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quarta-feira, setembro 18, 2013

Estado vai devolver Hospitais às Misericordias em 2014 (II)

Adenda - afinal, segundo uma noticia de hoje, não são apenas 3 ou 4 Hospitais, como se sugere no post anterior, que vão ser desnacionalizados, são 30 unidades de saúde:
Os hospitais nacionalizados no pós-25 de Abril podem começar a ser devolvidos às Misericórdias no próximo ano. A lista inclui cerca de 30 unidades de saúde. As primeiras negociações devem começar já em Outubro.
 
Adenda - afinal, segundo uma noticia de hoje, não são apenas 3 ou 4 Hospitais, são 30 unidades de saúde:  
Os hospitais nacionalizados no pós-25 de Abril podem começar a ser devolvidos às Misericórdias no próximo ano. A lista inclui cerca de 30 unidades de saúde. As primeiras negociações devem começar já em Outubro.

Sob o diáfano manto da crendice em fantásticos seres extraterrestres (por exemplo Deus e outros Duendes) a "Santa Casa" oculta interesses bem terrenos de tribos descendentes da macacada, que sobrevive do esbulho do Estado
Dir-se-á que as Santas Misericórdias não têm nada a ver com a Igreja. Pois não, assim como Jesus (enquanto menino) não tem nada a ver com o Pai Natal. Além do mais esta Casa será "Santa" por obra e graça de um mistério, talvez de algum ancestral avoengo, por exemplo, de Abraão que, segundo a Bíblia, morreu aos 950 anos de idade...

Nada disto tem a ver com serviço ao utente, mas sim com a demissão do Estado como garante da prestação de serviços públicos e com a utilização de instituições duvidosas para encobrir actividades desse mesmo Estado que não são transparentes

Segundo o programa "Mercado da República" a instituição presidida pela eminência parda Pedro Santana Lopes (depois do flope como primeiro-ministro subiu na vida como qualquer "competente" barão do PSD), a Santa Casa... foi o segundo organismo com mais contratos e o primeiro em volume de despesa, entre os 1209 contratos publicados no portal Base apenas em 5 dias, entre 29 de Agosto e 4 de Setembro. Neste periodo foi encontrado um contrato de consultoria técnica ao Siatema Integrado das Redes de Segurança e Emergência (Siresp), que tanta polémica suscitou em 2005, quando foi adquirido por 485 milhões a um consórcio liderado por Daniel Sanches, que antes de entrar para o governo representava a holding Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do BPN (1) já na recta final do Governo Santana Lopes, já depois de ele saber que ia ser demitido.

As linhas que ficaram atadas, mesmo sabendo-se da corrupção

"Questionado pelo i sobre o objectivo em concreto deste contrato e que tipo de consultoria técnica é que o SIRESP necessita neste momento, a porta-voz do ministro Miguel Macedo começou por explicar que o valor de 111 088,25 euros "é o valor máximo que o contrato pode atingir por um período de dois anos e meio, contabilizando eventuais renovações (que até podem vir a não ocorrer)." Este ano, o contrato tem "apenas o valor de ? 34 913,45 (+ IVA)."
(1) Escândalo atrás de escândalo! Mais uma cena canalha para a triste história da Justiça em Portugal: Estando José Oliveira Costa em «prisão domiciliária» no chamado «processo do BPN», como é possivel que a JUSTIÇA PORTUGUESA não consiga notificar o «preso domiciliário» no processo do caso Homeland que julga Duarte Lima? (Alfredo Barroso) - (noticia no Negócios)

"Luvas", desenho a carvão de Lopez Garcia

terça-feira, setembro 17, 2013

Estado vai devolver três ou quatro hospitais às Misericordias em 2014

"a cedência é feita sem concurso público, explicando o ministro que “o que está previsto é a possibilidade de acordo com os anteriores proprietários e que são os donos dos edifícios”. (fonte)

e os felizes comtemplados com a reprivatização de mais um serviço público que já havia sido nacionalizado são só um: a Santa Casa da Misericórdia actualmente gerida por esse ultra da competência que dá pelo nome de Pedro Santana Lopes 
uma tal circunstância representa a obrigatoriedade do utente quando necessitar de serviços de saúde nesses casos de "casas santas de saúde" a encomendar-se às alminhas - uma regressão de 300 anos - como então se usava à entrada do paciente: "o Excelentissimo Senhor Cardeal Patriarca concede 200 dias de indulgências a quem saudar a Nossa Senhora da Salvação"  

decerto uma alegoria ao lauto repasto do abade, consolo da barriga de freira

segunda-feira, setembro 16, 2013

as Autárquicas e a Vingança das Televisões, obrigadas por lei a cumprir serviço público

(...) já que não nos deixam fazer a discriminação que queremos, então não fazemos cobertura da campanha eleitoral!" (uma queixa formal, tanto em termos constitucionais como juridicos, está neste momento em curso)

"Desde 2009 que a CNE tem sido mais exigente no cumprimento da lei que tem já muitos anos, depois de providências cautelares interpostas em tribunal e ganhas pelo MEP - Movimento Esperança Portugal e pelo PCTP/MRPP para terem assento nos debates televisivos - este último partido acabou depois por não aparecer nos debates" - o jornal Público quando afirma que o MRPP não compareceu aos debates mente descaradamente (com o espirito de filha-da-putice que pode caracterizar um pasquim de uma grande cadeia de consumismo comercial ), porque não esclarece que esses debates seriam agendados para as três e quatro da madrugada, hora a que não haveria nenhuma audiência para os ver. Querem fazer dos eleitores gente parva?

Na verdade toda a gente percebe hoje que as raizes da Censura sobre o tema "eleições autárquicas" radica no famoso triângulo Banca-Poder Local- Construtores de Bens não Transaccionáveis, ou seja, nas teias da corrupção e compadrio que favorecem a especulação imobiliária! ao invés de Portugal poder progredir com investimentos na Produção de bens transaccionáveis que equilibrariam a nossa balança de pagamentos. Em termos gerais é esta a linha principal para a compreensão da "crise". Para se compreender os pequenos nadas que os Medias fazem andar por aí a flutuar à flor da opinião pública

domingo, setembro 15, 2013

2º Livro da Trilogia de Shlomo Sand: "A Invenção da Terra de Israel”

Num velho recorte de jornal de 1917 o judeu britanico Isaac Don Levine expressa o seu desejo da criação de uma nova nação chamada Palestine, a nova Judeia, a partir da contribuição militar da Grã-Bretanha para a implosão do Império Otomano (o artigo completo pode ser lido aqui)

Neste segundo volume da sua trilogia sobre estudos judaicos, Shlomo Sand explora como a “Terra de Israel” foi inventada e desmascara a mitologia nacionalista-sionista popular. Em 2009, Shlomo Sand publicou “A Invenção do Povo Judeu“ (nunca traduzido para português), no qual afirmou que os judeus têm pouco em comum uns com os outros. Não existe uma linhagem ética comum em virtude do elevado índice de conversão na antiguidade. Também não têm uma linguagem comum, pois o hebraico era unicamente utilizado para efeitos litúrgicos e não era nem falado no tempo de Jesus. O ídiche era somente utilizado pelos judeus asquenazes. O que resta para os unir? Religião? Mas religião não cria um povo – vejamos o caso dos muçulmanos e dos católicos. Além de que muitos dos judeus não são religiosos. Sionismo? Não passa de uma opção política: alguém pode ser escocês e não ser partidário do nacionalismo escocês. Além de que muitos judeus, incluindo sionistas, não têm a mínima intenção de “retornar” à Terra Santa preferindo permanecer em Londres, Brooklyn ou onde seja. Por outras palavras, a designação de “Povo Judeu” é uma construção política, uma invenção. Agora, Sand diz-nos neste segundo volume, daquilo que será uma trilogia, que mesmo a ideia de “Terra de Israel” foi inventada. O terceiro volume da trilogia será “A Invenção dos Judeus Seculares”.

A “Terra de Israel” quase não é mencionada no Antigo Testamento; a expressão mais frequente é Terra de Canaã. Quando é mencionada, não inclui Jerusalém, Hebron ou Belém. “Israel” bíblica é somente Israel Norte (Samaria) e jamais existiu um reino único e unido que incluísse a antiga Judeia e Samaria.

Mesmo que tal reino alguma vez tenha existido, não é um argumento válido para reivindicar um estado após mais de 2000 anos. É uma ironia da História que tantos sionistas, muitos deles seculares e socialistas usem argumentos religiosos para sustentar as suas teses. Além disso, o relato bíblico deixa bem claro que os judeus, liderados por Moisés e depois por Josué, foram colonizadores e ordenados por Deus para exterminar “tudo o que respire”. “Destrói-os completamente – Hititas, Amoritas, Cananeus, os supostos Ferizeus, Hivitas e Jebuseus - como o Senhor vos ordenou”. Imagem se os Amoritas voltassem para reclamar a sua antiga terra. Se o fizessem, isto é o que Deuteronômio 20 tem a dizer: “Passem pela espada todos os homens … Quanto às mulheres, crianças, gado e tudo o mais… podem tomá-los para vós como pilhagem”. Hoje em dia, uma injunção deste tipo iria levá-lo directamente para o Tribunal Penal Internacional.

A incerteza quanto ao que constitui exactamente a “Terra de Israel” perdura até hoje. Existe um estado de Israel reconhecido internacionalmente com fronteiras claramente definida (A Linha Verde de 1967 resultou da expansão que se seguiu à guerra de 1948) e existe a “Terra de Israel” cujas fronteiras dependem de quem está a falar; para alguns isso inclui toda a Cisjordânia, para outros toda a Jordânia. Para muitos, inclui parte da Turquia, Síria e Iraque, pois Deus prometeu a Abraão e aos seus descendentes “esta terra, desde o rio do Egipto até ao Eufrates”.

No judaísmo tradicional não existe qualquer determinação de “regresso” à “Terra de Israel”. O ritual “próximo ano em Jerusalém”, que faz parte da oração do Sêder de Pessach, nunca foi uma chamada para reivindicar ou reconstituir um Estado.

No século XIX, aqueles que defendiam o “regresso” dos judeus à Terra Santa eram mais cristãos sionistas que judeus. Lord Shaftesbury, um Tory compassivo que contribuiu para a melhoria das condições de loucos em asilos e crianças nas fábricas (The Ten Hours Act, 1833), lutou incessantemente para promover uma presença judaica na Palestina. Shlomo Sand descreve-o como um Theodor Herzl antes de Herzl, e com razão pois parece que foi Shaftesbury quem criou a famosa frase “Uma terra sem povo para um povo sem terra”. Claro que ele tinha a esperança que os judeus se convertessem ao cristianismo. Lord Palmerston, do lado liberal, também se entusiasmou com a ideia, não por se importar com os judeus (ou cristãos), mas porque pensava que se os judeus britânicos colonizassem uma parte do Império Otomano, isso aumentaria a influência britânica.

o sonho Sionista do Grande Israel em 1948 incluia a Síria
Nessa altura, poucos judeus eram sionistas. Quando perseguidos, como aconteceu no Império Russo, preferiam fugir para as novas terras de emigração, como a Argentina ou os Estados Unidos, do que para a Terra Prometida. O que terá feito possível o “Estado de Israel” não foi a promessa de Deus, mas sim o Holocausto e a relutância ocidental de providenciar refúgio aos sobreviventes.

Grande parte do que Shlomo Sand revela é conhecido pelos especialistas. O seu feito consiste em desmascarar a mitologia nacionalista que reina em grande parte da opinião popular. Também normaliza os judeus, uma vez que desafia a crença no excepcionalismo. O Holocausto foi um evento único, mas a ladainha nacionalista é basicamente semelhante em todas as nações – quase um género literário em si – pois está dividida entre um sentido lacrimoso de vitimização e auto-piedade e um conto ufanista de feitos heróicos.

Autor: Donald Sassoon, um judeu Anti-Sionista, é professor de História Comparada da Europa na Faculdade Queen Mary da Universidade de Londres.
Fonte original: http://www.guardian.co.uk/books/2013/apr/18/invention-land-israel-shlomo-sand 
Traduzido por Sionismo.Net

sábado, setembro 14, 2013

"Só pagamos a dívida se quisermos" (mas pagamos, "reestruturando-a" com mais tempo e mais dinheiro)

"Não devemos negar totalmente a dívida. Devemos é dizer que os compromissos do Estado português para com os cidadãos e a coesão da sua sociedade são mais importantes do que as obrigações com os credores externos. Do ponto de vista ético e moral, as dívidas devem ser pagas, mas estamos a adiar o inevitável, porque o que não pode ser pago não vai ser pago. Seriam necessários orçamentos excedentários, durante várias décadas, para que Portugal conseguisse amortizar a sua dívida. É impossível pagá-la sem entrar numa trajetória de empobrecimento. Deve-se estabelecer, mediante acordo, qual o montante a pagar e as condições (prazos, juros), mas esta questão não está presente no discurso dos líderes europeus. Possivelmente teremos de nos impor unilateralmente, invocando um estado de necessidade. Devemos estar preparados para as eventuais retaliações que daí possam resultar, que é possível que impliquem a saída do euro"  

(entrevista com Alexandre Abreu economista do Congresso das Alternativas)



sexta-feira, setembro 13, 2013

Evasão Fiscal - O assalto do século


Imagine um mundo em que você pode escolher se quer pagar impostos ou não, continuando a beneficiar de serviços públicos de qualidade (saúde, educação, segurança, transportes ...) pagos por outras pessoas. Este mundo existe: é o nosso. Hoje, as empresas podem contabilizar biliões de lucro e não pagar um único euro de imposto. Bem como os contribuintes ricos têm todas as oportunidades para esconder sua riqueza lá fora ao abrigo do sigilo bancário suíço ou de contas domiciliadas em Jersey. A evasão fiscal tomou tais proporções que agora ameaça a estabilidade dos nossos Estados. Entre 20 a 30 triliões de dólares estão escondidos em paraísos fiscais, o equivalente a dois terços do endividamento dos paises globalmente!

O saque das nossas riquezas públicas

Xavier Harel, jornalista e autor de “A Grande Evasão” (The Great Escape) sobre o escândalo dos paraísos fiscais, leva-nos até às Ilhas Cayman, ao Estado de Delaware nos Estados Unidos, Jersey, Suíça e à City de Londres no Reino Unido para nos ajudar a descobrir a indústria da evasão fiscal. O autor desmonta com humor as saborosas manigâncias de multinacionais como a Colgate, Total ou Amazon para evitar o pagamento de impostos. Critica igualmente o papel de grandes (e pequenas) empresas de consultoria como a KPMG, Ernst & Young e Price Water House Cooper no saque de riquezas que são de todos. Finalmente revela o incrível cinismo de bancos como o UBS e BNP que foram socorridos com dinheiro público, mas continuam a oferecer as suas soluções para os seus clientes ricos se furtarem aos impostos. Mas a evasão fiscal tem um preço. Na Grécia, Xavier Harel mostra-nos como um país europeu caiu na bancarrota por causa da sua incapacidade para aumentar os impostos. A falência ameaça-nos a todos, se nada for feito para acabar com estes incríveis privilégios actualmente usufruidos por grandes empresas e trapaceiros ricos.

Exprimente ver pormenores do esquema neste canal interactivo

O documentário será exibido no Canal Arte no sábado dia 14 às 11.30. Repete terça-feira 24 às 8.55

Para aprofundar o tema: 
"O Dinheiro Secreto dos Paraisos Fiscais" por Sylvain Besson

Onde não se diz uma palavra sobre o não pagamento da Dívida especulada a partir do Euro

o resto da verdade no livro funciona, apenas como meia-verdade:

Desde 1891 o Estado controlava a emissão de moeda e de notas em papel através de um Banco Central, que por sua vez era controlado por ele. A legislação limitava normalmente a enissão monetária em função das reservas de capital do banco emissor. A situação em quase todo o mundo ainda permanece assim, independentemente dos bancos emissores serem privados (com aparência de público como nos EUA ou públicos como Banco de Inglaterra embora controlado por privados). 
A excepção é a zona Euro, em que os Estados não controlam a respectiva emissão. Nesta zona, a emissão está a cargo do Banco Central Europeu, uma entidade que não reporta a nenhum dos Estados membros e é, portanto, supranacional. 

Tal situação é totalmente absurda e contribuiu de forma evidente para criar a crise europeia. Segundo outra norma estatutária, ao impedir o BCE de emprestar dinheiro aos Estados, colocou-os nas mãos dos "mercados financeiros" monopolizados por accionistas privados

quinta-feira, setembro 12, 2013

o IMI, a AGUA e a ELECTRICIDADE vão colocar 90% da população no limiar da pobreza. Em Portugal, na Europa, no Mundo inteiro.

"Não é concebivel que se gastem energia, recursos e capital social a discutir propostas legislativas que não estão conforme as normas constitucionais". Principalmente depois da aprovação à surrelfa do Tratado Constitucional Europeu, habilmente travestido em "Tratado de Lisboa" para não ser sufragado, que aprova toda a espécie de tropelias em beneficio da banca à revelia dos povos

À privatização das nossas águas, por via de Bruxelas, para além da Empresa Pública Águas de Portugal ter tido 93,8 milhões de lucros em 2012, seguiu-se a "obrigação" para todas as câmaras e freguesias de informarem acerca da existência das fontes e poços em Portugal. O próprio tom desta ordem de Bruxelas foi muito mal recebido em Portugal e um grande número de câmaras e freguesias resolveu simplesmente não fornecer indicações nenhumas. Isto não estava previsto em Bruxelas e não sabem liderar com esta situação, a não ser com maior prepotência. Algumas câmaras entretanto já venderam as suas redes de  fornecimento de água (a Sintra do autarca Seara, por exemplo). A EPAL por sua vez entregou a supervisão dos aditivos para a água fornecida à população a uma firma especializada israelita. Esta controla agora o que a população portuguesa bebe. Esta firma instalou na rede de água de uma cidade algarvia um posto de intervenção com produtos experimentais, onde a população do Algarve nítidamente serve de cobaia.

a ENTREGA DA SOBERANIA A BRUXELAS, em troca de comissões, por alguns abutres, recebidas e canalizadas para contas offshores, é um crime de ALTA TRAIÇÃO. Sujeitar-se a não saber mais o que se está a beber e ficar dependente de especialistas, que cumprem ordens não necessariamente nossas, não é menos grave.

a União Europeia promove a Privatização das Águas, politica que começou a ser experimentada em Paços de Ferreira. Reportagem no canal de tv alemão Ard Monitor.

Legendado em português (clique em CC - 1º símbolo no canto inferior direito do video- janela com 2 riscos para activar as legendas)


quarta-feira, setembro 11, 2013

em prol da Prosperidade da "Nação Árabe" ou do conluio com os Criminosos de Estado Ocidentais?

"Acreditamos que o Mundo Árabe é um único corpo humano... Ele prospera se todas as suas partes forem prósperas" (Sheik Hamad Bin Khalifa al-Thani, ditador do Qatar nos últimos 18 anos que deu apoio às primaveras árabes, mas que permanece lider de uma monarquia absoluta)

ao Oligarca do Qatar saiu-lhe esta frase bombástica (no orgão sionista Time Magazine), que não tem nada a ver com nenhum facto real. O "mundo árabe" está mais pulverizado que nunca. Entretanto sabe-se agora que o video que demonstraria o pretenso ataque quimico em Damasco foi filmado numa espécie de hollywood no Reino do Qatar.

O comprometimento do “mundo árabe” - pretensamente representado pela Casa de Saud, as Dinastias Sauditas, mitologicamente da mesma raiz étnica das tribos israelitas – com a tribo neoconservadora de Washington é de origem contemporânea por via dos “petrodólares” e saiu reforçado dos acontecimentos do 11 de Setembro de 2001. (1)

os vôos dos Sauditas de regresso a casa após o 11 de Setembro são apenas a ponta do iceberg

A maioria das pessoas sabe da existência de vôos fretados grátis para Sauditas para lhes garantir a segurança, face ao anátema lançado sobre “os terroristas muçulmanos” no regresso a casa logo após o 11 de Setembro. Isto é, enquanto todos os outros vôos ao longo do EUA foram cancelados (incluindo vôos de transporte de órgãos para transplantes.) Mas há uma história muito mais abrangente que nunca foi contada... e que envolve a acção do FBI para encobrir os laços com os terroristas Sauditas.

12 anos depois, todos os “terroristas” suspeitos como "hijackers" do 11 de Setembro estão vivos e de boa saúde. E em 2001 houve mais sauditas a "sair da cadeia” livremente, usando o cartão real saudita. Os hijackers tinham família árabe na Florida? (o Estado então governado pelo irmão Jeb Bush)?

Apenas duas semanas antes do 11/9 os sequestradores dos aviões que embateram contra o Pentágono e as 3 torres do World Trade Center (2), membros de uma família saudita, deixaram abruptamente a sua casa de luxo perto de Sarasota, abandonando um carro novo na garagem, uma geladeira cheia de comida, frutas sobre o balcão "e um cofre aberto no quarto principal. Nas semanas a seguir aos atentados, os “agentes da lei” não só descobriram a casa, como encontraram vestígios dela ter sido visitada depois dos atentados pelos veículos usados pelos sequestradores e que os registos de telefonemas ligavam essa casa e aqueles que realizaram os vôos da morte, "incluindo o líder Mohamed Atta", descobertas que nunca antes foram revelados ao público. Dez anos depois do “ataque mortal de terrorismo” em solo dos EUA, a nova informação surgiu quando o FBI encontrou laços preocupantes entre os sequestradores e residentes nessa comunidade de luxo no sudoeste da Flórida, mas a investigação não foi relatada ao Congresso ou sequer mencionada no Relatório da Comissão que “investigou" o 11/9

O ex-senador Bob Graham, o democrata da Flórida que co-presidiu ao inquérito conjunto bipartidário do Congresso sobre os ataques, disse que estes dados deveriam ter sido divulgados imediatamente quando ocorreram, acrescentando que eles "abrem a porta para um novo capítulo da investigação quanto à profundidade do papel da Arábia Saudita no 11 de Setembro". Nenhuma informação relativa às pessoas nomeadas em Sarasota foi divulgada - "o Departamento de Justiça dos EUA, a principal agência que investigou os ataques, recusou-se a comentar, afirmando que irá discutir apenas as informações já desclassificadas. Os antigos proprietários da Arábia Saudita que viviam na elegante casa, com os supostos nomes de Abdulazzi al-Hiijjii e a sua esposa Anoud, já não podem ser encontrados, interrogados ou envolvidos, nem o agora proprietário Esam Ghazzawi, que é o pai de Anoud, uma vez que os registos mostram que a casa foi vendida em 2003.

fontes:
(1) Site norte-americano "A Verdade sobre o 11 de Setembro
(2) Sabia que uma Terceira Torre caiu no 11 de Setembro de 2001? Sete factos acerca do Edificio 7

segunda-feira, setembro 09, 2013

Demasiado Porcos para Grunhir

A brigada de limpeza ideológica do Governo coadjuvada pelos funcionários camarários do “socialista” Costa removeram algumas pinturas murais da Rua Conselheiro Fernando de Sousa (às Amoreiras, perto de Campolide), conservando outras sem teor politico dissidente. Pensam que com esta acção de Censura removem igualmente a percepção de que o conluio da Banca Comercial de Investimentos com os directórios dos Partidos de Governo (1) é de facto a origem da Corrupção (2) que assola de um modo geral as sociedades ocidentais e a portuguesa em particular 

Para compreender quem tem o Poder de emitir Dinheiro, quer dizer, quem dita a política monetária, determina a disponibilidade de dinheiro em circulação e o valor dos Juros associados à concessão de Crédito… é necessário perceber quem dirige (3) e como funciona a rede global de Bancos Centrais (4).

O laisser-faire do Globalismo de Mercado conduziu a parte do mundo ocidentalizada ao desastre iniciado em 2008. O total das hipotecas sobre o imobiliário nos EUA que estiveram na origem da crise foi estimado em 10,5 Triliões de dólares (5). E este número, com a vista grossa das agências de notação como partes interessadas, foi multiplicado ninguém sabe ainda quantas vezes com o “empacotamento” agregado desses valores tóxicos lançando-os em Bolsa com objectivos especulativos. Na transição da “crise” financeira para a crise económica, estima-se que 14,5 Triliões de dólares, ou seja, 33% do valor das empresas de todo o mundo foram pulverizados pela crise. Os mercados bolsistas caíram drasticamente, os Bancos não puderam continuar a emprestar grandes quantidades de dinheiro, obrigando as empresas a reduzir a Produção, o desemprego subiu em flecha atingindo actualmente o número sem precedentes de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.

O valor do resgate aos Bancos nos EUA situou-se nos 9,7 Triliões. Os resgates aos bancos europeus foram de 1,4 Triliões. O resgate aos bancos da Grã-Bretanha 0,9 Triliões. Comparativamente, o Plano Marshall para a reconstrução da Europa no pós-guerra, com valores ajustados à inflação, foi de 0,1 Trilião de dólares…Estes generosos pacotes de resgate permitiram que os grandes Bancos e Grupos Financeiros associados (“ajudados”) perdessem ainda mais dinheiro sem ter de declarar falência. Injectando mais liquidez de forma massiva no mercado, mais dólares, significou uma desvalorização da moeda, originando uma guerra comercial como aconteceu nos anos 30 entre as potências capitalistas (a história repetir-se-á ?). A chamada 2ª Grande Depressão (com inicio em 2008) depois do colapso financeiro transformou-se numa guerra de divisas. A deflação da Dívida dos bancos privados só poderia ser contrariada pela Inflação da Dívida soberana dos Estado (6)
Equacionando os Bancos Centrais emissores e as moedas de referência a nivel mundial, ganha a mais forte: o Dólar, que apesar do seu valor nominal fictício, é a que é que tem suporte económico pela hegemonia na indústria militar (7). O custo imposto aos contribuintes de todo o mundo é verdadeiramente desconcertante: as gerações futuras terão de pagar biliões dos dólares usados para financiar esses pacotes de resgate. (8)
Irónico, quando a razão de ser da FED (e de todos os Bancos Centrais associados) era evitar os pânicos bancários colocando dólares no mercado. Nos anos 70 foram estabelecidos por Lei três objectivos para a FED: preços estáveis, pleno emprego e juros moderados. Sem dúvida, em 1929 não se emprestou dinheiro para salvar os Bancos, e segundo alguns economistas esse foi um erro que agravou a Recessão. Contudo, nessa 1ª Grande Depressão “o Mercado” funcionou: cerca de 5000 pequenos bancos faliram só no primeiro ano de crise e milhões de depositantes, grandes fortunas e comerciantes ricos, perderam o dinheiro dos lucros acumulados.


notas
(1) Dylan Ratigan: “somos governados por políticos comprados”
http://www.youtube.com/watch?v=kFuM_HetPwQ 
(2) Lista dos maiores crimes de corrupção em Portugal 
http://apodrecetuga.blogspot.com/p/dos-crimes-de-corrupcao.html
(3) “The Federal Reserve Cartel: The Eight Families That Stole America”. Então, quem são os accionistas do dinheiro emitido pelos Bancos Centrais? 
http://www.infowars.com/the-federal-reserve-cartel-the-eight-families/
(4) No ano de 2000 [antes do 11 de Setembro] havia apenas sete países sem um Banco Central pertencente a este sistema
http://contradogma.wordpress.com/2013/07/25/o-aviso-i/
(5) Perdas e Resgates nos Estados Unidos e União Europeia 
http://www.globalissues.org/article/768/global-financial-crisis
(6) “Introdução ao Neoliberalismo” de Manfred B. Steger e Ravik Roy, edição em língua inglesa de 2010 
(7) World Military Spending 
http://www.globalissues.org/article/75/world-military-spending
(8) Citação sobre a história da famiglia Bardi retirada de Carlo M. Cipolla

domingo, setembro 08, 2013

a Mulher, Estaline e o papel do Estado

“Junto com o capitalismo e o imperialismo, a Revolução de Outubro era também chamada a pôr fim à opressão da Mulher. Para tornar possível a sua participação com direitos iguais na vida politica e social, era necessário libertá-la, graças ao desenvolvimento mais amplo possível dos serviços sociais, da reclusão doméstica e de uma divisão de trabalho que humilhava a Mulher e a tornava estúpida; a crítica da moral tradicional e da sua duplicidade garantiria depois também à Mulher a emancipação sexual até àquele momento reservada, ainda que de forma parcial e distorcida, somente ao macho.

a deputada Licia Ronzulli, esta semana no Parlamento Europeu
Em seguida a essas grandes transformações teria ainda sentido a instituição “Familia” ou estava ela destinada a desaparecer? Alexandra Kollontai não tem dúvidas: “a família não será mais necessária”. O conceito “família” era colocado em crise pela completa liberdade, espontaneidade e “fluidez” que doravante caracterizariam as relações sexuais. A família, além de incómoda, revelava-se igualmente supérflua: “a educação dos filhos passa gradualmente para sa mãos da Sociedade”. Por outro lado, não havia razões para se entregara a lamentações. A família era o lugar privilegiado de cultivo do egoísmo, qua andava junto com o apego à propriedade privada. Em conclusão: “ a trabalhadora Mãe socialmente consciente revoltar-se-á a ponto de não fazer nenhuma distinção entre “teu” e “meu” e, portanto, de recordar que há apenas os nossos filhos, os filhos da Rússia Comunista dos Trabalhadores.

Trata-se de ideias claramente criticadas pelo grupo dirigente Bolchevique no seu conjunto. Em particular numa intervenção de 1923, Trotsky faz sabiamente notar que tal visão ignorava a “responsabilidade do Pai e da Mãe para com o Filho”, estimulando assim o abandono da criança e. portanto, o agravamento de um flagelo por si só já bastante espalhado na Moscovo daqueles anos. No entanto, de uma forma ou doutra, tais ideias eram bastante populares nos círculos do Partido. Ainda na inicio da década de 1930, Kaganovitch, um colaborador íntimo de Estaline viu-se obrigado a entrar em choque com elas. Embora aderindo completamente ao principio da libertação da mulher Kaganovitch lançou-se com veemência contra as posições extremistas que solicitavam a liquidação das cozinhas individuais e desejavam a convivência forçada em comunidades. Sabsovic, um dos planeadores de esquerda, propusera exactamente suprimir qualquer espaço de convivênciam comum entre matrido e mulher fora de um pequeno quarto com cama para a noite. Ele tinha avançado com a ideia de grandes edifícios-alvéolos de 2000 pessoas com todos os serviços em comum para estimular o “espírito comunitário” e suprimir a instituição “família burguesa”

O culto totalmente recente da família soviética não cai do céu. Os privilégios que não possam ser transmitidos aos filhos perdem metade do seu valor, Ora o direito de deixar em herança é inseparável do direito de propriedade. Portanto, a recuperação da instituição Familia remetia à defesa do direito de transmissão hereditária e do direito de propriedade e assumia, por isso, um claro significado contrarevolucionário.

De facto, por uma coincidência providencial – ironiza Trotsky – a reabilitação solene da Familia ocorre no mesmo momento em que o dinheiro volta a ser honrado: “a família renasce a mesmo tempo que se afirma o papel educativo do rublo”. A consagração da fidelidade conjugal anda junta com a consagração da propriedade privada; para dizê-lo em termos religiosos: “o quinto mandamento volta a vigorar ao mesmo tempo do sétimo, agora sem a invocação da autoridade divina”. Apenas com a autoridade do Estado.

sexta-feira, setembro 06, 2013

Não há Festa como Esta

No dia que se inicia mais uma romaria integrada no circuito de turismo ideológico de massas, cabe aqui perguntar que história foi aquela de, no lançamento da fotobiografia do Dr. Álvaro Barrerinhas Cunhal, termos assistido ao alegre convívio dos mais altos dirigentes do P"C"P com gentinha como Judite de Sousa, Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa (este último por sinal filho e herdeiro de um ministro de Salazar)

Para descomprimir, aqui fica uma verdadeira voz do deserto. Oriunda do Sahára Ocidental, uma ainda colónia ocupada pelo Rei de Marrocos com o alto patrocinio do Rei de Espanha por via do rendoso negócio dos fosfatos, Mariem Hassan actua no sábado às 20 horas, no palco 1º de Maio

quinta-feira, setembro 05, 2013

“Corrupção: «Há vinte anos que os Políticos andam a roubar o Estado»... Só?

“A facção Capitalista que governa e legisla através do Parlamento tem um interesse directo no endividamento do Estado (1). O défice do Estado é realmente o principal objectivo da sua especulação e a principal fonte do seu enriquecimento. No final de cada ano, um novo défice. Após um lapso de tempo de quatro ou cinco anos é necessário pedir um novo empréstimo . E cada empréstimo oferece novas oportunidades à aristocracia financeira para defraudar o Estado, o qual é mantido artificialmente sob a ameaça de bancarrota – é necessário então negociar com os banqueiros sujeito às condições mais desfavoráveis. Cada novo empréstimo é uma nova oportunidade de pilhagem a tudo o que é público” (Karl Marx, 1850, em “A Luta de Classes em França)

A TVI e os seus convidados descobrem que o roubo afinal só leva 20 anos de vida. Significa isso que o jovem ainda vai crescer, ou que os Media apagam da fotografia a compreensão de que o regime Capitalista por inteiro é um sistema de rapina do que é público em beneficio de privados? Paulo Morais, ele próprio como maçon, esquece-se dos antecedentes, afinal da parte principal da história, como se o actual capitalismo pudesse ser salvo por uma qualquer ilusória regeneração capitalista: «A dívida pública foi criada ao longo de 20 anos porque sucessivamente houve muita gente que andou a roubar dinheiro do orçamento do Estado» (sic)

http://www.tvi24.iol.pt/iol-push---sociedade/corrupcao-crise-divida-paulo-morais-tvi24/1400524-6182.html

René González, considerado um herói nacional cubano depois de cumprir 15 anos de prisão nos Estados Unidos pelo crime (politico) de denunciar actos terroristas contra Cuba, faz uma alocução em prol da libertação dos seus 4 companheiros ainda presos nos cárceres norte-americanos. "Que todos os cubanos usem neste aniversário uma fita amarela, um sinal na tradição yankee de todos os que regressam a casa depois de ter cumprido o seu dever para com a sua Pátria"





quarta-feira, setembro 04, 2013

"Barack Obama foi eleito Presidente para retirar os Estados Unidos de guerras, não para lançar o país em novas guerras"

a frase faz capa na Time Magazine ilustrando um artigo sobre o "problema da Síria" e, embora sendo uma manobra de diversão, interroga os leitores sobre razões que poucos compreendem. E cujo objectivo é evitar que venham a compreender as forças que fazem mover o "guerreiro infeliz"...

a Guerra torna-se Perpétua quando ela é usada como justificativa para a Paz (Norman Solomon)

Jogos de Guerra. Modus Operandi

São as transformações geradas por uma Economia sem planificação nem controlo, o modo de acumulação de capital segundo a lógica do maior lucro sempre em nome de um crescimento ilusório, que determinam as decisões politicas. E não o contrário. As decisões politicas são tomadas a jusante, não já pelos interesses da Produção (do trabalhador que produz o Valor), mas consoante os interesses dos grupos interessados num Consumismo desenfreado que rompeu com a fronteiras. Nesta óptica da criação de “anti-Valor”, hoje a forma “Estado” só subsiste por via da sua utilidade na extorsão aos contribuintes de rendas cobradas sobre os bens sociais colectivos. "Estado" desalinhado, que não concorde com as normas neoliberais de mercado livre (para os capitalistas), é considerado Estado inimigo sujeito a invasão

Tal como a evolução do Capitalismo em direcção a uma decadência irreversivel (vide O Capitalismo de Destruição em “The Shock Doctrine”) as decisões tomadas em função deste paradigma só podem ser decisões assentes em actos de barbárie, de pura pirataria. Na mesma medida em que actualmente é a tentativa de implantação de uma nova ordem na Economia Global segundo as necessidades de defesa dos interesses do imperialismo financeiro-militar.industrial que determina as Politicas a impor globalmente. Todos os presidentes do Império inventaram os seus falsos pretextos para servir – e foi para isso que foram lá colocados - independentemente de serem de extrema direita (como os Bush) ou de “centro-esquerda" para os ingénuos (como Clinton) com as suas causus belli os Banksters do Capital 

segunda-feira, setembro 02, 2013

e depois disto Obama (prémio nobel da paz)... ainda te vais atirar ao Povo Sírio?

Classificação: Muito confidencial (*)
Oficio enviado ao Director do gabinete de acompanhamento no Ministério do Interior
Cópia ao director do Comité para ordenar o Bem e proibir os actos ímpios.
Cópia às informações gerais

Reino da Arábia Saudita

Ministério do Interior Sua excelência o general Seoud al Thounayane Gabinete secreto do Ministério do Interior
Saudação e benção de Alá

Sequência do telegrama do gabinete real nº 112 com data de 19/04/1433 da Hégira. 

Nas prisões do reino detidos (105 iemenitas, 21 palestinos, 212 sauditas, 96 sudaneses, 254 sírios, 82 jordanos, 68 somalis, 32 afegãos, 194 egípcios, 203 paquistaneses, 23 iraquianos e 44 kuwaitianos) acusados de tráfico de droga, de assassínio, de violação, merecendo o castigo da charia islâmica e da execução pela espada serão – em acordo com eles – agraciados com a contrapartida de irem combater pela jihad na Síria após treino e equipamento. Um salário mensal será pago aos seus familiares e seus próximos que se verão proibidos de viajar para fora da Arábia Saudita. 
Queira receber as minhas saudações.
Abdallah ben Ali al Rmeizan

domingo, setembro 01, 2013

a Passos de novo resgate

“Tribunal Constitucional Salva Função Pública” é a noticia:

“O Tribunal Constitucional (TC) travou um grande embuste. A ideia que a “lei da requalificação do Estado”, eufemismo gongórico para despedimentos, é decisiva para a reforma da administração pública é uma fraude. O que está em causa é uma cruzada ideológica. De uma penada, pretendeu-se varrer valores como a proporcionalidade e a confiança, que estão na base de todas as Constituições do mundo ocidental como verdadeiras conquistas civilizacionais. Não são de esquerda nem de direita, são avanços da humanidade. Por isso, Cavaco Silva suscitou dúvidas pedindo a verificação prévia da constitucionalidade da lei. Fez muito bem (...)”

Este editorial do Correio da Manha deixa o recado subliminar que Cavaco é muito bom samaritano e que ele e os 2 partidos dele (+1 de que precisa para cumprir uma maioria de 2/3 para alterar a Constituição) são uns paladinos, sempre de língua em riste pelo bem de “todo o povo português”

Longe disso, averigue-se pela cronologia dos factos: 

o Governo Coelho-Portas aprova com a sua maioria na AR o projecto de lei que, conforme as ordens da Troica, iria permitir o despedimento de 30 mil funcionários públicos. Cavaco suscita dúvidas previamente, acto concertado tacitamente com o adiamento da 8ª e 9ª avaliações da Troica para data posterior à decisão do TC. 

Um Maduro qualquer vem anunciar que Portugal apresenta, pela primeira vez, um consistente trimestre de crescimento - de 1,1%, pasme-se – e isso constitui a prova provada que Portugal estaria no bom caminho e tal se ficaria a dever à persistência e coerência das políticas deste governo
O Banco Barclays, coadjuvando a opinião de outras instituições internacionais, divulga um relatório onde faz uma previsão sobre a situação financeira do país, concluindo que Portugal terá de pedir novo resgate. Segundo dados vindos a público a 21 de Agosto, a probabilidade de incumprimento da dívida subiu um ponto percentual, tendo regressado aos 6,5% os juros da mesma a dez anos, no mercado secundário. Fortemente provável é também o incumprimento da dívida a 5 anos. Segundo dados facultados pela S&P Capital IQ, essa probabilidade, que até 16 de Agosto se estimava em 31,43%, situava-se uns dias depois nos 32,58%!
 
Reunido apenas com metade dos juízes, porque a restante metade estava de férias, o Tribunal Constitucional chumba as normas inconstitucionais, deixando a porta aberta para que os “despedimentos possam ser levados a cabo, mas não com esta lei. Mal a decisão do TC é tornada pública, um Passos Coelho mais afoito e bronzeado, em sintonia com o Relatório do Barclays, vem imediatamente ameaçar com segundo resgate, afirmando que o Governo não tem alternativa ao chumbo do TC. (excepto se depois da 8ª e 9ª avaliações da Troica o governo vier, como decerto virá, com novas medidas às quais o TC não porá mais objecções)

Ou seja, há menos de uma semana estaríamos, segundo Coelho, Portas e Maduro, Portugal estaria a sair da recessão! 
Afinal em que é que ficamos?
Se hoje já corremos o risco de incumprimento e de bancarrota? O que mudou? Absolutamente nada!, excepto a compreensão de que o Tribunal Constitucional se presta a instrumentalizações e é de facto um verbo de encher