“variações infímas podem alterar irreversivelmente o padrão dos acontecimentos”
Uma simples mistificação dos economistas americanos, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias, cientificamente dada a conhecer á Humanidade por Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos.
Sexta-feira, Julho 10, 2009
o 11 de Setembro foi um “trabalho feito a partir de dentro”
o major General Stubblebine dos Serviços de Informações Militares dos EUA declarou num depoimento recente, repetindo o que tinha afirmado no documentário de 2006 "One Nation Under Siege", que de acordo com os vestígios provocados, uma aeronave Boeing 757 nunca poderia ter embatido no edifício do Pentágono e que foram usados explosivos para fazer cair as duas torres do World Trade Center (Centro Mundial de Comércio) no dia 11 de Setembro de 2001
Apesar dos sucessivos testemunhos que insistem em comprovar a tese do “inside job” a cadeia de televisão Fox News continua incólume no exercício da sua campanha de ataque à verdade (ver video)
alguém sabia?
É um mito muito difundido entre os meios da "teoria de conspiração" que um episódio dos Ficheiros Secretos tivesse previsto o 11 de Setembro. Mas não é um mito. É estranho que com toda a imensidão dos relatos sobre o 11 de Setembro, nenhum dos Media de referência tivesse depois noticiado que um dos mais populares programas de televisão antecipou o cenário apenas 6 meses antes do acontecimento, em Março de 2001. Uma das personagens explica detalhadamente o que iria acontecer e o seu interlocutor pergunta: “e tudo isso é acerca de incrementar a venda de armas?”
O venerável investidor judeu George Soros tem vindo a infiltrar grupos passiveis de se interessarem por descobrir a verdade sobre o 11/9, através de operações do seu "Open Society Institute" assim como do "Soros Fund Management LLC", o qual é gerido pelo filho Jonathan Soros. Entre as maiores acções sobre esses grupos, Soros manobrou o Partido "Democrata" no sentido de afastar personalidades da ala Democrata não alinhadas (como Howard Dean, Bill Richardson e Caroline Kennedy) impedindo-as de aceder a cargos públicos nomeados pela Administração Obama. (fonte) .
Como Al Capone, Dias Loureiro tramou-se por problemas de dívidas ao Fisco relacionadas com negócios off-shore. Negar o quinhão devido ao grupo é um pecado mortal na ética cavallieredos mafiosos.
o líder do CDS, (o mesmo do Porsche recuperado por Oliveira e Costa por crédito malparado)diz que irá requerer novo inquérito logo no inicio da próxima legislatura. Se a coligação neoconservadora, como previsível, vencer as eleições, lembremo-nos disto: o objectivo é tramar o PS que foi conivente com a negação da supervisão que falhou!Para eles fará todo o sentido correr com Vítor Constâncio e substitui-lo por um gestor da mesma área politica (um governo, um presidente, um governador), porém isso mudará alguma coisa na essência do Banco encarregado de gerir internamente os negócios do endividamento do país ao serviço da Banca internacional? Antes agrava,,,
seguro de si
Mais que um branqueamento do escândalo do BPN ou o encobrimento da supervisão do BdP, as conclusões do inquérito parlamentar são uma trapaça. Lá se afirma textualmente: “Quando há fraudes, sobretudo a alto nível, é muito difícil a sua desboberta”
É um relatório “governamentalizado” que intenta proteger o facto que o BdP conhecia desde 2002 o tipo de “actuação levada a cabo por uma quase mafiosa rede de accionistas do Banco” (a expressão é do deputado Honório Novo) com origens no regime de impunidade bush-económica seguido pelo Partido do Presidente. E diz-se de origem bushista, porque seguindo os mesmos trâmites do acordo de desregulamentação feito por Bush em 2004 com a Entidade Reguladora (FDIC, cujos escritórios tinham ficado destruídos na demolição do Edifício 7 do WTC) esta doutrina induzida no já de si desregulamentado sistema foi o farol de orientação para evitar a queda no buraco da falência. Sempre com a espada de Dâmocles suspensa sobre os decisores capitalistas – eles sobreviveram ao estouro da bolha da Nova Economia ponto.com no ano 2000 (o crash do Nasdaq gerido por Bernard Madoff) facto que determinou a execução do 11 de Setembro, e ao rebentamento da subsquente bolha do Imobiliário (2007-2008) – mas a partir daqui, do alastramento da “crise” à economia real, os horizontes são estreitos.
Para os gestores Neocons escaparem, em desespero de causa, só lhes resta declarar oficialmente a completa falta de vergonha na cara. É o passo que se tenta dar com este “inquérito”, senão atente-se numa cronologia aleatória de factos não mencionados: - Já depois de “nacionalizados” os prejuízos, a nova gestão do BPN recusou a entrega de documentos à investigação com a desculpa do “sigilo bancário” e do “segredo de justiça” - O forrobodó continua: o novo presidente do BPN nomeado pela CGD, Francisco Bandeira, faz igualmente parte da administração do grupo Visabeira, ao qual o banco concedeu agora novos e vultuosos créditos. Está sob investigação.
- Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado da administração Fiscal de Cavaco Silva é nomeado “contabilista” de um banco formado por accionistas notáveis do regime, com a finalidade de actuarem sobre a bolha da globalização. - Enquanto a especulação prosperou, os accionistas e o próprio Cavaco jogaram e ganharam. Saíram quando previram o rebentamento do esquema; e a partir daí Portugal inteiro é envolvido no pagamento dos prejuízos.
- Da natureza Neocon: o próprio majestoso edifício onde se negociou a instalação da séde do BPN foi construído por uma empresa do Grupo Carlyle de Frank Carlucci. - Bens adquiridos ilicitamente e a complexidade da pirâmide: o BPN não tem valores penhoráveis e os dos accionistas estão salvaguardados. O banco tem um prejuízo de 1.880 milhões de euros pagos pelo Estado, mas é detido pela SLN (Sociedade Lusa de Negócios) que tem os activos distribuídos por diversas outras empresas, bens que são intocáveis. A SNL representa por sua vez apenas 31,5 por cento de outra sociedade, a SLN-Valor que tem apenas um capital social de 172,2 milhões. (números citados do Público) Por fim, como corolário lógico, o elo mais fraco da cadeia alimentar, os trabalhadores bancários do BPN foram em romaria ao PR solicitar ajuda para as suas catástrofes pessoais. É o mesmo que ir ao Pulo do Lobo ensaiar mergulhos de cabeça para as rochas. Não se esqueçam de votar de novo em bloco nas rochas para um segundo mandato. Ao menos assim a podridão do esquema torna-se cada vez mais evidente, ao invés do que aconteceria com o discreto charme do apagamento "socialista" da corrupção. .
Amin Maalouf, o libanês autor de “o Leão Africano”, “Samarcanda” e “As cruzadas vistas pelos Árabes”, exilado de luxo em Paris depois da guerra civil no Líbano (1975) conversa hoje às 18 horas na Fundação Gulbenkian com António Vitorino, uma parda eminência televisiva do P"S", sobre os temas da actualidade versados na sua última obra "Um mundo sem regras". Nada a assinalar, excepto o essencial,
O conceito de “mundo islâmico” esconde uma manipulação
Como antes, trata-se da mesma batalha de conquista a todos os niveis, militar, ideológica e cultural, levada a cabo pelos herdeiros das velhas tradições de hegemonia ocidental. Como foca a politóloga iraniana Nazanin Amirian em entrevista ao jornal El-Público (o espanhol). A autora do êxito editorial “O Islão sem Véu” reinvindica nessa obra que existem diferenças assinaláveis entre os países de maioria muçulmana. Porque o conceito inventado pelo judeu neocon Samuel Huntington que serviu de base à doutrina Bush esconde que os cidadãos desse suposto “mundo muçulmano” ou “mundo islâmico” não se reconhecem nele. Por exemplo, a forma de vida de um paquistanês parece-se muito mais com a de um hindu do que com a de um marroquino, por muito que sejam ambos muçulmanos. Esta confusão nasce com a história do Ocidente, onde cada Estado se identificava com uma etnia. Mas no Oriente isso não se passou assim (…) (ler aqui) .
“A tua sorte foi eu ter sido atropelado pelo ministro bêbado” atira à cara do Sem-Abrigo o Cão rafeiro que tem vindo a fazer inúmeras cabriolas para o adoptar como Dono. Na peça exibida no “Festival de Teatro de Almada” (“Diálogo de um Cão com o Dono sobre a Necessidade de Morder os seus Amigos”) estes dois improváveis interlocutores, que tão bem conhecemos, dialogam efabuladamente sobre verdades terríveis que são obscurecidas pelos formatos mitómonos que apreendemos. É objectivo do animal fazer sair a humanidade do seu torpor, se bem que é o contrário que a maioria das vezes acontece, quando um homem encontra o cão que possivelmente existe nele. Neste dramático caso, homem e cão, são ambos deserdados e conversam acerca das taras sociais que fazem da vida uma farsa contínua.
“O ministro safou-nos, pagou tudo com medo do escândalo. Recuperámos a dignidade e até temos cortinas, carpetes e mobílias novas da ikea na roulote que estava num miserável estado de decadência, e também já temos televisão, um apetrecho imprescindível para tomarmos conhecimento da realidade. Ficou nosso amigo. O ministro passa aqui pela estrada muitas vezes, dá-nos uma businadela. Às vezes pára. Falamos. Ele é muito simpático, faz-me perguntas – o que penso sobre as taxas de juro do Banco Europeu, como vejo o conflito no Médio Oriente – enfim, “é a democracia participativa” tinha confirmado o dono que é porteiro no hotel de luxo Claridge com o empregado que lava os pratos.
A verdade, está-se mesmo a ver, é que o cão “Príncipe” na amena cavaqueira e divertida prática com o dono “Roger” sobre a crise capitalista crónica, antecipou humoristicamente ao público a encíclica do Papa Ratzinger onde se fala da necessidade da “Ética no funcionamento da Economia”. Foge cão (e dono) que te fazem barão – que é como quem diz: o que o Papa está “caridosamente” a defender são os interesses de certos grupos, nomeadamente os da Opus Dei, uma organização semi-secreta conluiada com os fautores da nova ordem mundial .
Ligado à história da ocupação contada no post anterior sobre Itália, como antes da Alemanha e mais recentemente na destruída ex-Jugoslávia, recorda-se que Pulido Valente afirma na sua coluna de 3 de Julho textualmente que "a Europa não tem força militar e hoje, com a crise, também não tem um peso económico determinante (...)". Com a verdade nos mentes. Se os dados sobre a ocupação militar norte americana da Europa são conhecidos, embora não divulgados pelos Media das corporações que contratam o Pulido para comentadeiro, outro tanto se passa quanto aos dados económicos, conforme se confirma pelo mapa das transações comerciais incluido no artigo de Jacques Sapir (1) sobre proteccionismo: "Ignorantes ou Falsários"
(clique na imagem para ampliar)
Trocas comerciais efectuadas pela União Europeia: 4.963 mil milhões, 3/4 partes no interior da zona. Trocas comerciais dos Estados Unidos: 1.678 mil milhões, metade das quais para o exterior Trocas comerciais na Ásia Pacífico: 3.277 mil milhões, metade das quais para exportação Trocas comerciais da Rússia, América Latina e África em conjunto: 1217 mil milhões.
Como se constata, o problema da chamada "União Europeia" (União da oligarquia e da alta finança europeias) não é um problema de falta de produção, muito menos de habilitação de emprego para os trabalhadores, mas sim de dependência financeira - a maioria das receitas dadas como sendo "europeias" são na verdade repatriadas em nome de empresas filiais norte americanas sediadas na Europa. E o dinheiro para que funcionem depende de decisões politicas estratégicas tomadas nos EUA e comunicadas à Reserva Federal, Banco Mundial, Banco Central Europeu e outras instâncias cujas gestões não são eleitas, como o FMI, a OMC, etc.
(1) Existem 2 livros de Jacques Sapir traduzidos em Portugal: "Os economistas contra a democracia", edições Sururu, Produções Culturais e "Que economia para o século XXI?", edição do Instituto Piaget .
Vicenza sob ocupação militar: fogo sobre toda a contestação global(ver videos)
A noticia de 30 segundos transmitida (ontem na Euronews, hoje na SIC e que a RTP acometida do coma alcoólico CR olvidou) sobre “confrontos da policia com manifestantes nos arredores da histórica cidade de Vicenza (norte de Itália) dias antes da cimeira do G8 que protestavam contra a ampliação de uma base militar”, dá a entender que se trataria de mais uma acção dos tão diabolizados “movimentos anti-globalização”. Na verdade não foi, nem tão pouco se trata de qualquer “ampliação”. Trata-se da criação de uma nova base militar norte americana que prevê a apropriação do antigo presídio de Dal Molin com 500 mil m2 e com 1524 metros de uma pista de aviação civil existente no local e de trazer mais 3.000 novos soldados, presentemente estacionados em Bamberg e Schweinfurt na Alemanha – tudo isto noutro local que não a Base já existente em Camp Ederle com 600 mil m2 e uma aldeia residencial de 332 mil m2 para alojamento de 6.000 soldados americanos.
Ver diariamente centenas de tipos de pele cor de rosa criados a papinha Heinz com fatiotas camufladas a fazer “jogging” perto dos muros dos nossos quintais deve ser um trauma passível de violento protesto, tanto mais que se tratava do dia da liberdade yankee, o 4 de Julho – idiossincracia realçada por Obama no discurso de Chicago de 4 de Novembro de 2008 quando ainda era apenas candidato e rezou hipocritamente aos seus maiores desejos: "Serei presidente de um governo do povo, pelo povo e para o povo”, segundo diz a Constituição (a government of the people, by the people, and for the people) E ouvi-los-ei sempre, especialmente quando nós discordarmos” disse Obama – americanos sim, italianos não, pensou Obama.
Para a Itália trata-se de uma questão de independência nacional face à presença das Forças Militares estrangeiras (1) desde o final da II Grande Guerra quando o povo erradicou o regime fascista de Mussolini.
A política militar dos Estados Unidos é votada no Congresso. É por essa razão que os EUA não mudaram,nem tencionam mudar, a politica imperialista na transição de George W. Bush para Barack Obama. A Congressista republicana Loretta Sanchez, (deputada eleita pela Califórnia), disse numa visita recente a Itália no âmbito das negociações de Dal Molin que esta base tinha de ser aceite por ter uma localização perfeita e ser imprescindível para novas missões no Médio Oriente, sendo igualmente muito conveniente para ataques a regimes hostis em África (no âmbito da criação do Africom). Esta é a chave para a instalação da nova Brigada de Combate (Brigade Combat Team) que passará a ser a maior força de assalto na Europa com os 6 Batalhões estacionados em Vicenza.
As “grandes obras do keynesianismo militar” atraiu à Itália do neofascista Berlusconi outra presença notável. São como moscas em volta de balde de merda. Imediatamente a seguir chegou o presidente de Israel Benjamin Netanyahu (conotado com a extrema direita). Imagine-se como sorrirá o anterior carniceiro responsável pelo genocidio em Gaza, cujo nome Yitzhak, a forma hebraica de Isaac, significa literalmente “Aquele que se Rirá” (Génesis 21,6). Obama, sem que se desmarque do balde de moscas, chega na próxima quinta feira a Ancona, Itália.
(1) A história da dependência militar obrigatória de Itália tem sido uma constante desde que Andreotti no anos de 1954 negociou a institucionalização da presença das tropas norte americanas, sem que tal acordo desde aí tenha sido alguma vez aprovado pelo Parlamento, como explica Valério Volpi neste artigo, é nestes termos que existem instalações como a Base aérea de Aviano, nos arredores de Pordenone, não muito longe da fronteira da Eslovénia, massivamente usada para os bombardeamentos da Sérvia em 1999 e o Afeganistão em 2001. Existe ainda Campo Pluto em Longare onde estão armazenadas bombas nucleares desde há mais de 20 anos, a Base de Tormeno, o quartel general norte americano em Torri e a concentração de bases e polígonos de tiro na Sardenha, Santo Stefano, Decimomannu, Salto di Quirra, Capo Teulada e Capo Frasca, onde cerca de 3 quartas partes da ilha estão submetidas a juridisção como reserva militar .
"Uma Segunda Juventude" do romeno Mircea Eliade procura ilustrar a história da linguagem. O livro, e depois o filme de Coppola, contam a odisseia de Dominique Matei, um idoso professor de ciências que ao ser atingido por um relâmpago sofre uma mutação que inflecte a flecha do Tempo e o põe outra vez a caminho de uma nova juventude. Ao conhecer Linda, uma estudante de antropolgogia a quem provavelmente teria acontecido algum fenómeno similar, Matei dá-se conta que ela tem estertores mediúnicos que lhe possibilitam recuar milhares de anos no tempo e falar em dialectos primitivos, cada vez que tal lhe acontece, indo mais atrás, primeiro ao Sumério, o Ugarítico, o Egipcio, o proto-Elamita, até às proto-linguagens inarticuladas expressas nos fenómenos vocálicos intercalados com estalidos labiais (como ainda hoje se conservam nas tribos bosquimanas sul africanas), práticas de expressão hoje inimagináveis para a experiência de qualquer europeu. Mas nem tanto, se ao ouvirmos Michael Jackson em "Man in the Mirror" repararmos nos estalidos vocais intercalados na melodia da fala que codificam na musica pop uma espécie de ritual de regressão instintiva à linguagem primitiva. Na cerimónia da atribuição dos Grammys em 1988 Jackon acompanhado por um coro de godspel, ele pergunta quem sou eu na canção “o Homem ao Espelho”
Somos forçados a admitir a ideia dos ciclos cósmicos e históricos, o mito da eterna repetição? Mas, e o que fazer do Tempo? Ele exprime a ambiguidade suprema da condição humana - Michael Jackson não era então ainda aquele objecto prevertido pelo ShowBiz e pelo circo dos Media. Ele era apenas um ser humano, tinha uma alma própria Em que terrífica máquina tecnológica estamos então embarcados que opera pessoas até as tornar monstruosas? – esoterismos àparte, a máquina do tempo só pode deslocar-se obedecendo à 2ª lei da termodinâmica, a dissipação, o caos e finalmente a morte. Ou como repara Ana Kotowicz no jornal”I” – “o Cliché: artista falido simula a própria morte e ganha milhões. Realidade: a música de Michael Jackson vai render maisdinheiro nos próximos 12 meses do que nos últimos 10 anos, saldando todas as dívidas” – já lá dizia o outro ali num grafitti: “suicida-te, vives melhor”. Depois de tanta operação de marketing, quimicas e de estética coloured, Jackon finalmente fez a sua última modificação plástica destrutiva: “esticou o pernil” – a máquina de trucidar insolvências deve sentir-se orgulhosa .
Não fossem os caricatos chinfrinhos com que o ministro Pinho se autoflagelou (nem uns cornos à homem o pobre coitado sabe fazer: duas caralhetas com os dedos anelares espetados na testa na direcção do adversário) e jamais a populaça, que com este fait-divers arranjou basto motivo de chacota, saberia dos 5 mil euros que o ministro, na qualidade de delegado comercial da EDP entregou ao clube de futebol de Aljustrel. É assim que funciona, quando não há dinheiro para motivar trabalhadores que dependem de salários, há que oferecer outras regalias que mascarem mediaticamente o problema. Uma questão de trocos. Aliás 5.000 euros nem é assim uma quantia tão exorbitante – basta 2.700 consumidores atrasarem-se um dia no pagamento da factura da electricidade para a coima de 1,85 euros aplicada pela empresa de serviços públicos EDP repôr a verba usada em propaganda. Este ciclo clandestino usado por Manuel Pinho apenas demonstra a função social das empresas no presente paradigma neoliberal. Pedro Guerreiro, o director do Jornal de Negócios, perora na Antena1 “que o ministro nunca poderia ter tomado esta atitude, e tal... São inadmissiveis comportamentos destes em cargos eleitos” – é boa. Manuel Pinho o executivo do banco BES Investments emprestado ao Governo de Sócrates foi eleito?
As cobranças dificeis subiram 21 por cento. "Quem não paga a água ou a luz já não tem dinheiro para nada" - considera o Gabinete de Apoio da Deco. Excepto para curtir cenas malaicas de futebol, como o espertalhão do ex-ministro muito bem sabe
e agora a parte que interessa: O ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, defendeu hoje que a crise económica vai agravar-se "ainda mais" em Portugal- "A crise financeira provavelmentejá acabou, como foi anunciado, mas a crise económica vai agravar ainda mais. e há uma terceira crise por trás de tudo isto, que é a crise da competitividade", afirmou João Salgueiro, no IV Congresso da SEDES, que decorreu no Instituto para a Defesa Nacional, em Lisboa (fonte: DN)
O pano de fundo do drama decorre entre as duas famiglias que se digladiam sobre duas questões de Honra, uma tem o affaire Freeport, a outra o BPN de Dias Loureiro (1). Longe das circunstâncias de Dostoiévski no “Crime e Castigo”, ainda estamos a meio da história, mas já se adivinha saber se a personagem principal, ou o seu duplo (2) vai ou não sucumbir ao peso do crime.
Manuela Ferreira Leite, enquanto nº2 e ministra das Finanças do governo Barroso privatizou, ou vendeu como soe melhor dizer-se, a rede fixa da Portugal Telecom, que era propriedade do Estado, por 365 milhões de euros. Nesse mesmo ano de 2002 o último relatório de contas da PT a mesma rede fixa valia 2.300 milhões. É sem dúvida um negócio ruinoso para o Estado, que para além disso perdeu o rendimento do aluguer da Rede no valor de 18 milhões de euros anuais. Mas a lider do PSD tentou descartar a questão remetendo-a para o partido “compagnon de route” desde o 25 de Novembro (os amigos são para as ocasiões) e desmentiu ela própria o presidente da administração da PT: “a venda foi negociada pelo governo “socialista” de Guterres” – é mentira!, claro, Ferreira Leite aprovou mesmo a venda da rede fixa à PT, uma empresa cotada na bolsa de New York
e, vindo cair aqui, sendo a Bolsa (ou a Vida) o Alfa e o Ómega do descalabro do sistema vigente, vem sempre a propósito relembrar outra famosa venda: a dos activos a receber pelo Estado ao banco norte americano Citigroup (3), um dos promitentes beneficiários da crise que se sabia já estar em gestação. Isto é um acto de esperteza saloia, de uma sumidade agora encartada pelo grupo Bilderberg, que remeteu os prejuizos de gestão danosa para o governo seguinte, tendo o Estado já liquidado mais que o valor emprestado (os valores incobráveis) e juros caninos sobre o capital adiantado. Mas é esta mesma senhora, que nas legislativas que levaram Durão ao governo, ficou célebre pelo "discurso da tanga" que deu lugar à "obsessão do défice" – é ela mesmo, Manuela Ferreira Leite de seu nome, que de novo, sete anos depois, quer repetir a receita da causa pela qual se celebrizou, agitando o espantalho do endividamento num país que nunca conheceu tempos de prosperidade baseado em trabalho e capacidade de produção própria... significa isto na prática que os funcionários investidos pelo Grupo Bilderberg, seja a lider do PSD ou Sócrates, António Costa ou Rui Rio, qualquer um em funções de controlo do saque dos bens públicos nos seus respectivos países não precisa de mais que uma inteligência medíocre
(2) "José Sócrates decidiu, agora, consultar os 'magos' que ajudaram Barack Obama a conquistar o poder. [...] Atingimos a era do desequilíbrio e da alucinação. O Estado é entendido como uma empresa, não como a configuração de um corpo político, social e administrativo". Baptista-Bastos, escritor, no "Diário de Notícias"
(3) xico-espertismo de banksters - o Citigroup, numa acção que decerto fará bancoprudência aumentou esta semana as taxas de juro aplicadas a 15 milhões de cartões de crédito que gere nos Estados Unidos, antes que entrassem em vigor novas regras para o sector que visam precisamente proteger os interesses dos clientes deste tipo de produtos. A notícia, avançada pelo jornal Financial Times, promete reacender o debate sobre a regulação do sistema financeiro e, em especial, sobre o comportamento dos bancos, como o Citigroup, que receberam astronómicas injecções de capital público. Com este aumento e a imposição do limite de crédito, sabe-se de fonte estatística segura que no mínimo 10 por cento dos detentores destes cartões não pagarão as suas contas – o próximo degrau da crise a rebentar será a bolha dos cartões de crédito; se hoje em dia já são cada vez menos os locais de comércio que os aceita,, devido ao pagamento de elevadas comissões, um belo dia a generalidade dos cartões de crédito serão pura e simplesmente cancelados e barrados nas caixas multibanco, sem qualquer aviso prévio. (fonte) .
Embriagaram-se com a doutrina Bush das "finanças armadas" e pensaram que o céu do dinheiro ficticio não teria limites. Como no caso Madoff (não se enganem, o filme está em cartaz pelo menos desde 2004 e "os reguladores" sabiam do jogo da pirâmide) agora, no caso de Dias Loureiro, a Justiça para "relançar a confiança" pensará que é necessário grelhar um pato? - suspense - "em causa estão dois negócios de 2001, ruinosos para o grupo SLN/BPN, e sobre os quais Loureiro começou por dizer que nada sabia. A venda da Redal - concessionária de águas em Marrocos - aos franceses da Vivendi, e a compra da tecnológica Biometrics - que se saldou por um prejuízo de 38 milhões de euros e que envolveu um testa de ferro do libanês El-Assir, envolvido em negócios de armas. (via Esquerda.Net)
Resultados concretos, como inquiria alguém por esse twitter fora: Será que, sendo honesto, agora também vai reconhecer que afinal tem bens em seu nome? e quais são as outras personagens que integram "a dúzia de responsáveis envolvidos" referidos na célebre comunicação do governador do Banco de Portugal à comissão de inquérito parlamentar? manifestar-se-ão igualmente todos honestos? ou no caso de nem sequer sairem dos armários - quem é que, com a cumplicidade activa do PS, se estará a encobrir?
Segundo dia de greve geral. Mais de 60 organizações populares mantêm a resistência organizada contra o Governo golpista. Seis autocarros da empresa Transul, propriedade do presidente fantoche Roberto Micheletti foram incendiados (fonte) “A desobediência civil está instaurada e vamos mantê-la e fortalecê-la porque exigimos a restituição do Presidente Zelaya ao seu cargo e que cesse a violência contra a vontade popular. Somos um povo que está defendendo os seus direitos e a sua vontade, a que foi expressa quando elegeu José Manuel Zelaya Rosales como Presidente da República" - afirmou o secretario geral do "Movemento Comunal Hondureño", José María Meza (fonte)
Revivendo o Passado dos Lideres na Caixa Geral de Aposentações
O que há em comum entre Marques Mendes, Almeida Santos, Ferreira Leite e Narana Coissoró? São todos figuras de proa dos principais partidos do sistema, mas haverá algo mais que os aglutine na concordância? sim, é a reforma, estúpido!
Assim que chegou aos 50 anos de idade e mal completou com 20 anos os descontos como Deputado em 2007, MarquesMendesapresentou requerimento para receber a Pensão a que tem direito, no valor vitalício de 2.905 euros mensais, integrando assim o leque das opções politicas (a precisar de reforma) que nos são “trabalhadas pelos media” para votação Não fazemos parte da troupe - um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
in "Pátria", Guerra Junqueiro, 1886
É evidente que, quem paga o lauto pão de ló das nossas élites é a cada vez mais espoliada classe média, não por acaso em extinção acelerada. Lógico, quanto mais pagarmos mais depressa iremos à falência. E a situação agravar-se-á quando o próximo governo decretar o aumento de impostos e do custo de vida em geral para pagar o desmesurado défice que está actualmente a ser construído. Partindo do caso concreto das reformas milionárias, de entre muitos outros, estamos numa encruzilhada - depois do colapso das lutas da classe operária por via da deslocalização da mão de obra e da falência das actividades das suas organizações, o passo seguinte é a falência deliberada da classe média para cortar custos para que se possam manter as mordomias da classe dominante.
A professora catedrática da Universidade de Berkeley Elizabeth Warren teorizou o colapso no livro “The Two Income Trap: Why Middle-Class Mothers and Fathers Are Going Broke” e em “The Vanishing Middle Class”. Warren que é uma jurista com experiência em “programas de investimento público-privados (PPIP) afirma que a grande história do centro capitalista, a América, se construiu sempre em redor dos mesmos designios: a bancarrota, ou seja, a morte e renascimento do sistema financeiro: “Somos uma nação de devedores”(na fonte de origem deste gráfico compara-se a evolução do rendimento, poupanças, obrigações e o endividamento da classe média na década de 1970 e em 2003). "Porque é que pensam que o povo nas grandes vagas de emigração deixou a Europa e veio para os Estados Unidos?" continua Warren, "Fugiram porque eram devedores. Nós adoramos descrever isso como “óh, foi acerca de liberdade religiosa”, mas não!, teve a ver com o Endividamento. Toda a gente procura escapar-se ao cumprimento das dívidas contraídas” para sustentar os senhores da terra, os donos do mundo ou simples parasitas assalariados do viciado discurso politico a metro.
nas televisões soam os zumbidos dos mensageiros da noticia que “a crise vai durar alguns anos”; lê-se o nobel Paul Krugman (na obra de 1999) “o Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual” e, sem novidade, acha-se tudo normal, excepção feita a um certo clima de banditismo que paira no ar ao abrigo de uma estranha sensação de impunidade,
Hoje em dia tem vindo a ser recorrente apresentar a acção governativa de Franklin Delano Roosevelt como um modelo para Obama. Uma das frases chave da era de falências generalizadas que precedeu a aplicação do programa do New Deal versava as actividades dos grandes Banqueiros que subrepticiamente minavam todo o aparelho do Estado (para não exagerar, não se diz da “democracia” que os EUA nunca foram, excepto nos sonhos dos fundadores). Com a economia e a banca praticamente tomadas de assalto por grupos de gangsters e com as instituições a limitarem-se gerir as consequências, o homem de rua inquiria: “Quem é que precisa da Máfia quando temos o Congresso?" – é muito oportuno lembrar isto, agora quando Nassim Taleb, o autor do sucesso de vendas “O Cisne Negro” afirma taxativamente que “Tudo o que rodeia Obama está podre!”, o que aliás não é nenhuma descoberta: mantendo-se a mundivisão capitalista não poderia ser de outro modo! – para ler no IOnline: "O verdadeiro Madoff é o sistema financeiro”
Thriller
“Há quem se recorde que depois dos Estados Unidos terem entrado na II Grande Guerra, o presidente Roosevelt que era popularmente conhecido pelo “Doutor New Deal” (traduzindo livremente, “Novos Negócios”, “Novas Oportunidades”) se começou a auto apelidar mais apropriadamente de “Doutor-Ganha-a-Guerra”. O seu propósito era, através de uma metáfora, deixar claro ao homem de rua certas mudanças de política que eram requeridas pelas novas circunstâncias. Mas a figura de estilo na retórica realmente foi mais fundo do que ele pretendia. O doente capitalismo norte-americano estava realmente muito enfermo. Nos últimos dez anos do “Doutor-Novo-Negócio” os “Novos Contratos” mantiveram-no vivo, mas não por muito mais tempo. O “Doutor Ganha-a-Guerra”fez muito melhor, ou pelo menos aparentou fazê-lo; e quando ele se retirou de cena em 1945 parecia que uma completa e pacífica retoma tinha sido encontrada. Mas não por muito tempo. Em meia dúzia de anos o “Doutor Guerra-Fria” tomou o comando e sacrificou os métodos do seu predecessor. O resultado de novo pareceu bom – por um breve período de tempo. Mas estamos agora a chegar ao ponto onde cada vez mais pessoas podem ver que os remédios administrados pelo “Doutor Guerra-Fria” a longo prazo matam mais que a cura. Virá o tempo em que um novo “Doutor” será preciso. Afortunadamente, ou desafortunadamente, só há um disponível nas redondezas, o nosso velho amigo “Doutor-Novo-Negócio”, que não tem encontrado emprego desde 1941”
Leo Huberman e Paul M. Sweezy, há 50 anos, na edição de Junho de 1959 da Monthly Review .
a Máfia, a Banca e o Sucesso na Indústria mediática (1929-1946)
Francesco Rosario Capra, nasceu em Bisacquino, uma pequena comunidade na Sicília, no seio de uma família analfabeta e depois de mais uma mirabolante fábula em torno do sonho americano chegou com seis anos de idade a Los Angeles, onde viria a ficar mais conhecido como Frank Capra
Em 1932 Capra era já um cineasta de renome em Hollywood e a América vivia no auge das consequências da Grande Depressão. A redenção mediática visando relançar a esperança da gente comum nos homens do Big Money só chegou através da guerra, mais concretamente no pós-Guerra, em 1946 na versão de filme de natal da Liberty Films da RKO personificado em “It's A Wonderful Life”, (uma obra que não fez parte da lista de filmes da minha vida de João Bernard da Costa) que pode ser traduzida por “Esta é uma vida maravilhosa, intitulado entre nós de “Do Céu Caiu uma Estrela”. No zénite da história, a obra de Capra reporta a um Anjo à beira de uma ponte que evitou que George Bailey (Jimmy Stewart) se suicidasse (em dialecto religioso, “evitou desprezar o seu maior bem divino”) quando teve de enfrentar a bancarrota do seu banco, mas romanticamente alguém ouviu as preces da filhinha “por favor Deus, algo de mal está a acontecer com o paizinho”. Deus ouviu-a e apareceu na forma de um velho mendigo. Linda, esta é a obra prima por excelência para caguinchas lacrimejantes. A estória é tão convincente e as analogias com a época actual tão evidentes que Tom Hanks pretende empochar uns trocos a fazer de "frank capra" da nossa geração.
o leit-motiv é recorrente em Capra: George Bailey (Jimmy Stewart)
enfrenta a falência do banco em “It's A Wonderful Life”
Num breve intervalo, podemos interromper o mundo maravilhoso deste pequeno intróito e fazer um desvio para um obscuro jornalista português, de seu nome António de Sousa Duarte que em 2007 meteu os pés a caminho e rumou à Sicília à descoberta das origens italianas de Capra. Chegado a Bisacquino descobriu com surpresa que “poucas ruas ao lado da casa onde nasceu Francesco Capra, estava a antiga morada de um ilustre padrinho da Máfia: Dom Vito Cascio Ferro (1862-1943) - uma coincidência como aconteceu aliás com tantas outras, como na vilória de Corleone onde o ítalo-americano Francis Ford Coppola descobriu Dom Vito e o imortalizou, com conhecimento de causa e extrema veracidade na saga de o Padrinho.
Sousa Duarte “passou um mês a falar com os vizinhos” e que fez ele com o material reunido? Concluiu que “Dom Vito Cascio nunca se tinha cruzado com Frank Capra, apesar de terem partido para os EUA praticamente na mesma altura, os primeiros anos da década de 20” e daí foi ter com “o maior novelista ibérico vivo, o Capote português”, (nossa senhora da aparecida, esta gente não tem receio do ridículo?) com quem em parceria pariu o romance “O Sangue da Honra”, um evento ElCorteInglês profusamente badalado pela Rádio de Pernes. Claro que ninguém lê nem vai ler tal inanidade, porque se alguém pensa que vai aprender alguma coisinha com o previsível estilo light-televisivo (como em Júlia Pinheiro, Sousa Tavares, Rodrigues dos Santos ou similares) bem pode esquecer. Deste interregno, para lembrar é o porquê da data de 1932 que aqui aparece logo na introdução
Quando este filme foi realizado ainda o presidente Herbert Hoover estava em funções e ainda faltavam alguns anos para Franklin D. Roosevelt decretar as férias de encerramento forçado dos Bancos, (FDR's Bank Holiday) o acto legal que haveria de determinar a sua reestruturação. Até1939, ou seja, dez anos depois do inicio do crash de Wall Street, uma quarta parte deles, cerca de 5.000 bancos, tinham falido nos Estados Unidos e um quarto da força de trabalho estava no desemprego. A situação da generalidade da população era de desespero. Quando acabou a restricção às transacções bancárias comerciais e se adoptaram novas regras de regulação do negócio (Emergency Banking Act) apenas 1.000 Bancos tinham reaberto e sobrevivido.
Big Money against little people
Neste pano de fundo, o siciliano Frank Capra mostrou-se particularmente bom conhecedor da Máfia que geria os Bancos. Obviamente, tinham ligações aos grandes estúdios de Hollywood. Nesta cena de “a Loucura Americana” o presidente Thomas Dickson (Walter Huston) discursa à multidão durante uma corrida dos clientes ao seu banco, o “Union National Bank”
Noutra cena famosa, Thomas Dickson, que tem 25 anos de bons e dedicados serviços no currículo, tenta convencer os Conselheiros da Administração do banco da necessidade de manter o dinheiro a circular em vez de o congelar, como a maioria dos membros tinha decidido. Eles querem que o presidente apresente a demissão mas ele recusa. Numa das noites seguintes o banco é assaltado e 100.000 dólares são roubados. O principal suspeito indiciado para pagar as favas é um alto funcionário sem escrúpulos que teria desviado verbas do banco para investir em jogo e que acabou por contrair uma dívida impossível de pagar. De facto o funcionário corrupto abriu a porta aos assaltantes do banco e recebeu uma comissão por este serviço (um “acto de gestão danosa”, como hoje se diria). Na passada, junto com empréstimos irregulares avalizados pelo Board of Directors o buraco já atinge os 5 milhões de dólares. No final o presidente, pelo meio de inúmeras peripécias de lealdade dos funcionários e autoridades supervisoras da “New York Trust”, acaba ele próprio por ser ameaçado de prisão e por ter de lutar simplesmente pelo emprego, vendo ameaçada toda a sua carreira e até o seu casamento está a beira da destruição. Note-se, estávamos em 1932, mas as semelhanças com a situação actual são impressionantes: “Se ninguém tivesse dado pelos “casos de polícia” (o pequeno roubo do funcionário X ou Y) no BPN e BPP (e já agora, em tempo, no BCP), para usar a célebre definição de Vítor Constâncio, continuaria tudo a funcionar como sempre funcionouentre “gente tão respeitável”
dobrado em castelhano para melhor compreensão. (O original em inglês pode ser visto aqui) Thomas Dickon requer uma explicação de como e porquê o capital do Banco está a ser congelado (ver nota 1):
a guerra é uma balbúrdia organizada de modo fraudulento
“War Is a Racket” escrito na intenção decorativa de que o modo imperialista de acumulação capitalista pudesse de qualquer maneira ser sobrelevado não colidindo com o paradigma da classe dominante, é um livro de 1935 cujo autor foi o galardoado general da esquadra naval norte americana Smedley Butler. Com conhecimento interno de causa, ele afirmava que o Departamento de Defesa se dedicava a preservar as actividades criminosas dos “Banksters” (um acrónimo de banqueiros+gangsters) facto que sabotava a Constituição e a Carta de Direitos dos Cidadãos - “A maior parte do meu tempo de serviço, 33 anos” diz ele, “foi dedicado a usar os músculos em defesa dos grandes negócios dos banqueiros de Wall Street. Em resumo, trabalhei para os capitalistas. Olhando para trás, talvez devesse também ter dado a Al Capone algumas oportunidades”, conclui Butler. E realmente o serviço de Informações da Marinha deu essas oportunidades a gansgsters; e hoje em dia o Pentágono ainda apurou melhor as técnicas da Máfia expandindo a guerra até englobar a totalidade do povo americano.
“War is a Racket” faz uma referência genérica ao gangster de rua Al Capone mas nem uma palavra sobre o que era o testa de ferro ao serviço dos gansters judeus Sionistas, “Lucky Luciano”, que antes da guerra foi “engavetado” como refém das autoridades com a promessa de vir a ser ilibado de todos os crimes cometidos e de não ser incriminado de outros. Conforme se descreve pormenorizadamente no livro biográfico “Meyer Lansky, Mogul of the Mob” (O Patrão da Máfia) da autoria dos insuspeitos jornalistas de investigação israelitas Uri Dan, Dennis Eisenberg e Eli Landau. A invasão americana pelo sul de Itália na II Grande Guerra foi decidida em função da colaboração (Operação Underworld) dos serviços secretos da Marinha, da Máfia do judeu Meyer Lansky e da colaboração dos seus capos operacionais sicilianos comandados por Salvatore Lucano (“Lucky” Luciano) re-convertendo as acções do submundo do crime em actividades patrióticas. Assim, em função do conhecimento do terreno, foi decidido que a testa de ponte do 1º desembarque nos americanos na Europa fosse feito na Sicília em Agosto de 1943. (um ano antes do famoso Dia D)
New Deal, a resolução da crise pela guerra
Na época da rodagem de “American Madness” o fornecimento de papel moeda pelas entidades emissoras tinha crescido muito mais rapidamente do que as reservas de ouro; Então para prevenir que as reservas de ouro caissem em desvalorização, os Estados Unidos decidiram desvalorizar o dólar em 41 por cento. Antes de 1934, uma onça de ouro podia ser adquirida por apenas US$ 20,67, porém depois daquela revisão o governo norte americano apenas disponibilizava a mesma onça de ouro por troca com 35 dólares. Em termos de reservas financeiras, quem dispunha de poupanças amealhadas em contas em dólares perdeu 41 por cento do seu valor de um dia para o outro. Mesmo pensando-se que a desvalorização da moeda em 1934 atingiu a confiança da população no dólar, o que é certo é que outros cinco anos depois, a entrada da economia dos EUA e os investimentos na II ªGrande Guerra trouxeram ao dólar um novo estatuto: a confiança no dólar como moeda de reserva global.
Por altura do fim da guerra, os representantes das nações de topo capitalista reuniram-se concordando na criação de um novo sistema monetário internacional, depois conhecido por Acordo de Bretton Woods. Nesta reunião, as nações saídas da guerra mundial, todas virtualmente falidas, foram obrigadas a acatar a decisão de que a economia dos Estados Unidos se tinha colocado numa posição de domínio global – isto porque entretanto os EUA tinham passado a deter 80 por cento das reservas de ouro mundiais; e por isso estavam em condições de impôr a obrigatoriedade de anexação de todas as outras moedas ao dólar, dominando-as.
nota (1) - Gangsterismo financeiro. O congressista Louis McFadden, administrador da “House Banking and Currency Committee” entre 1927 e 1933 opôs-se ao Sistema da Reserva Federal. Existem, datados dessa altura, três relatórios sobre o tema da sua vida dentro desse “sistema” até finalmente morrer de um duvidoso “ataque cardíaco”. Trancreve-se o que ele disse ao Congresso àcerca da Reserva Federal: “Sr. Conselheiro, temos neste país uma das mais corruptas instituições que o mundo jamais conheceu. Refiro-me ao “Federal Reserve Board”. Uma coisa que ainda existe, apesar da crise, ou precisamente por causa dela .
"novas esquerdas" nascem como cogumelos - e lá se vai "o milhão" de votos do MIC metade para um lado e metade para outro. Purismos ideológicos àparte, é de bom senso e expectável que se reagrupem e a onda engrosse, para que de uma vez por todas se ponha termo ao lamentável exercício de gaguez cínica que ocupa o actual edificio da presidência da república, alugada sem legitimidade de contrato, à tropa fundamentalista neocon pró-atlântica . É salutar pensar que tal venha a acontecer, neste dia nacional de marketing do vinho, o tal produto genuíno que na era salazarenta substituia o voto na alimentação do "mesmo milhão" de portugueses embriagados pela indiferença e pelo desenrascanço labrego, hic! .
a Pescanova cria peixes de plástico à custa do Erário Público
a multinacional Pescanova acabou de inaugurar no día 20 de Junho em Mira (na região costeira centro) uma aquacultura de criação de rodovalhos, uma fábrica de pescado de aviário para sermos mais exactos, que passa, como é habitual porque é em Portugal, por ser a maior do mundo: 82.000 hectares no limite mínimo permitido de 500 metros da costa - um empreendimento à altura de craques como a Nestlé, Monsanto ou Exxon noutros sectores, ou das “grandes obras de engenharia” de José Sócrates, como acontece com cada fábrica que cria o poderoso grupo - a Pescanova não é um modelo é um desastre!. Este tipo de instalações tem impactos devastadores no meio ambiente e nas populações locais. No Senegal, por exemplo, este modelo eliminou em 15 anos a pesca artesanal local, e com ela o principal meio de obtenção de proteínas nesta região de África.
A citada instalação em Mira começou a ser construida quando, em 2007, o governo regional da Galiza, então compartilhado pelo PSOE e pelo BNG (Bloque Nacionalista Galego), decidiu não permitir à empresa criar mais uma nova fábrica no Cabo Touriñán num espaço protegido da Rede Natura 2000. O plano sectorial de aquicultura que havia sido aprovado no tempo do PP – em plena campanha eleitoral – criava dezenas de instalações de fabrico de rodovalhos nestas áreas protegidas, a maioria das quais em zonas da costa atlântica em estado completamente virgem. A reacção do Grupo Pesqueiro que é presidido a partir de Vigo pelo empresário Manuel Fernández de Sousa foi imediata: “Se não autorizam, nós vamos para Portugal”, o que dito na Galiza representa neste contexto o Terceiro Mundo da Europa, pois trata-se da mesma ameaça que é sempre feita quando os empresários de diversos sectores são confrontados com as lutas dos trabalhadores pelos seus direitos. A deslocalização está no ventre do dragão capitalista.
O bom destes negócios é que o povo contribuinte paga! e os decisores comem opiparamente dos trocos que sobram dos lucros das multinacionais. Simplesmente é este o grande interesse nas grandes obras e investimentos numa economia aberta.
Segundo a organização ecologista galega “Adega”, o Estado Português entregou à Pescanova – por aquilo que se sabe - 45 milhões de euros em subvenções públicas directas – sem contar com as subvenções indirectas para melhorias tecnológicas, infraestruturas de distribuição, vantagens fiscais, etc. – dos 140 milhões de euros do total do projecto. Tudo, segundo a empresa, para criar cerca de 200 postos de trabalho (no começo prometiam mais de 1000), ainda que por toda a costa galega se possa constatar que este tipo de fábricas não podem empregar mais de 50 pessoas. Ainda assim, fazendo um cálculo rápido, resulta que cada posto de trabalho custou aos cofres públicos portugueses nada menos que 225.000 euros, o que é o mesmo que dizer que Portugal pagará com dinheiro público o salário completo dos trabalhadores da Pescanova – um valor estimado de 15.000 euros por ano – durante 15 anos. À cerimónia de inauguração presidiram o primeiro-ministro José Sócrates e o comissário europeu Joe Borg mas nenhum jornalista lhes deu o recado: assim, com contratos destes, qualquer um estabelece um negócio.
"Nenhum acontecimento é único, nada acontece apenas uma vez (...) tudo aconteceu, acontece e acontecerá perpetuamente; os mesmos indivíduos apareceram, aparecem e aparecerão a cada volta do círculo" in"Man and Time", Henri-Charles Puech sobre a génese do pensamento grego
No final dos primeiros 100 dias da Grande Depressão em 1929 quando o desemprego se contava por milhões (uma quarta parte da força útil de trabalho) e a generalidade da população era expulsa para sobreviver em barracas nos subúrbios, o presidente Herbert Hoover insistia que o mercado livre era o único motor para a prosperidade, que os pobres eram preguiçosos e que era por isso que em última análise o bem estar social sofria grandes quebras. E era à luz deste discurso que a nação mergulhava cada vez mais fundo no desespero – até ao decreto que saneou a Banca dez anos depois em 1939, e ao lançamento do New Deal que programou economicamente a guerra que teve inicio nesse ano,,, Por analogia, muitos analistas e peritos em relações internacionais actualmente não hesitam em afirmar que qualquer coisa de grandioso está a chegar,,,
“Nada sei sobre as armas com que se combaterá na III Guerra Mundial, mas do que tenho a certeza é que na IV Guerra Mundial se usarão apenas paus e pedras” (Albert Einstein)