Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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terça-feira, abril 12, 2016
segunda-feira, dezembro 28, 2015
Aprender, Aprender Sempre
No seu 122º aniversário, um Poema a Mao Tse Tung, por Roque Dalton Garcia, poeta salvadorenho (1935-1975) colocando temas de reflexão para os Maoistas portugueses: se estudam a composição de classes em Portugal, se identificam qual a força principal que pode transformar a sociedade, se acham que apenas agitar o fantasma da classe operária, só por si, na actual divisão nacional e internacional do trabalho é condição suficiente para a vitória do socialismo...
Mao Tsé Tung levou o marxismo-leninismo até às suas últimas consequências
pelo menos num aspecto fundamental: o de construir a aliança operário-camponesa no seio da guerra do povo e assim tomar o poder.
Seguindo Lenine, definiu o povo, situou as classes e as camadas sociais que formam o povo, localizando assim o inimigo interno, nacional, o que apoia os imperialistas estrangeiros
e no seio do povo distinguiu duas forças: a força principal e a força dirigente
A força dirigente era a classe operária que se contava por centenas de milhar
e a força principal era o campesinato que se contava por centenas de milhões
A força dirigente não era suficientemente poderosa para sozinha tomar o poder, e a força principal não poderia por si só orientar o seu potencial
Os que queriam abraçar o leninismo só pela aparência, acreditavam
que bastaria à força dirigente ocupar as cidades, os “centros nervosos” do país,
com greves e manifestações, que conduziriam, paulatinamente, até à insurreição.
Isso significava, na prática, manter separadas a força dirigente da força principal
levando em conta a vasta extensão da China
Houve grandes matanças; e por causa desta concepção a classe operária chinesa foi massacrada, não só simbolicamente, em Xangai e noutras grandes cidades.
Mao Tsé Tung retirou o leninismo da armadilha das cidades e da cabeça e dos braços dos operários,
das cabeças, das bocas e das mãos dos intelectuais e das organizações do partido, e conduziu a força dirigente até ao coração – fortaleza inexpugnável – da força principal: as massas trabalhadoras dos campos. E ensinou-nos, deste modo, que na era do imperialismo agressor esta tarefa é desde o principio, num ou noutro sentido, uma tarefa que necessita da garantia das armas.
Assim o Partido Comunista da China, o partido da classe operária, pôde unir os trabalhadores do campo para a grande guerra do povo, uma dupla guerra do povo: a guerra contra a invasão imperialista japonesa e a guerra contra as classes dominantes chinesas e contra os seus lacaios comuns: os militaristas da exploração do povo encabeçados pelo sangrento Chang Kai Chek
a guerra pela libertação nacional e a guerra por uma nova democracia que abriu o caminho para o socialismo.
E deste modo entrou o leninismo no mundo dos países colonizados e neocolonizados
atravessando rios e desertos numa Grande Marcha para norte
respirando o cheiro a sangue e pólvora, sofrendo sob a fome e a sede, descalço e esfarrapado,
porém com o fusil reluzente
o poder nasce da ponta das espingardas e as espingardas são apontadas ao alvo pelo partido,
desenhando mapas, planificando operações à luz de lamparinas de azeite debaixo da chuva e de neve,
de dia sob o sol implacável sempre com a tocha operária erguida ao céu
que atiçou as labaredas na pradaria camponesa até que o sol ficasse vermelho.
Mao Tsé Tung levou o marxismo-leninismo até às suas últimas consequências
pelo menos num aspecto fundamental: o de construir a aliança operário-camponesa no seio da guerra do povo e assim tomar o poder.
Seguindo Lenine, definiu o povo, situou as classes e as camadas sociais que formam o povo, localizando assim o inimigo interno, nacional, o que apoia os imperialistas estrangeiros
e no seio do povo distinguiu duas forças: a força principal e a força dirigente
A força dirigente era a classe operária que se contava por centenas de milhar
e a força principal era o campesinato que se contava por centenas de milhões
A força dirigente não era suficientemente poderosa para sozinha tomar o poder, e a força principal não poderia por si só orientar o seu potencial
Os que queriam abraçar o leninismo só pela aparência, acreditavam
que bastaria à força dirigente ocupar as cidades, os “centros nervosos” do país,
com greves e manifestações, que conduziriam, paulatinamente, até à insurreição.
Isso significava, na prática, manter separadas a força dirigente da força principal
levando em conta a vasta extensão da China
Houve grandes matanças; e por causa desta concepção a classe operária chinesa foi massacrada, não só simbolicamente, em Xangai e noutras grandes cidades.
Mao Tsé Tung retirou o leninismo da armadilha das cidades e da cabeça e dos braços dos operários,
das cabeças, das bocas e das mãos dos intelectuais e das organizações do partido, e conduziu a força dirigente até ao coração – fortaleza inexpugnável – da força principal: as massas trabalhadoras dos campos. E ensinou-nos, deste modo, que na era do imperialismo agressor esta tarefa é desde o principio, num ou noutro sentido, uma tarefa que necessita da garantia das armas.
Assim o Partido Comunista da China, o partido da classe operária, pôde unir os trabalhadores do campo para a grande guerra do povo, uma dupla guerra do povo: a guerra contra a invasão imperialista japonesa e a guerra contra as classes dominantes chinesas e contra os seus lacaios comuns: os militaristas da exploração do povo encabeçados pelo sangrento Chang Kai Chek
a guerra pela libertação nacional e a guerra por uma nova democracia que abriu o caminho para o socialismo.
E deste modo entrou o leninismo no mundo dos países colonizados e neocolonizados
atravessando rios e desertos numa Grande Marcha para norte
respirando o cheiro a sangue e pólvora, sofrendo sob a fome e a sede, descalço e esfarrapado,
porém com o fusil reluzente
o poder nasce da ponta das espingardas e as espingardas são apontadas ao alvo pelo partido,
desenhando mapas, planificando operações à luz de lamparinas de azeite debaixo da chuva e de neve,
de dia sob o sol implacável sempre com a tocha operária erguida ao céu
que atiçou as labaredas na pradaria camponesa até que o sol ficasse vermelho.
quinta-feira, novembro 26, 2015
sobre o Socialismo na era dos Call-centers e do Trabalho Indiferenciado
“Apelar aos trabalhadores sem ter ideias estritamente cientificas ou uma doutrina construtiva, especialmente na Alemanha, equivale à vã e desonesta travessura de apregoar que se pressupõe um profeta inspirado de um lado e do outro apenas asnos boquiabertos (…) pessoas sem uma doutrina construtiva não são capazes de fazer coisa alguma, e de facto nada realizaram até agora excepto fazer barulho, atiçar chamas perigosas e levar à ruína a causa que abraçamos” (resposta de Marx a um opositor na Liga Comunista em 1846)
Marx cita o caso particular da Alemanha, onde o estádio de desenvolvimento tecnológico já tinha criado uma ampla maioria de operários, na época uma classe revolucionária capaz de agir com sucesso na transformação social em direcção ao Socialismo. A Rússia de 1905-1917 não era um país industrializado, não tinha uma classe operária em número significativo, excepto na urbana Petrogrado. Daí a célebre pergunta colocada pelo jornalista americano na entrevista a Lenine no Instituto Smolny: “e propõe-se fazer tudo isso com mais de 90 por cento de mujiques analfabetos? Na verdade em todo o restante e vasto território russo seriam precisos quatro anos de guerra civil e vencer um cerco feroz das potências imperialistas a partir do exterior. Lenine, perante o legado feudal czarista iria “rever” e actualizar o conceito marxista de organização do Partido Comunista a partir da radicalização da ala esquerda da social-democracia: “Todo o Poder aos Sovietes!”. Foi legitimo e teoricamente certo, marxista, que uma minoria liderasse o processo revolucionário até à vitória, adquirida pela conquista progressiva do povo trabalhador para o partido e para causa comunista.
Ponto. 98 anos 98 no futuro, Portugal, perante as classes sociais em presença e a divisão internacional do trabalho vigente, supunhamos que temos um bando de profetas inspirados, aka grosseiros, politicamente analfabetos, sacanas e civicamente malcriados (obviamente há excepções), fazendo um barulho proselitista dos diabos debitando aqui o mesmo discurso de 1917 com destino a supostos asnos boquiabertos?. Poderão montar com relativo sucesso um soviete exclusivo entre eles na Avenida do Brasil, mas não vão conseguir sair à rua, excepto para beber a bica, se entretanto não falirem.
Marx cita o caso particular da Alemanha, onde o estádio de desenvolvimento tecnológico já tinha criado uma ampla maioria de operários, na época uma classe revolucionária capaz de agir com sucesso na transformação social em direcção ao Socialismo. A Rússia de 1905-1917 não era um país industrializado, não tinha uma classe operária em número significativo, excepto na urbana Petrogrado. Daí a célebre pergunta colocada pelo jornalista americano na entrevista a Lenine no Instituto Smolny: “e propõe-se fazer tudo isso com mais de 90 por cento de mujiques analfabetos? Na verdade em todo o restante e vasto território russo seriam precisos quatro anos de guerra civil e vencer um cerco feroz das potências imperialistas a partir do exterior. Lenine, perante o legado feudal czarista iria “rever” e actualizar o conceito marxista de organização do Partido Comunista a partir da radicalização da ala esquerda da social-democracia: “Todo o Poder aos Sovietes!”. Foi legitimo e teoricamente certo, marxista, que uma minoria liderasse o processo revolucionário até à vitória, adquirida pela conquista progressiva do povo trabalhador para o partido e para causa comunista.
Ponto. 98 anos 98 no futuro, Portugal, perante as classes sociais em presença e a divisão internacional do trabalho vigente, supunhamos que temos um bando de profetas inspirados, aka grosseiros, politicamente analfabetos, sacanas e civicamente malcriados (obviamente há excepções), fazendo um barulho proselitista dos diabos debitando aqui o mesmo discurso de 1917 com destino a supostos asnos boquiabertos?. Poderão montar com relativo sucesso um soviete exclusivo entre eles na Avenida do Brasil, mas não vão conseguir sair à rua, excepto para beber a bica, se entretanto não falirem.
quarta-feira, novembro 25, 2015
Garcia Pereira apresentou a demissão do PCTP/MRPP em carta datada do dia 18 mas que só hoje foi divulgada pelo partido
Tem que haver razões que desconhecemos para o que aconteceu. Cabe ao dr Arnaldo Matos explicá-las, isto é, se a facção que ficou a acolitá-lo deixar. A essa "pleiade de intelectuais" caberá igualamente explicar se, e já que falamos de Marxismo, acham normal que o MRPP entre em processo de dissolução porque não teve êxito numas eleições burguesas. E nós bem os via-mos de olhar extasiado face à capacidade do camarada Garcia Pereira expressar as suas teses de acordo com a constituição de classes e correlação de forças que temos neste momento
sábado, outubro 03, 2015
a Eleição que escolhe entre dois o melhor (ou ambos) para que tudo fique na mesma. Periodo de Reflexão
domingo, setembro 20, 2015
um Papa com jeito para lidar com os Pobres
a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), conhecida pelos seus fabulosos tesouros patrimoniais expropriados às comunidades pelo saque e acumulação capitalista, em tempos de ataque sem precedentes aos Direitos Humanos em beneficio dos muito ricos, resolveu eleger de entre a congregração um dos seus bispos com jeito para lidar com os pobres, antes que estes se revoltassem, como já aconteceu antes. E este título é de um jornal, que tal como o Papa, se finge ser um actor de esquerda...
Obviamente, há ainda pior. Para a procissão com o Papa incluido a realizar no Central Park em New York, o acesso foi condicionado à venda de bilhetes grátis - isto é, a organização do evento ofereceu apenas 90.000 bilhetes aos primeiros que os fossem levantar. Como qualquer básico capitalista sabe, a procura excedeu a oferta e em breve se constata haver bilhetes vendidos na candonga a 600 dólares - é o mercado a funcionar. A quantidade de gente admitida no recinto é ridicula. Cabe aqui lembrar que o activista John Lennon durante a administração Nixon encheu o Central Park com 1 milhão de pessoas para ouvir um discurso anticapitalista, enquanto em casa a cada vez que aparecia o presidente na televisão se desligava o aparelho (tal como hoje fazemos ao Coelho/Portas). É fácil entender o porquê dos poderes ocultos que governam os Estados Unidos se viram obrigados a assassinar uma personalidade como Lennon. Outrossim, não é previsivel que desta vez alguém dê um tiro no Papa, mas se o fizessem, seriam os mercados a funcionar, era bom para o negócio...
Obviamente, há ainda pior. Para a procissão com o Papa incluido a realizar no Central Park em New York, o acesso foi condicionado à venda de bilhetes grátis - isto é, a organização do evento ofereceu apenas 90.000 bilhetes aos primeiros que os fossem levantar. Como qualquer básico capitalista sabe, a procura excedeu a oferta e em breve se constata haver bilhetes vendidos na candonga a 600 dólares - é o mercado a funcionar. A quantidade de gente admitida no recinto é ridicula. Cabe aqui lembrar que o activista John Lennon durante a administração Nixon encheu o Central Park com 1 milhão de pessoas para ouvir um discurso anticapitalista, enquanto em casa a cada vez que aparecia o presidente na televisão se desligava o aparelho (tal como hoje fazemos ao Coelho/Portas). É fácil entender o porquê dos poderes ocultos que governam os Estados Unidos se viram obrigados a assassinar uma personalidade como Lennon. Outrossim, não é previsivel que desta vez alguém dê um tiro no Papa, mas se o fizessem, seriam os mercados a funcionar, era bom para o negócio...
quinta-feira, setembro 10, 2015
ainda não viram este filme?
Para evitar qualquer maioria psd-cds-ps, para contrariar o Método de Hondt, é absolutamente necessário votar num partido fora dos três do arco-da-velha desgovernação
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quarta-feira, setembro 02, 2015
Há novidades fashion no Malecon
O Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba (IDH) é o mais elevado da América Latina. A educação é gratuita desde a primária ao grau académico mais elevado, os cuidados de Saúde são gratuitos, a habitação tem custos controlados pelo Estado quase insignificantes comparados com os salários, há eleições livres a todos os niveis politicos, desde a comunidade local que escolhe e apresenta os mais aptos a candidatos (e não um directório partidário) subindo na hierarquia, consoante as suas capacidades, até aos cargos mais importantes para a Assembleia Nacional Popular. Obviamente, quem se identifica mais com a mundivisão comunista e do internacionalismo proletário sobe mais depressa (e aqui não sobem os Loureiros, Relvas, Varas, Constâncios e Cavacos?).
Subsiste no entanto um problema, Cuba não é autosuficiente, nem sequer no plano alimentar. É sobre este pano de fundo que o presidente Raul Castro é convidado desde 2009 para interagir com o Forum de Davos, onde se debatem e decidem as linhas económicas globais de desenvolvimento geoestratégico. Como corolário o secretário John Kerry e Raul Castro lá apertaram as mãos ao fim de 55 anos - o que não significa o fim do embargo que dura desde 1960, nem sequer a devolução da famigerada base militar de Guantanamo, mas uma tentativa de controlo da politica económica cubana por outros meios. Certo é os Estados Unidos dirigidos por oligarquias multinacionais e os seus protectorados têm mais aprender com Cuba que o povo cubano tem a aprender com a irracionalidade dos mercados dirigidos pelo imperialismo dos Estados Unidos. Que não se criem ilusões, os Estados Unidos não mudaram a sua política externa em relação a Cuba, trata-se apenas de uma mudança da sua estratégia. E o objectivo dessa (“nova”) estratégia continua a ser a mesma: o domínio global – os EUA estão apenas a ensaiar uma nova táctica em Cuba.
Subsiste no entanto um problema, Cuba não é autosuficiente, nem sequer no plano alimentar. É sobre este pano de fundo que o presidente Raul Castro é convidado desde 2009 para interagir com o Forum de Davos, onde se debatem e decidem as linhas económicas globais de desenvolvimento geoestratégico. Como corolário o secretário John Kerry e Raul Castro lá apertaram as mãos ao fim de 55 anos - o que não significa o fim do embargo que dura desde 1960, nem sequer a devolução da famigerada base militar de Guantanamo, mas uma tentativa de controlo da politica económica cubana por outros meios. Certo é os Estados Unidos dirigidos por oligarquias multinacionais e os seus protectorados têm mais aprender com Cuba que o povo cubano tem a aprender com a irracionalidade dos mercados dirigidos pelo imperialismo dos Estados Unidos. Que não se criem ilusões, os Estados Unidos não mudaram a sua política externa em relação a Cuba, trata-se apenas de uma mudança da sua estratégia. E o objectivo dessa (“nova”) estratégia continua a ser a mesma: o domínio global – os EUA estão apenas a ensaiar uma nova táctica em Cuba.
domingo, agosto 30, 2015
Não é a Grécia, Não é o Petróleo, Não é a China; esta é uma Crise Sistémica!
O modelo imposto pela vitória dos Estados Unidos na 2ª Grande Guerra e o pós-desenvolvimento pela doutrina Kissinger nos anos 70 colapsou!
O agravamento da crise que agora se inicia com a entrada dos chamados países emergentes (BRIC`s) e que afecta todo o mundo não provém da perda de valor das matérias primas, nem porque a China está a deixar de crescer aos mesmos níveis anteriores e a bolsa de Hong-Kong foi atacada pelos especuladores financeiros ocidentais, nem ao dumping ecológico da nova tecnologia de extracção de petróleo de xisto pelos Estados Unidos chantageando o modelo civilizacional, nem a qualquer outro tipo de “choque” económico. O modelo de acumulação capitalista que está a ser imposto globalmente desde há 40 anos, cuja falência se começou a manifestar em 2007 e “crashou” em 2010 ” é que é insustentável; como em 1929, está esgotado! – as explicações dos “analistas” não são válidas; o que nos dizem, é que a China é uma coisa, a Europa outra, os Bancos assim, a Grécia assado, etc. E porquê? Porque há que evitar perguntas inconvenientes e o pânico generalizado, as pessoas devem ser mantidas indiferentes, os que se dispõem a intervir devem votar em paz e ficarem tranquilos, entreter-se a ver futebol e gritar através da televisão contra os árbitros; porém nunca contra aqueles que são colocados em lugares-chave sem saber o que estão a fazer, nem contra as ocas palavras dos políticos contratados para gerir o sistema eleitoral onde só se pode escolher apenas uma coisa.
Que solução? Primeiro há que conhecer os problemas; e o primeiro é a “divida” criada pela falta de compensações entre regiões. É preciso anular de imediato toda a espécie de endividamento resultante do sistema de trocas desiguais – calcula-se que o Mundo deve a si mesmo 200 mil biliões de dólares, a “moeda” que mede o saque de recursos planetários e deve ser imediatamente extinta. A continuar é absurdo pensar que um tal nivel de endividamento possa algum dia ser pago. É necessário reconstruir todo o sistema financeiro global, contabilizar sem fraude os activos dos bancos e seguradoras; extinguir as sociedades financeiras de “investimento” especulativo. Homologar e impor os custos sobre o consumo de produtos alienantes fazendo-os depender de taxas negativas. Instaurar um “rendimento básico mundial” equitativo. Eliminar intermediários que não geram nem acrescentam valor; medir o valor pelo trabalho e não pelo capital acumulado de modo predatório que criou o abismo entre devedores e credores; conferir o protagonismo politico à classe de operários, técnicos e trabalhadores do tecido produtivo.
O agravamento da crise que agora se inicia com a entrada dos chamados países emergentes (BRIC`s) e que afecta todo o mundo não provém da perda de valor das matérias primas, nem porque a China está a deixar de crescer aos mesmos níveis anteriores e a bolsa de Hong-Kong foi atacada pelos especuladores financeiros ocidentais, nem ao dumping ecológico da nova tecnologia de extracção de petróleo de xisto pelos Estados Unidos chantageando o modelo civilizacional, nem a qualquer outro tipo de “choque” económico. O modelo de acumulação capitalista que está a ser imposto globalmente desde há 40 anos, cuja falência se começou a manifestar em 2007 e “crashou” em 2010 ” é que é insustentável; como em 1929, está esgotado! – as explicações dos “analistas” não são válidas; o que nos dizem, é que a China é uma coisa, a Europa outra, os Bancos assim, a Grécia assado, etc. E porquê? Porque há que evitar perguntas inconvenientes e o pânico generalizado, as pessoas devem ser mantidas indiferentes, os que se dispõem a intervir devem votar em paz e ficarem tranquilos, entreter-se a ver futebol e gritar através da televisão contra os árbitros; porém nunca contra aqueles que são colocados em lugares-chave sem saber o que estão a fazer, nem contra as ocas palavras dos políticos contratados para gerir o sistema eleitoral onde só se pode escolher apenas uma coisa.
Que solução? Primeiro há que conhecer os problemas; e o primeiro é a “divida” criada pela falta de compensações entre regiões. É preciso anular de imediato toda a espécie de endividamento resultante do sistema de trocas desiguais – calcula-se que o Mundo deve a si mesmo 200 mil biliões de dólares, a “moeda” que mede o saque de recursos planetários e deve ser imediatamente extinta. A continuar é absurdo pensar que um tal nivel de endividamento possa algum dia ser pago. É necessário reconstruir todo o sistema financeiro global, contabilizar sem fraude os activos dos bancos e seguradoras; extinguir as sociedades financeiras de “investimento” especulativo. Homologar e impor os custos sobre o consumo de produtos alienantes fazendo-os depender de taxas negativas. Instaurar um “rendimento básico mundial” equitativo. Eliminar intermediários que não geram nem acrescentam valor; medir o valor pelo trabalho e não pelo capital acumulado de modo predatório que criou o abismo entre devedores e credores; conferir o protagonismo politico à classe de operários, técnicos e trabalhadores do tecido produtivo.
segunda-feira, julho 13, 2015
uma lição grega
Para disponibilizar a quota financeira do MEE para a Grécia o Eurogrupo exige o depósito de 50 mil milhões de euros como garantia num banco privado no Luxemburgo de cuja direcção administrativa fazem parte o ministro Schauble e o vice-ministro de Merkel Sigmar Gabriel. Tal exigência nunca tinha sido feita a nenhum outro país membro. Esse dinheiro servirá para pagar ao BCE no dia 20.
Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal? (como na Grécia). Quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.
Na década de 80 a indústria em Portugal representava 40% do produto interno bruto; em 2015 é de 13%. A agricultura, que representava 30% caiu para 2%. O sector de serviços que era de 30% passou hoje para 85%!. Da opção de terceirização da economia portuguesa aquando da adesão da classe dominante lacaia do capital à “União” europeia (1) resulta que um país que não produz praticamente nada é um país exponencialmente endividado. Daqui resulta igualmente que, como agente transformador da sociedade, a classe operária é hoje uma classe bastante minoritária. Possibilidades de revolução só em aliança com a pequena-burguesia gerada pelo sector terciário e com os trabalhadores do sector produtivo, reduzindo objectivos temporariamente. A luta imediata é por um Governo de Unidade Democrática e Patriótica! que integre no seu programa o desenvolvimento industrial e a subsequente reorganização do proletariado na defesa dos seus interesses de classe.
Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal? (como na Grécia). Quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.
Na década de 80 a indústria em Portugal representava 40% do produto interno bruto; em 2015 é de 13%. A agricultura, que representava 30% caiu para 2%. O sector de serviços que era de 30% passou hoje para 85%!. Da opção de terceirização da economia portuguesa aquando da adesão da classe dominante lacaia do capital à “União” europeia (1) resulta que um país que não produz praticamente nada é um país exponencialmente endividado. Daqui resulta igualmente que, como agente transformador da sociedade, a classe operária é hoje uma classe bastante minoritária. Possibilidades de revolução só em aliança com a pequena-burguesia gerada pelo sector terciário e com os trabalhadores do sector produtivo, reduzindo objectivos temporariamente. A luta imediata é por um Governo de Unidade Democrática e Patriótica! que integre no seu programa o desenvolvimento industrial e a subsequente reorganização do proletariado na defesa dos seus interesses de classe.
(1) a ler: "Desinflação competitiva, o jogo perigoso do capital alemão"
sábado, junho 13, 2015
a transformação da Classe Operária explicada em 3 minutos
que quantidade de Trabalho "operário" é incorporado hoje em dia em relação ao processo industrial clássico?, por exemplo, na construção de um Boeing? (ou na robotização na indústria automóvel, maquinaria agro-alimentar, no processamente de matérias-primas, etc.). Por cada operário que aqui vemos quantos trabalhadores desempenham tarefas no processo de organização, planificação e divisão social do trabalho?. Existe ou não uma nova classe pequeno-burguesa criada pelo desenvolvimento do processo tecnológico que integra um novo modo-se produção em que desenvolve Trabalho produtivo, e por isso, tem de ser considerada conjuntamente com a classe operária como sendo também ela integrante da vanguarda no processo de transformação revolucionário?
"a Sociedade não consiste apenas num grupo de individuos, ela expressa a soma das suas interligações, as ligações nas quais esses individuos permanecem"
"a Sociedade não consiste apenas num grupo de individuos, ela expressa a soma das suas interligações, as ligações nas quais esses individuos permanecem"
Karl Marx 1818-1883
a Fábrica em Asnieres, Vincent Van Gogh, 1887
quinta-feira, maio 07, 2015
por uma moeda única mundial
O decadente dólar como moeda de hegemonia global vem juntar-se às guerras cambiais. A soma de todas as balanças comerciais do mundo é igual a zero, o que significa que nem todos os países podem ser exportadores líquidos - e que guerras cambiais acabam sendo jogos de soma zero. É por isso que a entrada dos EUA na guerra cambial era apenas uma questão de tempo. (Nouriel Roubini, Maio de 2015). É também por isso que na República Popular da China se advoga abertamente a criação de uma moeda única global (afinal uma ideia de Keynes não aceite em 1945) que possa reflectir o valor trabalho e ponha termo às infames disparidades nas trocas desiguais e especulações financeiras.
A batalha de Waterloo, os assassinatos de seis presidentes dos Estados Unidos, a ascensão de Adolf Hitler, duas grandes guerra mundiais, a deflação da bolha económica japonesa em 1994, a crise financeira asiática de 1997-98, a destruição ambiental, tudo no mesmo mundo desenvolvido, no best-seller editado na China “As Guerras Cambiais” (Currency Wars) esses eventos díspares abrangendo dois séculos têm uma única raiz causuistica: o controle da emissão de moeda através da história pela dinastia dos banqueiros Rothschild. Ainda hoje, reclama o autor Song Hong-bing, a Reserva Federal dos EUA continua a ser um fantoche dos bancos privados, que em última análise, também devem vassalagem aos omnipresentes Rothschilds. Uma tal super-abrangente teoria da conspiração interessa tanto quanto os muitos fétidos ensaios que ainda podem ser encontrados no Ocidente sobre os "gnomos de Basileia" e manipulação das finanças globais por Wall Street?
Mas na China, que se encontra no meio de um longo debate sobre a abertura do seu sistema financeiro sob pressão dos Estados Unidos, o livro tornou-se um surpreendente êxito e está a ser lido em níveis superiores do governo e de empresários envolvidos em negócios com o estrangeiro - "Algumas cabeças seniores de empresas foram-me perguntando se tudo isso é verdade", diz Ha Jiming, economista-chefe da “China International Capital Corp”, o maior banco de investimento nacional. O livro dá também argumentos, para os muitos economistas que na China argumentam que Pequim deve resistir à pressão de os EUA e outros países para permitir que sua moeda, o renminbi, se possa valorizar. A editora do livro, uma unidade de produção do grupo estatal CITIC, disse que as Guerras Cambiais” publicaram até agora cerca de 200.000 livros, estimando que tivessem sido fotocopiadas mais 400.000 exemplares. Song Hong-bing, consultor de tecnologias de informação e historiador amador que viveu nos EUA, diz que o seu interesse foi despertado pela tentativa de descobrir o que esteve por trás da crise asiática em 1997. Depois que começou a blogar algumas de suas descobertas, os seus amigos sugeriram que ele devia encontrar um editor para o apoiar num trabalho mais longo. Hoje confessa-se surpreendido com o sucesso do livro - "nunca imaginei que pudesse despertar tanto interesse (…) as pessoas na China estão nervosas sobre o que está a acontecer nos mercados financeiros globais, e não sabem como lidar com os perigos reais. Este livro dá-lhes algumas idéias". O que mais choca as pessoas, diz o autor da descoberta, é que a Reserva Federal (FED) é um banco de propriedade e gestão privada. "Eu próprio nunca poderia imaginar que um Banco Central pudesse ser um organismo privado".
A Reserva Federal faz-se descrever como “uma mistura pouco comum de elementos públicos e privados". Conquanto os seus sete governadores sejam todos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, os bancos privados detêm as acções dos seus 12 Bancos de Reserva Regionais. Podemos ignorar o papel do governo e pensar que é esta corporação financeira que selecciona os presidentes levados a eleição. A FED é em última análise controlada por cinco bancos privados, entre eles o Citibank e o Goldman Sachs, os quais mantêm uma "relação estreita" com os Rothschilds, descrita no livro como tendo as características de um clã judaico. "O povo chinês pensa que os judeus são inteligentes e ricos, por isso, devemos aprender com eles (…) mesmo eu acho que eles são muito inteligentes, talvez as pessoas mais inteligentes da terra". Jon Benjamin, presidente-executivo da Câmara de Deputados dos Judeus Britânicos, não está impressionado. "Os chineses têm o maior respeito por aquilo que vêem como perspicácia intelectual e comercial dos judeus, e têm pouca ou nenhuma cultura de anti-semitismo. Esta afirmação, no entanto, joga as cartas mais desacreditadas e obsoletas que cercam os judeus e a sua influência. Que estes pudessem vir a ganhar dinheiro emitido por um Banco Central na economia emergente mais importante do mundo é uma grande preocupação”. O livro vem sendo ridicularizado na internet chinesa a partir do exterior, por exagerar a influência dos Rothschilds e ser uma contrafacção das teorias da conspiração inventadas no Ocidente. As “Guerras Cambiais” narram as crises financeiras até à década de estagnação no Japão e da crise financeira asiática, que segundo o autor tiveram um impacto profundo em muitos decisores das políticas chinesas. Tais funcionários executivos permanecem profundamente desconfiados do “aconselhamento” gentilmente prestado por países capitalistas ocidentais que seria muito mais benéfico abrir o sistema financeiro da China e fazer flutuar a moeda nos mercados cambiais. “Pensamos que esse “conselho” é apenas uma nova forma de saquear países em desenvolvimento". Entretanto, o autor foi contratado pelo governo para escrever uma série de novos livros capitalizando o seu sucesso, sobre o yene, o euro e também sobre o sistema financeiro da China.
Mas, ao tempo do lançamento em entrevista ao Financial Times, Song Hong-bing parecia hesitante sobre a linha que os seus futuros livros deviam tomar - "este livro pode estar totalmente errado, por isso, antes do próximo, tenho que ter certeza que o meu entendimento está certo (…) antes deste livro, eu era um zé-ninguém, podendo dizer qualquer coisa dependendo apenas do meu gosto, mas agora a situação mudou". Certo é que logo ao 2º livro Song Hong-bing ilustrou a capa com a famosa mão invisivel que mexe na sombra os cordelinhos de toda a economia Ocidental. Desde 2011 “Currency Wars” já conta com 5 novas sequelas e actualizações estudando vários períodos e moedas susceptiveis de entrar em guerra.
2. Os chineses compram as teorias da conspiração (Financial Times, Setembro de 2007)
3. O ultra-secretismo que rodeia as negociações de Barack Obama para um novo Tratado Económico Global (The Economic Colapse, Maio de 2015)
4. O "Bancor", uma moeda supranacional proposta pela Inglaterra como potência hegemónica cessante por Lorde Maynard Keynes, não aceite no final da 2ª GGuerra pelos triunfantes capitalistas imperialistas dos Estados Unidos (wikipedia)
A batalha de Waterloo, os assassinatos de seis presidentes dos Estados Unidos, a ascensão de Adolf Hitler, duas grandes guerra mundiais, a deflação da bolha económica japonesa em 1994, a crise financeira asiática de 1997-98, a destruição ambiental, tudo no mesmo mundo desenvolvido, no best-seller editado na China “As Guerras Cambiais” (Currency Wars) esses eventos díspares abrangendo dois séculos têm uma única raiz causuistica: o controle da emissão de moeda através da história pela dinastia dos banqueiros Rothschild. Ainda hoje, reclama o autor Song Hong-bing, a Reserva Federal dos EUA continua a ser um fantoche dos bancos privados, que em última análise, também devem vassalagem aos omnipresentes Rothschilds. Uma tal super-abrangente teoria da conspiração interessa tanto quanto os muitos fétidos ensaios que ainda podem ser encontrados no Ocidente sobre os "gnomos de Basileia" e manipulação das finanças globais por Wall Street?
Mas na China, que se encontra no meio de um longo debate sobre a abertura do seu sistema financeiro sob pressão dos Estados Unidos, o livro tornou-se um surpreendente êxito e está a ser lido em níveis superiores do governo e de empresários envolvidos em negócios com o estrangeiro - "Algumas cabeças seniores de empresas foram-me perguntando se tudo isso é verdade", diz Ha Jiming, economista-chefe da “China International Capital Corp”, o maior banco de investimento nacional. O livro dá também argumentos, para os muitos economistas que na China argumentam que Pequim deve resistir à pressão de os EUA e outros países para permitir que sua moeda, o renminbi, se possa valorizar. A editora do livro, uma unidade de produção do grupo estatal CITIC, disse que as Guerras Cambiais” publicaram até agora cerca de 200.000 livros, estimando que tivessem sido fotocopiadas mais 400.000 exemplares. Song Hong-bing, consultor de tecnologias de informação e historiador amador que viveu nos EUA, diz que o seu interesse foi despertado pela tentativa de descobrir o que esteve por trás da crise asiática em 1997. Depois que começou a blogar algumas de suas descobertas, os seus amigos sugeriram que ele devia encontrar um editor para o apoiar num trabalho mais longo. Hoje confessa-se surpreendido com o sucesso do livro - "nunca imaginei que pudesse despertar tanto interesse (…) as pessoas na China estão nervosas sobre o que está a acontecer nos mercados financeiros globais, e não sabem como lidar com os perigos reais. Este livro dá-lhes algumas idéias". O que mais choca as pessoas, diz o autor da descoberta, é que a Reserva Federal (FED) é um banco de propriedade e gestão privada. "Eu próprio nunca poderia imaginar que um Banco Central pudesse ser um organismo privado".
A Reserva Federal faz-se descrever como “uma mistura pouco comum de elementos públicos e privados". Conquanto os seus sete governadores sejam todos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, os bancos privados detêm as acções dos seus 12 Bancos de Reserva Regionais. Podemos ignorar o papel do governo e pensar que é esta corporação financeira que selecciona os presidentes levados a eleição. A FED é em última análise controlada por cinco bancos privados, entre eles o Citibank e o Goldman Sachs, os quais mantêm uma "relação estreita" com os Rothschilds, descrita no livro como tendo as características de um clã judaico. "O povo chinês pensa que os judeus são inteligentes e ricos, por isso, devemos aprender com eles (…) mesmo eu acho que eles são muito inteligentes, talvez as pessoas mais inteligentes da terra". Jon Benjamin, presidente-executivo da Câmara de Deputados dos Judeus Britânicos, não está impressionado. "Os chineses têm o maior respeito por aquilo que vêem como perspicácia intelectual e comercial dos judeus, e têm pouca ou nenhuma cultura de anti-semitismo. Esta afirmação, no entanto, joga as cartas mais desacreditadas e obsoletas que cercam os judeus e a sua influência. Que estes pudessem vir a ganhar dinheiro emitido por um Banco Central na economia emergente mais importante do mundo é uma grande preocupação”. O livro vem sendo ridicularizado na internet chinesa a partir do exterior, por exagerar a influência dos Rothschilds e ser uma contrafacção das teorias da conspiração inventadas no Ocidente. As “Guerras Cambiais” narram as crises financeiras até à década de estagnação no Japão e da crise financeira asiática, que segundo o autor tiveram um impacto profundo em muitos decisores das políticas chinesas. Tais funcionários executivos permanecem profundamente desconfiados do “aconselhamento” gentilmente prestado por países capitalistas ocidentais que seria muito mais benéfico abrir o sistema financeiro da China e fazer flutuar a moeda nos mercados cambiais. “Pensamos que esse “conselho” é apenas uma nova forma de saquear países em desenvolvimento". Entretanto, o autor foi contratado pelo governo para escrever uma série de novos livros capitalizando o seu sucesso, sobre o yene, o euro e também sobre o sistema financeiro da China.
Mas, ao tempo do lançamento em entrevista ao Financial Times, Song Hong-bing parecia hesitante sobre a linha que os seus futuros livros deviam tomar - "este livro pode estar totalmente errado, por isso, antes do próximo, tenho que ter certeza que o meu entendimento está certo (…) antes deste livro, eu era um zé-ninguém, podendo dizer qualquer coisa dependendo apenas do meu gosto, mas agora a situação mudou". Certo é que logo ao 2º livro Song Hong-bing ilustrou a capa com a famosa mão invisivel que mexe na sombra os cordelinhos de toda a economia Ocidental. Desde 2011 “Currency Wars” já conta com 5 novas sequelas e actualizações estudando vários períodos e moedas susceptiveis de entrar em guerra.
fontes e leituras complementares
1. "O fim do dólar como moeda de reserva global? A China anuncia planos para a criação de uma moeda mundial. Currency Wars: The Making of the Next Global Crisis", James Rickards 2. Os chineses compram as teorias da conspiração (Financial Times, Setembro de 2007)
3. O ultra-secretismo que rodeia as negociações de Barack Obama para um novo Tratado Económico Global (The Economic Colapse, Maio de 2015)
4. O "Bancor", uma moeda supranacional proposta pela Inglaterra como potência hegemónica cessante por Lorde Maynard Keynes, não aceite no final da 2ª GGuerra pelos triunfantes capitalistas imperialistas dos Estados Unidos (wikipedia)
segunda-feira, abril 13, 2015
A classe média está a perder ainda mais do que se pensa
Em termos de economia global, que é do que se trata quando falamos de economias nacionais dependentes, são consideradas famílias de "Classe Média" aquelas em que o elemento que ganha mais é um homem de 40 anos que, no caso de ser branco ou asiático, tem o ensino secundário completo e, no caso de ser negro ou hispânico, tem um diploma universitário.
A evolução do rendimento e riqueza deste tipo de famílias nos últimos anos mostra uma realidade bastante clara: Entre 1989 e 2013, o rendimento em termos reais destas famílias consideradas como classe média caíram 16%, com a maior parte da queda a acontecer a partir de 2001. Isto compara com uma queda de 1% para o rendimento mediano de todas as famílias, que é o indicador geralmente mais usado para ver aquilo que aconteceu à classe média. A riqueza das famílias analisadas caiu, entre 1989 e 2013, 27% em termos reais, sendo que desde 2007 (ano de início da crise financeira) caiu 38%. Mais uma vez, a queda da mediana de todas as famílias, segundo as estatisticas, foi muito menor, apenas 4%. Esta análise foi feita para os Estados Unidos. O mesmo tipo de estudo para Portugal, onde um peso significativo das medidas de austeridade tomadas nos últimos anos atingiu a "Classe Média" (uma invenção criada pela desindustrialização do pós-guerra), teria o potencial para mostrar resultados também significativos" (Economia.Info)
Hilary Clinton apresentou a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos, pondo à cabeça do seu programa a Economia (que valeu ao marido nos idos de 90 a famosa frase "é a Economia estúpido", fazendo esquecer a outra: "Mudança x Mais do Mesmo"). No site Vox diz-se que a melhor forma de perceber o que vai ser a agenda económica de Hillary é ler o recente relatório sobre crescimento inclusivo que foi publicado pelo Center for Economic Progress"
A evolução do rendimento e riqueza deste tipo de famílias nos últimos anos mostra uma realidade bastante clara: Entre 1989 e 2013, o rendimento em termos reais destas famílias consideradas como classe média caíram 16%, com a maior parte da queda a acontecer a partir de 2001. Isto compara com uma queda de 1% para o rendimento mediano de todas as famílias, que é o indicador geralmente mais usado para ver aquilo que aconteceu à classe média. A riqueza das famílias analisadas caiu, entre 1989 e 2013, 27% em termos reais, sendo que desde 2007 (ano de início da crise financeira) caiu 38%. Mais uma vez, a queda da mediana de todas as famílias, segundo as estatisticas, foi muito menor, apenas 4%. Esta análise foi feita para os Estados Unidos. O mesmo tipo de estudo para Portugal, onde um peso significativo das medidas de austeridade tomadas nos últimos anos atingiu a "Classe Média" (uma invenção criada pela desindustrialização do pós-guerra), teria o potencial para mostrar resultados também significativos" (Economia.Info)
Hilary Clinton apresentou a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos, pondo à cabeça do seu programa a Economia (que valeu ao marido nos idos de 90 a famosa frase "é a Economia estúpido", fazendo esquecer a outra: "Mudança x Mais do Mesmo"). No site Vox diz-se que a melhor forma de perceber o que vai ser a agenda económica de Hillary é ler o recente relatório sobre crescimento inclusivo que foi publicado pelo Center for Economic Progress"
a história do mundo é a história da luta de classes
quinta-feira, março 19, 2015
luta-se em Frankfurt contra o Banco Central Europeu durante a inauguração da sua nova e riquissima sede
as grandes mudanças sempre foram acompanhadas por grandes convulsões. Não é o fim do mundo, é o principio de um mundo novo
Cento e vinte mil metros quadrados de terrenos, 4.500 toneladas de aço, 3.500 portas e um torre dupla com 185 metros de altura formam o novo quartel-general do Banco Central Europeu. Um investimento de 1,3 mil milhões de euros (fonte); canhões de água, carros da policia incendiados, 10 mil manifestantes da chamada esquerda radical nas ruas protestando contra o novo simbolo do capitalismo europeu, ao mesmo tempo que são impostas medidas de extrema austeridade aos trabalhadores. "O nosso protesto é contra o BCE como membro da Troica, uma instituição que apesar de não ser democraticamente eleita, se arroga prejudicar o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade", afirmou um dos organizadores alemães das manifestações: "Queremos um protesto ruidoso, mas pacifico". A policia arregimentada pelos decisores capitalistas é que não esteve por esses ajustes...
Será a partir da Alemanha, conforme acordado na nova divisão social e internacional do Trabalho um país fortemente industrializado onde existe uma poderosa Classe Operária, que será expectável a revolução rumo ao Socialismo dar os primeiros passos. Não esquecendo no entanto que o Syriza foi o rastilho, apesar da sua natureza de movimento da pequena burguesia urbana. A descoberta do papel histórico e internacional da classe operária por Karl Marx, de coveiro do capitalismo e construtor da sociedade socialista constitui uma grande conquista para o conhecimento da humanidade. Actualizando a teoria a nivel regional europeu, a pequena burguesia gerada pelo moderno paradigma de produção aliada à classe operária serão ambos em conjunto os agentes transformadores da sociedade.
Cento e vinte mil metros quadrados de terrenos, 4.500 toneladas de aço, 3.500 portas e um torre dupla com 185 metros de altura formam o novo quartel-general do Banco Central Europeu. Um investimento de 1,3 mil milhões de euros (fonte); canhões de água, carros da policia incendiados, 10 mil manifestantes da chamada esquerda radical nas ruas protestando contra o novo simbolo do capitalismo europeu, ao mesmo tempo que são impostas medidas de extrema austeridade aos trabalhadores. "O nosso protesto é contra o BCE como membro da Troica, uma instituição que apesar de não ser democraticamente eleita, se arroga prejudicar o trabalho do governo da Grécia. Queremos o fim das políticas de austeridade", afirmou um dos organizadores alemães das manifestações: "Queremos um protesto ruidoso, mas pacifico". A policia arregimentada pelos decisores capitalistas é que não esteve por esses ajustes...
Será a partir da Alemanha, conforme acordado na nova divisão social e internacional do Trabalho um país fortemente industrializado onde existe uma poderosa Classe Operária, que será expectável a revolução rumo ao Socialismo dar os primeiros passos. Não esquecendo no entanto que o Syriza foi o rastilho, apesar da sua natureza de movimento da pequena burguesia urbana. A descoberta do papel histórico e internacional da classe operária por Karl Marx, de coveiro do capitalismo e construtor da sociedade socialista constitui uma grande conquista para o conhecimento da humanidade. Actualizando a teoria a nivel regional europeu, a pequena burguesia gerada pelo moderno paradigma de produção aliada à classe operária serão ambos em conjunto os agentes transformadores da sociedade.
quinta-feira, março 05, 2015
Revolução 1 ponto 9 ponto17, um lembrete
Dizimada a Comuna de Paris (1817) da qual Marx sabia ser impossível uma vitória duradoura, a primeira tentativa de instaurar um governo operário organizado para a construção do Socialismo aconteceu assente na actualização da teoria marxista por Lenine.
1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.
Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo
Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?
Em 1917 as premissas necessárias para o Socialismo estavam então definidas.
1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.
Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo
Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
Grécia - durante mais quatro meses...
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| varoufakianismo |
(Keep Talking Greece) Na proposta entregue hoje ao Eurogrupo a Grécia compromete-se tacticamente a pagar as dividas contraídas e a não pôr em risco as metas fiscais com medidas unilaterais (Infolibre). Em flash-back:
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| ultimato europeu? |
Recorde-se a história e compare-se o que então não foi dito com o que Yanes Varoufakis afirma agora: “o dinheiro das "ajudas" não chegou à Grécia, foi antes para os grandes bancos”. ” – Cavaco Silva vem insistindo na fábula dos “portugueses foram dos que mais contribuíram para o resgate grego”, mas a Grécia é que está a dar dinheiro ao teu governo, estúpido!. Questionado sobre a postura de Portugal e Espanha, Yanis Varoufakis deu uma resposta politicamente correcta, invocando a sua boa educação para não ir mais além, mas que não deixou de revelar a postura da Ministra das Finanças no Eurogrupo, que envergonha os portugueses... Os governos de Portugal e Espanha "estão a querer ser mais alemães do que a Alemanha", desabafou Varoufakis ao correspondente da RTP após a reunião do Eurogrupo"
Para cumprir com os compromissos dos anteriores governos para o pagamento da dívida e respectivos juros e sustentar a gestão corrente do Estado a Grécia necessita de entre 58,7 a 85 mil milhões de euros, para o que precisa de manter este sistema de financiamento, recusando no entanto a ingerência estrangeira nas medidas de austeridade pondo em execução o "Plano o Salónica". Depois que o novo governos grego ousou enfrentar o “desafio audaz contra os imperialistas financeiros” o país conseguiu um acordo com o Eurogrupo que anula os compromissos de austeridade assumidos com a Troika, reavendo soberania e capacidade de decidir na direcção de novos parceiros, incluindo a Rússia e a China, unindo-se, caso o venham a entender, à “nova ordem económica” emergente criada pelo bloco dos BRICs.
sábado, fevereiro 07, 2015
Declaração da Tendência Comunista integrada na Coligação Syriza
Ao governo grego e aos nossos camaradas na liderança do partido, afirmamos o seguinte:
Ignorem todos os ultimatos! Não recuem, pois isto incentiva os nossos adversários de classe dentro e fora da Grécia! Permanecer fieis aos nossos compromissos! Não mais ilusões no poder das negociações! A solução somente pode ser encontrada em medidas radicais e na luta, não na diplomacia e em negociações! Os nossos únicos parceiros e aliados são os trabalhadores de toda a Europa e do mundo!
Estamos agora em estado de guerra com a Troika e o capital, e devemos desarmá-los! Devemos renegar a dívida e, dessa forma, desfazer qualquer possibilidade da Troika de nos chantagear! Nem mesmo por mais um dia devem ter os especuladores qualquer controle sobre os depósitos, moradias e dívidas do povo! Nacionalizar os bancos! Integrá-los em um único banco estatal que garantirá os depósitos e se tornará a ferramenta para o desenvolvimento destinado ao benefício da sociedade.
Institucionalizar o controle operário sobre todas as empresas para revelar a fraude fiscal e todas as outras fraudes do capital!
Tomar de volta todas as empresas de radiodifusão de todos os magnatas dos Media e disponibilizá-las ao uso gratuito do povo e das suas estruturas democráticas!
Nacionalizar sem indemnização todas as empresas que foram privatizadas! Aplicar um programa de nacionalização de todas as grandes empresas que se recusarem a implementar as novas leis do contrato laboral e que forem abandonadas pelos seus proprietários no contexto da sua guerra económica contra o governo.
Nenhuma confiança no aparelho estatal de nepotismo, corrupção e autoritarismo! Mudança de ministros e de pessoas não é suficiente! Devemos evitar qualquer sabotagem interna do governo! Refundação, sobre bases democráticas, da polícia e do exército, removendo todos os fascistas, abandonando a Nato e passando todo o controlo sobre as forças armadas para as organizações de massa do povo!
Remover do governo todos os potenciais “elos fracos” que são propensos a recuar sob a pressão do capital! Remover dos postos governamentais os nacionalistas burgueses de Gregos Independentes, bem como todos aqueles que apoiam acordos com a Troika e o Capital!
O Syriza deve apelar agora para um programa de acção de massas à escala europeia, começando com manifestações nas maiores cidades da Europa e da Grécia durante os dias das reuniões de cúpula da União Europeia e do Grupo Europeu! Devemos estabelecer “Comitês de Ação” contra a Troika e a oligarquia econômica grega em todos os locais de trabalho, em todos os bairros e em todas as escolas e universidades!
Em vez de solicitar uma conferência da dívida europeia com governos burgueses, devemos celebrar diretamente da Grécia uma conferência internacional das organizações de massa da classe trabalhadora e da juventude contra o capitalismo! Nenhuma ilusão na União Europeia e na Zona do Euro dos capitalistas europeus aliados! Devemos lutar pelos Estados Unidos Socialistas da Europa!
relacionado:
terça-feira, janeiro 20, 2015
alguns tópicos sobre o modelo de Socialismo na China
visto pela óptica de um autor ocidental que não pode ser considerado como socialista, o elogio implicito pelos próprias detractores do regime chinês (François Gipouloux, "A China do Século XXI, uma Nova Superpotência" edição importada pela Piaget)
Não existe especulação financeira
controlo dos meios de produção
a ênfase posta no factor Trabalho em detrimento do Capital
Descentralização
primazia ao Investimento Interno
criar canas de pesca, não oferecer peixe grátis
Imperialismo? a exportação de capitais é irrisória
quinta-feira, dezembro 18, 2014
18 de Dezembro, Cravos Vermelhos para o Zé dos Bigodes
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Antes de escreverem comentários estúpidos sobre o herói nacional José Estaline, como é regra dos aspirantea a trotsiskas e outros oportunistas idiotas, pergunte a si mesmo o porquê da memória colectiva do povo manter o seu amor por Estaline?
De acordo com memórias de contemporâneos da época de Estaline, o então comissário do comité central dos sovietes era um homem tipicamente espirituoso. Descrito nas memórias de Stalin A. Rybin, um dos guardas vermelhos que integrou a sua comitiva, certa vez o Comissário do Povo da Agricultura da Ucrânia dirigiu-se ao Politburo para apresentar os resultados do trabalho do ministério. Chegou, cumprimentou José Estaline e perguntou: Como devo fazer o relatório? Resumido em forma breve ou detalhado? - Como quiser, pode ser uma coisa curta, pode mencionar detalhadamente, mas três minutos é o tempo limite que tem para o fazer – respondeu Estaline com um sorriso.
Estaline era um homem extremamente culto, versado um pouco em todos os assuntos pela prática de décadas, sabia música, corrigia as pautas de Shostakovich realçando-lhe as componentes heróicas, era duro e implacável na crítica às tendências contra-revolucionárias. Recordando o I Congresso dos Sovietes de Deputados do Povo realizado a 17 de Junho de 1917 o menchevique Tsereteli opina que é necessário transferir o poder para um governo interino “porque não temos um partido que possa e seja capaz de exercer o poder em nome do povo”. Sentado ao lado de Estaline, Lenine levantou-se e gritou para a plateia: “mas já existe um tal partido, somos nós, o Partido Bolchevique”.
Historicamente os mencheviques sempre pretenderam trair a revolução dizendo que o poder deve ser transferido para a burguesia. Que as pessoas comuns não vão ser capazes de gerir do país. Em boa verdade eles eram a favor do capitalismo. Os trotskistas também trairam a revolução afirmando que o campesinato não poderia ser um aliado dos trabalhadores. Que o governo pode e deve ser exclusivamente exercido pelos operários industriais conscientes. Os Bolcheviques defenderam a criação de conselhos (sovietes) o que implicaria a união dos trabalhadores, soldados e camponeses, e a adesão geral no país a este modo de organização politica foi de 85%. Confirmou-se que sem uma aliança com o campesinato, a revolução estaria fadada ao fracasso. A experiência iria demonstrar que Lenine, o seu sucessor Estaline e os bolcheviques tinham razão. Em Fevereiro de 1924 Estaline escrevia: "As revolucionáriaa previsões de Lênine (governar é prever) foi posteriormente confirmada com toda a precisão. Foi uma mente brilhante, com a capacidade de captar rapidamente e ver o sentido interno de eventos iminentes. Nessa qualidade Lenine era único, o que lhe permitiu estabelecer a estratégia certa e uma clara linha de conduta sobre cada etapa do movimento revolucionário
Sobre a perplexidade de Estaline nos primeiros dias de guerra os seus detratores pretendem apresentá-lo como um homem cobarde, sem saber o que fazer, manifestando medo - o mesmo medo que tiveram todos os oportunistas e revisionistas, lacaios da burguesia. Mas que se passou de facto? - a partir das memórias do engenheiro aeronáutico Alexander Yakovlev no livro "Propósito de Vida": "eu notei em Estaline uma característica, se as coisas que se passavam na frente não eram boas ele explodia de raiva, era exigente e severo; quando não havia problemas ele brincava, ria-se, andava descontraído. Nos primeiros meses da guerra, estávamos com a impressão que haveria um fracasso, as nossas tropas foram recuando, tudo era muito difícil. (imagem à esquerda: um soldado adquire senha para a estreia da 7ª Sinfonia de Shostakovich, 1942)
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Estaline nunca mostrava as dificuldades, guardava-as para si mesmo, compreendendo que nesses momentos esconder as suas emoções transmitia uma atitude tolerante com as pessoas. Nunca lhe notei perplexidade, pelo contrário, parecia que com o seu bom humor ele sabia que, aparentemente, nesses momentos, as pessoas precisavam de apoio, de incentivo". Sendo um ser humano tão real, o que leva as pessoas esquecerem-se disso e embarcarem na história cretina do “sangrento ditador”? as pessoas que dependeram das acções de Estaline guardam-no na sua memória como um pai, como alguém que na verdade, defendeu os interesses das pessoas comuns. Desde 1960, martelam-se na cabeça das pessoas coisas horríveis enganando-as com propaganda de capitalistas ao melhor estilo de Goebbels. Que direito têm esses bastardos que nunca conheceram a URSS de repetir como papagaios as ideias sujas de propaganda ocidental? O que sabem esses idiotas sobre Estaline excepto os clichés que assimilam daqueles que querem manchar a honra dos que sempre se recusaram a ser escravos?
Antes de escreverem comentários estúpidos sobre o herói nacional José Estaline, como é regra dos aspirantea a trotsiskas e outros oportunistas idiotas, pergunte a si mesmo o porquê da memória colectiva do povo manter o seu amor por Estaline?
De acordo com memórias de contemporâneos da época de Estaline, o então comissário do comité central dos sovietes era um homem tipicamente espirituoso. Descrito nas memórias de Stalin A. Rybin, um dos guardas vermelhos que integrou a sua comitiva, certa vez o Comissário do Povo da Agricultura da Ucrânia dirigiu-se ao Politburo para apresentar os resultados do trabalho do ministério. Chegou, cumprimentou José Estaline e perguntou: Como devo fazer o relatório? Resumido em forma breve ou detalhado? - Como quiser, pode ser uma coisa curta, pode mencionar detalhadamente, mas três minutos é o tempo limite que tem para o fazer – respondeu Estaline com um sorriso.
Estaline era um homem extremamente culto, versado um pouco em todos os assuntos pela prática de décadas, sabia música, corrigia as pautas de Shostakovich realçando-lhe as componentes heróicas, era duro e implacável na crítica às tendências contra-revolucionárias. Recordando o I Congresso dos Sovietes de Deputados do Povo realizado a 17 de Junho de 1917 o menchevique Tsereteli opina que é necessário transferir o poder para um governo interino “porque não temos um partido que possa e seja capaz de exercer o poder em nome do povo”. Sentado ao lado de Estaline, Lenine levantou-se e gritou para a plateia: “mas já existe um tal partido, somos nós, o Partido Bolchevique”.
Historicamente os mencheviques sempre pretenderam trair a revolução dizendo que o poder deve ser transferido para a burguesia. Que as pessoas comuns não vão ser capazes de gerir do país. Em boa verdade eles eram a favor do capitalismo. Os trotskistas também trairam a revolução afirmando que o campesinato não poderia ser um aliado dos trabalhadores. Que o governo pode e deve ser exclusivamente exercido pelos operários industriais conscientes. Os Bolcheviques defenderam a criação de conselhos (sovietes) o que implicaria a união dos trabalhadores, soldados e camponeses, e a adesão geral no país a este modo de organização politica foi de 85%. Confirmou-se que sem uma aliança com o campesinato, a revolução estaria fadada ao fracasso. A experiência iria demonstrar que Lenine, o seu sucessor Estaline e os bolcheviques tinham razão. Em Fevereiro de 1924 Estaline escrevia: "As revolucionáriaa previsões de Lênine (governar é prever) foi posteriormente confirmada com toda a precisão. Foi uma mente brilhante, com a capacidade de captar rapidamente e ver o sentido interno de eventos iminentes. Nessa qualidade Lenine era único, o que lhe permitiu estabelecer a estratégia certa e uma clara linha de conduta sobre cada etapa do movimento revolucionário
Sobre a perplexidade de Estaline nos primeiros dias de guerra os seus detratores pretendem apresentá-lo como um homem cobarde, sem saber o que fazer, manifestando medo - o mesmo medo que tiveram todos os oportunistas e revisionistas, lacaios da burguesia. Mas que se passou de facto? - a partir das memórias do engenheiro aeronáutico Alexander Yakovlev no livro "Propósito de Vida": "eu notei em Estaline uma característica, se as coisas que se passavam na frente não eram boas ele explodia de raiva, era exigente e severo; quando não havia problemas ele brincava, ria-se, andava descontraído. Nos primeiros meses da guerra, estávamos com a impressão que haveria um fracasso, as nossas tropas foram recuando, tudo era muito difícil. (imagem à esquerda: um soldado adquire senha para a estreia da 7ª Sinfonia de Shostakovich, 1942)
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Estaline nunca mostrava as dificuldades, guardava-as para si mesmo, compreendendo que nesses momentos esconder as suas emoções transmitia uma atitude tolerante com as pessoas. Nunca lhe notei perplexidade, pelo contrário, parecia que com o seu bom humor ele sabia que, aparentemente, nesses momentos, as pessoas precisavam de apoio, de incentivo". Sendo um ser humano tão real, o que leva as pessoas esquecerem-se disso e embarcarem na história cretina do “sangrento ditador”? as pessoas que dependeram das acções de Estaline guardam-no na sua memória como um pai, como alguém que na verdade, defendeu os interesses das pessoas comuns. Desde 1960, martelam-se na cabeça das pessoas coisas horríveis enganando-as com propaganda de capitalistas ao melhor estilo de Goebbels. Que direito têm esses bastardos que nunca conheceram a URSS de repetir como papagaios as ideias sujas de propaganda ocidental? O que sabem esses idiotas sobre Estaline excepto os clichés que assimilam daqueles que querem manchar a honra dos que sempre se recusaram a ser escravos?
terça-feira, novembro 18, 2014
Colômbia, as coisas não serão como sonha a oligarquia
o governo da Colômbia tem um discurso mediático para consumo interno de paz e conciliação, enquanto prossegue na sombra com práticas terroristas; e para o exterior faz passar a imagem de "governo forte mas democrático" para receber apoios do imperialismo a nivel militar e aceitar milhares de milhões de financiamento das forças neoliberais na formação de uma bolha de desenvolvimento artificial, enquanto vai impondo ferozes condições que serão pagas pelas geração futuras.
O programa de negociação da paz entre os governantes do Estado colombiano e a oposição das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi colocado em cima da mesa em Setembro de 2012 após um periodo de três anos de conversações mantidas secretas sob a égide do anterior presidente Álvaro Uribe, sendo ministro da Defesa Juan Manuel Santos. Foi durante essa trégua que os militares fiéis ao regime assassinaram o líder histórico da guerrilha Manuel Marulanda.
Um ano depois, em Novembro de 2013, na discussão entre as duas delegações no território neutro de La Habana, Cuba, o plano de 6 pontos obteve consenso e aprovação nos dois primeiros pontos: 1. Desenvolvimento agrário, com a entrega de terras aos camponeses que apoiam na sua grande maioria a revolução e 2. A participação politica de toda a oposição, civil e armada, no processo eleitoral em igualdade de circunstâncias com as instituições estabelecidas. Quando o delegado das FARC Ivân Marquez e o do governo Humberto de la Calle mediados pelo nórdico Dag Nylander, chegaram ao ponto 3. que trata das condições no terreno para o pôr fim ao conflito não se conseguiu acordo. Enquanto o governo falava de paz, ao mesmo tempo dava instruções ao Exército para continuar as operações militares contra a guerrilha e a grande massa dos camponeses empobrecidos em que aquelas se inserem. Pior, as acções de repressão são lideradas, como anteriormente por décadas, por milícias paramilitares de extrema direita apoiadas pelo governo. Enquanto isso em La Habana as FARC tinham chegado a acordo sobre depôr as armas… Quer dizer, com Juan Manuel Santos, agora empossado em presidente, há uma mudança de discurso, mas não de intenções. Trata-se de uma abertura liberal na continuidade em relação ao regime fascista do desacreditado Uribe. A lista de crimes é imensa e a concordância em realizar “negociações de paz” é uma mentira que vida desarmar e desmantelar as FARC e evitar a condenação pela comunidade internacional.
Timoleón Jiménez, Comandante do Estado Maior Central das FARC-EP lembra que "os assassinatos, os massacres, os horrores da violência militar e narco paramilitar foram perdendo a sua dimensão de espanto. Se mencionados, passaram a ser tristes episódios isolados. Em contrapartida todos tinham que estremecer pela barbárie da actuação guerrilheira e pelo grau de desumanidade dos seus comandantes. Nessa direcção apontou a estratégia políticas das classes no poder: apagar ou minimizar o horror oficial e narco paramilitar com o supostos horror guerrilheiro." acordaram na necessidade de substituí-lo antes que acabasse por incendiar o continente com o seu ódio visceral às FARC, à Venezuela e a Cuba...
... aos ombros da ultra-direita, chegou um Santos mais moderado para culminar a obra. Os diálogos de paz, como está mais que demonstrado, não foram uma concessão sua. Uribe já os havia proposto, ainda que se indigne ao recordá-lo. Para o projecto da ultra-direita sempre esteve claro que após a redução militar das FARC e da sua ruína política por conta da gigantesca campanha mediática de descrédito, havia que abrir uma mesa de conversações com o objectivo de conseguir a assinatura da sua rendição. É a sua maneira de entender a paz.
Por isso não nos surpreende o modo como pretendem superar o tema das vítimas, em discussão na Mesa de Havana. Pretendem que os crimes sistemáticos das forças armadas e do narco paramilitarismo não tenham cabimento ali. No seu entender, isso já foi solucionado, o governo expediu uma lei para essas vítimas, o que há que tratar e castigar são nossos supostos crimes. Além de cínica, a oligarquia colombiana equivoca-se mais uma vez connosco"
Ontem as FARC anunciaram a captura em zona de guerra do General do Exército colombiano Ruben Alzate Mora. (www.pazfarc-ep.org) Hoje o governo colombiano confirmou a noticia e Juan Manuel Santos anunciou a suspensão das negociações de paz na Cimeira de La Habana (fonte)
O programa de negociação da paz entre os governantes do Estado colombiano e a oposição das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi colocado em cima da mesa em Setembro de 2012 após um periodo de três anos de conversações mantidas secretas sob a égide do anterior presidente Álvaro Uribe, sendo ministro da Defesa Juan Manuel Santos. Foi durante essa trégua que os militares fiéis ao regime assassinaram o líder histórico da guerrilha Manuel Marulanda.
Um ano depois, em Novembro de 2013, na discussão entre as duas delegações no território neutro de La Habana, Cuba, o plano de 6 pontos obteve consenso e aprovação nos dois primeiros pontos: 1. Desenvolvimento agrário, com a entrega de terras aos camponeses que apoiam na sua grande maioria a revolução e 2. A participação politica de toda a oposição, civil e armada, no processo eleitoral em igualdade de circunstâncias com as instituições estabelecidas. Quando o delegado das FARC Ivân Marquez e o do governo Humberto de la Calle mediados pelo nórdico Dag Nylander, chegaram ao ponto 3. que trata das condições no terreno para o pôr fim ao conflito não se conseguiu acordo. Enquanto o governo falava de paz, ao mesmo tempo dava instruções ao Exército para continuar as operações militares contra a guerrilha e a grande massa dos camponeses empobrecidos em que aquelas se inserem. Pior, as acções de repressão são lideradas, como anteriormente por décadas, por milícias paramilitares de extrema direita apoiadas pelo governo. Enquanto isso em La Habana as FARC tinham chegado a acordo sobre depôr as armas… Quer dizer, com Juan Manuel Santos, agora empossado em presidente, há uma mudança de discurso, mas não de intenções. Trata-se de uma abertura liberal na continuidade em relação ao regime fascista do desacreditado Uribe. A lista de crimes é imensa e a concordância em realizar “negociações de paz” é uma mentira que vida desarmar e desmantelar as FARC e evitar a condenação pela comunidade internacional.
Timoleón Jiménez, Comandante do Estado Maior Central das FARC-EP lembra que "os assassinatos, os massacres, os horrores da violência militar e narco paramilitar foram perdendo a sua dimensão de espanto. Se mencionados, passaram a ser tristes episódios isolados. Em contrapartida todos tinham que estremecer pela barbárie da actuação guerrilheira e pelo grau de desumanidade dos seus comandantes. Nessa direcção apontou a estratégia políticas das classes no poder: apagar ou minimizar o horror oficial e narco paramilitar com o supostos horror guerrilheiro." acordaram na necessidade de substituí-lo antes que acabasse por incendiar o continente com o seu ódio visceral às FARC, à Venezuela e a Cuba...
... aos ombros da ultra-direita, chegou um Santos mais moderado para culminar a obra. Os diálogos de paz, como está mais que demonstrado, não foram uma concessão sua. Uribe já os havia proposto, ainda que se indigne ao recordá-lo. Para o projecto da ultra-direita sempre esteve claro que após a redução militar das FARC e da sua ruína política por conta da gigantesca campanha mediática de descrédito, havia que abrir uma mesa de conversações com o objectivo de conseguir a assinatura da sua rendição. É a sua maneira de entender a paz.
Por isso não nos surpreende o modo como pretendem superar o tema das vítimas, em discussão na Mesa de Havana. Pretendem que os crimes sistemáticos das forças armadas e do narco paramilitarismo não tenham cabimento ali. No seu entender, isso já foi solucionado, o governo expediu uma lei para essas vítimas, o que há que tratar e castigar são nossos supostos crimes. Além de cínica, a oligarquia colombiana equivoca-se mais uma vez connosco" Ontem as FARC anunciaram a captura em zona de guerra do General do Exército colombiano Ruben Alzate Mora. (www.pazfarc-ep.org) Hoje o governo colombiano confirmou a noticia e Juan Manuel Santos anunciou a suspensão das negociações de paz na Cimeira de La Habana (fonte)
os Guerrilheiros e guerrilheiras das FARC-EP criaram este video apelando ao povo sentar-se à mesa das negociações, não um governo que não é representativo: “Pueblo colombiano pa'la mesa”
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(mais detalhes no Resistir)
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