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segunda-feira, março 28, 2016

Estupefação face ao Acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a vaga de Emigrantes

Há duas semanas Angela Merkel foi forçada a realizar mais uma cimeira europeia sobre a questão dos migrantes para analisar uma proposta de acordo de iniciativa da Turquia, um país da NATO. Todos os líderes da União Europeia , depois de duras negociações, finalmente concordaram em aceitar sem grandes alterações as propostas do primeiro-ministro turco e doravante da Alemanha.

a esmagadora maioria de refugiados na presente crise são sirios, uns pela destruição das suas condições de vida, outros por comprometimento com o terrorismo na Síria. O mesmo para o caso do Afeganistão e Iraque sob tutela dos Estados Unidos. Outro tipo de problemática abrange o outro tipo de migrantes económicos das regiões tradicionalmente esvaziadas de recursos pelo imperialismo ocidental.
Pura lógica de relações de Força

O negócio é o seguinte: todos os migrantes ilegais que chegarem à Grécia serão devolvidos à Turquia, mas, para cada caso em que se trate de um sírio por cada refugiado na Turquia será acolhido outro sírio num país da UE, até ao limite de 72 000 vagas - a Turquia "compromete-se" a gerir o apoio ao fluxo de refugiados para a Europa mas exige contrapartidas políticas e financeiras inaceitáveis, a mais importante é a revitalização das negociações sobre a sua futura adesão à União Europeia. Como contrapartida Ankara obtém uma ajuda financeira adicional de 3 mil milhões de euros pagos pela União Europeia, e ainda, impõe aceitar a liberalizar da concessão de vistos para os cidadãos turcos para a Europa e acelerar o processo de adesão do país à UE. Ajudar a Turquia a gerir o enorme fluxo de migrantes não é uma ajuda significativa. Devolver à origem emigrantes neste país poderia ser uma forma de reduzir os fluxos que chegam à Grécia (cerca de um milhão de pessoas em 2015, 10% da população grega), o país que tem sido espremido pelos planos europeus por não se saber "dar ao luxo de gerir as falsas dívidas dos seus próprios cidadãos”.

Mas este infame acordo, (refugiado que não seja da oposição ao regime legal da Síria fica de fora) traz mais problemas que os que resolve. Ele mostra as mentiras do “espaço Schengen sem fronteiras internas”, livre para o capital mas de graves restrições e desigualdades económicas para os cidadãos europeus, contrasta com vinda de migrantes em massa pela Grécia, uma vez que é uma porta de entrada para toda a UE e para os países de livre escolha dos “refugiados”. Então será muito problemático um mecanismo de acoplamento automático de opositores ao regime sirio, impondo um mecanismo kafkiano de alocação de emigrantes a países pobres e endividados. Terá um custo para os trabalhadores dos países europeus cujos bolsos não estão cheios. A liberalização do movimento de 80 milhões de turcos dentro da União Europeia não pode realmente ser uma ideia aceitável num momento em que se gritam raios e coriscos sobre o “jihadismo global”, em tudo isto há uma inquietante contradição. Finalmente, é impressionante negociar a adesão da Turquia, cujo território em mais de 90 por cento geograficamente nem se situa na Europa.

Ao fazer este acordo, o directório neofascizante da EU revela que, para além de ser corrosivo para as democracias dos países europeus, impõe negociações exigindo o reinado dos mais fortes, os alemães e os turcos, que foram capazes de impor a sua solução aos outros países europeus. Angela Merkel continua a ser a agente do branding norte-americano na Babel europeia, obrigada a flutuar sobre um monte de problemas, como o que no ano passado ao apagar a lufada de ar fresco na Grécia, agravaram ainda mais a situação de crise. Em 2015 não havia dinheiro para libertar os fundos da Grécia retidos no BCE por oposição politica e agora já há 3 mil milhões para a Turquia que nem sequer é membro? Mais que provavelmente nada disto foi resolvido nesta Europa, como nada resolve em muitas Cimeiras sobre muitos outros assuntos, como a crise da moeda única. A montanha da crise dos “refugiados” o que pariu foi a certeza que o funcionamento da UE é totalmente disfuncional e que esta Europa além de criar problemas impede directamente a sua resolução.

a Macedónia, nos Balcãs, que não faz parte da UE permitiu que centenas de milhares de refugiados a cruzar o país da Grécia para ir para a Alemanha. País vizinho da Grécia, que faz parte da EU, a Macedónia fechou as suas fronteiras aos refugiados depois de ter descoberto 9000 passaportes falsos. Não são os próprios emigrantes que imprimem esses documentos, nem al-Assad, nem os sírios patriotas que combatem o terrorismo na sua pátria que organizam o transporte em massa. Tanto a Grécia como a Turquia são paises da Nato, portanto, o problema está noutro lado, em Bruxelas e no Pentágono, este último que pelo meio do espalhafato mediático “anti-terrorista” nem sequer é mencionado. Há agências norte-americanas por trás desses passaportes falsos! a Turquia foi directamente utilizada pelos EUA para introduzir terroristas na Siria visando derrubar o regime. Como estão a ser escorraçados pelos Russos fogem para a Turquia, voltando pelas centenas de quilómetros de galerias subterrâneas que os norte-americanos escavaram para infiltrar armas e provisões para o ISIS/Daesh. Tudo isto, a “oposição” na Síria, o terrorismo armado com armas de última geração, os falsos refugiados, foi criado pelos selvagens norte-americanos a partir do zero, mas as consequências do fracasso recaem sobre as vitimas do terrorismo e os povos europeus.
Exército sírio, apoiado pela Rússia, infligiu uma derrota esmagadora neste domingo ao grupo Estado Islâmico (ISIS/Daesh), ao recuperar o controle da cidade de Palmira, estando prestes a expulsar a organização extremista dos seus redutos na Síria. e o silêncio dos lideres ocidentais

terça-feira, dezembro 22, 2015

Descoberto um canal secreto da CIA para evacuar cabecilhas de grupos terroristas do Estado Islâmico da Síria para o Tennessee , EUA

a ONU, uma obsoleta peça de engrenagem do imperialismo norte-americano, viu-se obrigada a concordar em deixar o presidente da Síria à frente dos destinos do seu país – “agradeço-lhes imenso, já estava a fazer as malas”, comentou ironicamnente Bashar al-Assad. Que se passou?

Face ao notável sucesso da intervenção russa na Síria ao abrigo do pedido de ajuda ao abrigo do Direito internacional entre Estados soberanos, o Império Anglo-Sionista espera poder contra atacar. A questão está em saber como e quando. A resposta envolve dois pontos fulcrais: 1- a 24 de Novembro de 2015 a Força Aérea turca abateu deliberadamente um avião de caça russo SU-24, estando absolutamente claro que esta aeronave não tinha violado o espaço aéreo turco nem representava nenhuma ameaça para a Turquia e o povo turco. 2- na noite de domingo, 06 de Dezembro de 2015, a coligação de agressão ocidental cometeu um novo acto de guerra contra uma base do exército sírio na região de Deir Ezzor, na zona leste do país. Os Estados Unidos e a NATO apoiaram imediatamente o ataque contra o caça russo, manifestando o seu total apoio à Turquia. Pela parte que lhes toca directamente negaram totalmente o ataque contra a base militar síria. Na verdade, os militares dos EUA realizaram um ataque aéreo contra esta base, porque nela estão estacionadas forças especiais russas de elite (Spetsnaz) que haviam descoberto um canal secreto da CIA para evacuar cabecilhas de grupos terroristas do Estado Islâmico para o Tennessee , EUA.

Enquanto fazem passar a ideia nos Media ocidentais que andam a combater os terroristas do ISIS, "a coligação internacional disparou nove mísseis em direcção ao aquartelamento militar de Deir Ezzor", disse o Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado. Fonte militar síria confirmou que os ataques haviam ocorrido entre as 20 e as 21 horas de domingo tendo atingido o campo de treino militar. Foram destruídos depósitos de armas e dois tanques ficaram danificados, mas o verdadeiro objectivo, assassinar os russos do Spetsnaz, não foi conseguido. Damasco reagiu fortemente, acusando "a coligação liderada pelos Estados Unidos duma "agressão que viola flagrantemente a Carta das Nações Unidas". E o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH, pró-americano) noticiou também o ataque, confirmando que foram mortas quatro pessoas e feridas 13. De acordo com as ONGs no terreno, esta não é a primeira vez que os ataques têm como objectivo soldados sírios. Para evitar que se invoquem “enganos” até agora os russos têm coordenado os seus vôos sobre a Síria com os americanos, mesmo que eles não o reconheçam publicamente. Obviamente, e como sempre, os EUA não respeitam os acordos e abrem portas a acções violentas sem hesitação quando lhes convém, negando as acusações de terem atingido o campo militar sírio. "Estamos cientes desses relatos na imprensa, mas não realizámos nenhum ataque a Deir Ezzor", disse à AFP um porta-voz da dos EUA, o coronel Steve Warren. Esta é obviamente uma mentira descarada, uma vez que até mesmo os seus aliados do OSDH confirmaram o ataque de quatro aviões de guerra norte-americanos que lançaram nove mísseis contra Deir Ezzor. Este foi o primeiro incidente a ser anunciado publicamente desde que os EUA e os seus tarefeiros europeus e árabes começaram a campanha do falso bombardeamento jihadista do ISIS (Daech).

Estes ataques são motivados pelo medo de que as forças russas se apropriem do banco de dados do projeto "ultra-top secret" da CIA que consiste em repatriar os líderes do Daech para os Estados Unidos para os treinar novamente para futuras missões num centro secreto no coração da América, com o nome "Islamville". O site WhatDoesItMean.com analisa as informações disponiveis: "Obama com este ataque visa directamente as forças de elite russas Spetsnaz em território da Síria. Em segundo lugar, Obama quer esconder o facto de que a descoberta desta base militar islâmica secreta no Tennessee pode revelar que existem pelo menos 22 outras bases que são semelhantes nos Estados Unidos e que foram documentados a partir de várias fontes." Pior ainda, o relatório russo adverte que essas bases "conhecidas" são, de facto, centros de formação islâmicos e treino militar para ataques direcionados a países muçulmanos e outros que se revelem incómodos, não excluindo que também são uma ameaça para a própria América . Existem nos EUA, mais de 2.200 mesquitas, das quais 75% apoiam a "rede da Irmandade Muçulmana", oficialmente reconhecida por "North American Islamic Trust" (NAIT).

Qual é o fito de salvar os cabecilhas do ISIS? o comandante dos serviços de informações do exército sírio relatou a rendição de cerca de 5.000 homens armados, que concordaram em lutar, agora, contra os terroristas do Daech! em troca de uma amnistia geral. Estes ex-rebeldes, a quem foi cortado o apoio norte-americano pelas razões óbvias, combatiam o exército nacional sírio, nos arredores de Deraa e Al Soueida, onde actuam também entre outros pistoleiros, a milícia Jaish al-Harka. As negociações entre o exército e as milícias pró-americanas começaram há três meses, sob os auspícios dos dignitários das tribos de Deraa e Deir Ezzor, estando o acordo de ambos os lados para para entrar em vigor num mês. Sob os termos deste acordo, os membros do Jaish al-Harka deixar o riff de Deraa e da própria cidade, para chegar a Al-Ghaiteyn nos subúrbios do norte de Homs e em torno de Al-Salmiya em Hamas onde eles terão que combater contra o Daech expulsando-o dessas regiões com o apoio dos ataques aéreos da Rússia. Falida a táctica de abater o regime de Al-Assad, já foram recuperadas três cidades e os resgates maciços de territórios aumentam de dia para dia, daí o pânico dos norte-americanos e sua escumalha terrorista.

na cidade satélite de Jobar, arredores de Damasco, moravam 300 mil pessoas antes do Ocidente em 2011 querer ali instalar mais uma "democracia"
a ler: 

sábado, novembro 28, 2015

o Ocidente na Siria representa o papel dos Nazis em Estalinegrado


a Turquia abriu hoje fogo de morteiro contra o Exército da Síria. Nem os EUA nem a Turquia podem agora sobrevoar o espaço aéreo sirio devido à instalação do sistema de defesa antiaérea russo S-400 e outras. Os Estados Unidos pressionam a Turquia para encerrar imediatamente a fronteira. Será um pretexto para invadir a zona norte da Síria em defesa dos terroristas do ISIS que aí se estabeleceram como "o céu na terra"? pode ser, mas já lá está de armas e bagagens uma força de paz multinacional liderada pela Rússia colocada ao longo da região fronteiriça de 100 km enfrentando eventualmente as tropas da NATO que possam vir da Turquia. Esta força pode não só colocar um ponto final no conflito/agressão à Siria, mas também assumir o controlo sobre o auto-proclamado papel do Ocidente como árbitro internacional sobre todos os assuntos do mundo. aka, a Nova Ordem Mundial Neoliberal. Aqueles que se juntarem a essa força de paz podem formar o novo rosto de uma ordem mundial multipolar definida para deslocar o poder do banditismo-financeiro de Wall Street e Londres. (LandDestroyerReport)
 
em actualização 
Segundo a revista alemã Bild, "a Turquia transformou-se num grande consumidor de petróleo do grupo extremista "Estado Islâmico". Os empresários turcos têm acordos de compra de petróleo com jihadistas que lhes permite obter uma receita de 10 milhões de dólares por semana. Quando a aviação russa começou a realizar mais ataques contra as infraestruturas ISIS, isso não poderia ser ignorado por Ancara, causando a natural insatisfação da Turquia" (Bild/SputnikNews)

O artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte afirma que um "ataque armado" contra um país-membro da NATO "será considerado um ataque contra todos os paises da Aliança Atlântica" e que todas as partes no tratado devem unir-se para "restaurar e manter a segurança da área do Atlântico Norte". Pergunta fundamental: a Turquia é um país do Atântico? alguma vez deveria ser admitida em tal organização? É uma história antiga, foi admitida porque a NATO tem um carácter ofensivo. Não especificado no tratado é o que acontecerá quando um membro da NATO por conta própria perpretar um "ataque armado" a um país não membro, como no caso do abate do avião russo. Segundo um analista norte-americano da OpEdNews, "os EUA devem sair da NATO ou devem excluir a Turquia para evitar uma guerra com a Rússia" (ler o resto)

Equipa de jornalistas do canal RússiaToday são atacados com um missil anti-tanque de fabrico norte-americano

sábado, novembro 14, 2015

"a França pagará bem caro o apoio aos terroristas"

esta comunicação do presidente da Síria tem dois anos. Como se sabia e se tem vindo a confirmar a França é a principal fornecedora de armas aos rebeldes que lutam para aniquilar o regime de Bachar el-Assad. A partir de certo ponto essa "oposição" treinada e financiada pelo Ocidente já não se distingue das outras vertentes terroristas igualmente criadas e alimentadas pelas potências imperialistas ocidentais, em particular a França que pretende ter, desde o tratado de Sykes-Picot, a hegemonia sobre a Síria - al-Assad avisou então: "a França pagará bem caro o apoio ao terrorismo". Aos nacionalistas sirios valeu-lhes agora a inestimável ajuda da Rússia. Para evitar a escalada do conflito a niveis internacionais os russos acabam de instalar em território sirio o sistema de defesa por misseis anti-aéreos S400 que neutraliza a NATO. Os governos-traidores dos povos europeus estão em pânico... é aqui que entra mais uma operação militarizada de false-flag... o empurrão final para todo o alastrar da extrema direita na Europa!



Syrie 24 Sexta-feira 13


Com o recurso à crise dos emigrantes, 
as elites capitalistas globais organizam a Terceira Grande Guerra Mundial 


Há um mês atrás a França, pela voz do ministro Laurent Fabius, tomou a surpreendente decisão de apoiar os ataques aéreos da Rússia contra os terroristas na Síria. Os Estados Unidos continuaram a armar os terroristas do ISIS (aka, o autoproclamado "estado islâmico") e por isso também os destroços que restam de governo no Iraque passou a apoiar os russos. São momentos cruciais no declinio imperialista dos EUA. Portanto, a verdadeira questão é esta: se é certo que os Estados Unidos estão por detrás do ISIS, então quem está verdadeiramente por detrás destes ataques em França? ignorar estes dados fundamentais é apenas permitir que os culpados continuem a provocar mais terror sobre populações pacificas e indefesas.
Boom! 
o director da CIA teve uma reunião com o chefe da Segurança francesa e com a Mossad dias antes dos ataques em Paris 

sábado, novembro 07, 2015

Washington prepara-se para a 3ª Grande Guerra Mundial?

"Navios de guerra americanos e chineses envolvidos em batalhas navais usando todas as armas, canhões e mísseis de cruzeiro guiados por laser. Aviões de combate russos e americanos opõem-se no ar utilizando drones robóticos auxiliares. Os hackers de Xangai e de Sillicon Valley entram em duelo computacional com triliões de algoritmos. Os combates no espaço decidem quem ganha cá em baixo na Terra. Estas cenas são extraídas de uma novela de H.G. Wells ou poderiam realmente ocontecer no mundo real depois de amanhã? Ambas as respostas são credíveis. Assustador?

O Complexo Militar e as agências Secretas norte-americanas estão empenhados em preparativos sistemáticos para uma terceira grande guerra mundial. Segundo o Pentágono, um conflito militar com a China e/ou a Rússia é inevitável, e esta perspectiva reforçou a força motriz da sua economia. Por detrás do seu planeamento táctico e estratégico, as três audiências no Congresso na última na terça-feira vieram demonstrar esta realidade. Ao que se sabe, a “comissão de negócios e guerra sobre o estrangeiro” do Senado teve na agenda as questões sobre a guerra cibernética. De lembrar que a Rússia tornou recentemente inoperacionais todos os sistemas de comunicações das forças armadas deslocadas para o Médio Oriente com a intenção de intervir na Síria. O general Joseph F. Dunford peremptório ao dizer nessa Comissão do Senado que o apoio aéreo da Rússia tinha mudado tudo. O equilibrio de forças pende agora para Assad. Contudo, a fanfarronice mediática do imperialismo yankee não passa de um bluf: os Estados Unidos não têm recursos económicos, militares e humanos para fazer uma guerra em grande escala, os seus aliados da Nato estão falidos e a organização em si derrotada e humilhada. A tropa yankee chegou à vergonhosa falta de escrúpulos de andar a organizar escudos humanos para preservar alvos terroristas anti-Assad (1) dos ataques conjuntos dos militares sirios, do Hezbolláh, russos e iranianos. Não é com estes destroços que o Complexo Militar irá atacar dois gigantes como a Rússia e a China. Os Estados Unidos perderam um lugar que é irrecuperável (2)

(1) a Rússia e os Estados Unidos tinham encontrado interesses comuns no Médio Oriente, mas o apoio da Arábia Saudita aos grupos terroristas mudou tudo (ReseauInternational.net) 

(2) Artigo Original
(3) As armas da Rússia que poderiam destruir os Estados Unidos em 30 minutos (RússiaToday)

quarta-feira, outubro 07, 2015

marginalizada pelos russos, a "civilização ocidental" falha alvo sírio

O massacre de al-Ghouta em Agosto de 2013 perpretado por terroristas com armas quimicas que causou centenas de mortos foi reportado à ONU através de imagens obtidas por satélites russos, facto que não teve qualquer repercussão nos media ocidentais 
Esta semana um avião russo Su-30 foi acusado de entrar por apenas 2 minutos no espaço aéreo da Turquia (um país da NATO). Na verdade a Russia terá violado o espaço aéreo da Turquia porque este pais alterou as fronteiras para incluir os Curdos sob seu controlo. E também, em boa verdade, a razão porque a NATO concessionada a Erdogan pretendem uma zona de exclusão aérea é para que não sejam cortadas as linhas de abastecimento aos rebeldes terroristas do ISIS, criado e armado pelos Estados Unidos.  

Com este furtuito "incidente" elevam-se ameaças do inferno ficar à solta e este é
o pretexto final para uma guerra aberta entre a NATO e a Rússia pelo menos segundo a fanfarronice dos media ocidentais, porque no terreno a situação é outra e bem diferente
O maior e mais poderoso exército do mundo, assim proclamado pelo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em conjunto com as forças aliadas da NATO, passaram à irrelevância pela entrada na Síria da força aérea da Rússia, uma intervenção legal ao abrigo do direito internacional (a pedido expresso das autoridades legitimas da Síria). Em menos de uma semana as forças armadas russas conseguiram fazer o que os exércitos dos Estados Unidos e da NATO não conseguiram fazer em ano e meio: desbaratar e pôr em fuga os terroristas do Estado Islâmico. Na verdade o plano do Ocidente era outro, onde interessava que os terroristas reinassem como reis e senhores, actuando para fazer da Síria mais um Estado falhado e à mercê do modelo imperialista neocolonial. Neste momento há apelos de 41 bandos de rebeldes a actuar na Síria (que os EUA classificam de "moderados") para que as potências regionais apoiadas pelo ocidente criem uma aliança contra a intervenção da Rússia e do Irão (e já agora podem pedir também contra a China)
Mas, dos diversos relatórios que os russos têm disponibilizado sobre o que se passa na Síria,
um dos mais chocantes é a descoberta que alegados"rebeldes moderados" montaram um 
a Turquia mostrou-se condescente sobre o incidente com o jacto russo, 
mas subitamente lembraram-lhe que era um país da NATO
In the NOW, 5 de Outubro de 2015

domingo, setembro 06, 2015

A imunda instrumentalização do cadáver de uma criança

Não é o que vem nas fotografias o local original onde foi encontrado o pequeno corpo de Aylan Kurdi, uma criança curda de 3 anos de Kobané afogada com o irmão e a mãe ao largo da Turquia quando a família estava a tentar chegar à ilha de Kos na Grécia. Após o resgate do cadáver o corpo foi levado de seguida por fotógrafos turcos para um lugar mais fotogénico e colocado numa posição mais dramática para fazer subir o impulso emocional da opinião pública internacional com o objectivo de acusar Bashar al-Assad da morte deste pequeno emigrante, alimentando a saga persecutória contra a Síria.
A cena é horrível, 
uma nojenta manipulação dos necrófagos meios de comunicação social a soldo de assassinos.

Após algumas horas de reprodução viral por todo o mundo desta insanidade emocional, a tia de Aylan declarou numa entrevista que a família vivia desde há três anos na Turquia (e Kobane só foi atacada pelo ISIS em Junho deste ano). Afinal, os presumíveis refugiados tentavam obter um visto de entrada no Canadá onde a sua familiar os aguardava. E em última instância a via de entrar primeiro na Europa como alternativa foi a impossibilidade de o fazer a partir da Turquia, em guerra contra a independência do Curdos. A culpa não pode parar na falta de acolhimento de refugiados pela Europa, este homem já não estava a fugir de um país em guerra, mas da devastação económica lançada pela politica de destruição da coligação ocidental anglo-american-europeia. A família de Aylan Kurdi não foi vítima de uma política de restrição de imigração deliberada dos povos europeus. É uma vítima do inverso, do criminoso ataque dos directórios governamentais da Europa pelo saque dos recursos nas periferias, com particular ênfase no Médio Oriente em beneficio do criminoso regime de Israel.
do III ao IV Reich
Ainda o pequeno Aylan tinha tido tempo de dar o seu último suspiro e a foto do seu pequeno corpo afogado já estava estampada por toda a Europa, imagem transformada imediatamente em ferramenta de culpabilização em massa. Deste modo os europeus estão a ser induzidos a pensar que a sua sobrevivência está em jogo a cada nova onda de imigração, com o lixo de respigadores mediáticos a agitar vergonhosamente o cadáver de uma criança. Em vez de chorar e dar ouvidos a canalhas que prometem o impossível e abrir as portas lá de casa, cada europeu devia encher-se de raiva e pendurar na praça pública os assassinos que os estão a “governar”. E já agora, banir de cena os seus apoiantes de falso discurso dos "direitos humanos". Num dos casos mais famosos entre nós, nunca esquecer o facto do líder do Livre Rui Tavares ter apoiado os bombardeamentos anglo-american-europeus para a "libertação" da Libia
 
a ler:

segunda-feira, junho 15, 2015

perderam-se (e ainda bem) os "bons velhos tempos", quando os Estados Unidos ainda procuravam esconder a sua vasta criminalidade

Obama, o caniche imperialista dos banqueiros belicistas, o sanguinário e falso nobel da paz, tinha pedido carta branca ao Senado para fazer a guerra! e aí vai ela de vento em popa, repleta de operações encobertas. É o próprio Departamento de Estado que vem agora confirmar oficialmente que os EUA armaram, treinaram e financiaram  primeiro a inexistente al-Qaeda no Iraque de Bush para tentar derrubar o regime na Siria e treinam agora os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e da Siria, ISIS, ao serviço da ideia do "grande Israel" (NewsWire)
 
A criação do autodenominado "Estado Islâmico da Síria e do Levante" (ISIS)  por parte dos Estados Unidos, passou por três etapas: A destruição de regimes seculares do Iraque de Saddam Hussein, que era corrupto mas estabilizador e agora da Síria com o apoio aos fundamentalistas sunitas contra Assad...  Até à invasão de 2004 com o governo de Saddam não havia Al Qaeda no Iraque e o Estado Islâmico está enraizado precisamente na Al- Qaeda. A terceira etapa da formação do Estado Islâmico veio quando o governo dos Estados Unidos juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia se organizaram para financiar e apoiar os rebeldes na Síria", que já era um "pré-Estado Islâmico". A Arábia Saudita, professa como fé principal o Wahhabismo, uma das versões mais "virulentas e agressivamente anti-ocidentais" do Islão. Isso explica porque 15 dos 19 sequestradores terroristas do 11 de Setembro de 2001, eram sauditas assim como é essa a ascendência do próprio líder da Al Qaeda, o famoso e sempre útil até ser deitado ao lixo Osama bin Laden.

porque é que estes "Terroristas" nunca tencionaram atacar nem atacam Israel? porque estes grupos de "terroristas" existem para beneficio futuro de Israel
"nós Israelitas somo o povo escolhido por Deus, seus asquerosos goyim" - então e nós, "é suposto morrermos por estes gajos?"

terça-feira, junho 02, 2015

as Guerras Energéticas

2004. No auge da”guerra contra o terrorismo”, álibi para a invasão do Iraque. Invocando o “eixo do mal” George Bush insiste que não deve ser permitido ao Irão desenvolver armas nucleares. Então porquê, seis anos antes, a CIA entregou aos iranianos planos técnicos para a construção da bomba? James Risen, jornalista do New York Times e por duas vezes prémio Pulitzer, ao escrever “State of Wardeu a conhecer o escândalo. (veio no Guardian) denunciando: é preciso pagar qualquer preço para sustentar a ganância, o poder, justificar a “war on terror”, negócios de drogas, usar denunciantes e agentes infiltrados. O jornalista viria a ser condenado a 3,5 anos de prisão por se negar a revelar as fontes. (entrevista)

Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.

Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.

Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.

terça-feira, abril 07, 2015

a Grande Muralha de Israel

imagem do muro do lado de Israel que faz a separação com a Palestina
Sionistas, Wahabitas e Daeshitas (do Estado Islâmico) constituem uma união sagrada de terroristas! dizem que vão libertar a Síria e o Yémen, mas não falam em libertar a Palestina! procure onde está o erro.

sexta-feira, março 27, 2015

Ivana

Em Berlím e Duisburgo os comunistas alemães do MLKP promoveram manifestações em honra da sua militante Ivana Hoffmann, que morreu integrando a luta do povo do Curdistão no combate contra o Estado Islâmico da Síria e do Iraque (ISIS)

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https://www.youtube.com/watch?v=h9W4ihf-RKc
Face às novas ameaças, os Curdos aplaudem o apelo do último fim de semana do seu líder Abdullah Ocalan (PKK) para terminar a luta armada contra a Turquia, que dura há 30 anos. Ocalan está preso como terrorista num cárcere turco. Quer dizer, as suspeitas profundas em ambos os lados podem quebrar os sonhos de paz. Ocalan iniciou conversações com o governo de Ancara em 2012 para acabar com um conflito que já matou 40.000 pessoas e tem atrofiado o desenvolvimento no sudeste do país de maioria curda. Uma paz complicada na medida em que os Curdos têm vindo a envolver-se no combate ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O presidente Tayyip Erdogan tem a sua atenção focada nas eleições de Junho, onde espera obter maioria para que o regime se modifique para uma presidência executiva. Nesta perspectiva Erdogan está a pressionar o PKK (Kurdistan Workers Party) para que aceitem entregar as armas, declarando que depois dele reeleito como lider executivo deixará de existir um  "problema curdo" graças às reformas que irão ser feitas sob seu domínio. Temos assim, um partido Comunista alemão cujos militantes se dispõem a rumar para combater o "Estado Islâmico", (um espantalho nado e criado pelos Estados Unidos) e um partido Comunista turco disposto a fazer alianças com a Turquia, um país membro da NATO. (fonte)

a libertação dos povos é hoje, na era da globalização, um processo tortuoso, longe da simplicidade do internacionalismo proletário

o New York Times fala da "perigosa aposta da Turquia na Síria" título que também se podia aplicar à Arábia Saudita e aos Estados Unidos (ler mais)

sexta-feira, março 20, 2015

12º aniversário da invasão do Iraque. Quem sopra as bombas do bolo?

Mais de uma décda depois dos Estados Unidos, (o Império mais benigno que a humanidade já conheceu, segundo José Manuel Fernandes) terem libertado os iraquianos e oferecido generosamente a democracia ao país "em poucos meses surgiu o avanço irresistível das forças do "Estado Islâmico do Iraque e da Síria" (ISIS na sigla em inglês para Islamic State in Iraq and Syria) provocou o colapso do Exército iraquiano e conquistou dezenas de cidades da Síria e do Iraque, tendo os falcões dos EUA declarado guerra a um "Estado" que não existe nem tem fronteiras.

Curiosamente, o promitente beneficiário da situação, o Estado de Israel, existe mas também não tem fronteiras. No final de Junho de 2014 os terroristas do ISIS proclamaram o "Estado Islâmico" como um novo Califado com a ambição de fazer regressar os povos árabes ao estatuto de poder universal. O que é uma mentira grosseira da propaganda ocidental, uma vez que os muçulmanos através da história nunca foram um império unificado, sempre mantiveram diversos poderes descentralizados, como se viu nos reinos e taifas do Al-Andalus. De onde surgiu então esta nova organização desconhecida até há pouco tempo? Quem a criou? De onde vêm os seus fundos? (...) Antecipadamente e em paralelo os Estados Unidos criaram em 2010 a Força Global de Ataque Rápido dos EUA/Nato (US Prompt Global Strike) com a finalidade de dissuadir (o que em politica externa norte-americana quer dizer atacar) a Rússia e outros adversários que se oponham ao expansionismo de Israel no Médio Oriente. Um dado importante a reter é o de Vladimir Putin disfrutar de enorme popularidade na Rússia por ter tencionar nacionalizar o Banco Central controlado pelos Rothschildsdizimado a clique de Oligarcas judeus russos (após o saque iniciado em 1991 que desviou triliões para os bancos do Ocidente). Para ver:  "The Rise of Putin and The Fall of The Russian-Jewish Oligarchs"

Segundo os cerca de 3000 documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, o armamento utilizado pelo ISIS foi fornecido pelos EUA com a intenção de ajudarem grupos armados a intervir na Síria para derrubar o regime de Bashar el-Assad
* Próximo alvo: "Graças à empreitada militar contra o ISIS o Irão está a expandir a sua influência no Irão" (Foreign Affairs)

* a União Europeia acaba de aprovar uma campanha de propaganda cujo leit-motiv é a imagem de uma mulher ocidental debaixo da bota de um soldado russo, encimada pelo slogan "Se a Rússia pudesse Vencer"  
(ver aqui)

sábado, março 14, 2015

Conferência e debate contra a ocupação da Palestina

Com Miko Peled, activista israelita judeu defensor da campanha de boicote a Israel. Autor do livro The General’s Son: É possível acabar com o genocídio na Palestina?
Sim! Esta é a resposta convicta de Miko Peled, filho de um general das Forças de Defesa israelitas. Mas, para isso, há que desmontar três mitos minuciosamente construídos pelas autoridades sionistas – e disseminados como verdades pelos nossos governantes.
1. O primeiro é o de que não vivia nenhum povo naquela terra que, em 1948, foi ocupada por milhares de judeus sionistas vindos dos quatro cantos do globo.
2. O segundo é o de que a ofensiva militar israelita, em 1967, foi uma resposta às ameaças que Israel diz ter enfrentado por parte de alguns países árabes, e que na verdade foi uma oportunidade para ocupar e pilhar parcelas maiores de territórios vizinhos.
3. O terceiro é o de que Israel é a única democracia no Médio-Oriente, quando essa tão elogiada “democracia israelita” abusa brutalmente de cinco milhões de palestinianos.

Estes assuntos, decisivos para se entender o porquê de 66 anos de limpeza étnica na Palestina, continuam na ordem do dia. E é sobre eles que Miko Peled, autor do livro The General’s Son, vem falar a Portugal. Porque a paz na Palestina, o fim da agressão sionista, o respeito pelos direitos humanos e pelas resoluções da Organização das Nações Unidas, que nunca saem do papel, não dizem apenas respeito às mães que perderam os seus filhos na ofensiva de Gaza no último Verão. Não são exclusivos das dezenas de milhares de famílias que viram as suas casas destruídas e os seus escassos bens reduzidos a cinzas. Não pertencem somente aos órfãos enclausurados na Cisjordânia. Dizem respeito a todos nós. A todas as pessoas decentes que acreditam que todos os seres humanos devem ter os mesmos direitos políticos, sociais e religiosos… sem discriminação, sem apartheid. Miko Peled é uma dessas pessoas, um judeu nascido em Israel, profundamente comprometido com a causa de uma Palestina livre de apartheid. Apesar de uma sobrinha sua ter morrido num atentado suicida palestiniano em Jerusalém, Peled nunca deixou de defender o direito dos palestinianos à resistência e de culpar a ocupação israelita pelos atentados que vitimam vidas inocentes.

O Comité de Solidariedade com a Palestina convidou Miko Peled no âmbito da semana internacional contra o Apartheid Israelita. Domingo 15, Auditório do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, pelas 18h30. Rua Fialho de Almeida, 3 (metro São Sebastião)

sexta-feira, março 06, 2015

As potências Ocidentais estão a tentar redesenhar todo o mapa do Médio Oriente para garantir o expansionismo de Israel

e de repente uma catrefa de gente embandeirou em arco com o "excepcional profissionalismo, competência e imparcialidade" do jornalista da RTP Paulo Dentinho ao entrevistar o presidente da Síria. Primeiro: não é um grande feito: de há dois anos para cá que Bashar al-Assad dá entrevistas a quase todas as televisões do mundo tendo em vista repôr a verdade deturpada pelos media ocidentais. Segundo: Dentinho deixa transparecer uma agressividade latente contra um regime que o governo português e os seus serventuários dos media mandam odeiam, mandados pelos seus Aliados. Se há aqui alguém a ser elogiado é o presidente Bashar al-Assad pelo desassombro e frontalidade com que denunciou o genocidio em curso contra o seu povo. Depois de o ouvir é lamentável que ainda haja muita gente a crer na moral do Ocidente. Terceiro: se o Paulo Dentinho é (ou fosse assim tão bom, irá (iria) decerto acontecer-lhe o mesmo que aconteceu ao Carlos Fino, correspondente da RTP durante a invasão do Iraque, que por ser imparcial desapareceu do mapa. Eis o briefing de apresentação da RTP: "O contestado Presidente da Síria reconhece que o país está a viver dias dramáticos e sustenta que foi a guerra para o derrubar que deu origem ao extremismo" - se houvesse imparcialidade a RTP teria posto a ênfase na principal tese de Bashar al-Assad: "Nunca serei uma marioneta do Ocidente (...) para pôr fim à tragédia que se abateu sobre o nosso povo, primeiro que tudo, os responsáveis europeus tem que mostrar vontade em combater o terrorismo" (não a apoiá-lo). Por fim,  recordar algo que não é mencionado na entrevista: que o regime democrático sírio presidido por Bashar al-Assad conta com o apoio incondicional da Rússia (1), Irão e China.
para quem não viu:


(1) o Office of Communications do Reino Unido (Ofcom) abriu um novo inquérito contra o canal Rússia Today por disseminar pontos de vista anti-ocidentais perigosos. Infelizmente para os censores, é um pouco tarde demais. O Russia Today é uma das raras hipoteses de ouvir o contraditório como manda a deontologia da comunicação social e o dano para os censores já foi feito. O Rússia Today é hoje um canal popularíssimo para todos os cidadãos europeus que não dispensam a verdade. Que a RT é "tendenciosa" é verdade, mas não vai muito longe. Naturalmente, é expressamente financiada pelo governo russo para apresentar o ponto de vista russo do mundo. Mas todos os meios de comunicação manobrados por seres humanos são "tendenciosos", e isso certamente inclui os principais supermercados de noticias britânicos e europeus, contra todos os adversários inventados pelo Ocidente. (The Guardian)

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Ninguém tem dúvidas que o ataque é levado a cabo por terroristas com treino militar. Quem comandou o ataque?

Benjamin Netanyahu previu os atentados em França se este país deixasse de apoiar a causa de Israel, o que seria "um erro grave". A dias da votação na ONU da resolução que reconhece a Palestina como Estado, algo a que ferozmente se opõem os fundamentalistas religiosos que governa Israel e os politico-financeiramente sequestrados Estados Unidos. Em Junho de 2014 a França tornou-se no primeiro país no mundo a proibir o uso público dos lenços pró-Palestina.

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a ler
Ricochete em Paris. Uma operação terrorista ao melhor estilo Gládio, levada a cabo para desarmar ideologicamente a esquerda europeia (Information Clearing House)
 Infelizmente há muita ingenuidade à esquerda, a maioria não consegue ver que todo este circo montado sobre um crime premeditado e executado com rigor militar é coisa que não está ao alcance de um qualquer extremista dissidente. Algúem os treina, subsidia e os encaminha para os alvos.  
Este atentado beneficia os Sionistas de Israel e a extrema-Direita Europeia e não tem absolutamente nada a ver com "liberdade de expressão", tem a ver com a liberdade de fazer a guerra; para a partir daqui avançar para maior intervenção no Médio Oriente, com liberdade para matar. Em menos de uma hora após o terrivel tiroteio no Charlie Hebdo, os políticos já tinham começado a mentir aos seus publicos aficionados.John Kerry, secretário de Estado dos EUA, declarou que "não é possivel abater a liberdade de expressão através de actos de terrorismo". (ler mais)

segunda-feira, novembro 10, 2014

Comemorações da queda do Muro

à boleia da solenidade do dia de ontem, onde se teceram bastas loas à queda de um Muro e mais nenhum, a mais alta autoridade da democratissíma Israel, Benjamin Netanyahu, ameaçou punir severamente qualquer pessoa que proteste e peça que seja reconhecida a Palestina como Estado de direito.
Netanyahu, responsável pelo assassinato de 2.1000 palestinianos nos recentes bombardeamentos a Gaza, afirmou que seu governo (do qual Portugal por via da aliança ditada pelos EUA é aliado) vai punir ou revogar a cidadania de qualquer pessoa que solicite o estabelecimento do Estado palestiniano. "Quem não respeitar a lei israelita, será punido com a maior severidade", disse ele num comunicado de três linhas. "Vamos agir contra aqueles que atiram pedras, bloqueam estradas, e apelam à criação de um Estado palestiniano no lugar que é o Estado de Israel", lê-se no comunicado, sem fazer qualquer referência a que esses territórios são roubados). Netanyahu também instruiu o Ministério do Interior para "revogar a cidadania de quem pede a destruição do Estado de Israel" (aliás, todos os israelitas por inteiro deveriam perder a nacionalidade, uma vez que não são cidadãos de um Estado de Direito)

Em contexto: Nos últimos 50 dias da ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza na operação militar chamada de "Chumbo Derretido", o governo israelita assassinou mais de 2.100 palestinianos, a maioria civis, 500 dos quais eram crianças. Cerca de 18.000 casas foram destruídas pelos bombardeamentos constantes e mais de 100 mil pessoas ficaram desalojadas (o Portugal de Cavaco, Barroso e Portas é um aliado e fiel colaboracionista desta politica). 135 países reconhecem o Estado da Palestina (incluindo o cínico Portugal), lembrou o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi realçando que até os parceiros da União Europeia defendem a aplicação do direito internacional. (Certos que como primeiro interesse está o negócio da reconstrução da Palestina pelas empresas europeias). Na sequência, a 30 de Outubro último a Suécia reconheceu a Palestina como Estado...
Territórios Ocupados por USrael
... e os seus dignitários públicos apelaram aos países da União Europeia e do mundo Árabe que lhes seguissem o exemplo. Até a alta comissária de Política Externa e de Segurança da União Europeia, a neoconservadora Federica Mogherini, pediu neste sábado o reconhecimento de um Estado palestiniano independente, durante sua primeira visita a Gaza (leste) advertindo que "o mundo não vai apoiar uma nova guerra na área" - mas quanto a derrubar Muros disse nada... (apesar da algazarra que por aí vai, para o bem e para o mal, sobre muros que já não existem)... Fonte original: Telesur

actualização
hoje mesmo, 10 de Novembro. Video mostra policia israelita executar a tiro um jovem palestiniano