Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta armas nucleares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta armas nucleares. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

agressão russa, agressão russa, agressão russa

O secretário de Estado para os assuntos estrangeiros russo Sergey Lavrov acaba de afirmar na Conferência de Segurança realizada em Munique (Munich Security Conference 2015) que "a segurança da Europa está a ser sabotada pelos Estados Unidos" (Global Research) 
As constantes provocações das "democracias ocidentais" apostadas em transformar a antiga "guerra fria" em guerra quente, business as usual, têm insistido na necessidade de armar os nazi-fascistas de Kiev, a Nato pronta a intervir militarmente, os papagaios-lacaios do Complexo-Militar-Industrial debitando ameaças constantes sobre "os rebeldes" que não têm intenções de se submeter à dominação estrangeira. E quando o alarido sobre o uso das armas sobe de tom, é porque os fautores da Nova Ordem Mundial já têm armas suficientes no terreno, de novas tecnologias que são urgentes para o negócio sejam experimentadas - faltando-lhes apenas um pretexto para avançar. Será que pensam e estão certos que têm meios para destruir um país como a Rússia? ontem a fábrica de quimicos DKZHI perto de Donetsk foi bombardeada pela tropa de Kiev com ogivas disparadas por artilharia que causaram um enorme clarão, o qual inclusivé foi registado por satélites a partir do espaço (ver video) . John McCain, chairman do Comité do Senado para o serviço de Armamento (Senate Committee on Armed Services), disse que Kiev está a usar bombas de cluster (semelhantes às empregues no ataques israelitas que destruiram Gaza) porque a tropa ucraniana não possui ainda armas melhores que estas entregues pelos Estados Unidos (fonte)  - mas o efeito de ontem não foi apenas o que causaria as "bombas de cluster", trata-se de algo mais grave: os EUA estão dispostos a utilizar bombas nucleares tácticas operadas por técnicos militares norte-americanos e este foi o primeiro ensaio?

terça-feira, dezembro 02, 2014

a NATO testou a sua Força de Reacção Rápida desafiando Vladimir Putin um ano antes da crise na Ucrania que está levar à diabolização da Rússia

a 3 Novembro de 2013, cerca de um mês antes do inicio da revolta na Ucrânia, o jornal francês L`Express noticiava através da Reuters que a NATO tinha lançado a sua maior manobra estratégica dos últimos 10 anos em zonas de fronteira com a Rússia.

Entre 2 a 7 de Novembro de 2013 a operação "Jazz Steadfast" no Mar Báltico mobilizou cerca de 7.000 homens, incluindo 1.200 soldados franceses, tanques, aviões e uma frota naval – tratava-se do ensaio da recentemente criada Força de Reacção Rápida do Tratado do Atlântico Norte projectada para funcionar em todos os teatros de operação - "há cinco anos que a Rússia se mostra cada vez mais segura de si mesma no Báltico", disse então o ministro da Defesa da Letónia Artis Pabriks: “a operação Jazz Steadfast é importante para nós porque são os primeiros exercícios que nos permitem treinar para defender o nosso território". Tal ameaça seria um cenário improvável, que nunca se verificou nem durante os anos em que os países bálticos se tornaram independentes da União Soviética.

Três semanas depois, a 21 de Novembro de 2013, tiveram inicio os protestos na capital da Ucrânia, uma onda de manifestações cujo objectivo imediato foi mudar o nome da Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) para “Euromaidan”, de acordo com o desígnio da extrema-direita ucraniana uma vez caçado o poder aderir à União Europeia. O regime democrático eleito caiu em Fevereiro de 2014 e no dia 7 de Março um avião sem identificação levou todo o ouro existente no Banco Central da Ucrânia para os Estados Unidos, provavelmente como garantia de colocar os 44 milhões de ucranianos na esfera da Dívida aos bancos privados ocidentais.

Voltando à operação no Báltico, o General norte-americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados afirmou então que a experiência de contra-guerrilha liderada pela NATO no Afeganistão não é suficiente, precisando a Aliança de se preparar para as operações militares mais sofisticadas dos exércitos tradicionais. Embora a Rússia não tenha ensaiado qualquer movimento, a NATO convidou observadores russos a participar no exercício "Jazz Steadfast" na clara intenção de provocar tensão nas relações entre o Ocidente e da Rússia de Vladimir Putin, que há muito reclama o direito de defesa de proximidade especialmente no mar Báltico e no Cáucaso, cuja influência tem vindo a ser corroída pelo Ocidente desde o fim do regime soviético.

os novos ares de guerra fria
Desde então, Vladimir Putin tem continuado a modernização do exército russo como prioridade nacional: "infelizmente, o mundo de hoje está longe de ser pacífico e seguro. (...) a instabilidade é crescente em grandes partes do mundo", disse Putin. No ano passado, Moscovo anunciou um aumento de 25% no seu orçamento de defesa, o que já ultrapassa o da França (62,2 milhões de habitantes) ou o Reino Unido (63,7 milhões). A Rússia (142,5 milhões de habitantes) vai gastar o equivalente de 515 biliões de euros até 2020, definindo uma meta para fornecer equipamentos modernos e pelo menos mais um milhão aos 700.000 activos no serviço militar. Irão ser construídos dois mil e trezentos carros de combate, 1.200 helicópteros, 15 navios de superfície e 28 submarinos. Em operações que lembram a Guerra Fria, bombardeiros russos aproximam-se agora periodicamente do espaço aéreo da NATO. Como contra-informação, é agora informado que os caças britânicos descolaram 29 vezes entre 2010 e 2012. A Letónia comunicaram que aviões russos sobrevoaram o seu território “quase 37 vezes”, só em 2013, enquanto tais incidentes ocorriam, uma ou duas vezes por ano, nos últimos cinco anos. A actividade naval também teria recrudescido - "Estamos a fazer o nosso melhor para reforçar a cooperação (...), temos de continuar a demonstrar a nossa intenção e capacidade de defender os nossos interesses", disse o general Charles H Jacoby, chefe do Comando Norte (NORTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos. As manobras terrestres da Rússia estariam também a preocupar os países vizinhos, particularmente como a designada "Zapad-103", realizada na Bielorrússia em Setembro´de 2013 descrita pelo Kremlin como exercícios de treino antiterroristas.

Marcha Nazi em Kiev
"A postura muito agressiva do Zapad causou muita preocupação entre os países bálticos, que têm prevista no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte a intervenção dos Aliados para ajudar um país-membro caso seja atacado” disse uma alta autoridade ocidental, "no entanto, é geralmente aceite que o governo russo não representa uma ameaça". Oficialmente, o foco permanece sobre a cooperação com a Rússia. Aviões da NATO têm participado com os russos em exercícios de defesa contra-terrorismo, enquanto esquadras navais da Aliança estavam fundeadas nos portos da Federação Russa. "Muitos de nós nos perguntamos: por quê?", inquiriu um diplomata ocidental, observando que a NATO expressou claramente a sua intenção de não provocar o Oriente asiático - "para se armar na perspectiva de um conflito com quem? Não é um enorme desperdício de recursos?"

segunda-feira, junho 10, 2013

Sansão, a célebre figura da mitologia biblica judaico-Sionista, converteu-se em realidade...

A "Opção Sansão" é o nome que alguns analistas militares deram à estratégia de dissuasão de Israel, prevendo a retaliação maciça com armas nucleares como "último recurso" contra nações cujos hipotéticos ataques militares ameacem a existência do Estado Sionista.

Como habitualmente, o fornecedor intermediário da tecnologia é a Dalila alemã, a habitual correia de transmissão do imperialismo anglo-americano para a Europa e Médio Oriente.
A concepção original do termo “Opção Sansão” foi pensada somente como uma intimidação, de acordo com o que afirmou o jornalista norte americano Seymour Hersh e o historiador israelita Avner Cohen. Segundo o livro publicado em 1991, líderes israelitas como David Ben-Gurion, Shimon Peres, Levi Eshkol e Moshe Dayan, cunharam a expressão em meados dos anos de 1960, numa referência ao personagem bíblico “Sansão”, que derrubou as colunas do templo e matou milhares de Filisteus usando apenas as próprias mãos.

Por volta de 1976, a Central de Inteligência Americana – CIA, já acreditava que Israel possuísse entre 10 e 20 armas nucleares. Em 1986, Mordechai Vanunu, um ex-técnico nuclear, entregou ao jornal Sunday Times de Londres, fotografias que havia tirado do interior do Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, próximo da cidade de Dimona, no deserto do Sinai, zona ocupada por Israel durante a Guerra dos 6 Dias e seguidamente administrada por militares norte-americanos a titulo de "mediadores de paz". Depois da história de Vanunu ser publicada, agentes da Mossad sequestraram-no em Roma, onde passava férias, e levaram-no de volta a Israel. Sumariamente julgado e condenado, Vanunu cumpriu uma pena de 18 anos de prisão, 11 dos quais em solitária. Israel continuou a negar possuir armas nucleares.

Até que na semana passada um programa israelita que usa fundos financeiros oriundos dos EUA, destinados à defesa de mísseis dentro de um bunker de comando nuclear e com silos ICBM foi "acidentalmente" divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.  Na tentativa de "colocar o génio de volta para dentro da garrafa", Israel usou os seus principais jornais e os demais que controla no Ocidente para divulgar que a notícia era falsa e imprecisa.
Quer dizer, o presidente Russo Vladimir Putin mudou completamente a situação quando o sistema de defesa S300 fornecido à Síria entrou em função operacional. A Força Aéreas de Israel é agora impotente contra a Síria, um país programado para ser "apagado nas areias do tempo" por Israel, num esquema que faz parte duma estratégia global multi-faseada contra o Irão, uma estratégia a ser coordenada com outras potências nucleares como a Índia ou o Paquistão, contra todo o sul da Ásia e a Bacia do Mar Cáspio.

ao estilo do “Bunker de Hitler”, as ICBms serão usadas pela elite Sionista de Netanyahu para armazenar ogivas nucleares, químicas e biológicas.

O sistema de mísseis Arrow 3, projectado para ser uma célula de lançamento e interceptação de mísseis de grande altitude, que é muito parecido com o projeto do sistema russo S 300 agora activo na Síria, foi financiado com base na hipótese não comprovada de que o programa nuclear do Irão tivesse não só avançado, mas que o Irão teria em breve pequenas ogivas de mísseis "transportáveis" por foguetes. Israel exigiu então o sistema como protecção contra mísseis nucleares iranianos, os quais de acordo com um novo relatório da AIEA, podem muito bem nem sequer existir. Algumas cópias vindas antecipadamente a público do relatório da AIEA, que deverá ser divulgado na segunda-feira, 10 de junho 2013, mostram que as conclusões dos serviços de informação dos Estados Unidos sempre souberam disso e há muito tempo que indicam que o Irão não tem um programa nuclear militar. O relatório cita que cada "grama" de material nuclear foi pesada e verificada e nenhuma foi transferida para programas relacionados com armas nucleares. Clinton Bastin, um ex-projectista-chefe de armas nucleares do Departamento de Energia dos EUA, comentou que as linhas de controle ao longo das fronteiras do Irão, tornam impossível que qualquer material nuclear possa ter sido "redireccionado" para o programa Iraniano de enriquecimento de urânio, e o gás de urânio a 20% nunca poderia realmente resultar num material de grau puro o bastante para ser usado em armas nucleares. Tanto os Estados Unidos como Israel, sabem perfeitamente tudo isso... mas no entanto continuam a mentir!

O artigo que divulga estes factos foi originalmente publicado no site norte americano Veterans-Today por Gordon Duff e depois reproduzido na cadeia de televisão iraniana PressTV. No entanto, em entrevista de 12 Outubro de 2012 dada ao judeu Mike Harris da República Broadcasting Network, Gordon Duff teria afirmado: "Cerca de 30% do que está no Veterans-Today é reconhecidamente falso. Cerca de 40% do que eu escrevo é pelo menos propositadamente parcialmente falso, porque se eu não escrevesse informações falsas, eu não estaria vivo." Obviamente, o que Mike Harris pôs na boca do entrevistado é falso.



sábado, dezembro 31, 2011

um mundo de loucos

2053 engenhos nucleares explodiram no planeta Terra entre 1945 e 1998. O japonês Isao Hashimoto fez um mapa interactivo dos países promotores, conforme a intensidade e o espaçamento no tempo do uso e experiências dessas armas entre os 2 ataques a Hiroshima e Nagasaqui e os 2051 ensaios nucleares que afectam um planeta que é de todos

terça-feira, dezembro 13, 2011

valha-nos Deus *

o realizador Manuel de Oliveira fez 103 anos no passado Domingo e foi entrevistado pela sua aluna nas aulas de comunicação Fátima Campos Ferreira:
- Mestre, sabe-se que é profundamente religioso...
- sim, acredito que alguém tenha criado isto tudo. Teve que ser alguém a fazê-lo, o mundo não poderia ter nascido do ar...

o chileno Humberto Maturana, junto com Francisco Varela, foi o autor da mais recente teoria de conhecimento biológico sobre a auto-organização da Matéria - a Autopoiese (1972) - palavra composta por "auto" do grego "por si mesmo" e "poiesis" que significa "criação, produção" aglutinação que significa auto-criação (sef-creation) e expressa a dialéctica fundamental biológica entre estrutura, mecanismo e função

* A raio de acção de Deus anda a ficar bastante diminuto - mais concretamente, desde as Luzes que jorraram sobre as fábulas biblicas, porém o espirito divino tornou-se dramaticamente ínfimo desde o aparecimento da particula que pode também ser anti-particula ao mesmo tempo (o Diabo). Apareceu-nos o neutrino, desapareceu o homem que em 1938 tinha desabafado: "a Física está no caminho errado. Estamos todos no caminho errado". E o sacana do bom Deus não mexe uma palha...
clique na imagem para ampliar
“Somos anões sentados aos ombros de gigantes”
pintura do século XVII sobre a metáfora atribuida a Bernardo de Chartres (1085-1148) que por sua vez se tinha inspirado na mitologia grega do gigante Orion que era cego e que para poder ver levava sempre às costas o seu escravo Cedalion.
Stephen Hawking também utiliza este mito como título do seu último livro, referindo-se às galáxias auto-organizadas que se encavalitam e nascem umas das outras, admitindo que a expressão teve origem numa carta de Newton

Ainda mais ínfimo: Cientistas do CERN prevêm revelar brevemente evidências da existência fisica do bosão de Higgs (BBC)
.

quinta-feira, março 31, 2011

põe-te a pau Patrick Monteiro de Barros

Um atentado à bomba atingiu hoje as instalações do lobie nuclear na Suiça - o ataque por carta armadilhada enviada à Swissnuclear, a federação que reúne as empresas que administram as centrais nucleares, quis enviar por meios explosivos a mensagem que "nuclear não obrigado". Esperamos que entendam. O empresário Patrick Monteiro de Barros é um dos accionistas de referência da Petroplus, um grupo de investimentos no ramo da Energia, que tem sede na Suíça

relacionado:
* a central nuclear de Cofrenses ligada ao grupo espanhol Iberdrola proporcionou um lucro de 2,9 mil milhões de euros apenas no exercicio de 2010 (Entrevista ao porta-voz do Grupo de Acção Ecologista de Valência)
.

quinta-feira, setembro 23, 2010

il Capo, ou o longo mandato de um gangster num país da Europa

O fotógrafo Alberto Roveri descobriu no seu arquivo uma foto de Silvio Berlusconi armado, nos anos 70, "quando ainda era apenas um empresário e tinha medo de ser sequestrado pela Máfia" (segundo L`espresso). Outra redacção que expresse o contrário também é adequada: "Berlusconi, um capo da Máfia anda armado com medo de ser lixado por algum empresário"

Indissociável da imagem pública de qualquer gangster são as miúdas giras e boas como o milho, a quem, inspirados na matriz norte americana chamam carinhosamente de “Legs”. Neste particular Berlusconi não tem deixado os seus créditos por mãos alheias (na foto, Camila Ferranti, uma das musas do harém situado na villa La Certosa na Sardenha, uma das muitas que se prostituem pela ambição de virem a entrar no canal de televisão Mediaset ou outros órgãos mediáticos propriedade do 1ª ministro – Il Cavaliere, a face visível da troupe de palhaços-ricos que, incrivelmente, há mais tempo governa na Europa, não foi parar à Sardenha pela mera passagem pela espuma do espectáculo; há uma evolução natural..

clique no cartoon para ampliar
Sardenha.Nato, a Europa de que não se fala (Entrevista de Ana Barradas à activista italiana Cladinè Curreli. Setembro de 2006).

“Conhecida como destino de férias desde que o príncipe AgaKhan comprou nos anos 50 uma extensa faixa do litoral e a transformou numa fieira de urbanizações turísticas, a Sardenha tem uma outra face menos conhecida – um enorme complexo de bases militares da NATO e polígonos de tiro do exército italiano.
São muitas as bases na Sardenha?
- A concentração de bases e polígonos de tiro na Sardenha (Santo Stefano, Decimomannu, Salto di Quirra, Capo Teulada, Capo Frasca) ultrapassa tudo o que se conhece noutras regiões. Cerca de três quartos do território da ilha estão submetidos a reserva militar.
Que consequências?
- O meio ambiente está afectado, em alguns casos de forma irreversível. Surgiu um deserto onde até aos anos 50 havia bosques, espécies raras foram extintas, a pesca tronou-se impossível na costa leste. O mar, na região de Teulada foi recentemente declarado “irrecuperável” devido à acumulação no fundo de projécteis e mísseis. Numa coincidência mais que suspeita, o Estado italiano tem vindo a criar parques naturais e reservas marinhas nas zonas envolventes das bases, deslocando à força as populações.
E a vida das pessoas?
- Há quem diga que as bases são boas porque dão trabalho e fazem girar a economia da ilha. Mas qual economia? A Sardenha está reduzida a turismo, refinarias e bases militares. É uma das regiões mais pobres da Europa. O lucro vai para o Ministério da Defesa italiano, que cobra 60 a 80 milhões diários pelo aluguer de polígonos de tiro (muitas vezes a comerciantes de armas estrangeiros). Os habitantes dessas zonas estão submetidos ao sequestro e ao bombardeamento contínuo da costa. A única saída que resta aos jovens é continuar a emigrar para Itália, cada vez em maior número.

Que se passa nessas bases?
- Apesar do segredo militar sabe-se que nelas são realizadas experiências de armas tóxicas e radioactivas, como as de urânio empobrecido. É o caso da base de La Maddalena, criada por tratado secreto assinado por Nixon e Andreotti nos anos 70, que nunca foi ratificado pelo parlamento italiano.
A energia nuclear foi proibida na Itália por referendo, mas os submarinos com reactores nucleares sulcam aqui as águas do Mediterrâneo. Nos últimos anos foi oficialmente reconhecida a sua presença. Investigações independentes registaram uma concentração anormal de plutónio e elementos radioactivos em torno das bases de La Maddalena, S. Stéfano e Teulada.
Há prejuízos para a saúde da população?
- A inalação de partículas infinitesimais causadas pela explosão de munições com urânio empobrecido ou ingeridas através da cadeia alimentar está a provocar mutações genéticas, cancros e linfomas. No polígono de lançamento de mísseis de Salto di Quirra, o maior da Europa com os seus 7.200 hectares de terreno expropriado e 500 km2 de mar transformado em reserva militar, são feitas experiências e demostrações promocionais dessas armas a clientes estrangeiros. Uma investigação levada a cabo pelo comité sardo “Gettiamo le Basi” (Fora com as Bases) na zona de Quirra assinala: seis militares mortos depois de ter prestado serviço na base, onze casos de leucemia registados em dez anos entre os 150 habitantes de Quirra, 11 bebés nascidos com malformações em Escalaplano nos anos 80, ainda em Escalaplano catorze casos de tumor da tiróide, mais cinco militares internados em diversos hospitais… Chama-lhes “os números do medo”. O “sindroma de Quirra” é já mencionado em estudos científicos”
.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

nacionalização e militarização do Ensino

Nas sociedades em que o Ensino não é da responsabilidade do Estado,

e onde para estudar é preciso gastar dinheiro, a maioria das classes pobres raramente o fará. Assim, com a primária, se é que a fez, e sem quaisquer possibilidades de emprego decente chegou o jovem Bryan Julian aos 30 anos. Mas vislumbrou uma hipótese: alistou-se para ir para a guerra no Iraque, onde estudou, e agora já é Guarda Nacional com o posto de Sargento. “Sou oficial da Polícia e estou de regresso a casa, mas a minha definição de “normal” provavelmente é diferente de qualquer outra pessoa” diz ele. Há quem não veja nada de anormal nisto.

mas continua a haver gente burra: “5 manifestantes foram presos e condenados a 60 dias de cadeia quando exigiam o encerramento do aquartelamento “School of the Américas” em Fort Benning”, uma escola militar que treina forças de intervenção junto dos governos e oposições na América Latina.

mais um

Um jovem comandante foi este fim de semana encontrado morto na Base Aérea de Minot. O Capitão Jonathan Bayless, 28 anos, era chefe de operações de suporte ao 91º esquadrão de combate – que manobra aviões equipados para transporte de armas nucleares (mini-nukes). Bayless prestava serviço na “Minot Air Force Base” desde Março de 2005. A Base de Minot começou a estar debaixo de atenção, quando em 2007 apareceram aviões equipados com “nukes” prontas a ser utilizadas, ultrapassando todos os rigorosos procedimentos hierárquicos, sem que na altura se tivesse determinado de onde tinham partido as ordens. O caso esteve na origem de uma série anómala de “suicidios” (sete) entre quadros militares de responsabilidade
.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Guerra e Paz *

"A guerra nunca deflagra subitamente: a sua extensão não é obra de um instante”.
Carl Von Clausewitz

(...) Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Hans Morgenthau (1), pai da teoria política internacional norte-americana, formulou uma tese muito simples e clássica, sobre a origem das guerras. Segundo Morghentau: “a permanência do status de subordinação dos países derrotados numa guerra, pode facilmente produzir a vontade destes países desfazerem a derrota e jogarem por terra o novo status quo internacional criado pelos vitoriosos, retomando o seu antigo lugar na hierarquia do poder mundial. Ou seja, a política imperialista dos países vitoriosos tende a provocar uma política imperialista igual e contrária da parte dos derrotados. E se o derrotado não tiver sido arruinado para sempre, ele quererá retomar os territórios que perdeu, e se possível, ganhar ainda mais do que perdeu, na última guerra” (2) .

Em 1991, depois do fim da Guerra Fria, não houve um Acordo de Paz, que estabelecesse as perdas da URSS, e que definisse claramente as regras da nova ordem mundial, imposta pelos vitoriosos, como havia acontecido no fim da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais. De facto, a URSS não foi atacada, o seu exército não foi destruído e os seus governantes não foram punidos, mas durante toda a década de 90, os EUA e a UE apoiaram a autonomia dos países da antiga zona de influencia soviética, e promoveram activamente o desmembramento do território russo. Começando pela Letónia, Estónia e Lituania, e seguindo pela Ucrânia, a Bielorússia, os Balcãs, o Cáucaso e os países da Ásia Central.

Neste período, os EUA também lideraram a expansão da NATO, na direcção do leste, contra a opinião de alguns países europeus. E mais recentemente, os EUA e a UE apoiaram a independência do Kosovo, aceleraram a instalação do seu “escudo anti-mísseis”, na Europa Central, (na Polonia e Republica Checa) e estão armando e treinando as forças armadas da Ucrânia, da Geórgia e dos países da Ásia Central, sem levar em conta que a maior parte destes países pertenceu ao território russo, durante os últimos três séculos. Em 1890, o Império Russo, construído no século XVIII, por Pedro o Grande e Catarina II, tinha 22.400.000 Km2 e 130 milhões de habitantes. Era o segundo maior império contíguo da história da humanidade, e era uma das cinco maiores potências da Europa.

No século XX, durante o período soviético, o território russo manteve-se do mesmo tamanho, a população chegou a 300 milhões de habitantes, e a Rússia transformou-se na segunda maior potência militar e económica do mundo. Pois bem, hoje a Rússia tem 17.075.200 km 2 e apenas 152 milhões de habitantes, ou seja, em apenas uma década, a década de 1990, a Rússia perdeu cerca de 5 .000.000 km2 , e cerca de 140 milhões de habitantes.

A maior parte dos analistas internacionais que se dedicam a prever o futuro esquecem-se – em geral - que os grandes vitoriosos de 1991, não foram apenas os EUA, foram os EUA, a China e a Alemanha (como motor económico da União Europeia e cadeia de transmissão do imperialismo via BCE). Numa viragem histórica onde só houve um grande derrotado, a URSS, cuja destruição trouxe de volta ao cenário internacional, uma Rússia mutilada e ressentida. A Alemanha e a China ainda levarão muitos anos para “digerir” os novos territórios e zonas de influência que conquistaram, nas últimas décadas, na Europa Central e no Sudeste Asiático. Enquanto isto, o desaparecimento da União Soviética colocou a Rússia na condição de uma potência derrotada, que perdeu um quarto do seu território, e metade de sua população, mas que ainda mantém de pé o seu armamento atómico, e o seu potencial militar e económico, junto com uma decisão cada vez mais explícita “de desfazer a derrota, e jogar por terra o novo status quo internacional criado pelos vitoriosos (em 1991), retomando seu lugar na hierarquia do poder mundial”. (3)
Por isto, neste início do século XXI, a Rússia é um desafio e uma incógnita, para os dirigentes de Bruxelas e de Washington e para os comandantes militares da NATO. Quando na verdade, o mistério não é tão grande, e se Hans Morghentau tiver razão, trata-se de um segredo de polichinelo: a Rússia foi a grande perdedora da década de 90, e ao contrário do que diz o senso comum, será a grande questionadora da nova ordem mundial, qualquer que ela seja, até que lhe devolvam - ou ela retome - o seu velho território, conquistado por Pedro o Grande e Catarina II. Por isso, a actual guerra na Geórgia não é uma guerra antiga, pelo contrário, é um anúncio do futuro"

* adaptação parcial do texto de José Luis Fiori publicado na "Revista Económica" (Brasil)

notas:
(1) Como não podia deixar de ser entre os grandes decisores das grandes linhas politicas norte americanas Hans Joachim Morgenthau foi um judeu alemão que emigrou para os EUA em 1930, vindo a ser personagem importante na declaração de guerra da diáspora judaica americana ao regime nacional socialista de Adolf Hitler. Tradicionalmente radicada nos EUA, na familia Morgenthau notabilizaram-se Henry Morgenthau Jr., o subsecretário de Estado do Tesouro que fundou a Conferência de Bretton Woods, que esteve na origem da criação do FMI e do International Bank for Reconstruction and Development (o Banco Mundial); e ainda Robert M. Morgenthau, procurador geral do Estado de New York desde 1975, que só por si merece um post aparte,,,
(2) Hans J. Morgenthau, (1993) [1948]. "Politics Among Nations. The Struggle for Power and Peace", Mc Graw, New York, pág. 66
(3) ver também: Serge Halimi "The Return of Russia" - publicado na Monthly Review
.

quinta-feira, março 29, 2007

tantas vezes ouvi dizer isto,
que agora já sou perfeitamente capaz
de o repetir de cór e salteado:

"Isto é um perfeito abuso feito
à revelia de toda a legislação internacional"

ps - andaria bem o regime iraniano se pusesse "Faye Turney e sus muchachos", (apanhados ilegalmente a mais de 5000 quilómetros de casa), a aguardar julgamento acampados numa tenda, dentro dos portões das instalações nucleares para fins energéticos pacificos de Isfahan

* "Afinal o que quer a República Islãmica?"

*A Embaixada do Irão em Londres divulgou hoje sexta-feira uma terceira carta supostamente escrita pela marine britânica Faye Turney na qual ela diz ter sido "sacrificada devido às políticas interventoras dos governos Bush e Blair"
"É hora agora de pedir aos nossos governos que mudem o seu comportamento opressor em relação a outros povos", afirmou Turney na carta.
(fonte)
.