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terça-feira, fevereiro 17, 2015

Portugal de cócoras face à "europa"

..."Portugal recebeu “luz verde” do Eurogrupo para avançar com o pagamento antecipado de parte do empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI)"... Até para pagar precisamos de licença... 

"as politicas neoliberais comtemporâneas produzem um capital humano ou um "empresário em si" mais ou menos endividado e mais ou menos pobre, mas sempre precário. Para a maioria da população, ser empresário de si reduz-se a que o individuo tenha de gerir a sua própria empregabilidade, as suas dívidas, a diminuição do seu salário e rendimento, bem como a redução dos serviços sociais segundo as regras do mundo dos negócios e da competividade" (Maurizio Lazzarato, "The Making of the Indebted Man")
à medida que os individuos empobrecem devido à redução dos salários e corrosão dos direitos sociais, o neoliberalismo oferece-lhes como contrapartida o endividamento e o incitamento a que se tornem accionistas (...)

Estamos perante o paradoxo da realização directa que se transforma no seu contrário. O actual capitalismo global desenvolve até ao seu limite a relação credor/devedor, ao mesmo tempo que a mina: a dívida torna-se um excesso manifestamente ridiculo. Entramos aqui no dominio da obscenidade: quando o crédito é concedido, já não se espera sequer que o devedor o pague - a dívida é directamente tratada como um meio de controle e dominação (...)
De acordo com dados oficiais, cerca de 90 por cento do dinheiro em circulação é dinheiro virtual, associado ao crédito: por conseguinte, se os produtores "reais" se encontram endividados perante as instituições financeiras, temos boas razões para pôr em dúvida o estatuto da sua dívida que tem lugar numa esfera sem qualquer ligação com a realidade de uma unidade de produção local (...)
ou seja, as pessoas não podem ser comparadas com os paises - são lógicas diferentes. O dinheiro do nosso orçamento familiar é ganho com trabalho. O "dinheiro" usado pelos países é fabricado e emprestado a juros. É o esquema do imbalance, o que uns têm a mais por este processo, têm outros a menos - e claro, este sistema nada tem a ver com trabalho. E só o Trabalho cria Valor.

domingo, fevereiro 01, 2015

Cultura Pessoana

Subproduto da sua época (início do século XX) é a opinião do grandessimo poeta da lingua portuguesa sobre os trabalhadores, quando diz que a sociedade deve ser dominada por uma elite de "super-homens", enquanto os operários devem ser "reduzidos a uma condição de escravatura ainda mais intensa e rígida do que aquilo a que chamamos a escravatura capitalista".Pior – e mais decepcionante – é ler a opinião de Pessoa sobre a "raça". Já tinha 28 anos, não era um adolescente imaturo, quando escreveu: "a escravatura é lógica e legítima; um zulu (negro da África do Sul, que falava a língua banto) ou um landim (indígena de Moçambique, que falava português) não representa coisa alguma de útil neste mundo.


Civilizá-lo, quer religiosamente, quer de outra forma qualquer, é querer-lhe dar aquilo que ele não pode ter. O legítimo é obrigá-lo, visto que não é gente, a servir aos fins da civilização. Escravizá-lo é que é lógico. O degenerado conceito igualitário, com que o cristianismo envenenou os nossos conceitos sociais, prejudicou, porém, esta lógica atitude”. Pessoa continua, em texto de 1917: “a escravidão é lei da vida, e não há outra lei, porque esta tem que cumprir-se, sem revolta possível. Uns nascem escravos, e a outros a escravidão é dada. O amor covarde que todos temos à liberdade é o verdadeiro sinal do peso de nossa escravidão”. Quase dez anos depois, Pessoa mantinha-se firme nessas convicções racistas: “Ninguém ainda provou que a abolição da escravatura fosse um bem social”. E ainda: “Quem nos diz que a escravatura não seja uma lei natural da vida das sociedades sãs”? (Biografia Escrita por José Paulo Cavalcanti Filho, 2012)

Pessoa escrevia estas barbaridades menos de trinta anos após a abolição da escravatura no Brasil e mostra-se um sucessor legítimo de longa tradição portuguesa no apoio à servitude de povos que a elite lusitana considerava inferiores, dos negros africanos aos índios brasileiros. Como escreveu o historiador brasileiro Jorge Caldeira: "Desde a chegada dos primeiros colonos (portugueses), o Brasil foi uma sociedade escravista. Só havia uma maneira de os europeus sobreviverem nas novas terras: possuir um escravo que, caçando e pescando, lhes garantisse o sustento. Quando o foco da atividade econômica passou da extração para o cultivo, ampliou-se ainda mais a necessidade de escravos". As primeiras vítimas foram os índios, então chamados de "negros da terra". Mem de Sá, terceiro govenador-geral do Brasil, determinou em 1562, "que fossem escravizados todos, sem excepção". E assim se fez com 75 mil caetés e, depois, os tupiniquins. Quando o número de indígenas se mostrou insuficiente, os portugueses começaram a importar escravos da África.
De África vieram mais de três milhões de escravos para o Brasil, e a resistência a acabar com a escravatura fez com que ela durasse oficialmente até 1888. Continuou a existir, porém, no plano informal, pois como explica Bueno: "Os libertos foram jogados na miséria, sem terras para cultivar, escolas, hospitais. Alguns ficaram nas fazendas, com salários baixíssimos. Milhares foram para as grandes cidades, em busca de algo melhor; daí a origem das favelas". A lei proibiu a escravidão ao final do século XIX, mas não conseguiu (nem pretendia) suprimir o preconceito, que existe até hoje na sociedade brasileira. Menos em relação aos índios, porque estão longe da vista, não interferem no dia a dia e não ameaçam o conforto das elites, a não ser quando exigem direitos sobre suas terras. Já os negros, de presença ostensiva nas cidades, mesmo que confinados a favelas, geram um racismo que não se expressa mais com a clareza abominável de Fernando Pessoa, no texto citado acima. São tratados como cidadãos inferiores, sob justificativas nunca explicitadas como preconceito racial – o que de facto é – e sim como suposto resultado de pobreza e baixo nível educacional dos negros, mulatos, pardos ou seja lá qual eufemismo escolhido para definir não-brancos. Pelo menos Fernando Pessoa, no seu tempo, evitou esta máscara de hipocrisia. (Texto original)

terça-feira, novembro 25, 2014

o mal da chamada "esquerda" nativa é ser constituida por gente que nunca trabalhou na ecomomia real, na produção de bens, gente que não faz a menor ideia do que é um parafuso ávido por mão-se-obra - a primeira componente económica que cria valor

"A estrutura empresarial portuguesa tem mais ou menos 420 mil empresas. Destas, há apenas 20 mil que exportam, mas mesmo parte dessas, para terem a porta aberta, precisam do mercado interno, e portanto nós na CCP sempre fomos muito críticos sobre a contracção repentina do consumo (...) - Acontece que 80 por cento do que se consome em Portugal é importado. Obviamente, não deveríamos estar dependentes das negociatas das importações, afinal quem são os 3 homens mais ricos de Portugal? os intermediários que são os maiores importadores nacionais!
nós e a banca é que somos a chave do problema
"É evidente que o governo português, independentemente de poder ser mais ou menos aderente da filosofia da troika - e que nos parece que é efectivamente (muito mais), toma um conjunto de medidas em articulação e por imposição do programa de ajustamento que assinou. Achou que a troika se estava a desresponsabilizar? Exatamente. Mas a responsabilidade é do governo de facto, é ele que aplica as medidas. As pessoas da troika que vêm a Portugal são funcionários, não sei se de segunda ou de terceira linha, e no fundo são uma espécie de revisores oficiais de contas que vêm a Portugal verificar um dado programa (...)" (João Vieira Lopes)

é o Poder económico que determina e sustenta as condições de organização social de um povo. No caso, os portugueses sustentam uma pleiade de parasitas, dois gangs que actualmente se digladiam, mas atenção, é uma desavença temporária, destinada a encobrir algo de muito mais grave que está em gestação. Brevemente o Bloco Central voltará a estar bem coeso e unido contra o povo... como sempre esteve nos últimos 40 anos
Na sequência do novo estilo de desinformação inaugurado à porta da prisão de famosos com não-noticias dadas em directo, o repórter X do povo, como sabem,  é uma pessoa com contactos nos sítios certos. Viver na Buraca tem destas coisas, há muitos ex-colegas dedicados ao mundo do crime e/ou são polícias. Como tal, "consegui acesso ao mural do Facebook de José Sócrates, onde podemos ver a conversa com outras figuras importantes da esfera política, logo após a detenção de José Sócrates e os momentos seguintes a ter sido decretada a sua prisão preventiva" (ah, ah, isto é que é uma caxa de meter inveja à escória do Correio da Manha, Moura Guedes e al)

quinta-feira, setembro 25, 2014

salário minimo

o "aumento" do salário mínimo nacional corresponde a uma bica por dia numa tasca; se a bica for servida numa esplanada então o aumento teria de ser aquele que a CGTP pretendia, 515 euros mensais;
mesmo assim há economistas que alertam para o perigo do aumento conseguido aumento para a economia nacional. Ainda assim o "acordo de consertação social" foi um simulacro da representatividade dos trabalhadores, porque a CGTP foi expulsa do processo.
Quem assinou este miserável acordo? - o secretário-geral  da UGT que representa maioritariamente empregados e quadros de escritórios, bancos, empresários  por conta própria, etc. Carlos Silva, grande apoiante de Seguro, "na defesa dos interesses dos trabalhadores", convidou para o seminário que comemora os 36 anos da "Central", para além de inúmeros Secretários de Estado e do João Proença, os seguintes homens de Estado: Pedro Mota Soares, Nuno Crato e Passos Coelho que encerra as comemorações.

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quinta-feira, setembro 18, 2014

Politica de Transcortes

A fúria privatizadora de tudo o que é bem público de uso social em Portugal decidida pelo Bloco Central de interesses nos últimos anos consiste na sub-orçamentação das empresas-alvo e tem como único objectivo furtar ao Estado e entregar ao Capital financeiro tudo o que é lucrativo.

As indemnizações compensatórias aprovadas pelo Governo, no segundo “orçamento rectificativo” no espaço de um ano (!), relativas aos serviços prestados por empresas públicas, privadas ou municipais correspondem a um montante global de 229 milhões de euros. Em comunicado o conselho de ministros refere que este valor “representa uma redução global de 95 milhões de euros comparativamente ao ano anterior” (portanto, de sub-orçamentação). Uma redução que é válida apenas para as empresas públicas e que eventualmente terá de ser compensada com novo aumento no preço dos transportes públicos em 2015. A CP foi contemplada com uma indemnização compensatória de 18.857 milhões, ou seja, menos 17.031 milhões de euros que em 2013. Por sua vez o Metropolitano de Lisboa vai receber directamente 29.627 milhões contra os 46.640 milhões de euros recebidos em 2013 (menos 17.031 milhões). O Metro do Porto fica com menos 8.520 milhões e o Metro Sul do Tejo com menos 3.384 milhões de euros.

À Carris o governo PSD/CDS atribuiu 5 milhões de euros; em 2013 havia atribuído 19,682 milhões A congénere do Porto, a STCP recebe igualmente 5 milhões, contra os 10,820 milhões recebidos o ano passado. Esta devrá ser a última vez que o Metro de Lisboa e o do Porto, Carris e STCP recebem indemnizações compensatórias do Orçamento do Estado, dado que o fim do pagamento de indemnizações compensatórias a essas empresas é uma das medidas que constam do caderno de encargos do processo com vista à sua privatização. Na Área Metropolitana de Lisboa as duas empresas de transporte fluvial de passageiros, Soflusa e Transtejo, não vêem os montantes das indemnizadas directas sofrer grande variação. Por sua vez, as empresas privadas do sector rodoviário de transportes vão receber no seu conjunto cerca de 18,4 milhões de euros de indemnizações compensatórias em 2014. Ou seja, um aumento de mais de 100% atendendo aos 9,175 milhões de euros recebidos em 2013.

Com menos financiamento directo do Estado e a braços com a perda acentuada de passageiros, empresas como a CP, Carris e Metro vão ter de rever os preços actualmente em vigor. Será o sexto aumento no espaço de quatro anos, período em que o custo das famílias com transportes públicos cresceu em média 25%. No inicio de 2014 o preço dos transportes subiu 1%, mas recuando um pouco, há que recordar que em 2011 (com o governo “socialista” de Sócrates) os preços foram aumentados em 4,5%. Já com o governo de vigaristas Passos/Portas agravaram-se em 5% (em Agosto de 2011), mais 5% em 2012 e 0,9% em 2013. Pelo meio desapareceram os descontos em passes sociais para estudantes e reformados, o que levou no casos dos primeiros a um aumento de 100% no passe social. A estes aumentos há que juntar a degradação dos serviços, com a redução de carreiras, do número de carruagens e com o aumento dos tempos de espera. (texto decalcado do jornal da Voz do Operário)

sexta-feira, julho 25, 2014

Quantos operários ou trabalhadores no sector real de produção representa o danieloliveirismo?

Das tricas turvas que agitam as diversas facções de oportunistas conluiados à mesa do Bloco dito de Esquerda acaba de sair o suco da barbatana de um fenómeno efémero; tanto caminho de "militância" andada do Oliveira&Compª para a mera ilusão de se coligarem com o Partido dito Socialista. Sempre a acrescentar nada, existirá pois uma nova desqualificação na politica portuguesa com a entrada em cena dos "dissidentes xuxas de esquerda". Estes dissidentes de pouca ou nenhuma coisa querem representar (querem mas nem isso representam) uma ínfinitesimal facção da pequena burguesia urbana, sempre a cair para o lado mais lucrativo da correlação de forças, mas com a mania que é de esquerda. Vai-se a ver melhor e deparamo-nos apenas com mais um grupelho ligado aos meios de comunicação do Capital. Como oportunistas liberais de fachada socialista viciados em polémicocrasia parlamentar burguesa, contas feitas à aspiração de votos (no conceito em concreto de aspirador) quanto valerá em dinheiro mais esta mini-alcateia de personalidades? Lá por nadarem nas águas turvas do status conservador de Bloco Central, podem angariar uns trocos (ou um chapéu cheio de desprezo) mas nada de ilusões, só a Revolução Socialista terá força moral e material para acabar com as grandes fortunas!
para os nossos heróis de banda desenhado de cariz individualista, o Capital não passa de um porquinho-mealheiro oferecido pelos papás para incentivar a boa gestão dos meninos

sexta-feira, junho 20, 2014

Garcia Pereira e a Crise Demográfica

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Atendendo à natureza não socialista do PS, "como iria António Costa chegando a primeiro-ministro ter um peso negocial diferente na Europa daquele que tem sido o de Portugal até agora? Pode dizer-se que as propostas de abandono do Euro, como fazem o PCP ou o MRPP, são irrealistas. Mas essas propostas têm um fundo de realismo que as de Costa não têm: a única forma consequente de recusar a austeridade do tandem Governo-Troika é admitir a possibilidade de sair do Euro. Não admitindo, não há grande alternativa à austeridade. Veja-se a França: Hollande apresentou-se como insómito cruzado anti-austeridade e neste momento já vai no seu terceiro ou quarto (a conta já se perdeu) pacote de austeridade, para além de ter tido de escolher um primeiro-ministro cujas ideias se parecem estranhamente com as da Frente Nacional" (ler mais)

quarta-feira, maio 07, 2014

o sistema de especulação financeira capitalista criticado pela direita

Já sabíamos da "ética neoliberal", agora o professor Rui Moreira vem-nos falar de "ética crematistica". O mesmo boi com outro nome, não o nomeando para não o pegar pelos cornos. "Crematística é um conceito aristotélico que advém das idéias de khréma e actos - busca incessante da produção e do açambarcamento das riquezas por prazer. Foi mencionado no livro Ética a Nicómaco. A prática crematística consiste em colocar a procura da maximização da rentabilidade financeira (acumulação de numerário) antes de qualquer outra coisa, em detrimento, se necessário, dos seres humanos e do meio-ambiente. É da natureza da prática crematística recorrer a diversas estratégias de acção nocivas, como especulação financeira, degradação sócio-ambiental etc, sem preocupação com as consequências".
Rui Moreira critica "a Plutocracia Mundial": a chamada politica de “quantitative easing” (emissão monetária) que a Reserva Federal (FED) e o Banco de Inglaterra iniciaram logo após o deflagrar da crise de 2007/2008, e que o BCE acompanhou (foi obrigado a acompanhar pela transferência das dívidas dos bancos comerciais para divida soberana dos Estados europeus) a partir de 2010, quando Draghi, um homem oriundo do Goldman Sachs, assumiu a sua presidência, mais não fez que aumentar essa bolha financeira, que não corresponde a nenhuma efectiva produção de riqueza (...) o estado de desespero, disfarçado de arrogância que os “poderosos” sempre ostentam, a que a plutocracia ocidental chegou é perigoso, porque um dos meios a que historicamente recorreu para preservar os seus ilegítimos privilégios, é recorrer a um conflito armado de largas dimensões. Só que, como disse, o jogo em que entraram está numa posição desesperada, porque a plutocracia ocidental sabe que esse conflito pode levar à destruição de toda a humanidade, dadas as características das armas actualmente disponíveis". Fim de citação.

"pleno emprego", diz ela
A opinião de Rui Moreira (RM) não toca em nada do essencial: porque é que os emissores do Dólar e da Libra podem imprimir moeda quanto queiram e emprestá-la directamente aos Estados e o BCE não pode? qual é a natureza desta dependência? Ao contrário do que se possa fazer crer, a Reserva Federal não acabou com a emissão de dinheiro ficticio para injectar na economia... apenas diminuiu desde Janeiro último esse valor de 85 mil milhões por mês para 58 mil milhões. O autor é omisso sobre a natureza imperialista do controlo do Euro pela moeda de referência global que é o Dólar que sustenta mais de 1000 bases militares um pouco por todo o mundo, que por sua vez sustentam o Dólar.  A Europa está sob um ataque que visa transformar 500 milhões de cidadãos em meros tributários de um Império que não fica nada a dever às intenções de Hitler, mas RM aproveita para disparar em concreto sobre o seu objectivo ao ficar "estarrecido quando vê a esquerda aplaudir a emissão de euros pelo BCE, quando deveria estar a criticar as bases do próprio sistema financeiro actualmente existente, e não a entrar na procissão dos crentes neste tipo de “solução”. Portanto, segundo a direita a culpa é da esquerda. Segundo a esquerda a culpa é da direita. É por isso que Cavaco quer uma amplo consenso de regime. Para que num modelo neofascista de dois partidos únicos, onde ambos aceitam o actual paradigma financeiro, desapareça de vez a incómoda questão da culpa tão cara aos votantes.

Quando os neonazis de Kiev recentemente tomaram o poder um dos seus primeiros actos foi embarcar secretamente as reservas de ouro do país para os Estados Unidos. Obviamente, o ouro não é equiparável a papel impresso. As reservas em ouro do Banco de Itália são as terceiras maiores do mundo, depois dos EUA (que emite o dólar) e da Alemanha (onde se emite o euro). Metade do ouro italiano está guardado em Roma, a outra metade está investida como garantia financeira nos Estados Unidos. Este esquema, por muito surpreendente que possa parecer, tem antecedentes bem concretos numa Europa que ficou sob dependência neocolonial desde 1945 e que permanece. É por isso que a emissão do Euro não é livre, serve em primeiro lugar a plutocracia privada acolitada à sombra do dólar, não serve os povos europeus.

domingo, abril 27, 2014

uma "revolução" que o não foi

o Diário de Noticias comete a proeza de dedicar um suplemento especial de oitenta páginas ao 25 de Abril, com entrevistas, depoimentos e historietas das mais diversas personalidades... pois, nenhuma dessas oitenta páginas dá um só espaço, por ínfimo que seja, à voz de um só operário. Que raio de país é este onde a indigente elite que ocupa o espaço público pensa poder calar a voz de quem trabalha? Pela opinião da burguesia sabemos que o ordenado minimo em 1974 era "apenas de 3.300 escudos, que a economia cresceu 200 por cento - o que se omite é esse crescimento ter sido à custa de capitais estrangeiros especulativos, uma fonte extraordinária de comissões para parasitas, que geraram a dívida que agora serve de leit-motiv para surripiar todos os direitos que os trabalhadores conseguiram nestes 40 anos. Dois dias depois, num infimo rodapé, à pergunta "o que falta cumprir dos ideais da revolução?" eis algumas dessas opiniões dos que para eles não contam
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longe das imagens artificiais criadas nas televisões e nos jornais, quer saber concretamente quem nos tem governado? De onde vêm, o que fizeram antes de ir para o governo, como funcionou a sua promoção social depois de terem estado no governo? Toda a informação disponível está na base de dados de "Os Burgueses"

terça-feira, fevereiro 11, 2014

devem ser os Trabalhadores a decidir a Produção

"A competição, longe de visar a perfeição, afoga-se conscientemente em produtos feitos numa massa de bens engenhosamente inventados para deslumbrar o público. A concorrência consegue preços baixos, obrigando o trabalhador a perder-se, empregando as suas habilitações em trabalh# imprestável, esgotando-se, provocando-lhe fome pela sua miserável paga, destruindo-lhe os seus padrões morais, dando-lhe o exemplo da falta de escrúpulos - a concorrência dá a vitória apenas a quem tem mais dinheiro. A concorrência, terminada a luta, acaba simplesmente num monopólio nas mãos do vencedor, o qual depois aumenta os preços o máximo que puder. A concorrência fabrica de qualquer maneira aquilo que as pessoas gostam, de forma aleatória, correndo o risco de não encontrar compradores para os produtos e destruindo uma grande quantidade de matérias-primas que poderiam ter sido de grande utilidade, mas que assim já não são boas para o que quer que seja"

"Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a Avaliação individual do desempenho, a exigência de "Qualidade total" e o Outsourcing"

sábado, fevereiro 01, 2014

o Feudalismo...

... é bom prá malta
Os nossos corajosos Senhores assumiram todo o risco por nós, Servos humildes. Sem eles, teríamos de gerir a terra e os meios de produção nós mesmos - e toda essa trabalheira seria uma coisa boa para nós? Talvez, mas não seria uma obra santificada pela graça de Deus...

na legenda, em tradução livre:
"Pára com essa merda meu! Eles são criadores de Empreg#! ainda não percebeste como é que funciona o Feudalismo?"

Mário Monti, ex-1º Ministro de Itália veio visitar Cavaco Silva "para trocar impressões sobre economia". Se é um ex-qualquer-coisa por quem vem mandatado para influenciar ou andar a congeminar enredos político-económicos à surrelfa? por uma qualquer eleição democrática não é. Obviamente Monti chega como ex-Alto funcionário do Goldman Sachs e é nessa qualidade que acaba de afirmar antever um futuro muito risonho para Portugal. Só quem anda a exagerar na bebida é que vê. Sem dúvida devido ao bom trabalh# do Ministro que transitou de empresário de Cervejas para o Governo.

Talvez Cavaco possa encomendar mais um parecer optimista em tempo de negra miséria para a maioria dos portugueses: convidar a outra personalidade decisiva na crise europeia vinda do Goldman Sachs - o governador do Banco Central Europeu, a tal benemérita instituição que tem nos seus estatutos que não pode emprestar dinheir# aos Estados sem que os financiamentos passem pela banca privada - a dizer que vem aí dinheiro com fartura para financiar a economia de quem trabalha. Como não haveriam estas luminárias do embuste capitalista de andar satisfeitas da vida? afinal do que se trata é de aprovar legislação para pôr toda uma economia de 10 milhões de pessoas a trabalh#r precariamente com salários e protecções sociais miseráveis


quarta-feira, janeiro 29, 2014

Há mais de 30 milhões de escravos no Mundo

Quem pensa que a escravatura faz parte do passado… está enganado. Em pleno século XXI, quase 30 milhões de pessoas são escravas, proporcionalmente mais do que em qualquer outro momento da história da Humanidade. Uma investigação da organização "Fre# the Slaves". Saiba quais os 10 países que mais abusam dos direitos humanos neste sentido.

Sobre a essência do problema, o sistema Capitalista, cada vez mais podre e caduco

A escravatura tem raizes históricas em todos os periodos: Na primeira cultura clássica na perspectiva do ocidente europeu, a democraci# na Grécia não seria outra coisa senão "a igualdade entre todos os cidadãos". Porém... tal como hoje, esse conceito clássico tomado como verdadeiro é um embuste. Em Atenas admite-se que no séculoV antes da nossa era, existiam à roda de 130 mil Cidadãos (!), incluindo mulheres e crianças, mais 70 mil estrangeiros (os Metecos) naturalizados gregos, vindos de outras cidades e que por isso não usufruiam de direitos politicos; Finalmente,  existiam 200 mil escravos. Quer dizer, para uma população total de 400 mil habitantes, metade eram escravos, uma quarta parte eram mulher#s, ambos meros objectos para uso doméstico e propriedade do seu senhor, como um bilha, uma mesa ou um filho, sem direito a participar nas decisões públicas. Portanto, subtraindo os metecos, nas assembleias "populares" raiz da "democraci# ocidental" votavam apenas 30 mil gregos. E isto era considerado um progresso, anteriormente, no expansionismo de conquista as tribos arrecadavam o produto dos saques aos vencidos e matavam-nos. Até que um belo dia as elites viram que seria mais vantajoso economicamente salvar-lhes a vida aproveitando-os para cumprir os trabalhos necessários à subsistência dos conquistadores.  Empregando o homem, a tecnologia ou o capital (valor de trabalh# acumulado), a escravatura é um modo de produção.

sábado, janeiro 11, 2014

Congresso do CDS, ou seja, a Corrupção no ADN do Regime

os Cristãos expulsam a Alta Finança do Templo?

Esta troupe que invoca o santo nome do primeiro marxista no universo sobrenatural não tem nada a ver com as nossas origens, diz um fundador. Caga nisso. Reunida a arraia comum das Alimárias em Congresso e, a um nível mais elevado na hierarquia, as putas de serviço ao bordel em que se transformou o Estado rejubilam igualmente pela sua inopinada importância, passe a sua cagativa expressão eleitoral. Uma delas, a macaca prostituta líder de sacristia, qual Maria Madalena mexeriqueira e pecadora, encena-se com aquela conhecida pose de emproado galinho-da-India-de-telejornal. Nem sempre foi assim; implicado nas mais altas instâncias de traficâncias em nome do Estado, Paulo Portas, quando concluiu o frete no governo de Durão Barroso aos neoconservadores norte-americanos e à Alemanha, começou a andar um bocado aos papéis. No livro de António José Vilela, sobre os Segredos da Maçonaria Portuguesa, conta-se, entre outros, os "deliciosos" episódios de corrupção, negociatas e tráfico de influências que envolveram o tesoureiro do CDS, herdeiro do fascismo reciclado Abel Pinheiro, mais tarde convidado a dar a cara à Justiça e a ser "entalado" (em sentido figurado) para safar o Chefe. 
Levado ao colo pelo neoconservadorismo cavaquista instalado em Belém, como alternativa à direita da direita, as jogadas de Paulo Portas têm sido desde o primeiro momento a genuina imagem da corrupção que constitui o ADN do regime. Passando por cima dos antecedentes da personagem, o contrato celebrado com os alemães para a compra dos submarinos é viciado, contendo cláusulas dúbias deliberadas, que o então ministro da Defesa (dos seus interesses pessoais) sabia não irem ser cumpridos. Assim foi. Passando ao lado das "luvas" no negócio (pelas quais houve arguidos condenados na Alemanha) as contrapartidas prometidas como encomendas aos ENVC mais de 258 milhões ficaram por cumprir (40,8%). O valor do incumprimento é quase igual ao passivo dos ENVC do qual agora o "governo" se queixa - o que tem a ver com a propositada destruição do que resta da indústria naval em Portugal a favor da divisão internacional de trabalh* segundo os interesses da Alemanha. Pior que isso, um frete feito a uma empresa privada falida gerida por amigalhaços ... que foi a única a "apresentar proposta"
relacionado:

sábado, novembro 30, 2013

Policia de choque chamada a impedir o direito à Greve dos trabalhadores dos CTT

O lider nacional da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) explica em directo as razões que levam o Ministro da tutela e os seus amestrados bófias a tomar o partido dos patrões e ajudar a distribuir mais lucros pelos accionistas privados



Os Correios de Portugal foram criados em 1520 por Don Manuel I como serviço público. Em 1821 iniciaram a entrega de correspondência porta-a-porta. Um ano após a implantação da República os CTT ganharam autonomia como empresa pública de prestação do serviço, com o nome de "Administração-Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones". Em 1992 face ao boom das telecomunicações estes serviços foram retirados à empresa, adoptando esta a partir de então o nome que ainda tem hoje: "CTT Correios de Portugal". Se este governo de delinquentes económicos conseguir privatizá-la, como é que a empresa vai passar a ser chamada? "Correios de Quem??" Correios da Puta que vos Pariu? (ver dados históricos, em lingua de accionista)

Corre, Corre Cavalinho, que te querem Privatizar: "Petição pela manutenção dos CTT no Estado" (Precários Inflexiveis) 

sexta-feira, novembro 29, 2013

Garcia Pereira defende que subconcessão dos estaleiros de Viana de Castelo à Martifer deve ser investigada

O especialista em Direito do Trabalho Garcia Pereira considera que os tribunais podem impedir o despedimento colectivo nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, porque o processo de concessão é tão obscuro que deve ser analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em declarações à Antena1, o advogado afirma que “utilizou-se um mecanismo de subconcessão de terrenos para fintar a lei, que estabelece que, em caso de transmissão de empresa ou parte de empresa, o novo dono fica colocado na mesma situação da primitiva entidade empregadora”. “Portanto, os contratos de trabalho permanecem com todos os seus direitos e deveres inerentes”, explica. - “O concurso está feito de forma que toda a gente vê antes dele chegar ao fim que é para ser atribuído a uma determinada entidade. Naturalmente que esta é uma questão que deve ser entregue imediatamente à Procuradoria-Geral da República para ser investigado”, defende Garcia Pereira. (fonte)
Comunicado aos trabalhadores dos ENVC: Sobre a necessidade de passar à ofensiva
"Já decorreu quase um mês desde que os terrenos e equipamentos dos Estaleiros foram subconcessionados à Martifer, único oponente aceite a concurso. Convém aqui explicar que a Martifer é um grupo que, desde o seu nascimento, tem vivido à sombra do Estado, espa­lhando-se pelo mundo em diversas áreas de actividade ao ritmo da atribuição de subsídios e benefícios de toda a natureza, subsídios e benefícios que vai dissipando sem nunca sair da cepa torta. É esse, o da subsidiação (no caso, de forma encapotada), o verdadeiro âmbito em que deve ser entendida a subconcessão. Ou seja, não são os ENVC mas a acumulação da Martifer quem está a ser salvo pela subconcessão..." (ler o resto)
"no dia 13 de Dezembro os trabalhadores vão juntar-se na Praça da Liberdade em Viana do Castelo e parar a cidade em defesa dos Estaleiros Navais...Todas as empresas e trabalhadores do distrito de Viana devem vestir de preto e associar-se a esta luta... Não faltem!"

segunda-feira, outubro 21, 2013

A classe operária vai ao purgatório

"A humilhação de ser obrigada a recorrer a uma chico-espertice para cumprir um simulacro do seu desígnio original fez com que, involuntariamente, a CGTP organizasse a sua perfeita caricatura: a classe operária fechada dentro de autocarros a acenar num trânsito sem sentido nem destino." (Artigo 21º) - ordeiramente, cumprindo todas as ilegalidades decretadas pelo governo, de facto nem assistimos a uma contestação mais ao jeito de manifestação-passeata (em português do Brasil), mas sim a uma confraternização, como se não existissem classes na nossa sociedade.
Tal abrolho, deu azo a que, graças à conciliação da CGTP, Portas "brilhasse": "os mais pobres não se manifestaram"
dirigente da CGTP organiza manifestantes

Luta Popular: (...) O que devemos salientar é que o que se impõe perante a declaração de guerra que o governo, ao serviço do capital e da tróica germano-imperialista, fez à classe operária, aos trabalhadores, ao povo, a todos os democratas e patriotas, ao impôr as normas contidas na Lei Geral do Orçamento de Estado (OE) para 2014, é a convocatória imediata de uma Greve Geral de dois ou mais dias, mas de forma concertada entre todas as organizações sindicais, políticas e sociais.A saída passa por caminhar na senda da constituição de formas organizativas eficazes e firmes para derrubar o governo de traição nacional Coelho/Portas, e do seu tutor Cavaco, visto que ficou já demonstrado que nunca será a CGTP ou qualquer partido, de forma isolada ou tentando impôr a sua liderança, que conseguirá alcançar esse objectivo político central e cada vez mais urgente"

quarta-feira, outubro 09, 2013

Greve do Metro de Lisboa: se todos os sindicatos fossem como este já a situação tinha mudado

"O salário não é portanto uma quota-parte do trabalho do operário incorporada na mercadoria por ele produzida. O salário é a parte de um bem ou mercadoria já existente, à qual a empresa capitalista retira para os seus accionistas uma determinada quantidade de força de trabalho produtiva"  
Trabalhadores do Metro dispostos a encabeçar uma nova ofensiva pelo derrube do governo

sábado, outubro 05, 2013

October 5th 2013 the day that celebrates the creation of the First Republic in Portugal

(comemorado na lingua original troikana) 
é da nossa vista? ou ao minuto 1:05 aparece aqui o dirigente da central sindical CGTP - conotada com os "comunistas" - Arménio Carlos misturado com a pandilha do costume?, vestindo os seus melhores fatos de gala enquanto ao melhor estilo fascista lixam o povo no secretismo dos seus gabinetes. As of this year, it is no longer a day off, thanks to the austerity, main political criminals attending: the President Aníbal Cavaco Silva, the Prime-Minister Pedro Passos Coelho, the Lisbon Mayor António Costa and the President of the Assembly Assunção Esteves. The protest was called by the Screw the Troika group, although they weren't the only ones attending
(publishing by www.Guilhotina.Info)

 

sábado, setembro 21, 2013

demolindo o Estado Social pela via da redução dos Salários

Obter os mesmos efeitos de uma depreciação cambial alternativa, impossivel dentro do Euro, para aumentar a produtividade através da redução de salários não é um raciocinio válido.

De uma forma geral, esta opção atinge indiferenciadamente tanto os bens transacionáveis como os não transacionáveis. Ora a a construção de Edificios (bens e serviços não transaccionáveis protegidos da concorrência internacional), como a "indústria" da especulação Imobiliária, adstricta à construção civil, está em crise, perdendo uma média de 198 empregos por dia, enquanto a Produção do sector exportador tem um conteúdo de salários de apenas 30% do seu valor total. 

Quer dizer, desmontando a vigarice cavaquista, pela qual estão conluiados tanto PS como PSD, reduzindo o que seria uma enormidade de 20% aos custos salariais obter-se-ia uma melhoria de produtividade de apenas 6%

Persiste a intenção de forçar a formação de uma maioria de 2/3 que permita alterar a Constituição, no sentido de estabilizar o regime de salários de miséria. O povo português está a ser vítima do maior embuste de toda a sua História