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terça-feira, junho 16, 2009

mudar a Constituição Islâmica do Irão? a situação mudou


uma sondagem pré eleitoral realizada há 3 semanas em farsi pela ong New America (da Fundação Rockefeller) colocava o ratio da re-eleição de Mahmoud Ahmadinejad em 2 pontos contra 1 dos candidatos da oposição. Qual é então a surpresa? - é a criação de um movimento ficticio que contrarie os dados inquiridos, proveniente da ingerência externa, o que aliás se torna evidente pela terminologia usada nos cartazes e slogans. A maioria dos manifestantes pró-regime que andam na rua já perceberam claramente este ponto e a policia vê-se obrigada a defender as embaixadas estrangeiras (e convidando as equipas de reportagem ocidentais a sair do país) protegendo-as contra retaliações provenientes da ideia geral do envolvimento estrangeiro nos assuntos internos do Irão

post scriptum. Antes de começar a seleccionar dados, tome-se nota:
"Moussavi seguiu o script que lhe foi distribuido, declarando aos seus seguidores que a eleição era inválida, embora graciosamente aceitasse ter sido derrotado.O protegido da CIA Manuel Rosales, o candidato anti-Chávez em 2006 fez exactamente a mesma coisa. A oposição veio para a rua clamar pelas suas razões; e quando Ahmadinejad tentou apaziguar os manifestantes oferecendo a Moussavi um lugar no novo governo, Moussavi rejeitou a oferta" Trata-se de mais uma utilização do processo 1.2.3. usado pela CIA inúmeras vezes em diversos lugares. Desta vez a chave para a descoberta da fraude está no nome do nosso amigo Manucher Ghorbanifar

* Ahmadinejad chegou hoje à Rússia
para participar na Conferência da SCO (Shanghai Cooperation Organization) uma organização criada para travar a expansão imperialista da Nato nos paises ex-soviéticos da Ásia do sul
(fonte)
* relacionado:
"Jogos de Guerra na Ásia Central"
.
para aqueles que cultivaram a imagem de Bush como sendo um retardado, a história lá se vai encarregando de os ridicularizar. Efectivamente, à primeira vista, para o papel qualquer idiota servia, embora o resultado da sua obra seja agora bem visivel - inverteu o paradigma civilizacional no mundo e criou as bases para o maior roubo económico da História, controlou o panorama interno alterando o "patriotic act" e legou a herança da institucionalização do neoconservadorismo na Europa, onde o PPE dispõe de uma confortável maioria e a alternativa que os pseudo desafia está igualmente comprometida com as opções tomadas por Bush. Nestas circunstâncias que melhor sucessor que um "grilo bem falante de aparência de esquerda" para lograr enganar os telespectadores? - pressente-se que todo aquele discurso é de plástico, que o robot é programado,

só não se torna evidente, de novo à primeira vista, por quem (?) - numa breve súmula não exaustiva vamos encontrar de imediato diversos czares judeus do lobie sionista em postos chave não eleitos, "nomeados" por Obama: Larry Summers na Economia, Cass Sunstein na Regulação, Kenneth Feinberg na tesouraria que administra os executivos das corporações multinacionais, Daniel Fried como administrador de prisões como Guantanamo, que arrasta consigo mais uma impressionante leva de judeus da era Clinton, Steven Rattner como delegado do governo para a indústria automóvel, Alan Bersin para guardião das fronteiras (controlo de Imigração), Todd Stern um negacionista de Kyoto, para a implementação das novas indústrias do clima e Carol Browner como delegado especial para impôr a politica de Alterações Climáticas aos pobres. Para já não mencionar individuos mais óbvios, como o team da Reserva Federal chefiado pelos judeus Geithner, Bernanke &Compª ou o chefe do staff da Casa Branca Rham Emmanuel que a todo o minuto segreda instruções ventriloquas ao boneco.
Imagine-se o que acontece quando os discursos e as dicas escritas por toda esta gente falham e desaparecem por percalço do teleponto:

segunda-feira, junho 15, 2009

o Conselho dos Guardiães da Constituição foi subvertido

imagine-se se o conselho de Estado
no Irão não tivesse tomado esta medida ,,,

o que não diriam os "Bassijis" espoliados
de qualquer controlo democrático sobre as decisões ,,,

que a proximidade do Africom e o espectro barrosista do Acordo das Lajes acrescentam na mais valia ao negócio de recolonização depois de o continente ter sido alvo de desinfestação populacional pela disseminação de epidemias e intervenções militares (como a que assassinou Savimbi, que também não aceitou o resultado das eleições, como agora faz o candidato derrotado no Irão, com todo o apoio europeu,

logo, você aí, se não conseguiu ainda alistar-se e recolher umas migalhas do espólio obtido através do negócio das agressões externas, apresse-se (se é jovem, porque se (ainda) estiver empregado e ficar por cá verá os seus impostos agravados) por via das despesas em fardamentos e outras pequenas regalias das nomenklaturas de caserna e respectivas elites de gestão civil

portanto, como é tradicional neste tipo de situação histórica, o último a sair antes da falência fecha a porta e apaga a luz,,,
sem Hipocrisia!

domingo, junho 14, 2009

votos e double talk








"Mag Bar Dictador"


"abaixo o ditador" gritam os manifestantes, o que é um slogan estúpido, importado, porque como é sabido Ahmadinejad não dispõe de poder pessoal relevante no Irão - é apenas um porta voz dos poderes constitucionais instituidos. Os protestos de Teerão alastram a outras cidades, Isfahan, Shiraz, Rasht, Tabriz. E, inevitavelmente, a diversas capitais europeias (Euronews),
Muito barulho para nada! a menos que estejam a pensar numa "revolução violeta" como chamaram à do Iraque em 2005,,, o que faz as delícias dos terroristas
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sexta-feira, junho 12, 2009

“Nuremberga, a Última Batalha”, de David Irving

(continuação) - recenção do livro.


Decisões a Alto Nível

Á medida que a derrota da Alemanha se tornava mais óbvia, os lideres dos Aliados começaram a discutir mais especificamente como lidar com a nação conquistada e as suas lideranças. O presidente Roosevelt, o primeiro ministro Churchill e o lider José Estaline prontamente concordaram que os lideres alemães mais proeminentes deviam ser executados e que a própria Alemanha devia ser neutralizada industrialmente de tal modo que nunca mais pudesse voltar de novo a ser uma grande potência na Europa, tanto económica como militarmente. “Somos levados a entender esta Alemanha” disse Roosevelt, “e com isto quero dizer o povo Alemão, não apenas os Nazis. Temos inclusivamente de considerar castrar o povo alemão ou teremos de certo modo de novo a ameaça de se reproduzirem pessoas que queiram continuar no mesmo caminho que percorreram no passado”

Porque os Aliados já tinham começado a publicitar os lideres alemães como criminosos, as discussões centraram-se no modo como estes seriam executados, de imediato ou depois de uma qualquer espécie de julgamento público. Roosevelt e Churchill inicialmente preferiam simplesmente balear a maior parte dos lideres militares e politicos alemães à medida que fossem sendo encontrados ou se rendessem. (O que aconteceu com o Duce italiano Benito Mussolini, que foi simplesmente assassinado com o seu Estado Maior). Foi Estaline quem, tendo bem presente o sucesso que havia sido destruir os rivais com o auxílio de elaborados julgamentos-espectáculo, insistiu que os lideres Alemães deveriam ser levados a julgamento. Roosevelt e Churchill alinharam com a ideia. Considerando a adulação concertada nos Julgamentos de Nuremberga por muita gente nos Estados Unidos e Grã-Bretanha, torna-se estranho que talvez eles nunca tivessem existido se não houvesse insistência do agora chamado “ditador soviético”

Sem surpresas, os oficiais soviéticos não tinham ilusões acerca da verdadeira natureza e propósitos dos procedimentos que conduziram a Nuremberga. O juiz soviético , Iona T. Nikitchenko, candidamente resumiu o seu ponto de vista sobre os preparativos: “Nós estamos a lidar aqui com chefes criminosos de guerra que já estão condenados, e cuja condenação já foi anunciada por todos os responsáveis dos governos”. Argumentou com a “ficção” que o Tribunal era objectivo, explicando que o trabalho dos juizes seria meramente o de decidir a punição apropriada, e os procuradores deveriam simplesmente assessorar os juizes.

Estatuto Duplo

Como David Irving mostra, os Aliados, vitoriosos, que concordaram nos julgamentos de Nuremberga eram todos culpados de muitas das mesmas acções criminosas pelas quais agora julgavam (e enforcavam) os réus alemães. Na verdade, os Aliados muito provavelmente tinham excedido os Alemães em crimes e atrocidades cometidas.
Irving cita, por exemplo, os bombardeamentos britânico- americanos de Dresden, Hamburgo e outras cidades alemãs, que mataram centenas de milhar de civis de cada vez, “a limpeza étnica” que foi a expulsão em massa de civis alemães do Leste e da Europa Central, dos quais um número aproximado de 2 milhões morreram ou foram abatidos, as práticas habituais de abater prisioneiros alemães a tiro, e o uso pelos Aliados de centenas de milhar de prisioneiros como trabalhadores escravos. Também são citados incidentes menos conhecidos como o abate pela aviação Britânica nos dias finais da guerra e um navio de refugiados claramente identificado com a Cruz Vermelha da Alemanha, o “Cap Arcona”, matando 7.300 refugiados, a maioria mulheres e crianças.

Na Conferência de Yalta em Fevereiro de 1945, Roosevelt, Churchill e Estaline concordaram em usar milhões de soldados capturados e civis alemães para trabalho escravizado na Rússia, França e Bélgica como “reparação em género” parcial pelos danos causados. O procurador Jackon ficou chocado ao saber que os Soviéticos pretendiam 5 milhões e a França 2 milhões desses trabalhadores forçados. (Nenhum balanço final foi feito do número de deportados para a URSS com este propósito, ou sequer do número daqueles que eventualmente alguma vez tivessem regressado). O presidente Roosevelt incentivou esta politica, a qual era uma violação flagrante da legislação internacional, preocupado apenas acerca da possibilidade do impacto negativo na opinião pública pelos prospectos oriundos dos que vinham da frente de regresso a casa.

Nalguns casos, os réus de Nuremberga foram acusados e carregaram com culpas de crimes que actualmente são atribuidos como cometidos pelos Aliados. Um dos mais notórios talvez seja o massacre de Katyn e noutros lugares da Polónia onde foram assassinados entre 11 a 15 mil oficiais polacos e intelectuais. Em Nuremberga os acusadores soviéticos esforçaram-se por apresentar provas persuasivas acusando a Alemanha da responsabilidade por este crime, e muitos alemães que os Tribunais russos acusaram como culpados destas mortes foram enforcados publicamente em Estalinegrado. Só décadas depois os oficiais soviéticos tiveram conhecimento formal que o massacre havia sido efectuado pela policia secreta soviética, actuando directamente às ordens de Estaline.

Premeditadamente, os Aliados exploraram enormemente o Tribunal com propósitos propagandísticos. Como relata Irving, os norte americanos forçaram os réus a ver os filmes caseiros montados na América onde se mostravam as atrocidades dos Alemães, que de forma surpreendente para os espectadores incluiam cenas com corpos filmados no final dos bombardeamentos pelos Aliados de cidades e fábricas alemãs. Alguns dos presentes ficavam espantados, e houve até um ex trabalhador da fábrica Messerschmitt que se reconheceu a si próprio no filme
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quinta-feira, junho 11, 2009

a ver Obama

na Normandia nas comemorações da libertação no dia D e a verborreia dos nossos editorialistas:“se não fossem os americanos toda a Europa, desde a capital Paris, falaria hoje russo”

A história mal contada da Alemanha, a memória anti-guerra possível.
Rainer Werner Fassbinder 31.5.1945-10.6.1982





Dubitando ad veritatem pervenimus
(Duvidando, chegaremos à verdade)
Campanha Internacional para o conhecimento da história real.

Os julgamentos de Nuremberga constituem um vasto, vastíssimo assunto, uma fraude grosseira e uma história suja. As evidências que as provas usadas contra os contra réus foram muito dúbias e obtidas por métodos ainda mais dúbios são hoje muito claras. Uma pequena amostra das técnicas empregues são descritas pelo historiador inglês David Irving no seu livro “Nuremberg, the Last Battle” (pag. 150-151) que trabalhou com base nos arquivos secretos de Moscovo, dados aos quais teve acesso. (O livro pode ser lido integralmente em inglês neste sítio).

“Catalogar as provas em documentos usadas converteu-se num pesadelo para o procurador Jackson. Depressa ele ficou desencantado com a produtividade dos serviços de informação do General Donovan da O.S.S (Office of Strategic Services, a, precursora da CIA). Ele tinha prometido entregar muita coisa, mas depois entregou muito pouco. O que Donovan observava como prova, decerto não o era. “Nunca pressenti que alguém me pudesse armadilhar nesta coisa” contaria Jackon mais tarde. “Mas eu já estava apanhado na ratoeira!”
Cedo se tornou claro que a O.S.S. tinha a intenção declarada de preencher o palco de todo o julgamento de acordo com as linhas do N.K.V.D (segundo o acordado com o governo da URSS em Yalta) convertendo-o num show-off com Jackson a representar pouco mais que o papel de um actor profissional. Como parte da gestão de encenação propuseram-lhe a execução de uma campanha de propaganda pré julgamento a implementar nos Estados Unidos com “a ênfase colocada na publicação de estórias sobre as atrocidades para manter a opinião pública enquadrada mental e psicologicamente no tema”
Com esta finalidade a O.S.S. programou e escreveu o guião para educação do público americano de duas bobinas de filme sobre crimes de guerra, a que chamaram “Crime e Castigo”. O documentário foi desenhado com o propósito declarado de culpar as chefias de liderança Nazis. Jackon declinou o convite para participar. Ele negou-se até a ler o discurso que a O.S.S tinha produzido para ele ler perante as câmaras. “Como vocês sabem” escreveu o procurador ao oficial responsável da O.S.S. os britânicos são particularmente sensíveis àcerca dos legisladores que julgam os seus casos em jornais e outros veiculos de comunicação”

O filme proposto foi seguido por uma sugestão explicita da O.S.S. para a entrega de “propaganda negra” durante os actos do julgamento, por agentes em paises estrangeiros seleccionados, começando rumores fabricados para influenciar as opiniões públicas a favor dos acusadores e contra os réus. A veracidade seria tanto mais efectiva, assinalaram, que montar uma campanha alargada que seguramente seria vista como óbvia e emanada pelos poderes que conduziram o julgamento. Alguém do staff de Jackson secretamente avisou-o que “aquela sugestão era fantasmática, senão completamente perigosa”, e sobre a justiça ela mesma fotocopiada, acrescentava um pequeno comentário: “O esquema é feito por malta de olhão (cock-eyed). Não o encoragem”

Vestigios dos métodos pouco seguros e credíveis das O.S.S. continuam a poder ser vistos entre as gravações primitivas de Nuremberga, entre eles, os interrogatórios pré julgamento dos réus não foram acompanhados por advogados; e eram persuadidos por truques e intimações para subscrever testemunhos incriminatórios, outros que sabemos agora serem falsos. Os processos estão repletos de curiosidades, por exemplo, extractos dactilografados anonimamente extraidos de documentos em vez dos originais; e atestam depoimentos de uma testemunha como Höss, o comandante de Auschwitz, no qual todas as “testemunhas apuseram as suas assinaturas” mas não a do próprio Höss ele mesmo. Os americanos também exibiram e submeteram como prova a amostra 1553-PS, num processo onde se invoca ser Zyklon B (ampolas de cianeto de hidrogénio), uma substância fornecida para Auschwitz destinada ao controlo de parasitas; reconhecendo implicitamente o facto que o mesmo processo contém facturas de idênticas quantidades de Zyklon B entregues no campo de Oranienberg, nos arredores de Berlim, onde nunca existiram quaisquer “câmaras de gaz”.

Estes parágrafos foram, com certeza, apenas uma breve vista de olhos sobre as inumeráveis deficiências das “provas” de Nuremberga. A omnipresença velada de Judeus nos bastidores de cena como interrogadores, guardas prisionais e torturadores é desvendada no excelente, mas longe de ser exaustivo, estudo de Irving. As amostras de técnicas empregues são contudo mais que suficientes para demonstrar que a verdade nunca foi o objectivo dos orquestradores do julgamento. Esta é a chave para avaliar Nuremberga. Todas as provas, reais ou falsificadas no grande espectáculo, foram evidências da perseguição de um pré- determinado veredicto. Foi desejado demonstrar que “os Alemães” tinham cometido grandiosos “crimes contra a humanidade” e que um dos maiores crimes teria sido o alegado extermínio de seis milhões de judeus nas chamadas “câmaras de gaz”.
Para alcançar este pré-determinado veredicto, o tribunal manipulou e distorceu provas a uma escala massiva. Por outro lado, qualquer juizo de valor honesto sobre o governo do Nacional Socialismo Alemão construido sobre as conclusões em Nuremberga são implicitamente viciadas. Trata-se da arte de escrever a história baseada na propaganda dos vencedores”
(continua amanhã)
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quarta-feira, junho 10, 2009

voto post scriptum

“Isso é que era bom! Então impediram-nos por todos os meios que nos pronunciássemos em Referendo sobre a aprovação do Tratado Constitucional Europeu (vulgo Tratado de Lisboa) e agora, como é a feijões, já lhes dava jeito o nosso voto?”, dizia um ouvinte indignado no forúm da Antena1.
Agarraram no voto dos que marcaram presença e depois? você que votou isto ou aquilo qual será a influência que terá o papelinho depositado?. A menos que sirva para preencher tempo televisivo em jeito de campeonato, (por acaso até estamos no defeso), como dizia um locutor na noite eleitoral: “o PS perdeu, o PSD ganhou e o BE superou as expectativas alcançando o 3º lugar no podium”. Podium?, Entretanto as conjecturas na vida real (porém dissimulada, senão oculta) para apurar as próximas manobras prosseguem:

e assim, "o povo" será literalmente induzido a escolher a designada representante do Grupo Bilderberg para supervisar o país
Mais apêndice à direita, menos apêndice à esquerda, as perspectivas do que se segue não mudam (1). Prometendo em grand finale (2) monopolizar miseravelmente os bouquets do jardim a rosas e laranjas, os bonecos (microbius deputas representatis ingannare) como habitualmente já brincam na mesa do orçamento:



(1) Mais do mesmo, ou a inimputabilidade dos agentes do Bloco Central - case study: os voos da CIA

(2) Música do video: "Noi Siamo Zingarelle", ária da Traviata, de Giuseppe Verdi. Filme de animação de Guionne Leroy (1993)
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terça-feira, junho 09, 2009

Ferreira Leite pensa que
pode fazer frente com êxito a José Sócrates,,,
e prosseguir a política comum de
salvar bancos com dinheiros públicos


"O votante encontra-se no seguinte aperto: é convidado a tomar uma decisão livre por um poder que, por seu lado, não pensa limitar-se às regras do jogo. É o mesmo poder que lhe exige um juramento que no entanto vive ele mesmo do perjurar. O que o votante faz é pois depositar uma boa aposta numa banca fraudulenta. Daí que ninguém possa reprová-lo que não se meta nesses problemas e se silencie com o seu Não. Tem o direito de o fazer, e não apenas por motivos de auto-conservação; a sua conduta pode ser também uma manifestação de desprezo por quem detém o poder,
um desprezo que é inclusivamente superior a um Não”

segunda-feira, junho 08, 2009

a Europa abstém-se,,,

o índice de participação regista um mínimo histórico (43,01 por cento) desde que se realizam eleições para a Parlamento Europeu.

Objectivos atingidos: que a teocracia faça as contas aos presentes, ignore as razões dos ausentes e se perpetue no Poder; e que a bipolarização ("nós" perdemos, "eles" ganharam, parabéns aos dois) entre os dois grupos que alternam nos governos seja cada vez maior.

Abstenção e legitimidade democrática

Quanto mais baixa é a participação, menor será a legitimidade do Parlamento. Portugal volta a registar menor taxa de participação, 36,5 por cento, em relação à média da União Europeia que será de cerca de 43,01 por cento.

Se não houvesse uma espécie de mercado negro do voto manipulado pelos senadores do Poder - riscam-se do mapa os que não participam e segue-se como se nada tivesse acontecido, como afinal fez jurisprudência o Senado de Roma quando os senadores expulsaram os plebeus da cidade e na sua ausência resolveram votar um
“plebis scitum” (votamos nós no lugar onde eles deveriam estar mas não estão)
Assim, se por um qualquer milagre (ou revolução) se pudesse votar a zeros a historiografia do poder democrático e começar tudo de novo princípio,,, dos 736 deputados europeus eleitos, atendendo à crise e a medidas de austeridade adequadas, apenas os eleitos efectivos pelos 40 por cento de eleitores tomariam assento nos seus lugares, ou seja 294 deputados no total para representar a Europa, ficando os restantes lugares vazios, conforme o (não) voto popular determinou. De Portugal seguiriam apenas 8 (mais 0,78 de uma perna, barriga ou bolso de encaixe de mordomia de outro), a saber, pelo Bloco Central 5 deputados e pelos restantes partidos 3,78)

relacionado
para além de efusivas comemorações (sobre quê?), não esquecer:
"Não devemos abandonar a luta contra o Tratado Constitucional!"
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domingo, junho 07, 2009

Nós os iniciadores
e primeiros signatários
do apelo ao boicote,
Nós não queremos mudar
as regras do jogo
mas mudar o jogo

(André Breton)
















os Zés Ninguém, aqueles que na actual sociedade "custam menos que as balas que os matam", são chamados a pronunciar-se sobre a Europa do Capital.
Militantes do PCP e BE: deixem-se lá de contagem de votos dentro no sistema burguês e radicalizem-se nas lutas, escutem bem o discurso da vizinha “Iniciativa Internacionalista”

sábado, junho 06, 2009

eleger, eleger

“Se a abstenção fôr de apenas 60 por cento (apenas 40 por cento dos eleitores inscritos vão votar), José Sócrates pode sorrir" (diz Oliveira e Costa, na SICNoticias sobre sondagens) Se se aproximar dos 70% (apenas 30% vão votar, menos de 3 milhões em 9 milhões de votantes recenseados) o sistema, todo ele, perde. Vamos a isso! Embora os americanos (vamos lá, condescendendo, apenas aquela malta do Alaska) tenham conspirado para manipular a meterologia e trazido chuva para ninguém ir para a praia, existem outras alternativas para evitar frequentar a tenebrosa cena das urnas fretadas pelos gerentes do corrupto sistema vigente.

¿Que se passa com a União Europeia?

Segue escrupulosamente as directrizes do FMI e da OMC, quer dizer, dos ricos que querem continuar a ser ricos à custa dos pobres que são cada vez mais pobres, a roçar a miserabilidade. E ninguém contesta radicalmente, porque senão lá se perdem as migalhas. Se é com este estado de coisas que se conforma o impropriamente chamado “centro-esquerda”(!), o que não farão os governos de direita (!)

Todas as sondagens difundidas encobrem que a abstenção nestas eleições europeias será extremamente elevada. Tal abstenção não é uma novidade. Na realidade tem vindo a aumentar nos últimos anos, na medida em que os directórios institucionalizados se extremam para o neoliberalismo puro e duro. As causas da elevada abstenção são fáceis de ver. Para isso terá de se entender o que se tem passado na União Europeia.

Vicenç Navarro, no Público.es:

1. O desemprego médio na Europa dos 15 tem vindo a aumentar desde a década de 80. A Europa que historicamente (1960-1980) se tinha caracterizado por ter um desemprego mais baixo que os Estados Unidos, passou a tê-lo mais alto a partir dos anos 80.

2. As condições de trabalho da população activa foram-se deteriorando na maioria da UE-15. A percentagem da população que afirma trabalhar em condições stressantes passou (na média da UE-15) de 32 por cento da população trabalhadora no ano de 1991 para 44 por cento em 2005.

3. A taxa de crescimento anual dos gastos públicos em transferências e serviços públicos do Estado Social (como pensões, serviços de saúde, subsidios a familias carenciadas, habitação social e outros componentes de protecção social) utilizados predominantemente pelas classes populares, tem vindo a decrescer na média da UE-15, passando de 6,2 por cento em 1990 para 4,8 por cento em 2004. Embora a taxa de crescimento das necessidades sociais sem dúvida que tem vindo a aumentar.

4. A cobertura e intensidade dos benefícios laborais (em caso de doença, incapacitado ou desemprego) tem diminuido na UE a 15. A diminuição tem sido, em geral, mais acentuada nos paises governados por partidos liberais e conservadores que naqueles governados por partidos sociais-democratas (PS e PSD). Porém, em todos eles, com uns ou com outros, em todos eles os direitos sociais têm diminuido.

5. Os rendimentos de trabalho (aquilo a que se chama massa salarial que depende do nivel de salários e do número de assalariados) como percentagem do rendimento nacional, têm decrescido (e isto apesar de o número de assalariados ter aumentado) passando de 68 por cento do rendimento nacional em 1975 para 58 por cento no ano de 2005.

Esta polarização social do rendimento tem sido facilitada pelas políticas públicas promovidas pelo Consenso de Bruxelas (que é a versão europeia do Consenso liberal de Washington), levadas a cabo pelas instituições europeias, como a Comuissão Europeia (encarregada de vigiar o cumprimento do Pacto de Estabilidade que foi o instrumento responsável pela austeridade nos gastos públicos e no desinvestimento) e o Banco Central Europeu (cujas políticas monetárias têm beneficiado enormemente o capital financeiro à custa dos estímulo económico e na produção de emprego)
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quinta-feira, junho 04, 2009

a "falência"

7 de Maio. O figurão que arenga à tropas yankees estacionadas na provincia de Helmand no Afeganistão é o secretário de Estado da Defesa Robert Gates. Segundo o artigo de Joe Klein na TimeMagazine “ele deu volta no Iraque (onde voltaram as grandes petrolíferas depois de mais de 40 anos de excomunhão) ultrapassou os falcões do Pentágono (a partir que substituiu o desastroso Rumsfeld) e faz vencer a tese da guerrofilia imperialista sobre as falsas boas intenções do jovem cadete civil B. Obama. Não é bem isto que dizem os entreparêntesis na ideia do articulista, por acaso até sugere o contrário, mas, parafraseando Saramago, saiu assim a escrita e é assim que fica.

Gates: “Eu não faço manutenção. Nunca faço um trabalho apenas para manter o status quo”. De forma que, se pensaram em mudança e isto é dito por um indigitado para o cargo pela administração Bush, é uma revolução o que está (continua) em marcha, a “revolução neocon”

Ora, ouvir o que um tipo destes vai altifalando para os Media é o mesmo que ficar encharcado daquela chuva miudinha que molha os tolos. Deixemos pois a cassete das virtudes positivas da distribuição da democracia à bomba, pois não é o Gates que vem agora ao caso; Mas sim aquelas duas portentosas máquinas que enquadram a cena. São Humvees artilhados com as últimas novidades em tunning. Estas maravilhas da tecnologia ao serviço da erradicação da pobreza são fabricadas em Orion, Michigan, pela General Motors, a lendária empresa que simbolizava o poderio industrial imperialista e que agora declarou falência.

Não se trata aqui de uma qualquer superação do paradigma de fabrico em outsourcing (toyotismo) que ocorreu na indústria automóvel mundial no pós-guerra, nem de sustentar emprego nas miríades de pequenas empresas fornecedoras, (como a Ibermoldes que viu por um canudo as contrapartidas negociadas por Paulo Portas com o Pentágono). Pelo contrário, no que concerne à parte fulcral da GM trata-se de manter a bem tradicional linha de montagem clássica, porque os veículos militares sofisticados não são objectos que se andem por aí a mandar fazer fora. A noticia que a GM pretendia vender a linha Hummer aos chineses da Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery pode dar lugar a equívocos: na verdade o negócio de 500 milhões engloba apenas a versão brinquedo dos Humvees Sport destinados ao mercado civil. (de que aliás a China já fabrica alternativas)

Para que serve o dinheiro extorquido pela rede de endividamento global comandada pela Reserva Federal norte americana?

Os portugueses de bolsos assaltados por impostos inergúmenos têm uma vaga experiência destas coisas de falência eminente, basta lembrar o desastroso negócio de Ferreira Leite da venda de receitas fiscais ao Citigroup, instituição que vamos encontrar aqui um pouco mais à frente. A GM declarou falência na segunda feira passada, mas horas depois do processo de protecção ter entrado no tribunal, o presidente Obama veio a público com uma acção de spin ao afirmar “O que eu não estou nada interessado em fazer é gerir a General Motors”. Justificava-se pela intervenção do Estado com uma ajuda de 60 por cento do valor da empresa, qualquer coisa como 50 mil milhões (bilions) de dólares, pagos mais uma vez com o dinheiro dos contribuintes para assegurar a posição dos accionistas e para garantir o sucesso da linha remanescente de produção da GM, hellas, a linha de produção militar.
Como nota Greg Palast: “Lixar 40 mil trabalhadores dos 60 mil postos de trabalho que a GM possuía não é coisa para ter estragado o dia a Jamie Dimon, o administrador do JP Morgan Chase Bank que em conjunto com o Citibank (a grande Banca que controla a Reserva Federal) geriu o processo de intervenção sob a supervisão de Steven Rattner o assessor de Obama a quem chamam de “Car Czar”. Os trabalhadores despedidos da GM perdem, para além dos salários, os benefícios descontados para efeitos de reforma, seguros de cuidados médicos e as poupanças convertidas em acções da empresa, enquanto os investidores esperam receber de volta a 100 por cento todos os seus capitais ali investidos, que se estimam em 6 mil milhões (bilions) de dólares. Um privilégio!, não há-de a sociedade de grandes accionistas investir em carros de combate para lhes defender a guita
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quarta-feira, junho 03, 2009

terça-feira, junho 02, 2009

a Rede do Endividamento

o livro de Ellen Hodgson Brown, com resumo traduzido no "Resistir"

* a "Federal" Reserve não é realmente federal. É uma corporação privada possuída por um consórcio de bancos multinacionais muito grandes (Capítulo 13)
* Excepto quanto a moedas, o governo não cria dinheiro. As notas de dólar (Federal Reserve Notes) são criadas pelo privado Federal Reserve, o qual as empresta ao governo. (Capítulo 2)
* A divisa tangível (moedas e notas de dólar) em conjunto constitui menos de 3 por cento da oferta monetária dos EUA. Os outros 97 por cento existem apenas como entradas de dados em écrans de computador, e todo este dinheiro foi criado por bancos na forma de empréstimos. (Capítulos 2 e 17)
* O dinheiro que os bancos emprestam não é reciclado a partir de depósitos pré-existentes. É dinheiro novo, o qual não existe até ser emprestado. (Capítulos 17 e 18)
* Trinta por cento do dinheiro criado pelos bancos com entradas na contabilidade é investido nas suas próprias contas. (Capítulo 18)
* O sistema bancário americano, o qual no passado concedia empréstimos produtivos à agricultura e à indústria, tornou-se hoje uma máquina gigante de apostas. Uns estimados US$370 milhões de milhões (trillion) estão agora a cavalgar complexas apostas de alto risco conhecidas como derivativos – 28 vezes os US$13 milhões de milhões do produto anual de toda a economia dos EUA. Estas apostas são financiadas por grandes bancos dos EUA e são feitas em grande medida com dinheiro emprestado criado num écran de computador. Os derivativos podem ser, e têm sido, utilizados para manipular mercados, saquear negócios e destruir economias competidoras. (Capítulos 20 e 32)
* A dívida federal dos EUA não tem sido liquidada desde os dias de Andrew Jackson. Só os juros são pagos, enquanto a parte principal continua a crescer. (Capítulo 2)
* O imposto federal sobre o rendimento foi instituído especificamente para coagir os contribuintes a pagarem os juros devidos aos bancos sobre a dívida federal. Se a oferta monetária houvesse sido criada pelo governo ao invés de ser emprestada dos bancos que a criaram, o imposto sobre o rendimento teria sido desnecessário. (Capítulos 13 e 43)
* Só os juros sobre a dívida federal em breve serão maiores do que os contribuintes podem permitir-se pagar. Quando não pudermos pagar, o sistema do dólar baseado na dívida da Reserva Federal deve entrar em colapso. (Capítulo 29)
* Ao contrário da crença popular, a inflação não é provocada pela impressão irresponsável de dólares por parte do governo. É provocada pelos associação de bancos que expandem a oferta monetária com empréstimos. (Capítulo 10)
* A maioria das inflações galopantes vistas nas "repúblicas de bananas" foi provocada não por governos nacionais a imprimirem excesso de dinheiro e sim por especuladores institucionais globais a atacarem e a desvalorizarem-nas nos mercados internacionais. (Capítulo 25)
* A mesma espécie de desvalorização especulativa poderia acontecer ao dólar dos EUA se os investidores internacionais o abandonassem como divisa global de "reserva", algo que eles estão agora a ameaçar fazer em retaliação pelo que entendem ser o imperialismo económico americano. (Capítulos 29 e 37)
* Há um caminho para fora deste pântano. Os primitivos colonizadores americanos descobriram-no, tal como Abraham Lincoln e alguns outros líderes nacionais: o governo pode recuperar, tomando de volta, o poder de emitir dinheiro dado aos bancos. (Capítulos 8 e 24)
(artigo completo para ler aqui)

segunda-feira, junho 01, 2009

“(...) na nomenklatura ocidental sabe-se agora muito bem o que acontece para termos de pagar a peso de oiro alimentos saudáveis.
No período que antecedeu imediatamente a revolução de 1789, são conhecidos vários levantamentos populares na sequência de tentativas, na altura moderadas, de falsificação do pão: os atrevidos autores de tais experiências foram conduzidos à forca antes de terem podido explicar as suas razões. Nessa época, e durante todo o século XIX, a falsificação era praticada pelo retalhista, de forma marginal e artesanal: ainda não incluía a origem da produção dos alimentos, o que só veio a acontecer, com os meios criados pela indústria moderna, a partir da guerra de 1914, o inicio de todo o ersatz. Ma altura isso desencadeou uma justa ira. Outros tempos, outros costumes; ou, dito de outra maneira, os benefícios que a sociedade de classes extrai de um pesado equipamento espectacular feito de máquinas e de pessoas pagam agora plenamente os gastos inevitáveis para fazer acompanhar o processo do seu complemento indispensável: o esvaziamento das mentes. Foi assim há cerca de dez anos quando o pão desapareceu da Europa, substituído em quase toda a parte por pseudo-pão (farinhas não utilizáveis na panificação, leveduras químicas, fornos elécrticos). Um movimento tão traumatizante como este não desencadeou qualquer movimento de protesto. (1)

De certo modo as pessoas hoje são preparadas industrialmente, ao anuírem em consumir toda a espécie de bagunça produzida industrialmente e processada através das grandes superfícies comerciais.
Muita da informação que flutua no ar acerca da alimentação saudável não passa de pura propaganda das empresas de processamento e distribuição de alimentação industrial. No meio do oceano algumas pequenas boas intenções perdem-se, são excomungadas.
"The Real Food Channel" alerta para a existência de um consenso científico acerca do que constitui uma alimentação saudável adequada aos seres humanos, não existindo nada de terrivelmente complicado na criação de uma dieta salutar, livre de marcas de confecção artificial, um óptimo antídoto para o estilo de vida tóxico de centro comercial. Como disse Brecht: “tudo pertence a quem o melhore” e embora os Belmiros, Chamartins e Afins não apreciem sobremaneira o desiderato, o acto de comprar comida é ainda largamente uma opção sob controlo pessoal. Este vídeo é um pequeno excerto do documentário “Processed People” de Jeff Nelson.



(1) in “Enganar a Fome”, atribuído a Guy Debord
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domingo, maio 31, 2009

outside trading

inside opinion makers

"se fizermos bem as contas", especular com "meia dúzia de papelinhos em Bolsa", (ganhando uma bagatela de 80 ordenados minimos num curto espaço de tempo sem vergar a mola) ainda para mais num banco de um amigalhaço que preside a uma instituição que se revelaria impoluta, "não tem nada de mal". E quem pensar que o especulador não tem a seu favor o facto de ainda nem exercer o cargo que preside aos mais altos especuladores da Nação, é doido. Acrescente-se mais, o mais alto designio do português comum é especular desta maneira: pela certa! foi por isso que elegeram o homem, por ser um economista neoliberal esperto que nem alho, embora ascendesse ao cargo por curtíssima margem, o que quer dizer que ainda há quase metade de gente sã e decente cá por estas bandas. Todos menos os partidos, que por unanimidade dos seus directórios (PCP, BE e CDS) disseram tratar-se de "um assunto do foro privado". O PS e o PSD nem precisaram de dizer nada, pois claro,,,
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sábado, maio 30, 2009

pelo ensino público

como em todos as outras áreas, o Estado demite-se, e o caminho apontado é em direcção à ampliação dos chorudos negócios privados e à precarização dos contratos laborais. Os professores são apenas mais uma classe sob a mira do neoliberalismo, que só agora com a grande educadora da classe empresarial dona Milú e o Engenheiro Sócrates é se aperceberam que vão ser cilindrados pelo Processo de Bolonha. Até aqui têm andado a votar PS e PSD,,,

clique nas fotos para ampliar

sexta-feira, maio 29, 2009

a importância do coffee-break

Rua de São Bento. Paredão inferior da Assembleia da República.
29 Maio 2009















Diz uma lenda recente que um casal de leões um belo dia resolveu fugir do Zoo. Despediram-se e cada um partiu para seu lado. O leão embrenhou-se naquilo que lhe pareceu ser a selva. A leoa dirigiu-se para o centro da cidade. Procuraram-nos por todo o lado, mas ninguém os encontrou.
Passado um mês, para surpresa de toda a gente, o leão que tinha ido para a “selva” regressou. Vinha fraco, famélico e cheio de febre. Foi reconduzido para a jaula.
Passaram oito meses e já ninguém se recordava da leoa que tinha ido para a cidade, até que um dia foi capturada num sururu nas imediações de um ministério e levada de novo para o zoo. Estava saudável, gorda, transbordava de saúde,,,
Quando se encontraram, o macho perguntou à parceira: - ¿Como é que pudeste estar tanto tempo dentro da cidade e voltares com esse ar tão próspero? Eu tive de voltar porque não encontrei nada que comer na selva,,,
A leoa explicou: - Enchi-me de coragem e escondi-me num organismo público. Cada dia comia um funcionário pela surrelfa e ninguém dava pela sua ausência,,,
- E porque regressaste? Acabaram-se os funcionários?, perguntou o macho.
- Nada disso. Os funcionários públicos nunca se acabam, porém cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido um Director-Geral, dois Subscretários, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, cinquenta secretárias e ninguém os deu como desaparecidos. Mas nesse dia, naquela maldita hora, deu-me na bolha de comer o tipo que servia o café,,, e foi aí que fodi tudo
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quinta-feira, maio 28, 2009

O rato mete o focinho
sem pensar que faz asneira;
depois, ou larga o toucinho,
ou fica preso na ratoeira
(António Aleixo)

A imprensa corporativa nada mais faz que enevoar o que se torna claro em apenas meia dúzia de linhas:
o BPN é um negócio do Estado neocon
Se Loureiro traficava dinheiro, armas e influências, ao conviver com o libanês e com o rei de Espanha, Cavaco e a clique “dos mais altos magistrados na nação” (oba) também estão implicados. Basta lembrar o activismo e a cooperação militar para o genocidio da oposição angolana, a cooperação com Israel no Líbano, o alinhamento vergonhoso com a invasão do Iraque, o encobrimento dos vôos da CIA, etc.
Qualquer cidadão decente o mínimo que pode fazer é exigir o impeachment do Presidente, até porque todo o sistema montado pelos aliados de Bush é ilegal, foi baseado em mentiras, omissões graves e crimes

quem o nomeou para o Conselho de Estado é que poderia ter o poder para o destituir. Porém, como reconhece até o mais insuspeito dos neoconservadores: "Tarde demais para quem se afirma impoluto. A demora em renunciar ao lugar prejudicou as instituições e a sua própria posição, pois surgiu como alguém à procura de protecção" (José Manuel Fernandes no editorial do Público de hoje)

relacionado:

"o Clã de Becerril, um acrónimo para o grupo neocon de José Maria Aznar esteve intimamente ligado aos negócios do BPN e a Dias Loureiro"
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