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domingo, agosto 09, 2009

In G.O.D. We Trust (Gold, Oil, Drugs)

O acrónimo de Deus (God), como sigla inscrita nas notas de dólar significa: em Ouro, Petróleo e Drogas, nós Confiamos!

Relembrando o Panamá (“The Panamá Deception”, 1992)

A “estrada para o Iraque” e para o Afeganistão, Paquistão (e talvez para o Irão) começou a ser aberta há 20 anos atrás com a invasão do Panamá, sob a direcção do presidente George Herbert W. Bush, o pai. O golpe cirúrgico desenhado para remover o parceiro da CIA Manuel Noriega do seu palácio de governo, matou aproximadamente 10 mil civis.
Demonizado por ser um “narco-terrorista”, Noriega era então o banqueiro do comércio de cocaína na região das Caraíbas. Estava envolvido no programa de Herbert Bush “Irão-Contras”, um comércio triangular o qual envolvia a venda de armas para o Irão (visando lucros privados), importando cocaína para os Estados Unidos (com lucros de privados) e entregando armas aos Contras da Nicarágua (com fins lucrativos privados).
Depois da invasão biliões de dólares foram removidos do sistema bancário do Panamá com um mandato federal – mesmo a tempo de acudir ao salvamento da falida S&L Industry a qual colapsou sob o peso da corrupção e da “desregulamentação”.

(Abrimos aqui um parêntesis para relembrar que há uma componente politico militar portuguesa no processo “Irão-Contras”, gerido na época precisamente pelas mesmas figuras de referência que tutelam o Estado e ainda nos governam actualmente)

Este é um documento de uma história não contada que reporta a Dezembro de 1989, a invasão do Panamá - os eventos que conduziram a este desfecho, a força excessiva usada; a enormidade de mortos e destruição; e a subsquente devastação social. “The Panamá Deception” põe a descoberto as verdadeiras razões para este ataque condenado internacionalmente, apresentando uma visão da invasão que difere substancialmente daquela que foi retratada oficialmente pelos Estados Unidos e pelos seus Media, expondo o governo dos EUA face à informação suprimida acerca do desastre da politica externa de agressão.

O documentário inclui imagens da invasão nunca vistas antes e mostra as suas consequências, assim como entrevista os proponentes da invasão, o general Maxwell Thurman, o presidente panamiano Endara e o porta voz do Pentágono Pete Williams, opositores à acção como o senador Charles Rangel (D-NY.), defensores panamianos dos Direitos Humanos, operários como Olga Mejia e Isabel Corro e o ex-diplomata panamiano Humberto Brown. Excertos de noticias e criticas jornalisticas contribuem para expor análises sobre o controlo dos orgãos de informação e das linhas editoriais de auto-censura – um assunto relevante hoje em dia, particularmente durante tempos de guerra.

Quando se celebra o 20º aniversário da invasão, quem aposta que tal não será mencionado nos noticiários dos media corporativos de referência? Os helicópteros apareceram à meia noite e começaram a disparar, as pessoas irromperam a correr para todos os lados, sem destino. Quando tudo acabou,,, Colin Powell, um tipo que em 2003 chegou a ser considerado “de esquerda” na administração Bush, aparece aqui como responsável do Pentágono ao minuto 5.38 a comunicar a situação

1h:31min;10seg

sábado, agosto 08, 2009

Organização popular e guerra contra o “terrorismo mediático”

Presidente Chávez: "Não encerrámos as 34 emissoras de rádio, recuperámo-las para o povo! - o povo deve ser proprietário dos meios de produção estratégicos", começando principalmente pelos de formação de opinião, acrescente-se. (ver video aqui)

ligações para sitios internet da América Latina:
Cuba Debate
Diario digital Aporrea
Prensa Latina
Agencia Bolivariana de Noticias
YVKE Mundial
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sexta-feira, agosto 07, 2009

A “operação Liberdade Duradoira”

encomendada pela administração Bush às forças signatárias da NATO, longe dos ideiais democráticos propangandeados iniciou-se logo de forma dramática – “O Massacre Afegão: O Comboio da Morte” ("Afghan Massacre: The Convoy of Death") de Jamie Doran é um documentário que já foi exibido no Parlamento Europeu. O argumento foi extraido de uma história verdadeira relatada no livro “The Guantanamo Files” onde se focam diversos episódios sobre os 774 prisioneiros ainda encarcerados na prisão ilegal gerida pelos norte americanos.

"O Comboio da Morte" retrata o massacre de pelo menos 1.500 prisioneiros no norte do Afeganistão em finais de Novembro de 2001, após a queda perante os invasores da cidade de Kunduz, o último e mais forte bastião dos chamados “Talibans”. E é chamado, por todos aqueles que o invocam, como “comboio da morte”, porque todos os que morreram asfixiados durante o transporte, na sua grande maioria pereceram em consequência de ferimentos de arma em virtude de terem sido armazenados em contentores fechados em cima de camiões com destino à prisão de Sheberghan. A coluna foi comandada pelo General afegão Rashid Dostum, um dos cabeçilhas da famigerada “Aliança do Norte” suportada pelas tropas dos Estados Unidos.

Oito anos depois, está nas mãos da administração Obama tomar a decisão de julgar este caso. Será alguma vez julgado?

50min. 13seg.

quinta-feira, agosto 06, 2009

uma nação hiperinflacionada

o Império está na bancarrota. Inúmeras vozes de nações a nivel mundial apelam a uma nova ordem financeira e pedem uma nova moeda internacional como alternativa credível à fraude do dólar. Mas se as antigas instituições estão falidas, as intenções para que foram criadas não o estão – 3 por cento da população mundial são milionários, enquanto os outros 97 por cento são condicionados a trabalhar para os fazer ainda mais ricos – o principal centro capitalista que zela para que assim seja, a Reserva Federal, tem de fechar as portas e desaparecer.
Na chamada “crise”, aquilo que estamos a testemunhar, é ao colapso do sistema financeiro; e a saída para a crise só poderá aparecer se for consertado um novo sistema de moeda (fiat money) a nivel global que volte a ser medida, por exemplo, em relação ao ouro. Como é evidente, com esta transformação todos iremos sofrer enormes dores de parto económico; não poderá haver mudança sem sofrimento.
A solução a nível interno dos Estados “Unidos” passará pela “Desunião”. A secessão acontecerá quando os Estados compreenderem que a FED (o sistema financeiro de Reserva Federal) não produz nada e tem um custo exorbitante, isto é, custa muito mais que aquilo que tem para dar. Até aqui o défice tem sido compensado pelo saque imperialista sobre os pobres de todo o mundo, porém já pouco ou nada resta para sugar que lembre ligeiramente a euforia de outrora.
As “Reservas Federais” estão nas lonas – a cobrança de impostos caiu 40 por cento, o que quer dizer que os niveis de negócios cairam igualmente 40 por cento. Feitas as contas proporcionalmente significa que os bónus a pagar pelas sociedades de accionistas caem cerca de 15 por cento. Quando se concluirem as contas aos cortes, chegar-se-á à conclusão que as receitas numa economia dramaticamente deprimida nunca irão pagar o défice. Neste ponto, como Marx previa - “o sistema capitalista traz no seu próprio seio os elementos da sua própria destruição”: as recentes e desmesuradas ajudas aos Bancos provocarão uma nova bolha inflacionária mundial; e logo que haja sinais de nova implosão, a nivel dos EUA acontecerá a secessão, porque os povos querem é usufruir de valores medidos em moeda consoante aquilo que produzem – não querem uma situação de hiperflação crónica, que só aproveita para aumentar os rendimentos aos 3 por cento dos multi-milionários.

1/3 - (9min. 25seg.)

continuação:
* Hyperinflation Nation 2/3
* Hyperinflation Nation 3/3

terça-feira, agosto 04, 2009

A falta que faz ao Papa um pouco de marxismo

"A nova encíclica de Bento XVI Caritas in Veritate de 7 de julho último é uma tomada de posição da Igreja face à crise actual. O complexo das crises, que atingem a humanidade e que comportam ameaças severas sobre o sistema da vida e seu futuro, demandaria um texto profético, carregado de urgência. Mas não é isso que recebemos, senão uma longa e detalhada reflexão sobre a maioria dos problemas actuais que vão da crise económica ao turismo, da biotecnologia à crise ambiental e projecções sobre um Governo mundial da Globalização. O género não é profético, o que suporia "uma análise concreta de uma situação concreta (...) Parafraseando Nietzsche: "quanto de análise crítica o Magistério da Igreja é capaz de incorporar"?
Leonard Boff na Adital, via Tlaxcala

do mesmo autor: "A bifurcação da humanidade": Não bastam controles e regulações que acabam beneficiando os que provocaram a crise. Faz-se urgente um novo paradigma que redefina a relação da natureza com os seus recursos escassos, o propósito do crescimento e tipo de civilização planetária que queremos. Importa elaborar uma Declaração do Bem Comum da Humanidade e da Terra que oriente ética e espiritualmente o sentido da vida neste pequeno planeta. Depois de um intenso trabalho previamente feito por uma comissão de experts, presidida pelo Nobel de economia Joseph Stiglitz com as colaborações vindas de quatro mesas redondas e da Assembleia Geral concertou-se um documento detalhado que ganhou o consenso dos 192 representantes dos povos. O perigo colectivo facilitou uma convergência colectiva, uma raridade na história da ONU. - na Agência Carta Maior
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segunda-feira, agosto 03, 2009

crise: Ben Shalom Bernanke “perdeu o rasto” a 500 biliões de dólares em swaps !!!

Extractos do artigo traduzido da autoria de Alfredo Jalife-Rahme no diário mexicano “La Jornada” adaptado em conjugação com o video das declarações do senador Alan Grayson

Durante o recente simúlacro de audição legislativa, Bernanke, o manda chuva da Reserva Federal (FED), declarou de forma assombrosa que desconhecia a que bancos estrangeiros havia outorgado 500 biliões de “swaps” (em português, "permuta"). Porém se Bernanke o ignora, saiba-se que um dos paises destinatários foi o “México Neoliberal”; e a maior parte destinou-se a injectar liquidez nos paises da União Europeia (e mais uma vez, leia-se os Europeus, vão pagar “a ajuda” com língua de palmo).

Encontramo-nos no começo do século XXI, quando o avanço científico tem sido prodigioso, pelo que o extravio deste valor pela FED conduzida por Ben Shalom Bernanke, dá muito trabalho a digerir, até aos próprios legisladores dos Estados Unidos, como Alan Grayson, representante democrata da Flórida (Huffington Post, 24/7/09).
Há um outro caso antecedente relativamente recente do qual até à data não existe uma explicação verosimil, já não se pede que seja credivel, sobre os 134 mil milhões de Fundos do Tesouro que em meados de Junho passado dois japoneses tentaram introduzir na Suiça numa mala proveniente da fronteira italiana (Bloomberg, 17/6/09).

Desde Março passado que se tem verificado um aumento progressivo da injecção de dólares em bancos centrais estrangeiros pelo método dos swaps. Valores colossais têm sido transferidos sem aprovação, conhecimento ou vigilância do Congresso ou da Casa Branca. É um curioso modelo, esquizofrénico, praticado pelos EUA – por um lado a ditadura financeira (exportação de simulacros de capitais que vencem juros) com a abstenção activa de um presidente eleito por voto indirecto que beneficia a plutocracia, por outro lado, a ilusão da “maior democracia liberal do mundo”. Quem governa de facto os Estados Unidos? A ditadura financeira ou a sua democracia relativa?

Neste momento de debacle bancária a democracia politica relativa é controlada pela ditadura financeira, cuja liderança foi consubstanciada no banco Goldman Sachs. A tríade judaica Ben Shalom Bernanke, Tim Geithner (o secretário do Tesouro que representa os interesses de Wall Street) e Larry Summers (conselheiro económico presidencial) têm Obama sequestrado numa situação aberrantemente anómala da sua politica económica: a Goldman Sachs ganha, enquanto os EUA perdem!
Outra anomalia radica no facto de a mesma Reserva Federal continuar a ser lavada como entidade “semipública” quando é amplamente controlada por um consórcio reduzido de bancos privados. Uma só pessoa, Bernanke, que não foi eleita pelos cidadãos norte americanos, decidiu unilateralmente o destino da colossal soma de “swaps” que representam um intercâmbio de divisas entre paises que remetem para datas futuras. Até ao ponto que conseguimos ver, os “swaps” são parte da mesma especulação demencial dos “derivados financeiros”

No espaço de um ano (em 2008) a FED aumentou o crédito a bancos estrangeiros de 24 biliões de dólares para 500 biliões (meio Trilião de dólares). Para onde foi o dinheiro? Boa pergunta! Que bancos estão envolvidos? O chairman da FED foi vago nos detalhes: "I don't know!” bem, mas que paises receberam “o dinheiro”? "Europe and other countries”. Segundo dados expressos neste video no caso da Nova Zelândia, atendendo ao total da população, cada homem, mulher e criança recebeu swaps no valor de 3 mil dólares por cabeça.



O senador Alan Grayson questionou Bernanke: “¿o dinheiro (note-se, não se trata de dinheiro mas de “swaps”) foi usado para comprar fundos do Tesouro dos EUA e valorizar o dólar?” Como resposta o director da Reserva Federal disse ignorá-lo! Acrescentando que “não considera o comércio de divisas como um negócio de risco” devido a que colateralmente possui divisas dos bancos estrangeiros – facto contestado por Alan Grayson porque “deixa de fora o risco inerente à especulação numa actividade que é a mesma que realizam os “hedge funds” (Fundos de Cobertura de Risco). Algo de muito importante está a acontecer com o jogo de transferências de divisas e swaps para que o balanço contabilistico da Reserva Federal exiba um passivo 40 vezes maior que o seu capital. Segundo o senador Grayson, desde o inicio do jogo dos swaps e os seus reflexos na cotação do dólar “parece que os Estados Unidos sofreram perdas na ordem dos 100 biliões de dólares, devido a que o valor das divisas estrangeiras nas mãos dos EUA se desvalorizaram uma quinta parte.

Depois destas injecções massivas de swaps, recentemente o dólar tem-se valorizado, enquanto as moedas estrangeiras têm vindo a desvalorizar-se, o que Bernanke considera “uma simples coincidência”. Alan Grayson insiste que “alguém teve de sofrer perdas maiúsculas” (sic) com estas operações e que obviamente esse alguém não foi a FED. Os fortes ganhos do dólar (que tem sustentado as insistentes mensagens de retoma económica mundial) que tem como contraponto fortes perdas para os paises das periferias que ingenuamente depositam as suas divisas em Washington, deveram-se segundo Bernanke, graças às operações das swaps, “ao facto de os bancos estrangeiros pagarem juros sobre esses empréstimos”. E os Estados Unidos não pagam juros sobre o uso de valores inexistentes?

O mais grave disto tudo reside no facto de a Reserva Federal se encontrar imune a qualquer espécie de auditoria independente – o que tem vindo a ser insistentemente pedido pelo ex-candidato presidencial excomungado Ron Paul. E que entidade independente audita por exemplo o Banco de Portugal, ou os bancos centrais dos paises dependentes por esse mundo fora? – as autoridades locais, enquanto descartam a incapacidade de resolver a falência da economia para o éter da “crise mundial”, de facto são cúmplices por omissão ou comissão da conduta ditatorial dos Bancos Centrais – são ininputáveis, com ausência de transparência nas contas e na submissão a uma ordem democrática impossível neste paradigma, como se viu no caso BPN.

Segundo o articulista de La Jornada no caso do México o banco central contraiu 30 mil milhões de dólares em “créditos swap” directamente à FED e outros 47 mil milhões através do FMI. No total tais “créditos em papel impresso para o futuro” somam 77 mil milhões que deverão ser pagos algum dia – através da hiperinflacção vindoura lançada sobre a totalidade dos cidadãos-contribuintes. Não só os do México claro, mas de todos os paises cujas elites oligarcas aceitaram receber títulos de dívida em troca de depósitos de divisas nacionais à ordem do reduzido consórcio de bancos privados norte americanos que controlam através da FED a economia financeira mundial

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domingo, agosto 02, 2009

reconvertendo "Kuhle Wampe" para uma ideia de campo de refugiados global

Se a familia retratada por Steinbeck nas Vinhas da Ira ficou como a imagem de marca da crise de 1929, que se estendeu por toda a década dos anos 30 até ao inicio da guerra, agora que já não existem caminhos para atenuar a procura de dignidade, a familia Dupoe ficará como imagem indelével da crise dos nossos tempos.

Só a morte pode redimir a longa jornada de especulação, guerras e indiferença.
Quando correu a notícia do drama colectivo da familia de Ervin Antonio Lupoe naquela terça feira 27 de Janeiro de 2009 descobriu-se esta foto sem data no Facebook – o pai Erwin em cima à esquerda, em cima à direita a esposa Ana, e os cinco filhos do casal: Brittney em cima, as duas gémeas Jaszmin e Jassely e os dois rapazes também gémeos Benjamin e Christian. Erwin, um técnico paramédico matou a mulher e as cinco crianças a tiro e suicidou-se de seguida. Deixou um bilhete escrito dirigido a uma estação de televisão (a quem mais poderia ser?) justificando o acto pelo facto de ambos terem sido despedidos e ficarem sem meios de sustento.

"Kuhle Wampe", de Brecht e Dudov, realizado em 1932, cujo título completo é “Kuhle Wampe, a quem pertence o Mundo? Aos alemães brancos?” é um extraordinário produto cultural através de um colectivo que estava profundamente envolvido na formação do cinema de Weimar. É um filme de Arte, não apenas um produto da “indústria cultural”. O argumento foi concebido e escrito por Bertolt Brecht, que também dirigiu a cena final: um debate político entre estrangeiros a bordo de um transporte público que discutem o mercado mundial do café. O resto do filme foi realizado por Slatan Dudow. O impacto desta obra a preto e branco é realçado pela cinematografia de Gunther Krampf e pela partitura musical de Hanns Eisler.
Como Silbermann em 1995 lucidamente descreve, o próprio Brecht foi pioneiro da concepção filmica que um filme como obra de arte pode ser usado de forma revolucionária. Kuhle Wampe retrata a vida quotidiana normalíssima da classe operária, a familia de Bönike, que passa por tempos difíceis:
Berlim 1931. Bönicke e o seu filho Franz estão desempregados, à semelhança de milhares de outros cidadãos; a mãe cuida da casa e Anni é a única da família que ainda tem trabalho numa fábrica. Franz não consegue suportar o desespero e suicídia-se. E, pouco tempo depois, a família que já não consegue pagar a renda é despejada e muda-se para a colónia de tendas ”Kuhle Wampe” na periferia da cidade onde também vive Fritz, o namorado de Anni de quem esta está grávida.
No princípio da cena do suicidio, a última ceia da família é acompanhada por um sermão moral com os argumentos habituais. Enquanto o pai reclama que Franz não tem o direito de prejudicar ou excluir-se das vicissitudes ou destinos comuns da familia, a mãe insiste na máxima liberal que todos podem ser bem sucedidos desde que imponham bastante vontade aos seus esforços para conseguir sucesso.

1h.08min 31seg


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sexta-feira, julho 31, 2009

um tipo sério... (à força)

não é uma questão moral - o segredo do negócio é roubar e não ser apanhado. Porém. quando por azar acontece, lá se tem de abrir mão de uma ínfima parte da pilhagem: "João Rendeiro (BPP) regularizou três milhões de dívidas ao fisco"
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quinta-feira, julho 30, 2009

"direitos humanos": o direito ao Trabalho

Seja para o combater seja para se aliar, a politica de deslocalização das indústrias fulcrais do sector primário da China segue a mesma lógica de globalização neoliberal dos países ocidentais. Por exemplo, recentemente foi anunciado que uma siderúrgica chinesa seria instalada no Brasil, distrito do Rio de Janeiro. Como contraponto destas decisões geram-se as mesmas consequências que no Ocidente: o encerramento de indústrias e despedimento de trabalhadores locais.

A resposta exige uma mensagem sindical forte: a participação das comissões de trabalhadores em detrimento do sindicalismo de conciliação burguês


A venda da empresa siderúrgica “Tonghua Ferro e Aço”, na provincia de Jilin (no noroeste da China), segundo informou a imprensa oficial e o “China Daily”, ameaçou a tomada de uma medida drástica: o despedimento de um número próximo de 30 mil trabalhadores. E o novo gestor nomeado para implementar esta politica de privatização, Chen Guojun, convocou uma assembleia para comunicar a decisão da compra da fábrica pelo grupo privado Jianlong que iria reduzir a mão de obra para apenas 5.000 trabalhadores.
Não muito consciente do facto, Chen estava a brincar com o futuro de dezenas de milhar de pessoas, quando anunciou que a maioria se veria desempregada em apenas três dias. De imediato enfureceu cerca de três mil trabalhadores que o cercaram, exigiram explicações e, perante a ausência destas o agrediram até o deixarem inanimado. Depois enfrentaram a policia e impediram o acesso da ambulância ao local até obter garantias que a medida não seria implementada. Chen Guojun acabou por falecer à noite quando finalmente foi transportado ao hospital. A venda da fábrica foi anulada e as autoridades de Jilin, contactadas pela AFP, não quiseram prestar quaisquer esclarecimentos.

Esta foi uma mensagem laboral enérgica (a participação das bases é uma prática corrente na China), que fará pensar duas ou mais vezes qualquer outro candidato à gestão de politicas similares.

nota
agora repare-se na forma tendenciosa como os biltres da TVI manipulam a notícia

quarta-feira, julho 29, 2009

Documentos secretos da Arábia Saudita e da Grã Bretanha desclassificados, envolvem os dois paises no 11 de Setembro

Omar al-Bayoumi era um agente dos serviços secretos dos Sauditas, amigo pessoal do Príncipe Bandar bin Sultan (um dos notáveis envolvidos no escândalo da venda de armas pela empresa britânica BAE na década de 90 durante (1) o consulado de Bush-Pai) e próximo do embaixador saudita nos EUA.
"A ideia que a Grã-Bretanha e a Arábia Saudita seriam dois dos seus mais confiáveis aliados - traíu os Estados Unidos, enquanto nação - e ambos jogaram um papel indispensável conluiando-se com a mais sinistra administração da história dos EUA - a que possibilitou "a maior atrocidade terrorista" levada a cabo em solo americano. Este episódio protagonizado por Omar al-Bayoumi, figura de peso no trilho do dinheiro usado no atentado de 11 de Setembro é para ser rapidamente limpo e enterrado?

http://www.rense.com/general86/declass.htm


(1) ver: "70 anos de CFR, Trilateral e Bildelberg"
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terça-feira, julho 28, 2009

vai tomar Tamiflu?

Os meios de desinformação massiva semeiam o pânico com a chamada "gripe H1N1", enquanto os laboratórios detentores das patentes dos medicamentos começam a obter lucros milionários. Como se tratasse de cumprir um guião, o medo tem sido espalhado entre milhões de pessoas. O sistema mediático consegue que a tradicional gripe comum apareça vestida com as roupagens mortais, tal como interessa a uma poderosa multinacional farmacêutica que começa a vender massivamente o seu produto estrela: o Tamiflu. Um medicamento que é produzido com base fundamental numa planta denominada “Anis estrelado”. Em paises subdesenvolvidos como a Argentina o remédio esgotou-se de imediato, pese embora que cada caixa custe 30 euros. A gargalhada do assassino Donald Rumsfeld começa a ecoar pelo mundo inteiro...
¿ Sabia que os laboratórios norte americanos foram os que alertaram para a eficácia do Tamiflu (anti-viral para humanos) como remédio preventivo para a gripe suína?
¿ Sabia que o Tamiflu apenas alivia alguns sintomas da gripe comum?
¿ Sabia que a sua eficácia perante a gripe comum é questionada por grande parte da comunidade científica?
¿ Sabia que perante um suposto vírus mutante como se pensou ser o H5N1 e agora o H1N1 o Tamiflu apenas alivia a enfermidade?
¿ Sabe quem comercializa o Tamiflu? Os laboratórios Roche
¿ Sabe a quem comprou a Roche a patente do Tamiflu em 1996? À Gilead Sciences Inc.
¿ Sabe quem era o presidente da Gilead Sciences Inc. e ainda hoje o seu principal accionista? Donald Rumsfeld, ex-secretário de Estado da Defesa dos EUA.
¿ Sabia que Rumsfeld enquanto fez parte da administração Bush foi quem conduziu (inventou) o processo das armas biológicas e do antrax relacionado com o 11 de Setembro e o pretexto das armas biológicas que “fundamentou” a invasão do Iraque?
¿ Sabia que a base do Tamiflu é uma planta chamada “anis estrelado?
¿ Sabe quem tratou de adquirir cerca de 90 por cento da produção mundial desta planta?: a Roche
¿ Sabia qua as vendas de Tamiflu passaram de 254 milhões em 2004 para mais de 1.000 milhões em 2005 quando se declarou a “gripe das aves”?
¿ Calcula quanto milhões mais poderá ganhar a Roche nos próximos meses se este negócio do medo se mantiver?

O resumo do conto do vigário é o seguinte:
Os amigos de Bush decidem que um fármaco como o Tamiflu é a solução para uma pandemia que ainda não se tinha desenvolvido. Ora este produto não cura nem a gripe comum. Rumsfeld vende a patente do Tamiflu à Roche e esta multinacional paga-lhe uma fortuna quando a enfermidade não era ainda conhecida.
A Roche adquire 90 por cento da produção mundial de “anis estrelado”, a base do antivírico que recentemente se preparou para ser produzido em massa quando ainda não se falava em “gripe dos porcos” H1N1 (embora houvesse a experiência da gripe das aves H5N1). Os governos de todo o mundo são ameaçados com a pandemia, fazem o jogo das multinacionais e compram quantidades industriais do produto. Os contribuintes acabam pagando o medicamento e Rumsfeld e os seus apaniguados politicos prosperam com o negócio.

* Conheça a planta, o anis estrelado (Pimpinella anisum), com a qual se produz o Tamiflu

Existem alternativas simples para o pânico

O Dr. John Cannell, um professor de cirúrgia cardíaca na Universidade de Washington, recomenda vivamente que em vez de se tomar “shots” para a gripe, se insista numa dieta que potencia a ingestão de produtos ricos em Vitamina D (mais precisamente D3) - ver o video - Mas porque é que ninguém está a promover este modo de prevenção? Porque ele não faz dinheiro! Este elemento natural está presente em muitas fontes alimentares como o peixe (salmão e sardinhas), ovos, leite e óleo de fígado de bacalhau. E, pasme-se, a vitamina D é potenciada pela exposição do corpo à luz do sol, embora a propaganda relacione esta prática com o perigo de cancro, conquanto seja mais prejudicial a anemia e debilidade provocada pela pouca ou nenhuma exposição ao sol. Por outro lado, à medida que a política do “Codex Alimentarius” se solidifica, a vitamina D consensada em pílulas vai deixando de estar à venda nas lojas. Praticamente esta terapia foi abolida em doses elevadas porque senão o negócio hospitalar, que cada vez se pretende mais privatizável, estaria às moscas.

Informação Essencial sobre a Vitamina D:

domingo, julho 26, 2009

"sem apontar o dedo a ninguém",,,

a forma como se dão as notícias, para formatar uma opinião pública ingénua, é indecorosa. (ampliar a noticia do "Público")

as Ruinas de Babilónia

Investigadores a trabalhar para as agências culturais das Nações Unidas afirmaram que os soldados norte americanos que invadiram e ocuparam o Iraque causaram danos consideráveis num dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, as ruínas de Babilónia.
A Unesco entretanto tomou a decisão de declarar o sítio da antiga Babilónia Património da Humanidade, a fim de tentar prevenir vandalismos similares em futuras guerras.
As ruínas da antiga Bagdade, fundada pelo califa abássida Al-Mansur 90 quilómetros a sul da actual cidade, são consideradas uma das 7 maravilhas do Mundo, e têm mais de 4.000 anos. Logo após a invasão pelas forças dos Estados Unidos, o sítio foi saqueado e convertido na base militar “Camp Alpha” de onde continuaram a desaparecer grandes quantidades de antiguidades, umas para serem negociadas, outras como souvenirs surripiados pela soldadesca, havendo ainda danos incalculáveis pela passagem de veículos pesados por montes e vales da região por cima de zonas de pavimentos sensíveis, que outrora foram sagrados.
Algumas peças têm entretanto vindo a aparecer em antiquários ocidentais provenientes do comércio ilícito. Entre elas 69 peças foram entregues pela Holanda ao actual embaixador do Iraque – “são peças que não têm valor de compra ou venda” disse o ministro da ciência holandês Ronald Plasterk, enquanto devolvia um fragmento proveniente do berço da civilização entre os rios Tigre e Eufrates (a Mespotamia), com uma inscrição do Rei Nebuchadnezzar datada de 570 A.C. (fonte dos dados actuais)

O curioso é que as ruinas que aparecem na fotografia são já resultado de um trabalho de reconstrução que tinha vindo a ser levado a cabo pelo regime de Saddam Hussein. Na verdade o saque da Mesopotamia começou bem mais cedo. A partir do século XIX arqueólogos e exploradores alemães desmontaram secções inteiras das Portas de Ishtar do antigo reino Assírio, empacotaram-nas, transportaram-nas e remontaram-nas em Berlim no Museu Pergamon, onde ainda se encontram expostas.













sábado, julho 25, 2009

da mundividência dos nossos patrões

“Se não existissem estes activistas anti-globalização como é que nós sabíamos quem são os nossos verdadeiros patrões?” (p/e o Grupo Bilberberg para onde foram convidados nestes últimos anos José Sócrates, Santana Lopes, António Costa, Rui Rio, Ferreira Leite e Aguiar Branco) – esta pode ser uma frase (de Manolo Herédia num post anterior) que de certo maneira desvirtua os movimentos de contestação à (des)ordem estabelecida pela globalização neoliberal. Tem razão, porque de certo modo, a maior parte destes activistas apenas contribuem, trabalhadas que são as suas acções pelo Poder, para incutir nas opiniões públicas a repulsa por aqueles que pretender subverter ainda mais a ordem que já foi subvertida. Existem casos de indivíduos ou grupos que são até contratados para provocar acções violentas com a finalidade de legitimar as medidas adversas que o Poder pretende tomar – e isto conduz-nos à necessidade de cada individuo constituinte da maioria com interesses comuns se inscrever num sindicato de activistas anti globalização neoliberal, não fosse a compreensão desses interesses da sociedade estar inquinada – o que nos coloca perante o problema universal colocado na Cacânia de “o Homem sem Qualidades” de Robert Edler von Musil, um louco consciente que imaginou toda a plenitude filosófica do século XX, para lá do nazismo:

“Hoje são tudo ruínas! tudo se encontra dissolvido, em ponto morto. Um abismo sem fundo da inteligência. Ninguém sabe o que é o poder de uma alma inteira, aquilo a que Goethe chama “a personalidade”: “este belo conceito de poder e de limite, de arbitrário e de lei, de liberdade e de medida, de ordem móbil” (…) os indivíduos prisioneiros da sua parca compreensão não percebem que “hoje nada é estável. Tudo está sujeito a mudança, tudo é apenas um conjunto, estes fazendo parte de um superconjunto acerca do qual, no entanto, ninguém sabe nada. De modo que cada uma das suas respostas é apenas um fragmento de resposta, cada um dos sentimentos de cada indivíduo é apenas um ponto de vista, e o que lhe importa para ele numa coisa não é aquilo que ela é, mas sim a sua maneira de ser, que é acessória, uma adição qualquer”
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sexta-feira, julho 24, 2009

afinal em que é que ficamos?

spin

"Estar-se desempregado durante semanas já é mau quanto baste; durante meses ou anos é bem pior. No entanto, é exactamente o que vai acontecer a milhões de norte-americanos se a média das previsões estiver certa"
Paul Krugman, Prémio Nobel de Economia, "no jornal I", 17/7/2009

relacionado:
Juan Torres López: "Crise financeira: uma confluência fatal de fracassos"
onde se diz que "também a esquerda fracassou"; como se esta "esquerda" que tem visibilidade nos Media não fizesse parte do sistema,,,

esquerda&direita

quinta-feira, julho 23, 2009

e já agora, Cavaco

jornalismo de investigação

anda por aí um texto de opinião a correr na internet sobre os negócios financeiros da família Cavaco. Seria interessante que a Comunicação Social aclarasse esta questão "fracturante". Uma coisa é certa, a filha de Cavaco Silva mais ou menos no fim da recolha de proventos mandou às urtigas a gestão da farmácia de que era proprietária na urbanização Nova Campolide em Lisboa (e na qual tinha exercido actividade profissional desde que se formou). Sabendo-se que este ramo de negócios, porque beneficia das quotas de exclusividade por área populacional, é um dos mais lucrativos, é caso para reciclar o antigo provérbio popular: “quem sabe ser caixeiro fecha a loja”

aqui fica o texto integral, conforme foi recebido por email:

“…tenho umas perguntas a sugerir à nossa prestimosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída, sobretudo nesta altura em que o Sr Presidente da Républica resolveu ter assomos de ética pública :
1ª - A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN? o PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco. Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou? À própria SLN? A algum accionista? Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)

2 ª- Outra pergunta que não me sai da cachimónia: Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção? Atiraram moeda ao ar? Consultaram a bruxa? Recorreram a alguma firma especializada? Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.

3ª - Outra pergunta: Cavaco pagou? E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso. Passaram dois anos. Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa. Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que apareceu prontamente um comprador, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado. E quem foi o benemérito comprador, quem foi? Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.
Cita-se o Expresso online:
«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.» Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara. Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 40 %?

Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:
1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?
2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?
3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.
4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?
5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!
6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?
7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 40% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?
Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social.
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quarta-feira, julho 22, 2009

mais um homem do Presidente

Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, é (mais um) suspeito de ter participado em negócios fictícios, burla por contas bancárias a descoberto e fuga ao fisco. Os activos imobiliários da holding estatal Investimentos e Participações Empresariais (IPE) foi extinta em 2002 por decisão da ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite e os activos foram parar às mãos duma sociedade gerida por Arlindo de Carvalho e pulverizada em sociedades com outros empresários, que utilizaram as novas empresas, cerca de uma dezena, para negócios ficticios para encobrir prejuizos do grupo SLN/BPN. A compra da participação da Sociedade Geral do IPE supostamente adquirida por 36 milhões de euros através de uma operação de "management buy out" foi feita com créditos provenientes do BPN - créditos não pagos que entretanto se integraram no buraco financeiro de mais de 2 mil milhões de euros do Banco do regime cavaquista e que agora são pagos pelo dinheiro dos contribuintes do Estado presidido por Cavaco Silva. Complexo?

é um modelo de desenvolvimento importado directamente da fonte