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quinta-feira, fevereiro 11, 2016

nunca o imperialismo alemão esteve tão bem explicado

"Encorajamos fortemente os nossos colegas portugueses a não se desviarem do rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble (…) Portugal deve manter anterior rumo… estar bem ciente de que pode perturbar os mercados… e os Mercados estão já nervosos" e mais disse Schäuble: “Não estou preocupado com o Deutsche Bank... as acções do Deutsche Bank estão a derrapar porque os investidores não acreditam que o banco consiga pagar os cupões das obrigações” 
O ministro das Finanças da Alemanha não está preocupado porque sabe estar a gerir, em conjunto com o BCE e Wall Street, o sistema de criação de dívida que vai ser pago por outrem. No caso da Alemanha as possiveis derrapagens serão pagas pelos outros 27 membros do Eurogrupo. E ao nosso ministro Centeno deu-lhe vontade rir. O Deutsche Bank, o maior banco privado alemão e também da Europa, já perdeu 40% em Bolsa este ano. O seu valor de mercado é neste momento quase metade do que era há um ano, tendo perdido só em 2015 qualquer coisa como 6,89 mil milhões de euros, dos quais 2 mil milhões no quarto trimestre; e desde 2008 perdeu 90% do valor em Bolsa. O Deutsche Bank é o último dos grandes bancos europeus a operar uma reestruturação no sector da banca de investimento, desde que por ordem do sistema financeiro dos EUA as regulações se tornaram mais apertadas e a FED decidiu aumentar as taxas de juro; quer dizer, todos os residuos tóxicos que os Estados Unidos lhe enfiaram nos balanços ainda lá estão quase todos, na medida em que ainda não os conseguiram enfiar nas economias dos outros 27 Estados europeus da zona Euro; obviamente, a crise da Grécia e todos os bancos da periferia tem servido para ocultar a situação desde 2011-13. O próprio presidente da Comissão Europeia acha que isto é o principio do fim da União Europeia. Se olharmos para um gráfico comparado com o Lehman Brothers que despoletou a Grande Recessão que teve inicio em 2008 a situação do Deutsche Bank é similar. E a natureza da fraude continua a mesma, o mesmo esquema de Ponzi: os derivados financeiros do Deutsche Bank situam-se neste momento em 75 triliões de dólares, 20 vezes o PIB da Alemanha (3,95 Triliões) e cinco vezes o PIB de toda a Zona Euro (16 Triliões) e para pôr as coisas em perspectiva, a divida pública total dos Estados Unidos é menos de um terço da exposição a fundos tóxicos do Deutsche Bank. O colapso eminente do Deutsche Bank não será somente do banco alemão - o CitiBank nestes últimos dias caiu 25 por cento, o Bank of América, UBS e o Credit Suisse 23 por cento, o Goldman Sachs 20 por cento e o JP Morgan 18 por cento. Todo o sistema financeiro global adstricto ao Banco dos Bancos Centrais Privados está em queda livre. 
Tem a palavra o Proletariado da Alemanha: como é possivel deixarem-se governar por facinoras?
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quinta-feira, janeiro 28, 2016

de como os Rothschilds estão a fazer dos Estados Unidos (e seus vassalos) o quintal privado das fraudes fiscais globais na fuga aos impostos

O maior fundo financeiro (hedge-fund) do mundo foi apresentado pela primeira vez em 2012, uma pequena empresa de que ninguém tinha ouvido falar: a Braeburn Capital, que, no entanto, tinha mais dinheiro que o Ray Dalio Bridgewater, o maior hedge-fund mundial. Como tinha essa pequena empresa que opera num pequeno prédio de escritórios anónimos nos confins do Estado de Nevada conseguido saltar para a fama ao suplantar o valor de caixa de 200 mil milhões da maior e mais valiosa empresa do mundo, a Apple?- Apple??
em Deus a gente Confia
Talvez o mais notável seja o sitio onde a Braeburn Capital está fisicamente localizada: na cidade de Reno, a poucos quarteirões do conglomerado de casinos que fizeram a glória da Máfia nos seus anos de eldorado, onde se fizeram multimilionários que dali partiram para Miami, a seguir para o primeiro off-shore nas Bahamas para fugir a pagar impostos, depois para a colonizada Cuba, para toda a América Latina, agora para todo o mundo. É aqui em Reno que de novo se movem as fortunas dos ricos clientes estrangeiros em fuga dos cada vez mais visados paraísos fiscais, como as Bermudas, Cayman, etc sujeitos às novas exigências de divulgação internacional. Inserindo-se no Fundo do clã-Rothschild gerido no Nevada esses capitais estão isentos. Aqui a prevenção para fugir ao fisco é legal. Não se tratando de “conspiração”, uma vez que a aura de Reno foi trazida ao mundo por cortesia da reportagem da Bloomberg ao propor o debate sobre o “World’s Favorite New Tax Haven". No artigo o foco recai sobre uma empresa muito mais notória: os Rothschilds&Co. Em Setembro passado, num auditório com vista para a baia de San Francisco, Andrew Penney, diretor-gerente da Rothschild & Co. organizou uma conferência sobre o modo como elite multimilionária do mundo pode evitar o pagamento de impostos - a mensagem era clara: vocês podem ajudar os vossos clientes a transferir as suas fortunas para os Estados Unidos, livres de impostos e escondendo-as dos vossos governos”. Na gíria chamam-lhe agora a “nova Suiça”, ah, a ironia dos ricos: anos a fio desde a grande regressão de 2008 com a administração Obama a fingir que luta para destruir o modelo bancário suíço à base de sigilo, são os próprios Estados Unidos que assumem o papel de maior, senão o paraíso fiscal mais secreto do mundo. E o epicentro é aquele modesto prédio no Nevada.
um sitio que ninguém desconfia, com raizes no crime
Para os Suíços o assunto não é nada divertido. Depois de anos criticando outros países por ajudarem os americanos ricos a esconder o seu dinheiro offshore, os EUA estão a emergir como um paraíso fiscal e de sigilo levando para lá os estrangeiros ricos. Ao resistir às novas normas de informação globais, os EUA criam um novo mercado para esconder riqueza externa. Todos os escritórios de advocacia do mundo de antiga confiança dos bancos suíços principiam a colaborar no convite . "Ouve-se o som de uma sucção gigante - o som de dinheiro a correr para os Estados Unidos” escreveu um analista da Anaford AG de Zurique.
A empresa diz que a sua operação em Reno atende grandes depositantes de famílias internacionais atraídos pela estabilidade, confiança e regulamentação dos EUA e que esses clientes devem provar que cumpriram com as leis tributárias dos seus países de origem, “numa base de confiança” – além disso, "a Braeburn Capital não foi criada com o objectivo de explorar a situação dos EUA ainda não se terem inscrito para cumprir as normas internacionais” jura a porta-voz Emma Rothschild Rees. Vejamos, os escritórios da Rothschild Trust North America LLC criada em 2012 em Reno não são fáceis de encontrar. Estão no 12º andar do antigo edifício sede norte-americana da Porsche. O escritório do Procurador-Geral dos EUA é no sexto andar. No entanto, o directório do lobby não está listado com o nome de Rothschild. Em vez disso, o visitante deve ir para o 10º andar, aos escritórios do McDonald Carano Wilson LLP, uma firma de advocacia politicamente ligada aos governos. Vários ex-altos funcionários do Estado do Nevada trabalharam ou ainda trabalham ali, assim como os proprietários de alguns dos maiores casinos de Reno e Vegas e numerosos lobyistas registados. Um deles é Robert Armstrong gestor de grandes heranças ex-aquo com grandes propriedades do Estado, doravante também administrador da Rothschild Trust North America LLC. "Nós não oferecemos alojamentos legais aos clientes, a menos que estejamos absolutamente certos de que os seus assuntos fiscais estão em ordem; os próprios clientes e gabinetes de assessorias fiscais independentes devem confirmar-nos activamente que é esse o caso ", disse Rees. Como foi que diz que disse? Releia-se a frase novamente, e desta vez tente não se rir: Imagine um mundo em que ambos, clientes e consultores fiscais privados, que gerem tantos conflitos e são incentivados a mentir monetariamente, a confirmarem que eles e os seus clientes não são vigaristas na fraude aos impostos? Isso é quase tão bom como Wall Street fazer a regulação das suas próprias actividades financeiras.

Pelo menos 1,6 triliões de fundos ilícitos são lavados através do sistema financeiro global a cada ano, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas. Um banco suiço admitiu ter ajudado clientes norte-americanos a esconder rendimentos em offshores a partir do Internal Revenue Service e concordou em pagar uma multa de 11.500.000 dólares e encerrar cerca de 300 contas pertencentes a contribuintes norte-americanos num total de 794.000.000 dólares em activos. O nosso Andrew Penney que supervisiona o negócio de Reno, é um advogado de longa data dos Rothschild que antes trabalhou à sua maneira nas operações de confiança da empresa na pequena ilha britânica de Guernsey. O mesmo Penney da conferência de San Francisco é actualmente director-geral baseado na City de Londres da Rothschild Wealth Management &Trust, que lida com cerca de 23.000.000.000 de dólares de 7.000 clientes em escritórios por todo o mundo, incluindo Milão, Zurique e Hong Kong. Alguns anos atrás, foi eleito o "Agente Fiduciário do Ano" por um grupo de elite de gestores de riqueza do Reino Unido.

capital de risco? isso era antigamente
Embora nenhuma das acções descritas possa ser considerada como uma surpresa para quem vem acompanhando a evolução financeira deste 2008, mostram como o sector imobiliário dos EUA tem sido utilizado pelos oligarcas estrangeiros para branquear dinheiro ilegal. Para Jesse Drucker da Bloomberg averiguar quantos biliões (ou talvez apenas milhões - o governo dos EUA é uma prostituta muita barata) foram pagos por baixo da mesa pelos Rothschild e Companhia para subornar o governo dos Estados Unidos e permitir este tipo de circulação de capitais, incestuosamente legalizando a fraude fiscal em solo americano, e quanto o clã Rothschild irá recolher em milhares de milhões em honorários de consultoria financeira para dar um futuro radioso aos que descaradamente roubam aqueles que pagam os seus impostos: a classe média.

quinta-feira, novembro 19, 2015

pela última vez, o Ocidente

Em vez da guerra é hora de reexaminar as políticas ocidentais de destruição imperialista. Se estamos em guerra, então porque é que o pânico não afecta os negócios financeiros e a Bolsa de Paris tem o melhor desempenho da Europa? Certo é que as empresas multinacionais fabricantes de material de guerra exibem cada vez mais o seu tenebroso esplendor. Desde que Benoît Challand e Chiara Bottici publicaram na Routledge em 2010 “O Mito do Choque de Civilizações” subsistiu a pergunta: se teria sido provado mais uma vez a máxima de Hegel: “a Filosofia, como a coruja de Minerva, só começa o seu voo ao anoitecer, quando a realidade já completou o seu curso durante o dia inteiro” - ao contrário da coruja, os falcões da politica securitária neo-fascista globalizada que vai tomando forma em nome do keynesianismo militar, parte do principio que todas as pessoas, sem distinção politica ou de cadastro criminal, devem ser presas ontem por um alegado crime que presumivelmente irão cometer amanhã


a tese do "choque de civilizações" produzida por encomenda a Samuel Huntington durante a administração Herbert Bush e publicada em 1996 e o seu "sucesso na capacidade de vender manipulação” ficou a dever-se, obviamente, mais ao seu apelo imaginativo do que à sua capacidade analítica para compreender a complexidade do mundo em que vivemos. Huntington fez um desenho de séculos de estereótipos e teorização orientalista e ocidentalista , romanceando o mito de um confronto entre o Islão e o Ocidente por forma a dar ainda um apelo mais emocional ao choque que se seguiria a 11 de Setembro de 2001. A intenção, e o resultado consumado, da combinação das duas narrativas era que as pessoas não iriam perceber as acções dos indivíduos e grupos que actuam fora de um conjunto mais ou menos complexo de motivações; em vez disso, os leitores-alvo perceberam que civilizações inteiras se chocam umas com as outras. Como tal, apesar das suas falhas empíricas, ou talvez precisamente graças a essas falhas teóricas, o mito do choque de civilizações transformou-se numa profecia auto-realizável: as pessoas acreditam que tal coisa existe e, assim, é deste modo que se tornou real. Se o problema em causa era um grupo jihadista atacando simbolicamente lugares sagrados no coração do capitalismo de acordo com a lógica da metonímia (a parte tomada pelo todo do Ocidente), tendo como contraparte ataques militares defendendo os nossos valores ocidentais, a lógica é entre dois blocos imaginários: as Civilizações, todas elas sendo destruídas no seu conjunto.

segunda-feira, junho 08, 2015

FIFA, os fait-divers fazem parte das manobras de diversão

Os Estados Unidos estão a intervir, condicionar e reprimir a entidade máxima do futebol internacional FIFA usando um (entre outros) dos escândalos de corrupção. Tudo leva a crer tratar-se de um ataque bem planeado antes de uma nova eleição para as estruturas dirigentes. Qual é a razão para os EUA estarem a destruir a estrutura actual da FIFA exactamente agora?
Os EUA querem controlar o mundo através de uma nova ordem mundial com a intenção de desempenhar a função de superpotência unipolar. Não é segredo. A América tem moeda internacional própria, língua globalizada, macCultura, iconografia hollywoodesca e cerca de 1000 bases militares em todo o mundo. O futebol, como o mais popular desporto globalmente, tem grande influência em muitas esferas (1). Possuindo o poder de alavancagem sobre a FIFA é possível prosseguir determinada política específica. Por exemplo, a organização de um Campeonato do Mundo ou outras competições internacionais dá a um país o reconhecimento internacional, desenvolvimento de infra-estruturas, traz investimentos estrangeiros, mais postos de trabalho etc. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi mostraram a Federação Rússa como um dos países mais responsáveis e bem-organizados, apesar da ruidosa histeria ocidental.

Como é sabido o confronto entre a Rússia e os EUA está a atingir níveis cada vez mais intensos. A Rússia foi escolhida como sede do Campeonato do Mundo de 2018, (com a Shayak metida ao barulho) e muita gente em muitos países ficaram decepcionados com isso (entre eles a Grã-Bretanha, que já se ofereceu como disponível caso venha a existir algum problema com a Rússia). Mas que coincidência! Usando este escândalo os EUA tentam culpar a FIFA por ter recebido dinheiro em luvas da Rússia para organizar o Campeonato do Mundo de 2018 e no Quatar em 2022. Apesar deste escândalo (2) Joseph "Sepp" Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA, reafirmando que a Rússia iria sediar o evento de 2018 sem quaisquer alterações. Poucos dias depois Blatter afirma deixar o cargo debaixo de grande pressão,  mas pretende que a demissão só se torne efectiva daqui a uns meses. Segundo Greg Dyke, o tempo necessário para que Blatter seja preso e expulso imediatamente do cargo.

Já não lhe bastando politicamente a ONU, como é possível que um país possa culpar e ter influência sobre uma instituição desportiva internacional? Este escândalo mostra que os Estados Unidos não vão ter escrúpulos em usar quaisquer meios (3) para conduzir a sua política de destruição de inimigos (com alguns “amigos” pelo meio).

(1) ex-dirigente Jack Warner garante que a FIFA interveio na eleição em Trinidad e Tobago
(2) Cronologia de escândalos (conhecidos) na FIFA 
(3) Um bando de labregos yankees, apoiantes de Obama, propõe uma petição que autorize o governo a usar armas nucleares contra a Rússia, por forma a que os Estados Unidos possam manter a supremacia como superpotência global. (Hang the Bankers)

domingo, maio 31, 2015

Contributo para a elaboração do programa do movimento anti-Capitalista

“Nunca uma geração tinho dito peocupar-se tanto pelos seus filhos como esta; e nenhuma outra tinha destroçado tanto o mundo como este que lhe vão legar como herança” (La Voz de Iñaki Gabilondo)

Os grandes banqueiros, especial ênfase posta nos Bancos Centrais e nos sindicatos bancários da Máfia Financeira, quiseram regressar às aulas. Não como alunos, dispostos a receber umas reguadas com uma barra de ferro, mas como mestres de uma bem publicitada catequese financeira à sombra do programa “Global Money Week”. Pretendem com a iniciativa promover a “Educação Financeira”, segundo os planos recomendados pela Comissão Europeia e pela OCDE, integrando a disciplina nos currículos das escolas, isto é, educar as crianças e adolescentes para aceitarem ser educadas para a Usura. Esta repentina vocação pedagógica dos banqueiros, dando aulas e patrocinando workshops com títulos tão sugestivos como “finanças para a tua vida” ou “endivida-te inteligentemente” quer fazer parecer que a culpa pela degradação do capitalismo foi dos cidadãos que não tinham suficiente cultura financeira. Só uma única individualidade, o Bernard Madoff no Verão de 2007, aquando do colapso das hipotecas de alto risco nos EUA, conseguiu a falência de milhares de cidadãos, a maior parte deles com larga experiência na “indústria financeira”. Sete anos depois a lógica irracional da ganância continua a produzir vítimas, vendendo algo que os bancos impingem como racional, como por exemplo no BES. Porém, os “mercados” não aprendem. É preciso educar as vítimas. E mercantilizar a educação de modo que sejam as vítimas a pagar um “ensino (tendencialmente) obrigatório”, ou seja, a completa submissão da Educação à economia neoliberal assente na economia das finanças especulativas. Ao Plano de Educação Financeira, “Finanças para Todos” é atribuída uma importância que situa a um nivel mais alto o pagamento o pagamento da prestação de hipoteca da casa que a a alimentação – all Money is a matter of belief, na teologia de Adam Smith, acredite, deixe de comer para pagar ao banco.

Paralelamente, fala-se mais de conceitos empresariais que de humanismo, como se aprende um e se esquece o outro nas madrassas Católicas, da educação como “motor" que promove a competividade da economia. Aprendizagem imprescindível para (con)formar trabalhadores versáteis e submissos, preparados para a sua própria gestão de seguros de saúde, planos de reforma e demais serviços que o “Estado-de-Bem-Estar” jamais voltará a proporcionar. Estado de serviços minimamente máximos (Fisco, Policias e Justiça) dentro do espirito empresarial. Os “empreendedores” serão os heróis da próxima geração. Muitos milhares já partiram, globalizando-se, tendo sucesso a ganhar dinheiro, na realidade com a competência de extorquir dinheiro a outros. Os novos heróis têm um papel importante no forjar de um “novo mundo” (a New World Order). Trata-se, como sempre, historicamente, do último recurso para enganar a morte. Com a actuação dos novos Sísifos, tão astutos, “inteligentes” e usurários como essa figurar mitológica, agindo sobre um sistema que não tem outro remédio senão a morte. Face à culpa pela secular ignorância financeira da populaça, o castigo de levar às costas eternamente a grande rocha encosta acima. Resumindo, todos os que não aceitam legar aos nossos filhos um novo sistema esclavagista ordenados pelo chicote do grande Capital têm de restabelecer parâmetros sociais e económicos muito diferentes, que não a astúcia, a ganância e a esperteza curricular para a especulação.

quarta-feira, maio 20, 2015

o fim do significado do Trabalho

A maioria dos activistas do mundo do trabalho reclamam um salário mínimo mais elevado. Esse é um objectivo muito louvável, mas será aí que reside o maior problema? Nos Estados Unidos, que é de onde provêm os modelos com aplicação global, mesmo com os salários abissalmente baixos no momento presente, a McDonalds acaba de despedir 938.000 pessoas para readmitir outras com condições mais precárias e salários mais baixos, porque ainda não há suficientes McEmpregos.

Na generalidade, na terceirização da economia simbolizada pelos call-centers e outsourcings, o verdadeiro problema é a falta de Trabalho significativo nos meios de produção que criam valor mais pela tecnologia que pelo homem. Num mundo de Máquinas (que "desqualificam o trabalhador reduzindo-o a um acessório da máquina") de Alienação social e ausência de propriedade colectiva encontrar um trabalho decente é de uma escassez igual às áreas devastadas pela seca. Uma das causas da crise do emprego é a implacável deslocalização da produção para países estrangeiros, fora da jurisdição da soberania dos paises onde os trabalhadores reclamam por um salário mínimo decente. No entanto, ainda mais insidiosa tem sido a substituição dos trabalhadores humanos por maquinaria robotizada com a exclusiva finalidade de obter maiores lucros para os capitalistas. Durante centenas de anos, a famosa ética protestante do capitalismo elogiou o trabalho duro e a competência na sua execução como ideais pelos quais valia a pena lutar. Não é fácil repudiar esses princípios. Mas que acontece quando a eficiência e a produtividade significa eliminar os seres humanos? É duvidoso os capitalistas primordiais cujo slogan era "vencer na vida por mérito no nosso trabalho" jamais imaginassem que impedir a maioria das pessoas de trabalhar poderia ser uma possibilidade. Mesmo aos dias de hoje, muitos teóricos do capitalismo consideram que a inovação nos meios tecnológicos e a eficiência que proporcionam são os principais motores do progresso humano. Por algum tempo, pareceu que este principio era indiscutível. No livro "The Rise of the Robots", o autor Martin Ford descreve o primeiro quarto de século após a Segunda Guerra Mundial como a "idade de ouro" da economia. (norte-americana, está claro). Produtividade, emprego e salários avançavam em sincronia. Sem atender à lei da queda tendencial do lucro, os economistas formados para iludir a economia-politica assumiram que o tal "crescimento" iria continuar indefinidamente. Foi o glorioso mercado livre do pleno emprego, da promessa de salário digno para todos. Então, na viragem do século tudo desabou.

Para se concluir que o povo trabalhador que vive da venda da sua força de trabalho está doravante a enfrentar outra coisa qualquer que não já o "capitalismo", relembre-se que até mesmo Adam Smith, o autor da famosa obra "A Riqueza das Nações", o teórico que popularizou a Mão Invisível, afirmava: "quando a regulação é, portanto, de apoio ao trabalhador, é sempre justa e equitativa; mas às vezes é o contrário, quando a regulação é feita em beneficio dos mestres... Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz na qual a maior parte dos membros são pobres e miseráveis" - o economista Joseph Stiglitz acrescentou sobre os ilusórios mecanismos de auto-regulação no capitalismo: "a razão pela qual a mão invisível muitas vezes parecia invisível foi porque ela não estava lá"  

domingo, maio 17, 2015

Spal, colónia Fenicia

Nas águas ao largo sudeste da Espanha, o resgate de um barco escavado recentemente rendeu presas de elefantes africanos inscritos com os nomes dos deuses fenícios. Estas presas, a juntar ao tesouro de 1958, provavelmente são provenientes duma colónia fenícia perto de Sevilha ou Cádiz, a cerca de 4.000 quilómetros do coração do território dos fenícios, no extremo leste do Mediterrâneo. E a esses mesmos comerciantes marítimos se podem também agradecer a própria existência da Ilíada de Homero e a Odisseia, que foram escritas a partir da sua tradição oral entre o oitavo e sexto séculos a.e.c, depois que os gregos adoptaram igualmente a ideia inteligente de escrever  usando um alfabeto similar ao inventado pelos Fenicios. Foi no início da Idade do Ferro, na primeira metade do primeiro milénio a.e.c, ainda não havia a "globalização" e a internet que vieram definir a nossa própria era de hiperconectados, existindo já as rotas de comércio tecidas entre o Próximo Oriente, Norte de África e Mediterrâneo, numa teia altamente complexa, numa profunda simbiose de culturas. Na época de Homero, por volta do início do milénio, havia um comércio intercontinental florescente de requintados artefactos em ouro, jóias e marfim, objectos de culto exóticos, mobiliário primorosamente trabalhado e malgas de prata polida magistralmente gravadas com elaboradas cenas de caça e heróicas batalhas, bem como os muitos comuns biscoitos. Cerca de 700 a.e.c, o assentamento fenício de Spal, um predecessor de Sevilha, Espanha, já era suficientemente grande e estabelecido para que os seus sacerdotes usassem este sumptuoso, intrincado e pesado colar de ouro para os rituais. A peça faz parte do comjunto conhecido por Tesouro de Carambolo (exposto esporadicamente no Museu Arqueológico de Sevilha, mas guardado num cofre-forte de uma entidade bancária), uma mostra da grande arte que os Fenicios espalharam por todo o Mediterrâneo, desde a Assiria até à Ibéria. (Saudi Aramco World)


quinta-feira, maio 07, 2015

por uma moeda única mundial

O decadente dólar como moeda de hegemonia global vem juntar-se às guerras cambiais. A soma de todas as balanças comerciais do mundo é igual a zero, o que significa que nem todos os países podem ser exportadores líquidos - e que guerras cambiais acabam sendo jogos de soma zero. É por isso que a entrada dos EUA na guerra cambial era apenas uma questão de tempo. (Nouriel Roubini, Maio de 2015). É também por isso que na República Popular da China se advoga abertamente a criação de uma moeda única global (afinal uma ideia de Keynes não aceite em 1945) que possa reflectir o valor trabalho e ponha termo às infames disparidades nas trocas desiguais e especulações financeiras.  

A batalha de Waterloo, os assassinatos de seis presidentes dos Estados Unidos, a ascensão de Adolf Hitler, duas grandes guerra mundiais, a deflação da bolha económica japonesa em 1994, a crise financeira asiática de 1997-98, a destruição ambiental, tudo no mesmo mundo desenvolvido, no best-seller editado na China “As Guerras Cambiais” (Currency Wars) esses eventos díspares abrangendo dois séculos têm uma única raiz causuistica: o controle da emissão de moeda através da história pela dinastia dos banqueiros Rothschild. Ainda hoje, reclama o autor Song Hong-bing, a Reserva Federal dos EUA continua a ser um fantoche dos bancos privados, que em última análise, também devem vassalagem aos omnipresentes Rothschilds. Uma tal super-abrangente teoria da conspiração interessa tanto quanto os muitos fétidos ensaios que ainda podem ser encontrados no Ocidente sobre os "gnomos de Basileia" e manipulação das finanças globais por Wall Street?
Mas na China, que se encontra no meio de um longo debate sobre a abertura do seu sistema financeiro sob pressão dos Estados Unidos, o livro tornou-se um surpreendente êxito e está a ser lido em níveis superiores do governo e de empresários envolvidos em negócios com o estrangeiro - "Algumas cabeças seniores de empresas foram-me perguntando se tudo isso é verdade", diz Ha Jiming, economista-chefe da “China International Capital Corp”, o maior banco de investimento nacional. O livro dá também argumentos, para os muitos economistas que na China argumentam que Pequim deve resistir à pressão de os EUA e outros países para permitir que sua moeda, o renminbi, se possa valorizar. A editora do livro, uma unidade de produção do grupo estatal CITIC, disse que as Guerras Cambiais” publicaram até agora cerca de 200.000 livros, estimando que tivessem sido fotocopiadas mais 400.000 exemplares. Song Hong-bing, consultor de tecnologias de informação e historiador amador que viveu nos EUA, diz que o seu interesse foi despertado pela tentativa de descobrir o que esteve por trás da crise asiática em 1997. Depois que começou a blogar algumas de suas descobertas, os seus amigos sugeriram que ele devia encontrar um editor para o apoiar num trabalho mais longo. Hoje confessa-se surpreendido com o sucesso do livro - "nunca imaginei que pudesse despertar tanto interesse (…) as pessoas na China estão nervosas sobre o que está a acontecer nos mercados financeiros globais, e não sabem como lidar com os perigos reais. Este livro dá-lhes algumas idéias". O que mais choca as pessoas, diz o autor da descoberta, é que a Reserva Federal (FED) é um banco de propriedade e gestão privada. "Eu próprio nunca poderia imaginar que um Banco Central pudesse ser um organismo privado".

A Reserva Federal faz-se descrever como “uma mistura pouco comum de elementos públicos e privados". Conquanto os seus sete governadores sejam todos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, os bancos privados detêm as acções dos seus 12 Bancos de Reserva Regionais. Podemos ignorar o papel do governo e pensar que é esta corporação financeira que selecciona os presidentes levados a eleição. A FED é em última análise controlada por cinco bancos privados, entre eles o Citibank e o Goldman Sachs, os quais mantêm uma "relação estreita" com os Rothschilds, descrita no livro como tendo as características de um clã judaico. "O povo chinês pensa que os judeus são inteligentes e ricos, por isso, devemos aprender com eles (…) mesmo eu acho que eles são muito inteligentes, talvez as pessoas mais inteligentes da terra". Jon Benjamin, presidente-executivo da Câmara de Deputados dos Judeus Britânicos, não está impressionado. "Os chineses têm o maior respeito por aquilo que vêem como perspicácia intelectual e comercial dos judeus, e têm pouca ou nenhuma cultura de anti-semitismo. Esta afirmação, no entanto, joga as cartas mais desacreditadas e obsoletas que cercam os judeus e a sua influência. Que estes pudessem vir a ganhar dinheiro emitido por um Banco Central na economia emergente mais importante do mundo é uma grande preocupação”. O livro vem sendo ridicularizado na internet chinesa a partir do exterior, por exagerar a influência dos Rothschilds e ser uma contrafacção das teorias da conspiração inventadas no Ocidente. As “Guerras Cambiais” narram as crises financeiras até à década de estagnação no Japão e da crise financeira asiática, que segundo o autor tiveram um impacto profundo em muitos decisores das políticas chinesas. Tais funcionários executivos permanecem profundamente desconfiados do “aconselhamento” gentilmente prestado por países capitalistas ocidentais que seria muito mais benéfico abrir o sistema financeiro da China e fazer flutuar a moeda nos mercados cambiais. “Pensamos que esse “conselho” é apenas uma nova forma de saquear países em desenvolvimento". Entretanto, o autor foi contratado pelo governo para escrever uma série de novos livros capitalizando o seu sucesso, sobre o yene, o euro e também sobre o sistema financeiro da China.

Mas, ao tempo do lançamento em entrevista ao Financial Times, Song Hong-bing parecia hesitante sobre a linha que os seus futuros livros deviam tomar - "este livro pode estar totalmente errado, por isso, antes do próximo, tenho que ter certeza que o meu entendimento está certo (…) antes deste livro, eu era um zé-ninguém, podendo dizer qualquer coisa dependendo apenas do meu gosto, mas agora a situação mudou". Certo é que logo ao 2º livro Song Hong-bing ilustrou a capa com a famosa mão invisivel que mexe na sombra os cordelinhos de toda a economia Ocidental. Desde 2011 “Currency Wars” já conta com 5 novas sequelas e actualizações estudando vários períodos e moedas susceptiveis de entrar em guerra.

fontes e leituras complementares
1. "O fim do dólar como moeda de reserva global? A China anuncia planos para a criação de uma moeda mundial. Currency Wars: The Making of the Next Global Crisis", James Rickards  
2. Os chineses compram as teorias da conspiração (Financial Times, Setembro de 2007)
3. O ultra-secretismo que rodeia as negociações de Barack Obama para um novo Tratado Económico Global (The Economic Colapse, Maio de 2015)
4. O "Bancor", uma moeda supranacional proposta pela Inglaterra como potência hegemónica cessante por Lorde Maynard Keynes, não aceite no final da 2ª GGuerra pelos triunfantes capitalistas imperialistas dos Estados Unidos (wikipedia)

domingo, maio 03, 2015

a Mãe, ao tempo dos gloriosos safaris em África

hoje temos as gloriosas missões da NATO, mas as mães já não choram 
e em vez de "pretos", gente de todas as cores
..........

sábado, março 28, 2015

a Europa na mão de Corruptos

Corrupção nos submarinos: na Grécia 32 pessoas vão a julgamento por terem pago ou recebido subornos na compra de submarinos à alemã Ferrostaal. Armadores, ex-responsáveis pelos contratos militares, banqueiros, negociantes de armas e homens de negócios vão sentar-se no banco dos réus no caso dos subornos que podem ascender a 60 milhões de euros. O ministro da Defesa de então, Akis Tsochatzopoulos, já está a cumprir pena de 20 anos de prisão por ter recebido subornos em contratos militares. Em Portugal, é público que a Escom recebeu 30 milhões de euros em comissões na compra do mesmo modelo de submarinos à mesma Ferrostaal, mas o processo judicial foi arquivado.

Manipulação dos Media: o jornal francês "Le Figaro" publicou ontem uma notícia sobre a falta de medicamentos na Grécia com uma imagem de filas à porta das farmácias. O jornal não diz que a foto que ilustra o artigo é do ano passado e que não há registo de que tenham regressado aquelas filas nos últimos tempos... (fonte)

Alemanha e BCE aumentam chantagem sobre a Grécia - o BCE ordenou aos bancos gregos que não comprem dívida do Estado grego. Nesta sexta-feira foi divulgado que o presidente do banco central alemão disse que a Grécia corre o risco de “falência desordenada”. O Eurogrupo decidiu que a Grécia não tem direito a 1.200 milhões que sobraram da recapitalização aos bancos (Esquerda.net)

Os partidos politicos chegam aos governos mas não chegam ao Poder. 
As grandes corporações multinacionais forçam Países a pagar as dividas
82% do comércio mundial é liderado por multinacionais norte-americanas
....

quinta-feira, março 05, 2015

Revolução 1 ponto 9 ponto17, um lembrete

Dizimada a Comuna de Paris (1817) da qual Marx sabia ser impossível uma vitória duradoura, a primeira tentativa de instaurar um governo operário organizado para a construção do Socialismo aconteceu assente na actualização da teoria marxista por Lenine.


Em 1917 as premissas necessárias para o Socialismo estavam então definidas.

1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.


Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo

Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Fiscalismo ou monetarismo?

"Um Estado tem duas formas de obter receitas para o erário público: emitir moeda ou cobrar impostos. Graças aos refúgios fiscais como o Luxemburgo, o Liechtenstein e várias jurisdições britânicas ultramarinas, a tributação tem cada vez menos base colectável. Resta portanto a emissão de moeda. Monetarizar a dívida pública é talvez o único meio que nos resta de repartir o esforço contributivo, obrigando os detentores de liquidez depositada em refúgios fiscais offshore (apropriados a nivel mundial por 91.186 individuos) a participarem com a parte por eles devida". O que anula esta intenção é que os maiores refúgios fiscais - em montantes de capitais evadidos - são talvez alguns países soberanos ou Estados da federação EUA... Um analista «dentro do problema» comentou um dia que os maiores refugios fiscais eram duas ilhas... a Ilha de Manhattan e a Grã-Bretanha... (da página facebook de Pedro Bingre do Amaral) 

Lista de capitais evadidos dos paises desenvolvidos - os 20 que mais perdem na colecta de impostos 
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Grécia.
O parlamento grego acaba de constituir uma comissão de auditoria à dívida, para além de um inquérito parlamentar aos memorandos da Troika. E também vai retomar a comissão que prepara a reclamação de indemnizações de guerra à Alemanha, anunciou hoje a presidente do Parlamento Zoe Konstantopoulou.

Leia o Acordo da Grécia-Eurogrupo correctamente - por James Galbraith, reputado economista co-autor, com Yanis Varoufakis e Stuart Hollande do livro "A Modest Proposal", que acompanhou durante uma semana Varoufakis e a sua equipa técnica nos bastidores da negociação.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Comunismo, Revisionismo, Capitalismo

Acaba de ser revelado um plano mantido em segredo concebido pela China de Mao Tsé-Tung em 1955 para superar os Estados Unidos dentro de 100 anos. Um programa baseado na tradição milenar da arte de governar chinesa, adaptando-a posteriormente à modernidade muito por influência da célebre visita de Nixon e Kissinger àa China na década de 70. Já passou mais de metade de um século e o êxito de uma economia planificada como player global face à selvajaria capitalista mundial é já bem visível. Nesse documento, escrevia Mao sobre a principal tarefa da Revolução: "vamos acabar com a crença errónea generalizada de que China é um país atrasado, pobre e introspectivo” (ler mais). Neste contexto, faz todo o sentido revisitar as etapas divergentes que resultaram do conflito ideológico entre o Partido Comunista da China e o Partido Comunista da URSS.

No início do ensaio "Duas Revoluções", publicado na New Left Review há cinco anos, Perry Anderson descreveu o seu objectivo como uma explicação do contraste entre os resultados históricos das revoluções comunistas russa e chinesa. A sua tentativa envolveu a reflexão em quatro níveis: forças revolucionários originais; pontos de partida objectivos para a reforma; escolhas políticas durante a reforma e suas consequências; e a longo prazo a determinante cultural-histórica. Pode-se assim esperar um tratamento simétrico das duas revoluções, mas isto não é o que se seguiu. "o Partido Comunista da China sobreviveu à queda URSS, comenta Anderson, e o seu futuro coloca talvez o maior enigma central da actual política mundial. O foco organizador do que se segue será a China, que não se reviu no regime reformista burocrata do capitalismo de Estado russo. Por outras palavras, o desfecho do caso russo ajudou a lançar luz sobre as decisões politicas chinesas, mas o contrário não se tinha verificado, para mal dos russos. A União Soviética falhou, e seu fracasso serviu como testamento para o sucesso da República Popular da China. ("The Party and its Sucess Story, by Wang Chaohua)A Response to ‘Two Revolutions’

O relato de Anderson do “Southern Tour of 1992” de Deng Tsiau Ping aparece como o ponto de ruptura fundamental, quando a China finalmente virou a sua orientação socialista interna e abraçou o mainstream do capitalismo mundial. Mas, como observado anteriormente, pelo menos desde 1987, Deng já tinha resolutamente abraçado o desenvolvimento económico como tarefa central do Partido. Para Deng e para o PCC, o significado mais importante e duradouro da “Revolta” de Tiananmen foi que se cancelou a necessidade de justificar posições políticas ao velho discurso "socialista", um convite para perguntas irritantes. "Socialismo" passou agora simplesmente a significar que o Partido iria permanecer no poder a todo o custo, como garante da Constituição Socialista. Foi na sequência de Tiananmen que se tornou possível a Deng propagar o slogan: "a Estabilidade acima de todo o resto" (wending yadao yiqie). Foi neste contexto que Deng ordenou aos decisores políticos para parar a conversa fútil sobre o 'capital socialista' e 'capital capitalista'.

Para entender isto, é útil olhar novamente para a Rússia. A comparação de Anderson entre os dois países rompe-se neste momento, pela razão de que a União Soviética deixou de existir em 1991. Mas mesmo a Rússia pós-soviética talvez possa ter algo importante a dizer-nos sobre a China pós-maoísta. A perestroika foi claramente a reforma política privilegiada sobre a reforma económica, enquanto na China a reforma económica foi a prioridade a todos os niveis, sendo o factor politico sacrificado à economia. O primeiro caminho levou, na análise padrão, a completar o desastre, o segundo para um sucesso espectacular. Medido pelo crescimento do PIB, o contraste é evidente. Mas há um outro lado da história que geralmente é negligenciada. Nas duas sociedades, quem suportou os custos da reforma? Na URSS, porque a mudança política veio primeiro, garantindo pelo menos a liberdade de expressão (e, em certa medida de organização), com várias opções a escolher nas urnas, era difícil para o Estado lançar todas as responsabilidades para o bem-estar social. Mesmo após o colapso da União Soviética, e da celebração aberta do capitalismo em uníssono pelos Governantes e pelos Media, os Estados sucessores mantiveram quase invariavelmente, de algum modo e dentro do possível, os programas públicos de educação e cuidados de saúde herdados do tempo de vida da URSS.

Em contrapartida, ao colocar a reforma económica em primeiro (e último) lugar, a liderança chinesa empenhou-se em reduzir os encargos do Estado, quebrando sem qualquer preconceito moral e de modo dialéctico as promessas políticas da República Popular e suas classes trabalhadoras unidas como um todo metafisico. Bem antes da inflação de 1988, numa altura em que Deng cooperava ainda de forma amigável com Zhao, o governo central já estava a preparar legislação sobre falências de empresas inviáveis e esquemas para o marketing de trabalho e mercado de habitação, sem se preocupar com a opinião pública, opções geralmente aceites por se tratar de libertar os meios de produção do espartilho do Estado, globalizando a sua influência a nível de mercado mundial.

sábado, dezembro 13, 2014

Sobre o "Desenvolvimento" nas Sociedades Capitalistas

Na década de 70 um grupo de intelectuais do meio universitário, face aos desvios revisionistas do que seria o caminho de desenvolvimento para uma sociedade socialista e comunista, fundam o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, no que foram rapidamente secundados por um número crescente de operários da cintura industrial de Lisboa. Enquanto a grande burguesia acolitada pelos fascistas do regime, cujo principal interesse era "modernizar" o capitalismo, davam a mão ao Partido (Pseudo) Comunista Português (P"C"P), imediatamente a seguir ao golpe-de-Estado de 25 de Abril de 1974 uma parte importante dos militantes do MRPP foi encarcerada e o partido ilegalizado e impedido de concorrer às "eleições livres". Em termos de desenvolvimento transviado que culmina agora numa geração perdida os resultados sociais estão à vista de todos. Em 1971 era secretário-geral dos comunistas Arnaldo de Matos, o mesmo que escreve hoje esta crítica ao "desenvolvimento capitalista"  
40 anos depois...
"As Conferências de Lisboa são um fórum internacional bienal (...)  destinado a debater o tema do Desenvolvimento. Nos dias de hoje, e ao contrário do que sucedia nos anos das décadas de sessenta e setenta do século passado, em que o orbe se apresentava dividido política e economicamente em três mundos, o desenvolvimento deixou de versar apenas sobre a transformação dos países economicamente atrasados, para passar a ocupar-se dos problemas do crescimento económico, da sua sustentabilidade e da distribuição de riqueza à escala global, envolvendo todos os países e continentes, qualquer que seja o respectivo grau ou estádio de crescimento (...)  Os nossos secretários- de-Estado estão ainda naquela etapa dos conhecimentos económicos em que o desenvolvimento era visto como igual a investimento, e não havia meio de compreenderem que um país pode morrer afogado em investimento, sem nunca alcançar o desenvolvimento, como em parte aconteceu até a Portugal, com a avalanche dos subsídios europeus a fundo perdido, mas só aplicáveis onde o capitalismo anglo-franco-germânico autorizasse (…) O segundo erro da Primeira Conferência de Lisboa sobre o Desenvolvimento está no inusitado papel que a organização concedeu ao controlo ideológico da conferência pelos funcionários da União Europeia. Ora, precisamente esses funcionários deveriam estar proibidos de debater em público a problemática do desenvolvimento, à uma, porque, no seu conjunto, a União Europeia, dispondo embora de um terço do mercado mundial, tem um crescimento que mal atingirá 1% no corrente ano, e acolhe no seu seio o segundo maior conjunto de pobres do mundo. E haverá pouca gente que entenda tão bem a ignorância europeia em matéria de desenvolvimento como a entende o martirizado povo português. (o artigo completo está publicado no Luta Popular)

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Pearl Harbor, business as usual

11 de Dezembro de 1941. Após diversas tentativas de entabular negociações sobre o ultimato dos EUA, sempre negadas por Roosevelt, o principe Fumimaro Konoye representando o Conselho Imperial do Japão decide dar a palavra aos militares, caso se não chegasse a um compromisso aceitável até 30 de Novembro. Nessa data os Estados Unidos suspendem unilateralmente as negociações.  Quatro dias depois dos acontecimentos em Pearl Harbor o presidente Roosevelt suspende o estatuto de neutralidade dos EUA em relação ao conflito na Europa e declara guerra à Alemanha e Itália.
"Ontem, 7 de Dezembro de 1941 - uma data que recordará para sempre a infâmia - os Estados Unidos da América foram de repente e deliberadamente atacados por forças navais e aéreas do Império do Japão". Foi com estas palavras, solenemente pronunciadas há 73 anos, que Franklin Roosevelt comunicou aos norte-americanos que o ataque à base militar de Pearl Harbor no Pacifico obrigava os Estados Unidos a entrar na 2ª Grande Guerra Mundial.
Em 1954 o Contra-Almirante Robert A. Theobald, que tinha estado nos centros de decisão dos acontecimentos, resolveu ganhar uns dinheiritos e publicou o livro “The Final Secret of Pearl Harbor” onde acusou o Presidente Franklin D. Roosevelt de ter “convidado” os Japoneses a atacar Pearl Harbor. A partir daí a controvérsia no debate sobre o crime de traição de Roosevelt centra-se no estudo de documentos relacionados com o ataque de “surpresa”; muito deles nunca tornados públicos. Alguns podem já não existir, muitos foram destruídos durante a guerra devido a rumores de uma iminente invasão japonesa do Hawaí. Outros ainda estão parcialmente mutilados. A transcrição de uma suposta conversa entre Roosevelt e Churchill no final de Novembro 1941 foi analisada verificando-se ser um documento falso. Do que foi dado a conhecer dessas conversas, grande parte das transcrições são baseadas em documentos fictícios, frequentemente citadas pela referência "Roll T-175" no Arquivo Nacional. Porém a instituição nunca usou essa terminologia.

Robert Stinnett no livro “O Dia da Vergonha: a Verdade Sobre FDR e Pearl Harbor” alegou ter encontrado informações demonstrando que a frota japonesa em manobras foi detectada através de intercepções de rádio dos serviços de espionagem, mas que a informação foi deliberadamente sonegada ao Almirante Kimmel, o comandante da base naval de Pearl Harbor, que deste modo viu destruída toda a esquadrilha de avião no solo sem qualquer hipótese de responder ao ataque. A conclusão é a mesma: a administração Roosevelt provocou e permitiu deliberadamente o ataque japonês a Pearl Harbor, usando-o como pretexto para fazer entrar os Estados Unidos na guerra. (é curioso como a referência a este livro na wikipedia não exista em mais nenhuma lingua senão o inglês)
Nove meses antes de Pearl Harbor, realizou-se em Washington em Março de 1941 uma conferência secreta , onde participam altas patentes militares dos Estados Unidos, Grâ-Bretanha e Canadá, sendo decidido e aprovado o planeamento básico para a entrada dos EUA na guerra, sem que houvesse até esse momento qualquer acto hostil contra os EUA.

Ainda anterior a essa data, o “Lend Lease Act” tinha sido proposto ao Congresso por Roosevelt no Outono de 1940, sendo aprovado em Março de 1941. Teve como motivo próximo a desastrosa fuga e evacuação dos ingleses em Dunquerque. Por pressão de Churchill, a lei autoriza a venda de material militar “a todas as nações cuja defesa seja considerada vital para os interesses dos Estados Unidos”. A produção prioritária de material aeronáutico, que em 1936 era de 80 milhões de dólares passou rapidamente para 3.200 milhões de dólares em 1940 (ampliar quadro em cima ao centro). Na mesma proporção, com as vendas concedeu-se ao mesmo tempo créditos a pagar pelos beligerantes, de tal modo que no final da guerra todos eles tinham quantias astronómicas a pagar.

Este é o esquema fundacional que colocou os europeus a pagar milhões em juros sobre o endividamento de Estados “soberanos”. E enquanto não se fizer implodir o sistema de emissão de moeda falsa montado pelo complot de bancos privados que constituem a Reserva Federal norte americana supervisionada pelo BIS (Bank for International Settlements), os povos europeus em processo de escravização pelo corrupto directório da União Europeia, jamais poderão ser livres

quarta-feira, novembro 19, 2014

Sair do Euro; a União Europeia não é a Europa (III)

Vivemos numa economia globalizada controlada pelo Dólar. Este sistema é uma hidra que não quererá que lhe cortem a cabeça. Voltar a usar o padrão-ouro seria desastroso para as elites globais e apêndices locais que controlam a economia actual. Mas perpetuar a situação em que o padrão é papel-impresso por falsários está a revelar-se catastrófico. Talvez a unidade de medida da economia deva finalmente ser "o tempo de Trabalho socialmente necessário para produzir determinado bem. É nesse sentido que terão de se desenvolver as politicas dos paises dependentes do sul da "Europa"  

«... nós temos o que é conhecido por "Sistema de Reserva Federal" . Esse sistema não é propriedade do Governo. Muitas pessoas pensam que é, porque se chama "Federal Reserve", mas de facto pertence aos bancos privados, às corporações privadas; portanto, temos de viver para o Sistema de Reserva Bancária Federal, que é de propriedade exclusiva, total, a 100 por cento, dos bancos privados - portanto, entregámo-lhes o privilégio de emissão de moeda do Governo. Se lhes tomássemos de volta esse privilégio, poderíamos poupar o montante em dinheiro que indiquei apenas nos enormes custos de juros»... (Parte Final de um Discurso do Congressista norte americano Wright Patman, em 1941) - Jacques Sapir sobre a saida da França da moeda única da União Europeia: (onde está França, pode ler-se Portugal, porém no nosso caso agravado pela destruição do tecido produtivo):

Imagine tudo a 1 Escudo
"Uma saída do Euro e uma forte depreciação da moeda (o Franco/o Escudo) também teriam inconvenientes, que entretanto não se podem exagerar. Primeiramente, haveria um aumento de preço dos produtos importados quando provêm de países em relação aos quais o Franco se teria depreciado (Alemanha, países da zona Dólar). Isto é aliás o objectivo de toda depreciação da moeda. Mas este inconveniente é fortemente super-estimado por políticos sem escrúpulos que não procuram senão aterrorizar a população para defender o Euro. Assim, no caso dos combustíveis, tendo em conta o peso imenso dos impostos, uma depreciação de 20% da taxa de câmbio do Franco em relação à taxa actual do Euro frente ao Dólar, não provocaria senão uma alta de 6% do preço junto à bomba. Vê-se que isto é muito razoável. Há a seguir a dimensão financeira das consequências de uma tal depreciação. Examinemos primeiro o que se passa quanto à dívida pública. Sabe-se que as Obrigações emitidas pelo Tesouro Público, quando elas são emitidas a partir do território francês, devem ser reembolsadas na moeda que tem curso legal em França. Esta é a única obrigação legal que as afecta. Se esta moeda não for mais o Euro mas sim o Franco/Escudo, elas serão reembolsadas em Francos/Escudos. E, se o Franco depreciou-se em relação ao Euro os detentores estrangeiros de obrigações francesas assumirão suas perdas, assim como um detentor francês de títulos do Tesouro americano assume suas perdas quando o Dólar se deprecia fortemente frente ao Euro. Entretanto, é claro que isso provocará de imediato uma alta das taxas de juro (o que no jargão financeiro chama-se um "prémio de risco") para todas as novas emissões. Mas pode-se perfeitamente contornar este problema. Será preciso reintroduzir o mecanismo que existia até ao começo dos anos 1980 e que obrigava os bancos franceses (ou qualquer banco que desejasse trabalhar em França) a ter no seu balanço um certo montante de obrigações do Tesouro (mecanismo da colocação obrigatória dos efeitos públicos). (Resistir)

quarta-feira, novembro 12, 2014

China, a Ditadura de um só Homem, o Imperador Xi, segundo a capa da Time

“Xi Jinping anuncia a sua cruzada existencial para promover o sucesso do país num mercado global hipercompetitivo nascida das suas experiências formadas numa China em frangalhos” afirma o norte americano Jon Huntsman, ex-embaixador na China até 2012
O presidente Xi Jiping, é um filho da geração saída da purga da Revolução Cultural que pôs termo ao carreirismo como profissão na politica. Depois de subir por mérito próprio na hierarquia em postos de chefia nas diversas secções regionais em estreita interacção com o povo, em 1983 ascendeu ao secretariado do Ministério da Defesa. Nascido em 1953 na província de Shaanxi,.na sua juventude trabalhou nos campos, foi educado como comunista no campo de Liangjiahe da Comuna de Wen'anyi desde 1969 até aos 22 anos.. Formou-se em engenharia química e obteve uma pós-graduação em ciência política. Foi eleito membro do Comité Central do Partido Comunista.

Em 1987 casou pela segunda vez com Peng Liyun, um alto quadro do Exército de Libertação do Povo graduada em major-general. Além desse cargo a agora primeira-dama é extremamente popular em toda a China por ser uma famosa soprano - aqui em farda de gala num bailado evocativo da epopeia da Revolução chinesa num espectáculo para uma unidade militar:
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Mao Tsé Tung no seio do povo
Em 2002 Xi Jiping trabalha na organização das Zonas Económicas Especiais adaptando as empresas exportadoras a melhor interacção com os mercados globais, tornando essas regiões mais prósperas, proporcionando mais riqueza para distribuição por toda a China, aquilo a que os capitalistas ocidentais chamam “reformas capitalistas”. Já como vice- presidente Xi viaja intensamente tendo em vista a coordenação dos Jogos Olimpicos de Pequim em 2008 por cuja organização foi responsável. É o grande anúncio mediático para o mundo que a China vai exigir participar nas mesas onde se tomam as decisões mundiais. No 18º Congresso do Partido Comunista, que conta com 80 milhões de militantes activos e recebe mais de 2200 delegados das instâncias provinciais, regionais, de comunidades locais (56 grupos étnicos ligados numa só familia), Xi Jinping é eleito por unanimidade como secretário-geral do Comité Central (que conta com 350 membros) e indigitado para assumir a presidência da República Popular da China em Novembro de 2012.
Diz a imprensa capitalista no Ocidente que Xi desenvolveu a imagem de homem-forte, consolidando o poder para si, o “acontecimento na liderança chinesa” mais transformacional desde Deng Xiaoping que ocorreu mais rapidamente que com qualquer outro líder nas últimas décadas. A Time dedica-lhe agora uma capa - Xi Jinping’s “Power of One” – o poder de um só homem, além de o incluir na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo (junto com Cristiano Ronaldo). Os tiques individualistas em nome dos executivos das corporações capitalistas globais. Nada feito, não compreendem ainda que o “líder mais forte da China desde à muitos anos” pretende elevar a sua nação e todo o seu povo como um colectivo ao topo de uma nova ordem mundial que porá final e definitivamente em causa o capitalismo.

terça-feira, novembro 11, 2014

Obama em romagem capitalista à China comunista


Politicamente diminuído e sitiado, Barack Obama está em Pequim para as habituais conversações na Cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) com o seu homólogo chinês, Xi Jinping (na foto ao lado de Vladimir Putin). A mensagem da República Popular da China sobre inúmeras questões é clara: Nós temos todo o interesse em sermos cordiais (na área da produção), mas não podemos aceitar jogar sob a imposição das vossas regras (na área da especulação financeira). De facto Obama foi pedir batatinhas àquela que é já a maior economia do planeta. (TimeMagazine)

Chegado a Pequim, ao que é hoje o coração económico da Ásia, os anfitriões fardaram Obama com um uniforme à boa imagem do modo de produção asiático Maoista reactualizado numa espécie de Star-Trek style e enfiaram-no na piscina olímpica dos jogos de 2008. Obama não sabe nadar? yep!