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segunda-feira, março 28, 2016

Estupefação face ao Acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a vaga de Emigrantes

Há duas semanas Angela Merkel foi forçada a realizar mais uma cimeira europeia sobre a questão dos migrantes para analisar uma proposta de acordo de iniciativa da Turquia, um país da NATO. Todos os líderes da União Europeia , depois de duras negociações, finalmente concordaram em aceitar sem grandes alterações as propostas do primeiro-ministro turco e doravante da Alemanha.

a esmagadora maioria de refugiados na presente crise são sirios, uns pela destruição das suas condições de vida, outros por comprometimento com o terrorismo na Síria. O mesmo para o caso do Afeganistão e Iraque sob tutela dos Estados Unidos. Outro tipo de problemática abrange o outro tipo de migrantes económicos das regiões tradicionalmente esvaziadas de recursos pelo imperialismo ocidental.
Pura lógica de relações de Força

O negócio é o seguinte: todos os migrantes ilegais que chegarem à Grécia serão devolvidos à Turquia, mas, para cada caso em que se trate de um sírio por cada refugiado na Turquia será acolhido outro sírio num país da UE, até ao limite de 72 000 vagas - a Turquia "compromete-se" a gerir o apoio ao fluxo de refugiados para a Europa mas exige contrapartidas políticas e financeiras inaceitáveis, a mais importante é a revitalização das negociações sobre a sua futura adesão à União Europeia. Como contrapartida Ankara obtém uma ajuda financeira adicional de 3 mil milhões de euros pagos pela União Europeia, e ainda, impõe aceitar a liberalizar da concessão de vistos para os cidadãos turcos para a Europa e acelerar o processo de adesão do país à UE. Ajudar a Turquia a gerir o enorme fluxo de migrantes não é uma ajuda significativa. Devolver à origem emigrantes neste país poderia ser uma forma de reduzir os fluxos que chegam à Grécia (cerca de um milhão de pessoas em 2015, 10% da população grega), o país que tem sido espremido pelos planos europeus por não se saber "dar ao luxo de gerir as falsas dívidas dos seus próprios cidadãos”.

Mas este infame acordo, (refugiado que não seja da oposição ao regime legal da Síria fica de fora) traz mais problemas que os que resolve. Ele mostra as mentiras do “espaço Schengen sem fronteiras internas”, livre para o capital mas de graves restrições e desigualdades económicas para os cidadãos europeus, contrasta com vinda de migrantes em massa pela Grécia, uma vez que é uma porta de entrada para toda a UE e para os países de livre escolha dos “refugiados”. Então será muito problemático um mecanismo de acoplamento automático de opositores ao regime sirio, impondo um mecanismo kafkiano de alocação de emigrantes a países pobres e endividados. Terá um custo para os trabalhadores dos países europeus cujos bolsos não estão cheios. A liberalização do movimento de 80 milhões de turcos dentro da União Europeia não pode realmente ser uma ideia aceitável num momento em que se gritam raios e coriscos sobre o “jihadismo global”, em tudo isto há uma inquietante contradição. Finalmente, é impressionante negociar a adesão da Turquia, cujo território em mais de 90 por cento geograficamente nem se situa na Europa.

Ao fazer este acordo, o directório neofascizante da EU revela que, para além de ser corrosivo para as democracias dos países europeus, impõe negociações exigindo o reinado dos mais fortes, os alemães e os turcos, que foram capazes de impor a sua solução aos outros países europeus. Angela Merkel continua a ser a agente do branding norte-americano na Babel europeia, obrigada a flutuar sobre um monte de problemas, como o que no ano passado ao apagar a lufada de ar fresco na Grécia, agravaram ainda mais a situação de crise. Em 2015 não havia dinheiro para libertar os fundos da Grécia retidos no BCE por oposição politica e agora já há 3 mil milhões para a Turquia que nem sequer é membro? Mais que provavelmente nada disto foi resolvido nesta Europa, como nada resolve em muitas Cimeiras sobre muitos outros assuntos, como a crise da moeda única. A montanha da crise dos “refugiados” o que pariu foi a certeza que o funcionamento da UE é totalmente disfuncional e que esta Europa além de criar problemas impede directamente a sua resolução.

a Macedónia, nos Balcãs, que não faz parte da UE permitiu que centenas de milhares de refugiados a cruzar o país da Grécia para ir para a Alemanha. País vizinho da Grécia, que faz parte da EU, a Macedónia fechou as suas fronteiras aos refugiados depois de ter descoberto 9000 passaportes falsos. Não são os próprios emigrantes que imprimem esses documentos, nem al-Assad, nem os sírios patriotas que combatem o terrorismo na sua pátria que organizam o transporte em massa. Tanto a Grécia como a Turquia são paises da Nato, portanto, o problema está noutro lado, em Bruxelas e no Pentágono, este último que pelo meio do espalhafato mediático “anti-terrorista” nem sequer é mencionado. Há agências norte-americanas por trás desses passaportes falsos! a Turquia foi directamente utilizada pelos EUA para introduzir terroristas na Siria visando derrubar o regime. Como estão a ser escorraçados pelos Russos fogem para a Turquia, voltando pelas centenas de quilómetros de galerias subterrâneas que os norte-americanos escavaram para infiltrar armas e provisões para o ISIS/Daesh. Tudo isto, a “oposição” na Síria, o terrorismo armado com armas de última geração, os falsos refugiados, foi criado pelos selvagens norte-americanos a partir do zero, mas as consequências do fracasso recaem sobre as vitimas do terrorismo e os povos europeus.
Exército sírio, apoiado pela Rússia, infligiu uma derrota esmagadora neste domingo ao grupo Estado Islâmico (ISIS/Daesh), ao recuperar o controle da cidade de Palmira, estando prestes a expulsar a organização extremista dos seus redutos na Síria. e o silêncio dos lideres ocidentais

terça-feira, fevereiro 23, 2016

11 de Setembro, uma evidência explosiva

"Quem tiver de anunciar uma grande boa nova (ou má nova) cala-se durante muito tempo. Quem algum dia tiver de produzir um relâmpago deverá primeiro ser nuvem durante muito tempo" - vem esta citação de Nietzsche a propósito da declaração do candidato republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos: "posso provar com documentos secretos que tenho em meu poder que foram os Sauditas quem executou o ataque de 11 de Setembro de 2001 ao World Trade Center" sim, foram eles, e depois? quem são os mandantes? mais não disse Trump, "elegam-me a mim e farei com que seja divulgado quem realmente mandou abaixo as torres gémeas" - bastou esta declaração simples para provocar a demolição controlada, o colapso e a queda livre da candidatura do caçula da familia Bush na corrida à Casa Branca. No dia seguinte desistiu depois das corporações que o apoiam terem investido 157,6 milhões de dólares, ou seja, qualquer coisa como 2.800 dólares por cada voto em Jeb Bush, a sua quota parte do preço da "democracia" norte-americana.

 

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

nunca o imperialismo alemão esteve tão bem explicado

"Encorajamos fortemente os nossos colegas portugueses a não se desviarem do rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble (…) Portugal deve manter anterior rumo… estar bem ciente de que pode perturbar os mercados… e os Mercados estão já nervosos" e mais disse Schäuble: “Não estou preocupado com o Deutsche Bank... as acções do Deutsche Bank estão a derrapar porque os investidores não acreditam que o banco consiga pagar os cupões das obrigações” 
O ministro das Finanças da Alemanha não está preocupado porque sabe estar a gerir, em conjunto com o BCE e Wall Street, o sistema de criação de dívida que vai ser pago por outrem. No caso da Alemanha as possiveis derrapagens serão pagas pelos outros 27 membros do Eurogrupo. E ao nosso ministro Centeno deu-lhe vontade rir. O Deutsche Bank, o maior banco privado alemão e também da Europa, já perdeu 40% em Bolsa este ano. O seu valor de mercado é neste momento quase metade do que era há um ano, tendo perdido só em 2015 qualquer coisa como 6,89 mil milhões de euros, dos quais 2 mil milhões no quarto trimestre; e desde 2008 perdeu 90% do valor em Bolsa. O Deutsche Bank é o último dos grandes bancos europeus a operar uma reestruturação no sector da banca de investimento, desde que por ordem do sistema financeiro dos EUA as regulações se tornaram mais apertadas e a FED decidiu aumentar as taxas de juro; quer dizer, todos os residuos tóxicos que os Estados Unidos lhe enfiaram nos balanços ainda lá estão quase todos, na medida em que ainda não os conseguiram enfiar nas economias dos outros 27 Estados europeus da zona Euro; obviamente, a crise da Grécia e todos os bancos da periferia tem servido para ocultar a situação desde 2011-13. O próprio presidente da Comissão Europeia acha que isto é o principio do fim da União Europeia. Se olharmos para um gráfico comparado com o Lehman Brothers que despoletou a Grande Recessão que teve inicio em 2008 a situação do Deutsche Bank é similar. E a natureza da fraude continua a mesma, o mesmo esquema de Ponzi: os derivados financeiros do Deutsche Bank situam-se neste momento em 75 triliões de dólares, 20 vezes o PIB da Alemanha (3,95 Triliões) e cinco vezes o PIB de toda a Zona Euro (16 Triliões) e para pôr as coisas em perspectiva, a divida pública total dos Estados Unidos é menos de um terço da exposição a fundos tóxicos do Deutsche Bank. O colapso eminente do Deutsche Bank não será somente do banco alemão - o CitiBank nestes últimos dias caiu 25 por cento, o Bank of América, UBS e o Credit Suisse 23 por cento, o Goldman Sachs 20 por cento e o JP Morgan 18 por cento. Todo o sistema financeiro global adstricto ao Banco dos Bancos Centrais Privados está em queda livre. 
Tem a palavra o Proletariado da Alemanha: como é possivel deixarem-se governar por facinoras?
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quinta-feira, janeiro 07, 2016

a Catástrofe Financeira Eminente e a Ausência de Meios para a Conjurar

Após quatro dias da exportação das quedas em bolsa da China para todo o mundo, George Soros vem dizer que "a China tem um grande problema de adaptação (…) Eu diria que, quando olho para os mercados financeiros vejo um sério desafio que me faz lembrar a crise que tivemos em 2008" –naturalmente, esta não é uma mensagem que os gestores centrais de investimento e os pivots de televisão económica querem dar ao público para ouvir. É um recado, cada mergulho em Bolsa é uma oportunidade de compra, e "a longo prazo" é como todos devem investir ... não importa o que seus activos tivessem caido 20% numa semana ... joguem a longo prazo !!
Obviamente, os spin de Soros, não são sobre a China, antes nos avisam estar em preparação uma segunda ajuda financeira aos bancos norte-americanos e europeus segundo a nova legislação que prevê pagar os bail-in com valores a confiscar aos credores e às contas bancárias dos cidadãos. Ou seja, por um lado, por outro é dar fogo à peça de mais uma impressionante fuga de capitais para paraisos livres do fisco.
à efigie de Mao não deita o Soros a mão
De um ou outro modo, no final, irá sobrar mais uma crise, senão mesmo uma guerra em grande escala para os mesmos de sempre. As demonstrações práticas fornecidas pelo livro “666” de Pierre Jovanovic devem ser suficientes para convencer todos aqueles que, na Europa, não estão sob o controle da ditadura económica-financeira do dólar e dos serviços secretos.
Mesmo sem referências bíblicas a nova Besta do Apocalipse é perceptivel, ameaçando o mundo com as suas sete cabeças, na verdade o sistema monetário internacional baseado no dólar, como é imposto pelos EUA hoje a (quase) todo o mundo, pese os esforços em curso para a 
China e a Rússia se verem livres deste sistema.

Pierre Jovanovic elaborou uma tabela das bestas e das catástrofes em vias de evolução criacionista 1. O estado de emergência 2. A necessidade de mais atentados 3. a gestão orwelliana do terror sobre as populações por forma a cercear contestações sociais 4. Votações favoráveis ao fecho de fronteiras por causa da emigração e do desemprego 5. A desaparição das forças armadas nacionais e dos poderes tradicionais 6. o bipartidarismo como redução da intermediação com os poderes transnacionais 7. O papel-moeda como meio retirado do âmbito da legalidade 8. A verdadeira guerra é financeira, os EUA continuarão a invadir a Europa com notas falsas 9. corrupção crescente dos facilitadores eurocratas dos interesses da plutocracia global 10. Prazos de crédito por leasing aumentam várias vezes 11. segurança social e seguros privados deixam de cumprir contratos 12. taxas de juro negativas levam à ruína total 13. eleições são financiadas pelos bancos com “ouro do Reno” 14. O Estado como organizador de eventos e espectáculos impõe os seus candidatos aos cargos “políticos” através das televisões.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Para ajudar ao inquérito parlamentar sobre o Banif

as ligações entre a TVI, o Banif, o grupo Prisa e o Santander... geridas por organizações não eleitas

terça-feira, novembro 10, 2015

"O novo Circo, o novo Governo, o bafo do Lado Esquerdo do Capitalismo!"

para quem quiser defender os trabalhadores portugueses e a razoabilidade social de um estado orgânico, é bom que se iniciem a simpatizar com a matriz nacional progressista 

Depois das diferenças nas retóricas com os olhos postos na passadeira, em muitos anos de espera que o falso partido socialista resolvesse a questão de precisar de muletas para o assalto ao poder, foi condição política de um povo rejeitar maioritária e eleitoralmente as políticas terroristas de roubo do país e da sua economia em 4 de Outubro, foi catapultada à reunião dos falsos desavindos para uma nova cavalgada. PS, BE e PCP fizeram-se uma família cujos contornos de acção são apenas a reposição espaçada do roubo.
Nada mais, porque a União Europeia com este governo não pode ser contestada no que impôs. E vamos para uma nova ilusão de que o povo vai ter o que merece! Até aquela coisa da dívida ser renegociada está adiada em nome da sustentação para quatro anos... Se o povo entretanto não abrir os olhos...  

Breaking News. Neste momento o adjunto Portas do ministro das cervejas está a citar 1917... tarde demais, porque isso foi à 3 dias e 98 anos. Entretanto o povo já está nas escadarias do poder; com novas ilusões recicladas pelo bafo do lado esquerdo do capitalismo, claro, mas está lá.

Meia dúzia de ratos cá fora - ver recorte ao lado - também não largam o osso. (óh, se os ratos comessem só ossos, óh. óh) ... mas sabemos bem como os criadores de gado sem escrúpulos usam o mercado; engordam-no artificialmente a injecções até o animal atingir o peso máximo possivel. Estão gordos, inchados pelos liquidos retidos. No dia do abate pesam, por exemplo 500 quilos. No dia seguinte quando o comerciante vai por eles a carcaça já só pesa 420 quilos. Oitenta quilos pagos a preços de mercado esvairam-se em água, o dinheiro pago desapareceu, mas não se evaporou. E que não hajam ilusões, a prática não se passa apenas na criação de bovinos, vacas e porcos. É o método recorrente e infalivel do abate social advogado pela militantagem do CDS-PP desde que penetrou na tumba da social-pirataria PSD-PPD 

terça-feira, novembro 03, 2015

um punhado de lideres para-socialistas propõem uma revolução liderada pela classe média europeia

"em Julho último, o governo grego democraticamente eleito de Alexis Tsipras foi posto de joelhos pela União Europeia. «o Acordo » de 13 de Julho é, na verdade, um golpe de Estado. Foi obtido através do encerramento dos bancos gregos pelo Banco Central Europeu (BCE) e a ameaça de não permitir que estes voltassem a reabrir caso o governo grego não aceitasse uma nova versão de um programa que falhou. Porquê? Porque a Europa oficial não podia suportar a ideia de que um povo com o seu programa de austeridade autodestrutivo tenha ousado eleger um governo determinado a dizer "Não!"
Agora, com mais austeridade, mais privatizações de bens públicos a preço de saldo, uma política económica mais irracional do que nunca, e misantropia como política social, o novo memorando serve somente para exacerbar a Grande Depressão grega e a pilhagem da Grécia por interesses particulares, gregos ou não".
João Ferreira do Amaral não tem dúvidas: “Só há duas hipóteses, sair do euro a bem ou a mal”. O proposto agora neste PlanoB em que é que difere do programa proposto pelo PCTP-MRPP? - apenas na perspectiva de classe. Lançar as bases para uma politica pan-europeia que tenha em conta o internacionalismo proletário é um primeiro passo para a vitória da classe operária no controlo dos meios de produção e na resolução da crise do capital a seu favor, isto é, acabando com este modo de acumulação capitalista.

Na sua perspectiva de classe, continuam os signatários: "Devemos aprender com este golpe de Estado financeiro. O euro tornou-se o instrumento de dominação económica e política da oligarquia europeia, escondido atrás do Governo alemão e que se regozija por ver a Sra Merkel fazer todo o « trabalho sujo » que os outros governos não são capazes de fazer. Esta Europa só produz violência dentro e entre as nações: o desemprego em massa, dumping social feroz, insultos atribuídos aos líderes alemães contra a Europa do Sul e repetidas por todas as «elites», incluindo as daqueles países. A União Europeia alimenta a ascensão da extrema-direita e tornou-se um meio de anular o controlo democrático sobre a produção e distribuição da riqueza em toda a Europa. Afirmar que o euro e a União Europeia servem os europeus e protegem-nos contra a crise é uma mentira perigosa. É uma ilusão acreditar que os interesses da Europa podem ser protegidos no âmbito da prisão das regras da zona euro e os actuais tratados. O método Holland-Renzi do «bom aluno», na realidade, do prisioneiro modelo, é uma forma de rendição que nem sequer obterá clemência. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse-o claramente: "não podem existir escolhas democráticas contra os tratados europeus" (ler o resto)
bora lá!? ou estamos à espera de algum acordo de pacotilha?
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segunda-feira, outubro 26, 2015

O silencioso golpe-de-estado de Lisboa (II)

O artigo de Jacques Sapir, cuja primeira parte se traduziu ontem aqui, foi olimpicamente ignorado pelos Media portugueses, todos propriedade dos Bancos e geridos pela sua máfia de assessores contratados. Quanto ao artigo de Ambrose Evans-Pritchard aqui também citado é na edição de hoje do Público alvo de uma diatribe abjecta escrita por uma pantomineira de serviço. Da tradução do artigo, nada!, nada que possa ser susceptível de informar os leitores. Até parece que Cavaco não criou um precedente perigoso entre os países da UE e é tudo imaginação da malta da rede social twitter… (continuação):

(ampliar)
“Os sucessivos planos de austeridade que têm sido implementadas são destinados a reduzir o valor dos salários, quer falemos de salário directo ou indirecto. No entanto, este decréscimo só poderá beneficiar as exportações na medida em que diminuir ao mesmo tempo o consumo interno. Sempre que uma depreciação da moeda deixa o consumo interno inalterado, é necessário que os ganhos de exportação por meio de planos de austeridade possam compensar as perdas no consumo. Assim, os planos de austeridade serão sempre menos eficazes do que uma depreciação monetária, e pode-se adicionar uma nota de Patrick Artus datada de 2012: "O ajuste da taxa de câmbio dá resultados rápidos; vimos isso no caso de Espanha e Itália em 1992-1993 com o desaparecimento rápido do défice externo e aumentando o desemprego por tempo limitado. Também se viu isso em diferentes ajustes nos mercados emergentes: na Coreia e Tailândia em 1997, no Brasil em 1998". Mas Portugal não pode desvalorizar a sua moeda, logo, a responsabilidade do Euro na situação económica em Portugal é inegável. Mas também o será a responsabilidade das autoridades europeias no caos político e económico que pode ocorrer.

Lições a ser aprendidas 
Muitas vezes falamos de tolerância ao desastre, do cansaço e sofrimento de povos que conduzem à sua rendição ou pior. Na verdade, não existe tal coisa aqui. Os governantes portugueses tentaram aplicar os métodos incutidos pelo Eurogrupo e pela Comissão Europeia e hoje são obrigados a ver que esses métodos não dão os resultados esperados. A votação para as eleições parlamentares é o resultado dessa constatação.
Mas os líderes subservientes ao estrangeiro, ou seja, às instituições europeias, decidiram não o considerar. O que está a acontecer hoje em Lisboa é muito grave, mesmo que seja menos espectacular do que o que vimos na Grécia. A natureza profundamente antidemocrática do Eurogrupo e da União Europeia é de novo afirmada e confirmada - seria cegueira não o ver. No entanto, deixar passar mais tempo pode ser tempo demasiado. Mas para que seja assim, é imperativo que todas as forças determinados a lutar contra o Euro se coordenem nas suas formas de acções. Aqui devemos sugerir o que La Boétie escreveria sobre a servidão voluntária na sua forma contemporânea "as instituições europeias são grandes porque nós os que lutamos pela soberania da nossa pátria estamos divididos"!. Mais do que nunca, surge a questão da coordenação das diversas forças da soberania nacional . Esta coordenação não implica que o que se opõe entre estas forças seja insignificante ou seja colocado entre parênteses. Esta é a lógica de "frentes", como a "Anti-Japonesa Frente Unida" feita na China pelo Partido Comunista e o Kuomintang, sem alianças em sentido estrito, mas que puderam marchar separadamente e atacar juntas. Mas a realidade, por mais desagradável que seja para alguns, é que, enquanto nós não nos podermos coordenar, uma clique minoritária poderá continuar a exercer a sua tirania. E golpe após golpe, institucionalizarem um regime de golpe permanente".

domingo, outubro 25, 2015

“Os tiranos só são grandes porque o povo está de joelhos” (La Boétie)

tirada a papel-quimico do Discurso da Servidão Voluntária" (1574) a natureza profundamente anti-democrática do Eurogrupo e (ilegalista) da União Europeia revela-se pela segunda vez, primeiro com o boicote a um governo de esquerda na Grécia, agora de novo com a não nomeação pelo lacaio-presidente de serviço dos partidos de esquerda para formar goverrno em Portugal. (via Democracia Solidária) . Como já tinha sido notado na imprensa britânica, também Jacques Sapir vem alertar para um precedente que nem os próprios portugueses estão ainda a compreender bem: “Portugal foi vítima nos últimos dias de um golpe silencioso organizado pelos lideres pró-europeus deste país [1]. Este acontecimento é particularmente grave. Ocorre lembrar a memória recente do golpe contra o governo grego gerido através de uma combinação de pressão política do Eurogrupo e pressões econômicas (e financeira) do Banco Central Europeu. Estas acções confirmam a natureza profundamente antidemocrática, não só da zona euro, mas também, deve compreender-se, da União Europeia.

Tem sido dito, e muito, nomeadamente em França e na imprensa europeia que a coligação de direita ganhou as últimas eleições portuguesas. Isso é falso. Os partidos de direita, liderados pelo primeiro-ministro M. Passos Coelho reuniram 38,5% dos votos e perderam 28 assentos no Parlamento. A maioria dos eleitores portugueses que votaram contra as mais recentes medidas de austeridade é de 50,7%. Esses eleitores focaram a sua votação na esquerda moderada (PS), mas também no Partido Comunista Português e outras formações da esquerda radical. Na verdade, o Partido Socialista Português tem 85 assentos, o Bloco de Esquerda 19 e o Partido Comunista Português 17. O que nos 230 lugares no Parlamento dá 121 lugares às forças anti-austeridade quando a maioria absoluta é 116 lugares [2]. Pode vir a ser encontrado um acordo entre os partidos de direita e o Partido Socialista. Mas este acordo não foi claramente possível pela presença desafiadora do programa de austeridade resultante do acordo entre Portugal e as instituições europeias. Esta é uma reminiscência da situação na Grécia ... Os Socialistas e o "Bloco de Esquerda" disseram claramente que o acordo deve ser revisto. Esta é a decisão em que o presidente Cavaco Silva se baseou para rejeitar a proposta apresentada para um governo de Esquerda. No entanto, a sua declaração foi mais longe. Ele disse: "Depois de todos os pesados sacrifícios feitas no contexto de um importante acordo financeiro, é meu dever e minha prerrogativa constitucional, fazer todo o possível para evitar falsos sinais a serem transmitidos às instituições e investidores financeiros internacionais. "Essa é a declaração verdadeiramente problemática. O Sr. Cavaco Silva acredita que um governo de esquerda unida pode levar a um confronto com o Eurogrupo e com a UE o que é mesmo muito provável no caso. Mas, numa República Parlamentar, como é actualmente a de Portugal, não está no poder do presidente interpretar intenções futuras para se opôr à vontade dos eleitores. Se uma coligação de esquerda e da esquerda radical tem uma maioria no Parlamento, e se mostra - foi este o caso – ter um programa de governo, ele deve ser nomeado. Qualquer outra decisão é equivalente a um acto inconstitucional, um "golpe-de-estado".

A situação económica em Portugal 
Esta "resposta positiva" do Presidente face à situação económica em Portugal, muitas vezes apresentada - erroneamente - na imprensa como um "sucesso" das políticas de austeridade, continua a ser muito precária. O défice orçamental atingiu mais de 7% em 2014 e deve ser bem acima dos exigiveis 3% este ano. A dívida pública é superior a 130% do PIB. E se a economia tem novamente algum crescimento, em 2015 ainda está ao nível de 2004. As condições de vida regrediram mais de dez anos pelas políticas de austeridade, com um desemprego extremamente alto. Na verdade, as "reformas" que têm sido impostas em troca do pacote de ajuda ao financiamento da dívida e os bancos não têm resolvido o principal problema do país. Este problema é a produtividade do trabalho que é muito baixa em Portugal, e isto por várias razões, uma força de trabalho mal preparada e investimento produtivo em grande medida insuficiente. Portugal, entre 1980 e 1990 poderia acomodar a baixa produtividade, pois poderia deixar sua moeda depreciar-se. Desde 1999 e da entrada no Euro, isso é impossível. Portanto, não é surpreendente que a produção tenha estagnado... (continua)

terça-feira, outubro 20, 2015

é mais ou menos isto: os problemas da Grécia são mais ou menos iguais aos de Portugal

Yannis Varoufakis dá uma extensa entrevista à revista "Monthly" onde aborda pormenores da sua demissão após a vitória do "Não" no referendo e a obrigatoriedade exigida pela Cleptocracia Europeia de o converter num "Sim" ou continuar a boicotar a economia grega.

A decisão de Varoufakis de abandonar o governo foi tomada por esta altura: “Quando percebi isto, disse a Tsipras que tinha uma escolha clara a fazer: ou usar os 61,5% do ‘Não’ para ganhar uma nova energia, ou capitular. E disse-lhe, antes que respondesse: ‘se escolhes a última, eu saio”. Olhou-me e disse-me, "eles querem ver-se livres de nós’. E depois contou-me a verdade, que havia membros do governo a empurrá-lo para a capitulação. Estava deprimido”.  

Varoufakis demitiu-se e apoiou a ala esquerda dissidente do Syriza que formou o novo partido "Esquerda Unida" que não elegeu nenhum deputado nas eleições que se seguiram.
e que disseram os media?
Varoufakis explica: “Temos uma coisa chamada ‘Hellenic Financial Stability Facility’, uma ramificação do ‘European Financial Stability Facility’, fundo que recebeu 50 mil milhões para recapitalizar a banca grega. Este é dinheiro que os contribuintes gregos pediram emprestado para impulsionar a banca mas (1), enquanto ministro das Finanças, não me deixaram escolher o CEO e nem sequer podia participar nas relações do fundo com os bancos. O povo grego, que nos elegeu, não tinha assim qualquer controlo sobre como é que este dinheiro foi e é usado”

“Cleptocracia” é como o ex-ministro das Finanças define o Estado grego. “Enfrentámos uma imensa aliança de interesses instalados e de práticas oligárquicas, um verdadeiro triunvirato do pecado na Grécia: primeiro, os bancos, os bancos falidos que são mantidos vivos com o dinheiro dos contribuintes mas sem que os contribuintes possam dizer seja o que for sobre o que eles fazem. Em segundo lugar, os media, particularmente os jornais e os meios electrónicos, que também estão falidos. Mas são controlados pelos bancos, que usaram o dinheiro do resgate para apoiar os jornais e assegurar que cumprem o seu papel de propaganda. Em terceiro lugar, os interesses associados aos investimentos públicos”. Para explicar este último ponto, o ex-ministro lembra que o custo de construção de um quilómetro de auto-estrada na Grécia é três vezes mais do que na Alemanha ou França, “e não é porque as pessoas trabalham menos ou são menos eficientes… Se querem saber o porquê, vejam o Norte de Atenas e estudem as villas sumptuosas e quantos donos e presidentes dessas empresas vivem por lá” (texto original aqui).

(1) a Grécia não vai conseguir gerar um excedente primário de 4% nos próximos 30 anos, que é aquilo que ficou estabelecido

sexta-feira, outubro 16, 2015

“... isto é tudo um putedo!”

tendo em vista o tremendo equivoco que é a "União" Europeia
Sim! Por uma questão de higiene mental, talvez fosse mais saudável passar a ver nos órgãos de comunicação social as caras dos boys do PS, e até certo ponto do PCP e do BE, do que as repelentes fúcias dos cretinos do PSD e do CDS. Mas atenção, meu querido amigo: os capitalistas conhecem bem a saturação psicológica que as caras dos seus lacaios no governo provocam nos explorados e oprimidos e, por isso, são eles próprios a recorrerem à mudança de farsantes, para poderem prolongar a farsa com maior eficácia.
Quando Cavaco convoca Passos Coelho e o manda andar por aí à procura de um partido que lhe traga a maioria absoluta no Parlamento, no fundo o que Cavaco lhe pretende dizer é isso: traz caras novas, novos boys, para podermos continuar com a mesma política de terrorismo austeritário" (Arnaldo Matos, no Luta Popular)

a Direita anda desesperada com a mera hipótese de vir a formar-se um governo PS viabilizado pelo PCP e BE. Para não largar o pote tudo serve para atacar a concorrência de outros agentes do neoliberalismo. Até um editorial do histórico e ameaçador MRPP no "Luta Popular". Nunca lhe deram uma linha na campanha eleitoral ou fora dela. Agora "o Observador" do execrável José Manuel Fernandes dá-lhe honras de 1ª página. Como diz Arnaldo Matos assim obriga a campanha de todo este putedo contra a eventual viabilização de um governo, ainda assim, da falsa-esquerda. O Observador não é um jornal (mas aumentou recentemente o capital social para 3,2 milhões de euros), o Observador é um órgão militante de uma Direita enraivecida com a perda da maioria absoluta. É jornalismo de sargeta... a imagem é de hoje, e é bem demonstrativa da "expulsão" de Garcia Pereira...

terça-feira, outubro 13, 2015

que se saiba os investidores da Bolsa não elegem deputados, ou elegeram?

Mais de 60 % dos eleitores portugueses votaram por uma mudança de governo e de política de austeridade. Apesar de António Costa que aqui não há classes médias a votar em Syrizas, o certo é que mesmo assim o boicote não se fez esperar. O semanário do agente bilderberg para Portugal agita imediatamente o fantasma que “metade do país está em risco de pobreza” como se fosse uma grande novidade (gastar dinheiro com pobres é subtrair lucros aos especuladores) e no dia seguinte verifica-se uma derrocada das acções do PSI-20 com especial impacto na Banca (Millenium BCP e BPI). O recado sussurado por Cavaco é que não pode haver modificação dos programas de austeridade exigidos pelos investidores privados coordenados pelo FMI/BCE/EU. Portanto, como diz Arnaldo Matos, seja qual for o governo a ser investido por Cavaco, ele será sempre constituído pelo mesmo putedo politico que tem estado em exercício nos últimos 40 anos. Há demasiados anos que o povo português paga um preço demasiado alto pela impossibilidade dos falsos partidos de esquerda se poderem entender. Só a direita se pode entender. Segundo o “Observador”, orgão online oficial do Capital, “no caso de Costa insistir no governo de esquerda, a direita terá de exigir novas eleições em que seja dado ao povo o direito de escolher entre duas coligações, a do PSD-CDS e a do PS-PCP-BE”, esquecendo-se que se o irrelevante cds-pp se tivesse apresentado sózinho e não sob a capa da enganadora sigla “portugal à frente” os resultados seriam outros. Então quem são os donos do pasquim que recentemente aumentou o capital social para 3,2 milhões de euros? 
Disse o próprio “Observador” que revela os nomes dos accionistas em nome dos princípios da transparência e do rigor. Provocadores, perderam a vergonha que nunca tiveram, um belo “sinal da nossa postura no mercado, tal como é um exemplo da forma como iremos tratar a informação". Até estão a conseguir passar o exemplo para o nóvel órgão da direita que dá pelo nome de RTP3, a juntar ao resto do suprasumo da «pluralidade» das nossas televisões e da imprensa portuguesa...
Integram a estrutura accionista do Obervador , José Manuel Fernandes, João de Castello Branco, Jorge Bleck, Filipe de Botton e Alexandre Relvas da Lusofinança e promotores do famigerado “Compromisso Portugal”, Orientempo (accionista de referência António Carrapatoso), Pedro Martinho, Ribacapital, SGPS, Lda. (accionista de referência João Talone), Tempo Calmo SGPS, S.A. (accionista de referência Filipe Simões de Almeida) e Rui Ramos. Preside ao Conselho Geral de Supervisão o ex-presidente da AR Jaime Gama. O conselho de administração tem como presidente António Carrapatoso. Accionistas de referência: Luis Amaral y Hijas Holdings S.L., António Pinto Leite, António Viana Baptista, Ardma SGPS, Atrium Investimentos, SGPS, Bar Bar Idade SGPS de Carlos Moreira da Silva, Duarte Schmidt Lino, Duarte Vasconcelos, Holdaco, SGPS cujo accionista de referência é António Champalimaud

quinta-feira, outubro 08, 2015

O Golpe de Estado de Cavaco

Na disposição legal (art.º 187.º, nº 1, da Constituição da República), regula-se o processo constitucional de formação do governo. Ninguém pode alterar os termos e passos deste processo e, muito menos, o presidente da república, que no acto de posse jurou - é certo que por sua honra, e isso ninguém sabe quanto vale – conforme o nº 3 do art.º 127 “defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”. Por imposição constitucional, base de todo o processo democrático em regime parlamentar: ”o primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais”. Porém, sem ouvir nenhum dos partidos representados na assembleia, Cavaco chamou a Belém o agente alemão Pedro Passos Coelho, aparentemente como chefe da coligação mais votada, e encarregou-o da execução de uma tarefa que a Constituição não autoriza: “encarreguei o dr. Pedro Passos Coelho de desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e governativa do país”. Cavaco está pois empenhado na formação de um governo presidencial, com ele, Passos, Portas e mais a primeira prostituta que aparecer do chamado arco da governabilidade. Isto é, para todos os efeitos, um golpe-de-estado constitucional. A Constituição não autoriza a formação de governos de iniciativa presidencial". (súmula de uma reflexão de Arnaldo Matos no Luta Popular)

terça-feira, setembro 22, 2015

Coligação Prá Frente Corrupção Pra Trás Mija Portugal "lidera as intenções de voto com 40%"

Paulo Morais, vice-Presidente da Direcção do «TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica», chama-nos a atenção para as actividades de António Rebelo de Sousa, o irmão do Marcelo dito sobrinho do fascista Baltazar Rebelo de Sousa, pater-comentator da democracia et al.

"Face às dúvidas e polémicas em torno das sondagens, talvez fosse útil aumentar o nível de transparência relativamente às empresas de sondagens (proprietários, órgãos sociais, etc.). Seria bom que se soubesse, por exemplo, que o dirigente máximo da EUROSONDAGEM é António Rebelo de Sousa, que ocupa também um cargo de confiança governamental [do actual executivo e por este nomeado], enquanto presidente da SOFID – Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, S.A. (detida em 70% pelo Estado). Os particulares ou empresas que condicionam a opinião pública devem declarar todos os seus conflitos de interesses” - a vigarice dos empresários laranjas das sondagens (por Telmo Vaz Pereira): As sondagens fabricadas pela Eurosondagem não têm qualquer credibilidade, quando António Rebelo de Sousa foi jotinha e Presidente da Juventude Social Democrata (1974/76); foi Deputado à Assembleia da República, eleito pelo PPD / PSD – Círculo de Lisboa (1976/80); foi professor do jotinha Pedro Passos na Universidade Lusíada onde o lider Coelho obteve o diploma aos 37 anos na disciplina de História da Análise e dos Sistemas Económicos (em vez de emigrar); Obviamente, Rebelo de Sousa mantém relações estreitas em outras inúmeras esferas de interesses partidários e governamentais" - tudo isto cheira tanto a fraude que assusta não haver quem leve estes fulanos a sentar-se no banco dos réus.

domingo, setembro 20, 2015

um Papa com jeito para lidar com os Pobres

a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), conhecida pelos seus fabulosos tesouros patrimoniais expropriados às comunidades pelo saque e acumulação capitalista, em tempos de ataque sem precedentes aos Direitos Humanos em beneficio dos muito ricos, resolveu eleger de entre a congregração um dos seus bispos com jeito para lidar com os pobres, antes que estes se revoltassem, como já aconteceu antes. E este título é de um jornal, que tal como o Papa, se finge ser um actor de esquerda...
Obviamente, há ainda pior. Para a procissão com o Papa incluido a realizar no Central Park em New York, o acesso foi condicionado à venda de bilhetes grátis - isto é, a organização do evento ofereceu apenas 90.000 bilhetes aos primeiros que os fossem levantar. Como qualquer básico capitalista sabe, a procura excedeu a oferta e em breve se constata haver bilhetes vendidos na candonga a 600 dólares - é o mercado a funcionar. A quantidade de gente admitida no recinto é ridicula. Cabe aqui lembrar que o activista John Lennon durante a administração Nixon encheu o Central Park com 1 milhão de pessoas para ouvir um discurso anticapitalista, enquanto em casa a cada vez que aparecia o presidente na televisão se desligava o aparelho (tal como hoje fazemos ao Coelho/Portas). É fácil entender o porquê dos poderes ocultos que governam os Estados Unidos se viram obrigados a assassinar uma personalidade como Lennon. Outrossim, não é previsivel que desta vez alguém dê um tiro no Papa, mas se o fizessem, seriam os mercados a funcionar, era bom para o negócio...

sexta-feira, setembro 18, 2015

sobre a Dívida, qual a sustentabilidade de que falam os "Credores" internacionais e os seus agentes internos?

Merkel e Yellen, a dependência
Acabado de ver no canal europeu "Euronews", a retórica começa assim: "Estamos presos num dilema em que a resposta de curto prazo é 'Hey, cada um de nós tem que viver dentro das suas possibilidades". Mas essa não é uma resposta que se possa aplicar a um país, porque há medidas sociais que não são mensuráveis em dinheiro, porque isso significa simplesmente que um país se pode tornar cada vez mais pobre" - e essa questão é travestida para: "Como é que os países podem decidir o quanto eles se podem dar ao luxo de pedir emprestado? (mas de seguida nada se diz do luxo ao qual outros paises se podem permitir emprestar consoante o seu pode de "imbalance" - o que uns tiram, faz falta aos outros). A peça televisiva passa de seguida a analisar os casos mais dramáticos do sistema, Portugal e Grécia: "a sustentabilidade da Dívida tornou-se uma questão crítica para ambos os governos e investidores internacionais durante a última meia década de crise financeira. Como todos os países precisam de pedir emprestado para financiar as suas economias, é de vital importância a politica de bailout da Europa para paises como a Grécia e Portugal".

Adiante explica-se "minuciosamente" como funciona o sistema neoliberal através de gráficos: Os "investidores" pedem dinheiro aos bancos emissores emprestando-o por sua vez aos Estados, que depois pagam os empréstimos com juros a esses investidores privados. Lindo serviço. Temos assim uma situação em que os investidores privados pedem dinheiro a uma taxa próxima do zero, como Janet Yellen reafirmou hoje, e os utentes da banca, ao efectuarem pagamentos com um simples cartão-de-crédito sujeitam-se a pagar juros entre 15 e 19%. Pôr a economia a pagar juros leoninos a investidores privados é um bom negócio para a cáfila de parasitas que o povo sustenta. Como é que isto se pode pôr em causa pelos partidos do arco da governação dos interesses desses investidores privados?

 

Este cabeçalho "noticioso" de ontem refere-se a um relatório do BCE de há 3 anos, mas só agora veio à baila, insinuando-se que o total da ajuda aos Bancos (para explorarem o povo)  rondaria apenas os 20 mil milhões de euros! na verdade, desde 2008, os números da própria Comissão Europeia totalizam 86,58 mil milhões. (conferir aqui). Os valores surripiados pelas diversas quadrilhas acolitadas desde sempre no poder são, como se vê, muito maiores. Isto é prova provada de que a divida não é do Povo Português, mas dos Banqueiros ao serviço de um Europa colonialista. Logo, essa dívida é ilegal e odiosa face ao direito internacional. Assim sendo, nenhum dos partidos que se apresentam ás eleições legislativas que escondam a sua posição face a esta ilegalidade merecem o apoio das vitimas deste roubo gigantesco.

quinta-feira, setembro 10, 2015

ainda não viram este filme?

Para evitar qualquer maioria psd-cds-ps, para contrariar o Método de Hondt, é absolutamente necessário votar num partido fora dos três do arco-da-velha desgovernação

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quarta-feira, setembro 09, 2015

o “debate” em que as duas principais atracções nada de fundamental querem debater

primeira grande aldrabice de Coelho em directo: 
"a divida legada pelo PS foi de 194 mil milhões"...
( Coelho aldrabou os ouvintes em 30 mil milhões de euros)
o principal problema do país é o regime de endividamento fraudulento a que o bloco central tem submetido os portugueses por 40 anos. Neste ponto ambos os partidos do arco-da-velha governação concordam em não deixar escapar segredos que ponham o esquema em causa. Por incrível que pareça, o que os dois actores têm feito nestes últimos dias é treinar para que pareçam naturais durante o espectáculo na televisão. Ora, um vigarista genuino é um oximoro,
Ora, auto-excluindo-se deste modo o Passos sobra o Costa. Sem alternativa, fica o Costa contra Costa.
O anterior governo dos autodenominados “socialistas” deixou a dívida pública em 164.348 milhões de euros em 2011 e, por pressão de Cavaco/Banco de Portugal, chamou a Troika para ajudar a transferir a divida dos bancos privados para o Estado. O actual governo de neoconservadores pegou no mote, aceitou todas as imposições e elevou a dívida para 223.092 milhões de euros! Em juros para o Estado  pagar e comissões para os amigos o custo total só desta “ajuda” situa-se neste momento em 6,5 mil milhões – 623 a cada português, que, individuo a individuo não deve, nem pode dever nada a ninguém. Na propaganda do governo (que António Costa não desmonta) Portugal tem os “cofres cheios” – ter essa almofada à ordem do BCE custou aos portugueses 483 milhões de euros! E o agravamento da dívida mantêm –se, e manter-se-á, na medida em que a “supervisão” da Troika se manterá pelo menos até 2035

quinta-feira, julho 16, 2015

a lição da Grécia, o efeito Syriza (III)

Especuladores divididos: Bruxelas quer garantir o 'financiamento-ponte' através do Mecanismo de Estabilização Financeira (MME) - em vez de 19 serão 28 os países obrigados a contribuir. O FMI quer corte na dívida grega. Já há quem lhe chame o início da guerra entre FMI e Berlim, com a dívida grega como cenário. Num relatório confidencial e divulgado após a cimeira europeia de domingo, o Fundo dirigido por Christine Lagarde arrasa as palavras vagas sobre a restruturação e um maior corte da dívida da Grécia na declaração dos líderes da Eurozona. “A deterioração dramática da sustentabilidade da dívida torna necessário o alívio da dívida a uma escala que teria de ir bem para além do que foi pensado até agora – e do que foi proposto pelo Mecanismo de Estabilidade Europeu”, diz o relatório do FMI.

“a Política imposta pela Alemanha é um crime contra a Humanidade” - afirma a presidente do Parlamento grego voltando a apelar ao Governo para que não aceite a chantagem dos credores para um acordo em que já nem o FMI acredita. Revelar a origem da dívida grega provocaria uma revolução financeira mundial, afirma um membro da Comissão de Auditoria à Dívida Pública grega: “é rídiculo culpar Atenas pela crise europeia” concluiu Maria Lucia Fattorelli.
De facto é assim que funciona: Todos os governos que usam o Euro podem usar o BCE (no qual os Bancos-Centrais de cada país são sócios em partes proporcionais) para financiar os seus défices. Neste contexto, os Bancos-Centrais dos Estados-membros só cumprem as ordens regulamentadas pelo BCE, uma entidade supranacional não eleita, que decide à revelia da independência económico-financeira dos povos. Quando os governos da União Monetária Europeia (UME) têm défices emitem obrigações do Tesouro que são compradas pela banca privada. Que por sua vez, ao apresentar esses títulos/obrigações de pagamento como garantia os bancos recebem esses valores em dinheiro novo emitidos pelo BCE como crédito. Se para o BCE o valor emprestado é um papel, para quem o recebe e deposita é uma conta bancária consolidada em dinheiro pronto a levantar. É deste modo que funciona o esquema da dívida soberana. Mas os valores criados como dívida aos Estados não terminam no BCE. Entram na rede de especulação financeira global. O BCE revende essas obrigações no “mercado”: a fundos-abutre, a seguradoras multinacionais, a fundos financeiros de governos com superavit (p/e a Alemanha) e no geral a bancos de investimento comerciais estrangeiros. Estima-se que o BCE não tenha mais que 20% da dívida que emite. Não se sabe, porque o BCE não divulga esses dados nos relatórios que publica. Ao menor sinal de dificuldade de pagamento as “Instituições” que supervisionam os “ratings” do esquema exigem contrapartidas concretas, normalmente privatizações de sectores do Estado lucrativos para a tutela dos “credores”, oferta de “recursos humanos” a baixo custo, etc.
É um esquema mafioso levado a cabo por altas individualidades, aparentemente não intervenientes, que devem ser objecto de investigação e acusação criminal. Foi neste contexto que Alexis Tsipras, num dos últimos momentos dramáticos das negociações gritou para Merkel: "Também querem Creta? O Partenon? Talvez toda a Acrópole, não?". Valeu a intervenção do polaco-americanófico Donald Tusk, em representação não oficial de Obama e da NATO, de onde se subentende a existência de vertentes ocultas do “acordo”.  Por via do FMI.

quarta-feira, julho 15, 2015

a lição grega (II)

Propostas do Eurogrupo são consideradas pelos gregos como "humilhantes e desastrosas". O nosso caniche Coelho diz que não são e que foi ele o autor da ideia para que não fossem humilhantes. É a fábula da râ que queria ser boi, tanto inchou tanto inchou que rebentou


"... ou seja, o que o desfecho das negociações entre o governo grego e os restantes governos do euro inequivocamente prova é que a dissidência face à austeridade não pode ser um caso nacional. E isto independentemente dessa mesma dissidência ser feita no interior do euro e da UE, como pretendeu até agora o Syriza, ou contra o euro e a UE" (Zé Neves)

Qual a causa da aparição destes partidos de fachada esquerdista "na nomenklatura reacionária) mas apenas sociais-democratas? são eleitos pela classe média em sociedades terceirizadas. Em países desindustrializados como a Espanha, Grécia e Portugal não existe uma classe operária capaz de liderar um processo revolucionário consistente, com amplo apoio popular. É esta a ilação a tirar da queda do Syriza face às poderossimas foças concentradas no drectório do Euro. Só a Itália, França e Chipre apoiaram a Grécia, os restantes "crucificaram Tsipras lá dentro" na maratona negocial, levando-o a aceitar um acordo que sabe não poderá ser cumprido. O Syriza fez o que poderia ter sido feito; Sobre a saido do Euro, maís uma vez, a palavra irá ser dada ao povo grego.