Mais uma pérola da democracia representativa e um exemplo de regateiros da feira da ladra em que se tornou este governo (1). Mais uma acutilante intervenção da deputada Mariana Mortágua, desmascarando este fanfarrão em particular, que tem um verniz fino...que estala como pipoca quando é confrontado com a realidade.
Relacionado.
1 - O medicamento para a hepatite C, Sofosbuvir, que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, diz que está a negociar é da responsabilidade da empresa norte-americana Gilead Sciences.
2 - A Gilead Sciences é a mesma empresa que detinha a patente do célebre Tamiflu, aquele medicamento para o combate contra a Gripe das Aves e que causou grande polémica quando se soube das ligações entre esta empresa e o ex-secretário de Estado Donald Rumsfeld.
3 - No ano passado, Paulo Macedo foi um dos convidados do encontro do Grupo Bilderberg, onde se reúnem políticos e donos de multinacionais e se definem as politicas globais - que são depois papagueadas pelos montes de trampa do governo. Conclusão meramente especulativa: isto vai acabar mal para o utente e para o contribuinte. (da página do Frederico Duarte Carvalho)
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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quinta-feira, fevereiro 05, 2015
quinta-feira, janeiro 15, 2015
sexta-feira, novembro 07, 2014
qual é novidade pelo novo Comissário europeu ser novo?
Os grandes bancos organizam a evasão fiscal de forma massiva à escala internacional. Evasão fiscal dos países ricos é 25 vezes superior à corrupção nos países em desenvolvimento". O actual ministro das Finanças do Luxemburgo tentou convencer a nata de Wall Street ali reunida de que “o Luxemburgo não é um offshore. Afirmo isto alto e bom som”. Como resposta ouviu uma sonora gargalhada"
Jean-Claude Juncker foi primeiro ministro do Luxemburgo durante os anos investigados por um consórcio jornalistico de vários paises. Sabe-se agora que durante o exercicio do cargo entre 2004 e 2010 permitiu a 340 grandes multinacionais fugirem aos impostos nos países de atividade, através de engenharias complexas que passavam pelo Luxemburgo e recebiam o acordo do seu governo. Algumas empresas conseguiram taxas de imposto efetivas de menos de 1% sobre os seus lucros, lesando os países onde desenvolviam a sua atividade e obtendo vantagens desleais sobre as suas concorrentes" (via Esquerda.net)
"a teia de interesses em que se transformou a "união" europeia, tão cega, surda e inundada nos milhões dos seus orçamentos que não entende o sofrimento de milhões de cidadãos sem emprego e no limiar da dignidade humana" (a Má Moeda Europeia, no Ionline)
Citação a propósito da encenação sobre o «paraíso» fiscal que é o Luxemburgo, para esconder que esta é na verdade a única prática comum no capitalismo... "Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: "Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os "trusts"? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até Londres e organize um "trust". Denis MacShane, antigo Ministro (trabalhista) dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido - 11 de Fevereiro de 2009. (via Guilherme da Fonseca-Statter)
Jean-Claude Juncker foi primeiro ministro do Luxemburgo durante os anos investigados por um consórcio jornalistico de vários paises. Sabe-se agora que durante o exercicio do cargo entre 2004 e 2010 permitiu a 340 grandes multinacionais fugirem aos impostos nos países de atividade, através de engenharias complexas que passavam pelo Luxemburgo e recebiam o acordo do seu governo. Algumas empresas conseguiram taxas de imposto efetivas de menos de 1% sobre os seus lucros, lesando os países onde desenvolviam a sua atividade e obtendo vantagens desleais sobre as suas concorrentes" (via Esquerda.net)
à semelhança do famoso Quarto 365 da ajardinada ilha da Madeira, só num morada de escritório no Luxemburgo estão registadas 1600 sedes fiscais de empresas multinacionais.
"União" financeira europeia: estrelinhas corporativas isentas de impostos com fartura, mas em Libras é (ainda) melhor
Citação a propósito da encenação sobre o «paraíso» fiscal que é o Luxemburgo, para esconder que esta é na verdade a única prática comum no capitalismo... "Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: "Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os "trusts"? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até Londres e organize um "trust". Denis MacShane, antigo Ministro (trabalhista) dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido - 11 de Fevereiro de 2009. (via Guilherme da Fonseca-Statter)
quinta-feira, maio 29, 2014
66% dos eleitores fizeram gazeta aos partidos que vivem das urnas. ´"Qual é o limite de participação para conferir legitimidade democrática às eleições?"
a Constituição da República diz que qualquer acto eleitoral que registe menos de 20 por cento dos eleitores inscritos não tem validade, tendo de ser repetido - senão lá se vai o ar de democracia que lhe dão
"Seguro melhor amigo de Coelho" - Como é que se finge pôr termo a esta bela amizade? talvez com António Costa como melhor amigo de Rui Rio?? (outro bilderberger)
Como é que se finge pôr termo a esta bela amizade? talvez com António Costa como melhor amigo de Rui Rio? A questão é posta por João Maria de Freitas-Branco, no artigo do Público de 27 de Maio pp 44:
"Quando é que se faz o urgente? será que o tão evidente quão extraordinário consenso alargado hoje existente em torno de três ou quatro grandes questões não chega? Quando é que as mentes mais lúcidas, mais racionalmente críticas e modernas da esquerda e do centro esquerda - da área socialista, comunista, social-democrata, democrata-cristã - se sentam à mesa para, em conjunto, cozinharem o núcleo de um programa de acção governativa que salve o país da violenta imoralidade da politica "austecida"? E, existindo esse documento que materialize uma convergência já há muito latente, não será fácil encontrar duas figuras razoavelmente consensuais para se apresentarem como os dignos estadistas que agora tanto nos faltam - um digno Presidente da República e um digno primeiro-ministro? Alguém me pode responder?" (ler aqui)
Com todo o gosto, caríssimo Filósofo, com uma nota prévia: sem considerar a luta de classes não há solução. As estruturas do poder neoliberal estão desenhadas para não haver alternativa fora do Bloco Central de interesses instalados a favor das corporações. Analisando o existente: o governo Coelho-Portas esticou a corda até onde pôde, mas está esgotado. A burguesia precisa urgentemente que o P"S" seja eleito para estabilizar esta fase do assalto. Neste contexto, tanto Seguro como Costa foram os 2 convidados ao grupo Bilderberg (que tutela na sombra as grandes linhas de acção dos governos). O que pode ter acontecido é Seguro ter sido "eleito" para aguentar os cavalos sem grandes ondas, e, missão cumprida, já não precisam de um boneco como ele e descartam-no. Então venha o Dr. António Costa, que dá mais garantias de aguentar a fase seguinte (cuja politica será complementar da anterior. Costa não exige a demissão imediata do governo. Costa é bem capaz, se e quando lá chegar, aceitar um governo de coligação com o partido de Paulo Portas, outro bilderberger.
a solução para uma "saída limpa" da crise passa por um programa com três pontos essenciais:
"Seguro melhor amigo de Coelho" - Como é que se finge pôr termo a esta bela amizade? talvez com António Costa como melhor amigo de Rui Rio?? (outro bilderberger)
Como é que se finge pôr termo a esta bela amizade? talvez com António Costa como melhor amigo de Rui Rio? A questão é posta por João Maria de Freitas-Branco, no artigo do Público de 27 de Maio pp 44:
"Quando é que se faz o urgente? será que o tão evidente quão extraordinário consenso alargado hoje existente em torno de três ou quatro grandes questões não chega? Quando é que as mentes mais lúcidas, mais racionalmente críticas e modernas da esquerda e do centro esquerda - da área socialista, comunista, social-democrata, democrata-cristã - se sentam à mesa para, em conjunto, cozinharem o núcleo de um programa de acção governativa que salve o país da violenta imoralidade da politica "austecida"? E, existindo esse documento que materialize uma convergência já há muito latente, não será fácil encontrar duas figuras razoavelmente consensuais para se apresentarem como os dignos estadistas que agora tanto nos faltam - um digno Presidente da República e um digno primeiro-ministro? Alguém me pode responder?" (ler aqui)
| já me ando a mexer |
a solução para uma "saída limpa" da crise passa por um programa com três pontos essenciais:
segunda-feira, maio 26, 2014
Também tu, Charlot?, A Quimera do Ouro (e o voto no capitalismo que lhe está implicito)
Cerca de 1900 e picos, Charlie Chaplin aparece-nos sem a sua icónica maquilhagem. Em 1914 o bigodinho símbolo do Carlitos Repórter em "Making A Living" ainda era farfalhudo e completo e as roupas também eram outras e até elegantes se comparadas à ‘nobreza maltrapilha’ posterior do vagabundo Charlot, actividade icónica que valeu a Chaplin a expulsão dos Estados Unidos, vindo a morrer em Vevey na Suiça. Não sem que antes Hollywood o tivesse canibalizado com a atribuição de um "óscar de carreira", a ele quer nunca tinha ganho tal prémio por nenhuma das suas célebres obras cinematográficas imortalizando a tragédia dos Pobres sob a condição da selvajaria capitalista industrializada. Cem anos depois e muito capital acumulado, os filhos Michael, Eugene e Victoria, são agora sócios do projecto do Museu Chaplin na Suiça orçado em 57 milhões de dólares que irá abrir as portas no início de 2016. (com o patrocinio de uma multinacional)
Em 1919, Charlie Chaplin fundou o seu próprio estúdio com alguns seus amigos, outros ícones de Hollywood, Douglas Fairbanks, Mary Pickford e D.W. Griffith (o notável autor de "O Nascimento de uma Nação") - "Fui para este negócio por dinheiro, e a arte cresceu a partir disso", disse certa vez Chaplin. "Se as pessoas ficaram desiludidas com esse meu comentário, não posso ajudá-las. É a verdade"
Em 1919, Charlie Chaplin fundou o seu próprio estúdio com alguns seus amigos, outros ícones de Hollywood, Douglas Fairbanks, Mary Pickford e D.W. Griffith (o notável autor de "O Nascimento de uma Nação") - "Fui para este negócio por dinheiro, e a arte cresceu a partir disso", disse certa vez Chaplin. "Se as pessoas ficaram desiludidas com esse meu comentário, não posso ajudá-las. É a verdade"
domingo, maio 04, 2014
The Corporation
Há 150 as o poder de qualquer Corporação nacional era insignificante e praticamente reduzido ao mais estrito controlo pelas autoridades constituidas. Como atingem as Corporações multinacionais hoje o poder, absolutamente fora de qualquer controlo, sobrelevando governos, nomeando politicos, comprando influências e afectando as vidas de biiões de pessoas?
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quinta-feira, abril 17, 2014
Porque lutou Abril?
Para acabar com os Grandes Parasitas
Em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, 28% do Produto Interno Bruto (a "riqueza" total dum País) era constituída pela Produção industrial. A Banca fazia as contas às transacções reais correntes e jogava um papel secundário, com apenas 11%. A partir de então entrou em cena a desregulamentação neoliberal – cujas caras nacionais são Cavaco e Soares – e a chamada “indústria financeira” inverteu a influência: a Indústria e pescas é hoje de 13% do PIB enquanto o sector financeiro e de serviços não associados à produção ocupam como um cancro a restante percentagem.Analisando o problema na origem, tem principalmente três leituras incontornáveis 1. as potências capitalistas no Ocidente deslocalizaram deliberadamente os sectores produtivos para os paises asiáticos de mão de obra então muito barata. 2. Deste modo pretenderam ver-se livres da contestação cada vez mais gravosa dos movimentos operários nacionais para os interesses dos capitalistas 3. ao desanexarem em simultâneo o valor do Dólar como moeda de referência mundial em relação ao ouro, os EUA abriram a caixa-de-pândora da fabricação e impressão de dinheiro ficticio, a base em que assenta hoje todo o sistema financeiro ocidenta.
Multinacionais - os Maiores Parasitas
O espantoso poder das Corporações multinacionais baseia-se numa divisão internacional do trabalho sem precedentes. Com as funções de produção dispersas por diversos países elas arrastam, com a flexibilidade e a exclusividade monopolista, o comércio e os gabinetes de Investigação (I&D), pela integração dos diferentes centros de estudo, projecto e financiamento numa única entidade centralizada (Project Finance), usando sobretudo bolsas de investimento financeiro, “oferecendo” aos governos “fazer obra” chave-na-mão sem mais preocupações, apostando em bolhas de consumo previamente definidas em função dos interesses imperialistas. Este processo permite-lhes obter avultados lucros e exercer uma poderosa influência económica e política nas regiões onde se implantam, marginalizando os governos ao mesmo nivel destas grandes empresas.
Depois que a bolha capitalista no imobiliário e no consumo rebentou em 2007, o “mercado publicitário em Portugal regrediu 18 anos” um sector do qual depende a especulação e a entrada no país de produtos supérfluos, quase exclusivamente nas mãos de multinacionais estrangeiras, por ora desactivam a tenda e esperam pacientemente por melhores dias… até à decisão da Finança Internacional criar nova bolha. E ela aí está, não sendo dignificante para Cavaco Silva e a troupe que o envolve e se suportam mutuamente. É mais uma charlatanice. Ao invés de reconverter a economia para a exportação de bens transacionáveis, os preços dos bens intransacionáveis - o Imobiliário construído da bolha interior cuja falência está nas mãos dos bancos igualmente falidos – agora voltam a subir pelas pechinchas oferecidas a capital estrangeiro com visto gold. O negócio da burguesia transnacional continua próspero, o desemprego de operários e trabalhadores em geral mantêm-se estável.
Não adivinhavam os nossos putos na época que a reorganização do proletariado iria ser uma ideia ferozmente reprimida, deslocalizando a produção, fazendo acordos de divisão internacional de trabalho aviltantes, até quase ao desaparecimento da classe operária. Mas a Fénix revolucionária algum dia irá renascer
sábado, janeiro 25, 2014
a pouca vergonha da Copa no Brasil
A construção de alguns estádios de futebol está atrasada e a FIFA ameaça. Está atrasada assim como o está a construção de Hospitais, escolas, instituições de segurança social, equipamentos de cultura. Dar prioridade ao futebol num país gravemente afectado pela pobreza e desigualdades sociais é um exemplo de como as multinacionais podem condicionar o desenvolvimento de um país, submetendo toda a sua população a interesses alheios; Embora a FIFA teoricamente não seja uma empresa, emprega centenas de parasitas e tem lucros milionários. E, pior ainda, nem precisa de fugir aos impostos – está isenta da maioria deles. (ler mais)
No video abaixo, o massacre que está a ser feito para "limpar" as áreas próximas aos estádios da Copa de 2014, desalojando pela violência policial as pessoas como se fossem lixo.
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domingo, outubro 06, 2013
Heróis da Classe Operária - Vo Nguyen Giap (1911-2013)
“é fácil recrutar mil soldados, mas difícil encontrar um general” (provérbio chinês)
Vo Nguyen Giap formou-se na Universidade de Hanói em Economia Política e Direito aos 19 anos. Ensinou História e trabalhou como jornalista tendo em 1930 sido preso por apoiar as greves estudantis. Em 1931 tem inicio a expansão imperialista do Japão, potência regional que ocupa vastas extensões da China e do sudeste asiático. Em 1934 o Exército Popular da China escapa à campanha de aniquilação dos imperialistas japoneses aliados à burguesia nacionalista. No inicio da “Longa Marcha” de fuga estratégica das forças lideradas por Mao Tse Tung, o jornal do Partido Comunista utiliza pela primeira vez o termo “Maoista” para explicar o conceito da guerra da generalidade de um povo oprimido, organizado em torno de um Exército do Povo. O jovem Vo Nguyen Giap tem apenas 23 anos, mas já assimilou um principio socialista fundamental em defesa da soberania do seu povo: um homem senhor de si não terá outro senhor!
"O general que vencerá a Guerra não é aquele mais forte, é o mais astuto" (Sun Tzu n"A arte da Guerra")
Em 1938, a França proibiu a doutrina comunista em todos os seus territórios coloniais da Indochina. Enquanto a irmã de Giap foi detida e executada e a mulher Nguyen Thi Quang Thai foi igualmente encarcerada vindo a morrer na prisão, Giap conseguiu fugir para a China aliando-se a Ho Chi Minh onde funda a Frente Nacional de Libertação do Vietname (FNL). Ali aprendeu com a teoria de Mao Tse Tung que “a origem mais profunda do poder para decretar a guerra reside nas massas populares” – não uma guerra ofensiva contra outros povos, um homem de bem não se faz soldado, e quando é obrigado a sê-lo já tem apreendido uma sólida cultura politica - mas uma guerra em defesa da soberania do povo contra as agressões de contingentes mercenários ao serviço dos interesses económicos descomunais das potências coloniais capitalistas. No caso da Indochina tratava-se do controlo das plantações de borracha, que proporcionaram o nascimento de empórios como a Michelin, ou das exportações de carvão, estanho e zinco, essenciais para abastecer as indústrias dos centros capitalistas. Como teorizou Lenine no “Imperialismo, Estádio Supremo do Capitalismo” – “os monopólios privados e os monopólios estatais confundem-se na era do capital financeiro, não sendo uns e outros mais do que elos da luta imperialista travada entre os maiores monopolizadores pela partilha do mundo”, e no passo seguinte, “demonstrando o extraordinário reforço da máquina estatal a extensão inaudita do seu aparelho burocrático e militar”. Como sempre na análise marxista, a teoria viria a ser confirmada pelos factos.
Em 1940, um ano após o inicio da 2ª Grande Guerra tropas do Japão ocupam o Vietname, que permanecia uma colónia francesa. Em 1941 a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) assina um pacto de não agressão com o Japão. Os japoneses ocupam todo o sudeste asiático em 1942, capitulando após a batalha do Pacifico perante os Aliados em 1945. A guerra havia terminado, mas não a economia de guerra que devastou o 3º Mundo por séculos.
Face às acções armadas das tropas de libertação, em 1946 os Franceses bombardeiam Haiphong despoletando a Guerra da Indochina. Dia 1 de Outubro de 1949 é proclamada a independência República Popular da China. Em 1950 tem inicio a guerra que divide a Coreia em duas segundo dois regimes diferentes, capitalista a sul, comunista a norte. Em 1954 a França abandona a Indochina após a derrota em Dien Bien Phu resultando dos acordos de paz de Geneva a divisão do país em dois, com Ho Chi Minh no governo da República Democrática do Vietname do Norte - a França retirou-se, mas os Estados Unidos ocuparam o sul do país…
Confirma-se portanto o conceito maoista de que "a Guerra é a politica com derramamento de sangue e que a Politica é a guerra sem derramamento de sangue”
entrevista com o General Vo Nguyen Giap, gravada em 2003
os Estados Unidos viram-se obrigados a retirar do Vietname em 1973. Giap continuou no comando das tropas norte-vietnamitas conduzindo uma campanha que finalmente em 1975 capturou Saigão, a capital do Vietname do Sul. A vitória e a expulsão das tropas yankees possibilitou a reunificação do país sob o governo do Partido Vietnamita dos Trabalhadores, com Giap como ministro da Defesa e, posteriormente em 1976 como vice-primeiro-ministro (ano em que se integra o Comité Central do Partido Comunista do Vietname (ex-PVT), em cujas funções ainda comandou a intervenção para derrubar Pol Pot no Camboja, mais um regime criminoso apoiado pelos EUA. Durante a Guerra do Vietname (1955-1975) morreram 2,5 milhões de pessoas e destas, apenas 58 mil foram soldados mercenários norte-americanos, vítimas imbecilizadas de armas que nunca perceberam...
Vo Nguyen Giap formou-se na Universidade de Hanói em Economia Política e Direito aos 19 anos. Ensinou História e trabalhou como jornalista tendo em 1930 sido preso por apoiar as greves estudantis. Em 1931 tem inicio a expansão imperialista do Japão, potência regional que ocupa vastas extensões da China e do sudeste asiático. Em 1934 o Exército Popular da China escapa à campanha de aniquilação dos imperialistas japoneses aliados à burguesia nacionalista. No inicio da “Longa Marcha” de fuga estratégica das forças lideradas por Mao Tse Tung, o jornal do Partido Comunista utiliza pela primeira vez o termo “Maoista” para explicar o conceito da guerra da generalidade de um povo oprimido, organizado em torno de um Exército do Povo. O jovem Vo Nguyen Giap tem apenas 23 anos, mas já assimilou um principio socialista fundamental em defesa da soberania do seu povo: um homem senhor de si não terá outro senhor!
"O general que vencerá a Guerra não é aquele mais forte, é o mais astuto" (Sun Tzu n"A arte da Guerra")
Em 1938, a França proibiu a doutrina comunista em todos os seus territórios coloniais da Indochina. Enquanto a irmã de Giap foi detida e executada e a mulher Nguyen Thi Quang Thai foi igualmente encarcerada vindo a morrer na prisão, Giap conseguiu fugir para a China aliando-se a Ho Chi Minh onde funda a Frente Nacional de Libertação do Vietname (FNL). Ali aprendeu com a teoria de Mao Tse Tung que “a origem mais profunda do poder para decretar a guerra reside nas massas populares” – não uma guerra ofensiva contra outros povos, um homem de bem não se faz soldado, e quando é obrigado a sê-lo já tem apreendido uma sólida cultura politica - mas uma guerra em defesa da soberania do povo contra as agressões de contingentes mercenários ao serviço dos interesses económicos descomunais das potências coloniais capitalistas. No caso da Indochina tratava-se do controlo das plantações de borracha, que proporcionaram o nascimento de empórios como a Michelin, ou das exportações de carvão, estanho e zinco, essenciais para abastecer as indústrias dos centros capitalistas. Como teorizou Lenine no “Imperialismo, Estádio Supremo do Capitalismo” – “os monopólios privados e os monopólios estatais confundem-se na era do capital financeiro, não sendo uns e outros mais do que elos da luta imperialista travada entre os maiores monopolizadores pela partilha do mundo”, e no passo seguinte, “demonstrando o extraordinário reforço da máquina estatal a extensão inaudita do seu aparelho burocrático e militar”. Como sempre na análise marxista, a teoria viria a ser confirmada pelos factos.Em 1940, um ano após o inicio da 2ª Grande Guerra tropas do Japão ocupam o Vietname, que permanecia uma colónia francesa. Em 1941 a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) assina um pacto de não agressão com o Japão. Os japoneses ocupam todo o sudeste asiático em 1942, capitulando após a batalha do Pacifico perante os Aliados em 1945. A guerra havia terminado, mas não a economia de guerra que devastou o 3º Mundo por séculos.
![]() |
| o General Vo Nguyen Giap assume o comando. Mais tarde dirá: "fui apenas uma gota, no esforço de milhões de homens" |
Confirma-se portanto o conceito maoista de que "a Guerra é a politica com derramamento de sangue e que a Politica é a guerra sem derramamento de sangue”
entrevista com o General Vo Nguyen Giap, gravada em 2003
os Estados Unidos viram-se obrigados a retirar do Vietname em 1973. Giap continuou no comando das tropas norte-vietnamitas conduzindo uma campanha que finalmente em 1975 capturou Saigão, a capital do Vietname do Sul. A vitória e a expulsão das tropas yankees possibilitou a reunificação do país sob o governo do Partido Vietnamita dos Trabalhadores, com Giap como ministro da Defesa e, posteriormente em 1976 como vice-primeiro-ministro (ano em que se integra o Comité Central do Partido Comunista do Vietname (ex-PVT), em cujas funções ainda comandou a intervenção para derrubar Pol Pot no Camboja, mais um regime criminoso apoiado pelos EUA. Durante a Guerra do Vietname (1955-1975) morreram 2,5 milhões de pessoas e destas, apenas 58 mil foram soldados mercenários norte-americanos, vítimas imbecilizadas de armas que nunca perceberam...
quinta-feira, setembro 12, 2013
o IMI, a AGUA e a ELECTRICIDADE vão colocar 90% da população no limiar da pobreza. Em Portugal, na Europa, no Mundo inteiro.
"Não é concebivel que se gastem energia, recursos e capital social a discutir propostas legislativas que não estão conforme as normas constitucionais". Principalmente depois da aprovação à surrelfa do Tratado Constitucional Europeu, habilmente travestido em "Tratado de Lisboa" para não ser sufragado, que aprova toda a espécie de tropelias em beneficio da banca à revelia dos povos
À privatização das nossas águas, por via de Bruxelas, para além da Empresa Pública Águas de Portugal ter tido 93,8 milhões de lucros em 2012, seguiu-se a "obrigação" para todas as câmaras e freguesias de informarem acerca da existência das fontes e poços em Portugal. O próprio tom desta ordem de Bruxelas foi muito mal recebido em Portugal e um grande número de câmaras e freguesias resolveu simplesmente não fornecer indicações nenhumas. Isto não estava previsto em Bruxelas e não sabem liderar com esta situação, a não ser com maior prepotência. Algumas câmaras entretanto já venderam as suas redes de fornecimento de água (a Sintra do autarca Seara, por exemplo). A EPAL por sua vez entregou a supervisão dos aditivos para a água fornecida à população a uma firma especializada israelita. Esta controla agora o que a população portuguesa bebe. Esta firma instalou na rede de água de uma cidade algarvia um posto de intervenção com produtos experimentais, onde a população do Algarve nítidamente serve de cobaia.
a ENTREGA DA SOBERANIA A BRUXELAS, em troca de comissões, por alguns abutres, recebidas e canalizadas para contas offshores, é um crime de ALTA TRAIÇÃO. Sujeitar-se a não saber mais o que se está a beber e ficar dependente de especialistas, que cumprem ordens não necessariamente nossas, não é menos grave.
a União Europeia promove a Privatização das Águas, politica que começou a ser experimentada em Paços de Ferreira. Reportagem no canal de tv alemão Ard Monitor.
Legendado em português (clique em CC - 1º símbolo no canto inferior direito do video- janela com 2 riscos para activar as legendas)
À privatização das nossas águas, por via de Bruxelas, para além da Empresa Pública Águas de Portugal ter tido 93,8 milhões de lucros em 2012, seguiu-se a "obrigação" para todas as câmaras e freguesias de informarem acerca da existência das fontes e poços em Portugal. O próprio tom desta ordem de Bruxelas foi muito mal recebido em Portugal e um grande número de câmaras e freguesias resolveu simplesmente não fornecer indicações nenhumas. Isto não estava previsto em Bruxelas e não sabem liderar com esta situação, a não ser com maior prepotência. Algumas câmaras entretanto já venderam as suas redes de fornecimento de água (a Sintra do autarca Seara, por exemplo). A EPAL por sua vez entregou a supervisão dos aditivos para a água fornecida à população a uma firma especializada israelita. Esta controla agora o que a população portuguesa bebe. Esta firma instalou na rede de água de uma cidade algarvia um posto de intervenção com produtos experimentais, onde a população do Algarve nítidamente serve de cobaia.
a ENTREGA DA SOBERANIA A BRUXELAS, em troca de comissões, por alguns abutres, recebidas e canalizadas para contas offshores, é um crime de ALTA TRAIÇÃO. Sujeitar-se a não saber mais o que se está a beber e ficar dependente de especialistas, que cumprem ordens não necessariamente nossas, não é menos grave.
a União Europeia promove a Privatização das Águas, politica que começou a ser experimentada em Paços de Ferreira. Reportagem no canal de tv alemão Ard Monitor.
Legendado em português (clique em CC - 1º símbolo no canto inferior direito do video- janela com 2 riscos para activar as legendas)
quarta-feira, junho 19, 2013
'O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas', diz presidente da Fifa
o Ministro dos Desportos brasileiro segue este discurso e fala em endurecer a repressão para evitar mais protestos
"O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas". Joseph Sepp Blatter "disse a Dilma Roussef e ao Aldo tu-cá-tu-lá (o ministro Aldo Rebelo) que temos confiança neles. Uma vez que a bola rolar, as pessoas vão entender e isso dos protestos vai acabar", afirmou. "Se necessário, a repressão será com força" corroborou o ministro."O governo assumiu como responsabilidade e honra acolher esses dois eventos internacionais e vai realizá-los oferecendo segurança e integridade aos torcedores e turistas."
Mais uma vez é notória a promiscuidade entre uma empresa multinacional como a FIFA e os Governos que têm no futebol um dos principais meios de controlo psicológico das massas. Enquanto milhões gritam entusiasticamente "golo!" os governos congeminam na sombra e decretam todas as medidas anti-populares possiveis. Sabendo desta dependência, a FIFA abusa do seu poder, impondo condições e exigindo contrapartidas milionárias para a cedência da organização dos seus eventos. A "esquerdista" Dilma Roussef, à frente da "perplexa classe dominante" representa nesta tragicomédia o papel de puta virgem: "seria pretensioso afirmar que compreendemos o que está a acontecer. Dá a impressão que a sociedade brasileira já tinha superado alguns obstáculos à Democracia incluindo mais gente, mas...". Apesar das autoridades já terem recuado no aumento do preço dos transportes, os protestos não param, o que significa que o âmago do problema não é esse.
A FIFA tem um longo historial de corrupção e intervenções em medidas legistativas especiais nos paises onde actua. O anterior Presidente Jean-Marie Faustin Goedefroid (vulgo "João Havelange"), já muito depois de terminar o exercicio andava ainda em 2011 a braços com uma acusação de suborno por ter recebido 1 milhão de dólares de luvas do Comité Olimpico em 1997 (segundo uma denuncia da BBC que originou um inquérito).O novo presidente Sepp Blatter foi "re-eleito" assumindo o compromisso de erradicar práticas corruptas, ou no minimo que os escândalos continuassem a vir a público, para o que se contou com a criação de um "comité de reforma" onde intervieram o truta Henry Kissinger e uma personalidade com prestigio no meio, como Johan Cruyff. Mas em 2010, depois da organização do mundial da África do Sul, novamente a BBC denuncia que Blatter estava a ser investigado pela polícia suíça sobre seu papel num acordo secreto para receber mais 1 milhão de suborno que o valor nominal do contrato celebrado no valor embolsado. Em mais um documentário exibido no Panorama BBC em Novembro de 2010, denunciou-se que haviam sido pagos subornos pela FIFA na comercialização de merchandising com a International Sports Leisure (ISL) entre 1989 e 1999. Numa lista que incluia diversos presidentes de Federações de Futebol nacionais, que não foi possivel investigar, aparecem 175 subornos pagos pela ISL, totalizando cerca de 100 milhões de dólares.
A FIFA é uma multinacional que envolve o patrocinio de outras grandes multinacionais, como a Adidas, Coca-Cola, Fly-Emirates, Visa, McDonalds, etc. que repercutem estes esquemas mafiosos. Diego Maradona comparou os agentes económicos da FIFA com "um conselho de administração de Dinossauros" - "a FIFA é um grande museu gerido por dinossauros que não querem abandonar o poder. Serão sempre o mesmo." O ministro dos Desportos da Austrália, Mark Arbib, é uma das mais recentes personalidades a dizer que é preciso pôr termo a este esquema da FIFA: "é algo que estamos a ouvir por todo o mundo". O senador australiano acusa a FIFA de trapacear o país em 46 milhões de dólares, parte da verba que será dispendida na organização do Campeonato do Mundo de 2022 - "enquanto a investigação à FIFA não tiver sido concluída, a Austrália deve adiar o pagamento de dinheiro dos contribuintes para eventos que não sejam transparentes.
actualizações:
Pelé pede para que o Povo esqueça das manifestações e apoie a Selecção Brasileira
Se o seu filho adoecer leve-o ao Estádio

"O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas". Joseph Sepp Blatter "disse a Dilma Roussef e ao Aldo tu-cá-tu-lá (o ministro Aldo Rebelo) que temos confiança neles. Uma vez que a bola rolar, as pessoas vão entender e isso dos protestos vai acabar", afirmou. "Se necessário, a repressão será com força" corroborou o ministro."O governo assumiu como responsabilidade e honra acolher esses dois eventos internacionais e vai realizá-los oferecendo segurança e integridade aos torcedores e turistas."
Mais uma vez é notória a promiscuidade entre uma empresa multinacional como a FIFA e os Governos que têm no futebol um dos principais meios de controlo psicológico das massas. Enquanto milhões gritam entusiasticamente "golo!" os governos congeminam na sombra e decretam todas as medidas anti-populares possiveis. Sabendo desta dependência, a FIFA abusa do seu poder, impondo condições e exigindo contrapartidas milionárias para a cedência da organização dos seus eventos. A "esquerdista" Dilma Roussef, à frente da "perplexa classe dominante" representa nesta tragicomédia o papel de puta virgem: "seria pretensioso afirmar que compreendemos o que está a acontecer. Dá a impressão que a sociedade brasileira já tinha superado alguns obstáculos à Democracia incluindo mais gente, mas...". Apesar das autoridades já terem recuado no aumento do preço dos transportes, os protestos não param, o que significa que o âmago do problema não é esse.
A FIFA tem um longo historial de corrupção e intervenções em medidas legistativas especiais nos paises onde actua. O anterior Presidente Jean-Marie Faustin Goedefroid (vulgo "João Havelange"), já muito depois de terminar o exercicio andava ainda em 2011 a braços com uma acusação de suborno por ter recebido 1 milhão de dólares de luvas do Comité Olimpico em 1997 (segundo uma denuncia da BBC que originou um inquérito).O novo presidente Sepp Blatter foi "re-eleito" assumindo o compromisso de erradicar práticas corruptas, ou no minimo que os escândalos continuassem a vir a público, para o que se contou com a criação de um "comité de reforma" onde intervieram o truta Henry Kissinger e uma personalidade com prestigio no meio, como Johan Cruyff. Mas em 2010, depois da organização do mundial da África do Sul, novamente a BBC denuncia que Blatter estava a ser investigado pela polícia suíça sobre seu papel num acordo secreto para receber mais 1 milhão de suborno que o valor nominal do contrato celebrado no valor embolsado. Em mais um documentário exibido no Panorama BBC em Novembro de 2010, denunciou-se que haviam sido pagos subornos pela FIFA na comercialização de merchandising com a International Sports Leisure (ISL) entre 1989 e 1999. Numa lista que incluia diversos presidentes de Federações de Futebol nacionais, que não foi possivel investigar, aparecem 175 subornos pagos pela ISL, totalizando cerca de 100 milhões de dólares.
A FIFA é uma multinacional que envolve o patrocinio de outras grandes multinacionais, como a Adidas, Coca-Cola, Fly-Emirates, Visa, McDonalds, etc. que repercutem estes esquemas mafiosos. Diego Maradona comparou os agentes económicos da FIFA com "um conselho de administração de Dinossauros" - "a FIFA é um grande museu gerido por dinossauros que não querem abandonar o poder. Serão sempre o mesmo." O ministro dos Desportos da Austrália, Mark Arbib, é uma das mais recentes personalidades a dizer que é preciso pôr termo a este esquema da FIFA: "é algo que estamos a ouvir por todo o mundo". O senador australiano acusa a FIFA de trapacear o país em 46 milhões de dólares, parte da verba que será dispendida na organização do Campeonato do Mundo de 2022 - "enquanto a investigação à FIFA não tiver sido concluída, a Austrália deve adiar o pagamento de dinheiro dos contribuintes para eventos que não sejam transparentes.
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Pelé pede para que o Povo esqueça das manifestações e apoie a Selecção Brasileira
Se o seu filho adoecer leve-o ao Estádio
segunda-feira, abril 29, 2013
Vão trabalhar malandros!
O conselheiro de Estado do regime Vitor Bento escreveu um livro intitulado “Euro Forte, Euro Fraco”. Lida e relida a coisa, o conselheiro da opinião pública para os intelectuais do regime, Pulido Valente, achou por bem, face às razões apresentadas para o descalabro das economias dos países do Sul de Europa (o Euro fraco) e da pujança das economias do norte da Europa (o Euro forte) , de acusar o outro de “vasta ignorância histórica do passado”. As causas do atraso económico português, diz este, deve-se ao facto “do país não possuir reservas de carvão e ferro o que teria possibilitado uma industrialização a sério (1) e de Portugal estar longe das grandes rotas comerciais da Europa (…) e estas rotas não mudaram” desde os primórdios do capitalismo mercantil, ou seja, desde o século XV, considerado como o século de ouro português com os Descobrimentos. Nessa época a Lisboa do estabelecimento da via marítima com a Carreira das Índias, tornou-se efectivamente o centro do comércio da Europa, destronando Veneza e Génova como terminais das vias tradicionais de importação pelas caravanas terrestres de produtos do Oriente.No conflito entre estas duas partes da mesma coisa conclui-se rapidamente que “isto” (o conflito entre duas abstrações) nem estatuto para debate alcança.
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| Industria naval em Amsterdam, finais sec. XV |
A diferença entre o volume de trabalho no norte assente na ética capitalista protestante é abissal em relação à indolente crendice católica retrógada das elites a sul (4). Supremacia tecnológica instalada, a maior parte do mundo descoberta pelos latinos, a Holanda não tinha nem ferro nem carvão e em Inglaterra este último minério só viria a ganhar importância dois séculos depois. A desvantagem económica foi corrigida pela pirataria. Não tendo descoberto nada, roubar os espanhóis e os portugueses tornou-se uma questão estratégica (4). Francis Drake, o mais famoso dos piratas seria erigido em Cavaleiro da Rainha Elizabeth I em 1581. Atacado por holandeses e ingleses Portugal ia perdendo possessões ultramarinas, a Bahia, Pernambuco e o Maranhão no Brasil, Ormuz e Macao no Oriente, a feitoria da Mina na Guiné, Luanda que garantia o fornecimento de escravos. Um ano depois da derrota da Invencivel Armada a expedição Drake-Norris aportou a Lisboa, atacando depois os Açores onde Hawkins estabeleceu uma primeira base paramilitar que lhes viria a assegurar o monopólio das rotas comerciais para o Novo Mundo e algumas décadas depois a nossa “independência”. O declínio dos portugueses consumou-se aqui; na expressão de Adam Smith: “o trabalho dos homens livres acaba sempre por sair mais barato do que o dos escravos”.Trabalho é a palavra chave que não é grafada uma única vez por Vitor Bento ou Pulido Valente. Diferentes regimes de encarar o Capital podem produzir diferentes soluções para os mesmos problemas (5), mas Bento e Valente representam apenas a mesma cara filha uma da outra, de duas correntes: o Conservadorismo que se apoia na ideia de monarquia sinárquica e o Liberalismo cujo êxito depende da exploração imperialista das trocas desiguais, subjugando outros povos, desde Hobson com o colonialismo até à sua liquidação com o Lenine do internacionalismo proletário. Esta última é a verdadeira alternativa às outras duas forças em confronto na organização económica e social - o Marxismo, a filosofia assente no Trabalho no qual em última instância radica a única criação de Valor em economia.
notas:
(1) Não é certo, desde Spengler, passando por Ilitch e Habermas até Boaventura Sousa Santos, que a industrialização só por si seja um factor de desenvolvimento social. Uma vez que as máquinas (capital fixo) nada determinam, mas sim a questão da sua propriedade por esta ou por aquela classe social
(2) “A Riqueza e a Pobreza das Nações”, David S. Landes, Ed. Gradiva, 2001
(3) “Relações Internacionais”, (as três teorias em confronto) de James E. Dougherty e Robert L. Pfaltzgraff Jr. Ed. Gradiva, 2003
(4) "Império", de Niall Ferguson,
(5) Ironicamente, as nações que tinham começado tudo, Espanha e Portugal, acabaram perdedoras. Aí reside um dos grandes temas da história da teoria económica. Todos os modelos de crescimento, no fim de contas, sublinharam a necessidade e o poder do capital – o capital como substituto do trabalho, possibilitador de crédito, bálsamo de projectos frustrados, redentor de erros: “Se a Espanha (que abastecia de ouro e prata toda a Europa com os famosos reales a ocho) não tem dinheiro, nem ouro nem prata, é porque tem essas coisas, e se é pobre, é porque é rica. (…) Podia pensar-se que alguém quis fazer desta república uma república de gente enfeitiçada, vivendo fora da ordem natural. – Martin Gonzalez de Cellorigo, 1600” (citado em “O Declinio das Potências Peninsulares”, de David S. Landes)
(6) Não havia comparação possivel entre a nossa Ribeira das Naus e os estaleiros de construção naval de Amsterdão (na gravura) e Greenwich, em volume de negócios, trabalho empregue e capital investido.
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sábado, maio 05, 2012
30 mil euros de coima para a Acção Social Capitalista
a “inspecção” da ASAE é uma tanga para ajudar a esconder a infração à lei. O dumping não pode ser adstrito apenas a dois ou três produtos (como a ASAE perversamente entendeu), uma vez que não houve qualquer condicionalismo aos produtos de consumo postos à disposição da labregada consumidora. Houve dumping sobre o total do que foi vendido (90 milhões de euros, cujo valor pago aos fornecedores é inferior), ponto final! Num Estado de direito, com regras de regulamentação em defesa do consumidor, era razão para se encerrar as superficies comerciais infractoras, e não para as sancionar apenas com uma amostra de coima que fica incomensuravelmente mais em conta que qualquer campanha de publicidade que o merceeiro do Cavaco tivesse entendido promover.
"O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados. De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito. Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade (ler o resto)
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"O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados. De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito. Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade (ler o resto)
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terça-feira, janeiro 03, 2012
eles pregam a moral da salvação do país, mas na prática nada mais anseiam que transferir lucros para fora do país
Alexandre Soares dos Santos, um dos principais mecenas para a campanha de Cavaco Silva, e o segundo homem mais rico do país, acaba de transferir a sede da holding que gere a cadeia de supermercados Pingo Doce para um paraiso fiscal onde se pagam menos impostos, enquanto os da sua área política pedem cada vez mais sacrificios, e roubam salários e direitos à generalidade dos portugueses. Obviamente, escrita no léxico economês os Media corporativos disfarçam a noticia
Imprima, cole na parede à porta das lojas, distribua a ideia aos clientes. Vamos obrigar estas aves de rapina a levar em conta a responsabilidade social das empresas
é preciso falar verdade aos portugueses dizia ele no tempo em que andou a fazer campanha contra o Sócrates. Na foto, à direita do buraco "portugal" a eminência parda do P"S" António Barreto administrador do banco de dados Pordata outra obra do mecenas Soares dos Santos
Filosofia neoliberal da globalização: os da cadeia Jerónimo Martins chamam "investimento directo" à fuga aos impostos em Portugal
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Imprima, cole na parede à porta das lojas, distribua a ideia aos clientes. Vamos obrigar estas aves de rapina a levar em conta a responsabilidade social das empresas
é preciso falar verdade aos portugueses dizia ele no tempo em que andou a fazer campanha contra o Sócrates. Na foto, à direita do buraco "portugal" a eminência parda do P"S" António Barreto administrador do banco de dados Pordata outra obra do mecenas Soares dos SantosFilosofia neoliberal da globalização: os da cadeia Jerónimo Martins chamam "investimento directo" à fuga aos impostos em Portugal
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sábado, janeiro 01, 2011
perspectivas...
Eugénio Rosa: "Não tenho boas noticias. Os mercados continuam a desconfiar do País, a nossa necessidade de endividamento cresce. Vamos pagar mais pelos empréstimos". Em circunstâncias normais esse dinheiro deveria ser usado para apoiar as empresas nacionais que produzem para vender em Portugal, reduzindo os nossos níveis de importação (...) mas, ao contrário, "infelizmente a tendência é que o desemprego e a miséria aumente em 2011"
A inundação desesperada de dólares feita pelo banco central dos EUA não promove o consumo nem o investimento – esse dinheiro fictício entra simplesmente nos mercados financeiros tentando engordar as expectativas de lucros futuros. Entretanto as novas regras contabilísticas do IFRS dão aos directores financeiros mão livre para uma acrobacia contabilística realmente aventureira. Nada disto tem a ver com economia real. Não haverá retoma, mas apenas simulações com base em truques contabilísticos duvidosos, doravante legalizados pelas grandes empresas internacionais que dominam “os mercados” Já se fala em segredo de uma "bolha de valorização" dessas grandes multinacionais - quando elas compram acções próprias, estão a recolher ganhos diferenciais de forma totalmente independente dos lucros reais dos negócios, ganhos para os quais elas mesmas criaram falsos pressupostos, de modo puramente contabilístico. Daí resultam "bullshit-earnings" (lucros da treta), porque uma parte crescente dos custos prévios ou subsequentes já não aparecem nos balanços oficiais. Na verdade, os lucros não estão a crescer… e a nova bolha de ar esvaziar-se-á rapidamente (Robert Kurz, a Politica de Balanços Criativos)
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quinta-feira, agosto 19, 2010
Vais ali e tomas lá um banho, a ver se limpamos isto... (II)
quem limpa o quê, em beneficio de quê e em prejuizo de quem?
Primeiro a BP começou por anunciar um derrame que era apenas 1 por cento do crude total derramado. Para onde teria ido o restante? (ler). Numa tentativa desesperada para esconder o problema, na fase seguinte foram aplicados produtos quimicos dispersantes cuja toxicidade é tão ou mais gravosa que o petróleo. A “limpeza” pôs seriamente em perigo a saúde de todos quanto viviam á beira daquelas águas, destruiu espécies marinhas, provocou chuvas ácidas e obrigou a evacuação de populações (ler). Na terceira fase do desastre no Golfo do México procurou-se tornar inacessivel a região a quem quisesse averiguar o que acontecia. A Guarda Costeira dos EUA trabalhou em coordenação com a gigante multinacional BP no estabelecimento de restrições de repórteres independentes à região (ler). Recorde-se que as autoridades devem observar os preceitos e liberdades constitucionais expressos na 1ªEmenda que diz que “qualquer pessoa tem o direito de filmar, gravar, fotografar e documentar tudo aquilo que possa observar em espaços de uso público” – ninguém o pode proibir, nem uma revisão da lei nem preceitos determinados por companhias privadas. Porém as autoridades policiais destacadas para o local (policias à civil da ACLU remunerados pela BP) negaram que tivesse havido impedimentos ao acesso, nomeadamente de residentes nas áreas afectadas (ler).
Mas administração Obama e responsáveis superiores da BP trabalharam freneticamente não para travar o pior desastre petrolífero do mundo, mas sim para esconder a verdadeira extensão da catástrofe ecológica real. A fuga de petróleo no Golfo provocada por procedimentos de segurança e no material como forma de atingir mais rapidamente lucros "deve perdurar por muitos anos". Esta conduta aumenta enormemente os riscos de derrames, neste caso quem o disse foi o próprio Congresso norte-americano que afirma ainda que as maiores petrolíferas mundiais adoptam os mesmos atalhos que a BP. Na sequência do desastre as acções da BP desceram de imediato quase 4%, depois de a agência de notação financeira ter descido o rating da empresa em seis níveis, para o patamar mais baixo atribuído pela Fitch, BBB – o equivalente a Lixo (ler). Mas, o único critério para que uma empresa continue a explorar um recurso de todos e de que todos precisamos deve ser a sua capacidade financeira? (ler). O único critério para que uma empresa continue a explorar um recurso de todos e de que todos precisamos deve ser a sua capacidade financeira? – porém, uma vez atingido o decisivo patamar dos supremos poderes terrenos, quem tem poder para trazer perante a "justiça" a constelação da indústria petrolifera do guru Rockefeller e do empório financeiro da família dos Rothschilds?.
Nestas andanças, no princípio de Agosto a BP tinha dispendido mais de 596 milhões de dólares para tentar conter as causas e remediar as consequências. Nestas últimas apenas foram empregues 16 milhões (que a imprensa "inflaccionou para 20 milhões) a distribuir como ressarcimentos aos habitantes das zonas directamente afectados e que perderam o seu modo de vida tradicional. E, como corolário lógico, para gerir economicamente esta ínfima importância foi nomeado um homem do regime, o judeu Sionista Kenneth Feinberg, o advogado-truta e czar dos pagamentos do erário público que já tinha também mediado os processos judiciais ligados ao 11 de Setembro – o poder pode de facto ser visto como um sistema complexo, mas no final irradia sempre de forma simples das mesmas fontes restrictas
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Primeiro a BP começou por anunciar um derrame que era apenas 1 por cento do crude total derramado. Para onde teria ido o restante? (ler). Numa tentativa desesperada para esconder o problema, na fase seguinte foram aplicados produtos quimicos dispersantes cuja toxicidade é tão ou mais gravosa que o petróleo. A “limpeza” pôs seriamente em perigo a saúde de todos quanto viviam á beira daquelas águas, destruiu espécies marinhas, provocou chuvas ácidas e obrigou a evacuação de populações (ler). Na terceira fase do desastre no Golfo do México procurou-se tornar inacessivel a região a quem quisesse averiguar o que acontecia. A Guarda Costeira dos EUA trabalhou em coordenação com a gigante multinacional BP no estabelecimento de restrições de repórteres independentes à região (ler). Recorde-se que as autoridades devem observar os preceitos e liberdades constitucionais expressos na 1ªEmenda que diz que “qualquer pessoa tem o direito de filmar, gravar, fotografar e documentar tudo aquilo que possa observar em espaços de uso público” – ninguém o pode proibir, nem uma revisão da lei nem preceitos determinados por companhias privadas. Porém as autoridades policiais destacadas para o local (policias à civil da ACLU remunerados pela BP) negaram que tivesse havido impedimentos ao acesso, nomeadamente de residentes nas áreas afectadas (ler).
Mas administração Obama e responsáveis superiores da BP trabalharam freneticamente não para travar o pior desastre petrolífero do mundo, mas sim para esconder a verdadeira extensão da catástrofe ecológica real. A fuga de petróleo no Golfo provocada por procedimentos de segurança e no material como forma de atingir mais rapidamente lucros "deve perdurar por muitos anos". Esta conduta aumenta enormemente os riscos de derrames, neste caso quem o disse foi o próprio Congresso norte-americano que afirma ainda que as maiores petrolíferas mundiais adoptam os mesmos atalhos que a BP. Na sequência do desastre as acções da BP desceram de imediato quase 4%, depois de a agência de notação financeira ter descido o rating da empresa em seis níveis, para o patamar mais baixo atribuído pela Fitch, BBB – o equivalente a Lixo (ler). Mas, o único critério para que uma empresa continue a explorar um recurso de todos e de que todos precisamos deve ser a sua capacidade financeira? (ler). O único critério para que uma empresa continue a explorar um recurso de todos e de que todos precisamos deve ser a sua capacidade financeira? – porém, uma vez atingido o decisivo patamar dos supremos poderes terrenos, quem tem poder para trazer perante a "justiça" a constelação da indústria petrolifera do guru Rockefeller e do empório financeiro da família dos Rothschilds?.
Nestas andanças, no princípio de Agosto a BP tinha dispendido mais de 596 milhões de dólares para tentar conter as causas e remediar as consequências. Nestas últimas apenas foram empregues 16 milhões (que a imprensa "inflaccionou para 20 milhões) a distribuir como ressarcimentos aos habitantes das zonas directamente afectados e que perderam o seu modo de vida tradicional. E, como corolário lógico, para gerir economicamente esta ínfima importância foi nomeado um homem do regime, o judeu Sionista Kenneth Feinberg, o advogado-truta e czar dos pagamentos do erário público que já tinha também mediado os processos judiciais ligados ao 11 de Setembro – o poder pode de facto ser visto como um sistema complexo, mas no final irradia sempre de forma simples das mesmas fontes restrictas.
quinta-feira, julho 29, 2010
O colapso da BP no Golfo do México
A panóplia de meios mobilizada para minimizar os estragos custa verbas exorbitantes. Como sempre, há a tendência para financeirizar tudo, mas o desastre não é mensurável em dinheiro
Enquanto, sobre a maior catástrofe ecológica de sempre nos EUA (1), o Guardian de ontem ironizava: “British Petroleum disposta a enviar o actual gestor chefe Tony Hayward para a Sibéria” (depois de o indeminizar com uma boa mão cheia de milhões) o editorial do Público levava a coisa solenemente mais a sério: “Bob Dudley, o indigitado substituto para novo CEO é uma prenda dos céus para a BP começar de novo depois de ter provocado um desastre ecológico de proporções incomensuráveis: foi ele quem conseguiu estancar a fuga e é americano – o primeiro americano a dirigir a petrolífera britânica” - Embora na visão destes alucinados neoconservadores sejam sempre os americanos a salvar o mundo, vindo de onde vem até se pode compreender, mas quem passou a caxa ao articulista que a BP é britânica?

Sendo a BP de facto um ninho de multinacionais com capitais privados de accionistas, com uma fortissima componente financeira, quem é que de facto controla a chamada “British Petroleum”? o mito dos media é que a empresa é inglesa, mas isso é correcto apenas numa ínfima parte, a disseminação do capital é muito mais complexa.. Cabe aos media defenderem e esconderem as corporações mais expostas ao ódio das opiniões públicas – e assim sendo ninguém anota que 29 por cento das acções do grupo são detidas pela JPMorgan e que junto com outros accionistas os investidores americanos controlam um total de 39 por cento das acções. Ninguém informa que a maior contratante operacional das actividades da BP no terreno é a Halliburton (2), a multinacional tristemente famosa pelo seu envolvimento nos escândalos das contratações no Iraque. A Halliburton transferiu recentemente o seu quartel-general para o Dubai onde, como zona franca económica, se encontra ao abrigo de legislações nacionais ameaçadoras de responsabilização... e por fim, o ex-CEO entre 1997 e 2009, Peter Sutherland (3) que foi obrigado a demitir-se por causa de um escândalo sexual, faz também parte da administração da Goldman Sachs. (4) Nos primeiros meses de 2010 a Goldman Sachs vendeu um massivo lote de acções, quando um dos seus gestores enviou um email avisando que as perpectivas de erros nas explorações de petróleo em águas profundas era um risco cada vez mais evidente. (5)
É relativamente fácil prever os desastres da BP (um contrato similar firmado na Libia esteve na base da libertação dos “terroristas” de Lockerbye), porque as preocupações da BP são financeiras (6) e não racionais em termos de uso dos meios no sentido de bem comum. Os contratos de gestão de equipamentos são desenhados para dar lucro se o objectivo principal falhar. Há um modelo standart nestas operações de cada vez maior risco, na medida em que a complexidade tecnológica de extracção de petróleo se agudiza devido às dificuldades de acesso às fontes destas matérias primas cada vez mais escassas e remotas. A primeira prioridade na resolução das dificuldades é não haver regulação... nem “overnight”, como no dinheiro virtual... Nem consequências. Muda-se de gestor, acertam-se umas indeminizações precárias às vidas desgraçadas das vítimas nas zonas afectadas... e está feito. O petro-lobie que ajudou a eleger Obama (7) trata de proteger a actividade da criminalização pelas consequências. Não haverá investigações. A BP é uma empresa criminal, não é um negócio normal. O próximo desastre eco-petrolifero, adivinha-se, vai acontecer na instalação dos pipelines da BP no Alaska.
notas
(1) A zona costeira da Louisiana é o equivalente ao Ground Zero da Brithish Petroleum
(2) a Halliburton é a empreiteira responsável pelo Deepwater Horizon
(3) ver entrevista ao Público de 6 de Outubro de 2007
(4) Janine Wedel no Washington Blog: Chairman of Goldman Sachs International Was Also Chairman of BP
(5) A história vem contada por Adrian Salbuchi neste video da BrasscheckTV
(6) valores actualizados, a BP tem mais produtos derivados disseminados no mercado financeiro que tinham a Enron e a GE juntas aquando do crash do Nasdaq no ano 2000 (Market Oracle)
(7) em principios de Julho o Senado bloqueou uma proposta de investigação ao desastre do Golfo do México
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Enquanto, sobre a maior catástrofe ecológica de sempre nos EUA (1), o Guardian de ontem ironizava: “British Petroleum disposta a enviar o actual gestor chefe Tony Hayward para a Sibéria” (depois de o indeminizar com uma boa mão cheia de milhões) o editorial do Público levava a coisa solenemente mais a sério: “Bob Dudley, o indigitado substituto para novo CEO é uma prenda dos céus para a BP começar de novo depois de ter provocado um desastre ecológico de proporções incomensuráveis: foi ele quem conseguiu estancar a fuga e é americano – o primeiro americano a dirigir a petrolífera britânica” - Embora na visão destes alucinados neoconservadores sejam sempre os americanos a salvar o mundo, vindo de onde vem até se pode compreender, mas quem passou a caxa ao articulista que a BP é britânica?
Sendo a BP de facto um ninho de multinacionais com capitais privados de accionistas, com uma fortissima componente financeira, quem é que de facto controla a chamada “British Petroleum”? o mito dos media é que a empresa é inglesa, mas isso é correcto apenas numa ínfima parte, a disseminação do capital é muito mais complexa.. Cabe aos media defenderem e esconderem as corporações mais expostas ao ódio das opiniões públicas – e assim sendo ninguém anota que 29 por cento das acções do grupo são detidas pela JPMorgan e que junto com outros accionistas os investidores americanos controlam um total de 39 por cento das acções. Ninguém informa que a maior contratante operacional das actividades da BP no terreno é a Halliburton (2), a multinacional tristemente famosa pelo seu envolvimento nos escândalos das contratações no Iraque. A Halliburton transferiu recentemente o seu quartel-general para o Dubai onde, como zona franca económica, se encontra ao abrigo de legislações nacionais ameaçadoras de responsabilização... e por fim, o ex-CEO entre 1997 e 2009, Peter Sutherland (3) que foi obrigado a demitir-se por causa de um escândalo sexual, faz também parte da administração da Goldman Sachs. (4) Nos primeiros meses de 2010 a Goldman Sachs vendeu um massivo lote de acções, quando um dos seus gestores enviou um email avisando que as perpectivas de erros nas explorações de petróleo em águas profundas era um risco cada vez mais evidente. (5)
É relativamente fácil prever os desastres da BP (um contrato similar firmado na Libia esteve na base da libertação dos “terroristas” de Lockerbye), porque as preocupações da BP são financeiras (6) e não racionais em termos de uso dos meios no sentido de bem comum. Os contratos de gestão de equipamentos são desenhados para dar lucro se o objectivo principal falhar. Há um modelo standart nestas operações de cada vez maior risco, na medida em que a complexidade tecnológica de extracção de petróleo se agudiza devido às dificuldades de acesso às fontes destas matérias primas cada vez mais escassas e remotas. A primeira prioridade na resolução das dificuldades é não haver regulação... nem “overnight”, como no dinheiro virtual... Nem consequências. Muda-se de gestor, acertam-se umas indeminizações precárias às vidas desgraçadas das vítimas nas zonas afectadas... e está feito. O petro-lobie que ajudou a eleger Obama (7) trata de proteger a actividade da criminalização pelas consequências. Não haverá investigações. A BP é uma empresa criminal, não é um negócio normal. O próximo desastre eco-petrolifero, adivinha-se, vai acontecer na instalação dos pipelines da BP no Alaska.notas
(1) A zona costeira da Louisiana é o equivalente ao Ground Zero da Brithish Petroleum
(2) a Halliburton é a empreiteira responsável pelo Deepwater Horizon
(3) ver entrevista ao Público de 6 de Outubro de 2007
(4) Janine Wedel no Washington Blog: Chairman of Goldman Sachs International Was Also Chairman of BP
(5) A história vem contada por Adrian Salbuchi neste video da BrasscheckTV
(6) valores actualizados, a BP tem mais produtos derivados disseminados no mercado financeiro que tinham a Enron e a GE juntas aquando do crash do Nasdaq no ano 2000 (Market Oracle)
(7) em principios de Julho o Senado bloqueou uma proposta de investigação ao desastre do Golfo do México
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quinta-feira, maio 27, 2010
o espectro da representação
“Se todos vamos pagar mais pelo pão e pela água, porque não haveríamos de pagar mais pelos nossos 230 deputados que são bens, embora menos essenciais?”
(Manuel António Pina, Jornal de Notícias)
“Se nos propusermos decidir cortes nas funções de representação politica apenas por razões economicistas, a própria ideia de Portugal como nação deixaria de ter razão de existir. Deveria passar a ser qualquer coisa como uma sucursal de uma multinacional americana”
(José Adelinio Maltez, TSF)
o espectro dos conselhos populares continua a andar por aí
Proporcionalmente em relação à sua população Portugal é o país europeu com menos percentagem de deputados per capita (menor apenas na Dinamarca). O problema portanto não é o número de deputados, mas a usurpação das suas funções de representação (1) por regras impostas pelos directórios partidários. Neste processo inquinado pela proporcionalidade eleitoral (2) as legislações produzidas e aprovadas pela Assembleia que haveria de ser do Povo, acabam invariavelmente por ser manufacturadas em escritórios de advogados ao serviço de interesses económicos dissimulados
(1) Na presente situação de agravamento do pec os movimentos sociais de base deveríam criar um movimento "não aos impostos sem representação". (ver história)
(2) por exemplo: com uma área de cerca de 40 por cento do território nacional, os distritos de Portalegre, Évora e Beja em conjunto têm apenas representação parlamentar de 8 deputados num universo de 230
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(Manuel António Pina, Jornal de Notícias)
“Se nos propusermos decidir cortes nas funções de representação politica apenas por razões economicistas, a própria ideia de Portugal como nação deixaria de ter razão de existir. Deveria passar a ser qualquer coisa como uma sucursal de uma multinacional americana”(José Adelinio Maltez, TSF)
o espectro dos conselhos populares continua a andar por aí
Proporcionalmente em relação à sua população Portugal é o país europeu com menos percentagem de deputados per capita (menor apenas na Dinamarca). O problema portanto não é o número de deputados, mas a usurpação das suas funções de representação (1) por regras impostas pelos directórios partidários. Neste processo inquinado pela proporcionalidade eleitoral (2) as legislações produzidas e aprovadas pela Assembleia que haveria de ser do Povo, acabam invariavelmente por ser manufacturadas em escritórios de advogados ao serviço de interesses económicos dissimulados(1) Na presente situação de agravamento do pec os movimentos sociais de base deveríam criar um movimento "não aos impostos sem representação". (ver história)
(2) por exemplo: com uma área de cerca de 40 por cento do território nacional, os distritos de Portalegre, Évora e Beja em conjunto têm apenas representação parlamentar de 8 deputados num universo de 230
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quinta-feira, abril 01, 2010
a mentira do dia
Segundo parece os brincalhões dos jornais juntaram-se todos hoje para unânimemente glosarem o tão apregoado clima de corrupação generalizada que se instituiu em Portugal.
Resumo de imprensa. Segundo apurou o Correio da Manhã, ao todo, quatro políticos terão recebido 6,4 milhões de euros. Quatro membros do Governo de coligação PSD/CDS, responsável pela adjudicação da compra de dois submarinos, estão a ser investigados pelas autoridades alemãs; o DN revela também que o Ministério Público alemão está a investigar a alegada criação de «empresas fantasma» utilizadas para o pagamento de comissões ilegais; acrescenta que o contra-almirante português Rogério D'Oliveira terá «recebido um milhão de euros de uma dessas empresas».
no DCIAP investigam-se indícios de corrupção, tráfico de influências e financiamento de partidos políticos. As suspeitas tiveram origem nas escutas feitas a Abel Pinheiro, então tesoureiro do CDS-PP, e Paulo Portas no processo Portucale e em documentos apreendidos na "Operação Furacão". A empresa Escom, Grupo Espírito Santo, intermediou as contrapartidas do contrato dos submarinos em representação do consórcio alemão GSC. Um despacho do Ministério Público alemão a que o DN teve acesso cita outros nomes de gestores e advogados portugueses que teriam conhecimento das movimentações financeiras originadas por este negócio.
“No meu caso, disse a Jurgen Adolff que não precisava de ajudas nenhumas”, garantiu Paulo Portas, que nunca foi ouvido pela Justiça portuguesa sobre este processo.
"É impossível que estas empresas estrangeiras [Agusta/Westland e a Ferrostaal], que são grandes empresas conhecidas, não cumprissem os contratos se não tivessem, como se costuma dizer, as 'costas quentes'", disse Henrique Neto à agência Lusa. "Isto só é possível por os partidos políticos estarem interessados em nunca esclarecer isto. E não apenas o PS, também o PSD e também o CDS-PP. Matam-se uns aos outros na AR por causa de coisas de chacha e aqui, que era uma questão de centenas de milhões de euros, estão calados?"
O caso dos submarinos ronda o Parlamento, mas não entra lá tão cedo. Sem as assinaturas necessárias para tornar o inquérito obrigatório - apenas 16 deputados do BE - o proponente precisava de assinaturas de mais 30, num total de 46 para obrigar que o assunto fosse levado a plenário. Mas altas razões de corrupção de Estado levam a que PS, PSD e CDS "congelem" o inquérito na AR.
Depois dos escândalos de corrupção envolvendo a gigante Siemens e o fabricante de camiões MAN, a Daimler está agora na luz da ribalta. Os Estados Unidos estão a desenvolver pressões sobre esta multinacional alegando pagamentos de luvas a governantes estrangeiros. Instada, a Daimler reconheceu que pagou subornos em 22 paises; e prepara-se para manobrar no sentido de retirar o caso do tribunal por troco do pagamento de coimas no valor de 185 milhões de dólares. Por sua vez a fábrica MAN pagou uma soma indeterminada em subornos de dois dígitos de milhão a agentes de negócios sobre o estrangeiro, sendo multada com uma talhada de 151 milhões de euros por um tribunal na Alemanha. O Estado lucra também com o negócio. A Siemens pagou 1,3 biliões de euros em luvas. A multinacional pagou um valor em multas de cerca de 1 bilião depois de ter chegado a um acordo judicial com as autoridades da Alemanha e dos Estados Unidos. (fonte: Der Spiegel)
Esta é uma prática habitual, mormente quando envolve grandes os negócios em torno de vultuosos fornecimentos da indústria militar. No caso português a Agusta/Westland e a Ferrostaal são agora acusadas não só de patrocinarem subornos pela concretização dos seus contratos mas ainda de servirem de plataforma de outras empresas alemãs de menores dimensões. Para promover a venda de navios costeiros, lanchas rápidas e submarinos a Ferrostaal pagou pessoalmente 138 mil dólares ao ex-presidente da Indonésia Bacharuddin Jusuf Habibie. A família do ditador da Nigéria, Sani Abacha, empochou 460 milhões de marcos alemães para autorizar a construção de uma siderurgia. Uma companhia de Bremen ganhou outro contrato no valor de 880 milhões para fornecimento de navios à marinha da Argentina em 2006, recorrendo ao mesmo processo de luvas e criação de empresas fictícias para movimentar o dinheiro. (fonte)
Outro caso famoso é o fornecimento de armas ao governo de Angola (o Angolagate, nunca cabalmente esclarecido nem julgado em tribunal) que envolveu fabricantes de França, o traficante israelita Arkadi Gaydamak e o então ministro dos negócios estrangeiros português Durão Barroso
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Resumo de imprensa. Segundo apurou o Correio da Manhã, ao todo, quatro políticos terão recebido 6,4 milhões de euros. Quatro membros do Governo de coligação PSD/CDS, responsável pela adjudicação da compra de dois submarinos, estão a ser investigados pelas autoridades alemãs; o DN revela também que o Ministério Público alemão está a investigar a alegada criação de «empresas fantasma» utilizadas para o pagamento de comissões ilegais; acrescenta que o contra-almirante português Rogério D'Oliveira terá «recebido um milhão de euros de uma dessas empresas».
no DCIAP investigam-se indícios de corrupção, tráfico de influências e financiamento de partidos políticos. As suspeitas tiveram origem nas escutas feitas a Abel Pinheiro, então tesoureiro do CDS-PP, e Paulo Portas no processo Portucale e em documentos apreendidos na "Operação Furacão". A empresa Escom, Grupo Espírito Santo, intermediou as contrapartidas do contrato dos submarinos em representação do consórcio alemão GSC. Um despacho do Ministério Público alemão a que o DN teve acesso cita outros nomes de gestores e advogados portugueses que teriam conhecimento das movimentações financeiras originadas por este negócio.
“No meu caso, disse a Jurgen Adolff que não precisava de ajudas nenhumas”, garantiu Paulo Portas, que nunca foi ouvido pela Justiça portuguesa sobre este processo."É impossível que estas empresas estrangeiras [Agusta/Westland e a Ferrostaal], que são grandes empresas conhecidas, não cumprissem os contratos se não tivessem, como se costuma dizer, as 'costas quentes'", disse Henrique Neto à agência Lusa. "Isto só é possível por os partidos políticos estarem interessados em nunca esclarecer isto. E não apenas o PS, também o PSD e também o CDS-PP. Matam-se uns aos outros na AR por causa de coisas de chacha e aqui, que era uma questão de centenas de milhões de euros, estão calados?"
O caso dos submarinos ronda o Parlamento, mas não entra lá tão cedo. Sem as assinaturas necessárias para tornar o inquérito obrigatório - apenas 16 deputados do BE - o proponente precisava de assinaturas de mais 30, num total de 46 para obrigar que o assunto fosse levado a plenário. Mas altas razões de corrupção de Estado levam a que PS, PSD e CDS "congelem" o inquérito na AR.
... uma prática corrente
Depois dos escândalos de corrupção envolvendo a gigante Siemens e o fabricante de camiões MAN, a Daimler está agora na luz da ribalta. Os Estados Unidos estão a desenvolver pressões sobre esta multinacional alegando pagamentos de luvas a governantes estrangeiros. Instada, a Daimler reconheceu que pagou subornos em 22 paises; e prepara-se para manobrar no sentido de retirar o caso do tribunal por troco do pagamento de coimas no valor de 185 milhões de dólares. Por sua vez a fábrica MAN pagou uma soma indeterminada em subornos de dois dígitos de milhão a agentes de negócios sobre o estrangeiro, sendo multada com uma talhada de 151 milhões de euros por um tribunal na Alemanha. O Estado lucra também com o negócio. A Siemens pagou 1,3 biliões de euros em luvas. A multinacional pagou um valor em multas de cerca de 1 bilião depois de ter chegado a um acordo judicial com as autoridades da Alemanha e dos Estados Unidos. (fonte: Der Spiegel)Esta é uma prática habitual, mormente quando envolve grandes os negócios em torno de vultuosos fornecimentos da indústria militar. No caso português a Agusta/Westland e a Ferrostaal são agora acusadas não só de patrocinarem subornos pela concretização dos seus contratos mas ainda de servirem de plataforma de outras empresas alemãs de menores dimensões. Para promover a venda de navios costeiros, lanchas rápidas e submarinos a Ferrostaal pagou pessoalmente 138 mil dólares ao ex-presidente da Indonésia Bacharuddin Jusuf Habibie. A família do ditador da Nigéria, Sani Abacha, empochou 460 milhões de marcos alemães para autorizar a construção de uma siderurgia. Uma companhia de Bremen ganhou outro contrato no valor de 880 milhões para fornecimento de navios à marinha da Argentina em 2006, recorrendo ao mesmo processo de luvas e criação de empresas fictícias para movimentar o dinheiro. (fonte)
Outro caso famoso é o fornecimento de armas ao governo de Angola (o Angolagate, nunca cabalmente esclarecido nem julgado em tribunal) que envolveu fabricantes de França, o traficante israelita Arkadi Gaydamak e o então ministro dos negócios estrangeiros português Durão Barroso.
quarta-feira, março 31, 2010
Confessa Zé Nega
José Manuel Durão Barroso nega "qualquer intervenção" directa no negócio de compra dos submarinos. Efectivamente o chefe do Governo português, o então 1º ministro Durão Barroso, segundo a versão dele mesmo, apenas “foi visto no local” onde se concretizaram actos ilícitos.
O que não significa necessariamente que tenha cometido ou sido conivente com a eventual prática desses actos, (grãos de areia, práticas corruptoras consideradas normais pelas multinacionais) no caso concreto, referido pelas autoridades judiciais alemãs e relatado pelo Der Spigel, o depósito nas fiéis mãos do cônsul Jurgen Adolff do valor de 1,6 milhões destinados ao pagamento de luvas para influenciar a escolha a favor do fornecedor alemão Ferrostaal. (Uma gota de água, porque o bolo de contrapartidas em falta ascende aos 36 milhões de euros!). Quem teriam sido os destinatários da massa? Para ser distribuída pelo ministro Paulo Portas "não foi" de certeza, porque o tem negado veementemente e o povo votou nele como sendo um tipo sério. (Existem 10 suspeitos mas não é nenhum dos aqui mencionados). Ora não querem lá então ver que o espertalhão do Cônsul se abotoou com a grana? Pelo sim pelo não, o impoluto governo de Sócrates não demonstra nenhum tipo de solidariedade com este tipo de gatunagem e já despediu o… principal suspeito!: o Cônsul
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O que não significa necessariamente que tenha cometido ou sido conivente com a eventual prática desses actos, (grãos de areia, práticas corruptoras consideradas normais pelas multinacionais) no caso concreto, referido pelas autoridades judiciais alemãs e relatado pelo Der Spigel, o depósito nas fiéis mãos do cônsul Jurgen Adolff do valor de 1,6 milhões destinados ao pagamento de luvas para influenciar a escolha a favor do fornecedor alemão Ferrostaal. (Uma gota de água, porque o bolo de contrapartidas em falta ascende aos 36 milhões de euros!). Quem teriam sido os destinatários da massa? Para ser distribuída pelo ministro Paulo Portas "não foi" de certeza, porque o tem negado veementemente e o povo votou nele como sendo um tipo sério. (Existem 10 suspeitos mas não é nenhum dos aqui mencionados). Ora não querem lá então ver que o espertalhão do Cônsul se abotoou com a grana? Pelo sim pelo não, o impoluto governo de Sócrates não demonstra nenhum tipo de solidariedade com este tipo de gatunagem e já despediu o… principal suspeito!: o Cônsul.
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