Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
Pesquisar neste blogue
Mostrar mensagens com a etiqueta comunismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comunismo. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, maio 31, 2016
Maio de 1967, toda a China é Vermelha, liderada a todos os niveis por Comités Revolucionários...
... enquanto a URSS se vai reformando com o Nikita do sapato na mesa da conciliação com o imperialismo). Dito hoje, para a grande burguesia transnacional a “Revolução Cultural” foi um erro, isto é, 70 anos depois já ninguém morre de fome nas valetas como no tempo do colonialismo britânico e japonês, ou da invasão financeira do Ocidente, e isso é mau. Nos últimos vinte anos foram retiradas da economia de subsistência nos campos 350 milhões de pessoas, estima-se que em 2030 sejam mil milhões a viver num a economia complexa urbana de classes estratificadas, à margem da dualidade burguês-operário. Outro "erro" recorrente é a China ser actualmente uma potência supranacional competindo de igual por igual com os falidos tigres de papel. Para os detractores manipulados por uma feroz campanha mediática o argumento é que a Republica Popular da China é capitalista; vista de fora! vista por dentro, um conjunto de comunidades autónomas que têm uma Bolsa que só acumula capital nas transações com o estrangeiro, criando com isso Valor ao factor trabalho na distribuição interna, é isso mesmo: o que previram os clássicos marxistas, “o capitalismo traz no seu próprio bojo as sementes da sua destruição” doravante globalmente – portanto, o que dizemos a essa gente domesticada por um prato de lentilhas contra os seus próprios interesses de classe, é que a revolução pode não ser necessariamente um acto de violência, a politica a seguir é a da expropriação aos privados dos bens da comunidade e aos reaccionários enfiar-lhes umas orelhas de burro e pô-los a explicar as suas razões diante das assembleias populares. Ao vivo, não como espectáculo de televisão. O povo vencerá!
segunda-feira, dezembro 28, 2015
Aprender, Aprender Sempre
No seu 122º aniversário, um Poema a Mao Tse Tung, por Roque Dalton Garcia, poeta salvadorenho (1935-1975) colocando temas de reflexão para os Maoistas portugueses: se estudam a composição de classes em Portugal, se identificam qual a força principal que pode transformar a sociedade, se acham que apenas agitar o fantasma da classe operária, só por si, na actual divisão nacional e internacional do trabalho é condição suficiente para a vitória do socialismo...
Mao Tsé Tung levou o marxismo-leninismo até às suas últimas consequências
pelo menos num aspecto fundamental: o de construir a aliança operário-camponesa no seio da guerra do povo e assim tomar o poder.
Seguindo Lenine, definiu o povo, situou as classes e as camadas sociais que formam o povo, localizando assim o inimigo interno, nacional, o que apoia os imperialistas estrangeiros
e no seio do povo distinguiu duas forças: a força principal e a força dirigente
A força dirigente era a classe operária que se contava por centenas de milhar
e a força principal era o campesinato que se contava por centenas de milhões
A força dirigente não era suficientemente poderosa para sozinha tomar o poder, e a força principal não poderia por si só orientar o seu potencial
Os que queriam abraçar o leninismo só pela aparência, acreditavam
que bastaria à força dirigente ocupar as cidades, os “centros nervosos” do país,
com greves e manifestações, que conduziriam, paulatinamente, até à insurreição.
Isso significava, na prática, manter separadas a força dirigente da força principal
levando em conta a vasta extensão da China
Houve grandes matanças; e por causa desta concepção a classe operária chinesa foi massacrada, não só simbolicamente, em Xangai e noutras grandes cidades.
Mao Tsé Tung retirou o leninismo da armadilha das cidades e da cabeça e dos braços dos operários,
das cabeças, das bocas e das mãos dos intelectuais e das organizações do partido, e conduziu a força dirigente até ao coração – fortaleza inexpugnável – da força principal: as massas trabalhadoras dos campos. E ensinou-nos, deste modo, que na era do imperialismo agressor esta tarefa é desde o principio, num ou noutro sentido, uma tarefa que necessita da garantia das armas.
Assim o Partido Comunista da China, o partido da classe operária, pôde unir os trabalhadores do campo para a grande guerra do povo, uma dupla guerra do povo: a guerra contra a invasão imperialista japonesa e a guerra contra as classes dominantes chinesas e contra os seus lacaios comuns: os militaristas da exploração do povo encabeçados pelo sangrento Chang Kai Chek
a guerra pela libertação nacional e a guerra por uma nova democracia que abriu o caminho para o socialismo.
E deste modo entrou o leninismo no mundo dos países colonizados e neocolonizados
atravessando rios e desertos numa Grande Marcha para norte
respirando o cheiro a sangue e pólvora, sofrendo sob a fome e a sede, descalço e esfarrapado,
porém com o fusil reluzente
o poder nasce da ponta das espingardas e as espingardas são apontadas ao alvo pelo partido,
desenhando mapas, planificando operações à luz de lamparinas de azeite debaixo da chuva e de neve,
de dia sob o sol implacável sempre com a tocha operária erguida ao céu
que atiçou as labaredas na pradaria camponesa até que o sol ficasse vermelho.
Mao Tsé Tung levou o marxismo-leninismo até às suas últimas consequências
pelo menos num aspecto fundamental: o de construir a aliança operário-camponesa no seio da guerra do povo e assim tomar o poder.
Seguindo Lenine, definiu o povo, situou as classes e as camadas sociais que formam o povo, localizando assim o inimigo interno, nacional, o que apoia os imperialistas estrangeiros
e no seio do povo distinguiu duas forças: a força principal e a força dirigente
A força dirigente era a classe operária que se contava por centenas de milhar
e a força principal era o campesinato que se contava por centenas de milhões
A força dirigente não era suficientemente poderosa para sozinha tomar o poder, e a força principal não poderia por si só orientar o seu potencial
Os que queriam abraçar o leninismo só pela aparência, acreditavam
que bastaria à força dirigente ocupar as cidades, os “centros nervosos” do país,
com greves e manifestações, que conduziriam, paulatinamente, até à insurreição.
Isso significava, na prática, manter separadas a força dirigente da força principal
levando em conta a vasta extensão da China
Houve grandes matanças; e por causa desta concepção a classe operária chinesa foi massacrada, não só simbolicamente, em Xangai e noutras grandes cidades.
Mao Tsé Tung retirou o leninismo da armadilha das cidades e da cabeça e dos braços dos operários,
das cabeças, das bocas e das mãos dos intelectuais e das organizações do partido, e conduziu a força dirigente até ao coração – fortaleza inexpugnável – da força principal: as massas trabalhadoras dos campos. E ensinou-nos, deste modo, que na era do imperialismo agressor esta tarefa é desde o principio, num ou noutro sentido, uma tarefa que necessita da garantia das armas.
Assim o Partido Comunista da China, o partido da classe operária, pôde unir os trabalhadores do campo para a grande guerra do povo, uma dupla guerra do povo: a guerra contra a invasão imperialista japonesa e a guerra contra as classes dominantes chinesas e contra os seus lacaios comuns: os militaristas da exploração do povo encabeçados pelo sangrento Chang Kai Chek
a guerra pela libertação nacional e a guerra por uma nova democracia que abriu o caminho para o socialismo.
E deste modo entrou o leninismo no mundo dos países colonizados e neocolonizados
atravessando rios e desertos numa Grande Marcha para norte
respirando o cheiro a sangue e pólvora, sofrendo sob a fome e a sede, descalço e esfarrapado,
porém com o fusil reluzente
o poder nasce da ponta das espingardas e as espingardas são apontadas ao alvo pelo partido,
desenhando mapas, planificando operações à luz de lamparinas de azeite debaixo da chuva e de neve,
de dia sob o sol implacável sempre com a tocha operária erguida ao céu
que atiçou as labaredas na pradaria camponesa até que o sol ficasse vermelho.
segunda-feira, julho 13, 2015
uma lição grega
Para disponibilizar a quota financeira do MEE para a Grécia o Eurogrupo exige o depósito de 50 mil milhões de euros como garantia num banco privado no Luxemburgo de cuja direcção administrativa fazem parte o ministro Schauble e o vice-ministro de Merkel Sigmar Gabriel. Tal exigência nunca tinha sido feita a nenhum outro país membro. Esse dinheiro servirá para pagar ao BCE no dia 20.
Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal? (como na Grécia). Quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.
Na década de 80 a indústria em Portugal representava 40% do produto interno bruto; em 2015 é de 13%. A agricultura, que representava 30% caiu para 2%. O sector de serviços que era de 30% passou hoje para 85%!. Da opção de terceirização da economia portuguesa aquando da adesão da classe dominante lacaia do capital à “União” europeia (1) resulta que um país que não produz praticamente nada é um país exponencialmente endividado. Daqui resulta igualmente que, como agente transformador da sociedade, a classe operária é hoje uma classe bastante minoritária. Possibilidades de revolução só em aliança com a pequena-burguesia gerada pelo sector terciário e com os trabalhadores do sector produtivo, reduzindo objectivos temporariamente. A luta imediata é por um Governo de Unidade Democrática e Patriótica! que integre no seu programa o desenvolvimento industrial e a subsequente reorganização do proletariado na defesa dos seus interesses de classe.
Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal? (como na Grécia). Quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.
Na década de 80 a indústria em Portugal representava 40% do produto interno bruto; em 2015 é de 13%. A agricultura, que representava 30% caiu para 2%. O sector de serviços que era de 30% passou hoje para 85%!. Da opção de terceirização da economia portuguesa aquando da adesão da classe dominante lacaia do capital à “União” europeia (1) resulta que um país que não produz praticamente nada é um país exponencialmente endividado. Daqui resulta igualmente que, como agente transformador da sociedade, a classe operária é hoje uma classe bastante minoritária. Possibilidades de revolução só em aliança com a pequena-burguesia gerada pelo sector terciário e com os trabalhadores do sector produtivo, reduzindo objectivos temporariamente. A luta imediata é por um Governo de Unidade Democrática e Patriótica! que integre no seu programa o desenvolvimento industrial e a subsequente reorganização do proletariado na defesa dos seus interesses de classe.
(1) a ler: "Desinflação competitiva, o jogo perigoso do capital alemão"
quinta-feira, junho 11, 2015
momento filosófico; this shit's got to go
"Vimos que a transformação do dinheiro em capital se decompôe em dois processos autónomos, que pertencem a esferas completamente diferentes e existem separadamente um do outro. O primeiro processo pertence à esfera de circulação de mercadorias e consequentemente desenrola-se no mercado. O segundo processo consiste no consumo de capacidade de trabalho adquirida ou processo de produção propriamente dito...Neste último, o que distingue os operários de outros vendedores de mercadorias é apenas a natureza especifica, o especifico valor de uso da mercadoria por eles vendida... Por conseguinte, para demonstrarmos que a relação entre o capitalista e o operário é tão só uma relação entre possuidores de mercadorias..." (Karl Marx, 1867) - bastará olhar hoje no século XXI para a ostentação de mercadorias e bens luxuosos por gente que nunca trabalhou...
..........
..........
quarta-feira, junho 03, 2015
e assim nasceu esta democracia impoluta
desde a primeira hora do 25 de Abril de 1974 o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP) afirmou tratar-se de um golpe-de-estado visando recondicionar a burguesia e "modernizar" as condições de exploração capitalista nacional, monopolistas, latifundiários, generalato, politicos fascistas, todos atascados na guerra colonial e repudiados por todo o mundo civilizado.
a reacção contra o embrião do Partido Operário não se fez esperar
no dia 28 de Maio de 1975 o governo "revolucionário" do MFA-Unido-ao-Povo-do-P"C"P manda prender 432 militantes comunistas, ilegalizando e impedindo o MRPP de concorrer às primeiras "eleições livres"
...........
segunda-feira, maio 04, 2015
Faz 70 anos o povo alemão foi forçado a deixar de seguir o seu lider
Até aí indiferentes à conquista de espaço vital pela Alemanha, (porque contra os comunistas da URSS) tecendo-se rasgados elogios ao milagre económico alemão do governo de Hitler, após o fiasco da social-democracia da república de Weimar.
A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.
“Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos
No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.
A grande reviravolta da guerra aconteceu entre entre Novembro de 1942 com o golpe assestado no 6º Exército do general Paulus em Estalinegrado, e atingiu o auge com a vitória na batalha de Kursk em Dezembro de 1943. A partir daí o comando nazi remeteu-se em definitivo à defensiva. Na frente Leste da Europa ficou aberto o caminho vitorioso até Berlim. Isto apesar de nessa altura não haver nenhuma frente de combate aos nazis a Ocidente. Nesse período de cerca de um ano as tropas soviéticas avançaram em combate 500 quilómetros na frente do Báltico e da Polónia e 1300 quilómetros na frente sul da Ucrânia. Nesses últimos dois anos (de Dezembro de 1941 a Dezembro de 1943) foram reconquistados 53 por cento do território perdido durante a invasão nazi de 1941 e 1942. Nesse período, só na frente germano-soviética, o Exército Vermelho derrotou 218 divisões nazis, 56 das quais foram aprisionadas e dissolvidas, 162 foram dizimadas, e os sobreviventes foram enviados para a rectaguarda para serem reagrupados, já em território alemão. No 1942 foram lançadas 30.000 toneladas de bombas sobre cidades e eixos industriais e de transportes alemães. A razia passou para 120.000 toneladas em 1943.
Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.
Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.
Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.
De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.
A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.
“Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.
![]() |
| Estalinegrado, fotos de Giorgi Zelma |
Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.
Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.
Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.
De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.
Etiquetas:
Ásia,
comunismo,
EUA,
Europa,
História Clássica
segunda-feira, abril 27, 2015
coisas que nós vemos nos 25 de Abris
À cabeça da manifestação na avenida seguem pacatamente lado a lado Jerónimo de Sousa e Vasco Lourenço, este último um dos notáveis envolvidos no desmantelamento do poder popular a 25 de novembro que por pouco não ilegalizou o partido do primeiro. PCP que se senta desde então pachorrentamente na assembleia dos donos disto tudo. Mais à frente o mesmo Vasco Lourenço salta fora para dar beijinhos e abraços ao próximo presidente da república Sampaio da Nóvoa - um belo exemplo a recordar Orwell, quem não conhece o passado, não percebe nada do presente e nem por sombras pode adivinhar o futuro - e do futuro já avisou Nóvoa em discurso directo: "os portugueses não podem esperar tempos fáceis nos próximos anos". Fica o aviso (e o Lourenço de Abril).
Para quem não sabe ou não se recorda, ainda antes do golpe-de-estado de Abril de 74 (em 1971) apareceu um Movimento apostado em Reorganizar o Partido do Proletariado, porque já desde então estava claramente à vista que as práticas reformistas do PCP atavam a Revolução à classe dominante. Como diz o povo: "eles ainda andem aí"... enquanto o tal Movimento viu os seus militantes presos pelo Copcon e foi impedido de concorrer às primeiras "eleições livres", só porque usava como simbolo a Foice e Martelo. O segundo golpe: 18 de Março de 1975, o Conselho da Contra-Revolução Ilegaliza e Proíbe MRPP de Concorrer às Eleições Constituintes.
Para quem não sabe ou não se recorda, ainda antes do golpe-de-estado de Abril de 74 (em 1971) apareceu um Movimento apostado em Reorganizar o Partido do Proletariado, porque já desde então estava claramente à vista que as práticas reformistas do PCP atavam a Revolução à classe dominante. Como diz o povo: "eles ainda andem aí"... enquanto o tal Movimento viu os seus militantes presos pelo Copcon e foi impedido de concorrer às primeiras "eleições livres", só porque usava como simbolo a Foice e Martelo. O segundo golpe: 18 de Março de 1975, o Conselho da Contra-Revolução Ilegaliza e Proíbe MRPP de Concorrer às Eleições Constituintes.
sexta-feira, abril 24, 2015
Fascismo e Comunismo? era preciso sermos vigilantes
"Estalinismo" é um conceito politico-económico datado de uma determinada época, não é uma prática escolhida e importada avulso para a nossa época (em que as relações de produção económico-sociais são diferentes) por individuos a titulo pessoal consoante os seus estados de alma. "Estalinismo" não é uma definição apicável em modo contemporâneo, a menos que se seja seguidor ideológico de mentirosos ultra-reaccionários. (a ler: Os arquivos mostram as mentiras da propaganda sobre a história da União Soviética. De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn)
Vladimir Putin designa o regime de Estaline como uma coisa feia. Mas ressalva que o regime de Estaline não pode ser comparado com o regime de Hitler. Porém, o povo da Rússia discorda do primeiro pressuposto de Putin. Os russos recordam o regime de Estaline como o regime que salvou a civilização humana da catástrofe Nazi e trabalhou na construção de uma nova sociedade mais justa. Ao inquérito feito sobre esta questão os russos responderam assim: 1. Concordam com Putin: 5,6% - 2. o regime de Estaline salvou a civilização humana e ajudou a construir uma nova sociedade mais justa: 93,5% e 3. não sabe/não responde: 0,9%. Aconselha-se portanto Putin a parar de mentir baseado nos contos infantis do Soljenitsine que leu na adolescência.
"Temos de pôr fim à complacência oportunista que surge a partir da suposição equivocada de que à medida que crescem as nossas forças, os nossos inimigos se tornam cada vez mais dóceis e inofensivos. Tal suposição é fundamentalmente errada. É um eco de um desvio de direita, que garante a toda a gente que os inimigos aceitam calmamente a influência do socialismo, que por fim se tornariam socialistas reais. Os bolcheviques não devem descansar sobre os louros e ficar de cabeça vazia. Não precisamos de complacência, mas de vigilância, o verdadeiro bolchevique tem uma vigilância revolucionária.
Devemos lembrar-nos que quanto mais desesperada a posição dos inimigos se torna, mais facilmente eles vão agarrar-se a medidas extremas, as últimas medidas do condenado na sua luta contra o poder soviético. É preciso lembrar isso e ser vigilante".
JV Estaline "Os defeitos no trabalho do partido e medidas para liquidar os trotskistas e outros concessionários da nossa casa: Relatório ao Plenário do Comité Central do RKP, Março de 1937"
"O fascismo - é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais mais reacionários, mais chauvinistas e imperialistas do capital financeiro. Fascismo -. é o poder do capital financeiro, é a organização de represálias terroristas contra a classe trabalhadora, da parte revolucionária do. campesinato e da intelectualidade. O fascismo na política externa -. é o chauvinismo na sua forma mais crua, cultiva o ódio xenófobo contra outras nações ".
Georgi Dimitrov - líder búlgaro do movimento Internacional Comunista.
o pavilhão da União Soviética na Expo Mundial de 1937 realizada em New York (EUA)
contava com duas estátuas gigantescas esculpidas em granito, o material de que é feita
a herança socialista dos dois grandes lideres Lenine e Estaline
Vladimir Putin designa o regime de Estaline como uma coisa feia. Mas ressalva que o regime de Estaline não pode ser comparado com o regime de Hitler. Porém, o povo da Rússia discorda do primeiro pressuposto de Putin. Os russos recordam o regime de Estaline como o regime que salvou a civilização humana da catástrofe Nazi e trabalhou na construção de uma nova sociedade mais justa. Ao inquérito feito sobre esta questão os russos responderam assim: 1. Concordam com Putin: 5,6% - 2. o regime de Estaline salvou a civilização humana e ajudou a construir uma nova sociedade mais justa: 93,5% e 3. não sabe/não responde: 0,9%. Aconselha-se portanto Putin a parar de mentir baseado nos contos infantis do Soljenitsine que leu na adolescência.
O espirito do Tempo
JV. Estaline: "Sou apenas um discipulo de Lenine
e o meu objectivo é ser bem sucedido como seu discipulo"
Devemos lembrar-nos que quanto mais desesperada a posição dos inimigos se torna, mais facilmente eles vão agarrar-se a medidas extremas, as últimas medidas do condenado na sua luta contra o poder soviético. É preciso lembrar isso e ser vigilante".
JV Estaline "Os defeitos no trabalho do partido e medidas para liquidar os trotskistas e outros concessionários da nossa casa: Relatório ao Plenário do Comité Central do RKP, Março de 1937"
"O fascismo - é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais mais reacionários, mais chauvinistas e imperialistas do capital financeiro. Fascismo -. é o poder do capital financeiro, é a organização de represálias terroristas contra a classe trabalhadora, da parte revolucionária do. campesinato e da intelectualidade. O fascismo na política externa -. é o chauvinismo na sua forma mais crua, cultiva o ódio xenófobo contra outras nações ".
Georgi Dimitrov - líder búlgaro do movimento Internacional Comunista.
quinta-feira, março 12, 2015
"Viver não consiste em respirar mas sim em fazer” (Mao Tsé Tung)
na Assembleia Nacional Popular sob a égide do Partido Comunista da China que está a decorrer neste momento, entre os quase 3.000 delegados sentou-se um ou dois milionários. Grande escândalo para os arautos dos patrões privados dos nossos media! Já estamos habituados a esta conversa dos "milionários" comunistas. Até o Fidel foi milionário. Isto é, para a propaganda ocidental qualquer CEO que represente um grupo empresarial o dinheiro dessas empresas ou do orçamento do Estado para o desenvolvimento em determinado sector é todo pertença desse único individuo. É o hábito. Há contudo uma diferença fundamental em relação a esta concepção de milionário - os milionários da República Popular da China medem "a sua fortuna" pelo Valor-Trabalho e esse capital foi ganho com as exportações de bens e serviços, ao contrário, os milionários capitalistas do Ocidente dito desenvolvido medem o capital de que se apropriaram ilegalmente por fraudes matriciais e pela especulação financeira que explora desenfreadamente quem trabalha.
relacionado:
sábado, fevereiro 07, 2015
Declaração da Tendência Comunista integrada na Coligação Syriza
Ao governo grego e aos nossos camaradas na liderança do partido, afirmamos o seguinte:
Ignorem todos os ultimatos! Não recuem, pois isto incentiva os nossos adversários de classe dentro e fora da Grécia! Permanecer fieis aos nossos compromissos! Não mais ilusões no poder das negociações! A solução somente pode ser encontrada em medidas radicais e na luta, não na diplomacia e em negociações! Os nossos únicos parceiros e aliados são os trabalhadores de toda a Europa e do mundo!
Estamos agora em estado de guerra com a Troika e o capital, e devemos desarmá-los! Devemos renegar a dívida e, dessa forma, desfazer qualquer possibilidade da Troika de nos chantagear! Nem mesmo por mais um dia devem ter os especuladores qualquer controle sobre os depósitos, moradias e dívidas do povo! Nacionalizar os bancos! Integrá-los em um único banco estatal que garantirá os depósitos e se tornará a ferramenta para o desenvolvimento destinado ao benefício da sociedade.
Institucionalizar o controle operário sobre todas as empresas para revelar a fraude fiscal e todas as outras fraudes do capital!
Tomar de volta todas as empresas de radiodifusão de todos os magnatas dos Media e disponibilizá-las ao uso gratuito do povo e das suas estruturas democráticas!
Nacionalizar sem indemnização todas as empresas que foram privatizadas! Aplicar um programa de nacionalização de todas as grandes empresas que se recusarem a implementar as novas leis do contrato laboral e que forem abandonadas pelos seus proprietários no contexto da sua guerra económica contra o governo.
Nenhuma confiança no aparelho estatal de nepotismo, corrupção e autoritarismo! Mudança de ministros e de pessoas não é suficiente! Devemos evitar qualquer sabotagem interna do governo! Refundação, sobre bases democráticas, da polícia e do exército, removendo todos os fascistas, abandonando a Nato e passando todo o controlo sobre as forças armadas para as organizações de massa do povo!
Remover do governo todos os potenciais “elos fracos” que são propensos a recuar sob a pressão do capital! Remover dos postos governamentais os nacionalistas burgueses de Gregos Independentes, bem como todos aqueles que apoiam acordos com a Troika e o Capital!
O Syriza deve apelar agora para um programa de acção de massas à escala europeia, começando com manifestações nas maiores cidades da Europa e da Grécia durante os dias das reuniões de cúpula da União Europeia e do Grupo Europeu! Devemos estabelecer “Comitês de Ação” contra a Troika e a oligarquia econômica grega em todos os locais de trabalho, em todos os bairros e em todas as escolas e universidades!
Em vez de solicitar uma conferência da dívida europeia com governos burgueses, devemos celebrar diretamente da Grécia uma conferência internacional das organizações de massa da classe trabalhadora e da juventude contra o capitalismo! Nenhuma ilusão na União Europeia e na Zona do Euro dos capitalistas europeus aliados! Devemos lutar pelos Estados Unidos Socialistas da Europa!
relacionado:
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
Comunismo, Revisionismo, Capitalismo
Acaba de ser revelado um plano mantido em segredo concebido pela China de Mao Tsé-Tung em 1955 para superar os Estados Unidos dentro de 100 anos. Um programa baseado na tradição milenar da arte de governar chinesa, adaptando-a posteriormente à modernidade muito por influência da célebre visita de Nixon e Kissinger àa China na década de 70. Já passou mais de metade de um século e o êxito de uma economia planificada como player global face à selvajaria capitalista mundial é já bem visível. Nesse documento, escrevia Mao sobre a principal tarefa da Revolução: "vamos acabar com a crença errónea generalizada de que China é um país atrasado, pobre e introspectivo” (ler mais). Neste contexto, faz todo o sentido revisitar as etapas divergentes que resultaram do conflito ideológico entre o Partido Comunista da China e o Partido Comunista da URSS.
No início do ensaio "Duas Revoluções", publicado na New Left Review há cinco anos, Perry Anderson descreveu o seu objectivo como uma explicação do contraste entre os resultados históricos das revoluções comunistas russa e chinesa. A sua tentativa envolveu a reflexão em quatro níveis: forças revolucionários originais; pontos de partida objectivos para a reforma; escolhas políticas durante a reforma e suas consequências; e a longo prazo a determinante cultural-histórica. Pode-se assim esperar um tratamento simétrico das duas revoluções, mas isto não é o que se seguiu. "o Partido Comunista da China sobreviveu à queda URSS, comenta Anderson, e o seu futuro coloca talvez o maior enigma central da actual política mundial. O foco organizador do que se segue será a China, que não se reviu no regime reformista burocrata do capitalismo de Estado russo. Por outras palavras, o desfecho do caso russo ajudou a lançar luz sobre as decisões politicas chinesas, mas o contrário não se tinha verificado, para mal dos russos. A União Soviética falhou, e seu fracasso serviu como testamento para o sucesso da República Popular da China. ("The Party and its Sucess Story, by Wang Chaohua)A Response to ‘Two Revolutions’
O relato de Anderson do “Southern Tour of 1992” de Deng Tsiau Ping aparece como o ponto de ruptura fundamental, quando a China finalmente virou a sua orientação socialista interna e abraçou o mainstream do capitalismo mundial. Mas, como observado anteriormente, pelo menos desde 1987, Deng já tinha resolutamente abraçado o desenvolvimento económico como tarefa central do Partido. Para Deng e para o PCC, o significado mais importante e duradouro da “Revolta” de Tiananmen foi que se cancelou a necessidade de justificar posições políticas ao velho discurso "socialista", um convite para perguntas irritantes. "Socialismo" passou agora simplesmente a significar que o Partido iria permanecer no poder a todo o custo, como garante da Constituição Socialista. Foi na sequência de Tiananmen que se tornou possível a Deng propagar o slogan: "a Estabilidade acima de todo o resto" (wending yadao yiqie). Foi neste contexto que Deng ordenou aos decisores políticos para parar a conversa fútil sobre o 'capital socialista' e 'capital capitalista'.
Para entender isto, é útil olhar novamente para a Rússia. A comparação de Anderson entre os dois países rompe-se neste momento, pela razão de que a União Soviética deixou de existir em 1991. Mas mesmo a Rússia pós-soviética talvez possa ter algo importante a dizer-nos sobre a China pós-maoísta. A perestroika foi claramente a reforma política privilegiada sobre a reforma económica, enquanto na China a reforma económica foi a prioridade a todos os niveis, sendo o factor politico sacrificado à economia. O primeiro caminho levou, na análise padrão, a completar o desastre, o segundo para um sucesso espectacular. Medido pelo crescimento do PIB, o contraste é evidente. Mas há um outro lado da história que geralmente é negligenciada. Nas duas sociedades, quem suportou os custos da reforma? Na URSS, porque a mudança política veio primeiro, garantindo pelo menos a liberdade de expressão (e, em certa medida de organização), com várias opções a escolher nas urnas, era difícil para o Estado lançar todas as responsabilidades para o bem-estar social. Mesmo após o colapso da União Soviética, e da celebração aberta do capitalismo em uníssono pelos Governantes e pelos Media, os Estados sucessores mantiveram quase invariavelmente, de algum modo e dentro do possível, os programas públicos de educação e cuidados de saúde herdados do tempo de vida da URSS.
Em contrapartida, ao colocar a reforma económica em primeiro (e último) lugar, a liderança chinesa empenhou-se em reduzir os encargos do Estado, quebrando sem qualquer preconceito moral e de modo dialéctico as promessas políticas da República Popular e suas classes trabalhadoras unidas como um todo metafisico. Bem antes da inflação de 1988, numa altura em que Deng cooperava ainda de forma amigável com Zhao, o governo central já estava a preparar legislação sobre falências de empresas inviáveis e esquemas para o marketing de trabalho e mercado de habitação, sem se preocupar com a opinião pública, opções geralmente aceites por se tratar de libertar os meios de produção do espartilho do Estado, globalizando a sua influência a nível de mercado mundial.
No início do ensaio "Duas Revoluções", publicado na New Left Review há cinco anos, Perry Anderson descreveu o seu objectivo como uma explicação do contraste entre os resultados históricos das revoluções comunistas russa e chinesa. A sua tentativa envolveu a reflexão em quatro níveis: forças revolucionários originais; pontos de partida objectivos para a reforma; escolhas políticas durante a reforma e suas consequências; e a longo prazo a determinante cultural-histórica. Pode-se assim esperar um tratamento simétrico das duas revoluções, mas isto não é o que se seguiu. "o Partido Comunista da China sobreviveu à queda URSS, comenta Anderson, e o seu futuro coloca talvez o maior enigma central da actual política mundial. O foco organizador do que se segue será a China, que não se reviu no regime reformista burocrata do capitalismo de Estado russo. Por outras palavras, o desfecho do caso russo ajudou a lançar luz sobre as decisões politicas chinesas, mas o contrário não se tinha verificado, para mal dos russos. A União Soviética falhou, e seu fracasso serviu como testamento para o sucesso da República Popular da China. ("The Party and its Sucess Story, by Wang Chaohua)A Response to ‘Two Revolutions’
O relato de Anderson do “Southern Tour of 1992” de Deng Tsiau Ping aparece como o ponto de ruptura fundamental, quando a China finalmente virou a sua orientação socialista interna e abraçou o mainstream do capitalismo mundial. Mas, como observado anteriormente, pelo menos desde 1987, Deng já tinha resolutamente abraçado o desenvolvimento económico como tarefa central do Partido. Para Deng e para o PCC, o significado mais importante e duradouro da “Revolta” de Tiananmen foi que se cancelou a necessidade de justificar posições políticas ao velho discurso "socialista", um convite para perguntas irritantes. "Socialismo" passou agora simplesmente a significar que o Partido iria permanecer no poder a todo o custo, como garante da Constituição Socialista. Foi na sequência de Tiananmen que se tornou possível a Deng propagar o slogan: "a Estabilidade acima de todo o resto" (wending yadao yiqie). Foi neste contexto que Deng ordenou aos decisores políticos para parar a conversa fútil sobre o 'capital socialista' e 'capital capitalista'.
Para entender isto, é útil olhar novamente para a Rússia. A comparação de Anderson entre os dois países rompe-se neste momento, pela razão de que a União Soviética deixou de existir em 1991. Mas mesmo a Rússia pós-soviética talvez possa ter algo importante a dizer-nos sobre a China pós-maoísta. A perestroika foi claramente a reforma política privilegiada sobre a reforma económica, enquanto na China a reforma económica foi a prioridade a todos os niveis, sendo o factor politico sacrificado à economia. O primeiro caminho levou, na análise padrão, a completar o desastre, o segundo para um sucesso espectacular. Medido pelo crescimento do PIB, o contraste é evidente. Mas há um outro lado da história que geralmente é negligenciada. Nas duas sociedades, quem suportou os custos da reforma? Na URSS, porque a mudança política veio primeiro, garantindo pelo menos a liberdade de expressão (e, em certa medida de organização), com várias opções a escolher nas urnas, era difícil para o Estado lançar todas as responsabilidades para o bem-estar social. Mesmo após o colapso da União Soviética, e da celebração aberta do capitalismo em uníssono pelos Governantes e pelos Media, os Estados sucessores mantiveram quase invariavelmente, de algum modo e dentro do possível, os programas públicos de educação e cuidados de saúde herdados do tempo de vida da URSS.
Em contrapartida, ao colocar a reforma económica em primeiro (e último) lugar, a liderança chinesa empenhou-se em reduzir os encargos do Estado, quebrando sem qualquer preconceito moral e de modo dialéctico as promessas políticas da República Popular e suas classes trabalhadoras unidas como um todo metafisico. Bem antes da inflação de 1988, numa altura em que Deng cooperava ainda de forma amigável com Zhao, o governo central já estava a preparar legislação sobre falências de empresas inviáveis e esquemas para o marketing de trabalho e mercado de habitação, sem se preocupar com a opinião pública, opções geralmente aceites por se tratar de libertar os meios de produção do espartilho do Estado, globalizando a sua influência a nível de mercado mundial.
sexta-feira, dezembro 26, 2014
Mao Tsé-Tung nasceu a 26 de Dezembro de 1893
"Numa sociedade onde existe luta de classes, se houver liberdade para as classes exploradoras de explorar as pessoas que trabalham, não há liberdade para que as pessoas que trabalham possam lutar para não ser exploradas. Se há democracia para a burguesia, não há democracia para o proletariado e para as outras pessoas que trabalham" - Mao Tsé Tung
Quando o Partido Comunista de Mao chegou ao poder em 1949 a China tinha 550 milhões de habitantes lançados na sua grande maioria por séculos de exploração feudal colonial-imperialista na mais abjecta miséria . Quando Mao morreu em 1976 a população da República Popular da China atingia 900 milhões de pessoas, apesar da politica demográfica restrictiva. E com uma grande percentagem já integrada num Estado social. Quer dizer, aparentemente a melhor maneira de duplicar uma população é matar toda a gente, como não se fartam de berrar os agentes da escumalha da ultra-direita detentora da propriedade privada.
Quando o Partido Comunista de Mao chegou ao poder em 1949 a China tinha 550 milhões de habitantes lançados na sua grande maioria por séculos de exploração feudal colonial-imperialista na mais abjecta miséria . Quando Mao morreu em 1976 a população da República Popular da China atingia 900 milhões de pessoas, apesar da politica demográfica restrictiva. E com uma grande percentagem já integrada num Estado social. Quer dizer, aparentemente a melhor maneira de duplicar uma população é matar toda a gente, como não se fartam de berrar os agentes da escumalha da ultra-direita detentora da propriedade privada.
sábado, dezembro 13, 2014
Sobre o "Desenvolvimento" nas Sociedades Capitalistas
Na década de 70 um grupo de intelectuais do meio universitário, face aos desvios revisionistas do que seria o caminho de desenvolvimento para uma sociedade socialista e comunista, fundam o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, no que foram rapidamente secundados por um número crescente de operários da cintura industrial de Lisboa. Enquanto a grande burguesia acolitada pelos fascistas do regime, cujo principal interesse era "modernizar" o capitalismo, davam a mão ao Partido (Pseudo) Comunista Português (P"C"P), imediatamente a seguir ao golpe-de-Estado de 25 de Abril de 1974 uma parte importante dos militantes do MRPP foi encarcerada e o partido ilegalizado e impedido de concorrer às "eleições livres". Em termos de desenvolvimento transviado que culmina agora numa geração perdida os resultados sociais estão à vista de todos. Em 1971 era secretário-geral dos comunistas Arnaldo de Matos, o mesmo que escreve hoje esta crítica ao "desenvolvimento capitalista"
40 anos depois...
"As Conferências de Lisboa são um fórum internacional bienal (...) destinado a debater o tema do Desenvolvimento. Nos dias de hoje, e ao contrário do que sucedia nos anos das décadas de sessenta e setenta do século passado, em que o orbe se apresentava dividido política e economicamente em três mundos, o desenvolvimento deixou de versar apenas sobre a transformação dos países economicamente atrasados, para passar a ocupar-se dos problemas do crescimento económico, da sua sustentabilidade e da distribuição de riqueza à escala global, envolvendo todos os países e continentes, qualquer que seja o respectivo grau ou estádio de crescimento (...) Os nossos secretários- de-Estado estão ainda naquela etapa dos conhecimentos económicos em que o desenvolvimento era visto como igual a investimento, e não havia meio de compreenderem que um país pode morrer afogado em investimento, sem nunca alcançar o desenvolvimento, como em parte aconteceu até a Portugal, com a avalanche dos subsídios europeus a fundo perdido, mas só aplicáveis onde o capitalismo anglo-franco-germânico autorizasse (…)
O segundo erro da Primeira Conferência de Lisboa sobre o Desenvolvimento está no inusitado papel que a organização concedeu ao controlo ideológico da conferência pelos funcionários da União Europeia.
Ora, precisamente esses funcionários deveriam estar proibidos de debater em público a problemática do desenvolvimento, à uma, porque, no seu conjunto, a União Europeia, dispondo embora de um terço do mercado mundial, tem um crescimento que mal atingirá 1% no corrente ano, e acolhe no seu seio o segundo maior conjunto de pobres do mundo. E haverá pouca gente que entenda tão bem a ignorância europeia em matéria de desenvolvimento como a entende o martirizado povo português. (o artigo completo está publicado no Luta Popular)
quinta-feira, novembro 20, 2014
Hoje na História da União Soviética
19 de Novembro de 1919, por iniciativa de José Estaline é criada a Primeira Divisão de Cavalaria do Exército Vermelho, sendo nomeado comandante da formação Semyon Mikhailovich Budyonny que desempenha um importante papel na Guerra Civil que dará a vitória definitiva aos Bolcheviques ao vencer o exército branco do general Denikin
o General Budyonny faz da galeria de honra dos heróis soviéticos
e o coro do exército dedicou-lhe uma canção
............
quarta-feira, novembro 12, 2014
China, a Ditadura de um só Homem, o Imperador Xi, segundo a capa da Time
“Xi Jinping anuncia a sua cruzada existencial para promover o sucesso do país num mercado global hipercompetitivo nascida das suas experiências formadas numa China em frangalhos” afirma o norte americano Jon Huntsman, ex-embaixador na China até 2012
O presidente Xi Jiping, é um filho da geração saída da purga da Revolução Cultural que pôs termo ao carreirismo como profissão na politica. Depois de subir por mérito próprio na hierarquia em postos de chefia nas diversas secções regionais em estreita interacção com o povo, em 1983 ascendeu ao secretariado do Ministério da Defesa. Nascido em 1953 na província de Shaanxi,.na sua juventude trabalhou nos campos, foi educado como comunista no campo de Liangjiahe da Comuna de Wen'anyi desde 1969 até aos 22 anos.. Formou-se em engenharia química e obteve uma pós-graduação em ciência política. Foi eleito membro do Comité Central do Partido Comunista.
Em 1987 casou pela segunda vez com Peng Liyun, um alto quadro do Exército de Libertação do Povo graduada em major-general. Além desse cargo a agora primeira-dama é extremamente popular em toda a China por ser uma famosa soprano - aqui em farda de gala num bailado evocativo da epopeia da Revolução chinesa num espectáculo para uma unidade militar:
....
Em 2002 Xi Jiping trabalha na organização das Zonas Económicas Especiais adaptando as empresas exportadoras a melhor interacção com os mercados globais, tornando essas regiões mais prósperas, proporcionando mais riqueza para distribuição por toda a China, aquilo a que os capitalistas ocidentais chamam “reformas capitalistas”. Já como vice- presidente Xi viaja intensamente tendo em vista a coordenação dos Jogos Olimpicos de Pequim em 2008 por cuja organização foi responsável. É o grande anúncio mediático para o mundo que a China vai exigir participar nas mesas onde se tomam as decisões mundiais. No 18º Congresso do Partido Comunista, que conta com 80 milhões de militantes activos e recebe mais de 2200 delegados das instâncias provinciais, regionais, de comunidades locais (56 grupos étnicos ligados numa só familia), Xi Jinping é eleito por unanimidade como secretário-geral do Comité Central (que conta com 350 membros) e indigitado para assumir a presidência da República Popular da China em Novembro de 2012.
Diz a imprensa capitalista no Ocidente que Xi desenvolveu a imagem de homem-forte, consolidando o poder para si, o “acontecimento na liderança chinesa” mais transformacional desde Deng Xiaoping que ocorreu mais rapidamente que com qualquer outro líder nas últimas décadas. A Time dedica-lhe agora uma capa - Xi Jinping’s “Power of One” – o poder de um só homem, além de o incluir na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo (junto com Cristiano Ronaldo). Os tiques individualistas em nome dos executivos das corporações capitalistas globais. Nada feito, não compreendem ainda que o “líder mais forte da China desde à muitos anos” pretende elevar a sua nação e todo o seu povo como um colectivo ao topo de uma nova ordem mundial que porá final e definitivamente em causa o capitalismo.
O presidente Xi Jiping, é um filho da geração saída da purga da Revolução Cultural que pôs termo ao carreirismo como profissão na politica. Depois de subir por mérito próprio na hierarquia em postos de chefia nas diversas secções regionais em estreita interacção com o povo, em 1983 ascendeu ao secretariado do Ministério da Defesa. Nascido em 1953 na província de Shaanxi,.na sua juventude trabalhou nos campos, foi educado como comunista no campo de Liangjiahe da Comuna de Wen'anyi desde 1969 até aos 22 anos.. Formou-se em engenharia química e obteve uma pós-graduação em ciência política. Foi eleito membro do Comité Central do Partido Comunista.
Em 1987 casou pela segunda vez com Peng Liyun, um alto quadro do Exército de Libertação do Povo graduada em major-general. Além desse cargo a agora primeira-dama é extremamente popular em toda a China por ser uma famosa soprano - aqui em farda de gala num bailado evocativo da epopeia da Revolução chinesa num espectáculo para uma unidade militar:
....
![]() |
| Mao Tsé Tung no seio do povo |
Diz a imprensa capitalista no Ocidente que Xi desenvolveu a imagem de homem-forte, consolidando o poder para si, o “acontecimento na liderança chinesa” mais transformacional desde Deng Xiaoping que ocorreu mais rapidamente que com qualquer outro líder nas últimas décadas. A Time dedica-lhe agora uma capa - Xi Jinping’s “Power of One” – o poder de um só homem, além de o incluir na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo (junto com Cristiano Ronaldo). Os tiques individualistas em nome dos executivos das corporações capitalistas globais. Nada feito, não compreendem ainda que o “líder mais forte da China desde à muitos anos” pretende elevar a sua nação e todo o seu povo como um colectivo ao topo de uma nova ordem mundial que porá final e definitivamente em causa o capitalismo.
sábado, novembro 01, 2014
Como é a vida na enigmática Coreia do Norte?
por vontade do José Manuel Fernandes os norte-coreanos já tinham sido todos executados. Sorte que o Observador.pt não tenha fusis, só má fé de lingua
Opiniões ou reflexões sobre o Exército Popular da Coreia? as Forças Armadas da Coreia do Norte são o Povo em Armas! a sua missão é muito difícil, mas como é uma força extremamente disciplinada são admiráveis pela sua determinação em defender a Coreia do Norte (DPRK) dos ataques imperialistas dos Estados Unidos.
Mas o facto de os coreanos da República Popular do lado norte, obrigados a esse esforço hercúleo na defesa da fronteira imposta pelos EUA no armisticio da GUerra da Coreia em 1952, significa que todos os outros aspectos da sua vida social não progridam? uma equipa de reportagem da RússiaToday foi autorizada a produzir este documentário de perto de 50 minutos, que fala por si:
Opiniões ou reflexões sobre o Exército Popular da Coreia? as Forças Armadas da Coreia do Norte são o Povo em Armas! a sua missão é muito difícil, mas como é uma força extremamente disciplinada são admiráveis pela sua determinação em defender a Coreia do Norte (DPRK) dos ataques imperialistas dos Estados Unidos.
Mas o facto de os coreanos da República Popular do lado norte, obrigados a esse esforço hercúleo na defesa da fronteira imposta pelos EUA no armisticio da GUerra da Coreia em 1952, significa que todos os outros aspectos da sua vida social não progridam? uma equipa de reportagem da RússiaToday foi autorizada a produzir este documentário de perto de 50 minutos, que fala por si:
sexta-feira, outubro 31, 2014
a "Resolução" BES, vista por Garcia Pereira
domingo, outubro 26, 2014
o Trabalho contra o Capital na globalização
Em termos de poder de compra, a China tem agora a maior economia em todo o planeta, mas essa não é a única área em que a República Popular da China ultrapassou os “nossos aliados” Estados Unidos da América do Norte. Segundo Li Delin, autor da obra "A Conspiração Goldman Sachs", no ano 2040 a economía da China, a manter-se as actuais tendências, atingirá um PIB de 123 triliões de USDolars, isto é, triplicará em relação à dos Estados Unidos. Em 1850, enquanto os emigrantes eslavos e anglo-saxónicos nos EUA se digladiavam entre si e ambos exterminavam os nativos, a China era a maior potência de produtos manufacturados do mundo, supremacia derrubada pela invasão estrangeira nas Guerras pelo Ópio. Em 2010 a China recuperou a liderança como maior produtor mundial.
A lógica comparativa é que os preços não são os mesmos em cada país: uma camisa, um quilo de carne ou uma propina escolar tem um custo muito menor em Xangai do que em São Francisco, por isso não é inteiramente razoável comparar os dois países sem levar isso em conta. Embora um chinês ganhe em média muito menos do um individuo médio nos EUA, ao converter um salário chinês em dólares subestima-se o poder de compra que esse indivíduo, e portanto os habitantes médios do país podem ter. O “Índice Big Mac” da revista The Economist é um grande exemplo dessas disparidades. Segundo os dados estatísticos do FMI ambos os PIB em termos de taxas de mercado estão equiparados, mas com base no poder de compra a China já ultrapassa os EUA, tornando-se a todos os níveis a maior economia do mundo - a China tem as maiores reservas mundiais de divisas estrangeiras sendo o maior produtor e importador de ouro do mundo. Em Paridade de Poder Aquisitivo (PPA), em 2005 a economía da China representava menos de metade da estado-unidense (em PPA), porém em 2011 alcançou 87 por cento da economía de EUA - em 2014 o PIB de China totalizará o equivalente em trabalho a 17,6 mil milhões de dólares, enquanto a dos EUA estagna nos 17,4 mil milhões de papel-moeda especulativo
Em 1998 os Estados Unidos controlavam 25% do mercado mundial de alta tecnología, enquanto a China contava com apenas 10 por cento. Na actualidade o gigante asiático supera em mais do dobro os EUA; a China hoje controla mais de 90 por cento do mercado mundial de metais raros, essenciais para a principal exportação para o Ocidente que são os equipamentos informáticos. Uma investigação do Senado revelou que a China fornece mais de 1 milhão de diferentes tipos de componentes para a industria de Defesa (e de ataque) dos EUA. Apesar da ascenção permanente, 93 por cento das transações mundiais continuam a ser feitas em dólares e não em yuans. Ora para a definição de imperialismo o que deve contar é o volume de capitais exportados (a maioria puramente especulativos) contra a exportação de bens e mercadorias produzidos na economia real. Para obviar esse incómodo, de em termos globais o Capital render mais que o Trabalho, Pequim está a criar um banco de investimento asiático para competir com instituições globais como Banco Mundial. ¿ Adeus aos petrodólares? a Rússia e a China, parceiros na Organização de Shangai, trabalham neste momento num sistema análogo ao SWIFT, a plataforma cambial que gere as trocas desiguais entre os paises economicamente dependentes.
Na indústria da construção e obras públicas a China consome anualmente mais cimento que os outros paises todos juntos, ao mesmo tempo que as escolas superiores de engenharia chinesas já formam o dobro de licenciados nessa área nos EUA. Opiniões propagandisticas como a do semanário pró-imperialista Expresso alertam para a formação de um bolha no imobiliário chinês similar à que destrói valor no ocidente desde 2008, mas tal spin é deduzido em termos capitalistas. Na verdade a economia chinesa tem bases socialistas. As cidades construidas para dar trabalho às pessoas enquanto as exportações para o Ocidente não aumentam (porque os paises capitalistas não têm dinheiro para as pagar) são pensadas como um investimento para o futuro que entretanto providenciam o pleno emprego a toda a população.
Shangai, 1950. Desfile comemorativo do 1º aniversário da Revolução Popular.
(gravura da Escola Estatal de Arte de Hangzhou)
Em termos de PIB bruto, os EUA ainda são o número um, pelo menos por agora. Mas de acordo com o FMI, a China ultrapassou-os em vários outros índices de desenvolvimento. A China contribui para o comércio mundial (soma das importações e exportações) mais que os EUA contribuem; a China consome e paga (sem guerras de pilhagem) mais energia que os EUA; a China agora produz mais bens reais transacionáveis do que os EUA produzem (com a sua economia assente em papel-moeda fictício). Por outras palavras, a era da dominação económica norte-americana está a acabar rapidamente.
O poder económico global está a fazer neste momento uma mudança dramática para leste, o que vai ter enormes implicações para o nosso futuro como europeus. O valor das exportações dos EUA para a China en 2013 foi de 121 milhões de dólares, enquanto as da China para os EUA atingiram 440 milhões. Com os défices acumulados os Estados Unidos já devem à China bem mais de um trilião de dólares, e como a sua infra-estrutura económica se está a desmoronar todos os países aliados estão febrilmente a emprestar mais dinheiro (comprando títulos financeiros) numa tentativa desesperada para sustentar um padrão de vida que está em queda livre. Com o nosso actual sistema não podemos competir com a ética de trabalho, criatividade e determinação da China e outras nações asiáticas, conforme vem sendo demonstrado. Se continuarmos por este caminho, que futuro para as gerações seguintes no ocidente? A pobreza nos subúrbios das cidades norte-americanas subiu 64 por cento na última década.
O poder económico global está a fazer neste momento uma mudança dramática para leste, o que vai ter enormes implicações para o nosso futuro como europeus. O valor das exportações dos EUA para a China en 2013 foi de 121 milhões de dólares, enquanto as da China para os EUA atingiram 440 milhões. Com os défices acumulados os Estados Unidos já devem à China bem mais de um trilião de dólares, e como a sua infra-estrutura económica se está a desmoronar todos os países aliados estão febrilmente a emprestar mais dinheiro (comprando títulos financeiros) numa tentativa desesperada para sustentar um padrão de vida que está em queda livre. Com o nosso actual sistema não podemos competir com a ética de trabalho, criatividade e determinação da China e outras nações asiáticas, conforme vem sendo demonstrado. Se continuarmos por este caminho, que futuro para as gerações seguintes no ocidente? A pobreza nos subúrbios das cidades norte-americanas subiu 64 por cento na última década.
40 anos depois da Revolução, a força do Trabalho produtivo. Shangai 1990
A lógica comparativa é que os preços não são os mesmos em cada país: uma camisa, um quilo de carne ou uma propina escolar tem um custo muito menor em Xangai do que em São Francisco, por isso não é inteiramente razoável comparar os dois países sem levar isso em conta. Embora um chinês ganhe em média muito menos do um individuo médio nos EUA, ao converter um salário chinês em dólares subestima-se o poder de compra que esse indivíduo, e portanto os habitantes médios do país podem ter. O “Índice Big Mac” da revista The Economist é um grande exemplo dessas disparidades. Segundo os dados estatísticos do FMI ambos os PIB em termos de taxas de mercado estão equiparados, mas com base no poder de compra a China já ultrapassa os EUA, tornando-se a todos os níveis a maior economia do mundo - a China tem as maiores reservas mundiais de divisas estrangeiras sendo o maior produtor e importador de ouro do mundo. Em Paridade de Poder Aquisitivo (PPA), em 2005 a economía da China representava menos de metade da estado-unidense (em PPA), porém em 2011 alcançou 87 por cento da economía de EUA - em 2014 o PIB de China totalizará o equivalente em trabalho a 17,6 mil milhões de dólares, enquanto a dos EUA estagna nos 17,4 mil milhões de papel-moeda especulativo
Desenvolvimento, cosmopolitismo, desafio ao modelo capitalista ocidental, Shangai, 2013
Em 1998 os Estados Unidos controlavam 25% do mercado mundial de alta tecnología, enquanto a China contava com apenas 10 por cento. Na actualidade o gigante asiático supera em mais do dobro os EUA; a China hoje controla mais de 90 por cento do mercado mundial de metais raros, essenciais para a principal exportação para o Ocidente que são os equipamentos informáticos. Uma investigação do Senado revelou que a China fornece mais de 1 milhão de diferentes tipos de componentes para a industria de Defesa (e de ataque) dos EUA. Apesar da ascenção permanente, 93 por cento das transações mundiais continuam a ser feitas em dólares e não em yuans. Ora para a definição de imperialismo o que deve contar é o volume de capitais exportados (a maioria puramente especulativos) contra a exportação de bens e mercadorias produzidos na economia real. Para obviar esse incómodo, de em termos globais o Capital render mais que o Trabalho, Pequim está a criar um banco de investimento asiático para competir com instituições globais como Banco Mundial. ¿ Adeus aos petrodólares? a Rússia e a China, parceiros na Organização de Shangai, trabalham neste momento num sistema análogo ao SWIFT, a plataforma cambial que gere as trocas desiguais entre os paises economicamente dependentes.
Na indústria da construção e obras públicas a China consome anualmente mais cimento que os outros paises todos juntos, ao mesmo tempo que as escolas superiores de engenharia chinesas já formam o dobro de licenciados nessa área nos EUA. Opiniões propagandisticas como a do semanário pró-imperialista Expresso alertam para a formação de um bolha no imobiliário chinês similar à que destrói valor no ocidente desde 2008, mas tal spin é deduzido em termos capitalistas. Na verdade a economia chinesa tem bases socialistas. As cidades construidas para dar trabalho às pessoas enquanto as exportações para o Ocidente não aumentam (porque os paises capitalistas não têm dinheiro para as pagar) são pensadas como um investimento para o futuro que entretanto providenciam o pleno emprego a toda a população.
quinta-feira, outubro 09, 2014
a Cuba socialista responde internacionalmente com a maior equipa médica para tratar o Ébola
Enquanto o presidente Barack Obama fala da necessidade de "acção rápida", a Cuba revolucionária passou à acção com o envio da maior equipe médica de qualquer país. Cuba enviou 165 profissionais médicos que estão agora na Serra Leoa, e um contingente adicional de 296 está a postos para ser enviado para a Libéria e Guiné. Estes profissionais médicos têm treino especializado em situações de catástrofe. A Brigada Henry Reeve, (formalmente, “Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastre e Graves Epidemias”) tem provas dadas em diversas noutras missões médicas noutros países, sendo a mais notável a intervenção na ajuda às classes sociais abandonadas durante o furacão Katrina. A equipa tem uma experiência de mais de 15 anos em tais crises de acordo com Roberto Morales,
Mais de 6.000 pessoas foram já infectadas com o vírus Ebola morrendo quase metade deles do contágio próximo com outros doentes através dos fluidos corporais, sangue e vómitos. Uma pessoa infectada é contagiosa apenas por um período limitado de tempo. Com base em cálculos matemáticos, uma pessoa infectada com o vírus Ebola infecta 1,5 a 2,0 outras pessoas, quase o mesmo grau de contágio que a hepatite C. Portanto, a resposta médica de Cuba e de outros países é internacionalmente a chave no tratamento de pessoas que estão doentes e evitar a propagação do vírus através da criação de uma infra-estrutura de emergência médica que está em falta nos países da África Ocidental dominados pelo imperialismo. Como o Dr. Margaret Chan da Organização Mundial de Saúde afirma no artigo do Washington Post: "Os recursos humanos são claramente a nossa necessidade mais importante." A revolucionário Cuba pode responder a essa necessidade, porque Cuba sempre deu prioridade à construção de um sistema de saúde universal fora do sistema de lucro. E a solidariedade com os povos do mundo, é a base da esperança de um mundo onde a saúde das pessoas é fundamental. A acção de Cuba não só irá desempenhar um grande papel em parar a epidemia do Ebola, permanecendo como exemplo do poder de um sistema social mais avançado.
o ministro cubano da Saúde Pública...... .......................
Este é um acto de solidariedade entre os muitos que Cuba já ofereceu a África para ajudar as pessoas em crise sanitária a melhorar a sua situação durante os últimos 55 anos. Actualmente Cuba tem 50 mil profissionais de saúde em 66 países. A solidariedade e o cuidado pelos médicos e enfermeiros cubanos é a resposta urgente e necessária ao contrário dos 3.000 soldados norte-americanos que Obama enviou para a região para "coordenar os esforços". Cuba deu a resposta adequada ao apelo da Organização Mundial de Saúde com a maior equipe de todos os países do planeta, muitos deles com muitas vezes mais recursos. Para compreender a imensidão da resposta de Cuba, até o imperialista Washington Post se viu obrigado a dar cobertura à reacção cubana à crise com um brilhante artigo intitulado "Na resposta médica ao Ébola, Cuba está a contribuir com meios muito acima do seu peso"Mais de 6.000 pessoas foram já infectadas com o vírus Ebola morrendo quase metade deles do contágio próximo com outros doentes através dos fluidos corporais, sangue e vómitos. Uma pessoa infectada é contagiosa apenas por um período limitado de tempo. Com base em cálculos matemáticos, uma pessoa infectada com o vírus Ebola infecta 1,5 a 2,0 outras pessoas, quase o mesmo grau de contágio que a hepatite C. Portanto, a resposta médica de Cuba e de outros países é internacionalmente a chave no tratamento de pessoas que estão doentes e evitar a propagação do vírus através da criação de uma infra-estrutura de emergência médica que está em falta nos países da África Ocidental dominados pelo imperialismo. Como o Dr. Margaret Chan da Organização Mundial de Saúde afirma no artigo do Washington Post: "Os recursos humanos são claramente a nossa necessidade mais importante." A revolucionário Cuba pode responder a essa necessidade, porque Cuba sempre deu prioridade à construção de um sistema de saúde universal fora do sistema de lucro. E a solidariedade com os povos do mundo, é a base da esperança de um mundo onde a saúde das pessoas é fundamental. A acção de Cuba não só irá desempenhar um grande papel em parar a epidemia do Ebola, permanecendo como exemplo do poder de um sistema social mais avançado.
segunda-feira, setembro 22, 2014
desde a sua fundação em Setembro de 1970, contra a ditadura fascista, contra a guerra colonial, até à actual falência do capitalismo, sempre a mesma palavra de ordem: só os trabalhadores podem vencer a crise
Discurso integral de Garcia Pereira no comicio na Voz do Operário a 16 de Setembro de 2014
......Apesar dos apelos a que os trabalhadores das empresas do Grupo Espirito Santo se organizem e tomem nas suas mãos as decisões que irão marcar o futuro dos seus postos de trabalho, nem um sindicato, um movimento cívico de esquerda, ou sequer um único dos 20 mil individuos ligados ao GES, marcou presença (que se saiba) num debate que neste momento se tornou absolutamente necessário e urgente. Quanto aos partidos do arco-do-poder, com assento parlamentar, marinhos ou sequer a "oposição", estão todos calados sobre a essência do problema: o roubo dos activos do BES/GES e a sua entrega a pataco ao capital estrangeiro. Ninguém ousa falar, por uma razão, além do "vote-e-volte-daqui-a-quatro-anos", são trabalhadores do sector terciário, podem acrescentar valor pelos serviços que prestam, mas no momento actual só o trabalho efectivo na produção de bens transaccionáveis pode criar valor. Portanto, não existe nenhuma revolução proletária à vista, do que se trata é tão só a mobilização de um leque alargado de classes sociais que exercendo a democracia e com espirito patriótico ponha fim ao estado-de-sitio que está a conduzir à implosão social e à destruição de bens públicos da comunidade que ainda responde pelo nome Portugal.
(Para quem não tem disponibilidade para ouvir integralmente a comunicação de Garcia Pereira acima gravada, pode ler aqui o seu resumo no apelo que antecedeu o comicio)
Subscrever:
Mensagens (Atom)












































