos, na ordem de menos 4 mil militares até 2014.

Aquilo que é tratado genericamente como “forças armadas” hoje, nada têm a ver com as existentes aquando do 25 de Abril. Na sequência da enorme contestação social contra a guerra do Vietname, do centro do Império chegaram directivas no sentido do alistamento profissional. O que até então era um exército constituído compulsivamente pelo recrutamento obrigatório, passou a ser uma livre escolha de profissão, a escolha de um negócio para a vida individual de cada um, afastando assim o risco dos filhos do povo um dia se poderem rebelar em nome da colectividade (**). Quem não prefere hoje em dia um emprego estável onde numa comissão de serviço no estrangeiro se pode auferir um salário médio de 3.000 euros mensais?... bem vistas as coisas são trocos – os oficiais dos quadros militares sempre, do fascismo à democracia, auferiram remunerações muito superiores – ao nível das mais qualificadas profissões com elevada necessidade de formação cientifica. Nos quadros intermédios não estamos assim tão longe do tempo em que qualquer sargento, com a especulação da moeda (escudos/angolares) em dois anos de comissão no Ultramar lucrava o suficiente para construir uma moradia na terrinha.
Naquela situação, quem estava nas F.A. preocupado com as miseráveis condições do povo português? o 25 de Abril foi obra de reinvidicações de militares do quadro permanente, quando sentiram as sua mordomias ameaçadas pela rápida ascenção de oficiais milicianos a que as autoridades fascistas-coloniais se viam obrigadas a recorrer. Não fosse a saída do povo às ruas, o Poder teria sido de imediato entregue aos oficiais superiores das Forças Armadas, como aliás o foi com a constituição do Conselho da “Revolução” militar. O que mudou depois de Novembro? O negócio que antes era feito no Ultramar à revelia da Nato, passou a ser globalizado colocando Portugal sob supervisão da Nato dentro da sua área de influência.

Aqui chegados, as declarações de Vasco Lourenço (um militar do 25 de Novembro) 36 anos depois, conhecido o seu percurso, fazem sentido?: “se as forças de segurança aceitarem reprimir as populações, então os militares devem colocar-se entre as forças de segurança e a população, isto porque as Forças Armadas (profissionais) têm de estar sempre ao lado e em defesa da população” quem? Os oficiais superiores das F.A: que comandam as forças de Repressão tomando partido a favor da “revolução” da extrema direita em curso? Mais ridículo ainda é o transpirar intelectual bota-da-tropa de Otelo, capaz de congelar plateias nos sofás “quando estas atingire o limite” de caruncho:
Hoje seria muito mais fácil fazer um 25 de Abril, temos muito menos quartéis e menos efectivos, uns 30 e tal mil pá, mais fáceis portanto de controlar, enquanto naquele tempo tínhamos quartéis inimigos”:



Quem é que estes tipos querem enganar? não sabem da existência do European Union Battle Group, do seu programa que recebe ordens do estrangeiro e cujas acções são determinadas a partir do comando da Nato em Itália numa perspectiva de intervenção rápida onde o directório UE/Nato o determinar? ou sabem e não têm tomates para tomar posição, ou pensam estas luminárias que o Batalhão sediado no poligono militar de Tancos, a mais importante força hoje no país enquadrada por uma chusma de generais e coronéis, é "uma força amiga"?
Operação de treino a bordo de um barco de passageiros

*Titulo alusivo à canção "These Boots Are Made for Walkin" que se converteu num hino da direita ultraconservadora durante os anos de contestação à guerra nos Estados Unidos.
** A natureza dos campos de intervenção militar também mudou, abrangendo hoje principalmente treinos intensivos em guerrilha urbana para dispersar grupos em eventuais tentativas de organização politica adversa ao regime demo-fascista de dois partidos únicos
Ler também:
"Como a "Guerra ao Terrôr" de Bush militarizou as policias"
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quinta-feira, novembro 10, 2011

bandalhos, agentes de uma "autoridade" ilegítima

Bastões contra Estudantes: a brutalidade dos cães-Policias numa acção de protesto na Universidade de Berkeley, California

quarta-feira, novembro 09, 2011

sacrifícios, ou o milagre da multiplicação do bolo-rei do senhor dos Passos

o Orçamento da Assembleia da República para 2012, na página 4659 publica a consignação de 2.093.650 € para pagamento de subsídios de férias e de Natal em 2012 ao pessoal da Assembleia da República (ver aqui em pdf)

O orçamento de Estado elaborado por Passos Coelho e PSD/CDS, que prevê o corte de subsídios de natal e férias para muitos portugueses, é o mesmo que contempla mais de 100 milhões de euros para estudos e pareceres em 2012. São quase mais 4 milhões de euros do que José Socrates reservou em 2011 para esta rubrica"

24 de Novembro
Todos para as ruas! Porque nós, os que trabalhamos nos sectores produtivos, estamos fartos de ser roubados!
relacionado:

Silvio... benemérito da ordem de Sion

Finalmente foi corrido pelos seus próprios apoiantes, (mas não é para já, ou é?) não foi necessário dar-lhe um fanico em cima duma gaja, enforcá-lo pela lingua pelas farras do bunga-bunga com o Bush, ser deportado, ou desgraça que lhe valha...

No meio do estado calamitoso da Europa e do Mundo o ainda primeiro ministro italiano esbanja o seu mediático tempo a preparar terreno para a conservação e/ou atribuição de pensões vitalicias e subsidios especiais a amigos e descendentes de um remoto episódio do ano de 1943 que afectou cerca de 1000 pessoas há 68 anos durante uma carnificina que custou na totalidade 50 milhões de mortos

o Dever da Memória:

"Messaggio alla comunità Ebraica di Roma: Il mio messaggio al dottor Riccardo Pacifici, Presidente della comunità Ebraica di Roma, nella tragica ricorrenza del rastrellamento e della deportazione degli Ebrei del “Ghetto” di Roma, avvenuto all’alba del 16 ottobre 1943 ad opera delle truppe naziste" (do facebook de Silvio Berlusconi)
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terça-feira, novembro 08, 2011

Comemorando a Revolução de Outubro

Coisas que o povo russo não esquece. Este ano as comemorações centraram-se na heróica epopeia que foi a "Grande Guerra Patriótica" no vitorioso combate ao nazi-fascismo na Europa



A 6 de novembro de 1941 em plena guerra, José Estaline pronunciou o seu célebre discurso na sessão comemorativa do 24º aniversário da Revolução Bolchevique. Transmitido do quartel general instalado nos abrigos subterrâneos do Metro de Moscovo as suas palavras galvanizaram uma multidão de trabalhadores e no dia seguinte os milhares de soldados que desfilaram em parada na Praça Vermelha. No final do desfile as tropas seguiam directamente para a frente de batalha.

Se os alemães querem uma guerra de extermínio, eles irão tê-la (...) temos de defender com valentia e com todas as nossas forças o solo sagrado da Rússia”. Havia três linhas Metro de 112 quilômetros de extensão exclusivamente dedicadas ao esforço de guerra, ligando o Kremlin ao aeroporto e aos principais quartéis do exército. Mesmo sob o perigo constante dos bombardeamento alemães a população começou a construir barricadas nas cidades, que chegaram mesmo às imediações do Kremlin. O governo soviético recuou para a cidade de Kuybyshev, e as principais fábricas e instalações industriais foram deslocadas para leste. Seria a partir daí, desse esforço gigantesco que só a razão pode conquistar, que se iniciaria a vitoriosa caminhada até Berlim (6 de Novembro 2011)
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segunda-feira, novembro 07, 2011

Oakland

Pela 2ª vez (depois do sargento Scott Olsen) desde que começaram as acções de protesto nos Estados Unidos, os Cães-de-Guarda armados pela alta finança voltam a ferir com gravidade um ex-militar que se juntou à manifestações do Movimento Occupy Wall Street
(O video vale pela filmagem de proximidade do semblante dos policias, drogados pelo treino psicológico que lhes é administrado em conjunto com salário certo, de tal forma que não têm a percepção de estar do lado errado nas aspirações de construção de uma sociedade justa)



* Centenas e centenas de pessoas têm sido detidas por todos os Estados Unidos. Aqui, mais terrorismo policial no Occupy Atlanta

* Comemorando a Revolução de Outubro. Repetir Lenine: há 94 anos os Indignados russos atreveram-se a enfrentar o poder - e venceram
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De España Vengo

Elisabete Matos, uma cena da zarzuela El Niño Judio



* Quase cinco milhões, ou seja 21,53 % da população activa, não tem trabalho. Taxa de desemprego em Espanha é a mais elevada dos paises industrializados da Europa

* A taxa oficialmente comunicada de desemprego em Portugal no mês de Setembro é de 12,5%, mas na realidade atinge já os 15%

Num ensaio de 28 de Agosto para a Bloomberg View, o conselheiro económico George Magnus escreveu que "a economia global de hoje sofre algumas sinistras semelhanças com o que previu Marx"... Considere os pormenores. Como observa Magnus, a previsão de Marx de que as empresas precisariam cada vez menos produtores quando melhoravam a produtividade, criando um "exército industrial de reserva" dos desempregados cuja existência manteria pressão descendente sobre os salários para os empregados"...
in Monthly Review, "The Global Reserve Army of Labour and the New Imperialism"
(traduzido para português no Resistir)

A verdade sobre o Orçamento Militar de 2011 em Espanha. Em tempos de crise os investimentos na indústria militar deste ano totalizam 2.006,52 milhões de euros. (47,24 milhões por dia=aprx. 1 milhão de euros por habitante/dia). Seria o suficiente para manter 421.910 ordenados minimos pelo periodo de 1 ano. (mais pormenores aqui). Em Portugal não existem números sobre gastos militares (NATO incluida) porque sua excelência o presidente da república mandou surripiar estas verbas ao conhecimento público, não as incluindo no Orçamento Geral do Estado. No ano antes da tomada de posse deste PR, em 2005, as despesas militares inscritas no OGE português representavam 2,3% do PIB (e as de Espanha 1,2%) . As da República Popular da China em 2009 eram apenas de 1,7% do PIB (fonte)
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domingo, novembro 06, 2011

pequenos nadas da miséria nacional (III)

O comendador Joe Berardo usou muitos milhões em créditos obtidos na Banca (em particular no BCP onde detém uma posiçãon de 7%) para “investir” nos jogos especulativos da Bolsa. Como garantia de pagamento desses empréstimos Berardo deu a sua colecção de arte depositada no Centro Cultural de Belém, a icónica obra do regime Cavaco. (de cujas despesas de manutenção se livrou e estão agora a cargo do erário público, isto é, dos contribuintes portugueses – e que não é tão pouco quanto isso: 29 milhões de euros desde 2006, ou seja, 5,8 milhões por ano)

No início do frutuoso negócio a colecção de arte foi super-avaliada em 316 milhões de euros, com uma prerrogativa no contrato entre o Joe e o Estado em que este último se compromete a adquirir em definitivo a colecção em 2016 por aquele inflacionado valor. Quando o Estado resolveu ir ver mais um dos ruinosos negócios que faz pela mão de gestores partidocráticos, no período que a crise já leva, as acções compradas caíram, atingindo valores irrisórios (4 acções do BCP não chegam para pagar um café). Para apimentar o brilhantismo das más-linguas, o actual secretário de Estado da cultura, que já foi empregado de Joe Berardo como director de um pasquim desportivo, resolveu mandar reavaliar a colecção instalada no CCB. A fracção de ministro faz um favor ao ex-dono, uma vez que com esta tramóia se acabará por limpar os muitos milhões de créditos do Joe que se eclipsaram na Bolsa

relacionado
O homem que disse na televisão toda a verdade sobre a corrupção financeira
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sábado, novembro 05, 2011

Um esclarecimento sobre a "Reestruturação" da Dívida

dos jornais: "Roubo por esticão aumenta 25% no primeiro trimestre deste ano"

- O que é de facto o tal perdão de 50% da dívida grega?

"Troca-se os títulos antigos da dívida grega detidos pelos bancos por novos títulos, com a metade do valor dos antigos; chamam-lhe reestruturação da dívida. Quem cobre essa diferença?... Os governos da UE (...)

Na concertação do "grande acordo" em curso "a UE não explicitou os detalhes, quanto perdem os governos, quanto perdem os bancos. Por isso o mercado está com um pé atrás. Na verdade, ainda não se sabe quem vai pagar a conta. A experiência das reestruturações da América Latina nos anos 90, a proporção era 90% pagam os governos, 10% os bancos.

- Já agora, isso é feito sem contrapartidas do governo grego (para além do saque que os gregos tem sofrido, é claro)?

Os governos da UE jogam a factura para a Grécia. O povo grego, português, etc. são chamados a pagar a conta. Os governos da EU transferem para os governos em moratória – Grécia, Portugal, etc. – os recursos (ou garantias) que de alguma forma serão repassados para os bancos privados. Mas esses recursos dos resgates serão pagos pela população desses endividados, através dos “programas de estabilização” da economia, etc.

- Porque ganham os bancos privados com a reestruturação?

Ganham porque se livram de títulos podres, que são trocados por novos com elevadas taxas de juros, além de receberem enormes transferências de recursos (ou de garantias de crédito) dos governos, através do Banco Central ou dos Tesouros nacionais. Com isso se livram da necessidade de auto-recapitalização. Quer dizer, ressuscitam seus activos apodrecidos sem ter de gastar nenhum tostão de capital do seu próprio bolso. São recapitalizados com dinheiro público. E voltam ao mercado à caça de mais sangue dos governos e respectivas populações trabalhadoras"
(José Martins, economista, entrevista à Revista Rubra)
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Alguns dados demográficos sobre a nossa nave espacial Terra

A população mundial, segundo as previsões correntes, chegará aos 8.000 milhões em 2015, aos 9.000 milhões em 2043 e aos 10.000 milhões em 2083. No entanto as Nações Unidas (UNPD) calculam que haverá um declínio a partir dos 8.000 milhões em 2045. A partir dessa data o decréscimo da população acentuar-se-á mais rapidamente. Que escolha política para que se crie sustentabilidade? Do actual número de habitantes do planeta 77% (5,390 milhões) vivem em regiões marcadas pelo subdesenvolvimento e 23% (1,610 milhões) vivem nos países chamados desenvolvidos.

Com o comando financeiro centralizado numa ínfima minoria com poder global, que actua segundo interesses privados que são irracionais para a totalidade das pessoas, quanto mais capital se injecta na economia global, mais graves são as crises financeiras, mais os riscos de pobreza aumentam. A principal causa do descalabro civilizacional reside no facto do factor trabalho estar enormemente subvalorizado. Para a sobrevivência da humanidade como um todo é necessário inverter urgentemente o actual paradigma.



Esta página contém um contador que permite ver como aumenta a população mundial a cada segundo. Desde a última segunda-feira 31, quando se comemorou o evento, mais de 1 milhão de nascimentos vieram acrescentar a população na Terra. A expectiva de vida média em todo o mundo aumentou em 20 anos, passando dos 48 anos de idade em 1950 para os 69 anos actualmente. Dois terços da população mundial tem menos de 40 anos de idade. Cada ano que passa 77 milhões de pessoas engrossam a população mundial. Pelo processo de desenvolvimento urbano, todos os dias se acrescentam 180.000 pessoas à população a viver em cidades. Cerca do ano 1300, na região mais desenvolvida, a Europa, apenas 9,5% da população vivia em cidades. Actualmente, apenas uma em cada dez pessoas no mundo vive numa cidade, mas em 2050 o índice de vida em ambiente urbano será de 1 pessoa por cada 3 – o mundo está a passar pela maior onda de migração e crescimento urbano da sua história. Actualmente as cidades ocupam só 2% da superfície terrestre, e nelas vivem cerca de metade da população mundial. O problema não é de espaço, mas de capacidade de obter qualidade de vida nessas cidades que se expandem para grandes metrópoles.



Estima-se que hoje existam quase mil milhões de pobres no mundo, cerca de 750 milhões deles vivendo em áreas suburbanas sem habitação adequada nem saneamento básico. Cada dia que passa mil milhões passam fome. Cada dia que passa dois mil milhões de pessoas como nós sobrevivem com 1 dólar diário. Mil milhões não dispõem de água potável e mil mulheres ainda morrem por dia durante o parto. Somos parte de uma comunidade global onde as medidas tomadas numa determinada região têm um impacto imediato nas outras partes do mundo. E temos de ver no simbolismo do Bebé 7.000 Milhões uma chamada à acção para assegurar que todos possam disfrutar dos mesmos direitos e dignidade.
(fontes: Alainet.Org e Wikipedia)
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sexta-feira, novembro 04, 2011

a luta é o caminho

Uma alternativa a este governo reaccionário que cada vez mais impõe medidas draconianas sobre os trabalhadores, a esta declaração de guerra ao povo por parte dos serventuários da Tróica



Grécia, Europa, 20011. "É preciso ter em conta as inúmeras greves nacionais, a cada vez maior mobilização do povo para a luta, o cada vez mais elevado grau de maturidade política dos trabalhadores, como confirmam os acontecimentos em Salónica onde largas dezenas de milhar de manifestantes (1) impediram que os representantes do governo, que deveriam estar presentes na parada militar pudessem, sequer, sair das suas tocas, para perceber que a proposta do primeiro-ministro, do PASOK, não passou de uma tentativa desesperada de fazer face à cada vez maior pressão das ruas"

(1) Para atingir simbolicamente a origem dos seus males, manifestantes na Grécia queimaram bandeiras da Alemanha e da União Europeia (fonte), por contraste à tradicional queima das bandeiras imperialistas dos Estados Unidos (na imagem numa manifestação em Trafalgar Square em Londres); durante a recente visita do Papa à Alemanha, (decerto para concertar pormenores do estabelecimento do Novo Banco Central Global com o BCE) manifestantes queimam efigies de Ratzinger e bandeiras nacionais em Berlim. Pela terceira vez num século a diabolização do povo da Alemanha está em franca ascendência - quando de facto os verdadeiros responsáveis pela planeada situação de crise na Europa são, mais um vez, a ínfima minoria de banqueiros privados que manobram Wall Street
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quinta-feira, novembro 03, 2011

o "nosso" presidente...

Com os povos europeus sujeitos a uma tentativa de subjugação económica totalitária pelos "mercados", a "Europa" encontra-se sem liderança politica e preste a submeter-se voluntariamente à ditadura que os nazis não conseguiram implantar com os seus blindados

Quando o cargo de Presidente da União Europeia foi criado já o Tratado de Lisboa tinha tudo predeterminado e Van Rompuy estreou-se no Parlamento europeu sem que os eleitores europeus dessem um peido sobre o assunto... Comentário do eurodeputado britânico Nigel Farage: "Não quero ser mal educado, mas na verdade o senhor tem o carisma de uma esfregona húmida e a aparência de um pequeno funcionário bancário (...) O senhor vem tratar de construir um Estado único e fazer de paises como a Grécia protectorados; não tem legitimidade para estar aqui. Estou certo que falo em nome do povo britânico e digo-lhe: não o queremos, quanto mais depressa desaparecer melhor. Disseram-nos que quando tivéssemos um presidente, veríamos uma figura gigante, um homem que seria o líder político de 500 milhões de pessoas. Lamento, mas tivemo-lo a si. Quem é você? Nunca ouvi falar de si, ninguém na Europa ouviu falar de si. Você vem da Bélgica, que é um não-país" (expresso)

quarta-feira, novembro 02, 2011

Uma proposta de independência económica para Portugal

Entrevista a um empresário ligado ao sector remanescente de honestidade do partido dito socialista. Henrique Neto expõe aqui exactamente o mesmo programa geoestratégico para o país que foi apresentado pelo porta-voz do MRPP dr. Garcia Pereira na sua última campanha eleitoral


(fonte: SICNoticias)

pequenos nadas da miséria nacional (III)

No Dia Mundial da Poupança veio a público a notícia que o antigo ministro das Cidades no governo PSD-CDS de Durão Barroso, Isaltino Morais, é acusado em novo caso de corrupção: recebeu 400 mil euros em luvas no caso da urbanização do Meco, cuja localização foi permutada por terrenos na Mata de Sesimbra. Não é um caso isolado.

O autarca de Oeiras já foi condenado num processo por corrupção a 7-que-passou-para-2-anos de prisão (por via da famosa conta de milhões em nome do sobrinho do táxi na Suiça), porém não há ninguém dentro do sistema jurídico que consiga fazê-lo cumprir a pena. A juiza que pronunciou o despacho conseguiu a sua detenção, mas depois de admoestada, foi obrigada a soltá-lo 23 horas depois. Quando Isaltino Morais conseguir obter a prescrição definitiva do caso, o autarca ainda certamente irá reclamar do Estado português uma indemnização pecuniária por perdas materiais (pouca coisa) e graves danos psicológicos.

Num terceiro caso, o nome de Isaltino Morais volta a estar novamente ligado a outro processo em investigação: o da transferência das instalações do IPO (Instituto Português de Oncologia) do centro de Lisboa para o municipio de Oeiras. Conhecida a decisão dentro do Governo o ex-deputado PSD Domingos Duarte Lima apressou-se a mexer os cordelinhos e conseguiu para o filho, Pedro Lima e associados, um empréstimo de 42 milhões de euros, utilizando o fundo Homeland do BPN para a compra de 35 terrenos na zona onde estava prevista a nova construção do IPO. O negócio, onde no total foram gastos 48,3 milhões de euros, tornar-se-ia ruinoso porque entretanto a crise impediu a concretização do projecto e os terrenos avaliados em 2009 já só valiam 18 milhões. (Visão, 20/Outubro, pag.57).

Ainda para mais, o investimento estava previsto para terrenos classificados como agricolas no PDM de Oeiras, para o que seria preciso alterar-lhes o uso para urbano - e para isso contavam com o amigo Isaltino... Abandonado o projecto de transferência do IPO, o curioso na estória-da-carochinha especuladora é que, passados 4 anos, o ainda Autarca PSD de Oeiras esteja disposto a minimizar o fiasco dos amigalhaços aprovando uma outra urbanização destinada a habitação para o mesmo local até aqui não urbanizável. A confecção que gira em torno da valorização de terrenos privados à custa da sua desactivação de uso como bem público, é uma autêntica obra de arte - nada já nos admira!: o BPN dos bons tempos emprestou 6,8 milhões de euros a Duarte Lima para comprar obras de arte...
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