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sexta-feira, outubro 09, 2015

Russos são recebidos em apoteose na Síria

Сирия сегодня - Спасибо России ! Друзья ! Смотрите видео и передайте дальше всем !

Росси́я - Российская Федерация 1 de Outubro de 2015
a Casa Branca espera um pedido de desculpas da Siria por ter convidado Putin a invadir o país. Zbigniew Brzezinski: "estão loucos? Obama deve retaliar os Russos imediatamente!" 

No seu discurso o conselheiro de Estado Brzezinski reconhece implicitamente que os Estados Unidos têm aliados entre os grupos terroristas que actuam na Síria e dirigindo-se a Vladimir Putin ameaçou: parem de atingir a nossa Al-Qaeda "ou teremos uma terceira guerra mundial" (VeteransToday)
Conselheiro ucraniano quer ajudar o "Estado Islâmico" a vingar-se dos soldados russos.

domingo, dezembro 05, 2010

o holocausto do Ocidente

entrevista para conhecer o que disse o «monstruoso» presidente do Irão


(via Voltaire.Net)

O contexto. Cronologia de acontecimentos na Europa do século XX. Hegemonia americana e Globalização

1890 – Vaga migratória de judeus eslavos, europeus orientais e russos para o Novo Mundo. A população da América do Norte em 1850 era de 26 milhões; em 1900 de 82 milhões de habitantes. (+)
1900 – A hegemonia que a Inglaterra não tinha conseguido impôr pela via militar às antigas colónias dos Estados Unidos pela guerra declarada em 1812, é conseguida pela via administrativa
1911 - A Standard Oil Company é extinta para dar lugar ao cartel das 7 empresas petrolíferas multinacionais. Anglo-American Petroleum Corporation e ascenção da familia Rockefeller. (+)
1912 – Primeiro protótipo automóvel de fabrico industrial. Ascenção da família Morgan. (+)
1913 – O lobie Judeu-Sionista usurpa a Reserva Federal que controla a capacidade de emitir dinheiro por banqueiros privados nos Estados Unidos
1917 – Instauração da Lei Seca (8ª Emenda) nos EUA para impedir que o álcool pudesse ser utilizado como combustível automóvel. (+)
1917. Revolução Soviética na Rússia. Derrota da Revolução Socialista na Alemanha
1918 – Declaração de 14 pontos impostos por Woodrow Wilson como condições para pôr fim à guerra na Europa. Tratado de Brest-Litovski a Oriente. (+) A Ocidente, no final do conflito a Inglaterra tinha duplicado os territórios coloniais sobre os quais exerce jurisdição.
1919 – O Tratado de Versailles estabelece que as potências vencidas, a Alemanha e a Rússia, sejam obrigadas a pagar exorbitantes indemnizações de guerra.
1920 – Taylorismo e modo Fordista de produção industrial. (+)
1921 – o governo Bolchevique consegue estabelecer-se em definitivo na Rússia depois de quatro anos de guerra civil e nega-se a pagar aos Aliados quaisquer dívidas contraídas pelo antigo regime Czarista
1922 – Instauração do Fascismo em Itália
1924 – Promessa da Inglaterra ao banqueiro judeu Lorde Rothschild do estabelecimento de um Lar Nacional Judaico na Palestina. (+)
1929 – Grande Depressão nos Estados Unidos. Falência de bancos, crise económica e desemprego generalizado. (+)
1931 – Invasão da China pelo imperialismo Japonês. (+)
1933 – Devido ao pagamento de dívidas insustentáveis a Alemanha entra em bancarrota. Um movimento popular nacionalista elege Hitler para formar um governo de recuperação capitalista.
1933 – Bank Holliday nos EUA. Em 5 anos tinham falido mais de 5000 bancos. A produção industrial caiu 46 por cento. Roosevelt é eleito presidente nos EUA e implanta o sistema de grandes investimentos na indústria militar, depois conhecido por New Deal. (+)
1934 – Declaração Judaica norte americana de guerra à Alemanha Nazi. Boicote económico. (+) O grande capital da banca judaica na Alemanha inicia a transferência para a Suiça e América do Norte
1936 – Instauração do governo de Frente Popular em Espanha. Guerra Civil. Hitler intervém no conflito com a operação Feurzauber. (+)
1939 – Pacto de Não Agressão URSS-Alemanha (Molotov–Ribbentrop). Partilha de territórios de influência tradicional russa e alemã dos antigos Impérios centrais, onde os Aliados patrocinaram o Estado da Polónia. (+)
1939 – O embaixador norte americano na Polónia manobra acções de contra informação por forma a provocar a reacção militar da Alemanha. Um governo fascista-fantoche da Polónia exila-se em Londres. Inglaterra (e França) declaram guerra à Alemanha.
1940 – Hitler com a hegemonia assegurada na Europa, na esperança de firmar um grande pacto capitalista com as potências Ocidentais contra o bolchevismo, deixa escapar centenas de milhar de soldados britânicos em Dunquerque. (+)

1941 – Expectativas goradas, a Alemanha Nazi invade a União Soviética (Operação Barbarrossa). 4,5 milhões de soldados alemães devastam a Rússia europeia (+)
1943 – Cerco de Leninegrado, Batalha de Stalinegrado e de Kursk. Inversão do sentido da guerra. (+)
1945 – Tropas soviéticas tomam Berlim. (+) Rendição da Alemanha. Tratado de Yalta entre as potências Aliadas vencedoras.
1945 - Sobreavaliação do Dólar como moeda de referência mundial
1946 – Ocupação do Japão pelos EUA. Formulação do modo Toyotista de produção industrial. (+)
1947 – Alemanha dividida. (+) No sector Leste ergue-se um Estado de cariz socialista. (+) A Ocidente uma República federal ocupada por tropas e bases militares norte americanas. (+)
1948 – Declaração de independência do Estado judaico de Israel
1950 – Máfia judaica norte americana em conjunto com operacionais italianos do crime fundam o primeiro Banco Offshore em Nassau (Bahamas) com a finalidade da indústria do jogo fugir ao fisco. O território passa a pertencer à Commonwealth britânica a partir da década de 70. Crime organizado globalmente. (+)
1967 – Guerra dos Seis Dias e consolidação definitiva do Estado de Israel face aos países árabes. Ajuda massiva dos aliados com material militar. Abstenção no conflito da URSS, sob regime pós XX Congresso. (+)
1968 - Encenação judaica de revolta na Europa. Operação Gládio. Aniquilação da esquerda europeia. (+)
1970 - Subcontratação com a China em nova divisão internacional do trabalho. Ascenção de empresas de retalho global no modelo judaico de Sam Walton/administração Clinton. (+)
1973 – Boicote petrolífero Árabe ao Ocidente.
1977 – Administração Carter. Construção da indústria ideológica sobre o extermínio da judiaria na Europa Oriental (+). Inaugurado o Museu do Holocausto em Washington.
1989 – Dissolução da URSS. Reunificação da Alemanha. Berlim converte-se num imenso museu do “holocausto judeu” a céu aberto por alma de "6 milhões de judeus". Na 2ª Grande Guerra houve mais de 60 milhões de vítimas, 2 milhões eram soldados, 58 milhões foram civis.
2009 – A Alemanha só neste ano acaba de pagar as indemnizações devidas aos Aliados pela culpabilidade na 1ª Grande Guerra (1914-1918)
2010 – A Alemanha, como Estado dependente, continua a funcionar como plataforma de pagamento das indemnizações pela culpabilidade do povo alemão na 2ª Grande Guerra. A Alemanha, através do Fundo do Plano Marshall (ainda não desactivado) é o principal contribuinte financeiro para a sustentação do Estado de Israel.

Corolário para o futuro: Quem no Ocidente precisará de empregos enquanto Wall Street tiver a Reserva Federal?
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terça-feira, novembro 30, 2010

Wikileaks, a Conexão Sionista

O que será suposto Israel fazer agora que é conhecida a origem das pressões dos serviços secretos israelitas que induziram os Estados Unidos a atacar o Iraque?
Engana-me uma vez e a vergonha é tua, engana-me uma segunda vez e a vergonha é minha. Poderá quem por seis décadas a fio enganou a população e os gestores correntes de uma superpotência como os Estados Unidos considerar a relação terminada? – o que está em jogo é a credibilidade e a legitimação de um Estado que o mundo inteiro considera ilegal e criminoso.

Se o governo de Telavive sabia disto, o governo de Jerusalém sabe-o ainda melhor, e os Estados Unidos não o desconhece, tanto que mudou a sua Embaixada para a nova capital Jerusalém, à revelia das atrocidades ali cometidas na usurpação de territórios árabes por colonatos judeus. O que pode o Estado Sionista de Israel fazer para desviar as atenções destas verdades elementares? Resposta: a Wikileaks.

Porque não? Contra-informação desviando as atenções do essencial. Divulgação selectiva a cinco jornais de referência que depressa viraram o assunto para fait-divers sobre as características pessoais dos intervenientes. Maior ênfase em apontar os holofotes todos para Washington, para deixar Israel na penumbra. É o tipo clássico de operação psicológica tantas vezes já vista. Primeiro que tudo desafia a credibilidade de Washington e é sem dúvida o primeiro passo na direcção da não re-eleição de Obama em 2012. O Idiota já desviou as atenções dos demo-crentes durante dois anos, o próximo passo é deitar o empecilho fora e retomar, com concordância maioritária, o caminho bushista que nunca deixou de ser seguido.
Qualquer investigador forense face a um crime a primeira pergunta que faz é “a quem aproveita isto?”, de seguida olha para os meios empregues: “quem são os lideres mundiais em tecnologia e segurança informática?”, depois averigua o motivo: “manter a estabilidade de serviços de espionagem de um Estado-nação com ambições globais dentro de um conglomerado industrial militar como são os Estados Unidos”
Para além de Israel qual seria qualquer outro candidato credível? – note-se como os traumas decorrentes do agravamento do processo de paz para o Médio Oriente desapareceu rapidamente das noticias. O que ficou em cima da mesa de momento é o Irão e os objectivos da Mossad. Mais uma vez, a quem beneficiará um novo crime?
A Wikileaks deve ser fortemente questionada por aquilo que se está a perder: a ausência de divulgação de qualquer material que possa provocar danos aos objectivos de Israel.

(Baseado nos tópicos principais do artigo “The Tel Aviv Connection” de Jeff Gates publicado no Rense)
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domingo, outubro 17, 2010

O significado da visita de Ahmadinejad ao Líbano

“A utopia da ideologia judaica adoptada pelo Estado de Israel é a de uma terra que seja totalmente redimida, ou seja, uma Redenção em que nenhuma parte dela seja possuída ou explorada por não-Judeus"
(Walter Laqueur – History of Zionism)

David Ben-Gurion na Guerra do Suez em 1956 afirmava que “a verdadeira razão da guerra é “a restauração do Reino de David e Salomão nas suas fronteiras Biblícas” como sendo as fronteiras do Estado Judaico ou, o que é mais importante: segundo uma interpretação rabínica da Bíblia e do Talmude. Segundo esta politica expansionista, Israel atingiria assim, a Sul todo o Sinai e uma parte do Egipto setentrional até aos arredores do Cairo; a Leste toda a Jordânia e uma grande parte da Arábia Saudita, todo o Kowait e uma parte do Iraque a sul do Eufrates; a Norte: todo o Líbano e toda a Síria juntamente com uma enorme parte da Turquia (até ao lago Van); a Oeste a ilha de Chipre.
A conquista destas áreas é considerada como um acto ordenado por Deus. Um dos rabinos dos colonatos mais influentes do Gush Emunim, Dov Liov, declarou repetidamente que o fracasso israelita em conquistar o Líbano em 1982/85 tinha sido um “castigo divino” bem merecido pelo seu pecado em “dar uma parte da Terra de Israel, como era o Sinai, ao Egipto”. Em Maio de 1993 Ariel Sharon propôs formalmente na Convenção do Likud que Israel devia adoptar o conceito de fronteiras Biblicas como sua politica oficial.


Ahmadinejad no Líbano. Vídeos que nem sequer foram admitidos para transmissão no canal Al-Jazeera


(Axis of Logic): Poderá o governo dos Estados Unidos compreender inglês ou precisa de programas de tradução de Israel para o interpretar? Podem os EUA especialmente miss Clinton ver e ouvir como os EUA estão “isolados” na medida em que nos afirmam a toda a hora “como está isolado o Irão”??

poderão os EUA ver a massiva festa do povo Libanês e a recepção como herói popular ao presidente Ahmadinejad? Poderão os povos da América do Norte ver que o governo dos EUA lhes está a mentir quando alimenta a ideia de que a República Islâmica do Irão é inimiga dos povos Árabes? Poderão os EUA compreender que os povos Árabes e Muçulmanos permanecerão sem dúvida aliados do Irão se tiverem de escolher entre o eixo Israel/Estados Unidos e o Irão?? Poderão os EUA compreender que se considerar permitir a Israel mais um ataque a outro país nesta região ou iniciar aqui mais um conflito, o povo Muçulmano em conjunto, Sunitas e Xiitas, se levantarão contra os EUA? Podem os EUA ver que o apoio da criminosa politica do apartheid Sionista na ocupação da Palestina, Síria e Líbano está a isolar os Estados Unidos e não o Irão? Podem os EUA engolir a ideia que nem Muçulmanos nem Cristãos no Médio Oriente permanecerão simpáticos se observarem a destruição de mais um país à mãos de Israel ou dos EUA? Poderão os EUA ver que os esforços para criar divisões entre Sunitas e Xiitas nunca poderão funcionar porque qualquer deles põem primeiro à frente dessa intenção a sua condição de Muçulmanos? Podem os EUA ver que eles estarão de pé como um único povo? se quiserem manter quaisquer relações significativas no Médio Oriente terão de escolher agora entre todos os povos muçulmanos do Médio Oriente e o seu querido Israel do apartheid colonial que foi estabelecido sobre a terra da Palestina a expensas de sangue Palestiniano e do sangue do mundo Árabe. São uns ou outros, não haverá mais escolhas entre ambos



Ver também na PressTV:
"O significado da visita do Dr Ahmadinejad ao Líbano"
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segunda-feira, setembro 13, 2010

as "bombásticas" declarações de Fidel, a Indústria do Holocausto e o Irão

Será possivel, dentro de um mesmo contexto, ouvir Fidel Castro, José Manuel Fernandes e os broncos do Blasfémias dizerem uma mesma coisa? Ou seja, nas circunstâncias presentes “que o Estado não deve ter demasiado tamanho nem ser dominante”?... dedução implícita para as luminárias neoliberais: “Fidel disse que “o Comunismo já não serve”. Ora, por menos que isso, uma blogueira medíocre “que transmite coisas para o exterior” recebeu um prémio “Herói Mundial da Liberdade de Imprensa”. “Cairá um Muro em Havana, (a tal ficção que impede a entrada de capitais estrangeiros de mercado livre na economia do país), clamam os agentes da propriedade privada na ingerência nos assuntos internos de outros povos, que fizeram (fazem) livremente uma escolha: a recusa ao capitalismo neoliberal, pois é com a sua outra face (por muito erroneamente que se pense), a do capitalismo possível de rosto humano num modelo de tendência socializante, que Cuba, sujeita a um feroz bloqueio, se vai atamancando.

A ideia de que o “Mercado de Acções em Bolsa” é que deve reger os destinos do Mundo é tão louca e irracional, como antes o foram a imposição do Poder pelos desígnios de Deus na pessoa do Rei, ou havia sido antes a legitimização da força das tribos selvagens na pilhagem e escravização de populações de cidade inteiras.

Obviamente, os insignificantes piolhos do comentário nacional, a Gente(inha) do DN, etc. ficam milhas aquém da eficiência dos activistas fornecedores de spins primários. Simples e eficaz, Jeffrey Goldberg, o jornalista americano que entrevistou Fidel Castro neste caso, logo que voltou usou os Simpsons no seu blogue para ridicularizar o entrevistado. Apesar do desmentido, foi isto o que foi repercutido na imprensa burguesa transnacional – foi a narrativa do jornalista, não a transcrição do teor da entrevista de Fidel Castro.

o Contexto

Indigitado anualmente por milhões e milhões de pessoas para o Prémio Nobel da Paz, Fidel é um bem intencionado. Recentemente tem-se preocupado e escrito sobre a ameaça nuclear que paira sobre o Médio Oriente. Ele tem a experiência de ter estado à beira de se carregar no botão durante a Crise dos Mísseis de 1962. Sabe do que fala, agora que paira no ar o cheiro de novas tecnologias nucleares ávidas por serem experimentadas contra o Irão. E eis que surge na revista norte americana “The Atlantic” (aquela cuja versão em português em boa hora faliu) o artigo de Jeffrey Goldberg O Ponto de Não Retorno onde se advoga que Israel (ou os EUA, ou ambos) devem bombardear o Irão quanto mais depressa melhor. Lido isto, Castro através da Secção de Interesses dos EUA em Havana faz saber a Goldberg que está disposto a conceder-lhe uma entrevista-debate sobre o tema. Sobre a ameaça nuclear, nada mais que isso.

Quem é Jeffrey Goldberg?

Apresentado como jornalista americano em lado nenhum se leu que Goldberg é um Judeu de ideologia Sionista (ver video no ColbertShow). No tempo em que “trabalhou” na “The New Yorker” militou no sentido de encontrar evidências da ligações da Al-Qaeda com Saddam Hussein. Enfim, as posições de Goldberg são exactamente as mesmas dos extremistas no governo de Israel. Em 2003 argumentou a favor da validação da famigerada tese das “armas de destruição em massa” (fornecidas antes pelos EUA ao regime bahasista de Saddam para o extermínio da dissidência Curda). Nunca desistiu de alertar para o perigo do Iraque vir a possuir armas nucleares, (a história repete-se) encomendadas ali numa qualquer esquina próxima. Antes disso, como judeu-israelita Jeffrey Goldberg cumpriu serviço militar nas Forças Armadas (ditas biblicamente) de Defesa de Israel onde como policia militar desempenhou funções de guarda prisional na prisão de Ketziot, um campo de concentração para prisioneiros palestinianos no meio do deserto do Negev, durante a Primeira Intifada (1987-1993). Sobre este episódio, Norman Finkelstein acusa formalmente Goldberg de ter torturado Palestinianos. Questionado, Jeffrey Goldberg respondeu simplesmente: “Isso é ridículo. Eu nunca toquei com uma mão em ninguém. Uma das minhas regras de conduta era assegurar-me de que os prisioneiros dispunham de fruta fresca” – perante a história que vai sendo conhecida, parece incrível, mas foi mesmo isto que ele disse textualmente.

O Aviso

As referências aos judeus referidas como tendo sido expressas pelo ex-presidente de Cuba mereceriam uma melhor e mais minuciosa explicação por parte de Fidel Castro. A interpretação mais correcta parece ter sido que foram um aviso a Ahmadinejad no sentido de que este deve (para salvar o Irão do ataque) abandonar as críticas à essência do Sionismo judeu, procurando obter uma situação de consenso legitimando a sobrevivência de Israel como Estado Judeu que provavelmente admitiria em circunstâncias de igualdade outras etnias que na prática tem vindo a subjugar (dissidência interna sobre Judeus não sionistas, incluida). Castro teria dito inclusivé que “os judeus viveram uma existência muito mais perigosa que a nossa. Nada se compara ao Holocausto” (Time Magazine nº de 20 Setembro, pag. 14). Sabemos que Israel jamais considera qualquer acordo como definitivo; cinicamente promove-os para os romper na primeira oportunidade e obter mais hegemonia na zona que aspira controlar militarmente. Voltando a Norman Filkenstein, é precisamente disso que Israel é acusado na Indústria do Holocausto,,, de manobrar no sentido da vitimização perante as opiniões públicas para obter e legitimar ganhos financeiros e políticos
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quarta-feira, agosto 25, 2010

um Irão unido contra um Israel em colapso

(visto de fora do bloco de paises comprometidos com o Neoconservadorismo ocidental, por Kourosh Ziabari)

pondo fora da equação religiosa a punição por lapidação, a barbárie do linchamento pela forca de Saddam ou inclusivamente a abjecta (falta de) justiça remível por 100 metros de joelhos em Fátima, o que sobra? A independência política das comunidades… e as ameaças da sua destruição

Enquanto o regime racista de Israel enfrenta um clima de cada vez maior isolamento internacional em virtude das suas politicas agressivas e beligerantes, o Irão recebe um apoio cada vez mais alargado no mundo das nações, pela sua resistência sem compromissos contra as ameaças de agressão dos superpoderes mundiais, anulando as suas maquinações conspirativas. O mundo é testemunha do crescimento da popularidade do Irão enquanto o ódio e o desgaste contra Israel cresce progressivamente. O Irão emociona as almas e os corações em redor do mundo, enquanto Israel despoleta denúncias e imprecações pelos quatro cantos do mundo. Desde que Israel atacou a Flotilha Liberdade para Gaza em 31 de Maio, a existência precária de Telavive começou a declinar na medida que colectivamente as nações reagiram categoricamente ao atroz assassinio dos 9 activistas da paz em águas internacionais pelas Forças de Defesa de Israel.

O ataque fora de lei e o brutal assassinio de civis desarmados a bordo da Flotilha desencadeou uma unânime condenação internacional que atingiu inclusivamente aliados de Telavive na zona da Europa que chamaram os seus embaixadores de Israel para procederem a investigações detalhadas do incidente descrito como ofensivo e violento. A condenação internacional foi tão extensa e intensa que até os mais pessimistas face às politicas de Israel não escaparam às críticas. Quatro paises diminuiram o nivel de relações diplomáticas com Israel em adição aos quatro outros paises que cortaram laços diplomáticos com Israel durante os 22 dias de guerra contra Gaza em 2008-2009. Doze paises latino americanos condenaram as acções de Israel, 21 paises europeus protestaram contra Israel e 12 paises asiáticos não-árabes desaprovaram oficialmente Telavive. O precursor dos protestos globais foi a Turquia, que perdeu 9 dos seus cidadãos no ataque. Num depoimento provocativo lido no Parlamento o primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan questionou fortemente a impunidade de Israel perante as leis internacionais e apelou para um fim para as acções ilegais desse regime: “Não é mais possivel dar cobertura ou ignorar as ilegalidades de Israel. A comunidade internacional deve a partir de agora dizer “é tempo de dizer não de uma vez por todas”. Relatórios inócuos de condenação não são o bastante... têm de ser obtidos resultados”

The Grand Chessboard

Hoje é reconhecido por todos que Israel é uma entidade política que os Estados Unidos apoiam por forma a manter os seus interesses no Médio Oriente submetendo as nações dessa região. Por outras palavras, Israel representa o papel de representante permanente dos Estados Unidos no Médio Oriente e é mandatado para usar qualquer meio para intimidar e conseguir manter sob controlo todas as nações independentes que ameaçem a hegemonia norte americana nessa região.
O facto é que Israel é um regime frágil e instável e cada dia da sua periclitante sobrevivência é obtida pelo exercício da força e pela violação dos direitos das outras nações. Como o jornalista iraniano Mohieddin Sajedi observou, Israel não pode viver sem crier problemas. De genocídios a ocupações, de assassinatos selectivos à construção de colonatos ilegais, Israel continua a existir graças a acções ilegais e é isto que consegue fazer o país sobreviver. O maior adversário de Israel é o Irão. Israel tem repetidamente avisado o Irão com o uso da força ou do lançamento de um ataque militar contra as suas instalações nucleares. A razão é clara. O Irão está no ponto de viragem para um modelo inspirador de defesa das nações independentes em todo o mundo. Os 30 anos de longa resistência contra o imperialismo e a sua corajosa confrontação com os superpoderes agressores fizeram dele um exemplo de luta vitoriosa contra a arrogância politica, e muitas nações do mundo vêm o Irão na linha da frente da batalha com os Estados Unidos e suas colónias, tais como Israel.

O Irão está a ganhar popularidade internacional porque já demonstrou efectiva auto-suficiência ao nacionalizar a energia nuclear. Enquanto Israel possui para cima de 200 ogivas nucleares emn flagrante violação da legislação internacional e do Tratado de Não-Proliferação, o Irão fez francos desenvolvimentos na opção nuclear usando-a para obter energia para fins pacificos. O facto do Irão ter sido bem sucedido na nacionalização da energia nuclear sem a asistência das superpotências Ocidentais é deveras indigesto para Israel, que é o único a possuir armas nucleares no Médio Oriente; é por isso que ameaçou o Irão com um ataque militar preventivo; contudo, a realidade é que um poderoso exército de 70 milhões de soldados do movimento de resistência do Irão aliado a uma ampla coligação de tropas de nações independentes da região e em redor do mundo poderão fazer colapsar os 5 milhões de habitantes de Israel para sempre
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domingo, agosto 15, 2010

Operação Ópera II

Os Estados Unidos não podem com razoabilidade continuar a insistir na submissão do Irão às inspecções da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA) e no desmantelamento do potencial militar relacionado com os seus programas nucleares, sem insistir igualmente na aplicação dos mesmos standarts ao governo de Israel, às suas armas nucleares existentes nas instalações de Dimona, no controlo das actividades do seu Instituto de Ciências Biológicas e Investigação em Telavive, entre outras operações e locais no país aos quais nunca foi permitido o acesso à supervisão da IAEA tendo em vista o não cumprimento do Tratado de Não Proliferação da Armas Nucleares (NPF). A noção que Teerão não tem o direito ou a legitimidade para reclamar a posse de Armas de Destuição em Massa enquanto o regime de criminosos internacionais de Israel as têm, é moral e politicamente insustentável

Como Israel se prepara para atacar o Irão.
ler em
http://batr.org/reactionary/080810.html

Metapolítica, a espada de Perseu paira sobre o Irão

Silvano Panunzio foi o autor que na sua obra “Metapolitica: a Roma Eterna e a Nova Jerusalem” (1979) se ocupou detalhadamente dos fundamentos da metapolitica e sua funcionabilidade no nosso tempo. Sem dúvida, é seu continuador o acutilante pensador italo-chileno Primo Siena quando define este significado para Metapolítica: “Transcendência e Metapolitica são conceitos correlacionados, por ser a metapolítica a mais verdadeira expressão de uma Ciência não profana e bem mais sagrada; Ciência que portanto se eleva à altura de Arte Régia ou Imperial e Profética, que penetra no mistério escatológico da História entendida como um projecto providencial que abarca a vida de todos os homens e nações. Por conseguinte, a Metapolitica expressa um projecto que – através da mediação dos Céus os homens justos se esforçam por realizar na Terra, opondo-se às forças do Inferno que tentam resistir-lhes.
(Primo Siena, “A Metapolítica e o Destino Superior da Nossa América Românica”)

* Como reagirá o Irão quando for atacado?
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sábado, junho 26, 2010

Como eu gostaria de estar errado!

Fidel Castro escreve sobre a ameaça de guerra contra o Irão:

“Entre um jogo e outro jogo do Campeonato Mundial de Futebol, as diabólicas notícias vão-se escapando pouco a pouco, por forma a que ninguém se ocupe delas. O famoso evento desportivo entrou nos seus momentos mais emocionantes. Durante 14 dias as equipas que integram os melhores futebolistas de 32 países têm estado em competição para avançar sucessivamente até á fase dos oitavos de final; depois virão os quartos de final, a semifinal e o final do evento. O fanatismo desportivo cresce incessantemente, cativando centenas e talvez milhares de milhões de pessoas em todo o planeta. Haveria que perguntar-se quantos deles, mudando de conversa, têm conhecimento que desde o dia 20 de Junho uma esquadra de navios militares norte-americanos, incluindo o porta-aviões Harry S. Truman, escoltados por submarinos nucleares e outros barcos de guerra equipados com mísseis e canhões mais potentes que os velhos couraçados utilizados na última grande guerra enter 1939 e 1945, navegam em direcção às águas territoriais do Irão através do canal de Suez. Em conjunto com as forças navais yankees avançam navios militares israelitas, com armamento igualmente sofisticado, para inspeccionar qualquer embarcação que parta ou chegue para exportar ou importar produtos comerciais que a são essenciais para a economia do Irão” (ler o resto)

As manobras fazem parte das “sanções” impostas pelos norte-americanos ao Irão através da ONU, com o completo apoio dos dirigentes da União Europeia. Porém o Congresso dos EUA vai mais longe que a ONU impondo aos seus parceiros a escolha: quem mantiver trocas comerciais com o Irão será impedido de as manter com qualquer parceiro nos Estados Unidos. Todos os fornecedores da economia global (as multinacionais) que trangredirem as sanções serão banidos do acesso ao Sistema Bancário norte-americano ou impedidas de efectivar transacções de moeda estrangeira em território dos EUA.(Guardian). Conquanto a imprensa ocidental "informe" que "o Irão depende até da importação de petróleo, apesar de, sendo um dos maiores produtores mundiais, a sua capacidade de refinação para o consumo interno ser insuficiente" um facto é que a iraniana PressTV afirma ser já o país um exportador de gasolina, e quanto à banca existem alternativas
...
Face à ameaça externa, o Irão mobiliza forças e declara estado de guerra; e o Irão não é o Iraque
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quinta-feira, abril 08, 2010

Mahmoud Ahmadinejad

"temos pouca paciência para aturar cowboys armados com armas nucleares... se nos atacarem atingiremos as tropas dos Estados Unidos" (Reuters)



Hillary Clinton e o secretário da Defesa Robert Gates apresentaram um documento de 77 páginas no qual se define a estratégia nuclear para a próxima década. A doutrina nuclear dos EUA de facto "não exclui a possibilidade de desferir um golpe contra o Irão e a Coreia do Norte, caso estes paises persistam na via nuclear", declarou o chefe do Pentágono. (Fazendo tábua raza do facto do programa de energia nuclear ser isso mesmo: tecnologia para obtenção de energia para fins pacificos)
Num mundo trasnacional e altamente "interdependente" onde as potências e as empresas transnacionais controlam países, mercados, governos e processos políticos, a "variável nuclear" fora do controlo em países como a Coreia do Norte ou o Irão tira o sono aos donos do mundo, porque precisamente os exclui da certeza do dominio controlado. É nessa línha que se afirma a nova estratégia nuclear do Pentágono. (ler mais)
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domingo, outubro 18, 2009

DOC Lisboa 2009

as Palavras podem ser usadas como instrumentos que provocam mortos. Traduzir essas Palavras, significa dar voz a todas as presumiveis vítimas que não se podem expressar através delas.

A organização do Festival prescindiu este ano do patrocinio da RTP sob a alegação que o Canal 2 do serviço público de televisão não cumpria o acordo, isto é não exibia as quotas de documentários previstos no contrato. Fez bem. Contra o que seria uma obrigação natural, saiu a RTP2, mas ficaram, entre outros, o jornal da Sonae e o grupo BES, o que decerto obriga a organização do DOCLx a assumir e seleccionar entre as obras a concurso as que têm uma certa visão que integre objectivos da politica oficial que se pretendem sejam atingidos.









O documentário que é exibido hoje à noite, "Bassidji" (repete dia 21 no Londres) nessa óptica "é um Irão como nunca o vimos", isto é, até os próprios detractores do regime se obrigam a reconhecer que o país que vemos hoje é "o Irão dos rockers e dos rappers; dos "Green Days" (a liberdade de criação e expressão); o Irão da esperança e da derrota (que permite Moussavi); enfim, um pais moderno, o Irão de Ahmadinejad. Não se pense contudo que será o trabalho de sapa da comunicação dos Media estrangeiros que vão conseguir destruir um regime que é, em última análise, controlado pelas instâncias de base populares eleitas segundo os preceitos constitucionais. Não se faz ideia do que virá dentro do documentário de Meharan Tamadon, mas os "Bassidji" são isso mesmo, os guardas da vontade maioritária do povo sob a forma de milicias organizadas. E a existência de uma "anormalidade" destas é uma coisa que os ricos que aspiram ao controlo da propriedade totalmente privatizada não suportam.

Tendo em vista a abertura, por qualquer meio, do Irão ao Mercado Livre por forma a que possa ser explorado pelas Corporações que subordinam os governos ocidentais, os Media induzem as opiniões públicas a pensar que o Irão é um país “terrivelmente diabólico”. Assim, existem crenças instaladas na mente de quem é bombardeado constantemente por falsidades. Lidas no sitio “Information Clearing House” aqui ficam traduzidas algumas dessas mentiras:

* Crença: o Irão é uma sociedade militarizada repleta de armas perigosas e uma ameaça crescente para a paz mundial
* Realidade: O orçamento militar do Irão é de pouco mais de 6.000 milhões de dólares por ano. A Suécia, Singapura e a Grécia têm todos orçamentos militares maiores. Além disso, o Irão é um país de 70 milhões de habitantes, de modo que os seus gastos per capita na Defesa são ínfimos quando comparados com esses países, já que são países com uma população muitíssimo menor. O Irão gasta menos com as suas forças armadas que qualquer outro país da região do Golfo Pérsico, com excepção dos Emiratos Árabes Unidos, que alberga o Comando Militar Regional e a 5ª Esquadra Naval dos Estados Unidos













* Crença
: o Irão ameaça Israel com um ataque militar que o “limpe do mapa”
* Realidade: Nenhum dirigente iraniano em funções executivas fez qualquer ameaça de actos agressivos de guerra contra Israel, já que isso contradiria a doutrina internacional de “nenhum primeiro ataque” à qual o país aderiu. O presidente do Irão apenas disse explicitamente que o Irão não constitui uma ameaça para nenhum pais, Israel incluído.

* Crença: mas o presidente Mahmud Ahmadinejad não ameaçou com a célebre frase “limpar Israel do mapa”?
* Realidade: Ahmadineyad citou o ayatola Komeiny quando disse “este regime de Ocupação de Jerusalém deve desaparecer nas páginas do tempo” (in rezhim-e eshghalgar-i Qods bayad as safheh-e ruzgar mahv shavad). Não foi uma promessa de fazer rolar tanques, de invasão ou de lançamento de mísseis. Esta é uma expressão de esperança em que o regime que ocupa a Cidade Santa caia por si mesmo, como sucedeu p/e com a URSS. Não é em absoluto uma ameaça para matar ninguém (tanto mais que o plano de partilha da Palestina previsto nas resoluções da ONU em 1948 previa Jerusalém como cidade património cultural administrada por uma força de paz internacional)

* Crença: ¿ espera lá!, mas não são os iranianos negacionistas do Holocausto?
* Realidade: Alguns são, outros não. O ex-presidente Katami criticou Ahmadinejad por questionar o empolamento dos números do Holocausto, que qualificou como “crime do Nazismo”. Muitos iranianos educados no regime têm perfeita consciência dos horrores propagandeados. Em todo o caso, apesar do que implicam essas acções de propaganda, nem a negação do Holocausto (por mais malévola que seja) nem os insultos e ofensas contra Israel são a mesma coisa que existir um compromisso de um ataque militar contra esse país.

A acreditar no crescente tom de ameaças, é o contrário que se aproxima mais da verdade: será Israel mais uma vez a cumprir a tarefa de testa de ferro num ataque ao Irão em nome da defesa dos valores democráticos, isto é, os do Mercado livre “ameaçado pela Al-Qaeda”, outra falsidade que o “Observer” inventou
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domingo, junho 21, 2009

Irão, situação controlada

Para se compreender a actual crise no Irão é necessário enquadrá-la na história recente do país, mormente depois do golpe de Estado engendrado pela CIA em 1953 para derrubar o governo legitimamente eleito de Mohamed Mossadeg quando este resolveu nacionalizar a Anglo American Oil Company e a posterior instauração de uma ditadura pró ocidental presidida pela tronitruante figura monástico- decorativa do Xá da Pérsia Reza Pahlevi.

O regime caiu de podre pela corrupção em 1979 às mãos da Revolução que destituiu a monarquia para instaurar a República Islãmica do Irão. (vista como reacção à ordem neo-liberal imperialista norte americana). Um dos combatentes dessa luta era o actual Supremo Lider do Estado religioso islãmico Seyed Ali Kameney, o que detém a última palavra sobre a legalidade no regime democrático e então um jovem guarda revolucionário.

Kamenei ratifica reeleição de Ahmadinejad e exige o fim das manifestações

Foi este Supremo Lider que na sexta feira passada no final do serviço religioso perante a multidão que suporta o regime de democracia popular avisou do perigo que a Oposição corria ao persistir em convocar protestos ilegais para um assunto já tomado em mãos pelo Conselho de Guardiães, que concluiu numa primeira análise pela validade da eleição do presidente Amadhinejad – avisou concretamente para a eventualidade da ingerência estrangeira estar “apostada em provocar um banho de sangue

Em Londres o movimento “Stop War” diz textualmente que “a crise provocada no Irão não se deve tornar num pretexto para uma nova intervenção dos Estados Unidos e Grã-Bretanha na região (lembre-se, os sócios na Anglo American Oil Company da era do Xá), nem para provocar novas tensões em volta do programa nuclear do Irão.

Pelo lado da "(des) informação ocidental" controlada e impedida de continuar a espalhar rumores e mentiras, sobram as listas de blogues e twitters na Internet como “fontes credíveis de informação” em sites embonecados (como este) ou até sionistas (como este) que espalham rudimentares e histéricas objecções à ordem estabelecida, nenhum identificado “por supostamente poderem ser colocados em perigo” – e que uma análise mais cuidada se verifica serem quase todos ocidentais e quase nenhum residente no Irão.
Os meios de comunicação oficiais, como a BBC editada em língua Farsi, difundem vídeos como este, onde se afirma que “os guardas revolucionários dispararam sobre os manifestantes” mas distorcendo e omitindo os factos, sem informar que os focos de incêndio que se vêem são de uma tentativa de assalto e fogo posto a uma séde de campanha do presidente Ahmadinejad e a uma instalação militar.

Comparado com as nossas televisões, o Irão visto pelo lado da imprensa árabe é apresentado de modo diferente:

terça-feira, junho 16, 2009

mudar a Constituição Islâmica do Irão? a situação mudou


uma sondagem pré eleitoral realizada há 3 semanas em farsi pela ong New America (da Fundação Rockefeller) colocava o ratio da re-eleição de Mahmoud Ahmadinejad em 2 pontos contra 1 dos candidatos da oposição. Qual é então a surpresa? - é a criação de um movimento ficticio que contrarie os dados inquiridos, proveniente da ingerência externa, o que aliás se torna evidente pela terminologia usada nos cartazes e slogans. A maioria dos manifestantes pró-regime que andam na rua já perceberam claramente este ponto e a policia vê-se obrigada a defender as embaixadas estrangeiras (e convidando as equipas de reportagem ocidentais a sair do país) protegendo-as contra retaliações provenientes da ideia geral do envolvimento estrangeiro nos assuntos internos do Irão

post scriptum. Antes de começar a seleccionar dados, tome-se nota:
"Moussavi seguiu o script que lhe foi distribuido, declarando aos seus seguidores que a eleição era inválida, embora graciosamente aceitasse ter sido derrotado.O protegido da CIA Manuel Rosales, o candidato anti-Chávez em 2006 fez exactamente a mesma coisa. A oposição veio para a rua clamar pelas suas razões; e quando Ahmadinejad tentou apaziguar os manifestantes oferecendo a Moussavi um lugar no novo governo, Moussavi rejeitou a oferta" Trata-se de mais uma utilização do processo 1.2.3. usado pela CIA inúmeras vezes em diversos lugares. Desta vez a chave para a descoberta da fraude está no nome do nosso amigo Manucher Ghorbanifar

* Ahmadinejad chegou hoje à Rússia
para participar na Conferência da SCO (Shanghai Cooperation Organization) uma organização criada para travar a expansão imperialista da Nato nos paises ex-soviéticos da Ásia do sul
(fonte)
* relacionado:
"Jogos de Guerra na Ásia Central"
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domingo, junho 14, 2009

votos e double talk








"Mag Bar Dictador"


"abaixo o ditador" gritam os manifestantes, o que é um slogan estúpido, importado, porque como é sabido Ahmadinejad não dispõe de poder pessoal relevante no Irão - é apenas um porta voz dos poderes constitucionais instituidos. Os protestos de Teerão alastram a outras cidades, Isfahan, Shiraz, Rasht, Tabriz. E, inevitavelmente, a diversas capitais europeias (Euronews),
Muito barulho para nada! a menos que estejam a pensar numa "revolução violeta" como chamaram à do Iraque em 2005,,, o que faz as delícias dos terroristas
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sábado, junho 13, 2009

o Ocidente pretende mudar a Constituição Islâmica do Irão

esta nova fase da empreitada começou em Abril com a expedição do enviado especial Dennis Ross (1) para avaliação do Irão nuclear. A técnica é a mesma das "revoluções coloridas" levadas a cabo na Ucrânia e na Geórgia: juntam-se umas centenas de manifestantes nas esquinas mais movimentadas e as paralizações de trânsito mais os basbaques do costume (no caso, totalizaram 3.000) fazem crer aos Media que se trata de um "amplo movimento de contestação". Qualquer regime legitimo toma medidas eficazes para proteger o senso comum da população das investidas contra a legitimidade constitucional, tanto mais quanto se trate dos interesses estrangeiros do costume. Imagine-se o tratamento que a policia de choque daria a qualquer movimento de extrema esquerda que convocasse uma manifestação ilegal em qualquer capital europeia. Vire-se o sinal ao contrário e veja-se a importância do assunto. Como começa o jornal Público (2) com fotografia alusiva a meia capa: "Dois terços dos quase 40 milhões de iranianos votaram na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad" mas os 33 por cento de votos no candidato Hossein Mussavi (o que convinha ao Ocidente, cuja campanha eleitoral pagaram) pensam que têm legitimidade para contestar a vitória do que chamam "o lider ultraconservador" (em desespero de causa perdida, chovem os adjectivos, como radical, tresloucado, perigo para a humanidade, etc). Até os bloggers apoiantes da "mudança" têm nomes sintomáticos, tal como "Revolucionary Flowerpot Society", que ontem dava Moussavi como preso (o que é mentira) enquanto apelava a que os distúrbios se tornassem "pacíficos". Ao segundo 7 a personagem que aparece no centro da acção é Payman Jahanbin, um jornalista iraniano com residência em Salt Lake City



(1) Dennis Ross está envolvido a alto nivel da diplomacia norte americana desde os anos 80, e depois durante a presidência de Clinton. Na época o objectivo era assegurar a paz no Médio Oriente com os resultados conhecidos.

Na foto Ross está reunido com o 1º ministro de Israel Benjamin Netanyahu, do partido de extrema direita, com quem tinha reunido igualmente em 1997 (então também 1º ministro) em novas conversações, desta vez para travar a ameaça iraniana. A revista Time, num artigo intitulado "The Final Countdown" (15 de Junho) não se faz rogada em dar voz ao professor Gary Sick da Universidade de Colúmbia: "Ross favorece negociações pró-forma com o Irão, seguidas de sanções mais severas ou até acções militares"

(2) Na verdade votaram 85 por cento dos 46,2 milhões de eleitores recenseados. A percentagem dos votos em Ahmadinejad foi de 62,6 por cento, obtendo Moussavi 33,7 por cento. Os outros dois candidatos, o clérigo reformista Mehdi Karoubi e o radical Mohsen Rezai receberam pouco mais de 1 milhão de votos cada um. (fonte)
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quinta-feira, março 15, 2007

Estado das Obras de Remodelação do Médio Oriente

(onde eles prometiam ser breves)

defendendo os interesses do Sionismo:
o novíssimo nome do imperialismo

Depois das falsas expectativas de negociação e retirada criadas em torno do parecer da comissão Baker, os Neocons dão novo passo no seu “projecto para um novo Médio Oriente” – a escalada da agressão, como é tradicional nos poderes imperiais atolados no pântano das suas eventuras militares. A ofensiva desdobra-se em quatro frentes: envio de mais tropas para o Iraque, subida de tom nas ameaças ao Irão, um novo golpe na resistência palestiniana e a liquidação do regime islâmico da Somália.

A “neutralidade” europeia. Na Palestina a acção conjugada de Washington e Telavive acabou por recrutar Mahmud Abbas e a Fatah para uma provocatória convocação de eleições, autêntico golpe de estado que visa expulsar o Hamas do poder pela força. É o fim da heróica tradição de luta da Fatah e o primeiro passo na concretização do sonho imperialista de há muitos anos: a guerra civil entre palestinianos.

Israel – Assassinatos Legais

O Supremo Tribunal de Israel justificou em 14 de Dezembro, a prática de assassinatos selectivos de palestinianos pelo exército israelita, com o argumento de que “não se pode dizer antecipadamente que todas as liquidações selectivas sejam contrárias ao direito internacional”. Segundo os juizes, depois de cada assassinato selectivo deve ser feito um inquérito independente para saber se foi justificado e, em caso negativo, pagar compensações às vítimas ou às suas famílias... Desde o início da segunda Intifada em Dezembro de 2000, já foram mortos por este meio 339 palestinianos, 129 dos quais não eram activistas politicos.

A Neutralidade Europeia

“Alemanha, Grã Bretanha, Canadá, e Holanda votaram em 15 de Novembro contra uma resolução do conselho de Direitos Humanos da ONU, que condenou o massacre israelita de Beit Hanoun na Faixa de Gaza (morte de 18 civis, entre os quais 7 crianças, no bombardeamento a um bairro residencial). O argumento para votar contra foi que a resolução deveria condenar também os palestinianos... Com a mesma desculpa, abstiveram-se a França, Suiça, Japão e... os Estados Unidos, pela sua parte, já tinham oposto o seu habitual veto à condenação de Israel no Conselho de Segurança. Seja qual for o presidente em exercício em Washington, é invariável o apadrinhamento da barbárie Sionista – que desde Junho do ano passado, já matou 280 palestinianos, 60 dos quais crianças”

As sanções impostas ao Irão pelo Conselho de Segurança, valem, não pela incidência económica – a Rússia e a China mantêm os seus contratos com Teerão, - mas como degrau intermédio para amanhã justificar um ataque. É esse também o significado da prisão de diplomatas iranianos que se tinham deslocado ao Iraque – a guerra de nervos como preparativo para a guerra real.

(parcialmente respigado da revista “Politica Operária”, Jan/Fev 2007)
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quinta-feira, março 08, 2007

Dia Internacional da Mulher

Teerão, 8 de Março de 1979

Depois da Revolução foi possivel comemorar pela primeira vez em liberdade o Dia Internacional da Mulher - sob a palavra de ordem "Temos Direito a Escolher" muitos milhares de mulheres, livres da ditadura do Xá pró-americano, sairam à rua para reclamar também pela primeira vez o direito a optarem pelo uso, ou não, da burka, até aí obrigatória. Grupos de extremistas religiosos tomaram posição ao longo do percurso, atirando-lhes pedras quando passaram em frente aos estúdios da radio- televisão, procurando barrar-lhes o caminho - Gritavam-lhes: "Este processo não é sobre as burkas, isto é uma conspiração americana!" enquanto as invectivavam: "suas putas, Comunistas, agentes da Savack (a Pide lá do sítio). Milicias de mulheres armadas de grupos esquerdistas faziam a protecção ao cortejo. Hoje em dia a opção é livre. Contudo, passados trinta anos, em que o regime democrático se estabilizou, a tradição vence maioritariamente. E, para obviar aos fetiches americanos, está na moda as adolescentes deliciarem-se com a versão islãmica da Barbie americana - que usa Burka;

que delicia!
estamos todos mortinhos para ouvir o que as más linguas dos neo Movimentos Nacionais Femininos, têm para dizer sobre isto,,, ehehehh
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domingo, fevereiro 11, 2007

Irão: adivinhem quem montou o problema

Milhões de iranianos participaram hoje nas comemorações do 27º aniversário da Revolução Islâmica de 1979. Em Teerão centenas de milhar de pessoas afluíram à praça Azadi (da Liberdade) Uma semana depois da iniciativa americana ter induzido a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) a enviar o dossier nuclear do Irão ao Conselho de Segurança da ONU (constituído pelos EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França) a população quis mostrar ao mundo a sua posição de apoio ao direito absoluto que o seus governantes têm ao decidir optar pela exploração da energia nuclear.
Segundo a agência IRNA, na marcha na capital, por entre os habituais cartazes que prestam homenagem ao ayatolah Ruhola Komeini e outros de “Morte a Israel”, os manifestantes transportavam um rolo com 7 quilómetros de comprimento com as assinaturas de estudantes de colégios e universidades de todas as cidades iranianas em que se condena a resolução 1737 da ONU.
(compare-se com a “nossa participação cívica” em Portugal nos actos determinados pela nossa Oligarquia e os seus agentes politico-mediáticos, completamente desacreditados - que o ridículo sr. Fernandes afirma em editorial que são “democracia directa”)

o Xá Reza Pahlevi chefiava um regime que resultou de um golpe de Estado engendrado pela CIA que destronou o presidente eleito Mossadeq. Em 1963 o clérigo Komeini é expulso por qualificar a introdução de um regime liberal selvagem no país como contrário à doutrina islâmica. Depois de passar um ano na Turquia, Komeini é novamente expulso procurando refúgio no Iraque, de onde volta a ser expulso conseguindo desta vez asilo politico em França, a partir de onde continuou a lutar pela democracia no seu país. Por esta altura o próprio Xá reconhecia em entrevista a cadeias de televisão norte-americanas que a corrupção que grassava no país era culpa exclusiva dos agentes corruptores (do vosso país, diz ele directamente ao repórter da CBS) que impunham os negócios ao Estado. Corrupção e Negócios, Lucros desmesurados da Banca, a Câmara de Lisboa, etc – será que isto nos faz lembrar alguma coisa?



Em resultado das lutas populares, em 16 de Janeiro de 1979 o Xá, que era mais conhecido nas estâncias de veraneio da Cote D`Azur que no seu próprio país, sentindo o cu das calças a arder fugiu daquilo que ele e a Oligarquia ainda chamavam a Pérsia. Só duas semanas depois chegou Komeini para apaziguar a situação. Quatro dias depois formou novo governo e foi proclamada a República Islâmica do Irão. Foi um derrota histórica para o Imperialismo - e o Irão é hoje um país moderno e democrático. Adivinhem-se as razões do ódio israelo-americano.

A Revolução não trata de macdonalds, forests gumps ou música anglo-saxónica; rompendo com as cadeias da opressão e da injustiça o Imã Komeini foi uma das figuras mais influentes do século XX que universalizou o exemplo do Irão indicando o caminho a ser seguido por todos os povos. Curiosamente, mas não por acaso, o ano de 1979 em que os americanos (e a corrupção endémica), foram escorraçados do Irão, foi também o ano em que nasceu a Al-Qaeda, a grande multinacional em que assenta o pretexto para os heróicos bombardeamentos indiscriminados para todos os que não aceitam a ordem do Império - enfim, uma gratificante ajuda para manter a facturação do glorioso complexo politico-industrial militar
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Brzezinski Confirma Que Os EUA Podem Organizar Atentados No Seu Próprio Território

“o Pensamento é sempre feito por oposições”
Fernando Gil, “Mimésis e Negação” 1984

Os ideólogos mais influentes na geo- estratégia mundial dos últimos 50 anos são, sem sombra de dúvida, o nosso amigo judeu Republicano anti-comunista Henry Kissinger ,,, e o polaco que foi o principal mentor da Guerra Fria e criador da Al-Qaeda como armadilha contra os soviéticos - Zbigniew Brzezinski - pelo lado do partido Democrata. Se o primeiro é famoso pela ascendência como protegido do banqueiro Rockefeller e pelo seu trabalho na repescagem dos nazis alemães para os serviços de inteligência americanos que deram inicio às actividades da CIA,
o segundo continua na crista da onda sendo de sua iniciativa a encomenda a Huntington da obra “O Choque das Civilizações” complementada depois por si mesmo com o best seller “The Eurasian Chessboard” sobre o futuro do imperialismo que se joga hoje entre o Médio Oriente e a zona estratégica do Mar Cáspio. Lyndon La Rouche, um politico perseguido na pátria da liberdade, com várias penas de prisão no currículo, não hesita em ligar Brzezinski ao coup-d`État levado a cabo com o 11 de Setembro. É o ex-secretário de Estado do democrata e prémio Nobel da Paz (!) James Carter que continua a ser noticia:

Com excepção do "The Washington Note" e do "Finantial Times", os grandes media decidiram não relatar as declarações de Zbigniew Brzezinski que agitam a classe dirigente americana. Ouvido a 1 de Fev, 2007 pela Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado, o antigo conselheiro de segurança leu uma declaração cujos termos tinham sido cuidadosamente pesados. Disse:
Um cenário possível para um confronto militar com o Irão implica que a derrota iraquiana se consume; seguida por acusações americanas tornando o Irão responsável por esta derrota; depois por algumas provocações no Iraque ou um acto terrorista em solo americano pelo qual o Irão seria responsabilizado. Isto poderia culminar com uma acção militar americana “defensiva” contra o Irão que mergulharia a América isolada num profundo lamaçal englobando o Irão, o Iraque, o Afeganistão e o Paquistão”.

Leram bem: o senhor Brzezinski evocou a possível organização pela administração Bush de um atentado em solo americano que seria falsamente atribuído ao Irão para provocar uma guerra.
Em Washington os analistas hesitam entre duas interpretações desta declaração. Para uns, o antigo conselheiro nacional de segurança tentou tirar o tapete aos neocons e lançar antecipadamente a dúvida sobre qualquer circunstância que conduzisse à guerra. Para outros o senhor Brzezinski quis, de alguma maneira, sugerir que em caso de confronto com os partidários da guerra, ele poderia reabrir o dossier do 11 de Setembro.

Seja como for, a hipótese de Thierry Meyssan, o director do Voltaire.Net- segundo a qual os atentados do 11 de Setembro teriam sido perpetrados por uma facção do complexo militar-industrial para provocar as guerras do Afeganistão e do Iraque - deixa subitamente o domínio do tabu para ser publicamente discutida pela elite de Washington.



2001 - Para que nunca se esqueça: Este edificio,
onde se alojavam importantes arquivos da CIA,
não foi atingido por nenhum avião

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