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sábado, setembro 24, 2011

Palestina

Todos falam na solução de “dois Estados” nas fronteiras de 1967 para a resolução do problema da Palestina. Mas a “resolução” a cumprir, em devido tempo, tinha sido a aprovada na ONU que previa o plano de partilha entre dois povos, judeus e palestinianos, e entre dois Estados, quando foi reconhecida a independência de Israel por troca com o reconhecimento da linha verde em 1947. Desde esse momento inicial da fundação de Israel pela força das armas, cerca de 800 mil árabes vítimas de expulsão das suas aldeias alojados precariamente em tendas e em grutas vaguearam pelo deserto descrevendo círculos, impedidos de retornar à sua terra, aquela que era a sua terra prometida onde eles e os seus avós tinham nascido. Acabaram por se fixar precariamente em “campos de refugiados” nos paises vizinhos onde ainda hoje permanecem. Sessenta e quatro anos depois o problema agravou-se demograficamente: existem hoje 6 milhões de refugiados palestinianos nos paises limitrofes a viver em campos de concentração no Líbano, Jordânia, Síria e Egipto. No dia 11 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral da ONU votou outra resolução sobre o “direito ao regresso” desses refugiados palestinianos, ao mesmo tempo que o Governo Israelita publicava a Lei de Emergência relativa à expropriação da “propriedade dos ausentes”, em benefício dos novos colonos judeus. A política de expansão dos colonatos nunca mais parou, de tal forma que Israel, apesar de ter assento na ONU, é hoje o único Estado no mundo que não tem fronteiras definidas.

Com a conquista dos novos territórios e a consolidação de Israel na Palestina após o cessar-fogo na Guerra dos Seis Dias em 1967, a situação no terreno pode resumir-se assim: qualquer pessoa que invoque a sua ascendência de origem judaica em qualquer parte do mundo pode solicitar em qualquer embaixada de Israel o reconhecimento da cidadania e é-lhe passado de imediato um livre trânsito para imigrar para a sua “pátria israelita” onde lhe são entregues 20 mil euros para “despesas de instalação” no seu novo início de vida,, para além da concessão de créditos bonificados. É deste modo que se processa a contínua construção de colonatos nos territórios ocupados do que haveria de ser o “Estado da Palestina”. Por outro lado, os milhões de refugiados palestinianos que foram escorraçados para sobreviver nos paises vizinhos estão impedidos de invocar qualquer direito de regresso.

É esta a política que Barack Obama apoia – e pela qual os judeus pró-sionistas usufrutuários dos Colonatos se manifestam regularmente contra a eventualidade do reconhecimento da Palestina como Estado soberano. Os jornais corporativos dizem muito pouco sobre isto, menos ainda que o que Obama (que antes disse "As Nações Unidas não são o sítio certo para um novo Estado nascer") de facto foi fazer à reunião com o 1º ministro israelita Benjamin Netanyahu foi ouvir da boca deste um elogio pelo seu desempenho no apoio à causa Sionista e ao respectivo veto norte-americano contra uma Palestina Livre. Uma vergonha:



Na véspera da apresentação da moção na ONU para o reconhecimento do agora inviabilizado “Estado da Palestina” devido a décadas de usurpação dos territórios pelo “Estado de Israel”, na grande manifestação realizada em Nablus, os palestinianos contaram com a presença de 30 activistas do grupo judeu anti-Sionista Neturei Karta. No seu discurso este movimento reafirmou o seu desejo de ver a Palestina ocupar o seu lugar na ONU, como a 193ª Nação, como parte integrante numa solução de UM único Estado que substituirá Israel e a sua politica de apartheid social e onde todos, judeus e árabes, teriam iguais direitos, como aliás é inerente a qualquer sistema democrático.

No dia seguinte, perto de Nablus, um grupo de cerca de 100 colonos israelitas armados atacaram a aldeia palestiniana de Assira al Qibliya. Nos confrontos que se geraram ficaram feridas muitas pessoas, entre elas um jornalista palestiniano e 1 criança de catorze anos. Obviamente, um dos cães de guarda dos atacantes quando estes se viram em maus lençóis chamou a “autoridade”, que depressa chegou e invadiu a aldeia disparando contra os residentes e lançando-lhes granadas de gás mostarda a fim de “dispersar os perigosos resistentes que faziam frente aos colonos invasores:

5 comentários:

Anónimo disse...

não acredito que algo vá mudar para melhor para o lado palestiniano. se repararem, praticamente desde o inicio do séc.20, os sionistas foram instalando-se nas calmas na terra Palestina.
tudo isto é treta nada vai mudar. só, se um dia, oxalá que sim os EUA caírem do poder e arrastando o seu porta-aviões consigo para o fundo.
até lá...

Anónimo disse...

Um texto sem rigor histórico, tendencioso e completamente alheio da realidade.
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A realidade é uma só. A Palestina, enquanto estado-nação, NUNCA existiu. Aquele espaço foi conquistado à força por diversos impérios. O ultimo foi o Otomano que foi destroçado, felizmente, na grande guerra e gerido transitoriamente pelos Franceses e pelos Ingleses. Israel sempre existiu desde tempos imemoriais. Cristo viveu em ISRAEL e não na Palestina. Era JUDEU.
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A ONU (na altura com outro nome) decidiu que os povos tinham o direito à autodeterminação, independetemente das conquistas e desconquistas pela história afora.
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O Libano foi então criado, a Jordania, o Iraque, a Palestina e Israel.
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Mas, afinal, parece que tambem queriam a parte que coube aos Judeus - Israel.
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Israel (re)constitui-se; os Arabes não quiseram constituir a palestina. Lutas e guerras e desentendimentos entre eles nunca permitiram obter a nação saida das resoluções da ONU - Palestina..
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Foram mais longe, queriam tudo. Incluindo o espaço que foi entregue aos Judeus e encetaram uma guerra contra Israel. Israel venceu-a e ocupou pontos estratégicos militares para que nunca mais voltassem a ameaçar a vida dos Isralitas.
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Com o tempo, Israel foi saindo desses pontos estratégicos que temporariamente ocupou. Saiu do Libano, saiu de Gaza, saiu do Sinai. Fez a paz com os vizinhos que quiseram ter paz. Fez a paz com a jordania e com o egipto.
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Mas não pôde fazer a PAZ com aqueles que, todos os dias, os ameaçam de morte e que não dão sequer o direito aos judeus a viverem. Aqueles que são alimentados pelo ódio do poder desmedido e financiados pelo terror.
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Só se os Israelitas fossem parvos é que os deixavam de ocupar espaços vitais para a segurança de Israel.
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Então apregoam a destruição de Israel e ficam como virgens ofendidas porque Israel se defende deles?
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Convem aos lideres Palestinianos a manutenção desta situação. Asseguram as suas contas bancárias. Está visto. O povo arabe palestiniano está a ser usado por esses lideres que alimentam o ódio mais básico e racista aos judeus que existe. Infeliz é o povo que tem lideres assim.
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Israel aprendeu uma lição. Sair de gaza e do libano não trouxe a paz. Pelo contrario, apartir desse gesto, choveram misseis e bombas para Israel.
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Pelo que, a PAZ só é alcançavel quando os lideres Palestinos disserem na ONU uma coisa muito simples: «Reconhecemos que os judeus tem o direito a estar na terra definida em 1948».
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É simples, não é?

Não. Não é simples. Os lideres do terror (Hamas, Hezbolhah) e os estsdos dominados e que financiam o terror (Irão, Siria), defendem a aniquilação dos Judeus e de Israel.
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Sendo assim, não pode haver acordo de paz. Não se pode fazer a paz com quem nos quer matar.
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Shalom

Rb

Anónimo disse...

já El-Aurens falava da ocupação da Palestina pelos que batam com os cornos na parede, onde já estava em marcha um plano de ocupação em 1917!

o tal de christus quem é ele?

xatoo disse...

Rb
Para começar talvez uma referência ao incontornável trabalho de um judeu não sionista: o professor Schlomo Sand que escreveu“A Invenção do Povo Judeu”. É uma obra de nivel académico e não pode ser rebatida com falsa fundamentação “assente” em lendas biblicas e misticismos religiosos. Porque é que desde o historiador romano Josefo se passaram tantos séculos (até ao XVIII) sem uma única obra da autoria de “um Judeu” que não fosse de alguém de quem se usurpou a identidade de outrém? (o caso de “Maimonides”, que era Árabe). Indo mais atrás, não existem quaisquer provas ou indicios por menores que sejam que a nivel de História como ciência, nem da Antropologia nem da Arqueologia que personagens como Moisés, David, Salomão, Saúl ou a “rainha do Sabá” tenham de facto existido. As ruinas mais antigas da Palestina são as do zigurate de Jericó datado de há 6.000 anos. Mais antigo que isso é o nosso Cromeleque dos Almendres que tem 8.000 anos e não consta da “biblia”. Aliás, o Genesis do “antigo testamento” afirma que o mundo foi criado 6.000 anos antes da nossa era, portanto antes disso não existiu nada (nos 4.540 mil milhões de anos que a ciência moderna afirma ter o planeta Terra.) É tempo de parar com os embustes. Não existiu “muralha de Jerusalem” anterior aos árabes construtores da Mesquita A-Aqsa, simplesmente porque não existiu nenhuma Jerusalem, que era um sítio imaginário, a “Jerusalem Celeste” onde os crentes viveriam uma vida feliz, situada no outro mundo, após a morte, se se tivessem portado bem, claro. Esta versão romaceada da história é recente e de nítida inspiração cristã.
Porque é que o livro de Schlomo Sand que foi publicado em 2006 ainda não foi traduzido para português? Pois é, o lobie judeu pró-sionista tem muita força, mas não tanta que já muita gente não perceba que quem hoje se reclama de “judeu” tem étnica e geneticamente muito pouco ou nada a ver com os originais habitantes judaeus (os que habitavam a Judeia) - relato de 2.000 anos que nos chegou através de Josefo, que por acaso nem uma única vez refere a existência de “Jesus” apesar de ser seu contemporâneo, isto é, se “o filho de deus” fosse uma figura real e não uma alegoria na construção mitológica do cristianismo – e antes disso, cientificamente falando de judeus, chapéu de coco, nada...

Anónimo disse...

¿alfredo pérez rubalcaba.....pro- estado palestino?