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quinta-feira, maio 02, 2013

Carris: pague dois e leve um

A população de Lisboa em geral tem bem presente os cortes efectuados no sector dos transportes públicos, particularmente no que diz respeito à supressão de carreiras, aumento desmesurado de 24% do preço dos bilhetes e passes ex-sociais e na sobrelotação de passageiros nas horas de ponta e aos fins de semana, um quadro degradado no cosmopolitismo de uma cidade que hoje em dia mais parece ser não europeia. Tais medidas levaram a perdas de 12 a 15% no número de passageiros.

Com estes cortes, aumentos e medidas de austeridade a Carris poupou 15 milhões de euros em 2012. No mesmo período em contratos de empréstimos "protegidos por swaps" a Carris pagou 18 milhões de euros. Este ano estima-se que irá pagar 21 milhões.

A empresa contraiu em 2005 um empréstimo de 215 milhões de euros, pelo qual paga actualmente uma renda trimestral a bancos estrangeiros com juros a 5%, sendo o buraco actual de 116 milhões de euros. Com este governo, entre 2011 e 2013 a dívida a curto prazo da Carris saltou de 32,2% para 122,9%. Enquanto se verifica esta gestão danosa por parte das administações nomeadas por PS e PSD, os trabalhadores da Carris, atingidos pela precariedade, recolhem alimentos para os colegas em maiores dificuldades por causa dos cortes nos salários.

A autarquia de Lisboa (CML) reclamou o direito de ter uma palavra a dizer sobre a política de transportes na cidade. E como pensa António Costa intervir junto do governo? afirmando que as receitas das empresas municipais ligadas à mobilidade devem ser canalizadas para os transportes públicos, ou seja, Costa propõe-se pagar o sector dos Transportes com as receitas da EMEL e do IMI - dito de outro modo, pela caça à multa ao cidadão automobilista, e pelo aumento desproporcionado do Imposto Municipal sobre os Imóveis decretado por este governo de Passos Coelho (NRAU 31/2012) sobre a anterior Lei dos Despejos para Inquilinos e dos Benefícios Fiscais para as Sociedades Financeiras Imobiliárias, decretadas pelo governo anterior de Sócrates com o pretexto da criação das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), mandada suspender no inicio desta legislatura deste actual governo com assessoria técnica do gabinete de advogados José Pedro Aguiar-Branco e agora de novo retomada.

* A Carris é apenas a sétima no ranking das empresas públicas mais atingidas pela fraude dos swaps (67 731 euros). Com mais prejuizos, temos antes a CH-Lisboa Norte (68 756), os STCP (72 120), a Refer (de onde é originária a actual secretária de Estado que recusa demitir-se, com 92 114 milhões de euros), a CP (223 940), o Metro do Porto 491 357) e o Metro de Lisboa (588 846 milhões de euros).

3 comentários:

Manel disse...

Se em Lisboa um simples bilhete é um roubo, experimentem andar nos TST na margem sul do Tejo.
Bilhete simples 3 € (EUROS) e 20!!! Paga e não bufa. Sai mais em conta ir de táxi.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

Estas vergonhas continuam impunes, porque os Portugueses ainda não acordaram e muitos deles pactuam com estes pulhas, quer por medo, por incompetência, quer por interesse. No caso do António Costa que é uma das maiores fraudes ( obama português) as vergonhas e roubos que ele tem deixado na Cml, para ajudar o Bes, seriam suficientes para muitos anos de prisão, se a jusriça funcionasse. Os empréstimos fraudulentos e os planos de pormenor como o da Boavista onde o sr. arq. salgado representava os proprietários da zona no tempo do Santana, agora ele está do lado da CML, a permitir uma densidade brutal e criminosa em terreno dado á ex-CRGE para serviço de energia á cidade, em cima de um aterro, numa zona de nascentes de águas termais. Esse plano fraudulento á sua escala é " madofiano" ou " swapiano" como lhe quiserem chamar. Quando se faz caves em locais como aqueles sem ser por razões de estrita necessidade, ou se é muito incompetente e inconsciente ou muito ladrão, corrupto e até assassino, vejam o caso da Madeira que foi fortmente abafado. Vejam as caves fechadas dos prédios de Alcântara e pensem quem é que nos governa. O sr. presidente que é jurista /adv. Também tem enormes telhados de vidro, mas como os bilderbergs estão a apostar nele no Rui Rio, nada das suas porcarias aparece e o povo não sabe, não quer saber e odeia quem sabe. Um dia quando a colina de Sta. catarina ceder ou tiver problemas lembrem-se que os jornais e as polícias etc, as ordens dos arquitectos, a associação dos Paisagistas, os professores do IST esfomeados por vender os seus serviços de prevenção dos sismos, nem se atreveram a contestar esta maçonaria e máfia. Nada fizeram para impedir esta aberracção.