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sábado, maio 09, 2015

9 de Maio de 1945

a partir das 7,00 horas tmg
Transmissão em directo de Moscovo e das comemorações do Dia da Vitória por toda a Rússia. Especial ênfase posta na Crimeia, onde pela primeira vez se juntam à Esquadra Naval Russa dois cruzadores da Republica Popular da China vindos do Mediterrâneo. Seria impedir o acesso da Marinha da Rússia ao Mediterrâneo o principal objectivo do golpe nazi-fascista na Ucrânia, apoiado e financiado pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Estão na Tribuna da parada militar de Moscovo dezenas de presidentes de todo o mundo;  entre eles (apenas) 5 governantes Europeus da área da Nato. A demonstração de força da Federação Russa aliada com a República Popular da China é em primeiro lugar uma demonstração de respeito pelos milhões de mortos nos trágicos acontecimentos de 1941-1945, em segundo lugar, uma mensagem acutilante para que não se repitam
traduzido em castelhano
Segundo um inquérito realizado recentemente apenas 12% dos europeus sabe que a União Soviética teve um papel determinante na vitória sobre o Nazismo em 1945. Nos Estados Unidos numa amostra colhida em Times Square a ignorância é ainda mais confrangedora - a estupidificação é de tal ordem que quase ninguém sabe sequer o que foi a 2ª Grande Guerra. Muitos respondem ter sido um conflito entre Bush e Saddam Hussein. Um tal panorama cultural é criminoso, propicio a lançar de novo milhões de pessoas num conflito cujas causas se expressam apenas em defesa de um capitalismo que se tornou insustentável e destrutivo.(ver para crer)

o Dia da Vitória começou a desenhar-se em 1943 (III)

Hitler em 1941 tinha prometido aos seus soldados e generais que três semanas após a invasão da União Soviética, estariam desfilando em Moscovo, queimando de seguida a cidade para remover da face da terra o Bolchevismo, defensor dos judeus e de raças impuras. Mas passados 3 anos era este o estado miserável da tropa agressora nazi – finalmente desfilavam sim, mas desarmados, sujos, humilhados e expostos como animais à curiosidade do tão sacrificado povo russo. Ainda assim, apesar das atrocidades, e numa lição de grande dignidade, durante o tenebroso cortejo dos prisioneiros alemães não se ouvia do povo russo a mais pequena invectiva ou o mais que merecido insulto  

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sexta-feira, maio 08, 2015

70º Aniversário da Vitória sobre o Nazismo (II)

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A passividade das potências capitalistas ocidentais face ao expansionismo alemão, italiano e japonês – que vinha já de trás, da ocupação e anexação de diversos países e territórios – tinha um objectivo bem definido: empurrar a agressividade nazi-fascista para destruir o regime daa União Soviética, propósito principal de Hitler, evidente no próprio Mein Kampf e na assinatura com o Japão do Tratado Anti-Komintern, ao qual viria a aderir a Espanha fascista em 1939 no final da guerra civil.

A resposta do povo russo encarnado no Exército Vermelho liderado por José Estaline foi fulminanante, como se sabe, culminando na batalha de Berlim com o hastear da bandeira dos operários e camponeses na cúpula do Reichtag. Um facto pouco lembrado, que entre os defensores nazis em Berlim se encontrava a famosa Divisão Azul da Espanha fascista (1). A conquista de Berlim é um feito imortal de que se comemora agora o 70º aniversário. A epopeia foi paga com mais de 20 milhões de russos mortos na Guerra Sagrada pela Pátria e pela erradicação do Nazismo na Europa Oriental. Mas a Grande Guerra Mundial não terminaria nesse dia 9 de Maio. Três meses depois, no extremo oriente asiático a União Soviética declarou guerra ao Japão e conquistou a colónia chinesa da Manchúria ocupada pelos japoneses. No dia seguinte os Estados Unidos efectuaram o primeiro ataque terrorista com armas atómicas, destruindo Hiroshima e três dias depois Nagazaki. Este acto desesperado dos imperialistas norte-americanos acontece para evitar a todo o custo que fosse o Exército Vermelho a ocupar o Japão e transformasse o Império do Mikado num país socialista. A rendição do Japão chegou a 2 de Setembro de 1945 assinada perante o general MacArthur a bordo do cruzador Missouri ancorado no porto de Tóquio.

(1) O revisionismo histórico em marcha tenta apagar factos incómodos para o regime da nova "democracia" neo-fascista. Mais de 125.000 europeus ocidentais não alemães serviram militarmente a Alemanha de Hitler! A Divisão Azul espanhola enviada para a frente leste alemã era composta por 47.000 "voluntários" dispostos a lutar pelo nacional-socialismo hitleriano. Embora não existam estudos historiográficos de voluntários portugueses entre esses combatentes pró-Nazis, como antes os "Viriato" na guerra civil espanhola, Portugal fez-se representar em apoio dos homens de Franco por "observadores estagiários” junto da Divisão Azul - um deles, que depois se viria a tornar famoso, foi António de Spínola, que chegaria ao posto de Marechal. 
(“Mercenários de Hitler – Tropas extranjeras al Servicio del Tercer Reich”, de Christopher Ailsby, Editorial LIBSA, Madrid)

quinta-feira, maio 07, 2015

por uma moeda única mundial

O decadente dólar como moeda de hegemonia global vem juntar-se às guerras cambiais. A soma de todas as balanças comerciais do mundo é igual a zero, o que significa que nem todos os países podem ser exportadores líquidos - e que guerras cambiais acabam sendo jogos de soma zero. É por isso que a entrada dos EUA na guerra cambial era apenas uma questão de tempo. (Nouriel Roubini, Maio de 2015). É também por isso que na República Popular da China se advoga abertamente a criação de uma moeda única global (afinal uma ideia de Keynes não aceite em 1945) que possa reflectir o valor trabalho e ponha termo às infames disparidades nas trocas desiguais e especulações financeiras.  

A batalha de Waterloo, os assassinatos de seis presidentes dos Estados Unidos, a ascensão de Adolf Hitler, duas grandes guerra mundiais, a deflação da bolha económica japonesa em 1994, a crise financeira asiática de 1997-98, a destruição ambiental, tudo no mesmo mundo desenvolvido, no best-seller editado na China “As Guerras Cambiais” (Currency Wars) esses eventos díspares abrangendo dois séculos têm uma única raiz causuistica: o controle da emissão de moeda através da história pela dinastia dos banqueiros Rothschild. Ainda hoje, reclama o autor Song Hong-bing, a Reserva Federal dos EUA continua a ser um fantoche dos bancos privados, que em última análise, também devem vassalagem aos omnipresentes Rothschilds. Uma tal super-abrangente teoria da conspiração interessa tanto quanto os muitos fétidos ensaios que ainda podem ser encontrados no Ocidente sobre os "gnomos de Basileia" e manipulação das finanças globais por Wall Street?
Mas na China, que se encontra no meio de um longo debate sobre a abertura do seu sistema financeiro sob pressão dos Estados Unidos, o livro tornou-se um surpreendente êxito e está a ser lido em níveis superiores do governo e de empresários envolvidos em negócios com o estrangeiro - "Algumas cabeças seniores de empresas foram-me perguntando se tudo isso é verdade", diz Ha Jiming, economista-chefe da “China International Capital Corp”, o maior banco de investimento nacional. O livro dá também argumentos, para os muitos economistas que na China argumentam que Pequim deve resistir à pressão de os EUA e outros países para permitir que sua moeda, o renminbi, se possa valorizar. A editora do livro, uma unidade de produção do grupo estatal CITIC, disse que as Guerras Cambiais” publicaram até agora cerca de 200.000 livros, estimando que tivessem sido fotocopiadas mais 400.000 exemplares. Song Hong-bing, consultor de tecnologias de informação e historiador amador que viveu nos EUA, diz que o seu interesse foi despertado pela tentativa de descobrir o que esteve por trás da crise asiática em 1997. Depois que começou a blogar algumas de suas descobertas, os seus amigos sugeriram que ele devia encontrar um editor para o apoiar num trabalho mais longo. Hoje confessa-se surpreendido com o sucesso do livro - "nunca imaginei que pudesse despertar tanto interesse (…) as pessoas na China estão nervosas sobre o que está a acontecer nos mercados financeiros globais, e não sabem como lidar com os perigos reais. Este livro dá-lhes algumas idéias". O que mais choca as pessoas, diz o autor da descoberta, é que a Reserva Federal (FED) é um banco de propriedade e gestão privada. "Eu próprio nunca poderia imaginar que um Banco Central pudesse ser um organismo privado".

A Reserva Federal faz-se descrever como “uma mistura pouco comum de elementos públicos e privados". Conquanto os seus sete governadores sejam todos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, os bancos privados detêm as acções dos seus 12 Bancos de Reserva Regionais. Podemos ignorar o papel do governo e pensar que é esta corporação financeira que selecciona os presidentes levados a eleição. A FED é em última análise controlada por cinco bancos privados, entre eles o Citibank e o Goldman Sachs, os quais mantêm uma "relação estreita" com os Rothschilds, descrita no livro como tendo as características de um clã judaico. "O povo chinês pensa que os judeus são inteligentes e ricos, por isso, devemos aprender com eles (…) mesmo eu acho que eles são muito inteligentes, talvez as pessoas mais inteligentes da terra". Jon Benjamin, presidente-executivo da Câmara de Deputados dos Judeus Britânicos, não está impressionado. "Os chineses têm o maior respeito por aquilo que vêem como perspicácia intelectual e comercial dos judeus, e têm pouca ou nenhuma cultura de anti-semitismo. Esta afirmação, no entanto, joga as cartas mais desacreditadas e obsoletas que cercam os judeus e a sua influência. Que estes pudessem vir a ganhar dinheiro emitido por um Banco Central na economia emergente mais importante do mundo é uma grande preocupação”. O livro vem sendo ridicularizado na internet chinesa a partir do exterior, por exagerar a influência dos Rothschilds e ser uma contrafacção das teorias da conspiração inventadas no Ocidente. As “Guerras Cambiais” narram as crises financeiras até à década de estagnação no Japão e da crise financeira asiática, que segundo o autor tiveram um impacto profundo em muitos decisores das políticas chinesas. Tais funcionários executivos permanecem profundamente desconfiados do “aconselhamento” gentilmente prestado por países capitalistas ocidentais que seria muito mais benéfico abrir o sistema financeiro da China e fazer flutuar a moeda nos mercados cambiais. “Pensamos que esse “conselho” é apenas uma nova forma de saquear países em desenvolvimento". Entretanto, o autor foi contratado pelo governo para escrever uma série de novos livros capitalizando o seu sucesso, sobre o yene, o euro e também sobre o sistema financeiro da China.

Mas, ao tempo do lançamento em entrevista ao Financial Times, Song Hong-bing parecia hesitante sobre a linha que os seus futuros livros deviam tomar - "este livro pode estar totalmente errado, por isso, antes do próximo, tenho que ter certeza que o meu entendimento está certo (…) antes deste livro, eu era um zé-ninguém, podendo dizer qualquer coisa dependendo apenas do meu gosto, mas agora a situação mudou". Certo é que logo ao 2º livro Song Hong-bing ilustrou a capa com a famosa mão invisivel que mexe na sombra os cordelinhos de toda a economia Ocidental. Desde 2011 “Currency Wars” já conta com 5 novas sequelas e actualizações estudando vários períodos e moedas susceptiveis de entrar em guerra.

fontes e leituras complementares
1. "O fim do dólar como moeda de reserva global? A China anuncia planos para a criação de uma moeda mundial. Currency Wars: The Making of the Next Global Crisis", James Rickards  
2. Os chineses compram as teorias da conspiração (Financial Times, Setembro de 2007)
3. O ultra-secretismo que rodeia as negociações de Barack Obama para um novo Tratado Económico Global (The Economic Colapse, Maio de 2015)
4. O "Bancor", uma moeda supranacional proposta pela Inglaterra como potência hegemónica cessante por Lorde Maynard Keynes, não aceite no final da 2ª GGuerra pelos triunfantes capitalistas imperialistas dos Estados Unidos (wikipedia)

Espero voltar, se encontrar emprego, só espero que para o ano a sra Ministra já não esteja lá



quarta-feira, maio 06, 2015

71º Aniversário da conquista de Sevastopol

Realizou-se no passado domingo uma cerimónia comemorativa e uma reconstituição da batalha que teve lugar nos arredores de Sevastopol a 3 de Maio de 1944. O evento marca o 71 º aniversário da libertação da cidade pelo Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, até essse dia uma base impenetrável para as forças de ocupação nazi. Os moradores locais participaram na reencenação da ofensiva que o Exército Vermelho que expulsou os alemães dessa posição estratégica do Monte Sapun a partir da qual se reconquistou Sevastopol (na novamente reconquistada Crimeia aos nazis que ocupam de novo a Ucrânia desde 2014). Soldados das Forças Navais do Mar Negro ostentaram as bandeiras nos navios de guerra e unidades de infantaria que lutaram na batalha, e depositando coroas de flores no monumento da Chama Eterna que arde no topo do Monte Sapun para homenagear aqueles que morreram para libertar a cidade.
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Cartazes do tempo da guerra. Legendas, da esquerda para a direita: Soldados do Exército Vermelho, Salvem-nos!; Defenderemos Moscovo até à morte!; as Mulheres soviéticas tudo farão pela vitória, apoiando as nossas tropas na frente!; Agitemos a nossa bandeira sobre Berlim; o meu Pai é um Herói, o teu tambèm?; a Europa será Libertada!

terça-feira, maio 05, 2015

em Merkel o simbolo dos crimes da Europa Nazi

A revista norte-americana Time-Magazine promove anualmente uma espécie de selecção das 100 personalidades que mais influenciam o mundo.

A escolha em principio é feita por votação dos leitores, mas no fim a última selecção é dos editores. Só deste modo se compreende que, quase a fechar a votação, a personalidade estrangeira mais votada (muito inconvenientemente e só para chatear) fosse Vladimir Putin, e na revista apareçam com honras de capa o papa Francisco, Netaniahu, Narendra Modi, Haruki Murakani, Kanye West e Xi-Jinping, enquanto Putin aparece na página 67 como sendo “mais 1 entre os outros 94”. Uma assinatura anual da Time custa cerca de 50 €uros a dividir por 52 números, portes incluídos. O que dá um preço de dumping politico de menos de 1 €uro por cada número de 100 páginas – ou seja, embora enviada a partir de Amsterdão a revista custa menos que o “correio da manhã” impresso aqui nos subúrbios. Quer isto dizer que os assinantes da Time pagam um valor simbólico para engolir propaganda norte-americana.

Chegados aqui, topamos com uma das 100 mais, nem mais nem menos que a “influente” Ângela Merkel. Cada apresentação da escolhida é feita por um comentador com créditos firmados em cada área de influência. Assim, o presidente Putin é apresentado como o “homem de ferro” da Rússia por um consultor de negócios estrangeiros de risco pertencente ao EurasiaGroup, no caso de Merkel, “uma diplomata resoluta”, quem lhe faz a apologia é… Petro Poroshenko, o presidente saído do golpe-de-estado nazi-fascista na Ucrânia. O “presidente”que foi instado a troco de ajuda económica a aceitar 400 especialistas norte-americanos para dar treino militar à Guarda Nacional de Kiev, corpo a que pertence o tristemente célebre Batalhão Azov que ainda há dias crucificou e queimou vivo um ucraniano anti-nazi capturado perto de Mariupol. Não é surpresa portanto que Poroshenko diga de Merkel ser esta “admirada pelos próprios adversários”.

(...) Putin sabe também outra coisa: quanto mais tempo durar o atrito na Ucrânia mais a UE é chamada a suportar os custos de Kiev (PIB caiu 7% em 2014). Até ao ponto em que desista e se veja obrigada a forçar a federalização constitucional na Ucrânia e a renovar o seu estatuto de neutralidade. E aí Moscovo celebrará a vitória em nova "guerra patriótica" (opinião dn)


segunda-feira, maio 04, 2015

Faz 70 anos o povo alemão foi forçado a deixar de seguir o seu lider

Até aí indiferentes à conquista de espaço vital pela Alemanha, (porque contra os comunistas da URSS) tecendo-se rasgados elogios ao milagre económico alemão do governo de Hitler, após o fiasco da social-democracia da república de Weimar.

A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.

Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos

No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.

Estalinegrado, fotos de Giorgi Zelma
A grande reviravolta da guerra aconteceu entre entre Novembro de 1942 com o golpe assestado no 6º Exército do general Paulus em Estalinegrado, e atingiu o auge com a vitória na batalha de Kursk em Dezembro de 1943. A partir daí o comando nazi remeteu-se em definitivo à defensiva. Na frente Leste da Europa ficou aberto o caminho vitorioso até Berlim. Isto apesar de nessa altura não haver nenhuma frente de combate aos nazis a Ocidente. Nesse período de cerca de um ano as tropas soviéticas avançaram em combate 500 quilómetros na frente do Báltico e da Polónia e 1300 quilómetros na frente sul da Ucrânia. Nesses últimos dois anos (de Dezembro de 1941 a Dezembro de 1943) foram reconquistados 53 por cento do território perdido durante a invasão nazi de 1941 e 1942. Nesse período, só na frente germano-soviética, o Exército Vermelho derrotou 218 divisões nazis, 56 das quais foram aprisionadas e dissolvidas, 162 foram dizimadas, e os sobreviventes foram enviados para a rectaguarda para serem reagrupados, já em território alemão. No 1942 foram lançadas 30.000 toneladas de bombas sobre cidades e eixos industriais e de transportes alemães. A razia passou para 120.000 toneladas em 1943.

Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.

Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.

Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.

De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.

domingo, maio 03, 2015

a Mãe, ao tempo dos gloriosos safaris em África

hoje temos as gloriosas missões da NATO, mas as mães já não choram 
e em vez de "pretos", gente de todas as cores
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sábado, maio 02, 2015

ladrão que elogia ladrão...



Francisco Louçã1 de Maio de 2015


E como os passarões se criam em ninhadas, a patroa da coligação vem elogiar o sindicalismo amarelo: não esquecer Marx: a UGT representa trabalhadores não produtivos; enquanto a CGTP não representa os trabalhadores produtivos; quer dizer que, num pais desindustrializado, actualmente o sindicalismo operário não existe. Isso fica mais que evidente, quando Paulo Portas resolve elogiar o "sindicalismo de resultados" da UGT

sexta-feira, maio 01, 2015

o Dia Internaacional do Trabalhador

O primeiro de Maio é assinalado em Portugal pelos trabalhadores desde 1890, o mesmo ano da publicação do "Manifesto Comunista" e o primeiro ano da comemoração internacional, quatro anos depois da data da primeira manifestação de meio milhão de trabalhadores nas ruas de Chicago em 1886.
Até então os trabalhadores jamais pensaram exigir os seus direitos, apenas trabalhavam em regime de semi-escravatura, homens, mulheres e crianças cujas pagas eram miseráveis com tempos de trabalho de 12 a 14 horas arbitrariamente impostos pelos patrões segundo as suas ganâncias por lucros em condições deploráveis e insalubres. Em 1869 apareceu o primeiro sindicato, popularmente designado de "Os Cavaleiros do Trabalho que reuniu 28.000 trabalhadores. Em 1880 foi fundada a Federação de Organizações de Sindicatos e Uniões de Comércio, sendo na sequência decretada no dia 1º de Maio de 1886 uma greve geral em milhares de fábricas por todos os Estados Unidos exigindo um horário de trabalho de 8 horas diárias. Em Nova Iorque marcharam 25.000 operários empunhando tochas num dilúvio entre a Broadway e a Union Square. 40.000 fizeram greve. Em Cincinnati um batalhão de trabalhadores armados com 400 rifles encabeçavam o desfile. Em Louisville no Kentucky, mais de 6.000 trabajadores negros e brancos marcharam pelo Parque Nacional violando deliberadamente o edital que proibia a entrada de pessoas de côr no local. Em Chicago, o baluarte da greve, a cidade foi paralizada por completo; 30.000 operários fizeram greve, enfrentando grupos de fura-greves profissionais contratados pelo patronato. Na fábrica McCormick 1.200 grevistas foram despedidos, mas 7000 trabalhadores ocorreram em seu auxilio, a policia foi chamada resultando o confronto em 6 mortos e grande quantidade de feridos. A 4 de Maio em Haymarket rebentou uma bomba nas fileiras da policia, o que resultou numa zona de fogo indiscriminada matando mais operários e ferindo centenas.

A 5 de Maio em Chicago foram presos 8 trabalhadores: George Engel, Samuel Fielden, Adolf Fischer, Louis Lingg, Michael Schwab, Albert Parsons, Oscar Neebe e August Spies, todos membros da Associação Internacional do Povo Trabalhador de imediato reclamando a ligação ao anarco-sindicalismo. Julgados sumariamente temia-se o pior. No Diário do Trabalhador publicou-se um manifesto: “Se se fusilarem trabalhadores responderemos de tal maneira que os nossos opressores a recordarão por muito tempo”. Chegou a sentença, dizia: “O tribunal cumpre a lei. A anarquia está a ser julgada. O grande júri escolheu e acusou estes homens porque foram os lideres da revolta. Não são mais culpados que os milhares que os seguiram. Porém, estes homens vão ser punidos com um castigo exemplar, enforcados para que sejam salvas as nossas instituições, a nossa sociedade" Foram todos considerados culpados e sentenciados com a pena de morte, à excepção de Oscar Neebe, condenado a 15 anos de prisão. Surgiu um grande movimento internacional em sua defesa realizando-se manifestações por todos o mundo, na Holanda, França, Rússia, Itália, Espanha e por todos os Estados Unidos.
Ao aproximar-se o dia da execução mudaram a sentença de Samuel Fielden e Michael Schwab para prisão perpétua. Louis Lingg apareceu morto na cela. Ao meio-dia de 11 de Novembro de 1887 os carcereiros vieram buscar às celas os últimos 4 companheiros de luta e de sonhos. Spies, Engel, Parsons e Fischer foram entoando a Marselhesa durante o caminho para a forca. José Marti, então correspondente em Chicago do jornal La Nación  e futuro pai da independência de Cuba relatou assim essas cenas dramáticas: "Saem das suas celas, dão as mãos e sorriem. Lêem-lhes a sentença. Amparam-se com as mãos nos ombros das sua mulheres. Vieram atar-lhes os braços ao corpo com uma faixa de couro e enfiam-lhes uma mortalha branca igual às túnicas dos cristãos das catacumbas. Em baixo está a assistência, sentada numa fila de cadeiras diante do cadafalso como num teatro... Há firmeza no rosto de Fisher, uma prédica de Parsons, Engel diz uma piada a propósito da sua túnica. Spies grita: “a voz que agora prentendeis calar será mais poderosa no futuro do que quantas palavras pudesse eu dizer agora". Baixam-lhes os capuzes, logo um sinal, um ruído, o alçapão cede, os quatro corpos caem e balanceiam-se como numa dança espantosamente horrenda"Mais de meio milhão de pessoas acompanharam o funeral dos que doravante seriam imortalizados como os "Mártires de Chicago"

Em 1891 o Congresso Operário Internacional convocou em França, uma manifestação em homenagem às lutas sindicais de Chicago que passaria a ser anual. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial. No dia 23 de Abril de 1919, o Senado francês ratificou a jornada de 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de Maio como feriado. Um ano depois a Rússia dos Sovietes fez o mesmo.

Em Portugal as acções do Dia do Trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, discursos e a algumas romagens aos cemitérios em homenagem aos operários e activistas caídos na luta pelos seus direitos laborais.

quinta-feira, abril 30, 2015

afinal Portugal está diferente da Grécia em quê? (II)

e se em vez de averiguar o que se propõem continuar a fazer para o futuro, 
se fizesse uma auditoria ao que foi feito no passado?
acontece que o autor do bitaite de psd é de uma estirpe mentecapta, diria mesmo filha da puta

Nunca devemos subestimar a capacidade das duas associações de interesses do Bloco Central de dar tiros nos pés. "Ao contrário do que tem sido dito pelo governo no constante vangloriar pela redução pela redução para minimos históricos das taxas de juro, "e ainda bem", o mérito não é do primeiro-ministro mas de Mario Draghi. "Estamos a ser free-riders de um ambiente europeu positivo que nos diminui os encargos de serviço da Dívida mas que não nos diminui a Dívida, antes pelo contrário" (Francisco Seixas da Costa, entrevista ao DN)
  18 Abril
"Entre 2011 e 2013, Portugal perdeu 6 por cento do PIB nos três anos em que PSD, CDS e a "troika' governaram este país às mãos da recessão causada pela austeridade e políticas agressivas contra os salários" (Mariana Mortágua em Dezembro de 2013)

 Qual a razão porque no site do Ministério das Finanças o gráfico da evolução da Dívida Pública pára em 2011?
vai uma ajudinha? A dívida pública portuguesa no final de 2013 era de 204.252.341.733€. No final de 2014 era de 217.126.401.453€. No final de Fevereiro de 2015 era de 228.226.646.971€.  E no entanto dizem que dívida pública está controlada:

quarta-feira, abril 29, 2015

Dia Mundial da Dança


Democracia e Liberdade não podem ser sequestradas por interesses de Privados!

O Direito à Habitação está consagrado no artigo 65 da Constituição da República Portuguesa e é reconhecido pelos demais instrumentos internacionais em matéria de Direitos Humanos, ratificados por Portugal dentro do contexto dos países da União Europeia.


A Câmara Municipal da Amadora, presidida pelo Partido dito Socialista tem nos últimos dez anos desalojado centenas de pessoas nos Bairros de Santa Filomena, Estrada Militar, Estrela D`África e 6 de Maio, sem providenciar qualquer alternativa digna aos moradores. Apesar das recomendações do Provedor de Justiça, a autarquia persiste em continuar um processo ilegal: demolir habitações. São crianças, pessoas idosas, mães solteiras, pessoas com problemas de saúde, desempregados, postos na rua sem uma solução habitacional adequada. Isto agrava ainda mais a já frágil situação social destas comunidades. Neste contexto social de crise económica os níveis de desemprego, exclusão e pobreza são exponencialmente maiores dentro destas comunidades. Este violento atropelo à dignidade da pessoa humana tem-se intensificado nos últimos meses e a determinação fanática do executivo socialista da Amadora na erradicação destes bairros, indica que continuará, uma vez que serve interesses privados de especuladores imobiliários que compraram recentemente estes terrenos. Vazios os terrenos valem mais, e no entanto, quem comprou sabia que haviam milhares de famílias que aqui habitavam há muitos anos e não assumem qualquer responsabilidade. A Câmara da Amadora está ao seu serviço.
Nos dias 24 e 25 de Março em Santa Filomena, a autarquia, munida de uma brutal força policial, e sem qualquer mandato legal, entrou no bairro arrombou a porta das casas e desalojou 7 agregados familiares, num total de 35 pessoas no bairro Estrela D'África, na Damaia, num total de 17 pessoas expulsas, incluindo 5 crianças. É preciso pôr fim a este urbicídio. No dia 25 de Abril, dia de conquista de Direitos, Liberdades e Garantias, como o Direito à Habitação, os moradores dos bairros auto-construídos de Amadora, sairam à rua juntamente com colectivos e cidadãos e concentraram-se no largo do Rato. Foram perguntar se a dignidade dos moradores continuará a ser espezinhada em nome da subserviência do Partido Socialista de Amadora aos interesses financeiros, aos grupos particulares e à especulação imobiliária. Esperam resposta.

terça-feira, abril 28, 2015

afinal Portugal (à surrelfa) já é outra vez a Grécia

no entender dos 18 paises que se uniram contra a Grécia,  Portugal precisa fazer mais
No dia a seguir ao 24 de abril Cavaco Silva botou discurso a pedir uma "atitude firme de combate à Corrupção" - teria requerido Cavaco junto dos seus amos permissão para se sair com esta calinada infecciosa da estirpe "european corruptum"? - a julgar pela posição da União Europeia ou o Syriza virou neoliberal ou o estado a que chegou o nosso cavaquismo-morten virou anti-europeu.
"Sinto-me confortável com o ódio que me dedicam"
Ou é mais um embuste. Considerando que o governo cavaquista português segue a mesma linha politica que o governo do Syriza, no inconseguimento das negociações com o Eurogrupo, a Grécia tinha proposto e iniciou um combate aberto à Corrupção (1). Mas para a União Europeia isso não é apropriado nem conveniente neste momemto dramático para o povo e a conclusão do contrato financeiro de "ajuda" não é aprovado. Para tal é preciso que o governo eleito se disponha a manter as  medidas que imponham aos Gregos no longo prazo o pagamento da Dívida acrescida de juros que não feita pelo povo, mas sim em beneficio de governos corruptos. É preciso manter o confisco das vidas dos cidadãos para pagar os prejuizos dos ricos, dosbancos, dos especuladores, uma sucessão de passos que Portugal vem dando pela surrelfa:
Governo vai chutando uma Dívida (que não pára de aumentar) para a frente - ou seja, só deste vez, o Estado adia amortização de 4000 Milhões de euros para 2024 e 2030... quando estiverem em exercicio os futuros governos que vão tutelar a vida dos nossos filhos e netos... colocados em estado de endividamento corrupto permanente.
"Verdade Poder: Quem julga que no Eurogrupo se discute a Grécia com argumentos racionais, está enganado. Depois de cinco anos de austeridade imposta pela troika, a Grécia perdeu mais de 25% do PIB..." (Viriato Soromenho Marques)

segunda-feira, abril 27, 2015

coisas que nós vemos nos 25 de Abris

À cabeça da manifestação na avenida seguem pacatamente lado a lado Jerónimo de Sousa e Vasco Lourenço, este último um dos notáveis envolvidos no desmantelamento do poder popular a 25 de novembro que por pouco não ilegalizou o partido do primeiro. PCP que se senta desde então pachorrentamente na assembleia dos donos disto tudo. Mais à frente o mesmo Vasco Lourenço salta fora para dar beijinhos e abraços ao próximo presidente da república Sampaio da Nóvoa - um belo exemplo a recordar Orwell, quem não conhece o passado, não percebe nada do presente e nem por sombras pode adivinhar o futuro - e do futuro já avisou Nóvoa em discurso directo: "os portugueses não podem esperar tempos fáceis nos próximos anos". Fica o aviso (e o Lourenço de Abril).

Para quem não sabe ou não se recorda, ainda antes do golpe-de-estado de Abril de 74 (em 1971) apareceu um Movimento apostado em Reorganizar o Partido do Proletariado, porque já desde então estava claramente à vista que as práticas reformistas do PCP atavam a Revolução à classe dominante. Como diz o povo: "eles ainda andem aí"... enquanto o tal Movimento viu os seus militantes presos pelo Copcon e foi impedido de concorrer às primeiras "eleições livres", só porque usava como simbolo a Foice e Martelo. O segundo golpe: 18 de Março de 1975, o Conselho da Contra-Revolução Ilegaliza e Proíbe MRPP de Concorrer às Eleições Constituintes. 

domingo, abril 26, 2015

sobre a crise dos refugiados no Mediterrâneo ...

... a frase marcante dos porta-voz da Fortaleza Europa foi "temos de impedir a todo o custo que essa gente possa embarcar"
 
uma frase que, se houvesse uma gota de moral nesta cáfila de exploradores dos povos, deveria ter sido: "vamos tentar resolver os danos seculares causados a toda essa gente providenciando a criação de sustentabilidade de emprego nas suas regiões de origem, considerando o reeinvestimento do que foi espoliado com intercâmbios económicos em condições de igualdade, não imperialistas. Ponto.

Como é que estes crâneos eurocêntricos conseguiram parir a ideia de intervir militarmente para resolver um problema desta dimensão? (imagens de 2014)
http://www.youtube.com/watch?v=faLvuuviEe4
Cadáveres de imigrantes dão à costa nas praias do sul de #Itália - Setembro de 2014. Avisamos os leitores que o video contem imagem chocantes.Mais de 28.000 pessoas morreram desde o ano 2000 ao tentar chegar à Europa através do #Mediterrâneo, 1500 só nas últimas 2 semanas.Ao mesmo tempo que se corta nos fundos destinados ao salvamento de vidas, a União Europeia pondera o lançamento de uma missão militar para destruir barcos de traficantes.UNIÃO EUROPEIA ENTREGA A GESTÃO E VIGILÂNCIA DE FRONTEIRAS A LOBBIES DA SEGURANÇA Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas fronteiras dos Estados Membros da União Europeia, mais conhecida como Frontex ficou operacional no dia 1 de Maio de 2005.A agência tem adquirido maior autonomia e expandido a sua capacidade de decisão no que toca às operações de controlo das fronteiras. O orçamento inicial da agência era de seis milhões de euros, mas em 2013 contava já com 90 milhões de euros para financiar as suas actividades.O director executivo da Frontex, Ilkka Laitinen, um antigo guarda de fronteiras Finlandês, é também membro do quadro de consultores da SDA (Security Defense Agenda), um lobby integrado por grandes empresas de Segurança, Pesquisa e Desenvolvimento) como a Eads, Thales ou a espanhola Indra.Simultaneamente, estas empresas fazem parte da Organização Europeia de Segurança (EOS), um lobby que conta com mais de 30 empresas, cuja presidência foi recentemente tomada por Santiago Roura, CEO da Indra.

sábado, abril 25, 2015

e não assim tão repentinamente, num 25 de Abril qualquer, o Governo neoconservador e os autodenominados "socialistas" puseram-se de acordo para Censurar a Imprensa

"Portugal celebra os 40 anos de liberdade de expressão, mas parece que não cumprirá os 41 anos", escreve o El País, a propósito do projecto que obriga a "visto prévio" da cobertura das eleições. E que prevê pesadas sanções pecuniárias para os que não cumpram uma lei ilicita (Diário de Noticias)

SEM VISTO PRÉVIO é um espaço de opinião disponibilizado pelo Notícias Online a todos os lideres partidários que não têm assento parlamentar. O Notícias Online declara-se absolutamente contra as tentativas de manipulação da liberdade editorial e jornalística protagonizada pelos partidos parlamentares e recusa-se a cumprir qualquer exigência de visto prévio para as publicações. SEM VISTO PRÉVIO é um espaço de pluralidade, liberdade de expressão e democracia:

A greve dos pilotos da TAP é uma greve de candidatos a capitalistas numa altura em que os democratas e patriotas procuram unir forças e desenvolver esforços para impedir este verdadeiro crime de lesa-Pátria que é a privatização, os Pilotos da TAP vêm fazer greve para exigir terem uma fatia dessa mesma privatização. A qual é, assim, uma coisa boa desde que possam ter uma parcela dela. Ou seja, os Pilotos estão a servir-se da greve para adquirir uma parte do capital da Companhia, mostrando claramente que esta é, na verdade, uma greve de candidatos a capitalistas para a aquisição de posições capitalistas (António Garcia Pereira)

sexta-feira, abril 24, 2015

Fascismo e Comunismo? era preciso sermos vigilantes

"Estalinismo" é um conceito politico-económico datado de uma determinada época, não é uma prática escolhida e importada avulso para a nossa época (em que as relações de produção económico-sociais são diferentes) por individuos a titulo pessoal consoante os seus estados de alma. "Estalinismo" não é uma definição apicável em modo contemporâneo, a menos que se seja seguidor ideológico de mentirosos ultra-reaccionários. (a ler: Os arquivos mostram as mentiras da propaganda sobre a história da União Soviética. De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn)

o pavilhão da União Soviética na Expo Mundial de 1937 realizada em New York (EUA) 
contava com duas estátuas gigantescas esculpidas em granito, o material de que é feita
a herança socialista dos dois grandes lideres Lenine e Estaline

Vladimir Putin designa o regime de Estaline como uma coisa feia. Mas ressalva que o regime de Estaline não pode ser comparado com o regime de Hitler. Porém, o povo da Rússia discorda do primeiro pressuposto de Putin. Os russos recordam o regime de Estaline como o regime que salvou a civilização humana da catástrofe Nazi e trabalhou na construção de uma nova sociedade mais justa. Ao inquérito feito sobre esta questão os russos responderam assim: 1. Concordam com Putin: 5,6% - 2. o regime de Estaline salvou a civilização humana e ajudou a construir uma nova sociedade mais justa: 93,5% e 3. não sabe/não responde: 0,9%. Aconselha-se portanto Putin a parar de mentir baseado nos contos infantis do Soljenitsine que leu na adolescência.
O espirito do Tempo
JV. Estaline: "Sou apenas um discipulo de Lenine 
e o meu objectivo é ser bem sucedido como seu discipulo"

"Temos de pôr fim à complacência oportunista que surge a partir da suposição equivocada de que à medida que crescem as nossas forças, os nossos inimigos se tornam cada vez mais dóceis e inofensivos. Tal suposição é fundamentalmente errada. É um eco de um desvio de direita, que garante a toda a gente que os inimigos aceitam calmamente a influência do socialismo, que por fim se tornariam socialistas reais. Os bolcheviques não devem descansar sobre os louros e ficar de cabeça vazia. Não precisamos de complacência, mas de vigilância, o verdadeiro bolchevique tem uma vigilância revolucionária.

Devemos lembrar-nos que quanto mais desesperada a posição dos inimigos se torna, mais facilmente eles vão agarrar-se a medidas extremas, as últimas medidas do condenado na sua luta contra o poder soviético. É preciso lembrar isso e ser vigilante".

JV Estaline "Os defeitos no trabalho do partido e medidas para liquidar os trotskistas e outros concessionários da nossa casa: Relatório ao Plenário do Comité Central do RKP, Março de 1937"

"O fascismo - é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais mais reacionários, mais chauvinistas e imperialistas do capital financeiro. Fascismo -. é o poder do capital financeiro,  é a organização de represálias terroristas contra a classe trabalhadora, da parte revolucionária do. campesinato e da intelectualidade. O fascismo na política externa -. é o chauvinismo na sua forma mais crua, cultiva o ódio xenófobo contra outras nações ".
Georgi Dimitrov - líder búlgaro do movimento Internacional Comunista.