Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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terça-feira, abril 12, 2016
quarta-feira, junho 24, 2015
Sobre a vaga de refugiados no Mediterrâneo
Este é um depoimento de quando al-Gaddafi advertiu contra o que está a acontecer hoje na Líbia, enquanto os meios de desinformação vendidos ao Sionismo o acusavam de louco e viciado em drogas - Muammar al-Gadaffi era um visionário, a começar pela ideia da "inconveniente revolução verde", que lutou contra os interesses do Império ao pretender transformar a Libia num país neo-colonizado, usando entre outras tácticas as crenças estupidificadoras do povo como a do Masih ad-Dajjal (o Messias impostor) e sempre se recusou a ter um Banco Central subserviente da rede internacional de bancos sionistas. Sabemos hoje quem são os tolos e viciados!
posted by Mohamed Lavaky on Quarta-feira, 24 de Junho de 2015
segunda-feira, outubro 13, 2014
Consequências da medicina neoliberal. As origens da crise do Ébola
«Não podemos aceitar a reedição dum negócio das arábias à custa da boa fé ingénua e da desinformação do incauto cidadão.» (Manuel Pinto Coelho, Médico, doutorado em Ciências da Educação).
Tariq Ali: O sistema, como funciona em todo o mundo capitalista, é basicamente não a favor de serviços de saúde pública, mas favoráveis a soluções privatizadas, instalações privatizadas, o que significa que na maior parte países cada vez mais tem-se um sistema de duas ou três camadas. Há hospitais de muito boa qualidade para os ricos e pessoas que podem pagá-los, há uma segunda camada mais para pessoas da classe média que também podem pagar mas não tanto e suas instalações não são tão boas e a seguir há hospitais públicos, não só na África mas em países como a Índia, Paquistão e Sri Lanka, os quais estão numa desgraça total e nada é feito acerca disto a nivel global (pela comunidade internacional) porque não é uma prioridade.
Allyson Pollock: como é que issso se poderá reconstruir quando realmente há directores estrangeiros a chegarem e parceiras público-privadas e gradnes fluxos de dinheiro a saírem e não há qualquer mecanismo de redistribuição, porque redistribuição significa que se está a tentar construir uma sociedade mais justa e a tentar colocar os recursos outra vez no país (...) Mas vacinas não são realmente o que estes países precisam. Todas as grandes reformas, todos os grandes colapsos de doenças infecciosas epidémicas não foram realmente debelados com drogas e vacinas, foram-no através de medidas redistributivas, as quais incluíam saneamento, nutrição, boa habitação e na verdade, acima de tudo, uma democratização real. E com isto chega-se à educação e todas as outras medidas (...) ONGs muito poderosas, como a GAVI – Global Alliance for Vaccine Initiative, as quais em conjunto com grandes companhias como a GSK e Merck, estão determinadas a conseguir patentes; e a razão porque elas gostam de vacinas é porque elas são um meio de imunização em massa e isto significa números e números significam dinheiro. E naturalmente estão a ser pagas pelo ocidente e governos ocidentais quando este dinheiro podia muito mais facilmente fluir para os próprios governos [africanos] para reconstruírem os seus sistemas de saúde porque estamos a falar acerca da reconstrução da infraestrutura de saúde pública (...) isto começa com a economia, começa com o que está a acontecer à terra, começa com o facto de o óleo de palma, o cacau e a borracha serem importantes culturas para a obtenção de dinheiro e a terra, a sua propriedade, incluindo os serviços públicos que lhes estão associados terem sido transferidos para investidores e accionistas estrangeiros.
Tariq Ali: Será perfeitamente legítimo fazer enormes lucros a partir das necessidades básicas de pessoas comuns?
Allyson Pollock: Isto começou com uma indústria farmacêutica e da produção de vacinas que acha ser perfeitamente aceitável fazer lucros com elas; então porque não deveríam agora fazer lucros com as doenças e os cuidados prestados? Naturalmente o SNS na Inglaterra foi estabelecido para ser redistributivo. É financiado através da tributação, a qual deve ser progressiva e o dinheiro deve fluir de acordo com o necessário. Mas o que estamos a começar a ver agora é que o dinheiro fluirá de acordo com as necessidades dos accionistas e não dos pacientes, e isso é uma preocupação muito real. Naturalmente, isto é tudo questão de vontade política. Tudo pode ser revertido mas é basicamente político, para a democracia e o povo fazerem com que as suas vozes sejam ouvidas".
Tariq Ali: O sistema, como funciona em todo o mundo capitalista, é basicamente não a favor de serviços de saúde pública, mas favoráveis a soluções privatizadas, instalações privatizadas, o que significa que na maior parte países cada vez mais tem-se um sistema de duas ou três camadas. Há hospitais de muito boa qualidade para os ricos e pessoas que podem pagá-los, há uma segunda camada mais para pessoas da classe média que também podem pagar mas não tanto e suas instalações não são tão boas e a seguir há hospitais públicos, não só na África mas em países como a Índia, Paquistão e Sri Lanka, os quais estão numa desgraça total e nada é feito acerca disto a nivel global (pela comunidade internacional) porque não é uma prioridade.
Allyson Pollock: como é que issso se poderá reconstruir quando realmente há directores estrangeiros a chegarem e parceiras público-privadas e gradnes fluxos de dinheiro a saírem e não há qualquer mecanismo de redistribuição, porque redistribuição significa que se está a tentar construir uma sociedade mais justa e a tentar colocar os recursos outra vez no país (...) Mas vacinas não são realmente o que estes países precisam. Todas as grandes reformas, todos os grandes colapsos de doenças infecciosas epidémicas não foram realmente debelados com drogas e vacinas, foram-no através de medidas redistributivas, as quais incluíam saneamento, nutrição, boa habitação e na verdade, acima de tudo, uma democratização real. E com isto chega-se à educação e todas as outras medidas (...) ONGs muito poderosas, como a GAVI – Global Alliance for Vaccine Initiative, as quais em conjunto com grandes companhias como a GSK e Merck, estão determinadas a conseguir patentes; e a razão porque elas gostam de vacinas é porque elas são um meio de imunização em massa e isto significa números e números significam dinheiro. E naturalmente estão a ser pagas pelo ocidente e governos ocidentais quando este dinheiro podia muito mais facilmente fluir para os próprios governos [africanos] para reconstruírem os seus sistemas de saúde porque estamos a falar acerca da reconstrução da infraestrutura de saúde pública (...) isto começa com a economia, começa com o que está a acontecer à terra, começa com o facto de o óleo de palma, o cacau e a borracha serem importantes culturas para a obtenção de dinheiro e a terra, a sua propriedade, incluindo os serviços públicos que lhes estão associados terem sido transferidos para investidores e accionistas estrangeiros.
Tariq Ali: Será perfeitamente legítimo fazer enormes lucros a partir das necessidades básicas de pessoas comuns?
Allyson Pollock: Isto começou com uma indústria farmacêutica e da produção de vacinas que acha ser perfeitamente aceitável fazer lucros com elas; então porque não deveríam agora fazer lucros com as doenças e os cuidados prestados? Naturalmente o SNS na Inglaterra foi estabelecido para ser redistributivo. É financiado através da tributação, a qual deve ser progressiva e o dinheiro deve fluir de acordo com o necessário. Mas o que estamos a começar a ver agora é que o dinheiro fluirá de acordo com as necessidades dos accionistas e não dos pacientes, e isso é uma preocupação muito real. Naturalmente, isto é tudo questão de vontade política. Tudo pode ser revertido mas é basicamente político, para a democracia e o povo fazerem com que as suas vozes sejam ouvidas".
domingo, agosto 17, 2014
senso comum, cenas edificantes e o respeitinho pelos governantes
Manifestantes armados atacaram um centro de saúde em Monróvia obrigando pacientes infectados com o virus mortal Ebola, a fugir, tanto os que estavam em fila de espera fora das instalações como os internados em quarentena no seu interior. Aos gritos "Não há Ebola na Libéria" os assaltantes saquearam as instalações hospitalares, roubaram mobiliário, utensilios clinicos e roupas de cama manchada com sangue dos infectados, forçando cerca de 30 doentes a fugir espavoridos do local, os quais actualmente ainda não foram encontrados. Se o Ébola chegar às favelas da cidade, o perigo é o do número de infectados poder crescer rapidamente podendo a epidemia atingir proporções ainda mais catastróficas. O Ébola propaga-se através dos fluidos corporais como o sangue, vômitos, fezes e suor. O grupo de moradores das redondezas que arrombaram as portas do centro de internamento alegaram que a presidente do país Ellen Johnson Sirleaf tinha "inventado" a doença, porque "o que ela quer é dinheiro." (fonte)
segunda-feira, agosto 11, 2014
“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, primeira parte do artigo publicado na Revista Forbes
Como se não bastasse ter prostrado aos joelhos de um conglomerado de propriedade familiar corrupto o maior banco comercial português (BES), o Estado português terá de enfrentar agora perdas adicionais devido ao fracasso da subsidiária angolana BESA
O BES detém 55% do segundo maior banco de Angola, o BES-Angola (BESA). Nos últimos anos, o BESA tornou-se extremamente dependente do BES para o financiamento por causa da sua relação extraordinariamente elevada do ratio de empréstimos /depósito numa carteira de crédito que se tem vindo a deteriorar. Quando o império ESG ruiu , o BES não tinha apenas uma participação, mas uma exposição creditícia ao BESA de cerca de 3 mil milhões de euros. Perante isso, o investimento Português em Angola faz sentido. Angola é produtora de petróleo e dispõem de enormes recursos em minérios e riquezas naturais, tendo experimentado um crescimento econômico acelerado nos últimos anos, apesar da sua economia recentemente ter abrandado devido à queda dos preços do petróleo. Como antiga potência colonial, Portugal tem fortes laços históricos e culturais com Angola. Mas o regime angolano é um dos mais corruptos à face da Terra e o seu povo está entre os mais pobres. Mais de 40% da população angolana vive com menos de 2 dólares por dia e a maioria têm pouco ou nenhum acesso a água canalizada, saneamento básico ou eletricidade. Mas o presidente de Angola é um dos homens mais ricos da África e sua filha mais velha, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, segundo a Forbes. Houve inúmeras alegações de que a família dos Santos enriqueceu sistematicamente a si e aos seus comparsas em detrimento do povo angolano, mas até agora não há sinais de instabilidade política e o regime parece bem entrincheirado. Fazer negócios em Angola é praticamente impossível sem o envolvimento directo de políticos do partido do governo angolano, o MPLA. Ou as empresas são "parceiras do Estado" ou não poderão funcionar e ser viáveis.
o BESA é, sem dúvida, um "parceiro do Estado" de Angola, mas não porque tenha investido de forma produtiva na economia angolana - não, é porque o banco faz a sua obrigação para com os angolanos-que-são-Poder . De acordo com o jornalista de investigação Rafael Marques de Morais no site MakaAngola.org, grande parte da carteira de crédito do BESA é composta de empréstimos aos interesses políticos angolanos, muitos deles directamente ligados com a família dos Santos. Como todos os bancos angolanos, o BESA concedeu empréstimos excessivamente nos últimos anos: a sua carteira de crédito duplicou de volume entre 2010 e 2012, deixando-a com um rácio de crédito/depósitos de cerca de 200% e a qualidade da carteira de crédito tem vindo a deteriorar-se rapidamente, levantando preocupações sobre a sua solvência e liquidez. A agência estatal de notícias angolana informou em dezembro de 2013 que os acionistas concordaram com recapitalizar o banco, no montante de 500 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, o Estado soberano de Angola avalizou até 5,7 mil milhões de empréstimos contabilizados no BESA, embora a agência noticiosa oficial não faça menção a isso. O jornal português Expresso recentemente revelou documentos que procuram mostrar que a garantia foi concedida por insistência pessoal do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, após uma reunião com Ricardo Espírito Santo Salgado, então o administrador do BES. Seria bom que se soubesse se esta foi a mesma reunião em que Salgado comunicou ao presidente a necessidade de recapitalização dos bancos (segundo as normas acordadas na União Europeia), ou se talvez a garantia tenha sido uma contrapartida para a recapitalização dos bancos. De qualquer forma, se houve ou não alguma relação entre a oferta de Salgado e a garantia do presidente de Angola, a verdade é que, no momento do incumprimento da ESG, a exposição do BES ao BESA - equidade e financiamento - estava em vigor garantida pelo Estado soberano de Angola. Seguidamente , o Banco de Portugal entrou em cena. Na sexta-feira 1 de agosto dividiu-se o BES em dois bancos, o "bom" e o "mau", nacionalizando temporariamente o banco "bom" e deixando os detentores de dívida subordinados às perdas no banco "ruim". A parte angolana de investimentos do BES manteve-se no banco "ruim". Tal situação não caiu bem em Angola. Na segunda-feira 04 de agosto, o Banco Central de Angola (BNA), colocou o BESA sob administração e revogou a garantia soberana. O "Banco ruim" do BES teve uma perda imediata de cerca de 3 mil milhões de euros, a sua participação no BESA foi destruída e a concessão de empréstimos interbancários prejudicada. É claro que a razão oficial para a apreensão de BESA pelo Banco de Angola foi a carteira de crédito se ter deteriorado. Mas o Banco de Angola sabia disso por muito bom tempo. Por que esperou até ao dia 4 de Agosto para agir?
Uma razão pode ser a relação entre os dois Estados soberanos (!). O governo angolano concedeu uma garantia ao BESA que não foi explicitamente retribuída pelo Governo Português. Mas o governo angolano ainda poderia ter esperado que a sua garantia significaria que o BESA acabaria por ser suportado pelos contribuintes portugueses. Ao recusar o apoio aos investimentos do BES no BESA, o Governo Português denunciou portanto o seu lado do acordo. Diplomaticamente, isso poderia ser visto como o equivalente a retirar um embaixador. A retaliação seria inevitável. Mas há uma outra explicação também, que se pensa ser mais perto da verdade. Esta garantia não foi revogada totalmente. Ela foi “repensado”. De acordo com a agência de notícias angolana, o BNA irá injectar 5 mil milhões de dólares no BESA. Mas não está claro qual é a finalidade desse dinheiro, e o website do Banco de Angola não é esclarecedor. É o Banco Central que vai emprestar ao BESA ou vai recapitalizá-lo? O BNA diz que os fundos públicos não serão chamados "por agora", então isso é um indicio de que se trata de um suporte de liquidez de emergência ao invés da recapitalização. De qualquer forma, a garantia soberana já não é necessária. O Banco Central de Angola já está a fornecer o financiamento para apoiar a concessão de crédito. O Banco Central vai manter o BESA à tona por este ano, quando os "conselheiros" de supervisão (que em Angola não têm nome) sugerirem como reestruturar as suas carteiras de empréstimos.
O Banco de Portugal foi obrigdo a lidar com uma situação semelhante no BES, agindo contudo muito mais rápido: dividindo a qualidade do capital em duas porções, "o bom" e "o mau" durante um fim de semana. Embora tivesse que agir rápido para evitar o colapso desordenado do BES, uma vez que o Banco Central Europeu tinha puxado as orelhas às autoridades portuguesas sobre o financiamento do EuroSistema que superintende o funcionamento do BES.” (continua)
A 3 de Agosto, dia em que foi anunciada oficialmente a intervenção no Banco, sabe-se agora que o BCE, do qual o Governador do Banco de Portugal Carlos Costa faz parte, retirou na sexta-feira (1 de Agosto) o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do BES às operações de política monetária. Além disso, o BES, empurrado a ser intervencionado pelo Estado português ficou ainda obrigado a “reembolsar integralmente o seu crédito junto do EuroSistema, de cerca de 10 mil milhões de euros” (Público)
O BES detém 55% do segundo maior banco de Angola, o BES-Angola (BESA). Nos últimos anos, o BESA tornou-se extremamente dependente do BES para o financiamento por causa da sua relação extraordinariamente elevada do ratio de empréstimos /depósito numa carteira de crédito que se tem vindo a deteriorar. Quando o império ESG ruiu , o BES não tinha apenas uma participação, mas uma exposição creditícia ao BESA de cerca de 3 mil milhões de euros. Perante isso, o investimento Português em Angola faz sentido. Angola é produtora de petróleo e dispõem de enormes recursos em minérios e riquezas naturais, tendo experimentado um crescimento econômico acelerado nos últimos anos, apesar da sua economia recentemente ter abrandado devido à queda dos preços do petróleo. Como antiga potência colonial, Portugal tem fortes laços históricos e culturais com Angola. Mas o regime angolano é um dos mais corruptos à face da Terra e o seu povo está entre os mais pobres. Mais de 40% da população angolana vive com menos de 2 dólares por dia e a maioria têm pouco ou nenhum acesso a água canalizada, saneamento básico ou eletricidade. Mas o presidente de Angola é um dos homens mais ricos da África e sua filha mais velha, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, segundo a Forbes. Houve inúmeras alegações de que a família dos Santos enriqueceu sistematicamente a si e aos seus comparsas em detrimento do povo angolano, mas até agora não há sinais de instabilidade política e o regime parece bem entrincheirado. Fazer negócios em Angola é praticamente impossível sem o envolvimento directo de políticos do partido do governo angolano, o MPLA. Ou as empresas são "parceiras do Estado" ou não poderão funcionar e ser viáveis.
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| corrupção no caso BES é muito mais grave do que se imagina |
Uma razão pode ser a relação entre os dois Estados soberanos (!). O governo angolano concedeu uma garantia ao BESA que não foi explicitamente retribuída pelo Governo Português. Mas o governo angolano ainda poderia ter esperado que a sua garantia significaria que o BESA acabaria por ser suportado pelos contribuintes portugueses. Ao recusar o apoio aos investimentos do BES no BESA, o Governo Português denunciou portanto o seu lado do acordo. Diplomaticamente, isso poderia ser visto como o equivalente a retirar um embaixador. A retaliação seria inevitável. Mas há uma outra explicação também, que se pensa ser mais perto da verdade. Esta garantia não foi revogada totalmente. Ela foi “repensado”. De acordo com a agência de notícias angolana, o BNA irá injectar 5 mil milhões de dólares no BESA. Mas não está claro qual é a finalidade desse dinheiro, e o website do Banco de Angola não é esclarecedor. É o Banco Central que vai emprestar ao BESA ou vai recapitalizá-lo? O BNA diz que os fundos públicos não serão chamados "por agora", então isso é um indicio de que se trata de um suporte de liquidez de emergência ao invés da recapitalização. De qualquer forma, a garantia soberana já não é necessária. O Banco Central de Angola já está a fornecer o financiamento para apoiar a concessão de crédito. O Banco Central vai manter o BESA à tona por este ano, quando os "conselheiros" de supervisão (que em Angola não têm nome) sugerirem como reestruturar as suas carteiras de empréstimos.
O Banco de Portugal foi obrigdo a lidar com uma situação semelhante no BES, agindo contudo muito mais rápido: dividindo a qualidade do capital em duas porções, "o bom" e "o mau" durante um fim de semana. Embora tivesse que agir rápido para evitar o colapso desordenado do BES, uma vez que o Banco Central Europeu tinha puxado as orelhas às autoridades portuguesas sobre o financiamento do EuroSistema que superintende o funcionamento do BES.” (continua)
A 3 de Agosto, dia em que foi anunciada oficialmente a intervenção no Banco, sabe-se agora que o BCE, do qual o Governador do Banco de Portugal Carlos Costa faz parte, retirou na sexta-feira (1 de Agosto) o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do BES às operações de política monetária. Além disso, o BES, empurrado a ser intervencionado pelo Estado português ficou ainda obrigado a “reembolsar integralmente o seu crédito junto do EuroSistema, de cerca de 10 mil milhões de euros” (Público)
terça-feira, maio 20, 2014
Boko Haram, "Bring back our Girls", uma operação secreta da CIA
O video divulgado pelo partido islamista “Boko Haram” (“haram” significa “pecado”) mostra supostamente alguns das estudantes nigerianas sequestradas em Abril no qual o seu líder se dispõe a libertá-las numa troca por militantes do movimento feitos prisioneiros. Porém a intenção atribuída ao líder Abubakar Shekau vem expressa noutra declaração sua truncada nos nossos media: “Raptei as vossas raparigas (para as libertar do jugo da educação ocidental). E, em nome de Alá tenciono vendê-las no mercado”. Deus não faria melhor...
Para os prezados telespectadores informa-se que os Boko Haram… não são um grupo de rock da década de 70. Eles são o grupo mais recente patrocinado e armado pelos Estados Unidos (indirectamente) um grupo de malucos dos quais o Pentágono só esperava aquilo que eles vieram a fazer: criar um pretexto para o envio de "assessores militares" para um lugar rico em petróleo, lugar esse que os EUA estão interessados e gostariam de ver subvertido.
Há três anos que a Nigéria parece ser a presa de uma crescente e incontrolável insurgência que se manifesta por ataques esporádicos contra as instituições públicas, massacres de civis em locais públicos e sequestros em massa. Como expectável, há um pânico e uma crescente tensão no país e muitas pessoas começam a pensar que a Nigéria pode estar caminhando inevitavelmente para uma insurgência de longo prazo que conduza à balcanização do país. Com excepção do primeiro bombardeamento em Outubro de 2010 em Abuja, um obscuro grupo chamado Boko Haram reivindica a maioria dos ataques que ali ocorrem. De acordo com o grupo de análise “GreenWhite Coalizion” a actual campanha do Boko Haram está a ser organizada como operação secreta pela Agência de Inteligência Central dos Estados Unidos (CIA) em coordenação com a embaixada estado-unidense na Nigéria.
o Boko Haram e a campanha "Bring Back Our Girls" é um negócio da CIA na Nigéria, a que prontamente os neocons do PSD disfarçados de "social-democratas" encabeçados pelo seu líder parlamentar Luis "Tá-ta-rila" Montenegro dão todo o apoio.
O que Michelle Obama não reivindica:
"o meu marido já deu ordens para ataques de drones que mataram mais de 300 crianças"
Desde anteriores períodos, a CIA vem sendo responsável por campos de treino e doutrinação secretos ao longo das porosas e vulneráveis regiões fronteiriças do Níger, Chade e Camarões. Para esses campos, são recrutados e treinados jovens de famílias pobres para servir a insurreição. Os agentes que exploram esses jovens, despertando-lhes as rivalidades tribalistas, atraem-nos com a promessa de uma vida melhor que mais não é que uma lavagem cerebral para acreditar que eles trabalham para instalar uma justa ordem islâmica contra os ímpios e traidores que actualmente detêm o poder na Nigéria. Os agentes nacionais deste projecto da CIA permanecem cautelosamente escondidos, organizando os acampamentos com experientes supervisores do Médio Oriente. Após vários meses de doutrinação e treino em técnicas de manuseamento de armas , tácticas de sobrevivência, de vigilância e de evasão , enfim, os rebeldes estão agora em modo de espera para a próxima operação terrorista.
Desde Clinton a Obama, todas as administrações armaram por intermediários e deixaram à solta os Boko Haram fazendo crer que essa coisa de criar atentados são "incidentes contra os direitos humanos”. O Departamento de Estado de Hillary Clinton recusou-se a colocar o Boko Haram na lista de grupos terroristas. Como se percebe, a actividade deste grupo é utilizada para amaciar as mentes americanas e britânicas para a ideia de colocar as tropas dos EUA e do Reino Unido na Nigéria 'num papel meramente consultivo" para justificar aventuras militares indefensáveis.
A Nigéria, o país mais populoso e maior da África tem estado de forma sistemática no caos de um estado de guerra civil. O país mostra todos os sinais de uma espiral de violência e está profundamente enfraquecido. A Nigéria é ainda assim hoje um dos maiores produtores mundiais de petróleo de alta qualidade (como aliás o que é produzido na Líbia, de onde depois da invasão dos EUA/UE foram enviadas armas para os rebeldes nigerianos), o quinto maior exportador desse produto para os Estados Unidos e o 12º produtor mundial com mais de dois milhões de barris por dia.
Em 2005, um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA previu que a Nigéria poderia entrar em colapso nos próximos quinze anos. Ao ritmo que as coisas estão indo, com o ressurgimento de assassinatos terroristas pelo Boko Haram no norte, a Nigéria parece mergulhar em cada vez maior instabilidade. Um artigo no New York Times afirma que o Boko Haram não é o problema, questionando se o movimento islamita era uma entidade única ou diversas facções utilizadas por diferentes actores com diferentes interesses. O facto é que a Nigéria, sem esperança alguma de resolver o conflito por si, faz agora um apelo aos Estados Unidos para resolver o problema da violência. Como previsto, não sabemos quem está por trás Boko Haram? Foi a mão da CIA que levantou o Boko Haram, há uma destabilização sem precedentes, uma operação encoberta dos Estados Unidos que os financia. As autoridades nigerianas não capitularam ao recusar-se a resolver o problema por si só e ao envolver no conflito os serviços de cidadãos norte-americanos?
(1) Celebridades e políticos do espectáculo rapidamente entraram na onda com a campanha “Bring Back our Girls” e misturados com as estrelas um bando de conselheiros militares perorando pela Nigéria fora sobre a melhor maneira de actuar, uma escolha estratégica que não cheira lá muito bem, para trazer as estudantes de volta a casa para as vestirem e educarem à ocidental. Existem outros exemplos de operações “bait and switch” - como o da Ucrânia
(2) Nigéria disposta a negociar com "terroristas". Ou serão dissidentes de um regime conotado com a exploração neocolonialista?
Para os prezados telespectadores informa-se que os Boko Haram… não são um grupo de rock da década de 70. Eles são o grupo mais recente patrocinado e armado pelos Estados Unidos (indirectamente) um grupo de malucos dos quais o Pentágono só esperava aquilo que eles vieram a fazer: criar um pretexto para o envio de "assessores militares" para um lugar rico em petróleo, lugar esse que os EUA estão interessados e gostariam de ver subvertido.
Boko Haram : Uma operação secreta da CIA na Nigéria
Há três anos que a Nigéria parece ser a presa de uma crescente e incontrolável insurgência que se manifesta por ataques esporádicos contra as instituições públicas, massacres de civis em locais públicos e sequestros em massa. Como expectável, há um pânico e uma crescente tensão no país e muitas pessoas começam a pensar que a Nigéria pode estar caminhando inevitavelmente para uma insurgência de longo prazo que conduza à balcanização do país. Com excepção do primeiro bombardeamento em Outubro de 2010 em Abuja, um obscuro grupo chamado Boko Haram reivindica a maioria dos ataques que ali ocorrem. De acordo com o grupo de análise “GreenWhite Coalizion” a actual campanha do Boko Haram está a ser organizada como operação secreta pela Agência de Inteligência Central dos Estados Unidos (CIA) em coordenação com a embaixada estado-unidense na Nigéria.
o Boko Haram e a campanha "Bring Back Our Girls" é um negócio da CIA na Nigéria, a que prontamente os neocons do PSD disfarçados de "social-democratas" encabeçados pelo seu líder parlamentar Luis "Tá-ta-rila" Montenegro dão todo o apoio.
O que Michelle Obama não reivindica:
"o meu marido já deu ordens para ataques de drones que mataram mais de 300 crianças"
Desde anteriores períodos, a CIA vem sendo responsável por campos de treino e doutrinação secretos ao longo das porosas e vulneráveis regiões fronteiriças do Níger, Chade e Camarões. Para esses campos, são recrutados e treinados jovens de famílias pobres para servir a insurreição. Os agentes que exploram esses jovens, despertando-lhes as rivalidades tribalistas, atraem-nos com a promessa de uma vida melhor que mais não é que uma lavagem cerebral para acreditar que eles trabalham para instalar uma justa ordem islâmica contra os ímpios e traidores que actualmente detêm o poder na Nigéria. Os agentes nacionais deste projecto da CIA permanecem cautelosamente escondidos, organizando os acampamentos com experientes supervisores do Médio Oriente. Após vários meses de doutrinação e treino em técnicas de manuseamento de armas , tácticas de sobrevivência, de vigilância e de evasão , enfim, os rebeldes estão agora em modo de espera para a próxima operação terrorista.
Desde Clinton a Obama, todas as administrações armaram por intermediários e deixaram à solta os Boko Haram fazendo crer que essa coisa de criar atentados são "incidentes contra os direitos humanos”. O Departamento de Estado de Hillary Clinton recusou-se a colocar o Boko Haram na lista de grupos terroristas. Como se percebe, a actividade deste grupo é utilizada para amaciar as mentes americanas e britânicas para a ideia de colocar as tropas dos EUA e do Reino Unido na Nigéria 'num papel meramente consultivo" para justificar aventuras militares indefensáveis.
A Nigéria, o país mais populoso e maior da África tem estado de forma sistemática no caos de um estado de guerra civil. O país mostra todos os sinais de uma espiral de violência e está profundamente enfraquecido. A Nigéria é ainda assim hoje um dos maiores produtores mundiais de petróleo de alta qualidade (como aliás o que é produzido na Líbia, de onde depois da invasão dos EUA/UE foram enviadas armas para os rebeldes nigerianos), o quinto maior exportador desse produto para os Estados Unidos e o 12º produtor mundial com mais de dois milhões de barris por dia.
Em 2005, um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA previu que a Nigéria poderia entrar em colapso nos próximos quinze anos. Ao ritmo que as coisas estão indo, com o ressurgimento de assassinatos terroristas pelo Boko Haram no norte, a Nigéria parece mergulhar em cada vez maior instabilidade. Um artigo no New York Times afirma que o Boko Haram não é o problema, questionando se o movimento islamita era uma entidade única ou diversas facções utilizadas por diferentes actores com diferentes interesses. O facto é que a Nigéria, sem esperança alguma de resolver o conflito por si, faz agora um apelo aos Estados Unidos para resolver o problema da violência. Como previsto, não sabemos quem está por trás Boko Haram? Foi a mão da CIA que levantou o Boko Haram, há uma destabilização sem precedentes, uma operação encoberta dos Estados Unidos que os financia. As autoridades nigerianas não capitularam ao recusar-se a resolver o problema por si só e ao envolver no conflito os serviços de cidadãos norte-americanos?
(1) Celebridades e políticos do espectáculo rapidamente entraram na onda com a campanha “Bring Back our Girls” e misturados com as estrelas um bando de conselheiros militares perorando pela Nigéria fora sobre a melhor maneira de actuar, uma escolha estratégica que não cheira lá muito bem, para trazer as estudantes de volta a casa para as vestirem e educarem à ocidental. Existem outros exemplos de operações “bait and switch” - como o da Ucrânia
(2) Nigéria disposta a negociar com "terroristas". Ou serão dissidentes de um regime conotado com a exploração neocolonialista?
domingo, janeiro 12, 2014
"Ele é mais que Mandela, é como se fosse Jesus, é o Rei do Universo" (titulo de artigo no DN, 7 de Janeiro). Estamos a falar de quem?
O antigo jogador manifestou um desejo (cruzes canhoto) para o dia do seu funeral. Em entrevista à STV, disse que queria apenas que a urna estivesse coberta com três bandeiras, a da minha terra Moçambique, a do Benfica e a de Portugal. Herói nacional, porém o desejo da bandeira da sua terra natal foi na realidade esquecido e, à medida que o delirio futeboleiro cresce, vem sendo apagado dos media. Pudera, se o desejo de Eusébio fosse cumprido, sobre a sua urna ia repousar uma bandeira com uma kalashnikov em riste, pela terra, o simbolo da luta contra o fascismo e o colonialismo.
"A nossa guerra é uma guerra de libertação nacional contra o colonialismo Português, contra o imperialismo e contra a exploração do homem pelo homem. Os colonialistas querem que a nossa guerra deixe de ser uma luta contra os exploradores e se transforme numa guerra contra o povo português, que deixe de ser contra o imperialismo e se torne numa guerra entre os negros de Moçambique e a população branca em Moçambique, uma guerra racista. Para atingir este objectivo, Portugal está a remover sistematicamente os povos africanos das suas terras férteis e a entregá-las aos europeus. Quando o governo português expulsa os moçambicanos das suas terras, a fim de colocar lá os seus colonos, o seu objectivo principal é forçar o surgimento de contradições entre os povos moçambicanos e português. Ao fazê-lo, o colonialismo vem dizer aos fazendeiros brancos que eles devem defender a sua terra contra os africanos, e ao mesmo tempo, cria na população africana um sentimento de ódio por aqueles que ocuparam as suas terras. Transformar a natureza da nossa guerra e colaborando na confusão sobre a identidade do inimigo, seria criar confusão sobre quem deve ser o alvo de nossas balas"
Samora Machel 1971, (nove anos depois de Eusébio se ter sagrado campeão europeu pelo Benfica) durante a guerra pela independência de Moçambique. O documentário "Camarada Presidente" lança um olhar sobre Machel, como ele conduziu o seu país à independência e deixou um respeitado legado de liderança. Não em Portugal, mas por todo o mundo anti-imperialista.
Para aprofundar o tema:
"Quem Matou Samora Machel?" de Álvaro B. Marques, Edit Ulmeiro, 1987
a resposta é clara: os mesmos que agora endeusam Eusébio.
quinta-feira, dezembro 26, 2013
Mikhail Timofeevich Kalashnikov (1919-2013)
Simbolo impar das lutas de libertação dos povos pela sua soberania e independência ... em 1982 Kalashnikov ganhou a Ordem de Amizade entre os Povos e em 1990 o secretário-geral das Nações Unidas apareceu em público com uma AK-47 transformada em guitarra, assim como quem dá o recado: quem não tem unhas para pegar numa arma e lutar pelos seus direitos… toca guitarra…
... a AK-47 "Arma Automática de Kalashnikov modelo de 1947", é uma espingarda de assalto de calibre 7,62 criada em 1947 por Mikhail Kalashnikov e produzida na União Soviética pela Fábrica Industrial Estatal IZH. Em 2007, Kalashnikov confessou, no 60º aniversário do registo oficial da patente na URSS, que os Nazis, ao invadirem a Rússia na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foram os verdadeiros responsáveis pela invenção, porque até aí a sua autêntica vocação era desenhar maquinaria agrícola. "Eu teria preferido ter inventado uma máquina que as pessoas pudessem usar e ajudar os agricultores no seu trabalho - por exemplo, uma debulhadora para cereais".
A invenção do AK-47 não foi um momento eureka, mas um processo de tentativa-e-erro de modificações e melhorias realizadas por uma equipe de projectistas durante seis anos ... A principal precursora foi a espingarda alemã StG 44, a primeira arma automática verdadeiramente eficaz da Segunda Guerra Mundial; provavelmente na origem da espingarda G-3 usada pelas nossas tropas coloniais à revelia das disposições da Nato. Inquirido sobre se sentia ciúmes, Kalashnikov desabafou: “eu poderia ter tido milhares de milhões, mas não o quis, tudo que eu sempre tive como objectivo foi tornar o meu país seguro (…) criei a arma, uma coisa que fosse simples e confiável, para ser usada na defesa das fronteiras da minha pátria”.
Responsável, em conjunto com a temível “katyuska” (vulgo “culhões de Estaline") pela neutralização de 80% das tropas Nazis, após a guerra e a partilha de zonas de influência entyre superpotências, a AK-47 começou a ser produzida para exportação, com preços políticos manipulados consoante o uso a que destinava. Para os movimentos de libertação e para os jovens Estados africanos a espingarda era cedida a 15 dólares por unidade. Para conflitos regionais entre grupos de interesses cada uma atingia o valor de cerca de 1000 dólares. Como ponto de partida para a negociação de venda, os preços oficiais situavam-se algures a meio. Estima-se que a quantidade produzida seja aproximadamente de 100 milhões. Conta-se que uma AK-47 revestida a ouro teria sido encontrada pelas tropas invasoras do Iraque, como parte da colecção do ex-presidente pelo partido pró-socialista Baas Saddam Hussein.
A determinado passo Kalashnikov sentiu tristeza pela distribuição descontrolada da sua arma - tinha orgulho da sua invenção e da sua reputação de confiabilidade, enfatizando que a sua espingarda semi-automática é uma "arma de defesa" e "não uma arma para ser usada em ofensivas". "eu durmo bem com a questão”, afirmou - “são os políticos que são os culpados por não chegarem a acordos que evitem o recurso à violência. A arma converteu-se num ícone global. Os pais em diversos países africanos deram aos seus filhos o nome de “Kalash”, um carinhoso diminuitivo da arma que os tinha ajudado a sobreviver. Podemos ver a silhueta da AK-47 no escudo do Zimbabwe e no de Timor-Oriental a partir de 2007, assim como na bandeira do movimento islâmico xiita Hezbolah. É a única arma que figura na bandeira e escudo nacional de um país independente, Moçambique, já que foi graças à ajuda desta que o país logrou atingir a sua independência. – a AK-47 sobre uma estrela dourada (a solidariedade entre os povos) simboliza a luta armada que libertou o país, colocada por cima de um livro, - representando a educação do povo, por sua vez enquadrado num circulo branco (a paz) e por uma enxada (o esforço do trabalho na agricultura).
Duas décadas após a dissolução da URSS, em 2009 a empresa fabricante russa IZH pediu a insolvência, devido à crise mundial, ao abandono do internacionalismo proletário, e à proliferação e tráfico de armas falsificadas, que lhe causaram dificuldades financeiras. A obra colectiva faliu, mas a figura lendária de Kalashnikov permanecerá para sempre gravada na memória de milhões de seres livres.
... a AK-47 "Arma Automática de Kalashnikov modelo de 1947", é uma espingarda de assalto de calibre 7,62 criada em 1947 por Mikhail Kalashnikov e produzida na União Soviética pela Fábrica Industrial Estatal IZH. Em 2007, Kalashnikov confessou, no 60º aniversário do registo oficial da patente na URSS, que os Nazis, ao invadirem a Rússia na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foram os verdadeiros responsáveis pela invenção, porque até aí a sua autêntica vocação era desenhar maquinaria agrícola. "Eu teria preferido ter inventado uma máquina que as pessoas pudessem usar e ajudar os agricultores no seu trabalho - por exemplo, uma debulhadora para cereais".
A invenção do AK-47 não foi um momento eureka, mas um processo de tentativa-e-erro de modificações e melhorias realizadas por uma equipe de projectistas durante seis anos ... A principal precursora foi a espingarda alemã StG 44, a primeira arma automática verdadeiramente eficaz da Segunda Guerra Mundial; provavelmente na origem da espingarda G-3 usada pelas nossas tropas coloniais à revelia das disposições da Nato. Inquirido sobre se sentia ciúmes, Kalashnikov desabafou: “eu poderia ter tido milhares de milhões, mas não o quis, tudo que eu sempre tive como objectivo foi tornar o meu país seguro (…) criei a arma, uma coisa que fosse simples e confiável, para ser usada na defesa das fronteiras da minha pátria”.
Responsável, em conjunto com a temível “katyuska” (vulgo “culhões de Estaline") pela neutralização de 80% das tropas Nazis, após a guerra e a partilha de zonas de influência entyre superpotências, a AK-47 começou a ser produzida para exportação, com preços políticos manipulados consoante o uso a que destinava. Para os movimentos de libertação e para os jovens Estados africanos a espingarda era cedida a 15 dólares por unidade. Para conflitos regionais entre grupos de interesses cada uma atingia o valor de cerca de 1000 dólares. Como ponto de partida para a negociação de venda, os preços oficiais situavam-se algures a meio. Estima-se que a quantidade produzida seja aproximadamente de 100 milhões. Conta-se que uma AK-47 revestida a ouro teria sido encontrada pelas tropas invasoras do Iraque, como parte da colecção do ex-presidente pelo partido pró-socialista Baas Saddam Hussein.
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| Mikhail Kalashnikov tem uma secção exclusivamente dedicada ao seu trabalho no Museu de Artilharia do Exército em São Petersburgo (anunciada à entrada no cartaz à esquerda) |
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| Homenageado por Vladimir Putin em 2006 |
Duas décadas após a dissolução da URSS, em 2009 a empresa fabricante russa IZH pediu a insolvência, devido à crise mundial, ao abandono do internacionalismo proletário, e à proliferação e tráfico de armas falsificadas, que lhe causaram dificuldades financeiras. A obra colectiva faliu, mas a figura lendária de Kalashnikov permanecerá para sempre gravada na memória de milhões de seres livres.
domingo, dezembro 08, 2013
Heróis da Grande Burguesia (Nelson Mandela)
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| Mandela enquanto mito criado pelo Poder |
Ora o Centro é uma abstração tramada, uma pantanosa aglutinação de interesses, onde não existem classes sociais, onde a história acabou, onde o Estado (mínimo para os pobres, de teta máxima para os ricos) parece ter-se evaporado num sofisticado cozinhado de fusão entre peidos de galinha com folhado de perdiz. As capas dos jornais são gloriosas na exaltação do heroismo mandeliano; a mais à esquerda é a do pasquim da Sonae, o punho ao alto, que comoveu Francisco Louçã e lhe fez um rasgado elogio.
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| Mandela enquanto boneco decorativo para alugar |
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| Mandela enquanto indigena |
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| Mandela enquanto comunista |
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| Mandela enquanto preso politico |
(2) Mais uma Tribo no reino neoliberal. Quem é Jacob Zuma, o sucessor de Mandela? Ze'ev Krengel, chairman of the South African Board of Governors, mentioned that thanks to the "contacts between Goldstein and Zuma, "the Jewish community could enjoy improved accessibility to the presidency"
sexta-feira, setembro 06, 2013
Não há Festa como Esta
No dia que se inicia mais uma romaria integrada no circuito de turismo ideológico de massas, cabe aqui perguntar que história foi aquela de, no lançamento da fotobiografia do Dr. Álvaro Barrerinhas Cunhal, termos assistido ao alegre convívio dos mais altos dirigentes do P"C"P com gentinha como Judite de Sousa, Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa (este último por sinal filho e herdeiro de um ministro de Salazar)
Para descomprimir, aqui fica uma verdadeira voz do deserto. Oriunda do Sahára Ocidental, uma ainda colónia ocupada pelo Rei de Marrocos com o alto patrocinio do Rei de Espanha por via do rendoso negócio dos fosfatos, Mariem Hassan actua no sábado às 20 horas, no palco 1º de Maio
Para descomprimir, aqui fica uma verdadeira voz do deserto. Oriunda do Sahára Ocidental, uma ainda colónia ocupada pelo Rei de Marrocos com o alto patrocinio do Rei de Espanha por via do rendoso negócio dos fosfatos, Mariem Hassan actua no sábado às 20 horas, no palco 1º de Maio
quarta-feira, julho 31, 2013
a chamada “Primavera Árabe” está a ser sufocada pelas armas
Perto de 300 pessoas já foram mortas em actos de violência desde que o presidente eleito Mohamed Morsi foi destituído pelo golpe militar no Egipto a 3 de Julho, incluindo os seus 80 apoiantes mortos a tiro durante uma vigilia junto a uma mesquita no norte do Cairo no último fim de semana, o segundo assassinato em massa desde que Morsi foi deposto. Recorde-se que Morsi, líder da Irmandade Muçulmana, foi o mais votado nas últimas eleições, obtendo cerca de 1/3 dos votos expressos. A “crise”, segundo a Reuters (para inglês ver), estaria a “deixar Washington à beira de um ataque de nervos, uma vez que o Egipto recebe 1,3 biliões de ajuda militar por ano”, para cumprir a sua função de pivot aliado Árabe fundamental para a paz no Médio Oriente.
O Governo golpista diz que (apesar de ser o partido maioritário no país) os "protestos da Irmandade Muçulmana deixaram de ser aceitáveis". Os novos governantes do Egipto, “invocando a Constituição e a Lei”, declararam ilegais as duas vigílias levadas a cabo no Cairo por partidários do presidente deposto. Numa declaração televisionada, a junta provisória instalada pelos militares afirmou que os "actos terroristas" e a interrupção do trânsito decorrente das manifestações não eram aceitáveis e "representam uma ameaça à segurança nacional do Egipto" e o Ministério do Interior deu ordens para lhes pôr fim. A Irmandade Muçulmana mantém que os seus partidários vai continuar o protesto até que Morsi seja reconduzido no cargo. Levanta-se assim o espectro de ainda mais derramamento de sangue.
É neste cenário que a União Europeia envia a baronesa Ashton ao Egipto para avaliar as condições de detenção do presidente deposto – e volta dizendo que Morsi tem acesso aos Media – enquanto o exército egípcio nega o uso de balas reais para conter os protestos (sugerindo que os manifestantes atiraram contra si mesmos?), e políticos como o secretário de Relações Externas dos EUA, William Hague, saem a terreiro com pruridos de como se devem opor ao "uso da força". O que é certo é que não há uma condenação clara da Comunidade Internacional face à inversão das mudanças políticas produzidas sob a mira das armas.
A Arábia Saudita e outros países árabes do Médio Oriente, são o que são, e não são democracias, nunca foram atacados pelo vírus facebookiano das “primaveras árabes” (manipulando movimentos sociais, hordas sem organicidade e liderança, sem projecto nem objectivos politicos, que apenas podem produzir rupturas anárquicas) e não ameaçam, não se contrapondo, os interesses das grandes potências. Este é o motivo da deposição do governo Morsi e, ao invés, da ajuda aos rebeldes que actuam em países não submetidos à lógica dos mercados controlados pelos Estado Unidos. Neste cenário, as reformas estruturais não são alcançadas, antes grassando a destruição, o empobrecimento da população e a frustração, sendo a "primavera Árabe" exemplo eloquente desse desastre que consome qualquer hipótese de energia revolucionária. Líderes mundiais como Barack Obama prometeram de modo incessante conter os ditadores "que matam o seu próprio povo". Lembra-se de como David Cameron enviou prontamente jactos da RAF para ajudar a bombardear a Libia de al-Ghaddafi? A "proteção de vidas civis" sempre foi a primeira justificação para o uso dessa força letal, assim como o foi para o Ocidente afinal se declarar favorável às revoluções em todo o Oriente Médio e norte da África. Hoje esses mesmos líderes ocidentais permanecem em silêncio e cúmplices sobre os excessos de um exército que sempre foi a principal base de poder insustentável do déspota egípcio Hosni Mubarak.
Os grotescos assassinatos de egípcios comuns pelos seus próprios militares dizem tudo sobre as falsas promesas da Primavera Árabe. Apenas um ano depois das eleições democráticas que deveriam anunciar uma era de liberdade e estabilidade no terceiro país mais populoso da África, testemunha-se nada menos que uma chacina rotineira nas ruas. Os mortos e feridos por armas automáticas no Cairo ao tentarem demonstrar o seu apoio ao presidente eleito Mohamed Morsi – por homens armados que usam as suas armas contra civis desarmados – e controlam hoje uma cidade que, com as imagens de uma Praça Tahrir repleta e jubilosa, já foi um foco de esperança e optimismo.
O Governo golpista diz que (apesar de ser o partido maioritário no país) os "protestos da Irmandade Muçulmana deixaram de ser aceitáveis". Os novos governantes do Egipto, “invocando a Constituição e a Lei”, declararam ilegais as duas vigílias levadas a cabo no Cairo por partidários do presidente deposto. Numa declaração televisionada, a junta provisória instalada pelos militares afirmou que os "actos terroristas" e a interrupção do trânsito decorrente das manifestações não eram aceitáveis e "representam uma ameaça à segurança nacional do Egipto" e o Ministério do Interior deu ordens para lhes pôr fim. A Irmandade Muçulmana mantém que os seus partidários vai continuar o protesto até que Morsi seja reconduzido no cargo. Levanta-se assim o espectro de ainda mais derramamento de sangue.
É neste cenário que a União Europeia envia a baronesa Ashton ao Egipto para avaliar as condições de detenção do presidente deposto – e volta dizendo que Morsi tem acesso aos Media – enquanto o exército egípcio nega o uso de balas reais para conter os protestos (sugerindo que os manifestantes atiraram contra si mesmos?), e políticos como o secretário de Relações Externas dos EUA, William Hague, saem a terreiro com pruridos de como se devem opor ao "uso da força". O que é certo é que não há uma condenação clara da Comunidade Internacional face à inversão das mudanças políticas produzidas sob a mira das armas.
A Arábia Saudita e outros países árabes do Médio Oriente, são o que são, e não são democracias, nunca foram atacados pelo vírus facebookiano das “primaveras árabes” (manipulando movimentos sociais, hordas sem organicidade e liderança, sem projecto nem objectivos politicos, que apenas podem produzir rupturas anárquicas) e não ameaçam, não se contrapondo, os interesses das grandes potências. Este é o motivo da deposição do governo Morsi e, ao invés, da ajuda aos rebeldes que actuam em países não submetidos à lógica dos mercados controlados pelos Estado Unidos. Neste cenário, as reformas estruturais não são alcançadas, antes grassando a destruição, o empobrecimento da população e a frustração, sendo a "primavera Árabe" exemplo eloquente desse desastre que consome qualquer hipótese de energia revolucionária. Líderes mundiais como Barack Obama prometeram de modo incessante conter os ditadores "que matam o seu próprio povo". Lembra-se de como David Cameron enviou prontamente jactos da RAF para ajudar a bombardear a Libia de al-Ghaddafi? A "proteção de vidas civis" sempre foi a primeira justificação para o uso dessa força letal, assim como o foi para o Ocidente afinal se declarar favorável às revoluções em todo o Oriente Médio e norte da África. Hoje esses mesmos líderes ocidentais permanecem em silêncio e cúmplices sobre os excessos de um exército que sempre foi a principal base de poder insustentável do déspota egípcio Hosni Mubarak.
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| Só falta a Síria... as imagens da destruição são impressionantes |
sábado, julho 27, 2013
Nelson Mandela
Muita água correu sob as pontes ideológicas desde que Mandela nos idos de 90 se assumia abertamente como Comunista e depois foi obrigado a reciclar-se ao sabor de um sistema que está de pés prá cova
A 18 de Julho de 2008, nos 90 anos de Nelson Mandela, a efeméride era comemorada na Assembleia da República portuguesa. Das actas desse dia respiga-se esta curiosidade (onde a “esquerda” conluiada com a direita omite cuidadosamente o papel fulcral da Cuba de Fidel Castro na aniquilação do Apartheid sul africano): "(...) aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América. (1) Mas isto é verdade! É público e notório - toda a gente o sabe! Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade. Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos a favor, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, e os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o Governo de Portugal nessa época… precisamente liderado por… Cavaco Silva. O cinismo desta sinistra personagem é inenarrável: três anos depois o pigmeu Cavaco elogiava Mandela como sendo "um gigante do nosso tempo",
Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid. Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo! São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem escritos num voto. Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.(...)"
A 18 de Julho de 2008, nos 90 anos de Nelson Mandela, a efeméride era comemorada na Assembleia da República portuguesa. Das actas desse dia respiga-se esta curiosidade (onde a “esquerda” conluiada com a direita omite cuidadosamente o papel fulcral da Cuba de Fidel Castro na aniquilação do Apartheid sul africano): "(...) aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América. (1) Mas isto é verdade! É público e notório - toda a gente o sabe! Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade. Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos a favor, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, e os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o Governo de Portugal nessa época… precisamente liderado por… Cavaco Silva. O cinismo desta sinistra personagem é inenarrável: três anos depois o pigmeu Cavaco elogiava Mandela como sendo "um gigante do nosso tempo",
Isto é a realidade! Está documentado!
Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid. Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo! São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem escritos num voto. Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.(...)"
sexta-feira, junho 07, 2013
"isto é deveras engraçado até que alguém se magoa; depois disso torna-se hilariante"
O presidente de Angola, no cargo há 34 anos consecutivos, foi entrevistado pela SIC. E ninguém mais adequado para proceder ao "trabalhinho" que o repórter judeu-sionista Henrique Cymerman. A encenação foi tão divertida que logo mais ou menos ao principio do tempo de antena os dois, entrevistador e entrevistado, se descoseram a rir a bandeiras despregadas. Não era caso para menos. José Eduardo dos Santos durante a guerra civil perseguiu e assassinou todas as figuras da oposição com a ajuda de meios tecnológicos militares fornecidos por Israel com intermediação do grupo financeiro português BES através da subsidiária Escom, ajuda que incluiu o serviço in loco de pilotos israelitas ao serviço da aviação "angolana".O dr. Durão Barroso, então Ministro dos Negócios Estrangeiros, se um dia fosse obrigado a explicar como foi, teria decerto um enorme conhecimento de causa para o fazer com a sua inegável competência e estatura moral.Entretanto, enquanto tal não acontece, fica a deixa de José Eduardo dos Santos:
as "relações com Israel são excelentes porque nos concertamos sobre questões essenciais" - como diria o humorista que nestas coisas não tinha piada nenhuma, "mais tarde ou cedo todos pagamos a epopeia de estarmos vivos com a morte; então, tudo o que se passa nesse periodo intermédio deveria poder acontecer de forma livre".Mas para muitos milhares de angolanos, antes pela violência da imposição da ditadura, agora pela miséria endémica, passou-se e passa-se directamente ao estádio de morte sem qualquer espaço intermédio nem qualquer possibilidade de escolha.
domingo, janeiro 06, 2013
a Saga do Povo Angolano
Angola cresce a mais de 10% ao ano. Mas, por contraste, há fortunas que crescem mais de 10.000% ao ano
Reportagem de Regina Casé Programa Central da Periferia - TV Globo
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domingo, abril 22, 2012
O golpe de Estado na Guiné-Bissau
"Cinco dos candidatos às eleições presidenciais não aceitaram os resultados da 1ª volta como limpos" (do blogue "Ditadura do Consenso)
Em Lisboa a diáspora guineense manifestou-se ontem no Rossio. Lá a confusão impera, cá a desorientação, até na ordem de inicio do desfile é total. Mas de um modo geral a pequena-burguesia concorda que a situação anterior, dita democrática, deve ser reposta.
o Coronel Daba Na Walna (do Comando Militar golpista diz que “não há uma situação de guerra e, se forem enviadas tropas estrangeiras a Guiné Bissau defenderá a sua integridade territorial (…) Custa-me a acreditar que o governo português vá a reboque de Angola por causa dos petrodólares (…) Portugal tem intenções neocoloniais”
Kumba Yalá: “ninguém vai aceitar a imposição de uma força externa, até porque o golpe teve na sua origem o contingente angolano para aqui destacado que estava a transformar-se numa força de ocupação: “nestas circunstâncias a participação do ex-presidente que chamou os angolanos na 2ª volta das eleições não é possível” afirmam os sectores politicos lesados que defendem a soberania guineense. A Guiné-Bissau está isolada e falta combustível para que a economia possa funcionar, porque a empresa distribuidora pertence ao 1º ministro deposto, cujo partido, o PAIGC, se auto-excluiu do acordo com os militares revoltosos. O Governo deposto, liderado por Carlos Gomes Jr., embora dividido em facções internas, entrou em rota de colisão com os militares por nos discursos eleitoraisafirmar que ia “tentar limitar os negócios de tráfico de droga” (1). Pergunta: se os traficantes de droga proveniente da América Latina e em trânsito para a Europa já floresce há uma década, e nesse período o negócio triplicou (2) porquê só agora o governo se afirmou disposto a tomar medidas?
Desde então o governo dos Estados Unidos e os seus aliados já declararam (3) alguns chefes militares da Guiné-Bissau como verdadeiros barões internacionais da droga, concretamente o General chefe do Estado-maior da Força Aérea Ibraima Papa Camará e o contra-Almirante Bubo Na Tchuto, ex-chefe da Armada. Chamados a depor os acusados disponibilizaram-se a colaborar, porém os acusadores não apresentaram provas e o processo foi arquivado (4). Portugal exige “democracia e a libertação dos responsáveis ilegalmente detidos” (para que continuem a fazer aquilo que antes estava a ser feito (5). Bastou ouvir o ministro dos negócios estrangeiros Paulo Portas a defender esta posição para se perceber por que bico corre a água: “ou a Guiné-Bissau se transforma num Estado-falhado baseado no poder do tráfico de drogas ou… num Estado institucional assente na legitimidade obtida nas urnas” - “a posição de Angola (dentro da CPLP) expressa pelo ministro Georges Chicoti vai no mesmo sentido” – uma democracia onde o tráfico continue na obscuridade.
Quanto a conclusões o Washington Post não tem dúvidas: “o 1º ministro Carlos Gomes foi preso por ajudar os comerciantes de droga” (Guinea-Bissau coup: Prime minister arrested for helping drug trade)
(2) Guinea-Bissau over the last decade European consumption of cocaine to have tripled (wikipedia)
(3) United Nations Report (2008)
(4) Nunca julgues uma pessoa injustamente (fonte)
(5) Coup in Guinea-Bissau shines a light on powerful West African drug trade (fonte)
(6) Time Magazine: Guinea-Bissau 1º Narco-Estado mundial no negócio da Cocaina (fonte)
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Em Lisboa a diáspora guineense manifestou-se ontem no Rossio. Lá a confusão impera, cá a desorientação, até na ordem de inicio do desfile é total. Mas de um modo geral a pequena-burguesia concorda que a situação anterior, dita democrática, deve ser reposta.
o Coronel Daba Na Walna (do Comando Militar golpista diz que “não há uma situação de guerra e, se forem enviadas tropas estrangeiras a Guiné Bissau defenderá a sua integridade territorial (…) Custa-me a acreditar que o governo português vá a reboque de Angola por causa dos petrodólares (…) Portugal tem intenções neocoloniais”
Kumba Yalá: “ninguém vai aceitar a imposição de uma força externa, até porque o golpe teve na sua origem o contingente angolano para aqui destacado que estava a transformar-se numa força de ocupação: “nestas circunstâncias a participação do ex-presidente que chamou os angolanos na 2ª volta das eleições não é possível” afirmam os sectores politicos lesados que defendem a soberania guineense. A Guiné-Bissau está isolada e falta combustível para que a economia possa funcionar, porque a empresa distribuidora pertence ao 1º ministro deposto, cujo partido, o PAIGC, se auto-excluiu do acordo com os militares revoltosos. O Governo deposto, liderado por Carlos Gomes Jr., embora dividido em facções internas, entrou em rota de colisão com os militares por nos discursos eleitorais
Desde então o governo dos Estados Unidos e os seus aliados já declararam (3) alguns chefes militares da Guiné-Bissau como verdadeiros barões internacionais da droga, concretamente o General chefe do Estado-maior da Força Aérea Ibraima Papa Camará e o contra-Almirante Bubo Na Tchuto, ex-chefe da Armada. Chamados a depor os acusados disponibilizaram-se a colaborar, porém os acusadores não apresentaram provas e o processo foi arquivado (4). Portugal exige “
notas:
(1) Carlos Gomes Jr. run afoul by promising to end a lucrative arrangement between the military and drug traffickers (fonte)(2) Guinea-Bissau over the last decade European consumption of cocaine to have tripled (wikipedia)
(3) United Nations Report (2008)
(4) Nunca julgues uma pessoa injustamente (fonte)
(5) Coup in Guinea-Bissau shines a light on powerful West African drug trade (fonte)
(6) Time Magazine: Guinea-Bissau 1º Narco-Estado mundial no negócio da Cocaina (fonte)
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sábado, junho 25, 2011
os "Piratas" da Somália
O outro lado da informação sobre a tão badalada "pirataria" …a destruição, o aproveitamento de mares alheios, a sobre-pesca - ilegal, não declarada, não regulamentada! Por mais de 800 barcos da União Europeia...
sábado, abril 02, 2011
Bouncing Cats, Uganda
Bouncing Cats Trailer from Bouncing Cats on Vimeo.
* Hoje na História: 1989 - Reunião entre Gorbachev e Fidel esfria em definitivo a aliança entre URSS e Cuba
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segunda-feira, fevereiro 28, 2011
a Liberdade e a sua interpretação conforme as circunstâncias e o lado para que está virado o pau de dois bicos
Na capa da Time desta semana (para o resto do mundo porque para serviço interno nos EUA o assunto é outro) enquanto que para a Europa se conta os dias da Líbia de al-Gadhafi, com o subtitulo "a nova revolução árabe confronta um ditador determinado a manter o poder a todo o custo. Espera-se uma sangrenta guerra civil à moda antiga"...
... e no corpo do artigo é atribuida ao lider líbio a frase da semana: "My people love me. They would die for me"... ora não foi nada disto que se ouviu em directo a al-Gadhafi, mas sim "(eu) seria um desgraçado dirigente se não fosse amado pelo meu povo; estarei disposto a morrer por ele".
Cabe aqui recordar uma frase do ex-director da CIA William Colby: "a nossa "Central Intelligence Agency" manda em todos meios e pessoas com algum significado nos Media mais importantes"; outra de William B. Bader, alto quadro da mesma CIA: "Existe uma rede incrivel de enormes relacionamentos. Você não precisa de manipular a Time Magazine, por exemplo, porque eles têm pessoas (da Agência de Informações) colocadas ao mais alto nivel da gestão"; e para concluir o desabafo de um simples oficial dos que trabalham ao mais baixo nivel dos contactos com repórteres de rua, citado por Deborah Davis: "Você pode comprar um jornalista mais barato que uma boa prostituta, por duas ou três centenas de dólares mensais" (fonte)
João Soares no frente-a-frente da SicNoticias 28/2:
"suponha que de hoje para amanhã acontecerá uma qualquer revolta popular em Angola. O que dirão então do nosso relacionamento com semelhante regime?"... que desde a ajuda ao MPLA do Cavaco 1º ministro até ao Cavaco presidente tem desempenhado um papel fulcral no relançamento pelo investimento na economia portuguesa servindo-se da matilha de Isabel dos Santos?
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... e no corpo do artigo é atribuida ao lider líbio a frase da semana: "My people love me. They would die for me"... ora não foi nada disto que se ouviu em directo a al-Gadhafi, mas sim "(eu) seria um desgraçado dirigente se não fosse amado pelo meu povo; estarei disposto a morrer por ele".Cabe aqui recordar uma frase do ex-director da CIA William Colby: "a nossa "Central Intelligence Agency" manda em todos meios e pessoas com algum significado nos Media mais importantes"; outra de William B. Bader, alto quadro da mesma CIA: "Existe uma rede incrivel de enormes relacionamentos. Você não precisa de manipular a Time Magazine, por exemplo, porque eles têm pessoas (da Agência de Informações) colocadas ao mais alto nivel da gestão"; e para concluir o desabafo de um simples oficial dos que trabalham ao mais baixo nivel dos contactos com repórteres de rua, citado por Deborah Davis: "Você pode comprar um jornalista mais barato que uma boa prostituta, por duas ou três centenas de dólares mensais" (fonte)
João Soares no frente-a-frente da SicNoticias 28/2: "suponha que de hoje para amanhã acontecerá uma qualquer revolta popular em Angola. O que dirão então do nosso relacionamento com semelhante regime?"... que desde a ajuda ao MPLA do Cavaco 1º ministro até ao Cavaco presidente tem desempenhado um papel fulcral no relançamento pelo investimento na economia portuguesa servindo-se da matilha de Isabel dos Santos?
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