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domingo, novembro 02, 2014

Condecorar Durão Barroso?

em nome da higiene nacional, segunda-feira dia 3, 11,30, acudam 
todos à porta da sucursal Neocon em Belém
hoje é dia de condecorar fulanos insignificantes por tarefas irrelevantes 

Um dos exemplos mais apurados do desempenho do ex-presidente da Comissão europeia é o episódio dos custos da energia em Portugal, sabendo-se como é importante para a competitividade baixar esses preços em vez de baixar salários. Barroso defendeu as duas coisas ao mesmo tempo. Esta semana veio o ministro da Energia da sua área politica afirmar que os custos não vão baixar até 2020 - quer dizer, quando baixar já os tipos da produtividade estarão todos mortos. "Quando chegámos (diz o ministro) tínhamos um défice orçamental na energia previsto para 6 mil milhões em 2016, o que obrigaria a aumentar os preços no consumidor em 13 ou 14%. (Dinheiro Vivo). Não só o fizemos como estamos a lançar novos impostos sobre o sector, agora a pretexto da fiscalidade que é verde. Em vez de baixar como o doutor Durão do alto da sua euro-cátedra bitaitou, os preços sobem no imediato 3,3% na electricidade e 4,3% nos combustiveis para mais de 3 milhões de contratos de fornecimento de energia.

o Cavaco que agora pendura o colar ao pescoço do Barroso-da-energia-barata é o mesmo Cavaco que garantiu a impunidade da Fraude na Energia... - Em 2004 o PS ofereceu rendas excessivas (4 Mil Milhões de euros a mais) à EDP. O esquema vinha montado de trás, do Governo de Santana Lopes quando o então ministro das Obras Públicas António Mexia criou os CMEC passando este seguidamente a CEO da EDP sob o governo de Sócrates. O abuso veio à baila durante as auditorias da Troika, que mandou o governo Coelho-Portas renegociar e eliminar essas rendas. O então ministro da Economia lá fez o seu papel... mas perdeu o braço de ferro com a EDP, uma vez que integra um governo que governa em prol das Corporações. A EDP usufruiu sempre de grandes vantagens, gozando para todos os efeitos uma posição de monopólio no sector da geração e distribuição de energia. Um processo de audição parlamentar para averiguar das razões esclarecer que levaram à saída de Henrique Gomes, foi chumbada pela depois novamente maioria PSD-CDS. Mas, um bocado chateado com os confrades, o ex-secretário de Estado da Energia chegou cá fora e botou a boca no trombone. Para memória futura da honorabilidade de Barroso, Cavaco e Compª

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segunda-feira, setembro 29, 2014

a Guerra pela adesão da Ucrânia ao Ocidente. E se a cura da Sida seguisse a bordo do voo MH17?

Segundo estatísticas da ONUSida em 2013 havia 9,7 milhões de pessoas a ser tratadas com medicamentos anti-retrovirais contra a epidemia da Sida. Espera-se aumentar esse número em 2015 para 15 milhões de pessoas abrangidas por esses tratamento especifico do total de 25,9 milhões de infectados conhecidos.

Neste momento existem 42,5 milhões de refugiados sem acesso a qualquer terapia, ou sequer cuidados de saúde em geral. Atingir 80 por cento de cobertura para os doentes infectados implicará um gasto adicional de 2,4 biliões de dólares. Actualmente o custo médio anual de tratamento do HIV é de 14.277 euros por paciente. Significa que para as empresas multinacionais fabricantes da indústria farmacêutica existe bastante margem para crescer, para criar procura, para vender e obter lucros fabulosos. Significa que o PIB potencial anual das farmacêuticas, só no que concerne aos medicamentos da Sida previsto será de cerca de 369,77 mil milhões de dólares/ano.

o PIB da Ucrânia antes da tomada de poder em Kiev pela extrema-direita era de 337,4 biliões de dólares. Entre 1991 e 1999, com a implosão da União Soviética, a Ucrânia tinha perdido 60 por cento do PIB. A recente perda da Crimeia representa menos 3,7 por cento. Com as duas regiões autónomas revoltosas no leste a Ucrânia perde mais 20 por cento do PIB. Endividada e em estado de degradação, (só à Russia deve 5,3 mil milhões do fornecimento de gaz) cujas consequências sobram para a União Europeia e aproveitam ao FMI, a região é um foco de instabilidade onde é fácil recrutar mercenários para trabalhos sujos. E se estes forem controlados pelo governo, tanto melhor!!

Existem provas que o voo da Malaysian Airlines MH17 abatido sobre a Ucrânia foi alvo de ataque por um avião da força aérea ucraniana em Julho de 2014. Levando em linha de conta que os separatistas não têm força aérea…

Coincidência extraordinária, a bordo desse avião com 298 passageiros a bordo seguiam 100 especialistas em HIV com destino a uma Conferência de Especialistas em Melbourne, entre eles o reputado Joep Lange. Sabendo-se da recente evolução em direcção à descoberta de uma vacina preventiva que ponha cobro à epidemia, a pergunta a fazer é: “E se a cura da Sida seguisse a bordo daquele avião?”, já viram o prejuízo?

quarta-feira, setembro 24, 2014

os Plagiadores

o regime de propriedade intelectual é um conceito da burguesia, isto é, dos donos dos meios de produção culturais, tanto do que é pré-subsidiado agora, como no que diz respeito ao saber acumulado, em economia o correspondente ao capital fixo, fruto de trabalho morto, imobilizado e apropriado por outrem.

Seja na forma de bibliotecas, museus, arquivos históricos, artigos de opinião valorizados em jornais, televisões, páginas na web, tudo é, com aspas ou sem aspas, plagiado de outrem que já o tinha pensado, escrito ou dito antes. Sobre essa matéria inerte, o senso comum incutido, trabalham os “autores”, quer dizer, os que se pretendem apropriar da sabedoria comum (da comunidade, comunista), levando o incauto cidadão também ele comum, ostracizado pela falta de meios de acesso económico à cultura, ouvinte ou leitor de opinadores versando as partes que lhes interessam, a “plagiar” para dentro das suas cabeças essas mensagens - acumulando-as e difundindo esse saber parcial como veículos plagiadores de excepção, em conversas de café, sociedades recreativas, sedes de partidos e jogos de futebol. O saber individualista, tem exactamente a mesma natureza de classe do saber bota-da-tropa que está nas origens da formação dos exércitos que possuem a propriedade intelectual de fazer a guerra.

Ora, os que pretendem ser os donos da saber em exclusividade invocam decerto a máxima do contra-revolucionário Max Stirner em ““O único e a sua propriedade” (1844), uma elegia à sapiência do individualismo liberal utilizado como negócio, agora tão em voga. Mas esses sabichões evitam a máxima de Joseph Proudhon “toda a propriedade é um roubo” e em última instância, fogem a sete pés de Karl Marx quando o plagiou e lhe acrescentou: “a ideologia difundida pelos meios de produção culturais vigentes é sempre a ideologia da classe dominante(in a “Ideologia Alemã”, 1847). Nada que não possa dialecticamente evoluir e ser modificado para um regime de saber comum, livre, público, de propriedade dominante das classes proletárias maioritárias.

Portanto, informação ou ideia que sai por um buraco passa a ser saber adquirido susceptivel de entrar pelo mesmo buraco, quer dizer, face aos direitos de autor no presente paradigma capitalista, os que escrevem de forma que pensam ser "original" com o fito de obter lucro, ou sequer pelo simples reconhecimento de um qualquer interesse não declarado, podem fazê-lo vendendo essas obras num circuito editorial comercial. Assim não acontecendo, desde que publiquem em local público esse saber, informação, alienação ou manipulação, essa obra passa a ser propriedade de todos - para o bem e para o mal, livre.

quarta-feira, abril 09, 2014

O salário mínimo nacional é a cenoura do charlatão…

O alcance do salário minimo é de apenas 7% do total dos trabalhadores activos... baralhar a opinião pública com a cenoura de menos de 1 euro por dia de aumento é uma fraude, porque o que importa é obrigar os agentes económicos, patrões e governo, a repor e até aumentar o poder de compra, não apenas de 7%, mas de TODOS os que trabalham. A proposta de "acordo de médio prazo para aumentar o salário mínimo nacional", é portanto assim como que um acenar de uma cenoura para mais uma vez enganar os operários e trabalhadores.

Garcia Pereira:  "Passos Coelho o que pretende é sentar à mesa da concertação social todos os parceiros sociais e obter até de alguns deles – as patronais e os traidores sindicais – um certo grau de entendimento. Esta situação já se verificou em 2011 e serviu para o governo de traição nacional aprovar o novo código do trabalho e um outro pacote de roubos de trabalho e de salários, sem que tenha sido cumprida uma única das poucas promessas, então colocadas na mesa. Os sindicatos e as centrais sindicais podem voltar a sentar-se à mesa da concertação social, mas devem, alto e bom som, rejeitar assinar qualquer acordo com o governo e o patronato que dê aval à continuação no roubo de trabalho e de salários, em despedimentos, a mais austeridade, a mais pobreza e a mais miséria. Ao mesmo tempo impor o regresso à contratação colectiva e à publicação das portarias de extensão e a revogação das últimas disposições do código de trabalho enormemente lesivas para os trabalhadores".

terça-feira, fevereiro 11, 2014

devem ser os Trabalhadores a decidir a Produção

"A competição, longe de visar a perfeição, afoga-se conscientemente em produtos feitos numa massa de bens engenhosamente inventados para deslumbrar o público. A concorrência consegue preços baixos, obrigando o trabalhador a perder-se, empregando as suas habilitações em trabalh# imprestável, esgotando-se, provocando-lhe fome pela sua miserável paga, destruindo-lhe os seus padrões morais, dando-lhe o exemplo da falta de escrúpulos - a concorrência dá a vitória apenas a quem tem mais dinheiro. A concorrência, terminada a luta, acaba simplesmente num monopólio nas mãos do vencedor, o qual depois aumenta os preços o máximo que puder. A concorrência fabrica de qualquer maneira aquilo que as pessoas gostam, de forma aleatória, correndo o risco de não encontrar compradores para os produtos e destruindo uma grande quantidade de matérias-primas que poderiam ter sido de grande utilidade, mas que assim já não são boas para o que quer que seja"

"Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a Avaliação individual do desempenho, a exigência de "Qualidade total" e o Outsourcing"

segunda-feira, janeiro 27, 2014

12 Anos Escravo

É uma história verídica, já contada em filme no ano de 1984, obra da qual surge agora um “remake”. Em 1841, Solomon Northup (o actor teatro shakesperiano Chiwetel Ejiofor) é um negro livre que trabalha como carpinteiro, toca violino, é um operário habilidoso, e vive com a sua esposa e dois filhos em Saratoga Springs, Nova York. Dois homens vêm oferecer-lhe um emprego de duas semanas como músico, mas, findo o trabalho Northup é drogado, raptado e acorda numa prisão, acorrentado, destinado a ser vendido como escravo.

Northup, caído numa malha de carcereiros traficantes de negros, é enviado para Nova Orleans e obrigado à pancada a assumir o novo nome de "Platt", a identidade de um escravo fugido da Geórgia. Alvo repetidamente de violentas agressões, é finalmente vendido em leilão. O empresário/ intermediário/ comerciante de escravos recusa-se a ouvir as súplicas dos raptados - "o meu sentimentalismo tem apenas a duração de uma moeda" – e vende “Platt” ao novo dono, o madeireiro William Ford, um patrão relativamente benevolente, com quem Northup consegue ficar uns tempos em relativamente boas condições, engrendrando uma forma de transporte mais rápida e económica dos troncos de madeira. Ford oferece-lhe um violino como recompensa. Mas o capataz da serração, racista e invejoso do sucesso do negro, irá descarregar o seu ressentimento provocando e assediando violentamente o escravo. A odisseia de “Platt” haveria de durar 12 anos. (ver o filme, uma obra de arte do realizador britânico Steve McQueen, embora desta feita um pouco submetido aos ditames comerciais do mainstream em relação às suas duas premiadas obras anteriores)

Salvo da condição de escravo em 1853, Solomon Northup tentou levar os seus raptores a tribunal, mas o processo arrastou-se por anos, acabando por ser arquivado por falta de provas fidedignas contra a rede de traficantes “de raça branca”. Northup conseguiu uma efémera vingança escrevendo o livro “Doze Anos Escravo”, dedicando-se de seguida a trabalhar incansavelmente para libertar outros escravos para a condição de livres. A publicação do livro causou sensação, vendendo 30.000 cópias num momento em que a maioria das pessoas eram analfabetas e os livros muito caros. Salomon tornou-se rapidamente uma celebridade – tendo mesmo viajado para a Grã-Bretanha para uma palestra sobre a abolição da escravatura. Depois disso desapareceu sem deixar vestígios numa missão secreta para libertar escravos em Vermont por volta de 1863. Os detalhes da sua morte permanecem um mistério, o livro nunca foi reeditado, o assunto perdeu visibilidade e o seu nome foi esquecido. Existe uma placa evocativa da sua odisseia na cidade de Saratoga Springs, mas só a partir de 1999.

Cronologia da Escravidão nos Estados Unidos da América da América do Norte

1850 – a promulgação da “Lei do Escravo Fugitivo” determina e impõe a devolução dos escravos que fugiam aos seus legítimos proprietários.

1861 - Com o início da Guerra Civil, o estatuto jurídico do escravo foi alterado tendo o legislador chefe Benjamin Franklin Butler declarado os escravos negros contrabando de guerra. O projecto de lei de confisco de negros foi aprovado em Agosto de 1861, destituindo do seu serviço e “condenando a trabalho escravo qualquer empregado que ajude ou promova qualquer insurreição contra o governo dos Estados Unidos”. Ipso facto, pelo decreto-lei de 17 de Julho de 1862, qualquer escravo desleal ao dono que estivesse em território ocupado pelas tropas do Norte foi declarado livre. Mas, por algum tempo, a Lei do Escravo Fugitivo em vigor nos Estados do Sul foi ainda mantida, aplicável no caso de fugitivos dos donos nos Estados fronteiriços que eram leais ao governo da União. Seria só a 28 de Junho de 1864 que a Lei de 1850 foi revogada.

Aviso oficial para prevenção dos raptos
1863 - Abraham Lincoln assina a “Proclamação de Emancipação”, que declara que os escravos nas áreas da Confederação de Estados Sulistas seriam libertados. A maioria dos escravos nos "Estados de fronteira" seriam libertados por acção do Estado do Norte; Uma lei em separado tinha já libertado os escravos no Estado de Washington DC, precisamente aquela que abrangia Solomon Northup quando foi raptado, quando na grande maioria dos Estados vigorava o esclavagismo inscrito na lei.

1865: Dezembro: os EUA determinam a abolição da escravatura pela Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos. Cerca de 40.000 escravos restantes mudam de estatuto, obrigando-se por necessidade de subsistência à submissão ao regime de assalariamento.

1866: a escravatura é igualmente abolida nas Reservas Territoriais dos Indios, a maioria situadas no agora Estado do Oklahoma.

12 Anos Escravoé apenas um filme, no qual se doura um pouco a pílula ao apresentar os Negros livres de fatiota burguesa. Na sua estreia em 2013, alguém desabafou: “só deus sabe como ainda continuamos a ter sérios problemas de relacionamento racial neste pais”. Exacto. A começar pela nova forma de racismo económico reflectido na diferenciação de salários…

Paul Dano, Chiwete Ejiofor, Lupita Nyong’o, Steve McQueen, Sarah Paulson, Alfre Woodard e Michael Fassbender, na abertura comercial ao público.

sábado, janeiro 11, 2014

Congresso do CDS, ou seja, a Corrupção no ADN do Regime

os Cristãos expulsam a Alta Finança do Templo?

Esta troupe que invoca o santo nome do primeiro marxista no universo sobrenatural não tem nada a ver com as nossas origens, diz um fundador. Caga nisso. Reunida a arraia comum das Alimárias em Congresso e, a um nível mais elevado na hierarquia, as putas de serviço ao bordel em que se transformou o Estado rejubilam igualmente pela sua inopinada importância, passe a sua cagativa expressão eleitoral. Uma delas, a macaca prostituta líder de sacristia, qual Maria Madalena mexeriqueira e pecadora, encena-se com aquela conhecida pose de emproado galinho-da-India-de-telejornal. Nem sempre foi assim; implicado nas mais altas instâncias de traficâncias em nome do Estado, Paulo Portas, quando concluiu o frete no governo de Durão Barroso aos neoconservadores norte-americanos e à Alemanha, começou a andar um bocado aos papéis. No livro de António José Vilela, sobre os Segredos da Maçonaria Portuguesa, conta-se, entre outros, os "deliciosos" episódios de corrupção, negociatas e tráfico de influências que envolveram o tesoureiro do CDS, herdeiro do fascismo reciclado Abel Pinheiro, mais tarde convidado a dar a cara à Justiça e a ser "entalado" (em sentido figurado) para safar o Chefe. 
Levado ao colo pelo neoconservadorismo cavaquista instalado em Belém, como alternativa à direita da direita, as jogadas de Paulo Portas têm sido desde o primeiro momento a genuina imagem da corrupção que constitui o ADN do regime. Passando por cima dos antecedentes da personagem, o contrato celebrado com os alemães para a compra dos submarinos é viciado, contendo cláusulas dúbias deliberadas, que o então ministro da Defesa (dos seus interesses pessoais) sabia não irem ser cumpridos. Assim foi. Passando ao lado das "luvas" no negócio (pelas quais houve arguidos condenados na Alemanha) as contrapartidas prometidas como encomendas aos ENVC mais de 258 milhões ficaram por cumprir (40,8%). O valor do incumprimento é quase igual ao passivo dos ENVC do qual agora o "governo" se queixa - o que tem a ver com a propositada destruição do que resta da indústria naval em Portugal a favor da divisão internacional de trabalh* segundo os interesses da Alemanha. Pior que isso, um frete feito a uma empresa privada falida gerida por amigalhaços ... que foi a única a "apresentar proposta"
relacionado:

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Citações e Definições actualizadas para usar em 2014

"Pode uma pessoa com fome entrar em greve de fome? a não-violência é uma peça de teatro. Para exibir as nossas reivindicações é necessária uma plateia. Que podemos fazer quando não temos público? Apenas afirmar o direito de resistir à aniquilação" (Arundhati Roy)

"nós comunistas somos todos homens mortos usufruindo uma licença precária de vida. Disso estou plenamente consciente" (Eugen Levine, 1883-1919)

"O objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os outros partidos proletários: a formação do proletariado como classe social, com o objectivo de derrubar a supremacia burguesa e conquistar o poder político para o proletariado" (Manifesto Comunista, 1848)

"Os advogados do Capitalismo estão sempre muito aptos a apelar para os sagrados principios da Liberdade, os quais se podem resumir numa máxima: os afortunados não podem ser restringidos no exercicio da tirania sobre os desafortunados" (Bertrand Russel)

"É uma coisa natural que, em cada luta, se assume o desafio e se corre o risco de sermos derrotados, mas essa será uma razão pela qual nos devemos confessar derrotados e submeter-nos ao jugo sem empunhar a espada?" (Frederick Engels)

Louis XVI é corrido de cena, sob o olhar meio sério meio divertido dos guardas de revolução, a aflição da família temerosa do fim de uma rica vida e a perplexidade do frade de cruz em punho (Gravura de 1793)
Então bom ano a todos os que colocarem qualquer coisa de semelhante a esta perspectiva de acção no seu horizonte

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Feliz Natal Camaradas


Desejamos sinceramente que as Fadas e os Elfos tomem posse dos meios de produção de brinquedos antes que a noite se acabe

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Eurodeputada Ana Gomes acusa Ministro de corrupção na Privatização dos ENVC à Martifer

"É preciso ver que Negócios é que o escritório de advogados do Ministro tem com a Martifer" essa questão não deixa bem claro se ele foi para ministro ... por imperativo patriótico...  não é a primeira a indignar-se: menos de 24 horas depois de ser conhecida a decisão Garcia Pereira apontou para o facto de existir matéria criminal para que fosse aberto de imediato pela Procuradoria da República um processo de investigação criminal visando apurar responsabilidades pelo esbulho do património nacional



A subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) à Martifer tem sido duramente criticada pela comissão de trabalhadores, autarquia local, sindicatos e vários dirigentes políticos, que falam nomeadamente em «negociata» e no «favorecimento ao interesse privado». Diz-se que o processo está "conforme concurso público que a Martifer venceu", mas não é verdade por a adjudicação ter sido feita ao único concorrente de que se tem conhecimento ter apresentado proposta. Até Janeiro, no âmbito do "concurso" da subconcessão dos terrenos, infraestruturas e equipamentos dos ENVC (aproveitam tudo, menos os "recursos humanos") os 620 trabalhadores serão descartados e a actual empresa encerrada. Os trabalhadores estão a ser convidados a aderir a um plano de rescisões amigáveis que vai custar 30,1 milhões de euros, suportado por fundos públicos. Por sua vez o grupo Martifer vai pagar ao Estado uma renda anual de 415 mil euros, até 2031 - "um valor ridiculo, comparável a qualquer arrendamento de uma loja num centro comercial" (MST)
A eurodeputada Ana Gomes desvalorizou o anúncio de que o advogado de negócios Aguiar Branco, graduado em ministro vai apresentar uma queixa-crime por difamação no âmbito da privatização dos ENVC, salientando que mantém "tudo o que disse" - "O senhor ministro faça o que entender, que eu vou fazer o que eu entender. Talvez essa queixa leve a que haja um inquérito na Assembleia da República e assim se faça uma verdadeira investigação a este processo muito nebuloso e pouco transparente de destruição dos estaleiros navais e da passagem dos activos a uma empresa privada" (fonte)

"Na verdade, quando um ministro e um governo que assume pública e descaradamente a concessão dos estaleiros, num sector estratégico da nossa economia, a um grupo privado com uma renda de pouco mais de 400 mil euros anuais, e sem quaisquer encargos laborais, propondo-se de imediato o Estado gastar para o efeito 30 milhões de euros em indemnizações aos trabalhadores despedidos, o que é isto senão corrupção? No mínimo, após as declarações de Aguiar Branco, o Ministério Público devia ter constituído imediatamente o ministro de Coelho/Portas como arguido, suspenso o contrato manifestamente ruinoso para o Estado e danoso para o interesse público e prosseguido com toda a celeridade o processo crime com vista a deitar a mão aos corruptos, levá-los a tribunal e condená-los"

Este é um golpe de traição e corrupção que terá de merecer uma resposta firme por parte dos trabalhadores! Manifestação a 13 de Dezembro.
adenda:
Comissão Barroso vai ter de se explicar sobre o “negócio ruinoso” dos Estaleiros de Viana

domingo, fevereiro 17, 2013

os soljenítsinianos bem que haviam avisado do perigo...


a região mineira e industrial de Tcheliabinsk onde caiu o meteorito é tão rude, longinqua e inóspita que se converteu em alvo do anedotário russo, com estórias tais como "o Metro de Tcheliabinsk é tão duro que anda por debaixo da terra sem precisar de túneis" ou a agora apropriada piada "a siderurgia de zinco de Tcheliabinsk é de tão dificil acesso que tem de receber o minério directamente do Céu". Ora aí está. "o Povo que vinha no meteorito viu horrorizado que ia cair em Tcheliabinsk"...

deus salve a Mãe Rússia! 

quarta-feira, junho 27, 2012

a incapacidade física de cerrar as duas mandibulas do crocodilo: a oferta e procura energética

Actualmente em todo o mundo são consumidos e evaporados para a atmosfera perto de 90 mil milhões de barris de petróleo



De acordo com as previsões da Agência Internacional de Energia (AIE) para fazer frente às necessidades de petróleo em 2030 será preciso colocar no mercado uma oferta adicional similar a 6 Novas Arábias Sauditas (a números de 2009), algo que é materialmente impossível (ver gráfico).

As previsões energéticas de evolução do sistema urbano, assente na exploração agro- industrial global, estão em alta - e a oferta de combustíveis fósseis, em especial o petróleo, vai iniciar o seu declinio sem que existam energias alternativas de execução ao mesmo nivel que funcionem. A AIE sai a terreiro dizendo que se encontrarão formas de fechar essas duas mandíbulas do petróleo - o explorável e o que será exigido para manter o consumo a funcionar (1) - através de projectos de extracção que todavia não são identificados, porém reconhecendo pela primeira vez que desde da década anterior as mandíbulas se começaram a abrir. Porém, um relatório do exército alemão (Bundeswehr) citado pelo Der Spiegel situa o pico do petróleo em 2010, como haviam assinalado há já algum tempo outros especialistas da ASPO augurando fortes impactos e convulsões sócio-económicas (2). Especialmente porque o petróleo não terá um substituto fácil, por ser a única fonte energética fóssil e pela sua alta densidade energética, três vezes superior ao carvão, como de manejo e transporte, multiplicidade de potenciais usos (indústria petroquimica) e, sobretudo, porque é muito dificilmente substituivel na mobilidade motorizada mundial (por estrada, via maríma ou aérea), afinal o sistema de circulação chave do Capitalismo globalizado. A aviação depende em mais de 95% dos derivados do ouro negro (3).

O mesmo poderíamos dizer da extrema dependência do crude do AgroNegócio e do mundo altamente urbano. Sem dúvida se tentará por todos os meios cobrir o enorme vazio energético funcional que o declinio da petróleo irá deixar. Algo dificil, ou demasiado dispendioso de realizar, como veremos, pois só pode ser compensado em parte recorrendo ao gás natural, a líquidos (de elevado custo) derivados do tratamento de carvão (Coal to Liquids), ou aos mais que questionáveis agro-combustíveis de mais que negativo impacto que, para além do mais, têm uma baixa intensidade energética. É por estas causas que o impacto do Pico do Petróleo se sentirá de forma intensa a curto e médio prazo, pois só poderá ser compensado recorrendo a outras fontes energéticas fósseis, renováveis e até nucleares; os veiculos movidos por gás natural ou os automóveis eléctricos, implicarão também a construção de novas infraestruturas de distribuição de energia eléctrica, o que por sua vez pressupõe mais consumo de energia fóssil. Sem dúvida, é preciso realçar que as opções energéticas parciais disponíveis irão escasseando conforme vamos entrando igualmente no declinio do gás natural, e mais tarde do carvão, produzindo o duplo colapso energético a partir de 2025-2030 conforme vem sendo assinalado por Richard Heinberg (4) (5)



(1) Pedro Prieto, "O Zénite do Petróleo", Agosto de 2010 
(2) Preparem-se para uma Nova Era de Choques Petrolíferos, Martin Wolf no Financial Times 
(3) Richard Heinberg, "The Oil Depletion Protocol – a plan to avert oil wars, terrorism and economic collapse", 2006.
(4) Richard Heinberg, "Recessão temporária ou o Fim do Crescimento?"
(5) "a Festa Acabou! Petróleo, Guerra e o Destino das Sociedades Industriais"
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quinta-feira, março 29, 2012

hoje somos todos todos ibéricos...

... por uma saída operária para a crise 

informação sobre a Greve Geral em Espanha, momento a momento, aqui 



Num tempo de proximidade, (40 anos), que é aquele que mais nos afecta e coincide com a eclosão do Neoliberalismo, um acontecimento chave é fulcral: em 1971 os Estados Unidos, a potência hegemónica que gere a moeda de referência fiduciária global, declarou unilateralmente o fim da convertibilidade do Dólar em Ouro.

Quer isto dizer que as famosas reservas de ouro guardadas em Fort Knox já não existiam em quantidade suficiente que pudessem garantir aos fornecedores estrangeiros a troca de promissórias de pagamento por metal precioso. Quer isto dizer que os Estados Unidos passaram literalmente a pagar a sua dívida externa com a emissão de papel verde impresso à medida do necessário, quanto baste. Quem não gostaria de ter uma máquina destas? Assim, para além do papel e tinta, o valor fiduciário do Dólar assenta no factor “Confiança”, que permite a compra de títulos do Tesouro por investidores estrangeiros que, deste modo, financiam a dívida dos Estados Unidos. Esta dívida, em finais de 2011 ultrapassava a astronómica quantia de 15 triliões de dólares. E a “Confiança” assenta numa rede de mais de 1000 Bases Militares espalhadas pelo mundo inteiro. De que meios operacionais dispõem os Povos para tomar o poder em Washington e destruir este paradigma?

Os meios de manifestação usados, tanto pelos sindicatos como pelos movimentos sociais, continuam a ser os mesmos – protestos que ocupam fugazmente o espaço público e greves reivindincando melhores salários sobre uma ilusão de “crescimento”. Mas o paradigma neoliberal assenta já sobre uma sustentação social mínima extraída sobre o valor dos impostos, que incidem principalmente sobre o consumo… O sector produtivo no Ocidente tornou-se irrisório. Pelo acordo do Instituto Smithsonian decidido e imposto pela administração Nixon em finais de 1971, que destronou o paradigma anterior obtido em Bretton Woods, alterou-se irreversivelmente o modelo de acumulação que tinha funcionado assente no Sector Empresarial do Estado, como motor do desenvolvimento (capitalista).

Reivindicar sobre a Produção e não reivindicar sobre o Consumo?


 A decisão unilateral dos Estados Unidos de poderem livremente emitir dinheiro sem qualquer relação com os valores atendíveis na produção de economia real - sendo evidente que essas emissões de dólares são investidas em projectos que lhes trazem vantagens no domínio estratégico dos mercados globais – significou que os EUA passaram a investir na criação de bolhas ao Consumo em beneficio das suas próprias corporações multinacionais. Em vez de investir no sector produtivo, a braços com uma crise de sobreprodução instalada, hoje em dia só uma única produção é rentável: a de material de guerra. Como pensou Saramago inquirir no livro que não chegou a acabar: “porque é que nunca houve uma Greve numa fábrica de armamento?” 
Assim, as reivindicações operárias apenas sobre a produção tornaram-se só por si rituais ineficazes. É necessário igualmente a Greve Geral ao Consumo criado artificialmente (com dinheiro fictício). É preciso boicotar as grandes superfícies comerciais, principais responsáveis pela sangria de capitais exportados para pagar negócios em beneficio de estrangeiros, em detrimento dos produtores locais
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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Bloco Central. Ponto da Situação.

- Marques Mendes: "(Nas eleições) o maior derrotado foi Manuel Alegre que teve um resultado vergonhoso, depois de uma campanha miserável"
- O conselheiro de Estado António Capucho avisa: "Cavaco Silva não vai tolerar situações que até agora passaram incólumes (...) O primeiro ministro é cada vez mais minoritário e isso é um dado essencial. Por outro lado já existe no espectro partidário uma claríssima alternativa maioritária"
- Angelo Correia: "Se a execução orçamental falhar o Presidente deve dissolver o Parlamento"

- Os Lellos do P"S" lançam a culpa da derrota previamnete concertada para a estratégia de "aliança" com o Bloco de Esquerda.
- O BE, com a ganância dos lugares à mesa do orçamento numa presumivel aliança com um P"S" menos neoliberal, condenou à partida a candidatura de Alegre com um apoio prematuro. De qualquer modo, uma solução de indole meramente social democrata seria incapaz de reverter a situação de crise capitalista.
Mário Soares, o eterno bonzo do regime e falsa antitese do Cavaquismo, saiu do "silêncio voluntário" (e sacana) e vem agora, pós acto eleitoral consumado, advertir para o "erro de Sócrates, grave , sobretudo, para o futuro do PS, visto que ia dividi-lo, como aconteceu"

- Feitas as contas, os resultados concretos: o Estado vai pagar 2 milhões à campanha de Cavaco Silva (o Estado é ele), 790 mil à de Manuel Alegre (que recebe mais 1 milhão dos partidos que o apoiaram) e 620 mil ao candidato soarista Fernando Nobre.
- Entretanto, espere-se pela pancada de mais austeridade: o país precisa do refinanciamento de 72 mil milhões de euros até 2013, e mais quatro a cinco anos de consolidação orçamental, segundo informou o economista chefe do Citigroup, o mesmo patrão a quem o PSD de Ferreira Leite hipotecou a dívida para salvar o défice no seu tempo
Até Novembro de 2010 o volume da dívida vinha
aumentando
à média de 1,9 milhões de euros por dia
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quarta-feira, novembro 24, 2010

sobre o corte de salários

intervenção de Garcia Pereira no "Prós e Contras"



Hoje, 4ª feira 24/11, dia de GREVE GERAL, Garcia Pereira volta a estar às 18h00 no Jornal da Tarde da TVI 24 a comentar o tema. Divulguem, vejam e, claro, comentem (via Facebook)
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quinta-feira, setembro 16, 2010

Começou ontem mais uma “nova” legislatura…

… hoje manhã cedo veio logo à baila os avisos sobre a aplicação do PEC2 (uma coisa que já se sabia) (1) e uma vez que é função da actual maioria manobrar no sentido da aplicação da garantia de pagamento da “dívida odiosa”, isto é, uma dívida contraída por interesses obscuros, à margem da “democracia representativa”, a qual exclui daquela casa (por principio eleito pelas cliques dirigentes partidárias), na prática, as classes populares de qualquer efectiva participação real.

Tanto quanto é possível averiguar-se no site da Assembleia, o perfil profissional dos deputados é o seguinte:
70,34 por cento são homens (162) e apenas 29,66 são mulheres (68). 42 por cento são advogados, juristas e magistrados; 32 por cento são técnicos da área da educação; 16,5% são quadros gestores da administração pública; 9,5 por cento são economistas da área liberal; 3,8 por cento são políticos que nunca fizeram outra coisa na vida, havendo apenas 1,2 por cento de deputados oriundos do mundo do trabalho (2 deputados). Há ainda 1 agricultor (que deve ser o Paulo Portas). Não é decerto com esta tribo de 94,3 por cento de privilegiados amanuenses do Poder (2), uma espécie de casta burocrática que nada sabe dos reais problemas da economia e produção que vamos esperar qualquer mudança no país (para melhor)

(1) João Teixeira Lopes: "No fim, sabemos que os impostos vão aumentar sem justiça fiscal e que os salários vão baixar"
(2) os deputados ganham 3708 euros de salário-base, o que corresponde a 50% do vencimento do presidente da República. Os subsídios de férias e de Natal são pagos em Junho e em Novembro e têm direito a 10% do salário para despesas de representação. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por semana, e por cada deslocação semanal ao círculo de eleição, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais dois mil euros, além do ordenado (fonte: Inverbis.net)
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terça-feira, junho 08, 2010

carga laboral

contudo, a resposta a este ataque não está em propor "boas soluções" para a crise do capitalismo

o ataque do capital não pode ser travado com tentativas de concertação: depois da grande manifestação de 29 de Maio o lider da CGTP Carvalho da Silva pediu uma reunião com urgência ao gabinete do primeiro ministro, mas sua excelência ainda nem se dignou dar resposta a 300 mil trabalhadores, em representação de muitos mais, que nesse dia ocuparam as ruas. É preciso fazer mais, a resposta está na força que os trabalhadores puserem a luta!

(manchete do Expresso sobre a dívida contraida
para sustentar o fraudulento regabofe capitalista)

Quatro Medidas para que Seja o Capital a Pagar a Crise
(subscritas pelos colectivos Política Operária,
Mudar de Vida e Comunistas Revolucionários)

1 Trabalho para todos. Ponto final nos despedimentos. Proibição do lay-off. Combate ao desemprego reduzindo o horário de trabalho sem reduzir salários
2. Combate à pobreza e à degradação do nível de vida. Aumento dos salários e pensões, redução do leque salarial. Uso exclusivo dos dinheiros do Estado e da Segurança Social para apoio ao emprego e ao bem estar dos trabalhadores. Corte drástico nas despesas militares, regresso das tropas em missões no estrangeiro
3. Mais justiça social em vez de polícia. Apoio social aos bairros pobres e às populações imigrantes. Julgamento e condenação dos especuladores e corruptos. Fim dos privilégios dos administradores, políticos e patrões.
4. Greve Geral para travar o ataque do capital. Este governo tem de ser posto no olho da rua. É preciso derrotar a politica terrorista do PS e PSD
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domingo, maio 30, 2010

o Movimento de 29 de Maio não pode parar!

"a maior fatia desta crise deve ser suportada pela Banca, que anda a rir-se de todos com os lucros conseguidos à custa dos contribuintes". Por determinação de poderes superiores transnacionais, os lucros obtidos pela Banca são investidos em negócios na exploração de paises dependentes do 3º mundo, enquanto os funcionários de turno à politica nacional são contratados para consentir que se retirem investimentos à produção interna


Mas em última análise, o sector financeiro vai sempre buscar os seus lucros às mais-valias originadas na produção. É esta que lhes dará o "clima de confiança" pelo qual tanto se fartam de bramar os patrões



300 mil pessoas na rua contra uma coisa que já nem existe, o Governo do neoliberalismo. É coisa para aí três minutos de tempo de antena nas televisões, dizia alguém aos jovens finórios repórteres de câmara TVI em punho. Assim foi - logo de seguida ao breve noticiário sobre o tema o ex-cacique do governo Valter Lemos para área da Saúde que agora exerce a função de cacique do governo para a área do Trabalho, "foi chamado" a uma entrevista que durou o dobro do tempo dispensado a qualquer um dos dirigentes sindicais responsáveis pela portentosa manisfestação de força de 29 de Maio. O que disse o tipo do governo quase ninguém ouviu, (excepto uma insignificante faixa de pequeno-burgueses urbanos, de certo modo acagaçados com "a destruição da economia do país dos banqueiros) mas a grande advertência que fica para o movimento sindical é a de que
"o capitalismo não se reforma pela social-democracia. O capitalismo destrói-se"


quinta-feira, maio 27, 2010

o espectro da representação

“Se todos vamos pagar mais pelo pão e pela água, porque não haveríamos de pagar mais pelos nossos 230 deputados que são bens, embora menos essenciais?”
(Manuel António Pina, Jornal de Notícias)

“Se nos propusermos decidir cortes nas funções de representação politica apenas por razões economicistas, a própria ideia de Portugal como nação deixaria de ter razão de existir. Deveria passar a ser qualquer coisa como uma sucursal de uma multinacional americana”
(José Adelinio Maltez, TSF)

o espectro dos conselhos populares continua a andar por aí

Proporcionalmente em relação à sua população Portugal é o país europeu com menos percentagem de deputados per capita (menor apenas na Dinamarca). O problema portanto não é o número de deputados, mas a usurpação das suas funções de representação (1) por regras impostas pelos directórios partidários. Neste processo inquinado pela proporcionalidade eleitoral (2) as legislações produzidas e aprovadas pela Assembleia que haveria de ser do Povo, acabam invariavelmente por ser manufacturadas em escritórios de advogados ao serviço de interesses económicos dissimulados

(1) Na presente situação de agravamento do pec os movimentos sociais de base deveríam criar um movimento "não aos impostos sem representação". (ver história)
(2) por exemplo: com uma área de cerca de 40 por cento do território nacional, os distritos de Portalegre, Évora e Beja em conjunto têm apenas representação parlamentar de 8 deputados num universo de 230
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domingo, maio 16, 2010

contra o desastre social

Chegou o Mister Danger para combater o empobrecimento dos ricos! E pela mão de quem?

As mais duras medidas contra os trabalhadores estão a chegar impostas por governantes sociais-democratas. Se na famosa foto dos Açores estava Tony Blair, líder do Partido Trabalhista e Vice-Presidente da Internacional “Socialista”, sorrindo e tomando medidas conjuntas com Bush e Aznar, agora são Sócrates em Portugal, Zapatero em Espanha e Papandreu na Grécia, que estão encarregados de golpear os direitos dos trabalhadores. Dirão eles que “é uma herança do passado”, porém na realidade o que eles vêm demonstrando é a incapacidade de manter uma actuação social dentro de uma matriz capitalista. Primeiro que são as virtudes do mercado livre, depois que é a unidade europeia, que é o défice, que é a banca que é fundamental, agora que é o euro… quer dizer, vale tudo para os directórios dos partidos social-democratas justificarem medidas reaccionárias. Para o sistema interessa-lhe que os ajustes mais severos fiquem por conta de gente disfarçada de centro-esquerda. Mas têm os sindicatos à perna e não há dinheiro para os comprar a todos. É fácil imaginar o que teria sucedido se as medidas adoptadas há escassos dias tivessem sido tomadas por personagens sinistras e terroristas como Aznar, Santana Lopes ou Ferreira Leite. Talvez centenas de milhar de pessoas tivessem saído às ruas sem necessidade sequer de serem convocados por qualquer organização das existentes. Porém o sistema tem na social-democracia (aka, o socialismo democrático soarista) um grande dique de contenção, mas, para sua desgraça mete cada vez mais água por mais que muitos sindicatos não parem de tapar rupturas. Chegados aqui, poderemos dizer “Morta a Social-Democracia, Viva a Esquerda!" (ver “Novas sugestões do FMI”)

"Este pacote é o resultado de mais um acordo celebrado entre o Governo PS e o PSD. O mesmo já antes acontecera com as medidas incluídas no Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013 (PEC) para “acalmar os mercados”. Na prática, está a ser desenvolvida uma governação económica cujos rostos e principais intérpretes são o Primeiro-Ministro e o Presidente do PSD (que não tem mandato de governação), à margem dos partidos políticos e da Assembleia da República, num atropelo de regras básicas do funcionamento democrático"

Resolução do Plenário Nacional de Sindicatos. Novo pacote do governo PS, com o apoio do PSD, agrava ainda mais o PEC
(clique no recorte para ampliar)