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quinta-feira, setembro 11, 2008

Palintologia sionista 11.9


Sarah Palin a promitente vice-presidente indigitada para integrar um terceiro mandato de Bush mascarado de McCain (8 anos + 4 =12 - McSame, ou John Bush, como lhe chamam agora) é ecologicamente ainda mais prejudicial que a poluição (e o cheiro a tomates podres que empesta o ambiente) provocada pelos dois juntos.
Sarah Palin, é censora nas bibliotecas públicas, é contra o aborto, a favor da pena de morte e a favor do ensino do “criacionismo”; é beata militante fundamentalista na assembleia evangélica de deus: um extracto de uma das suas iluminações orais reza assim: "Rezem pelos nossos militares, homens e mulheres, que se esforçam por fazer aquilo é correcto. Rezem também por este país, pelo qual os nossos lideres, os nossos lideres nacionais, enviam (os soldados americanos) para o estrangeiro cumprir tarefas messiânicas na defesa de Deus”. No que toca aos assuntos corriqueiros da politica a gaja é topada de gingeira por mentir, mentir, enfim, por ser uma mentirosa compulsiva,

Como governadora do Alaska têm-se notabilizado por destruir todas as coisas que faziam este Estado ser especial, nomeadamente abrindo as portas para a exploração intensiva de petróleo neste autêntico santuário natural - mas para efeito da imagem que aparece na televisão e nas entrevistas em revistas de moda Miss Sarah Palin surpreendentemente declarou candidamente que a verdadeira razão porque os soldados americanos estão no Iraque é,,, por causa do petróleo. Se a governadora tem razão, e tem!, este seria um factóide politicamente incorrecto, porém,,,

Falando em petróleo – eis aquilo sobre que Palin não se pronuncia: o fiasco da grande empresa yankee na plataforma do Mar Cáspio consignada no “Grand Chessboard” do conselheiro Brezinsky desde 1999 com Bill Clinton, o desastre do pipe-line no Afeganistão (para onde Barcky Obama, na qualidade de gestor Sionista eleito “in advance” reinvindica mais tropas e o envolvimento da NATO; e chega ao desplante de criticar Bush por enviar poucos soldados), e por último a guerra na Geórgia – tudo isto faz parte da construção da agenda da Nova Ordem Mundial Sionista levada a cabo para controlar as fontes de energia mundial, enquanto procura evitar que a Rússia ascenda no mercado a uma posição próxima dos actores Ocidentais dominantes.

Liberdade energética, ou mais guerra e genocídio pelo Petróleo?

É utópico que os lunáticos da campanha de Obama pensem que podem “refocar” internamente a fraudulenta “Guerra contra o Terror Global” saída do inside job de 11 de Setembro – e vir a obter crude e gás negociando aquilo em que o Bush falhou miseravelmente, mandando assim para as urtigas estes últimos 8 anos de inferno. Este movimento de “refocagem” será meramente para salvar a reputação de Zbigniew Brzezinski e o seu esquema idiota de conquista do Cáucaso. Na verdade teremos mais do mesmo. A “nova” administração pode conseguir que os sistemas de abastecimento por pipelines seja concretizado, mas apenas pelo sul através do Irão (daí a expectativa de ataque mais ou menos sempre eminente nestes últimos tempos) – ou mudando as politicas dos Estados Unidos, cessando a ameaça de guerra e desistindo de matar no Afeganistão, fazendo os negócios numa base legal sem intervenção das forças militares. Além destas duas, não há mais nenhuma opção. Imagine-se quão indiferente é saber quem será eleito – mas não é difícil adivinhar qual a opção que já foi tomada,,,

quarta-feira, setembro 10, 2008

Capitalismo de Estado

Passados quase vinte anos da falência da URSS como sistema social sob o comando de uma nova classe burguesa instalada à sombra da maquinaria burocrática de Estado, (esse state-of-art de abstracção) eis que o outro pólo capitalista (a outra ex-superpotência), para evitar o colapso à vista, lhe resolve tardiamente copiar o modelo (a menos que já o tivessem de facto copiado antes de forma encapotada e o modelo de “free entreprise” tenha sido mais um embuste)

Camaradas Bush, Paulson e Bernanke – sejam bem-vindos à União Socialista de Repúblicas da América do Norte


(1) "A inevitável nacionalização das insolventes Fannie Mae e da Freddie Mac é a mais radical mudança de regime na economia financeira global em muitas décadas. Já não se via nada assim desde os ultimos 20 anos, depois do colapso da URSS e a queda da “cortina de ferro”, as reformas económicas liberais na China e outros mercados emergentes na economia mundial terem abandonado as grandes empresas chave como propriedade do Estado e decidido privatizá-las (cumprindo as imposições neoliberais). Esta agressiva intervenção em duas empresas privadas fulcrais é suportada pelo erário público dos Estados Unidos – os mesmos que prégavam à direita e à esquerda os benefícios do mercado livre e da livre iniciativa privada.
Agora mesmo, os mesmos Estados Unidos são protagonistas da maior nacionalização na história da humanidade. Pela nacionalização da Fannie Mae e da Freddie Mac (uma espécie de Caixas Gerais de Depósitos lá do sítio que foram privatizadas) os EUA injectaram dos seus próprios fundos públicos perto de 6 Triliões de dólares, o que significa que aumentaram o défice público/endividamento do Estado por outros 6 Triliões.
Com esta operação os Estados Unidos também se tornaram eles próprios o maior governo proprietário de “hedge funds” do mundo: pela injecção de capital (notas impressas pelo FED), qualquer coisa como 200 milhões de dólares no capital social da Fannie e Freddie, e tomando quase 6 triliões de compromissos (de GSE,s), os EUA responsabilizaram-se também pela maior e mais elevada OPA da treta (“Leveraged Buy-Out”) na história do homem sobre a face da terra – porquanto o débito em relação à equidade do “racio” é de 1 para 30 – (6.000 biliões investidos contra 200 biliões que é o valor do capital social das 2 empresas adquiridas)" – uma boa aposta, que vai ser paga pela inflação global generalizada.

o “Público”, sob o título “os mercados (essa extraordinária entidade concreta) aprovam”, depois de manipular os números, comunica que “os investidores gostaram da medida” – como não haveriam de gostar?, qual o investidor que não arrisca o seu capital para ganhar somas fabulosas especulando, se depois quando perde, sabe de antemão que as entidades que decidem no Estado virão em seu socorro “socializando” os prejuízos? – aliás, só há uma explicação para esta espécie de compadrio: é que as personagens que tomaram e beneficiaram com as privatizações (tal e qual como a Máfia Russa no desmantelamento do sector público do Estado na URSS) são os mesmos pilha-galinhas que dominam e gerem as decisões do Estado.


(1) a foto retrata um objecto do mais caro artista de sempre, Damien Hirst - uma Caveira (a peça chama-se "For the Love of God") manufacturada com 8601 diamantes oferecida a leilão no luxuriante e estratosférico mundo dos bilionários pela grotesta quantia de 100 milhões de dólares.
Era você que achava os livros do seu filho caros?
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terça-feira, setembro 09, 2008

A Grande Amnésia...

... provocada pela perda de memória por vezes é induzida deliberadamente por aqueles que persistentemente reescrevem a história: como nos convertemos em escravos do Petróleo?
Há 90 anos atrás, o maior trabalhinho de conspiração na história moderna teve lugar em plena luz do dia. Não se está a falar àcerca da criação da Reserva Federal, que essa também foi das maiores de sempre; não! falamos de algo bastante mais profundo, que tem a ver com todo o desenvolvimento civilizacional do último século – e tão óbvio – que mal que cada um se aperceba disto, ficará estupefacto pela forma como milhares de milhões de pessoas puderam perder a ligação com o que se passou.

o Petróleo é na realidade a raiz de todos os diabos que nos infernizam o presente. Imagine-se o crude e o petróleo fora da equação energética e substituam-se estas fontes por energias alternativas produzidas localmente, controladas localmente, ecológicas, económicas, por recursos que são renováveis, etc. – e vejamos, o que aconteceria? – 95 por cento dos problemas estruturais do mundo desapareceriam!
Não haveria mais guerras pelo petróleo. Não haveria necessidade de dispender dinheiro que deixa o país de tanga para pagar importações de milhares de milhões. Não haveria mais devastações ecológicas relacionadas com a indústria petrolífera. Haveria inclusivé redução do número de carcinomas e outras doenças relacionadas com a poluição. Mas os combustiveis fósseis são necessários ao estilo de vida que foi criado, certo? Se não o fosse, como fomos apanhados pela primeira vez nesta necessidade?
A história diz-nos que nos primórdios da indústria, e um pouco por cortesia e ingenuidade de John Rockefeller e da Standard Oil, o kerosene para as lâmpadas era extraído do óleo das baleias. Diz-nos também que a gasolina e o diesel feitos a partir dos óleos foi a única fonte prática de combustivel para os veículos motorizados (carros, camiões, autocarros e tractores). E continua a ser, conforme nos dizem. Mas pensemos sobre isso por um momento.

As leis de proibição do álcool manufacturado nos EUA vigoraram de 1919 a 1933. Aceitámos isso como uma fatalidade das forças da natureza, mas nunca examinámos o problema a fundo. Justificaram-se com o facto dos Estados Unidos serem uma nação de inveterados bebedores cujos hábitos precisavam de ser banidos – mas as pessoas que puseram em prática a Proibição, eram eles próprios homens com sérios problemas com o álcool, o que nos faz regressar atrás e ir mais longe. Sabia que desde os bêbados da era–de-1919 esse tipo de vício passou a ser controlado por mulheres activistas em torno das igrejas na era-1929? - faz sentido? foi uma coincidência que o acto de banir a produção do álcool tivesse lugar à medida que a indústria automóvel ganhava dimensão, e o álcool fosse a fonte óbvia como fonte de superior qualidade face ao óleo fóssil? – mas que foi apagada depois da infraestrutura produtiva de álcool-em-vez-de fuel ter sido completamente destruída, esquecida, e suplantada pelos gigantes da indústria petrolífera!?
É o que diz David Blume: “o álcool pode ser um combustível!” – e os últimos 90 anos da economia global, actividade política, e devassa ecológica do mundo pelas multinacionais petrolíferas foi de todo, desde o início, um imenso trabalho de conspiração – reforçada com a violência e o apoio de gerações de funcionários políticos corruptos – Nixon (o do primeiro choque petrolífero, cuja herança foi gerida por Nelson Rockefeller como seguinte vice presidente), Cheney, Bush Sénior, Bush Jr. (e respectivos derivados locais), são apenas algumas das últimas amostras nos últimos 30 anos.



É impressionante o encadeamento histórico desta mistificação primordial:
As leis da Proibição do álcool estiveram na génese e desenvolveram a indústria do gangsterismo norte americano – de Al Capone a Lucky Luciano (meros funcionários dos mandantes do Crime) – as actividades contrabandistas foram apoiadas pelos investidores da Banca usurpada pelos Judeus desde a criação das Reservas Federais em 1913. O próprio clã Kennedy prospera com base no contrabando (Joe Kennedy era irlandês e concorria com a Máfia judia nos negócios da importação ilegal de whisky). Outro grande grupo multinacional é detido pelos judeus da familia Bronfman, radicados no Canadá detentores do Grupo Seagram (30 mil empregados) hoje com interesses monopolistas globais na área da industria dos Media, da Finança e do Espectáculo (são donos da RCA e da Universal). Com os lucros fabulosos deste submundo criado pela Proibição o maior mentor da crime organizado, o judeu Meyer Lansky, funda a cadeia de casinos ao longo da Costa Dourada da Flórida (onde ainda hoje se situam os investimentos imobiliários mais caros do mundo). É ali que ainda, regra geral, se decidem as “eleições” no país. (por exemplo, os delegados ali eleitos por Hillary Clinton foram erradicados da contagem para a nomeação). A indústria do jogo e do espectáculo (incluindo a informação mediática) prosseguiram através do boom dos casinos de Las Vegas no pós guerra e da subsquente exportação do conceito nos anos 50 para Cuba como protectorado yankee. O primeiro Banco off-Shore é fundado nas Bahamas para recolher as receitas ilegais dos gangsters. Como tão bem é exemplificado no tríptico “O Padrinho” a partir de certa altura a Máfia global aposta na completa e definitiva legalização dos negócios
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segunda-feira, setembro 08, 2008

a Festa do Avante 2008

Na sexta feira a coisa começou mal, até o São Pedro colaborou com os novos reaccionários – iguais em tudo aos que foram alvo na frase de abertura do Manifesto: “uma onda de agitação varre a Europa, o que leva a uma caçada infame aos comunistas” - chovia se deus a mandava, mas ninguém parecia faltar, prontos a zurzir na besta capitalista (com eficácia minhota, diga-se).

Independentemente das opções teóricas individuais, que perante a gravidade da situação politica actual terão de ser relegadas para segundo plano (cujo exemplo mais acabado é o da coligação de Esquerda alemã Die Linke feita entre dissidentes sociais democratas e os comunistas (reformistas) da antiga DDR), que partido conseguirá em Portugal (ou até na Europa) uma tal capacidade de mobilização popular? – é ou não é importante uma união dos intelectuais das diversas opções de esquerda para pôr cobro ao regabofe neoliberal? A gesta dos militantes do PCP, como é habitual, não mereceria comentários nos orgãos de manipulação social. Como frisou o professor José Barata Moura: “há três grandes opções: 1.há os que dizem que “a luta de classes nunca existiu, 2. os que afirmam que as coisas se podem conciliar e 3. os que acham que não é conveniente falar dessas coisas”. O tom geral da imprensa corporativa é igualzinho ao dos novos filósofos institucionais como este patarata (assalariado no Expresso), ou estes outros líricos pós-modernaços que conseguiram não fazer um único comentário ao evento, tal como Sócrates &/ou Ferreira Leite, como gestores/censores institucionais da RTP zelosamente mandam determinar - e serão decerto condecorados pelo serviço prestado aos patrões. No sábado a televisão pública enviou uma equipa de reportagem ao palco principal da Atalaia; era meio dia e as pessoas, ou ainda não tinham chegado, ou estavam a almoçar (só às 14,30 se iniciou o 1º concerto, com os Terrakota) e o repórter afirmava-se desolado perante o lugar meio vazio que daí a duas horas concentrava já muitos milhares de pessoas - um comentador lançou a boca: “virão aqui muitos jovens, mas não é certamente para discutir política”
Aldrabões! se isso é verdade, sempre gostariamos que nos dissessem: ¿o que andavam os muitos milhares de jovens a fazer no recinto já a noite ia alta, a cantarolar o hino político da Festa por tudo o que era canto, nas mais variegadas e surpreendentes formas?



O discurso principal denunciou o novo Código de Trabalho (que tenciona revogar o horário laboral das 8 horas diárias conquistado pelas lutas do século XIX), e outras propostas do governo que têm vindo a visar a reconfiguração do Estado (uma adaptação doméstica das alterações introduzidas pela “nova ordem mundial” através do “patriotic act” nos EUA – primeiro destruir (a educação, o SNS, a função pública... tudo menos o exército às ordens da NATO), depois fingir negociar com os agentes sociais, mas a partir de novas condições, de acordo com os interesses do patronato:

leia-se as grandes empresas multinacionais, cujos reflexos nacionais são as cotadas no PSI20 - as grandes beneficiárias das privatizações, para as quais os governantes assalariados dos grandes interesses económicos literalmente inventam novos nichos de mercado.

a volta da velha canção cavaquistona

Hoje de manhã foi Ferreira Leite, que ontem perorou para uns escassos100 alunos, quem mereceu honras de chamada de capa (em conjunto com outros temas como música, shows de aviões e vacas leiteiras) enquanto qualquer eventual pequena caixa sobre as declarações (previamente “trabalhadas”) de Jerónimo de Sousa são remetidas para os confins das páginas interiores. Então até para o ano, se lá chegarem,,,

GrandFinale

domingo, setembro 07, 2008

História do Petróleo

o Médio Oriente detém 70 por cento das reservas mundiais, enquanto a América do Norte e a Europa, à taxa corrente de extracção, esgotarão as suas fontes de petróleo em 2010, ou ainda antes. As tecnologias existentes talvez possam vir a providenciar alternativas, embora ligeiras, ao petróleo no campo da energia, mas não por exemplo para a indústria dos plásticos. No despertar em 2001 da “Task Force” para a Energia do vice-presidente Dick Cheney, foi uma coincidência que George W. Bush tenha determinado o objectivo Iraque na sua chamada “guerra contra o terrorismo”, um país conhecido por possuir as segundas maiores reservas de petróleo do planeta?
duplo clique na imagem para ampliar
É outra coincidência que as Forças Armadas dos Estados Unidos no Afeganistão e na Ásia Central estejam estacionadas junto das maiores reservas de gaz e petróleo desse continente?
É ainda outra coincidência que o chefe da “Comissão de Inquérito ao 11 de Setembro” tenha sido Thomas Keane, o maior accionista do mais antigo bloco petrolifero (a Amerada/Bloco Delta Hess) na área de Baku no Cáucaso?
Foi a invasão do Afeganistão e do Iraque realmente planificada para reduzir a actividade terrorista contra os Estados Unidos, ou foi um golpe para garantir que cada americano médio possa continuar calmamente a consumir quatro vezes mais energia que o europeu comum, ou 32 vezes mais energia que um africano?
Para atingir este ideal tem valido tudo: várias guerras no Golfo Pérsico, instrumentalização e utilização imoral das Nações Unidas, violações da legislação internacional, ilegalidades constitucionais, bombardeamentos, etc.

História do Petróleo – Robert Newman
45min.42seg.

sábado, setembro 06, 2008

"Nenhum silêncio é inocente"

Baptista Bastos dá-nos uma novidade que,
talvez poucos saibam: Santana Lopes é
primo de Manuela Ferreira Leite (!)

"Diz-se que Manuela Ferreira Leite vai "quebrar o silêncio". Diz-se que esse magno acontecimento ocorrerá no domingo, no encerramento da Universidade de Verão do PSD.
A Universidade de Verão parece, na lógica deste panorama, a contra-regra do Pontal; digamos: um sinédrio intelectual e grave, destinado a inculcar em cem ansiosos moços o breviário da "social-democracia" à portuguesa. (...) A coisa é notoriamente confusa. E a identidade dos "professores" uma barafunda pegada, repleta de narcisismos perversos e de nervosas ambições.

Não sei se os meus pios leitores imaginam a natureza dos discursos de Pacheco e de Leonor Beleza, de António Borges e do general Garcia Leandro, sem omitir, claro!, o inimitável António Vitorino, socialista e tudo, sobretudo nos dias ímpares. Quase todos os nomeados são directamente responsáveis pelo estado a que chegou o País. Parte do descrédito da acção política a eles se deve. O nosso desalento deixou de ceder a qualquer apelo cívico, e as nossas emoções mais asseadas foram letalmente atingidas. A casta que tomou conta da Pátria devia ser condenada por indignidade nacional. Chega a ser infame a lista das prebendas, das reformas sumptuosas, das funções acumuladas, dos duplos e triplos vencimentos auferidos por uma gente desprezível, que entre si partilha o bolo, num macabro trânsito de interesses.
Os cem jovens que assistem ao conclave de Castelo de Vide vão, com aqueles "professores", aprender - quê? Os exemplos não são virtuosos".

(a parte do meio do artigo também é gira: "a conspiração no PSD alastra como eczema", para ler aqui)

sexta-feira, setembro 05, 2008

Arcana Diabolica Universalia

esta vida são dois dias
mas a festa do Avante são três

crenças antigas, novas premissas, outros problemas

Nazismo e Sionismo

"No que concerne à questão dos marxistas judeus que eventualmente namoraram com o Sionismo nalgum momento da sua trajectória política, e que por vezes serve de duvidoso alibi para o horror Sionista em certos sectores da esquerda, é mister salientar o seguinte: o movimento "real" jamais reflectiu as concepções de tais pensadores, de figuras como, por exemplo, o teórico e militante (trotskista) judeu belga Abraham Leon - autor de uma obra célebre, "a Concepção Materialista da Questão Judaica" - mas sim o autoritarismo genocida, racista, terrorista e imperialista do Irgun Zvai Leumi, do Palmach, da Mossad, do Shin Bet, de figuras deletérias como Ben Gurion (aquele mesmo crápula que não se importava com a sorte de idosos e crianças judios, desde que o seu projecto político fosse levado em frente), Golda Meir, Menachem Beguin, Moshe Dayan, Yitzhak Shamir, Ariel Sharon, Benjamin Netanyahu e outros odiosos carniceiros e assassinos. Infelizmente, portanto, assim como o socialismo efectivamente existente na prática jamais correspondeu às idéias de Trotsky, Rosa Luxemburgo ou Nikolay Bukharin, o sionismo REAL nunca teve a face de Abraham Leon (que aliás romperia com o movimento em 1940) ou Isaac Deutscher, mas sim a ominosa efígie dos criminosos de guerra acima referidos"
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quinta-feira, setembro 04, 2008

Guerra e Paz *

"A guerra nunca deflagra subitamente: a sua extensão não é obra de um instante”.
Carl Von Clausewitz

(...) Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Hans Morgenthau (1), pai da teoria política internacional norte-americana, formulou uma tese muito simples e clássica, sobre a origem das guerras. Segundo Morghentau: “a permanência do status de subordinação dos países derrotados numa guerra, pode facilmente produzir a vontade destes países desfazerem a derrota e jogarem por terra o novo status quo internacional criado pelos vitoriosos, retomando o seu antigo lugar na hierarquia do poder mundial. Ou seja, a política imperialista dos países vitoriosos tende a provocar uma política imperialista igual e contrária da parte dos derrotados. E se o derrotado não tiver sido arruinado para sempre, ele quererá retomar os territórios que perdeu, e se possível, ganhar ainda mais do que perdeu, na última guerra” (2) .

Em 1991, depois do fim da Guerra Fria, não houve um Acordo de Paz, que estabelecesse as perdas da URSS, e que definisse claramente as regras da nova ordem mundial, imposta pelos vitoriosos, como havia acontecido no fim da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais. De facto, a URSS não foi atacada, o seu exército não foi destruído e os seus governantes não foram punidos, mas durante toda a década de 90, os EUA e a UE apoiaram a autonomia dos países da antiga zona de influencia soviética, e promoveram activamente o desmembramento do território russo. Começando pela Letónia, Estónia e Lituania, e seguindo pela Ucrânia, a Bielorússia, os Balcãs, o Cáucaso e os países da Ásia Central.

Neste período, os EUA também lideraram a expansão da NATO, na direcção do leste, contra a opinião de alguns países europeus. E mais recentemente, os EUA e a UE apoiaram a independência do Kosovo, aceleraram a instalação do seu “escudo anti-mísseis”, na Europa Central, (na Polonia e Republica Checa) e estão armando e treinando as forças armadas da Ucrânia, da Geórgia e dos países da Ásia Central, sem levar em conta que a maior parte destes países pertenceu ao território russo, durante os últimos três séculos. Em 1890, o Império Russo, construído no século XVIII, por Pedro o Grande e Catarina II, tinha 22.400.000 Km2 e 130 milhões de habitantes. Era o segundo maior império contíguo da história da humanidade, e era uma das cinco maiores potências da Europa.

No século XX, durante o período soviético, o território russo manteve-se do mesmo tamanho, a população chegou a 300 milhões de habitantes, e a Rússia transformou-se na segunda maior potência militar e económica do mundo. Pois bem, hoje a Rússia tem 17.075.200 km 2 e apenas 152 milhões de habitantes, ou seja, em apenas uma década, a década de 1990, a Rússia perdeu cerca de 5 .000.000 km2 , e cerca de 140 milhões de habitantes.

A maior parte dos analistas internacionais que se dedicam a prever o futuro esquecem-se – em geral - que os grandes vitoriosos de 1991, não foram apenas os EUA, foram os EUA, a China e a Alemanha (como motor económico da União Europeia e cadeia de transmissão do imperialismo via BCE). Numa viragem histórica onde só houve um grande derrotado, a URSS, cuja destruição trouxe de volta ao cenário internacional, uma Rússia mutilada e ressentida. A Alemanha e a China ainda levarão muitos anos para “digerir” os novos territórios e zonas de influência que conquistaram, nas últimas décadas, na Europa Central e no Sudeste Asiático. Enquanto isto, o desaparecimento da União Soviética colocou a Rússia na condição de uma potência derrotada, que perdeu um quarto do seu território, e metade de sua população, mas que ainda mantém de pé o seu armamento atómico, e o seu potencial militar e económico, junto com uma decisão cada vez mais explícita “de desfazer a derrota, e jogar por terra o novo status quo internacional criado pelos vitoriosos (em 1991), retomando seu lugar na hierarquia do poder mundial”. (3)
Por isto, neste início do século XXI, a Rússia é um desafio e uma incógnita, para os dirigentes de Bruxelas e de Washington e para os comandantes militares da NATO. Quando na verdade, o mistério não é tão grande, e se Hans Morghentau tiver razão, trata-se de um segredo de polichinelo: a Rússia foi a grande perdedora da década de 90, e ao contrário do que diz o senso comum, será a grande questionadora da nova ordem mundial, qualquer que ela seja, até que lhe devolvam - ou ela retome - o seu velho território, conquistado por Pedro o Grande e Catarina II. Por isso, a actual guerra na Geórgia não é uma guerra antiga, pelo contrário, é um anúncio do futuro"

* adaptação parcial do texto de José Luis Fiori publicado na "Revista Económica" (Brasil)

notas:
(1) Como não podia deixar de ser entre os grandes decisores das grandes linhas politicas norte americanas Hans Joachim Morgenthau foi um judeu alemão que emigrou para os EUA em 1930, vindo a ser personagem importante na declaração de guerra da diáspora judaica americana ao regime nacional socialista de Adolf Hitler. Tradicionalmente radicada nos EUA, na familia Morgenthau notabilizaram-se Henry Morgenthau Jr., o subsecretário de Estado do Tesouro que fundou a Conferência de Bretton Woods, que esteve na origem da criação do FMI e do International Bank for Reconstruction and Development (o Banco Mundial); e ainda Robert M. Morgenthau, procurador geral do Estado de New York desde 1975, que só por si merece um post aparte,,,
(2) Hans J. Morgenthau, (1993) [1948]. "Politics Among Nations. The Struggle for Power and Peace", Mc Graw, New York, pág. 66
(3) ver também: Serge Halimi "The Return of Russia" - publicado na Monthly Review
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quarta-feira, setembro 03, 2008

aprender sempre,

,com as palavras que expõem de forma simples as grandes ideias.
Samir Amin, (nascido a 3 de Setembro de 1931, faz hoje 77 anos), fala no Forum Social de Bamako sobre as grandes questões que derivam da actual situação geral mundial perante a tentativa de hegemonia imperialista; e recorda os 50 anos da memorável Conferência dos Povos do 3º Mundo realizada em Bandung, quando os chamados paises não alinhados desafiaram os dois blocos que se digladiaram durante a guerra fria

(legendado em castelhano)
claro que é uma coincidência,

a 1ª página do Público de hoje é uma obra prima na arte de induzir mensagens subliminares:
à cabeça a noticia que condena o Estado a indemnizar Paulo Pedroso na qualidade de falso culpado num processo de pedofilia - e mesmo por baixo uma pichota (sobre um estudo genético sueco),
il pisello della signoria na vulgata greco-romana clássica, detalhe mediático da mesma filosofia que continua a reger os nossos
códigos judiciais

terça-feira, setembro 02, 2008

A confirmação da cabala

O Estado foi condenado a pagar indemnização a Paulo Pedroso. "A fundamentação do acórdão de condenação do Estado é baseada no preceito que indica que o Estado através do seu agente, o juiz Rui Teixeira, cometeu erros grosseiros, uma negligência grave na decisão que aplicou a prisão preventiva a Paulo Pedroso"

Se uns o tentam fazer agora, por quê
os outros não o teriam feito então?

O antigo ministro do Trabalho de António Guterres foi detido em Maio de 2003 no âmbito do processo Casa Pia e libertado cinco meses depois. Os danos causados à sua imagem de provável líder do PS na sucessão a Ferro Rodrigues são irreparáveis. Paulo Pedroso, que afirma que "processar o Estado se tornou um imperativo ético", vai receber 100 mil euros por danos morais e uma outra indemnização, por danos patrimoniais, de cerca de 30 mil euros garantindo que a decisão não chega para limpar o nome mas é uma lição para todos.

“Acabar a cear punhetas de bacalhau quando o meu desejo profundo era de bacalhau na brasa com batatas a murro foi a experiência que mais me marcou no contacto que mantive até hoje com o mundo colorido das escutas telefónicas”
Manual Tavares, revista Sábado

Altos negócios de Estado. O tom conciliatório de Pedroso compreende-se. O Ministério Público vai recorrer da sentença e no final, tudo passado dentro do famoso “segredo de justiça” haverá um qualquer acordo de conciliação entre as partes – o Estado paga, mas o Estado deveríamos ser (todos) nós, no caso apenas ouvidos e achados como contribuintes líquidos – indefesos, como meros espectadores que vimos o Governo de Durão Barroso forjar o golpe que erradicou o PS demo-liberal da cena politica portuguesa, permitindo o completo alinhamento do país com as estratégias Neocons da administração Bush.

A pergunta que desde então dominou os boatos políticos em Portugal é: são culpados ou vítimas de uma caça às bruxas? – o caso Casa Pia revela-se interminável e irá fatalmente desembocar no habitual beco sem saída.

Há cinco anos, o líder socialista Ferro Rodrigues defendia-se: “Quero deixar claro: a nossa luta será serena mas determinada e dirige-se – e sempre se dirigirá – contra os responsáveis por essa difamação, qualquer que seja o seu objectivo”
Os estrategas ideológicos do governo Barroso nem sequer foram originais na criação do “facto politico”. Enquanto o escândalo abala Portugal, pode ser oportuno rever a sua possível origem histórica, uma vez que os relatos portugueses recentes têm um som familiar: a ideia falsa da existência de uma rede de pedofilia ligada a um orfanato para fornecer garotos a políticos de alto escalão com a finalidade de os destruir teve origem na Grã-Bretanha em 1980 com relação ao albergue de menores trabalhadores de Kincora, em Belfast.

O juiz Rui Teixeira, que agora se cala frente às câmaras, teria muito a explicar sobre a estranha adaptação deste modelo feito em directo para as televisões quando subiu o elevador da Assembleia da República para notificar o porta voz parlamentar Paulo Pedroso. Era então ministra da Justiça em 2003 a militante do CDS Celeste Cardona (hoje como prémio vogal do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos) e o responsável pela Policia Judiciária que dirigia “as investigações” Adelino Salvado. Desde então a forma de fazer politica mudou radicalmente em Portugal. Há 8 anos que Barroso foi eleito, há 8 anos que Portugal entrou em crise (provocada). É também um facto que todas a vozes mais ou menos incómodas do Ps foram (saneadas) promovidas a exilios dourados: Ferro Rodrigues, João Cravinho, Manuel Maria Carrilho. Apesar das frases de circunstância de José Sócrates (eleito para líder pelo método americano) para com “a vítima”, a verdade é que a actual direcção do PS é decididamente uma mais valia como alternativa fictícia ao neocons
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segunda-feira, setembro 01, 2008

Apresentou-se hoje no Festival de Veneza o filme “A Terra dos Homens Vermelhos” ("La Terra degli Uomini Rossi"; titulo para o mercado internacional "Birdwatchers”), uma produção argentina realizada pelo ítalo-argentino Marco Bechis. (ver trailer aqui). Uma obra de forte denúncia, na mesma sequência da exposição de Sebastião Salgado sobre o desmatamento no Estado de Roraima, a película trata de dar a palavra aos índios, num momento em que aumenta cada vez mais a pressão para demarcar e desanexar territórios aos indígenas no Brasil (fruto do acordo Lula-Bush em 2004 para aumentar a produção de biocombustíveis, o qual é aproveitado de forma gananciosa pelos plantadores de soja e cana de açucar, que gozam de imunidade e da protecção das autoridades e da policia). O homem branco é o terratenente e os indígenas lutam pela sobrevivência, contra a extinção. Ademilson Concianza Verga, um dos actores guaranís presentes disse "já não há animais, não há árvores, não há caça, não há nada que pescar”.

Durante a conferência de apresentação de "Birdwatchers" outra actriz indígena de etnia guarani, Eliane Juca da Silva, comoveu a assistência: “"Vocês estão olhando para mim e eu estou olhando para vocês. Nós também temos uma cultura, uma língua, uma forma de vida. E tudo isso está sendo destruído (…) estamos muito tristes porque as nossas crianças estão a morrer. Não somos “índios”, somos pessoas que amamos, trabalhamos, rimo-nos, sofremos, tal como vocês. E isso tortura-nos porque, cortadas por cada vez mais estradas, as nossas florestas que são o suporte do nosso modo de vida tradicional estão a desaparecer”. Também neste caso, daqueles que se opõem à velha conquista do homem branco na América Latina, “existem muitos desaparecidos, e não só no tempo das ditaduras” concluiu o realizador, autor de outra obra de 1999, “Garage Olimpo”, película onde denuncia as torturas e assassinatos massivos perpretados durante o regime militar na Argentina.

o capataz do branco, o arame farpado e a indígena

aditamento (4 Setembro):
a oportunidade de Birdwatcher resulta de que ao mesmo tempo que se estreia a pelicula, a luta conhece desenvolvimentos significativos no terreno - Reservas indigenas brasileiras: apenas 12% do território e mesmo assim prossegue a tendência para a expulsão; James Anaya, um especialista da ONU denuncia discriminação
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sábado, agosto 30, 2008

Tskhinvali, a semi destruida capital da Ossétia do Sul acolheu na passada semana um concerto de música clássica em memória das vítimas provocadas pelo ataque das tropas da Geórgia. (Um video no you-tube mostra os tanques da Geórgia e as ordens para atacar a cidade: "incendeiem as casas!)"
Valery Gergiev, maestro principal da Orquestra Sinfónica de Londres e director artistico do Teatro Mariinski em São Peterburgo conduziu vários excertos de sinfonias de Tchaikovsky e a famosa partitura “Invasão” da 6ª Sinfonia de Shostakovich. O concerto teve lugar nas ruínas do edificio do Parlamento, destruído pelos bombardeamentos. A abrir a performance Gergiev dirigiu-se à assistência: “Queremos que toda a gente no mundo saiba a verdade sobre os terríveis acontecimentos que se passaram em Tskhinvali. Foi um inqualificavel acto de agressão perpretado pelo exército da Geórgia. Isto não é ainda uma história conhecida pelo mundo inteiro, mas tenho a certeza que a verdade acabará por vir ao de cima” e acrescentou: “Se isto não fosse travado pelo exército Russo teria havido muitas mais atrocidades e vítimas. Como natural da Ossétia estou imensamente grato ao meu grande país que é a Rússia por esta ajuda. E espero que tenhamos paz neste lugar durante as muitas décadas que estão para vir”
Os videos gravados do Concerto, onde constam estas palavras, valem bem a pena serem vistos no sitio internet Russia.Today , além do mais porque a música é empolgante.
1ª Parte
www.russiatoday.com/29339/video
2ª Parte
www.russiatoday.com/29341/video

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sexta-feira, agosto 29, 2008

Quem é Joe Biden?

Rui Tavares no artigo “Roosevelt contra Roosevelt” parece dar subrepticiamente a entender a falsa natureza antagonista na corrida para a Casa Branca; mas depois de se declarar como obamaniaco escreve o seguinte: “John McCain acabou de ultrapassar Obama nas sondagens. É mais uma vez o momento indicado para relançar o meu palpite: salvo escândalo ou guerra, continuo a apostar numa vitória de Obama” – como dizem os vendedores de automóveis: entre ambos os dois candidatos e ambas as duas situações latentes, venha o diabo e escolha. A intenção de Rui Tavares ao partidarizar o discurso é a de dividir a ralé em duas facções antagónicas; que outra coisa vale o salário de um cronista de um jornal dirigido por um ultra como José Manuel Fernandes?. Obamaníaco? que razões de facto existem para acreditar numa alternativa no poder do Império dirigida por Joe Biden e Zigbniew Brzezinski?
como primeira apresentação diga-se que o senador Biden é o mesmo que recentemente depois do ataque da Georgia que destruiu a capital da Ossétia do Sul reclamou ao Congresso uma ajuda de emergência ao regime Sionista da Geórgia de 1 bilião de dólares.

A verdade acerca do nº 2 de Barrack Obama

Biden reclama ter um bisavô judeu nascido no Iraque. E embora não possua qualquer documentação comprovativa dessa herança, reclamou essa condição para ter direito de voto nas “eleições” levadas a cabo pelas forças ocupantes em 2005 – aliás, todos os senadores com assento há mais de duas décadas na farsa democrática norte americana, agora agravada pelos neocons, mantêm essa condição devido à elevada propensão para a capacidade dramática exigivel em complots sem se desmancharem a rir nem a chorar, como o simpático e popular gordinho do Preço Certo. Com o suporte dos miolos firmemente refugiado dentro dum colete à prova de bala, Joe Biden votou no Iraque e mostra o orgulhoso dedo marcado com tinta indelével – assim como ele, muitos outros iraquianos mostram quase todos os dedos das mãos com a mesma marca de pantomineiros.

Curriculo criminoso

Repare-se no separador que aparece ao minuto 1,25 do video abaixo. Joe Biden em 13 de Setembro de 2001 reuniu-se com Mahmood Ahmed, o Director dos Serviços Secretos do Paquistão ISI, o homem que ordenou a Saeed Sheikh a transferência de 100.000 dólares para a conta do suposto comandante dos “hijackers” do 11 de Setembro Mohamed Atta. Que objectivo teve aquela reunião?
(a história, referida no Relatório de Investigação ao 11 de Setembro é relatada e desmistificada aqui)

quinta-feira, agosto 28, 2008

assassinato da treta,

Os três homens que as autoridades inicialmente referenciaram como potencialmente envolvidos numa conspiração para assassinar o filho querido da vitória Barack Obama durante a Convenção Nacional dos Democratas afinal enfrentam apenas acusações de porte ilegal de armas, depois do Procurador-Geral alegar que as evidências de tentativa de ataque eram insuficientes. O facto de se tratar de individuos racistas com discursos xenófobos não justifica a existência de uma "conspiração de assassinato". (fonte)

Contra-informação e informação sonegada

Os "assassinatos politicos" de agora já não são o que eram. Os mandantes de outrora são os que ocupam actualmente o Poder. Por alguma razão no filme de Oliver Stone “W” a cena mais forte é aquela em que Herbert Bush Pai (segundo o documentário de Alex Jones disponivel no Infowars.com, um dos mandantes do complot que assassinou Kennedy) dá um valente raspanete ao caçula George Bush Filho. Por alguma razão Obama escolheu a determinação em politica externa do criminoso ex-presidente George Herbert Bush como modelo (ele fez "a great job") – e copia a aura da vítima John Fitzgerald Kennedy para encenar mediaticamente sobre a iliteracia interna um novo simulacro da mítica Camelot – enquanto o Sionista escolhido para vice-presidente e consultores como Zigbniew Brzezinski prosseguem na segunda linha dos bastidores as mesmas politicas e programas imperialistas de agressão.

Os Senhores do Ópio – Israel, o Triângulo Dourado e o Assassinato de Kennedy
(Opium Lords, de Salvador Astúcia)

O livro pode ser lido na internet; a titulo de exemplo, entre outros, são particularmente interessantes e proficuos os capitulos 8 – "a Familia judaica Bronfman de Montreal (Hoje um dos 7 monopolistas dos meios de informação mundiais) e os investimentos na indústria petrolifera na década de 60" – e o capitulo 9 – (Estado que elegeu 3 presidentes nos últimos 40 anos, entre eles 2 Bush`s) o Texano "Lyndon Johnson e as suas lealdades escondidas".

O percurso do autor de “Opium Lords” ajuda a compreender as interrogações sobre aquele que é considerado o assassinato do século. Salvador Astucia era ainda criança quando o presidente Kennedy foi morto. Cidadão norte americano natural do Sul cresceu durante a era da guerra do Vietname, do movimento dos negros pelos direitos civis, do assassinato de Martin Luther King e Robert Kennedy. Formou-se em engenharia e fez carreira na indústria de alta tecnologia.
Depois de ver o filme de Oliver Stone JFK em 1992, o autor apressou-se a ler o último livro do procurador Jim Garrison, “Na Pista dos Assassinos” (On the Trail of the Assassins), à procura de inspiração na procura da verdade por detrás do crime.
Discordando de Garrison, o autor acredita que a maioria das pessoas que lucraram com as vendas de livros ou peliculas sobre o assunto, são geralmente vulgares criadores de fraudes. Mais especificamente, Salvador acredita que as críticas “mais profissionais” sobre o assassinato de Kennedy são financiadas pelos Governos dos Estados Unidos ou de Israel, ou por ambos, na medida em que pretendem suprimir a verdade e controlar ambos os lados do debate.
Ironicamente, o autor pensa que o homem e a obra que o inspirou na pesquisa da verdade sobre JFK é também um falso crítico. O homem saiu da torneira universitária de Yale e é filho de um financeiro de Wall Street: Oliver Stone.
Salvador não tinha nenhuma familiariedade com a cultura Judaica até chegar à idade adulta. Alguns judeus viviam na região do Sul onde passou os primeiros anos de formação. Nunca tinha pensado em predeterminados sentimentos em relação ao judeus, quer para bem quer para mal. Sempre assumiu que Adolf Hitler era o diabo porque foi isso que o induziram a pensar. Quando por curiosidade se começou a interessar por ler livros com tópicos sobre Israel, a cultura Judaica e o Sionismo, experimentou uma espécie de epifania. Começou a compreender que se lhe tinham mentido sobre o assassinato do Presidente Kennedy, talvez também lhe tivessem mentido sobre muitas outras coisas, incluindo o Holocausto.
À procura da verdade num mar de apatia, agora vive segundo o preceito recomendado por um provérbio árabe: “Não tenham medo do caminho da verdade, se pretendem conseguir que os viajantes vão mais além”
epilogo
Na verdade Kennedy foi assassinado por pretender pôr fim ao monopólio da Reserva Federal na emissão de dinheiro – um exclusivo da Banca privada como obra monopolizada por Judeus (com uma pequena concessão a Nelson Rockefeller, o fundador da Standard Oil, mais tarde também fundador do Grupo Bilbelberg).

quarta-feira, agosto 27, 2008

"Fuck Fox News"

"Uma grande manifestação que parece querer recriar os acontecimentos durante a Convenção de Chicago em 1968" - o repórter tenta obter declarações dos activistas de esquerda que protestam na Convenção Nacional do Partido "Democrata", mas o único depoimento que consegue é uma mensagem simples (o cântico coral Fuck Fox News) livre de qualquer intenção de conciliação com a manipulação dos corruptos meios de propaganda do sistema:
(mais informação aqui)

terça-feira, agosto 26, 2008

Si, Si Puede?

a Convenção do Partido Democrata começou ontem em Denver; e sobre a verdadeira natureza do evento como de costume os Media nacionais plantam noticiários light: espalhafatoso acontecimento no Pepsi Centre, informação Coca-cola sobre as figuras envolvidas. Sabe-se que Barack Obama foi apresentado pela esposa Michelle e que discursaram os cunhados e os filhos tecendo loas às qualidades da celebridade como homem de familia. Hoje é a vez de Hillary convencer os relutantes a votar no senador do Illinois e Al Gore, como detentor do Nobel do novo paradigma capitalista asséptico será o único a discursar no mesmo palco, o estádio de basebol Invesco perante 75 mil espectadores onde Obama será entronizado (muito show-off com um final já cozinhado) onde, para a coisa acabar em bem, em glória eterna, algumas fontes admitem que o candidato acabaria assassinado (uma velha mania americana) – em virtude das sua qualidades inatas, como disse o agora promitente vice Joe Biden, o rei das gaffes, em 2007 - Obama é “o primeiro [candidato presidencial] afro-americano articulado, brilhante, limpo e bem parecido”. Enfim, um preto muçulmano porreiro!, em tempo mal caracterizado pela New Yorker, cuja verdadeira imagem em função dos apoios na medida em que se disponibiliza como marioneta Sionista deveria ser mais a de um rabi judeu.

Como escreve Serge Halimi em artigo de 1ª página no “Le Monde Diplomatique”, “Barack Obama tem sorte. Quer suceder a um dos presidentes mais impopulares da história do seu país, é jovem, é mestiço, e o mundo inteiro parece estar à espera que ele seja eleito para a Casa Branca. Parece pois mais bem armado que qualquer outro candidato para “renovar a liderança americana no mundo” (1). Ou seja, para reabilitar a marca América, para fazer com que as intervenções dos Estados Unidos no estrangeiro sejam mais bem executadas, por terem melhor aceitação – e mais aliados.
Incluindo as intervenções militares, em particular no Afeganistão: “construirei” promete, “um exército do século XXI e uma parceria do século XXI tão poderosos como a aliança anticomunista que venceu a Guerra Fria, para continuarmos em toda a parte na ofensiva, de Djibuti a Kandahar” (2). Aos que ainda imaginam que a possibilidade de virem a ter um presidente “multicultural” de pai queniano significaria ipso facto o advento de uma América new age e uma dança de roda em que todos os compinchas do mundo dariam as mãos, o candidato democrata já fez saber que se inspiraria mais na política externa “realista e bipartidária do pai de George Bush, de John Kennedy e, em certos aspectos, de Ronald Reagan”, do que nos Pink Floyd ou em George McGovern (3). O multilateralismo não é para amanhã; o imperialismo será contudo mais soft, mais hábil, mais concertado e quiçá um pouco menos mortífero – embora os oito anos de embargo impostos pela presidência de Bill Clinton tenham morto um número enorme de iraquianos...” (ler o resto)

¿ os direitos humanos vigentes no sinistro campo Gitmo de Guantanamo tendem a alastrar à generalidade do povo americano?

Topando de gingeira que os espera mais do mesmo, pequenas multidões de manifestantes ocorrem a Denver para protestar contra as mesmas previsiveis politicas de sempre. E que encontram? Vontade de mudança, como dizem os milhentos cartazes “Yes We Can Change”. Si, Si Puede para os hispânicos, Sim, nós sabemos, eles estão mudando o Povo – aqui está o que as pessoas encontram quando pretendem exercer os seus direitos constitucionais – a cidade de Denver em lock out barrada por forças policiais usando armas de controlo de multidões, prisão e encarceramento em caso de protesto em edificios jaula cercados de arame farpado, sem casas de banho, água ou camas. Sejam benvindos à Convenção Nacional dos Democratas. Este alerta vermelho foi decidido com antecedência pelos “democratas” e as detenções dos activistas concertadas com as autoridades locais. Com esta acção preventiva ninguém saberia sequer da existência de protestos. Por sorte o repórter Rick Sallinger da cadeia de tv local Denver Channel 4 conseguiu captar e revelar estas imagens dos locais destinados às detenções em massa.

Notas:
[1] Barack Obama, «Renewing American Leadership», Foreign Affairs, Nova Iorque, Julho de 2007.
[2] Ibidem. De resto, uma tal ambição implicará um acréscimo do orçamento do Pentágono e o acrescentamento de «65 000 soldados
e 27 000 fuzileiros» nas forças armadas norte-americanas.
[3] Discurso de Greensburg (Pensilvânia), 28 de Março de 2008
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