Pesquisar neste blogue

quinta-feira, setembro 06, 2012

os Ballets Russos de Diaghilev

A Companhia de Ballet de Sergéi Pavlovich Diaghilev (1872-1929), sob a égide da Rússia czarista, fazia uma digressão pela Europa em 1914 quando foi surpreendida pelo inicio da 1ª Grande Guerra Mundial, tornando impossível as deslocações entre cidades e teatros onde havia triunfado nos seus primeiros anos. Depois de passarem seis meses refugiados na Suiça, e de ter feito uma tornée pelos Estados Unidos (1915), os Ballets Russos instalaram-se em Espanha e, artistas russos, franceses e espanhóis agruparam-se em redor de Diaghilev e da sua energia criativa. O rei Alfondo XIII apoiou a Companhia, permitindo as suas actuações em Madrid e Barcelona e depois digressões por todo o país, ajudando-o a regressar a Londres onde somaram novos êxitos em 1918 e 1919.

Como pessoa profundamente conservadora, Diaghilev estava envolto num certo mistério, um misto de ditador, demónio, charlatão, bruxo e galã encantador, tinha uma ambição desmedida e do seu estilo se diz revolucionou a cultura conservadora europeia. Passou ao lado do conturbado período da Revolução Russa pela qual, estranhamente, como se não fosse russo, em nada seria afectado. Diz-se hoje do seu legado pequeno burguês, que nos transmitiu uma arte surpreendente na dança e na música, que fez desfilar nas suas obras em conjunto com a assinatura dos grandes artistas do seu tempo.

Uma vez consolidada a paz, a companhia de Diaghilev continuou sediada em Espanha que se constituiu num ponto de partida para as suas actuações europeias na década de 1920, normalmente encerrando as temporadas no Casino de Montecarlo. Artistas espanhóis de nomeada, como Josep Maria Sert, Juan Gris, Juan Miró, Pedro Pruna e sobretudo Pablo Picasso, desenharam cenários, vestuário e ilustraram os portofolios da companhia. Na composição musical destacou-se Manuel de Falla. Directores de orquestra e bailarinos espanhóis apresentaram em 1921 quadros de flamenco em Paris e Londres.
Depois de “Parade” em 1917, a segunda obra que Picasso realiza para o teatro, foi o famoso ballet “El Tricórnio” (“O Chapéu de Três Bicos”, depois tristemente celebrizado pela Guardia Civil espanhola) inspirado na novela de Pedro Antonio de Alarcón, coreografado por Léonide Massine e com musica de Falla. Esta produção de Diaghilev durou três anos a conceber, vindo a estrear-se em 1919. Pablo Picasso além dos panos de boca e telões de fundo desenhou o vestuário e a maquilhagem dos personagens.

Como se constata, os primórdios de uma obra com a aura revolucionária de Picasso moveram-se bem longe do drama da grande revolução proletária na Rússia, acontecimento que deixaria o maior legado filosófico à esquerda na Europa do século XX. Tardiamente, e já empresariado pela galerista judia Gertrude Stein, Picasso converter-se-ia finalmente às virtudes do comunismo, desenhando o famoso retrato de José Estaline e falta que a grande figura fazia ao imaginário heróicco e à cultura ocidental



quarta-feira, setembro 05, 2012

Fatalmente dependentes do estrangeiro…

“de Portugal não se requeira mais que pedra, tijolo e lenha para queimar, e homens para a força bruta, ciência pouca. Se o arquitecto é alemão, se italianos são os mestres dos carpinteiros e dos alvenéus e canteiros, se negociantes ingleses, franceses, holandeses e outras reses todos os dias nos vendem e nos compram, está muito certo que venham de Roma, de Veneza, de Milão e de Génova, e de Liège, e da França e da Holanda, os sinos e os carrilhões e os candeeiros, as lâmpadas, os castiçais, os tocheiros de bronze, e os cálices, as custódias de prata sobredouradas, os sacrários, e as estátuas dos santos de que el-rei e mais devoto, e os paramentos dos altares, os frontais, as dalmáticas, as planetas, os pluviais, os cordões, os dosséis, os pálios, as alvas de peregrina, as rendas, e três mil pranchas de pau de nogueira para os caixões da sacristia e cadeiral do coro […] e dos países do Norte navios inteiros carregados de tabuado para os andaimes, telheiros e casas de acomodação, e cordas e amarras para os cabrestantes e roldanas, e do Brasil pranchas de angelim, incontáveis, para as portas e janelas do convento, para o solho das celas, dormitórios, refeitório e mais dependências, incluindo as grades dos espulgadoiros”
José Saramago, “Memorial do Convento”, pp 228


o Convento de Mafra, obra de uma promessa del-rei por via da dificultosa fertilidade da rainha, foi concebido para albergar 50 frades arrábidos da ordem dos Franciscanos cujas empenhadas graças junto da autoridade divina fariam emprenhar dona Maria Joana de Áustria, mas acabou por ser ampliado para alojar 300.

“Medita D. João V no que fará a tão grades somas de dinheiro, a tão extrema riqueza, medita hoje e ontem meditou, e sempre conclui que a alma há-de ser a primeira consideração, por todos os meios devemos preservá-la, sobretudo quando a podem consolar também os confortos da terra e do corpo. Vá pois a frade e à freira o necessário, vá também o supérfluo, porque o frade me põe em primeiro lugar nas suas orações, porque a freira me aconchega a dobra do lençol e outras partes e a Roma, se com bom dinheiro lhe pagámos para ter o Santo Ofício, vá mais quanto ela pedir por menos cruentas benfeitorias, a troco de embaixadas e presentes, e se desta pobre terra de supremas artes e ofícios, encomendem-se à Europa, para o meu Convento de Mafra, pagando-se, com o ouro das minhas minas e mais fazendas, os recheios e ornamentos, que deixarão, como dirá o frade historiador, ricos os artífices de lá, e a nós, vendo-os, aos ornamentos e recheios admirados […] Desde que na vila de Mafra, já lá vão oito anos, foi lançada a primeira pedra da basilica, essa de Pêro Pinheiro graças a Deus, tudo quanto é Europa vira consoladamente a lembrança para nós, para o dinheiro que receberam adiantado, muito mais para o que hão-se cobrar no termo de cada prazo e na obra acabada
(obra citada, pp 229)

Como se vai vendo, basta mudar a designação "frades arrábidos" por "militantes dos partidos do arco do poder", para esta prosa em relação às "grandes obras de regime" estar mais actual que nunca...

terça-feira, setembro 04, 2012

Mireille Mathieu...

... canta a derrota de Napoleão Bonaparte na Rússia em 1812 
(Gravado em 1 de Setembro de 2012)

segunda-feira, setembro 03, 2012

sem mais comentários

No dia em que os titulos dos jornais sugerem que a livre emissão de euros por parte do Banco Central Europeu - equiparando-o, sem preocupações inflacionárias à Reserva Federal dos EUA e ao Banco de Inglaterra - "vai ajudar Portugal" (partindo do pressuposto que "Portugal seriam os Portugueses), o primeiro ministro de turno à Troika irá anunciar ainda mais impostos e medidas de austeridade para... os Portugueses
.

domingo, setembro 02, 2012

a Máfia Médico-Farmacêutica (II)


… As autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o cancro é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém. Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas

- Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar. Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
- Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
- As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.

- Agradeceria que mencionasse algumas...
- Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a indústria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência. médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira. - Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
- Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixa. E nego que ter sida seja equivalente a morte certa. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório...
- Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar. -Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida

- Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhaga em Maio de 1992 os sobreviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
-Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o cancro é um mistério.
- O chamado cancro, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade” - Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenená-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o cancro, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por cancro, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o cancro” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a indústria hospitalar.

Corrupção Concentracionária: a Máfia, uma Necessidade Objectiva da Evolução Capitalista

– No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
- Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado…
- Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos? - Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
- O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina (!), o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
- Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.

.

sábado, setembro 01, 2012

a Máfia Médico-Farmacêutica

Quando lhe pedem mais e mais dinheiro, segundo critérios puramente economicistas, para ser atendido no SNS, um serviço assegurado e já pago pelo dinheiro dos impostos, saiba que o ministro e o governo que decretaram mais este esbulho não trabalham por conta própria. Têm patrões, uma organização mafiosa, a quem devem obediência.

“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão da ordem dos médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelos Sistemas Sanitários Nacionais e pela Industria Farmacêutica Global. O livro expõe, por um lado, a errónea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios. Para além de falar sobre a verdadeira natureza das doenças, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para o Discovery Salud.

Medicina significa Negócio

A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se. - Porquê essa decepção?
- Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial. Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
- E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
- Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
- Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si…?
- E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.
- O poder económico?
- Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram receitas. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.

Um Sistema de Enfermidade

- Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
- Efectiva- mente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas! - Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
- O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
- O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a esse respeito.
- A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
- Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge. - Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas? - São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
- E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem?Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
- Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder. - E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema. - Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.

A Máfia Médica

- Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica” ?
- Em diferentes escalas e com distintas implica- ções, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
- Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle. - Em que consiste essa declaração? - Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo. - Uma acção que não se questiona...
- Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico! - Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo? - Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
- Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.

As Autoridades Mentem!

- O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
(continua amanhã)

quinta-feira, agosto 30, 2012

um exemplo de trafulha perfeito

Paulo Portas furioso com escalada de preços dos combustiveis! 
(Gravado em 20 de Julho de 2007)

quarta-feira, agosto 29, 2012

as eleições em Angola não têm nada a ver com eleições


A crise geral em que entrou o sistema capitalista a partir dos anos 70 foi o início de uma contra ofensiva do Ocidente, cujo objectivo era voltar a transformar as sociedades do Terceiro Mundo em economias compradoras e submeter o seu desenvolvimento ulterior à lógica da reorganização do capital transnacionalizado. Quem se submeter pode tirar partido temporariamente da criação de uma bolha económica da qual beneficiam as burguesias locais; os que recusem a submissão ver-se-ão na condição de relegados para um recém-descoberto Quarto Mundo e alvo de tentativas de destruição (Cuba, Vietname, Indonésia, República Democrática da Coreia, Jugoslávia, Iraque, Afeganistão, Libia, Síria, Irão, etc.). Esta ofensiva, que constitui a dimensão principal da estratégia do capital dominante na crise permanente, aproveita com êxito a vulnerabilidade das tentativas de cristalização do Estado Nacional na periferia do sistema e é ilustrada em dois domínios: a dominação do sistema financeiro global e a criação de endividamento pela emissão de dólares. Neste quadro, consoante os recursos a colocar em território de caça imperialista, são atribuidas funções diversas desempenhadas por diferentes periferias e a respectiva especialização primária – por exemplo, o petróleo e outros recursos naturais angolanos, a lingua portuguesa como factor de intermediação na exploração de uma economia dependente.

Na pretensão de escapar a estes factores de dominio, as lutas encabeçadas pelos movimentos de libertação nacional colocam as mesmas questões que a independência, isto é, a construção e a prossecução da via para o Socialismo, porque as duas vertentes não são de natureza diferente da que conduziu às revoluções socialistas. Uns e outros são respostas ao desafio da expansão capitalista - a expressão da rejeição da condição periférica que esta implica. Nestas circunstâncias a burguesia local encontra-se com frequência no campo do compromisso precoce com o Imperialismo. E por isso, os movimentos de independência nacional, dado que ficaram sob a direcção da burguesia (neste caso os gestores dos meios de produção estrangeiros), não realizaram ainda o seu objectivo, pelo contrário, buscam subservientemente apenas o ajustamento da sociedade local às exigências do modo de acumulação mundializado. Por isso as revoluções nacionais populares continuam na ordem do dia – ou seja – abrir uma via à superação do capitalismo que avance em direcção ao socialismo universal. 

O Estado periférico é um Estado débil, devido à aliança entre o Capital dominante global e as Oligarquias locais; Passem as mentiras. Nesta situação, independentemente da escolha entre dois bandos corruptos que gerem ambos a alienação do Poder e a ilusão dos seus objectivos, o acesso à democratização burguesa ao estilo clássico ocidental está-lhe praticamente vedado - e por isso a existência da sociedade civil está necessariamente limitada.


terça-feira, agosto 28, 2012

Não há festa como esta (?)

“...Estes senhores não compreendem como um povo pode explorar outro. Nem sequer compreendem como uma classe explora outra” (Karl Marx)

Gramsci ao propor a conhecida exposição sobre o intelectual orgânico, supunha que cada classe importante na História, quer fosse dominante (a burguesia no capitalismo) ou pudesse aspirar a sê-lo (a classe operária), produzia por si mesma colectivamente a sua ideologia e a sua cultura, as suas formas de organização e as suas práticas. O intelectual orgânico é o catalisador desta produção à qual ele dá a expressão adequada para que a ideologia da classe que representa se possa erigir em ideologia dominante na sociedade.

Gramsci supunha, por outro lado, que a classe operária dos centros capitalistas era revolucionária, e com base nesta hipótese, reflectia sobre as condições de surgimento do intelectual orgânico da revolução socialista (ou Partido da vanguarda). Se se pensar que a hipótese de Gramsci é errónea, e que a classe operária dos centros capitalistas também aceita as regras fundamentais do jogo imposto pelo Sistema, deve-se então deduzir que as classes trabalhadoras não são aqui capazes de produzir o seu intelectual orgânico socialista. Produzem, claro, quadros que organizam as suas lutas, mas trata-se de quadros que renunciaram a pensar em termos do projecto alternativo da sociedade sem classes. Nestas sociedades existem individuos que continuam apegados à visão daquela, mas o Marxismo ocidental é um marxismo de camarilhas e de universidade, sem impacto social.

A situação nas periferias é completamente diferente. Aqui as classes populares nada têm de esperar do desenvolvimento capitalista tal como ele é para elas. São potencialmente anticapitalistas. Contudo a sua situação (em paises não industrializados de burguesias “compradoras”) não corresponde à do proletariado como o concebe o marxismo clássico, pois trata-se de um conglomerado heterogéneo de vítimas do capitalismo extremamente golpeadas de maneiras diversas. Estas classes não estão em posição de elaborar por si mesmas, sozinhas, um projecto de sociedade sem classes. São capazes – e provam-no constantemente – de rebelar-se, e de maneira mais geral, de resistir. Nestas condições, fica aberto um espaço histórico para que se constitua a força social capaz de cumprir esta função objectivamente necessária e possivel: a do catalisador que formule o projecto social alternativo ao capitalismo, organize as classes populares e dirija a sua acção contra o capitalismo. Esta força é precisamente a intelectualidade que se define pelo seu anticapitalismo; a sua abertura à dimensão universal da cultura da nossa época e, por este meio, é capaz de situar-se neste mundo, de analisar as suas contradições, de compreender quais são os seus elos fracos; a sua capacidade simultanea de manter-se em comunhão viva e estreita com as classes populares e trabalhadoras e de compartilhar a sua cultura

(Samir Amin, O Eurocentrismo, Crítica de uma Ideologia, 1999)
.

segunda-feira, agosto 27, 2012

O dia do nascimento do IV Reich

Disseram-nos depois da Guerra
que os Nazis se tinham sumido sem deixar rasto
Mas batalhões de Fascistas
continuam a sonhar com uma raça de Iluminados

Os livros de História dizem-nos
da sua estrondosa derrota em 1945
Mas todos eles voltaram ao trabalho
 no dia em que o Nazismo morreu

Disseram-nos que o prisioneiro de Spandau
era um simbolo da derrota
enquanto Hess permanecia encarcerado
e os Fascistas eram derrotados

Assim a promessa de um mundo Ariano
nunca mais se poderia materializar;
Então, porque raio teriam todos voltado ao trabalho
no dia em que o Nazismo morreu?

O mundo está repleto de larvas
e as larvas continuam a engordar
cozinhando um saboroso alimento
de todos os Chefes e Burocratas

Tomaram de assalto os escritórios de gestão
estão gordas e cheias de orgulho
e todas elas voltaram para o trabalho
no dia em que o Nazismo morreu

Então, se encontrares algum desses historiadores
Digo-vos aquilo que há para lhes dizer:
Digam-lhe que os Nazis de facto
em boa verdade nunca se foram embora

Sairam para fora de casas em chamas
declamando mentiras racistas
e nunca voltaremos a estar descansados
até ao dia em que cada Nazi morra

sábado, agosto 25, 2012

¿O que é que Cavaco e os Governos sob sua jurisdição andam desde 2006 a fazer a quem trabalha?

- Queda generalizada nos vencimentos. Hoje os patrões contratam muitissimo mais barato, com os cortes nas remunerações, nos subsidios de desemprego e com as novas benesses concedidas pelo desmantelamento do Código Laboral
- Consentir impunidade nas indemnizações por despedimentos ilegais e nos pagamentos de salários em atraso em situações de lay-off
– Diminuir para valores irrisórios os pagamentos através do Fundo de Garantia Salarial aplicável a empresas insolventes. O recurso a este fundo cresceu 34% no último ano.
– Corte nos subsidios de férias e natal dos funcionários públicos, lucrando o governo com esta medida 1065 milhões de euros, apesar de o Tribunal Constitucional a ter declarado ilegal, contudo aplicável no ano de 2012
– Corte nos feriados, nas remunerações por horas extra e nos periodos de descanso compensatórios.

O Banco de Portugal calculou que os portugueses em geral perderam 107 euros de salário liquido nos últimos dois anos. Cada trabalhador por conta de outrém perdeu em média 30 euros mensais de poder de compra.


(Cálculos do economista Eugénio Rosa, feitos com base nos números do Instituto Nacional de Estatística (INE)
.

quinta-feira, agosto 23, 2012

noticias da caixa das notícias

o Governo não governa. Os consultores dos interesses instalados sim!, Relvivem e à grande. Desta vez é um dos conselheiros para as privatizações (que é como quem diz a Goldman Sachs e o FMI) que vem dizer que tudo o que ainda tenha um insustentável odor a cultura é para acabar (a RTP2). Os outros canais e a rádio são para privatizar, duplicando o espaço para publicidade

Diz-se no Expresso (mas não se ouve na SIC) que "dificilmente qualquer um dos dois maiores partidos terá condições para voltar a governar sózinho". Não esquecer de tornar fácil o "dificilmente", nem sózinhos nem acompanhados, se fazem o favor...


“Era para ser um maravilhoso apoio à caminhada dos homens para a sua libertação de pragas diversas. Das ignorâncias. Dos equívocos. Das seculares imposturas.Das induzidas analgesias. Das multidisciplinares toxinas. Era para ser mas não foi. Porque entre ela, a televisão, e as gentes de que haveria de ser instrumento de alguma libertação se interpôs o poder dos que, nos quatro cantos do mundo, precisam de aumentar os seus tronos nas ignorâncias, nos equívocos, nas imposturas, nas diversificadas toxinas, nos sonos. E assim a televisão, que ao surgir parecia ter muito de uma espécie de fada amiga vinda para combater monstros, cada vez mais assumiu a a efectiva função de aliada deles

Constituiçao da Repúbica Portuguesa: 
"Artigo 38.º Liberdade de imprensa e meios de comunicação social 5. O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão."

terça-feira, agosto 21, 2012

para fazer valer a negociata da Barragem do Tua...



Três dias depois de se comprometer com a UNESCO a abrandar as obras da barragem do Tua e a aguardar pelo relatório dos peritos que a visitaram, o Governo aprovou uma portaria que entrega mais de 33 milhões à EDP como incentivo à construção da barragem. O Comité do Património Mundial da UNESCO já foi avisado que está a ser enganado e as associações dizem que o regime de incentivos é "um escândalo pior que as Scut". É mais um assalto ao dinheiro dos contribuintes a favor de uma empresa monopolista que nos explora à sombra do Estado, mais um desastre ambiental e outro atentado ao património.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Portas, submarinos ao fundo

as 2 Máfias concorrentes instaladas pelo Bloco Central no aparelho de Estado movem-se de modo que a sua ordem ideológica não seja objecto de nenhuma impugnação possivel


Os documentos relativos aos contratos de um negócio do Estado Português no valor de 880 milhões de euros andaram desaparecidos pela mão do ex-ministro da Defesa Paulo Portas. Afinal, após diversas diligências que incluiram o Forte de São Julião da Barra onde o actual ministro dos Negócios Estrangeiros chegou a residir, o Ministério Público (MP) foi descobrir os contratos num escritório de advogados. É isto o Estado que temos hoje: um território de caça para os interesses privados (1)
Desde 2004, da era do governo Barroso-Portas, seis anos depois do início das investigações (2) só agora foi possivel ao MP ter uma luzes sobre como o Estado Português tenciona cumprir os termos contratuais e respectivo financiamento pelos quais foram adquiridos dois submarinos ao German Submarine Consortium (GSC).


Divida do Estado é filha da corrupção

(1) Sabe-se agora que Portas concordou em pagar mais 30 milhões que o valor dos contratos. A troco de quê?
(2) A investigação começou há seis anos (em 2006) quando nas escutas envolvendo Paulo Portas no âmbito do Caso Portucale, se levantaram suspeitas sobre o negócio dos submarinos. Face aos escândalo dos documentos desaparecidos Portas interrompeu as férias para uma acção de campanha relacionada com as próximas eleições regionais nos Açores. Mas para falar sobre os submarinos disse aos jornalistas que estava de férias. Sobre o assunto, o actual ministro da Defesa, Aguiar Branco, diz que não tem de falar com Paulo Portas. O incumprimento por parte das autoridades da Alemanha sobre as cartas rogatórias enviadas pelo DCIAP que haveriam de facilitar dados sobre este caso de corrupção, tem atrasado o inquérito durante meses. Culminando o processo, o Procurador Geral da República afirma não ter verbas para desenvolver perícias que desbloqueiem a investigação. Apesar de haver gente condenada na Alemanha por corrupção neste processo, sabe-se como tudo isto acaba: num acordo judicial em que as partes pagam uma pequena multa ao Estado e saem ilibadas para outras acções do mesmo tipo.

Cronologia

30 de Janeiro de 1998
Resolução do Conselho de Ministros nº14 aprova o Programa Relativo à Aquisição dos Submarinos (PRAS). Inicia-se a fase pré-contratual
24 de Setembro de 1999
Despacho do ministro da Defesa Jaime Gama. Foram seleccionados para a fase de negociações os franceses da DCN-1 e os alemães do GSC.
23 de Novembro de 2000
Após as negociações com o Estado português, que terminaram a 7 de Novembro de 2000, DCN-1 e GSC apresentaram as suas propostas.
5 de Maio de 2003
Resolução do Conselho de Ministros nº67 aprova alteraçõés no PRAS, depois de o Governo PSD/CDS ter efectuado um estudo “exaustivo”.
6 de Novembro de 2003
Conselho de Ministros aprova adjudicação da construção de dois submarinos ao GSC, com base na proposta do ministro da Defesa Paulo Portas
21 de Abril de 2004
Contrato de aquisição dos submarinos é assinado por Paulo Portas e representantes do GSC. O contrato de contrapartidas é também assinado.
1 de Outubro de 2009
Ministério Público acusa dez gestores de burla qualificada e falsificação de documentos no caso das contrapartidas.
30 de Março de 2010
A “Der Spiegel” revela que o cônsul honorário de Portugal em Munique terá recebido luvas no valor de 1,6 milhões de euros.
31 de Dezembro de 2010
Governo de José Sócrates paga submarinos ao consórcio alemão com a ajuda do Fundo de Pensões da PT transferido para o Estado.
17 de Setembro de 2012
Início previsto do julgamento do processo das contrapartidas dos submarinos deverá ter inicio em Lisboa. Apesar dos indicios, do envolvimento do ex-ministro/actual ministro neste processo fraudulento e da constituição de Paulo Portas como arguido não há noticias da justiça .
Justiça poupou Portas porque foram três ministros do CDS a fotocopiar
.

domingo, agosto 19, 2012

"Conas de Sabão"
(escultura de José Palhinha, sabão 6x15x12cm, na Galeria do TMA)


as Pussy Riot apanharam dois anos de cadeia... por terem afrontado (na forma punk-rock exibida numa igreja) um culto religioso fulcral para a alienação, manipulação e submissão psicológica dos povos. Tramóaim os norte americanos que tal sentença desencadeará a fúria de todas as mulheres da Rússia e arredores do culto ortodoxo. O Ocidente em peso indignou-se com a repressão do governo de Putin; e de Sir Paul MCartney, Madonna a Julian Assange pede-se o fim da caça às bruxas e a libertação das Pussy-Riots. Imaginem se o nosso partido promovesse uma acção de protesto contra a vigarice da dívida ilegítima e fosse ocupar a Sé de Braga entoando a Internacional? Ao contrário, ninguém pareceu incomodar-se quando o partido conservador grego de Antonis Samaras foi empossado dando um espectáculo indigno precisamente numa Igreja: “com a ajuda de Deus, vamos assegurar que o povo grego pode emergir desta crise” rezou ele, jurando obediência ao bispos entronizados. Então, pergunta-se aos agentes da “liberdade de esquerda” (em cujas contas não entram estes factores)… que é feito do Syriza e do estado pré-insurrecional na Grécia?


Pussy” é uma palavra usada na língua inglesa mais como sinónimo de “gato”, compare-se com “pussycat”, para os amantes compulsivos de gatos. Em francês o termo é “Pucelle”, referido a jovens garotas adolescentes ainda virgens – procedente de “puce” (pulga) referindo-se igualmente a gatas (chatte). A malandrice que liga as “Pussy” à genitália feminina, designando vulva ou vagina, é oriunda do século XVII quando o termo passou a ser atribuído às mulheres em geral. Das estórias oriundas das crenças medievais acreditava-se que “os gatos”, animais demoníacos, eram responsáveis pela aparição das jovens donzelas prenhas. Havia imensos rituais e matanças exorcistas de gatos por esse motivo, isto é, porque comiam todas as ratinhas que encontravam. Daí a associação do calão “rata” para designar igualmente a vulva, ou seja, comida própria para gatos. Mais recentemente, as jovens que se deixavam emprenhar e faziam cara de parvas perante a falsa ingenuidade passaram a ser conhecidas por “conas de sabão”. Traduzindo para o russo, pode-se imaginar que “Pussy-Riots” significa literalmente “distúrbios da Ratas” libertárias
.