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quinta-feira, janeiro 28, 2016

de como os Rothschilds estão a fazer dos Estados Unidos (e seus vassalos) o quintal privado das fraudes fiscais globais na fuga aos impostos

O maior fundo financeiro (hedge-fund) do mundo foi apresentado pela primeira vez em 2012, uma pequena empresa de que ninguém tinha ouvido falar: a Braeburn Capital, que, no entanto, tinha mais dinheiro que o Ray Dalio Bridgewater, o maior hedge-fund mundial. Como tinha essa pequena empresa que opera num pequeno prédio de escritórios anónimos nos confins do Estado de Nevada conseguido saltar para a fama ao suplantar o valor de caixa de 200 mil milhões da maior e mais valiosa empresa do mundo, a Apple?- Apple??
em Deus a gente Confia
Talvez o mais notável seja o sitio onde a Braeburn Capital está fisicamente localizada: na cidade de Reno, a poucos quarteirões do conglomerado de casinos que fizeram a glória da Máfia nos seus anos de eldorado, onde se fizeram multimilionários que dali partiram para Miami, a seguir para o primeiro off-shore nas Bahamas para fugir a pagar impostos, depois para a colonizada Cuba, para toda a América Latina, agora para todo o mundo. É aqui em Reno que de novo se movem as fortunas dos ricos clientes estrangeiros em fuga dos cada vez mais visados paraísos fiscais, como as Bermudas, Cayman, etc sujeitos às novas exigências de divulgação internacional. Inserindo-se no Fundo do clã-Rothschild gerido no Nevada esses capitais estão isentos. Aqui a prevenção para fugir ao fisco é legal. Não se tratando de “conspiração”, uma vez que a aura de Reno foi trazida ao mundo por cortesia da reportagem da Bloomberg ao propor o debate sobre o “World’s Favorite New Tax Haven". No artigo o foco recai sobre uma empresa muito mais notória: os Rothschilds&Co. Em Setembro passado, num auditório com vista para a baia de San Francisco, Andrew Penney, diretor-gerente da Rothschild & Co. organizou uma conferência sobre o modo como elite multimilionária do mundo pode evitar o pagamento de impostos - a mensagem era clara: vocês podem ajudar os vossos clientes a transferir as suas fortunas para os Estados Unidos, livres de impostos e escondendo-as dos vossos governos”. Na gíria chamam-lhe agora a “nova Suiça”, ah, a ironia dos ricos: anos a fio desde a grande regressão de 2008 com a administração Obama a fingir que luta para destruir o modelo bancário suíço à base de sigilo, são os próprios Estados Unidos que assumem o papel de maior, senão o paraíso fiscal mais secreto do mundo. E o epicentro é aquele modesto prédio no Nevada.
um sitio que ninguém desconfia, com raizes no crime
Para os Suíços o assunto não é nada divertido. Depois de anos criticando outros países por ajudarem os americanos ricos a esconder o seu dinheiro offshore, os EUA estão a emergir como um paraíso fiscal e de sigilo levando para lá os estrangeiros ricos. Ao resistir às novas normas de informação globais, os EUA criam um novo mercado para esconder riqueza externa. Todos os escritórios de advocacia do mundo de antiga confiança dos bancos suíços principiam a colaborar no convite . "Ouve-se o som de uma sucção gigante - o som de dinheiro a correr para os Estados Unidos” escreveu um analista da Anaford AG de Zurique.
A empresa diz que a sua operação em Reno atende grandes depositantes de famílias internacionais atraídos pela estabilidade, confiança e regulamentação dos EUA e que esses clientes devem provar que cumpriram com as leis tributárias dos seus países de origem, “numa base de confiança” – além disso, "a Braeburn Capital não foi criada com o objectivo de explorar a situação dos EUA ainda não se terem inscrito para cumprir as normas internacionais” jura a porta-voz Emma Rothschild Rees. Vejamos, os escritórios da Rothschild Trust North America LLC criada em 2012 em Reno não são fáceis de encontrar. Estão no 12º andar do antigo edifício sede norte-americana da Porsche. O escritório do Procurador-Geral dos EUA é no sexto andar. No entanto, o directório do lobby não está listado com o nome de Rothschild. Em vez disso, o visitante deve ir para o 10º andar, aos escritórios do McDonald Carano Wilson LLP, uma firma de advocacia politicamente ligada aos governos. Vários ex-altos funcionários do Estado do Nevada trabalharam ou ainda trabalham ali, assim como os proprietários de alguns dos maiores casinos de Reno e Vegas e numerosos lobyistas registados. Um deles é Robert Armstrong gestor de grandes heranças ex-aquo com grandes propriedades do Estado, doravante também administrador da Rothschild Trust North America LLC. "Nós não oferecemos alojamentos legais aos clientes, a menos que estejamos absolutamente certos de que os seus assuntos fiscais estão em ordem; os próprios clientes e gabinetes de assessorias fiscais independentes devem confirmar-nos activamente que é esse o caso ", disse Rees. Como foi que diz que disse? Releia-se a frase novamente, e desta vez tente não se rir: Imagine um mundo em que ambos, clientes e consultores fiscais privados, que gerem tantos conflitos e são incentivados a mentir monetariamente, a confirmarem que eles e os seus clientes não são vigaristas na fraude aos impostos? Isso é quase tão bom como Wall Street fazer a regulação das suas próprias actividades financeiras.

Pelo menos 1,6 triliões de fundos ilícitos são lavados através do sistema financeiro global a cada ano, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas. Um banco suiço admitiu ter ajudado clientes norte-americanos a esconder rendimentos em offshores a partir do Internal Revenue Service e concordou em pagar uma multa de 11.500.000 dólares e encerrar cerca de 300 contas pertencentes a contribuintes norte-americanos num total de 794.000.000 dólares em activos. O nosso Andrew Penney que supervisiona o negócio de Reno, é um advogado de longa data dos Rothschild que antes trabalhou à sua maneira nas operações de confiança da empresa na pequena ilha britânica de Guernsey. O mesmo Penney da conferência de San Francisco é actualmente director-geral baseado na City de Londres da Rothschild Wealth Management &Trust, que lida com cerca de 23.000.000.000 de dólares de 7.000 clientes em escritórios por todo o mundo, incluindo Milão, Zurique e Hong Kong. Alguns anos atrás, foi eleito o "Agente Fiduciário do Ano" por um grupo de elite de gestores de riqueza do Reino Unido.

capital de risco? isso era antigamente
Embora nenhuma das acções descritas possa ser considerada como uma surpresa para quem vem acompanhando a evolução financeira deste 2008, mostram como o sector imobiliário dos EUA tem sido utilizado pelos oligarcas estrangeiros para branquear dinheiro ilegal. Para Jesse Drucker da Bloomberg averiguar quantos biliões (ou talvez apenas milhões - o governo dos EUA é uma prostituta muita barata) foram pagos por baixo da mesa pelos Rothschild e Companhia para subornar o governo dos Estados Unidos e permitir este tipo de circulação de capitais, incestuosamente legalizando a fraude fiscal em solo americano, e quanto o clã Rothschild irá recolher em milhares de milhões em honorários de consultoria financeira para dar um futuro radioso aos que descaradamente roubam aqueles que pagam os seus impostos: a classe média.

terça-feira, janeiro 19, 2016

patrão do Banco de Portugal é também ele um activo tóxico?

A confiscação rectroactiva sobre os detentores estrangeiros de acções tóxicas do Banco Espirito Santo retiradas ao enésimo dia do balanço do ressuscitado "Novo Banco" é já um "case-study" da actuação do Banco de Portugal no pântano dos mercados financeiros internacionais: numa segunda fase da anterior resolução do BES o Banco de Portugal impôs cerca de 2 mil milhões de euros em perdas aos accionistas estrangeiros do Novo Banco. 
Não levando em conta o valor nominal o valor nominal são apenas 5 fundos no total de 54. depois do arrastar do caso Banif até ao limite empurrando para uma má solução in extremis, a decisão de enviar umas quantas obrigações séniores para o regaço do banco tóxico do BES está a levantar um verdadeiro tsunami nos meios financeiros que gere o negócio da dívida. Depois das declarações que prestou ao Expresso, o director da PIMCO em Londres publicou um artigo de opinião no Financial Times. Que esperam as forças vivas do país para dizerem ao Mario Draghi que o homem ao leme da Banca em Portugal é também ele um ativo tóxico?

Transcrito do Financial Times: "Pouco mais de um ano desde que o Banco Central Europeu se assumiu como o regulador para os bancos sistemicamente importantes da Europa, estamos diante de uma situação em Portugal que põe em causa o Estado de Direito nesse país e na UE, levantando também questões muito sérias sobre a forma como o BCE pretende actuar como regulador bancário europeu.
Em 29 de Dezembro, Portugal chocou os mercados europeus de crédito quando o Banco de Portugal decidiu selectivamente e de forma retroactiva confiscar os bens dos obrigacionistas de cinco títulos seniores em Novo Banco e transferi-los para o chamado "Bad Bank" nascido da resolução do Banco Espírito Santo em Agosto 2014. Este efeito discrimina portadores de títulos estrangeiros em relação os interesses dos detentores de bónus portugueses.
Também discrimina explicitamente os detentores de obrigações institucionais em favor dos  investidores individuais de titulos seniores. O que está claro é que, no caso de Novo Banco, o próprio BCE concluiu que o banco era solvente e sem necessidade de nova resolução, não deixando nenhuma justificação legal e económica à radical acção efectuada pelas autoridades portuguesas. É importante ressalvar que não há aqui nenhuma nova resolução, bail-in ou processo de insolvência. Quando os bancos são considerados insolventes, então é correcto e adequado que os detentores de acções seniores devem ser chamados e assumir as perdas. Mas isso deve ser feito de uma forma justa e, de facto, de acordo com a lei. O BCE tem sido responsável pela supervisão regulamentar de Novo Banco desde Novembro de 2014. Ainda recentemente, em Novembro de 2015, ele realizou um teste de stress detalhado que concluiu que o Novo Banco era um banco comercial viável. Enquanto o banco foi obrigado a levantar 1,4 mil milhões de euros sob os cenários adversos dos testes de stress, a instituições nesta posição são tipicamente dados seis a nove meses para cumprir o seu défice de capital. No caso do Novo Banco, este déficit poderia facilmente ter sido coberto com soluções do sector privado, fossem eles a venda de activos, angariação de capital próprio e/ou aquisição parcial da dívida. Esta cartilha tem sido empregue de forma eficiente na recapitalização recente e muito mais desafiadora do sector bancário grego, o que levou a um agressivo, mas justo, bail-in aos credores seniores" (Financial Times)
adenda, 20 Janeiro 

segunda-feira, janeiro 04, 2016

sobre a boca-no-trombone do Bloco no parlamento burguês

"Conhecendo a delicadeza política, chamemos-lhe assim, (do Banco de Portugal) no dia 11 de Dezembro o Bloco de Esquerda perguntou ao Banco de Portugal pelo contrato assinado com Sérgio Monteiro. Acumulavam-se as questões de conflito de interesses e motivação da escolha e o Banco de Portugal continuava sem publicar o contrato na base de Contratos Públicos online, como manda a lei. Tivemos de esperar até ao último dia de dezembro para que finalmente o contrato fosse publicado. Qual não foi o nosso espanto ao verificarmos que tem data de 18 de Dezembro. Isto é: só depois da pergunta do Bloco é que o Banco de Portugal se deu ao trabalho de realizar o contrato. Até aí, o vínculo de Sérgio Monteiro era apenas informal. Sabemos agora que 304800 euros é quanto Sérgio Monteiro vai receber ao longo dos próximos 12 meses para vender o Novo Banco. Sabemo-lo porque, finalmente, o Banco de Portugal publicou o contrato que assinou com o antigo secretário de Estado do Governo PSD/CDS", estando já há muito o governo de António Costa em funções, viram os leitores. (Mariana Mortágua, Curiosas Coincidências)

Jorge Costa: "Para vender a banca pública, haverá sempre apoio do PSD. Mas o governo do Partido Socialista também pode ter, no Parlamento, uma maioria para defender Portugal dos predadores. O Novo Banco não deve ser vendido.A recapitalização do Novo Banco foi anunciada repentinamente, no final do ano, ainda o país começava a digerir, entre rabanadas, a factura do Banif. Celebrou-se então um estranho unaninimismo. Nas reacções, os contribuintes ficaram a salvo enquanto eram levados para o "banco mau" os créditos sénior que tinham sido protegidos no Verão de 2014". Quer dizer, os contribuintes ficaram temporariamente a salvo, enquanto os monumentais litigios juridicos com os investidores internacionais não lhes voltarem a cair sobre as cabeças (Novo Banco, Uma Questão de Sobernania) 

actualização; apenas dois dias depois, aí está o tribunal da alta finança: 
"a Pimco, uma das maiores gestoras de ativos do mundo pretende reverter a decisão do Banco de Portugal que causa perdas aos detentores de cinco obrigações séniores do Novo Banco. A Pimco, o segundo mais prejudicado com esta decisão, classifica a decisão como agressiva e radical"

quarta-feira, dezembro 30, 2015

na hora da despedida... (irrevogável?)

Em memória de Paulo Sacadura Cabral Portas, uma pequena lembrança. Para que o tom elogioso que se tem propagado pela imprensa seja contrariado e doseado com uma quantidade análoga de realidade. Memória histórica, exige-se.


segunda-feira, novembro 23, 2015

negociata da TAP, o Ouro das estrelinhas da UE sobre o fundo azul da Fraude

a Fraude anunciada em Junho passado confirma-se. Assegurado que a dívida da empresa agora privada terá garantia do Estado português, os novos donos da TAP colocaram à venda a área dos terrenos onde se situam os escritórios, oficinas e instalações de apoio da companhia aérea no aeroporto de Lisboa, património doado pelo Estado como sendo de utilidade pública . A Parpública, gerente do negócio, no final do primeiro semestre de 2014 – quando detinha a totalidade do capital da companhia aérea - avaliou esta área em 146 milhões de euros. Juntado a reestruturação e os cortes no emprego que já se adivinham, quer dizer, os "compradores" acabaram de comprar a TAP com dinheiro que não é deles 
Uma vez que o comprador é um notório religioso aplica-se-lhe perfeitamente o epipeto de vigário, não da seita de cristo mas da seita dos mormons, o que vai dar ao mesmo. Vigaristas, trafulhas, trapaceiros, pulhas, ladrões, aldrabões, trapalhões, velhacos, cínicos, hipócritas, sacanas, com a conivência de funcionários corruptos do Estado mais um gang de espertalhões ousaram montar um esquema com um testa de ferro português para ludibriar a vaga legislação da União Europeia. Como é que os "controladores" do "mercado", permitem serem contadas acções, como tais, mas com valor diferente? mais uma vez, a actual Classe Dominante liderada por Cavaco faz o que quer, não há leis nem tribunais que os impeçam.

foi você que votou em nós?
Respigado do semanário Sol: "Nunca ninguém acreditou que o português da Barraqueiro, Humberto Pedrosa, fosse realmente o principal dono na sociedade que comprou a TAP. Só o Governo nacional, pouco dado a honestidades, o aceitou. Agora os jornais contam os pormenores: Humberto Pedrosa tem realmente 51% das acções da tal sociedade adquirente da TAP, e o americano-brasileiro David Neeleman apenas 49%. Mas, afinal, isto é em número percentual de acções de diferente valor. Na verdade, as acções de Pedrosa, de menor valor, representam apenas 5% da sociedade. E as de Neeleman 95%. De qualquer modo, Pedrosa, indispensável como testa-de-ferro, parece ter feito um bom negócio pessoal (na medida em que assegurou o apoio do pouco rigoroso Governo nacional): embora dispondo de apenas 5%, fica com 25% dos lucros (ainda assim uma minoria), e Neeleman, com 95% da Sociedade, presume-se 75% dos lucros (de qualquer modo, a esmagadora maioria). E assegura a sua posição nas votações, exigindo 7 em 9 votos do Conselho de Administração para se adoptarem medidas. Entretanto, Pedrosa nomeou, como administrador da sua confiança, um elemento da equipa de Neeleman, o que diz tudo. 
Será que a Comissão Europeia, no desnorte em que anda a UE, vai aceitar esta ilegalidade, como o Executivo de Lisboa? o seu crédito já anda pelas ruas da amargura, mas com isto afunda-a ainda mais. Entretanto, registem-se as sucessivas irregularidades (palavra simpática, no caso) que o Tribunal de Contas está a contestar praticamente todos os negócios efectuados pelo Governo, designadamente as diversas privatizações. Será que depois disto e o mais aquilo que fica para trás Passos Coelho e os seus Boys serão finalmente investigados pela Policia Judiciária?

terça-feira, setembro 22, 2015

Coligação Prá Frente Corrupção Pra Trás Mija Portugal "lidera as intenções de voto com 40%"

Paulo Morais, vice-Presidente da Direcção do «TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica», chama-nos a atenção para as actividades de António Rebelo de Sousa, o irmão do Marcelo dito sobrinho do fascista Baltazar Rebelo de Sousa, pater-comentator da democracia et al.

"Face às dúvidas e polémicas em torno das sondagens, talvez fosse útil aumentar o nível de transparência relativamente às empresas de sondagens (proprietários, órgãos sociais, etc.). Seria bom que se soubesse, por exemplo, que o dirigente máximo da EUROSONDAGEM é António Rebelo de Sousa, que ocupa também um cargo de confiança governamental [do actual executivo e por este nomeado], enquanto presidente da SOFID – Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, S.A. (detida em 70% pelo Estado). Os particulares ou empresas que condicionam a opinião pública devem declarar todos os seus conflitos de interesses” - a vigarice dos empresários laranjas das sondagens (por Telmo Vaz Pereira): As sondagens fabricadas pela Eurosondagem não têm qualquer credibilidade, quando António Rebelo de Sousa foi jotinha e Presidente da Juventude Social Democrata (1974/76); foi Deputado à Assembleia da República, eleito pelo PPD / PSD – Círculo de Lisboa (1976/80); foi professor do jotinha Pedro Passos na Universidade Lusíada onde o lider Coelho obteve o diploma aos 37 anos na disciplina de História da Análise e dos Sistemas Económicos (em vez de emigrar); Obviamente, Rebelo de Sousa mantém relações estreitas em outras inúmeras esferas de interesses partidários e governamentais" - tudo isto cheira tanto a fraude que assusta não haver quem leve estes fulanos a sentar-se no banco dos réus.

sábado, julho 11, 2015

o Estado da Nação

Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal?
quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.

Desde a aceitação conjugada do memorando da troika pelos governos de bloco central Cavaco/Sócrates/Coelho mais de meio milhão de empresas faliram e foram encerradas. O programa de austeridade imposto significa de facto a nacionalização da dívida da banca e assumpção da descapitalização da economia. Na falência do BES o “Banco Bom” já custou ao erário público 4,3 mil milhões de euros, e os prejuízos do “Banco Mau” só serão conhecidos na sua totalidade daqui por muitos anos. O esquema fraudulento de endividamento do Estado custou ao país este ano cerca de 7,5 mil milhões de euros só em juros da dívida. Em 2016 serão 9 mil milhões, em 2020 esses juros (sem incluir o valor em dividanem que se peça mais dinheiro emprestado) atingirão o valor insustentável de 17 mil milhões de euros/ano.

Analisando o “estado da nação” visto pelo lado dos trabalhadores, existem neste momento 1 milhão e 400 mil desempregados, constando apenas 700 mil nas estatísticas oficiais manipuladas pelo governo. Da metade que não é ocultada, apenas 300 mil recebem subsidio de desemprego. Uma grande percentagem foi escondida em falsos programas de emprego, precários, em que pessoas trabalham gratuitamente para não serem expulsas da segurança social. Nestes últimos 4 anos 430 mil portugueses foram forçados a emigrar, juntando-se aos 5 milhões que já vivem no estrangeiro expulsos pelo salazarismo. Em 2014 devido aos cortes orçamentais o Serviço Nacional de Saúde registou menos 220 mil atendimentos. Na Educação, a essência da qualificação do tecido produtivo, para além de ser transformada num negócio privado, centenas de professores foram descartados e escolas encerradas, gerando uma situação calamitosa. Na justiça dezenas e tribunais foram encerrados. Nos transportes públicos o serviço regrediu e os custos de deslocação para os trabalhadores aumentaram para preços incomportáveis, quando num país desenvolvido o custo dos bilhetes e passes mensais não deve ser superior a 5% do salário mínimo nacional. Em resumo, o nível de vida dos portugueses em 2013 já tinha regredido para níveis de 1990.

sexta-feira, junho 19, 2015

«O Estado dos direitos e a situação da Justiça em Portugal»

Os advogados João Araújo (tornado mediático pela defesa no caso Sócrates) e Garcia Pereira, líder do PCTP/MRPP, e ainda Miguel Prata Roque, académico e ex-assessor do Gabinete de Juízes do Tribunal Constitucional, são os convidados do debate sobre «O Estado dos direitos e a situação da Justiça em Portugal», marcado para esta sexta-feira, dia 19 de Junho, às 21h30, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António. O debate insere-se no ciclo promovido pelo Fórum «Refundar a República», e tem como meta encontrar soluções para repensar o funcionamento das instituições e da Democracia. (Sul Informação)

Como é natural que o edil anfitrião do evento, Luis Gomes, presidente da Câmara Municipal PSD de Vila Real de Santo António, apareça para se misturar com as questões de justiça, até porque é a contraparte do doutor Garcia Pereira no debate semanal no canal ETV e para que conste, saiba-se que o militante PSD Luis Gomes também apareceu ontem a ilustrar a noticia de que Passos Coelho e Vitor Gaspar pagaram subsídio de férias a 1454 "boys" quando os cortes na função pública já tinham sido feitos. Afinal, o roubo do subsídio de férias aos funcionários públicos não foi para toda a gente: quase 1500 nomeados pelo Governo tiveram direito a recebê-lo. O número é dez vezes superior ao que tinha sido então comunicado pelo gabinete de Passos Coelho à comunicação social. A imagem demonstrativa de vibrante euforia face ao mentiroso primeiro-ministro é da famigerada Festa do Pontal do ano passado. Parabéns ao sr. Presidente Luis Gomes pela sua simpatia e que venha a haver Justiça.

o dr. Luis Gomes Soromenho é um personagem deveras peculiar; 
aqui faz parte da pandilha desgovernante e depois 
vai para Cuba dar vivas à Revolução social
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quinta-feira, junho 18, 2015

O Syriza não tem legitimidade para sair do Euro? que legitimidade houve quando enfiaram os povos periféricos com economias débeis numa moeda forte como é o Euro?

Aquilo que era uma Dívida da Banca foi transformada em Dívida soberana dos Estados para o povo pagar. É essa Dívida fraudulenta (1) que justifica todos os roubos que andam a ser feitos.
Da justeja das posições que têm vindo a ser tomadas pelo Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado: Garcia Pereira e a actual Situação Grega e Privatização da TAP.

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(1) Francisco Louçã, o economista e ex-dirigente do Bloco de Esquerda esteve em Atenas a convite do parlamento grego para participar na sessão da Comissão de Auditoria e Verdade sobre a Dívida Grega(Esquerda.net)
Resumo dos nove capítulos do relatório preliminar da Comissão de Auditoria - o documento completo será publicado hoje, à hora em que o Eurogrupo estará reunido no Luxemburgo (InfoGrécia)

o FMI treinou jornalistas gregos em Washington para escrever artigos de "spin" favoráveis à Troika

sexta-feira, junho 12, 2015

O caso da privatização da TAP nestas condições seria impossivel se não existisse a Dívida Pública como forma corrupta de Roubar Património Público

Os trabalhadores da TAP tinham prevenido, entre os dois candidatos venha o diabo e escolha. E o Diabo veio e, aldrabão como só o mafarrico aprendeu, fez o contrário do que disse quando era santo: "a política de privatizações em Portugal será criminosa, nos próximos anos, se visar apenas vender activos ao desbarato.» (Pedro Passos Coelho, Fevereiro de 2010 e Junho de 2010). O outro acrescentou: «Não lançaremos a privatização a poucos meses das eleições legislativas» (António Pires de Lima, Julho de 2014) E vê-se: em boa verdade, por tal contrato quem verdadeiramente vai ser vendido não é a TAP – pois, como se vê pelos valores escandalosamente baixos, tendo sempre presentes os propositadamente esquecidos direitos de tráfego ou de operação para cerca de 50 linhas de que a Empresa é titular – a TAP está a ser oferecida. E de facto quem vai ser vendido são os seus trabalhadores! Ora, perante tudo isto, o que vão fazer os trabalhadores da TAP e os seus Sindicatos? Vão ficar calados e aceitar passivamente esta sua venda, ou vão erguer-se e vão lutar? (Luta Popular)
Para ex-auditora Maria Lucia Fattorelli convidada pelo Syriza para o Comité pela Auditoria da Dívida Grega com outros 30 especialistas internacionais. , o esquema da dívida pública como mecanismo de controlo político e económico é um instrumento de roubo do património público, como está agora a acontecer com a TAP. A dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado – o sistema actual destina-se a provocar o desvio de recursos públicos para o mercado financeiro. Para acabar com isto é necessário gente honesta no governo e a supressão do Artº 123 do Tratado de Lisboa. Para se compreender melhor o que se está passar com o boicote à Grécia, note-se que o problema começa há uma auditoria à dívida e não encontram contrapartidas reais. Que dívida é essa que não para de crescer e que leva cada vez mais uma boa fatia do Orçamento? Qual é a contrapartida dessa dívida? Onde é aplicado esse dinheiro? E esse é o problema.

Na última década, a companhia aérea duplicou os lucros e baixou, desde 2008, uma dívida de 1,4 mil milhões para mil milhões, recorrendo apenas a recursos próprios - e ainda, desses 100 milhões dessa alegada "divida" cerca de 400 milhões são custos normais, operacionais, na gestão em leasing da frota de aviões. Desde 2009 que todos os anos a TAP dá lucro (183 milhões até 2013) e tem um volume de negócios de 2,8 mil milhões por ano. Mesmo assim, o governo entrega 61% do capital da TAP a troco de uns míseros 10 milhões de euros e um encaixe para a empresa de entre 354 a 488 milhões dependente de se o desempenho a partir de 2015 não passar a dar "prejuizo". “O negócio é sobre todos os pontos de vista um sucesso”, decretou o secretário de Estado dos Transportes (só um Airbus dos pequeninos custa 86 milhões e dos grandes 200 milhões). Como brinde, ao fim de 10 anos as rotas e a séde da companhia podem ser transferidas para fora de Portugal. Desde 2008 o Estado português conluiado com a Burguesia nacional e transnacional já vendeu ao desbarato 28 por cento do PIB... e o que é que os portugueses ganharam com isso?

segunda-feira, junho 08, 2015

FIFA, os fait-divers fazem parte das manobras de diversão

Os Estados Unidos estão a intervir, condicionar e reprimir a entidade máxima do futebol internacional FIFA usando um (entre outros) dos escândalos de corrupção. Tudo leva a crer tratar-se de um ataque bem planeado antes de uma nova eleição para as estruturas dirigentes. Qual é a razão para os EUA estarem a destruir a estrutura actual da FIFA exactamente agora?
Os EUA querem controlar o mundo através de uma nova ordem mundial com a intenção de desempenhar a função de superpotência unipolar. Não é segredo. A América tem moeda internacional própria, língua globalizada, macCultura, iconografia hollywoodesca e cerca de 1000 bases militares em todo o mundo. O futebol, como o mais popular desporto globalmente, tem grande influência em muitas esferas (1). Possuindo o poder de alavancagem sobre a FIFA é possível prosseguir determinada política específica. Por exemplo, a organização de um Campeonato do Mundo ou outras competições internacionais dá a um país o reconhecimento internacional, desenvolvimento de infra-estruturas, traz investimentos estrangeiros, mais postos de trabalho etc. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi mostraram a Federação Rússa como um dos países mais responsáveis e bem-organizados, apesar da ruidosa histeria ocidental.

Como é sabido o confronto entre a Rússia e os EUA está a atingir níveis cada vez mais intensos. A Rússia foi escolhida como sede do Campeonato do Mundo de 2018, (com a Shayak metida ao barulho) e muita gente em muitos países ficaram decepcionados com isso (entre eles a Grã-Bretanha, que já se ofereceu como disponível caso venha a existir algum problema com a Rússia). Mas que coincidência! Usando este escândalo os EUA tentam culpar a FIFA por ter recebido dinheiro em luvas da Rússia para organizar o Campeonato do Mundo de 2018 e no Quatar em 2022. Apesar deste escândalo (2) Joseph "Sepp" Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA, reafirmando que a Rússia iria sediar o evento de 2018 sem quaisquer alterações. Poucos dias depois Blatter afirma deixar o cargo debaixo de grande pressão,  mas pretende que a demissão só se torne efectiva daqui a uns meses. Segundo Greg Dyke, o tempo necessário para que Blatter seja preso e expulso imediatamente do cargo.

Já não lhe bastando politicamente a ONU, como é possível que um país possa culpar e ter influência sobre uma instituição desportiva internacional? Este escândalo mostra que os Estados Unidos não vão ter escrúpulos em usar quaisquer meios (3) para conduzir a sua política de destruição de inimigos (com alguns “amigos” pelo meio).

(1) ex-dirigente Jack Warner garante que a FIFA interveio na eleição em Trinidad e Tobago
(2) Cronologia de escândalos (conhecidos) na FIFA 
(3) Um bando de labregos yankees, apoiantes de Obama, propõe uma petição que autorize o governo a usar armas nucleares contra a Rússia, por forma a que os Estados Unidos possam manter a supremacia como superpotência global. (Hang the Bankers)

quarta-feira, maio 27, 2015

as Eleições Municipais em Espanha

Na hecatombe eleitoral o partido de Aznar perdeu 2,5 milhões de votos, passando de 37% para 27% de votos e de 26.000 municipios para 22.000. Subsistir ainda tanto lugar de poder entregue a facinoras económicos é uma derrota para os povos ibéricos de expressão espanhola que vêem os corruptos do PP continuar na linha da frente dos governos autárquicos (46,69% em Madrid), e uma vitória parcial porque vê o PSOE tornar-se insignificante e quase desaparecer do mapa. Entretanto, a argumentação do Partido Popular está empenhada em recordar ao povo que são o partido mais votado, que a economia vai bem, no melhor dos mundos… enquanto por detrás deste discurso se desmorona o edificio de mentiras e as pessoas se iludem com promessas de futuro sem a máfia ao serviço dos mercados.

 
Contra os grandes partidos, há uma revolução sem teoria revolucionária, com a emergência de uma miríade de movimentos sociais, coligações, plataformas precarizadas contra a herança neoliberal.

Ada Colau, uma activista ex-portavoz da "Plataforma de Afectados por la Hipoteca" contra os despejos, sempre a contas com a policia de choque, foi eleita presidente da Câmara de Barcelona liderando a coligação “Barcelona en Comú”, que é uma plataforma de cidadãos e dos pequenos partidos “Iniciativa per Catalunya Verds”, “Esquerra Unida i Alternativa”, “Equo”, “Procés Constituent” e “Podemos”. Todos almejam a independência “total” da Cataluña dos bancos, da troika das élites políticas e económicas. Colau denunciou de imediato as "reuniões extraordinarias de última hora" do governo cessante da CiU para adjudicar contratos "de favor" que comprometeriam os orçamentos seguintes.

Manuela Carmena Castrillo à frente da coligação “Ahora Madrid” sucede a Ana Botella no governo da cidade. Carmena é uma advogada que se notabilizou no combate contra os subornos pagos aos agentes do poder judicial. Mas a mulher de Aznar deixa bem atados em reuniões de última hora os contratos no valor de 3.500 milhões de euros adjudicados a um reduzido números de empresas ligadas ao PP, a maioria construtores civis, contratos com prazos que chegam a 12 anos, isto é, por três legislaturas os impostos dos cidadãos são encaminhados para os bolsos de gente corrupta contra a qual os agora eleitos mais não poderão fazer que guerras jurídicas.

sábado, maio 23, 2015

porque o Syriza não está a seguir o guião de um acordo com o FMI

O FMI pensa que “não há possibilidade” de a Grécia poder reunir os 11.000 milhões de euros necessários para fazer os pagamentos de juros agendados entre Junho e o final de Agosto. Os planos de saída do euro preparados pela extrema esquerda da coligação Syriza são agora estudados seriamente por aqueles que antes os descartavam; ao mesmo tempo que começaram a aparecer artigos a admitir o default da dívida no jornal diário do partido, o Avgi.

A deputada do Syriza Zoe Konstantopoulou, uma advogada de 39 anos, formada na Sorbonne e especialista em direitos humanos, foi eleita para presidir ao parlamento grego, usando o seu cargo para mover três processos legais que poderiam, mesmo agora, dar ao governo da dita "esquerda radical" uma vantagem sobre os credores: um comité sobre a “verdade da dívida”, um comité para supervisionar os requerimentos de reparações de guerra à Alemanha, e outro para um conjunto de casos de corrupção em alto nível relacionados com contratos do sector público com empresas alemãs. Na Europa, pensava-se que estas iniciativas eram retóricas, permitindo ao Syriza construir uma narrativa no governo e nada mais. Sabe-se agora que o comité sobre a verdade da dívida identificou uma tranche da dívida grega que parece – de acordo com os que viram as provas – “inconstitucional”. A sra. Konstantopoulou afirma que “há fortes indícios do carácter ilegítimo, odioso e insustentável de grande parte do que é pretensamente a dívida pública da Grécia". A presidente do Parlamento advertiu os credores de que o povo grego tem o direito de “pedir o cancelamento dessa parte que não é devida (...) dependendo da auditoria, não é ético por parte dos credores exigirem mais pagamentos ao mesmo tempo que rejeitam empréstimos contratados, e ao mesmo tempo exercerem pressões extorsionárias para a implementação de políticas contrárias ao mandato público”. (Channel4News, via Esquerda.net)

o famigerado FMI assume o mediatismo na questão grega, mas a "dívida" da Grécia ao FMI é de apenas 7,6% do total... portanto, vamos á ver as implicações do contágio do incumprimento da restante divida

terça-feira, maio 12, 2015

ora toma lá óh 25 de Abril da burguesia; eu já fui revolucionária e sei bem do que é que estou a falar

"O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a urna onde já está apodrecendo o cadáver"

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sábado, maio 02, 2015

ladrão que elogia ladrão...



Francisco Louçã1 de Maio de 2015


E como os passarões se criam em ninhadas, a patroa da coligação vem elogiar o sindicalismo amarelo: não esquecer Marx: a UGT representa trabalhadores não produtivos; enquanto a CGTP não representa os trabalhadores produtivos; quer dizer que, num pais desindustrializado, actualmente o sindicalismo operário não existe. Isso fica mais que evidente, quando Paulo Portas resolve elogiar o "sindicalismo de resultados" da UGT

terça-feira, abril 28, 2015

afinal Portugal (à surrelfa) já é outra vez a Grécia

no entender dos 18 paises que se uniram contra a Grécia,  Portugal precisa fazer mais
No dia a seguir ao 24 de abril Cavaco Silva botou discurso a pedir uma "atitude firme de combate à Corrupção" - teria requerido Cavaco junto dos seus amos permissão para se sair com esta calinada infecciosa da estirpe "european corruptum"? - a julgar pela posição da União Europeia ou o Syriza virou neoliberal ou o estado a que chegou o nosso cavaquismo-morten virou anti-europeu.
"Sinto-me confortável com o ódio que me dedicam"
Ou é mais um embuste. Considerando que o governo cavaquista português segue a mesma linha politica que o governo do Syriza, no inconseguimento das negociações com o Eurogrupo, a Grécia tinha proposto e iniciou um combate aberto à Corrupção (1). Mas para a União Europeia isso não é apropriado nem conveniente neste momemto dramático para o povo e a conclusão do contrato financeiro de "ajuda" não é aprovado. Para tal é preciso que o governo eleito se disponha a manter as  medidas que imponham aos Gregos no longo prazo o pagamento da Dívida acrescida de juros que não feita pelo povo, mas sim em beneficio de governos corruptos. É preciso manter o confisco das vidas dos cidadãos para pagar os prejuizos dos ricos, dosbancos, dos especuladores, uma sucessão de passos que Portugal vem dando pela surrelfa:
Governo vai chutando uma Dívida (que não pára de aumentar) para a frente - ou seja, só deste vez, o Estado adia amortização de 4000 Milhões de euros para 2024 e 2030... quando estiverem em exercicio os futuros governos que vão tutelar a vida dos nossos filhos e netos... colocados em estado de endividamento corrupto permanente.
"Verdade Poder: Quem julga que no Eurogrupo se discute a Grécia com argumentos racionais, está enganado. Depois de cinco anos de austeridade imposta pela troika, a Grécia perdeu mais de 25% do PIB..." (Viriato Soromenho Marques)

domingo, abril 19, 2015

a imprensa mainstream pretende fazer crer que é coisa pouca, que todos se abotoam com "uns trocos" - e liga Rodrigo Rato a outros casos de corrupção no FMI. Não, não é só isso...

Foi ministro de Economía entre 1996 e 2004 ( melhor de sempre segundo Rajoy), 2ºvice-presidente no governo de Aznar (o das Lages) e como tal recompensado com o cargo de director do FMI entre 2004 e 2007. Posteriormente assumiu o cargo de presidente das instituições financeiras Caja Madrid e Bankia , em cuja gestão está implicado em diversos ilicitos. or exemplo, o DN relativiza a gravidade do caso ligando a noticia a outros três directores do FMI que também tiveram azar, incluindo Christine Lagarde implicada noutros crimes enquanto ministra em França. Repositório que é  todo um modo de vida e pretende safar o Rato de outras ratoeiras.
Grande esperança da direita neoconservadora espanhola, o Partido Popular de José Maria Aznar (2) viu-se agora na contigência de expulsar o seu ex-vice-primeiro ministro Rodrigo Rato, já indiciado por fraude, apropriação indevida, delitos fiscais, "improbidade", branqueamento de capitais e outros crimes financeiros. Rato e outros ex-directores do banco Bankia estão a ser investigados sobre a entrada do Bankia na Bolsa em Julho de 2011 e subsquente gestão que levou o banco à falência, obrigando a Espanha a recorrer... ao FMI (2). Ao todo, a Rodrigo Rato e a outros quatro imputados caberá pagar uma fatia de 133,3 milhões de euros conforme apurado no âmbito das investigações. Além de tudo isto, o Fisco pretende saber de onde provém e como foi legalizado o património de Rato calculado em 26,6 milhões de euros (3). Para principio de conversa com as autoridades, teria utilizado contas em nome de três filhos para ocultar cerca de 2,6 milhões de euros, através de uma sociedade sediada no off-shore de Gibraltar. Mas não só. Tal como no caso BES em Portugal o Rato espanhol tem uma rede empresarial e filiais off-shore que terão de ser quantificadas. Detido na tarde de quinta-feira, três horas depois foi libertado, porém à espera que prossigam as buscas de documentos na sua mansão El Molino.
Na abissal gruta neoliberal global, o Alí Babá espanhol passou por um gestor milagroso, quando existem 705 pessoas com exposição politica em altos cargos politicos e judiciais que estão também sendo investigados por corrupção e delitos graves contra o Erário Público, um número residual em relação aos 40.000 prevaricadores que em 2012 foram perdoados por uma Amnistia Fiscal (3). Mas na lista de nomes de delinquentes ficais que subsistem não estão referenciados nem autarcas nem empresários, pelo que o número de indiciados poderia ser enormíssimo (4). Poderia esta lista caso levada às últimas consequências remover em definitivo o cimento que alicerça o regime espanhol transmitido directamente do Fascismo para uma Monarquia corrupta em 1978?.

notas
(1) Para entender os "passarões" do Partido Popular, o partido da Opus Dei.
(2) a presidente Cristina Kirchner comentou a performance de Rodrigo Rato no FMI: "um dos que nos vieram dizer a nós como teríamos de dirigir a nossa politica económica... está agora preso por lavagem de dinheiro (...) mesmo assim, atreveram-se a falar de corrupção na política argentina"
(3) No mesmo conferência de imprensa em que foi alvo da palhaçada da jovem Josephine Witt, no minuto seguinte, Mario Draghi avisou a Espanha que teria de aprofundar as reformas nas leis laborais, presumivelmente porque o dinheiro para pagar salários não abunda em Espanha
(3) A directora da Agencia Tributária que em 2012 se negou a investigar a corrupção na Amnistía Fiscal foi chefe de gabinete de Rato
(4) Governo de Mariano Rajoy sabia desde Setembro que a Agência Tributária tinha indiciado Rato

sexta-feira, abril 10, 2015

Este Presidente e os seus Governos são os maiores agentes de Corrupção na história da República

a última: Rogério Gomes, antigo patrão de Passos Coelho na Urbe, em 2003 e 2004, e militante do PSD - a quem o líder social-democrata entregou a elaboração do programa eleitoral do partido para as próximas eleições legislativas -, é também presidente do Instituto do Território (IT), que ele próprio criou. Este instituto já adjudicou contratos por ajustes directos com dinheiros públicos a instituições a que Rogério Gomes esteve ou está ligado no valor de quase 242 mil euros.
 Telefonemas e mensagens escritas trocadas entre altos quadros indiciam que António Figueiredo e Maria Antónia Anes chegaram mesmo a violar as regras do concurso em que o primeiro era candidato a presidente da IRN e de outro em que colegas seus concorriam ao cargo de vice-presidente daquele instituto. Para conseguirem ajudar terceiros de quem eram próximos, há até casos em que foram pedidos favores a Miguel Macedo, então ministro da Administração Interna. (ler mais)

sábado, março 28, 2015

a Europa na mão de Corruptos

Corrupção nos submarinos: na Grécia 32 pessoas vão a julgamento por terem pago ou recebido subornos na compra de submarinos à alemã Ferrostaal. Armadores, ex-responsáveis pelos contratos militares, banqueiros, negociantes de armas e homens de negócios vão sentar-se no banco dos réus no caso dos subornos que podem ascender a 60 milhões de euros. O ministro da Defesa de então, Akis Tsochatzopoulos, já está a cumprir pena de 20 anos de prisão por ter recebido subornos em contratos militares. Em Portugal, é público que a Escom recebeu 30 milhões de euros em comissões na compra do mesmo modelo de submarinos à mesma Ferrostaal, mas o processo judicial foi arquivado.

Manipulação dos Media: o jornal francês "Le Figaro" publicou ontem uma notícia sobre a falta de medicamentos na Grécia com uma imagem de filas à porta das farmácias. O jornal não diz que a foto que ilustra o artigo é do ano passado e que não há registo de que tenham regressado aquelas filas nos últimos tempos... (fonte)

Alemanha e BCE aumentam chantagem sobre a Grécia - o BCE ordenou aos bancos gregos que não comprem dívida do Estado grego. Nesta sexta-feira foi divulgado que o presidente do banco central alemão disse que a Grécia corre o risco de “falência desordenada”. O Eurogrupo decidiu que a Grécia não tem direito a 1.200 milhões que sobraram da recapitalização aos bancos (Esquerda.net)

Os partidos politicos chegam aos governos mas não chegam ao Poder. 
As grandes corporações multinacionais forçam Países a pagar as dividas
82% do comércio mundial é liderado por multinacionais norte-americanas
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domingo, março 22, 2015

só com um pau de marmeleiro no lombo...

O anão mental Marques Mendes, em sentido metafórico, porque em pulhice o homenzinho é um gigante, afirmou ontem na SICNoticias que o Syriza atribuiu um carro a cada um dos deputados. Este aldrabão (e vigarista da seita dos não indiciadosafirmou tudo ao contrário do que se passa e mentiu com todos os dentes da sua nojenta boca. Na realidade, o actual governo da Grécia entrou em confronto com os deputados, até com os deputados do Syriza, porque lhes retirou os automóveis que eram um privilégio concedido pelos governos anteriores... (via Manuel Monteiro)

Outro zé-ninguém económico, com um vergonhoso espaço cativo num suplemento económico, puxou da verborreia ultra-reaccionária para tentar enxovalhar o actual ministro das Finanças da Grécia: "talvez o seu objectivo (o de Varoufakis) não seja o bem-estar dos gregos. Antes, é aumentar a sua celebridade". A bojarda deste alarve e dos tipos que se dizem economistas, apenas economistas, confirma afinal que esse emprego é uma fraude; o que existe é Economia Politica, porque qualquer decisão sobre economia é sempre precedida por uma escolha politica. Este professorzinho assalariado do imperialismo o que faz é politica; e da mais reles, ad hominem.