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quinta-feira, setembro 11, 2014

13 anos de azar social depois da best-offer Nine-Eleven

o mal que desinforma a opinião pública é a opinião da autoria dos "especialistas nesta área", como a do maçónico espião Jorge Silva Carvalho. Num olhar relâmpago sobre este artigo caça-se imediatamente uma das inúmeras falácias ali expressas: que "o Estado emana da sociedade" (riso amarelo) - as funções do Estado actualmente, 13 anos depois do Nine-Eleven, resumem-se a 1. serviços fiscais de cobrança de impostos, 2. prover forças policiais para zelar pela segurança das elites a pretexto da criação e fomento de "ameaças terroristas"e 3. aplicar um sistema judicial implacável para vigiar e punir os dissidentes politicos. Todas as restantes áreas vão estando gradualmente por conta do capital privado em detrimento do capital social. Capital social que era a razão de ser da forma "Estado", a favor do qual o homem delegava uma parte da sua liberdade em troca pela garantia da sua subsistência. Para além do golpe-de-Estado que foi a 11 de Setembro de 2001 do lobie norte-americano da Energia, sobrelevar as funções do Estado por poderes supranacionais foi a verdadeira razão de ser do "inside job" que as retrógadas forças neoliberais e respectivas policias politicas comemoram com orgulho neste dia.


* John McCain subiu na vida por mérito próprio ao pertencer aos famosos “The Keating Five”, um grupo de 5 Governadores de Estado acusados de corrupção em 1989.
* Igualmente famosos são os esqueletos no armário dos Clinton
* Relevante para a compreensão da época que vivemos é perceber como é que o Pentágono, a mais alta e sofisticada instância de segurança no planeta, consentiu que o 11 de Setembro acontecesse. Não é uma conspiração. São factos. Porque foi que o FBI cancelou as reuniões nesse dia, deixando as portas abertas para o que aconteceu?

sexta-feira, agosto 22, 2014

Alerta máximo! um preto roubou uma chuinga da prateleira do supermercado

o que tem vindo a acontecer na cidade de Ferguson, Missouri, EUA, não é nada de novo. Um policia de uma força de segurança constituida integralmente por brancos disparou sobre um suspeito de furto numa cidade cuja população é maioritariamente negra. O jovem negro Michael Brown mal se apercebeu que estava a ser perseguido surpreendeu-se - estava desarmado - levantou as mãos ao ar em sinal de querer acatar a intimação do "agente da ordem"; mas apesar da evidência o policia apontou-lhe a arma à cabeça e matou-o ali mesmo, antes mesmo que o pobre desgraçado tivesse tempo de abrir a boca para eventualmente se justificar

primeiro dispara-se, depois pergunta-se
Um jovem negro é morto a sangue-frio pela polícia. Algo que é corriqueiro no Brasil (foto da direita) e em muitos outros paises socialmente degradados, provocou uma dos maiores insurreições populares dos últimos anos nos Estados Unidos - precisamente o modelo global da degradação social. Seguiram-se acções brutais de repressão por forças militarizadas...

Todas as escolas nos EUA estão em vias de passar a ter em paralelo com as funções educacionais uma força policial de intervenção rápida. Já depois de Ferguson, num subúrbio de Filadélfia ocorreu outro facto demonstrativo da insanidade reinante. Imagine a policia a deitar fogo a uma casa abarracada num bairro densamente povoado; fizeram isso e "caçaram o seu homem"; mas arderam outras 60 casas contiguas graças a essa eficaz intervenção, infelizmente segundo o relatório da policia apenas danos colaterais.  Em Ferguson o problema foi temporariamente pacificado pela esperteza de enviar ao local Eric Holder, o primeiro secretário da Justiça negro da história dos Estados Unidos, que mandou sair a guarda nacional pela porta dos fundos.
 
inventar pretextos
Hoje mesmo dia 22, integrados numa jornada internacional, ocorrem protestos contra o genocídio do povo negro por todo o Brasil (ver aqui). Para se ter uma ideia, só em São Paulo, entre 2002 e 2011 houve um aumento de 24% de morte de jovens negros, um crescimento de 11.321 para 13.405. Com esse diferencial, a mortalidade de jovens negros passa de 71,6% em 2002 para 237,4%. A violência nos três primeiros meses de 2014 em comparação com 2013 representa um aumento de 206,9% do número de pessoas mortas por bófias em serviço. O aumento sistemático de assassinatos é uma das faces do genocídio aqui mencionado.

O sociólogo brasileiro José Luis Fiori afirma num ensaio que a Nova Ordem Mundial será multipolar, contraditória e beligerante. Como actuar para diluir o poder de influência norte-americano nas politicas dos países cujas burguesias se lhe aliaram? - "Neste ponto o sistema interestatal e capitalista criado, difundido e liderado pelos europeus e pelos EUA nos últimos quatro séculos, não deixa nenhuma dúvida nem alternativa. Neste sistema, quem não sobe, cai, e quem está em cima bloqueia de todas maneiras possíveis a tentativa de subir dos novos pretendentes que se propõem a alcançar a condição de potencias regionais ou globais. É o que se vê hoje, por exemplo, com relação à reivindicação dos chamados “emergentes” (para ler aqui)

Como bom aluno das directivas estrangeiras dos nossos tutores, Portugal adopta igualmente a mesma opção pela repressão militarizada contra hipotéticas manifestações resultantes do agravamento das desigualdades sociais; face ao perigo de um "arrastão à moda brasileira" num centro comercial, colocou-se uma brigada da policia de choque nas entradas, barrando o acesso a todas as pessoas de etnia negra, enquanto os brancos entravam indiferentes, despreocupados e curiosos com o aparato.

sexta-feira, março 07, 2014

policias contra policias, nem uns sobem nem os outros descem

quem empurra quem? os policias de guarda à ordem pública contra a criminalidade, amanuenses, de trânsito, guardas prisionais, etc. nada têm a ver com a policia de choque, que é uma força militarizada comandada por oficiais de alta patente (1) das forças armadas, que estão adstrictas à Nato e às brigadas de intervenção às ordens da União Europeia. A cobertura mediática tipo jornalista da RTPI: "com dores nos braços, nas pernas e nos membros..."  ou da jornalista da TVI24: "assistimos a um novo investimento dos manifestantes..." são números de folclore idiota para distrair a malta. Acabou a "manifestação" por mais dinheiro, os empurrões dos "feridos" curam-se com hirudóide, está na hora de cada um voltar para casa. Nada a ver com o povo trabalhador que é explorado à força dos bastões de rotina de uns e dos bastões profissionais de outros



Somando toda a hierarquia das forças militarizadas em Portugal, cada oficial graduado em General deve comandar 10.648 homens em postos subordinados abaixo dele. As Forças Armadas portuguesas têm menos de 64.000 efectivos, logo, deveriam ter mais ou menos 6 Generais... mas pasme-se! têm 123 Generais! - os Generais, por definição, comandam unidades operacionais em caso de guerra contra um inimigo exterior: Brigadas, Divisões, Corpos de Exército e Exércitos. Em Portugal não, comandam forças de repressão policiais contra os perigos de um hipotético inimigo interno. A Alemanha tem um General de 4 estrelas, Portugal tem 4, a juntar à chusma de reformas milionárias de altas patentes. Foi isto que a presidente da Assembleia da República prometeu aos sindicatos da policia que lideraram a manifestação: tenham calma que estamos a estudar um estatuto diferente do funcionalismo público para Policia e GNR. Afinal se com "o país numa crise gravíssima" não há dinheiro para nada, mas há dinheiro para enviar mais uma Brigada de Intervenção para a República Centro Africana (mais uma das muitas missões de controlo de revoltas no estrangeiro), também sobrará certamente uns trocos para calar a boca à policia de giro

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

os Homens do Presidente

sempre em acção na promoção do crescimento económico 

"Porque ligou para uma loja de armas do h#tel de Belo Horizonte?... Se o seu destino era o Rio de Janeiro porque viajou para uma cidade distante fazendo depois dois incómodos trajectos por estrada? quer esclarecer o que o levou a descolar-se aos arredores do local onde o corpo de Rosalina foi encontrado? ... qual o desfecho do processo em Portugal sobre a transferência de valores, "de forma indevida", da vítima para a sua conta bancária? ... pediu à vítima para assinar documentação, "isentando-o de qualquer responsabilidade"? ... Porque marcou encontro com Rosalina, à noite, quando se sabia que com medo ela jamais saía à noite? com quem deixou Rosalina em Maricá?

Para evitar que esta relevante personalidade seja incomodada com inquéritos judiciais incómodos, a Justiça portuguesa resolveu resguardar o arguido no quentinho da sua casa particular - sob o pretexto de que terá angariado mais uns trocos num mero processo de corrupção interna. Apesar de existir um pedido de detenção da Interpol que pode capturar e extraditar o arguido, que pode ser cumprido pelas autoridades de qualquer país, os mandatos de captura internacionais não têm validade legal dentro das habitações privadas em Portugal. Não vá o diabo tecê-las, para sair disto de forma limpa longa vai a azáfama juridico-diplomática.

relacionado:
* 44 autarcas investigados por corrupção pela PGR (dn) 
* Parvalorem entregou ao comprador do BPN 45,7 milhões de euros da compra de dívidas do offshore de Puerto Rico (dn)
* Sociedade que assessorou o consórcio alemão na venda dos submarinos a Portugal, transferiu um valor de 20,2 milhões para contas secretas (cm)
* Tribunal sobre os submarinos: "acusar portugueses de burla é quase um absurdo" (fontes)

sexta-feira, novembro 22, 2013

policias amanuenses amigos de policias de choque (es)gaseiam o ministro

14 de Novembro de 2012. Em frente à Assembleia da República gente pobre com uniforme golpeia gente pobre com fome para beneficiar gente rica sem uniforme nem fome. o ministro Macedo proclama: "são meia dúzia de profissionais da desordem e da provocação!".

21 de Novembro de 2013. De forma simbólica e perante a ausência de repressão pelos seus pares, manifestantes das forças de segurança invadem as escadarias do Parlamento, enviando uma mensagem clara ao Governo: dêem-nos mais dinheiro! (ou demitam-se) e entoam folcloricamente por diversas vezes o hino dos gajos que lhes pagam o salário. Sintomático: no final os policias manifestantes acabaram a bater palmas aos policias de choque slogando "a polícia unida jamais será vencida!". Unida contra quem?

as Corporação policiais, normalmente comandadas por altas patentes das Forças Armadas, existem para garantir o funcionamento do modo de produção capitalista, da sociedade burguesa, através da violência repressiva contra os trabalhadores. Há uma crise no seio do Estado burguês, mas nesta manifestação não há nada de revolucionário. Pode no entanto abrir caminho para acções mais radicais; quem havemos de conclamar, quando não se cumpre a Constituição Portuguesa, para ajudar o povo? Só há um caminho, caminhar empunhando os nossos próprios bastões, o povo em armas, entoando o hino dos explorados: 

sexta-feira, setembro 20, 2013

O que acontece não é uma oposição entre “esquerda e direita” – é a oposição do Estado contra Ti

Duas noticias de hoje: 1. a Reserva Federal dos Estados Unidos vai manter a ajuda à economia emitindo 85 mil milhões de dólares por mês (gerando uma inflação que exporta para todo o mundo, através dos "mercados") até o desemprego baixar para uma taxa aceitável de 6,5%, ao mesmo tempo que mantém as taxas de juro dos empréstimos bancários próximas de ZERO (até aos 0,25%). Enquanto isso, 2. Portugal (as Elites que submetem o total da população) obrigam-se a pagar Juros sobre o seu endividamento que já ultrapassam os 7% e os "Mercados" nem sequer aceitam investir em mais dívida portuguesa, enquanto o desemprego se mantém nos 17% e a moeda que usa, o Euro, não pode ser emitida pelo BCE para emprestar directamente ao Estado. Pergunta: qual é a vantagem que o esCavacado Estado português retira de ser um fervoroso aliado dos Estados Unidos?

Uma sociedade que não se organiza a partir da base,
cuja indiferença recusa ver e investigar a verdade, 

que recusa aprender que o Governo e os Media mentem rotineiramente 
e fabricam a ilusão de que existe uma oposição entre contrários para factos verificáveis, 

é uma sociedade que escolheu e merece a Policia do Estado ditatorial que recai sobre ela

terça-feira, dezembro 11, 2012

bonzos da RTP governamentalizada actuam como bufos contra a dissidência política

"estamos a assistir a um autêntico golpe de Estado" 



Garcia Pereira ofereceu-se à comissão de trabalhadores da RTP (e esta aceitou) o patrocínio de queixa ao Ministério Público sobre o caso das imagens cedidas a um departamento secreto da Policia de (in)Segurança Pública - um episódio no Portugal "democrático" que fica conhecido por "Brutosgate".

Garcia Pereira "não se coibiu de deixar fortes críticas à actuação da equipa do administrador da RTP Alberto da Ponte. E classificou mesmo o director-geral de Conteúdos Luís Marinho como “emissário político de Relvas na RTP”. (pelo menos foi nomeado por ele recentemente num processo nada transparente). Realçando ter tido desavenças com Nuno Santos sobre a censura ao MRPP nos debates da campanha eleitoral, Garcia Pereira tomou, no entanto, o seu partido: “Quando uma administração decide des-nomear toda a gente que tem determinados cargos para limpar e depois fazer regressar quem interessa... cheira a esturro.” O jurista argumentou que, se foram usados os mesmos argumentos para toda a direcção de Informação, estes deveriam ser extensíveis ao director-geral de Conteúdos, Luís Marinho, mas, afinal, não o afectaram. O caso só afectou o ex-director de Informação Nuno Santos que foi suspenso de funções e alvo de um processo disciplinar por não ter encoberto a cedência de imagens da RTP à Polícia. (Público)


Todos aqueles que se manifestam contra os delinquentes no governo que legislam de forma terrorista contra os interesses do povo português estão sujeitos a ser arbitrariamente considerados potenciais suspeitos de ??... 
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terça-feira, novembro 27, 2012

câmaras de vídeo por tudo o que é canto...

... espiam tudo; mas também espiam muitas cenas inesperadas



... até um modo de derrubar um governo que se tornou ilegítimo sem que seja por acções violentas organizadas por uma força mais poderosa, isto é, pelo Povo, contra esse Governo





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domingo, novembro 18, 2012

por onde andam agora os Sindicatos da Polícia?

Todos nos lembramos de um dos momentos mais emotivos da manifestação do Terreiro do Paço no último 29 de Setembro, quando o povo encheu o Terreiro do Paço. Nesse dia milhares correram para aplaudir em peso centenas de policias que chegavam com os estandartes das suas corporações vindos da rua do Ouro, entrando triunfalmente no Terreiro do Povo sob os aplausos emocionados dos trabalhadores convocados pela CGTP. Compreendia-se, as autodenominadas "forças da ordem" são a nossa última esperança para pôr ordem na desordem provocada por um governo que se tornou ilegitimo! 


Onde estão agora essas vozes dissidentes e revoltadas contra a selvajaria policial que se abateu sobre  povo?
 
os movimentos sociais vêem a carga policial como uma "forma de intimidação", para que não sejam promovidas mais greves gerais e as pessoas tenham medo de ir a manifestações; Onde está um simples comunicado dos Sindicatos da Policia condenando mais este ataque às liberdades fundamentais?; a Ordem dos Advogados, do lado da lei e da razão, confirma ter recebido relatos de detenções ilegais. 120 pessoas arbitrariamente detidas pela PSP, descalças, agredidas, impedidas de contactar com a família e advogados, foram apenas libertadas horas depois (e só após denúncias públicas e insistência da imprensa) negando a PSP até aí a existência de tais detenções?
Onde está uma única voz sindical da policia condenando estas práticas como ilegais e em defesa dos “princípios fundamentais” consagrados na Constituição da República Portuguesa ?


Enquanto se vai tentando nunca esquecer o rasgado elogio ao profissionalismo da Polícia feito pelo Ministro da Defesa, os testemunhos das arbitrariedades não param de chegar.
Onde estão as vozes dos Sindicatos esclarecendo o povo português que a Policia de Segurança Pública não tem absolutamente nada a ver com a Policia de Choque e de Intervenção?

a Policia Politica do Regime recebe treino especifico para a repressão e o Estado assina convénios com Israel - o que permite a estas forças especiais estarem a par dos mais recentes meios e técnicas de controlo violento de multidões (1). Como se sabe, Israel tornou-se lider mundial neste campo por décadas de experiência sobre vitimas desarmadas nesse imenso laboratório social que se chama Palestina. Como dizia alguém ontem na manifestação contra o genocidio em Gaza: "aquilo que vier a acontecer ao Povo da Palestina, acontecerá de seguida a todos os Povos do mundo!"

O povo fará mais Manifestações e Greves Gerais, tantas até que o governo seja demitido! A vida quotidiana na Grécia após três anos de "ajudas e resgates" é uma fábula assustadora daquilo em que se vai transformar a Europa  


O paradigma repressivo, tal como a fraude financeira, é global - atrasada de alguns meses, ontem a policia de giro saíu à rua em Espanha, enquanto a outra face da Policia Politica continua impunemente as agressões e arbitrariedades de indole neofascista. Então e no meio da gravidade da situação, os Sindicatos da Policia só aparecem para reivindicar mais dinheiro?

(1) Pacto com Criminosos: Ministro da Segurança Interna de Israel concordou na assinatura de um acordo de colaboração com Portugal (Março de 2012) 
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segunda-feira, outubro 22, 2012

o Tempo da Castanha

A rapaziada anarquista do Tugaleaks resolveu inventar uma manifestação contra a Violência policial, que vem sendo exercida, nomeadamente contra quem se manifestou no recente "Cerco a São Bento". Pese o direito de manifestação e a liberdade de expressão que ainda vigora na "pseudo-Constituição", tal atrevimento é considerado pelo Governo e os seus departamentos de repressão como sendo perigoso e oriundo de terroristas. Passe o clima de Medo e de simulacro de Perigo, contudo a eficácia destes eventos via Facebook é duvidosa; como de costume milhares dizem que vão, depois apareceram cerca de 50 manifestantes. Mas para os receber estavam no Saldanha 14 carrinhas da Policia de Intervenção repletas de agentes, um posto móvel, duas ambulâncias do INEM, várias viaturas da polícia descaracterizadas, e dezenas de policias infiltrados à civil. É sem dúvida um grande ajuntamento, mas a venda de castanhas foi fraca...


relacionado:
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terça-feira, setembro 18, 2012

a emoção sobre a macro-estrutura da repressão

num clima pré revolucionário, os Media divertem-se com fait-divers 

"Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo]. Fui ter com um deles e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu". Outros por ele explicariam à menina sonsinha como é que
se cumprem ordens...

sexta-feira, maio 18, 2012

provas de obediência canina são factor de selecção preferencial...


só como termo de comparação da qualidade de animais que os responsáveis pelas forças de repressão andam a formar, registe-se que na Grécia um em cada dois policias votou no partido neo-nazi Golden Dawn - nada de mal afinal, são descendentes da famosa ordem dos rosa-cruzes que fundaram a homónima seita Hermética em cujas águas navegou gente tão notável quanto o nosso reverendado poeta pró-fascista Fernando Pessoa...

como Sidonista convicto que viu o chefe bater a bota deixei-vos a Mensagem
salvem a pátria, entreguem-na aos policias 

terça-feira, novembro 29, 2011

a Estratégia de Criminalização da Dissidencia Política - uma história universal de polícias e ladrões

Segundo o “Grupo de Apoio Legal” aos manifestantes alvo de agressão e prisão na manifestação de 24 de Novembro, divulgado no Indymedia.pt, “pode-se observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados (1) que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro!”
A acção de ataque informático de ontem ao Ministério que tutela as forças policiais foi uma "resposta aos ataques de mais de 50 'agentes provocadores' infiltrados na manifestação” da passada quinta-feira, (justificada no Twitter).

A plataforma dos “Indignados” acusou o Governo de “práticas típicas de regimes autoritários e repressivos” (pelo que se lerá abaixo se verá que as coisas não são tão simplórias assim, nem são um mero fenómeno local) – e a Procuradoria Geral da República disse que ia “investigar”, o que significa que, depois das mentiras do Ministro Macedo, na prática vai ficar tudo a navegar nas impunes e costumeiras águas de bacalhau.

Alguém das chefias da PSP justificava-se hoje de manhã na Antena 1 dizendo não compreender as acusações, “porque os mesmos cidadãos que chamam a policia para os defender de desordeiros são os mesmos que depois passam a atacar e a acusar a actuação dessa mesma policia” - trata-se de um discurso sacana - uma coisa é a policia de segurança pública com actuação tradicional preventiva contra o crime comum, outra coisa completamente diferente são as policias de choque equipadas com 5 milhões de euros em material adquirido recentemente para ser usado na repressão de manifestações de grupos sociais dissidentes . A esperteza do chui é conhecida.
A estratégia de criminalizar a dissidência faz parte de um programa global de procedimentos policiais (2) nos Estados subjugados como Portugal. Pretende-se aterrorizar as populações por forma a que estas se sintam intimidadas e aceitem passivamente toda a espécie de imposições politicas: governos não eleitos nomeados por bancos, perda de direitos adquiridos, generalização da pobreza pela retirada do investimento público no emprego (dinheiro investido em guerras de ocupação no exterior), ajuda dissimulada à opressão de povos (3), etc.

O povo tem todo o direito de se manifestar e usar todos os meios ao seu alcance...

... para apear um governo que não cumpre a Constituição, logo, um governo que tem de ser declarado ilegítimo e ilegalmente constituído com base num programa de mentiras.

Novamente segundo o “Grupo de Apoio Legal” aos detidos: “tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de Finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno (4), serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias” (5)

A chave para a compreensão do ovo da serpente está no imperialista “National Defense Authorization Act” que esta semana Obama pretende ver aprovado no Congresso – ou seja, pior que Bush com a guerra preventiva que começou a caçar “terroristas” ilegalmente , este decreto irá dar poderes à administração Obama para prender suspeitos de atentar contra a “segurança do Estado” por actos que estes ainda não praticaram, manter dissidentes políticos presos por tempo prolongado (Indefinite Detention), sem culpa formada nem julgamento mantendo essas pessoas em prisão dita “preventiva” por tempo indefinido (por exemplo por 5 ou 10 anos) , e toda a espécie de arbitrariedades policiais em nome da Ordem (neoliberal). (6)

A “Lei de Autorização de Defesa Nacional” de Obama (7), decerto a exportar para os seus aliados, define todos os territórios sob juridisção do governo como um campo de batalha, e autoriza as forças Policiais ou as do Exército, que passam a poder ser requisitadas para intervenção sobre civis, a prender cidadãos em espaço público ou nas suas próprias casas sem qualquer razão aparente. (ver OccupyWallStreet.Org)
Se os governantes em Portugal aceitam a dominação no campo económico, as directivas de procedimento militar da Nato e se sujeitam a toda a espécie de ingerências politicas no país, porque não haveriam de aceitar as normas do Império para a “segurança nacional interna”? existe um pacto nesse sentido – o inimigo das Policias como orgãos de repressão somos nós, os do Povo – obviamente, se os extremistas no poder querem radicalizar a luta em defesa dos interesses de que são lacaios, então terão uma resposta a condizer. Como se tem demonstrado sempre ao longo da História, no final o Povo Vencerá!

(1) Como se viu o ano passado em Toronto, os agentes policiais fardados e os agentes infiltrados neste simulacro de detenção, usam exactamente a mesma marca de blusões e botas exclusivamente fabricados para as forças militarizadas (GlobalResearch)
(2) O spray-Pimenta provoca incapacidade por insuficiência respiratória induzida. Estes meios usados pela Policia são criminosos (ver video) mas são apenas o principio, as armas hipermilitarizadas que as policias locais estão autorizadas a utililizar; porém alguém justificou já estas acções como inofensivas uma vez que se baseia num produto de consumo alimentar (!); claro, na FoxNews
(3) Israel é o sitio do mundo onde existe o maior número de delinquentes fardados nas ruas por metro quadrado (perfeitamente identificados). Israel foi pioneiro na escola que forma agressores a vítimas civis pacíficas e desarmadas - cobarde, mas um modo sui generis
(4) No último G20 verificou-se um aparato policial intimidatório assustador, como antes já se tinha verificado em Toronto; de forma brutal a Polícia recebeu ordens para disparar balas de borracha à queima-roupa sobre manifestantes pacíficos (ver video)
(5) Na Carolina do Sul a policia invadiu propriedades privadas de armas de guerra em riste em perseguição de manifestantes que tentavam refugiar-se numa área comercial. Os que foram capturados foram acusados de violação de propriedade privada (fonte)
(6) Video: a vergonha que se abate sobre os cães-polícia
(7) Embora a lei fundamental "The Posse Comitatus Act" de 1878 proiba o governo de usar os militares para fazer cumprir leis contra o seu próprio povo no interior do país, o pretexto do combate ao narcotráfico tem conduzido à cooperação dos militares com as agências governamentais, o que basicamente consiste em proporcionar às policias locais o uso de equipamento militar e receber treino nos campos militares. Conquanto esta prática seja já assumida, Obama pretende passá-la a lei constitucional definitiva - mas ninguém melhor que o presidente "que bem enganou o povo de esquerda" para explicar a política de combate ao crime "desenfreado" (precisamente como Tom Cruise no Relatório Minoritário :



Lei S.1867: Administração Obama terá grandes meios à sua disposição para um brutal repressão sobre os dissidentes
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sexta-feira, novembro 11, 2011

estas botas são feitas para andar?* são, mas é para quem as comprou

Otelo: "os militares têm um poder e uma força, e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas"



Atendendo a que a maioria dos Comandos das unidades de Polícia-de-Intervenção, Choque e Repressão (PSP e GNR) são constituidos por oficiais dos quadros superiores oriundos das Forças Armadas ***, a convocatória para a manifestação de amanhã torna-se interessante. Convocada por uma assembleia de 1.500 militares do quadro dos 3 ramos, exército, marinha e aeronáutica, propõem-se ir todos a pé do Rossio até à porta do ministério das Finanças – a reivindicação é óbvia: mais dinheiro – protestam contra o congelamento da progressão das carreiras, corte se subsídios e programas especiais de assistência para os militares e respectivas famílias, enfim, para não se diga que são poucos, são contra o corte de uns ridículos 10% no número de efectivos, na ordem de menos 4 mil militares até 2014.

Aquilo que é tratado genericamente como “forças armadas” hoje, nada têm a ver com as existentes aquando do 25 de Abril. Na sequência da enorme contestação social contra a guerra do Vietname, do centro do Império chegaram directivas no sentido do alistamento profissional. O que até então era um exército constituído compulsivamente pelo recrutamento obrigatório, passou a ser uma livre escolha de profissão, a escolha de um negócio para a vida individual de cada um, afastando assim o risco dos filhos do povo um dia se poderem rebelar em nome da colectividade (**). Quem não prefere hoje em dia um emprego estável onde numa comissão de serviço no estrangeiro se pode auferir um salário médio de 3.000 euros mensais?... bem vistas as coisas são trocos – os oficiais dos quadros militares sempre, do fascismo à democracia, auferiram remunerações muito superiores – ao nível das mais qualificadas profissões com elevada necessidade de formação cientifica. Nos quadros intermédios não estamos assim tão longe do tempo em que qualquer sargento, com a especulação da moeda (escudos/angolares) em dois anos de comissão no Ultramar lucrava o suficiente para construir uma moradia na terrinha.
Naquela situação, quem estava nas F.A. preocupado com as miseráveis condições do povo português? o 25 de Abril foi obra de reinvidicações de militares do quadro permanente, quando sentiram as sua mordomias ameaçadas pela rápida ascenção de oficiais milicianos a que as autoridades fascistas-coloniais se viam obrigadas a recorrer. Não fosse a saída do povo às ruas, o Poder teria sido de imediato entregue aos oficiais superiores das Forças Armadas, como aliás o foi com a constituição do Conselho da “Revolução” militar. O que mudou depois de Novembro? O negócio que antes era feito no Ultramar à revelia da Nato, passou a ser globalizado colocando Portugal sob supervisão da Nato dentro da sua área de influência.

Aqui chegados, as declarações de Vasco Lourenço (um militar do 25 de Novembro) 36 anos depois, conhecido o seu percurso, fazem sentido?: “se as forças de segurança aceitarem reprimir as populações, então os militares devem colocar-se entre as forças de segurança e a população, isto porque as Forças Armadas (profissionais) têm de estar sempre ao lado e em defesa da população” quem? Os oficiais superiores das F.A: que comandam as forças de Repressão tomando partido a favor da “revolução” da extrema direita em curso? Mais ridículo ainda é o transpirar intelectual bota-da-tropa de Otelo, capaz de congelar plateias nos sofás “quando estas atingire o limite” de caruncho:
Hoje seria muito mais fácil fazer um 25 de Abril, temos muito menos quartéis e menos efectivos, uns 30 e tal mil pá, mais fáceis portanto de controlar, enquanto naquele tempo tínhamos quartéis inimigos”:



Quem é que estes tipos querem enganar? não sabem da existência do European Union Battle Group, do seu programa que recebe ordens do estrangeiro e cujas acções são determinadas a partir do comando da Nato em Itália numa perspectiva de intervenção rápida onde o directório UE/Nato o determinar? ou sabem e não têm tomates para tomar posição, ou pensam estas luminárias que o Batalhão sediado no poligono militar de Tancos, a mais importante força hoje no país enquadrada por uma chusma de generais e coronéis, é "uma força amiga"?
Operação de treino a bordo de um barco de passageiros

*Titulo alusivo à canção "These Boots Are Made for Walkin" que se converteu num hino da direita ultraconservadora durante os anos de contestação à guerra nos Estados Unidos.
** A natureza dos campos de intervenção militar também mudou, abrangendo hoje principalmente treinos intensivos em guerrilha urbana para dispersar grupos em eventuais tentativas de organização politica adversa ao regime demo-fascista de dois partidos únicos
Ler também:
"Como a "Guerra ao Terrôr" de Bush militarizou as policias"
.

quarta-feira, novembro 02, 2011

pequenos nadas da miséria nacional (III)

No Dia Mundial da Poupança veio a público a notícia que o antigo ministro das Cidades no governo PSD-CDS de Durão Barroso, Isaltino Morais, é acusado em novo caso de corrupção: recebeu 400 mil euros em luvas no caso da urbanização do Meco, cuja localização foi permutada por terrenos na Mata de Sesimbra. Não é um caso isolado.

O autarca de Oeiras já foi condenado num processo por corrupção a 7-que-passou-para-2-anos de prisão (por via da famosa conta de milhões em nome do sobrinho do táxi na Suiça), porém não há ninguém dentro do sistema jurídico que consiga fazê-lo cumprir a pena. A juiza que pronunciou o despacho conseguiu a sua detenção, mas depois de admoestada, foi obrigada a soltá-lo 23 horas depois. Quando Isaltino Morais conseguir obter a prescrição definitiva do caso, o autarca ainda certamente irá reclamar do Estado português uma indemnização pecuniária por perdas materiais (pouca coisa) e graves danos psicológicos.

Num terceiro caso, o nome de Isaltino Morais volta a estar novamente ligado a outro processo em investigação: o da transferência das instalações do IPO (Instituto Português de Oncologia) do centro de Lisboa para o municipio de Oeiras. Conhecida a decisão dentro do Governo o ex-deputado PSD Domingos Duarte Lima apressou-se a mexer os cordelinhos e conseguiu para o filho, Pedro Lima e associados, um empréstimo de 42 milhões de euros, utilizando o fundo Homeland do BPN para a compra de 35 terrenos na zona onde estava prevista a nova construção do IPO. O negócio, onde no total foram gastos 48,3 milhões de euros, tornar-se-ia ruinoso porque entretanto a crise impediu a concretização do projecto e os terrenos avaliados em 2009 já só valiam 18 milhões. (Visão, 20/Outubro, pag.57).

Ainda para mais, o investimento estava previsto para terrenos classificados como agricolas no PDM de Oeiras, para o que seria preciso alterar-lhes o uso para urbano - e para isso contavam com o amigo Isaltino... Abandonado o projecto de transferência do IPO, o curioso na estória-da-carochinha especuladora é que, passados 4 anos, o ainda Autarca PSD de Oeiras esteja disposto a minimizar o fiasco dos amigalhaços aprovando uma outra urbanização destinada a habitação para o mesmo local até aqui não urbanizável. A confecção que gira em torno da valorização de terrenos privados à custa da sua desactivação de uso como bem público, é uma autêntica obra de arte - nada já nos admira!: o BPN dos bons tempos emprestou 6,8 milhões de euros a Duarte Lima para comprar obras de arte...
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sexta-feira, outubro 28, 2011

por trás das grandes fortunas há sempre um crime

confesso que sempre senti curiosidade em ver como é que este se ia safar desta. Amigo pessoal do Presidente da República, as expectativas mantêm-se incólumes... safa-se? (ia-se safando logo à primeira: o cadáver da vítima por um pouco que não foi sepultado como indigente por a sua identidade ser desconhecida)



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"Duarte Lima foi formalmente acusado de homicídio pelo Ministério Público (MP) brasileiro. Na acusação o ex-lider parlamentar do PSD é apontado como o autor dos disparos que mataram Rosalina Ribeiro. O Brasil quer a prisão preventiva de Duarte Lima e já pediu à Interpol para pôr o nome na lista dos procurados internacionais. Recusa de Rosalina Ribeiro em assinar um documento a negar qualquer depósito de 5,2 milhões de euros na conta bancária suiça de Duarte Lima esteve na base do assassinato. (fonte)

Previsto na Constituição nenhum cidadão nacional poderá ser extraditado para ser julgado noutro país, apesar da existência de um acordo mútuo de extradição entre Portugal e o Brasil. A Constituição tem sido alvo de toda a espécie de tropelias, em nome dos mais variados e suspeitos fins, mas para que se averigue um homicidio com graves repercussões políticas, já não pode. Pelo que a casa gasta, ou muito nos poderemos enganar, ou Lima será julgado e branqueado em Portugal por uma mera ilegalidade no "desvio de fundos", o que, evidentemente, nunca será provado

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terça-feira, outubro 04, 2011

Justiça "gourmet": uma para ricos, outra para pobres*

A ligeireza com que os esbirros da segurança do Estado utilizam dois pesos e duas medidas na aplicação da lei, consoante o alegado autor do crime seja “um dos nossos” ou “um inimigo terrorista” (numa perspectiva de classe social dominante) é deveras notória quando se compara o comportamento das Autoridades face aos recentes casos de Duarte Lima e George Wright.

As polícias podem invocar razões de procedimento “técnico”, mas de facto o que as faz mover de forma diametralmente oposta em casos similares que podem envolver a possibilidade de extradição, são razões de ordem política.

Duarte Lima é rico, dá-se com a elite. As suas festas e eventos de beneficência eram frequentadas por banqueiros, como os Espírito Santo ou João Rendeiro, gente do show-biz e políticos ao mais alto nível (Cavaco Silva, Dias Loureiro, Manuel Maria Carrilho (segundo a “Sábado”). “Ninguém sabia de onde lhe vinha a fortuna; nos últimos tempos nem escritório de advogado tinha, trabalhava a partir de casa. Há poucos anos, uma vez que no meio jurídico não se lhe conheciam trabalhos”, a um amigo pessoal terá respondido que só tinha um caso em mãos: “É o caso de uma herança”. Lima está incriminado pela Policia brasileira como sendo o único suspeito do assassínio de Rosalina Feteira, herdeira da alegada herança da qual uma parte substancial (5,8 milhões de euros) foi parar a uma conta de Duarte Lima na Suiça. O arguido recusou sempre prestar declarações em sua defesa. As autoridades portuguesas não o detiveram para o obrigar a responder à Justiça; pelo contrário, existem indícios da tentativa de ocultação de provas, mormente pela não resposta às cartas rogatórias enviadas do Brasil desde 2009. O semanário “SOL” que divulgou fotografias do corpo de Rosalina Ribeiro, como retaliação foi de imediato objecto de um processo de averiguações por parte da ERC. DuarteLima, ex-presidente do PSD, suspeito de um crime de delito comum muito grave, continua em liberdade.

George Wright foi detido pelas autoridades portuguesas imediatamente após solicitação da polícia norte americana; as empreitadas securitárias que envolvem a subserviência de Portugal aos desígnios de controlo social dos esbirros imperialistas estão agora facilitadas com o acordo de transmissão de dados biométricos assinado pelo PS/PSD com os Estados Unidos. Wright, um norte americano que adquiriu a nacionalidade portuguesa, perseguido pelo FBI desde a década de 1970, era um preso politico quando fugiu, junto com outros camaradas, da prisão de Bayside em New Jersey. Cumpria uma pena sem termo certo, dependendo de negociações com as autoridades mediante a colaboração que pudesse vir a ter na identificação de outros activistas do seu grupo, os “Black Panthers”, por forma a que pudessem ser igualmente presos.

Não existem provas que tenha sido George Wright quem cometeu o homicidio de que é acusado, como se verá. Não houve julgamento, o detido recusou a defesa oficiosa, a policia impôs-lhe a prisão por motivos políticos: dar um sinal claro das desgraças que podem acontecer aos dissidentes, àqueles que ousam lutar. O humilhante caso para o FBI do desvio do avião para Argel viria depois e seria naturalmente imperdoável. Alguns companheiros de George Wright foram detidos e julgados em França em 1976, porém não puderam ser extraditados, na medida em que a legislação ali em vigor (hoje comum na Europa) não permite o repatriamento para países onde as penas a cumprir possam ser superiores às nacionais.

* Este título é uma chamada de atenção para uma peça brilhante de José Vitor Malheiros, no Público de hoje: "Há quem esteja condenado nos tribunais de primeira instância, mas só os pobres é que acatam as sentenças. Uma pessoa de qualidade nunca se fica. Recorre sempre, de processo em processo de recurso em recurso, de condenação em condenação, até à prescrição ou até à absolvição final" (Ainda assim, figuras gradas próximas dos partidos no Poder beneficiam de outras mordomias não especificadas por JVM)
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quarta-feira, setembro 28, 2011

Ocupem o Ministério das Finanças !















as imagens dos policias portugueses tentando assaltar o ministério das Finanças correram mundo. Querem mais dinheiro, "governo paga o que deves" foi das frases mais ouvidas. Até o Jel e o Falâncio, figurinhas de prôa do Movimento 12 de Março, deram uma ajudinha: "governo escuta, os polícias estão em luta" - mas estão em luta pelo quê? não querem perder estatuto nem poder de compra, como regra geral o povo português está a perder; A bófia quer a sua quota parte no bolo dos 78 mil milhões que o Estado anda a sacar à Troica; os Polícias querem melhores condições para tratarem de defender a ordem (vigente), que é a ordem da propriedade privada: uma infíma percentagem de 1% são os grandes donos da Economia enquanto 99% nem pelo voto (manipulador, alienado, ignorante) contam para nada... Um dia que se veja a Policia ao lado das reinvindicações do povo, como uma organização que defenda os direitos dos trabalhadores, então nesse dia poder-se-á acreditar que lutam. Até lá, querem aquilo que toda a gente quer neste infausto país terciario, querem mais dinheiro, não interessa de onde venha nem que a sua proveniência seja criminosa

Ocupem Wall Street !

Noutro ponto, na outra face da luta, aparece a verdadeira cara da Polícia como organização do Estado destinada à repressão dos 99% "dos que não têm nada a perder, excepto as grilhetas com que os pretendem prender". Não há grandes surpresas, Wall Street dita as regras, os governos tentam cumprir. Soube-se hoje, pela publicação do documento estritamente confidencial no Corriére della Sera que o governo de Berlusconi recebeu instruções secretas do Banco Central Europeu (uma carta de Jean-Claude Trichet a Mario Draghi do Banco Central de Itália), para que mande cumprir um programa politico: desregulamentar mais a economia, tornar o trabalho mais flexivel e multiplicar as privatizações. Que novidade!

Cada vez mais as pessoas sabem que as coisas se passam assim e, como os participantes do Movimento Ocupem Wall Street, tentam impedir o trabalho dos especuladores financeiros e seus serventuários politicos e empresariais. Foi o caso em New York da manifestação, e já não são assim tão poucos quanto isso, no último sábado 24, em que um desfile pacífico degenerou em violência por acção da Polícia. É esta a verdadeira face da polícia defensora da desordem neoliberal: encurralaram os manifestantes como se fossem animais (foto lateral direita) e transportaram-nos para centros de detenção. As pessoas sabem que as suas vidas estão a ser vendidas pelo capital financeiro, mas, na América, no coração do centro capitalista, não há polícias com salários em atraso, há competência no desempenho das funções para que foram arregimentados. Um dos graduados da Policia, num acto de cobardia inominável usou mesmo uma pen que expele gás pimenta contra um grupo de mulheres. Este é um acto criminal, o policia foi identificado por um blogger, trata-se do italo-americano Anthony Vincent Bologna (fotomontagem abaixo), e o perigoso cão-de-guarda será certamente alvo de processo judicial por agressão com a intenção deliberada de causar danos físicos com arma proibida



* Olhos que não veêm, corações que não sentem: "Os orgãos de informação norte-americanos silenciam o episódio à opinião Pública"

* Movimento de Ocupação de Wall Street: Seus objectivos, Processos e Significados Politicos: "Sob a actual forma do regime capitalista não existe forma de acumulação de capital fora da política"
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quarta-feira, janeiro 26, 2011

enriquecimento lícito

o jovem professor doutor Paulo Pinto de Albuquerque, formado em direito teológico pela Universidade Católica, que foi o primeiro signatário da petição do "Correio da Manhã" contra o enriquecimento ilícito, acaba de ser eleito juiz do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Vai ganhar 14 mil e tal euros mensais. Os altos cargos de figura presente à sombra da bananeira da União Europeia são sem dúvida um bom caminho para a saída da crise do capitalismo. Eis o remédio: cada um por si deve, individualmente, descobrir o percurso mais curto para o enriquecimento lícito

Socialist Resistance: "Uma estratégia para a esquerda europeia : "Entramos agora na segunda fase. Depois de ter passado a dívida do privado para o público, vão agora fazê-la pagar pelos trabalhadores"
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segunda-feira, janeiro 03, 2011

Dados pessoais de cidadãos portugueses vão ser fornecidos para uma superbase de dados norte-americana

Foi preciso decorrer um ano e meio para que a informação de um governo conspirativo fosse conhecida. Em 30 de Junho de 2009, os ministros portugueses da Administração Interna, da Justiça e dos Negócios Estrangeiros reuniram-se com a secretária do Departamento de Segurança Interna norte-americano, Janet Napolitano, "adiantando-se às negociações em curso da UE com governo norte-americano".

Os três caniches nacionais (Luís Amado, Rui Pereira, Alberto Costa) que visam um melhor reconhecimento do dono assinaram então um “acordo de prevenção e combate ao crime entre os Estados Unidos e Portugal reforçando os “esforços internacionais para combater o terrorismo e garantir a legalidade do comércio e das viagens”. Esta é a versão oficial curta (1), porém o projecto, segundo a versão que interessa e que é a das autoridades norte-americanas, visa prioritariamente "prevenir e lidar com o terrorismo internacional e deve abranger a cooperação na identificação atempada de indivíduos conhecidos por estarem, ou terem estado, envolvidos em actividades que sejam consideradas terroristas. Tal cooperação deve incluir a partilha de informação de rastreio relativa à actividade terrorista". O acordo firmado implicará a cedência, por parte do nosso país, de dados biométricos e biográficos de portugueses constantes no Arquivo de Identificação Civil e Criminal, e da base de dados de ADN, sediada no Instituto de Medicina Legal (DN). A partilha de informação oriunda de serviços de informações ou de forças policiais visa alimentar a base de dados "Terrorist Watchlist"
Se ainda nos lembramos do que era ter ficha na Pide, hoje em dia qualquer militante de causas de esquerda sujeita-se a estar identificado no banco de dados de Forte Barksdale no Estado de Louisiana e ser inclusive no futuro abrangido por extradição para território norte-americano para averiguação de acusações sobre o exercicio de qualquer actividade politica não alinhada com o modelo fascista em gestação.

Nove anos após o 11 de Setembro de 2001, os EUA, à luz da Lei Patriótica bushista (US Patriot Act) conseguiram reunir um vasto aparato de identificação doméstica que recolhe informações sobre qualquer cidadão norte-americano, usando as policias locais, o FBI, os departamentos de Segurança e os serviços de investigação militares. Este intrincado sistema, de longe o mais tecnologicamente sofisticado na história, recolhe, armazena e analisa informação sobre milhões de pessoas, residentes ou em mera estadia temporária, muitos dos quais nunca foram acusados de fazer algo errado. É um método de controlo de populações (2) que está agora em vias de ser globalizado, ultrapassando fronteiras, e que autoriza os organismos de segurança a intervir nas comunicações de qualquer índole. A “lei patriótica” foi reformulada em 2005 e promulgada no ano seguinte, instituindo novas restrições à liberdades públicas. Os EUA estão a desenvolver a partir de 2011 o chamado “Comando Cybercom” (3), um projecto do magestático “Homeland Security” para censurar a Internet “limpando-a” de qualquer tipo de conteúdo que considere perigoso para a segurança do Estado. O novo quartel general do Exército de controlo do ciberespaço localiza-se na Base Militar de Barksdale, dentro do 8º Contingente Aéreo do Exército, conhecido pela sigla AFNETOPS (Air Force Network Operations Command) - Comando de Operações da Força Aérea no Ciberespaço, sob as ordens de um general de quatro estrelas, e está encarregado de organizar acções de guerra contra “terroristas” nas redes electrónicas internacionais

(1) Colocada perante a politica do facto consumado, a Comissão de Protecção de Dados (ainda) não emitiu parecer (Esquerda.Net)
(2) Um método que começou por ser aplicado no controlo de populações no Afeganistão, é agora aplicado no Tennessee (WashingtonPost)
(3) Ler a investigação da jornalista cubana Rosa Miriam Elizalde:
Un cuartel general para el ejército del ciberespacio
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