Faz hoje cem dias que o Banco de Portugal, o governo, o presidente da República e o Banco Central Europeu reconheceram a bancarrota do Banco Espírito Santo e decidiram adoptar, em tentativa de salvação do caso, o chamado sistema europeu de resolução bancária. Só nesse primeiro dia, o governo teve de pagar imediatamente ao Banco Central Europeu a quantia de três mil milhões de euros, montante da dívida do BES àquele banco, e teve de prover, com a quantia de 4,2 mil milhões de euros, o fundo de resolução bancária, onde só existiam 700 mil euros.
Quer dizer que, no exacto dia do reconhecimento da bancarrota do BES – 31 de Julho de 2014 -, o povo português viu ser desviada das suas algibeiras, através de desvio do orçamento geral do Estado, a quantia astronómica de 7,2mil milhões de euros para "salvar o BES".
(...) Hoje, ninguém tem dúvidas sobre os métodos e processos pelos quais o Grupo e o Banco Espirito Santo controlavam a vida política e partidária em Portugal, financiando as campanhas eleitorais de todos os partidos do arco da governação – PS, PSD e CDS – e sustentando todas as campanhas presidenciais dos candidatos do PS e do PSD. Em quarenta anos ditos de democracia, o Grupo e o Banco Espirito Santo ganharam sempre todas as eleições legislativas, presidenciais, europeias, regionais e autárquicas.
GES terá usado veículo financeiro para pagar despesas extras de centenas de milhões de euros sem registo dos destinatários
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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sexta-feira, novembro 07, 2014
qual é novidade pelo novo Comissário europeu ser novo?
Os grandes bancos organizam a evasão fiscal de forma massiva à escala internacional. Evasão fiscal dos países ricos é 25 vezes superior à corrupção nos países em desenvolvimento". O actual ministro das Finanças do Luxemburgo tentou convencer a nata de Wall Street ali reunida de que “o Luxemburgo não é um offshore. Afirmo isto alto e bom som”. Como resposta ouviu uma sonora gargalhada"
Jean-Claude Juncker foi primeiro ministro do Luxemburgo durante os anos investigados por um consórcio jornalistico de vários paises. Sabe-se agora que durante o exercicio do cargo entre 2004 e 2010 permitiu a 340 grandes multinacionais fugirem aos impostos nos países de atividade, através de engenharias complexas que passavam pelo Luxemburgo e recebiam o acordo do seu governo. Algumas empresas conseguiram taxas de imposto efetivas de menos de 1% sobre os seus lucros, lesando os países onde desenvolviam a sua atividade e obtendo vantagens desleais sobre as suas concorrentes" (via Esquerda.net)
"a teia de interesses em que se transformou a "união" europeia, tão cega, surda e inundada nos milhões dos seus orçamentos que não entende o sofrimento de milhões de cidadãos sem emprego e no limiar da dignidade humana" (a Má Moeda Europeia, no Ionline)
Citação a propósito da encenação sobre o «paraíso» fiscal que é o Luxemburgo, para esconder que esta é na verdade a única prática comum no capitalismo... "Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: "Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os "trusts"? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até Londres e organize um "trust". Denis MacShane, antigo Ministro (trabalhista) dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido - 11 de Fevereiro de 2009. (via Guilherme da Fonseca-Statter)
Jean-Claude Juncker foi primeiro ministro do Luxemburgo durante os anos investigados por um consórcio jornalistico de vários paises. Sabe-se agora que durante o exercicio do cargo entre 2004 e 2010 permitiu a 340 grandes multinacionais fugirem aos impostos nos países de atividade, através de engenharias complexas que passavam pelo Luxemburgo e recebiam o acordo do seu governo. Algumas empresas conseguiram taxas de imposto efetivas de menos de 1% sobre os seus lucros, lesando os países onde desenvolviam a sua atividade e obtendo vantagens desleais sobre as suas concorrentes" (via Esquerda.net)
à semelhança do famoso Quarto 365 da ajardinada ilha da Madeira, só num morada de escritório no Luxemburgo estão registadas 1600 sedes fiscais de empresas multinacionais.
"União" financeira europeia: estrelinhas corporativas isentas de impostos com fartura, mas em Libras é (ainda) melhor
Citação a propósito da encenação sobre o «paraíso» fiscal que é o Luxemburgo, para esconder que esta é na verdade a única prática comum no capitalismo... "Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: "Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os "trusts"? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até Londres e organize um "trust". Denis MacShane, antigo Ministro (trabalhista) dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido - 11 de Fevereiro de 2009. (via Guilherme da Fonseca-Statter)
quinta-feira, novembro 06, 2014
e que tal se as Corporações que mandam no Governo fossem mais exigentes na escolha dos actores?
Das duas, três. Ou o tipo que está no lugar de ministro vindo da indústria cervejeira estava bêbado (ou cocainado) ou não tem a minima ideia do que é a dignidade de um estadista investido em cargo público, ou então é bem pior, o tipo é mesmo assim básico propenso à labreguice e pensa que foi eleito e está ali por mérito próprio - "estamos no caminho certo... anda por aí uma brigada do resgate que quer a intervenção na PT... recuperação do investimento é como o ketchup ou golos do Ronaldo... Portugal vai cumprir previsões do défice...disse ele (Portugal vai receber de fundos pela participação na "União" europeia 26 mil milhões de euros até 2020, mas no mesmo período tem 64 mil milhões de euros a pagar só pelos juros da dívida). Pires de Lima é o cromo perfeito para alternar com António Costa, o sucedâneo que não diz patavina sobre a dívida...
Breaking News:
quarta-feira, novembro 05, 2014
As Previsões de Outono da Comissão Europeia
Garcia Pereira
....."Sem uma aliança com não comunistas nas mais diversas esferas de actividade é impossível construir o Comunismo" (Lénine)
Rua com o Costa!
"Um próximo governo PS sem maioria absoluta e em coligação, previsivelmente, com o PSD, deverá ser altamente instável. Ao imitar Hollande, engolindo tudo o que, (ainda que vagamente) prometeu, António Costa perderá rapidamente legitimidade e o seu executivo ficará dependente do parceiro de coligação para sobreviver. As pressões alemãs sobre os orçamentos francês e italiano para 2015 mostram bem a ínfima margem de manobra do próximo executivo" terça-feira, novembro 04, 2014
a Recompensa de um Traidor
Afinal, acabou por ser o próprio farsante Barroso, inebriado pelo colar da traição que Cavaco lhe pendurou ao pescoço, que não conseguiu evitar resumir o que foi na verdade o seu mandato de lacaio na comissão europeia – não vi nenhuma contradição entre o interesse europeu (leia-se, da senhora Merkel) e o interesse de Portugal, leia-se, do governo de traição nacional Coelho/Portas, disse ele (...)
Amigo de Ricardo Salgado e envolvido, com Portas, no caso da corrupção do negócio dos submarinos, Barroso sempre que aterrou em Portugal foi apenas para saudar as medidas de austeridade (Março de 2011), para ameaçar que estava o “caldo entornado”, se Portugal não desse continuidade às medidas de austeridade (Maio de 2012) e para chantagear o povo português quando, num chamado Conselho da Globalização, iniciativa promovida pelo ignorante de Boliqueime que reuniu grandes capitalistas e dirigentes de multinacionais, quis deixar claro que só existe solidariedade dos países europeus com Portugal se houver consenso nacional (Outubro de 2013) - (Luta Popular)
Amigo de Ricardo Salgado e envolvido, com Portas, no caso da corrupção do negócio dos submarinos, Barroso sempre que aterrou em Portugal foi apenas para saudar as medidas de austeridade (Março de 2011), para ameaçar que estava o “caldo entornado”, se Portugal não desse continuidade às medidas de austeridade (Maio de 2012) e para chantagear o povo português quando, num chamado Conselho da Globalização, iniciativa promovida pelo ignorante de Boliqueime que reuniu grandes capitalistas e dirigentes de multinacionais, quis deixar claro que só existe solidariedade dos países europeus com Portugal se houver consenso nacional (Outubro de 2013) - (Luta Popular)
.................Fick Dich Frau Merkel!......................
Merkel acha que Portugal tem demasiados licenciados (Jornal de Noticias) É mais que sabido que na génese da "União" europeia esteve um acordo de divisão de trabalho, os alemães ficaram com a indústria e os portugueses com o turismo (os esdpanhóis com a pescas, etc)... portanto, não é de estranhar que a Merkel diga que para fazer camas de hotel e servir à mesa não seja necessário tanta gente com estudos superiores em Portugal -
"De acordo com dados do gabinete de estatísticas europeu, em 2013, 25,3% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos tinha completado estudos superiores, enquanto a percentagem portuguesa era de 17,6% e a alemã de 25,1%". (Eurostat).
Esta situação só poderá ser alterada através de uma revolução radical.
"por água abaixo"... e com uma pedra ao pescoço
Entre os 78 deputados que receberam "subsidios de reintegração" de 2005 a 2011, nos valores dos 18 mais elevados de entre 63 e 30 mil euros, estão 13 deputados do PSD-CDS. Isto é o que se sabe, porque com a entrada em funções deste governo a partir de 2011 a Assembleia da República deles mantêm em segredo os nomes dos deputados eleitos para um tal maná que os salvaguarda do desemprego. Dois pesos, duas medidas, fiéis ao seu mais alto colarinho branco da nação, são suaves com os ricos e durões com os pobres. Assim, 300 mil ex-combatentes da guerra nas colónias que recebem valores anuais entre 75 a 150 míseros euros passam a sofrer cortes porque essa regalia é doravante tributável em séde de IRS. A ministra do Pote diz que o PSD perder as eleições do ano que vem "irá tudo por água abaixo".
segunda-feira, novembro 03, 2014
censurar a crise é uma coisa do caraca
A polémica entre o director do Instituto de Ciências Sociais e o diretor da publicação cinquentenária «Análise Social» devido ao ensaio visual com graffitis que satirizam políticos e representantes do capital, já ajudou mais a sair da caverna o pensamento académico para divulgação popular do que seria em principio a intenção do censor que suspendeu a revista devido a «linguagem ofensiva».
Vem nos livros, a Censura é sempre um acto de burrice sobre o animal cujo coice atinge o dono. E tanto assim é que o erudito-censor ainda não percebeu que o palavrão aqui é a "austeridade".
o nosso Columbano tinha muita prática destas coisas, caricaturando como ninguém o eterno enredo social "uns comem e os outros trabalham". Chamou à série "o pauzinho do matrimónio", longe de sonhar com a futura menáge-a-trois da troica, governo, presidente... "enumerando na época apenas o que se passava entre lençóis em hospedarias, bordéis e casas chic", quereria dizer ele hoje e por esta ordem: na residência oficial do primeiro-ministro, no Parlamento e no palácio de Belém. As cenas pornográficas de prostituição de luxo são bem conhecidas de todos os portugueses.
o artigo da autoria de Ricardo Campos censurado na "Análise Social" encontra-se aqui. Para informação mais detalhada sobre o assunto, consultar a página do José Neves.
Vem nos livros, a Censura é sempre um acto de burrice sobre o animal cujo coice atinge o dono. E tanto assim é que o erudito-censor ainda não percebeu que o palavrão aqui é a "austeridade".
o nosso Columbano tinha muita prática destas coisas, caricaturando como ninguém o eterno enredo social "uns comem e os outros trabalham". Chamou à série "o pauzinho do matrimónio", longe de sonhar com a futura menáge-a-trois da troica, governo, presidente... "enumerando na época apenas o que se passava entre lençóis em hospedarias, bordéis e casas chic", quereria dizer ele hoje e por esta ordem: na residência oficial do primeiro-ministro, no Parlamento e no palácio de Belém. As cenas pornográficas de prostituição de luxo são bem conhecidas de todos os portugueses.
o artigo da autoria de Ricardo Campos censurado na "Análise Social" encontra-se aqui. Para informação mais detalhada sobre o assunto, consultar a página do José Neves.
domingo, novembro 02, 2014
Condecorar Durão Barroso?
em nome da higiene nacional, segunda-feira dia 3, 11,30, acudam
todos à porta da sucursal Neocon em Belém
todos à porta da sucursal Neocon em Belém
hoje é dia de condecorar fulanos insignificantes por tarefas irrelevantes
o Cavaco que agora pendura o colar ao pescoço do Barroso-da-energia-barata é o mesmo Cavaco que garantiu a impunidade da Fraude na Energia... - Em 2004 o PS ofereceu rendas excessivas (4 Mil Milhões de euros a mais) à EDP. O esquema vinha montado de trás, do Governo de Santana Lopes quando o então ministro das Obras Públicas António Mexia criou os CMEC passando este seguidamente a CEO da EDP sob o governo de Sócrates. O abuso veio à baila durante as auditorias da Troika, que mandou o governo Coelho-Portas renegociar e eliminar essas rendas. O então ministro da Economia lá fez o seu papel... mas perdeu o braço de ferro com a EDP, uma vez que integra um governo que governa em prol das Corporações. A EDP usufruiu sempre de grandes vantagens, gozando para todos os efeitos uma posição de monopólio no sector da geração e distribuição de energia. Um processo de audição parlamentar para averiguar das razões esclarecer que levaram à saída de Henrique Gomes, foi chumbada pela depois novamente maioria PSD-CDS. Mas, um bocado chateado com os confrades, o ex-secretário de Estado da Energia chegou cá fora e botou a boca no trombone. Para memória futura da honorabilidade de Barroso, Cavaco e Compª
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Inflação, Crédito, Desenvolvimento (II)
O sistema bancário no seu conjunto, e não cada banco por si, cria dinheiro pela concessão de créditos. Esses valores emprestados em “direitos de haver” por determinado banco, vão constituir depósitos nesse ou noutros bancos. E o depósito bancário é tão bom dinheiro como o papel-moeda. Conclui-se assim, paradoxalmente, que instituições exclusivamente privadas como os bancos, cujo objectivo é obter lucros, exercem a função de criar dinheiro subsistuindo-se à função pública de emitir dinheiro (fiat-money) que deveria ser do Estado no interesse da comunidade. Temos assim os bancos a criar dinheiro segundo o interesse de privados, investidores, accionistas, especuladores.
O problema da quantidade de crédito/dinheiro concedido ganha assim uma importância fundamental. O crédito deveria promover apenas e só a utilização dos factores de produção que cada economia pode dispor (do grego oikos+nomos, o governo da casa). Crédito que extravase essa função só tem um objectivo: fazer subir os preços e enriquecer com lucros uma ínfima minoria de indivíduos, à custa do empobrecimento de todos os outros. Esse excedente de capital enfiado no bolso dos ricos e congelado em bens não transaccionáveis, deixa de ser imobilizado para movimentar o trabalho na produção. A actividade económica decresce, parte dos factores de produção deixam de ser utilizados, o desemprego sobe. Tentar resolver esta situação com a emissão de mais crédito é um disparate. Cria inflação, agrava a crise e promove mais desemprego.
Com o problema do lixo tóxico no balanço dos bancos norte-americanos já resolvido (a seu contento, em seu beneficio e para prejuizo de todos os outros paises dependentes do capitalismo), a Reserva Federal dos Estados Unidos põe fim após seis anos de emissão massiva (quantitative easing) de papel-moeda para estimular a economia - 15 mil milhões de dólares por mês (85 mil milhões mensais após o 3º Programa de Estimulos em finais de 2012). Uma vez mais os juros dos empréstimos a conceder (por via do FMI, Banco Mundial) são mantidos ao nivel historicamente baixo de entre 0 e 0,25 por cento, por tempo indeterminado até que a inflação possa subir acima dos 2 por cento e sustentar o crescimento do capitalismo. (eldiário.es)
Para descrever a natureza da actual política monetária do Banco do Povo da China, o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, cunhou um novo termo: "afrouxamento qualitativo" para o distinguir do muito mais conhecido programa de "flexibilização quantitativa" do seu homólogo FED norte-americano. A "flexibilização quantitativa", adoptada pela Reserva Federal como arma poderosa para combater a crise financeira global, refere-se a uma política monetária não convencional (imprimir mais dinheiro) para estimular a economia quando a política monetária padrão se torna ineficaz, especialmente quando as taxas de juro de curto prazo atingiram ou estão perto do zero. Em contraponto, como está a China a impulsionar a sua economia que cresce menos em virtude da baixa das exportações para o Ocidente em crise?
O chamado "decrescimento qualitativo" é uma politica do Banco do Povo da China que mantém em niveis normais ajustados à inflação, ou corta ligeiramente o crédito para o sector primário (infraestruras da macroeconomia, agricultura) e aumenta os empréstimos ainda mais baratos para projectos de pequenas cooperativas, reduzindo ao mesmo tempo as taxas e impostos para as empresas. É um programa que incentiva os gastos em projectos rurais de abastecimento de água, renovação de transportes e núcleos de habitação social, enfim, proporciona emprego/trabalho à economia real. São medidas combinadas que em conjunto se podem classificar como um "mini-estimulo" selectivo que vale apenas 0,8 por cento do PIB e evita o risco de estagnação para 2015 na China - um pequeno amendoim em comparação com a crise capitalista ocidental provocada em 2008 pela falência do Lehman e do suprime e pela pirataria fiscal que se lhe seguiu. E por incrivel que pareça o nosso especializado suplemento "Dinheiro Vivo" trata ambos os processos igualmente como "quantitative easing" e mente quando afirma que a criação de dinheiro ficticio nos EUA se iniciou em 2012, quando de facto se fez logo a partir de 2008.
O problema da quantidade de crédito/dinheiro concedido ganha assim uma importância fundamental. O crédito deveria promover apenas e só a utilização dos factores de produção que cada economia pode dispor (do grego oikos+nomos, o governo da casa). Crédito que extravase essa função só tem um objectivo: fazer subir os preços e enriquecer com lucros uma ínfima minoria de indivíduos, à custa do empobrecimento de todos os outros. Esse excedente de capital enfiado no bolso dos ricos e congelado em bens não transaccionáveis, deixa de ser imobilizado para movimentar o trabalho na produção. A actividade económica decresce, parte dos factores de produção deixam de ser utilizados, o desemprego sobe. Tentar resolver esta situação com a emissão de mais crédito é um disparate. Cria inflação, agrava a crise e promove mais desemprego.
Com o problema do lixo tóxico no balanço dos bancos norte-americanos já resolvido (a seu contento, em seu beneficio e para prejuizo de todos os outros paises dependentes do capitalismo), a Reserva Federal dos Estados Unidos põe fim após seis anos de emissão massiva (quantitative easing) de papel-moeda para estimular a economia - 15 mil milhões de dólares por mês (85 mil milhões mensais após o 3º Programa de Estimulos em finais de 2012). Uma vez mais os juros dos empréstimos a conceder (por via do FMI, Banco Mundial) são mantidos ao nivel historicamente baixo de entre 0 e 0,25 por cento, por tempo indeterminado até que a inflação possa subir acima dos 2 por cento e sustentar o crescimento do capitalismo. (eldiário.es)
Para descrever a natureza da actual política monetária do Banco do Povo da China, o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, cunhou um novo termo: "afrouxamento qualitativo" para o distinguir do muito mais conhecido programa de "flexibilização quantitativa" do seu homólogo FED norte-americano. A "flexibilização quantitativa", adoptada pela Reserva Federal como arma poderosa para combater a crise financeira global, refere-se a uma política monetária não convencional (imprimir mais dinheiro) para estimular a economia quando a política monetária padrão se torna ineficaz, especialmente quando as taxas de juro de curto prazo atingiram ou estão perto do zero. Em contraponto, como está a China a impulsionar a sua economia que cresce menos em virtude da baixa das exportações para o Ocidente em crise?
O chamado "decrescimento qualitativo" é uma politica do Banco do Povo da China que mantém em niveis normais ajustados à inflação, ou corta ligeiramente o crédito para o sector primário (infraestruras da macroeconomia, agricultura) e aumenta os empréstimos ainda mais baratos para projectos de pequenas cooperativas, reduzindo ao mesmo tempo as taxas e impostos para as empresas. É um programa que incentiva os gastos em projectos rurais de abastecimento de água, renovação de transportes e núcleos de habitação social, enfim, proporciona emprego/trabalho à economia real. São medidas combinadas que em conjunto se podem classificar como um "mini-estimulo" selectivo que vale apenas 0,8 por cento do PIB e evita o risco de estagnação para 2015 na China - um pequeno amendoim em comparação com a crise capitalista ocidental provocada em 2008 pela falência do Lehman e do suprime e pela pirataria fiscal que se lhe seguiu. E por incrivel que pareça o nosso especializado suplemento "Dinheiro Vivo" trata ambos os processos igualmente como "quantitative easing" e mente quando afirma que a criação de dinheiro ficticio nos EUA se iniciou em 2012, quando de facto se fez logo a partir de 2008.
sábado, novembro 01, 2014
Como é a vida na enigmática Coreia do Norte?
por vontade do José Manuel Fernandes os norte-coreanos já tinham sido todos executados. Sorte que o Observador.pt não tenha fusis, só má fé de lingua
Opiniões ou reflexões sobre o Exército Popular da Coreia? as Forças Armadas da Coreia do Norte são o Povo em Armas! a sua missão é muito difícil, mas como é uma força extremamente disciplinada são admiráveis pela sua determinação em defender a Coreia do Norte (DPRK) dos ataques imperialistas dos Estados Unidos.
Mas o facto de os coreanos da República Popular do lado norte, obrigados a esse esforço hercúleo na defesa da fronteira imposta pelos EUA no armisticio da GUerra da Coreia em 1952, significa que todos os outros aspectos da sua vida social não progridam? uma equipa de reportagem da RússiaToday foi autorizada a produzir este documentário de perto de 50 minutos, que fala por si:
Opiniões ou reflexões sobre o Exército Popular da Coreia? as Forças Armadas da Coreia do Norte são o Povo em Armas! a sua missão é muito difícil, mas como é uma força extremamente disciplinada são admiráveis pela sua determinação em defender a Coreia do Norte (DPRK) dos ataques imperialistas dos Estados Unidos.
Mas o facto de os coreanos da República Popular do lado norte, obrigados a esse esforço hercúleo na defesa da fronteira imposta pelos EUA no armisticio da GUerra da Coreia em 1952, significa que todos os outros aspectos da sua vida social não progridam? uma equipa de reportagem da RússiaToday foi autorizada a produzir este documentário de perto de 50 minutos, que fala por si:
sexta-feira, outubro 31, 2014
a "Resolução" BES, vista por Garcia Pereira
quinta-feira, outubro 30, 2014
Portugal ontem era o 25º melhor país do mundo para fazer negócios, hoje Portugal já é o 10º melhor país para criar uma empresa
No estudo designado "Doing Business 2015" que examina em 189 países e de forma comparativa a facilidade de fazer negócios Portugal, que na edição de 2013, ocupava a 31ª posição, surge agora em 25º lugar da tabela, subindo seis posições. Esta classificação foi logo extasiadamente saudada pelo inefável ministro Pires de Lima,
o qual, esfalfando-se na correria dos seus roadshow à volta do mundo a esmolar de cócoras o investimento estrangeiro, se mostra sempre optimista, mesmo que todos os índices verdadeiramente reveladores do estado da economia e da dívida pública sejam, no mínimo, arrasadores (Luta Popular)
Segundo outra noticia de hoje "criar um negócio em Portugal é mais fácil do que nos Estados Unidos; e não só... Portugal ficou à frente de países como Japão, França e Bélgica no 'ranking'. "Imaginem só!", comentou o ministro Pires de Lima, citado pelo neoliberal "Observador". Ontem o ministro inchou: "nós, portugueses, somos melhores a fazer negócios do que todos estes países"... Mas afinal, para grande incómodo das agências de comunicação do governo, a euforia asssenta em mais uma mentira: Portugal caiu duas posições no 'ranking' 'Doing Business 2015', de 23.º para 25.º, e não melhorou seis posições, de 31.º para 25º, ao contrário do que o relatório divulgado ontem quarta-feira pelo Banco Mundial parecia demonstrar (Renascença)
o qual, esfalfando-se na correria dos seus roadshow à volta do mundo a esmolar de cócoras o investimento estrangeiro, se mostra sempre optimista, mesmo que todos os índices verdadeiramente reveladores do estado da economia e da dívida pública sejam, no mínimo, arrasadores (Luta Popular)
Segundo outra noticia de hoje "criar um negócio em Portugal é mais fácil do que nos Estados Unidos; e não só... Portugal ficou à frente de países como Japão, França e Bélgica no 'ranking'. "Imaginem só!", comentou o ministro Pires de Lima, citado pelo neoliberal "Observador". Ontem o ministro inchou: "nós, portugueses, somos melhores a fazer negócios do que todos estes países"... Mas afinal, para grande incómodo das agências de comunicação do governo, a euforia asssenta em mais uma mentira: Portugal caiu duas posições no 'ranking' 'Doing Business 2015', de 23.º para 25.º, e não melhorou seis posições, de 31.º para 25º, ao contrário do que o relatório divulgado ontem quarta-feira pelo Banco Mundial parecia demonstrar (Renascença)
óh tuga, dá cá o meu
a reforma da legislação laboral portuguesa é um dos pontos que os autores do relatório destacam, lembrando as alterações das regras nos contratos a termo certo introduzidas em 2013, mas também a redução dos pagamentos extra por trabalho em dias feriados e a maior facilidade na extinção de postos de trabalho.quarta-feira, outubro 29, 2014
Relatório da Comissão de Inquérito aos Submarinos concluido com branqueamento da Corrupção
Paulo Morais: "O Parlamento português decidiu confrontar, de forma despudorada, as sentenças dos tribunais alemães que provaram a existência de corrupção na compra de submarinos pelo Estado português. Num patético relatório, a Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios de armamento afirma que "não foram encontrados qualquer prova ou indicio de ilegalidade por parte de decisores politicos e militares nos concursos".
Outra coisa não seria de esperar de uma Comissão de Inquérito que nasceu torta. Presidida por Telmo Correia - e tendo como um dos principais visados Paulo Portas, a quem Telmo deve o lugar de deputado - a sua independência estava, à partida, ferida de morte. O relatório que agora produz não é mais que uma tentativa de branqueamanto da corrupção" (artigo completo aqui)
Desde que foi elevado à presidência o regime cavaquista tem dividido de forma assaz equitativa o produto do esbulho ao erário público - o PSD conta com o BPN, os "socialistas" com o Freeport, o CDS com os submarinos. Contudo os ladrões têm-se recusado sistematicamente a ser julgados. Cavaco acumula a sua quota parte em todos estes escândalos, ininputáveis perante a justiça, acrescentando-lhes agora o BES, na tradição do seu amigo com mandato de captura por executar por suspeita de homicidio no Brasil, ou do ex-ministro de Barroso que passou um periodo de descanso numa suite do resort da Carregueira. Toda esta gente andar por aí à solta não configura um golpe-de-Estado perpretado em 2006 que colocou no poder um gang de gente do submundo "democrático" do crime?
![]() |
| óh da guarda, quem nos acode? |
PS, a abstenção violenta do Seguro volta a atacar com o Costa
óh mãezinha, o que é o socialismo?
O novo secretário-geral do Partido dito Socialista arrivou à cadeira de chefe emproado no discurso que alguma coisa se teria de fazer a uma dívida que é impagável, reestruturá-la, por exemplo, à semelhança do que tem vindo a sugerir o Bloco de Esquerda. O Parlamento, dominado pela Direita respodeu: "sim, podemos admitir isso a discussão, porém rejeitamos qualquer alteração ou renegociação", quer dizer, os deputados podem falar, falar,mas deixá-los tomar decisões... nem pensar! - e António Costa meteu a viola no saco: "qualquer mudança terá de vir de cima, de um poder superior, da União Europeia". Entretanto, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda fotocopiou o Manifesto dos 74 na sua proposta de resolução, desafiando o PS e desmontando expectativas de mudança da actual politica neoliberal com um futuro governo de António Costa. "A ruptura com a dívida e o tratado orçamental estão no centro de uma alternativa à austeridade e das convergências necessárias à esquerda" comenta um responsável do BE: para bom entendedor, uma abstenção basta. Por sua vez noutra hora e no mesmo local o Bloco de Esquerda abstém-se sobre saída de Portugal do Euro.
a ler
"Livre, a pulguinha por detrás da orelha do elefante neoliberal PS... a gaffe de António Costa é um alerta para aqueles que parecem já dominados pela complacência, perante a perspectiva de umas eleições ganhas à partida" (no Ladrões de Bicicletas)
O novo secretário-geral do Partido dito Socialista arrivou à cadeira de chefe emproado no discurso que alguma coisa se teria de fazer a uma dívida que é impagável, reestruturá-la, por exemplo, à semelhança do que tem vindo a sugerir o Bloco de Esquerda. O Parlamento, dominado pela Direita respodeu: "sim, podemos admitir isso a discussão, porém rejeitamos qualquer alteração ou renegociação", quer dizer, os deputados podem falar, falar,mas deixá-los tomar decisões... nem pensar! - e António Costa meteu a viola no saco: "qualquer mudança terá de vir de cima, de um poder superior, da União Europeia". Entretanto, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda fotocopiou o Manifesto dos 74 na sua proposta de resolução, desafiando o PS e desmontando expectativas de mudança da actual politica neoliberal com um futuro governo de António Costa. "A ruptura com a dívida e o tratado orçamental estão no centro de uma alternativa à austeridade e das convergências necessárias à esquerda" comenta um responsável do BE: para bom entendedor, uma abstenção basta. Por sua vez noutra hora e no mesmo local o Bloco de Esquerda abstém-se sobre saída de Portugal do Euro.
a ler
"Livre, a pulguinha por detrás da orelha do elefante neoliberal PS... a gaffe de António Costa é um alerta para aqueles que parecem já dominados pela complacência, perante a perspectiva de umas eleições ganhas à partida" (no Ladrões de Bicicletas)
terça-feira, outubro 28, 2014
e para além do que aqui fica dito, há a questão da Libra como partner do Dólar - contra o Euro (1)
É uma vergonha. Os partidos faz-de-conta-que-são-de-esquerda eleitos para o Parlamento Europeu abandonam à Direita a tarefa de desmontar uma União Europeia anti-democrática e proto-ditatorial
Nigel Farage (UKIP) em directo para o novo comissário Jean-Claude Juncker: “… na Grã-Bretanha não houve um único cidadão que saiba como foi constituída esta Comissão (…)
"… não acredito que os cidadãos ou os jornalistas europeus entendam o que é realmente a Comissão Europeia – a Comissão é um executivo, é o governo da Europa, e tem o poder exclusivo de propor leis, e ela só as faz mediante consulta com 3.000 comissões secretas, compostas principalmente por grandes empresas (multinacionais) e pelo grande capital e todas essas leis são propostas em segredo. E mais uma coisa, convertê-las em direito europeu, é o mesmo que dizer que a Comissão Europeia tem o direito exclusivo de propor a revogação ou a alteração da lei. O método comunitário aqui tão elogiado esta manhã, o processo pelo qual a Comissão Europeia faz e dá poder à lei, é actualmente o verdadeiro inimigo do conceito de democracia… porque isso significa que não há nada que o eleitorado de qualquer Estado-Membro possa fazer para mudar uma única parte de uma lei europeia. Então, hoje nós vamos votar contra a Comissão Europeia, não visando comissários individuais, mas com base no facto de que ela é, basicamente, uma forma de governo anti-democrático"
(…) faço-lhe notar que os conservadores foram muito corajosos na sua intenção de se absterem. Penso que esta será a última Comissão Europeia que governará a Grã-Bretanha, porque antes do final deste mandato de 5 anos a Grã-Bretanha estará fora daqui”
.....
Apoio ao UKIP, partido anti-União Europeia pela Independência da Grã-Bretanha, atingiu novo recorde após recente esforço de Bruxelas para cobrar 1,7 mil milhões de libras de contribuições extra ao gigante inglês.
Nigel Farage (UKIP) em directo para o novo comissário Jean-Claude Juncker: “… na Grã-Bretanha não houve um único cidadão que saiba como foi constituída esta Comissão (…)
"… não acredito que os cidadãos ou os jornalistas europeus entendam o que é realmente a Comissão Europeia – a Comissão é um executivo, é o governo da Europa, e tem o poder exclusivo de propor leis, e ela só as faz mediante consulta com 3.000 comissões secretas, compostas principalmente por grandes empresas (multinacionais) e pelo grande capital e todas essas leis são propostas em segredo. E mais uma coisa, convertê-las em direito europeu, é o mesmo que dizer que a Comissão Europeia tem o direito exclusivo de propor a revogação ou a alteração da lei. O método comunitário aqui tão elogiado esta manhã, o processo pelo qual a Comissão Europeia faz e dá poder à lei, é actualmente o verdadeiro inimigo do conceito de democracia… porque isso significa que não há nada que o eleitorado de qualquer Estado-Membro possa fazer para mudar uma única parte de uma lei europeia. Então, hoje nós vamos votar contra a Comissão Europeia, não visando comissários individuais, mas com base no facto de que ela é, basicamente, uma forma de governo anti-democrático"
(…) faço-lhe notar que os conservadores foram muito corajosos na sua intenção de se absterem. Penso que esta será a última Comissão Europeia que governará a Grã-Bretanha, porque antes do final deste mandato de 5 anos a Grã-Bretanha estará fora daqui”
.....
Apoio ao UKIP, partido anti-União Europeia pela Independência da Grã-Bretanha, atingiu novo recorde após recente esforço de Bruxelas para cobrar 1,7 mil milhões de libras de contribuições extra ao gigante inglês.
segunda-feira, outubro 27, 2014
Brasil. a mesma actriz, o mesmo filme
Foi uma vitória à tangente diz a imprensa burguesa; ainda assim Vitor Dias na sua qualidade de militante do PCP, faz as habituais continhas às cruzinhas dos votantes notando uma diferença de mais de 3 milhões de votos. Pois sim, mas tal perspicácia não apaga o facto da Direita ter obtido cerca de 75 milhões de votos, quase metade do eleitorado. Numa revolução de facto cuja intenção fosse erradicar de vez a criminosa desigualdade social existente no Brasil, onde é que o voto popular iria permitir este renascimento da direita que usufrui da propriedade?
Mesmo assim, dir-se-á, é importante que a Direita não tivesse passado (passado para onde?, se ela já está onde está e não mudou de sítio?) Pode-se também falar no papel que o Brasil, embora com este regime dito progressista moderado, tem no seio do bloco anti imperialista dos países da América do Sul. Mas com a propriedade concentrada nas mãos de não mais de 4 por cento dos brasileiros (+-15 milhões de individuos, a Direita afinal e a multidão de alienados que arrasta), quem decide se a politica externa do Brasil é desenhada em nome da maioria-à-rasquinha que votou no Partido dito dos Trabalhadores alinhada com a libertação dos paises da América Latina, ou se é feita em nome dos negócios das elites subservientes aos seus interesses e aos da potência neo-colonialista da América do Norte?
domingo, outubro 26, 2014
o Trabalho contra o Capital na globalização
Em termos de poder de compra, a China tem agora a maior economia em todo o planeta, mas essa não é a única área em que a República Popular da China ultrapassou os “nossos aliados” Estados Unidos da América do Norte. Segundo Li Delin, autor da obra "A Conspiração Goldman Sachs", no ano 2040 a economía da China, a manter-se as actuais tendências, atingirá um PIB de 123 triliões de USDolars, isto é, triplicará em relação à dos Estados Unidos. Em 1850, enquanto os emigrantes eslavos e anglo-saxónicos nos EUA se digladiavam entre si e ambos exterminavam os nativos, a China era a maior potência de produtos manufacturados do mundo, supremacia derrubada pela invasão estrangeira nas Guerras pelo Ópio. Em 2010 a China recuperou a liderança como maior produtor mundial.
A lógica comparativa é que os preços não são os mesmos em cada país: uma camisa, um quilo de carne ou uma propina escolar tem um custo muito menor em Xangai do que em São Francisco, por isso não é inteiramente razoável comparar os dois países sem levar isso em conta. Embora um chinês ganhe em média muito menos do um individuo médio nos EUA, ao converter um salário chinês em dólares subestima-se o poder de compra que esse indivíduo, e portanto os habitantes médios do país podem ter. O “Índice Big Mac” da revista The Economist é um grande exemplo dessas disparidades. Segundo os dados estatísticos do FMI ambos os PIB em termos de taxas de mercado estão equiparados, mas com base no poder de compra a China já ultrapassa os EUA, tornando-se a todos os níveis a maior economia do mundo - a China tem as maiores reservas mundiais de divisas estrangeiras sendo o maior produtor e importador de ouro do mundo. Em Paridade de Poder Aquisitivo (PPA), em 2005 a economía da China representava menos de metade da estado-unidense (em PPA), porém em 2011 alcançou 87 por cento da economía de EUA - em 2014 o PIB de China totalizará o equivalente em trabalho a 17,6 mil milhões de dólares, enquanto a dos EUA estagna nos 17,4 mil milhões de papel-moeda especulativo
Em 1998 os Estados Unidos controlavam 25% do mercado mundial de alta tecnología, enquanto a China contava com apenas 10 por cento. Na actualidade o gigante asiático supera em mais do dobro os EUA; a China hoje controla mais de 90 por cento do mercado mundial de metais raros, essenciais para a principal exportação para o Ocidente que são os equipamentos informáticos. Uma investigação do Senado revelou que a China fornece mais de 1 milhão de diferentes tipos de componentes para a industria de Defesa (e de ataque) dos EUA. Apesar da ascenção permanente, 93 por cento das transações mundiais continuam a ser feitas em dólares e não em yuans. Ora para a definição de imperialismo o que deve contar é o volume de capitais exportados (a maioria puramente especulativos) contra a exportação de bens e mercadorias produzidos na economia real. Para obviar esse incómodo, de em termos globais o Capital render mais que o Trabalho, Pequim está a criar um banco de investimento asiático para competir com instituições globais como Banco Mundial. ¿ Adeus aos petrodólares? a Rússia e a China, parceiros na Organização de Shangai, trabalham neste momento num sistema análogo ao SWIFT, a plataforma cambial que gere as trocas desiguais entre os paises economicamente dependentes.
Na indústria da construção e obras públicas a China consome anualmente mais cimento que os outros paises todos juntos, ao mesmo tempo que as escolas superiores de engenharia chinesas já formam o dobro de licenciados nessa área nos EUA. Opiniões propagandisticas como a do semanário pró-imperialista Expresso alertam para a formação de um bolha no imobiliário chinês similar à que destrói valor no ocidente desde 2008, mas tal spin é deduzido em termos capitalistas. Na verdade a economia chinesa tem bases socialistas. As cidades construidas para dar trabalho às pessoas enquanto as exportações para o Ocidente não aumentam (porque os paises capitalistas não têm dinheiro para as pagar) são pensadas como um investimento para o futuro que entretanto providenciam o pleno emprego a toda a população.
Shangai, 1950. Desfile comemorativo do 1º aniversário da Revolução Popular.
(gravura da Escola Estatal de Arte de Hangzhou)
Em termos de PIB bruto, os EUA ainda são o número um, pelo menos por agora. Mas de acordo com o FMI, a China ultrapassou-os em vários outros índices de desenvolvimento. A China contribui para o comércio mundial (soma das importações e exportações) mais que os EUA contribuem; a China consome e paga (sem guerras de pilhagem) mais energia que os EUA; a China agora produz mais bens reais transacionáveis do que os EUA produzem (com a sua economia assente em papel-moeda fictício). Por outras palavras, a era da dominação económica norte-americana está a acabar rapidamente.
O poder económico global está a fazer neste momento uma mudança dramática para leste, o que vai ter enormes implicações para o nosso futuro como europeus. O valor das exportações dos EUA para a China en 2013 foi de 121 milhões de dólares, enquanto as da China para os EUA atingiram 440 milhões. Com os défices acumulados os Estados Unidos já devem à China bem mais de um trilião de dólares, e como a sua infra-estrutura económica se está a desmoronar todos os países aliados estão febrilmente a emprestar mais dinheiro (comprando títulos financeiros) numa tentativa desesperada para sustentar um padrão de vida que está em queda livre. Com o nosso actual sistema não podemos competir com a ética de trabalho, criatividade e determinação da China e outras nações asiáticas, conforme vem sendo demonstrado. Se continuarmos por este caminho, que futuro para as gerações seguintes no ocidente? A pobreza nos subúrbios das cidades norte-americanas subiu 64 por cento na última década.
O poder económico global está a fazer neste momento uma mudança dramática para leste, o que vai ter enormes implicações para o nosso futuro como europeus. O valor das exportações dos EUA para a China en 2013 foi de 121 milhões de dólares, enquanto as da China para os EUA atingiram 440 milhões. Com os défices acumulados os Estados Unidos já devem à China bem mais de um trilião de dólares, e como a sua infra-estrutura económica se está a desmoronar todos os países aliados estão febrilmente a emprestar mais dinheiro (comprando títulos financeiros) numa tentativa desesperada para sustentar um padrão de vida que está em queda livre. Com o nosso actual sistema não podemos competir com a ética de trabalho, criatividade e determinação da China e outras nações asiáticas, conforme vem sendo demonstrado. Se continuarmos por este caminho, que futuro para as gerações seguintes no ocidente? A pobreza nos subúrbios das cidades norte-americanas subiu 64 por cento na última década.
40 anos depois da Revolução, a força do Trabalho produtivo. Shangai 1990
A lógica comparativa é que os preços não são os mesmos em cada país: uma camisa, um quilo de carne ou uma propina escolar tem um custo muito menor em Xangai do que em São Francisco, por isso não é inteiramente razoável comparar os dois países sem levar isso em conta. Embora um chinês ganhe em média muito menos do um individuo médio nos EUA, ao converter um salário chinês em dólares subestima-se o poder de compra que esse indivíduo, e portanto os habitantes médios do país podem ter. O “Índice Big Mac” da revista The Economist é um grande exemplo dessas disparidades. Segundo os dados estatísticos do FMI ambos os PIB em termos de taxas de mercado estão equiparados, mas com base no poder de compra a China já ultrapassa os EUA, tornando-se a todos os níveis a maior economia do mundo - a China tem as maiores reservas mundiais de divisas estrangeiras sendo o maior produtor e importador de ouro do mundo. Em Paridade de Poder Aquisitivo (PPA), em 2005 a economía da China representava menos de metade da estado-unidense (em PPA), porém em 2011 alcançou 87 por cento da economía de EUA - em 2014 o PIB de China totalizará o equivalente em trabalho a 17,6 mil milhões de dólares, enquanto a dos EUA estagna nos 17,4 mil milhões de papel-moeda especulativo
Desenvolvimento, cosmopolitismo, desafio ao modelo capitalista ocidental, Shangai, 2013
Em 1998 os Estados Unidos controlavam 25% do mercado mundial de alta tecnología, enquanto a China contava com apenas 10 por cento. Na actualidade o gigante asiático supera em mais do dobro os EUA; a China hoje controla mais de 90 por cento do mercado mundial de metais raros, essenciais para a principal exportação para o Ocidente que são os equipamentos informáticos. Uma investigação do Senado revelou que a China fornece mais de 1 milhão de diferentes tipos de componentes para a industria de Defesa (e de ataque) dos EUA. Apesar da ascenção permanente, 93 por cento das transações mundiais continuam a ser feitas em dólares e não em yuans. Ora para a definição de imperialismo o que deve contar é o volume de capitais exportados (a maioria puramente especulativos) contra a exportação de bens e mercadorias produzidos na economia real. Para obviar esse incómodo, de em termos globais o Capital render mais que o Trabalho, Pequim está a criar um banco de investimento asiático para competir com instituições globais como Banco Mundial. ¿ Adeus aos petrodólares? a Rússia e a China, parceiros na Organização de Shangai, trabalham neste momento num sistema análogo ao SWIFT, a plataforma cambial que gere as trocas desiguais entre os paises economicamente dependentes.
Na indústria da construção e obras públicas a China consome anualmente mais cimento que os outros paises todos juntos, ao mesmo tempo que as escolas superiores de engenharia chinesas já formam o dobro de licenciados nessa área nos EUA. Opiniões propagandisticas como a do semanário pró-imperialista Expresso alertam para a formação de um bolha no imobiliário chinês similar à que destrói valor no ocidente desde 2008, mas tal spin é deduzido em termos capitalistas. Na verdade a economia chinesa tem bases socialistas. As cidades construidas para dar trabalho às pessoas enquanto as exportações para o Ocidente não aumentam (porque os paises capitalistas não têm dinheiro para as pagar) são pensadas como um investimento para o futuro que entretanto providenciam o pleno emprego a toda a população.
sábado, outubro 25, 2014
Sob o governo de Getúlio Vargas, o ideário de Hitler influenciou políticas e seduziu uma boa parte da população brasileira
Quais as razões do Brasil estar infestado pela iliteracia politica que não deixa o país libertar-se do jugo colonial imperialista, o sistema responsável pela maior desigualdade social num dos paises mais ricos do mundo? São razões cujas origens provavelmente o filme "Getúlio" que anda por aí estrelado por um artista de telenovelas não explicam. Sabendo-se como dado adquirido que é o regime de propriedade, dos latifundios e meios de produção industrial, que determinam as relações sociais, como foi e é possivel no século XXI manter uma riquissima elite de 4 por cento dos brasileiros disfrutem de um dos mais elevados niveis de vida do planeta, enquanto os restantes 96 por cento vegetam na maior das precaridades da ausência dos mais elementares direitos humanos? (saúde, educação, habitação) Como resolver? Eleição controlada pela burguesia ou Revolução comandada pelo proletariado?
Maria Luiza Tucci Carneiro, Historiadora: "Persiste um certo silêncio sobre a presença e actuação dos nazis no Brasil. Não se sabe nem o número de partidários de Hitler que se refugiaram no país depois da Segunda Guerra Mundial, acusados de crimes contra a humanidade. Governado por Getúlio Vargas entre 1930 e 1945, o Brasil converteu-se numa espécie de seara livre para a circulação de nazis, fascistas e integralistas. Mesmo antes do golpe militar liderado por Getúlio Vargas, o Estado apelou para um conjunto de leis de excepção. Na sua essência, elas prepararam o Brasil para receber as propostas "revolucionárias" do fascismo italiano e do nazismo alemão como “novidades da modernidade”. A imprensa brasileira cuidou de reportar, com alguma admiração, as conquistas de Mussolini a partir de 1922 e de Hitler a partir de 1933. Os nacionalismos alemão e italiano transformaram-se em fontes de inspiração para o modelo de nação que se pretendia construir no país: forte e homogénea. A propaganda oficial emergiu como instrumento para o exercício do poder mascarado de “política trabalhista”, controlada por leis rígidas e um tribunal de excepção. Os conceitos e os partidos de extrema-direita proliferavam e conquistaram segmentos importantes da população. As ideias de Hitler começaram a aportar no Brasil já em 1929, quando imigrantes alemães recém-chegados formaram os primeiros núcleos nazistas. Após a ascensão do Führer ao poder, em 1933, esses grupos foram integrados na Auslandorganisation der NSDAP – a Organização do Partido Nacional-Socialista para o Exterior (AO). No ano seguinte, o governo alemão organizou um sistema de infiltração e de propaganda com os alemães radicados no estrangeiro. Em 1937, Ernest Wilhelm Bohle, responsável pela AO, assumiu também funções diplomáticas na Embaixada Alemã no Brasil, permitindo que o Partido Nazista cumprisse ostensivamente a missão de “proteger” os alemães do exterior" (ler estudo completo aqui)
Carlos Haag: "Quando se fala em nazis no Brasil, a imagem que nos vem à cabeça é de um bando ridículo de gaúchos louros levantando o braço direito no meio da fumaceira dum churrasco. Em verdade, a presença nazi foi menos folclórica e de uma importância política notável, em especial para a consolidação do Estado Novo varguista, que completa, neste ano, 70 anos". Um legado de Nazismo tropical?
Maria Luiza Tucci Carneiro, Historiadora: "Persiste um certo silêncio sobre a presença e actuação dos nazis no Brasil. Não se sabe nem o número de partidários de Hitler que se refugiaram no país depois da Segunda Guerra Mundial, acusados de crimes contra a humanidade. Governado por Getúlio Vargas entre 1930 e 1945, o Brasil converteu-se numa espécie de seara livre para a circulação de nazis, fascistas e integralistas. Mesmo antes do golpe militar liderado por Getúlio Vargas, o Estado apelou para um conjunto de leis de excepção. Na sua essência, elas prepararam o Brasil para receber as propostas "revolucionárias" do fascismo italiano e do nazismo alemão como “novidades da modernidade”. A imprensa brasileira cuidou de reportar, com alguma admiração, as conquistas de Mussolini a partir de 1922 e de Hitler a partir de 1933. Os nacionalismos alemão e italiano transformaram-se em fontes de inspiração para o modelo de nação que se pretendia construir no país: forte e homogénea. A propaganda oficial emergiu como instrumento para o exercício do poder mascarado de “política trabalhista”, controlada por leis rígidas e um tribunal de excepção. Os conceitos e os partidos de extrema-direita proliferavam e conquistaram segmentos importantes da população. As ideias de Hitler começaram a aportar no Brasil já em 1929, quando imigrantes alemães recém-chegados formaram os primeiros núcleos nazistas. Após a ascensão do Führer ao poder, em 1933, esses grupos foram integrados na Auslandorganisation der NSDAP – a Organização do Partido Nacional-Socialista para o Exterior (AO). No ano seguinte, o governo alemão organizou um sistema de infiltração e de propaganda com os alemães radicados no estrangeiro. Em 1937, Ernest Wilhelm Bohle, responsável pela AO, assumiu também funções diplomáticas na Embaixada Alemã no Brasil, permitindo que o Partido Nazista cumprisse ostensivamente a missão de “proteger” os alemães do exterior" (ler estudo completo aqui)
Carlos Haag: "Quando se fala em nazis no Brasil, a imagem que nos vem à cabeça é de um bando ridículo de gaúchos louros levantando o braço direito no meio da fumaceira dum churrasco. Em verdade, a presença nazi foi menos folclórica e de uma importância política notável, em especial para a consolidação do Estado Novo varguista, que completa, neste ano, 70 anos". Um legado de Nazismo tropical?
ler também:
Otto Braun cita os nomes dos lideres estaduais refugiados do partido nacional-socialista alemão em 8 Estados brasileiros, subordinados ao directório central em São Paulo comandado pelo nazi alemão Hans Henning von Cossel à frente de 2.900 membros militantes (in "A Caça às Suásticas)
sexta-feira, outubro 24, 2014
Brasil, a Corrupção como Arma de combate eleitoral
Alberto Youssef, ex-administrador da Petrobrás que está preso acusado de ser um dos chefes do esquema de burla e lavagem de dinheiro que teria desviado cerca de 10 mil milhões de reais da empresa desde 2006, afirmou em depoimento em tribunal que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sabiam de tudo” sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Youssef, que foi nomeado para o cargo pelo social-democrata Lula da Silva, afirma que para além do PT, também o PMDB e o PP estavam envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras que consistia na cobrança de comissões em dinheiro vivo a empreiteiros de construção civil pelo tesoureiro do Partido dos Trabalhadores PT João Vaccari e pelo pe-eme-debista Fernando Soares. As obras da empresa estatal eram escolhidas por um cartel de dez empresas, que inflacionavam os preços em cerca de 20%, dinheiro que era dividido por políticos e directores da empresa pública.
A campanha para a re-eleição da presidente do Partido dito dos Trabalhadores, Dilma Roussef, afirma que a revelação deste depoimento pela revista Veja se trata de um golpe-bomba publicitário pago pela campanha do conservador tucano Aécio Neves em vésperas de eleição presidencial – ao fazer passar por credível as declarações de “um notório bandido que será premiado (caso Aécio vença) por se ter prestado a este papel de delator premeditado”. Declarações que teriam violado a legislação eleitoral e, por isso, susceptivel da proibição de circulação deste tenebroso número da Veja, cuja capa contém as fotos em fundo negro de Lula e Dilma ladeando o título a vermelho “Eles sabiam de Tudo”. A divulgação do escândalo do “Petrolão” é contudo bem anterior. E se é mentira porquê proibir? Por outro lado, o envolvimento da imprensa na compra e venda de influências é evidente. O editor-executivo da revista Veja é ao mesmo tempo um dos responsáveis pela comunicação da campanha presidencial do ultraconservador Aécio Neves e o biografo que publicou um livro sobre a vida do ex-ministro José Dirceu, outra personalidade incriminada no anterior escândalo do Mensalão que envolveu o PT. O dono do jornal “O Estado de S. Paulo” foi visto numa manifestação por Aécio pelas ruas de São Paulo com o cartaz: “Foda-se a Venezuela”. Por fim, a hipotética lisura do processo de voto electrónico está na mão de empresas privadas.
Dilma vs Aécio, algumas comparações
O pai de Dilma era um imigrante búlgaro, Pedro Rousseff, advogado e empresário. Aécio vem da família de políticos do seu avô materno Tancredo Neves, que foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas, governador de Minas Gerais e primeiro presidente civil eleito pelo partido Arena que apoiava a ditadura militar. A jovem Dilma lutou como guerrilheira contra a ditadura militar, foi presa e barbaramente torturada.
O primeiro emprego de Dilma foi aos 28 anos, como funcionária da Fundação de Economia e Estatística, de onde seria demitida pela ditadura. Aécio foi nomeado para o seu primeiro emprego aos 17 anos, como oficial de gabinete do ministério da Justiça, Aos 19 anos tornou-se assessor do gabinete do próprio pai, deputado federal em Brasília. Em 1983 Aécio é nomeado secretário particular do avô, o governador Tancredo Neves. Quando foi eleito presidente, Tancredo indicou o neto como secretário de Assuntos Especiais da Presidência. Só em 1990 a prática de nomear parentes para cargos de chefia foi proibida. Em 2002 Aécio Neves foi eleito governador de Minas Gerais e reeleito em 2006. Como governador tem uma longa lista de acusações de corrupção, de mentiras e práticas censórias. Dilma é odiada pelos militares que participaram ou aprovaram a ditadura. Aécio recebe o apoio deles. Dilma chama o golpe militar de “golpe”. Aécio chama o golpe de “revolução”. O padrinho político de Aécio (além do avô Tancredo) é o ex-presidente do PSDB Fernando Henrique Cardoso (grande amigo do nosso "socialista" Mário Soares), cujo politica no Brasil foi marcada pelas privatizações de empresas públicas, pela recessão, pelo desemprego, pela desigualdade, pela fome no Nordeste, pelo salário mínimo em queda, pela dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional), pelo sucateamento do ensino e pela política externa de subserviência aos Estados Unidos. Lula da Silva e Dilma Roussef popularizaram-se pela atribuição de um subsidio que permitiu a todos os brasileiros tomarem o pequeno almoço, mas carimbaram a mesma subserviência aos EUA pela assinatura em beneficio da burguesia do agronegócio da soja e do etanol com George W. Bush.
O PT de Lula e Dilma tem o "Mensalão" e o "Petrolão" no curriculo, havendo contudo diferenças quantitativas, Aécio é acusado de roubar 4,3 mil milhões, cerca de 78 mensalões. Ambos os processos foram arquivados, sem que nenhum dos principais responsáveis fossem condenados. Mas quando Dilma sobe nas sondagens, os especuladores não gostam e a Bolsa cai. Quando Aécio sobe nas sondagens, os especuladores comemoram e a Bolsa sobe. Aécio foi blindado pela imprensa local e nacional durante toda a sua carreira política, mas é acusado de censurar e perseguir jornalistas. O PT de Lula e Dilma foi acusado seguidas vezes pela mesma imprensa de “atentar” contra a liberdade de expressão. Na primeira volta da eleição Dilma teve mais votos entre os mais pobres e negros. Aécio teve mais votos entre os mais ricos e brancos. Ambos diferentes mas iguais, existem diferenças. Contudo, ao invés da escolha para o mais elevado cargo politico no Brasil, a disputa mais parece uma escolha entre dois gangs de trapaceiros e oportunistas.
A campanha para a re-eleição da presidente do Partido dito dos Trabalhadores, Dilma Roussef, afirma que a revelação deste depoimento pela revista Veja se trata de um golpe-bomba publicitário pago pela campanha do conservador tucano Aécio Neves em vésperas de eleição presidencial – ao fazer passar por credível as declarações de “um notório bandido que será premiado (caso Aécio vença) por se ter prestado a este papel de delator premeditado”. Declarações que teriam violado a legislação eleitoral e, por isso, susceptivel da proibição de circulação deste tenebroso número da Veja, cuja capa contém as fotos em fundo negro de Lula e Dilma ladeando o título a vermelho “Eles sabiam de Tudo”. A divulgação do escândalo do “Petrolão” é contudo bem anterior. E se é mentira porquê proibir? Por outro lado, o envolvimento da imprensa na compra e venda de influências é evidente. O editor-executivo da revista Veja é ao mesmo tempo um dos responsáveis pela comunicação da campanha presidencial do ultraconservador Aécio Neves e o biografo que publicou um livro sobre a vida do ex-ministro José Dirceu, outra personalidade incriminada no anterior escândalo do Mensalão que envolveu o PT. O dono do jornal “O Estado de S. Paulo” foi visto numa manifestação por Aécio pelas ruas de São Paulo com o cartaz: “Foda-se a Venezuela”. Por fim, a hipotética lisura do processo de voto electrónico está na mão de empresas privadas.
Dilma vs Aécio, algumas comparações
O pai de Dilma era um imigrante búlgaro, Pedro Rousseff, advogado e empresário. Aécio vem da família de políticos do seu avô materno Tancredo Neves, que foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas, governador de Minas Gerais e primeiro presidente civil eleito pelo partido Arena que apoiava a ditadura militar. A jovem Dilma lutou como guerrilheira contra a ditadura militar, foi presa e barbaramente torturada.
O primeiro emprego de Dilma foi aos 28 anos, como funcionária da Fundação de Economia e Estatística, de onde seria demitida pela ditadura. Aécio foi nomeado para o seu primeiro emprego aos 17 anos, como oficial de gabinete do ministério da Justiça, Aos 19 anos tornou-se assessor do gabinete do próprio pai, deputado federal em Brasília. Em 1983 Aécio é nomeado secretário particular do avô, o governador Tancredo Neves. Quando foi eleito presidente, Tancredo indicou o neto como secretário de Assuntos Especiais da Presidência. Só em 1990 a prática de nomear parentes para cargos de chefia foi proibida. Em 2002 Aécio Neves foi eleito governador de Minas Gerais e reeleito em 2006. Como governador tem uma longa lista de acusações de corrupção, de mentiras e práticas censórias. Dilma é odiada pelos militares que participaram ou aprovaram a ditadura. Aécio recebe o apoio deles. Dilma chama o golpe militar de “golpe”. Aécio chama o golpe de “revolução”. O padrinho político de Aécio (além do avô Tancredo) é o ex-presidente do PSDB Fernando Henrique Cardoso (grande amigo do nosso "socialista" Mário Soares), cujo politica no Brasil foi marcada pelas privatizações de empresas públicas, pela recessão, pelo desemprego, pela desigualdade, pela fome no Nordeste, pelo salário mínimo em queda, pela dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional), pelo sucateamento do ensino e pela política externa de subserviência aos Estados Unidos. Lula da Silva e Dilma Roussef popularizaram-se pela atribuição de um subsidio que permitiu a todos os brasileiros tomarem o pequeno almoço, mas carimbaram a mesma subserviência aos EUA pela assinatura em beneficio da burguesia do agronegócio da soja e do etanol com George W. Bush.
O PT de Lula e Dilma tem o "Mensalão" e o "Petrolão" no curriculo, havendo contudo diferenças quantitativas, Aécio é acusado de roubar 4,3 mil milhões, cerca de 78 mensalões. Ambos os processos foram arquivados, sem que nenhum dos principais responsáveis fossem condenados. Mas quando Dilma sobe nas sondagens, os especuladores não gostam e a Bolsa cai. Quando Aécio sobe nas sondagens, os especuladores comemoram e a Bolsa sobe. Aécio foi blindado pela imprensa local e nacional durante toda a sua carreira política, mas é acusado de censurar e perseguir jornalistas. O PT de Lula e Dilma foi acusado seguidas vezes pela mesma imprensa de “atentar” contra a liberdade de expressão. Na primeira volta da eleição Dilma teve mais votos entre os mais pobres e negros. Aécio teve mais votos entre os mais ricos e brancos. Ambos diferentes mas iguais, existem diferenças. Contudo, ao invés da escolha para o mais elevado cargo politico no Brasil, a disputa mais parece uma escolha entre dois gangs de trapaceiros e oportunistas.
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