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terça-feira, abril 07, 2015

Desemprego. Segundo as manigâncias do governo, há menos desempregados “oficiais” do que gente à procura de emprego.

os números do desemprego (730 mil) que constam dos cálculos da deputada Isabel Moreira do Partido dito Socialista estão errados, até o próprio FMI diz que há meio milhão de desempregados ocultados das estatisticas, o que dará 22% e não os 14,3% do governo. Mas feitas as contas, sem ser as do FMI, o desemprego real é de 29% - o PS vai continuar a divulgar os dados que constam das estatisticas oficiais (e não os reais) e dar uma ajuda ao PSD dentro do espirito do Bloco Central? ... por experiência adquirida, a resposta parece óbvia. (ver aqui)
"A diminuição do desemprego e a criação de emprego são dois dados oficialmente referidos como sinais da retoma da economia, do fim da crise e do sucesso do programa de ajustamento. Na realidade, o mercado de trabalho português encontra-se numa situação depressiva sem precedentes e sem perspectivas de recuperar a prazo"; e, apesar da evidência, dizem esta coisa espantosa: há menos desempregados “oficiais” do que gente desesperada à procura de emprego.

Já em 2012 tais números não eram realistas, porque não contemplavam os designados inactivos disponíveis e os inactivos desencorajados que, se fossem considerados nessa estatística, fariam com que essa taxa ultrapassasse os 23% e que o número de desempregados se cifrasse nos cerca de 1,3 milhões. Segundo o último relatório do Observatório sobre Crises e Alternativas, estima-se que o desemprego real se situava  em finais de 2014 nos 29% da população activa revelando, uma vez mais, uma situação muito mais grave do que a estimada pelo Instituto de Estatística Nacional (INE) já que, ao contrário dos números oficiais libertados pelo INE, o Observatório contempla os ocupados, os migrantes e os subempregados.
 

um mistério a desvendar: porque é que o suplemento "Dinheiro Vivo" na edição virtual aponta uma taxa de desemprego de 15,5% e na edição em papel aponta essa mesma taxa para o número referido pelo FMI de 22%? (ver aqui)

domingo, julho 20, 2014

Desemprego e Colapso da Economia Nacional

"Os países da periferia apresentam sistema politicos de governos fracos, concedem protecção aos trabalhadores e o direito a protestar contra mudanças indesejadas no status quo. Estes defeitos ficaram evidentes com a crise" (J.P. Morgan)

o Governo pretendeu esconder, varridos para debaixo do tapete, 162 mil desempregados em cursos de formação atribuindo-lhes uma situação de “ocupados” para esconder oficialmente o número de desempregados (jornal de noticias) Para além de não se contabilizar os mais de 372.500 trabalhadores exilados à força. Contas feitas ao número de pessoas sem trabalho que permanecem no país, estas ultrapassam um milhão de desempregados reais.

No primeiro ano deste governo PSD/CDS/Troika a riqueza não gerada pela totalidade dos desempregados tinha sido de 50 mil milhões de euros. Nos dois anos seguintes a situação agravou-se (1). No final da década de 90 a taxa de desemprego era de 4%. Quatro décadas após sucessivos governos PS/PSD/CDS, a taxa de desemprego em finais de 2013 situava-se nuns sub-estimados 16,4%. Apesar de treze anos da flexibilização aplicada coercivamente à legislação laboral, conferindo impunidade ao patronato para despedimentos sem causa, o desemprego não tem parado de aumentar. As previsões da OCDE para 2014, passe a truculência e mentiras do governo, apontam para uma taxa de 18,5%. Entretanto os salários baixaram em média cerca de 40%, o que gera precaridade e menos consumo, menos contribuições para a Segurança Social e a cobrança de menos impostos, acrescentando mais crise à crise, para cuja resolução o Governo impõem leoninamente mais impostos à população em geral (2).

Para os trabalhadores remanescentes, os que precariamente mantém um emprego que os deixa no limiar da pobreza, os cortes salariais tornaram-se na principal causa do sobre-endividamento das famílias, ultrapassando o desemprego. Por sua vez, o sobre-endividamento contraído para a sobrevivência das pessoas conduz ao crédito malparado, o qual afecta os bancos agravando a segurança do dinheiro dos depósitos dos portugueses, ainda por cima, usados em jogadas especulativas. Num exemplo actual, o dinheiro descontado pelos trabalhadores para a sempre posta em causa Segurança Social (3), ao qual o Estado deita indevidamente a mão, foi investido em acções da Portugal Telecom resultando numa desvalorização de 23 milhões de euros devido à exposição ao escândalo BesGate (4). Roubam o povo que depende de salários e reformas miseráveis e de seguida mandam as suas agências de comunicação publicar artigos a dizer que a Segurança Social está em perigo de bancarrota devido ao aumento da esperança de vida (dos ricos) e por isso “esta geração não pode receber mais do que descontou”. Analisando esta problemática sob um ponto de vista meramente de reforma do capitalismo, um dos mais reputados economistas da área social-democrata do país afirma fundamentadamente que "o sistema bancário português corre um risco sistémico". Se é para manter o capitalismo, que se cumpra a sua regra primordial: quem não tem aptidões nem geraa lucro para viver tem de falir ou morrer.
notas
(1) Em 2012 cada português em média já tinha perdido 503 €uros de rendimento face ao PIB registado no ano anterior. Nos dois anos seguintes a situação agravou-se. Hoje em dia sai um português para o estrangeiro a cada cinco minutos.
(2) Ficou famosa a boutade do vice-pres. da Caixa Geral de Depósitos nomeado por Passos Coelho: “se me obrigarem a trabalhar mais de sete meses só para o Estado, palavra de honra que me piro” (Nogueira Leite). Certo é que o tipo para sua desonra dois anos depois ainda cá está; e nem imagina o lucro que daria ao país que trabalha se ele deixasse de “trabalhar”. O número de pançudos beneficiários aposentados da CGD com pensões acima dos 4.000 €uros que em 1997 era de 553, já alcançava o radioso número de 5.235 individuos em 2011.
(3) Se dos serviços públicos, para cujo funcionamento se pagam impostos, dizem que “dão prejuízo” é porque foram sujeitos a desorçamentações (cortes). Os défices do Estado não podem ser imputados aos gastos sociais. Porque a verdadeira causa da “crise” é o gigantesco aumento dos juros sobre a dívida, constituída como uma autêntica fonte de rendimento fixo do Capital estrangeiro. Quando ganham em comissões os vendilhões da pátria com este negócio? O povo um dia irá averiguar…

(4) Adenda. Desde que se iniciou a confecção deste post as perdas da Portugal Telecom já passaram dos 23 para 27 milhões de €uros
(5) Gestão controlada a partir do exterior pela holding de topo do Grupo Espirito Santo impede pagamento de dívida à Portugal Telecom (Diário de Noticias)