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segunda-feira, março 28, 2016

Estupefação face ao Acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a vaga de Emigrantes

Há duas semanas Angela Merkel foi forçada a realizar mais uma cimeira europeia sobre a questão dos migrantes para analisar uma proposta de acordo de iniciativa da Turquia, um país da NATO. Todos os líderes da União Europeia , depois de duras negociações, finalmente concordaram em aceitar sem grandes alterações as propostas do primeiro-ministro turco e doravante da Alemanha.

a esmagadora maioria de refugiados na presente crise são sirios, uns pela destruição das suas condições de vida, outros por comprometimento com o terrorismo na Síria. O mesmo para o caso do Afeganistão e Iraque sob tutela dos Estados Unidos. Outro tipo de problemática abrange o outro tipo de migrantes económicos das regiões tradicionalmente esvaziadas de recursos pelo imperialismo ocidental.
Pura lógica de relações de Força

O negócio é o seguinte: todos os migrantes ilegais que chegarem à Grécia serão devolvidos à Turquia, mas, para cada caso em que se trate de um sírio por cada refugiado na Turquia será acolhido outro sírio num país da UE, até ao limite de 72 000 vagas - a Turquia "compromete-se" a gerir o apoio ao fluxo de refugiados para a Europa mas exige contrapartidas políticas e financeiras inaceitáveis, a mais importante é a revitalização das negociações sobre a sua futura adesão à União Europeia. Como contrapartida Ankara obtém uma ajuda financeira adicional de 3 mil milhões de euros pagos pela União Europeia, e ainda, impõe aceitar a liberalizar da concessão de vistos para os cidadãos turcos para a Europa e acelerar o processo de adesão do país à UE. Ajudar a Turquia a gerir o enorme fluxo de migrantes não é uma ajuda significativa. Devolver à origem emigrantes neste país poderia ser uma forma de reduzir os fluxos que chegam à Grécia (cerca de um milhão de pessoas em 2015, 10% da população grega), o país que tem sido espremido pelos planos europeus por não se saber "dar ao luxo de gerir as falsas dívidas dos seus próprios cidadãos”.

Mas este infame acordo, (refugiado que não seja da oposição ao regime legal da Síria fica de fora) traz mais problemas que os que resolve. Ele mostra as mentiras do “espaço Schengen sem fronteiras internas”, livre para o capital mas de graves restrições e desigualdades económicas para os cidadãos europeus, contrasta com vinda de migrantes em massa pela Grécia, uma vez que é uma porta de entrada para toda a UE e para os países de livre escolha dos “refugiados”. Então será muito problemático um mecanismo de acoplamento automático de opositores ao regime sirio, impondo um mecanismo kafkiano de alocação de emigrantes a países pobres e endividados. Terá um custo para os trabalhadores dos países europeus cujos bolsos não estão cheios. A liberalização do movimento de 80 milhões de turcos dentro da União Europeia não pode realmente ser uma ideia aceitável num momento em que se gritam raios e coriscos sobre o “jihadismo global”, em tudo isto há uma inquietante contradição. Finalmente, é impressionante negociar a adesão da Turquia, cujo território em mais de 90 por cento geograficamente nem se situa na Europa.

Ao fazer este acordo, o directório neofascizante da EU revela que, para além de ser corrosivo para as democracias dos países europeus, impõe negociações exigindo o reinado dos mais fortes, os alemães e os turcos, que foram capazes de impor a sua solução aos outros países europeus. Angela Merkel continua a ser a agente do branding norte-americano na Babel europeia, obrigada a flutuar sobre um monte de problemas, como o que no ano passado ao apagar a lufada de ar fresco na Grécia, agravaram ainda mais a situação de crise. Em 2015 não havia dinheiro para libertar os fundos da Grécia retidos no BCE por oposição politica e agora já há 3 mil milhões para a Turquia que nem sequer é membro? Mais que provavelmente nada disto foi resolvido nesta Europa, como nada resolve em muitas Cimeiras sobre muitos outros assuntos, como a crise da moeda única. A montanha da crise dos “refugiados” o que pariu foi a certeza que o funcionamento da UE é totalmente disfuncional e que esta Europa além de criar problemas impede directamente a sua resolução.

a Macedónia, nos Balcãs, que não faz parte da UE permitiu que centenas de milhares de refugiados a cruzar o país da Grécia para ir para a Alemanha. País vizinho da Grécia, que faz parte da EU, a Macedónia fechou as suas fronteiras aos refugiados depois de ter descoberto 9000 passaportes falsos. Não são os próprios emigrantes que imprimem esses documentos, nem al-Assad, nem os sírios patriotas que combatem o terrorismo na sua pátria que organizam o transporte em massa. Tanto a Grécia como a Turquia são paises da Nato, portanto, o problema está noutro lado, em Bruxelas e no Pentágono, este último que pelo meio do espalhafato mediático “anti-terrorista” nem sequer é mencionado. Há agências norte-americanas por trás desses passaportes falsos! a Turquia foi directamente utilizada pelos EUA para introduzir terroristas na Siria visando derrubar o regime. Como estão a ser escorraçados pelos Russos fogem para a Turquia, voltando pelas centenas de quilómetros de galerias subterrâneas que os norte-americanos escavaram para infiltrar armas e provisões para o ISIS/Daesh. Tudo isto, a “oposição” na Síria, o terrorismo armado com armas de última geração, os falsos refugiados, foi criado pelos selvagens norte-americanos a partir do zero, mas as consequências do fracasso recaem sobre as vitimas do terrorismo e os povos europeus.
Exército sírio, apoiado pela Rússia, infligiu uma derrota esmagadora neste domingo ao grupo Estado Islâmico (ISIS/Daesh), ao recuperar o controle da cidade de Palmira, estando prestes a expulsar a organização extremista dos seus redutos na Síria. e o silêncio dos lideres ocidentais

sexta-feira, outubro 09, 2015

Russos são recebidos em apoteose na Síria

Сирия сегодня - Спасибо России ! Друзья ! Смотрите видео и передайте дальше всем !

Росси́я - Российская Федерация 1 de Outubro de 2015
a Casa Branca espera um pedido de desculpas da Siria por ter convidado Putin a invadir o país. Zbigniew Brzezinski: "estão loucos? Obama deve retaliar os Russos imediatamente!" 

No seu discurso o conselheiro de Estado Brzezinski reconhece implicitamente que os Estados Unidos têm aliados entre os grupos terroristas que actuam na Síria e dirigindo-se a Vladimir Putin ameaçou: parem de atingir a nossa Al-Qaeda "ou teremos uma terceira guerra mundial" (VeteransToday)
Conselheiro ucraniano quer ajudar o "Estado Islâmico" a vingar-se dos soldados russos.

sexta-feira, março 27, 2015

Ivana

Em Berlím e Duisburgo os comunistas alemães do MLKP promoveram manifestações em honra da sua militante Ivana Hoffmann, que morreu integrando a luta do povo do Curdistão no combate contra o Estado Islâmico da Síria e do Iraque (ISIS)

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https://www.youtube.com/watch?v=h9W4ihf-RKc
Face às novas ameaças, os Curdos aplaudem o apelo do último fim de semana do seu líder Abdullah Ocalan (PKK) para terminar a luta armada contra a Turquia, que dura há 30 anos. Ocalan está preso como terrorista num cárcere turco. Quer dizer, as suspeitas profundas em ambos os lados podem quebrar os sonhos de paz. Ocalan iniciou conversações com o governo de Ancara em 2012 para acabar com um conflito que já matou 40.000 pessoas e tem atrofiado o desenvolvimento no sudeste do país de maioria curda. Uma paz complicada na medida em que os Curdos têm vindo a envolver-se no combate ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O presidente Tayyip Erdogan tem a sua atenção focada nas eleições de Junho, onde espera obter maioria para que o regime se modifique para uma presidência executiva. Nesta perspectiva Erdogan está a pressionar o PKK (Kurdistan Workers Party) para que aceitem entregar as armas, declarando que depois dele reeleito como lider executivo deixará de existir um  "problema curdo" graças às reformas que irão ser feitas sob seu domínio. Temos assim, um partido Comunista alemão cujos militantes se dispõem a rumar para combater o "Estado Islâmico", (um espantalho nado e criado pelos Estados Unidos) e um partido Comunista turco disposto a fazer alianças com a Turquia, um país membro da NATO. (fonte)

a libertação dos povos é hoje, na era da globalização, um processo tortuoso, longe da simplicidade do internacionalismo proletário

o New York Times fala da "perigosa aposta da Turquia na Síria" título que também se podia aplicar à Arábia Saudita e aos Estados Unidos (ler mais)

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Ninguém tem dúvidas que o ataque é levado a cabo por terroristas com treino militar. Quem comandou o ataque?

Benjamin Netanyahu previu os atentados em França se este país deixasse de apoiar a causa de Israel, o que seria "um erro grave". A dias da votação na ONU da resolução que reconhece a Palestina como Estado, algo a que ferozmente se opõem os fundamentalistas religiosos que governa Israel e os politico-financeiramente sequestrados Estados Unidos. Em Junho de 2014 a França tornou-se no primeiro país no mundo a proibir o uso público dos lenços pró-Palestina.

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a ler
Ricochete em Paris. Uma operação terrorista ao melhor estilo Gládio, levada a cabo para desarmar ideologicamente a esquerda europeia (Information Clearing House)
 Infelizmente há muita ingenuidade à esquerda, a maioria não consegue ver que todo este circo montado sobre um crime premeditado e executado com rigor militar é coisa que não está ao alcance de um qualquer extremista dissidente. Algúem os treina, subsidia e os encaminha para os alvos.  
Este atentado beneficia os Sionistas de Israel e a extrema-Direita Europeia e não tem absolutamente nada a ver com "liberdade de expressão", tem a ver com a liberdade de fazer a guerra; para a partir daqui avançar para maior intervenção no Médio Oriente, com liberdade para matar. Em menos de uma hora após o terrivel tiroteio no Charlie Hebdo, os políticos já tinham começado a mentir aos seus publicos aficionados.John Kerry, secretário de Estado dos EUA, declarou que "não é possivel abater a liberdade de expressão através de actos de terrorismo". (ler mais)

segunda-feira, junho 30, 2014

o Exército de Libertação do Iraque e do Levante (EEIL)...

... acaba de auto-proclamar a restauração de um pretenso “Califado Islâmico” como Estado independente dos poderes instituídos no Médio Oriente, numa área que abrange parte dos actuais Estados relativa e maioritariamente laicos da Siria, Turquia, Iraque e o Irão (de religião xiita e outro importante produtor de petróleo)
Quem são e de onde surge agora este grupo? São os mesmos que depois de derrotados na guerra civil contra o regime sírio de Bashar al-Assad, na qualidade de terroristas infiltrados a partir do exterior, mudam agora de estratégia. Como fracassaram em toda a linha na tentativa de conquistar a Síria (graças ao apoio da Rússia), os Estados Unidos que são quem patrocina e financia a nóvel seita EEIL de Takfiristas decidiram dividir a Síria. Desde a invasão e conquista do poder no Iraque em 2003 os Estados Unidos e os seus Aliados (1) sempre congeminaram usar o divisionismo tribal-religioso na região para conseguir os seus objectivos (2). Agora que a indústria do petróleo está controlada e defendida militarmente no Iraque e o país está a exportar como o 2º produtor mundial (logo atrás da Arábia Saudita) fomenta-se o desejo secular de autonomia para os Curdos (cujo herói nacional e do nacionalismo árabe é o sunita Saladino). (3)
Ora sunita era o deposto Saddam Hussein (4), cujo assassinato abriu as portas ao pretenso terrorismo da al-Qaeda (obviamente, como criação dos EUA) introduzido no Iraque pelas tropas norte-americanas. E os órgãos de propaganda apressam-se a difundir que os Takfiristas do EEIL são muito mais perigosos que a famigerada al-Qaeda - os Takfiristas (do árabe takfiri) são um grupo de muçulmanos que acusam outros muçulmanos de heresia. A acusação em si é chamada “takfir” (excomunhão), derivado da palavra kafir (Descrente) declarando-os impuros. Em princípio, o único grupo autorizado a declarar um muçulmano um kafir ("infiel") são os Ulemas, e isso é apenas feito depois que todas as precauções legais prescritas foram tomadas. No entanto, um número crescente de grupos Salafistas dissidentes, rotulados como Salafi-Takfiris, têm reivindicado o método ortodoxo de estabelecer o takfir através dos processos da Sharia (a Lei muçulmana), e reservam-se o direito de se declarar contra a apostasia de qualquer muçulmano ou não-muçulmano. Na lei islâmica, qualquer apóstata (pessoa acusada de abandonar o Islão) deve ser morto. Assim, muitos grupos islâmicos armados de ideologia Takfir, (como a alegada Al Qaeda), dedicam-se à prática de actos violentos, incentivando as pessoas contra governos por eles considerados como "apóstatas" para fazer cumprir a punição islâmica sobre os descrentes. (5). São apoiados por uma facção da família real Saudita aliados aos Estados Unidos e Israel, cuja missão seria derrubar o regime secular sírio. Os Takfiristas são responsáveis na Síria por assassinatos de extrema violência, crucificações e decapitações de opositores.

É sobre este pano de fundo que no passado dia 27 em França (Villepinte) se realizou um grande Meeting Internacional de apoio ao EIIL. Repetindo a farsa da al-Qaeda no Afeganistão na década de 90, chama-se de novo aos Takfiristas do Iraque de “Mouhajidines do Povo” pela libertação do Irão. Se a reunião era inicialmente para apoiar os campos de treino militar dos “mujahidines” no Iraque para combater o regime do Irão, o presidente Maryam Rajavi usou o seu discurso para condenar violentamente o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, e glorificar os progressos do Emirado Islâmico do Iraque e do Levante (ÉIIL). Mais de 600 figuras políticas de países membros da NATO participaram neste encontro. Destes, o ex-Chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Hugh Shelton; o ex-comandante da Operação Liberdade do Iraque, o general William Casey; o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich; O senador Joseph Lieberman (o seu amigo, o senador John McCain não conseguiu fazer a viagem, mas falou através de vídeo); o ex-mayor de Nova York Rudy Giuliani; o xsocialista espanhol ex-primeiro-ministro José Luís Rodriguez Zapatero; o ex-ministro francês da Defesa, Michele Alliot-Marie, e o ex-ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner (fonte)

Mais uma vez, a resposta da Rússia à ameaça próxima às suas fronteiras não se fez esperar. Os primeiros 5 de uma série de caças a jacto Sukhoi foram entregues no dia seguinte ao regime do Iraque, segundo afirmou o ministro da Defesa. O primeiro ministro Nouri al-Maliki espera que estes aviões façam a diferença-chave na luta contra os terroristas do EEIL. (6)
(1) Fazendo orelhas moucas, a CIA e o MI6 sabiam antecipadamente do assalto do EIIL, mas, muito convenientemente, não reagiram
(2) os Estados Unidos treinam o EIIL numa base secreta da Jordânia
(3) Um Plano para balcanizar o Médio Oriente
(4) As tribos Sunitas alistam-se para ajudar o Exército regular do Iraque contra os fundamentalistas do EIIL
(5) Enquanto os Media na imprensa ocidental apresentam o “Emirato Islámico do Iraque e do Levante” como um grupo de jihadistas capazes de recitar o alcorão de memória numa luta justa, esse grupo armado iniciou no Iraque mais uma guerra pelo petróleo.
(6) Tudo o que é dado saber sobre o EIIL e o que se passa no Iraque (Reseau Internacional)