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a Turquia emboscou o piloto russo para proteger terroristas do ataque do SU-40.(GlobalResearch) o avião da Turquia/NATO atacou o SU-40 russo sem aviso, encontrando-se ambos dentro da zona aérea siria (RussiaToday) Vladimir Putin acusou imediatamente os Estados Unidos de terem fornecido à Turquia dados de satélite sobre a rota de vôo do SU-40. Um dos orgãos de informação sensionalista ao serviço da NATO inverteu a situação apregoando que o presidente turco tinha avisado a Rússia para "não brincar com o fogo" (DailyMail)... pobres ratos, até um senador dos Estados Unidos, Richard Black, já acusa o seu próprio país do crime de estar a armar terroristas na Síria através da fronteira turca (SputnikNews) Tudo isto é confirmado pelo facto da Turquia ter preso e condenado ontem um director de jornal turco por este revelar as entregas de armas aos jihadistas (Publico.pt)
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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sexta-feira, novembro 27, 2015
sexta-feira, outubro 09, 2015
Russos são recebidos em apoteose na Síria
Сирия сегодня - Спасибо России ! Друзья ! Смотрите видео и передайте дальше всем !
Росси́я - Российская Федерация 1 de Outubro de 2015
e já agora a China, que também vai a caminho
No seu discurso o conselheiro de Estado Brzezinski reconhece implicitamente que os Estados Unidos têm aliados entre os grupos terroristas que actuam na Síria e dirigindo-se a Vladimir Putin ameaçou: parem de atingir a nossa Al-Qaeda "ou teremos uma terceira guerra mundial" (VeteransToday)
Conselheiro ucraniano quer ajudar o "Estado Islâmico" a vingar-se dos soldados russos.
domingo, junho 07, 2015
na sequência do massacre de Odessa, os especuladores financeiros ocidentais querem deixar arder a Ucrânia um pouco mais…
Um documento interno alegadamente assinado por George Soros e hackeado pelo grupo CyberBerkut revela que este especulador financeiro pretende levar a União Europeia a subscrever riscos políticos para os investidores na Ucrânia. Transcrevendo: “... trata-se de um plano para usar a notação de crédito da União Europeia para financiar seguros de risco para os investimentos na Ucrânia através do orçamento e dívida comunitária. O plano seria efectivamente tornar a UE responsável pela situação política da Ucrânia, manutenção que tem um custo estimado de 11 biliões de euros por ano. Uma vez que o seguro de risco esteja aceite e disponível, Soros obriga-se a investir até 1 bilião de dólares no sector privado da Ucrânia. A soma é ridiculamente ínfima, quando comparada com pacotes de empréstimos negociados para a Ucrânia, como por exemplo o último resgate do FMI no valor de 17.500 milhões dólares. E em que é que Soros irá investir? Soros sabe bem jogar o jogo da pilhagem sobre bens públicos.
Não se trata dos incipientes mercados de acções da Ucrânia, que perderam 15,5 por cento do valor no ano passado. Soros quer lucrar com planos de privatização do governo ucraniano: "o foco central das reformas económicas será a reorganização da Naftogaz e a introdução de preços de mercado para todas as formas de energia, substituindo subsídios ocultos com o fim explícito de ajudar as famílias carentes". Dividindo a Naftogaz em empresas separadas, como o anterior governo de Yanukovych também já tinha planeado como parte de um acordo com a UE, poderia permitir a Soros assumir o controlo das novas empresas e, essencialmente, privatizar os seus lucros - usando o programa “Macro-Financial Assistance (MFA) da União Europeia para fins que não ao apoio imediato à balança de pagamentos mas para os seguros de risco político que tornem comercialmente atraentes os investimentos, ultrapassando uma série de obstáculos legais que precisam ser superados nos próximos três a cinco meses" uma vez que o processo tem vindo a ser travado em virtude do recém eleito parlamento fascista de Kiev exigir “procedimentos adequados para assegurar a imagem de credibilidade externa e total transparência, demonstrando que o país não é corrupto” – Vendo bem, não há aqui nada de novo, o “Uncle Soros and Friends” do que precisam é de uns quantos milhares de manifestantes contra o uso do dinheiro dos contribuintes europeus para lhe encher os bolsos. (Russia Insider)
Hoje. Protestos na Alemanha contra a Cimeira do G7
Não se trata dos incipientes mercados de acções da Ucrânia, que perderam 15,5 por cento do valor no ano passado. Soros quer lucrar com planos de privatização do governo ucraniano: "o foco central das reformas económicas será a reorganização da Naftogaz e a introdução de preços de mercado para todas as formas de energia, substituindo subsídios ocultos com o fim explícito de ajudar as famílias carentes". Dividindo a Naftogaz em empresas separadas, como o anterior governo de Yanukovych também já tinha planeado como parte de um acordo com a UE, poderia permitir a Soros assumir o controlo das novas empresas e, essencialmente, privatizar os seus lucros - usando o programa “Macro-Financial Assistance (MFA) da União Europeia para fins que não ao apoio imediato à balança de pagamentos mas para os seguros de risco político que tornem comercialmente atraentes os investimentos, ultrapassando uma série de obstáculos legais que precisam ser superados nos próximos três a cinco meses" uma vez que o processo tem vindo a ser travado em virtude do recém eleito parlamento fascista de Kiev exigir “procedimentos adequados para assegurar a imagem de credibilidade externa e total transparência, demonstrando que o país não é corrupto” – Vendo bem, não há aqui nada de novo, o “Uncle Soros and Friends” do que precisam é de uns quantos milhares de manifestantes contra o uso do dinheiro dos contribuintes europeus para lhe encher os bolsos. (Russia Insider)
Hoje. Protestos na Alemanha contra a Cimeira do G7
domingo, fevereiro 08, 2015
Ucrânia. Esta é uma Guerra Sagrada contra o Nazismo
O grande problema para os investidores ocidentais é que as milicias do povo das Repúblicas Independentes de Donbass (Donestks e Luganks, estão a ganhar a guerra contra o bando de arruaceiros de Poroshenko, em cuja tropa 80 por cento dos mercenários que a constituem são indigentes inaptos militarmente. Tal como na guerra sagrada travada pelos soldados da União Soviética entre 1939-1945, esta é novamente uma guerra pela terra, pela familia, pela Pátria livre. Este designio de vitória levou Merkel e Hollande a humilhar-se em peregrinação a Moscovo (como antes os Aliados à URSS de Estaline) à procura de uma saida airosa para a empreitada em que Washington os meteu. François Hollande, um dos mais nojentos vassalos do imperialismo, sem resultados nem nada para dizer no regresso, disse "
se não conseguirmos chegar a um acordo de paz, o único cenário é a guerra" (fonte) a que Merkel, pessimista, se apressou a acrescentar: "iremos armar as tropas de Kiev". Putin: "não desejamos a guerra contra ninguém". Lavrov: "respeitaremos o Tratado de Minsk", concluindo o comandante da Nato Philipp Breedlove: "não creio que seja justo excluir o uso da força militar", ameaça no seguimento das declarações do vice-presidente dos EUA: "Putin terá de escolher entre a retirada da Ucrânia ou mais sanções" (RaiNews). Mas como poderá um estrangeiro ordenar a outro estrangeiro retirar-se de um local onde um não está e o outro não deveria ter nada a ver com isso?
É o especulador financeiro George Soros que dá o mote: "Faz 25 anos assisti à desintegração e queda da União Soviética, evento que foi contrabalançado com a formação da União Europeia (...) desta vez é a União Europeia que se está a desintegrar, e a Rússia volta a beneficiar desta situação". (citado durante a Conferência de Segurança de Munique pela RiaNovosti). Ao mesmo tempo, o presidente da "Open Society Foundation" acusou a União Europeia de não cumprir as suas promessas de ajuda à Ucrania, algo que levou o país, assegura, à beira do colapso (leia-se, o regime de Kiev). "Cada um deve fazer o seu trabalho. Eu proporciono alguns milhões para ajudar a Ucrânia", concluiu Soros. Conversa para parolos àparte, a União Europeia, cujos três principais chefes políticos, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron, mais que nunca dão os braços ao sionismo, não se fez rogada em entregar nada menos que 1,6 mil milhões de euros ao regime abertamente fascista de Petro Poroshenko entre 2014 e os primeiros dias de 2015 (fonte)
É o especulador financeiro George Soros que dá o mote: "Faz 25 anos assisti à desintegração e queda da União Soviética, evento que foi contrabalançado com a formação da União Europeia (...) desta vez é a União Europeia que se está a desintegrar, e a Rússia volta a beneficiar desta situação". (citado durante a Conferência de Segurança de Munique pela RiaNovosti). Ao mesmo tempo, o presidente da "Open Society Foundation" acusou a União Europeia de não cumprir as suas promessas de ajuda à Ucrania, algo que levou o país, assegura, à beira do colapso (leia-se, o regime de Kiev). "Cada um deve fazer o seu trabalho. Eu proporciono alguns milhões para ajudar a Ucrânia", concluiu Soros. Conversa para parolos àparte, a União Europeia, cujos três principais chefes políticos, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron, mais que nunca dão os braços ao sionismo, não se fez rogada em entregar nada menos que 1,6 mil milhões de euros ao regime abertamente fascista de Petro Poroshenko entre 2014 e os primeiros dias de 2015 (fonte)
imagens da ofensiva do Exército da Novorossiya
domingo, dezembro 07, 2014
o Horror Sionista
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Enfadado com as condenações sobre os direitos humanos na Palestina que chegam de todo o mundo, inclusiva- mente do interior do próprio governo do terrorista Netanyahu, este acaba de demitir 2 ministros que considera serem "moderados" em demasia, convocando novas eleições no Estado religioso de Israel. Portanto, trata-se agora de "escolher" entre um Estado criminoso racista Sionista convencional e um Estado criminoso racista de Extrema-Direita mandatado para exterminar quem tenha a ousadia de se assumir como oposição à invasão da sua própria terra.
o Governo de Netanyahu fará aprovar um projecto de lei que estabelece a natureza étnica exclusivamente "hebraica/judaica" ao Estado de Israel (fonte) Caberá aqui recordar o já célebre livro do académico Schlomo Sand "O Povo Judeu è uma Invenção" (The Invention of Jewish People, 2006, ainda/nunca traduzido em Portugal)... id quod eris demonstrat, que os racistas à frente do destino deste Estado-fora-da-lei são na realidade um gang de criminosos de delito comum passiveis de guia de marcha para o Tribunal Internacional de Haia
Enfadado com as condenações sobre os direitos humanos na Palestina que chegam de todo o mundo, inclusiva- mente do interior do próprio governo do terrorista Netanyahu, este acaba de demitir 2 ministros que considera serem "moderados" em demasia, convocando novas eleições no Estado religioso de Israel. Portanto, trata-se agora de "escolher" entre um Estado criminoso racista Sionista convencional e um Estado criminoso racista de Extrema-Direita mandatado para exterminar quem tenha a ousadia de se assumir como oposição à invasão da sua própria terra.
o Governo de Netanyahu fará aprovar um projecto de lei que estabelece a natureza étnica exclusivamente "hebraica/judaica" ao Estado de Israel (fonte) Caberá aqui recordar o já célebre livro do académico Schlomo Sand "O Povo Judeu è uma Invenção" (The Invention of Jewish People, 2006, ainda/nunca traduzido em Portugal)... id quod eris demonstrat, que os racistas à frente do destino deste Estado-fora-da-lei são na realidade um gang de criminosos de delito comum passiveis de guia de marcha para o Tribunal Internacional de Haia
segunda-feira, setembro 29, 2014
a Guerra pela adesão da Ucrânia ao Ocidente. E se a cura da Sida seguisse a bordo do voo MH17?
Segundo estatísticas da ONUSida em 2013 havia 9,7 milhões de pessoas a ser tratadas com medicamentos anti-retrovirais contra a epidemia da Sida. Espera-se aumentar esse número em 2015 para 15 milhões de pessoas abrangidas por esses tratamento especifico do total de 25,9 milhões de infectados conhecidos.
Neste momento existem 42,5 milhões de refugiados sem acesso a qualquer terapia, ou sequer cuidados de saúde em geral. Atingir 80 por cento de cobertura para os doentes infectados implicará um gasto adicional de 2,4 biliões de dólares. Actualmente o custo médio anual de tratamento do HIV é de 14.277 euros por paciente. Significa que para as empresas multinacionais fabricantes da indústria farmacêutica existe bastante margem para crescer, para criar procura, para vender e obter lucros fabulosos. Significa que o PIB potencial anual das farmacêuticas, só no que concerne aos medicamentos da Sida previsto será de cerca de 369,77 mil milhões de dólares/ano.
o PIB da Ucrânia antes da tomada de poder em Kiev pela extrema-direita era de 337,4 biliões de dólares. Entre 1991 e 1999, com a implosão da União Soviética, a Ucrânia tinha perdido 60 por cento do PIB. A recente perda da Crimeia representa menos 3,7 por cento. Com as duas regiões autónomas revoltosas no leste a Ucrânia perde mais 20 por cento do PIB. Endividada e em estado de degradação, (só à Russia deve 5,3 mil milhões do fornecimento de gaz) cujas consequências sobram para a União Europeia e aproveitam ao FMI, a região é um foco de instabilidade onde é fácil recrutar mercenários para trabalhos sujos. E se estes forem controlados pelo governo, tanto melhor!!
Existem provas que o voo da Malaysian Airlines MH17 abatido sobre a Ucrânia foi alvo de ataque por um avião da força aérea ucraniana em Julho de 2014. Levando em linha de conta que os separatistas não têm força aérea…
Coincidência extraordinária, a bordo desse avião com 298 passageiros a bordo seguiam 100 especialistas em HIV com destino a uma Conferência de Especialistas em Melbourne, entre eles o reputado Joep Lange. Sabendo-se da recente evolução em direcção à descoberta de uma vacina preventiva que ponha cobro à epidemia, a pergunta a fazer é: “E se a cura da Sida seguisse a bordo daquele avião?”, já viram o prejuízo?
Neste momento existem 42,5 milhões de refugiados sem acesso a qualquer terapia, ou sequer cuidados de saúde em geral. Atingir 80 por cento de cobertura para os doentes infectados implicará um gasto adicional de 2,4 biliões de dólares. Actualmente o custo médio anual de tratamento do HIV é de 14.277 euros por paciente. Significa que para as empresas multinacionais fabricantes da indústria farmacêutica existe bastante margem para crescer, para criar procura, para vender e obter lucros fabulosos. Significa que o PIB potencial anual das farmacêuticas, só no que concerne aos medicamentos da Sida previsto será de cerca de 369,77 mil milhões de dólares/ano.
o PIB da Ucrânia antes da tomada de poder em Kiev pela extrema-direita era de 337,4 biliões de dólares. Entre 1991 e 1999, com a implosão da União Soviética, a Ucrânia tinha perdido 60 por cento do PIB. A recente perda da Crimeia representa menos 3,7 por cento. Com as duas regiões autónomas revoltosas no leste a Ucrânia perde mais 20 por cento do PIB. Endividada e em estado de degradação, (só à Russia deve 5,3 mil milhões do fornecimento de gaz) cujas consequências sobram para a União Europeia e aproveitam ao FMI, a região é um foco de instabilidade onde é fácil recrutar mercenários para trabalhos sujos. E se estes forem controlados pelo governo, tanto melhor!!
Existem provas que o voo da Malaysian Airlines MH17 abatido sobre a Ucrânia foi alvo de ataque por um avião da força aérea ucraniana em Julho de 2014. Levando em linha de conta que os separatistas não têm força aérea…
Coincidência extraordinária, a bordo desse avião com 298 passageiros a bordo seguiam 100 especialistas em HIV com destino a uma Conferência de Especialistas em Melbourne, entre eles o reputado Joep Lange. Sabendo-se da recente evolução em direcção à descoberta de uma vacina preventiva que ponha cobro à epidemia, a pergunta a fazer é: “E se a cura da Sida seguisse a bordo daquele avião?”, já viram o prejuízo?
quinta-feira, abril 10, 2014
deputada do Parlamento da Ucrânia propõe fuzilar os manifestantes de expressão russa
E o governo nazi de Kiev intenta fazer-lhe a vontade: o ministro do interior ucraniano anunciou o uso das armas para acabar em 48 h com as manifestações de protesto nas cidades que não reconhecem o auto-proclamado governo de Kiev - Harhciv, Doneck, Nikolaev, Lugank e Odessa
- Sabe-se que forças especiais com armamento norte-americano já provocaram a morte de 70 pessoas, entre mulheres e crianças, nas últimas horas, bem como a detenção de mais de 90.
As televisões estão encerradas e os jornalistas proibidos.
A população está em pânico. A situação agrava-se a passos largos. Putin vê-se confrontado com um perigoso dilema: ou apoia a população ucraniana de origem russa e agrava a hostilidade dos USA e da UE para com a Rússia, ou abandona aquele povo à sua má sorte. (fonte)
Como era previsivel, os falcões do Pentágono e da Nato, a nova nomenklatura para "Estados Unidos" e "União Europeia, tratam de alimentar mais uma guerra civil, transformando a Paz em Guerra
Mensagem da 4ª Companhía de Autodefena da Crimea prometendo apoio à População das regiões do sul e leste da Ucrania
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Como era previsivel, os falcões do Pentágono e da Nato, a nova nomenklatura para "Estados Unidos" e "União Europeia, tratam de alimentar mais uma guerra civil, transformando a Paz em Guerra
Mensagem da 4ª Companhía de Autodefena da Crimea prometendo apoio à População das regiões do sul e leste da Ucrania
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tópicos
* Putin: a Rússia não pode sustentar a Ucrânia para sempre (aqui)
* Mal apanhou o governo de Kiev instalado, o FMI exigiu um programa de austeridade
e privatizações a troco de empréstimos. Parlamento aprovou. (aqui)
* Obama furioso por as grandes Petroliferas norte-americanas tomarem o partido de Putin
ao recusarem a guerra (aqui)
* Lagarde: crise ucraniana pode fazer derrocar a economia mundial (aqui)
* Putin contra o Dólar: crise ucraniana serve de catapulta comercial para os Brics (aqui)
* Memorial do "holocausto judeu" vandalizado em Odessa (aqui)
* Putin não considera as fronteiras da Ucrânia legítimas (aqui)
* Presidente da Rússia escreveu aos lideres europeus, fazendo-lhes notar
que a crise da dívida ucraniana atingiu um estado crítico, que pode ter consequências
no trânsito de gás para a Europa (aqui)
* Crise obriga Gazprom a apressar acordo de fornecimento de gás à China (aqui)
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segunda-feira, dezembro 16, 2013
Economie de guerre au Portugal
artigo de Cristina Semblano, professora de Economia Portuguesa na Paris IV Sorbonne publicado no "Liberation" sob o titulo:
«Economia de Guerra em Portugal». As ligações e ilustrações que exemplificam a veracidade da situação são nossas.
Portugal é um país exangue e desesperado. Os números oficiais de desemprego que se aproximam dos 20%, tem diminuído ao longo dos últimos dois trimestres "em favor" de um declínio do número de trabalhadores e da queda da força de trabalho - resultado da emigração em massa que actualmente está perto de atingir ou exceder a dos anos 60, o grande êxodo de Portugueses, fugindo da pobreza, da ditadura e da guerra colonial (1).
Embora não estando em guerra, Portugal, sob a égide da Troika, no seu terceiro ano de economia de guerra, apesar (ou por causa dessa intervenção) sofre os resultados das políticas económicas desastrosas cometidos nestes três anos. Porque Portugal é um país onde podemos dizer, com a precisão de uma experiência de laboratório, que os biliões de sacrifícios impostos à população não tiveram nenhum efeito sobre a dívida cujo progresso é vertiginoso ou sobre o deficit monitorizado sistematicamente em cada avaliação da troika. É portanto munido dos resultados desta experiência que Lisboa vem introduzir o orçamento mais austero na história da democracia desde 1977. O ajuste fiscal representa 2,3% do PIB e é principalmente por meio da drenagem directa sobre salários e pensões dos funcionários públicos, pensionistas e nas restrições dos serviços públicos. Nestas condições, só o governo pode fingir acreditar que, apesar da redução drástica do novo rendimento disponível que conduzirá inevitavelmente ao "seu" orçamento, aumentará o consumo privado e o investimento vai aparecer para apoiar o seu hipotético índice de crescimento de 0,8%. Especialmente desde a violenta carga tributária de 2013 seja mantida e que 2014 irá ver novas reduções nos gastos com educação, saúde e transferências sociais. Restam as exportações, mas estas estão dependentes da procura externa.
Como em qualquer economia de guerra, como a que prevalece em Portugal não há só perdedores. Enquanto apenas os funcionários públicos e os aposentados contribuem com 82% do valor para o esforço de guerra, em 2014 aos bancos e aos monopólios de energia apenas é pedida uma contribuição excepcional de 4% e o Governo ainda se dá ao luxo de baixar dois pontos percentuais o imposto nas empresas, tendo como objectivo reduzir o IRC de 19% para 17% em 2016, em conformidade com o sacrossanto princípio da criação de um clima neoliberal propício ao investimento. Há outros vencedores da crise , começando pelos credores do Estado, a quem se destina em 2014 em juros um "bolo" equivalente ao orçamento da saúde. É pelos interesses destes credores que os sacrificios são exigidos ao povo de um dos paises da UE mais pobres e desiguais. É para eles que o ensino nas escolas e os medicamentos nos hospitais são racionados, se limita o acesso aos serviços públicos e aos cuidados de saúde da população, cujos direitos a serviços alternativos são vendidos em leilões privados.
A manter-se as violentas políticas de austeridade, elas geram a sua própria intensificação não providenciando um suposto remédio para um défice que elas próprias ajudam a criar. Cada euro de défice "poupado" em Portugal resultou numa perda de 1,25 euros em relação ao PIB e um aumento de 8,76 euros na Dívida, que é a fórmula sempre usada pelos credores como garantia para o financiamento de mais Dívida. Como nos outros países sob a intervenção "eficaz" da Troika, a dívida portuguesa não tem condições para ser razoavelmente reembolsável. Não é o resultado da deriva de um povo que viveu e vive para além dos seus meios, mesmo que os especialistas do FMI sublinhem a necessidade de reduzir o salário mínimo em Portugal, que é somente de 485 euros brutos por mês, um dos mais baixos na zona do euro e na UE. País semiperiférico, com uma economia de baixo valor acrescentado e altamente dependente do exterior, Portugal "pagou" a sua adesão como membro da zona do euro com uma quase estagnação da economia, para que a dívida pública tenha experimentado uma trajetória ascendente desde a crise financeira e com transferências significativas do orçamento do Estado para apoiar a economia e salvar os bancos. Incapaz de se voltar para o Banco Central Europeu (BCE) para se financiar, Portugal tornou-se, depois da Grécia e Irlanda, a terceira vítima da especulação nos mercados financeiros, o que abriu caminho para a intervenção Troika.
Dois anos e meio e muitos biliões de euros depois de sacrifícios impostos sobre a sua população, Portugal é um país empobrecido, cuja taxa de natalidade regrediu para números do final do século XIX e para uma emigração em massa que ultrapassa a da era da ditadura. A sua população, que é uma das mais envelhecidas da UE, regrediu (2). A dívida em relação ao PIB aumentou em quase 25 pontos percentuais o déficit, e este não está controlado. Os credores representados pela Troika já avisaram a quantidade de cortes em gastos que são necessários em 2015, que o Governo se apressou a inscrever no "Memorando" que termina em Junho de 2014. Seja na forma de um novo plano de "resgate" ou de outra forma, no quadro actual das instituições europeias, Portugal permanecerá sob o domínio da Troika e o seu povo será submetido a novos testes. Já existe um outro na Grécia e, se alguma dúvida permanecer, aí estará a imagem das mães portuguesas forçadas a abandonar as suas crianças em instituições sociais, enquanto novos recém chegados candidatos a vítimas se dispõem a entrar no clube europeu dos milionários.
(1) Metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego e existem milhares de pessoas excluídas do apoio de rendimento mínimo, dos abonos de família ou do complemento social de velhice. (2) O número de portugueses que emigraram em 2012 é estimado em 120.000, com um êxodo de 10.000 pessoas, em média, por mês, numa população de cerca de 10,5 milhões de pessoas.
(artigo original)
Portugal é um país exangue e desesperado. Os números oficiais de desemprego que se aproximam dos 20%, tem diminuído ao longo dos últimos dois trimestres "em favor" de um declínio do número de trabalhadores e da queda da força de trabalho - resultado da emigração em massa que actualmente está perto de atingir ou exceder a dos anos 60, o grande êxodo de Portugueses, fugindo da pobreza, da ditadura e da guerra colonial (1).
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| FMI sabe que pode confiar em mim. Comigo ia dar ao mesmo |
Como em qualquer economia de guerra, como a que prevalece em Portugal não há só perdedores. Enquanto apenas os funcionários públicos e os aposentados contribuem com 82% do valor para o esforço de guerra, em 2014 aos bancos e aos monopólios de energia apenas é pedida uma contribuição excepcional de 4% e o Governo ainda se dá ao luxo de baixar dois pontos percentuais o imposto nas empresas, tendo como objectivo reduzir o IRC de 19% para 17% em 2016, em conformidade com o sacrossanto princípio da criação de um clima neoliberal propício ao investimento. Há outros vencedores da crise , começando pelos credores do Estado, a quem se destina em 2014 em juros um "bolo" equivalente ao orçamento da saúde. É pelos interesses destes credores que os sacrificios são exigidos ao povo de um dos paises da UE mais pobres e desiguais. É para eles que o ensino nas escolas e os medicamentos nos hospitais são racionados, se limita o acesso aos serviços públicos e aos cuidados de saúde da população, cujos direitos a serviços alternativos são vendidos em leilões privados.
A manter-se as violentas políticas de austeridade, elas geram a sua própria intensificação não providenciando um suposto remédio para um défice que elas próprias ajudam a criar. Cada euro de défice "poupado" em Portugal resultou numa perda de 1,25 euros em relação ao PIB e um aumento de 8,76 euros na Dívida, que é a fórmula sempre usada pelos credores como garantia para o financiamento de mais Dívida. Como nos outros países sob a intervenção "eficaz" da Troika, a dívida portuguesa não tem condições para ser razoavelmente reembolsável. Não é o resultado da deriva de um povo que viveu e vive para além dos seus meios, mesmo que os especialistas do FMI sublinhem a necessidade de reduzir o salário mínimo em Portugal, que é somente de 485 euros brutos por mês, um dos mais baixos na zona do euro e na UE. País semiperiférico, com uma economia de baixo valor acrescentado e altamente dependente do exterior, Portugal "pagou" a sua adesão como membro da zona do euro com uma quase estagnação da economia, para que a dívida pública tenha experimentado uma trajetória ascendente desde a crise financeira e com transferências significativas do orçamento do Estado para apoiar a economia e salvar os bancos. Incapaz de se voltar para o Banco Central Europeu (BCE) para se financiar, Portugal tornou-se, depois da Grécia e Irlanda, a terceira vítima da especulação nos mercados financeiros, o que abriu caminho para a intervenção Troika.
Dois anos e meio e muitos biliões de euros depois de sacrifícios impostos sobre a sua população, Portugal é um país empobrecido, cuja taxa de natalidade regrediu para números do final do século XIX e para uma emigração em massa que ultrapassa a da era da ditadura. A sua população, que é uma das mais envelhecidas da UE, regrediu (2). A dívida em relação ao PIB aumentou em quase 25 pontos percentuais o déficit, e este não está controlado. Os credores representados pela Troika já avisaram a quantidade de cortes em gastos que são necessários em 2015, que o Governo se apressou a inscrever no "Memorando" que termina em Junho de 2014. Seja na forma de um novo plano de "resgate" ou de outra forma, no quadro actual das instituições europeias, Portugal permanecerá sob o domínio da Troika e o seu povo será submetido a novos testes. Já existe um outro na Grécia e, se alguma dúvida permanecer, aí estará a imagem das mães portuguesas forçadas a abandonar as suas crianças em instituições sociais, enquanto novos recém chegados candidatos a vítimas se dispõem a entrar no clube europeu dos milionários.
(1) Metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego e existem milhares de pessoas excluídas do apoio de rendimento mínimo, dos abonos de família ou do complemento social de velhice. (2) O número de portugueses que emigraram em 2012 é estimado em 120.000, com um êxodo de 10.000 pessoas, em média, por mês, numa população de cerca de 10,5 milhões de pessoas.
(artigo original)
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Guerra Psicológica
"Existem 2 Poderes no mundo, a Espada e a Mente. A longo prazo a Espada é sempre derrotada pela Mente, logo, é esta última que importa verdadeiramente conquistar"
(Napoleão Bonaparte)
O recente documentário “Psy-War” põe em evidência a correlação de forças entre a teoria elitista da democracia burguesa (como na antiga Grécia, há uma moral para escravos e uma moral para Senhores, democracia na qual só estes últimos 10% é que têm condições económicas e status para participar) decidindo no relacionamento entre declarações de guerra, propaganda e classes sociais.
Guerra Psicológica inclui entrevistas inéditas com um significativo número de intelectuais académicos dissidentes, incluindo o anarquista Noam Chomsky, e militantes de diversas correntes marxistas de diferentes nuances como Howard Zinn, Michael Parenti e Peter Phillips (reunidos no think-thank “Projectos Censurados”), John Stauber (PR Watch), Christopher Simpson (A Ciência da Coerção) e outros.
Estudo aprofundado e ricamente ilustrado da natureza e da história da propaganda, apresentando a mundovisão de alguns dos actuais críticos mais perspicazes, "Psy-War" expõe o sistema de propaganda imperialista global, afinal o exercício de fundo crucial que controla a informação e o pensamento de milhões de pessoas que vivem assumidamente escravizadas pela escassez, num universo onde as 100 pessoas mais ricas do Mundo (com 60% de acréscimo de riqueza nos últimos 20 anos) poderiam acabar quatro vezes com a Pobreza global (segundo a Oxfam)
1:39:02
(Napoleão Bonaparte)
O recente documentário “Psy-War” põe em evidência a correlação de forças entre a teoria elitista da democracia burguesa (como na antiga Grécia, há uma moral para escravos e uma moral para Senhores, democracia na qual só estes últimos 10% é que têm condições económicas e status para participar) decidindo no relacionamento entre declarações de guerra, propaganda e classes sociais.
Guerra Psicológica inclui entrevistas inéditas com um significativo número de intelectuais académicos dissidentes, incluindo o anarquista Noam Chomsky, e militantes de diversas correntes marxistas de diferentes nuances como Howard Zinn, Michael Parenti e Peter Phillips (reunidos no think-thank “Projectos Censurados”), John Stauber (PR Watch), Christopher Simpson (A Ciência da Coerção) e outros.
Estudo aprofundado e ricamente ilustrado da natureza e da história da propaganda, apresentando a mundovisão de alguns dos actuais críticos mais perspicazes, "Psy-War" expõe o sistema de propaganda imperialista global, afinal o exercício de fundo crucial que controla a informação e o pensamento de milhões de pessoas que vivem assumidamente escravizadas pela escassez, num universo onde as 100 pessoas mais ricas do Mundo (com 60% de acréscimo de riqueza nos últimos 20 anos) poderiam acabar quatro vezes com a Pobreza global (segundo a Oxfam)
1:39:02
quarta-feira, julho 25, 2012
Músicas do Mundo
a Câmara Municipal de Sines foi durante muitos anos gerida pela CDU. Até que o presidente Manuel Coelho se fez dissidente do PCP, concorreu às autárquicas seguintes como independente e ganhou a eleição, mantendo o cargo. Desde então os aparaticks do Bloco de Esquerda e respectiva fauna intelectual novi-social-democrata têm feito os possiveis e impossiveis para ficarem na fotografia.
2012. No âmbito cultural do Festival são convidados Pedro Matos (funcionário da ONU) e Rui Tavares (Eurodeputado). Este último não apareceu. O tema da conversa é “A Criação de Novos Países e a Ideia de Identidade Nacional”. Dito em dialecto bloquista parece uma grande novidade, porque o tema aqui não é tratado segundo a velhinha noção de “Nation Building” imperialista. A frase chave é a do “patamar elevado para a Democracia, Direitos Humanos e Liberdade definidos pelo Ocidente – conceitos enunciados in abstracto e assumidos por Pedro Matos – Para esta corrente ideológica o fardo do homem branco em civilizar e libertar os indigenas de todo o mundo continua a ser um direito adquirido natural desde o século XIX como o foi então pelo colonialismo.
Contam-se estórias de encantar almas simples, que falam em nome do Bem do direito de intromissão nos assuntos internos de outros paises ou regiões. Da intervenção que origina a separação do Sudão em dois paises. A “fronteira” passa mesmo pelo meio dos vastos campos de Petróleo, obrigando assim a uma zona excluida de acções militares das partes em conflito, envolvendo a ONU numa meritória acção de policiamento que deixe as multinacionais petroliferas trabalhar em paz – enquanto por outro lado as débeis estruturas politicas dos dois lados são confrontadas com o pagamento da dívida externa que entretanto contrairam com o Ocidente. O “povo sudanês” (leia-se, a multidiversidade de tribos do Sudão) votaram pela separação do país, (algo que não existia). Como? Manipuladas. Como a maioria é analfabeta, os boletins de voto têm figuras em vez de letras e palavras. Sim ou Não, assim o sinal de 1 punho erguido colocado à direita é o simbolo pelo qual se vota na Separação. Colocar o dedo pintado sobre 2 punhos entrelaçados conta como um voto na continuação do Sudão como um só país com um governo único. Ora, punhos erguidos com o braço esquerdo segundo a religião islãmica é ofensa e sinal de blasfémia grave. Resultado, em “eleições livres” 98% dos sudaneses votaram na separação, ou seja, na mãozinha da direita (sob o alto patrocinio da ONU). Tal e qual os nossos indigenas votam no PS a pensar que votam no socialismo e na liberdade.
A lista de intervenções ocidentais deste tipo é longa e continua. Recentemente temos os casos do Iraque (que todos reconhecem estar pior que sob o regime de Saddam), Timor, onde os mais importantes poços de petróleo ficaram para os aliados australianos, da Líbia onde a guerra civil continua, havendo fortes possibilidades de separatismo entre regiões, da Síria condenada por ser potencial aliada do Irão; que se seguirá?
O mais inquietante e assustador é o tom “neutral” com que os funcionários da ONU falam - e a assistência interioriza passivamente como a coisa mais natural deste mundo - das intervenções armadas ou financeiras como se estas fossem perfeitamente justificáveis, benignas e aceites à luz do direito internacional - para banir ditadores execráveis e instaurar a liberdade e os “direitos humanos”, como conceito abstracto - porque para assegurar o multiculturalismo e a soberania dos povos em concreto com Direitos Económicos, Sociais e Culturais nem piam
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2012. No âmbito cultural do Festival são convidados Pedro Matos (funcionário da ONU) e Rui Tavares (Eurodeputado). Este último não apareceu. O tema da conversa é “A Criação de Novos Países e a Ideia de Identidade Nacional”. Dito em dialecto bloquista parece uma grande novidade, porque o tema aqui não é tratado segundo a velhinha noção de “Nation Building” imperialista. A frase chave é a do “patamar elevado para a Democracia, Direitos Humanos e Liberdade definidos pelo Ocidente – conceitos enunciados in abstracto e assumidos por Pedro Matos – Para esta corrente ideológica o fardo do homem branco em civilizar e libertar os indigenas de todo o mundo continua a ser um direito adquirido natural desde o século XIX como o foi então pelo colonialismo.
Contam-se estórias de encantar almas simples, que falam em nome do Bem do direito de intromissão nos assuntos internos de outros paises ou regiões. Da intervenção que origina a separação do Sudão em dois paises. A “fronteira” passa mesmo pelo meio dos vastos campos de Petróleo, obrigando assim a uma zona excluida de acções militares das partes em conflito, envolvendo a ONU numa meritória acção de policiamento que deixe as multinacionais petroliferas trabalhar em paz – enquanto por outro lado as débeis estruturas politicas dos dois lados são confrontadas com o pagamento da dívida externa que entretanto contrairam com o Ocidente. O “povo sudanês” (leia-se, a multidiversidade de tribos do Sudão) votaram pela separação do país, (algo que não existia). Como? Manipuladas. Como a maioria é analfabeta, os boletins de voto têm figuras em vez de letras e palavras. Sim ou Não, assim o sinal de 1 punho erguido colocado à direita é o simbolo pelo qual se vota na Separação. Colocar o dedo pintado sobre 2 punhos entrelaçados conta como um voto na continuação do Sudão como um só país com um governo único. Ora, punhos erguidos com o braço esquerdo segundo a religião islãmica é ofensa e sinal de blasfémia grave. Resultado, em “eleições livres” 98% dos sudaneses votaram na separação, ou seja, na mãozinha da direita (sob o alto patrocinio da ONU). Tal e qual os nossos indigenas votam no PS a pensar que votam no socialismo e na liberdade.
A lista de intervenções ocidentais deste tipo é longa e continua. Recentemente temos os casos do Iraque (que todos reconhecem estar pior que sob o regime de Saddam), Timor, onde os mais importantes poços de petróleo ficaram para os aliados australianos, da Líbia onde a guerra civil continua, havendo fortes possibilidades de separatismo entre regiões, da Síria condenada por ser potencial aliada do Irão; que se seguirá?
O mais inquietante e assustador é o tom “neutral” com que os funcionários da ONU falam - e a assistência interioriza passivamente como a coisa mais natural deste mundo - das intervenções armadas ou financeiras como se estas fossem perfeitamente justificáveis, benignas e aceites à luz do direito internacional - para banir ditadores execráveis e instaurar a liberdade e os “direitos humanos”, como conceito abstracto - porque para assegurar o multiculturalismo e a soberania dos povos em concreto com Direitos Económicos, Sociais e Culturais nem piam
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sexta-feira, março 18, 2011
mas que "empenho em partir para a guerra colonial" sua alimária?
(e anda uma mãe a criar um filho para isto). Há 50 anos iniciava-se uma rebelião contra os Portugueses localizada no norte de Angola. Hoje é o resto do mundo inteiro que ataca Portugal, segundo a visão dos actuais parasitas governantes. Recordando a efeméride Cavaco Silva apela aos actuais jovens que se "empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem e determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar" - se Cavaco, na qualidade de oficial miliciano salazarista que foi, pressentiu a carnificina e uma geração estropiada na luta pelos lucros do colonialismo e os toma como seus, então pobres dos jovens de hoje, futuros traumatizados de novas guerras globais pelos mercados, que devem partir armados (de espingarda ou de computador portátil) para as ex-Jugoslavias, Libanos, Libias, Afeganistão, Venezuela, Brasil ou para onde quer que seja que a NATO determine que os devem mandar. Sim, porque trabalho para jovens e não jovens no país do Cavaco que não se conformava em 2006 é coisa que, cinco anos depois, cada vez menos existe
Nem os próprios revoltosos da Libia querem a intervanção estrangeira: "o Imperialismo é a imposição, pela força das armas, de quem são os bons e maus ditadores. Já ninguém acredita na tanga humanitária"deixem-nos antes invadir os locais onde se cometem verdadeiros crimes, por exemplo, a Palestina
terça-feira, fevereiro 15, 2011
13 Fevereiro: o Holocausto de Dresden
se os que escreveram o "antigo testamento" juraram a pés juntos e puseram por escrito que existem espiritos, devemos honrar o espírito destas vítimas, nunca esquecendo o dia 13 de Fevereiro de 1945. Estes corpos não são de judeus, por isso devemos pugnar para que estes mortos não sejam negados
600 mil bombas sobre uma única cidade: "Vocês rapazes queimaram isto de fio a pavio, converteram este sitio numa simples coluna de fumo. Morreu aqui mais gente nesta tempestade de fogo, que morreu em Hiroshima e Nagasaki, as duas cidades juntas" (Kurt Vonnegut)
600 mil bombas sobre uma única cidade: "Vocês rapazes queimaram isto de fio a pavio, converteram este sitio numa simples coluna de fumo. Morreu aqui mais gente nesta tempestade de fogo, que morreu em Hiroshima e Nagasaki, as duas cidades juntas" (Kurt Vonnegut)domingo, outubro 03, 2010
Keynes, Obras Públicas e Pleno Emprego
(uma perspectiva histórica sobre “o motor” da economia)
No principio da II GGuerra o Império Japonês dispunha de uma frota comercial de 6 milhões de toneladas e contruiu mais 3,3 milhões de construção naval e 70.000 aviões até 1945. No mesmo período, de 1939 até ao fim da guerra, os Estados Unidos construíram 5.777 navios mercantes, num volume de 40 milhões de toneladas. Em números redondos as fábricas norte americanas entregaram 300.000 aviões, as soviéticas 147.000 e as alemãs 106.600. Em 1939 incorparavam o exército dos EUA 271.000 homens; em 1945 o número de pessoas, homens e mulheres, empregadas apenas na USNavy ultrapassava os 5 milhões, a URSS dispunha de 5,5 milhões de soldados e a Alemanha 2,75 milhões - e existia toda uma gigantesca máquina produtiva para alimentar esta indústria.
No final, com a reconstrução e a reconversação industrial para a paz, seguiram-se os “30 gloriosos anos”, até à crise petrolífera de 1973 e à subsquente radicalização do liberalismo reagan-tatcherista dos anos 90
A aparição da Crise endémica
(...) “As empresas industriais obtêm ganhos que já não resultam da produção e da venda de bens reais, mas sim da especulação em acções e divisas levada a cabo pelos seus “habilidosos” departamentos financeiros. Os orçamentos públicos apresentam receitas que não resultam de impostos ou de empréstimos, mas da participação zelosa da administração financeira no jogo de azar dos mercados. Desta maneira, a crise económica mundial vai sendo adiada pelo processo especulativo; mas, como o aumento fictício do valor dos títulos de propriedade só pode ser a antecipação da futura utilização real de trabalho (numa escala astronómica) – que nunca virá a acontecer – então o embuste objectivado terá forçosamente de se desmascarar após um certo tempo de incubação. O colapso dos “emerging markets” na Ásia, na América Latina e no Leste da Europa foi só um aperitivo. Será apenas uma questão de tempo, e entrarão igualmente em colapso os mercados financeiros dos centros capitalistas nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão.
Este contexto é percebido de uma forma totalmente distorcida pela consciência fetichizada da sociedade do trabalho e em particular pelos tradicionais “críticos do capitalismo” à esquerda e à direita. Fixados no fantasma do trabalho, nobilitado enquanto condição supra-histórica e positiva da existência social, confundem sistematicamente causa e efeito. O adiamento temporário da crise através da expansão especulativa dos mercados financeiros aparece, assim, de forma invertida, como suposta causa da crise. A “maldade dos especuladores” – na expressão vulgarmente usada, mais ou menos mesclada de pânico – levá-los-ia a arruinar completamente a bela sociedade do trabalho, gastando de forma extravagante o “bom dinheiro”, que existe “de sobra”, em vez de o investirem de forma respeitável e sólida em maravilhosos postos de trabalho” para que uma humanidade de hilotas imbecilizados pelo ídolo pudesse continuar a ver o seu “pleno emprego”. O próprio dinheiro, que aparentemente circula em quantidades infinitas já não é “bom”, mesmo em sentido capitalista, mas apenas simples “ar quente” com que foi sendo empolada a bolha especulativa. Qualquer tentativa de drenar um pouco esta bolha, recorrendo a projectos tributários mais ou menos imaginativos (a Taxa Tobin, etc) para reconduzir novamente o capital-dinheiro às rodas alegadamente “correctas” e reais de engrenagem da sociedade do trabalho, só pode acabar por levar ao seu mais rápido rebentamento (…) o apelo ao capital “criativo”, “judeu” internacional e “usurário”, arrisca-se a ser a última palavra da “esquerda dos postos de trabalho” intelectualmente desorientada (…)
(in Manifesto contra o Trabalho, Grupo Krisis, 1999)
relacionado:
* A Crise, a Crítica e o Renascimento de Marx (2010)
* A Divida da Alemanha referente às indemnizações da Primeira Grande Guerra só agora acabou de ser paga
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No principio da II GGuerra o Império Japonês dispunha de uma frota comercial de 6 milhões de toneladas e contruiu mais 3,3 milhões de construção naval e 70.000 aviões até 1945. No mesmo período, de 1939 até ao fim da guerra, os Estados Unidos construíram 5.777 navios mercantes, num volume de 40 milhões de toneladas. Em números redondos as fábricas norte americanas entregaram 300.000 aviões, as soviéticas 147.000 e as alemãs 106.600. Em 1939 incorparavam o exército dos EUA 271.000 homens; em 1945 o número de pessoas, homens e mulheres, empregadas apenas na USNavy ultrapassava os 5 milhões, a URSS dispunha de 5,5 milhões de soldados e a Alemanha 2,75 milhões - e existia toda uma gigantesca máquina produtiva para alimentar esta indústria.
No final, com a reconstrução e a reconversação industrial para a paz, seguiram-se os “30 gloriosos anos”, até à crise petrolífera de 1973 e à subsquente radicalização do liberalismo reagan-tatcherista dos anos 90A aparição da Crise endémica
(...) “As empresas industriais obtêm ganhos que já não resultam da produção e da venda de bens reais, mas sim da especulação em acções e divisas levada a cabo pelos seus “habilidosos” departamentos financeiros. Os orçamentos públicos apresentam receitas que não resultam de impostos ou de empréstimos, mas da participação zelosa da administração financeira no jogo de azar dos mercados. Desta maneira, a crise económica mundial vai sendo adiada pelo processo especulativo; mas, como o aumento fictício do valor dos títulos de propriedade só pode ser a antecipação da futura utilização real de trabalho (numa escala astronómica) – que nunca virá a acontecer – então o embuste objectivado terá forçosamente de se desmascarar após um certo tempo de incubação. O colapso dos “emerging markets” na Ásia, na América Latina e no Leste da Europa foi só um aperitivo. Será apenas uma questão de tempo, e entrarão igualmente em colapso os mercados financeiros dos centros capitalistas nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão.
Este contexto é percebido de uma forma totalmente distorcida pela consciência fetichizada da sociedade do trabalho e em particular pelos tradicionais “críticos do capitalismo” à esquerda e à direita. Fixados no fantasma do trabalho, nobilitado enquanto condição supra-histórica e positiva da existência social, confundem sistematicamente causa e efeito. O adiamento temporário da crise através da expansão especulativa dos mercados financeiros aparece, assim, de forma invertida, como suposta causa da crise. A “maldade dos especuladores” – na expressão vulgarmente usada, mais ou menos mesclada de pânico – levá-los-ia a arruinar completamente a bela sociedade do trabalho, gastando de forma extravagante o “bom dinheiro”, que existe “de sobra”, em vez de o investirem de forma respeitável e sólida em maravilhosos postos de trabalho” para que uma humanidade de hilotas imbecilizados pelo ídolo pudesse continuar a ver o seu “pleno emprego”. O próprio dinheiro, que aparentemente circula em quantidades infinitas já não é “bom”, mesmo em sentido capitalista, mas apenas simples “ar quente” com que foi sendo empolada a bolha especulativa. Qualquer tentativa de drenar um pouco esta bolha, recorrendo a projectos tributários mais ou menos imaginativos (a Taxa Tobin, etc) para reconduzir novamente o capital-dinheiro às rodas alegadamente “correctas” e reais de engrenagem da sociedade do trabalho, só pode acabar por levar ao seu mais rápido rebentamento (…) o apelo ao capital “criativo”, “judeu” internacional e “usurário”, arrisca-se a ser a última palavra da “esquerda dos postos de trabalho” intelectualmente desorientada (…)(in Manifesto contra o Trabalho, Grupo Krisis, 1999)
relacionado:
* A Crise, a Crítica e o Renascimento de Marx (2010)
* A Divida da Alemanha referente às indemnizações da Primeira Grande Guerra só agora acabou de ser paga
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quarta-feira, agosto 11, 2010
Desterritorializando...
O alargamento da guerra pela administração Obama do Afeganistão para o território do Paquistão está a elevar o nivel de pobreza neste país para niveis nunca antes vistos (BBC)
"Desterritorialização é a marca da chamada sociedade pós-moderna, dominada pela mobilidade, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Devemos tomar cuidado para não sobrevalorizar esta "sociedade em rede" (nos termos de Manuel Castells), fluida e desterritorializada, na medida em que ela aparece sempre conjugada com a reconstrução de territórios, ainda que territórios mais móveis e descontínuos.
Rogerio Haesbaert (em "O Mito da Desterritorialização") defende que desterritorialização seja um termo utilizado não para o simples aumento da mobilidade ou para fenómenos como a hibridização cultural, mas para a precarização territorial dos grupos subalternos, aqueles que vivenciam efectivamente (ao contrário dos grupos hegemónicos) uma perda de controle físico e de referências simbólicas sobre/a partir de seus territórios. Já que todo o indivíduo não pode viver sem território, por mais precário e temporário que ele seja, desterritorialização pode-se confundir, neste caso, com precarização territorial". (wikipedia)
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"Desterritorialização é a marca da chamada sociedade pós-moderna, dominada pela mobilidade, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Devemos tomar cuidado para não sobrevalorizar esta "sociedade em rede" (nos termos de Manuel Castells), fluida e desterritorializada, na medida em que ela aparece sempre conjugada com a reconstrução de territórios, ainda que territórios mais móveis e descontínuos.Rogerio Haesbaert (em "O Mito da Desterritorialização") defende que desterritorialização seja um termo utilizado não para o simples aumento da mobilidade ou para fenómenos como a hibridização cultural, mas para a precarização territorial dos grupos subalternos, aqueles que vivenciam efectivamente (ao contrário dos grupos hegemónicos) uma perda de controle físico e de referências simbólicas sobre/a partir de seus territórios. Já que todo o indivíduo não pode viver sem território, por mais precário e temporário que ele seja, desterritorialização pode-se confundir, neste caso, com precarização territorial". (wikipedia)
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sábado, janeiro 23, 2010
o que é o "estalinismo" (II)
Depois de quebrado o tratado defensivo de Brest-Litowsk firmado entre os dois paises que tinham saido vencidos pelas potências ocidentais no final da 1ª Grande Guerra, muitos anos depois ... no dia 1 de Fevereiro de 1943 um coronel soviético irritado capturou um grupo de prisioneiros alemães, magros e macilentos, nos escombros de Estalinegrado, e gritou-lhes, apontando para os edifícios em ruína à sua volta: “estão a ver isto? é assim que Berlim vai ficar!” – “Padeniye Berlina” ("A Queda de Berlim", de que aqui ficam pequenos extractos) um filme realizado por Mikhail Chiaureli em 1949, com música de Dmitri Shostakovich, (o famoso compositor que tinha iniciado a feitura da 7ª Sinfonia durante os 999 dias do cerco nazi a Leninegrado), é um épico que conta a história da URSS perante a ameaça de destruição nos conturbados anos da 2ª Grande Guerra, vista pelos olhos de Aleksei “Aliosha” Ivanov um herói da batalha industrial pela modernização e da jovem judia Natasha uma educadora de infância, que presa e deportada pelos nazis para os campos de trabalho na Alemanha, mais tarde se converteria numa fervorosa militante comunistaAliosha o melhor operário do ano, como prémio simbólico na batalha da produção, é recebido pelo presidente José Estaline que face à dureza do trabalho nas fábricas e da sua propensão para os temas culturais por via de se ter enamorado pela jovem professora, lhe diz: “não tenhas medo da poesia” – pouco depois teria inicio a devastadora invasão pela Alemanha nazi do território da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, no mais feroz ataque até então conhecido para impôr uma nova ordem mundial
“A convicção por parte de Hitler que o Exército Soviético estava em vias de sucumbir por completo, representou um dos mais catastróficos erros de cálculo da História militar. Os violadores da pátria soviética estavam quase a descobrir o verdadeiro significado do provérbio que diz: “colherás aquilo que semeaste” (Antony Beevor)
Na frente do Oder continuaremos a lutar até que os americanos nos venham apoiar!! incentivava Estaline. A guerra: “Aliosha, então hoje não temos de ir para o trabalho?”. Os soldados improvisavam canções:
Em breve regressaremos a casaAs raparigas virão ter connosco
E as estrelas dos Urais brilharão para nós
Um dia, recordaremos estes tempos.
Kamenets-Podolsk e os Cárpatos azuis
O ribombar dos tanques em combate
Lvov e a estepe para lá do Vístula.
Não vamos esquecer este ano.
Iremos falar dele aos nossos filhos.
Um dia, recordaremos estes tempos.
Na ponta final do desmantelamento da Alemanha Nazi, os dirigentes ocidentais Churchill e Eisenhower entraram em conflito, negando-se a atacar Berlim – as directivas determinam que os exércitos aliados devem conservar-se perto do Elba. Desde Dunquerque que as potências aliadas sempre mantiveram a secreta esperança que Hitler conseguisse militarmente erradicar a forma social de organização comunista da face da terra. Segundo documentos redigidos pelo Major Juhlin-Daunfel afirma-se: “os ingleses são parcialmente responsáveis pelo destino da Europa. É dever deles evitar que a cultura alemã seja destruida por um dilúvio vermelho". Esta intenção envolveria negociações secretas?
Mas a direcção politica da URSS sob o comando de Estaline tinha feito um esforço prodigioso de deslocalização das indústrias fundamentais recuando-as para campus no interior da Sibéria, (os famosos gulags) ao mesmo tempo que se reorganizava o exército pela mobilização geral dos povos asiáticos das estepes. Depois de uma defesa heróica, o contra-ataque seria implacável. No Natal de 1942 o 6º Exército alemão do general Paulus foi cercado junto ao Volga pelo Exército Vermelho, composto na sua totalidade por 6 milhões e 700 mil homens quando empreendeu a ofensiva no Vistula. Os alemães sabiam o que tinham feito nos territórios ocupados desde Junho de 1941 e que o Exército Vermelho tencionava executar a vingança.Na frente Ocidental não havia pressa. A luta pela Renânia começou durante a Conferência de Yalta. O embaixador Averell Harriman face ao incidente com um avião espião afirma que os EUA apoiam os polacos “brancos” contra os russos. O lieutenant King e Donald Bridge foram considerados terroristas ao serviço do governo emigrado para Londres. (Beevor, pag.148) Na frente Leste em fins de Fevereiro Danzig tinha 1,2 milhões de pessoas, e destes 530 mil refugiados. O total de refugiados vindos de Leste chegou a atingir os 11 milhões. Por essa altura Hitler declarou a Dinamarca território alvo de refúgio sagrado. (É preciso entender as raizes reaccionárias da pequena monarquia europeia). A 15 de Fevereiro de 1944 a 1ª Frente Ucraniana sózinha libertou 49.500 cidadãos soviéticos e 8.868 estrangeiros nos campos de trabalho forçados nas regiões industriais da Silésia.
Na Polónia afirmava-se que “depois da guerra continuaremos a combater os russos; temos 3 milhões de homens do exército de Anders para juntar aos ingleses, sob as ordens do nosso governo exilado em Londres. Tudo voltará a ser como antes de 1939”. E é nesta perspectiva de confronto militar que deve ser visto o que aconteceu em Katyn, um crime cometido por forças fascistas depois assacado pela propaganda aos soviéticos . A 17 de Janeiro de 1945 os russos reconquistam Varsóvia. O "Judenrat", o edificio da administração judaica estava intacto (porque eram as élites judaicas que controlavam o destino das vítimas entre o seu próprio povo). Dos 1.310 mil habitantes da cidade restavam apenas 162 mil. São exumados 65 mil vítimas dos massacres de Nikolaiev e Odessa. (A. Beevor). A 24 de Abril o Exército Vermelho toma Treptow, um bairro periférico de Berlim. 2 milhões e meio de homens cercavam a cidade, aliados à competência tecnologica dos tanques T34. Pela radio Nazi de Praga afirmava-se que a decisão do Fhürer em permanecer na capital do Reich dava à batalha um significado europeu. No bunker de Anhalter Bahnof alojavam-se 12.000 pessoas em 3.600 metros quadrados em condições insuportáveis. Os trabalhadores estrangeiros em Berlim, cerca de 300 mil estavam todos identificados com uma letra marcada na roupa e eram proibidos de entrar nos abrigos. Prevalecia a ideologia que o soldado é filho do Povo e Hitler condecorava milicias de crianças e adolescentes. Os habitantes de Berlim referiam-se à sua cidade como a “reichssenterhaufen” – a pira funerária do III ReichEpilogo. O discurso politico como trabalho social na galvanização das massas.
“Padeniye Berlina” não é uma obra de propaganda, nem sequer uma visão apenas por uma perspectiva. O próprio Churchill, um conservador, reconheceu que Estaline chefiava um país com elevadas potencialidades e organização social, inclusivé com desenvolvimentos no campo da energia nuclear (o tipo de tecnologia mais avançada para a época). Sobre a direcção politica da guerra, as chefias sempre ouviram e levaram em conta a opinião de toda a hierarquia e nomeadamente sobre a actuação democrática de Estaline o filme mostra isso mesmo. O próprio Marechal Zhukov quando escreveu as suas “Memórias” afirmou que Estaline sempre optou pelas melhores decisões baseadas em conclusões obtidas pelos mais variados pontos de vista. A união e a decisão democrática centralizada construiram a força que destrui a besta fascista
“Padeniye Berlina”, sem dúvida o melhor filme feito sobre a 2ª Grande Guerra, foi retirado da circulação depois do “discurso secreto” de Nikita Khrushchev aos delegados do XX Congresso do PCUS em Fevereiro de 1956, no qual denunciava o cinema soviético produzido até então como tendo “a finalidade de proceder ao culto de Estaline”; como se daí para a frente, desde o principio do declinio até à extinção da URSS não tivesse havido mais "lideres" no partido que persistiu desde então em auto-denominar-se de comunista.
sábado, março 28, 2009
o programa Rex 84
Com construção programada pela administração Bush existem actualmente prontinhos a ser utilizados mais de 800 campos de concentração nos Estados Unidos (ver pistas para localização aqui, ou procurando FEMA-programa Rex 84). Não é ficção, estão equipados para receber os presos tanto os de Guantanamo (que Obama prometeu encerrar num ano), como de prisões satélites em territórios anexados pela “guerra contra o dito terrorismo global". O negócio tem duas vertentes, a do complexo industrial-militar que mantém a soldadesca, sargentos, generais e administradores ocupados com soldos desafogados (digamos assim, se comparados com os salários civis precários pagos pela “gestão da crise”) e as organizações privadas que gerem as instalações de encarceramento e segurança. Nunca sonhou Michel Foucault ao teorizar o panóptico de “Vigiar e Punir” (1975) que a punição e a vigilância, poderes destinados a adestrar as pessoas para que cumpram normas, leis e comportamentos de acordo com a vontade da Oligarquia que detém o poder, pudesse atingir o actual estado de anormalidade seis décadas depois de Hitler.
Sabemos pela empresa construtora a quem foi adjudicada a construção desses 800 novos campos penitenciários, a incontornável multinacional Halliburton, que alguns campos dispõem de tecnologia sofisticada, como aliás Pierre Lévy e Howard Rheingold, previram e designaram o sistema de controle exercido pelos novos meios de informação sobre os seus usuários, presos de facto, ou com a ilusão que estão livres. Tal como em Oswiecim (hoje museu Sionista de Auschwitz) os campos de concentração têm acesso por linhas de caminho ferro e ligações por estradas directas a aeroportos e centros de detenção provisórios. Alguns têm edifícios herméticos e não sabemos se têm também fornos crematórios. Cada região coberta por estas instalações pode albergar uma população de cerca de 20 mil pessoas. E a maior delas situa-se em Fairbanks no Alaska, especificamente destinada a casos de “saúde mental”, a qual pode "armazenar" aproximadamente 2 milhões de pessoas
* adenda, sugerida pelo comentário de Ricardo Nunes:
A legislação que se começou a desenhar há cerca de 30 anos por iniciativa da clique neoliberal na fase final da guerra fria, com pretensões ao controlo global, era uma previsão para responder a estados de emergência por catástrofes naturais ou de guerra. Tais leis nunca foram suspensas, pelo que basta uma assinatura presidencial para as reactivar. Esses decretos, entre outras consequências, autorizam o governo para:- assumir o controlo de todos os meios de transporte, auto-estradas e portos lacustres, fluviais e marítimos; incluindo veículos e navios.
- censurar a imprensa
- controlar as fontes e distribuidoras de energia
- expropriar a produção e distribuição de alimentos, incluindo quintas familiares.
- mobilizar a população civil e organizar brigadas de trabalho.
- assumir o controlo dos centros de saúde, escolas e centros sociais
- instaurar um sistema único de identificação nacional
- expropriar aeronaves, incluindo as estranjeiras e as operações aeroportuárias
- ordenar o abandono de áreas pré determinadas e realojar comunidades.
Posto o plano de emergência em marcha pela agência federal designada, o Congresso não terá conhecimento nem controlo sobre as ordens do executivo por um período de tempo de 6 meses. (fonte)
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terça-feira, março 17, 2009
o futuro do Liberalismo
“Na medida em que a decadência cresce nas sociedades, a linguagem cai também na decadência. As palavras são utilizadas para distinguir, não para iluminar as acções: “destrói-se uma cidade para a libertar”. As palavras usam-se para confundir; e então em tempo de eleições o povo solenemente vota contra os seus próprios interesses”Gore Vidal, in “Imperial America”, 2004
“Esta é apenas uma mera Crise Bancária que não porá termo ao liberalismo, muito menos ao capitalismo” – este tipo de bitaites de fulanos conceituados porque sim, ninguém saberá bem porquê, são frases que falam por si, comunicam como os índios por sinais de fumo, “vêm aí bisontes”, “pró mês que vem vai chover”, “o Pulido Valente disse-me que fulano tal iria prever isso, tá a ver HR (...)” – enfim, são verdades preventivas (como as guerras do outro) que não carecem de fundamentação científica - aliás, este tipo de almas progonosticadoras, longe da inserção em corpus tansos, são nebulosas comunicadoras inteligentíssimas que (falam com os bancos emissores que porão termo à “crise bancária”) aliás, com as Bruxas do Além, mas que apesar das heresias nunca ficarão com a pele tostada em caramelo, estaladiça, como as que produzia o Orwell dos Leitões na sua famosa quinta.Façamos o contraponto da supracitada previsão com aquilo que a história nos repetiu (embora a forma de representação da farsa possa ser diferente) como com Tatcher e Reagan no advento do neoliberalismo (em 1980 o Capital em circulação era igual ao PIB mundial, em 1990 passou ao dobro, em 2006 o capital emitido era já 5 vezes mais que o PIB mundial). >>>>flash back>>>>
o futuro, mesmo para os actores em palco é quase sempre imprevisível.
Só uma ínfima minoria de decisores qualificados, mais ou menos secretos,
conhece as medidas deterministas que instrumentalizam a vontade geral
Só uma ínfima minoria de decisores qualificados, mais ou menos secretos,
conhece as medidas deterministas que instrumentalizam a vontade geral
Por volta de 1934 (cinco anos depois do início da Grande Depressão) o fornecimento de papel moeda pelas entidades emissoras tinha crescido muito mais rapidamente do que as reservas de ouro (tanto nos EUA com a FED como nas outras nações dos centros capitalistas); e então para prevenir que as reservas de ouro caissem em desvalorização, os Estados Unidos decidiram desvalorizar o dólar em 41 por cento. Antes de 1934, uma onça de ouro podia ser adquirida por apenas US$20,67, porém depois daquela revisão o governo norte americano apenas disponibilizava a mesma onça de ouro por troca com 35 dólares. Em termos de reservas financeiras, quem dispunha de poupanças amealhadas em contas em dólares perdeu 41 por cento do seu valor de um dia para o outro.
Mesmo pensando-se que a desvalorização da moeda em 1934 traiu a confiança da população no dólar, o que é certo é que outros cinco anos depois, a entrada da economia dos EUA e os investimentos na 2ªGrande Guerra trouxeram ao dólar um novo estatuto: a confiança no dólar como moeda de reserva global. Por altura do fim da guerra, os representantes das nações de topo capitalista reuniram-se concordando na criação de um novo sistema monetário internacional, depois conhecido por Acordo de Bretton Woods. Nesta reunião, as nações saídas da guerra mundial, todas virtualmente falidas, foram obrigadas a acatar a decisão de que a economia dos Estados Unidos se tinha colocado numa posição de domínio global – isto porque entretanto os EUA tinham passado a deter 80 por cento das reservas de ouro mundiais; e por isso estavam em condições de impôr a obrigatoriedade de anexação de todas as outras moedas ao dólar, as quais entretanto passaram a ser obrigadas a dar garantias pelo preço do ouro a 35 dólares cada onça. >>>>flash ahead>>>>
Cerca de 30 anos depois de Friedman, Reagan e Tatcher, como estarão as entidades emissoras de moeda e os prestadores de crédito do centro capitalista a pensar sair da crise? a falência do neoliberalismo continua a constatar-se pelo gráfico em baixo.
“As crises económicas são fabricadas por nós para extorquir os “goyim” utilizando o método de retirar o dinheiro de circulação” dizia-se nos “Protocolos de Sião”, mas como todos mais ou menos sabemos, tirar fora não é um método seguro para não emprenhar.
o capitalismo na fase neoliberal faz o seu caminho:
"crise bancária" e depressão seguida de deflacção na economia real
tenta desenvolver a retoma económica imprimindo e lançando "mais dinheiro no mercado" - leia-se: criando uma situação de hiperflação (como em 1929) ao mesmo tempo que prepara o golpe financeiro por forma a que seja o resto do mundo a pagar a crise
o orçamento geral do Estado prepara "a política dos grandes investimentos". Torneando um pequeno truque (as despesas militares com o Pentágono/Nato são desanexadas das "contas civis" do OGE) podemos tentar adivinhar como: mais uma vez através do "keynesianismo militar", ou de um novo New Deal que prepara novo conflito, como mostra o gráfico das verbas aplicadas. O financiamento do Pentágono já ultrapassa metade do OGE - uma imoralidade, quando comparado com as irrisórias dotações para a Educação, Saúde e Habitação ("os direitos humanos"). E nas economias aliadas, subsidiárias e dependentes a proporção dos "investimentos no negócio de segurança, paz e democracia" (que prepara a insegurança das economias rebeldes a nivel global), não andará muito longe da casa mãe capitalista. A sociedade ocidental e muitos dos seus arautos estão obesos; e adoram dinheiro ficticio, o material de que se constrói o (neo)liberalismo armado.
terça-feira, janeiro 20, 2009
o silêncio é uma das formas de trair as causas em que acreditamos
Ontem foi feriado em memória de Martin Luther King. Hoje é o dia de tomada de posse do novo presidente, que por acaso é meio negro. Alguns vêem uma ligação entre os dois eventos e as duas pessoas. Não podem estar a falar a sério. Mesmo depois do "cessar-fogo" em Gaza a população continua a ser alvo de ataques e o silêncio de Obama define bem a pessoa. Tal como "a alternativa" MCCain, Obama compareceu na AIPAC (a séde do lobie judaico na América) para se ajoelhar e recolher a benção dos mandantes do crime primordial que representa a fundação do Estado ilegal de Israel. Comparar Obama com a dignidade do maior militante dos Direitos Cívicos na América é um insulto para King - os obamaníacos precisam de recordar quão longe anda Obama do discurso anti-guerra de Luther King:
Um pouco por todo o mundo os povos embrutecidos pela palha mediática celebram a saída de cena de um dos mais horrorosos personagens que alguma vez ocuparam a Casa Branca. É claro que devemos dizer-lhes que estão apenas a substituir uma marioneta por outra – mas na verdade nada que possa impedir uma boa festa. E para libertar os espíritos, apenas por um dia, escolhemos um tema apropriado – a América do Norte produziu mais coisas que políticos e partidos epicamente corruptos – produziu também uma das poucas originalidades na música, o jazz, entre elas esta preciosidade que serve às mil maravilhas para acompanhar a tripulação de criminosos de Bush (Cheney, Condi e Compª) até ao olho da rua.Ray Charles: “Hit The Road Jack”
quinta-feira, novembro 27, 2008
Mumbai e a Globalização
Mumbai é alvo de uma vaga de ataques por homens armados que serão, na sua maioria, de origem paquistanesa (diz-se). Chegaram com armas sofisticadas e organização militar visando sobretudo cidadãos Norte Americanos, Ingleses e Israelitas. Os locais atingidos são sobretudo hotéis de cinco estrelas (pejados de milhares de empresários e turistas ricos), a estação ferroviária principal que liga este centro financeiro ao resto do país, um hospital de luxo destinado especificamente a pacientes estrangeiros, a sinagoga e o centro Judaico na zona sul da cidade e diversos restaurantes e lojas luxuosas, como a Louis Vuiton.
O assalto coincide com o Thanksgiving, o Dia de Acção de Graças que é feriado nos EUA, observando um dia de gratidão a Deus (Elokim em hebraico, ou 3D para os clientes de Arquitectura); a festa celebra-se neste dia com orações pelos bons resultados ocorridos durante o ano; sinal de prosperidade, é também uma data fatídica para milhões de perus, literalmente grelhados em conjunto com outros milhões de miseráveis sub-humanos um pouco por todos os cantos do planeta.
A presidente da Câmara de Madrid, Esperanza Aguirre militante do Partido Popular de Aznar, era uma das diligentes cabecilhas de um numeroso grupo de empresários, numa dessas típicas viagens onde se contrata mão de obra escrava, mas vendida de imediato nos grandes centros financeiros como sendo “criação de riqueza”. Valendo-se de helicópteros e do avião privado do governo de Zapatero (deslocado propositadamente) Aguirre já conseguiu hoje tomar tranquilamente o pequeno almoço em casa. Cenas semelhantes ocorreram com outro numeroso grupo de Parlamentares Europeus.
Well, its thanksgiving, mas aqui não se consegue dar graças a nada. E se ligarmos as duas cadeias únicas que difundem noticias “a sério” na Europa (a CNN e a BBC) tudo isto “é o mesmo Terrorismo, o mesmo Terrorismo de sempre”: os mortos e feridos são trágicos (de facto), as congeminações sobre a autoria dos atentados são perspicazes e eruditas, sobra-nos apurar quantas vezes por minuto os repórteres, experts e enviados especiais introduzem a sigla Al-Qaeda por minuto na cobertura dia e noite dos ataques à Indía construindo uma história de medo decisiva para o futuro do resto da humanidade – ou seja, para quem não viu, este é o evento mais importante desde a chegada do homem á Lua.O dia ontem começou com a notícia que os governantes dos Estados Unidos despejaram outro Trilião de dólares para tentar deter o desastre em câmara lenta do comboio financeiro, o qual ao cair na ribanceira fará colapsar todo o sistema financeiro mundial. Passadas menos de 24 horas cá está a história: “é o mesmo Terrorismo de sempre” (ver uma das amostras de TV)
uma mão lava a outra
O que seria feito do futuro do “Terrorismo” se não tivesse a CNN e a BBC (e as nossas arraias miúdas) para bombar significados? Não existem já evidências suficientes que demonstrem que a “Al-Qaeda” é definitivamente uma criação da CIA? Mas continua a prevalecer apenas a opinião dos atentados desta empresa ficticia, criada pelo secretário de Estado Brezinski, agora conselheiro especial do presidente Obama, cujo secretário da Defesa é o mesmo de Bush, o ex-director da CIA Robert Gates, envolvido na criação da Al-Qaeda no Afeganistão nos anos 80,
mas são "os outros terroristas" quem ocupa exclusivamente o panorama mediático em sessões contínuas.O pivot da BBC na Índia entrevistava ontem à noite o chefe da Segurança em Mumbai:
“Isto é muito significativo não é?/Sim, muito/E isto mostra o mais alto nível de sofisticação de sempre na Índia, não mostra?/ Sim, de facto/ E isso é uma causa de preocupação profunda para todo o mundo porque indica que os terroristas desenvolveram um alto nível de sofisticação e eficácia a atingir objectivos/ Sim, você tem muita razão” – como se vê o militar, não estraga o trabalho do repórter, limita-se a silabar interjeições confirmativas. E assim é por horas, horas e horas a fio, construindo a montanha do tamanho do Himalaya.
Mas a única história objectiva é que um grupo armado disparou sobre inocentes (mas não muito, embora a informação deturpadamente ponha ênfase nos que são mesmo inocentes), depois lançaram bombas e granadas e fizeram pessoas reféns.Toda a história se resume a isto, porque o resto, que existe contestação social grave na Índia não interessa ao Terrorismo Real – que é este: o tal trilião de dólares impresso e lançado noutra acção fútil para apagar o incêndio, porque os triliões anteriores não tiveram qualquer eficácia. E lembremo-nos que são pipas de massa! – enquanto a administração Bush faz todo o possível para ocultar que a guerra do Iraque era em princípio uma empresa de 1 trilião de dólares, embora agora se pense que atinja entre três a cinco triliões; mas que diferença fazem, à velha moda antiga, alguns triliões despejados cirúrgicamente aqui ou acolá?
* relacionado:
o Dr. Vinay Rai, autor de 'Think India: The Rise of the World's Next Superpower and What it Means for Every American" fala sobre a corrupção dos negócios na Índia - ver video
* o Forum Social de 2004 em Mumbai: Contra a Globalização Imperialista e a Guerra
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