Baptista-Bastos, escritor, ex-cronista saneado do Diário de Noticias
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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sexta-feira, janeiro 15, 2016
segunda-feira, janeiro 04, 2016
sobre a boca-no-trombone do Bloco no parlamento burguês
"Conhecendo a delicadeza política, chamemos-lhe assim, (do Banco de Portugal) no dia 11 de Dezembro o Bloco de Esquerda perguntou ao Banco de Portugal pelo contrato assinado com Sérgio Monteiro. Acumulavam-se as questões de conflito de interesses e motivação da escolha e o Banco de Portugal continuava sem publicar o contrato na base de Contratos Públicos online, como manda a lei. Tivemos de esperar até ao último dia de dezembro para que finalmente o contrato fosse publicado. Qual não foi o nosso espanto ao verificarmos que tem data de 18 de Dezembro. Isto é: só depois da pergunta do Bloco é que o Banco de Portugal se deu ao trabalho de realizar o contrato. Até aí, o vínculo de Sérgio Monteiro era apenas informal. Sabemos agora que 304800 euros é quanto Sérgio Monteiro vai receber ao longo dos próximos 12 meses para vender o Novo Banco. Sabemo-lo porque, finalmente, o Banco de Portugal publicou o contrato que assinou com o antigo secretário de Estado do Governo PSD/CDS", estando já há muito o governo de António Costa em funções, viram os leitores. (Mariana Mortágua, Curiosas Coincidências)
Jorge Costa: "Para vender a banca pública, haverá sempre apoio do PSD. Mas o governo do Partido Socialista também pode ter, no Parlamento, uma maioria para defender Portugal dos predadores. O Novo Banco não deve ser vendido.A recapitalização do Novo Banco foi anunciada repentinamente, no final do ano, ainda o país começava a digerir, entre rabanadas, a factura do Banif. Celebrou-se então um estranho unaninimismo. Nas reacções, os contribuintes ficaram a salvo enquanto eram levados para o "banco mau" os créditos sénior que tinham sido protegidos no Verão de 2014". Quer dizer, os contribuintes ficaram temporariamente a salvo, enquanto os monumentais litigios juridicos com os investidores internacionais não lhes voltarem a cair sobre as cabeças (Novo Banco, Uma Questão de Sobernania)
Jorge Costa: "Para vender a banca pública, haverá sempre apoio do PSD. Mas o governo do Partido Socialista também pode ter, no Parlamento, uma maioria para defender Portugal dos predadores. O Novo Banco não deve ser vendido.A recapitalização do Novo Banco foi anunciada repentinamente, no final do ano, ainda o país começava a digerir, entre rabanadas, a factura do Banif. Celebrou-se então um estranho unaninimismo. Nas reacções, os contribuintes ficaram a salvo enquanto eram levados para o "banco mau" os créditos sénior que tinham sido protegidos no Verão de 2014". Quer dizer, os contribuintes ficaram temporariamente a salvo, enquanto os monumentais litigios juridicos com os investidores internacionais não lhes voltarem a cair sobre as cabeças (Novo Banco, Uma Questão de Sobernania)
actualização; apenas dois dias depois, aí está o tribunal da alta finança:
"a Pimco, uma das maiores gestoras de ativos do mundo pretende reverter a decisão do Banco de Portugal que causa perdas aos detentores de cinco obrigações séniores do Novo Banco. A Pimco, o segundo mais prejudicado com esta decisão, classifica a decisão como agressiva e radical"
domingo, janeiro 03, 2016
no 30º aniversário da adesão à Comunidade Europeia
"O poder de emitir moeda própria, de a fazer movimentar pelo seu próprio banco central, é a questão central que define a independência nacional. Se um país renuncia ou perde este poder, adquire automaticamente o estatuto de entidade meramente local ou território colonizado. Se uma região, ou um país, não tiver o poder de desvalorizar a sua moeda, se não beneficia de um sistema de igualização fiscal, não há nada que possa impedir sofrer danos no processo de acumulação de capital; e o processo de declínio irá conduzir, por fim, à emigração como única alternativa para fugir à pobreza e à fome"
terça-feira, novembro 10, 2015
"O novo Circo, o novo Governo, o bafo do Lado Esquerdo do Capitalismo!"
para quem quiser defender os trabalhadores portugueses e a razoabilidade social de um estado orgânico, é bom que se iniciem a simpatizar com a matriz nacional progressista
Depois das diferenças nas retóricas com os olhos postos na passadeira, em muitos anos de espera que o falso partido socialista resolvesse a questão de precisar de muletas para o assalto ao poder, foi condição política de um povo rejeitar maioritária e eleitoralmente as políticas terroristas de roubo do país e da sua economia em 4 de Outubro, foi catapultada à reunião dos falsos desavindos para uma nova cavalgada. PS, BE e PCP fizeram-se uma família cujos contornos de acção são apenas a reposição espaçada do roubo.
Nada mais, porque a União Europeia com este governo não pode ser contestada no que impôs. E vamos para uma nova ilusão de que o povo vai ter o que merece! Até aquela coisa da dívida ser renegociada está adiada em nome da sustentação para quatro anos... Se o povo entretanto não abrir os olhos...
Breaking News. Neste momento o adjunto Portas do ministro das cervejas está a citar 1917... tarde demais, porque isso foi à 3 dias e 98 anos. Entretanto o povo já está nas escadarias do poder; com novas ilusões recicladas pelo bafo do lado esquerdo do capitalismo, claro, mas está lá.
Meia dúzia de ratos cá fora - ver recorte ao lado - também não largam o osso. (óh, se os ratos comessem só ossos, óh. óh) ... mas sabemos bem como os criadores de gado sem escrúpulos usam o mercado; engordam-no artificialmente a injecções até o animal atingir o peso máximo possivel. Estão gordos, inchados pelos liquidos retidos. No dia do abate pesam, por exemplo 500 quilos. No dia seguinte quando o comerciante vai por eles a carcaça já só pesa 420 quilos. Oitenta quilos pagos a preços de mercado esvairam-se em água, o dinheiro pago desapareceu, mas não se evaporou. E que não hajam ilusões, a prática não se passa apenas na criação de bovinos, vacas e porcos. É o método recorrente e infalivel do abate social advogado pela militantagem do CDS-PP desde que penetrou na tumba da social-pirataria PSD-PPD
Depois das diferenças nas retóricas com os olhos postos na passadeira, em muitos anos de espera que o falso partido socialista resolvesse a questão de precisar de muletas para o assalto ao poder, foi condição política de um povo rejeitar maioritária e eleitoralmente as políticas terroristas de roubo do país e da sua economia em 4 de Outubro, foi catapultada à reunião dos falsos desavindos para uma nova cavalgada. PS, BE e PCP fizeram-se uma família cujos contornos de acção são apenas a reposição espaçada do roubo.
Nada mais, porque a União Europeia com este governo não pode ser contestada no que impôs. E vamos para uma nova ilusão de que o povo vai ter o que merece! Até aquela coisa da dívida ser renegociada está adiada em nome da sustentação para quatro anos... Se o povo entretanto não abrir os olhos...
Breaking News. Neste momento o adjunto Portas do ministro das cervejas está a citar 1917... tarde demais, porque isso foi à 3 dias e 98 anos. Entretanto o povo já está nas escadarias do poder; com novas ilusões recicladas pelo bafo do lado esquerdo do capitalismo, claro, mas está lá.
Meia dúzia de ratos cá fora - ver recorte ao lado - também não largam o osso. (óh, se os ratos comessem só ossos, óh. óh) ... mas sabemos bem como os criadores de gado sem escrúpulos usam o mercado; engordam-no artificialmente a injecções até o animal atingir o peso máximo possivel. Estão gordos, inchados pelos liquidos retidos. No dia do abate pesam, por exemplo 500 quilos. No dia seguinte quando o comerciante vai por eles a carcaça já só pesa 420 quilos. Oitenta quilos pagos a preços de mercado esvairam-se em água, o dinheiro pago desapareceu, mas não se evaporou. E que não hajam ilusões, a prática não se passa apenas na criação de bovinos, vacas e porcos. É o método recorrente e infalivel do abate social advogado pela militantagem do CDS-PP desde que penetrou na tumba da social-pirataria PSD-PPD
segunda-feira, outubro 26, 2015
O silencioso golpe-de-estado de Lisboa (II)
O artigo de Jacques Sapir, cuja primeira parte se traduziu ontem aqui, foi olimpicamente ignorado pelos Media portugueses, todos propriedade dos Bancos e geridos pela sua máfia de assessores contratados. Quanto ao artigo de Ambrose Evans-Pritchard aqui também citado é na edição de hoje do Público alvo de uma diatribe abjecta escrita por uma pantomineira de serviço. Da tradução do artigo, nada!, nada que possa ser susceptível de informar os leitores. Até parece que Cavaco não criou um precedente perigoso entre os países da UE e é tudo imaginação da malta da rede social twitter… (continuação):
“Os sucessivos planos de austeridade que têm sido implementadas são destinados a reduzir o valor dos salários, quer falemos de salário directo ou indirecto. No entanto, este decréscimo só poderá beneficiar as exportações na medida em que diminuir ao mesmo tempo o consumo interno. Sempre que uma depreciação da moeda deixa o consumo interno inalterado, é necessário que os ganhos de exportação por meio de planos de austeridade possam compensar as perdas no consumo. Assim, os planos de austeridade serão sempre menos eficazes do que uma depreciação monetária, e pode-se adicionar uma nota de Patrick Artus datada de 2012: "O ajuste da taxa de câmbio dá resultados rápidos; vimos isso no caso de Espanha e Itália em 1992-1993 com o desaparecimento rápido do défice externo e aumentando o desemprego por tempo limitado. Também se viu isso em diferentes ajustes nos mercados emergentes: na Coreia e Tailândia em 1997, no Brasil em 1998". Mas Portugal não pode desvalorizar a sua moeda, logo, a responsabilidade do Euro na situação económica em Portugal é inegável. Mas também o será a responsabilidade das autoridades europeias no caos político e económico que pode ocorrer.
Mas os líderes subservientes ao estrangeiro, ou seja, às instituições europeias, decidiram não o considerar. O que está a acontecer hoje em Lisboa é muito grave, mesmo que seja menos espectacular do que o que vimos na Grécia. A natureza profundamente antidemocrática do Eurogrupo e da União Europeia é de novo afirmada e confirmada - seria cegueira não o ver. No entanto, deixar passar mais tempo pode ser tempo demasiado. Mas para que seja assim, é imperativo que todas as forças determinados a lutar contra o Euro se coordenem nas suas formas de acções. Aqui devemos sugerir o que La Boétie escreveria sobre a servidão voluntária na sua forma contemporânea "as instituições europeias são grandes porque nós os que lutamos pela soberania da nossa pátria estamos divididos"!. Mais do que nunca, surge a questão da coordenação das diversas forças da soberania nacional . Esta coordenação não implica que o que se opõe entre estas forças seja insignificante ou seja colocado entre parênteses. Esta é a lógica de "frentes", como a "Anti-Japonesa Frente Unida" feita na China pelo Partido Comunista e o Kuomintang, sem alianças em sentido estrito, mas que puderam marchar separadamente e atacar juntas. Mas a realidade, por mais desagradável que seja para alguns, é que, enquanto nós não nos podermos coordenar, uma clique minoritária poderá continuar a exercer a sua tirania. E golpe após golpe, institucionalizarem um regime de golpe permanente".
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Lições a ser aprendidas
Muitas vezes falamos de tolerância ao desastre, do cansaço e sofrimento de povos que conduzem à sua rendição ou pior. Na verdade, não existe tal coisa aqui. Os governantes portugueses tentaram aplicar os métodos incutidos pelo Eurogrupo e pela Comissão Europeia e hoje são obrigados a ver que esses métodos não dão os resultados esperados. A votação para as eleições parlamentares é o resultado dessa constatação.Mas os líderes subservientes ao estrangeiro, ou seja, às instituições europeias, decidiram não o considerar. O que está a acontecer hoje em Lisboa é muito grave, mesmo que seja menos espectacular do que o que vimos na Grécia. A natureza profundamente antidemocrática do Eurogrupo e da União Europeia é de novo afirmada e confirmada - seria cegueira não o ver. No entanto, deixar passar mais tempo pode ser tempo demasiado. Mas para que seja assim, é imperativo que todas as forças determinados a lutar contra o Euro se coordenem nas suas formas de acções. Aqui devemos sugerir o que La Boétie escreveria sobre a servidão voluntária na sua forma contemporânea "as instituições europeias são grandes porque nós os que lutamos pela soberania da nossa pátria estamos divididos"!. Mais do que nunca, surge a questão da coordenação das diversas forças da soberania nacional . Esta coordenação não implica que o que se opõe entre estas forças seja insignificante ou seja colocado entre parênteses. Esta é a lógica de "frentes", como a "Anti-Japonesa Frente Unida" feita na China pelo Partido Comunista e o Kuomintang, sem alianças em sentido estrito, mas que puderam marchar separadamente e atacar juntas. Mas a realidade, por mais desagradável que seja para alguns, é que, enquanto nós não nos podermos coordenar, uma clique minoritária poderá continuar a exercer a sua tirania. E golpe após golpe, institucionalizarem um regime de golpe permanente".
domingo, outubro 25, 2015
“Os tiranos só são grandes porque o povo está de joelhos” (La Boétie)
tirada a papel-quimico do Discurso da Servidão Voluntária" (1574) a natureza profundamente anti-democrática do Eurogrupo e (ilegalista) da União Europeia revela-se pela segunda vez, primeiro com o boicote a um governo de esquerda na Grécia, agora de novo com a não nomeação pelo lacaio-presidente de serviço dos partidos de esquerda para formar goverrno em Portugal. (via Democracia Solidária) . Como já tinha sido notado na imprensa britânica, também Jacques Sapir vem alertar para um precedente que nem os próprios portugueses estão ainda a compreender bem: “Portugal foi vítima nos últimos dias de um golpe silencioso organizado pelos lideres pró-europeus deste país [1]. Este acontecimento é particularmente grave. Ocorre lembrar a memória recente do golpe contra o governo grego gerido através de uma combinação de pressão política do Eurogrupo e pressões econômicas (e financeira) do Banco Central Europeu. Estas acções confirmam a natureza profundamente antidemocrática, não só da zona euro, mas também, deve compreender-se, da União Europeia.
Tem sido dito, e muito, nomeadamente em França e na imprensa europeia que a coligação de direita ganhou as últimas eleições portuguesas. Isso é falso. Os partidos de direita, liderados pelo primeiro-ministro M. Passos Coelho reuniram 38,5% dos votos e perderam 28 assentos no Parlamento. A maioria dos eleitores portugueses que votaram contra as mais recentes medidas de austeridade é de 50,7%. Esses eleitores focaram a sua votação na esquerda moderada (PS), mas também no Partido Comunista Português e outras formações da esquerda radical. Na verdade, o Partido Socialista Português tem 85 assentos, o Bloco de Esquerda 19 e o Partido Comunista Português 17. O que nos 230 lugares no Parlamento dá 121 lugares às forças anti-austeridade quando a maioria absoluta é 116 lugares [2]. Pode vir a ser encontrado um acordo entre os partidos de direita e o Partido Socialista. Mas este acordo não foi claramente possível pela presença desafiadora do programa de austeridade resultante do acordo entre Portugal e as instituições europeias. Esta é uma reminiscência da situação na Grécia ... Os Socialistas e o "Bloco de Esquerda" disseram claramente que o acordo deve ser revisto. Esta é a decisão em que o presidente Cavaco Silva se baseou para rejeitar a proposta apresentada para um governo de Esquerda. No entanto, a sua declaração foi mais longe. Ele disse: "Depois de todos os pesados sacrifícios feitas no contexto de um importante acordo financeiro, é meu dever e minha prerrogativa constitucional, fazer todo o possível para evitar falsos sinais a serem transmitidos às instituições e investidores financeiros internacionais. "Essa é a declaração verdadeiramente problemática. O Sr. Cavaco Silva acredita que um governo de esquerda unida pode levar a um confronto com o Eurogrupo e com a UE o que é mesmo muito provável no caso. Mas, numa República Parlamentar, como é actualmente a de Portugal, não está no poder do presidente interpretar intenções futuras para se opôr à vontade dos eleitores. Se uma coligação de esquerda e da esquerda radical tem uma maioria no Parlamento, e se mostra - foi este o caso – ter um programa de governo, ele deve ser nomeado. Qualquer outra decisão é equivalente a um acto inconstitucional, um "golpe-de-estado".
Tem sido dito, e muito, nomeadamente em França e na imprensa europeia que a coligação de direita ganhou as últimas eleições portuguesas. Isso é falso. Os partidos de direita, liderados pelo primeiro-ministro M. Passos Coelho reuniram 38,5% dos votos e perderam 28 assentos no Parlamento. A maioria dos eleitores portugueses que votaram contra as mais recentes medidas de austeridade é de 50,7%. Esses eleitores focaram a sua votação na esquerda moderada (PS), mas também no Partido Comunista Português e outras formações da esquerda radical. Na verdade, o Partido Socialista Português tem 85 assentos, o Bloco de Esquerda 19 e o Partido Comunista Português 17. O que nos 230 lugares no Parlamento dá 121 lugares às forças anti-austeridade quando a maioria absoluta é 116 lugares [2]. Pode vir a ser encontrado um acordo entre os partidos de direita e o Partido Socialista. Mas este acordo não foi claramente possível pela presença desafiadora do programa de austeridade resultante do acordo entre Portugal e as instituições europeias. Esta é uma reminiscência da situação na Grécia ... Os Socialistas e o "Bloco de Esquerda" disseram claramente que o acordo deve ser revisto. Esta é a decisão em que o presidente Cavaco Silva se baseou para rejeitar a proposta apresentada para um governo de Esquerda. No entanto, a sua declaração foi mais longe. Ele disse: "Depois de todos os pesados sacrifícios feitas no contexto de um importante acordo financeiro, é meu dever e minha prerrogativa constitucional, fazer todo o possível para evitar falsos sinais a serem transmitidos às instituições e investidores financeiros internacionais. "Essa é a declaração verdadeiramente problemática. O Sr. Cavaco Silva acredita que um governo de esquerda unida pode levar a um confronto com o Eurogrupo e com a UE o que é mesmo muito provável no caso. Mas, numa República Parlamentar, como é actualmente a de Portugal, não está no poder do presidente interpretar intenções futuras para se opôr à vontade dos eleitores. Se uma coligação de esquerda e da esquerda radical tem uma maioria no Parlamento, e se mostra - foi este o caso – ter um programa de governo, ele deve ser nomeado. Qualquer outra decisão é equivalente a um acto inconstitucional, um "golpe-de-estado".
A situação económica em Portugal
Esta "resposta positiva" do Presidente face à situação económica em Portugal, muitas vezes apresentada - erroneamente - na imprensa como um "sucesso" das políticas de austeridade, continua a ser muito precária. O défice orçamental atingiu mais de 7% em 2014 e deve ser bem acima dos exigiveis 3% este ano. A dívida pública é superior a 130% do PIB. E se a economia tem novamente algum crescimento, em 2015 ainda está ao nível de 2004. As condições de vida regrediram mais de dez anos pelas políticas de austeridade, com um desemprego extremamente alto. Na verdade, as "reformas" que têm sido impostas em troca do pacote de ajuda ao financiamento da dívida e os bancos não têm resolvido o principal problema do país. Este problema é a produtividade do trabalho que é muito baixa em Portugal, e isto por várias razões, uma força de trabalho mal preparada e investimento produtivo em grande medida insuficiente. Portugal, entre 1980 e 1990 poderia acomodar a baixa produtividade, pois poderia deixar sua moeda depreciar-se. Desde 1999 e da entrada no Euro, isso é impossível. Portanto, não é surpreendente que a produção tenha estagnado... (continua)quarta-feira, outubro 21, 2015
Oportunistas de todos os matizes, Uni-vos!
a consistência de um acordo entre a ala P"S" de Costa, o "inexistente Bloco de Esquerda", nas palavras do próprio Costa (ver o video, ver o video) e o P"C"P é sólida, mas evapora-se no ar. Portanto, a pergunta é: se um governo desta indole com apoio parlamentar que o viabilize for empossado com base na manutenção do Tratado Orçamental e no cumprimento das imposições de Bruxelas, Frankfurt e Berlim sobre o Euro, quem sobra na AR para defender os interesses dos trabalhadores? .............. o partido dos animais?
terça-feira, outubro 13, 2015
que se saiba os investidores da Bolsa não elegem deputados, ou elegeram?
Mais de 60 % dos eleitores portugueses votaram por uma mudança de governo e de política de austeridade. Apesar de António Costa que aqui não há classes médias a votar em Syrizas, o certo é que mesmo assim o boicote não se fez esperar. O semanário do agente bilderberg para Portugal agita imediatamente o fantasma que “metade do país está em risco de pobreza” como se fosse uma grande novidade (gastar dinheiro com pobres é subtrair lucros aos especuladores) e no dia seguinte verifica-se uma derrocada das acções do PSI-20 com especial impacto na Banca (Millenium BCP e BPI). O recado sussurado por Cavaco é que não pode haver modificação dos programas de austeridade exigidos pelos investidores privados coordenados pelo FMI/BCE/EU. Portanto, como diz Arnaldo Matos, seja qual for o governo a ser investido por Cavaco, ele será sempre constituído pelo mesmo putedo politico que tem estado em exercício nos últimos 40 anos. Há demasiados anos que o povo português paga um preço demasiado alto pela impossibilidade dos falsos partidos de esquerda se poderem entender. Só a direita se pode entender. Segundo o “Observador”, orgão online oficial do Capital, “no caso de Costa insistir no governo de esquerda, a direita terá de exigir novas eleições em que seja dado ao povo o direito de escolher entre duas coligações, a do PSD-CDS e a do PS-PCP-BE”, esquecendo-se que se o irrelevante cds-pp se tivesse apresentado sózinho e não sob a capa da enganadora sigla “portugal à frente” os resultados seriam outros. Então quem são os donos do pasquim que recentemente aumentou o capital social para 3,2 milhões de euros?
Disse o próprio “Observador” que revela os nomes dos accionistas em nome dos princípios da transparência e do rigor. Provocadores, perderam a vergonha que nunca tiveram, um belo “sinal da nossa postura no mercado, tal como é um exemplo da forma como iremos tratar a informação". Até estão a conseguir passar o exemplo para o nóvel órgão da direita que dá pelo nome de RTP3, a juntar ao resto do suprasumo da «pluralidade» das nossas televisões e da imprensa portuguesa...
Integram a estrutura accionista do Obervador , José Manuel Fernandes, João de Castello Branco, Jorge Bleck, Filipe de Botton e Alexandre Relvas da Lusofinança e promotores do famigerado “Compromisso Portugal”, Orientempo (accionista de referência António Carrapatoso), Pedro Martinho, Ribacapital, SGPS, Lda. (accionista de referência João Talone), Tempo Calmo SGPS, S.A. (accionista de referência Filipe Simões de Almeida) e Rui Ramos. Preside ao Conselho Geral de Supervisão o ex-presidente da AR Jaime Gama. O conselho de administração tem como presidente António Carrapatoso. Accionistas de referência: Luis Amaral y Hijas Holdings S.L., António Pinto Leite, António Viana Baptista, Ardma SGPS, Atrium Investimentos, SGPS, Bar Bar Idade SGPS de Carlos Moreira da Silva, Duarte Schmidt Lino, Duarte Vasconcelos, Holdaco, SGPS cujo accionista de referência é António Champalimaud
Disse o próprio “Observador” que revela os nomes dos accionistas em nome dos princípios da transparência e do rigor. Provocadores, perderam a vergonha que nunca tiveram, um belo “sinal da nossa postura no mercado, tal como é um exemplo da forma como iremos tratar a informação". Até estão a conseguir passar o exemplo para o nóvel órgão da direita que dá pelo nome de RTP3, a juntar ao resto do suprasumo da «pluralidade» das nossas televisões e da imprensa portuguesa...
Integram a estrutura accionista do Obervador , José Manuel Fernandes, João de Castello Branco, Jorge Bleck, Filipe de Botton e Alexandre Relvas da Lusofinança e promotores do famigerado “Compromisso Portugal”, Orientempo (accionista de referência António Carrapatoso), Pedro Martinho, Ribacapital, SGPS, Lda. (accionista de referência João Talone), Tempo Calmo SGPS, S.A. (accionista de referência Filipe Simões de Almeida) e Rui Ramos. Preside ao Conselho Geral de Supervisão o ex-presidente da AR Jaime Gama. O conselho de administração tem como presidente António Carrapatoso. Accionistas de referência: Luis Amaral y Hijas Holdings S.L., António Pinto Leite, António Viana Baptista, Ardma SGPS, Atrium Investimentos, SGPS, Bar Bar Idade SGPS de Carlos Moreira da Silva, Duarte Schmidt Lino, Duarte Vasconcelos, Holdaco, SGPS cujo accionista de referência é António Champalimaud
terça-feira, outubro 06, 2015
foi você que votou nisto?
António Garcia Pereira, membro do Comité Central do PCTP/MRPP:
"O que se vai seguir é a aliança política da coligação de traição nacional PSD/CDS (sem maioria absoluta) com o Partido dito Socialista de António Costa para mais 4 anos do desastre de cortes de salários e de pensões e dos brutais aumentos dos impostos sobre quem trabalha. E, para já, o Eurogrupo diz que o orçamento de Portugal deve ser entregue em Bruxelas até 15 de Outubro, mesmo ANTES de ser aprovado no Parlamento Português, e só DEPOIS da aprovação por parte do Eurogrupo poderá passar então pela aprovação formal da nossa Assembleia da República.
"O que se vai seguir é a aliança política da coligação de traição nacional PSD/CDS (sem maioria absoluta) com o Partido dito Socialista de António Costa para mais 4 anos do desastre de cortes de salários e de pensões e dos brutais aumentos dos impostos sobre quem trabalha. E, para já, o Eurogrupo diz que o orçamento de Portugal deve ser entregue em Bruxelas até 15 de Outubro, mesmo ANTES de ser aprovado no Parlamento Português, e só DEPOIS da aprovação por parte do Eurogrupo poderá passar então pela aprovação formal da nossa Assembleia da República.
Pertencer ao euro significa isto mesmo - a perda total da nossa Independência!"
domingo, outubro 04, 2015
mas que degradante espectáculo é este?
averiguar em primeiro lugar se o povo português não foi alvo de mais uma fraude à semelhança das "sondagens que manipularam a opinião pública durante meses; em segundo lugar como iremos ridicularizar estes crápulas dem o nosso José Vilhena?
mesmo que com o voto se tenha conseguido impedir uma maioria absoluta em beneficio de qualquer das cliques do bloco central, a luta continua, porque os cortes, mais impostos e a desvalorização do trabalho vão continuar. Precisamente porque o FMI o exige e o Cavaco obedece, eis aí amanhã o o que ele disse e fará: um governo de bloco central, as eleições apenas decidiram quem o lidera
começou a guerreia intestina dentro do Bloco Central: "e agora? A receita de Passos e Portas é esta…
mesmo que com o voto se tenha conseguido impedir uma maioria absoluta em beneficio de qualquer das cliques do bloco central, a luta continua, porque os cortes, mais impostos e a desvalorização do trabalho vão continuar. Precisamente porque o FMI o exige e o Cavaco obedece, eis aí amanhã o o que ele disse e fará: um governo de bloco central, as eleições apenas decidiram quem o lidera
começou a guerreia intestina dentro do Bloco Central: "e agora? A receita de Passos e Portas é esta…
sábado, outubro 03, 2015
a Eleição que escolhe entre dois o melhor (ou ambos) para que tudo fique na mesma. Periodo de Reflexão
terça-feira, setembro 15, 2015
nasceu uma estrela
No debate com António Costa diz-se que Catarina Martins venceu claramente. De facto ganham ambos, quem perde são sempre os ouvintes eleitores, impedidos de formar opinião por estes debates se passarem num canal de cabo com audiência restricta, em vez de em sinal aberto comforme obriga a Constituição e a Lei Eleitoral agora mandada às urtigas - para não citar a censura sobre os partidos sem representação no actual parlamento.
como no filme que lançou Judy Garland para o estrelato em Hollywood, Catarina Martins sonha atingir os pincaros da fama dentro do sistema politico nacional pretendendo casar com um velho actor decadente. Para chegar tão alto, ancorada no seu brilhantismo, a jovem conta com todo o dinheiro amealhado pela avó, uma convicta social-democrata. Na vida real começam aí os problemas, o velho astro Norman Maine não aguenta a pressão... (a star is dead)
Três pontos constam da proposta de namoro ao PS da porta-voz do Bloco dito de Esquerda, cuja não-aceitação por António Costa inviabiliza o casamento. 1. Re-estruturação da dívida pública iniciando um processo de negociação com a União Europeia. Costa discorda. Fica omisso que até o próprio FMI considera que as dívidas acima de 120% do PIB são impagáveis 2. Abandono da proposta de flexibilização do regime de contratação de trabalho que facilita ainda mais os despedimentos sem recurso à via judicial, através de acordos com os patrões como se tratasse de um acordo entre partes iguais. 3. Não aceitar cortes na TSU para os patrões nem novos cortes nas pensões para os trabalhadores, pondo em causa a Segurança Social, visando ampliar o négocio de seguros privados. Catarina afirma que no programa eleitoral do Partido dito Socialista constam novos cortes nas pensões num total de 1660 milhões de euros para os próximos 4 anos. Mas não é verdade, os cortes previstos se Costa for eleito somam 4210 milhões a menos na Segurança Social em 4 anos!
O que diz a própria direita sobre a sustentabilidade da Segurança Social: segundo os neoconservadores“As pensões e salários pagos pelo Estado ultrapassam os 70% da despesa pública, logo é aí que se tem que cortar”. É uma falácia. O número está, desde logo, errado: são 42,2% (OE 2014)... mas há que abater a parte que financia a sua componente contributiva (cerca de 2/3 da TSU). Assim sendo, o valor que sobra representa 8,1% da despesa das Administrações Públicas. (Bagão Felix,"Falácias e Mentiras sobre Pensões")
como no filme que lançou Judy Garland para o estrelato em Hollywood, Catarina Martins sonha atingir os pincaros da fama dentro do sistema politico nacional pretendendo casar com um velho actor decadente. Para chegar tão alto, ancorada no seu brilhantismo, a jovem conta com todo o dinheiro amealhado pela avó, uma convicta social-democrata. Na vida real começam aí os problemas, o velho astro Norman Maine não aguenta a pressão... (a star is dead)
Três pontos constam da proposta de namoro ao PS da porta-voz do Bloco dito de Esquerda, cuja não-aceitação por António Costa inviabiliza o casamento. 1. Re-estruturação da dívida pública iniciando um processo de negociação com a União Europeia. Costa discorda. Fica omisso que até o próprio FMI considera que as dívidas acima de 120% do PIB são impagáveis 2. Abandono da proposta de flexibilização do regime de contratação de trabalho que facilita ainda mais os despedimentos sem recurso à via judicial, através de acordos com os patrões como se tratasse de um acordo entre partes iguais. 3. Não aceitar cortes na TSU para os patrões nem novos cortes nas pensões para os trabalhadores, pondo em causa a Segurança Social, visando ampliar o négocio de seguros privados. Catarina afirma que no programa eleitoral do Partido dito Socialista constam novos cortes nas pensões num total de 1660 milhões de euros para os próximos 4 anos. Mas não é verdade, os cortes previstos se Costa for eleito somam 4210 milhões a menos na Segurança Social em 4 anos!
Minuto final Debate com António Costa Legislativas2015
Catarina Martins14 de Setembro de 2015
segunda-feira, setembro 14, 2015
afinal quem é que chamou a Troika?
Quando o PEC4 de Sócrates foi chumbado no Parlamento, Cavaco Silva nomeou um representante do seu partido - o PSD - às negociações para a ajuda externa pedida como esmola ao FMI/BCE/UE. Quando agora os aldrabões deste governo usam os "beneficios da Troika" como arma de arremesso contra o não menos mau governo anterior, nada melhor que o Eduardo (Cavaco) Catroga para explicar quem assinou o Memorando e qual dos dois grupos de parasitas beneficiou mais com a Troika
24 horas depois, Passos Coelho dá o dito pelo não dito sobre a subscrição pública para "ajudar" os lesados do BES, que afinal não contam com a ajuda do mesmo Passos Coelho (ver video)
"Deixem-se de merdas e contem a verdade aos portugueses: a Direita esteve em todas as intervenções do FMI" (blogue Aventar)
24 horas depois, Passos Coelho dá o dito pelo não dito sobre a subscrição pública para "ajudar" os lesados do BES, que afinal não contam com a ajuda do mesmo Passos Coelho (ver video)
"Deixem-se de merdas e contem a verdade aos portugueses: a Direita esteve em todas as intervenções do FMI" (blogue Aventar)
quinta-feira, setembro 10, 2015
ainda não viram este filme?
Para evitar qualquer maioria psd-cds-ps, para contrariar o Método de Hondt, é absolutamente necessário votar num partido fora dos três do arco-da-velha desgovernação
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quarta-feira, setembro 09, 2015
o “debate” em que as duas principais atracções nada de fundamental querem debater
primeira grande aldrabice de Coelho em directo:
"a divida legada pelo PS foi de 194 mil milhões"...
( Coelho aldrabou os ouvintes em 30 mil milhões de euros)
o principal problema do país é o regime de endividamento fraudulento a que o bloco central tem submetido os portugueses por 40 anos. Neste ponto ambos os partidos do arco-da-velha governação concordam em não deixar escapar segredos que ponham o esquema em causa. Por incrível que pareça, o que os dois actores têm feito nestes últimos dias é treinar para que pareçam naturais durante o espectáculo na televisão. Ora, um vigarista genuino é um oximoro,
"a divida legada pelo PS foi de 194 mil milhões"...
( Coelho aldrabou os ouvintes em 30 mil milhões de euros)
o principal problema do país é o regime de endividamento fraudulento a que o bloco central tem submetido os portugueses por 40 anos. Neste ponto ambos os partidos do arco-da-velha governação concordam em não deixar escapar segredos que ponham o esquema em causa. Por incrível que pareça, o que os dois actores têm feito nestes últimos dias é treinar para que pareçam naturais durante o espectáculo na televisão. Ora, um vigarista genuino é um oximoro,
Ora, auto-excluindo-se deste modo o Passos sobra o Costa. Sem alternativa, fica o Costa contra Costa.
O anterior governo dos autodenominados “socialistas” deixou a dívida pública em 164.348 milhões de euros em 2011 e, por pressão de Cavaco/Banco de Portugal, chamou a Troika para ajudar a transferir a divida dos bancos privados para o Estado. O actual governo de neoconservadores pegou no mote, aceitou todas as imposições e elevou a dívida para 223.092 milhões de euros! Em juros para o Estado pagar e comissões para os amigos o custo total só desta “ajuda” situa-se neste momento em 6,5 mil milhões – 623 a cada português, que, individuo a individuo não deve, nem pode dever nada a ninguém. Na propaganda do governo (que António Costa não desmonta) Portugal tem os “cofres cheios” – ter essa almofada à ordem do BCE custou aos portugueses 483 milhões de euros! E o agravamento da dívida mantêm –se, e manter-se-á, na medida em que a “supervisão” da Troika se manterá pelo menos até 2035
quarta-feira, julho 15, 2015
a lição grega (II)
Propostas do Eurogrupo são consideradas pelos gregos como "humilhantes e desastrosas". O nosso caniche Coelho diz que não são e que foi ele o autor da ideia para que não fossem humilhantes. É a fábula da râ que queria ser boi, tanto inchou tanto inchou que rebentou
"... ou seja, o que o desfecho das negociações entre o governo grego e os restantes governos do euro inequivocamente prova é que a dissidência face à austeridade não pode ser um caso nacional. E isto independentemente dessa mesma dissidência ser feita no interior do euro e da UE, como pretendeu até agora o Syriza, ou contra o euro e a UE" (Zé Neves)
Qual a causa da aparição destes partidos de fachada esquerdista "na nomenklatura reacionária) mas apenas sociais-democratas? são eleitos pela classe média em sociedades terceirizadas. Em países desindustrializados como a Espanha, Grécia e Portugal não existe uma classe operária capaz de liderar um processo revolucionário consistente, com amplo apoio popular. É esta a ilação a tirar da queda do Syriza face às poderossimas foças concentradas no drectório do Euro. Só a Itália, França e Chipre apoiaram a Grécia, os restantes "crucificaram Tsipras lá dentro" na maratona negocial, levando-o a aceitar um acordo que sabe não poderá ser cumprido. O Syriza fez o que poderia ter sido feito; Sobre a saido do Euro, maís uma vez, a palavra irá ser dada ao povo grego.
"... ou seja, o que o desfecho das negociações entre o governo grego e os restantes governos do euro inequivocamente prova é que a dissidência face à austeridade não pode ser um caso nacional. E isto independentemente dessa mesma dissidência ser feita no interior do euro e da UE, como pretendeu até agora o Syriza, ou contra o euro e a UE" (Zé Neves)
Qual a causa da aparição destes partidos de fachada esquerdista "na nomenklatura reacionária) mas apenas sociais-democratas? são eleitos pela classe média em sociedades terceirizadas. Em países desindustrializados como a Espanha, Grécia e Portugal não existe uma classe operária capaz de liderar um processo revolucionário consistente, com amplo apoio popular. É esta a ilação a tirar da queda do Syriza face às poderossimas foças concentradas no drectório do Euro. Só a Itália, França e Chipre apoiaram a Grécia, os restantes "crucificaram Tsipras lá dentro" na maratona negocial, levando-o a aceitar um acordo que sabe não poderá ser cumprido. O Syriza fez o que poderia ter sido feito; Sobre a saido do Euro, maís uma vez, a palavra irá ser dada ao povo grego.
sábado, julho 11, 2015
o Estado da Nação
Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal?
quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.
Desde a aceitação conjugada do memorando da troika pelos governos de bloco central Cavaco/Sócrates/Coelho mais de meio milhão de empresas faliram e foram encerradas. O programa de austeridade imposto significa de facto a nacionalização da dívida da banca e assumpção da descapitalização da economia. Na falência do BES o “Banco Bom” já custou ao erário público 4,3 mil milhões de euros, e os prejuízos do “Banco Mau” só serão conhecidos na sua totalidade daqui por muitos anos. O esquema fraudulento de endividamento do Estado custou ao país este ano cerca de 7,5 mil milhões de euros só em juros da dívida. Em 2016 serão 9 mil milhões, em 2020 esses juros (sem incluir o valor em dividanem que se peça mais dinheiro emprestado) atingirão o valor insustentável de 17 mil milhões de euros/ano.
Analisando o “estado da nação” visto pelo lado dos trabalhadores, existem neste momento 1 milhão e 400 mil desempregados, constando apenas 700 mil nas estatísticas oficiais manipuladas pelo governo. Da metade que não é ocultada, apenas 300 mil recebem subsidio de desemprego. Uma grande percentagem foi escondida em falsos programas de emprego, precários, em que pessoas trabalham gratuitamente para não serem expulsas da segurança social. Nestes últimos 4 anos 430 mil portugueses foram forçados a emigrar, juntando-se aos 5 milhões que já vivem no estrangeiro expulsos pelo salazarismo. Em 2014 devido aos cortes orçamentais o Serviço Nacional de Saúde registou menos 220 mil atendimentos. Na Educação, a essência da qualificação do tecido produtivo, para além de ser transformada num negócio privado, centenas de professores foram descartados e escolas encerradas, gerando uma situação calamitosa. Na justiça dezenas e tribunais foram encerrados. Nos transportes públicos o serviço regrediu e os custos de deslocação para os trabalhadores aumentaram para preços incomportáveis, quando num país desenvolvido o custo dos bilhetes e passes mensais não deve ser superior a 5% do salário mínimo nacional. Em resumo, o nível de vida dos portugueses em 2013 já tinha regredido para níveis de 1990.
quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.
Desde a aceitação conjugada do memorando da troika pelos governos de bloco central Cavaco/Sócrates/Coelho mais de meio milhão de empresas faliram e foram encerradas. O programa de austeridade imposto significa de facto a nacionalização da dívida da banca e assumpção da descapitalização da economia. Na falência do BES o “Banco Bom” já custou ao erário público 4,3 mil milhões de euros, e os prejuízos do “Banco Mau” só serão conhecidos na sua totalidade daqui por muitos anos. O esquema fraudulento de endividamento do Estado custou ao país este ano cerca de 7,5 mil milhões de euros só em juros da dívida. Em 2016 serão 9 mil milhões, em 2020 esses juros (sem incluir o valor em dividanem que se peça mais dinheiro emprestado) atingirão o valor insustentável de 17 mil milhões de euros/ano.
Analisando o “estado da nação” visto pelo lado dos trabalhadores, existem neste momento 1 milhão e 400 mil desempregados, constando apenas 700 mil nas estatísticas oficiais manipuladas pelo governo. Da metade que não é ocultada, apenas 300 mil recebem subsidio de desemprego. Uma grande percentagem foi escondida em falsos programas de emprego, precários, em que pessoas trabalham gratuitamente para não serem expulsas da segurança social. Nestes últimos 4 anos 430 mil portugueses foram forçados a emigrar, juntando-se aos 5 milhões que já vivem no estrangeiro expulsos pelo salazarismo. Em 2014 devido aos cortes orçamentais o Serviço Nacional de Saúde registou menos 220 mil atendimentos. Na Educação, a essência da qualificação do tecido produtivo, para além de ser transformada num negócio privado, centenas de professores foram descartados e escolas encerradas, gerando uma situação calamitosa. Na justiça dezenas e tribunais foram encerrados. Nos transportes públicos o serviço regrediu e os custos de deslocação para os trabalhadores aumentaram para preços incomportáveis, quando num país desenvolvido o custo dos bilhetes e passes mensais não deve ser superior a 5% do salário mínimo nacional. Em resumo, o nível de vida dos portugueses em 2013 já tinha regredido para níveis de 1990.
quarta-feira, julho 01, 2015
sobre a lei das falências
A história da Grécia é um conto de endividamento irresponsável (não de autoria do Syriza) e empréstimos irresponsáveis (forçados pelos especuladores). A lei das falências na cultura europeia e americana é um sistema de dualidades, onde as expectativas para o comportamento prudente são colocados em ambos, o devedor e o credor. O devedor deverá pagar tudo o que puder nos termos da lei, e quando essa capacidade está esgotada, o credor é efetivamente considerado moralmente responsável pela sua decisão de emprestar. Por outras palavras, quando o devedor for à falência, o credor perde a sua aposta sobre o devedor, e deste modo empréstimo é extinto. Mas não existem leis de falência para os Estados-Nação, razão porque não há nenhum poder soberano para administrá-las. À luz da lei, apenas um diálogo entre iguais. até liberais estão de acordo: "o FMI está a gozar connosco?" pergunta Paul Krugman........
quinta-feira, junho 18, 2015
O Syriza não tem legitimidade para sair do Euro? que legitimidade houve quando enfiaram os povos periféricos com economias débeis numa moeda forte como é o Euro?
Aquilo que era uma Dívida da Banca foi transformada em Dívida soberana dos Estados para o povo pagar. É essa Dívida fraudulenta (1) que justifica todos os roubos que andam a ser feitos.
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(1) Francisco Louçã, o economista e ex-dirigente do Bloco de Esquerda esteve em Atenas a convite do parlamento grego para participar na sessão da Comissão de Auditoria e Verdade sobre a Dívida Grega. (Esquerda.net)
Resumo dos nove capítulos do relatório preliminar da Comissão de Auditoria - o documento completo será publicado hoje, à hora em que o Eurogrupo estará reunido no Luxemburgo (InfoGrécia)
o FMI treinou jornalistas gregos em Washington para escrever artigos de "spin" favoráveis à Troika
Da justeja das posições que têm vindo a ser tomadas pelo Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado: Garcia Pereira e a actual Situação Grega e Privatização da TAP.
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(1) Francisco Louçã, o economista e ex-dirigente do Bloco de Esquerda esteve em Atenas a convite do parlamento grego para participar na sessão da Comissão de Auditoria e Verdade sobre a Dívida Grega. (Esquerda.net)
Resumo dos nove capítulos do relatório preliminar da Comissão de Auditoria - o documento completo será publicado hoje, à hora em que o Eurogrupo estará reunido no Luxemburgo (InfoGrécia)
o FMI treinou jornalistas gregos em Washington para escrever artigos de "spin" favoráveis à Troika
domingo, junho 14, 2015
O FMI está sob suspeita de estar a dificultar o acordo com a Grécia. Cortes na Defesa (na NATO) para salvar pensões? “Nem pensar!”, teria sido o recado enviado pelo FMI.
A Comissão de Auditoria à Dívida em curso na Grécia divulgou agora que o FMI sabia antecipadamente que o Memorando da Troica ia aumentar a dívida. Segundo um documento do FMI, datado de março de 2010, onde se detalha a programação das medidas do Memorando. Esse documento nunca foi apresentado ao parlamento grego nem aos parlamentos dos 14 países europeus que emprestaram dinheiro à Grécia. Antes da meia hora que durou o encontro deste domingo, o governo grego já tinha feito saber que os pontos da discórdia no que toca as finanças públicas são o corte de 1800 milhões nas pensões e a subida de 1800 milhões com aumentos do IVA. Ou seja, 3.600 milhões de euros por ano. Mas um porta-voz da Comissão Europeia falou, manipulando os dados, numa diferença de 2 mil milhões anuais em cortes exigidos pelos credores, que não aceitam as alternativas propostas pela Grécia. Atenas repete que não assinará nenhum acordo que preveja mais cortes de salários e pensões ou do IVA da electricidade e produtos essenciais. “Não queremos mais medidas recessivas que comprometam o crescimento. Essa experiência já durou que chegue” (Infogrécia)
Obviamente, o FMI quer mais sacrifícios do povo para garantir juros usurários aos ricos. Em Portugal o FMI quer mais cortes na despesa pública, o que funciona como recado para a era pós eleições legislativas, tanto para o PSD/CDS como para o PS. Face a uma dívida impagável, em Portugal não existe negociação alguma sobre isto; na Grécia quem irá decidir o destino do Estado social na Europa é uma instituição que não representa nenhum país? - “Só faz sentido negociar se houver solução para a dívida (…) o apoio popular é a maior arma nas negociações” diz Alexis Tsipras.
E nós portugueses? Vamos continuar a eleger deputados de partidos vendidos ao FMI?
"Caiam na realidade", disse Tsipras para as instituições que defendem os credores (BBC) - o FMI e as outras Instituições que patrocinaram o saque na Grécia nestes últimos anos, não têm o direito de enterrar a Democracia europeia... e logo no sítio onde ela nasceu (Change4all) O que se segue para a Grécia? parte da alternativa poderá ser seguir este caminho: a Desdolarização é levada muito a sério pela Federação Russa (Rede Castor). Tsipras esta semana em Moscovo para firmar novos acordos na área da energia que abastece a Europa Central (RussiaToday). Grécia investirá 2 mil milhões de euros no novo oleaduto russo através da Turquia (RússiaToday)
"Wolfgand Münchau, editor do Financial Times, defende que a Grécia só tem em ganhar ao recusar um novo programa de austeridade proposto pelos credores. Se a Grécia entrar em default, Merkel e Hollande sózinhos podem perder cerca de 160 mil milhões de euros. Poderão vir a ser recordados como “os maiores perdedores financeiros da história”, avisa" (Esquerda.Net)
Linhas Vermelhas: Supremo Tribunal da Grécia declarou inconstitucionais cortes nas pensões desde 2012, valores que devem ser devolvidos (KeepTalkingGreece)
A Comissão de Auditoria à Dívida em curso na Grécia divulgou agora que o FMI sabia antecipadamente que o Memorando da Troica ia aumentar a dívida. Segundo um documento do FMI, datado de março de 2010, onde se detalha a programação das medidas do Memorando. Esse documento nunca foi apresentado ao parlamento grego nem aos parlamentos dos 14 países europeus que emprestaram dinheiro à Grécia. Antes da meia hora que durou o encontro deste domingo, o governo grego já tinha feito saber que os pontos da discórdia no que toca as finanças públicas são o corte de 1800 milhões nas pensões e a subida de 1800 milhões com aumentos do IVA. Ou seja, 3.600 milhões de euros por ano. Mas um porta-voz da Comissão Europeia falou, manipulando os dados, numa diferença de 2 mil milhões anuais em cortes exigidos pelos credores, que não aceitam as alternativas propostas pela Grécia. Atenas repete que não assinará nenhum acordo que preveja mais cortes de salários e pensões ou do IVA da electricidade e produtos essenciais. “Não queremos mais medidas recessivas que comprometam o crescimento. Essa experiência já durou que chegue” (Infogrécia)
Obviamente, o FMI quer mais sacrifícios do povo para garantir juros usurários aos ricos. Em Portugal o FMI quer mais cortes na despesa pública, o que funciona como recado para a era pós eleições legislativas, tanto para o PSD/CDS como para o PS. Face a uma dívida impagável, em Portugal não existe negociação alguma sobre isto; na Grécia quem irá decidir o destino do Estado social na Europa é uma instituição que não representa nenhum país? - “Só faz sentido negociar se houver solução para a dívida (…) o apoio popular é a maior arma nas negociações” diz Alexis Tsipras.
E nós portugueses? Vamos continuar a eleger deputados de partidos vendidos ao FMI?
"Caiam na realidade", disse Tsipras para as instituições que defendem os credores (BBC) - o FMI e as outras Instituições que patrocinaram o saque na Grécia nestes últimos anos, não têm o direito de enterrar a Democracia europeia... e logo no sítio onde ela nasceu (Change4all) O que se segue para a Grécia? parte da alternativa poderá ser seguir este caminho: a Desdolarização é levada muito a sério pela Federação Russa (Rede Castor). Tsipras esta semana em Moscovo para firmar novos acordos na área da energia que abastece a Europa Central (RussiaToday). Grécia investirá 2 mil milhões de euros no novo oleaduto russo através da Turquia (RússiaToday)
"Wolfgand Münchau, editor do Financial Times, defende que a Grécia só tem em ganhar ao recusar um novo programa de austeridade proposto pelos credores. Se a Grécia entrar em default, Merkel e Hollande sózinhos podem perder cerca de 160 mil milhões de euros. Poderão vir a ser recordados como “os maiores perdedores financeiros da história”, avisa" (Esquerda.Net)
Linhas Vermelhas: Supremo Tribunal da Grécia declarou inconstitucionais cortes nas pensões desde 2012, valores que devem ser devolvidos (KeepTalkingGreece)
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