* Atenção ao excelente artigo de Laurent Bonelli no LeMondeDiplomatique de Abril:
França, Grã-Bretanha e Espanha: Os suspeitos no papel de culpados - Os Serviços Secretos constroem um novo inimigo
* 108 Estados negam-se na ONU a prestar quaisquer esclarecimentos sobre Terrorismo envolvendo a Al Qaeda por não possuirem o menor indício da sua existência nos seus territórios:
www.rebelion.org
* Israel implicado no "terrorismo" Iraquiano:
www.reseauvoltaire.net
* O homem assassinado a tiro pela Policia britânica à entrada do metro em Londres era um electricista brasileiro.
De acordo com o cônsul brasileiro em Londres,, o passaporte provava que Jean Charles Menezes estava legalmente no país, ao contrário do que diziam as primeiras informações divulgadas pelos serviços de imigração britânico.
PRIMEIRO TENTARAM INCRIMINA-LO COMO TERRORISTA,,, DEPOIS PARA JUSTIFICAR A "GAFFE DA POLÍCIA" INVENTARAM A RÁBULA DO PASSAPORTE CADUCADO,,,
www.rebelion.org
* a estória contada pela Policia de que Menezes levaria vestido um colete à prova de bala e que saltou os troniquetes, também é falsa - veja versão Aqui
* Para promover os super-heróis do Bem (Bush), a propaganda norte-americana fabrica os super-heróis do Mal: (Bin Laden), depois Al-Zarkauwi,,, mas segundo uma pesquisa do jornalista romeno Vladimir Alexe, este último "super-terrorista" no Iraque, é um ex-agente da CIA - um monstro que se revoltou contra o seu próprio criador:
www.reseauvoltaire.net
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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domingo, julho 24, 2005
sexta-feira, julho 22, 2005
Vivendo sob a égide do IV Reich
um poema de Gary Steven Corseri
No 3º Reich nós diziamos:
“Nós apenas recebemos ordens”
Hoje nós dizemos:
“Nós apenas fazemos o nosso trabalho”
No 3º Reich nós éramos anti-semitas
(odiávamos os judeus)
No 4º Reich, nós somos anti-semitas
(Odiamos os Árabes)
No 3º Reich tinhamos um ministro da propaganda
Goebbels dizia:
Se repetires uma mentira as vezes suficientes
O povo acreditará nela
No 4º Reich temos os Média Corporativos
Temos 24 horas de mentiras
Intercaladas com anúncios publicitários
No 3º Reich tinhamos o “sturm und drang”
E em “democracia” elegemos o nosso lider nacional
No 4º Reich temos o “shock and awe”
E em “democracia” elegemos o nosso lider nacional
No 3º Reich tivémos o problema Polónia
E fizemos uma aliança com o comunista Estaline
No 4º Reich temos o problema Irão
E fazemos uma aliança com os terroristas no Usbequistão
No 3º Reich desprezámos os franceses
No 4º Reich deixámos de comer “french fries”
e agora comemos "freedom fries"
No 3º Reich os bons alemães não sabiam
O que se passava no campo de concentração
Do outro lado da rua
No 4º Reich os bons americanos não se preocupam
Sobre a tortura na vizinha Guantanamo
No 3º Reich éramos refens de nós mesmos
No obscuro simbolismo religioso
E pusémos Deus nos crachás dos SS
No 4º Reich somos refens de nós mesmos
No obscuro simbolismo religioso
Onde os nossos generais dizem:
“matem esses terroristas, por amor de Deus”
no 3º Reich o corpo do Fuhrer foi incinerado
no 4º Reich ele renasceu das cinzas
No 3º Reich nós diziamos:
“Nós apenas recebemos ordens”
Hoje nós dizemos:
“Nós apenas fazemos o nosso trabalho”
No 3º Reich nós éramos anti-semitas
(odiávamos os judeus)
No 4º Reich, nós somos anti-semitas
(Odiamos os Árabes)
No 3º Reich tinhamos um ministro da propaganda
Goebbels dizia:
Se repetires uma mentira as vezes suficientes
O povo acreditará nela
No 4º Reich temos os Média Corporativos
Temos 24 horas de mentiras
Intercaladas com anúncios publicitários
No 3º Reich tinhamos o “sturm und drang”
E em “democracia” elegemos o nosso lider nacional
No 4º Reich temos o “shock and awe”
E em “democracia” elegemos o nosso lider nacional
No 3º Reich tivémos o problema Polónia
E fizemos uma aliança com o comunista Estaline
No 4º Reich temos o problema Irão
E fazemos uma aliança com os terroristas no Usbequistão
No 3º Reich desprezámos os franceses
No 4º Reich deixámos de comer “french fries”
e agora comemos "freedom fries"
No 3º Reich os bons alemães não sabiam
O que se passava no campo de concentração
Do outro lado da rua
No 4º Reich os bons americanos não se preocupam
Sobre a tortura na vizinha Guantanamo
No 3º Reich éramos refens de nós mesmos
No obscuro simbolismo religioso
E pusémos Deus nos crachás dos SS
No 4º Reich somos refens de nós mesmos
No obscuro simbolismo religioso
Onde os nossos generais dizem:
“matem esses terroristas, por amor de Deus”
no 3º Reich o corpo do Fuhrer foi incinerado
no 4º Reich ele renasceu das cinzas
quinta-feira, julho 21, 2005
Ataque cerrado à Liberdade de Informação
A jornalista americana do NYT que já em 2001 no pós 11/9 tinha sido alvo de ataques com Antrax - Judith Miller - foi presa a semana passada nos Estados Unidos e o caso está a incendiar a revolta na opinião pública contra as mentiras de Bush. Debaixo de fogo está Karl Rove, aquele a quem na gíria chamam de “Bush`s Brain” “a cabecinha pensadora” do Presidente, e ideólogo da estratégia de dominação global do IV Reich - consubstanciada no documento denominado Project for a New American Century.
Os antecedentes são já muitos a começar pelos tiros de canhão americanos contra os jornalistas no Hotel Palestina em Bagdad que assassinaram o repórter espanhol José Couso e levaram à expulsão da rede de Televisão AlJazeera, episódio agora relatado no documentário “Control Room”, que culmina noutro assassinato, desta vez do repórter Tarek Ayoub da mesma cadeia de TV, durante a sangrenta chacina de Fallujah
O sargento Rumsfeld, disse na altura que a Al Jazeera “servia os interesses” e que “era um instrumento” de Saddam Hussein e dos terroristas da Al Qaeda, determinando desta forma contundente a manipulação — e a submissão — das grandes redes de TV e jornais à “informação” dada pelos Oficiais encarregados de distribuir notícias sobre as operações das tropas. São eles quem faz a História?
O Medo da prisão leva os média norte-americano à autocensura - O director do “Cleveland Plain Dealer”, Doug Clifton, decidiu não publicar duas investigações jornalísticas da “maior importância” porque o trabalho se baseia em documentos obtidos de forma ilícita e receia vir a enfrentar uma pena de prisão, como sucedeu com Judith Miller, a repórter do “New York Times” que se recusou a revelar as suas fontes.O problema é que Karl Rove incorreu no mesmo "crime"!!!

Ao revelar igualmente segredos sobre a agente da CIA Valerie Plame, tal e qual como foi acusada a jornalista condenada, irá tambem Karl Rove bater com os costados na prisão?
A questão faz capa da “Time” e da “Newsweek” e faz crescer o número de militantes anti-Bush nas ruas e em milhares de sites na Internet.
A crise em larga escala está instalada e os Neocons cerram fileiras em redor da “vítima”: - o falcão John Bolton MENTIU ao Congresso tentando esconder o envolvimento de Rove no fiasco da caso do “Urânio nigeriano”
a cada vez mais reduzida metade da pátria-fascista americana, aguarda amedrontada o desfecho do caso, neste dia 21 do mês de Julho do ano 105º da graça americana do Senhor Jesus.
os autocolantes continuam à venda

mas são cada vez menos os clientes que compram.
No nevoeiro censório de Londres, Blair explica-se em apenas uma linha: "O incitamento indirecto à realização de actos terroristas vai passar a ser crime" e a lei entra em vigor antes do fim do ano.Estaremos sujeitos a prisão por denunciarmos o terrorismo de Estado?
Os antecedentes são já muitos a começar pelos tiros de canhão americanos contra os jornalistas no Hotel Palestina em Bagdad que assassinaram o repórter espanhol José Couso e levaram à expulsão da rede de Televisão AlJazeera, episódio agora relatado no documentário “Control Room”, que culmina noutro assassinato, desta vez do repórter Tarek Ayoub da mesma cadeia de TV, durante a sangrenta chacina de Fallujah
O sargento Rumsfeld, disse na altura que a Al Jazeera “servia os interesses” e que “era um instrumento” de Saddam Hussein e dos terroristas da Al Qaeda, determinando desta forma contundente a manipulação — e a submissão — das grandes redes de TV e jornais à “informação” dada pelos Oficiais encarregados de distribuir notícias sobre as operações das tropas. São eles quem faz a História?
O Medo da prisão leva os média norte-americano à autocensura - O director do “Cleveland Plain Dealer”, Doug Clifton, decidiu não publicar duas investigações jornalísticas da “maior importância” porque o trabalho se baseia em documentos obtidos de forma ilícita e receia vir a enfrentar uma pena de prisão, como sucedeu com Judith Miller, a repórter do “New York Times” que se recusou a revelar as suas fontes.O problema é que Karl Rove incorreu no mesmo "crime"!!!

Ao revelar igualmente segredos sobre a agente da CIA Valerie Plame, tal e qual como foi acusada a jornalista condenada, irá tambem Karl Rove bater com os costados na prisão?
A questão faz capa da “Time” e da “Newsweek” e faz crescer o número de militantes anti-Bush nas ruas e em milhares de sites na Internet.
A crise em larga escala está instalada e os Neocons cerram fileiras em redor da “vítima”: - o falcão John Bolton MENTIU ao Congresso tentando esconder o envolvimento de Rove no fiasco da caso do “Urânio nigeriano”
a cada vez mais reduzida metade da pátria-fascista americana, aguarda amedrontada o desfecho do caso, neste dia 21 do mês de Julho do ano 105º da graça americana do Senhor Jesus.
os autocolantes continuam à venda

mas são cada vez menos os clientes que compram.
No nevoeiro censório de Londres, Blair explica-se em apenas uma linha: "O incitamento indirecto à realização de actos terroristas vai passar a ser crime" e a lei entra em vigor antes do fim do ano.Estaremos sujeitos a prisão por denunciarmos o terrorismo de Estado?
quarta-feira, julho 20, 2005
“Colisão” (Crash)
Completamente despercebido está em exibição esta semana nos cinemas o melhor filme do ano.

O filme estreia de Paul Haggis, o argumentista de "Million Dollar Baby” é uma fábula urbana baseada num mosaico de personagens que vivem na América cosmopolita multiracial (brancos, negros, sul-americanos, chineses, iranianos, enfim: o melting-pot americano) - Uma dona de casa e o seu marido advogado estatal, um persa dono de uma loja, dois polícias detectives que são também amantes, um director de televisão afro-americano e a sua mulher, um mexicano serralheiro, dois ladrões de automóveis, um polícia recruta, um casal coreano de meia idade… Todos vivem em Los Angeles. E durante as próximas 36 horas, irão entrar em rota de colisão,,,
O roubo do carro do próprio Haggis serviu de inspiração para o guião de “Colisão” - Jean e Rick Cabot (Sandra Bullock e Brendan Frasier) estão no carro, quando são expulsos sob ameaça de arma por dois negros, Anthony e Peter (Ludracris e Larenz Tate) que, minutos antes, tínhamos visto dissertar sobre a injustiça do estigma racial. O roubo impulsiona um desencadear de acontecimentos e coincidências que envolvem as vidas de um conjunto de pessoas que representam a mescla de nacionalidades e culturas da cidade de Los Angeles e o filme fala-nos “dos medos, das emoções e da linguagem dos discursos oficiais como fonte de opacidade e de logro, e da vida como um perigoso jogo de interpretações que, num segundo, pode transformar um homem bom num assassino e um vilão num herói” (VSM/JL). O espectáculo do mundo está feio!,,, neste tempo de máscaras e de náufragos, onde a febre que se instalou em Washington é ameaçadora, pretendendo dar a entender que são eles quem controla a corrente que os arrasta.
* A Critica de João Lopes e outras - Aqui

O filme estreia de Paul Haggis, o argumentista de "Million Dollar Baby” é uma fábula urbana baseada num mosaico de personagens que vivem na América cosmopolita multiracial (brancos, negros, sul-americanos, chineses, iranianos, enfim: o melting-pot americano) - Uma dona de casa e o seu marido advogado estatal, um persa dono de uma loja, dois polícias detectives que são também amantes, um director de televisão afro-americano e a sua mulher, um mexicano serralheiro, dois ladrões de automóveis, um polícia recruta, um casal coreano de meia idade… Todos vivem em Los Angeles. E durante as próximas 36 horas, irão entrar em rota de colisão,,,
O roubo do carro do próprio Haggis serviu de inspiração para o guião de “Colisão” - Jean e Rick Cabot (Sandra Bullock e Brendan Frasier) estão no carro, quando são expulsos sob ameaça de arma por dois negros, Anthony e Peter (Ludracris e Larenz Tate) que, minutos antes, tínhamos visto dissertar sobre a injustiça do estigma racial. O roubo impulsiona um desencadear de acontecimentos e coincidências que envolvem as vidas de um conjunto de pessoas que representam a mescla de nacionalidades e culturas da cidade de Los Angeles e o filme fala-nos “dos medos, das emoções e da linguagem dos discursos oficiais como fonte de opacidade e de logro, e da vida como um perigoso jogo de interpretações que, num segundo, pode transformar um homem bom num assassino e um vilão num herói” (VSM/JL). O espectáculo do mundo está feio!,,, neste tempo de máscaras e de náufragos, onde a febre que se instalou em Washington é ameaçadora, pretendendo dar a entender que são eles quem controla a corrente que os arrasta.
* A Critica de João Lopes e outras - Aqui
Inventarrastão - a PSP nega "arrastão" de Carcavelos

Não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão.
Nos obscuros cantinhos dos jornais publicam-se agora os formais desmentidos aos pretensos acontecimentos de Carcavelos, que visaram de forma orquestrada, envolvendo principalmente as televisões, criar um clima de agitação racista e xenófobo em Portugal. Depois do video de Diana Andringa e da publicação do pedido para a manifestação no Martim Moniz feito ele próprio feito por um agente da PSP e por outro cadastrado envolvido no assassinato do agente Alcino na Amadora, o que é contrário à lei em vigor e evidencia uma promiscuidade alarmante nas relações entre sectores xenófobos extremistas e os orgãos que deveriam zelar pela isenção da Justiça, a tese do "arrastão cai por terra, não sem que para a opinião pública a verdade dos factos seja ainda a primeira versão dos acontecimentos.
«Muitos jovens que apareceram em imagens televisivas e fotográficas a correr na praia de Carcavelos, naquele dia, não eram assaltantes, mas tão só jovens que fugiam com os seus próprios haveres», disse ao Expresso o responsável da Direcção Nacional da PSP, para logo de seguida ficar engasgado com o "aproveitamento politico" do desmentido.

clique na imagem para ampliar
* Entretanto, o desmentido não impediu que tarefeiros do Bloco Central como Nicolau Santos tivessem já tentado "assassinar" os partidos de esquerda - Aqui
terça-feira, julho 19, 2005
Envio de tropas para o Afeganistão em defesa do Narco-Imperialismo?
Portugal faz parte activa da cadeia de apoio aos Neocons de Bush, reforçada após a Cimeira das Lages, na ocupação ilegal de territórios, nomeadamente no envio de tropas para defender o regime afegão do Presidente-Marioneta Hamid Karzai da crescente guerrilha anti-ocupação americana.
Hoje partiram os primeiros militares e para Agosto está previsto o início da missão de uma companhia de comandos do Exército, com 151 militares, que constituirão uma Força de Reacção Rápida da Brigada Multinacional de Cabul.
Em simultâneo o 1º ministro australiano John Howard anunciou igualmente o envio de tropas para o Afeganistão.

Desde a invasão do país, o Afeganistão forneceu 87% da produção mundial do ópio, segundo informou a ONU através do relatório acabado de ser tornado público e da autoria da Agência das Nações Unidas contra a droga e o crime (ONVDC).
Pode-se também ficar a saber que a área cultivada onde é possível a produção de ópio (com o qual se fabrica a heroína) aumentou 62% em 2004, alcançando o valor, até aqui desconhecido, de 130.000 hectares de superfície de cultivo.
Recorde-se que o governo dos Talibans tinha acabado com a cultura do ópio em 2001, que foi retomada e se encontra em franca expansão com a invasão e a ocupação do território pelo exército norte-americano.
sobre o 11/9, Guerra, AlQaeda, Afeganistão, Drogas, Petróleo, Iraque, Bush/Cheney, e Osama Bin Laden:

* Bloco de Esquerda exige regresso de forças portuguesas do Afeganistão
* Mais noticias e pormenores relacionados - Aqui
Hoje partiram os primeiros militares e para Agosto está previsto o início da missão de uma companhia de comandos do Exército, com 151 militares, que constituirão uma Força de Reacção Rápida da Brigada Multinacional de Cabul.
Em simultâneo o 1º ministro australiano John Howard anunciou igualmente o envio de tropas para o Afeganistão.

Desde a invasão do país, o Afeganistão forneceu 87% da produção mundial do ópio, segundo informou a ONU através do relatório acabado de ser tornado público e da autoria da Agência das Nações Unidas contra a droga e o crime (ONVDC).
Pode-se também ficar a saber que a área cultivada onde é possível a produção de ópio (com o qual se fabrica a heroína) aumentou 62% em 2004, alcançando o valor, até aqui desconhecido, de 130.000 hectares de superfície de cultivo.
Recorde-se que o governo dos Talibans tinha acabado com a cultura do ópio em 2001, que foi retomada e se encontra em franca expansão com a invasão e a ocupação do território pelo exército norte-americano.
sobre o 11/9, Guerra, AlQaeda, Afeganistão, Drogas, Petróleo, Iraque, Bush/Cheney, e Osama Bin Laden:

* Bloco de Esquerda exige regresso de forças portuguesas do Afeganistão
* Mais noticias e pormenores relacionados - Aqui
segunda-feira, julho 18, 2005
o negócio da vida de PSL
O negócio da troca dos terrenos do Parque Mayer pelos da Feira Popular (Lisboa) é hoje alvo de uma acusação demolidora na pág. 6 do jornal o Público,em artigo de opinião da autoria do advogado José Sá Fernandes:

"As opções da CML concretizadas a 5 de Julho - escritura de permuta entre o Parque Mayer e metade dos terrenos dos terrenos da Feira Popular, e a venda em hasta pública, da restante metade, a 15 de Julho - são verdadeiramente ruinosas, prejudicando os lisboetas e os portugueses em dezenas de milhões de euros", afirmou o advogado José Sá Fernandes
Carmona Rodrigues que foi durante quatro anos fiel lacaio das asneiras de Santana Lopes,com a maior desvergonha, branquei-a-se a si próprio como se não fosse nada com ele - é do pior que a politica portuguesa nos dá - a total ausência de seriedade.
"A Comissão da Hasta Pública dos terrenos da Feira Popular permitiu que as duas propostas mais elevadas (mais de sete millhões de euros acima da imediatamente inferior!) fossem retiradas, fazendo lembrar os cambões mais ordinários em que o país, infelizmente, é fértil". * continue a ler, aqui...
domingo, julho 17, 2005
O Fim das Fronteiras Ideológicas
Os princípios de conservação e de degradação da Energia, a teoria darwinista da Evolução e a crítica Marxista da Economia Politica arruinaram o modelo clássico de Newton. As ciências da transformação já não falam hoje de certezas pré-determinadas, mas sim de probabilidades, de opções e de bifurcação.
Uma nova maneira de pensar os processos de transformação ultrapassa sem excluir a antiga concepção da causalidade: as causas mecânicas e as contigências probabilísticas combinam-se sem se excluírem, libertando-se das interpretações positivistas do pensamento de Marx e superando a oposição entre o marxismo dogmático e a concepção dialéctica.
A Física (tal como o “Comunismo”de Estado) está longe do equilíbrio e falhou o objectivo de uma Ciência (ou de uma Doutrina) UNIFICADA do Devir.
Confrontam-se com a instabilidade e o desequilíbrio, os movimentos aperiódicos e o tempo marcado, enfim, o Estado tal como o conhecíamos e o fim das fronteiras

“Vivemos uma época em que o aleatório precede a certeza e em que a pluralidade dos futuros invade todos os sectores do conhecimento e da acção” (citado de Ilya Prigogine-“Entre o tempo e a Eternidade” c/ Isabelle Stengers)
O tempo irreversível deve poder descrever-se a todos os níveis da Física, ou não poderá conceber-se em parte alguma. Da mesma forma nada autoriza a passagem que leve da multiplicidade das questões locais a uma visão global unificada.
Tirar Marx da linearidade é escolher entre adoptar uma concepção determinista onde o importante foi a Teoria,,, e a noção de caos inicial de leis singulares que deve ter em conta a impossibilidade de antecipar o que a acção vai produzir em termos de resultado e onde o importante é a Prática,,, que é o Fazer!, ao invés de reflectir sobre aquilo que não conhecemos. Exclui-se assim o reformismo fazendo uso do aparelho de Estado, afinal um instrumento de dominação da antiga classe burguesa industrial, cujo controlo nas experiências anteriores descambaram para o despotismo burocrático.
A concepção do tempo uno e múltiplo estende-se à Natureza, que não pode ser determinada por outra coisa que não por si mesma. Autodetermina-se ela própria pelo desenvolvimento conflitual das suas forças, que são finitas aqui cabendo fazer uma pausa para relembrar a segunda lei da termodinâmica e a entropia de decrescimento que lhe está associada e que Nicholas Georgescu-Roegen pretendeu estender á Economia.
(O relatório inicial do Clube de Roma (de 1972 decorrente da conferência-The Limits to Growth) fazia uma proposta de crescimento Zero!)
Então toda a acção consciente sobre os acontecimentos será inútil quando tiver consequências imprevisíveis?
Não devemos renunciar a estabelecer as leis da história e declarar a incompreensão do mundo futuro, quando pretendemos mudá-lo. A liberdade conceptual do caos, sabêmo-lo bem por experiência própria, desemboca na apologia do Liberalismo e na desregulamentação social.
A ordem como estado de equilíbrio só pode ser o produto de uma desordem prévia, existindo longe do equilíbrio segundo leis tendenciais que determinam o caos. Da mesma forma a Lei Tendencial do Valor – o tempo de trabalho socialmente necessário à produção de uma mercadoria que tende a exprimir-se na Troca – estão na origem das leis tendenciais da baixa das taxas de Lucro de Marx descritas nos capítulos 13/14 e 15 de “o Capital” e que se confirmam hoje amplamente, com origem na insuficiência da procura, apesar da extraordinária capacidade de Produção instalada.
Como se torna evidente as leis económicas apreendidas em “o Capital” são históricas, mutáveis e modificáveis e têm de ser hoje lidas no quadro da nova divisão de trabalho, onde a complexidade se contem entre “países proletários”, “países-patrões” (G8) e países inviáveis (África, entre outros) sendo tentado essa complexidade ser gerida por uma ínfima minoria da Elite transnacional que não ultrapassa 4% da população mundial por sua vez associando “funcionários tecnocratas” que situam esta vanguarda em cerca de 20%.
Como “exército de reserva” necessário ao capitalismo “sobeja” 80% da população do planeta, que são usados ou descartados conforme as conveniências dos ciclos económicos (curtos ou longos conforme demonstram Christopher Freeman e Francisco Louçã em “Ciclos e Crises no Capitalismo Global – das Revoluções Industriais à Revolução da Informação” – Edição Afrontamento).
O objectivo da gestão privada do capital não é a criação de empregos, mas a apropriação do Lucro, que depois é re-investido sem preocupações sociais em perpetuar o sistema de manutenção dos previlégios adquiridos, quiçá aumentando-os!, até à já previsível exaustão de recursos.
A ultrapassagem do Capitalismo – Marx no século XXI - (vidé a obra de Lucien Séve)
A função original do dinheiro era medir e fazer circular as mercadorias, mas a evolução do poder do mercado Financeiro tende actualmente a dominar amplamente o poder do Estado.
Que fazer para obviar a superação das relações capitalistas da divisão de trabalho, do sistema salarial e do próprio mercado?
Trata-se de operar uma mudança cultural profunda na consciência popular, com a justaposição dos indivíduos que compõem a Sociedade em acções associativas no “interesse geral”, substituindo a noção de “interesse” pela noção de amor (no sentido ecológico mais lato)
O que deve ser “revolucionado” é: - a desmonopolização da gestão com a reapropriação cidadã dos fins da actividade social,
- o acesso social à gestão das empresas,
- a privatização do Estado, introduzindo a gratuidade como característica daquilo que é inapropriável (os recursos vitais de sobrevivência da espécie humana – o direito à saude, à educação, à habitação,a energia, a luz do sol,o ar, o amor, etc)
Uma nova maneira de pensar os processos de transformação ultrapassa sem excluir a antiga concepção da causalidade: as causas mecânicas e as contigências probabilísticas combinam-se sem se excluírem, libertando-se das interpretações positivistas do pensamento de Marx e superando a oposição entre o marxismo dogmático e a concepção dialéctica.
A Física (tal como o “Comunismo”de Estado) está longe do equilíbrio e falhou o objectivo de uma Ciência (ou de uma Doutrina) UNIFICADA do Devir.
Confrontam-se com a instabilidade e o desequilíbrio, os movimentos aperiódicos e o tempo marcado, enfim, o Estado tal como o conhecíamos e o fim das fronteiras

“Vivemos uma época em que o aleatório precede a certeza e em que a pluralidade dos futuros invade todos os sectores do conhecimento e da acção” (citado de Ilya Prigogine-“Entre o tempo e a Eternidade” c/ Isabelle Stengers)
O tempo irreversível deve poder descrever-se a todos os níveis da Física, ou não poderá conceber-se em parte alguma. Da mesma forma nada autoriza a passagem que leve da multiplicidade das questões locais a uma visão global unificada.
Tirar Marx da linearidade é escolher entre adoptar uma concepção determinista onde o importante foi a Teoria,,, e a noção de caos inicial de leis singulares que deve ter em conta a impossibilidade de antecipar o que a acção vai produzir em termos de resultado e onde o importante é a Prática,,, que é o Fazer!, ao invés de reflectir sobre aquilo que não conhecemos. Exclui-se assim o reformismo fazendo uso do aparelho de Estado, afinal um instrumento de dominação da antiga classe burguesa industrial, cujo controlo nas experiências anteriores descambaram para o despotismo burocrático.
A concepção do tempo uno e múltiplo estende-se à Natureza, que não pode ser determinada por outra coisa que não por si mesma. Autodetermina-se ela própria pelo desenvolvimento conflitual das suas forças, que são finitas aqui cabendo fazer uma pausa para relembrar a segunda lei da termodinâmica e a entropia de decrescimento que lhe está associada e que Nicholas Georgescu-Roegen pretendeu estender á Economia.
(O relatório inicial do Clube de Roma (de 1972 decorrente da conferência-The Limits to Growth) fazia uma proposta de crescimento Zero!)
Então toda a acção consciente sobre os acontecimentos será inútil quando tiver consequências imprevisíveis?
Não devemos renunciar a estabelecer as leis da história e declarar a incompreensão do mundo futuro, quando pretendemos mudá-lo. A liberdade conceptual do caos, sabêmo-lo bem por experiência própria, desemboca na apologia do Liberalismo e na desregulamentação social.
A ordem como estado de equilíbrio só pode ser o produto de uma desordem prévia, existindo longe do equilíbrio segundo leis tendenciais que determinam o caos. Da mesma forma a Lei Tendencial do Valor – o tempo de trabalho socialmente necessário à produção de uma mercadoria que tende a exprimir-se na Troca – estão na origem das leis tendenciais da baixa das taxas de Lucro de Marx descritas nos capítulos 13/14 e 15 de “o Capital” e que se confirmam hoje amplamente, com origem na insuficiência da procura, apesar da extraordinária capacidade de Produção instalada.
Como se torna evidente as leis económicas apreendidas em “o Capital” são históricas, mutáveis e modificáveis e têm de ser hoje lidas no quadro da nova divisão de trabalho, onde a complexidade se contem entre “países proletários”, “países-patrões” (G8) e países inviáveis (África, entre outros) sendo tentado essa complexidade ser gerida por uma ínfima minoria da Elite transnacional que não ultrapassa 4% da população mundial por sua vez associando “funcionários tecnocratas” que situam esta vanguarda em cerca de 20%.
Como “exército de reserva” necessário ao capitalismo “sobeja” 80% da população do planeta, que são usados ou descartados conforme as conveniências dos ciclos económicos (curtos ou longos conforme demonstram Christopher Freeman e Francisco Louçã em “Ciclos e Crises no Capitalismo Global – das Revoluções Industriais à Revolução da Informação” – Edição Afrontamento).
O objectivo da gestão privada do capital não é a criação de empregos, mas a apropriação do Lucro, que depois é re-investido sem preocupações sociais em perpetuar o sistema de manutenção dos previlégios adquiridos, quiçá aumentando-os!, até à já previsível exaustão de recursos.
A ultrapassagem do Capitalismo – Marx no século XXI - (vidé a obra de Lucien Séve)
A função original do dinheiro era medir e fazer circular as mercadorias, mas a evolução do poder do mercado Financeiro tende actualmente a dominar amplamente o poder do Estado.
Que fazer para obviar a superação das relações capitalistas da divisão de trabalho, do sistema salarial e do próprio mercado?
Trata-se de operar uma mudança cultural profunda na consciência popular, com a justaposição dos indivíduos que compõem a Sociedade em acções associativas no “interesse geral”, substituindo a noção de “interesse” pela noção de amor (no sentido ecológico mais lato)
O que deve ser “revolucionado” é: - a desmonopolização da gestão com a reapropriação cidadã dos fins da actividade social,
- o acesso social à gestão das empresas,
- a privatização do Estado, introduzindo a gratuidade como característica daquilo que é inapropriável (os recursos vitais de sobrevivência da espécie humana – o direito à saude, à educação, à habitação,a energia, a luz do sol,o ar, o amor, etc)
sexta-feira, julho 15, 2005
o BRASIL do Reformista LULA
Sob a impossibilidade de construção do Socialismo, através do controlo do aparelho de Estado submetido á rede de dominação Neoliberal global (vidé "post" acima)

www.vermelho.org.br/
Mais pormenores e desenvolvimentos - AQUI

www.vermelho.org.br/
Mais pormenores e desenvolvimentos - AQUI
Rentabilizando o Medo pelo controlo da Informação
O ex-comissário António Vitorino (AV) parece ser o homem de mão para zelar pela manutenção do alerta contra o "terrorismo", seja lá o que isso fôr, ou os interesses que acoberta.Os titulos nos jornais prosseguem com o alarmismo
e AV veio a terreiro afirmar ser favorável à proposta feita pelo ministro do Interior britânico de tornar obrigatório o registo e o armazenamento de comunicações, nomeadamente de telefonemas e contactos pela Internet.
É por demais evidente que a directiva vem de instâncias superiores condizentes com o nivel de ameaça global.
"A liberdade de imprensa nos Estados Unidos, exaltada orgulhosamente há séculos pelos americanos, sofreu esta semana um duro golpe: um juiz federal, em Washington, mandou uma repórter para a cadeia.
Nos tempos que correm, “o nosso trabalho é desafiar a Lei”, disse Judith Miller a jornalista do New York Times ao ser condenada a 18 meses de prisão, por se ter recusado a divulgar a fonte confidencial de uma notícia. Na verdade, as causas são outras. A fonte era Ahmad Chalabi, o ex-aliado nos interesses americanos contra Saddam Hussein,,,
,,,e o caso remonta a Julho de 2003 quando numa crónica, publicada no New York Times, se dava conta do antigo embaixador Joseph Wilson, marido de Valerie Plame , especialista em assuntos Africanos ter ido à Nigéria em 2002, a pedido da CIA, para investigar se existia um eventual tráfico nuclear com o Iraque. Wilson acusava nesse artigo a administração de George W. Bush de manipular a informação, sobre a alegada tentativa de Saddam Hussein de comprar urânio para fabricar bombas atómicas, "para exagerar a ameaça iraquiana".
O artigo da Judith Miller acabou por tornar evidente que a mulher de Wilson era agente da CIA, o que deu origem ao processo judicial contra os jornalistas envolvidos.
Matthew Cooper, da Time Magazine, tambem envolvido na divulgação do escândalo foi absolvido ao revelar a sua fonte: o poderoso falcão neocon Karl Rove, membro do triunvirato que governa a América, ao lado de Bush e do vice Dick Cheney.
e AV veio a terreiro afirmar ser favorável à proposta feita pelo ministro do Interior britânico de tornar obrigatório o registo e o armazenamento de comunicações, nomeadamente de telefonemas e contactos pela Internet.
É por demais evidente que a directiva vem de instâncias superiores condizentes com o nivel de ameaça global."A liberdade de imprensa nos Estados Unidos, exaltada orgulhosamente há séculos pelos americanos, sofreu esta semana um duro golpe: um juiz federal, em Washington, mandou uma repórter para a cadeia.
Nos tempos que correm, “o nosso trabalho é desafiar a Lei”, disse Judith Miller a jornalista do New York Times ao ser condenada a 18 meses de prisão, por se ter recusado a divulgar a fonte confidencial de uma notícia. Na verdade, as causas são outras. A fonte era Ahmad Chalabi, o ex-aliado nos interesses americanos contra Saddam Hussein,,,
,,,e o caso remonta a Julho de 2003 quando numa crónica, publicada no New York Times, se dava conta do antigo embaixador Joseph Wilson, marido de Valerie Plame , especialista em assuntos Africanos ter ido à Nigéria em 2002, a pedido da CIA, para investigar se existia um eventual tráfico nuclear com o Iraque. Wilson acusava nesse artigo a administração de George W. Bush de manipular a informação, sobre a alegada tentativa de Saddam Hussein de comprar urânio para fabricar bombas atómicas, "para exagerar a ameaça iraquiana".
O artigo da Judith Miller acabou por tornar evidente que a mulher de Wilson era agente da CIA, o que deu origem ao processo judicial contra os jornalistas envolvidos.
Matthew Cooper, da Time Magazine, tambem envolvido na divulgação do escândalo foi absolvido ao revelar a sua fonte: o poderoso falcão neocon Karl Rove, membro do triunvirato que governa a América, ao lado de Bush e do vice Dick Cheney.
quinta-feira, julho 14, 2005
Um novo Projecto de Informação Alternativa, começa no Dia da Tomada da Bastilha!
www.mrzine.monthlyreview.org/

A História não se repete?
A revolução francesa de 1789 surgiu na sequência do iluminismo francês. Em causa estavam o Antigo Regime e a autoridade do clero e da nobreza na França. Além do mais, a França passava por um período de crise econômica após anos de prosperidade. A participação francesa na guerra da independência norte-americana e os elevados custos da Corte de Luís XVI tinham deixado as finanças do país em mau estado.
A convocação de Cortes pelo rei, com o fim de anunciar o aumento dos impostos para fazer face àquelas dificuldades financeiras acabaria por desencadear a Revolução.
www.mrzine.monthlyreview.org/
A História não se repete?
A revolução francesa de 1789 surgiu na sequência do iluminismo francês. Em causa estavam o Antigo Regime e a autoridade do clero e da nobreza na França. Além do mais, a França passava por um período de crise econômica após anos de prosperidade. A participação francesa na guerra da independência norte-americana e os elevados custos da Corte de Luís XVI tinham deixado as finanças do país em mau estado.
A convocação de Cortes pelo rei, com o fim de anunciar o aumento dos impostos para fazer face àquelas dificuldades financeiras acabaria por desencadear a Revolução.
quarta-feira, julho 13, 2005
Sobre os 30 anos de Independência de São Tomé e Principe

questiona o blogue "Pululu", e a pergunta é pertinente: 30 anos de quê?
Nenhum pobre pode hoje ter a veleidade de ser independente sem que se torne num sem-abrigo - são conhecidas as intenções dos EUA instalarem em S.Tomé uma base militar, para o que já declararam a zona do Golfo da Guiné rica em petróleo, como de (seu) "interesse vital" e decidiram "estabelecer aí um sub- comando regional semelhante ao US Forces Korea; esse sub-comando regional deveria considerar o estabelecimento duma base regional, possivelmente nas ilhas de São Tomé e Príncipe".
Depois, (se, os paises abrangidos se portarem bem) virão as migalhas que trazem alguma melhoria económica. Concluindo: sair da miséria é perder a independência - e "lucrar" um rendimento mínimo com essa perda, só é possivel não pondo em risco a tradicional abastança de rendimento máximo dos exploradores. Para uma melhor compreensão da macroestrutura que determina os efeitos enunciados, aconselha-se vivamente a leitura do artigo de Celso Alvarez Cáccamo (2004):
"Do Iraque a São Tomé: Preparando uma longa resistência"
«A liderança global da América, e o seu papel como garantia da paz actual entre os grandes poderes, depende da segurança da pátria americana; da preservação dum equilíbrio favorável de poder na Europa, na Nação Árabe e região circundante produtora de energia (eufemisticamente chamada Médio Oriente no dialecto ocidental), no Leste asiático; e da estabilidade geral do sistema internacional dos estados nacionais relativamente aos terroristas, ao crime organizado, e a outros "actores não estatais"».
Em tempo: não estamos a falar só de interesses pontuais tácticos (eleitorais ou de hegemonia cultural), mas duma estratégia geral de colonização (num recente artigo no El País, Carlos Taibo desmonta o mito da "globalização" económica e caracteriza o processo actual como de pura americanização), envolvida, sim, numa nauseabunda retórica cristã megalómana e messiánica, comparável à dos sionistas, à dos fanáticos islâmicos ou à dos fundamentalistas hindus, mas que não é mais do que retórica. E o que conta são os factos: as armas, não as metáforas. Seria ingénuo pensar que as actuais elites industriais e as petromonarquias árabes ou outras não planificam a longo prazo o futuro das suas castas, sobretudo quando este futuro está tão próximo. Para eles, trata-se duma questão de sobrevivência.
Angola no Pântano da Corrupção Global (IV)
(Conclusão)
Cartoon de Luis Afonso
A gigantesca máquina de propaganda de Bush é posta em movimento para desacreditar as fontes. O próprio Observatório (independente) dos Media (Acrimed) critica o “Le Monde” pelo “estilo das denúncias que vão do rídiculo à incoerência”.Mas os subornos nos dossiers internacionais das Armas (500 milhões de dólares só em 2 anos), da Banca e da Politica têm números e nomes, e falam por si:
- 28/12/1993 – “Duas transferências totalizando 350 mil dólares a favor de José Leitão da Costa e Silva – secretário do Conselho de Ministros angolano – feitas ao BCP (Banco Comercial Português) em Lisboa, oriundas da Brenco Trading de Falcone e Gaidamak”.
- 23/3/1995 – “1,7 milhões de dólares, provenientes da mesma fonte para o mesmo banco, chegam à conta de Fernando Araújo, um General da Força Aérea conselheiro de Dos Santos”.
- 21/2/1996 – “A Brenco (BTL) transfere 2 milhões de dólares para o Bank of Austria em nome de Elísio de Figueiredo, embaixador itinerante da República de Angola. No mesmo dia José Leitão recebe 600 mil dólares”.
- 24/7/1996 – “A BTL transfere 7 milhões de dólares para Elisio de Figueiredo; 1,9 milhões para José Leitão; 2 milhões a favor de Maria do Carmo da Fonseca /esposa de Leitão); 1,2 milhões a favor de Alexandre Nuno (parente de Leitão)
- São ainda referidos Arcadi Gaidamak como tendo recebido US$ 60,5 milhões, Jean-Charles Marchiani (ex-deputado próximo do do ex- ministro do Interior Charles Pasqua) US$ 48,8 milhões, e US$ 57,7 milhões para o próprio Falcone.
Estas verbas (citadas no Público de 27/2/2005)e pela LUSA (2/8/2004) são apenas uma pequena ponta do icebergue, os valores conhecidos das “retrocomissões” – nome dado às percentagens dos subornos (em negócios ílicitos) que são devolvidas ao pagador.
Existem milhões de vítimas.Terão os crimes castigo?
Como se disse no principio, a Justiça Francesa (porque não há uma Justiça Mundial, apesar da existência do TPI) irá pronunciar-se: arquivando o processo ou dando inicio ao seu julgamento. Conseguirá julgar estes arguidos?,,, Serão Barroso e Bush chamados a depôr como coniventes nestes crimes?, haverá culpados neste processo?.Em França o Executivo não tem ascendente sobre o Poder Judicial?. Para já Chirac encontra-se pressionado para deixar cair o processo, e o Presidente José Eduardo dos Santos ameaça mesmo boicotar a Cimeira África-França prevista para Dezembro em Bamako (no Mali). O peso-pesado (ex-MNE e Embaixador em Luanda) António Monteiro foi a semana passada nomeado de novo embaixador de Portugal em Paris.
Milhares de armas extraviadas são vendidas diáriamente em Luanda “em saldos” no mercado Roque Santeiro. Virão ainda Pierre Falcone e Arcadi Gaidamak a ser os “heróis” das crianças angolanas pela extraordinária proeza de venderem armas sem autorizações governamentais?

Alheio a tudo isto e até a prestar contas ao vigarizado FMI (é obra!), Zedu vive no maior dos luxos na mansão de Miramar, bajulado pelos títeres que manejam as marionetas (Cavaco Silva foi visita recente), estilo que não será muito diferente do das monarquias do Golfo ou de na generalidade, de onde quer que existam governos-fantoches oligárquicos ou mascarados de democratas, ao serviço dos interesses do Império.(Depois do embuste da 1ª volta, em Angola nunca se cumpriu a 2ª volta das eleições presidenciais de 1992)
Existem milhões de vítimas.

Figo, um dos accionistas principais do BPN, internacionaliza-se na Gala a favor das Vítimas, com Zedu,Ana Paula Dos Santos, Ronaldo e os rebentos da Oligarquia – “Fico contente por poder ajudar com este pequeno gesto que é a doação da minha camisola”
disse.
Cartoon de Luis Afonso
A gigantesca máquina de propaganda de Bush é posta em movimento para desacreditar as fontes. O próprio Observatório (independente) dos Media (Acrimed) critica o “Le Monde” pelo “estilo das denúncias que vão do rídiculo à incoerência”.Mas os subornos nos dossiers internacionais das Armas (500 milhões de dólares só em 2 anos), da Banca e da Politica têm números e nomes, e falam por si:
- 28/12/1993 – “Duas transferências totalizando 350 mil dólares a favor de José Leitão da Costa e Silva – secretário do Conselho de Ministros angolano – feitas ao BCP (Banco Comercial Português) em Lisboa, oriundas da Brenco Trading de Falcone e Gaidamak”.
- 23/3/1995 – “1,7 milhões de dólares, provenientes da mesma fonte para o mesmo banco, chegam à conta de Fernando Araújo, um General da Força Aérea conselheiro de Dos Santos”.
- 21/2/1996 – “A Brenco (BTL) transfere 2 milhões de dólares para o Bank of Austria em nome de Elísio de Figueiredo, embaixador itinerante da República de Angola. No mesmo dia José Leitão recebe 600 mil dólares”.
- 24/7/1996 – “A BTL transfere 7 milhões de dólares para Elisio de Figueiredo; 1,9 milhões para José Leitão; 2 milhões a favor de Maria do Carmo da Fonseca /esposa de Leitão); 1,2 milhões a favor de Alexandre Nuno (parente de Leitão)
- São ainda referidos Arcadi Gaidamak como tendo recebido US$ 60,5 milhões, Jean-Charles Marchiani (ex-deputado próximo do do ex- ministro do Interior Charles Pasqua) US$ 48,8 milhões, e US$ 57,7 milhões para o próprio Falcone.
Estas verbas (citadas no Público de 27/2/2005)e pela LUSA (2/8/2004) são apenas uma pequena ponta do icebergue, os valores conhecidos das “retrocomissões” – nome dado às percentagens dos subornos (em negócios ílicitos) que são devolvidas ao pagador.
Existem milhões de vítimas.Terão os crimes castigo?
Como se disse no principio, a Justiça Francesa (porque não há uma Justiça Mundial, apesar da existência do TPI) irá pronunciar-se: arquivando o processo ou dando inicio ao seu julgamento. Conseguirá julgar estes arguidos?,,, Serão Barroso e Bush chamados a depôr como coniventes nestes crimes?, haverá culpados neste processo?.Em França o Executivo não tem ascendente sobre o Poder Judicial?. Para já Chirac encontra-se pressionado para deixar cair o processo, e o Presidente José Eduardo dos Santos ameaça mesmo boicotar a Cimeira África-França prevista para Dezembro em Bamako (no Mali). O peso-pesado (ex-MNE e Embaixador em Luanda) António Monteiro foi a semana passada nomeado de novo embaixador de Portugal em Paris.
Milhares de armas extraviadas são vendidas diáriamente em Luanda “em saldos” no mercado Roque Santeiro. Virão ainda Pierre Falcone e Arcadi Gaidamak a ser os “heróis” das crianças angolanas pela extraordinária proeza de venderem armas sem autorizações governamentais?

Alheio a tudo isto e até a prestar contas ao vigarizado FMI (é obra!), Zedu vive no maior dos luxos na mansão de Miramar, bajulado pelos títeres que manejam as marionetas (Cavaco Silva foi visita recente), estilo que não será muito diferente do das monarquias do Golfo ou de na generalidade, de onde quer que existam governos-fantoches oligárquicos ou mascarados de democratas, ao serviço dos interesses do Império.(Depois do embuste da 1ª volta, em Angola nunca se cumpriu a 2ª volta das eleições presidenciais de 1992)
Existem milhões de vítimas.

Figo, um dos accionistas principais do BPN, internacionaliza-se na Gala a favor das Vítimas, com Zedu,Ana Paula Dos Santos, Ronaldo e os rebentos da Oligarquia – “Fico contente por poder ajudar com este pequeno gesto que é a doação da minha camisola”
disse.
terça-feira, julho 12, 2005
o Canto do Cisne
do "BdE"
a CONTINUAÇÃO DA DANÇA POR OUTROS MEIOS
Agora sem Companhia, os bailarinos da Gulbenkian decidiram juntar-se num blogue. Ou num grito de protesto, conforme preferirem chamar-lhe:
www.balletgulbenkian.blogspot.com/
Na Quarta-feira dia 13, juntaram-se centenas de pessoas protestando contra a extinção nos jardins da Gulbenkian."Não percebo como é que num país tão pobre se pode deitar tanta riqueza pela janela fora" afirmava o último director artistico da Companhia.
Pode-se continuar a assinar uma petição de apoio ao Ballet Gulbenkian, aqui:
http://www.petitiononline.com/bg05ext/petition.html
(13.000 assinaturas até às 15 horas do dia 14)

a Senhora Administradora, um resquicio da funerária Barroso, justifica-se:
"As instituições têm que ter o discernimento e a liberdade de, a cada momento, tomar as decisões que parecem mais oportunas em nome da realização dos estatutos e dos propósitos para os quais foram criadas"
Nem mais!, aliás, um olhar atento e a aplicação do mesmo conceito,num caso similar, leva-nos a concluir que o próprio País terá sido criado para servir os seus Administradores.
"A decisão é irreversivel" e o "Critico" diz: "Acho que está tudo errado e o que se passa é mesmo uma total inversão de valores: Rui Vilar tem razão, Teresa Gouveia tem toda a razão, Alberto João Jardim tem razão. O mundo é deles. Educação? Formação? Apenas gargalhadas de desprezo...Portugal é assim, pouco resta para fazer, que é como quem diz: para destruir. Pior que qualquer terrorismo é este medo pestilento de afirmação que asfixia e mata este país".
a CONTINUAÇÃO DA DANÇA POR OUTROS MEIOS
Agora sem Companhia, os bailarinos da Gulbenkian decidiram juntar-se num blogue. Ou num grito de protesto, conforme preferirem chamar-lhe:
www.balletgulbenkian.blogspot.com/
Na Quarta-feira dia 13, juntaram-se centenas de pessoas protestando contra a extinção nos jardins da Gulbenkian."Não percebo como é que num país tão pobre se pode deitar tanta riqueza pela janela fora" afirmava o último director artistico da Companhia.
Pode-se continuar a assinar uma petição de apoio ao Ballet Gulbenkian, aqui:
http://www.petitiononline.com/bg05ext/petition.html
(13.000 assinaturas até às 15 horas do dia 14)

a Senhora Administradora, um resquicio da funerária Barroso, justifica-se:
"As instituições têm que ter o discernimento e a liberdade de, a cada momento, tomar as decisões que parecem mais oportunas em nome da realização dos estatutos e dos propósitos para os quais foram criadas"
Nem mais!, aliás, um olhar atento e a aplicação do mesmo conceito,num caso similar, leva-nos a concluir que o próprio País terá sido criado para servir os seus Administradores.
"A decisão é irreversivel" e o "Critico" diz: "Acho que está tudo errado e o que se passa é mesmo uma total inversão de valores: Rui Vilar tem razão, Teresa Gouveia tem toda a razão, Alberto João Jardim tem razão. O mundo é deles. Educação? Formação? Apenas gargalhadas de desprezo...Portugal é assim, pouco resta para fazer, que é como quem diz: para destruir. Pior que qualquer terrorismo é este medo pestilento de afirmação que asfixia e mata este país".
segunda-feira, julho 11, 2005
o Medo lava (o inconsciente) mais Branco
a Baixa de Londres (City) a zona mais movimentada de uma cidade com 9 milhões de habitantes, a um dia de semana, depois dos atentados

Quem sofra o terrivel acidente de ouvir muitas horas de discursos de políticos, consumir de forma viciosa comentários de televisão, ou abusar da leitura de “textos sagrados” em jornais, fica sem possibilidade de saber aquilo em que crê: ficará rodeado de um mundo de ilusões consubstanciado pelas mentiras dos políticos, pelas mentiras dos Media Corporativos e pelas mentiras do Mercado.
O emissor que consiga através destas mensagens, controlar a assimilação das emoções no receptor, consegue que o cérebro deste minta ao seu próprio corpo, levando-o à incapacidade de estabelecer, distinguir ou questionar regras sociais, causando nos pacientes comportamentos neuro-vegetativos que geram uma grande dificuldade em tomar decisões racionais contrárias ao Sistema (errado) do Senso Comum laboriosamente construído pelos Poderosos numa génese que remonta à história evolutiva do Homem.
Na sua obra “A Consciência do Corpo”, António Damásio apresenta uma série de argumentos anátomo-fisiológicos sobre a formação e processamento de imagens no cérebro e defende que o nosso raciocínio é feito de sequências ordenadas de imagens. Esses dados apontam para uma íntima relação entre as estruturas cerebrais envolvidas na génese e na expressão das emoções (o sistema límbico) e áreas do córtex cerebral ligadas à tomada de decisões. A partir deste ponto, Damásio introduz a hipótese do “marcador somático”.Esta tese é uma elaboração neuro-psicológica da “teoria da emoção” de William James (1884).

"As lesões no córtex cerebral" recentemente causadas ou agravadas em milhões de vítimas pelo líder espiritual do mix “cristãos-sionistas-evangélicos George Bush veio inverter esta baixa reactividade emocional, quando o Presidente americano não cumpriu um dos fundamentais mandamentos de Deus: “Não Matarás”, e foi excomungado por grande parte das opiniões públicas. Os estímulos comerciais primários “Consuma Bush que lava mais branco”; compre um carro a crédito e vá passear que os nossos soldados garantem-lhe gasóleo sem inflação”; “os políticos não são (todos) aldrabões”; “a Madeira é um jardim e pode comprar uma fracção pagando-a até aos 80 anos”, são promoções de marketing cada vez mais questionadas.
Com a religião oficial desacreditada (da Mente separada do Corpo e o Discurso (errado) do Método de Descartes), os “novos apóstolos” militantes da esquerda anti-capitalista conseguem cada vez mais tornar vísiveis as suas lutas para colmatar as falhas de julgamento das acções adequadas a uma justa relação com o futuro, com a mãe Natureza e com o culto ancestral e pagão (Druida) da Ecologia.
O grito do Iluminismo (Rosseau) - “De regresso à Natureza!” e o Romantismo de Schelling, passando pelo “Planeta Vivo” Gaia de James Lovelock, está de volta ao pensamento holístico pelo qual temos de reencontrar o contacto com a “alma do Mundo” (a Razão Pura de Kant) como faziam os antigos “povos primitivos” para quem “a natureza inteira, tanto no homem como na fauna e na flora eram a expressão vísivel de Deus” expressa na famosa frase de Immanuel Kant “o céu estrelado por sobre mim e a lei moral dentro de mim”
“e o senhor Deus fez brotar da Terra a Árvore da Vida no meio do jardim (…) a árvore do Conhecimento do Bem e do mal” (Génesis 2.9). Fuck Bush,,, volta Deus que estás perdoado!


Quem sofra o terrivel acidente de ouvir muitas horas de discursos de políticos, consumir de forma viciosa comentários de televisão, ou abusar da leitura de “textos sagrados” em jornais, fica sem possibilidade de saber aquilo em que crê: ficará rodeado de um mundo de ilusões consubstanciado pelas mentiras dos políticos, pelas mentiras dos Media Corporativos e pelas mentiras do Mercado.
O emissor que consiga através destas mensagens, controlar a assimilação das emoções no receptor, consegue que o cérebro deste minta ao seu próprio corpo, levando-o à incapacidade de estabelecer, distinguir ou questionar regras sociais, causando nos pacientes comportamentos neuro-vegetativos que geram uma grande dificuldade em tomar decisões racionais contrárias ao Sistema (errado) do Senso Comum laboriosamente construído pelos Poderosos numa génese que remonta à história evolutiva do Homem.
Na sua obra “A Consciência do Corpo”, António Damásio apresenta uma série de argumentos anátomo-fisiológicos sobre a formação e processamento de imagens no cérebro e defende que o nosso raciocínio é feito de sequências ordenadas de imagens. Esses dados apontam para uma íntima relação entre as estruturas cerebrais envolvidas na génese e na expressão das emoções (o sistema límbico) e áreas do córtex cerebral ligadas à tomada de decisões. A partir deste ponto, Damásio introduz a hipótese do “marcador somático”.Esta tese é uma elaboração neuro-psicológica da “teoria da emoção” de William James (1884).

"As lesões no córtex cerebral" recentemente causadas ou agravadas em milhões de vítimas pelo líder espiritual do mix “cristãos-sionistas-evangélicos George Bush veio inverter esta baixa reactividade emocional, quando o Presidente americano não cumpriu um dos fundamentais mandamentos de Deus: “Não Matarás”, e foi excomungado por grande parte das opiniões públicas. Os estímulos comerciais primários “Consuma Bush que lava mais branco”; compre um carro a crédito e vá passear que os nossos soldados garantem-lhe gasóleo sem inflação”; “os políticos não são (todos) aldrabões”; “a Madeira é um jardim e pode comprar uma fracção pagando-a até aos 80 anos”, são promoções de marketing cada vez mais questionadas.
Com a religião oficial desacreditada (da Mente separada do Corpo e o Discurso (errado) do Método de Descartes), os “novos apóstolos” militantes da esquerda anti-capitalista conseguem cada vez mais tornar vísiveis as suas lutas para colmatar as falhas de julgamento das acções adequadas a uma justa relação com o futuro, com a mãe Natureza e com o culto ancestral e pagão (Druida) da Ecologia.
O grito do Iluminismo (Rosseau) - “De regresso à Natureza!” e o Romantismo de Schelling, passando pelo “Planeta Vivo” Gaia de James Lovelock, está de volta ao pensamento holístico pelo qual temos de reencontrar o contacto com a “alma do Mundo” (a Razão Pura de Kant) como faziam os antigos “povos primitivos” para quem “a natureza inteira, tanto no homem como na fauna e na flora eram a expressão vísivel de Deus” expressa na famosa frase de Immanuel Kant “o céu estrelado por sobre mim e a lei moral dentro de mim”
“e o senhor Deus fez brotar da Terra a Árvore da Vida no meio do jardim (…) a árvore do Conhecimento do Bem e do mal” (Génesis 2.9). Fuck Bush,,, volta Deus que estás perdoado!

mais uma vez, o jornal "Público" e a manipulação da informação ao serviço dos Neocons de Washington

Após as eleições Iranianas era esta a chamada de 1ª página - onde 3 vezes 3 - se apelidava o eleito Mahmoud Ahmadinejad de "ULTRACONSERVADOR". A insistência ficava-se a dever ao nóvel Presidente (com 61,39% dos votos) não ser da conveniência dos interesses norte-americanos. Em edições posteriores a campanha prosseguiu com a colagem dos acontecimentos na Embaixada dos EUA em Teerão em 1979, onde foram feitos refens 52 funcionários americanos durante 444 dias, ao então jovem Ahmadinejad, que teria estado envolvido no sequestro e posterior expulsão dos funcionários. (Sabe-se hoje que Ronald Reagan pagou aos Iran-Contras para prolongarem o periodo de sequestro até às eleições americanas que viria a vencer).
E continuava o "Publico": "Para alguns ex-refens, fotos que apareceram na Internet PROVAM (sic)que um jovem barbudo a conduzir um dos cativos americanos de olhos vendados é o Presidente Ahmadinejad em 1979".

Acontece porem, que através da mesma Internet, é possivel desmontar esta construção - a foto de Ahmadinejad nessa época em que tinha cerca de 23 anos é esta, e não é mesmo nada parecido.

e ainda que fosse, nada teria de ser arrepender. Ao expulsar a oligarquia do Xá da Pérsia, o Irão deu um passo de gigante para o país Livre, Moderno e (o maior dos pecados)Independente que é nos dias de hoje.
sábado, julho 09, 2005
(sobre novas desgraças) Não se pode dizer que o homem não tenha avisado:
“Ganhei capital nesta campanha, capital politico!, e agora tenho intenção de o gastar”
George W. Bush, em Novembro de 2004

* Exército americano aumenta negócios com Halliburton
* BBC - O Impacto Politico (oficial) das Bombas em Londres
* Fundamentalismo contra Fundamentalismo
* Chomsky fala sobre "A Agenda Oculta no Iraque"
“Ganhei capital nesta campanha, capital politico!, e agora tenho intenção de o gastar”
George W. Bush, em Novembro de 2004

* Exército americano aumenta negócios com Halliburton
* BBC - O Impacto Politico (oficial) das Bombas em Londres
* Fundamentalismo contra Fundamentalismo
* Chomsky fala sobre "A Agenda Oculta no Iraque"
sexta-feira, julho 08, 2005
o Imperialismo realiza um ataque ideológico em grande escala contra o Movimento Anti-Globalização
Os negócios do Terrorismo de Estado:
As Elites e os poderosos repartem o Mundo como se estivessem a jogar monopólio.Neste jogo contudo, até ver, perdem sempre os mesmos. Eles programam e promovem as Guerras e nós o Povo fornecemos os Mortos.
Para combater isso, a posição dos revolucionários deve ser clara: NEM GUERRA ENTRE POVOS, NEM PAZ ENTRE CLASSES!
Vejamos então quem cria a violência e tenta de uma forma sinistra e simplista, criminalizar hipotéticos “fanáticos religiosos” (chegando ao extremo de até os instrumentalizar), manipulando pela insistência sistemática os Media Corporativos e através deles, vastos sectores de opinião pública e de massas amorfas das populações, gerando medos e ódios numa estratégia global de Horror, de consequências imprevisíveis.
Inventando um “Inimigo”
(nota para os mais esquecidos) Não há ainda uma semana que Bush declarou perante uma plateia exclusivamente de miltares que "a guerra vale a pena"!

“O maior evento musical da história” foi, provavelmente, o maior ataque ideológico ao Movimento Anti-Capitalista internacional desde o seu nascimento nos meados da década de 90 em Seatlle. Centenas de milhar de pessoas compareceram sábado 2 de Julho aos 10 concertos celebrados em 9 paises, coincidindo com o inicio da reunião dos lideres dos 8 paises mais Ricos do planeta

teriam BONO e os outros previlegiados do Show-Bizz a noção do ridículo?
Na verdade 60% das ajudas prometidas pelos Estados nunca se concretizam! São sempre acções de marketing e propaganda que após o efeito imediato retirado, rapidamente são esquecidas.
Previsivelmente estaremos todos envolvidos na Guerra de Bush contra o Terrorismo"– então,se assim é, adoptando os procedimentos militares, devemos-nos sempre questionar sobre as cinco 5 perguntas fulcrais antes de se iniciar qualquer acção: o Quê?, Porquê? (quem Lucra), contra Quem? Quando?, Onde?

Segundo um documentário transmitido pela insuspeita BBC inglesa, há informações bastante fiáveis de que existem vínculos entre a CIA e a pouco definida e nebulosa AlQaeda. Alguns não têm até dúvidas em afirmar que a “rede terrorista AlQaeda de Bin Laden” pura e simplesmente não existe.
Tais posições levam em conta a amálgama de interesses e promiscuidades existentes entre políticos como Aznar, Barroso Bush, Sheiks Árabes, Companhias Petrolíferas, Familia Bin Laden, Blair, FMI, Banco Mundial, Familias da Oligarquia Petrolifera, Militares, Complexo Industrial,etc... e poderiam ser questionadas à luz das informações limitadas de que se dispõe. As dúvida porém vão sendo menores à medida que o clima anti-capitalista cresce até já entre altas Individualidades como o próprio ex-Ministro da Defesa da Alemanha Andreas von Buelow que afirmou em entrevista ao jornalista Alex Jones, “que a CIA esteve implicada nos atentados do 11 de Setembro em New York”.
De facto, na sua “guerra contra o terrorismo” Bush e os seus acólitos, não conseguiram encontrar agentes da “alQaeda” na Europa. O único implicado até hoje nos atentados de 11/9, o árabe Munir El Motassadek, acabaria por ser ilibado pelo Tribunal de Hamburgo em 2002. Michael Scheuer, ex responsável pela unidade da CIA dedicada à Al Qaeda disse, em entrevista publicada pela Visão de 30 de junho/05, que a CIA deu ao governo americano aquando da ofensiva Iraquiana e se sabia que Bin Laden estava na zona fronteiriça com o Paquistão, entre 8 a 10 oportunidades para o capturar, mas os responsáveis governamentais Americanos decidiram sempre não actuar.Porquê???. Bin Laden é um pretexto para outros fins!,,,
As redes norte-americanas de desestabilização e de ingerência, apesar destas evidências, continuam contudo a desinformação, e ainda ontem por entre as lenga-lengas lamuriosas das televisões era possível ouvir que “há 7000 terroristas na Europa,,, que é muito fácil recrutar operacionais em Mesquitas (fica a pergunta: então se é fácil porque é que não os prendem?),,,o New York Times dizia que “a bomba poderia ter outro destino” (pois, se elas iam em meios de transportes seria óbvio,não?) e porque a opinião pública britânica se habituou à eficiência da sua Policia, esta prometeu resultados sobre os autores em não mais de 48 a 72 horas, mas,,,mais rápido do que qualquer policia cientifica,,, do que qualquer investigação de peritos em explosivos,,, mais rápido do que a velocidade do bom senso - o ministro Jack Straw lá afirmou: "os atentados têm a marca da Al-Qaeda"!!! (como em Madrid, para Aznar, tinham tido a marca da ETA). Como teria “adivinhado” Straw?
José Sócrates foi mais subtil: “Estaremos inteiramente à disposição dos nossos aliados, para os ajudar sempre e quando nos solicitarem”. A violência é irracional, é obscena, imoral e estúpida, e matar é injustificável, mas no entanto os discursos vazios acerca de “democracia”,”nações civilizadas”, “valores”, etc, cumprem a estratégia dos falcões cristãos-fascistas e dos sionistas loucos Norte-Americanos. Apela-se à “unidade incondicional em torno destes governantes” para que ninguém ache anormal ver partir mais Soldados para guerras que não deveriam ser nossas.
ps –Alem de tudo o mais, há aquí uma confusão semântica: Se os EUA e seus aliados matam crianças, masaacram mulheres, roubam petróleo, assassinam homens, mentem para justificar o injustificável, torturam prisioneiros... a isso se chama GUERRA...
Se as vítimas dessa mesma Guerra se defendem...a isso eles chamam TERRORISMO...
As Elites e os poderosos repartem o Mundo como se estivessem a jogar monopólio.Neste jogo contudo, até ver, perdem sempre os mesmos. Eles programam e promovem as Guerras e nós o Povo fornecemos os Mortos.
Para combater isso, a posição dos revolucionários deve ser clara: NEM GUERRA ENTRE POVOS, NEM PAZ ENTRE CLASSES!
Vejamos então quem cria a violência e tenta de uma forma sinistra e simplista, criminalizar hipotéticos “fanáticos religiosos” (chegando ao extremo de até os instrumentalizar), manipulando pela insistência sistemática os Media Corporativos e através deles, vastos sectores de opinião pública e de massas amorfas das populações, gerando medos e ódios numa estratégia global de Horror, de consequências imprevisíveis.
Inventando um “Inimigo”
(nota para os mais esquecidos) Não há ainda uma semana que Bush declarou perante uma plateia exclusivamente de miltares que "a guerra vale a pena"!

“O maior evento musical da história” foi, provavelmente, o maior ataque ideológico ao Movimento Anti-Capitalista internacional desde o seu nascimento nos meados da década de 90 em Seatlle. Centenas de milhar de pessoas compareceram sábado 2 de Julho aos 10 concertos celebrados em 9 paises, coincidindo com o inicio da reunião dos lideres dos 8 paises mais Ricos do planeta

teriam BONO e os outros previlegiados do Show-Bizz a noção do ridículo?
Na verdade 60% das ajudas prometidas pelos Estados nunca se concretizam! São sempre acções de marketing e propaganda que após o efeito imediato retirado, rapidamente são esquecidas.
Previsivelmente estaremos todos envolvidos na Guerra de Bush contra o Terrorismo"– então,se assim é, adoptando os procedimentos militares, devemos-nos sempre questionar sobre as cinco 5 perguntas fulcrais antes de se iniciar qualquer acção: o Quê?, Porquê? (quem Lucra), contra Quem? Quando?, Onde?

Segundo um documentário transmitido pela insuspeita BBC inglesa, há informações bastante fiáveis de que existem vínculos entre a CIA e a pouco definida e nebulosa AlQaeda. Alguns não têm até dúvidas em afirmar que a “rede terrorista AlQaeda de Bin Laden” pura e simplesmente não existe.
Tais posições levam em conta a amálgama de interesses e promiscuidades existentes entre políticos como Aznar, Barroso Bush, Sheiks Árabes, Companhias Petrolíferas, Familia Bin Laden, Blair, FMI, Banco Mundial, Familias da Oligarquia Petrolifera, Militares, Complexo Industrial,etc... e poderiam ser questionadas à luz das informações limitadas de que se dispõe. As dúvida porém vão sendo menores à medida que o clima anti-capitalista cresce até já entre altas Individualidades como o próprio ex-Ministro da Defesa da Alemanha Andreas von Buelow que afirmou em entrevista ao jornalista Alex Jones, “que a CIA esteve implicada nos atentados do 11 de Setembro em New York”.
De facto, na sua “guerra contra o terrorismo” Bush e os seus acólitos, não conseguiram encontrar agentes da “alQaeda” na Europa. O único implicado até hoje nos atentados de 11/9, o árabe Munir El Motassadek, acabaria por ser ilibado pelo Tribunal de Hamburgo em 2002. Michael Scheuer, ex responsável pela unidade da CIA dedicada à Al Qaeda disse, em entrevista publicada pela Visão de 30 de junho/05, que a CIA deu ao governo americano aquando da ofensiva Iraquiana e se sabia que Bin Laden estava na zona fronteiriça com o Paquistão, entre 8 a 10 oportunidades para o capturar, mas os responsáveis governamentais Americanos decidiram sempre não actuar.Porquê???. Bin Laden é um pretexto para outros fins!,,,
As redes norte-americanas de desestabilização e de ingerência, apesar destas evidências, continuam contudo a desinformação, e ainda ontem por entre as lenga-lengas lamuriosas das televisões era possível ouvir que “há 7000 terroristas na Europa,,, que é muito fácil recrutar operacionais em Mesquitas (fica a pergunta: então se é fácil porque é que não os prendem?),,,o New York Times dizia que “a bomba poderia ter outro destino” (pois, se elas iam em meios de transportes seria óbvio,não?) e porque a opinião pública britânica se habituou à eficiência da sua Policia, esta prometeu resultados sobre os autores em não mais de 48 a 72 horas, mas,,,mais rápido do que qualquer policia cientifica,,, do que qualquer investigação de peritos em explosivos,,, mais rápido do que a velocidade do bom senso - o ministro Jack Straw lá afirmou: "os atentados têm a marca da Al-Qaeda"!!! (como em Madrid, para Aznar, tinham tido a marca da ETA). Como teria “adivinhado” Straw?
José Sócrates foi mais subtil: “Estaremos inteiramente à disposição dos nossos aliados, para os ajudar sempre e quando nos solicitarem”. A violência é irracional, é obscena, imoral e estúpida, e matar é injustificável, mas no entanto os discursos vazios acerca de “democracia”,”nações civilizadas”, “valores”, etc, cumprem a estratégia dos falcões cristãos-fascistas e dos sionistas loucos Norte-Americanos. Apela-se à “unidade incondicional em torno destes governantes” para que ninguém ache anormal ver partir mais Soldados para guerras que não deveriam ser nossas.
ps –Alem de tudo o mais, há aquí uma confusão semântica: Se os EUA e seus aliados matam crianças, masaacram mulheres, roubam petróleo, assassinam homens, mentem para justificar o injustificável, torturam prisioneiros... a isso se chama GUERRA...
Se as vítimas dessa mesma Guerra se defendem...a isso eles chamam TERRORISMO...
quinta-feira, julho 07, 2005
Angola no pântano da Corrupção Global ( III )
NINGUEM PRESTA!

Falcone, Presidente ZEDU, Chirac o lixado, BUSH e Barroso
No ano 2000 Pierre Falcone, o traficante de armas libertado sob caução depois do pagamento de uma fiança (1) de 14 milhões de dólares (pagos pela Sonangol),acusado por “tráfego ilegal de armas, fraude fiscal, uso ilícito de benefícios sociais, abuso de confiança e tráfego de influência” faz uma doação à Campanha para a Eleição de George W.Bush no valor de U$ 100 milhões de dólares – provenientes de uma empresa gerida pela esposa de Pierre Falcone , tanto quanto a contribuição de Kenneth Lay o “ patrão” da ENRON.!!,,, Após a exposição desta ligação com “dinheiro sujo”na “Newsweek” em Janeiro de 2001, o Presidente Bush diz que irá devolver (!) a doação.
Passando por anos da politica “soft” de Clinton de promover a guerra biológica pelo lançamento de desfolhantes químicos que destruíram milhares de kilómetros quadrados de lavras lançando a fome e a degradação sobre as populações afectas à Unita, a nova Administração americana de Bush resolve-se pela rápida eliminação física da Oposição angolana, que virá a culminar com o assassinato de Jonas Savimbi utilizando a aviação com pilotos israelitas e tecnologia GPS (num processo similar ao utilizado por Israel para matar o sheik Yassin na Palestina).
Do pré-acordo para riscar a Unita do mapa faz parte o pagamento da DÍVIDA de US$ 2,2 biliões de dólares a Portugal. A acção do recém-eleito 1º ministro português Durão Barroso (o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros que tinha estado em Lusaka) parece ter sido decisiva para obrigar José Eduardo dos Santos. Um antigo funcionário do Ministério das Finanças de Portugal comentou à "Global Witness" que acreditava que o novo acordo fora diligenciado mais pela necessidade urgente de lidar com o défice público português, mantendo-o dentro do limite imposto pelo Pacto de Estabilidade Europeu, do que por qualquer coisa a ver com perdoar a dívida angolana. Parece que o governo angolano concordou com um pagamento único, imediato, de US$ 270 milhões, em troca de algum perdão da dívida e de condições favoráveis para o reembolso do resto. Um representante da Embaixada de Portugal em Londres disse à "Global Witness" que, até Dezembro de 2003, o acordo não tinha sido finalizado. Não obstante, a mensagem de governação deficiente é clara: numa altura em que Angola enfrenta uma situação humanitária crítica, o seu governo parece disposto a contrair empréstimos volumosos com altas taxas de juro para pagar as suas dívidas a Portugal, enquanto Portugal procura uma solução rápida para as suas obrigações com o Pacto de Estabilidade da UE.
Enormes Novos Empréstimos Offshore: não muito após ter vindo à luz o acordo com Portugal em Janeiro de 2003, o governo angolano organizou um novo e volumoso empréstimo, de bancos estrangeiros, garantido por petróleo, encaminhado através das Ilhas Cayman que, desta vez gerou mais de US$ 1 bilião. O empréstimo foi organizado pelo BNP Paribas, Société Générale, Natexis Banques Populaires e Banque Belgolaise e é, até agora, o maior empréstimo contraído por Angola e parece estar a ser gerido através dum mecanismo não transparente, chamado um 'Special Purpose Vehicle' ou SPV, com base num abrigo fiscal offshore, cujos capitais serão os rendimentos da produção petrolífera angolana.
Por esta altura da narrativa, podemos ser levados a pensar que o dinheiro seria utilizado para pagar os bens que milhares de portugueses foram obrigados a deixar em Angola; mas o dinheiro fazia falta para outros fins,,,
O posterior apoio e colaboração dados pelo governo Barroso à invasão do Iraque pelos Estados Unidos não serão de todo estranhos a este acordo. A versão da “estória para consumo público” por António Monteiro ex-embaixador de Portugal em Luanda e depois em Paris ( Dezembro de 2003) pode ser lida no artigo – “Portugal, os Estados Unidos e a guerra angolana” publicado na Revista nº6 dos Negócios Estrangeiros.
O Presidente Dos Santos aperta a mão a Bush em Washington em Fevereiro de 2002. O julgamento do Processo ELF terminaria em Paris em meados de Novembro de 2003, com a condenação de 30 dos acusados e penas que incluíram prisão e multas pesadas.Ao apresentar o caso, a acusação forneceu detalhes extensos sobre uma série de estruturas offshore e sobre a forma deliberadamente pouco transparente de negociar instituída pelos executivos da companhia para distribuírem benesses aos líderes africanos e conseguirem manipular a política nacional e internacional em seu proveito – o autodenominado “sistema Elf'”. Pierre Falcone, entretanto alvo de um mandado de Captura internacional, passa em trânsito pelo aeroporto da Portela em Lisboa no dia 5 de Maio de 2004 (outras 3 visitas anteriores tinham sido feitas no ano de 2004 a Lisboa), e o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) avisado pela Interpol é obrigado a detê-lo. Acabaria por ser libertado algumas horas mais tarde, sem que tenha sido conduzido ao Tribunal da Relação de Lisboa. É evidente que o governo de Lisboa quer esconder o escândalo diplomático e Durão Barroso, parte interessada no negócio, MENTE descaradamente à “comunicação social”, mas as mentiras do Governo português têm pernas curtas, tão curtas que nem os petrodólares do Futungo as conseguem abafar. O caso torna-se uma vergonha nacional até entre os próprios Liberais!
(continua)
(1) Aquela que foi estimada como sendo a maior fiança de sempre em França, foi mais tarde reduzida para cerca de um terço, depois de uma acção de recurso interposta pelos advogados do empresário.Segundo o jornal francês «Nouvelle Observateur», citado no relatório «Hora de Transparência», esse valor viria ser pago “pela empresa estatal de petróleo angolana Sonangol, para demonstrar a solidariedade de Angola para com Falcone”

Falcone, Presidente ZEDU, Chirac o lixado, BUSH e Barroso
No ano 2000 Pierre Falcone, o traficante de armas libertado sob caução depois do pagamento de uma fiança (1) de 14 milhões de dólares (pagos pela Sonangol),acusado por “tráfego ilegal de armas, fraude fiscal, uso ilícito de benefícios sociais, abuso de confiança e tráfego de influência” faz uma doação à Campanha para a Eleição de George W.Bush no valor de U$ 100 milhões de dólares – provenientes de uma empresa gerida pela esposa de Pierre Falcone , tanto quanto a contribuição de Kenneth Lay o “ patrão” da ENRON.!!,,, Após a exposição desta ligação com “dinheiro sujo”na “Newsweek” em Janeiro de 2001, o Presidente Bush diz que irá devolver (!) a doação.
Passando por anos da politica “soft” de Clinton de promover a guerra biológica pelo lançamento de desfolhantes químicos que destruíram milhares de kilómetros quadrados de lavras lançando a fome e a degradação sobre as populações afectas à Unita, a nova Administração americana de Bush resolve-se pela rápida eliminação física da Oposição angolana, que virá a culminar com o assassinato de Jonas Savimbi utilizando a aviação com pilotos israelitas e tecnologia GPS (num processo similar ao utilizado por Israel para matar o sheik Yassin na Palestina).
Do pré-acordo para riscar a Unita do mapa faz parte o pagamento da DÍVIDA de US$ 2,2 biliões de dólares a Portugal. A acção do recém-eleito 1º ministro português Durão Barroso (o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros que tinha estado em Lusaka) parece ter sido decisiva para obrigar José Eduardo dos Santos. Um antigo funcionário do Ministério das Finanças de Portugal comentou à "Global Witness" que acreditava que o novo acordo fora diligenciado mais pela necessidade urgente de lidar com o défice público português, mantendo-o dentro do limite imposto pelo Pacto de Estabilidade Europeu, do que por qualquer coisa a ver com perdoar a dívida angolana. Parece que o governo angolano concordou com um pagamento único, imediato, de US$ 270 milhões, em troca de algum perdão da dívida e de condições favoráveis para o reembolso do resto. Um representante da Embaixada de Portugal em Londres disse à "Global Witness" que, até Dezembro de 2003, o acordo não tinha sido finalizado. Não obstante, a mensagem de governação deficiente é clara: numa altura em que Angola enfrenta uma situação humanitária crítica, o seu governo parece disposto a contrair empréstimos volumosos com altas taxas de juro para pagar as suas dívidas a Portugal, enquanto Portugal procura uma solução rápida para as suas obrigações com o Pacto de Estabilidade da UE.
Enormes Novos Empréstimos Offshore: não muito após ter vindo à luz o acordo com Portugal em Janeiro de 2003, o governo angolano organizou um novo e volumoso empréstimo, de bancos estrangeiros, garantido por petróleo, encaminhado através das Ilhas Cayman que, desta vez gerou mais de US$ 1 bilião. O empréstimo foi organizado pelo BNP Paribas, Société Générale, Natexis Banques Populaires e Banque Belgolaise e é, até agora, o maior empréstimo contraído por Angola e parece estar a ser gerido através dum mecanismo não transparente, chamado um 'Special Purpose Vehicle' ou SPV, com base num abrigo fiscal offshore, cujos capitais serão os rendimentos da produção petrolífera angolana.
Por esta altura da narrativa, podemos ser levados a pensar que o dinheiro seria utilizado para pagar os bens que milhares de portugueses foram obrigados a deixar em Angola; mas o dinheiro fazia falta para outros fins,,,
O posterior apoio e colaboração dados pelo governo Barroso à invasão do Iraque pelos Estados Unidos não serão de todo estranhos a este acordo. A versão da “estória para consumo público” por António Monteiro ex-embaixador de Portugal em Luanda e depois em Paris ( Dezembro de 2003) pode ser lida no artigo – “Portugal, os Estados Unidos e a guerra angolana” publicado na Revista nº6 dos Negócios Estrangeiros.
O Presidente Dos Santos aperta a mão a Bush em Washington em Fevereiro de 2002. O julgamento do Processo ELF terminaria em Paris em meados de Novembro de 2003, com a condenação de 30 dos acusados e penas que incluíram prisão e multas pesadas.Ao apresentar o caso, a acusação forneceu detalhes extensos sobre uma série de estruturas offshore e sobre a forma deliberadamente pouco transparente de negociar instituída pelos executivos da companhia para distribuírem benesses aos líderes africanos e conseguirem manipular a política nacional e internacional em seu proveito – o autodenominado “sistema Elf'”. Pierre Falcone, entretanto alvo de um mandado de Captura internacional, passa em trânsito pelo aeroporto da Portela em Lisboa no dia 5 de Maio de 2004 (outras 3 visitas anteriores tinham sido feitas no ano de 2004 a Lisboa), e o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) avisado pela Interpol é obrigado a detê-lo. Acabaria por ser libertado algumas horas mais tarde, sem que tenha sido conduzido ao Tribunal da Relação de Lisboa. É evidente que o governo de Lisboa quer esconder o escândalo diplomático e Durão Barroso, parte interessada no negócio, MENTE descaradamente à “comunicação social”, mas as mentiras do Governo português têm pernas curtas, tão curtas que nem os petrodólares do Futungo as conseguem abafar. O caso torna-se uma vergonha nacional até entre os próprios Liberais!
(continua)
(1) Aquela que foi estimada como sendo a maior fiança de sempre em França, foi mais tarde reduzida para cerca de um terço, depois de uma acção de recurso interposta pelos advogados do empresário.Segundo o jornal francês «Nouvelle Observateur», citado no relatório «Hora de Transparência», esse valor viria ser pago “pela empresa estatal de petróleo angolana Sonangol, para demonstrar a solidariedade de Angola para com Falcone”
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