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sábado, maio 30, 2015

1812

Adolf Hitler, o Kaiser Guilherme , Carlos XII e Napoleão, todos quiseram conquistar a Rússia... até que chegou o Inverno ...
o exemplo é o de 1812...

a NATO prepara-se para envolver a Europa numa guerra, outra vez contra a Rússia (RussiaToday)

 
Um ex-comando militar británico afirma: a Rússia esmagar-nos-á se entrarmos em guerra com ela. (RussiaToday)

quinta-feira, maio 21, 2015

The Great Turan


Para, partindo dos pressupostos dos tribalismos e nacionalismos árabes, compreender o plano da CIA que explora a ideia do pan-Turanismo que tem vindo a ser congeminado para substituir a URSS/Rússia (1) como inimigo e principal competidor na Nova Ordem da Rota da Seda. O pan-turanismo assenta na ancestral origem comum dos povos da Ásia Central. É um termo originário da Pérsia (Irão) que remete para a ideia de uma grande confederação de Estados Islâmicos na Eurosásia, uma utopia politica que historicamente de facto nunca existiu, mas serve para, a partir do exxterior, dividir e prostar esses povos às mão dos invasores.

1300 anos da História Islâmica em 3 minutos

(1) Não por acaso, Zbigniew Brzezinski, um judeu da Grande Polónia originário do Cáucaso, ex-secretário de Estado e actual conselheiro de Barack Obama, autor ao anterior plano "The Grand Chessboard" que visou a implosão da URSS, vem agora afirmar que "a hegemonía mundial dos Estados Unidos tem os días contados", isto é, devido às novas capacidades, o plano anterior precisa ser substituido por outro que correspondda à actual correlação de forças (RussiaToday)

sexta-feira, maio 15, 2015

o desfile do Dia da Vitória tem a ver com o Povo Russo, não com o regime de Putin

Como Federação de Estados laicos as manifestações religiosas na Federação Russa são por principio afastadas dos actos oficiais. Mas este ano, pela primeira vez, houve uma excepção: "Um pequeno detalhe do desfile chamou especialmente a atenção: o ministro da Defesa Sergei Shoigu, budista, nascido na República de Tuva, e um dos mais respeitados líderes russos, que comandou o Ministério de Emergências, antes de assumir o Ministério da Defesa, fez algo que nenhum de seus antecessores jamais fez: no instante de iniciar a cerimônia, antes de pôr o quepe, o ministro fez o sinal da Cruz, à maneira dos russos ortodoxos. Esse simples gesto converteu o desfile, de simples exibição de pompa militar, num ritual sagrado" - premonitório? é deste modo que o Povo Russa encara as ameaças de invasão e perda de soberania, como uma Guerra Sagrada

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a recordar
Berlim, Maio de 1945

segunda-feira, maio 11, 2015

da Grande Europa para a Grande Ásia, a Entente Sino-Russa

A ruptura entre a Rússia e o Ocidente decorrente da crise de 2014 sobre a Ucrânia tem amplas implicações geopolíticas. Com a Rússia revertida para a sua posição tradicional como potência euro-asiática situada entre o Oriente e o Ocidente, a correlação de forças pende na direcção da China, face à pressão política e económica dos Estados Unidos e da Europa. Não será um simples presságio um novo bloco China-Rússia, embora a época da integração da Rússia pós-comunista com o Ocidente capitalista já vá longa. Mas na época seguinte a Rússia procura expandir e aprofundar as suas relações com nações não-ocidentais, obviamente com foco na Ásia a que pertence a maior parte do seu território. Os líderes ocidentais deveriam levar essa mudança a sério.

A situação da Rússia como pivot para a Ásia é anterior à crise na Ucrânia, mas tornou-se mais pronunciada desde então. Isto em parte porque a China é a maior economia fora da coligação que impôs sanções à Rússia, medidas que resultaram da crise, mas pouco ou nada afectam a sua economia. Pelo contrário, os maiores prejuízos têm sido suportados pelos países da União Europeia que se têm visto a braços com a proibição de exportarem produtos para a Rússia, enquanto sofrem condicionalismos na importação de gás, uma commodity estratégica vital para os países da Europa central. Como alternativa, aquilo que tinha sido originalmente para Moscovo um "casamento de conveniência" com Pequim transformou-se numa parceria muito mais estreita que inclui a cooperação no comércio de Energia, Minérios, Infra-Estruturas, e Defesa. A visão de Putin de uma "grande Europa" de Lisboa a Vladivostok, composta da União Europeia e da União Económica Euroasiática liderada pela Rússia, está a ser substituída pela "Grande Ásia" de Xangai até São Petersburgo. A Rússia é agora a maior aliada da China na crescente concorrência entre Pequim e Washington, situação que a breve trecho reforçará a importância da China.
O fim do takeaway pela burguesia ocidental de mercadorias a preços irrisórios das “fábricas do mundo” asiáticas vai (já está) a provocar a decadência do mundo desindustrializado. A construção de um mundo novo não poderá alimentar velhos modelos de tirania. A necessidade incontornável de reindustrialização num novo paradigma tecnológico é uma oportunidade para o regresso da luta de classes e para o derrube das serventuárias oligarquias da Europa. Ainda a mesma Europa que viu a Alemanha assinar a “acta do chanceler” em 1945 e que obriga hoje, 70 anos depois, todo o velho continente a prestar vassalagem ao imperialismo norte-americano.
O confronto da Rússia com os Estados Unidos, uma reedição da Guerra-Fria, está a ajudar a mitigar as rivalidades entre a Federação Russa e a República Popular da China que remontam ao conflito sino-sovietico da década de 60. Então, como neste momento com vantagem para a China. Isso contudo não significa que a Rússia seja dominada pela pelo eixo Pequim-Moscovo, mas é provável que esteja na ordem do dia uma relação especial de parceria. Com o poder económico da China e a especialização de grande potência da Rússia, o grupo BRICS (de que a Rússia faz parte, juntamente com o Brasil, Índia, China e África do Sul... e com a Grécia a caminho) irá cada vez mais desafiar o G7 como centro paralelo de governança global. A Organização de Cooperação de Xangai, onde este ano se associaram a Índia e o Paquistão, está a caminho de se tornar o fórum de desenvolvimento e de segurança que define o plano director para a Ásia continental. Através das suas relações reforçadas com países não-ocidentais, a Rússia está a promover activamente um novo conceito de ordem mundial que busca reduzir a predominância global americana (a tentativa de criar um mundo unipolar como referiu Putin no discurso do Dia da Vitória) e substituí-lo por um consenso em que os Estados Unidos sejam apenas uma grande potência entre outras.

sexta-feira, maio 08, 2015

70º Aniversário da Vitória sobre o Nazismo (II)

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A passividade das potências capitalistas ocidentais face ao expansionismo alemão, italiano e japonês – que vinha já de trás, da ocupação e anexação de diversos países e territórios – tinha um objectivo bem definido: empurrar a agressividade nazi-fascista para destruir o regime daa União Soviética, propósito principal de Hitler, evidente no próprio Mein Kampf e na assinatura com o Japão do Tratado Anti-Komintern, ao qual viria a aderir a Espanha fascista em 1939 no final da guerra civil.

A resposta do povo russo encarnado no Exército Vermelho liderado por José Estaline foi fulminanante, como se sabe, culminando na batalha de Berlim com o hastear da bandeira dos operários e camponeses na cúpula do Reichtag. Um facto pouco lembrado, que entre os defensores nazis em Berlim se encontrava a famosa Divisão Azul da Espanha fascista (1). A conquista de Berlim é um feito imortal de que se comemora agora o 70º aniversário. A epopeia foi paga com mais de 20 milhões de russos mortos na Guerra Sagrada pela Pátria e pela erradicação do Nazismo na Europa Oriental. Mas a Grande Guerra Mundial não terminaria nesse dia 9 de Maio. Três meses depois, no extremo oriente asiático a União Soviética declarou guerra ao Japão e conquistou a colónia chinesa da Manchúria ocupada pelos japoneses. No dia seguinte os Estados Unidos efectuaram o primeiro ataque terrorista com armas atómicas, destruindo Hiroshima e três dias depois Nagazaki. Este acto desesperado dos imperialistas norte-americanos acontece para evitar a todo o custo que fosse o Exército Vermelho a ocupar o Japão e transformasse o Império do Mikado num país socialista. A rendição do Japão chegou a 2 de Setembro de 1945 assinada perante o general MacArthur a bordo do cruzador Missouri ancorado no porto de Tóquio.

(1) O revisionismo histórico em marcha tenta apagar factos incómodos para o regime da nova "democracia" neo-fascista. Mais de 125.000 europeus ocidentais não alemães serviram militarmente a Alemanha de Hitler! A Divisão Azul espanhola enviada para a frente leste alemã era composta por 47.000 "voluntários" dispostos a lutar pelo nacional-socialismo hitleriano. Embora não existam estudos historiográficos de voluntários portugueses entre esses combatentes pró-Nazis, como antes os "Viriato" na guerra civil espanhola, Portugal fez-se representar em apoio dos homens de Franco por "observadores estagiários” junto da Divisão Azul - um deles, que depois se viria a tornar famoso, foi António de Spínola, que chegaria ao posto de Marechal. 
(“Mercenários de Hitler – Tropas extranjeras al Servicio del Tercer Reich”, de Christopher Ailsby, Editorial LIBSA, Madrid)

segunda-feira, maio 04, 2015

Faz 70 anos o povo alemão foi forçado a deixar de seguir o seu lider

Até aí indiferentes à conquista de espaço vital pela Alemanha, (porque contra os comunistas da URSS) tecendo-se rasgados elogios ao milagre económico alemão do governo de Hitler, após o fiasco da social-democracia da república de Weimar.

A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.

Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos

No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.

Estalinegrado, fotos de Giorgi Zelma
A grande reviravolta da guerra aconteceu entre entre Novembro de 1942 com o golpe assestado no 6º Exército do general Paulus em Estalinegrado, e atingiu o auge com a vitória na batalha de Kursk em Dezembro de 1943. A partir daí o comando nazi remeteu-se em definitivo à defensiva. Na frente Leste da Europa ficou aberto o caminho vitorioso até Berlim. Isto apesar de nessa altura não haver nenhuma frente de combate aos nazis a Ocidente. Nesse período de cerca de um ano as tropas soviéticas avançaram em combate 500 quilómetros na frente do Báltico e da Polónia e 1300 quilómetros na frente sul da Ucrânia. Nesses últimos dois anos (de Dezembro de 1941 a Dezembro de 1943) foram reconquistados 53 por cento do território perdido durante a invasão nazi de 1941 e 1942. Nesse período, só na frente germano-soviética, o Exército Vermelho derrotou 218 divisões nazis, 56 das quais foram aprisionadas e dissolvidas, 162 foram dizimadas, e os sobreviventes foram enviados para a rectaguarda para serem reagrupados, já em território alemão. No 1942 foram lançadas 30.000 toneladas de bombas sobre cidades e eixos industriais e de transportes alemães. A razia passou para 120.000 toneladas em 1943.

Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.

Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.

Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.

De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.

quarta-feira, abril 08, 2015

O 1º ministro Tsipras encontra-se hoje com Vladimir Putin em Moscovo...

... no exacto momento em que a UE, BCE e FMI se reúnem em nova cimeira sobre a Grécia, que amanhã vai ter de pagar uma parcela do empréstimo de 450 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.


As declarações do Ministro das Finanças sobre este último ponto da Grécia, são inequívocas: a Grécia diz que vai honrar sua dívida. Mas a 14 de Abril, a Grécia deve emitir 1,4 biliões de euros em títulos do Tesouro, para renovar a dívida a curto prazo (o chamado de roll-over da dívida) e o governo tem de pagar 1,7 bilhão em salários e pensões. Boicotando a Grécia de Tsipras, o Banco Central Europeu tem «recomendado» aos bancos privados gregos não aceitar novos títulos do Tesouro de curto prazo emitidos pelo Estado grego.

Os temas oficiais da entrevista em Moscovo, são os de comércio e energia, incluindo a possibilidade de que a Grécia vir a tornar-se o hub europeu do novo gasoduto que substituirá o South Stream bloqueado pela Bulgária sob pressão dos EUA, que levará através da Turquia gás russo para entrar na EU perto da fronteira grega. Tsipras irá também discutir uma possível flexibilização das contra-sanções russas de modo a permitir a importação de produtos agrícolas gregos. De acordo com a Tass (31 de Março), Tsipras informou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o representante da política externa da UE, Federica Mogherini, que "nós não concordamos com as sanções contra a Rússia". E na primeira Cimeira UE em que participou em 19/20 de Março declarou oficialmente que "a nova arquitectura de segurança europeia deve incluir a Rússia". Confirmando esta posição, Tsipras voltará a Moscovo a 9 de Maio para estar presente no 70º aniversário da vitória sobre a Alemanha Nazi, uma celebração boicotada pela maioria dos líderes ocidentais (de Obama a Merkel e Cameron). Alí estará também o presidente chinês Xi-Jinping, com uma representação das forças armadas chinesas, que marcharão na Praça Vermelha ao lado dos russos para simbolizar a aliança cada vez mais estreita entre os dois países. O presidente Putin, por sua vez, estará em Setembro, em Pequim para celebrar o 70º aniversário da vitória da China sobre o Japão militarista. Próxima da Rússia, a Grécia de Tsipras tem feito diligências em conjunto com a China para integrar a nova área económica euro-asiática, que emerge com base no Banco de Investimentos em Infraestruturas na Ásia criado a partir de Pequim, que se uniu com a Rússia a cerca de 40 outros países – e também aos mais importantes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) - visando suplantar o Banco Mundial e o FMI que são dominados pelos EUA e grandes potências ocidentais. Por aqui, a Grécia poderá receber os meios financeiros para escapar ao sufocante aperto da UE, BCE e FMI. Em troca, a China quer o Porto do Pireu para aí funcionar um importante hub da sua rede comercial.

Segundo o "The Independent" (3 de Abril), "o governo grego está pronto para nacionalizar os bancos do país e criar uma nova moeda", que está pronto para deixar o euro e, se forçado, até mesmo pela UE.

Aqui entra em jogo um outro factor: a adesão da Grécia, não só à União Europeia, mas também à NATO. "Uma Rússia amiga da Grécia poderia paralisar a capacidade da NATO para reagir a uma eventual agressão russa", adverte Zbigniew Brzezinski (AFP, 25 de Março). São palavras ameaçadoras a ser tidas em conta, na medida em que Brzezinski, autor na década de 90 da estratégia de expansão dos EUA para a Ásia (The GRand Chessboard), tem sido por décadas um consultor estratégico da Casa Branca, mantendo-se em contacto próximo com a administração Obama. Embora o ministro da Defesa Kammenos garanta que "o novo governo grego mantém os seus compromissos com a NATO, apesar das suas relações políticas com a Rússia", Washington e Bruxelas têm definitivamente em preparação um plano para evitar que a Grécia se torne um "elo mais fraco" no novo enfrentamento com a Rússia e, de facto também com a China. O golpe de Estado de 1967, que trouxe ao poder na Grécia os a ditadura dos Coronéis, foi implementado de acordo com o plano, "Prometheus" da NATO. Os tempos mudaram, mas não os interesses políticos e estratégicos que sustentam a NATO, pelo contrário, esta tem-se refinado e tornado mais experiente nos métodos de desestabilização interna dos países-alvo da organização mais terrorista do mundo.

sábado, abril 04, 2015

Grécia seduzida pelo vento de Leste

"Era na 2ª feira, depois na 3ª, que se deveriam concluir as negociações (na União Europeia) sobre a nova lista grega, para garantir o financiamento dos 7 mil milhões que a Troika havia prometido à Grécia. E nada, tudo adiado. O dossier ficou ontem em aberto, 4ª feira houve uma reunião inconclusiva dos responsáveis do Tesouro dos vários governos, mas uma decisão fica para depois da Páscoa. Entretanto, pelo menos para pressionar estas conversações, o governo grego reuniu com o governo russo e mostrou disposição para novas pontes com a China. Em Atenas, os responsáveis governamentais multiplicaram os sinais...  (Francisco Louçã) 


Há uma crescente especulação sobre a deslocação da Grécia para a twilight zone da Eurásia. O gráfico a seguir, sem areia para os olhos, diz tudo o que precisamos saber sobre como o povo grego se está a sentir... apesar de toda a propaganda ocidental ... (imagine-se a sondagem desde Janeiro 2015, quando a União Europeia intensificou a chantagem sobre o governo do Syriza)


Rússia eleita para assumir a presidência do Conselho Empresarial dos BRICS, no lançamento do Banco de Novos Desenvolvimentos (BRICS New Development Bank, NDB) com o capital equivalente a 100 biliões de dólares como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional dominado pelos Estados Unidos. (FMI).

Grécia admite nacionalizar bancos e emitir moeda, caso se veja obrigada ao imcumprimento de pagamento ao FMI na próxima 5ª feira, diz o britânico The Telegraph citando fonte próxima do governo grego

domingo, fevereiro 08, 2015

Ucrânia. Esta é uma Guerra Sagrada contra o Nazismo

O grande problema para os investidores ocidentais é que as milicias do povo das Repúblicas Independentes de Donbass (Donestks e Luganks, estão a ganhar a guerra contra o bando de arruaceiros de Poroshenko, em cuja tropa 80 por cento dos mercenários que a constituem são indigentes inaptos militarmente.  Tal como na guerra sagrada travada pelos soldados da União Soviética entre 1939-1945, esta é novamente uma guerra pela terra, pela familia, pela Pátria livre. Este designio de vitória levou Merkel e Hollande a humilhar-se em peregrinação a Moscovo (como antes os Aliados à URSS de Estaline) à procura de uma saida airosa para a empreitada em que Washington os meteu. François Hollande, um dos mais nojentos vassalos do imperialismo, sem resultados nem nada para dizer no regresso, disse " se não conseguirmos chegar a um acordo de paz, o único cenário é a guerra" (fonte) a que Merkel, pessimista, se apressou a acrescentar: "iremos armar as tropas de Kiev". Putin: "não desejamos a guerra contra ninguém". Lavrov: "respeitaremos o Tratado de Minsk", concluindo o comandante da Nato Philipp Breedlove: "não creio que seja justo excluir o uso da força militar", ameaça no seguimento das declarações do vice-presidente dos EUA: "Putin terá de escolher entre a retirada da Ucrânia ou mais sanções" (RaiNews). Mas como poderá um estrangeiro ordenar a outro estrangeiro retirar-se de um local onde um não está e o outro não deveria ter nada a ver com isso?

É o especulador financeiro George Soros que dá o mote: "Faz 25 anos assisti à desintegração e queda da União Soviética, evento que foi contrabalançado com a formação da União Europeia (...) desta vez é a União Europeia que se está a desintegrar, e a Rússia volta a beneficiar desta situação". (citado durante a Conferência de Segurança de Munique pela RiaNovosti). Ao mesmo tempo, o presidente da "Open Society Foundation" acusou a União Europeia de não cumprir as suas promessas de ajuda à Ucrania, algo que levou o país, assegura, à beira do colapso (leia-se, o regime de Kiev). "Cada um deve fazer o seu trabalho. Eu proporciono alguns milhões para ajudar a Ucrânia", concluiu Soros. Conversa para parolos àparte, a União Europeia, cujos três principais chefes políticos, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron, mais que nunca dão os braços ao sionismo, não se fez rogada em entregar nada menos que 1,6 mil milhões de euros ao regime abertamente fascista de Petro Poroshenko entre 2014 e os primeiros dias de 2015 (fonte) 



imagens da ofensiva do Exército da Novorossiya 

sábado, janeiro 31, 2015

Ucrânia, Guerra e Gás

Aquilo que os Estados Unidos se recusam a fazer entregando o vergonhoso enclave de Guantanamo ao povo de Cuba, pretendem que por outro lado a Rússia faça abrindo mão da base naval da Crimeia e abandonando milhões de falantes russos à sua sorte face à instauração de um regime nazi-fascista em Kiev - os infantilóides dirigentes dos EUA/União Europeia deveriam perceber que a Rússia jamais permitirá o controlo militar da Nato sobre o seu território
O que se passa na Ucrânia ficará para os anais da História como um dos episódios mais degradantes da politica expansionista ocidental contemporânea.

A Ucrânia é um país falido, subserviente. Entrou em bancarrota, deixou de pagar os fornecimentos de gás e petróleo, pelos quais usufruía de preços especiais por troca com os direitos de passagem pelo seu território do gasoduto que liga a Rússia à Europa. A Ucrânia tentou resolver o problema da insolvência através de um golpe-de-estado (financiado pelos Estados Unidos) oferecendo como garantia os seus 44 milhões de habitantes para serem explorados como escravos do endividamento externo a bancos privados a troco de ajuda financeira imediata. Duas províncias ucranianas recusaram o vexame. Luganks e Donetks declararam a independência em relação ao regime nazi-fascista de Kiev.

a alternativa para desarmar o nazi-fascismo na Ucrânia
Apesar do caudal de dinheiro europeu despejado em cima dos terroristas que usurpam o poder na Ucrânia, estes não voltaram a conseguir retomar o controlo sobre os antigos territórios legados pela URSS. A tropa de mercenários a soldo de Kiev lança ferozes ataques contra as milícias separatistas, bombardeiam alvos civis, comete crimes contra a humanidade. Apesar da gravidade da situação, a Rússia, respeitando o principio da não-ingerência, não tem interferido no conflito, excepto para prestar ajuda humanitária a cidadãos de naturalidade ou falantes de russo. Vladimir Putin apelida a tropa de Kiev de “Legião da Nato”. Conselheiros e militares norte-americanos integram as forças de ataque contra as regiões separatistas desde o Outono de 2014. Desde meados de Janeiro de 2015 a situação agravou-se. Os EUA/UE prometeram uma nova ajuda financeira de 50 mil milhões de dólares, mas exigem como contrapartida que Kiev recupere o controlo do aeroporto de Donetks, que tencionam usar como base para desembarque de mais meios militares. A empresa fracassa. Os milicianos de Donetks cercam mais de 7.000 homens de Kiev em Debaltsevo. O próprio Forum de Davos manifesta a indisponibilidade dos ricos para investir em tal insanidade. E sem dinheiro o show bélico do complexo industrial.militar não pode continuar. Por exemplo, a católica e piedosa Polónia prometeu vender armasse Kiev tiver dinheiro. A 27 de Janeiro a União Europeia aprovou novo empréstimo. Obviamente, a Ucrânia com os seus ataques pretende envolver a EU numa guerra-fria contra a Rússia, embora inúmeras fontes locais garantam não existir ajuda militar russa no terreno. Alguns dirigentes ucranianos admitem mesmo que a invasão da Ucrânia pela Rússia é um embuste, mera propaganda sem qualquer fundamento. Mas os media ocidentais relatam os acontecimentos precisamente ao contrário, como se fossem “os rebeldes” a cometer as atrocidades e desprezar a paz. Para conhecimento da verdade os cidadãos europeus têm vindo a dispor apenas do serviço internacional do canal Rússia Today. Mas Washington acaba de comparar o Rússia Today a uma fonte noticiosa do Estado Islâmico, ou seja, para estes senhores a verdade é percebida como terrorista.

entrevista a um comandante das forças separatistas dirigindo-se à tropa enviada por Kiev: "voltem para casa rapazes, vcs estão a combater o povo errado; entreguem as armas, nós garantimos que sairão daqui vivos..."

Confirma-se. Cerca de 8 mil soldados do regime nazi-fascista de Kiev estão encurralados em Donbass

terça-feira, novembro 11, 2014

Obama em romagem capitalista à China comunista


Politicamente diminuído e sitiado, Barack Obama está em Pequim para as habituais conversações na Cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) com o seu homólogo chinês, Xi Jinping (na foto ao lado de Vladimir Putin). A mensagem da República Popular da China sobre inúmeras questões é clara: Nós temos todo o interesse em sermos cordiais (na área da produção), mas não podemos aceitar jogar sob a imposição das vossas regras (na área da especulação financeira). De facto Obama foi pedir batatinhas àquela que é já a maior economia do planeta. (TimeMagazine)

Chegado a Pequim, ao que é hoje o coração económico da Ásia, os anfitriões fardaram Obama com um uniforme à boa imagem do modo de produção asiático Maoista reactualizado numa espécie de Star-Trek style e enfiaram-no na piscina olímpica dos jogos de 2008. Obama não sabe nadar? yep!


sábado, novembro 01, 2014

Como é a vida na enigmática Coreia do Norte?

por vontade do José Manuel Fernandes os  norte-coreanos já tinham sido todos executados. Sorte que o Observador.pt não tenha fusis, só má fé de lingua

Opiniões ou reflexões sobre o Exército Popular da Coreia? as Forças Armadas da Coreia do Norte são o Povo em Armas! a sua missão é muito difícil, mas como é uma força extremamente disciplinada são admiráveis pela sua determinação em defender a Coreia do Norte (DPRK) dos ataques imperialistas dos Estados Unidos.
Mas o facto de os coreanos da República Popular do lado norte, obrigados a esse esforço hercúleo na defesa da fronteira imposta pelos EUA no armisticio da GUerra da Coreia em 1952, significa que todos os outros aspectos da sua vida social não progridam? uma equipa de reportagem da RússiaToday foi autorizada a produzir este documentário de perto de 50 minutos, que fala por si:
 
 

sábado, abril 12, 2014

Ucrânia; estão a ver o filme?

"Putin nunca foi tão popular. Desde o inicio da crise ucraniana, a popularidade de Putin subiu de 61 para 80 por cento da população que apoia o seu governo. Uma percentagem semelhante ao nivel de aprovação da população chinesa em relação so governo da República Popular. Obama tem 41 por cento. Lendo os comentários no Ocidente sobre Vladimir Putin, compreendemos que estamos simultaneamente em dois planetas diferentes ao mesmo tempo". No lado de lá no estampado das camisetas das jovens russas, e nas cuecas grafadas em inglês à venda no lado de cá
(clique na imagem para ampliar)

Donetsk: polícia enviada pelo pseudo-governo de Kiev passa para o lado dos manifestantes que exigem a separação da Ucrânia neo-nazi 

sexta-feira, abril 11, 2014

"Sou uma Força proveniente do meu Passado"

11 de Abril de 1944: as forças do Exército Vermelho mobilizadas na grande guerra patriótica em defesa da integridade da União Soviética chegam à frente Ucraniana e rompem às linhas inimigas em Perekop e Sivash. No final do dia os soldados russos já desmontam os símbolos Nazis nos edificios de Kertsch na República Autónoma da Crimeia. 
A cidade controla o estreito de Kerch, que liga o Mar de Azov com o Mar Negro. Colónia grega com o nome de Panticapaea foi fundada no século VI antes-da-nossa-Era, estando o espirito católico (na raiz greco-latina "católico" significa universal) representado desde o século VIII pela construção da Igreja de São João Baptista. A urbe medieval permaneceu durante muito tempo com governo autónomo sob o Principado do Bósforo. No início do século XIV no âmbito dos tratados comerciais conseguidos pelas cruzadas cristãs tornou-se uma colónia de Génova; ganhando autonomia politica no Canato da Crimeia, um Estado tártaro fundado por descendentes de Gengis Khan e em 1475 com a queda dos reinos cristãos no Oriente a cidade foi tomada pelos muçulmanos integrando-se no Império Otomano. A Rússia anexou-a em 1771 no contexto das disputas russo-turcas. Foi apenas a partir desta data que a marinha da Rússia teve acesso por mar às suas províncias meridionais estabelecendo uma importante base naval em Sebastopol. Em 1854 a Turquia, com o auxílio das frotas de guerra do Reino Unido e da França atacou a península da Crimeia iniciando um bloqueio naval e terrestre ao porto de Sebastopol. No final da Guerra da Crimeia os Aliados proibiram á Rússia manter bases ou forças navais no Mar Negro. Na sequência da Revolução de Outubro de 1917 a Crimeia tornou-se um bastião do reaccionário Exército Branco anti-Bolchevique. A 18 de Outubro de 1921 foi proclamada a República Socialista Soviética Autónoma da Crimeia (RSSAC) como parte integrante da República Socialista Federativa Soviética da Rússia (URSS).
A Crimeia foi invadida e ocupada pelo exército alemão com a colaboração dos Tártaros desde 1942 até à sua libertação em 1944. A partir de 1991 com o desmantelamento da URSS a região adquiriu a independência no contexto da República Autónoma da Crimeia, o que deu azo a uma doentia ressurreição do espirito católico associado ao Estado. A partir daí o enclave russo de Sebastopol passou a integrar a Federação Russa. Kertsch tem uma intensa actividade industrial devido a estar situada numa região produtora de minério de ferro e gás natural. Conta com uma importante indústria metalúrgica de ferro e siderurgia de aço e indústria química, possuindo fábricas de maquinaria, sendo igualmente um centro portuário de transformação de pescado - Em Março de 2014, num discurso histórico dirigido ao povo da Rússia, o presidente Vladimir Putin declarou solenemente que jamais se consideraria um patriota se algum dia tivesse que pisar Sebastopol pedindo licença a aviões e navios de guerra dos Estados Unidos estacionados numa hipotética Base Militar nas barbas da sua Pátria.

quinta-feira, abril 10, 2014

Onde poderá o avião da Malaysia Airlines ter ido parar? (IV)

Depois que um ex-ministro da Malásia acusou o governo de estar a mentir e a ocultar informações sobre o desaparecimento do vôo MH370 (fonte) no dia seguinte apareceram imediatamente sinais das caixas negras no meio do oceano (fonte). Stop. Pelo meio fica o aviso à navegação que existem milhares de sinais emitidos por extensas ilhas de lixo a flutuar no oceano. (fonte)

quinta-feira, março 27, 2014

Europa, do Sonho ao Pesadelo

"Qualquer pessoa que olha para a história da União Europeia e ainda nega que existe uma conspiração envolvida na sua criação é verdadeiramente uma causa perdida" (David Icke)

uma Europa vigiada, livre do sonho Socialista
O ex-dissidente soviético, Anatoliy Golitsyn, disse que o Parlamento Europeu lhe lembra o Soviete Supremo revisionista de Khrushchov, que foi manipulado para parecer 'supremo' quando de facto o controlo estava realmente nas mãos dos burocratas do Politburo. "Quando você olha para o tipo de corrupção na União Europeia, é exactamente o mesmo tipo de corrupção soviética, só que na UE, mais grave ainda, a corrupção funciona de cima para baixo, ao contrário de fluir de baixo para cima como acontecia na decadente URSS depois do XX Congresso.

Bruxelas ontem
"A conspiração que visa a tomada do poder global está a ser imposta através do "tiptoe" totalitário (a táctica do "pé ante pé") e do tacticismo do "Problema-Reacção-Solução - ou seja, secretamente os globalistas criam um problema, desencadeia-se uma reacção do público tal como 'temos que fazer alguma coisa', e depois os mesmo globalistas oferecem as soluções para os problemas que eles mesmo secretamente criaram". O problema criado aos 500 milhões de europeus foi o Tratado de Maastricht. O facto do actual "bando dos quatro" estar por trás desses planos como executivos ao serviço da banca global não é assim surpresa alguma:
• Rompuy tornou-se presidente do Conselho Europeu, com a tarefa específica de supervisionar a integração política e financeira da UE.
• Mario Draghi do BCE é um vice-presidente e ex-director-gerente do Sionista Rothschild Goldman Sachs International, um dos responsáveis pela destruição da economia grega que inaugurou a crise do Euro.
• José Manuel Durão Barroso é o arrogante moço de recados administrando o Projecto Europeu no seu centro (Bruxelas) como o burocrata-chefe da Comissão da UE.
• Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo, foi um dos principais arquitectos do Tratado de Maastricht (que visou a destruição de soberania dos Estados).
a União Europeia foi criada tendo como centro uma Alemanha ocupada e subjugada militar e economicamente aos interesses imperialistas norte-americanos. 
"A crise da Ucrânia e as aspirações expansionistas da Rússia impõem que "todos os Estados contribuam para a defesa" dos parceiros da NATO", foi o recado que Barack Obama deixou ontem na cimeira União Europeia-Estados Unidos, em Bruxelas. 

O que atendendo ao reforço da parceria China-Federação Russa celebrada no Tratado de Cooperação de Shangai poderá num futuro próximo conduzir os povos europeus a uma catástrofe sem precedentes: o envolvimento numa nova guerra imperialista. Isto é, se os europeus se deixarem embalar pelas ambições dos ricos em detrimento da cada vez mais agravada situação dos pobres.  

segunda-feira, março 10, 2014

a opção Europeia por um Nazismo reciclado

Entrevista com Natalia Vitrenko, Presidente do Partido Socialista Progressista da Ucrânia. Esta opositora das políticas de Yanukovich denuncia firmemente a ameaça neonazi que se abate sobre a Ucrânia, desde que a União Europeia e os Estados Unidos decidiram apoiar e promover os extremistas violentos de extrema-direita e grupos armados da oposição "legitima", que acabariam por derrubar Yanukovich e formar um novo governo. (3 de Março, 2014)



Existe unanimidade sobre os ataques de snipers sobre o povo ucraniano em Kiev terem sido encomendados no âmbito de uma false-flag. A maioria do povo, aterrorizado, foi corrido da praça Maidan, que deste modo ficou livre exclusivamente para os terroristas. Resta discutir quem são concretamente os culpados pela encomenda (ler mais)

Barack Obama ao ser confrontado sobre o seu plano de guerra nuclear contra a Russia, goza com o jornalista e mente. E ao dizer que não se deve intervir nos assuntos internos da Ucrânia, mentiu ainda mais, já que novo governo ucraniano foi escolhido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que é quem lhes dá ordens. Resumindo, ou consegue-se calar e neutralizar Obama, ou o mundo corre o sério perigo de ser confrontado como uma guerra termonuclear



quinta-feira, março 06, 2014

a Geopolitica do Comércio Livre

"Não se deixem iludir pela palavra abstracta "liberdade". De quem é essa liberdade? Não se trata da liberdade de uma pessoa em relação a outra, mas da liberdade do capital para poder esmagar o trabalhador" (Karl Marx, "Sobre o Comércio Livre", 1848
"A Alemanha é um país ocupado e dominado por potências estrangeiras. A elite política alemã não é livre. O resultado é que, na situação actual, Berlim não pode actuar no sentido em que deveria fazê-lo para benefício da sua nação. A Alemanha é actualmente governada contra os seus próprios interesses. Os russos podem ajudar os alemães, já que conhecemos melhor a situação em Berlim e trabalh#r para garantir o que nós podemos criar em conjunto, por exemplo, redes de trabalh# russo-alemãs em vários níveis. Podemos trabalhar com vários grupos na República Federal, e aprofundar as nossas relações culturais. Acredito firmemente numa Alemanha que será livre, forte e que se governe a si própria na Europa, podendo desempenhar um papel importante como mediador entre o Oriente e o Ocidente. A sua condição actual de Estado-vassalo de Bruxelas e de Washington não pode ser o destino da Alemanha".

Libertada pela URSS no final da 2ª Grande Guerra, a Alemanha Federal é um país ocupado pelo Sionismo financeiro e pelo Imperialismo Anglo-Americano desde 1945.

quarta-feira, março 05, 2014

os idiotas neoconservadores do Ocidente estão a conseguir fazer de Vladimir Putin uma figura de esquerda

"Com a independência em 1991 a Ucrânia devolveu as suas armas nucleares à Rússia como moeda de troca pela garantia da sua integridade territorial" afirma Rui Tavares hoje no Público. Há muitas formas de mentir...

atenção: cheira-me a merda anti-comunista
...e a de Rui Tavares é das mais sofisticadas (usa apenas a palavra "devolveu") quando de facto o que se passou é que quando a Federação Russa deixou de administrar a Ucrânia foi embora e os russos levaram o que era deles com eles. Ou deixaram parte dessas armas na Base Naval de Sebastopol para cujo uso assinaram um contrato de concessão garantido até 2046. Tal e qual os Estados Unidos fizeram com a Base Naval de Guantánamo por altura da independência do Estado de Cuba em 1898, mas cuja data de fim de concessão se recusaram e recusam a cumprir. Da conversa mole de Rui Tavares está a esquerda farta; na Ucrânia bastou ver o activista judeu-sionista Bernard Henri-Levy a arengar às massas da "revolução" em Kiev para se perceber a génese do movimento.

Agora estão confirmadas as suspeitas: escreve Michel Chossudovsky sob o título "em Kiev, um veterinário do exército israelita liderou uma unidade de luta de rua" e a Jewish News Agency (JTA) confirma que soldados da "Força de Defesa de Israel (IDF) estiveram envolvidos no movimento de protesto EuroMaidan sob o comando directo do Partido Neo -Nazi Svoboda. O Partido Svoboda segue os passos do seu lider Stepan Bandera, um colaboracionista das forças de ocupação Nazi durante a 2ª Grande Guerra Mundial. O líder dos "capacetes azuis de Maidan" tem o nome de código de guerra "Delta", o comandante que lidera uma milícia judaica que participa na "revolução ucraniana" executando à bala militantes anti-fascistas. "Delta" é um veterano da brigada de infantaria Givati, que esteve envolvido em diversas operações dirigidas contra Gaza, incluindo a Operação Chumbo Fundido em 2008-2009.

Em cima à esquerda: homenagem a Stephen Bandera
Os idiotas que dirigem a tentativa do Ocidente impôr uma ditadura "democrática" global esqueceram-se que existe um tratado de defesa do modo de produção asiático, uma coisa que se chama "Organização de Cooperação de Shanghai". A organização é mal vista pelos vassalos do imperialismo Euro-Anglo-Americano pelo seu teor "anti-ocidental" cujas posições advogam a formação de uma organização antagônica à NATO, à substituição do dólar como moeda global de referência, a formação de um cartel de gás natural e ao incentivo ao armamento nuclear dos seus membros como forma de dissuação contra ataques. (wikipedia)
Agora a China ameaça os Estados Unidos com sanções económicas se continuarem com a mesma postura no que respeita à Ucrania, isto é, esta potência emergente coloca-se incondicionalmente ao lado da Rússia e enfria magistralmente as “ambições geopolíticas” e as grosseiras exigências dos EUA ao insinuar que pode exigir o pagamento de todos os seus titulos de divida (obrigações). A ameaça é suficientemente eficaz, tendo em conta o facto das reservas de ouro dos Estados Unidos não cobrirem nem de perto nem de longe as suas emissões de obrigações de divida,  um estratagema vigarista com que cobrem  o seu défice astronómico.

segunda-feira, março 03, 2014

Mickeycracia

A democracia chegou à Ucrânia no século XXI pela mão da extrema-direita neo-Nazi Mas para a maioria do povo a escolha complica-se quando é necessário optar por duas ofertas concorrentes, ou pela da Rússia ou pela da União Europeia. A opção balança em raízes seculares. Á excepção do episódio da dramática fuga dos traidores do exército branco de contra-revolucionários russos no fim da guerra civil que os opôs à Revolução de Outubro, do seu atabalhoado embarque em 1921 para a frota dos Aliados ocidentais estacionada no porto de Odessa, corridos a tiros de canhão, para se restabelecerem em Paris e Londres... este camarada colunista no DN acerta em tudo, na mouche:

"As guerras têm a vantagem de ensinar-nos geografia. Mas seria preferível continuarmos sem saber onde fica a Crimeia e que a sua cidade de Sebastopol, apesar de ucraniana, é o único porto russo que não está gelado em nenhuma época do ano. Nesse porto há uma base da Armada russa. Fiquemos com esse primeiro facto: a Rússia e a Ucrânia têm muito passado comum. O suficiente para uma cidade ucraniana ter um porto que é o único que abre o Mediterrâneo à Rússia. Decorre do passado comum outro facto: aquela Ucrânia que nos têm apresentado como unanimemente ocidental não é homogénea. Nas fronteiras ocidentais ela é culturalmente ucraniana, nas orientais e na Crimeia, russa. Qual foi a parte de "não há bons, de um lado, e maus, do outro" que não perceberam? Ah, perceberam tudo, então expliquem à Alemanha que era melhor não ter acirrado uma das partes da Ucrânia contra a outra... Mas chega de más notícias, vou dar uma boa: não vai haver guerra. Sabem porquê? Porque nas guerras é necessário dois lados. E neste caso só um é certo: a Rússia não vai perder uma parte essencial de si. O outro lado, a União Europeia que acirrou, vai espernear com palavras mas não vai espingardar, por que não tem com quê. Então, a União Europeia vai ficar com um Estado falido nos braços. Como antigamente, a Alemanha perde mais uma guerra. Como recentemente, mostra que é boa a empobrecer os outros. Mas, valha a verdade, continua a saber vender Audis". (DN)
os Aliados do Corpo de Intervenção da NATO enfrentam grandes dificuldades
no novo jogo de xadrez cujo tabuleiro é a Eurásia do "Le Grand Chessboard"
de Zbigniew Brzezinski (não por acaso de novo conselheiro na administração Obama)