Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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terça-feira, maio 31, 2016
Maio de 1967, toda a China é Vermelha, liderada a todos os niveis por Comités Revolucionários...
... enquanto a URSS se vai reformando com o Nikita do sapato na mesa da conciliação com o imperialismo). Dito hoje, para a grande burguesia transnacional a “Revolução Cultural” foi um erro, isto é, 70 anos depois já ninguém morre de fome nas valetas como no tempo do colonialismo britânico e japonês, ou da invasão financeira do Ocidente, e isso é mau. Nos últimos vinte anos foram retiradas da economia de subsistência nos campos 350 milhões de pessoas, estima-se que em 2030 sejam mil milhões a viver num a economia complexa urbana de classes estratificadas, à margem da dualidade burguês-operário. Outro "erro" recorrente é a China ser actualmente uma potência supranacional competindo de igual por igual com os falidos tigres de papel. Para os detractores manipulados por uma feroz campanha mediática o argumento é que a Republica Popular da China é capitalista; vista de fora! vista por dentro, um conjunto de comunidades autónomas que têm uma Bolsa que só acumula capital nas transações com o estrangeiro, criando com isso Valor ao factor trabalho na distribuição interna, é isso mesmo: o que previram os clássicos marxistas, “o capitalismo traz no seu próprio bojo as sementes da sua destruição” doravante globalmente – portanto, o que dizemos a essa gente domesticada por um prato de lentilhas contra os seus próprios interesses de classe, é que a revolução pode não ser necessariamente um acto de violência, a politica a seguir é a da expropriação aos privados dos bens da comunidade e aos reaccionários enfiar-lhes umas orelhas de burro e pô-los a explicar as suas razões diante das assembleias populares. Ao vivo, não como espectáculo de televisão. O povo vencerá!
terça-feira, fevereiro 23, 2016
11 de Setembro, uma evidência explosiva
"Quem tiver de anunciar uma grande boa nova (ou má nova) cala-se durante muito tempo. Quem algum dia tiver de produzir um relâmpago deverá primeiro ser nuvem durante muito tempo" - vem esta citação de Nietzsche a propósito da declaração do candidato republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos: "posso provar com documentos secretos que tenho em meu poder que foram os Sauditas quem executou o ataque de 11 de Setembro de 2001 ao World Trade Center" sim, foram eles, e depois? quem são os mandantes? mais não disse Trump, "elegam-me a mim e farei com que seja divulgado quem realmente mandou abaixo as torres gémeas" - bastou esta declaração simples para provocar a demolição controlada, o colapso e a queda livre da candidatura do caçula da familia Bush na corrida à Casa Branca. No dia seguinte desistiu depois das corporações que o apoiam terem investido 157,6 milhões de dólares, ou seja, qualquer coisa como 2.800 dólares por cada voto em Jeb Bush, a sua quota parte do preço da "democracia" norte-americana.
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quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Virus® Zika foi patenteado pela Fundação Rockefeller em 1947
quinta-feira, janeiro 28, 2016
de como os Rothschilds estão a fazer dos Estados Unidos (e seus vassalos) o quintal privado das fraudes fiscais globais na fuga aos impostos
O maior fundo financeiro (hedge-fund) do mundo foi apresentado pela primeira vez em 2012, uma pequena empresa de que ninguém tinha ouvido falar: a Braeburn Capital, que, no entanto, tinha mais dinheiro que o Ray Dalio Bridgewater, o maior hedge-fund mundial. Como tinha essa pequena empresa que opera num pequeno prédio de escritórios anónimos nos confins do Estado de Nevada conseguido saltar para a fama ao suplantar o valor de caixa de 200 mil milhões da maior e mais valiosa empresa do mundo, a Apple?- Apple??
Talvez o mais notável seja o sitio onde a Braeburn Capital está fisicamente localizada: na cidade de Reno, a poucos quarteirões do conglomerado de casinos que fizeram a glória da Máfia nos seus anos de eldorado, onde se fizeram multimilionários que dali partiram para Miami, a seguir para o primeiro off-shore nas Bahamas para fugir a pagar impostos, depois para a colonizada Cuba, para toda a América Latina, agora para todo o mundo. É aqui em Reno que de novo se movem as fortunas dos ricos clientes estrangeiros em fuga dos cada vez mais visados paraísos fiscais, como as Bermudas, Cayman, etc sujeitos às novas exigências de divulgação internacional. Inserindo-se no Fundo do clã-Rothschild gerido no Nevada esses capitais estão isentos. Aqui a prevenção para fugir ao fisco é legal. Não se tratando de “conspiração”, uma vez que a aura de Reno foi trazida ao mundo por cortesia da reportagem da Bloomberg ao propor o debate sobre o “World’s Favorite New Tax Haven". No artigo o foco recai sobre uma empresa muito mais notória: os Rothschilds&Co. Em Setembro passado, num auditório com vista para a baia de San Francisco, Andrew Penney, diretor-gerente da Rothschild & Co. organizou uma conferência sobre o modo como elite multimilionária do mundo pode evitar o pagamento de impostos - a mensagem era clara: vocês podem ajudar os vossos clientes a transferir as suas fortunas para os Estados Unidos, livres de impostos e escondendo-as dos vossos governos”. Na gíria chamam-lhe agora a “nova Suiça”, ah, a ironia dos ricos: anos a fio desde a grande regressão de 2008 com a administração Obama a fingir que luta para destruir o modelo bancário suíço à base de sigilo, são os próprios Estados Unidos que assumem o papel de maior, senão o paraíso fiscal mais secreto do mundo. E o epicentro é aquele modesto prédio no Nevada.
Para os Suíços o assunto não é nada divertido. Depois de anos criticando outros países por ajudarem os americanos ricos a esconder o seu dinheiro offshore, os EUA estão a emergir como um paraíso fiscal e de sigilo levando para lá os estrangeiros ricos. Ao resistir às novas normas de informação globais, os EUA criam um novo mercado para esconder riqueza externa. Todos os escritórios de advocacia do mundo de antiga confiança dos bancos suíços principiam a colaborar no convite . "Ouve-se o som de uma sucção gigante - o som de dinheiro a correr para os Estados Unidos” escreveu um analista da Anaford AG de Zurique.
A empresa diz que a sua operação em Reno atende grandes depositantes de famílias internacionais atraídos pela estabilidade, confiança e regulamentação dos EUA e que esses clientes devem provar que cumpriram com as leis tributárias dos seus países de origem, “numa base de confiança” – além disso, "a Braeburn Capital não foi criada com o objectivo de explorar a situação dos EUA ainda não se terem inscrito para cumprir as normas internacionais” jura a porta-voz Emma Rothschild Rees. Vejamos, os escritórios da Rothschild Trust North America LLC criada em 2012 em Reno não são fáceis de encontrar. Estão no 12º andar do antigo edifício sede norte-americana da Porsche. O escritório do Procurador-Geral dos EUA é no sexto andar. No entanto, o directório do lobby não está listado com o nome de Rothschild. Em vez disso, o visitante deve ir para o 10º andar, aos escritórios do McDonald Carano Wilson LLP, uma firma de advocacia politicamente ligada aos governos. Vários ex-altos funcionários do Estado do Nevada trabalharam ou ainda trabalham ali, assim como os proprietários de alguns dos maiores casinos de Reno e Vegas e numerosos lobyistas registados. Um deles é Robert Armstrong gestor de grandes heranças ex-aquo com grandes propriedades do Estado, doravante também administrador da Rothschild Trust North America LLC. "Nós não oferecemos alojamentos legais aos clientes, a menos que estejamos absolutamente certos de que os seus assuntos fiscais estão em ordem; os próprios clientes e gabinetes de assessorias fiscais independentes devem confirmar-nos activamente que é esse o caso ", disse Rees. Como foi que diz que disse? Releia-se a frase novamente, e desta vez tente não se rir: Imagine um mundo em que ambos, clientes e consultores fiscais privados, que gerem tantos conflitos e são incentivados a mentir monetariamente, a confirmarem que eles e os seus clientes não são vigaristas na fraude aos impostos? Isso é quase tão bom como Wall Street fazer a regulação das suas próprias actividades financeiras.
Pelo menos 1,6 triliões de fundos ilícitos são lavados através do sistema financeiro global a cada ano, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas. Um banco suiço admitiu ter ajudado clientes norte-americanos a esconder rendimentos em offshores a partir do Internal Revenue Service e concordou em pagar uma multa de 11.500.000 dólares e encerrar cerca de 300 contas pertencentes a contribuintes norte-americanos num total de 794.000.000 dólares em activos. O nosso Andrew Penney que supervisiona o negócio de Reno, é um advogado de longa data dos Rothschild que antes trabalhou à sua maneira nas operações de confiança da empresa na pequena ilha britânica de Guernsey. O mesmo Penney da conferência de San Francisco é actualmente director-geral baseado na City de Londres da Rothschild Wealth Management &Trust, que lida com cerca de 23.000.000.000 de dólares de 7.000 clientes em escritórios por todo o mundo, incluindo Milão, Zurique e Hong Kong. Alguns anos atrás, foi eleito o "Agente Fiduciário do Ano" por um grupo de elite de gestores de riqueza do Reino Unido.
Embora nenhuma das acções descritas possa ser considerada como uma surpresa para quem vem acompanhando a evolução financeira deste 2008, mostram como o sector imobiliário dos EUA tem sido utilizado pelos oligarcas estrangeiros para branquear dinheiro ilegal. Para Jesse Drucker da Bloomberg averiguar quantos biliões (ou talvez apenas milhões - o governo dos EUA é uma prostituta muita barata) foram pagos por baixo da mesa pelos Rothschild e Companhia para subornar o governo dos Estados Unidos e permitir este tipo de circulação de capitais, incestuosamente legalizando a fraude fiscal em solo americano, e quanto o clã Rothschild irá recolher em milhares de milhões em honorários de consultoria financeira para dar um futuro radioso aos que descaradamente roubam aqueles que pagam os seus impostos: a classe média.
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| em Deus a gente Confia |
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| um sitio que ninguém desconfia, com raizes no crime |
A empresa diz que a sua operação em Reno atende grandes depositantes de famílias internacionais atraídos pela estabilidade, confiança e regulamentação dos EUA e que esses clientes devem provar que cumpriram com as leis tributárias dos seus países de origem, “numa base de confiança” – além disso, "a Braeburn Capital não foi criada com o objectivo de explorar a situação dos EUA ainda não se terem inscrito para cumprir as normas internacionais” jura a porta-voz Emma Rothschild Rees. Vejamos, os escritórios da Rothschild Trust North America LLC criada em 2012 em Reno não são fáceis de encontrar. Estão no 12º andar do antigo edifício sede norte-americana da Porsche. O escritório do Procurador-Geral dos EUA é no sexto andar. No entanto, o directório do lobby não está listado com o nome de Rothschild. Em vez disso, o visitante deve ir para o 10º andar, aos escritórios do McDonald Carano Wilson LLP, uma firma de advocacia politicamente ligada aos governos. Vários ex-altos funcionários do Estado do Nevada trabalharam ou ainda trabalham ali, assim como os proprietários de alguns dos maiores casinos de Reno e Vegas e numerosos lobyistas registados. Um deles é Robert Armstrong gestor de grandes heranças ex-aquo com grandes propriedades do Estado, doravante também administrador da Rothschild Trust North America LLC. "Nós não oferecemos alojamentos legais aos clientes, a menos que estejamos absolutamente certos de que os seus assuntos fiscais estão em ordem; os próprios clientes e gabinetes de assessorias fiscais independentes devem confirmar-nos activamente que é esse o caso ", disse Rees. Como foi que diz que disse? Releia-se a frase novamente, e desta vez tente não se rir: Imagine um mundo em que ambos, clientes e consultores fiscais privados, que gerem tantos conflitos e são incentivados a mentir monetariamente, a confirmarem que eles e os seus clientes não são vigaristas na fraude aos impostos? Isso é quase tão bom como Wall Street fazer a regulação das suas próprias actividades financeiras.
Pelo menos 1,6 triliões de fundos ilícitos são lavados através do sistema financeiro global a cada ano, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas. Um banco suiço admitiu ter ajudado clientes norte-americanos a esconder rendimentos em offshores a partir do Internal Revenue Service e concordou em pagar uma multa de 11.500.000 dólares e encerrar cerca de 300 contas pertencentes a contribuintes norte-americanos num total de 794.000.000 dólares em activos. O nosso Andrew Penney que supervisiona o negócio de Reno, é um advogado de longa data dos Rothschild que antes trabalhou à sua maneira nas operações de confiança da empresa na pequena ilha britânica de Guernsey. O mesmo Penney da conferência de San Francisco é actualmente director-geral baseado na City de Londres da Rothschild Wealth Management &Trust, que lida com cerca de 23.000.000.000 de dólares de 7.000 clientes em escritórios por todo o mundo, incluindo Milão, Zurique e Hong Kong. Alguns anos atrás, foi eleito o "Agente Fiduciário do Ano" por um grupo de elite de gestores de riqueza do Reino Unido.
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| capital de risco? isso era antigamente |
sexta-feira, janeiro 22, 2016
pasquins de direita infringem lei ao publicar propaganda eleitoral em dia de reflexão
Vale tudo para tentarem manter os privilégios sem contraditório. Querem induzir a opinião pública no sentido de que já está tudo resolvido. Nem vale a pena ir votar, porque a abstenção conta a favor do status quo.
Francisco Louçã: "Portugal tem um problema, os riscos de menorização do nosso país no concerto europeu. Tem ainda outro problema: uma elite gananciosa, agressiva nos seus privilégios de casta, arrogante na altura social. Os dois problemas juntos são um tormento. Eles fazem da política um vazio, uma tristeza arrastada, tantas vezes uma vileza, servida por gente sorumbática que acha que a pose de Estado é engolir um pau de vassoura e olhar de cima para baixo. O discurso é justificação, a ordem é acomodação, o mando é obediência, pois para esses Portugal é uma fatalidade. Por isso a eleição presidencial é importante. A presidência conta: não viste como contava durante os 53 dias da crise pós-eleitoral de Outubro e Novembro? A presidência conta mesmo: já notaste quantos milhares de milhões custaram a Portugal as aventuras bancárias, a incúria do governador do Banco de Portugal e ninguém a defender um regime financeiro que proteja os depositantes e os contribuintes? É preciso portanto coerência e firmeza. Cumprir compromissos e garantir regras. Mas para tudo isso é preciso mais, muito mais. (TudoMenosEconomia)
a falta de Ética: é bom que o candidato a presidente (já eleito pela imprensa antes das eleições) que será também o comandante supremo das Forças Armadas não esqueça ter usufruido de favores pelo motivo do pai desse candidato ter sido o último ministro do Ultramar do regime fascista. Isto não será injusto do ponto de vista moral, ético e social? Mas o que é isso para os políticos da direita? Ética, honra, verticalidade são palavras inexistentes nos seus vocabulários... houve uma guerra colonial , muitos recusaram-na, outros foram obrigados, pelos seus condicionalismos a marchar contra sua vontade, alguns morreram, outros ficaram estropiados, mas alguns por cunha dos paizinhos ficaram dispensados, é disso que se trata, sr Marcelo, de cobardice
Jorge Nascimento Fernandes: É a concentração de votos, estúpido! Domingo, depois das urnas fecharem, já é tarde para andarem a "somar" as percentagenzinhas a ver se "diminuíram" a abstenção às esquerdas. O resultado disto não é uma AR. Todos os votos «inúteis» valerão zero a seguir ZERO. Isto não é uma repetição das legislativas, com uma "segunda volta" na investidura na AR. Um candidato como o prof-comentador só se bate com promoção e concentração de votos úteis numa única candidatura forte e impulsionada por todos que ganhe dinâmica para derrotar a Direita. O eleitorado silencioso, conservador de ADN mesmo que empobrecido e humilhado, que nem sempre sai do lar ou de casa para ir votar é o último desiderato onde o professor-comentador quer ir picar (votos bastantes onde a vitória à 1ª volta poderá estar, na ausência de uma candidatura forte de oposição que tente fazer o quasi-pleno na outra parte). Parafraseando sabiamente o dr Lobo para os «seus» - tenham juízo. Ainda há umas horitas para o terem.
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| estes homens riem de quê? |
a falta de Ética: é bom que o candidato a presidente (já eleito pela imprensa antes das eleições) que será também o comandante supremo das Forças Armadas não esqueça ter usufruido de favores pelo motivo do pai desse candidato ter sido o último ministro do Ultramar do regime fascista. Isto não será injusto do ponto de vista moral, ético e social? Mas o que é isso para os políticos da direita? Ética, honra, verticalidade são palavras inexistentes nos seus vocabulários... houve uma guerra colonial , muitos recusaram-na, outros foram obrigados, pelos seus condicionalismos a marchar contra sua vontade, alguns morreram, outros ficaram estropiados, mas alguns por cunha dos paizinhos ficaram dispensados, é disso que se trata, sr Marcelo, de cobardice
Jorge Nascimento Fernandes: É a concentração de votos, estúpido! Domingo, depois das urnas fecharem, já é tarde para andarem a "somar" as percentagenzinhas a ver se "diminuíram" a abstenção às esquerdas. O resultado disto não é uma AR. Todos os votos «inúteis» valerão zero a seguir ZERO. Isto não é uma repetição das legislativas, com uma "segunda volta" na investidura na AR. Um candidato como o prof-comentador só se bate com promoção e concentração de votos úteis numa única candidatura forte e impulsionada por todos que ganhe dinâmica para derrotar a Direita. O eleitorado silencioso, conservador de ADN mesmo que empobrecido e humilhado, que nem sempre sai do lar ou de casa para ir votar é o último desiderato onde o professor-comentador quer ir picar (votos bastantes onde a vitória à 1ª volta poderá estar, na ausência de uma candidatura forte de oposição que tente fazer o quasi-pleno na outra parte). Parafraseando sabiamente o dr Lobo para os «seus» - tenham juízo. Ainda há umas horitas para o terem.
posto isto,
terça-feira, janeiro 19, 2016
patrão do Banco de Portugal é também ele um activo tóxico?
A confiscação rectroactiva sobre os detentores estrangeiros de acções tóxicas do Banco Espirito Santo retiradas ao enésimo dia do balanço do ressuscitado "Novo Banco" é já um "case-study" da actuação do Banco de Portugal no pântano dos mercados financeiros internacionais: numa segunda fase da anterior resolução do BES o Banco de Portugal impôs cerca de 2 mil milhões de euros em perdas aos accionistas estrangeiros do Novo Banco.
Não levando em conta o valor nominal o valor nominal são apenas 5 fundos no total de 54. depois do arrastar do caso Banif até ao limite empurrando para uma má solução in extremis, a decisão de enviar umas quantas obrigações séniores para o regaço do banco tóxico do BES está a levantar um verdadeiro tsunami nos meios financeiros que gere o negócio da dívida. Depois das declarações que prestou ao Expresso, o director da PIMCO em Londres publicou um artigo de opinião no Financial Times. Que esperam as forças vivas do país para dizerem ao Mario Draghi que o homem ao leme da Banca em Portugal é também ele um ativo tóxico?
Transcrito do Financial Times: "Pouco mais de um ano desde que o Banco Central Europeu se assumiu como o regulador para os bancos sistemicamente importantes da Europa, estamos diante de uma situação em Portugal que põe em causa o Estado de Direito nesse país e na UE, levantando também questões muito sérias sobre a forma como o BCE pretende actuar como regulador bancário europeu.
Em 29 de Dezembro, Portugal chocou os mercados europeus de crédito quando o Banco de Portugal decidiu selectivamente e de forma retroactiva confiscar os bens dos obrigacionistas de cinco títulos seniores em Novo Banco e transferi-los para o chamado "Bad Bank" nascido da resolução do Banco Espírito Santo em Agosto 2014. Este efeito discrimina portadores de títulos estrangeiros em relação os interesses dos detentores de bónus portugueses.
Também discrimina explicitamente os detentores de obrigações institucionais em favor dos investidores individuais de titulos seniores. O que está claro é que, no caso de Novo Banco, o próprio BCE concluiu que o banco era solvente e sem necessidade de nova resolução, não deixando nenhuma justificação legal e económica à radical acção efectuada pelas autoridades portuguesas. É importante ressalvar que não há aqui nenhuma nova resolução, bail-in ou processo de insolvência. Quando os bancos são considerados insolventes, então é correcto e adequado que os detentores de acções seniores devem ser chamados e assumir as perdas. Mas isso deve ser feito de uma forma justa e, de facto, de acordo com a lei. O BCE tem sido responsável pela supervisão regulamentar de Novo Banco desde Novembro de 2014. Ainda recentemente, em Novembro de 2015, ele realizou um teste de stress detalhado que concluiu que o Novo Banco era um banco comercial viável. Enquanto o banco foi obrigado a levantar 1,4 mil milhões de euros sob os cenários adversos dos testes de stress, a instituições nesta posição são tipicamente dados seis a nove meses para cumprir o seu défice de capital. No caso do Novo Banco, este déficit poderia facilmente ter sido coberto com soluções do sector privado, fossem eles a venda de activos, angariação de capital próprio e/ou aquisição parcial da dívida. Esta cartilha tem sido empregue de forma eficiente na recapitalização recente e muito mais desafiadora do sector bancário grego, o que levou a um agressivo, mas justo, bail-in aos credores seniores" (Financial Times)
Não levando em conta o valor nominal o valor nominal são apenas 5 fundos no total de 54. depois do arrastar do caso Banif até ao limite empurrando para uma má solução in extremis, a decisão de enviar umas quantas obrigações séniores para o regaço do banco tóxico do BES está a levantar um verdadeiro tsunami nos meios financeiros que gere o negócio da dívida. Depois das declarações que prestou ao Expresso, o director da PIMCO em Londres publicou um artigo de opinião no Financial Times. Que esperam as forças vivas do país para dizerem ao Mario Draghi que o homem ao leme da Banca em Portugal é também ele um ativo tóxico?
Transcrito do Financial Times: "Pouco mais de um ano desde que o Banco Central Europeu se assumiu como o regulador para os bancos sistemicamente importantes da Europa, estamos diante de uma situação em Portugal que põe em causa o Estado de Direito nesse país e na UE, levantando também questões muito sérias sobre a forma como o BCE pretende actuar como regulador bancário europeu.
Em 29 de Dezembro, Portugal chocou os mercados europeus de crédito quando o Banco de Portugal decidiu selectivamente e de forma retroactiva confiscar os bens dos obrigacionistas de cinco títulos seniores em Novo Banco e transferi-los para o chamado "Bad Bank" nascido da resolução do Banco Espírito Santo em Agosto 2014. Este efeito discrimina portadores de títulos estrangeiros em relação os interesses dos detentores de bónus portugueses.
Também discrimina explicitamente os detentores de obrigações institucionais em favor dos investidores individuais de titulos seniores. O que está claro é que, no caso de Novo Banco, o próprio BCE concluiu que o banco era solvente e sem necessidade de nova resolução, não deixando nenhuma justificação legal e económica à radical acção efectuada pelas autoridades portuguesas. É importante ressalvar que não há aqui nenhuma nova resolução, bail-in ou processo de insolvência. Quando os bancos são considerados insolventes, então é correcto e adequado que os detentores de acções seniores devem ser chamados e assumir as perdas. Mas isso deve ser feito de uma forma justa e, de facto, de acordo com a lei. O BCE tem sido responsável pela supervisão regulamentar de Novo Banco desde Novembro de 2014. Ainda recentemente, em Novembro de 2015, ele realizou um teste de stress detalhado que concluiu que o Novo Banco era um banco comercial viável. Enquanto o banco foi obrigado a levantar 1,4 mil milhões de euros sob os cenários adversos dos testes de stress, a instituições nesta posição são tipicamente dados seis a nove meses para cumprir o seu défice de capital. No caso do Novo Banco, este déficit poderia facilmente ter sido coberto com soluções do sector privado, fossem eles a venda de activos, angariação de capital próprio e/ou aquisição parcial da dívida. Esta cartilha tem sido empregue de forma eficiente na recapitalização recente e muito mais desafiadora do sector bancário grego, o que levou a um agressivo, mas justo, bail-in aos credores seniores" (Financial Times)
adenda, 20 Janeiro
sábado, janeiro 16, 2016
bom dia!, desculpa lá se tivemos de matar o teu pai...
Na raiz do mal, o fim das utopias, enterradas com o colapso de todas as correntes políticas progressistas. (A cleptocracia) do século XXI abandonou o futuro em nome da gestão do risco e do medo, e indiferente à ira das gerações mais jovens. Entre um quotidiano militarizado e o julgamento final à moda jihadista (inventada), apenas "a ascensão de outra radicalidade" poderá reavivar a esperança colectiva. (CartaMaior)
Entretanto. A agência governamental que trata de fundamentar as acções bélicas do Império, vem dizer que o "Estado Islâmico" (ISIS) NÃO É UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA! e até lhe mudam o nome: "Islamic State of Iraq and al-Sham". Anteriormente chamaram-lhe "Islamic State of Iraq and Syria", e Daesh, mas como com a intervenção russa bateram com o s burrinhos na água mudaram-lhe a nomenclatura às pressas. Áh, e dizem que são mais perigosos que a al-Qaeda- vem na influente Foreign Affairs"
Extracto do discurso de Barack Obama durante a comunicação sobre o Estado da Nação: “Deixem-me ser claro, nós queremos combater o ISIS mas também lutamos contra o Assad na Síria, mesmo pensando que o ISIS está a combater o Assad na Síria e os Russos, que estão na Síria para ajudar a combater o ISIS. Então, nós Estados Unidos temos de combater os Russos para os impedir de lutar com Assad contra o ISIS. Se tudo isto tem ar de ser patético para vós, então é porque é mesmo” - Tudo bem, falta apenas explicar porque é que em todos os discursos do Estado da Nação o primeiro ministro-ministro de Israel tem de fazer também uma intervenção destinada ao povo norte-americana. Pretendem confirmar que Israel é que manda naquilo tudo e os políticos made-in-USA são meras marionetas?
quinta-feira, janeiro 07, 2016
a Catástrofe Financeira Eminente e a Ausência de Meios para a Conjurar
Após quatro dias da exportação das quedas em bolsa da China para todo o mundo, George Soros vem dizer que "a China tem um grande problema de adaptação (…) Eu diria que, quando olho para os mercados financeiros vejo um sério desafio que me faz lembrar a crise que tivemos em 2008" –naturalmente, esta não é uma mensagem que os gestores centrais de investimento e os pivots de televisão económica querem dar ao público para ouvir. É um recado, cada mergulho em Bolsa é uma oportunidade de compra, e "a longo prazo" é como todos devem investir ... não importa o que seus activos tivessem caido 20% numa semana ... joguem a longo prazo !!
Obviamente, os spin de Soros, não são sobre a China, antes nos avisam estar em preparação uma segunda ajuda financeira aos bancos norte-americanos e europeus segundo a nova legislação que prevê pagar os bail-in com valores a confiscar aos credores e às contas bancárias dos cidadãos. Ou seja, por um lado, por outro é dar fogo à peça de mais uma impressionante fuga de capitais para paraisos livres do fisco.
De um ou outro modo, no final, irá sobrar mais uma crise, senão mesmo uma guerra em grande escala para os mesmos de sempre. As demonstrações práticas fornecidas pelo livro “666” de Pierre Jovanovic devem ser suficientes para convencer todos aqueles que, na Europa, não estão sob o controle da ditadura económica-financeira do dólar e dos serviços secretos.
Mesmo sem referências bíblicas a nova Besta do Apocalipse é perceptivel, ameaçando o mundo com as suas sete cabeças, na verdade o sistema monetário internacional baseado no dólar, como é imposto pelos EUA hoje a (quase) todo o mundo, pese os esforços em curso para a
Pierre Jovanovic elaborou uma tabela das bestas e das catástrofes em vias de evolução criacionista 1. O estado de emergência 2. A necessidade de mais atentados 3. a gestão orwelliana do terror sobre as populações por forma a cercear contestações sociais 4. Votações favoráveis ao fecho de fronteiras por causa da emigração e do desemprego 5. A desaparição das forças armadas nacionais e dos poderes tradicionais 6. o bipartidarismo como redução da intermediação com os poderes transnacionais 7. O papel-moeda como meio retirado do âmbito da legalidade 8. A verdadeira guerra é financeira, os EUA continuarão a invadir a Europa com notas falsas 9. corrupção crescente dos facilitadores eurocratas dos interesses da plutocracia global 10. Prazos de crédito por leasing aumentam várias vezes 11. segurança social e seguros privados deixam de cumprir contratos 12. taxas de juro negativas levam à ruína total 13. eleições são financiadas pelos bancos com “ouro do Reno” 14. O Estado como organizador de eventos e espectáculos impõe os seus candidatos aos cargos “políticos” através das televisões.
Obviamente, os spin de Soros, não são sobre a China, antes nos avisam estar em preparação uma segunda ajuda financeira aos bancos norte-americanos e europeus segundo a nova legislação que prevê pagar os bail-in com valores a confiscar aos credores e às contas bancárias dos cidadãos. Ou seja, por um lado, por outro é dar fogo à peça de mais uma impressionante fuga de capitais para paraisos livres do fisco.
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| à efigie de Mao não deita o Soros a mão |
Mesmo sem referências bíblicas a nova Besta do Apocalipse é perceptivel, ameaçando o mundo com as suas sete cabeças, na verdade o sistema monetário internacional baseado no dólar, como é imposto pelos EUA hoje a (quase) todo o mundo, pese os esforços em curso para a
Pierre Jovanovic elaborou uma tabela das bestas e das catástrofes em vias de evolução criacionista 1. O estado de emergência 2. A necessidade de mais atentados 3. a gestão orwelliana do terror sobre as populações por forma a cercear contestações sociais 4. Votações favoráveis ao fecho de fronteiras por causa da emigração e do desemprego 5. A desaparição das forças armadas nacionais e dos poderes tradicionais 6. o bipartidarismo como redução da intermediação com os poderes transnacionais 7. O papel-moeda como meio retirado do âmbito da legalidade 8. A verdadeira guerra é financeira, os EUA continuarão a invadir a Europa com notas falsas 9. corrupção crescente dos facilitadores eurocratas dos interesses da plutocracia global 10. Prazos de crédito por leasing aumentam várias vezes 11. segurança social e seguros privados deixam de cumprir contratos 12. taxas de juro negativas levam à ruína total 13. eleições são financiadas pelos bancos com “ouro do Reno” 14. O Estado como organizador de eventos e espectáculos impõe os seus candidatos aos cargos “políticos” através das televisões.
sábado, novembro 28, 2015
o Ocidente na Siria representa o papel dos Nazis em Estalinegrado
a Turquia abriu hoje fogo de morteiro contra o Exército da Síria. Nem os EUA nem a Turquia podem agora sobrevoar o espaço aéreo sirio devido à instalação do sistema de defesa antiaérea russo S-400 e outras. Os Estados Unidos pressionam a Turquia para encerrar imediatamente a fronteira. Será um pretexto para invadir a zona norte da Síria em defesa dos terroristas do ISIS que aí se estabeleceram como "o céu na terra"? pode ser, mas já lá está de armas e bagagens uma força de paz multinacional liderada pela Rússia colocada ao longo da região fronteiriça de 100 km enfrentando eventualmente as tropas da NATO que possam vir da Turquia. Esta força pode não só colocar um ponto final no conflito/agressão à Siria, mas também assumir o controlo sobre o auto-proclamado papel do Ocidente como árbitro internacional sobre todos os assuntos do mundo. aka, a Nova Ordem Mundial Neoliberal. Aqueles que se juntarem a essa força de paz podem formar o novo rosto de uma ordem mundial multipolar definida para deslocar o poder do banditismo-financeiro de Wall Street e Londres. (LandDestroyerReport)
em actualização
Segundo a revista alemã Bild, "a Turquia transformou-se num grande consumidor de petróleo do grupo extremista "Estado Islâmico". Os empresários turcos têm acordos de compra de petróleo com jihadistas que lhes permite obter uma receita de 10 milhões de dólares por semana. Quando a aviação russa começou a realizar mais ataques contra as infraestruturas ISIS, isso não poderia ser ignorado por Ancara, causando a natural insatisfação da Turquia" (Bild/SputnikNews)O artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte afirma que um "ataque armado" contra um país-membro da NATO "será considerado um ataque contra todos os paises da Aliança Atlântica" e que todas as partes no tratado devem unir-se para "restaurar e manter a segurança da área do Atlântico Norte". Pergunta fundamental: a Turquia é um país do Atântico? alguma vez deveria ser admitida em tal organização? É uma história antiga, foi admitida porque a NATO tem um carácter ofensivo. Não especificado no tratado é o que acontecerá quando um membro da NATO por conta própria perpretar um "ataque armado" a um país não membro, como no caso do abate do avião russo. Segundo um analista norte-americano da OpEdNews, "os EUA devem sair da NATO ou devem excluir a Turquia para evitar uma guerra com a Rússia" (ler o resto)
Equipa de jornalistas do canal RússiaToday são atacados com um missil anti-tanque de fabrico norte-americano
quarta-feira, setembro 30, 2015
Quem será o culpado pela 3ª Grande Guerra Mundial?
"Os presidentes dos Estados Unidos e da França não são cidadãos Sírios, não podem decidir o destino da Síria" (Vladimir Putin, discursando na ONU). No terreno, juntando-se ao ataque dos norte-americanos para derrubar Assad, a aviação francesa começou a bombardear alvos no terreno. A aviação israelita atacou mesmo tropas regulares do exército da Síria
Segundo John Kerry o apoio da Rússia ao governo legitimo da Síria poderá levar a um conflito entre os Estados Unidos e a Rússia. Contudo, as duas únicas nações que estão a fazer todo o possível para evitar esse conflito são o Irão e a Rússia. Tentando resolver a questão por meios pacíficos, solicitando um esforço conjunto contra o terrorismo e a chegada de ajuda humanitária às populações aterrorizadas. A única coisa que a Rússia está a fazer é cumprir com as suas obrigações contratuais com a Síria, fornecendo armamento de defesa, ajuda humanitária e socorristas. E a partir daqui o Ocidente inventa que o grande problema são os russos que estão a enviar tropas que invadem a Síria sempre em número crescente. Acusação aliás igual à usada na Ucrânia. Referência a seguir é a União Euro-Asiática consignada no Projecto “Rota da Seda da China”, implicitamente a construção da nova comunidade euro-asiática como um contrapeso para a ambição desmedida e conduta agressiva dos Estados Unidos.
O presidente da Rússia na Assembleia Geral das Nações Unidas centrou o seu discurso nos pontos principais: o apoio dos Estados Unidos aos rebeldes da Síria é ilegal, e além disso ineficaz para os seus desígnios, não completamente claros. Na opinião de Putin “o fornecimento de apoio militar a estruturas ilegais contradizem os principios do direito internacional consignados nas leis e tratados e a própria Carta das Nações Unidos (…) o presidente da Rússia pode aqui falar do programa do Pentágono de 500 milhões de dólares para prover equipamento militar aos rebeldes na Síria, que conselheiros militares e funcionários dos serviços de informações já manifestaram ser um fracasso. Descobriu-se que apenas 60 desses combatentes tinham sido efectivamente treinados e apenas 4,5% dessas pessoas ainda possuíam armas. Os restantes desertaram com armas, veículos e equipamentos militares norte americanos para se juntarem ao “Estado Islâmico” (ISIS). Sabemos que nas fileiras do “Estado Islâmico” se incluem ex-militares iraquianos que foram postos na rua após a invasão do Iraque em 2003. Muitos recrutas vêm da Líbia - um país cuja soberania foi destruída como resultado de graves violações da Resolução de 1973 da ONU.
Os militantes islâmicos do ISIS ganharam uma posição no Iraque e na Síria, procurando a partir daí dominar a totalidade do mundo islâmico. O ISIS não nasceu do nada, foi criado como arma para ser usada contra regimes incómodos. O Estado Islâmico não só é uma ameaça directa contra os habitantes locais mas antes, pelos seus crimes sanguinários, a ruina de uma religião tão importante como o Islão. Devemos reconhecer que na Síria, excepção feita a todas as forças do presidente al- Assad e as milícias Curdas, ninguém combate a sério contra o ISIS, e as outras organizações terroristas. É urgente criar em todo o mundo um espaço de segurança comum para todos, não apenas para alguns predestinados (uma clara alusão a Israel). Gostaria de perguntar quem tem criado o caos no Médio Oriente – quem e o que é que fizeram? – coisa similar ao que se passou na Ucrânia onde se verificou um golpe-de-estado provocado por forças armadas a partir do exterior.
Putin começou o discurso provocatoriamente com uma referência à Conferência de Yalta na Crimeia em 1945. Foi durante esta conferência que os “Big Three” (os EUA, a URSS e a Grã-Bretanha) concordaram em criar a Organização das Nações Unidas. E como todos na sala sabem, ainda que subjectivamente, esta foi a conferência em que Estaline e Roosevelt dividiram o mundo em duas esferas de influência. Metade da Europa ficou numa, outra metade noutra, seguindo o princípio do equilíbrio de poder como meio de garantir a paz mundial – agora em contraste com a rejeição do referido princípio e da pretensão dos Estados Unidos a um excepcional status como "única superpotência" do mundo, face aos acontecimentos no Iraque, na Libia, na Siria, com o Estado Islâmico (ISIS) e a crise dos refugiados, nós sugerimos que parem de jogar jogos com terroristas, juntem-se ao abrigo das Nações Unidas contra o ISIS . Os vácuos de poder no Médio Oriente e regiões do Norte de África têm levado ao surgimento de áreas sem lei que imediatamente são preenchidas com extremistas e terroristas. Propomos, em vez de trabalhar cada um para as suas ambições, criarmos uma ampla coligação contra o terrorismo, tal como fizemos antes ao criar a coligação contra Hitler.
"Eu não posso deixar de perguntar àqueles que causaram esta situação: vocês compreendem agora o que fizeram? Eu tenho medo que a questão fique a pairar no ar, porque afinal as políticas baseadas na auto-confiança e da crença na excepcionalidade e impunidade nunca foram abandonadas". Ao invés de realização de reformas e o triunfo da democracia e progresso prometidos pela intervenção, temos violência, pobreza, desastre social e a destruição dos direitos humanos, incluindo o direito à vida, a qual nenhum valor pode medir. Aqueles que estão no "topo da pirâmide" foram tentados a pensar que "se somos tão fortes e excepcionais, sabemos o que fazer melhor que outros – resultando daqui consequências trágicas e degradação ao invés de progresso - a agressiva interferência externa resultou na destruição calamitosa das instituições nacionais e do próprio modo de vida dos sírios. Devemos todos lembrarmo-nos o que o nosso passado nos ensinou. Nós lembramos-nos dos exemplos na história da União Soviética. Parece, contudo, que alguns não estão aprendendo com os erros dos outros, mas ficam repetindo-os, como o da exportação das chamadas "revoluções democráticas". Ninguém é obrigado a subscrever um modelo único de desenvolvimento, obrigado pela força das armas a reconhecer um entre muitos como o único justo…
"Portanto, os agressores não têm que contar com uma ONU, que autoriza, em vez de automaticamente legitimar por demissão as decisões necessárias, criando muitas vezes obstáculos, ou por outras palavras" obstruindo o caminho à paz. As tentativas de minar a autoridade e a legitimidade das Nações Unidas são "extremamente perigosas": poderiam levar ao colapso de todo o sistema das relações internacionais. "O fluxo de pessoas que foram forçadas a deixar a sua terra natal tem literalmente inundado os países vizinhos e a partir daí a Europa – é uma nova migração dolorosa causada por guerras contra os povos. Só uma estratégia global de estabilização política e económica dos países atingidos por crises terroristas seguida de desenvolvimento poderá trazer esperança à resolução do problema da crise de refugiados,
Segundo John Kerry o apoio da Rússia ao governo legitimo da Síria poderá levar a um conflito entre os Estados Unidos e a Rússia. Contudo, as duas únicas nações que estão a fazer todo o possível para evitar esse conflito são o Irão e a Rússia. Tentando resolver a questão por meios pacíficos, solicitando um esforço conjunto contra o terrorismo e a chegada de ajuda humanitária às populações aterrorizadas. A única coisa que a Rússia está a fazer é cumprir com as suas obrigações contratuais com a Síria, fornecendo armamento de defesa, ajuda humanitária e socorristas. E a partir daqui o Ocidente inventa que o grande problema são os russos que estão a enviar tropas que invadem a Síria sempre em número crescente. Acusação aliás igual à usada na Ucrânia. Referência a seguir é a União Euro-Asiática consignada no Projecto “Rota da Seda da China”, implicitamente a construção da nova comunidade euro-asiática como um contrapeso para a ambição desmedida e conduta agressiva dos Estados Unidos.
O presidente da Rússia na Assembleia Geral das Nações Unidas centrou o seu discurso nos pontos principais: o apoio dos Estados Unidos aos rebeldes da Síria é ilegal, e além disso ineficaz para os seus desígnios, não completamente claros. Na opinião de Putin “o fornecimento de apoio militar a estruturas ilegais contradizem os principios do direito internacional consignados nas leis e tratados e a própria Carta das Nações Unidos (…) o presidente da Rússia pode aqui falar do programa do Pentágono de 500 milhões de dólares para prover equipamento militar aos rebeldes na Síria, que conselheiros militares e funcionários dos serviços de informações já manifestaram ser um fracasso. Descobriu-se que apenas 60 desses combatentes tinham sido efectivamente treinados e apenas 4,5% dessas pessoas ainda possuíam armas. Os restantes desertaram com armas, veículos e equipamentos militares norte americanos para se juntarem ao “Estado Islâmico” (ISIS). Sabemos que nas fileiras do “Estado Islâmico” se incluem ex-militares iraquianos que foram postos na rua após a invasão do Iraque em 2003. Muitos recrutas vêm da Líbia - um país cuja soberania foi destruída como resultado de graves violações da Resolução de 1973 da ONU.
Os militantes islâmicos do ISIS ganharam uma posição no Iraque e na Síria, procurando a partir daí dominar a totalidade do mundo islâmico. O ISIS não nasceu do nada, foi criado como arma para ser usada contra regimes incómodos. O Estado Islâmico não só é uma ameaça directa contra os habitantes locais mas antes, pelos seus crimes sanguinários, a ruina de uma religião tão importante como o Islão. Devemos reconhecer que na Síria, excepção feita a todas as forças do presidente al- Assad e as milícias Curdas, ninguém combate a sério contra o ISIS, e as outras organizações terroristas. É urgente criar em todo o mundo um espaço de segurança comum para todos, não apenas para alguns predestinados (uma clara alusão a Israel). Gostaria de perguntar quem tem criado o caos no Médio Oriente – quem e o que é que fizeram? – coisa similar ao que se passou na Ucrânia onde se verificou um golpe-de-estado provocado por forças armadas a partir do exterior.
Putin começou o discurso provocatoriamente com uma referência à Conferência de Yalta na Crimeia em 1945. Foi durante esta conferência que os “Big Three” (os EUA, a URSS e a Grã-Bretanha) concordaram em criar a Organização das Nações Unidas. E como todos na sala sabem, ainda que subjectivamente, esta foi a conferência em que Estaline e Roosevelt dividiram o mundo em duas esferas de influência. Metade da Europa ficou numa, outra metade noutra, seguindo o princípio do equilíbrio de poder como meio de garantir a paz mundial – agora em contraste com a rejeição do referido princípio e da pretensão dos Estados Unidos a um excepcional status como "única superpotência" do mundo, face aos acontecimentos no Iraque, na Libia, na Siria, com o Estado Islâmico (ISIS) e a crise dos refugiados, nós sugerimos que parem de jogar jogos com terroristas, juntem-se ao abrigo das Nações Unidas contra o ISIS . Os vácuos de poder no Médio Oriente e regiões do Norte de África têm levado ao surgimento de áreas sem lei que imediatamente são preenchidas com extremistas e terroristas. Propomos, em vez de trabalhar cada um para as suas ambições, criarmos uma ampla coligação contra o terrorismo, tal como fizemos antes ao criar a coligação contra Hitler.
"Eu não posso deixar de perguntar àqueles que causaram esta situação: vocês compreendem agora o que fizeram? Eu tenho medo que a questão fique a pairar no ar, porque afinal as políticas baseadas na auto-confiança e da crença na excepcionalidade e impunidade nunca foram abandonadas". Ao invés de realização de reformas e o triunfo da democracia e progresso prometidos pela intervenção, temos violência, pobreza, desastre social e a destruição dos direitos humanos, incluindo o direito à vida, a qual nenhum valor pode medir. Aqueles que estão no "topo da pirâmide" foram tentados a pensar que "se somos tão fortes e excepcionais, sabemos o que fazer melhor que outros – resultando daqui consequências trágicas e degradação ao invés de progresso - a agressiva interferência externa resultou na destruição calamitosa das instituições nacionais e do próprio modo de vida dos sírios. Devemos todos lembrarmo-nos o que o nosso passado nos ensinou. Nós lembramos-nos dos exemplos na história da União Soviética. Parece, contudo, que alguns não estão aprendendo com os erros dos outros, mas ficam repetindo-os, como o da exportação das chamadas "revoluções democráticas". Ninguém é obrigado a subscrever um modelo único de desenvolvimento, obrigado pela força das armas a reconhecer um entre muitos como o único justo…
"Portanto, os agressores não têm que contar com uma ONU, que autoriza, em vez de automaticamente legitimar por demissão as decisões necessárias, criando muitas vezes obstáculos, ou por outras palavras" obstruindo o caminho à paz. As tentativas de minar a autoridade e a legitimidade das Nações Unidas são "extremamente perigosas": poderiam levar ao colapso de todo o sistema das relações internacionais. "O fluxo de pessoas que foram forçadas a deixar a sua terra natal tem literalmente inundado os países vizinhos e a partir daí a Europa – é uma nova migração dolorosa causada por guerras contra os povos. Só uma estratégia global de estabilização política e económica dos países atingidos por crises terroristas seguida de desenvolvimento poderá trazer esperança à resolução do problema da crise de refugiados,
actualização
domingo, agosto 30, 2015
Não é a Grécia, Não é o Petróleo, Não é a China; esta é uma Crise Sistémica!
O modelo imposto pela vitória dos Estados Unidos na 2ª Grande Guerra e o pós-desenvolvimento pela doutrina Kissinger nos anos 70 colapsou!
O agravamento da crise que agora se inicia com a entrada dos chamados países emergentes (BRIC`s) e que afecta todo o mundo não provém da perda de valor das matérias primas, nem porque a China está a deixar de crescer aos mesmos níveis anteriores e a bolsa de Hong-Kong foi atacada pelos especuladores financeiros ocidentais, nem ao dumping ecológico da nova tecnologia de extracção de petróleo de xisto pelos Estados Unidos chantageando o modelo civilizacional, nem a qualquer outro tipo de “choque” económico. O modelo de acumulação capitalista que está a ser imposto globalmente desde há 40 anos, cuja falência se começou a manifestar em 2007 e “crashou” em 2010 ” é que é insustentável; como em 1929, está esgotado! – as explicações dos “analistas” não são válidas; o que nos dizem, é que a China é uma coisa, a Europa outra, os Bancos assim, a Grécia assado, etc. E porquê? Porque há que evitar perguntas inconvenientes e o pânico generalizado, as pessoas devem ser mantidas indiferentes, os que se dispõem a intervir devem votar em paz e ficarem tranquilos, entreter-se a ver futebol e gritar através da televisão contra os árbitros; porém nunca contra aqueles que são colocados em lugares-chave sem saber o que estão a fazer, nem contra as ocas palavras dos políticos contratados para gerir o sistema eleitoral onde só se pode escolher apenas uma coisa.
Que solução? Primeiro há que conhecer os problemas; e o primeiro é a “divida” criada pela falta de compensações entre regiões. É preciso anular de imediato toda a espécie de endividamento resultante do sistema de trocas desiguais – calcula-se que o Mundo deve a si mesmo 200 mil biliões de dólares, a “moeda” que mede o saque de recursos planetários e deve ser imediatamente extinta. A continuar é absurdo pensar que um tal nivel de endividamento possa algum dia ser pago. É necessário reconstruir todo o sistema financeiro global, contabilizar sem fraude os activos dos bancos e seguradoras; extinguir as sociedades financeiras de “investimento” especulativo. Homologar e impor os custos sobre o consumo de produtos alienantes fazendo-os depender de taxas negativas. Instaurar um “rendimento básico mundial” equitativo. Eliminar intermediários que não geram nem acrescentam valor; medir o valor pelo trabalho e não pelo capital acumulado de modo predatório que criou o abismo entre devedores e credores; conferir o protagonismo politico à classe de operários, técnicos e trabalhadores do tecido produtivo.
O agravamento da crise que agora se inicia com a entrada dos chamados países emergentes (BRIC`s) e que afecta todo o mundo não provém da perda de valor das matérias primas, nem porque a China está a deixar de crescer aos mesmos níveis anteriores e a bolsa de Hong-Kong foi atacada pelos especuladores financeiros ocidentais, nem ao dumping ecológico da nova tecnologia de extracção de petróleo de xisto pelos Estados Unidos chantageando o modelo civilizacional, nem a qualquer outro tipo de “choque” económico. O modelo de acumulação capitalista que está a ser imposto globalmente desde há 40 anos, cuja falência se começou a manifestar em 2007 e “crashou” em 2010 ” é que é insustentável; como em 1929, está esgotado! – as explicações dos “analistas” não são válidas; o que nos dizem, é que a China é uma coisa, a Europa outra, os Bancos assim, a Grécia assado, etc. E porquê? Porque há que evitar perguntas inconvenientes e o pânico generalizado, as pessoas devem ser mantidas indiferentes, os que se dispõem a intervir devem votar em paz e ficarem tranquilos, entreter-se a ver futebol e gritar através da televisão contra os árbitros; porém nunca contra aqueles que são colocados em lugares-chave sem saber o que estão a fazer, nem contra as ocas palavras dos políticos contratados para gerir o sistema eleitoral onde só se pode escolher apenas uma coisa.
Que solução? Primeiro há que conhecer os problemas; e o primeiro é a “divida” criada pela falta de compensações entre regiões. É preciso anular de imediato toda a espécie de endividamento resultante do sistema de trocas desiguais – calcula-se que o Mundo deve a si mesmo 200 mil biliões de dólares, a “moeda” que mede o saque de recursos planetários e deve ser imediatamente extinta. A continuar é absurdo pensar que um tal nivel de endividamento possa algum dia ser pago. É necessário reconstruir todo o sistema financeiro global, contabilizar sem fraude os activos dos bancos e seguradoras; extinguir as sociedades financeiras de “investimento” especulativo. Homologar e impor os custos sobre o consumo de produtos alienantes fazendo-os depender de taxas negativas. Instaurar um “rendimento básico mundial” equitativo. Eliminar intermediários que não geram nem acrescentam valor; medir o valor pelo trabalho e não pelo capital acumulado de modo predatório que criou o abismo entre devedores e credores; conferir o protagonismo politico à classe de operários, técnicos e trabalhadores do tecido produtivo.
quinta-feira, agosto 20, 2015
Eric Toussaint apresenta conclusões da auditoria à dívida (legendado em português)
320 mil milhões de euros é o total de "dinheiro" emprestado à Grécia, o equivalente a cada grego ter contraído uma Dívida de 29.000 euros. Quantos gregos terão gasto ou adquirido bens nesse valor ou ter esse valor no banco? Como é possivel continuar a acreditar que este sistema de endividamento tem um pingo de legitimidade? (fonte)
A Comissão para a Verdade sobre a Dívida Pública Grega apresentou as suas primeiras conclusões em Junho de 2015. É nesse quadro que Eric Toussaint, que coordena os trabalhos da comissão, resumiu em 17 de junho de 2015 os resultados, numa sessão pública no Parlamento helénico. No Portugal sob a pata de governos PSD/CDS/PS não existe comissão alguma. Ainda assim, a análise politico-económica é importante mas não chega: é preciso conjugar estas conclusões com medidas estruturais que cortem com o sistema na raiz e medidas judiciais que obriguem a trazer os fautores da dívida ao banco dos réus para responder perante o povo.
33min.57seg.
A Comissão para a Verdade sobre a Dívida Pública Grega apresentou as suas primeiras conclusões em Junho de 2015. É nesse quadro que Eric Toussaint, que coordena os trabalhos da comissão, resumiu em 17 de junho de 2015 os resultados, numa sessão pública no Parlamento helénico. No Portugal sob a pata de governos PSD/CDS/PS não existe comissão alguma. Ainda assim, a análise politico-económica é importante mas não chega: é preciso conjugar estas conclusões com medidas estruturais que cortem com o sistema na raiz e medidas judiciais que obriguem a trazer os fautores da dívida ao banco dos réus para responder perante o povo.
33min.57seg.
video traduzido seleccionando legendas em português no menu inferior
sábado, agosto 15, 2015
intermezzo
Pergunta-se se dentro de poucos séculos a nossa sociedade será considerada como uma sociedade injusta e totalitária e a nossa era uma época das mais terriveis e negras das história, algo como uma segunda Idade Média pintada com outras cores.
Talvez um dia nos livros de história se escreva assim: "Depois da Segunda Guerra Mundial, o mundo foi unificado sob uma religião: a economia dos Estados Unidos e sua abordagem comercial como medida para todas as coisas, cabeça a cabeça. Qualquer transação entre humanos era baseada no dinheiro, assim como qualquer projecto de vida, fosse individual ou colectiva, obedecia a uma finalidade económica. Tudo tinha um potencial económico, e não havia limites morais sobre a quantidade de benefícios de que cada um podia dispôr.
Por um lado, clérigos e estudiosos dessa religião (os banqueiros e peritos) tinham o conhecimento para compreender e manipular a questão-chave: o dinheiro, e portanto, a dívida. Esses “especialistas” podiam criar dinheiro a partir do nada, podiam comprar e vender as dívidas dos outros, podiam especular e prever o futuro da economia, sempre com base em números abstratos e cálculos complexos. Os números eram as Escrituras, e só eles poderiam reflectir a verdade; embora muitas vezes não se baseassem em nada de substancial, mas em meras especulações.
Muito poucos foram capazes de compreender esta intrincada teia de números e figuras. Para as pessoas comuns (verdadeiros crentes nesta religião) era impossível de entender. Assim, as massas confinados à sua ignorância, não tinham escolha a não ser aceitar o que ditavam aqueles que sabiam demais: "estamos mergulhados numa crise económica (…) estamos recuperar da crise" ... As declarações dos Clérigos eram comunicadas às pessoas por profissionais da politica e pelos meios de comunicação de massas, enquanto os magnatas estavam sentados nos seus bancos ou gritando nos Templos (mercados) de valores mobiliários. Ambos os grupos (media e os políticos) eram firmes aliados da elite financeira global. A liberdade do povo, o seu mais nobre atributo, era vista aos olhos do sistema como a liberdade outorgada pelo consumismo. O grau de devoção era definido pelo consumo, cujo nivel definia o status social do indivíduo. Este consumo baseava-se a maior parte das vezes nos empréstimo com juros; e as dívidas continuavam a crescer, e a dívida fazia com que todo o sistema continuasse em movimento. Indivíduos, grupos sociais e nações inteiras foram-se tornando cada vez mais e mais escravos das dívida aos bancos. Ai de quem ousasse enfrentar a nova Inquisição, o sistema Fiscal Global
Deste modo, os banqueiros tomaram o controlo das vidas das pessoas, das decisões politicas e do futuro de sociedades inteiras. De qualquer forma, a grande maioria da população permanecia sem perceber a sua própria situação, a sua subjugação ao sistema bancário. As massas tinham uma imagem da realidade criada e manipulada pelos meios de comunicação e propaganda. Os media e os políticos detinham o poder de manipular a verdade e esconder os factos inadequados, usando uma retórica enganosa, linguagem ambígua e grande overdose de eufemismos. As pessoas viviam na obscurantista prisão da ignorância; visionários como Miguel Torga haviam avisado: "tenho a impressão de que certas pessoas, se soubessem exactamente o que são e o que valem na verdade, endoideciam. De que, se no intervalo da embófia e da importância pudessem descer ao fundo do poço e ver a pobreza franciscana que lá vai, pediam a Deus que as metesse pela terra dentro"
Um novo amanhecer parecia ser sua única salvação .... até ao dia da assumpção de pânico geral, quando perceberam que no dia seguinte todos já estariam a viver acima das capacidades do planeta Terra…
Talvez um dia nos livros de história se escreva assim: "Depois da Segunda Guerra Mundial, o mundo foi unificado sob uma religião: a economia dos Estados Unidos e sua abordagem comercial como medida para todas as coisas, cabeça a cabeça. Qualquer transação entre humanos era baseada no dinheiro, assim como qualquer projecto de vida, fosse individual ou colectiva, obedecia a uma finalidade económica. Tudo tinha um potencial económico, e não havia limites morais sobre a quantidade de benefícios de que cada um podia dispôr.
Por um lado, clérigos e estudiosos dessa religião (os banqueiros e peritos) tinham o conhecimento para compreender e manipular a questão-chave: o dinheiro, e portanto, a dívida. Esses “especialistas” podiam criar dinheiro a partir do nada, podiam comprar e vender as dívidas dos outros, podiam especular e prever o futuro da economia, sempre com base em números abstratos e cálculos complexos. Os números eram as Escrituras, e só eles poderiam reflectir a verdade; embora muitas vezes não se baseassem em nada de substancial, mas em meras especulações.
Muito poucos foram capazes de compreender esta intrincada teia de números e figuras. Para as pessoas comuns (verdadeiros crentes nesta religião) era impossível de entender. Assim, as massas confinados à sua ignorância, não tinham escolha a não ser aceitar o que ditavam aqueles que sabiam demais: "estamos mergulhados numa crise económica (…) estamos recuperar da crise" ... As declarações dos Clérigos eram comunicadas às pessoas por profissionais da politica e pelos meios de comunicação de massas, enquanto os magnatas estavam sentados nos seus bancos ou gritando nos Templos (mercados) de valores mobiliários. Ambos os grupos (media e os políticos) eram firmes aliados da elite financeira global. A liberdade do povo, o seu mais nobre atributo, era vista aos olhos do sistema como a liberdade outorgada pelo consumismo. O grau de devoção era definido pelo consumo, cujo nivel definia o status social do indivíduo. Este consumo baseava-se a maior parte das vezes nos empréstimo com juros; e as dívidas continuavam a crescer, e a dívida fazia com que todo o sistema continuasse em movimento. Indivíduos, grupos sociais e nações inteiras foram-se tornando cada vez mais e mais escravos das dívida aos bancos. Ai de quem ousasse enfrentar a nova Inquisição, o sistema Fiscal Global
Deste modo, os banqueiros tomaram o controlo das vidas das pessoas, das decisões politicas e do futuro de sociedades inteiras. De qualquer forma, a grande maioria da população permanecia sem perceber a sua própria situação, a sua subjugação ao sistema bancário. As massas tinham uma imagem da realidade criada e manipulada pelos meios de comunicação e propaganda. Os media e os políticos detinham o poder de manipular a verdade e esconder os factos inadequados, usando uma retórica enganosa, linguagem ambígua e grande overdose de eufemismos. As pessoas viviam na obscurantista prisão da ignorância; visionários como Miguel Torga haviam avisado: "tenho a impressão de que certas pessoas, se soubessem exactamente o que são e o que valem na verdade, endoideciam. De que, se no intervalo da embófia e da importância pudessem descer ao fundo do poço e ver a pobreza franciscana que lá vai, pediam a Deus que as metesse pela terra dentro"
Um novo amanhecer parecia ser sua única salvação .... até ao dia da assumpção de pânico geral, quando perceberam que no dia seguinte todos já estariam a viver acima das capacidades do planeta Terra…
sexta-feira, julho 10, 2015
a Troica, Poderosa e Descontrolada (Canal Arte)
Documentário do canal franco-alemão sobre as intervenções da Troika. Contém cenas eventualmente chocantes,não sendo recomendado a quem acredita na propaganda do governo
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Francisco Louçã sobre o devir da situação grega: 1ª questão, se há um novo resgate, é um recuo da Grécia. O governo tinha sido categórico desde o início, não aceitando o formato jurídico de um novo resgate, com o que ele implica de intromissão, de protectorado e de submissão. A diferença seria o investimento viável e portanto a solução para a recessão. Mas Tsipras não conseguiu esse acordo de reestruturação, ele nem foi considerado pelas autoridades europeias, e portanto perderam-se cinco meses.
2ª questão, se são propostas novas medidas de austeridade, a recessão vai agravar-se e a desconfiança também. O referendo convocou os gregos para rejeitarem o ultimato europeu e as suas propostas. Retomar o essencial dessas propostas seria sempre uma derrota política para a Grécia. 3ª questão; qualquer política fiscal ou orçamental tem que responder à divisão social da Grécia. Os pobres votaram Não porque nada têm a esperar das políticas europeias de austeridade. 4ª questão, se, apesar de novas medidas de austeridade, for aplicada alguma forma concreta de reestruturação da dívida, o balanço entre os ganhos e as perdas decidirá o resultado político final desse acordo. Nesse caso, a Grécia ganharia no que deixaria de pagar em dívida (através de um período de carência, de extensão dos pagamentos com juros adequados ao seu crescimento do PIB, ou simplesmente por redução do stock da dívida com os credores institucionais) e perderia do outro lado, no efeito recessivo da austeridade agravada. Seria sempre preciso um efeito equivalente ou superior em redução do saldo da balança de rendimentos para compensar a Grécia. Isso não seria então uma derrota e poderia mesmo transformar-se numa recuperação. (artigo completo em TudoMenosEconomia)
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Francisco Louçã sobre o devir da situação grega: 1ª questão, se há um novo resgate, é um recuo da Grécia. O governo tinha sido categórico desde o início, não aceitando o formato jurídico de um novo resgate, com o que ele implica de intromissão, de protectorado e de submissão. A diferença seria o investimento viável e portanto a solução para a recessão. Mas Tsipras não conseguiu esse acordo de reestruturação, ele nem foi considerado pelas autoridades europeias, e portanto perderam-se cinco meses.
2ª questão, se são propostas novas medidas de austeridade, a recessão vai agravar-se e a desconfiança também. O referendo convocou os gregos para rejeitarem o ultimato europeu e as suas propostas. Retomar o essencial dessas propostas seria sempre uma derrota política para a Grécia. 3ª questão; qualquer política fiscal ou orçamental tem que responder à divisão social da Grécia. Os pobres votaram Não porque nada têm a esperar das políticas europeias de austeridade. 4ª questão, se, apesar de novas medidas de austeridade, for aplicada alguma forma concreta de reestruturação da dívida, o balanço entre os ganhos e as perdas decidirá o resultado político final desse acordo. Nesse caso, a Grécia ganharia no que deixaria de pagar em dívida (através de um período de carência, de extensão dos pagamentos com juros adequados ao seu crescimento do PIB, ou simplesmente por redução do stock da dívida com os credores institucionais) e perderia do outro lado, no efeito recessivo da austeridade agravada. Seria sempre preciso um efeito equivalente ou superior em redução do saldo da balança de rendimentos para compensar a Grécia. Isso não seria então uma derrota e poderia mesmo transformar-se numa recuperação. (artigo completo em TudoMenosEconomia)
segunda-feira, junho 08, 2015
FIFA, os fait-divers fazem parte das manobras de diversão
Os Estados Unidos estão a intervir, condicionar e reprimir a entidade máxima do futebol internacional FIFA usando um (entre outros) dos escândalos de corrupção. Tudo leva a crer tratar-se de um ataque bem planeado antes de uma nova eleição para as estruturas dirigentes. Qual é a razão para os EUA estarem a destruir a estrutura actual da FIFA exactamente agora?
Os EUA querem controlar o mundo através de uma nova ordem mundial com a intenção de desempenhar a função de superpotência unipolar. Não é segredo. A América tem moeda internacional própria, língua globalizada, macCultura, iconografia hollywoodesca e cerca de 1000 bases militares em todo o mundo. O futebol, como o mais popular desporto globalmente, tem grande influência em muitas esferas (1). Possuindo o poder de alavancagem sobre a FIFA é possível prosseguir determinada política específica. Por exemplo, a organização de um Campeonato do Mundo ou outras competições internacionais dá a um país o reconhecimento internacional, desenvolvimento de infra-estruturas, traz investimentos estrangeiros, mais postos de trabalho etc. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi mostraram a Federação Rússa como um dos países mais responsáveis e bem-organizados, apesar da ruidosa histeria ocidental.
Como é sabido o confronto entre a Rússia e os EUA está a atingir níveis cada vez mais intensos. A Rússia foi escolhida como sede do Campeonato do Mundo de 2018, (com a Shayak metida ao barulho) e muita gente em muitos países ficaram decepcionados com isso (entre eles a Grã-Bretanha, que já se ofereceu como disponível caso venha a existir algum problema com a Rússia). Mas que coincidência! Usando este escândalo os EUA tentam culpar a FIFA por ter recebido dinheiro em luvas da Rússia para organizar o Campeonato do Mundo de 2018 e no Quatar em 2022. Apesar deste escândalo (2) Joseph "Sepp" Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA, reafirmando que a Rússia iria sediar o evento de 2018 sem quaisquer alterações. Poucos dias depois Blatter afirma deixar o cargo debaixo de grande pressão, mas pretende que a demissão só se torne efectiva daqui a uns meses. Segundo Greg Dyke, o tempo necessário para que Blatter seja preso e expulso imediatamente do cargo.
Já não lhe bastando politicamente a ONU, como é possível que um país possa culpar e ter influência sobre uma instituição desportiva internacional? Este escândalo mostra que os Estados Unidos não vão ter escrúpulos em usar quaisquer meios (3) para conduzir a sua política de destruição de inimigos (com alguns “amigos” pelo meio).
(1) ex-dirigente Jack Warner garante que a FIFA interveio na eleição em Trinidad e Tobago
(2) Cronologia de escândalos (conhecidos) na FIFA
(3) Um bando de labregos yankees, apoiantes de Obama, propõe uma petição que autorize o governo a usar armas nucleares contra a Rússia, por forma a que os Estados Unidos possam manter a supremacia como superpotência global. (Hang the Bankers)
Os EUA querem controlar o mundo através de uma nova ordem mundial com a intenção de desempenhar a função de superpotência unipolar. Não é segredo. A América tem moeda internacional própria, língua globalizada, macCultura, iconografia hollywoodesca e cerca de 1000 bases militares em todo o mundo. O futebol, como o mais popular desporto globalmente, tem grande influência em muitas esferas (1). Possuindo o poder de alavancagem sobre a FIFA é possível prosseguir determinada política específica. Por exemplo, a organização de um Campeonato do Mundo ou outras competições internacionais dá a um país o reconhecimento internacional, desenvolvimento de infra-estruturas, traz investimentos estrangeiros, mais postos de trabalho etc. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi mostraram a Federação Rússa como um dos países mais responsáveis e bem-organizados, apesar da ruidosa histeria ocidental.
Como é sabido o confronto entre a Rússia e os EUA está a atingir níveis cada vez mais intensos. A Rússia foi escolhida como sede do Campeonato do Mundo de 2018, (com a Shayak metida ao barulho) e muita gente em muitos países ficaram decepcionados com isso (entre eles a Grã-Bretanha, que já se ofereceu como disponível caso venha a existir algum problema com a Rússia). Mas que coincidência! Usando este escândalo os EUA tentam culpar a FIFA por ter recebido dinheiro em luvas da Rússia para organizar o Campeonato do Mundo de 2018 e no Quatar em 2022. Apesar deste escândalo (2) Joseph "Sepp" Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA, reafirmando que a Rússia iria sediar o evento de 2018 sem quaisquer alterações. Poucos dias depois Blatter afirma deixar o cargo debaixo de grande pressão, mas pretende que a demissão só se torne efectiva daqui a uns meses. Segundo Greg Dyke, o tempo necessário para que Blatter seja preso e expulso imediatamente do cargo.
Já não lhe bastando politicamente a ONU, como é possível que um país possa culpar e ter influência sobre uma instituição desportiva internacional? Este escândalo mostra que os Estados Unidos não vão ter escrúpulos em usar quaisquer meios (3) para conduzir a sua política de destruição de inimigos (com alguns “amigos” pelo meio).
(1) ex-dirigente Jack Warner garante que a FIFA interveio na eleição em Trinidad e Tobago
(2) Cronologia de escândalos (conhecidos) na FIFA
(3) Um bando de labregos yankees, apoiantes de Obama, propõe uma petição que autorize o governo a usar armas nucleares contra a Rússia, por forma a que os Estados Unidos possam manter a supremacia como superpotência global. (Hang the Bankers)
sábado, maio 30, 2015
1812
Adolf Hitler, o Kaiser Guilherme , Carlos XII e Napoleão, todos quiseram conquistar a Rússia... até que chegou o Inverno ...
o exemplo é o de 1812...
a NATO prepara-se para envolver a Europa numa guerra, outra vez contra a Rússia (RussiaToday)
Um ex-comando militar británico afirma: a Rússia esmagar-nos-á se entrarmos em guerra com ela. (RussiaToday)
o exemplo é o de 1812...
a NATO prepara-se para envolver a Europa numa guerra, outra vez contra a Rússia (RussiaToday)
Um ex-comando militar británico afirma: a Rússia esmagar-nos-á se entrarmos em guerra com ela. (RussiaToday)
quinta-feira, maio 07, 2015
por uma moeda única mundial
O decadente dólar como moeda de hegemonia global vem juntar-se às guerras cambiais. A soma de todas as balanças comerciais do mundo é igual a zero, o que significa que nem todos os países podem ser exportadores líquidos - e que guerras cambiais acabam sendo jogos de soma zero. É por isso que a entrada dos EUA na guerra cambial era apenas uma questão de tempo. (Nouriel Roubini, Maio de 2015). É também por isso que na República Popular da China se advoga abertamente a criação de uma moeda única global (afinal uma ideia de Keynes não aceite em 1945) que possa reflectir o valor trabalho e ponha termo às infames disparidades nas trocas desiguais e especulações financeiras.
A batalha de Waterloo, os assassinatos de seis presidentes dos Estados Unidos, a ascensão de Adolf Hitler, duas grandes guerra mundiais, a deflação da bolha económica japonesa em 1994, a crise financeira asiática de 1997-98, a destruição ambiental, tudo no mesmo mundo desenvolvido, no best-seller editado na China “As Guerras Cambiais” (Currency Wars) esses eventos díspares abrangendo dois séculos têm uma única raiz causuistica: o controle da emissão de moeda através da história pela dinastia dos banqueiros Rothschild. Ainda hoje, reclama o autor Song Hong-bing, a Reserva Federal dos EUA continua a ser um fantoche dos bancos privados, que em última análise, também devem vassalagem aos omnipresentes Rothschilds. Uma tal super-abrangente teoria da conspiração interessa tanto quanto os muitos fétidos ensaios que ainda podem ser encontrados no Ocidente sobre os "gnomos de Basileia" e manipulação das finanças globais por Wall Street?
Mas na China, que se encontra no meio de um longo debate sobre a abertura do seu sistema financeiro sob pressão dos Estados Unidos, o livro tornou-se um surpreendente êxito e está a ser lido em níveis superiores do governo e de empresários envolvidos em negócios com o estrangeiro - "Algumas cabeças seniores de empresas foram-me perguntando se tudo isso é verdade", diz Ha Jiming, economista-chefe da “China International Capital Corp”, o maior banco de investimento nacional. O livro dá também argumentos, para os muitos economistas que na China argumentam que Pequim deve resistir à pressão de os EUA e outros países para permitir que sua moeda, o renminbi, se possa valorizar. A editora do livro, uma unidade de produção do grupo estatal CITIC, disse que as Guerras Cambiais” publicaram até agora cerca de 200.000 livros, estimando que tivessem sido fotocopiadas mais 400.000 exemplares. Song Hong-bing, consultor de tecnologias de informação e historiador amador que viveu nos EUA, diz que o seu interesse foi despertado pela tentativa de descobrir o que esteve por trás da crise asiática em 1997. Depois que começou a blogar algumas de suas descobertas, os seus amigos sugeriram que ele devia encontrar um editor para o apoiar num trabalho mais longo. Hoje confessa-se surpreendido com o sucesso do livro - "nunca imaginei que pudesse despertar tanto interesse (…) as pessoas na China estão nervosas sobre o que está a acontecer nos mercados financeiros globais, e não sabem como lidar com os perigos reais. Este livro dá-lhes algumas idéias". O que mais choca as pessoas, diz o autor da descoberta, é que a Reserva Federal (FED) é um banco de propriedade e gestão privada. "Eu próprio nunca poderia imaginar que um Banco Central pudesse ser um organismo privado".
A Reserva Federal faz-se descrever como “uma mistura pouco comum de elementos públicos e privados". Conquanto os seus sete governadores sejam todos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, os bancos privados detêm as acções dos seus 12 Bancos de Reserva Regionais. Podemos ignorar o papel do governo e pensar que é esta corporação financeira que selecciona os presidentes levados a eleição. A FED é em última análise controlada por cinco bancos privados, entre eles o Citibank e o Goldman Sachs, os quais mantêm uma "relação estreita" com os Rothschilds, descrita no livro como tendo as características de um clã judaico. "O povo chinês pensa que os judeus são inteligentes e ricos, por isso, devemos aprender com eles (…) mesmo eu acho que eles são muito inteligentes, talvez as pessoas mais inteligentes da terra". Jon Benjamin, presidente-executivo da Câmara de Deputados dos Judeus Britânicos, não está impressionado. "Os chineses têm o maior respeito por aquilo que vêem como perspicácia intelectual e comercial dos judeus, e têm pouca ou nenhuma cultura de anti-semitismo. Esta afirmação, no entanto, joga as cartas mais desacreditadas e obsoletas que cercam os judeus e a sua influência. Que estes pudessem vir a ganhar dinheiro emitido por um Banco Central na economia emergente mais importante do mundo é uma grande preocupação”. O livro vem sendo ridicularizado na internet chinesa a partir do exterior, por exagerar a influência dos Rothschilds e ser uma contrafacção das teorias da conspiração inventadas no Ocidente. As “Guerras Cambiais” narram as crises financeiras até à década de estagnação no Japão e da crise financeira asiática, que segundo o autor tiveram um impacto profundo em muitos decisores das políticas chinesas. Tais funcionários executivos permanecem profundamente desconfiados do “aconselhamento” gentilmente prestado por países capitalistas ocidentais que seria muito mais benéfico abrir o sistema financeiro da China e fazer flutuar a moeda nos mercados cambiais. “Pensamos que esse “conselho” é apenas uma nova forma de saquear países em desenvolvimento". Entretanto, o autor foi contratado pelo governo para escrever uma série de novos livros capitalizando o seu sucesso, sobre o yene, o euro e também sobre o sistema financeiro da China.
Mas, ao tempo do lançamento em entrevista ao Financial Times, Song Hong-bing parecia hesitante sobre a linha que os seus futuros livros deviam tomar - "este livro pode estar totalmente errado, por isso, antes do próximo, tenho que ter certeza que o meu entendimento está certo (…) antes deste livro, eu era um zé-ninguém, podendo dizer qualquer coisa dependendo apenas do meu gosto, mas agora a situação mudou". Certo é que logo ao 2º livro Song Hong-bing ilustrou a capa com a famosa mão invisivel que mexe na sombra os cordelinhos de toda a economia Ocidental. Desde 2011 “Currency Wars” já conta com 5 novas sequelas e actualizações estudando vários períodos e moedas susceptiveis de entrar em guerra.
2. Os chineses compram as teorias da conspiração (Financial Times, Setembro de 2007)
3. O ultra-secretismo que rodeia as negociações de Barack Obama para um novo Tratado Económico Global (The Economic Colapse, Maio de 2015)
4. O "Bancor", uma moeda supranacional proposta pela Inglaterra como potência hegemónica cessante por Lorde Maynard Keynes, não aceite no final da 2ª GGuerra pelos triunfantes capitalistas imperialistas dos Estados Unidos (wikipedia)
A batalha de Waterloo, os assassinatos de seis presidentes dos Estados Unidos, a ascensão de Adolf Hitler, duas grandes guerra mundiais, a deflação da bolha económica japonesa em 1994, a crise financeira asiática de 1997-98, a destruição ambiental, tudo no mesmo mundo desenvolvido, no best-seller editado na China “As Guerras Cambiais” (Currency Wars) esses eventos díspares abrangendo dois séculos têm uma única raiz causuistica: o controle da emissão de moeda através da história pela dinastia dos banqueiros Rothschild. Ainda hoje, reclama o autor Song Hong-bing, a Reserva Federal dos EUA continua a ser um fantoche dos bancos privados, que em última análise, também devem vassalagem aos omnipresentes Rothschilds. Uma tal super-abrangente teoria da conspiração interessa tanto quanto os muitos fétidos ensaios que ainda podem ser encontrados no Ocidente sobre os "gnomos de Basileia" e manipulação das finanças globais por Wall Street?
Mas na China, que se encontra no meio de um longo debate sobre a abertura do seu sistema financeiro sob pressão dos Estados Unidos, o livro tornou-se um surpreendente êxito e está a ser lido em níveis superiores do governo e de empresários envolvidos em negócios com o estrangeiro - "Algumas cabeças seniores de empresas foram-me perguntando se tudo isso é verdade", diz Ha Jiming, economista-chefe da “China International Capital Corp”, o maior banco de investimento nacional. O livro dá também argumentos, para os muitos economistas que na China argumentam que Pequim deve resistir à pressão de os EUA e outros países para permitir que sua moeda, o renminbi, se possa valorizar. A editora do livro, uma unidade de produção do grupo estatal CITIC, disse que as Guerras Cambiais” publicaram até agora cerca de 200.000 livros, estimando que tivessem sido fotocopiadas mais 400.000 exemplares. Song Hong-bing, consultor de tecnologias de informação e historiador amador que viveu nos EUA, diz que o seu interesse foi despertado pela tentativa de descobrir o que esteve por trás da crise asiática em 1997. Depois que começou a blogar algumas de suas descobertas, os seus amigos sugeriram que ele devia encontrar um editor para o apoiar num trabalho mais longo. Hoje confessa-se surpreendido com o sucesso do livro - "nunca imaginei que pudesse despertar tanto interesse (…) as pessoas na China estão nervosas sobre o que está a acontecer nos mercados financeiros globais, e não sabem como lidar com os perigos reais. Este livro dá-lhes algumas idéias". O que mais choca as pessoas, diz o autor da descoberta, é que a Reserva Federal (FED) é um banco de propriedade e gestão privada. "Eu próprio nunca poderia imaginar que um Banco Central pudesse ser um organismo privado".
A Reserva Federal faz-se descrever como “uma mistura pouco comum de elementos públicos e privados". Conquanto os seus sete governadores sejam todos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, os bancos privados detêm as acções dos seus 12 Bancos de Reserva Regionais. Podemos ignorar o papel do governo e pensar que é esta corporação financeira que selecciona os presidentes levados a eleição. A FED é em última análise controlada por cinco bancos privados, entre eles o Citibank e o Goldman Sachs, os quais mantêm uma "relação estreita" com os Rothschilds, descrita no livro como tendo as características de um clã judaico. "O povo chinês pensa que os judeus são inteligentes e ricos, por isso, devemos aprender com eles (…) mesmo eu acho que eles são muito inteligentes, talvez as pessoas mais inteligentes da terra". Jon Benjamin, presidente-executivo da Câmara de Deputados dos Judeus Britânicos, não está impressionado. "Os chineses têm o maior respeito por aquilo que vêem como perspicácia intelectual e comercial dos judeus, e têm pouca ou nenhuma cultura de anti-semitismo. Esta afirmação, no entanto, joga as cartas mais desacreditadas e obsoletas que cercam os judeus e a sua influência. Que estes pudessem vir a ganhar dinheiro emitido por um Banco Central na economia emergente mais importante do mundo é uma grande preocupação”. O livro vem sendo ridicularizado na internet chinesa a partir do exterior, por exagerar a influência dos Rothschilds e ser uma contrafacção das teorias da conspiração inventadas no Ocidente. As “Guerras Cambiais” narram as crises financeiras até à década de estagnação no Japão e da crise financeira asiática, que segundo o autor tiveram um impacto profundo em muitos decisores das políticas chinesas. Tais funcionários executivos permanecem profundamente desconfiados do “aconselhamento” gentilmente prestado por países capitalistas ocidentais que seria muito mais benéfico abrir o sistema financeiro da China e fazer flutuar a moeda nos mercados cambiais. “Pensamos que esse “conselho” é apenas uma nova forma de saquear países em desenvolvimento". Entretanto, o autor foi contratado pelo governo para escrever uma série de novos livros capitalizando o seu sucesso, sobre o yene, o euro e também sobre o sistema financeiro da China.
Mas, ao tempo do lançamento em entrevista ao Financial Times, Song Hong-bing parecia hesitante sobre a linha que os seus futuros livros deviam tomar - "este livro pode estar totalmente errado, por isso, antes do próximo, tenho que ter certeza que o meu entendimento está certo (…) antes deste livro, eu era um zé-ninguém, podendo dizer qualquer coisa dependendo apenas do meu gosto, mas agora a situação mudou". Certo é que logo ao 2º livro Song Hong-bing ilustrou a capa com a famosa mão invisivel que mexe na sombra os cordelinhos de toda a economia Ocidental. Desde 2011 “Currency Wars” já conta com 5 novas sequelas e actualizações estudando vários períodos e moedas susceptiveis de entrar em guerra.
fontes e leituras complementares
1. "O fim do dólar como moeda de reserva global? A China anuncia planos para a criação de uma moeda mundial. Currency Wars: The Making of the Next Global Crisis", James Rickards 2. Os chineses compram as teorias da conspiração (Financial Times, Setembro de 2007)
3. O ultra-secretismo que rodeia as negociações de Barack Obama para um novo Tratado Económico Global (The Economic Colapse, Maio de 2015)
4. O "Bancor", uma moeda supranacional proposta pela Inglaterra como potência hegemónica cessante por Lorde Maynard Keynes, não aceite no final da 2ª GGuerra pelos triunfantes capitalistas imperialistas dos Estados Unidos (wikipedia)
terça-feira, abril 14, 2015
onde é que eu tinha a cabeça quando te disse que sim, o próximo Presidente deveria ser um expert em relações internacionais?
no DN de 9 de Abril de 2015 João Taborda da Gama (filho do putativo candidato Jaime Gama a PR) assinou uma coluna de opinião de elogio a Saldanha Sanches denegrindo o reitor "Sampaio da Nóvoa como Presidente".
O artigo, sem declaração de interesses prévia, omite que Cavaco nomeou o articulista Taborda da Gama para seu “senior adviser”, (por mera coincidência filho do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros) junto com o seu sócio numa empresa privada de consultoria estratégica. Gama diz estar retirado desde 2011. Mas o nosso team de experts brzezinski&filho cá de casa o pai Gama foi reforçar o grupo de consultoria estratégica Albright Stonebridge.
Percebe-se então das razões de Taborda afirmar que Sanches foi chumbado "de forma vil" por um júri presidido pelo agora candidato a PR Sampaio da Nóvoa. Taborda é um aprendiz de aldrabão da pior espécie, igualzinho ao pai. E o pai Gama seria apoiado pela pior escória direitista e vira-casacas do partido dito socialista, Francisco Assis e Vital Moreira querem Jaime Gama em Belém. Um dos deles, um bonzo que afirma que o perdão da dívida pública grega é “absolutamente impensável" e, na senda politica do mais que duvidoso Cavaco, não ter dúvidas de que a Grécia não vai conseguir vencer o braço-de-ferro com os parceiros europeus
“É o medo que nos governa. Essa é uma das ferramentas de que se valem os poderosos, a outra é a ignorância” (Eduardo Galeano)
Dividir para reinar, omitir para mentir. A proliferação de candidatos consiste em diversificar tanto quanto possivel as opiniões, selectivamente, até restarem apenas dois opositores que se completam; e dessa unidade sairá a escolha do "melhor". Que ao fim e ao cabo acaba por ser o pior. Vejamos: «é preciso acabar com a ‘ilusão’ de que voltará a haver em Portugal e na Europa, nas próximas décadas, níveis de crescimento como os registados no passado" afirmou Sampaio da Nóvoa. Aqui está um agente pouco ambicioso a desfazer o esquema de exploração de Portugal face ao Imperialismo. A média das percentagens de crescimento na Europa é seis vezes inferior à dos Estados Unidos!! e mesmo assim não é previsivel que os agentes económicos europeus "cresçam" e floresçam, capitalisticamente falando, claro. Os conceitos de Sampaio da Nóvoa são todos vagos: qual é o «passado» para comparação com os actuais «níveis de crescimento»?
O artigo, sem declaração de interesses prévia, omite que Cavaco nomeou o articulista Taborda da Gama para seu “senior adviser”, (por mera coincidência filho do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros) junto com o seu sócio numa empresa privada de consultoria estratégica. Gama diz estar retirado desde 2011. Mas o nosso team de experts brzezinski&filho cá de casa o pai Gama foi reforçar o grupo de consultoria estratégica Albright Stonebridge.
Percebe-se então das razões de Taborda afirmar que Sanches foi chumbado "de forma vil" por um júri presidido pelo agora candidato a PR Sampaio da Nóvoa. Taborda é um aprendiz de aldrabão da pior espécie, igualzinho ao pai. E o pai Gama seria apoiado pela pior escória direitista e vira-casacas do partido dito socialista, Francisco Assis e Vital Moreira querem Jaime Gama em Belém. Um dos deles, um bonzo que afirma que o perdão da dívida pública grega é “absolutamente impensável" e, na senda politica do mais que duvidoso Cavaco, não ter dúvidas de que a Grécia não vai conseguir vencer o braço-de-ferro com os parceiros europeus
“É o medo que nos governa. Essa é uma das ferramentas de que se valem os poderosos, a outra é a ignorância” (Eduardo Galeano)
Dividir para reinar, omitir para mentir. A proliferação de candidatos consiste em diversificar tanto quanto possivel as opiniões, selectivamente, até restarem apenas dois opositores que se completam; e dessa unidade sairá a escolha do "melhor". Que ao fim e ao cabo acaba por ser o pior. Vejamos: «é preciso acabar com a ‘ilusão’ de que voltará a haver em Portugal e na Europa, nas próximas décadas, níveis de crescimento como os registados no passado" afirmou Sampaio da Nóvoa. Aqui está um agente pouco ambicioso a desfazer o esquema de exploração de Portugal face ao Imperialismo. A média das percentagens de crescimento na Europa é seis vezes inferior à dos Estados Unidos!! e mesmo assim não é previsivel que os agentes económicos europeus "cresçam" e floresçam, capitalisticamente falando, claro. Os conceitos de Sampaio da Nóvoa são todos vagos: qual é o «passado» para comparação com os actuais «níveis de crescimento»?
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