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terça-feira, setembro 30, 2008

um governo de mãos limpas

o Equador aprova democraticamente uma nova Constituição de carácter Socializante - que favorece os jovens e dá garantias àqueles que foram forçados a emigrar

Susan Sarandon

Esta senhora está a passar por aqui. Sarandon que se afirma liberal (*condicionada) por funcionar dentro do star system, assume-se publicamente como activista em causas progressistas - o que já não é nada mau nos tempos que correm.
da wikipedia: "o Progressismo é uma doutrina ou corrente filosófica de pensamento relacionada com o Positivismo. O progressismo pode ser relacionado ao adiantamento, desenvolvimento, aperfeiçoamento, evolução e superação como corrente oposta ao conservadorismo anacrónico, rígido, autoritário, repressivo e, no caso da escola, punitivo e liberticida. Políticas progressistas são aquelas que propõem mudanças sócio-económicas radicais, para o desenvolvimento e, naturalmente, o progresso. As oligarquias tendem a defraudar eleições em que progressistas dos mais variados matizes saiam vitoriosos, alegando que "são subversivos e socialistas".

(*) o liberalismo é/foi uma corrente politico- filosófica que entronca historicamente em determinadas condições proporcionadas pela estrutura juridico económica das diversas épocas por onde a doutrina vem viajando. Os últimos liberais à séria foram Hayek, Milton Friedman, Margareth Tatcher e Ronald Reagan, mas a isso já se começou a chamar outra coisa - a roda dentada liberal (com a desanexação do dólar em relação ao padrão-ouro na década de 70 que cancelou Bretton Woods), desengrenou-se, com a inércia da queda no precipicio entrópico da expansão natural capitalista não mais andará para trás para repor as condições anteriores, nem as suas criaturas.

segunda-feira, setembro 29, 2008

a teia de aranha da divida pública (II)

Lista resumida de Judeus em cargos de topo que controlam a FED e o Sistema Bancário; por conseguinte a economia e a política norte americana – e por arrastamento praticamente toda a economia global:



* Ben S. Bernanke: Chairman Board of Governors of Federal Reserve. Termo do mandato em 2020.




* Donald L. Kohn: Vice Chairman Board of Governors of Federal Reserve. Com mandato até 2016.





* Randall S. Kroszner: Membro Board of Governors of Federal Reserve.




* Frederic S. Mishkin: Membro Board of Governors of Federal Reserve. O mandato termina em 2014.




* Alan Greenspan: Conselheiro especial Board of Governors of Federal Reserve. Ex-Chairman.




* Lloyd Blankfein Chairman & CEO of Goldman Sachs





* Stephen Roach Managing Director & Economist of Morgan Stanley





* Martin Feldstein Director da “falida” American International Group (AIG)




* Alan Fishman CEO da “falida” Washington Mutual (WaMu)


Porque se há-de dar dinheiro de emergência para salvar a situação destes (todos eles) banqueiros judeus, que já de si são bilionários? para quem trabalham estes homens?

* os Rothschilds, que são o simbolo dos judeus Sionistas, são os principais proprietários da FED controlam inúmeros sistema de dívidas compostas pulverizados por uma infinidade de companhias – um truque que lhes permite biliões de fabulosos lucros a partir de “dinheiro virtual, inexistente”


o Comité dos Serviços Financeiros da Casa dos Representantes (House Financial Services Comittee) tem 2 judeus Sionistas na sua liderança, aprovando invarialvelmente todas as golpadas que são desferidas sobre os contribuintes. Um deles é Barney Frank; "barney" é o mesmo nome do cão do Bush, pelo que se subentende haja uma certa afinidade

Um dos trabalhos do poderoso Lobie Judeu é enviar senadores e congressistas em “frutuosas" viagens a Israel. Em Janeiro de 2007 as conclusões destes giros foram “discutidas” em Congresso. A outra dessas personagens comprados pelos judeus é Gary Ackerman

* o Israel Public Affairs Committee (AIPAC) tem em promoção especial no seu sitio Internet o nome do senador Gary Ackerman – porquê? Quem compra o quê?


* o bilionário judeu Jeffrey Gendell é administrador da Tontine Capital Partners, uma correctora de hedge funds com séde no Canadá; mas responde pelas suas actividades à RIT Capital Partners, onde,


* Jacob Rothschild da "NM Rothschild North América" controla parte decisiva das acções, mas,,



* David René de Rothschild, da “europeia” "NM Rothschild & Sons" em Paris produz relatórios conjuntos com o outro lado do Atlântico, numa autêntica versão financeira da Nato.


* os EUA mantêm o "German Marshall Fund of United States" fundado em 1972 (portanto quase duas décadas e meia depois do fim da guerra) para controlar financeiramente a Alemanha e manter o país na órbita dependente do imperialismo - a Alemanha ainda paga actualmente indemnizações de guerra a Israel pela sua falsa responsabilidade na mentira do "holocausto"

* Nathaniel Rothschild da "Atticus Capital" na fashionable 5ª Avenida NY é outra componente diversificada das operações secretas da familia.


* Personagem indexada ao “German Marshall Fund, o judeu Stephen Szabo, formado em Georgetown (o templo da B'nai B'rith) é o director da “Transatlantic Academy” (TAA)


* o judeu Robert Zoellick é outro peso pesado que está conectado com todas as referências atrás assinaladas. Faz o pleno: ex-secretário de Estado de Bush até 2006, substituiu o judeu do PNAC Paul Wolfowitz à frente do Banco Mundial; antes foi administrador da Fannie Mae e manager da Goldman Sachs

PS - Numa comunidade que tem cerca de 2 por cento da população dos Estados Unidos, haver tão grande quantidade de representantes de uma casta que se assume como religiosa não poderá espantar ninguém (!?) - o que nos deve espantar é não haver nenhum algarvio de origem moçárabe em quaisquer destes cargos fulcrais para a dominação do mundo.

domingo, setembro 28, 2008

Capturados na teia de aranha da divida pública

Parece que finalmente o megaplano de Bush irá ser aprovado. Alguns teimam em relacionar a salvação dos privados à custa de um pretenso sector estatal ao comunismo da ex-Urss, mas a verdade é outra - a ideia que presidiu à fundação do Fascismo, como Mussolini muito bem explicou, é a fusão das Corporações com o Governo

As corporações que estão a actuar nesta fase final do golpe financeiro para obter uma concentração monopolista jamais vista são, já toda a gente mais ou menos ouviu falar delas, as mesmas que controlam o Sistema da Reserva Federal, ou seja, os banqueiros judeus e outros (quasi irrelevantes) actores menores, a saber:

* Rothschild Banks of London and Berlin
* Goldman Sachs Bank of New York

* Kuhn Loeb Bank of New York/Shearson American Express
* Lazard Brothers Bank of Paris

* Israel Moses Sieff Banks of Italy

* Warburg Bank of Hamburg, Germany and Amsterdam

* Lehman Brothers Bank of New York

* Chase Manhattan Bank of New York (David Rockefeller)


Quando o Sistema da Reserva Federal foi criado na véspera de Natal de 1913, a dívida pública norte americana ascendia a 2,652,665,838.04 dólares – no final da década, e uma guerra depois, a dívida cifrava-se já em 25,952,456,406 dólares.
Em Setembro de 2008 o “valor” da dívida criada aos Estados Unidos cifra-se em cerca de 9,7 Triliões de dólares, ou seja mais ou menos 31,700 dólares por pessoa. Contudo, quando de adicionam os défices da Segurança Social, do Medicare e de outros programas sociais, o défice nacional sobe para 59,1 Triliões de dólares. Em 2005, adicionando o endividamento pessoal que consiste em hipotecas e crédito pessoal ao consumo o défice totalizou 62,5 Triliões – consegue-se imaginar os valores que são pagos em Juros sobre esta dívida criada a partir do nada, ou seja do dinheiro fictício fabricado pela Reserva Federal e seus associados no sistema global?
Neste momento, milhões de norte americanos começam a perceber que precisam de fazer uma Revolução para destruir o Poder Bancário – porque razão hão-de pagar a partir do erário público o salvamento de empresas privadas determinado pelos banqueiros judeus e as suas marionetas da administração Bush? - Henry Hank Paulson, Secretário Geral do Tesouro é ele mesmo um ex-administrador do banco judeu Goldman Sachs, um dos bancos que requereu almoços grátis à custa dos goyim pagadores de impostos norte americanos e todos aqueles que mais se sabe.
(continua)

sábado, setembro 27, 2008

absorvidos pelo buraco negro

Os nossos Liberais fundamentalistas de Mercado lamuriavam-se compulsivamente da demasiada intervenção do Estado; era preciso acabar com ele para que as coisas funcionassem às mil maravilhas. Mas agora o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser solução – assim eles não terão outro remédio senão concluír que, “o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição” diz Boaventura Sousa Santos.

a semana passada, o sistema financeiro dos Estados Unidos colapsou. É necessário dizer isto de forma clara, porque muitos esquerdistas, ao cabo de um prolongado período de domesticação politica, viam essa possibilidade, se é que existia, apenas num futuro distante. A prova deste colapso foi a intervenção excepcional da União de Estados norte americanos e a crise politica que provocou. As crises do capital não operam num vazio político, mas sim dentro do paradigma constituído pela forma “Estado” – os Estados entrelaçam-se com os movimentos da economia através das finanças públicas, as quais fazem parte da reprodução social do capital. Essas finanças públicas não têm uma existência exterior à economia capitalista: são o produto dela devido ao sistema de recolha de impostos, pelo concessão de crédito público e pela centralização do processo monetário” – no caso português, no que respeita ao valor da moeda em circulação, perdemos a independência, dependemos do BCE, que por sua vez depende da FED americana – é isto, falando no valor do dinheiro, a rede de suporte das oligarquias n“Ocidente”
(uma análise marxista, para ler aqui)

as redes funcionais do Capitalismo Financeiro:
como se chegou ao colapso

Ao contrário do que apregoam os analistas e as autoridades do sistema, o colapso económico- financeiro, originado nos Estados Unidos, e que já se projecta de forma bem visível nas economias centrais e periféricas à escala global, não se trata de “uma falha das normas de regulação e controlo financeiro” (que já existe através da FDIC desde 1933) e da “Securities and Exchange Commission” (órgão que regula o mercado de capitais), mas sim de uma re-estruturação económico- financeira global impulsionada pela dinâmica histórica de concentração de capital em poucas mãos. Este processo (onde se aproveitam tanto as “bolhas” como as “crises” para gerar rentabilidade capitalista) permite a consolidação de um punhado de conglomerados financeiros globais que saem “ganhadores” da Crise e absorvem instituições arruinadas mediante compras por valores irrisórios ou fusões forçadas”.
(um artigo de Manuel Freytas, para ler aqui)

Isto é tanto assim que as cinco maiores firmas de Wall Street pagaram antes da “crise” aos seus executivos de topo mais de 3 biliões de dólares nos últimos cinco anos.
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sexta-feira, setembro 26, 2008

fazer a globalização bushista funcionar

Joseph Stiglitz – "É certo. As perdas das instituições financeiras europeias com as hipotecas subprime foram maiores do que as verificadas nos Estados Unidos. O facto de os EUA terem diversificado esses activos hipotecários por todo o mundo, graças à globalização dos mercados, suavizou o impacto interno. Se não tivéssemos disseminado o risco por todo o mundo, a crise seria muito pior. Uma coisa que agora se entende, a consequência dessa crise, é a informação assimétrica da globalização. Na Europa, por exemplo, não se sabia muito bem que as hipotecas norte-americanas são hipotecas sem lastro: se o valor da casa baixa mais que o da hipoteca, pode-se devolver a chave ao banco e ir embora. Na Europa não, a casa serve de garantia, mas o tomador do empréstimo continua endividado, aconteça o que acontecer. Este é um dos perigos da globalização: o conhecimento é local, sabe-se muito mais sobre a sua própria sociedade do que sobre as outras" - e isso é uma grande vantagem competitiva do centro decisor capitalista.

a crise de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim

"Para o prémio Nobel de Economia de 2001, a crise financeira que atinge Wall Street e os mercados financeiros de todo o mundo equivale, para o fundamentalismo de mercado, ao que foi a queda do Muro de Berlim para o "comunismo". "Ela diz ao mundo que esse modelo não funciona e é insustentável. Esse momento assinala que as declarações feitas pelo mercado financeiro em defesa da liberalização eram falsas", diz Stiglitz"

quinta-feira, setembro 25, 2008

Barack W. Roosevelt

em exibição em Washington
McCain, "Martelo"Paulson, Pelosi, Bush, Chris Dodd do Comité bancário, Barney Frank do Comité de Financeiro da Casa dos Representantes e Barack Obama

O editorial do Público de hoje sobre Roosevelt está a dar que falar; depois da fixação de Barrack Obama “em resolver a crise com seu Novo New Deal promovendo pela acção do Estado projectos sociais, o relançamento da actividade económica e o retorno do emprego (mudando de época) "coube-lhe enfrentar a crise dos anos 30, a recessão e o desemprego para mais tarde liderar a entrada dos Estados-Unidos na guerra” (citado da wikipedia sobre Roosevelt) - chegou a vez do alinhado José Manuel Fernandes invocar o “presidente mais socialista que os Estados Unidos jamais tiveram” por ter criado a Fannie Mae em 1938 no quadro do New Deal. Responde Vítor Dias, “são várias as coisas que JMF finge não perceber: a criação ou apoio estatal dessas duas empresas, ocorrido há décadas, em nada é incompatível com a perversão dos seus objectivos iniciais, com o seu funcionamento na base de interesses privados e especulativos, apesar das regulações e supervisões estatais feitas por entidades e governos infinitamente afogados na ideologia neo-liberal (… ler o texto completo aqui)”
Isto é tanto mais verdade, conquanto segundo o New York Times e a Newsweek denunciaram esta terça feira,

já com a crise do crédito malparado bem à vista a gigante e falida Freddie Mac, a titulo de donativo, pagou uma mensalidade de 15 mil dólares mensais desde 2005 até ao mês passado ao chefe de campanha do candidato republicano John McCain
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quarta-feira, setembro 24, 2008

ainda se lembram?

um dia antes do dia 11 de Setembro de 2001 Rumsfeld tinha declarado guerra à fraude – mas um dia depois o mundo mudou. Vince Gonzalez investiga o “desaparecimento” de 2,3 triliões de dólares das contas do Pentágono

banqueiros e executivos Ricos, população Pobre e endividada

A nacionalização da dívida incobrável, a queda do sistema financeiro neoliberal, a morte do mercado livre, significa o socialismo para os ricos – é a maior intervenção pública da história - "limpam" todo o sistema endividando um país (leia-se os contribuintes) e além disso, aumentando de forma importante os impostos, emitindo dívida pública de 11 biliões de dólares Henry Paulson disporá de 800 mil milhões de dólares para limpar os “valores tóxicos”, e de outros 400 mil milhões para utilizar como fundo de garantia (como seguro de depósitos). Qualquer merceeiro de bairro contabilizaria 1,2 biliões de dólares. Mas o problema não é apenas norte americano, a economia fraudulenta alastrou a toda a economia global – por isso os EUA apelam a acções concertadas com os países do G7.

Porém o dado mais alarmante de todos é o seguinte: o excelentíssimo Secretário do Tesouro, Henry Paulson (não esquecer: um alumni da judaica Goldman Sachs), terá plenos poderes e será imune a tudo; quer dizer, tudo o que Paulson fizer ou desfizer, destruir ou construir, contratar ou cancelar, nada será passível de revisão. Tudo se submeterá à máxima discrição (para não “panicar” o deus mercado, senão é pior); o que em matéria financeira quer dizer, secreto, de carência informativa, auditorias nem vê-las quanto mais pensá-las. Nem públicas nem privadas. Não haverá tribunais de justiça nem investigações administrativas a nenhum governo. Apenas fica estabelecido que se faça um boletim informativo a posteriori do que acontece a cada 3 meses no primeiro ano, e nos seguintes de 6 em 6 meses. Mas os números pecam por defeito: o “megaplano” pode vir a custar 1 trilião de dólares, e além do mais pressionam-se desde já os senadores renitentes do Congresso para que sejam breves a aprovar estas medidas, que darão a Henry Paulson poderes especiais pelo menos por um período de 2 anos,

Cavaco Silva está com este “sistema democrático”, um genuíno produto bushista – a imagem não poderia ser mais eloquente: o Chefe de Estado do 2º país mais endividado do mundo em relação ao que produz - toca hoje de manhã cedo o badalo da moribunda Wall Street – o DN ao dar a notícia ilustrou-a com uma fotografia do Cavaco- Fardado- de- Camuflado- Chefe- do- Estado- Maior- das- Forças- Armadas – bem a propósito, a guerra (todos suspeitamos) é a chave para a resolução do problema – Ringing the morning Bell on Wall Street e o sinal é simples: especuladores e mercenários de todo o mundo, é fartar vilanagem
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terça-feira, setembro 23, 2008

o "megaplano" e a Goldman Sachs

Há agora mais dinheiro em circulação, mas as taxas de juro dos endividados continuam a subir, enquanto o valor patrimonial das casas não pára de descer (quantos mais Bancos, “agarrados” a valores hipotecados cada vez mais baixos irão ainda falir?), mas por contraste, a Bolsa está em alta, depois das instituições insolventes ou salvas in extremis se terem desmoronado em cerca de 70 por cento na passada segunda-feira negra 15.9 - estaremos agora, segundo as paragonas, perante “um dia histórico”, por o valor das acções (p/e o PSI em Lisboa) ter subido 8,7% num só dia


Quem ganha e quem perde com a “crise”?

Haverá moral e será uma decisão tomada com um mínimo de ética obrigar a que sejam os contribuintes a pagar os erros e práticas danosas dos gestores privados?. Injectando de imediato mais 800 mil milhões de dólares, com aumento previsto para breve de mais 400 mil milhões, Bush está na génese desta “euforia” ao anunciar um megaplano para expurgar a economia dos “valores tóxicos” – Como assim? Vindo dali só há razões para duvidar; note-se que Bush é ele próprio um produto tóxico; O maior investidor líquido na campanha para a sua “eleição” foi a Enron, a empresa de topo (e modelo para muitas outras) da “nova economia virtual” gerida por delinquentes que aldrabavam as contabilidades para vender acções foleiras, prática criminosa que levou ao crash da Bolsa DotCom no ano 2000 – obviamente, o 11 de Setembro pôs tudo a zeros e, desde aí, as empreitadas de guerra têm proporcionado uma profícua retoma, mas apenas em sede própria. Mais grave ainda que constituirem-se numa associação anti-cívica na fórmula popular de “cambada de aldrabões”, a administração Bush, como é sabido, incorre em crimes que devem ser julgados nos tribunais de delito comum.

Do “megaplano” fazem parte medidas que até os putos da primária tomariam: haverá limites à prática de “short-selling” (vender acções antes de as comprar) e o par de gigantes recentemente nacionalizados, a Fannie Mae e o Freddie Mac, vão aumentar a compra de créditos marados “que andam por aí (e não são poucos) a causar dificuldades ao nosso sistema financeiro” (Bush dixit). Resumindo, a Fannie&Freddie, (que pena Fellini já não estar entre nós para produzir uma charla apropriada à sigla) vão retomar a função para que foram criadas na época keynesiana: para incentivar o mercado de habitação providenciando a concessão de crédito hipotecário avalizado pelo Estado – depois da casa roubada, trancas à porta - ou dito de outro modo, os contribuintes são obrigados a sustentar os gansters sionistas, como p/exemplo o judeu Maurice Greenberg, o administrador da AIG.

A Goldman Sachs é uma empresa financeira de génese Judaica, fundada no século XIX por Marcus Goldman e Samuel Sachs – quer dizer, para a análise da economia actual, segundo os cânones neoliberais, Marx estará desactualizado, mas as criações empresariais da mesma época, contra as quais Marx se bateu e produziu análises que marcaram a história, subsistem e estão (discretamente) na moda. O Diário de Notícias ajuda a disfarçá-los colocando em cabeçalho de primeira página que “se calhar a Goldman Sachs, junto com a Morgan Stanley (como manobra de diversão) também não escapam à “crise do subprime”. Spin ponto final.

Depois da última Grande Guerra o Goldman Sachs Group, Inc. conheceu um boom extraordinário. O seu gestor na época, o judeu Gus Levy, notabilizou-se filosoficamente por uma tirada sobre o devir da Finança expansionista que ainda hoje faz carreira:
a ambição dos ganhos a longo prazo, implica que, conquanto o dinheiro seja feito prevendo para lá do longo prazo, as perdas nas transacções no curto prazo não são para nos preocuparmos com elas”.

A Goldman Sachs não é uma mera empresa financeira (por acaso a maior do mundo); é muito mais que isso e tudo leva a crer que a actual destruição de activos e concentração monopolista dos sobreviventes em actores cada vez mais restritos” (Marx) se faz desta (e mais uma) vez em proveito da ideologia financeira judaica, reunindo sob a égide de uma única mega-organização (big-is-all-business) o controlo mundial do novo paradigma capitalista que está em gestação - essa super-empresa será a Goldman Sachs – ela é uma congregação que forma praticamente todos os actores da cena politico financeira global - a Forbes publicou uma breve lista (Goldman Sachs' All-Star Alumni) de bebés formados na maternidade Goldman Sachs, a instituição que fornece executivos para governos, alta finança e as grandes multinacionais. A constelação de nomes é arrepiante: Henry M. Paulson secretário de Estado do Tesouro, ex-administrador durante 7 anos da GoldmanSachs, o actual vice-ceo, o judeu Roy J. Zuckerberg parte do comité executivo; o judeu Joshua Bolten, chefe do staff da Casa Branca, Jon Corzine o governador do Estado de New Jersey onde se situa a séde da GoldmanSachs, Mario Draghi governador do Banco de Itália, o judeu Stephen Friedman conselheiro de Estado de Bush até 2005, o veterano John C. Whitehead ex-chefe da Reserva Federal do Estado de New York, Robert Rubin que deixou o gabinete de Clinton para ir governar o Citigroup, António Borges o nosso homem do PSD em Londres; Edward Lampert o homem mais rico do Estado de Connecticut administrador da Sears Holdings; e claro, alguns elementos da famiglia Bush; e muitos muitos outros,

Por falar em Bush`s e para concluir, que o post já vai longo. Imagine-se quem era o “managing director” da empresa financeira cujo estrondo se deu com maior flatulência: a Lehman Brothers era gerida pelo jovem George Herbert Walker IV, membro da famíglia Bush (poderosa agremiação de banqueiros e homens de negócios desde George Herbert "Bert" Walker (1875-1953), segundo lhe reza o currículo) - o que enfatiza a sensação da presente crise ter sido previamente concertada. A nossa safa vai ser a congregação judeu-sionista-americana não a conseguir dominar.
Segundo o sitio Internet “BernankePanky: Seguindo Ben Bernanke, a Reserva Federal&osAmigos para o Nirvana Inflacionário”, num inquérito feito aos leitores sobre se o judeu Ben Bernanke e a FED poderiam fazer alguma coisa para salvar a economia americana, os resultados actuais são como segue:

* Talvez, mas duvidamos - 29 por cento
* Não58 por cento
* Sim – 13 por cento
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segunda-feira, setembro 22, 2008

pagar e morrer, .................................

uma multinacional de telecomunicações cortou sexta feira passada, durante quase todo o dia, os telefones ao Parlamento por alegada falta de pagamento. Não é novidade;

a Deputadoria Nacional de São Bento tem tradição antiga de caloteira, consta-se que Columbano Bordalo Pinheiro, contratado para pintar os painéis dos Passos Perdidos andou durante muito tempo à rasquinha para receber a massa do trabalho; Avisado, consta-se que ameaçou deixar por pintar o pé direito do Padre António V. até que o pagamento lhe fosse feito. Ficou só a sombra, Ainda hoje o pé não acabou de ser pintado,,,

domingo, setembro 21, 2008

a Morte de Wall Street (I)

Da queda do civilização ocidental, do uso do baton nos lábios do porco sugerido por McCain, ou ainda, de como o moço de estrebaria Obama não terá voto na matéria na coudelaria regida pelos donos dos cavalos,

Tradução livre do artigo de Mike Stathis publicado no “The Market Oracle

Porquanto não seja ainda oficial, o veridicto está em marcha. O Bear Sterns liderou a marcha da morte desde há uns meses atrás. Agora, a bancarrota do Lehman dá sinais de marca daquilo que acabará por fim na morte de Wall Street. Presentemente a Goldman Sachs permanece sozinha na medida que é a única empresa firme em Wall Street.
E que se passa com a Morgan Stanley? Enquanto não fôr mais que um banco comercial, como por exemplo o Citigroup ou o Bank of America, certamente não pode vir a ser considerado acontecer-lhe algo próximo do que acontece com o Bear Stern, Lehman Brothers ou acontecerá (possivelmente) com a Goldman Sachs. Há alguns meses, todos eles transitaram para o modelo de negócios de banco comercial como a Merrill Lynch.
Como para a Goldman Sachs, enquanto todos eles tentam safar-se pelo meio desta alhada, eventualmente todos ficarão bem sovados e/ou derrotados. Se conseguirem sobreviver à sua eventual desconstrução poderão passar apenas meia dúzia de anos nesta estrada para algo que ainda não se descortina completamente. Mas, nesta crise, ninguém de bom senso apostará em qualquer banco. Com certeza, todos mantêm os mesmos traumas em relação a Wall Street, apenas que agora a Bolsa será conduzida por empresas que são apenas quasi-Wall Street: os Bancos Comerciais.

Alan Greenspan

A legislação do "Glass-Steagal Act", promulgada em 1933, estabeleceu o FDIC e trouxe muitos outros controlos regulatórios ao sistema bancário. Na verdade, a lei foi concebida para prevenir a especulação. Mas este era um objectivo desmesurado, numa nação onde a indústria financeira comanda o espectáculo. Nestes termos, a lei não ajudou a reduzir a curva especulativa nem por um momento. Mas então começou a Era Greenspan. Nos anos 90, o maestro da Bolha elevou o sistema financeiro à experiência de uma “idade de renascimento” com toda a espécie de derivados exóticos e hipotecas apoiadas por empresas seguradoras a entrarem na fotografia. As mãos-fora de Greenspan conduziram a um Oeste Selvagem Financeiro, mas as coisas pareceram trabalhar bem. Hoje, sabemos que esse bloqueio de regulação conduziu à crise financeira. O mercado de derivados continua enormemente desregulamentado.

Clinton e o erro da lei Gramm-Leach-Bliley

Depois do Glass-Steagal Act ser revogado em 1999, através da passagem ao Gramm-Leach-Bliley Act, as coisas começaram a ficar fora de controlo. Esta lei removeu a separação prévia entre bancos de investimento e bancos comerciais estabelecida pela Glass-Steagal em 1933. Por isso, isto conduziu a muitos dos berbicachos que ocorreram a partir da Bolha das DotCom – levando em mãos os patetas alegres dos IPO,s (operações de abertura do capital das empresas a ofertas públicas) a seleccionar clientes e administradores de empresas financeiras a aterrar no negócio bancário, misturando-o com outros ramos de negócios... pensamos que toda a gente se lembra da história recente. Imediatamente depois, os bancos comerciais foram guiados até entrar no pesado comboio das DotCom. Como resultado, os bancos comerciais fundiram-se com os bancos financeiros de Wall Street e vice-versa. Traçar o curso destes bancos pode ser algo como seguir a familia dos ramos de uma árvore, a menos que se lembre quais são os acordos feitos. Por exemplo, o Chemical Bank comprou o Chase Manhattan depois da última experiência de perdas massivas no imobiliário na década de 90, mas manteve o mesmo prestígio e o nome da marca “Chase”. Alguns anos depois, o Chase comprou a J.P. Morgan. Mais ou menos pelo tempo da entrada em vigor do Gramm-Leach-Bliley Act, o Chase Manhattan absorveu a operadora Hambrecht & Quist para entrar no lucrativo campo dos IPOS,s e DotCom. Depois de diversas indecisões na finalização do nome, o Banco finalmente decidiu acrescentar atrás o nome Chase, mas mantendo o mais prestigioso J.P. no principio = J.P. Morgan Chase. Tudo parecia correr lindamente; na Era Clinton a economia parecia ser muito forte e toda a gente estava a fazer dinheiro; e assim foi até a realidade cair em cena. O colapso das DotCom engendraram uma série de problemas ameaçando as chances de Bush aí pelo final do seu primeiro mandato. Então a Casa Branca pôs-se a caminho da Reserva Federal e Greenspan tinha, como sempre, uma solução. Ele usou os Bancos para manter à tona uma economia gravemente doente. Depressa a especulação entrou em roda livre. Foi o regresso de novo da “Bolha das DotCom Virtuais” mas multiplicada por duas vezes; só que desta vez a coisa se passava com o imobiliário real e o sistema de crédito. Isso agora tornava claro que, se a lei Glass-Steagal não tivesse sido erradicada, a crise bancária corrente nunca teria ocorrido e o colapso das DotCom talvez não tivesse sido tão desastroso.

O estado de negação continua

Depois de se continuar a ver o desenrolar da crise – a Lehman, Merril, AIG e as muitas mais que estão para vir, podemos ir sonhando com o momento em que os Media, os economistas, Washington e os seus bonecos animados vão parar com as mentiras. Para já, todos permanecem firmes negando que temos uma depressão... “não, não há maneira de estarmos perante uma depressão como a de 1929, as coisas agora são diferentes”. Temos a FDIC, o desemprego não é assim tão alto”, etc. Mas quando vimos os maiores bancos mundiais e as empresas financeiras de Wall Street irem pelo cano abaixo – empresas que existiram durante décadas, algumas ainda muito anteriores à Grande Depressão e outras ainda com mais de 100 anos – coloca-se-nos a questão de saber o que estamos a ver com o permanente re-balanceamento da situação na América do Norte. Quando vemos a nacionalização da Fannie Mae e Freddie Mac – agências estatais criadas durante a depressão para prevenir que a devastação causada no imobiliário pudesse acontecer de novo – devemos começar a adivinhar que estamos de novo no estado inicial de uma depressão, mas que desta vez ela será ainda mais severa do que aquela que teve lugar nos anos de 1930.
Talvez uma vez que o “regulador” FDIC caia fora da massa monetária, possamos de novo ver luz no escuro. Mas num segundo pensamento, duvida-se disso. Continuamos sintonizados com a escuridão, porque conforme continuamos a constatar a devastação está longe de ter terminado; os casos da Washington Mutual, da AIG e da Lehman Brothers vieram confirmá-lo. Só a Goldman Sachs parece escapar ilesa. Porquê? – não perca o próximo episódio,,,
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sábado, setembro 20, 2008

religião e moral

o Vice-presidente da "Internacional Socialista" arranjou um novo emprego: dar aulas de Religião cristã na Universidade de Yale
(ler aqui)
o Capitalismo oferece outro exemplo de como entende a Democracia:
o dinheiro público é usado para salvar bancos privados
(ler aqui)

sexta-feira, setembro 19, 2008

a Censura nos blogues de grande audiência

mais ou menos já toda a gente percebeu (só não percebeu quem se nega a perceber) as diferenças entre P"S" e P"SD" - são nenhumas,

excepto no estilo da retórica onde há algumas (poucas) excepções: Qual serão as diferenças, considerando os dois blocos centrais de interesses num âmbito mais alargado? PS com o seu acessório BE "à esquerda" e o PSD com o seu acessório CDS à direita? - continuam a ser nenhumas. Para percebermos a espécie de inimigo que enfrentamos, temos de compreender que "o pseudo pensamento radical" da "esquerda" incustrada dentro do paradigma neocon é a maior parte das vezes mais eficaz no controlo de opinião que as próprias acções dos ultras do regime. Aqui fica um caso:

1. No dia 18pp cerca das 14 horas produzi este comentário no 5 Dias:
“bom, o 5D está a melhorar; também era melhor, se com a miserável situação actual “a esquerda” não fosse capaz de dar na carola à constelação Neocon - força, “a situação está degradada, portanto está óptima” para os revolucionários como muito bem nos instruiu o camarada Mao - uma correcção ao comentador anterior:
quem injecta dinheiro (fabricado,ficticio, diga-se passagem) na economia dos ricos não é o Estado - são os Bancos Centrais que trabalham em rede e são dominados pela FED americana, que é uma instituição de aparência pública, mas é detida por PRIVADOS! podiam pôr este rótulo nas hipotecas: “A roubar os contribuintes desde 1913"
http://en.wikipedia.org/wiki/Federal_Reserve_System

2. Cerca das 20 horas o comentário não tinha sido publicado, insurgi-me num dos posts seguintes, intitulado “a coisa está preta”:
* “tá preta e alguma malta deste blogue está histérica - censuraram-me um comentário só porque citei Mao; cambada de freaks”

3. 1 hora depois veio a resposta, e o “conselho” de Rogério Costa Pereira (RCP):
“deve ser do filtro, xatoo, Mao não passa. Limita-te ao post, ok?
e uma explicação:
* Maria João Pires - 18 Setembro 2008, 20:59: Desculpa esta pequena intrusão, Rogério, mas deixa-me só prestar uma informação ao chato: acabei de descobrir um comentário dele na lista de Spam (no post “Comorra sempre”) que “despamei”, não sei se era a este q se referia. Como se pode perceber não somos responsáveis por aquilo que o filtro de spam envia para o lixo, se é verdade q normalmente damos por estes casos (e “rectificamos” o trabalho do bicho), ocasiões há em que não nos apercebemos de tal (quando estamos muitas horas sem olhar para o spam deparamo-nos com dezenas e dezenas de mensagens a convidarem-nos a espreitar “asian babes” e afins e, por vezes, cedemos à tentação de não estar a olhar para aquilo à lupa para detectar enganos do filtro). Não vale a pena clamar logo “Censura! Censura!”
* Rogério da Costa Pereira 21:28: “é o que eu digo, Mao é uma má palavra”.

4. xatoo 23:03: “Maria João Pires: tá bem abelha, a culpa agora é do “spam”! se “descobriu”, mesmo tardiamente o comentário, porque não o publicou? tinha mais substracto que a ligeira ironia de citar o Mao, se é que o autor do post Camorra percebeu. É Censura, sim!

5. neste ponto RCP 23:13 já foi rápido a publicar a opinião, (a dele):
“Como vês, João, não vale a pena. Chato: aprovei o seu último comentário para que pudessem apreciar o seu carácter. Mas será o último sobre assunto que não se relacione directamente com o post. De resto o tal comentário está publicado, ao contrário do que refere

6. xatoo 0:57: Compreendo, “o tal comentário está (foi) publicado” à posteriori, e agora corta-me o pio".

Conclusão: se não me tenho insurgido, o comentário não teria mesmo sido publicado. Na máquina do tempo regulador de mentalidades, estamos de regresso ao século XIX, quando a polícia prendia os agitadores acusando-os de proferir "discursos insidiosos"
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quinta-feira, setembro 18, 2008

a Grande Depressão (II)

Desde o rebentamento da bolha do imobiliário em Agosto de 2007 nos EUA os valores transacionados em imóveis em todo o mundo ocidental caíram para cerca de metade; e pela falta de procura, o valor do imobiliário continua a cair. A partir daí os investimentos do capital especulativo centraram-se nos sectores da Energia onde o controlo e garantia dos Estados é muito mais efectivo (a UE vai fazer queixa de Portugal por deter “golden shares” em várias empresas fulcrais nessa área, nomeadamente a EDP, o que dificulta a entrada desses capitais estrangeiros).
Com a paisagem financeira debaixo da mais dramática transformação desde a Grande Depressão, a Morgan Stanley salvou o Banco americano Washington Mutual e a maior empresa britânica de crédito hipotecário, a HBOS. Mas os critérios não são iguais para todos: a Merryl Lynch foi adquirida pelo Bank of America porque a sua estrutura é a de empregados-accionistas. Depois da falência da Lehman Brothers, cuja “carcassa” foi comprada, expurgada dos prejuizos, pelo Barclays a preço de saldo) os jornais noticiavam na terça feira que “eram precisos uns irrisórios 80 mil milhões para poupar a banca mundial. No dia seguinte o BCE “fabricava” mais 300.000 milhões e a FED americana, num extraordinário golpe acudia com 85 biliões para salvar (no fim de 2007 as acções valiam 58 dólares, ontem a Bolsa cotava-as a 1,25 dólares) o “American International Group Inc.” (AIG) do colapso, valor que no entanto só cobre 80% da liquidez ficando os donos do dinheiro com o direito de veto a quaisquer eventuais pagamentos aos accionistas. Esta monumental destruição de activos (como Marx previu 150 anos atrás e se confirma a cada crise capitalista) e a concentração dos capitais monopolistas em torno da FED americana lesa milhões de pequenos investidores em todo o mundo e toda a “cadeia alimentar proletária” a jusante. Por outro lado, a subsquente crise de consumo e falta de procura tem o efeito perverso de fazer baixar os preços do petróleo (menos 40% nos últimos 2 meses) – destruindo também as gananciosas mais valias com que os neocons contavam para financiar as empreitadas de guerra. Obviamente, as multinacionais que contrataram em 2001 a “Cheney Energy Task Force” com a administração Bush não podem baixar os preços dos combustíveis no consumidor. (por mais que estes estrebuchem, o que é salutar para ajudar a destruir a peçonha, mas, esperem pela pancada que não tardará muito que o preço do petróleo tome balanço e suba novamente).

Ben Bernanke afirmou ontem taxativamente: “Perdemos o controlo da situação” – e o próconsul europeu Almunia hoje de manhã disfarçou o discurso: “a crise é estrutural e não tem fim à vista; a “Europa” não vai ficar imune”, avisou no final da reunião onde a FED, o BCE, o Banco Central de Inglaterra e os Bancos Centrais do Canadá, do Japão e da Suiça resolveram injectar, numa operação conjunta, mais 180 mil milhões – mas ao fim da manhã os noticiários referiam já 430 mil milhões.
Imagine-se um mercado onde só houvesse bananas, supunhamos 1 milhão de bananas, e onde o capital global fosse também de 1 milhão de dólares – se se injectaram nestes últimos tempos triliões fabricados pelos Bancos Centrais (como é evidente, o preço do dinheiro não pára de subir) imagine-se quanto vai passar a custar cada banana. Serão os ricos que pagam a crise?

Coadjuvando o editorialista “vêm aí mais falências, mas não o fim do mundo”, o “estoriador” Rui Ramos diz que esta nova concentração capitalista especulativa “é o mercado que está a corrigir-se. E a intervenção do Estado (do género a que o Tesouro Americano finalmente se escusou no caso da Lehman Brothers) é desejada ou exigida precisamente para evitar essa correcção. A fim de poupar os “ricos”? Não: a fim de poupar os “pobres” que se habituaram a viver acima das sua possibilidades” (sic, fim de citação). O artigo, ontem no Público pag.33, é bem maior, mas repare-se só quantas aldrabices se contam apenas nestas 4 linhas
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quarta-feira, setembro 17, 2008

"Dinheiro"

Richard Wright, o teclista dos Pink Floyd, morreu esta semana antecipando-se premonitoriamente ao início da cadeia de falências do sistema financeiro ocidental. Integrante (desencantado) de um dos mais icónicos grupos da pop global, co-produziu integrado no álbum “The Dark Side of the Moono temaMoney

Money, get away.
Get a good job with good pay and youre okay.
Money, its a gas (1)
Money, get back.
Money, its a crime.
Share it fairly but dont take a slice of my pie.
Money is a hit
Dont give me that do goody good bullshit (2)
Is the root of all evil today.

a “loucura” do comportamento do Dinheiro desmistificada

Alguma vez as pessoas comuns imaginam de onde vem o dinheiro?, e o que se passa para ele de repente começar a desaparecer? – porquê existem bolhas financeiras selvagens, seguidas de violentos e desesperantes crashs? são esses “booms” e crashs parte do assim chamado “mercado livre”? ou uma outra coisa que se está desenvolvendo? – as respostas podem começar a surgir quando nós nos começarmos a interrogar e a perceber a coisa, então, de repente entenderemos uma grande parte do porquê o mundo trabalha desta maneira, e não de outra.
Este sistema financeiro, onde o dinheiro é criado como dívida, é uma coisa estranha e não funciona para defender os nossos melhores interesses. Uma das últimas coisas que John F. Kennedy tinha feito antes de ser assassinado, foi declarar a intenção de reformar o sistema de bancos centrais dos Estados Unidos. Não existe uma conexão entre estes dois eventos?
O sistema da FED, gerido praticamente desde há 30 anos por pró-financeiros quase exclusivamente de etnia judaica (como os seus fundadores, a familia judia Von Rothschilddesde 1913), ainda continua incólume, conquanto actualmente expandiu-se, evoluiu e comanda o sistema monetário global, espalhando endividamento, isto é recolhendo na volta e em alta proventos acrescentados com vultosos juros que contabilizam em proveito não se sabe bem de quem; a(s) FED apesar das aparências públicas de “reguladores”, são instituições privadas.
O congressista Louis McFadden, administrador da “House Banking and Currency Committee” de 1927 a 1933 opôs-se ao Sistema da Reserva Federal. Existem, datados dessa altura, três relatórios sobre o tema da sua vida dentro desse “sistema” até finalmente morrer de “ataque cardíaco”.
Aqui se trancreve o que ele disse ao Congresso acerca da Reserva Federal:
“Sr. Conselheiro, temos neste país uma das mais corruptas instituições que o mundo jamais conheceu. Refiro-me ao “Federal Reserve Board” e aos “Bancos da Reserva Federal” que depois passámos a conhecer genericamente como FED.
as “Reservas Federais” trapaceiam o Governo dos Estados Unidos e o povo dos Estados Unidos recolhendo dinheiro para pagar a dívida pública da Nação. As depredações e iniquidades das FED já nos custaram dinheiro suficiente para pagar o défice nacional por várias, muitas e muitas vezes. Esta instituição diabólica tem empobrecido e arruinado os povos desta Nação, foi ela própria à bancarrota, e levou praticamente o nosso Governo à falência. Isto foi feito debaixo das leis em que a FED opera, através da má administração dessas leis em proveito da FED e através de práticas corruptas dos nebulosos gestores da emissão de dinheiro que ficam atentos ao seu controlo”

notas:
(1) "It's a gas": é uma gíria da época de 60. Quando uma coisa “é um gás”, ela é boa, dá “speed”.
(2) a versão americana de "Money" foi editada (pela censura) e reduzida para três minutos, apenas para remover a palavra "shit" (o dinheiro, instrumentalizado, fictício, que não corresponde ao valor real do que produzimos, é uma boa “merda”)
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terça-feira, setembro 16, 2008

Bolívia (II)

à atenção da Direita (e já agora, de alguma "esquerda") portuguesa na hora de tomar partido. Esta é uma viatura que transportava amotinados no distrito de Pando. Estes pertencem à mesma coligação a quem o jornal Público deu voz na pessoa de Rúben Costas, governador separatista do distrito dos mais ricos do país: Santa Cruz, transcrevendo graciosamente: "Evo Morales está a destruir o país através do projecto socialista que está a querer implementar"

esta é a cara do carniceiro nazi Leopoldo Fernández Ferreira, prefeito do distrito de Pando, responsável pelo grupo de 25 presumiveis autores do massacre de um grupo de camponeses emboscados e mortos a tiro de metralhadora. Há ainda muitos desaparecidos. Segundo um documento divulgado pela Federação de Camponeses de Pando, sob o título "Massacre do Cacique" identificam-se os verdugos do povo - funcionários da Prefeitura, dirigentes ganadeiros, conselheiros autárquicos, sicários contratados, etc - entre eles estãoAna Melena de Zuzuzky do Comité Civico e Ricardo Shimokawa dirigente do grupo "Podemos" ambos afectos ao separatismo. (a lista completa dos assassinos está aqui)

actualização
Os Bons e os Maus - o jornal El País mente com fotos da Bolívia
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segunda-feira, setembro 15, 2008

anda cá puta, senão molhas-te

a Grande Recessão - enquanto milhões de pessoas na Europa se encaminham para um estado de pobreza alarmante com perda efectiva de poder de compra engolido pela inflação real - o Banco Central Europeu (BCE) vai emitir 30 mil milhões de Euros para minimizar os efeitos da falência da Lehman Brothers. Estimam-se (prognósticos só depois do jogo) que até meados de 2009 mais de 100 bancos americanos ou internacionais indexados a Wall Street, fecharão as portas por insolvência.

Dias depois do périplo de Dick Cheney por Kiev e Tblissi, alguém decidiu que "a Europa" vai enviar uma força de polícia para "zelar pela manutenção da paz" neocon na Geórgia. Acontece que, ao abrigo de um acordon entre os actores regionais, anteriormente já existiam forças de manutenção de paz enviadas pela Rússia - justamente aquelas que foram atacadas pelas tropas da Geórgia na madrugada de 7 de Agosto;

a Europa (em crise, note-se) vai também providenciar uma ajuda no valor de 500 milhões de euros "para reconstrução" da Geórgia - ou seja, os europeus não vão dar dinheiro para minimizar os efeitos da agressão às vítimas na Ossétia do Sul - vão dá-lo aos agressores. O presidente Medvedev, (depois de mostrar as provas da agressão) disse (e reafirmou-o ontem no Club de Discussão Valdai - ver video) que a Russia reagiria da mesma forma, caso a Geórgia já estivesse integrada no "Membership Action Plan" (MAP) a antecâmara de adesão à NATO.

Por estas e por outras, André Freire (que começa o discurso embusteiro "pela invasão da Geórgia por forças russas", como se antes não se tivesse passado nada) hoje no Publico (pag.33) recorda "a importância do soft power Europeu" que é como quem diz na gíria popular e se nota em epigrafe: a puta que trabalha no bordel do patrão e morde pela calada - "no passado, a fraqueza militar europeia era muitas vezes compensada pelo seu ascendente moral". Agora nem por isso,