Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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terça-feira, novembro 11, 2014
Obama em romagem capitalista à China comunista
Politicamente diminuído e sitiado, Barack Obama está em Pequim para as habituais conversações na Cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) com o seu homólogo chinês, Xi Jinping (na foto ao lado de Vladimir Putin). A mensagem da República Popular da China sobre inúmeras questões é clara: Nós temos todo o interesse em sermos cordiais (na área da produção), mas não podemos aceitar jogar sob a imposição das vossas regras (na área da especulação financeira). De facto Obama foi pedir batatinhas àquela que é já a maior economia do planeta. (TimeMagazine)
Chegado a Pequim, ao que é hoje o coração económico da Ásia, os anfitriões fardaram Obama com um uniforme à boa imagem do modo de produção asiático Maoista reactualizado numa espécie de Star-Trek style e enfiaram-no na piscina olímpica dos jogos de 2008. Obama não sabe nadar? yep!
sexta-feira, outubro 17, 2014
DocLisboa 2014
Com o filme escolhido para a inauguração do evento, “a Praça”, voltamos aos tempos em que as boas-almas funcionárias da censura prévia engendravam títulos completamente idiotas para que não fosse desviada, muito menos corrompida, a boa moral do simplório espectador. O filme chama-se “Maidan” e o tema é a revolta de grupos organizados, pagos pelo Ocidente, actuando na praça da Independência na capital da Ucrânia tendo como objectivo derrubar um presidente eleito democraticamente pelo voto de 44 milhões de ucranianos.
Mas não é isto que a “Praça” mostra. De velha prática comum, a passagem do titulo real do acontecimento ao estado gasoso apela sem um pingo de vergonha na cara à ignorância do espectador. Em nome da “democracia europeia e norte americana” manifestantes “We Love UÉ” e “We Love US” de coraçãozinho a dar-a-dar agitam estandartes e fazem uma barulheira do catano com som off sobreposto à gravação. É uma encomenda. E são duas exaustivas horas bem medidas disto, monocórdicas, trauliteiros que vagueiam entre o arrancar de pedras do chão e o enfrentamento das forças de segurança cuja atitude é completamente passiva, para que a integridade do cidadão não seja molestada.
Há um super-palco à maneira dos concertos rock para massas pagantes, que aqui não pagam, painéis audiovisuais gigantes, coloridos raios laser, apelos disléxicos à pátria contra os bandidos que governam, aparelhagens acústicas sofisticadas, cantatas que usam o “Bella-Ciao” adulterado com letras foleiras contra o usurpador russo. Um terço dos ucranianos fala russo e a memória dos reaccionários cossacos está bem viva. De quando em vez sobe ao palco um gang de padres trajando a rigor de negro, cruz de ouro ao peito, que recitam mega-missas apelando à paz. Filhos da Puta. Aparecem armas e balas mas o filme não as mostra. Policias são atingidos, há feridos e mortos. Fosse no Ocidente e onde é que os “revoltosos” já estariam, ou com um governo a sério que zelasse pela ordem. Nem por uma vez o bem remunerado realizador mostra uma única opinião do contraditório. O outro não existe. Pronto, missão cumprida, temos um governo de energúmenos nazi-fascistas pró-Ocidental instalado na Ucrânia.
Os infelizes programadores doDocLisboa (deste e dos outros anteriores) bem que avisaram logo na panegírica homilia de apresentação da coisa: neste momento há activistas presos na usurpada Crimeia por andarem a dar milho aos pombos, desafiando o jugo da tenebrosa Rússia. Crimeia “ocupada” por vontade do voto democrático da maioria que não aceita ser governada por nazi-fascistas. Por Vladimir Putin, cujo governo merece a aprovação de 80% dos 142 milhões de russos. Lido nas entrelinhas porque os sacanas não o disseram deste jeito. Confortavelmente instalados na alcatifa vermelha do mecenato da Caixa Geral de Depósitos (uma instituição pública) da Câmara Municipal de Lisboa (outra que tal), da EDP, e as mais que pinguem, os tipos do DocLisboa suam as estopinhas, mesmo com o pestilento ar condicionado, para irradicar da face da terra as suas ferozes ditaduras de estimação. Coitados dos tenrinhos tugas que esgotaram a sala, foram avisados de cima do palco: têm pela frente a épica tarefa de exportar, contornando a sanção aplicada à pêra-rocha, em vez dela a nossa democracia, não só para a Rússia, mas para os habitués povos oprimidos da República Popular da China, para as dissidentes repúblicas populares de Donetz e Lugansk, enfim, derrubar os ferozes islamistas do Irão. Sic. Foi mesmo isto que ali se disse. Peanuts ou pipocas como mastigam evadidos no éter os obamaníacos cá do sitio, afinal são apenas 1,64 milhões de criaturas. Força almas jovens portuguesas em idade escolar (sem escola). Vão na conversa destes esquizofrénicos alarves e não tardará muito que, em defesa do sub-Imperialismo da Alemanha, estejam envolvidos num conflito mundial em grande escala. Afinal é o que dá lucro aos que mandam, né?
Mas não é isto que a “Praça” mostra. De velha prática comum, a passagem do titulo real do acontecimento ao estado gasoso apela sem um pingo de vergonha na cara à ignorância do espectador. Em nome da “democracia europeia e norte americana” manifestantes “We Love UÉ” e “We Love US” de coraçãozinho a dar-a-dar agitam estandartes e fazem uma barulheira do catano com som off sobreposto à gravação. É uma encomenda. E são duas exaustivas horas bem medidas disto, monocórdicas, trauliteiros que vagueiam entre o arrancar de pedras do chão e o enfrentamento das forças de segurança cuja atitude é completamente passiva, para que a integridade do cidadão não seja molestada.
Há um super-palco à maneira dos concertos rock para massas pagantes, que aqui não pagam, painéis audiovisuais gigantes, coloridos raios laser, apelos disléxicos à pátria contra os bandidos que governam, aparelhagens acústicas sofisticadas, cantatas que usam o “Bella-Ciao” adulterado com letras foleiras contra o usurpador russo. Um terço dos ucranianos fala russo e a memória dos reaccionários cossacos está bem viva. De quando em vez sobe ao palco um gang de padres trajando a rigor de negro, cruz de ouro ao peito, que recitam mega-missas apelando à paz. Filhos da Puta. Aparecem armas e balas mas o filme não as mostra. Policias são atingidos, há feridos e mortos. Fosse no Ocidente e onde é que os “revoltosos” já estariam, ou com um governo a sério que zelasse pela ordem. Nem por uma vez o bem remunerado realizador mostra uma única opinião do contraditório. O outro não existe. Pronto, missão cumprida, temos um governo de energúmenos nazi-fascistas pró-Ocidental instalado na Ucrânia.
Os infelizes programadores doDocLisboa (deste e dos outros anteriores) bem que avisaram logo na panegírica homilia de apresentação da coisa: neste momento há activistas presos na usurpada Crimeia por andarem a dar milho aos pombos, desafiando o jugo da tenebrosa Rússia. Crimeia “ocupada” por vontade do voto democrático da maioria que não aceita ser governada por nazi-fascistas. Por Vladimir Putin, cujo governo merece a aprovação de 80% dos 142 milhões de russos. Lido nas entrelinhas porque os sacanas não o disseram deste jeito. Confortavelmente instalados na alcatifa vermelha do mecenato da Caixa Geral de Depósitos (uma instituição pública) da Câmara Municipal de Lisboa (outra que tal), da EDP, e as mais que pinguem, os tipos do DocLisboa suam as estopinhas, mesmo com o pestilento ar condicionado, para irradicar da face da terra as suas ferozes ditaduras de estimação. Coitados dos tenrinhos tugas que esgotaram a sala, foram avisados de cima do palco: têm pela frente a épica tarefa de exportar, contornando a sanção aplicada à pêra-rocha, em vez dela a nossa democracia, não só para a Rússia, mas para os habitués povos oprimidos da República Popular da China, para as dissidentes repúblicas populares de Donetz e Lugansk, enfim, derrubar os ferozes islamistas do Irão. Sic. Foi mesmo isto que ali se disse. Peanuts ou pipocas como mastigam evadidos no éter os obamaníacos cá do sitio, afinal são apenas 1,64 milhões de criaturas. Força almas jovens portuguesas em idade escolar (sem escola). Vão na conversa destes esquizofrénicos alarves e não tardará muito que, em defesa do sub-Imperialismo da Alemanha, estejam envolvidos num conflito mundial em grande escala. Afinal é o que dá lucro aos que mandam, né?
quinta-feira, outubro 02, 2014
Nos Estados Unidos de hoje há um aumento de 50% da desigualdade social em relação à Roma antiga (incluindo os escravos).
A parcela dos rendimentos nas mãos do 1% dos mais ricos da população norte-americana é mais elevada do que a dos tempos dos escravos da Roma Antiga e igual ao pico dos anos 20. Se isso não ajudar a entender a era em que vivemos, o site Zero Hedge convida-nos a ler Paul Singer da “Elliott Management Corpª” que explica tudo o que é preciso saber sobre o recorde alcançado na desigualdade social nos Estados Unidos e de quem é a responsabilidade por isso:
"A desigualdade nos Estados Unidos hoje está perto do seu pico histórico, em grande parte porque as políticas da Reserva Federal foram bem sucedidas a atingir os seus fins: ou seja, os preços dos activos cada vez mais elevados (em particular os preços de acções, títulos e high-end imobiliário), que geralmente são de propriedade dos contribuintes das faixas de maiores rendimentos. Á Reserva Federal tem vindo a ser permitido fazer todo esse trabalho, porque as políticas do presidente Obama são supressivas de crescimento e, na ausência de impressão de dinheiro pela Reserva Federal (agora através da ZIRP - Zero Interest Rate Policy (1) a Economia está a ficar cada vez mais debilitada ou até mesmo estará de volta à recessão (2).
A maior ironia é que Obama foi eleito por falar num programa contra a desigualdade, “ uma das questões mais importantes do nosso tempo” dizia ele, enquanto a substância das suas políticas está a minar drasticamente a classe média e a levar a FED - com o incentivo do presidente - a adoptar uma política monetária radical, que está a agravar as desigualdades. Esta verdade simples não tem sido repetida o suficiente" (ZeroHedge)
(1) na gíria, a opinião pública qualificada alcunhou o ZIRP de "programa de Zombies que Japonizam a Economia norte-Americana" (Forbes)
(2) de volta, porque a primeira recessão (2007/8) já foi "exportada" para o resto do mundo, nomeadamente tendo como principal alvo os paises Europeus através da transformação dos activos tóxicos dos bancos em dívida soberana dos Estados
"A desigualdade nos Estados Unidos hoje está perto do seu pico histórico, em grande parte porque as políticas da Reserva Federal foram bem sucedidas a atingir os seus fins: ou seja, os preços dos activos cada vez mais elevados (em particular os preços de acções, títulos e high-end imobiliário), que geralmente são de propriedade dos contribuintes das faixas de maiores rendimentos. Á Reserva Federal tem vindo a ser permitido fazer todo esse trabalho, porque as políticas do presidente Obama são supressivas de crescimento e, na ausência de impressão de dinheiro pela Reserva Federal (agora através da ZIRP - Zero Interest Rate Policy (1) a Economia está a ficar cada vez mais debilitada ou até mesmo estará de volta à recessão (2).
A maior ironia é que Obama foi eleito por falar num programa contra a desigualdade, “ uma das questões mais importantes do nosso tempo” dizia ele, enquanto a substância das suas políticas está a minar drasticamente a classe média e a levar a FED - com o incentivo do presidente - a adoptar uma política monetária radical, que está a agravar as desigualdades. Esta verdade simples não tem sido repetida o suficiente" (ZeroHedge)
(1) na gíria, a opinião pública qualificada alcunhou o ZIRP de "programa de Zombies que Japonizam a Economia norte-Americana" (Forbes)
(2) de volta, porque a primeira recessão (2007/8) já foi "exportada" para o resto do mundo, nomeadamente tendo como principal alvo os paises Europeus através da transformação dos activos tóxicos dos bancos em dívida soberana dos Estados
sexta-feira, setembro 05, 2014
milagre da ciência da mentira: Obama é um clone de Cheney
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| Ambrósio, o "Change" faz-me lembrar algo |
a obcena hipocrisia de Obama, leva-o a tentar prender um jornalista que divulgou a verdade sobre Bush quando a administração cessante ajudou e trabalhou ela própria na campanha de eleição de Obama. A familia Bush foi a principal defensora dessa "mudança na continuidade" derramando virtudes como lentilhas a pataco sobre o então Senador Obama muito tempo antes de se anteverem os resultados de 2008. Alucinante!
James Risen
relacionado
A criação e financiamento de false-flags na politica norte-americana não nasceu com a recente ameaça dos terroristas do Estado Islâmico, remonta a esse grande sucesso que foi a finada al-Qaeda; desde o já distante ano de 1979 que os EUA treinam terroristas e lhe s arranjam emprego no Médio Oriente, uma evidência que é documentada neste pequeno video: "1979, o ano em que os Estados Unidos inventaram o Terrorismo"
a Ocidente nada de novo:
à esquerda: John McCain em amena cavaqueira com Abu Bakr al-Baghdadi, o alegado Califa do "Estado Islâmico"; à direita: Obama confraterniza com o rei Saudita
quinta-feira, julho 10, 2014
A Doutrina do Choque - A Ascensão do Capitalismo do Desastre
"A Doutrina do Choque" é a história absorvente de como as políticas de "mercado livre" imperialistas dos Estados Unidos e as elites que lhe estão associadas têm vindo a dominar o mundo - através da exploração de povos e países em choque devido a inúmeros desastres, de natureza financeira, naturais ou de conflitos provocados. Na conjuntura mais caótica da guerra civil do Iraque, é apresentada uma nova lei que permitiu à Shell e à BP reclamar para si as vastas reservas petrolíferas do país... Imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, a administração Bush concessiona, sem alarido, a gestão da "Guerra contra o Terror" à Halliburton e à Blackwater... Depois de um tsunami varrer as costas do sudeste asiático, as praias intocadas são leiloadas ao desbarato a resorts turísticos, tal e qual está a acontecer agora na Grécia... Os residentes de Nova Orleães, espalhados pelo furacão Katrina, descobrem que as suas habitações sociais, os seus hospitais e as suas escolas jamais serão reabertas, a não ser por meio do investimento privado... Estes acontecimentos são exemplos da "doutrina de choque": o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos - guerras, ataques terroristas ou desastres naturais - para ganhar controlo pelo medo (1), impondo uma terapia de choque económica.
Mais uma encenação fraudulenta. O "Lider do Exército do Califado Muçulmano" (que vem substituir as ameaças da al-Qaeda) e supostamente apareceu a rezar no Iraque usava um sofisticado relógio tipo James Bond no valor de 6.500 dólares.
Descodificando: será Al Bagdadi um agente da Mossad incumbido de uma missão?
documentário completo, legendado em português
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(1)Mais uma encenação fraudulenta. O "Lider do Exército do Califado Muçulmano" (que vem substituir as ameaças da al-Qaeda) e supostamente apareceu a rezar no Iraque usava um sofisticado relógio tipo James Bond no valor de 6.500 dólares.
Descodificando: será Al Bagdadi um agente da Mossad incumbido de uma missão?
quarta-feira, junho 18, 2014
Sócrates, Seguro, Costa e Soares, todos por um na urgência de conservar a todo o custo o Socialismo dentro da gaveta
"O costume português é deixar-se tudo em palavras mas palavras que são bolas de sabão deitadas ao ar para distrair pequeninos de seis anos" (Florbela Espanca)
No passado dia 13 de Maio o canal de televisão holandês Netherland2 emitiu uma reportagem de 29 minutos intitulada «Dinheiro Secreto Americano para os Socialistas em Portugal» onde se revelam documentos inéditos sobre o financiamento ao PS para actividades contra-revolucionárias na contenção das lutas populares no pós-25 de Abril. Partido dito Socialista cuja natureza de subjugação ao imperialismo ficou aliás bem expressa ao ser fundado na Alemanha, sob protecção da Fundação Friedrich Ebert, uma instituição próxima dos EUA que perpetuou a gestão dos fundos financeiros do Plano Marshall para além do seu anunciado termo oficial. Como é sabido, na época que precedeu o 25 de Novembro o diálogo de Soares foi com o colaborador da CIA Frank Carlucci. São da CIA os documentos agora tornados públicos.
Mário Soares tem um mestrado irrevogável nessa arte. Na eleição que reinvestiu Cavaco em 2011 Soares apresentou-se do alto da sua provecta idade contra a outra metade do P"S" liderada por Manuel Alegre. E para que não houvesse dúvidas na designação de Cavaco para continuar a fazer o que anda a fazer, ainda arranjaram o "apolítico" Fernando Nobre para "partir" o que restasse da massa não votante em Cavaco, por forma a garantir que o programa neoliberal de dependência aos investidores financeiros estrangeiros é para cumprir. Cavaco foi reinvestido "à rasquinha" com 50,5% dos votos expressos. Curioso é Soares vir imediatamente a seguir para os jornais regozijar-se de quão bem lhe correu a operação...
Na actual peça de teatro em representação no "universo socialista", cujo guião é converter o P"S" numa mera componente do Bloco Central relativizando a ousadia de uma qualquer acção autónoma transviada de alguma facção que se revele, Mario Soares continua activo, tomando partido pela almejada liderança que já vem de longe pela qual os banqueiros há muito almejam: “O maior erro de Seguro foi não ouvir os socialistas que não o bajulassem". Como se na disputa Costa versus Seguro existisse alguma diferença de programas políticos entre os dois
"Nas últimas europeias o P"S" reduziu a sua base eleitoral obtendo apenas 1.033.000 votos dos 9.650.000 eleitores inscritos - ou seja 10,7% - como consequência das suas politicas anti-laborais e anti-sociais em governos anteriores, do seu posicionamento em relação ao "memorando" da Tróika imperialista que discutiu e assinou, o apoio dado ao primeiro programa do governo PS"D"/C"D"S e aos acordos estabelecidos em sede de "concertação social" por via da UGT e sua aprovação parlamentar, bem como ainda o seu compromisso com o famigerado Tratado Orçamental Europeu que obriga a reduzir o défice público para 0,5%, que a ser imposto como deseja a burguesia, implica mais austeridade, desemprego, pobreza e fome" (contas feitas in "A Chispa")
Ao que se faz constar, 60% de inquiridos não se sabe bem onde, preferem Costa na liderança (ou seja, o regresso de muito do que foi Sócrates). Mesmo que o método de escolha venha a ser à norte-americana - todos os simpatizantes, desde que assinem um compromisso de honra onde se declaram socialistas (lol), votam nas duas únicas opções disponíveis e não chateiam - o universo dos votantes seria na melhor das hipóteses de 60% de um milhão de almas. Nas hostes da tropa fandanga do PSD/CDS os índices de "participação" são ainda menores. Concluindo, considerando a habitual abstenção de malta que se está a marimbar para quem seja o líder do PS, contando as cabeças dos que comparecem embrutecidos 24 sobre 24 horas por propaganda alienante, apenas cerca de 300 mil pessoas (*) determinam "a opção de governo" para 10 milhões de pessoas. É esta "a democracia representativa" que nos impingem. Ou não tivesse Mário Soares afirmado em 2008 que "seria uma tragédia se Obama não ganhasse as eleições". Pois seria, não foi?
* errata:
o número previsível de votantes xuxas não deve ultrapassar os 100 mil
No passado dia 13 de Maio o canal de televisão holandês Netherland2 emitiu uma reportagem de 29 minutos intitulada «Dinheiro Secreto Americano para os Socialistas em Portugal» onde se revelam documentos inéditos sobre o financiamento ao PS para actividades contra-revolucionárias na contenção das lutas populares no pós-25 de Abril. Partido dito Socialista cuja natureza de subjugação ao imperialismo ficou aliás bem expressa ao ser fundado na Alemanha, sob protecção da Fundação Friedrich Ebert, uma instituição próxima dos EUA que perpetuou a gestão dos fundos financeiros do Plano Marshall para além do seu anunciado termo oficial. Como é sabido, na época que precedeu o 25 de Novembro o diálogo de Soares foi com o colaborador da CIA Frank Carlucci. São da CIA os documentos agora tornados públicos.
o socialismo anti-republicano speedy-Gonzalez
revela-se no longo prazo
Ao fim de todos estes anos de alternância governativa já não devia ser dificil compreender a Arte de fragmentar o eleitorado na democracia burguesa para obter resultados como pretexto para fins inconfessáveis. Se no universo da Direita (neo-conservadora) dos negócios liberais, a colaboração em esquemas antidemocráticos não será de estranhar, já para os adeptos da autodenominada Esquerda liberal dos negócios neoconservadores esse esquema não tem nada de estranho, estão habituados.Mário Soares tem um mestrado irrevogável nessa arte. Na eleição que reinvestiu Cavaco em 2011 Soares apresentou-se do alto da sua provecta idade contra a outra metade do P"S" liderada por Manuel Alegre. E para que não houvesse dúvidas na designação de Cavaco para continuar a fazer o que anda a fazer, ainda arranjaram o "apolítico" Fernando Nobre para "partir" o que restasse da massa não votante em Cavaco, por forma a garantir que o programa neoliberal de dependência aos investidores financeiros estrangeiros é para cumprir. Cavaco foi reinvestido "à rasquinha" com 50,5% dos votos expressos. Curioso é Soares vir imediatamente a seguir para os jornais regozijar-se de quão bem lhe correu a operação...
Na actual peça de teatro em representação no "universo socialista", cujo guião é converter o P"S" numa mera componente do Bloco Central relativizando a ousadia de uma qualquer acção autónoma transviada de alguma facção que se revele, Mario Soares continua activo, tomando partido pela almejada liderança que já vem de longe pela qual os banqueiros há muito almejam: “O maior erro de Seguro foi não ouvir os socialistas que não o bajulassem". Como se na disputa Costa versus Seguro existisse alguma diferença de programas políticos entre os dois
"Nas últimas europeias o P"S" reduziu a sua base eleitoral obtendo apenas 1.033.000 votos dos 9.650.000 eleitores inscritos - ou seja 10,7% - como consequência das suas politicas anti-laborais e anti-sociais em governos anteriores, do seu posicionamento em relação ao "memorando" da Tróika imperialista que discutiu e assinou, o apoio dado ao primeiro programa do governo PS"D"/C"D"S e aos acordos estabelecidos em sede de "concertação social" por via da UGT e sua aprovação parlamentar, bem como ainda o seu compromisso com o famigerado Tratado Orçamental Europeu que obriga a reduzir o défice público para 0,5%, que a ser imposto como deseja a burguesia, implica mais austeridade, desemprego, pobreza e fome" (contas feitas in "A Chispa")
Ao que se faz constar, 60% de inquiridos não se sabe bem onde, preferem Costa na liderança (ou seja, o regresso de muito do que foi Sócrates). Mesmo que o método de escolha venha a ser à norte-americana - todos os simpatizantes, desde que assinem um compromisso de honra onde se declaram socialistas (lol), votam nas duas únicas opções disponíveis e não chateiam - o universo dos votantes seria na melhor das hipóteses de 60% de um milhão de almas. Nas hostes da tropa fandanga do PSD/CDS os índices de "participação" são ainda menores. Concluindo, considerando a habitual abstenção de malta que se está a marimbar para quem seja o líder do PS, contando as cabeças dos que comparecem embrutecidos 24 sobre 24 horas por propaganda alienante, apenas cerca de 300 mil pessoas (*) determinam "a opção de governo" para 10 milhões de pessoas. É esta "a democracia representativa" que nos impingem. Ou não tivesse Mário Soares afirmado em 2008 que "seria uma tragédia se Obama não ganhasse as eleições". Pois seria, não foi?
* errata:
o número previsível de votantes xuxas não deve ultrapassar os 100 mil
terça-feira, maio 27, 2014
Fazendo o que os Vigaristas sabem fazer: Vigarizar
Timothy Geithner era Presidente da Reserva Federal de New York quando a Administração Obama recebeu instruções da raça financeira eleita (eleita por escolha divina, não por eleitores terráqueos) para ocupar o lugar de Secretário de Estado do Tesouro, no auge da crise na transição da Administração Bush em 2008. Celebrizou-se por aparecer num dos seus infindáveis serões sentado no chão na solidão de um qualquer bastidor a coligir informações pensando freneticamente sobre a melhor maneira de salvar os bancos dos Estados Unidos. A imagem tem sido glosada por todo o bicho careto que tem vindo a ser lixado por um esquema julgado inimaginável. Foi por esta cabecinha pensadora adentro, cujos tempos livres são dedicados a fazer surf (1), que se pariu o popularmente conhecido "CRAP", literalmente um acrónimo de "Crápula" (Collaterized Rescue Assets Program), ou seja, travar a crise deflaccionária provocada pela limpeza dos balanços tóxicos da Banca com a emissão de mais, mais e mais dinheiro.
Livre de obrigações faz tempo, com a reforma dourada conferida por mérito nos serviços prestados, o nosso jovem vem aqora responder às 10 Questões que a Time Magazine coloca habitualmente a personalidades notáveis. A candura, a técnica de comunicação especializada em falar sem dizer nada, o direito assumido de intervir em qualquer parte do mundo usando como arma o capital financeiro, o descaramento de afirmar que existe esquerda e direita nos Estados Unidos, o competente currículo de vigarista (Geithner, enquanto presidente da FED-NY, transferiu 13 mil mihões de dólares de CDO`s fraudulentos para as contabilidades públicas para os contribuintes pagarem (2), enfim, a falta de escrúpulos que só os grandes pulhas não sentem vergonha de exibir. A tradução da entrevista a seguir:
R. Esta foi uma crise terrível e ainda podemos sentir os seus danos por todo o país. Continuamos a viver com essas cicatrizes.
02. Você escreveu em “Stress Test”: “nunca foi o meu objectivo na vida arranjar um grande emprego em Washington”. O que é que correu mal?
R. Quando o teu Presidente te diz para cumprir uma determinada tarefa, tu tens de responder sim! É o que tu fazes (1). Tentei falar com ele de modo a que tivesse sempre a certeza de que compreendia os resultados que iria obter.
03. E o que é que ele obteve?
R. Passei toda a minha vida a lidar com uma série de crises financeiras por todo o mundo. Então, o Presidente teve alguém que não era um político, nem um banqueiro, nem um economista. Mas tive a infelicidade, mas muito válida experiência de ter acompanhado países lidando com crises financeiras horríveis.
04. Crises no México, Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul, Rússia – Você é o Doutor Doom? (o Supervilão da banda desenhada Marvel que decide do destino das personagens)
R. Aprendi algo muito válido a principio, que foi como são frágeis os sistemas financeiros, como estão tão interligados com a economia, quão difícil é separar o trauma num sistema financeiro do trauma na economia, quão difícil é proteger as pessoas comuns dos pânicos financeiros.
05. Você escreveu artigos contra os banqueiros acerca das ajudas que lhe foram prestadas, sem retribuição, quando os (norte)-americanos estavam muito zangados. Porque não avançou a cortar cabeças e enfiá-las em paus só para mostrar obra?
R. Tentei explicar que o que seria necessário para proteger as pessoas do pânico é realmente o oposto daquilo que parece ser leal, justo ou eficaz. É uma coisa paradoxal. Mas é perfeitamente compreensível que as pessoas queiram que se tomem medidas justas.
06. A Esquerda vê-o como um bloqueador de Wall Street e a Direita vê-o como um actor que ajuda os socialistas. Como é que se vê a si mesmo no meio disto tudo? R. As coisas que fizemos e as coisas que nós sabíamos ser mais importantes a fazer - foram feitas para serem profundamente impopulares tanto para a Esquerda como para a Direita. Não havia hipótese de unanimidade nacional para essas coisas.
07. Milhões de (norte)-americanos perderam as suas casas. Poderia ter havido qualquer coisa de diferente que pudesse ter sido feito?
R. O Presidente colocou uma enorme pressão em cima de nós. E nós olhámos para todas as ideias, mas a escala deste problema era esmagadora em comparação com os instrumentos que tínhamos. Os recursos de que dispunhamos. Penso que usámos essas ferramentas tanto quanto pudemos.
08. Os ricos hoje têm mais rendimentos que os Barões que roubavam o povo (3) durante a Era Dourada (Gilded Age). Os Estados Unidos precisam de mais impostos progressivos ou de uma redistribuição de rendimentos?
R. Se olhar para este país hoje, continuamos a ter elevados níveis de pobreza (4). Um longo período de quase não crescimento dos salários médios. Referiu-se à grande expansão das desigualdades, mas também existe um sentido de diminuição da mobilidade social e de oportunidades inter-geracionais. E isso é uma coisa muito perniciosa. É muito importante que se descubra a nossa capacidade de tentar promover politicas que façam um melhor trabalho no desenvolvimento de uma média aceitável de oportunidades para as pessoas que saem das escolas.
09. Você contrariou os seus desejos e prejudicou a sua família para vir trabalhar para o Presidente Obama. Como consegue recompensá-los?
R. Isso pode ser feito. Perdi todos estes anos ausente. Perdemos a parte mais importante das suas vidas, privámo-los do direito à privacidade que a maioria das pessoas aprecia ter. Portanto, isto foi uma coisa muito dolorosa que lhes pus em cima
10. As acções registam subidas recorde. Quão protegidos estão os Estados Unidos da próxima bolha?
R. Neste momento, hoje, isso não deverá constituir um leque muito elevado de preocupações para o nosso país.
(1) Fora o que não revela, de facto Timothy Geithner no seu livro lançado no passado dia 18 de Maio faz a bombástica afirmação de que Obama lhe pediu para mentir deliberadamente sobre os fundos da Segurança Social. O que significa que Obama já cumpriu o seu papel e está pronto para ser lançado no caixote do lixo das ilusões xuxas
(2) "Collateralized Debt Obligation", uma técnica de fatiar em tranches os títulos de dívida por forma a sacar em primeiro lugar os juros e amortizações, continuando a divida base contraída a acumular mais juros. Serve para os governos mostrarem obra e chutarem os prejuízos para quem vier a seguir resolver (wikipedia)
(3) Estima-se que durante o mandato de Geithner na secretaria de Estado do Tesouro (às ordens de Obama) foram transferidos 120 mil milhões de ajudas aos bancos para as contas de divida pública (Business Insider)
(4) Olá. Bem-vindos ao nosso Mundo. Isto não é Caracas ou uma cidade em Cuba, é Detroit EUA, o sonho americano convertido em pesadelo:
Livre de obrigações faz tempo, com a reforma dourada conferida por mérito nos serviços prestados, o nosso jovem vem aqora responder às 10 Questões que a Time Magazine coloca habitualmente a personalidades notáveis. A candura, a técnica de comunicação especializada em falar sem dizer nada, o direito assumido de intervir em qualquer parte do mundo usando como arma o capital financeiro, o descaramento de afirmar que existe esquerda e direita nos Estados Unidos, o competente currículo de vigarista (Geithner, enquanto presidente da FED-NY, transferiu 13 mil mihões de dólares de CDO`s fraudulentos para as contabilidades públicas para os contribuintes pagarem (2), enfim, a falta de escrúpulos que só os grandes pulhas não sentem vergonha de exibir. A tradução da entrevista a seguir:
10 Questões colocadas a Timothy Geithner
01. A economia dos Estados Unidos está a crescer, o desemprego a diminuir. Porque é que os (norte)-americanos estão tão infelizes? R. Esta foi uma crise terrível e ainda podemos sentir os seus danos por todo o país. Continuamos a viver com essas cicatrizes.
02. Você escreveu em “Stress Test”: “nunca foi o meu objectivo na vida arranjar um grande emprego em Washington”. O que é que correu mal?
R. Quando o teu Presidente te diz para cumprir uma determinada tarefa, tu tens de responder sim! É o que tu fazes (1). Tentei falar com ele de modo a que tivesse sempre a certeza de que compreendia os resultados que iria obter.
03. E o que é que ele obteve?
R. Passei toda a minha vida a lidar com uma série de crises financeiras por todo o mundo. Então, o Presidente teve alguém que não era um político, nem um banqueiro, nem um economista. Mas tive a infelicidade, mas muito válida experiência de ter acompanhado países lidando com crises financeiras horríveis.
04. Crises no México, Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul, Rússia – Você é o Doutor Doom? (o Supervilão da banda desenhada Marvel que decide do destino das personagens)
R. Aprendi algo muito válido a principio, que foi como são frágeis os sistemas financeiros, como estão tão interligados com a economia, quão difícil é separar o trauma num sistema financeiro do trauma na economia, quão difícil é proteger as pessoas comuns dos pânicos financeiros.
05. Você escreveu artigos contra os banqueiros acerca das ajudas que lhe foram prestadas, sem retribuição, quando os (norte)-americanos estavam muito zangados. Porque não avançou a cortar cabeças e enfiá-las em paus só para mostrar obra?
R. Tentei explicar que o que seria necessário para proteger as pessoas do pânico é realmente o oposto daquilo que parece ser leal, justo ou eficaz. É uma coisa paradoxal. Mas é perfeitamente compreensível que as pessoas queiram que se tomem medidas justas.
06. A Esquerda vê-o como um bloqueador de Wall Street e a Direita vê-o como um actor que ajuda os socialistas. Como é que se vê a si mesmo no meio disto tudo? R. As coisas que fizemos e as coisas que nós sabíamos ser mais importantes a fazer - foram feitas para serem profundamente impopulares tanto para a Esquerda como para a Direita. Não havia hipótese de unanimidade nacional para essas coisas.
07. Milhões de (norte)-americanos perderam as suas casas. Poderia ter havido qualquer coisa de diferente que pudesse ter sido feito?
R. O Presidente colocou uma enorme pressão em cima de nós. E nós olhámos para todas as ideias, mas a escala deste problema era esmagadora em comparação com os instrumentos que tínhamos. Os recursos de que dispunhamos. Penso que usámos essas ferramentas tanto quanto pudemos.
08. Os ricos hoje têm mais rendimentos que os Barões que roubavam o povo (3) durante a Era Dourada (Gilded Age). Os Estados Unidos precisam de mais impostos progressivos ou de uma redistribuição de rendimentos?
R. Se olhar para este país hoje, continuamos a ter elevados níveis de pobreza (4). Um longo período de quase não crescimento dos salários médios. Referiu-se à grande expansão das desigualdades, mas também existe um sentido de diminuição da mobilidade social e de oportunidades inter-geracionais. E isso é uma coisa muito perniciosa. É muito importante que se descubra a nossa capacidade de tentar promover politicas que façam um melhor trabalho no desenvolvimento de uma média aceitável de oportunidades para as pessoas que saem das escolas.
09. Você contrariou os seus desejos e prejudicou a sua família para vir trabalhar para o Presidente Obama. Como consegue recompensá-los?
R. Isso pode ser feito. Perdi todos estes anos ausente. Perdemos a parte mais importante das suas vidas, privámo-los do direito à privacidade que a maioria das pessoas aprecia ter. Portanto, isto foi uma coisa muito dolorosa que lhes pus em cima
10. As acções registam subidas recorde. Quão protegidos estão os Estados Unidos da próxima bolha?
R. Neste momento, hoje, isso não deverá constituir um leque muito elevado de preocupações para o nosso país.
(1) Fora o que não revela, de facto Timothy Geithner no seu livro lançado no passado dia 18 de Maio faz a bombástica afirmação de que Obama lhe pediu para mentir deliberadamente sobre os fundos da Segurança Social. O que significa que Obama já cumpriu o seu papel e está pronto para ser lançado no caixote do lixo das ilusões xuxas
(2) "Collateralized Debt Obligation", uma técnica de fatiar em tranches os títulos de dívida por forma a sacar em primeiro lugar os juros e amortizações, continuando a divida base contraída a acumular mais juros. Serve para os governos mostrarem obra e chutarem os prejuízos para quem vier a seguir resolver (wikipedia)
(3) Estima-se que durante o mandato de Geithner na secretaria de Estado do Tesouro (às ordens de Obama) foram transferidos 120 mil milhões de ajudas aos bancos para as contas de divida pública (Business Insider)
(4) Olá. Bem-vindos ao nosso Mundo. Isto não é Caracas ou uma cidade em Cuba, é Detroit EUA, o sonho americano convertido em pesadelo:
quarta-feira, maio 21, 2014
"O Capital no Século XXI" (II)
Não é do dia para a noite que um livro de 685 páginas sobre Economia cativa os comuns leitores de rua, Wall Street e a nata dos políticos de Washington espiritualmente com tendência para pensar em petroleiros.
Mas é isso que está a acontecer na América do Norte com o “Capital no Século XXI”, uma obra de Thomas Piketty, um economista de 43 anos nascido em França e formado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). O livro analisa centenas de anos de registos fiscais da França, do Reino Unido, dos EUA, Alemanha e Japão para provar ideias simples e “grandes descobertas”: os ricos na realidade (sempre estiveram) e estão a ficar cada vez mais ricos. E a sua riqueza não corre o risco de desabar. Respira saúde. E sem uma mera reforma da política fiscal, essa lacuna da desigualdade só poderá aumentar nos próximos anos.
Esta é, segundo o editor: “uma obra de extraordinária ambição, originalidade e rigor, o “Capital no Século XXI” reorienta a nossa compreensão da história económica e confronta-nos com soberbas lições para os dias de hoje”. Uma recensão aparece na Time Magazine de 19 de Maio de 2014 da autoria de Rana Foroohar.
Outra nota promocional aparece antes no “Público” de 16 de Maio da autoria do professor universitário João Constâncio. Mas convém avisar os leitores e quem se atreva a uma eventual tradução para português “do volumoso calhamaço que se lê quase como um romance” que irá comprar gato neoliberal vendido como lebre marxista.
Piketty reuniu com economistas laureados com o Nobel, com financeiros bilionários, decisores políticos, com o secretário de Estado Jack Lew, conselheiros económicos como Jason Furman, economistas liberais como Paul Krugman (que apelida a obra de “livro da década”), enfim, com todos os que têm lutado contra o crescimento das desigualdades nos anos recentes, o movimento Occupy Wall Street, Barack Obama e o Papa Francisco (!) segundo menciona em entrevista. Recolhendo ensinamentos de economistas como James Galbraith e Travis Hake, só se verificou uma queda de rendimentos dos mais ricos em períodos que envolvem a intervenção do Estado na economia em tempos relacionados com a guerra. Como foi o caso do “New Deal” nos anos 30 (investimentos de preparação para a 2ª Grande Guerra segundo a política de Keynes adaptada para o esforço militar) e em finais dos anos 40 com o “Plano Marshall” de reconstrução da Europa e o equivalente para forçar o Japão a adoptar submissamente o modelo económico imperialista norte-americano.
Em tempos de economia de paz (1) quais são as grandes dinâmicas que levam à acumulação e distribuição de capital? Questões sobre a evolução a longo prazo da desigualdade , a concentração de riqueza, e as perspectivas de crescimento económico estão no coração da economia política. Mas respostas satisfatórias têm sido difíceis de encontrar por falta de dados adequados e teorias orientadoras claras (lá por aquelas bandas ideológicas) . Assim, em o “Capital no Século XXI” Thomas Piketty analisa uma compilação de dados de vinte países, que vão tão longe atrás como o século XVIII, para descobrir padrões económicos e sociais fundamentais – uma investigação empírica sobre a história do Capital e da sua repartição numa “sociedade de herdeiros”. Os seus resultados, diz o editor, vão transformar o debate e definir a agenda para a próxima geração de pensadores sobre rendimentos e desigualdade. Mas não sem que, noutro trecho do livro, se prive de fazer uma rasgada elegia ao capitalismo como “um extraordinário produtor de riqueza, de inovação, de tecnologia, de bem estar, em suma: de desenvolvimento”. Sobre o “Imperialismo, como estádio superior do capitalismo” o livro é omisso, partindo do principio que já existe de facto implantada em definitivo uma hegemonia global do modelo ocidental, o que é falso, como se vai vendo pelo elevado desenvolvimento de outros modelos nas economias emergentes (principalmente a China e a Rússia).
A ocidente, o principal factor de desigualdade – a taxa de rendimento sobre o capital e o património acumulado tende no longo prazo a exceder a taxa de crescimento económico produtivo (a queda tendencial da taxa de lucro de Marx) - corre hoje o risco de gerar desigualdades extremas que agitam descontentamentos e minam os valores democráticos . Mas as tendências económicas não são actos de Deus. A acção política tem restringido as desigualdades perigosas no passado, diz Piketty, e pode voltar a fazê-lo novamente. Por exemplo, no final do século XVIII muitos dos 1% detentores das maiores fortunas viram imensas cabeças dos seus correligionários serem guilhotinadas. Mas, estudando o período que se seguiu à Revolução Francesa que classe social voltou a ter mais rendimentos?
Tal como em Darwin concebeu para a teoria da evolução, o autor descobre no capitalismo (partindo do principio que este é um sistema intrínseco à Natureza) um mecanismo de “selecção natural” que explica como é através da taxa de rendimento do capital (i.e património ou riqueza legado numa sociedade de herdeiros) que se agravam as desigualdades em relação aos rendimentos do trabalho (produtivo, improdutivo ou alienado, não interessa). Esse valor acumulado “tende a ser cerca de 600% do PIB, ou seja, um país precisa de 6 anos para produzir um rendimento equivalente à riqueza que já foi acumulada, e portanto, já existe como património ou capital basicamente privado – “embora essa riqueza em si mesma seja uma coisa boa” - a taxa de remuneração desse capital acumulado permite níveis de poupança que o rendimento de trabalho nunca pode proporcionar”. Assim, toda a sociedade capitalista tende a ser uma plutocracia e a tornar-se materialmente incompatível com a democracia e até com o liberalismo na sua acepção clássica. Mas esse mecanismo que serve ao autor como padrão histórico não é inalterável. A adopção de politicas fortemente redistributivas pode contrariar a dinâmica patrimonial, mas não, obviamente, acabar com a propriedade privada. Isso implicaria alterar as estruturas institucionais. E aqui é importante sublinhar que Piketty não propõe um sistema alternativo ao capitalismo.
Piketty tenta demonstrar que “o crescimento económico moderno e a difusão de conhecimento nos permitiu (aos países do centro capitalista) evitar as desigualdades à escala apocalíptica prevista por Karl Marx. Mas não modificámos as estruturas profundas do Capital e da desigualdade, tanto quanto pensávamos nas prósperas décadas após a Segunda Guerra Mundial”. Apesar do sistema de trocas desiguais que explora o resto do mundo e da acumulação e exportação de capitais que Lenine estudou na sua crítica ao Imperialismo. Especial intensidade na pesquisa é colocada nos últimos 30 anos da vida económica dos EUA, desde que o nível de impostos pagos pelos maiores rendimentos, em nome da livre iniciativa empresarial, tem vindo sucessivamente a ser diminuído, tanto a nível local como a nível nacional. Que os mais pobres e de menores rendimentos paguem proporcionalmente mais “é a ordem natural das coisas” segundo Pikertty. A campanha de Obama para instituir o rendimento mínimo garantido não tem qualquer chance de sucesso a nível federal. E no entanto é uma aspiração nacional dos 40% da população constituída pelos mais pobres e indigentes. Bill de Blasio, novo mayor de New York, uma das cidades mais prósperas do mundo (para os ricos), foi eleito com base nessa promessa. Ao mesmo tempo, cortar os rendimentos médios dos trabalhadores que não conseguem viver do seu salário coloca vastas áreas suburbanas fora do desenvolvimento, uma ameaça permanente aos ricos.
Nos anos 90 a “ciência económica” (de facto o que deveriam ser as escolhas em Economia Politica) foi dominada teoricamente pela matemática e os prémios académicos começam a ser distribuídos pelas construções de modelos multidimensionais de movimentos monetários e esquemas complexos de seguros que cobrem transacções financeiras. Mas estas sofisticadas elaborações tendem a ignorar o mais importante: a acção dos diabólicos actores especulativos. O que resulta em desastres como a falência dos hedge-funds “Long-Term Capital Manegement” (2), o estouro das empresas da Nova Economia no Nasdaq na passagem do ano 2000, ou a dos “Suprimes” em 2008, apenas para citar três das golpadas globais mais danosas para a sociedade, às quais chamam "crises". Aliás, “nada tem significado relevante se não estiver relacionado com as nossas experiências concretas” diz Robert Johnson, presidente do “Institute for New Economics Thinking”, uma organização não lucrativa financiada por George Soros, o investidor húngaro que se tornou famoso por especular com a Libra pondo em risco o próprio Banco de Inglaterra. Aliás, o “Instituto Pensar a Nova Economia” aparece aqui a pronunciar-se porque é o mesmo George Soros quem financiou durante anos a investigação feita por Thomas Pikertty sobre, entre outros já mencionados, cerca de 100 anos de dados da política tributária dos Estados Unidos, desde que o Congresso impôs um novo imposto proporcional sobre rendimentos (IRS) no ano de 1913, exactamente o mesmo ano em que se delega em banqueiros privados a função de emitir dólares na nova Reserva Federal (FED).
Piketty argumenta que a reforma do sistema de impostos norte americano – se é que alguma vez virá a acontecer, deverá não considerar apenas os salários, mas também as holdings encobertas, incluindo a propriedade real e os bens intangíveis. Encerrar todos os buracos por onde se escapam os impostos das corporações supranacionais seria uma das primeiras medidas. Um imposto sobre rendimento único global seria a solução. Os povos de todo o mundo deveriam ser unidos e obrigados a declarar todos os seus rendimentos brutos, sendo taxados segundo uma percentagem a determinar pelos governos locais. Em contrapartida seria instituído para cada cidadão do mundo o direito de auferir um rendimento universal – o que na linha clássica de Adam Smith e Jefferson deixaria de ser uma utopia. Se nada for feito, Piketty acredita que há uma forte possibilidade de algum tipo de revolução global estar a chegar, mesmo que seja apenas uma revolução na maneira como as elites pensam sobre rendimentos – na medida em que os negócios das corporações permaneçam opacos e impenetráveis. Mas não existem algoritmos capazes de prever quando e onde as barricadas serão erguidas.
Piketty recusa equacionar e menos ainda discutir opções politicas: “não parto de nenhuma posição, de esquerda ou direita, escrevi este livro não para os politicos, mas para a população em geral que lê livros – em última instância afinal são eles que decidem”. Por acaso (!) nos EUA 55% da população não vota, nem de facto existe alternativa: entre os 2 partidos únicos, ganha a 3ª via expressa no partido maioritário dos embrutecidos pelas televisões e talk-shows. E uma vez que aqui não se põe a questão de averiguar quem serão os agentes sociais transformadores que dirigirão tal mudança… Piketty sugere paciência…
(1) Lorde John Maynard Keynes: “As (problemáticas) consequências económicas provocadas pela Paz” (1945)
(2) o "Long-Term Capital Management" (LTCM) foi fundado en 1994 por John Meriwether, ex-vice-presidente e chefe de vendas de bonds na Salomon Brothers. A administração incluía pessoas como Myron Scholes e Robert C. Merton, personalidades que compartilharam o Premio Nóbel de Economía em 1997. O Fundo LTCM faliu dois anos depois e teve de ser resgatado por outras entidades financeiras sob a supervisão da Reserva Federal dos Estados Unidos que fabricou e injectou dinheiro para que a crise não alastrasse em cadeia (wikipedia)
Mas é isso que está a acontecer na América do Norte com o “Capital no Século XXI”, uma obra de Thomas Piketty, um economista de 43 anos nascido em França e formado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). O livro analisa centenas de anos de registos fiscais da França, do Reino Unido, dos EUA, Alemanha e Japão para provar ideias simples e “grandes descobertas”: os ricos na realidade (sempre estiveram) e estão a ficar cada vez mais ricos. E a sua riqueza não corre o risco de desabar. Respira saúde. E sem uma mera reforma da política fiscal, essa lacuna da desigualdade só poderá aumentar nos próximos anos.
Esta é, segundo o editor: “uma obra de extraordinária ambição, originalidade e rigor, o “Capital no Século XXI” reorienta a nossa compreensão da história económica e confronta-nos com soberbas lições para os dias de hoje”. Uma recensão aparece na Time Magazine de 19 de Maio de 2014 da autoria de Rana Foroohar.
Outra nota promocional aparece antes no “Público” de 16 de Maio da autoria do professor universitário João Constâncio. Mas convém avisar os leitores e quem se atreva a uma eventual tradução para português “do volumoso calhamaço que se lê quase como um romance” que irá comprar gato neoliberal vendido como lebre marxista.
| o delegado Bilderberg para Portugal acha que sim |
Em tempos de economia de paz (1) quais são as grandes dinâmicas que levam à acumulação e distribuição de capital? Questões sobre a evolução a longo prazo da desigualdade , a concentração de riqueza, e as perspectivas de crescimento económico estão no coração da economia política. Mas respostas satisfatórias têm sido difíceis de encontrar por falta de dados adequados e teorias orientadoras claras (lá por aquelas bandas ideológicas) . Assim, em o “Capital no Século XXI” Thomas Piketty analisa uma compilação de dados de vinte países, que vão tão longe atrás como o século XVIII, para descobrir padrões económicos e sociais fundamentais – uma investigação empírica sobre a história do Capital e da sua repartição numa “sociedade de herdeiros”. Os seus resultados, diz o editor, vão transformar o debate e definir a agenda para a próxima geração de pensadores sobre rendimentos e desigualdade. Mas não sem que, noutro trecho do livro, se prive de fazer uma rasgada elegia ao capitalismo como “um extraordinário produtor de riqueza, de inovação, de tecnologia, de bem estar, em suma: de desenvolvimento”. Sobre o “Imperialismo, como estádio superior do capitalismo” o livro é omisso, partindo do principio que já existe de facto implantada em definitivo uma hegemonia global do modelo ocidental, o que é falso, como se vai vendo pelo elevado desenvolvimento de outros modelos nas economias emergentes (principalmente a China e a Rússia).
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| a recensão do livro na óptica liberal de Krugman |
A ocidente, o principal factor de desigualdade – a taxa de rendimento sobre o capital e o património acumulado tende no longo prazo a exceder a taxa de crescimento económico produtivo (a queda tendencial da taxa de lucro de Marx) - corre hoje o risco de gerar desigualdades extremas que agitam descontentamentos e minam os valores democráticos . Mas as tendências económicas não são actos de Deus. A acção política tem restringido as desigualdades perigosas no passado, diz Piketty, e pode voltar a fazê-lo novamente. Por exemplo, no final do século XVIII muitos dos 1% detentores das maiores fortunas viram imensas cabeças dos seus correligionários serem guilhotinadas. Mas, estudando o período que se seguiu à Revolução Francesa que classe social voltou a ter mais rendimentos?
| quanto mais criar Capital a partir do nada... |
Piketty tenta demonstrar que “o crescimento económico moderno e a difusão de conhecimento nos permitiu (aos países do centro capitalista) evitar as desigualdades à escala apocalíptica prevista por Karl Marx. Mas não modificámos as estruturas profundas do Capital e da desigualdade, tanto quanto pensávamos nas prósperas décadas após a Segunda Guerra Mundial”. Apesar do sistema de trocas desiguais que explora o resto do mundo e da acumulação e exportação de capitais que Lenine estudou na sua crítica ao Imperialismo. Especial intensidade na pesquisa é colocada nos últimos 30 anos da vida económica dos EUA, desde que o nível de impostos pagos pelos maiores rendimentos, em nome da livre iniciativa empresarial, tem vindo sucessivamente a ser diminuído, tanto a nível local como a nível nacional. Que os mais pobres e de menores rendimentos paguem proporcionalmente mais “é a ordem natural das coisas” segundo Pikertty. A campanha de Obama para instituir o rendimento mínimo garantido não tem qualquer chance de sucesso a nível federal. E no entanto é uma aspiração nacional dos 40% da população constituída pelos mais pobres e indigentes. Bill de Blasio, novo mayor de New York, uma das cidades mais prósperas do mundo (para os ricos), foi eleito com base nessa promessa. Ao mesmo tempo, cortar os rendimentos médios dos trabalhadores que não conseguem viver do seu salário coloca vastas áreas suburbanas fora do desenvolvimento, uma ameaça permanente aos ricos.
Nos anos 90 a “ciência económica” (de facto o que deveriam ser as escolhas em Economia Politica) foi dominada teoricamente pela matemática e os prémios académicos começam a ser distribuídos pelas construções de modelos multidimensionais de movimentos monetários e esquemas complexos de seguros que cobrem transacções financeiras. Mas estas sofisticadas elaborações tendem a ignorar o mais importante: a acção dos diabólicos actores especulativos. O que resulta em desastres como a falência dos hedge-funds “Long-Term Capital Manegement” (2), o estouro das empresas da Nova Economia no Nasdaq na passagem do ano 2000, ou a dos “Suprimes” em 2008, apenas para citar três das golpadas globais mais danosas para a sociedade, às quais chamam "crises". Aliás, “nada tem significado relevante se não estiver relacionado com as nossas experiências concretas” diz Robert Johnson, presidente do “Institute for New Economics Thinking”, uma organização não lucrativa financiada por George Soros, o investidor húngaro que se tornou famoso por especular com a Libra pondo em risco o próprio Banco de Inglaterra. Aliás, o “Instituto Pensar a Nova Economia” aparece aqui a pronunciar-se porque é o mesmo George Soros quem financiou durante anos a investigação feita por Thomas Pikertty sobre, entre outros já mencionados, cerca de 100 anos de dados da política tributária dos Estados Unidos, desde que o Congresso impôs um novo imposto proporcional sobre rendimentos (IRS) no ano de 1913, exactamente o mesmo ano em que se delega em banqueiros privados a função de emitir dólares na nova Reserva Federal (FED).
Et voilá, a Nova Ordem Mundial
As críticas ao livro notam que se usam argumentos demasiado simplistas; e que o registo dos impostos pagos não é a melhor nem sequer a mais adequada maneira de estudar rendimentos. Pense-se por exemplo no pirata britânico “sir” Francis Drake que surripiava de uma só assentada as cargas de mercadorias e junto com elas os impostos que haveriam de ser pagos no destino. Ou noutros mareantes mais recentes, como George W. Bush, como depois Obama e antes Clinton, açambarcando à paulada a economia legal e com ela a economia paralela de países inteiros.
A actual forma de taxação fiscal não se adapta às estruturas de rendimento do século XXI. Na verdade não. Considere-se o valor das remunerações dos super-gestores, que não se podem considerar “salários”, uma vez que são pagas a maior parte das vezes em “stock-options” e “stock-equitys”. Chorudos títulos especulativos para um lado, míseros salários por outro. São cheques em branco para fomentar a desigualdade na economia como um todo. Armadilha o mundo dos negócios, uma vez que as decisões tendem a ser tomadas tendo em vista o curto prazo, o lucro dos colaboradores das próprias empresas o mais imediatamente possível, sem preocupações com o que acontecerá no final do ciclo a longo prazo. ![]() |
| A "reforma fiscal" em Portugal |
Piketty recusa equacionar e menos ainda discutir opções politicas: “não parto de nenhuma posição, de esquerda ou direita, escrevi este livro não para os politicos, mas para a população em geral que lê livros – em última instância afinal são eles que decidem”. Por acaso (!) nos EUA 55% da população não vota, nem de facto existe alternativa: entre os 2 partidos únicos, ganha a 3ª via expressa no partido maioritário dos embrutecidos pelas televisões e talk-shows. E uma vez que aqui não se põe a questão de averiguar quem serão os agentes sociais transformadores que dirigirão tal mudança… Piketty sugere paciência…
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| enfim, sempre o mesmo prato, seja da Lapa ou do Largo do Rato |
(2) o "Long-Term Capital Management" (LTCM) foi fundado en 1994 por John Meriwether, ex-vice-presidente e chefe de vendas de bonds na Salomon Brothers. A administração incluía pessoas como Myron Scholes e Robert C. Merton, personalidades que compartilharam o Premio Nóbel de Economía em 1997. O Fundo LTCM faliu dois anos depois e teve de ser resgatado por outras entidades financeiras sob a supervisão da Reserva Federal dos Estados Unidos que fabricou e injectou dinheiro para que a crise não alastrasse em cadeia (wikipedia)
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
Nunca esquecer, a Verdade sobre 11 de Setembro destruirá Israel
"Eu tento afastar-me do conforto seguro das certezas através do meu amor à verdade. E a verdade tem-me recompensado" (Simone de Beauvoir). Pois, hoje em dia, tentar saber a verdade só nos tem é lixado.
Quem já questionou a narrativa oficial para os ataques de 11 de Setembro sabe sem dúvida que é imediatamente apelidado de louco conspirador face aos media estabelecidos em cujas palavras escritas se deve inquestionavelmente acreditar. Porém, como o relatório da Comissão Warren sobre o assassinato de JFK, o Relatório sobre o 11 de Setembro foi montado através duma "investigação" do Congresso, mas está a desmoronar-se e a ser revelado por aquilo que realmente é - nada mais do que uma cortina de fumo. Ou seja, já não é uma teoria da conspiração ... é uma conspiração de facto. Quem o afirma fundamentadamente é Alan Sabrosky, um especialista em segurança
"Face à crença do público em geral no relatório oficial, o autor cita uma entrevista com o especialista dinamarquês em demolições Danny Jowenko, mostrando a queda de um terceiro edifício do World Trade Center, o pouco referido WTC7 - "a única coisa que é necessário é dizer às pessoas é que caíram três edifícios e não dois, e o terceiro não foi atingido por nenhum avião, aconteceu por demolição controlada, portanto, e como é inverosimil que uns fossem e outros não fossem, todos eles estiveram ligados a demolições controladas (...) Eu tive longas conversas ao longo das últimas semanas com contactos no "Army War College", e no quartel-general do "Corpo de Fuzileiros Navais", e ficou absolutamente claro que em ambas as instituições é 100 por cento certo de que o 11 de Setembro foi uma operação da Mossad" (Alan Sabrosky, escritor e consultor especializado em assuntos nacionais e internacionais de segurança)
A 11 de Setembro de 2001, uma série de ataques coordenados foram realizados nos Estados Unidos. Não certamente por coincidência a data (3 meses de diferença) é praticamente a mesma do lançamento do Euro, congeminando o ataque económico em gestação ao velho continente. O governo dos EUA afirmou então que 19 terroristas, supostamente filiados na obscura al-Qaeda com base no Afeganistão, tinham sequestrado quatro aviões comerciais de passageiros para realizar os ataques. O relatório oficial dos EUA sobre os eventos de 11 de Setembro vem no entanto a ser amplamente contestado por vários quadrantes nos EUA e no mundo. Com o pretexto dos ataques os EUA , sob a administração do ex-presidente Bush , invadiram o Afeganistão em 2001 para supostamente atacar a al-Qaeda abrigada pelo então regime Taliban – um partido politico que meses antes tinha reunido em Houston com responsáveis privados norte-americanos sobre politicas petrolíferas de intercâmbio entre os dois países. Com o mesmo pretexto os EUA atacaram o Iraque em 2003 , insistindo que esse país igualmente rico em petróleo estava na posse de armas de destruição maciça (ADM). E a mesma retórica politica de agressões controladas, desde a assinatura do tristemente célebre acordo firmado entre os países ocidentais aderentes à “Operation Enduring Freedom”, tem vindo a ser seguida no Paquistão, Yemen, Somália, Libia e Síria, tendo como próximos alvos tudo o que seja República Islãmica, a começar pelo Irão, cujo primeiro ataque à libertação do petróleo desse país falhou miseravelmente face à intervenção das milícia populares locais em defesa dos seus recursos nacionais.
A 22 de Setembro de 2011 no seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, pediu uma investigação internacional independente aos incidentes do 11 de Setembro dizendo que esses eventos são uma desculpa muito conveniente para declarar guerras – e acrescentou "os Sionistas no poder em Israel (1) apostam nisso como um exercício verdadeiramente de tudo-ou-nada, porque se eles perderem a capacidade de encobrir os factos, se o povo norte-americano alguma vez vier a perceber o que aconteceu, então Israel será riscado do mapa"
(1) o monstro Sionista, nascido da intervenção militar colonialista da Inglaterra e da França no Médio Oriente no final da 1ª Grande Guerra, teve uma eficaz sequência na politica de conluio de Hitler com Pio XII, o Papa Judeu, a partir de 1933
Quem já questionou a narrativa oficial para os ataques de 11 de Setembro sabe sem dúvida que é imediatamente apelidado de louco conspirador face aos media estabelecidos em cujas palavras escritas se deve inquestionavelmente acreditar. Porém, como o relatório da Comissão Warren sobre o assassinato de JFK, o Relatório sobre o 11 de Setembro foi montado através duma "investigação" do Congresso, mas está a desmoronar-se e a ser revelado por aquilo que realmente é - nada mais do que uma cortina de fumo. Ou seja, já não é uma teoria da conspiração ... é uma conspiração de facto. Quem o afirma fundamentadamente é Alan Sabrosky, um especialista em segurança
"Face à crença do público em geral no relatório oficial, o autor cita uma entrevista com o especialista dinamarquês em demolições Danny Jowenko, mostrando a queda de um terceiro edifício do World Trade Center, o pouco referido WTC7 - "a única coisa que é necessário é dizer às pessoas é que caíram três edifícios e não dois, e o terceiro não foi atingido por nenhum avião, aconteceu por demolição controlada, portanto, e como é inverosimil que uns fossem e outros não fossem, todos eles estiveram ligados a demolições controladas (...) Eu tive longas conversas ao longo das últimas semanas com contactos no "Army War College", e no quartel-general do "Corpo de Fuzileiros Navais", e ficou absolutamente claro que em ambas as instituições é 100 por cento certo de que o 11 de Setembro foi uma operação da Mossad" (Alan Sabrosky, escritor e consultor especializado em assuntos nacionais e internacionais de segurança)
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| a Europa entre Janeiro/2002 e Agosto/2011 |
A 11 de Setembro de 2001, uma série de ataques coordenados foram realizados nos Estados Unidos. Não certamente por coincidência a data (3 meses de diferença) é praticamente a mesma do lançamento do Euro, congeminando o ataque económico em gestação ao velho continente. O governo dos EUA afirmou então que 19 terroristas, supostamente filiados na obscura al-Qaeda com base no Afeganistão, tinham sequestrado quatro aviões comerciais de passageiros para realizar os ataques. O relatório oficial dos EUA sobre os eventos de 11 de Setembro vem no entanto a ser amplamente contestado por vários quadrantes nos EUA e no mundo. Com o pretexto dos ataques os EUA , sob a administração do ex-presidente Bush , invadiram o Afeganistão em 2001 para supostamente atacar a al-Qaeda abrigada pelo então regime Taliban – um partido politico que meses antes tinha reunido em Houston com responsáveis privados norte-americanos sobre politicas petrolíferas de intercâmbio entre os dois países. Com o mesmo pretexto os EUA atacaram o Iraque em 2003 , insistindo que esse país igualmente rico em petróleo estava na posse de armas de destruição maciça (ADM). E a mesma retórica politica de agressões controladas, desde a assinatura do tristemente célebre acordo firmado entre os países ocidentais aderentes à “Operation Enduring Freedom”, tem vindo a ser seguida no Paquistão, Yemen, Somália, Libia e Síria, tendo como próximos alvos tudo o que seja República Islãmica, a começar pelo Irão, cujo primeiro ataque à libertação do petróleo desse país falhou miseravelmente face à intervenção das milícia populares locais em defesa dos seus recursos nacionais.
A 22 de Setembro de 2011 no seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, pediu uma investigação internacional independente aos incidentes do 11 de Setembro dizendo que esses eventos são uma desculpa muito conveniente para declarar guerras – e acrescentou "os Sionistas no poder em Israel (1) apostam nisso como um exercício verdadeiramente de tudo-ou-nada, porque se eles perderem a capacidade de encobrir os factos, se o povo norte-americano alguma vez vier a perceber o que aconteceu, então Israel será riscado do mapa"
(1) o monstro Sionista, nascido da intervenção militar colonialista da Inglaterra e da França no Médio Oriente no final da 1ª Grande Guerra, teve uma eficaz sequência na politica de conluio de Hitler com Pio XII, o Papa Judeu, a partir de 1933
sábado, fevereiro 08, 2014
a Ucrânia no centro do "grande jogo" euroasiático
"Depois de três visitas à Ucrânia em cinco semanas, Vict#ria Nuland explica que nas últimas duas décadas, os Estados Unidos gastaram cinco mil milhões de dólares (5.000 milhões de dólares americanos) para subverter a Ucrânia (usando Nazis), e assegura a quem a quer ouvir que há empresários proeminentes e funcionários do governo que estão a apoiar activamente o projecto dos Estados Unidos para afastar a Ucrânia para longe de sua relação histórica com a Rússia e trazê-la para a esfera de interesses dos EUA (através da "Europa", aka, "vocês sabem... que se fôda a União Europeia", desabafou ela num aparte). Vict#ria Nuland é a (esgroviada) mulher de Robert Kagan, um dos líderes da nova geração de "Neo-Cons". À atenção dos obamaníacos. Depois de servir como porta-voz da "democrata" Hillary Clinton, ela é agora subsecretária de Estado para a Europa e Eurásia" (fonte: Global Reaearch)
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
Obama tira dois Coelhos da cartola:
É o Obama que fala ou o Coelho? Clones um do outro, ambos fornecem estatisticas falsas sobre o Desemprego, como mote para o que se tornou o paradigma do actual modo de governação neoliberal: a disseminação de Mentiras de Destruição Maciça.
O desemprego nos EUA, se incluirmos o trabalh# precário de apenas duas ou três horas por semana e os trabalhadores de longa duração que já não constam dos centros de empreg#, a taxa sobe para bem mais que os 10%, e isto porque "a economia está a crescer" umas míseras décimas, não atingindo nem de perto nem de longe no entanto os valores anteriores a 2008 quando as ondas de choque da vigarice financeira exportada dos EUA fizeram a Europa sofrer uma queda de 25% no PIB.
Entretanto em Portugal a taxa de desemprego baixou porque a emigração cresceu, num país onde a economia tem sido meticulosamente destruída por devotos do deus mercado, uma religião que tem por prática a crucificação dos outros. Pior ainda: subiu o empreg# em 9,4 % numa categoria que diz tudo: trabalhadores familiares não remunerados e noutra, subemprego de trabalhadores a tempo parcial cresceu 5,5%. Estamos no bom caminho, temos mais escravos e donas de casa. (ler mais dados sobre esta estúpida fraude no Aventar) - Segundo números confirmados nas estatisticas oficiais pelo jn a taxa de desemprego real está nos 24%
Em Julho do ano passado iniciaram-se as negociações oficiais sobre a "Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento Livre" (TIPT-TAFTA) um Tratado euro-norte americano com o objectivo de estabelecer uma área de livre comércio entre a Europa e os Estados Unidos a ser assinado antes do final de 2014. A propaganda oficial pretende fazer crer que este acordo irá alinhar os padrões económicos de ambas as áreas - mas serão as grandes empresas e os investidores decidir seu conteúdo, a grande maioria dos quais são norte-americanos como se sabe. Em linguagem simples, é uma corrida de fundo para as grandes Corporações sediadas nos Estados Unidos ficarem com as portas abertas, sem entraves, aos 500 milhões de consumidores do mercado europeu, enfiando aqui livremente e sua transgênica carne de frango clonado e a porcaria da carne de porco e vaca injectada com hormonas. Em caso de recusa em aceitar as normas, danos astronómicos e sanções indefenidas irão ameaçar os Estados recalcitrantes. As negociações são secretas, para evitar que a população descubra os verdadeiros problemas, no âmbito social, ecológico, e de empreg# que tal liberdade irá provocar. Por outro lado, cerca de 600 consultores, "assessores" oficiais das grandes empresas têm acesso privilegiado a essas negociações, com a finalidade de vender os seus pontos de vista. (fonte: Tlaxcala)
O desemprego nos EUA, se incluirmos o trabalh# precário de apenas duas ou três horas por semana e os trabalhadores de longa duração que já não constam dos centros de empreg#, a taxa sobe para bem mais que os 10%, e isto porque "a economia está a crescer" umas míseras décimas, não atingindo nem de perto nem de longe no entanto os valores anteriores a 2008 quando as ondas de choque da vigarice financeira exportada dos EUA fizeram a Europa sofrer uma queda de 25% no PIB.
Entretanto em Portugal a taxa de desemprego baixou porque a emigração cresceu, num país onde a economia tem sido meticulosamente destruída por devotos do deus mercado, uma religião que tem por prática a crucificação dos outros. Pior ainda: subiu o empreg# em 9,4 % numa categoria que diz tudo: trabalhadores familiares não remunerados e noutra, subemprego de trabalhadores a tempo parcial cresceu 5,5%. Estamos no bom caminho, temos mais escravos e donas de casa. (ler mais dados sobre esta estúpida fraude no Aventar) - Segundo números confirmados nas estatisticas oficiais pelo jn a taxa de desemprego real está nos 24%
Em Julho do ano passado iniciaram-se as negociações oficiais sobre a "Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento Livre" (TIPT-TAFTA) um Tratado euro-norte americano com o objectivo de estabelecer uma área de livre comércio entre a Europa e os Estados Unidos a ser assinado antes do final de 2014. A propaganda oficial pretende fazer crer que este acordo irá alinhar os padrões económicos de ambas as áreas - mas serão as grandes empresas e os investidores decidir seu conteúdo, a grande maioria dos quais são norte-americanos como se sabe. Em linguagem simples, é uma corrida de fundo para as grandes Corporações sediadas nos Estados Unidos ficarem com as portas abertas, sem entraves, aos 500 milhões de consumidores do mercado europeu, enfiando aqui livremente e sua transgênica carne de frango clonado e a porcaria da carne de porco e vaca injectada com hormonas. Em caso de recusa em aceitar as normas, danos astronómicos e sanções indefenidas irão ameaçar os Estados recalcitrantes. As negociações são secretas, para evitar que a população descubra os verdadeiros problemas, no âmbito social, ecológico, e de empreg# que tal liberdade irá provocar. Por outro lado, cerca de 600 consultores, "assessores" oficiais das grandes empresas têm acesso privilegiado a essas negociações, com a finalidade de vender os seus pontos de vista. (fonte: Tlaxcala)
sexta-feira, dezembro 13, 2013
Cada criança nascida nos Estados Unidos já tem uma Dívida de 50.000 dólares
propriedade governamental
Apesar do endividamento que perdurará por gerações... a Casa Branca continua a investir em guerras
O ex-governador de Minnesota Jesse Ventura , disse em entrevista ao programa do canal RT 'SophieCo', que actualmente nove em cada dez pessoas nos EUA não aprovam as actividades do Congresso.
O projecto de lei defendendo o controlo dos criminosos ataques com Drones foi rejeitado pelo Congresso
O político descreveu os dois principais partidos dos EUA como "gangs políticos" e disse que eles criaram um sistema que "é completamente baseado no conceito de corrupção (...) a questão pela qual temos de lutar é pela abolição destes partidos políticos. Devem realizar-se eleições mas sem partidos políticos. Isso é o que nós precisamos... de uma revolução", disse, acrescentando que as autoridades não estão agindo em benefício do país, mas para o benefício do Partido Democrata ou o Partido Republicano. Além disso, "estão completamente comprometidos com as empresas, realmente actualmente não somos os Estados Unidos , mas os Estados das Corporações da América" (fonte)
E cá pelo protectorado?... Paulo Morais afirma que "os maiores grupos económicos portugueses dominam o Parlamento através das dezenas de parlamentares a quem garantem salários e consultorias. Terá chegado a hora de pedir uma investigação, a toda a Assembleia, pelo crime de tráfico de influências" - como diria qualque súbdito à beira do colapso de Roma, "os que vão nascer vos saúdam" (e pagarão a factura)
Apesar do endividamento que perdurará por gerações... a Casa Branca continua a investir em guerras
O ex-governador de Minnesota Jesse Ventura , disse em entrevista ao programa do canal RT 'SophieCo', que actualmente nove em cada dez pessoas nos EUA não aprovam as actividades do Congresso.
O projecto de lei defendendo o controlo dos criminosos ataques com Drones foi rejeitado pelo Congresso
O político descreveu os dois principais partidos dos EUA como "gangs políticos" e disse que eles criaram um sistema que "é completamente baseado no conceito de corrupção (...) a questão pela qual temos de lutar é pela abolição destes partidos políticos. Devem realizar-se eleições mas sem partidos políticos. Isso é o que nós precisamos... de uma revolução", disse, acrescentando que as autoridades não estão agindo em benefício do país, mas para o benefício do Partido Democrata ou o Partido Republicano. Além disso, "estão completamente comprometidos com as empresas, realmente actualmente não somos os Estados Unidos , mas os Estados das Corporações da América" (fonte)
E cá pelo protectorado?... Paulo Morais afirma que "os maiores grupos económicos portugueses dominam o Parlamento através das dezenas de parlamentares a quem garantem salários e consultorias. Terá chegado a hora de pedir uma investigação, a toda a Assembleia, pelo crime de tráfico de influências" - como diria qualque súbdito à beira do colapso de Roma, "os que vão nascer vos saúdam" (e pagarão a factura)
segunda-feira, novembro 04, 2013
entretanto em Washington...
Merkel acusa os Estados Unidos de espiarem o seu telemovel e pede explicações a Obama.
Este nega e responde não ter conhecimento de nada. O jornal alemão 'Bild am Sonnstag', citando fontes dos serviços secretos dos EUA revelam um relatório de 2010 no qual o Director da Agência de Segurança Nacional, o general Keith Alexander, informou pessoalmente o presidente norte-americano sobre as escutas a Merkel, sendo o próprio Obama que ordenou que fosse dada mais atenção à monitorização das telecomunicações, mensagens de texto e escutas telefónicas da Chancheler alemã e de outros lideres europeus... De facto novas revelações dão conta que os EUA espiaram o antigo chanceler Schröder e depois Merkel pelo menos desde 2002. E que a NSA espiou mais de 60,5 milhões de ligações em Espanha entre Dezembro de 2012 e Janeiro de 2013; Da Grã-Bretanha não existem dados, porque os governos autorizam as escutas. O "Le Monde" revelou que, do mesmo modo, os EUA espiaram 70,3 milhões de ligações e mensagens da França;... a juntar a mais uns quanto milhões de escutas feitas à presidente do Brasil Dilma Roussef (que por acaso também faz escutas aos dissidentes internos) e com certeza a lideres "mais perigosos" por toda a América Latina... o esquema de devassa das soberanias nacionais parece ser global. Mas, para mostrar alguma boa vontade perante o clima de escândalo criado em redor do caso, Obama decidiu mandar suspender as escutas aos responsáveis do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
Dizer a verdade não é crime, e Edward Snowden gerou um movimento de solidariedade tal que quase obriga o governo alemão a conceder-lhe asilo politico. Efectivamente, se Merkel não o fizer é porque não existe a ponta de um corno de moral nas relações internacionais.
Do lado de lá da nova ordem mundial é de certeza este o designio. Nos Estados Unidos Snowden é considerado um perigoso terrorista, no outro extremo, o judeuzinho Mark Zuckerberg, que abriu ao sistema de espionagem as redes da empresa Google e quer comprar o Facebook, mereceu o galardão de Homem do Ano 2010!
mais pormenores:
Como recolhe a NSA as informações
Este nega e responde não ter conhecimento de nada. O jornal alemão 'Bild am Sonnstag', citando fontes dos serviços secretos dos EUA revelam um relatório de 2010 no qual o Director da Agência de Segurança Nacional, o general Keith Alexander, informou pessoalmente o presidente norte-americano sobre as escutas a Merkel, sendo o próprio Obama que ordenou que fosse dada mais atenção à monitorização das telecomunicações, mensagens de texto e escutas telefónicas da Chancheler alemã e de outros lideres europeus... De facto novas revelações dão conta que os EUA espiaram o antigo chanceler Schröder e depois Merkel pelo menos desde 2002. E que a NSA espiou mais de 60,5 milhões de ligações em Espanha entre Dezembro de 2012 e Janeiro de 2013; Da Grã-Bretanha não existem dados, porque os governos autorizam as escutas. O "Le Monde" revelou que, do mesmo modo, os EUA espiaram 70,3 milhões de ligações e mensagens da França;... a juntar a mais uns quanto milhões de escutas feitas à presidente do Brasil Dilma Roussef (que por acaso também faz escutas aos dissidentes internos) e com certeza a lideres "mais perigosos" por toda a América Latina... o esquema de devassa das soberanias nacionais parece ser global. Mas, para mostrar alguma boa vontade perante o clima de escândalo criado em redor do caso, Obama decidiu mandar suspender as escutas aos responsáveis do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
Dizer a verdade não é crime, e Edward Snowden gerou um movimento de solidariedade tal que quase obriga o governo alemão a conceder-lhe asilo politico. Efectivamente, se Merkel não o fizer é porque não existe a ponta de um corno de moral nas relações internacionais.
Do lado de lá da nova ordem mundial é de certeza este o designio. Nos Estados Unidos Snowden é considerado um perigoso terrorista, no outro extremo, o judeuzinho Mark Zuckerberg, que abriu ao sistema de espionagem as redes da empresa Google e quer comprar o Facebook, mereceu o galardão de Homem do Ano 2010!
mais pormenores:
Como recolhe a NSA as informações
sexta-feira, outubro 02, 2009
a Nova Ordem Mundial
um grande homem das letras americanas, Gore Vidal, vem declarando há já algum tempo que a democracia na América (a do Norte) está lentamente a resvalar pelo caminho da decomposição – “e não podemos esperar que seja Obama a salvar-nos disso: teremos brevemente uma ditadura nos Estados Unidos” (ler). Se é que já não a têm há algum tempo, de forma encapotada antes, ou mais declarada desde Bush.
Depois de “The Obama Deception” (versão completa aqui) – “a Fraude Obama” - Alex Jones acaba de lançar o documentário "Fall of the Republic: The Presidency of Barack Obama". O que o fez entrar directamente para a de lista de inimigos elaborada por Obama, segundo o tablóide Globe, após insistência de Michelle e do ex-presidente Clinton.
Alex Jones afirma que Obama nada mais é que uma criação de marketing corporativo. Fale telepontualmente de paz no Médio Oriente (omitindo o genocidio em Gaza) ou de golf em Marta Vineyard, de energia nuclear no Irão (omitindo as bombas nucleares de Israel) ou do fantasma da indústria de Detroit, seja qual for a situação o sorriso do presidente dos Estados Unidos é exactamente o mesmo. O sorriso de Obama é constante.
Obama foi colocado na presidência para cumprir uma agenda sionista de consolidação do legado de Bush – trabalhando efectivamente no sentido de instalar um governo mundial do Ocidente aliado, um banco mundial com uma nova moeda global que subsititua o falido dólar - programa que será executado pelos ideólogos da globalização com o auxílio de meios eugénicos de controlo bio-politico de populações. Os Estados Unidos como super-potência vão sendo esvaziados da carga negativa do imperialismo, em seu lugar ficará a tirania interna, e o modo de vida da sua população irá regredir significativamente em benefício da conservação dos notáveis privilégios da nova e ultraminoritaria classe burguesa transnacional
O controle da mente, a programação televisiva, e toda a histeria criada pelos Media, revelam a crua verdade - que Obama e os seus avatares enganam as massas (coadjuvados com o paleio sobre cidadania na “sociedade civil” das hordas de intelectuais pós-modernos) levando as pessoas a aceitar a sua retórica e ignorando a contradição com as suas acções. O filme mostra como a "marca" Obama diz uma coisa, para fazer as pessoas comprarem a marca - e então o Obama real coadjuvado nos bastidores pelo chefe de staff, o judeu sionista Rham Emanuel e de facto o nº2 na hierarquia da Administração, faz outra coisa diferente, senão mesmo contrária. (1)
O crescente estado policial, escutas telefónicas sem mandato judicial, detenções secretas, detenção por tempo indefinido de cidadãos, a permanência da ocupação militar do Iraque, tortura, a guerra no Afeganistão, a guerra no Paquistão, as ameaças ao Irão, todas estas situações de facto têm sido ampliadas durante o governo de Obama, apesar
trailer, legendado em brasileiro 3 min. 13 seg.
(fonte do video)
(1) "O enigma dos dois Obamas: existe um Obama sério?"
Fidel Castro Ruz:
“O presidente bolivariano Hugo Chávez foi realmente original quando falou do “enigma dos dois Obamas” (…) As centenas de bases militares instaladas em dezenas de países por todos os continentes, os seus porta aviões e frotas navais,os seus milhares de armas nucleares, as suas guerras de conquista, o seu complexo militar industrial e o seu comércio de armas, são incompatíveis com a sobrevivência da nossa espécie. As sociedades de consumo e de desperdício de recursos materiais são igualmente incompatíveis com a ideia do crescimento económico e um planeta limpo. Estes objectivos não se conjugam com a perda de recursos naturais não renováveis, especialmente o petróleo e o gás, acumulado durante centenas de milhões de anos e que apenas em dois séculos se esgotarão ao ritmo do consumo actual, e que têm sido as causas fundamentais das mudanças climáticas (…) Não seria justo culpar o Obama Sério dos enigmas mencionados que têm ocorrido até hoje, porém é menos justo todavia que o Outro Obama nos queira fazer crer que a Humanidade possa preservar-se debaixo das normas que hoje prevalecem na economia mundial (…)”
.
Depois de “The Obama Deception” (versão completa aqui) – “a Fraude Obama” - Alex Jones acaba de lançar o documentário "Fall of the Republic: The Presidency of Barack Obama". O que o fez entrar directamente para a de lista de inimigos elaborada por Obama, segundo o tablóide Globe, após insistência de Michelle e do ex-presidente Clinton.Alex Jones afirma que Obama nada mais é que uma criação de marketing corporativo. Fale telepontualmente de paz no Médio Oriente (omitindo o genocidio em Gaza) ou de golf em Marta Vineyard, de energia nuclear no Irão (omitindo as bombas nucleares de Israel) ou do fantasma da indústria de Detroit, seja qual for a situação o sorriso do presidente dos Estados Unidos é exactamente o mesmo. O sorriso de Obama é constante.
Obama foi colocado na presidência para cumprir uma agenda sionista de consolidação do legado de Bush – trabalhando efectivamente no sentido de instalar um governo mundial do Ocidente aliado, um banco mundial com uma nova moeda global que subsititua o falido dólar - programa que será executado pelos ideólogos da globalização com o auxílio de meios eugénicos de controlo bio-politico de populações. Os Estados Unidos como super-potência vão sendo esvaziados da carga negativa do imperialismo, em seu lugar ficará a tirania interna, e o modo de vida da sua população irá regredir significativamente em benefício da conservação dos notáveis privilégios da nova e ultraminoritaria classe burguesa transnacional
O controle da mente, a programação televisiva, e toda a histeria criada pelos Media, revelam a crua verdade - que Obama e os seus avatares enganam as massas (coadjuvados com o paleio sobre cidadania na “sociedade civil” das hordas de intelectuais pós-modernos) levando as pessoas a aceitar a sua retórica e ignorando a contradição com as suas acções. O filme mostra como a "marca" Obama diz uma coisa, para fazer as pessoas comprarem a marca - e então o Obama real coadjuvado nos bastidores pelo chefe de staff, o judeu sionista Rham Emanuel e de facto o nº2 na hierarquia da Administração, faz outra coisa diferente, senão mesmo contrária. (1)
O crescente estado policial, escutas telefónicas sem mandato judicial, detenções secretas, detenção por tempo indefinido de cidadãos, a permanência da ocupação militar do Iraque, tortura, a guerra no Afeganistão, a guerra no Paquistão, as ameaças ao Irão, todas estas situações de facto têm sido ampliadas durante o governo de Obama, apesarda sua promessa de as reverter.
"A Queda da República, a Presidência de Obama" não deixa nenhuma dúvida em relação à classe que Obama serve - a da elite monopolista transnacional e a sua agenda, que ele segue diligentemente. À forma clássica como o processo se desenrola chama-se fascismo. Não existem condições de revolta na nossa sociedade. Os ressentimentos são impiedosamente criminalizados e punidos judicialmente. Não existem mecanismos legais para impedir decisões corruptas compradas aos nossos governantes; e menos ainda, a possibilidade de existirem candidatos à acção politica institucional que não sejam lançados na dança do poder visível apenas após provas e pactos ocultos que demonstrem que eles são "de confiança".trailer, legendado em brasileiro 3 min. 13 seg.
(fonte do video)
(1) "O enigma dos dois Obamas: existe um Obama sério?"
Fidel Castro Ruz:
“O presidente bolivariano Hugo Chávez foi realmente original quando falou do “enigma dos dois Obamas” (…) As centenas de bases militares instaladas em dezenas de países por todos os continentes, os seus porta aviões e frotas navais,os seus milhares de armas nucleares, as suas guerras de conquista, o seu complexo militar industrial e o seu comércio de armas, são incompatíveis com a sobrevivência da nossa espécie. As sociedades de consumo e de desperdício de recursos materiais são igualmente incompatíveis com a ideia do crescimento económico e um planeta limpo. Estes objectivos não se conjugam com a perda de recursos naturais não renováveis, especialmente o petróleo e o gás, acumulado durante centenas de milhões de anos e que apenas em dois séculos se esgotarão ao ritmo do consumo actual, e que têm sido as causas fundamentais das mudanças climáticas (…) Não seria justo culpar o Obama Sério dos enigmas mencionados que têm ocorrido até hoje, porém é menos justo todavia que o Outro Obama nos queira fazer crer que a Humanidade possa preservar-se debaixo das normas que hoje prevalecem na economia mundial (…)”
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terça-feira, agosto 18, 2009
a hiperinflação global (II)
(continuação do post anterior - tradução anotada do artigo de Webster Tarpley)

“A pressão interna nos EUA provém do facto que as ajudas aos bancos e os empréstimos sobre a dívida pública, não correspondem a bens materiais, são ficticios e “apoiados” numa massa de derivados financeiros que cresce exponencialmente e que por fim terão forçosamente de ser indexados aos valores dos bens efectivamente produzidos. Some-se isto ao factor mais importante, o pânico em redor do dólar nos mercados de câmbios internacionais e torna-se evidente que tudo aponta para uma situação de hiperinflação. O patrão mor do lobie financeiro judeu-americano Ben Shalom Bernanke ganhou a alcunha de Ben “Helicopter” Bernanke da sua famosa performance de bombardear com caixotes de dólares os buracos dos bancos como forma de estimular a economia para a resgatar da Depressão - aliás, uma demolição planeada. A cena recorda-nos que o perfil das lideranças financeiras anglo-americanas, desde Gordon Brown, Alistair Darling, and Mervyn King até Summers, Geithner, e Bernanke são decididamente hiperinflacionárias, embora todos afirmem que tal é impossivel.

A situação de hiperinflação alemã em 1923 foi gerada internacionalmente, não foi devido a causas internas da Alemanha. Tratou-se de uma campanha de guerra económica da Grã Bretanha e da França contra o seu derrotado rival. A Alemanha assinou os Acordos de Rapallo conjuntamente com a Rússia Soviética criando uma combinação económica que excedeu os objectivos anglo-franceses. Com a finalidade de abortar o potencial de Rapallo criando o caos na economia alemã, a coligação anglo-francesa destruiu sistematicamente o valor dos marcos alemães nos mercados de câmbios internacionais, tirando vantagens do sistema de indemnizações de guerra decidido em Versalhes e pela ocupação francesa da zona industrializada do vale do Ruhr. O marco caía cada dia que passava quando a sua taxa de câmbio era anunciada na Bolsa de Londres. Hoje em dia são as enormes quantidades de dólares detidos internacionalmente que tratam de aniquilar as notas verdes emitidas pelos Estados Unidos.
A única maneira da deflação actualmente se resolver seria se alguém como o popular ideólogo autodidacta da escola austríaca Ron Paul tomasse o poder e executasse a alternativa “libertária” ao sistema continuado de ajudas a Wall Street da administração Obama. É evidente que haveria de imediato um crash deflacionário, o qual na sua opinião seria automaticamente seguido por uma retoma. Ron Paul (uma lebre na corrida dos judeus Sionistas) é um representante moderno da assim chamada “escola liquidacionista” à qual pertenceu Andrew Mellon, o secretário de Estado do Tesouro dos EUA nos anos 20. Mellon procurou executar a liquidação de valores excedentários detidos em stocks, fundos (bonds), créditos imobiliários e postos de trabalho desnecessários na conjuntura. O chanceler alemão Heinrich Brüning, outro liquidacionista, cortou selvaticamente os beneficios dos desempregados ("nanny state", o equivalente ao falso “Estado minúsculo” de Ron Paul) no auge da situação de depressão ajudando a desencadear a debacle de Janeiro de 1933. Os liquidacionistas tendem a ser pessoas endinheiradas que acreditam que continuarão a ter dinheiro mesmo depois de todos os outros se terem precipitado na bancarrota – quando eles estariam aptos a comprar valores sob stress de perda e trabalhadores desempregados e desesperados a qualquer preço. Mas os liquidacionistas obviamente não podem ser a solução para a depressão de uma sociedade inteira.
As recentes reuniões dos lideres do expandido grupo de paises do G-8 em L'Aquila na Itália ficaram marcadas pela crescente falta de credibilidade do Dólar norte americano, o qual devido às politicas financeiras criminosas de Wall Street que têm dominado as administrações Bush e Obama, não podem continuar por mais tempo a representar o papel de moeda única mundial. O presidente russo Medvedev pugnou por uma nova moeda global no sentido de pressionar o regime financeiro representado por Obama na direcção de uma reforma séria do sistema monetário internacional, a qual é clara e urgentemente o processo a decidir antes de qualquer outro. Naturalmente, funcionários dos oligarcas financeiros como Larry Summers, Tim Geithner e Ben Bernanke pretendem continuar a desempenhar o papel de ditadores da actual divisa mundial, e não a serem forçados a negociar o fim da hegemonia anglo-americana do dólar. O mundo precisa de ir mais além, para um novo processo alargado do sistema monetário mundial no qual o euro, o yen, o dólar, o rublo, a moeda chinesa e possivelmente uma nova moeda latino-americana e outra Árabe possam ser todas incluidas. Será importante proceder à transição para o novo sistema da forma mais ordeira possivel, porquanto um catastrófico colapso do dólar a curto prazo não será vantajoso para ninguém e apenas representará um passo decisivo para a ruina universal.
As taxas de crescimento económico sob o regime de Bretton Woods entre 1944 e 1971 foram as mais elevadas na história escrita antes ou depois desse periodo. Isto foi cumprido através do dirigismo do Estado na forma de estreitas faixas isoladas entre as diversas divisas, combinadas com reservas de ouro que regulamentavam os excedentes ou os défices entre nações, as quais preveniam o principio realista indispensável para restringir a tendência hiperinflacionária do centro capitalista anglo-americano. O novo sistema monetário internacional deverá incluir a abolição do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial nas suas formas actuais, na medida em que estas instituições estrangulam o progresso económico e o desenvolvimento do sector financeiro. Depois disso, o objectivo do novo sistema monetário será reiniciar a exportação de bens essenciais de alta tecnologia do tipo mais moderno disponiveis nos EUA, Europa e Japão com destino aos paises empobrecidos de África, Ásia do Sul e certas partes da América Latina.
O Governo Federal dos EUA (e os dos seus Estados subsidiários) deverão pôr fim aos pedidos de empréstimo e começarem eles a emprestar
Os Estados Unidos precisam, no sentido de liquidar a bolha dos derivados, da ajuda da taxa Tobin de 1% de imposto sobre as transações financeiras especulativas, incluindo futuros, fundos opcionais, stocks, bonds, commodities, câmbios sobre o estrangeiro, etc.
Caso tivesse sido aplicada a taxa Tobin na Califórnia esta teria resolvido a situação de défice do Estado. Os 16 maiores bancos de Wall Street (1) são instituições fantasma que precisam de ser dimensionadas e liquidadas de acordo com o capítulo 7 do código das falências com todos os seus derivados a ir pelo esgoto abaixo. As hipotecas sobre casas, explorações agricolas, pequenas indústrias e negócios deverão ser banidas no minimo pelo periodo de cinco anos ou pelo periodo que durar a depressão, o qual se prevê seja cada vez mais alongado. Para providenciar a concessão de crédito, a Reserva Federal deverá ser redimensionada e nacionalizada, servindo de veiculo que faculte crédito à taxa Zero apenas para as actividades produtivas, não para actividades especulativas. Para reavivar a procura de crédito o Estado e os Governos Locais devem implementar grandes projectos de construção, como hospitais, energias alternativas, linhas ferroviárias TGV, reactores nucleares de última geração, reconstruir sistemas de fornecimento de água, auto-estradas, etc. As fábricas de automóveis deverão ser reconvertidas para estes e outros propósitos: polos cientificos no campo da exploração e colonização espacial, física de alta energia e a pesquisa biomédica deverão também ser subsidiadas no sentido da modernização tecnológica. A segurança social cujas pensões têm vindo a ser destruidas, precisam de ser impulsionadas por beneficios gratuitos dos serviços nacionais de saúde para todos aqueles que perdem seguros de companhias declaradas insolventes devastadas pela especulação dos derivados. Estas são medidas simples que são requeridas de imediato para a manutenção da civilização humana na América do Norte. Até que medidas como estas sejam levadas a cabo nos Estados Unidos, o mundo inteiro continuará a cair numa depressão económica cada vez mais profunda”
Podemos reconhecer algumas destas medidas nas actuais intenções estratégicas de Obama e José Sócrates, mas as essenciais decerto não são sequer equacionadas, porque ambos trabalham efectivamente para manter a hegemonia da infima elite financeira dos 3 por cento de multimilionários globais. J.M.Brandão de Brito, um researcher do BCP recorda no jornal “I” de ontem que a Time escarrapachou a cara de Lorde John Maynard Keynes na capa com a legenda: “agora somos todos keynesianos” (em 1965 mas poderia bem ser em 2008) e lembra que “os apoios estatais para combater a crise têm um risco: se a estagnação persistir, teremos uma perigosa explosão na dívida pública” – no actual paradigma é isso mesmo que se pretende, que os Estados se endividem e os seus cidadãos sejam onerados em impostos e na alta generalizada do custo de vida com o pagamento de juros às mesmas elites supracionais de sempre agregadas em redor da Reserva Federal americana. E isto acontecerá de igual modo, quer seja Sócrates, Ferreira Leite ou qualquer outra coligação neoliberal a ser investida no poder. Pelo que as tricas sobre assessores que trabalham nos programas uns dos outros não passam de meros fait-divers
(1) De facto, longe da morte vaticinada de Wall Street, na concentração de capitais em curso a obra judaica Goldman Sachs acaba por permanecer sozinha na medida que actualmente é a única empresa firme em Wall Street
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“A pressão interna nos EUA provém do facto que as ajudas aos bancos e os empréstimos sobre a dívida pública, não correspondem a bens materiais, são ficticios e “apoiados” numa massa de derivados financeiros que cresce exponencialmente e que por fim terão forçosamente de ser indexados aos valores dos bens efectivamente produzidos. Some-se isto ao factor mais importante, o pânico em redor do dólar nos mercados de câmbios internacionais e torna-se evidente que tudo aponta para uma situação de hiperinflação. O patrão mor do lobie financeiro judeu-americano Ben Shalom Bernanke ganhou a alcunha de Ben “Helicopter” Bernanke da sua famosa performance de bombardear com caixotes de dólares os buracos dos bancos como forma de estimular a economia para a resgatar da Depressão - aliás, uma demolição planeada. A cena recorda-nos que o perfil das lideranças financeiras anglo-americanas, desde Gordon Brown, Alistair Darling, and Mervyn King até Summers, Geithner, e Bernanke são decididamente hiperinflacionárias, embora todos afirmem que tal é impossivel.

A situação de hiperinflação alemã em 1923 foi gerada internacionalmente, não foi devido a causas internas da Alemanha. Tratou-se de uma campanha de guerra económica da Grã Bretanha e da França contra o seu derrotado rival. A Alemanha assinou os Acordos de Rapallo conjuntamente com a Rússia Soviética criando uma combinação económica que excedeu os objectivos anglo-franceses. Com a finalidade de abortar o potencial de Rapallo criando o caos na economia alemã, a coligação anglo-francesa destruiu sistematicamente o valor dos marcos alemães nos mercados de câmbios internacionais, tirando vantagens do sistema de indemnizações de guerra decidido em Versalhes e pela ocupação francesa da zona industrializada do vale do Ruhr. O marco caía cada dia que passava quando a sua taxa de câmbio era anunciada na Bolsa de Londres. Hoje em dia são as enormes quantidades de dólares detidos internacionalmente que tratam de aniquilar as notas verdes emitidas pelos Estados Unidos.
A única maneira da deflação actualmente se resolver seria se alguém como o popular ideólogo autodidacta da escola austríaca Ron Paul tomasse o poder e executasse a alternativa “libertária” ao sistema continuado de ajudas a Wall Street da administração Obama. É evidente que haveria de imediato um crash deflacionário, o qual na sua opinião seria automaticamente seguido por uma retoma. Ron Paul (uma lebre na corrida dos judeus Sionistas) é um representante moderno da assim chamada “escola liquidacionista” à qual pertenceu Andrew Mellon, o secretário de Estado do Tesouro dos EUA nos anos 20. Mellon procurou executar a liquidação de valores excedentários detidos em stocks, fundos (bonds), créditos imobiliários e postos de trabalho desnecessários na conjuntura. O chanceler alemão Heinrich Brüning, outro liquidacionista, cortou selvaticamente os beneficios dos desempregados ("nanny state", o equivalente ao falso “Estado minúsculo” de Ron Paul) no auge da situação de depressão ajudando a desencadear a debacle de Janeiro de 1933. Os liquidacionistas tendem a ser pessoas endinheiradas que acreditam que continuarão a ter dinheiro mesmo depois de todos os outros se terem precipitado na bancarrota – quando eles estariam aptos a comprar valores sob stress de perda e trabalhadores desempregados e desesperados a qualquer preço. Mas os liquidacionistas obviamente não podem ser a solução para a depressão de uma sociedade inteira.
As recentes reuniões dos lideres do expandido grupo de paises do G-8 em L'Aquila na Itália ficaram marcadas pela crescente falta de credibilidade do Dólar norte americano, o qual devido às politicas financeiras criminosas de Wall Street que têm dominado as administrações Bush e Obama, não podem continuar por mais tempo a representar o papel de moeda única mundial. O presidente russo Medvedev pugnou por uma nova moeda global no sentido de pressionar o regime financeiro representado por Obama na direcção de uma reforma séria do sistema monetário internacional, a qual é clara e urgentemente o processo a decidir antes de qualquer outro. Naturalmente, funcionários dos oligarcas financeiros como Larry Summers, Tim Geithner e Ben Bernanke pretendem continuar a desempenhar o papel de ditadores da actual divisa mundial, e não a serem forçados a negociar o fim da hegemonia anglo-americana do dólar. O mundo precisa de ir mais além, para um novo processo alargado do sistema monetário mundial no qual o euro, o yen, o dólar, o rublo, a moeda chinesa e possivelmente uma nova moeda latino-americana e outra Árabe possam ser todas incluidas. Será importante proceder à transição para o novo sistema da forma mais ordeira possivel, porquanto um catastrófico colapso do dólar a curto prazo não será vantajoso para ninguém e apenas representará um passo decisivo para a ruina universal.As taxas de crescimento económico sob o regime de Bretton Woods entre 1944 e 1971 foram as mais elevadas na história escrita antes ou depois desse periodo. Isto foi cumprido através do dirigismo do Estado na forma de estreitas faixas isoladas entre as diversas divisas, combinadas com reservas de ouro que regulamentavam os excedentes ou os défices entre nações, as quais preveniam o principio realista indispensável para restringir a tendência hiperinflacionária do centro capitalista anglo-americano. O novo sistema monetário internacional deverá incluir a abolição do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial nas suas formas actuais, na medida em que estas instituições estrangulam o progresso económico e o desenvolvimento do sector financeiro. Depois disso, o objectivo do novo sistema monetário será reiniciar a exportação de bens essenciais de alta tecnologia do tipo mais moderno disponiveis nos EUA, Europa e Japão com destino aos paises empobrecidos de África, Ásia do Sul e certas partes da América Latina.
O Governo Federal dos EUA (e os dos seus Estados subsidiários) deverão pôr fim aos pedidos de empréstimo e começarem eles a emprestar
Os Estados Unidos precisam, no sentido de liquidar a bolha dos derivados, da ajuda da taxa Tobin de 1% de imposto sobre as transações financeiras especulativas, incluindo futuros, fundos opcionais, stocks, bonds, commodities, câmbios sobre o estrangeiro, etc.Caso tivesse sido aplicada a taxa Tobin na Califórnia esta teria resolvido a situação de défice do Estado. Os 16 maiores bancos de Wall Street (1) são instituições fantasma que precisam de ser dimensionadas e liquidadas de acordo com o capítulo 7 do código das falências com todos os seus derivados a ir pelo esgoto abaixo. As hipotecas sobre casas, explorações agricolas, pequenas indústrias e negócios deverão ser banidas no minimo pelo periodo de cinco anos ou pelo periodo que durar a depressão, o qual se prevê seja cada vez mais alongado. Para providenciar a concessão de crédito, a Reserva Federal deverá ser redimensionada e nacionalizada, servindo de veiculo que faculte crédito à taxa Zero apenas para as actividades produtivas, não para actividades especulativas. Para reavivar a procura de crédito o Estado e os Governos Locais devem implementar grandes projectos de construção, como hospitais, energias alternativas, linhas ferroviárias TGV, reactores nucleares de última geração, reconstruir sistemas de fornecimento de água, auto-estradas, etc. As fábricas de automóveis deverão ser reconvertidas para estes e outros propósitos: polos cientificos no campo da exploração e colonização espacial, física de alta energia e a pesquisa biomédica deverão também ser subsidiadas no sentido da modernização tecnológica. A segurança social cujas pensões têm vindo a ser destruidas, precisam de ser impulsionadas por beneficios gratuitos dos serviços nacionais de saúde para todos aqueles que perdem seguros de companhias declaradas insolventes devastadas pela especulação dos derivados. Estas são medidas simples que são requeridas de imediato para a manutenção da civilização humana na América do Norte. Até que medidas como estas sejam levadas a cabo nos Estados Unidos, o mundo inteiro continuará a cair numa depressão económica cada vez mais profunda”
Podemos reconhecer algumas destas medidas nas actuais intenções estratégicas de Obama e José Sócrates, mas as essenciais decerto não são sequer equacionadas, porque ambos trabalham efectivamente para manter a hegemonia da infima elite financeira dos 3 por cento de multimilionários globais. J.M.Brandão de Brito, um researcher do BCP recorda no jornal “I” de ontem que a Time escarrapachou a cara de Lorde John Maynard Keynes na capa com a legenda: “agora somos todos keynesianos” (em 1965 mas poderia bem ser em 2008) e lembra que “os apoios estatais para combater a crise têm um risco: se a estagnação persistir, teremos uma perigosa explosão na dívida pública” – no actual paradigma é isso mesmo que se pretende, que os Estados se endividem e os seus cidadãos sejam onerados em impostos e na alta generalizada do custo de vida com o pagamento de juros às mesmas elites supracionais de sempre agregadas em redor da Reserva Federal americana. E isto acontecerá de igual modo, quer seja Sócrates, Ferreira Leite ou qualquer outra coligação neoliberal a ser investida no poder. Pelo que as tricas sobre assessores que trabalham nos programas uns dos outros não passam de meros fait-divers(1) De facto, longe da morte vaticinada de Wall Street, na concentração de capitais em curso a obra judaica Goldman Sachs acaba por permanecer sozinha na medida que actualmente é a única empresa firme em Wall Street
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