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quarta-feira, setembro 19, 2007

“¡Basta! de utilizar a palavra antisemita para todo aquele
que se opõe à política criminal- sionista do estado de Israel!
Nunca antes se viu um abuso verbal maior.
Os árabes são tão semitas como os judeus bíblicos,
e não como os de hoje, resultado da diáspora”
Gilad Atzmon

o "Antisemitismo", é a ideología dominante da Pax americana - uma estratégia dos poderosos judeus que ocupam maioritariamente o Poder na nova ordem mundial: quando existem dúvidas sobre o lado que se quer impôr, desatam-se a culpar os Nazis pelos malefícios das tomadas de opção que lhes servem, no momento, para porvir aos seus inconfessados objectivos,,,

Porém, nesta lógica, há pequeno vício de raciocínio: quando os Arianos, originários da peninsula do Industão invadiram o mundo semitico arrastaram com eles as primeiras acções anti-semitas, mas, misturando-se entre eles, foram os seus descendentes mestiçados que colonizaram o leste do continente europeu; Quando o nazismo adoptou a ideologia da pureza da raça, simbolizada no conto da carochinha dos Arianos, foram eles os primeiros a desfraldar a bandeira do semitismo – logo: ter uma posição anti-semita estará, para os progressistas, historicamente correctoo semitismo é igual ao nazismo.
Afinal, no fim deste longo caminho que temos vindo a percorrer, parece que não há ninguém “puro” – somos todos resultado de diversos cruzamentos, (não existem raças puras) excepto, hellas!: a facção dos judeus (semitas), que segrega de forma fundamentalista a preservação da linhagem.

Ninguém sabe como me definir,











diz a actriz negra Ildi Silva,
cujos testes de ADN registam
mais de 70 por cento
de proveniência europeia

relacionado:
"O arqueofuturismo segundo a vulgata fayeniana"

segunda-feira, setembro 17, 2007

Ode ao Economista de Esquerda

Se podes analisar, sem que os modelos te dominem
Se podes pensar sem que a álgebra seja o teu objectivo
Se não consideras que as palavras comuns são um desastre
e tratas por igual as palavras, as cifras e os símbolos
Se podes falar a multidões e manter a virtude
Ou passear com econometristas sem perder o sentido comum
Se os factos e as teorias não te alteram
Se todos os custos contam para ti, porém nenhum em demasia
Se podes comparar o minuto inexorávelmente
com o valor da distância que percorres em sessenta segundos
Teu é o Mundo e tudo o que nele está contido
E, o que é mais importante ¡Vais-te divertir à brava!

Este poeminha, que não está livre de alguma exigência de pagamento de royalties por parte de algum tetraneto do tio Rudyard, cumpre a função de apresentar o novo sítio internet Alter Economia.Org. - um projecto de um grupo de economistas espanhóis que se propõem “pensar e divulgar os factos económicos segundo outro ponto de vista
O seu objectivo é apresentar uma análise económica “mais crítica e interessada principalmente pelas facetas da actividade económica que mais afectam o bem estar humano” que, na sua opinião, “são as que têm a ver com o dinheiro e as finanças, com a distribuição de rendimentos, com a comunicação e, em geral, com o Poder e a Política”.
Trata-se de aproveitar a imensa influência da internet para distribuir conteúdos que normalmente não se difundem através dos meios de comunicação, precisamente, porque são eles que melhor ajudam a entender a realidade económica, a descobrir como actuam os grandes poderes económicos, e a sonegar aquilo que se pretende que se mantenha oculto da imensa maioria dos cidadãos”

Como intróito, Juan Torres López, Professor adjunto de Economia Politica e Fazenda Pública na Universidade de Granada, traz-nos 10 ideias para entender a actual crise financeira, as suas causas, os seus responsáveis e as suas possiveis soluções:
1. É uma Crise Hipotecária – a crise iniciada em Agosto é grave, muito mais profunda do que estão reconhecendo as autoridades económicas e, sobretudo, nada mais que uma antecipação de situações piores que estão para chegar.
2. Mas não é sómente uma Crise Hipotecária: é uma Crise Financeira – o crescente não pagamento inicial das hipotecas afecta de seguida a segurança e rentabilidade dos grandes bancos e fundos de investimento internacionais
3. Além do mais é uma crise que afecta a Economia Real – o mais provável que esteja a ocorrer é que muitos desses bancos nem sequer saibam de ciência exacta, concretamente, em que grau estão a ser afectados pela crise.
4. É uma Crise Global – é surpreendente a falta de informação, a opacidade e a falta de transparência com que as autoridades económicas estão a manejar a crise.
5. E quem sabe, seja algo mais que uma crise hipotecária, financeira e global – cada vez que os bancos centrais sobem as taxas de juro, o que se produz directamente é um transvase de rendimentos desde os bolsos das familias e empresas endividadas para os bolsos dos banqueiros.
6. É uma crise que tem gente prejudicada – na medida daquilo que as autoridades económicas vão fazendo, não fazendo, ou deixando fazer; são elas que fazem com que uns e outros sejam prejudicados ou beneficiados
7. Porém é também uma Crise que tem claramente Beneficiários – o nível de endividamento que hoje existe na economia norte americana, na europeia, ou em muitas outras (como a espanhola e a portuguesa) é simplesmente insustentável. Há muita gente que vai ver desaparecer-lhe as pequenas propriedades penhoradas pelos senhores da finança e da banca.
8. É uma Crise que talvez não seja facilmente passageira – o sector imobiliário, em primeiro lugar, rebentará proximamente pelos ares nos paises, como a Espanha, onde se geraram grandes bolhas especulativas
9. É uma Crise avivada e consentida pelos Bancos Centrais – como os desenvolvimentos da crise têm demonstrado, os Bancos Centrais (com a injecção de biliões de valores) vêm sendo meros instrumentos ao serviço da manutenção do “status quo” bancário e do poder monetário e financeiro global
10. É uma crise que se poderia evitar com outras políticas e com outros objectivos sociais – para evitar as crises hipotecárias é preciso evitar que a habitação se converta num activo criado para gerar beneficios através da acumulação especulativa.

(Estes são apenas os tópicos de cada um dos dez capítulos. A totalidade do artigo, em espanhol, pode ser lida aqui)

Como se disse aqui, depois do crash das Dot.Com em 2001 (facto que esteve na origem da decisão de avançar com o 11/9), a acumulção capitalista reconverteu-se literalmente enterrando os activos remanescentes em tijolos – até a economia rebentar de novo, na actual crise imobiliária.

Noutros artigos Alter Economia.Org. traça paralelos com o que se passou noutras crises financeiras do passado, e que lições se puderam aprender com elas que sejam hoje aplicáveis.
Steve Schifferes, da BBC, analisa o colapso das Dot.Com em 2000, a falência do Mercado de Acções de Longo Prazo em 1998 (quando Cavaco fez a famosa comunicação televisiva, que fez precipitar o desabamento entre nós, lembram-se?), o crash de Outubro de 1987, o escândalo das Caixas de Aforro Prestamistas em 1985, a Grande Depressão de 1929, recuando até às derrocadas dos bancos Overend & Guerney; Barings 1866, e novamente em 1890.
(ler aqui)
Enrique Javier Diez Gutierrez escreve sobre a mentira do Mercado Livre: o novo “Socialismo para os Ricos”
(ler aqui)
Michael R. Krätke, sobre a crise dos mercados financeiros, pergunta: “Vem aí um Grande Crash?
(ler aqui)
USA: a recessão eminente afundará o Casino arrastando consigo os seus Loucos, diz Alfredo Jalife Rahme
(ler aqui)
A dívida das famílias espanholas alcançou 115 por cento dos seus rendimentos em 2006
(ler aqui)
A crise Bolsista de 2007 inicia a era do socialismo para os Ricos e do capitalismo para os Pobres. Juan Hernández Vigueras pensa que de futuro existirão dois pesos e duas medidas
(ler aqui)
e claro, a crise hipotecária afecta fundamentalmente as familias latinas e negras, imigrantes, etc
(para ler aqui)
Antes que a crise se resolva pelos métodos tradicionais da História, Paul Streeten analisa o ¿Que está mal na economía contemporánea? Elaborando um resumo de estudos interdisciplinares.
(ler aqui)
E, para finalizar, temos aqui, no apuramento das causas e consequências do terramoto financeiro mundial, leitura que vai dar para uns dias largos. Claudio Testa: Socialismo ou Barbárie
(ler aqui)

sábado, setembro 15, 2007

Resistir


A DEGRADAÇÃO DOS MEDIA

"Em outros tempos fazia-se uma distinção entre o jornalismo que se pretendia sério e o jornalismo degradado dedicado a escândalos, crime e sensacionalismo. A originalidade actual do jornalismo empresarial português – controlado por meia dúzia de grupos monopolistas – é que todo ele se tornou degradado. No Portugal de hoje desapareceram os media com pretensões a seriedade. Eles massacram-nos até a exaustão com a menina inglesa desaparecida no Algarve e estórias quejandas, mas nada de sério pode ser encontrado neste pseudo-jornalismo de treta. Quem apenas lesse os jornais portugueses não saberia, por exemplo, que o governo Sócrates envia carne de canhão portuguesa para acolitar as aventuras do imperialismo no Afeganistão, no Líbano e na ex-Jugoslávia.
Um caso flagrante de silenciamento deu-se a 9 de Setembro: o discurso de Jerónimo de Sousa no encerramento da Festa do Avante! foi praticamente omitido pelos telelixos dos quatro canais de TV. Deram-lhe alguns segundos fugidios: o meio minuto da hipocrisia "pluralista"

* A Sociedade da Desinformação, por Jim Kunstler
.

sexta-feira, setembro 14, 2007

A própria Federação Portuguesa de Futebol já tinha avisado qual era a táctica - na página 19 do "24Horas" em anúncio pago de meia página na edição de quarta feira, o dia anterior ao jogo, numa elucidativa foto de punho erguido explicava-se a estratégia para o jogo.
a táctica não falhou; o que falhou foi o resultado.

Zidane, um emigrante pobre, celebrizou-se e é hoje um herói no terceiro mundo, por arrumar com uma famosa cabeçada um tenebroso rottweiler italiano. Scolari, um imigrante rico, celebriza-se por agredir um pacato futebolista sérvio. Até no simples acto de produzir trauliteiros nos tornamos mais pindéricos. Enquanto se torram milhões em espectáculos chunga, o país definha em áreas essenciais. Entretanto, não há Madie que nos valha - o caso da "patada scolariana", como decerto ficará conhecido para estudo das gerações futuras, monopolizou a atenção da totalidade da comunicação social do país da forma alarve do costume. Scolari pediu desculpa pelos maus instintos provocados pela febre do dinheiro. Esperemos que, o Ministro da Saúde venha a fazer o mesmo em relação às dezenas de instalações hospitalares agredidas e, mais importante, venha a pagar por isso,


Aqui, onde os homens se sentam
a ouvir mútuos queixumes;
Onde a decadência agita um resto
de cabelos tristes e grisalhos
Onde a juventude se faz pálida, fina
como a sombra, e morre;
Onde o simples pensar já é sofrer

"Ode a um Rouxinol"
.

quinta-feira, setembro 13, 2007

o capitalismo anda a bater mal da bola

Nem se percebe a razão para tanta indignação de crocodilo. Quando os números são escandalosamente colossais as pessoas cegam!. Afinal a reacção de desespero dos administradores, em qualquer ramo, futebol mais que incluído, quando há objectivos a cumprir e aparecem obstáculos intrans- poníveis - sempre foi a de sacudir os obstáculos à patada.

A estratégia de “pôr um olho à belenenses” àqueles que se lhes atravessam como estorvo no caminho da glória (e dos proventos) de há muito que fez escola e é aceite pela generalidade dos tansos da bola, na bola e em qualquer outro ramo, – adeptos contribuintes como os que p/e vêem o “interesse nacional” futeboleiro delapidar mais de 30 mil contos mensais nos sumptuosos salários do filipão espertalhão de bico calado!

11/9








Seis anos depois da famosa terça-feira 11 de Setembro de 2001, resume-se entre as centenas de questões que continuam sem resposta, uma meia dúzia delas:
1. O que se passou com o “avião” que chocou contra o Pentágono? Como não deixou vestígios, volatizou-se pura e simplesmente?
2. Que aconteceu com o quarto avião, o voo 93 da United Airlines, que “se teria despenhado” em Shanksville (Pensylvânia), mas cujos destroços em vez de se concentrarem no local da queda, se encontraram espalhados sobre muitos quilómetros de área de terrenos envolventes, local que, seis anos depois, continua vedado e com acesso público condicionado pelas autoridades?
3. Como e porquê o terceiro edifício a desmoronar-se, o Edifício nº7 do World Trade Center (Também conhecido por albergar a empresa financeira Salomon Brothers e secções de arquivo de serviços da CIA) demorou até às 17,20 desse dia 11 de Setembro para ruir em apenas 6,6 segundos, sem que nenhum avião tivesse com ele colidido?
4. As estruturas de aço da construção das duas torres do WTC foram testadas durante a construção por forma a garantir que o ponto de fusão fosse de 1480 graus centígrados. Como se explica que as estruturas debaixo da acção do fogo colapsassem quando apenas se atingiu 820 graus?
5. Tanto quanto a cada uma destas questões não foi dada uma resposta satisfatória pela “versão oficial de Inquérito ao 11 de Setembro”, permanecerão elas como mais um mistério lendário para todo o século XXI, a juntar a tantos outros crimes e conspirações não resolvidas?
6. Por trás do crime fundador das recentes "guerras contra terrôr" a credibilidade da stand-up marioneta televisiva Bin Laden tem sido exaustivamente estudada. Pelo menos em dois vídeos do "terrorista super-star" descobriram-se discrepâncias de bradar aos céus! Logo no primeiro, transmitido ainda a quente em 14 de Dezembro de 2001 são vários os factos relatados que não jogam com a realidade. Num segundo, veiculado pelo Pentágono, em que Bin Laden se vangloria de ter abatido um helicóptero americano junto a uns destroços, o especialista Maher Osseiran, conclui que se trata de uma encenação feita com peças de um motor Rotax de uma outra bugiganga qualquer. O vídeo postado no YouTube desapareceu num ápice. Salva-se a verdade no relato do autor.
No posto de comando na
Casa Branca em 2001

Mais de metade dos norte americanos são a favor de um inquérito às actuações de Mister Bush e Mister Cheney nos acontecimentos do 11 de Setembro.
Para ler no Reseau Voltaire.

quarta-feira, setembro 12, 2007

de olho no negócio

Entretanto, lá longe no terreno, a soldadesca funcionária e outros mercenários mantém o olho no negócio:
(foto TimeMagazine)

Soldados americanos scaneiam os olhos de um iraquiano em Bagdad numa acção de controlo contra insurgentes. Nos checkpoints, e mais onde calha, os soldados recolhem nomes e dados biométricos de cada homem. O processo de controlo tem raízes fundadas nos métodos de apartheid levados a cabo por Israel na Palestina.
Razão tem Helena Matos (na última página do Público de ontem) quando confessa “que não acha que seja aos ocidentais que o fundamentalismo islâmico mais ameace ou prejudique (…) o grande problema do fundamentalismo – e que é muito mais complexo que as redes de Bin Laden e quejandos – é esse encapsulamento de milhões e milhões de pessoas, num algures religioso, distintíssimo do século XXI. Isso sim é um pesadelo”. Ninguém viria mais a propósito para nos informar sobre quem nos está a construir esse mundo novo.

terça-feira, setembro 11, 2007

11/9 - Nós sabemos que ele sabia

"O Ocidente conquistou o mundo, não pela superioridade das suas ideias, valores ou religião, mas mais exactamente pela sua superioridade na aplicação da violência organizada. Os ocidentais esquecem frequentemente este facto, os não-ocidentais nunca o esquecem"
Samuel Huntington, in "O Choque de Civilizações" - a "biblia" ideológica encomendada pela CIA destinada a refazer a "nova ordem mundial"

"Uma das tarefas mais dificeis que enfrentamos na vida é estarmos preparados para as más notícias. A que eu tenho de vos trazer agora é a pior das notícias: que a civilização está em grave perigo"
James Lovelock, in "A Vingança de Gaia"

O 11 de Setembro é o "incêndio do Reichtag" americano, o calcanhar de Aquiles do regime criminoso de Bush. Já toda a gente se apercebeu que o verdadeiro motivo do "inside job" foi a previsão do fim do petróleo. Os atentados ao WTC, (o equivalente a um novo "Pearl Harbour" como pretexto para a entrada dos EUA na 2ª grande guerra afim da conquista da Europa para o campo do imperialismo), foram planificados sob estrita vigilância dos serviços secretos pelo vice-Presidente Dick Cheney, são indissociáveis daquilo que é vulgarmente conhecido como o "Peak of Oil", e são novamente o pretexto para o lançamento de uma nova guerra global pela recolonização americana do mundo... Bush sabia antecipadamente o que ia acontecer, e para evitar que os outros soubessem, incentivou-se posteriormente o maior controlo de sempre sobre os Media.
Quando brevemente Bush fôr dispensado do exercício da sua tarefa, a mudança de paradigma neo-imperialista já se perfila no horizonte: o novo motor do capitalismo são as alterações climáticas. Aqueles que arruinaram o ambiente são os mesmos vândalos que pretendem agora salvá-lo. O fim do petróleo e a alterações climáticas são as duas faces do mesmo problema.

Assim, o verdadeiro facto, o essencial, não é o 11 de Setembro, mas sim a chegada dos Neocons ao Poder. Como é que quase 60 milhões de eleitores poderiam ser tão patetas que fossem levados a votar por duas vezes num idiota que lhes tem destruído a credibilidade do país? acabado com as liberdades civis e posto termo às precárias condições de segurança social cada vez mais degradadas? - a resposta é também hoje inequívoca: realmente não votaram, houve Fraude Eleitoral!

Dos milhares e milhares de dúvidas e questões postas sobre os ataques às duas torres do Centro de Comércio Mundial (WTC) - desde a queda inexplicável do edificio 7 até à falta de evidências e vestigios dos embates de aviões nos casos do Pentágono e do vôo 93 - existe um facto muito pouco "badalado". Tudo aponta para que os alvos tenham sido atingidos por aviões manipulados por controlo remoto. Contudo, a área dos ataques situa-se dentro do campo de protecção da importante central nuclear de Indian Point, cujo fecho é exigido há décadas por um importante movimento cívico. Esta área, cujo epicentro dista pouco mais de 50 quilómetros da cidade de New York, abrange cerca de 8% da população norte americana (24 milhões de pessoas) e um ataque à central nuclear teria efeitos catastróficos - muito mais gravosos que a mera destruição de dois prédios de empregados de escritório; daí que a zona seja objecto de vigilância especial por parte das autoridades incumbidas da segurança. Como teria sido possivel vários "aviões terroristas" andarem a passear por ali impunemente?

Por último, em nome do Estado português e de toda a corja militarista que continuou intocável no pós 25A, meia dúzia de palavrinhas de solidariedade para com o nosso terrorista de estimação. Comecemos pelo chefe:

"I don't know where bin Laden is. I have no idea and really don't care. It's not that important. It's not our priority." - G.W. Bush, 3/13/2002

A mesma mão que criou a nossa fonte de terrôr - Bin Laden foi uma criação da CIA para combater a influência soviética no Afeganistão - seria a que depois o deixou escapar a titulo gracioso, depois de por diversas vezes se ter considerado que o homem mais perigoso do planeta estaria encurralado, morto, embalsamado, escondido na net, etc. Não é desconcertante como estas comédias se passam no seio da mais fabulosa máquina de guerra alguma vez criada sobre a face da Terra?
Dispondo de sofisticados meios de controlo tecnológico parece-nos no entanto que os velhos truques que tiram partido das habituais baixezas de delação humanas, e que serviram a Brutus para assassinarem noutros tempos outro império, funcionaram agora também sob a forma de uma vulgar "cunha", desta vez, ao contrário, para defender o Império do desmoronamento imediato - pelo menos é o que afirma Gary Bernsten, um ex-operacional da CIA, que participou na operação com o nome de código "Jawbreaker" - houve directivas concretas para deixar o homem escapar, alguém, muito convenientemente bem posicionado, recusou o pedido para enviar tropas naquele preciso momento. Quem é que ia acabar com a fonte que dá de beber à formidável máquina que está montada?

"A nossa História Política é de tal forma uma matéria criminosa, que não é de todo aconselhável que ela seja objecto de ensino para as nossas crianças"
W. H. Auden, (1907-1973). E o pior ainda estava (está) para acontecer.

clique nas imagens para as ampliar. Fonte principal e um sítio a explorar para mais informação: "www.oilempire.us"

os 10 dias que continuam a chocar o Mundo

a Revolução de Outubro

segunda-feira, setembro 10, 2007

“É um pormenor, mas” quando toca à má língua torna-se um Pormaior

Há certas diatribes, como esta no blogue do Mickey Miranda, que são um espanto, tanto podiam ser escrevinhadas ontem, como há uma semana, ou como há um século - a idiotice é um dom intemporal. Contudo, apesar disso, e como qualquer cara para se sentir realizado precisa sempre duma côroa, aqui está o respectivo contra-idiota útil de serviço (ao mercado, porque coincidem ambos no consentimento à primazia dos valores de mercado. Impossiveis hoje de qualquer regulamentação, como não será dificil de averiguar junto de Bush ou Clinton, Greenspan ou Bernanke). Mas existem outros jogos, a outros níveis, que efectivamente nos devem preocupar.
Como a conversa comparativa deste post, àcerca duma pretensa gaffe de Jerónimo de Sousa sobre a Revolução de Outubro (um pouco forçada convenhamos) é igual à do 25 de Abril - toda a gente das diversas famílias galaró insistem em comemorar efusivamente o evento esquecendo-se, muito frequentemente, aliás, que o que ficou para a história concreta foi o 25 de Novembro! (embora mantendo o nosso kerenskysmo mediático, apoiado na patranha "socialista" soarista, como bandeira original)

O que o tio Jerónimo, obviamente, deve ter querido dizer (e aí também não sabemos como o transcreveu o jornalista do Público - olha que meninos!) foi que a Revolução de Outubro acabou de vez com a tentativa de manter intactas as estruturas sociais do czarismo. Tal e qual como se pretendeu fazer no nosso caso, mantendo uma espécie de neofascismo liofilizado pelo Spinolismo (“evolução na continuidade” caetanista que falhou, justamente por pressão das massas populares – como em Petrogrado, com destinos diferentes, mas que agora se juntaram, caindo ambas às mãos do neoliberalismo)
A sério: A rapaziada do Spectrum (um blogue que até é simpático) acredita mesmo que uma pessoa como o Jerónimo de Sousa não sabe a história da Revolução Russa? eheheh - e o autor do post? qual é a “história de revolução” que tem para nos contar?, será pessoal e intransmissivel?
Naquelas amenas cavaqueiras pelas mesas do Avante, quando confrontado com o facto de não ser militante, sobre os muitos milhares de pessoas bem intencionadas que se dedicam de corpo e alma ao PCP (não entendendo que com a sua acção reformista o Partido apenas adia as lutas efectivas envolvendo as massas na ilusão do voto para um parlamentarismo burguês completamente desacreditado), costumo dizer-lhes: “para mim, vocês são aliados das nossas classes desfavorecidas, operários,etc, até ao dia em que sejam incumbidos de funções governativas – aí passam a ser nossos adversários”

Através da obra de culto de Sergei Eisenstein – “Outubro”, sobre cujas imagens e mensagens explicitas é possivel revisitarmos a luta de classes à época – talvez até trazê-las à actualidade - perante a necessidade de armar a classe operária (no conceito de Exército Popular Revolucionário, legível num fotograma famoso quando um operário desembaínha uma espada gravada onde se lê “Deus está Connosco”), pergunta-se: quem é que, no contexto actual está armado? Os trabalhadores sem pátria que, no conceito marxista, continuam a dispôr como sua única propriedade a venda da sua força de trabalho? (imigrando ou emigrando); ou a burguesia transnacional que entretanto se (trans)formou à sombra do complexo-político militar do Império?

Na resposta fica implícita a razão porque o PC não poderá nunca, nas actuais condições, ser erigido em alvo principal nas lutas que se avizinham. O nosso inimigo é outro.

O ataque aos direitos sociais, sempre foram, em todas as épocas, acompanhados de fortes ataques anticomunistas
Jerómino de Sousa, ontem na Festa do Avante

Vamos então deixar de hostilizar o PCP; até pela simples razão de que a direcção e os militantes com responsabilidades no partido não são comunistas.

domingo, setembro 09, 2007

"A presente lei do financiamento dos partidos beneficia em larga escala os partidos do poder, incluindo os que ainda não tiveram a oportunidade de estar na gamela do poder, e prejudica fortemente os pequenos partidos; e estão aí as coimas por irregularidades nas contas da campanha das últimas legislativas, realizadas em 2005, para o comprovar. A um dito grande partido nada lhe custa pagar 25104 euros (PSD) ou 21357 euros (PS), basta fazer um telefonema a um empresário amigo para a dívida ficar logo sanada, mas já custa a um Partido Humanista (2622 euros) ou um PCTP/MRPP (4496 euros), acarretando-lhe dificuldades acrescidas; a burguesia portuguesa pretende assim pela via económica fazer o que os fascistas faziam pela via administrativa e policial. É um fenómeno semelhante à manipulação genética das plantas, diminui-se a diversidade genética como forma de controlo, ficam as espécies que afinam pela mesma pauta, ou seja, o pensamento único. Aqui a questão da corrupção acaba por ser marginal, é a democracia burguesa no seu real e verdadeiro funcionamento. E ainda há quem queira reformar o sistema! Uma missão impossível"
(in "Os Bárbaros")
.

sábado, setembro 08, 2007

até que nos voltemos a ver

O pai de Pavarotti, padeiro em Modena, iniciou o rebento no côro da igreja local - e, àcerca da relutância deste em acompanhá-lo, costumava dizer: "se este meu rapaz tivesse metade do meu talento ainda haveria de ser um grande artista". Apelidaram-no de "o cantor que popularizou a ópera", terreno fértil onde hoje qualquer vendedor de telemóveis se desenrasca, e bem, incluindo-se os talk-shows televisivos, repletos das americanices mais improváveis. Como em tudo o que abrange o universo neoliberal, a grande Música não se poderia escapar à mercantilização como grande espectáculo de massas - cujo grande "local do crime" paradigmático é a Arena de Verona - um sítio incrível onde cinco mil pessoas tossem e mastigam shuingas desalmadamente enquanto, absolutamente indiferentes ao que se passa no longinquo palco, sussuram alto os seus mais íntimos ressabiamentos sobre últimas modas exibidas pela vizinhança de ocasião. Esta gentinha turística, jamais suspeitará quem foi o cantor de quem Pavarotti mais gostava, e reconhecia como sendo "o maior de todos": Giuseppe di Stefano - opinião que lhe valeu um tabefe do pai, que achava que o posto pertencia ao grande Beniamino Gigli; afinal tudo contradições próprias da herança matricial que é a cultura da canção napolitana. A propósito de reviver Gigli, vale uma visita á Nápoles tradicional, uma cidade (que continua actualmente) ainda não corrompida de todo pelo turismo de massas.

Giuseppe Di Stefano - "Core 'Ngrato" (sem a distracção das imagens)

(ou para ver, aqui)

sexta-feira, setembro 07, 2007

Festa do Avante








Neste recorte do publicado no nosso Diário da República vale bem verificar que os objectivos das grandes sociedades privadas que determinam hoje as politicas dos Estados ficam bem longe dos objectos de negócio tradicional em que se fundaram. Todas as grandes multinacionais, quase sem excepção, delegaram no outsourcing as suas explorações materiais e optaram pela gestão financeira desmaterializada – são hoje apenas “empresas financeiras” soprando incessantemente na bolha, pese embora que já deitem os bofes pela boca.

Nesta óptica, é fácil entender que, para os governos a soldo destas politicas transnacionais em favor e ao serviço descarado das condições impostas pelo capital, a Censura e a perseguição politica se tornaram obsoletas – deixa-os barafustar que nós logo os apanhamos nas contas – ready to use, logotipo modernaço, voilá, eis a nova Pide: as Finanças!
Aliás, como diriam os pedros arrojas lixados pelos mecanismos de controlo fiscal, se cá fizessem como o Putin faz na Rússia quando alguém fala mal do Poder (metendo-os na pildra, ou espetando-lhes um balázio adentro pela surra quando o caso é mais grave) por estas bandas do Ocidente as instalações prisionais teriam de quadriplicar.

Chegados aqui, cabe notar que este vosso humilde anotador de factos não se filia propriamente como militante do PCP – faz muitos anos que não vou à popular Festa do Avante – mas desta vez, por solidariedade até vou! E de bom grado. Acontece que os ingressos puderam ser comprados antecipadamente nas milhentas organizações locais e regionais do Partido, e deste modo os Fiscais da Pide Financeira (que gozo ver as fuças desanimadas dos espécimens) jamais conseguirão contabilizar com precisão as receitas do evento.

As consequências na prática da Queda do Muro de Berlim

"Por trás de uma grande fortuna está sempre um grande crime".
Honoré de Balzac

A riqueza total desta classe dominante global aumentou 35% ao ano atingindo actualmente US$ 3,5 milhões de milhões (trillions), ao passo que o nível de rendimento dos 55% mais baixos dos 6 mil milhões de habitantes que constituem a população mundial diminuiu ou estagnou. Dito de outro modo, uma centena de milionésimo da população mundial (1/100.000.000) possui mais do que os três mil milhões de pessoas do escalão inferior. Mais da metade dos actuais multimilionários (523) procedem de apenas três países: os EUA (415), a Alemanha (55) e a Rússia (53). Este aumento de 35% da riqueza provém mais da especulação que se tem registado nos mercados de capitais, no imobiliário e no comércio de matérias-primas do que de inovações técnicas, de investimentos em industrias criadoras de emprego ou de serviços sociais.
Entre o grupo de multimilionários mais recentes, mais jovens e que cresceram mais rapidamente, destaca-se a oligarquia russa pelos seus começos mais predatórios. Mais de dois terços (67%) dos actuais oligarcas russos multimilionários iniciaram a sua concentração de riqueza quando ainda não tinham trinta anos de idade. Durante a infame década dos anos noventa, sob o quase ditatorial governo de Boris Yeltsin e dos seus conselheiros económicos dirigidos pelos EUA, Anatoly Chubais e Yegor Gaidar, toda a economia russa foi posta à venda por um "preço político" muito abaixo do seu valor real. As transferências de propriedade, sem excepção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação dos recursos do estado, e das actividades ilícitas de manipulação de acções e aquisições de empresas. Os futuros multimilionários saquearam ao estado russo um valor de mais de um milhão de milhões (trillion) de dólares em fábricas, transportes, petróleo, gás, aço, carvão e outros recursos pertencentes ao estado.

Património histórico: um monumento nacional, em plena zona nobre da Avenida Nevsky, São Peterburgo, é hoje uma luxuosa loja de uma marca ocidental. Só vende um par de slips versace de quando em vez, ou uma ou outra peça quando o rei faz anos, mas não interessa - o que interessa é o status social que o uso do que aqui se vende produz; e é sabido que um dos principais factores de desavenças conjugais é o uso de cuecas de popeline; e as ceroulas em chita, como é sabido, têm sido a principal causa de abandono do lar pelas mulheres.

Como tornar-se um supermilionário

Se bem que algum conhecimento técnico, "qualificações empresariais" e tacto para o mercado tenham tido um certo peso na criação dos multimilionários na Rússia e na América Latina, muito mais importante foi o interface político e económico em todas as etapas da acumulação de riqueza. De uma forma geral verificam-se três etapas:

1. Durante o primitivo modelo 'estatista' de desenvolvimento os actuais multimilionários "pressionavam" e subornavam com êxito os funcionários governamentais para a obtenção de contratos, isenções tributárias, subsídios e protecção da concorrência estrangeira. Estas dádivas do Estado foram o ponto de partida para a obtenção do estatuto de multimilionários durante a subsequente fase neoliberal.
2. O período neoliberal proporcionou as maiores oportunidades para a obtenção de lucrativos activos públicos muito abaixo do valor de mercado e da sua capacidade de rendimento. As privatizações, embora descritas como "transacções de mercado", na realidade foram vendas políticas em quatro sentidos: pelo preço; pela selecção dos compradores; pelo suborno dos vendedores; e pela promoção de uma agenda ideológica. A acumulação de riqueza resultou da venda ao desbarato de bancos, empresas mineiras, recursos energéticos, telecomunicações, centrais eléctricas e transportes, bem como pela assumpção por parte do Estado de dívidas privadas. Isto foi o ponto de partida dos multimilionários para o estatuto de multimilionários. Na América Latina isto foi conseguido pela via da corrupção e na Rússia pela via dos assassinatos e das guerras de gangs.
3. Durante a terceira fase (a actualidade) os multimilionários consolidaram e ampliaram os seus impérios por meio de fusões, aquisições, mais privatizações, e expandindo as suas acções no estrangeiro. Os monopólios privados dos telefones móveis, telecomunicações e outras empresas de serviços públicos (utilities), juntamente com os altos preços das commodities, acrescentaram milhares de milhões de dólares às suas concentrações iniciais de riqueza. Alguns milionários tornaram-se multimilionários vendendo as suas recentes aquisições, empresas privadas lucrativas, ao capital estrangeiro.
(fonte)

quarta-feira, setembro 05, 2007

"liberdade" de informar

O jornal da sonae faculta o púlpito a titulo gracioso a um leitor de Lisboa que redige uma carta ao director teologando sobre "liberdade". Contudo o tema que se pretendeu ver desenvolvido nada tem a ver com os factos em concreto. Apenas com a parte (parcialíssima) que lhes interessou publicar. Como veremos. O leitor dirige uma carta aberta a Sérgio Godinho, Janita Salomé e a Vitorino, incentivando-os a cantar a liberdade "em favor da libertação da deputada Ingrid Bettencourt, como sempre aliás o fizeram "no antigamente" - só que desta feita, aproveitando a sua disponibilidade para actuar na "Festa do Avante" o façam visando as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização que tem banca habitual montada no evento anual patrocinado pelo PCP. Nada mais. A ideia de liberdade acaba aqui. Nem uma palavra para o objectivo da acção das guerrilhas colombianas ser o de pretender desde sempre libertar as duas dezenas de reféns que mantêm em seu poder por cerca de 200 guerrilheiros presos pelo regime fascista de Álvaro Uribe - que tem a originalidade de "exportar" alguns desses elementos do Exército de Libertação da Colômbia detidos com a ajuda de forças para-militares de extrema direita, para os Estados Unidos para aí serem "julgados", como se fossem narco-traficantes. O que terão estes homens e mulheres das FARC, cada um por si, a menos que Ingrid Bettencourt para que a sua liberdade não deva também "ser cantada"?

Aliás, o mesmo jornal nos dois dias seguintes é obrigado pelos factos a contradizer a arenga. Afinal a guerrilha colombiana recebe de braços abertos a mediação de Hugo Chavez. Afinal parece que vai haver mais gente libertada, para além da deputada franco-colombiana, pela qual o presidente Sarkozy tem feito os máximos esforços possiveis, procurando capitalizar em seu proveito mais um grande feito com as implicações mediáticas previsiveis.

relacionado:

Ardinas da Mentira” de Renato Teixeira, ediç. Dinossauro
Ensaio baseado em duas experiências vividas pelo autor – os acontecimentos do G8 de Génova em 2001 e o trabalho na redacção de um dos jornais de referência do país – para avançar ideias sobre o estado dos meios de comunicação: a censura, na sua forma moderna, e a propaganda, na sua forma clássica. A abrir o livro, um texto de José Mário Branco que esteve na origem de algum debate sobre o actual estado dos média em Portugal.

a Informação como Arma de guerra: a Palavra que mata!

Mais uma contribuição para compreender a importância da política Sionista de Israel nos EUA, como doutrina imperialista de abrangência global - um artigo de Bashir Abu-Manneh publicado na Monthly Review de Março 2007 - para ler integralmente aqui

segunda-feira, setembro 03, 2007

“The Power of Israel in the United States”

Quem tenha presente a famosa foto de Bush prestando juramento tendo por pano de fundo a bandeira branca com a cruz de david Sionista, ou esta no "muro das lamentações", será induzido a pensar que, erradicando-se este presidente se acabará a peçonha. Nada mais errado. O Sionismo, como doutrina com pretensões à hegemonia mundial, aposta mais nos “democratas” do que própriamente nos neocons republicanos. Se uns deram o golpe (certamente por encomenda, porque daquela amálgama de miolos não se extrapolariam tamanhas acções complexas), os outros apressar-se-ão a democratizar os lucros da jogada. Para atingir o climax do embuste, melhor circo mediático não se arranjaria se, faltando a Bush a rede por baixo da sua abaladíssima credibilidade, fosse possivel julgar e condenar a troupe de criminosos internacionais.

Referente à capa do livro que ficou aí dois posts abaixo, James Petras equaciona, sobre a influência de Israel na definição da politica dos Estados Unidos, aquilo que Chomsky chama os 8 “pressupostos duvidosos”, a saber:
1. Que o Lobie Pró-Israel é um lobie igual a qualquer outro.
2. Que os apoiantes do Lobie Judaico não tem mais poder que quaisquer outros grupos.
3. O Lobie tem sucesso porque a sua politica coincide com a dos EUA.
4. Israel é uma “ferramenta” que o Império Americano usa conforme precisa.
5. o “Big Oil” e o “Complexo-Industrial-Militar” são as principais forças a modelar a politica no Médio Oriente
6. Fazer crer que os interesses de Israel e dos EUA coincidem
7. A Guerra do Iraque e as ameaças ao Irão e à Síria derivam em exclusivo dos interesses no petróleo e da venda da produção do Complexo-Politico-Militar
8. As aspirações de hegemonia dos EUA no Médio Oriente são iguais aos interesses que determinam as práticas que têm no resto do mundo.

Quem financia o Estado de Israel?

- Israel recebeu dos EUA em ajudas mais de 90 Biliões de dólares desde 2003. 75 biliões foram em “grants” (titulos não reembolsáveis) e 15 Biliões em letras de crédito.
Petras faz a listagem da totalidade dos custos em ajudas:
- Desde 1985, os Estados Unidos providenciaram a Israel 3 Biliões de dólares em ajudas anualmente
- Descontos em letras de crédito, sem limites, consoante as necessidades
- Milhões em ajuda para reinstalação de judeus oriundos da ex-URSS (agora Rússia) e da Etiópia; todos eles são considerados “emigrantes” desde que queiram regressar à “terra prometida”, todos são bem-vindos para engrossar os colonatos que usurpam terras aos árabes.
- 10 Biliões em créditos sem garantias desde 1990 e mais 9 Biliões em 2004, mais diversos biliões de que não existem dados contabilizados, para pagar a guerra do Líbano em 2006, e a continuação da guerra na Palestina. Da mesma forma, desde 1981, ajuda económica feita em transferências “em cash” em quantidades não especificadas, e desde 1985 em ajuda militar.
- 45 Biliões em repagamentos de créditos não pagos desde 1974, mais respectivas custas, em dinheiro livre de impostos sacado aos bolsos e à revelia dos contribuintes americanos.
- Desde 1982, transferências em fundos de cash ESF feitas anualmente sem juros incorporados nem prazos de pagamento, enquanto no que concerne a outros paises, pelo contrário, quando os recebem, os pagamentos são rigorosamente monitorizados trimestralmente. Israel investe esse dinheiro na aquisição de “fundos do tesouro USA”, concertando a obtenção de outros “fundos FMS em condições especiais” que têm custado aos contribuintes americanos mais de 1 Bilião de dólares anualmente desde 1991. (US treasuries special FMS funding arrangements)
- Benefícios privilegiados, incluindo financeiros, em ajuda para desenvolver a indústria de Defesa, transferências de tecnologia de ponta incorporada nas últimas novidades de armamento oriundo dos EUA, garantia de acesso facilitado ao petróleo.
- Ajuda maciva disfarçada por acções de paises terceiros defraudando os contribuintes locais (caso de Portugal) suportando custos especiais para o plano de “desocupação de Gaza”, mascarando a ocupação de outras partes com novos colonatos (OPT plan) que Israel deseje anexar, ou influenciar, como no Líbano.
- Junte-se a tudo isto 22 Biliões de dólares que Israel obteve nos últimos 50 anos através da venda de acções por baixo custo em empresas cotadas em bolsa, que depois se valorizam de modo ficticio, financiando assim o seu desenvolvimento – tendo em conta que o objecto do “mercado local” significa guerra imperial predatória com acções militarizadas na colonização e expansão para territórios ocupados na Palestina

James Petras explica que a estrutura do Poder Sionista nos EUA torna tudo isto possivel, mas que elas se extendem bem para além daquilo que é chamado o “Lobie Judaico”. Ele identifica a “configuração do poder sionista” (na sigla em inglês ZPC - "Zionist Power Configuration) que inclui a AIPAC apenas como uma parte de uma “complexa cadeia de grupos formais e informais inter-relacionados, operando internacionalmente, a nível nacional, regional e local” suportando incondicionalmente o Estado de Israel, incluindo as suas guerras, colonizações e todas as suas políticas de opressão (ler mais)

O Poder de Israel nos Estados Unidos” é dividido em quatro capítulos. A recensão feita no site “Information Clearing House.Info” cobre cada um deles em detalhe e, aquilo que se discute poderá parecer surpreendente para o leitor menos familiarizado com este género de factos aqui devidamente fundamentados. No resumo de introdução apresenta-se o que vem a seguir, mais pormenorizadamente.
Petras anota o que outro autor, J.J. Goldberg, transmitiu noutro livro: “Jewish Power: Inside the Jewish Establishment” – Goldberg descreve como, desde o princípio dos anos 90, 45 por cento do financiamento do Partido Democrata e 25 por cento dos que apoiam os Republicanos são provenientes de contributos dos “Comités de Acção Política” (from Jewish-funded Political Action Committees (PACS). Aqui o autor actualiza os números, usando aqueles que foram publicados recentemente por Richard Cohen no “Washington Post”, que mostra, nada mais nada menos que a percentagem dos financiamentos judeus dos dois partidos chave da pseudo-democracia yankee atingem agora 60% e 35% respectivamente – anotando que estes financiamentos se referem apenas aos processos fulcrais de suporte incondicional da agenda de Israel, incluindo o activismo de certos insuspeitos grupos contestatários dos “direitos humanos” e “objectores de consciência” tidos como menos ortodoxos no combate às ilegalidades sionistas, que só reforçam e credibilizam essas mesmas políticas.
Nenhum outro simples lobie, uma actividade legal nos EUA, incluindo os das “Big Pharma”, “Big Oil”, do “Agronegócio”, ou qualquer outro com alguma espécie de influência dominante determina aqui desta forma os processos políticos. Esta singularidade origina aquilo que é chamado de “Siocons”, os ideólogos e “fazedores de políticas” cujo objectivo principal é transformar o Médio Oriente em terreno de instalação de uma espécie de empresa “USA-Israel-Esfera-de-Prosperidade,Inc.”, sob a capa fraudulenta de promoção da democracia na região – feita através do despejo de sucessivos barris de pólvora.
James Petras explica as raízes do “Poder do Lobie Judeu” que radicam em grande proporção nas famílias tradicionais judaicas residentes nos Estados Unidos, as de maiores rendimentos e mais influentes no país. Cita-se a revista Forbes que reporta que, da totalidade da população , cerca de 30% das famílias americanas mais prósperas são de Judeus. Elas incluem bilionários de enorme influência que integram o Lobie Judeu, que criaram um “poder tirânico de Israel sobre os Estados Unidos”, com graves consequências na desestabilização da paz no mundo, na economia global e para o futuro da democracia neste país.
(fonte)

domingo, setembro 02, 2007

fim de Agosto, Lixo largado na praia,,,

– monumento ao civismo de banhistas, pescadores, campistas e outras aves de arribação.

Não, não é uma, instalação num qualquer museu de arte pseudo-moderna, destinada a ser varrida pela mulher a dias no dia seguinte à confecção; trata-se de uma Escultura recolhida nuns breves 30 minutos em 50 metros de areal, ainda assim em zona não muito frequentada; Inventário:
1 funil, uma luva e uma bota de borracha, tudo na côr laranja; 1 jarrican, 1 lâmpada de 60 watts, 3 embalagens de yoggi, 2 garrafões de água de 5 litros, 34 caixas de isco para pesca, 9 caixas de minhoca, 1 tampa de chassi de carro em pvc, 1 esponja, corda e bocados de esferovite diversos, 2 embalagens de nectar compal, 2 sacos de plástico com restos de jornal, 1 frasco de bronzeador, 2 latas de sardinha ferrugentas, 1 sunny-delight, 1 chinelo, 1 tubo de silicone, 1 lata de ice-tea, 1 sprite com ex-sabor a pêssego, 1 resto de tijolo de demolição, 2 yogurtes, 1 lata de atum em posta, 2 garrafas de 7 decilitros e meio, uma com rolha de cortiça, 1 copo de plástico partido, 1 lata de coca-cola, 18 garrafas de cerveja de 0,33, 1 capri-sonne safari fruits, 1 baton, 7 maços de tabaco, 1 pilha, 1 tampa de lata saltarelle, 7 garrafas de água de litro em plástico

sábado, setembro 01, 2007

varrer os crimes para debaixo do tapete da história

o General Petraeus desfruta de uma vantagem: não foi eleito, e disfruta do apoio de ambos os partidos, da Casa Branca, do Congresso e dos meios de comunicação.
(para ler aqui)

Eleições nos EUA: Justiça e perversão e a perversão da justiça.
(para ler aqui)
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