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quinta-feira, novembro 17, 2005

Novas do protectorado Lusitano


“As projecções ontem avançadas pelo Banco de Portugal representam um cenário mais pessimista para a economia portuguesa em 2005 do que o utilizado pelo Governo na elaboração do Orçamento do Estado para 2006. Se o PIB for menor em 2005, isso não terá impacto no défice orçamental em 2006?. No OE 2006, o “motor” do crescimento da economia é as exportações (previam-se que crescessem 5,7% em 2006); mas os números do Banco de Portugal mostram uma tendência decrescente para as exportações”.
Significa isto, trocado por miudos, que a “crise” e a estagnação vão continuar, quiçá até a agravarem-se, com o aumento crescente do desemprego e a degradação do poder de compra das classes médias. Imagine-se a favor de quem,,,
A situação não tinha de ser assim. Foi assim desde o Governo de direita de Durão Barroso que em 2001, mandatado por um pacto meio-secreto meio-oficial celebrado nas Lajes, conivente com Sampaio, colocou Portugal na órbita incondicional norte-americana. A opção atlântica era expectável. Portugal é, tem sido nos últimos 300 anos, uma colónia anglo-saxónica de facto, mais precisamente desde Wellington, que nos veio ajudar a expulsar os franceses. Azar foi que nunca mais houve quem os conseguisse expulsar a eles próprios, além bem pelo contrario, do problema se ter posteriormente agravado, com a colonização cultural inglesa. O que não era previsivel quando os portugueses elegeram Barroso, era que este envolvesse o protectorado lusitano em politicas, mais do que de direita, de indole neo-fascista em sociedade com os Estados Unidos e de imediato tivesse dado inicio ao desmantelamento do Estado Social para angariar “mercado livre” para privatizar em favor das multinacionais estrangeiras. Que não se fazem rogadas para vir fazer fortuna de forma usurária, ou não fosse o espirito judaico-sionista-evangélico o de lucrar com os novos pobres a expensas do seu endividamento e da sua subsquente miséria.

É disso que vivem os abutres e também os politicos de direita e da “esquerda fingida” bem instalada no sistema, meros “artistas mediáticos” contratados para espectáculos préviamente combinados pelos gananciosos predadores económicos. Esta “democracia”, mais do que uma comédia lúgrube onde os direitos humanos são deitados ás malvas, repete-se sempre, cada vez mais, como uma Farsa.
Mas afinal, além da Banca e das Empresas Parabancárias (as antigas casas-de-prego do portugal-salazarista, óbviamente evoluiram!) quem recolhe os lucros fabulosos dos enormes aumentos do custo de vida destes últimos 4 anos? dos desmesurados preços dos combustiveis? Do aumento incomportável dos impostos, desde Ferreira Leite, Bagão e agora, na mesmissima linha, do amigo Sócrates das promessas de mentira?,,, para onde vai e a que se destina esse dinheiro? – esse dinheiro é para pagar os custos da guerra, seja contra um “terrorismo” meio invisivel meio inventado, seja em agressões pura-e-duras contra paises onde se vislumbrem interesses económicos para saquear, nomeadamente o petróleo do Iraque e o que mais a seguir se verá.
Estas politicas de rapina e estes alinhamentos criminosos, têm um único fim – sustentar as élites parasitárias, em Portugal imensamente desmesuradas num país pobre e pequeno, que sustentam o Império e por ele são sustentadas, por via do espólio dos mais desfavorecidos nesta sociedade de castas que têm vindo diligentemente a construir à sombra do Bloco Central, desde Abril, nestes últimos 30 anos. Será por eleger o inerrarável Cavaco Silva que o povo português poderá aspirar a inverter esta situação?,,, óbviamente é da gente de Cavaco que tenho estado aqui a fazer e a resumir a triste estória. Daqueles cujo cinismo e hipocrisia lhes permite, com uma mão fazer pactos criminosos com os Neoliberais de Bush, enquanto com a outra mão têm recebido e delapidado chorudos subsidios financeiros da União Europeia. Votar na gente de Cavaco é apunhalar a Europa humanista que conhecemos em prol duma América dos predadores com pretenções a dominar um mundo semi-destruido.
A opção não pode, nem deve, ser resolvida pelas contas viciadas de um obscuro professor de Finanças, um falso cristão meio mudo e nhurro, sem a menor sensibilidade social, para quem não existe vida alguma fora das tabelas do Excel.

Portugueses! Tenham vergonha na cara, se estão a pensar votar num gajo* destes!,,, para nosso Presidente,,,

Ps (* peço desculpa pela ligeireza do léxico empregue, e pelo estilo panfletário, mas estes termos não se destinam a ser lidos pelos “doutores” da tal casta pseudo-erudita,,, justamente a gente de Cavaco – esses, e as Vanessas deste país, têm a “poesia” do Rui Veloso e da Kátia e as obras intelectuais da Margarida Rebelo Pinto)
"(...) porque Cavaco simboliza aquilo que mais náuseas me provoca: a banalização de tudo, o sucesso ranhoso e vazio, o atropelo dos valores e das pessoas, o autoritarismo descabelado, a demagogia, o nacional-carreirismo e os favores, a aldrabice e a cunha, a indiferença, o elogio da pirosice, a ignorância e a escandalosa nulidade cultural, etc, etc..."
Al Berto, "NEM MAIS - jornal do movimento de jovens apoiantes incondicionais de Sampaio", 1995

Vitor Constâncio tinha previsto que o PIB crescesse 1,75%, mas agora já só augura 0,3%

A vida dos economistas é esta: jogarem com números a bel-prazer dos intere$$es dominantes, conforme o vento sopra no jogo dos mercados descontrolados. Eu digo-vos o que vai acontecer com a eleição do Cavaco, outro funcionário do Banco de Portugal:
Quando (e se) o Cavaco se apanhar em Belém, o amigo José Sócrates vai esticar ao máximo, até ao limite socialmente possivel, sem confrontos graves de rua, esta politica iniciada pelo team Barroso. Quando a situação se tornar insustentável, e isso será a muito curto prazo,,, o (des)governo de Sócrates será dissolvido,(depois de cumprida a tarefa, o Poder sabe sempre recompensar magnânimamente os seus fiéis serventuários), e por um método à escolha do novo Sr. Presidente, será empossado um novo governo de tecnocratas dominado pelo PSD de António Borges (o nº2 consultora Britânica Goldman Sachs) com Morais Sarmento como 1º Ministro, depois de se verem livres do mini-empecilho Marques Mendes.
Tudo isto já foi escrito no vento pelo Grupo Bilderberg, concertado entre o padrinho Balsemão, os católicos da Opus Dei e a maçonaria de Soares,,,a promoção artificial de sectores da extremistas Neonazis para que o grande Centrão se possa parecer afirmar como moderado,quando em boa verdade se assume sempre e cada vez mais de extrema direita etc,etc.,,, mas que diacho! - nós podíamos fazer uma bela surpresa a nós mesmos, e estragar a festa a esta gente,,,

+ Links anti-Cavaco:
Cavaco Fora de Belem
Stop Cavaco
Hiper-Cavaco

quarta-feira, novembro 16, 2005

O fim da sociedade de bem-estar alemã e a crise da União Europeia

a receita barroso "His Master Voice": 16% IVA...19% IVA + privatizações de serviços públicos = receitas extraordinárias - (menos) assistência social = Estado neoliberal
ou de como proceder à portugalização da Alemanha.
Merkel (CDU) e Müntefering (SPD)

Robert Kurz:
"Durante muito tempo pareciam bem definidas as fronteiras mundiais entre a miséria em massa e o relativo bem-estar em massa. A linha de demarcação separava essencialmente o Norte do Sul do planeta. Essa constelação no entanto foi apenas um produto da história posterior à Segunda Guerra Mundial. Nos centros capitalistas, a mobilização das indústrias fordistas desencadeou um impulso sem precedentes de trabalho em massa e acumulação de capital, ligados à ascensão dos sindicatos e da social-democracia. A "automobilização" da sociedade ia de par com a construção crescente de uma rede de segurança social (o Estado do bem-estar), especialmente profunda na Alemanha Ocidental e em parte na França. Até mesmo no espaço anglo-saxónico de tradicional liberalismo económico os governos trabalhistas no Reino Unido e a "grande sociedade" do presidente Lyndon Johnson nos USA, na tradição do "New Deal", criavam novas estruturas sociais. O sociólogo alemão Ulrich Beck descreveu a ascensão social na era fordista do pós-guerra como "efeito elevador": apesar da continuação das diferenciações sociais, a sociedade como um todo era elevada a um patamar superior".
Continue a ler aqui: "A Descer no Elevador da História"

Keynes,Ricardo e as Finanças alemães: www.dw-world.de

segunda-feira, novembro 14, 2005

em plena crise identitária europeia,,,

"As esquerdas (em Portugal) não conseguiram - ou não quiseram, ou não puderam - encontrar um candidato único à presidencia. A ter havido, deveria ter sido alguém vindo de fora dos aparelhos partidários, de modo a ultrapassar divergências e a estabelecer uma plataforma mobilizadora"
Miguel Vale de Almeida

30 Ideias para despertar a Esquerda

no "Liberation" (via BdE)

domingo, novembro 13, 2005

a Direita intelectual e o Fascismo liberal

À figura chamada Oximoron, aplica-se uma palavra,
um epíteto que parece contradizê-la;
do mesmo modo, os gnósticos falaram de uma luz escura;
os alquimistas de um sol negro

Jorge Luis Borges

The Great Portuguese Disaster

"EU não preciso de vos falar, VÓS sabeis,,, mas vou-vos aparecer para vos salvar, irmãos,,,assim tenhais FÉ!"

Por cortesia do venerável blogue "oJumento" (que deus nosso senhor lhe mantenha a alma imaculada) publicamos a imagem que actualmente corre célere pelo mundo levando a boa-nova, colhida ontem nas ruas da nossa abençoada "Santa Lisboa da Virgem". Voltaram os saudosos tempos das centenas de camionetas carregadas de patêgos que vinham dar louvações ao Senhor. Segundo a fonte fidedigna que sem dúvida é uma repórter da TVI eram praí uns quinhentos mil, ou mais. Mas, saudades desses tempos de opressão e perseguição é coisa que a maioria do povo português decerto não tem!,,, Beatos de todas as religiões,uni-vos: Aproveitai e Instrui-vos:
"Preenchei os papelinhos que as vossas paróquias destribuiram pelas vossas quase 300 dioceses desta capital miraculosa, formulai um desejo e escrevei-o sem peias encomendando-o a Nossa Senhora, (se vier alguma guita em anexo, dir-vos-ei tambem que estais salvos, e nós tambem, amen) o nosso departamento de Marketing trabalhará o material colectado e recebereis um email com este endereço que vos habilitará a ter um chat em tempo real com Deus: www.talkwith-me.pá
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Em tom mais sério:,,, a Fé é assunto do foro íntimo de cada um e deve ficar dentro das Igrejas - Os poderes públicos resolveram deitar às malvas a Concordata; mas nós devemos exigir o fim do financiamento da Igreja pelo Estado. E que cesse, de imediato, a tentativa de fazer renascer o obscurantismo religioso próprio da Idade Média, que remeteu os povos da Europa do Sul para um atraso civilizacional secular, em favor de uma Sociedade onde pontifica a minoria de meia-dúzia de nababos burgueses e mais uma pequena multidão de anafados abades, bispos e diversas eminências pardas da parasitária hierarquia falsamente católica sustentada com subsidios públicos - enquanto persiste uma cada vez maior e escandalosa condição de desigualdade social entre os portugueses.
«Os "bárbaros" só o são porque nós os produzimos com as nossas economias sem coração e com as nossas políticas de mentira»
disse o Padre Mário de Oliveira. Convém meditar sobre isso, em vez de lamuriar por aí pelas avenidas as ladaínhas beatas conformistas da miséria.

sábado, novembro 12, 2005

Judith Miller, a repórter do New York Times, foi despedida

na sequência do escândalo "Plamegate", "Rowegate", "Bushgate", "Barrosogate",,, enfim "NEOCONSgate", Judith Miller, ela própria que se define como sendo de centro-direita, explica aqui, na sua página internete as razões da saida do seu jornal de sempre, onde permaneceu 28 anos e ganhou diversos prémios, entre os quais o prestigiado Pulitzer.

www.judithmiller.org/news/index.php

! cortar na educação dos pobres, aumentar receitas aos ricos

Segundo o prof. José Gil “a extrema dureza de certas medidas orçamentais fez ver a todos, pela primeira vez, que a crise nacional é extremamente grave”

Contrapondo ao à-vontade do primeiro ministro para fazer o que lhe apeteça, com suporte na actual maioria absoluta (a ler: "o amigo da onça")– perante a afirmação de Sócrates de que “há uma baixa taxa de conflitualidade na sociedade portuguesa”, o filósofo afirma que “a verdade é que a baixa taxa de conflitualidade” esconde inibições ancestrais na expressão do descontentamento, individual e colectivo, passividade, fantasmas de represálias, receios inconscientes de punições, medo e culpabilidade perante a eventualidade de se opor ao poder, no espaço público”(na “Visão”)
Por essa razão o Governo exerce um excesso de poder,,, permitido pela população. A permissividade dos cidadãos é determinada pelo grau de consciência que a população adquire no exercicio activo dos seus direitos de cidadania. Se a revolta popular latente por ter sido aldrabado por promessas cínicas ao eleger Sócrates, ainda assim consegue estar em niveis tão baixos, esta passividade ignorante dos cidadãos deve-se a um trabalho sistemático de décadas na desinformação e incultura, levada a cabo de forma intensa e a todos os níveis.

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém (com gestão de maioria Comunista) gastou 1,5 milhões de euros na construção e apetrechamento do novo espaço cultural inaugurado há cerca de um mês, uma Biblioteca em Santo André construida sem quaisquer apoios comunitários. O Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) vai conceder em 2006 uma verba de 500 EUROS 500 para a gestão do projecto. Será apenas caricato? Ou a mensagem é esta: vejam televisão, estúpidos!
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Chomsky é o intelectual mais influente do mundo, segundo votação efectuada pelos leitores da revista inglesa “Prospect”. Noam Chomsky o maior linguista norte-americano vivo ( o pai da gramática generativa) que se tem notabilizado pela sua crítica impiedosa ao controle corporativo (empresarial) dos Media, tem criticado violentamente de igual forma o Governo dos EUA.(independentemente de ele ser “republicano” ou “democrata”)
Conduzidos por Arundhati Roy, uma activista indiana, podemos ler aqui (traduzido para português)o que Chomsky tem para dizer sobre esta e muitas outras questões:
portugal.indymedia.org/
Atente-se por isso, que ver televisão – o entorpecimento hipnótico pelas imagens – dá resultados imediatos ao Poder. Vaclav Havel o presidente checo e um obscuro pseudo-intelectual com pretensões a lider ideológico ficou em 4º lugar na votação, à frente de figuras como o filósofo alemão Jurgen Habermas (7º), a activista anti-globalização Naomi Klein (11º) ou do teólogo Francis Fukuyama (21º)

Vaclav H. - apenas mais um vulgar escriba ideológo de meia-tigela?
um mero produto televisivo, ou algo ainda mais tenebroso?

sexta-feira, novembro 11, 2005

Zeitgeist

amanhã vou ao mercado e espero apanhar um carapau
<º))))><
no mínimo,tão bom como este,,,

e por oposição aos desajeitados manipuladores do défice, convém ler:
Eugénio Rosa
"Benefícios e outros privilégios fiscais mantêm-se no Orçamento para 2006, determinando elevadas perdas de receitas para o Estado"

A crise ecológica e a inundação do dinheiro


Gerhard Schroeder em conferência recente num Sindicato: (desde quando um governante se desloca a um sindicato em Portugal?),,,comentou:
- “Não queria nomear quaisquer exemplos de catástrofes onde vocês possam ver o que acontece quando não existe organização do Estado, mas todos sabem que estou a falar da América”.
Aproveitando o mote, vamos então a números:
- Nos paises de economias liberais, do centro capitalista, a ajuda às vítimas não pode pôr em causa os orçamentos de Estado, nomeadamente nas já insuficientes verbas para investigação e desenvolvimento, educação, cuidados médicos e para procura de energias alternativas. Ou pode?
- 192.424 quartos de hotel estão ainda alugados à ordem das vítimas evacuadas do furacão que atingiu New Orleans que representam U$ 11 milhões de dólares de custos por dia para a FEMA, cujas verbas não constavam no seu “budget” anual.
- U$ 2 biliões de dólares foi o capital disponibilizado para comprar 300.000 tendas pré-fabricadas e caravanas. Até à ultima semana de Outubro, dessa quantidade, apenas 7.308 tinham sido entregues e ocupadas.
(Fonte: A.P./Time)
- Como gastar quase 1 bilião de dólares por dia com a reconstrução (entregue na maioria às incontornáveis empresas ligadas à Administração Bush) sem cortar nos programas federais? – Um facto é que os efeitos, no imediato, se têm repercutido no maior custo da alimentação, na subida dos combustíveis, na perda de empregos, e no bloqueio aos cuidados de saúde.

quinta-feira, novembro 10, 2005

a Ascenção do Dinheiro aos Céus

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

Capital real e capital que rende juros
"A relação contraditória entre trabalho e dinheiro é uma das muitas estruturas esquizóides do mundo moderno. O trabalho, como dispêndio abstracto de energia humana no processo da racionalidade empresarial, e o dinheiro, como forma fenoménica do "valor" económico assim produzido (ou seja, duma fantasmagoria fetichista da consciência social objectivada) são as duas faces da mesma moeda. O dinheiro representa ou "é" nada mais que "trabalho morto", tornado realmente abstracto na forma duma coisa, no fim-em-si-mesmo capitalista, que consiste numa acumulação sempre acrescida de tal meio fetichista. O humano "processo de metabolismo com a natureza" (Marx) tornou-se um abstracto e em si insensato dispêndio de força de trabalho, justamente porque o dinheiro se autonomizou do agente humano, na forma fetichista potenciada do capital: não é a necessidade humana que guia o dispêndio de energia; pelo contrário, a forma "morta" dessa energia, autonomizada como coisa, subordinou a si a satisfação das necessidades humanas. A relação com a natureza, tal como as relações sociais, tornaram-se meros processos de passagem para a "valorização do dinheiro".Porém, este processo de valorização, em que o meio fetichista se tornou fim-em-si-mesmo, não se desenvolve sem atritos. Como o trabalho e o dinheiro constituem fases diferentes do desenvolvimento da valorização como fim-em-si-mesmo, estes dois momentos também podem separar-se em situações de crise, deixando assim de coincidir. Tal falta de coincidência manifesta-se como uma desvinculação entre o dinheiro e a substância abstracta do trabalho: a multiplicação do dinheiro ocorre então mais rapidamente que a acumulação de "trabalho morto" abstractizado, destacando-se assim da sua própria base. Mas como os dois fenómenos do trabalho e do dinheiro se formaram num processo histórico cego, nas costas dos sujeitos humanos, o seu nexo intrínseco escapa à consciência, tanto no "bom senso" comum, como no pensamento científico. Trabalho e dinheiro podem surgir opostos um ao outro nas diversas ideologias, assim como na concepção do processo económico".
Continue a ler, aqui, os restantes capitulos, por Robert Kurz:

* A dependência crescente do capital real em relação ao crédito
* A revolução terciária
* Terceriziação - capital que rende juros e crédito estatal
* Globalização e indústrias fantasmas
* Dessubstancialização do dinheiro e inflação estrutural
* Da expansão fordista à revolução microeletrónica
* As estruturas globais do déficit e o curto Verão do capitalismo de casino
* A caminho do choque da desvalorização

quarta-feira, novembro 09, 2005

o "capital" em viagem turística

Jorge Sampaio, em presidência aberta sobre o Turismo nacional, saiu-se com esta: "Temos de combater o xico-espertismo, a procura do lucro fácil e imediato!" - nem mais!, decerto estaria a referir-se à noticia que veio publicada num jornal de ontem:
"Quatro maiores bancos portugueses têm activos de 30 mil milhões de euros no estrangeiro"

CGD, Millennium,BES e BPI empregam 12 mil trabalhadores no exterior em bancos por si controlados, que detêm mais de 1000 balcões. A Caixa lidera em activos, o BCP em trabalhadores e agências e o BES em resultados.
A propósito de BES e falando em Turismo, que tal aquele empreendimento Hoteleiro no meio de um terreno agrícola de plantação de arroz na Herdade da Comporta?

terça-feira, novembro 08, 2005

a Imprensa corporativa portuguesa é uma Merda!

Sobre os recentes distúrbios nos bairros periféricos de Paris, os títulos idiotas tem pingado dos cérebros desta gente, que nem gotas de transpiração,,,
títulos, titulos,,,(mal empregado cocktail molotov)

* "Se a Europa for uma fortaleza não terá futuro - tem de ter uma politica de imigração adaptada à nova realidade do mundo, e não a mesma de sempre - que a leva a fixar há demasiados anos em muito próximo do zero as suas quotas de imigração legal e a combater por todos os meios, mesmo os inadmissiveis, a imigração clandestina"
(Nas zonas dos distúrbios, em apreço, a percentagem de estrangeiros é de cerca de 40%!)
* "Paris já está a arder" (Teresa de Sousa, no Público)
* A Intifada francesa" (!) e "A Palestina do Sena"
* o JMFernandes no editorial "Não é o social,Estúpido: é a Cultura": "não é um problema social o que ameaça alastrar a outros paises europeus (desejos não faltam) mas apenas uma questão de investimento económico (neoliberal, claro, segundo os desejos dos patrões Kane)
* e para rematar - o think-thanker americano por excelência - the only and lonely Francis Fukuyama que diz que "A Jihad (está) dentro de casa" ressuscitando Mohamed Atta e a radicalização do "terrorismo" na Europa no pós golpe 11/9 de Bush.
E isto tudo apenas em 2 números de jornal,,,
Para se desintoxicar, e saber o que realmente está a acontecer, é melhor ler esta resenha da imprensa internacional, resumida aqui.

domingo, novembro 06, 2005

Michael Cimino na Cinemateca em Lisboa

Finalmente, pela primeira vez, foi possível ver em Portugal a versão integral de “As Portas do Céu” do cineasta americano rotulado de “maldito” Michael Cimino.

“The Heaven`s Gate” começa com uma cena monumental, com a cerimónia de formação da classe universitária de Oxford, Inglaterra, no ano de 1870. A cena do baile que culmina o fim de curso, desenvolve-se em redor de uma gigantesca árvore que representa a vida no centro de um terreiro elíptico onde os pares dançam enlevados pelas promessas de futuros risonhos. Filmado de forma sumptuosa com grande angulares, panorâmicas e travellings soberbos, o clímax da festa de formatura acontece por fim com os estudantes em competição para alcançar ramos de flores que devem oferecer como dedicatória que estão nos ramos superiores da árvore. Vale tudo no esforço para lhes conseguir chegar, encavalitando-se furiosamente uns nos outros até conseguir o objectivo, alguns saem feridos da contenda, sob o olhar ansioso das moças namoradeiras que esperam que os ramos lhes sejam oferecidos. No plano seguinte, surge num corte abuptro, o Wyoming (Estados Unidos) e vamos reencontrar três dos jovens 20 anos depois numa cena que principia com um emigrante do leste europeu a esquartejar uma rês. Esta seria afinal uma parábola da fuga do capitalismo para a terra prometida, com grandes espaços para a sua expansão. A ideia era essa, mas não seria bem assim que as coisas se vieram (nem se estão) a passar.

Michael Cimino fala disso, em discurso directo:
“Os três realizadores da história de Hollywood que fizeram o primeiro filme e foram aplaudidos e celebrados muito cedo e depois condenados logo a seguir foram Griffith, Orson Welles e eu. E apenas por termos tentado contar histórias dos EUA como as víamos. Griffith foi acusado de ser racista e “O Nascimento de uma Nação” esteve para ser oficialmente banido. Welles foi acusado de ser megalómano por ter contado a história real de um proprietário de jornais em “O Mundo a Seus Pés”, e a partir daí tentaram destruir tudo o que ele fez. Nos EUA, não gostam das pessoas que têm sucesso muito cedo. Eu fui condenado por ter feito “As Portas do Céu”, uma história real e o mais bem documentada possível, que aconteceu nos EUA no século XIX: a guerra do condado de Jackson, onde o Presidente da República e o Governador do Wyoming sancionaram o genocidio dos emigrantes fazendeiros pelos criadores de gado: cada morto valia 50 dólares”
O “mercado” não gostou do que viu, e a crítica corporativa, como a “Variety” destruiu comercialmente o filme. Estávamos em 1980, dois anos apenas depois de “O Caçador”, outra obra de referência do realizador, que ganhou apenas um Óscar e só viria a ser consagrado como filme de culto pela sua resistência ao longo dos anos. Nesse ano “As Portas do Céu” foi um fracasso monumental, arruinou a “United Artists”, e alterou em definitivo as relações dos grandes estúdios com o cinema de autor, catalogado como sendo de “individualistas”. O filme custou 7,5 milhões (44 milhões a preços de hoje) e teve um retorno de 2 milhões por ter estado menos de uma semana em exibição nas salas. Foi cortado por exigência dos exibidores e tornado inintelegivel. O episódio teve até honras da feitura de um documentário chamado “The Final Cut- The Making and Unmaking of 'Heaven's Gate' (2004). Isto, como é óbvio comprometeu a carreira de Cimino para sempre. A versão integral passada na quinta-feira na Cinemateca com a presença de Michael Cimino apenas acontece 25 anos depois, com uma cópia falada em inglês e legendada em francês, para uma elite restricta portanto. O realizador, tido como um perfeccionista, nunca mais conseguiria produtor para filmar algo que valesse a pena.
Quem não se verga ao sistema, morre, pensam eles. Mas não, “The Heavens Gate” é hoje considerado um dos melhores filmes de sempre. E Cimino, em dia de mtv/awards ao vivo e na tv, bem mereceu a sala cheia e os calorosos aplausos de um público entusiasmado no final.

sábado, novembro 05, 2005

A grande Transição – II

(baseado no artigo de Ralph Bellamy Foster da Monthly Review – “Organizando a Revolução Ecológica”)

Como se viu antes, o Capital, pela sua própria natureza é um valor auto-expansivo; a força motriz que conduz a sua acumulação é a livre competição; e este crescimento exponencial embora seja interrompido cada vez com maior frequência por crises, inerentes ao próprio sistema, ao colocar uma pressão desmesurada sobre a Natureza, tem vindo a conduzir a graves devastações ambientais. Estes factos tendem a deminuir e a tornar cada vez mais frágil o próprio Capitalismo em si – Durante os últimos 50 anos o total da Economia mundial aumentou SETE Vezes, enquanto a capacidade da biosfera suportar esta expansão continua drásticamente a decrescer por acção da predação humana.
Para uma maior fundamentação destes tópicos, leia-se a obra de Lester Brown “Outgrowing the Earth”
Desde as conclusões da “Comissão Bruntland” (1987) que originou a linha de reversão para o “Novo Paradigma de Sustentabilidade” (capitalista), apenas tendo em vista a internalização no sistema dos custos económicos ambientais, a situação têm vindo a declarar-se como de decrescimento conduzindo à estagnação generalizada. O curioso é que esta é uma teoria repescada de John Stuart Mill, um contemporâneo de Karl Marx que advogava que o capitalismo se podia auto-controlar, bastando para isso que - “se a quantidade de Capital inicial fosse igual à quantidade final obtida para ser novamente re-investida, não haveria crescimento anómalo”, nem problemas. (in Principles of Political Economy- 1848). Este “estado estacionário” seria compatível com as forças de produção sendo apenas necessárias correcções ao nível da destribuição das mercadorias. Na época, Marx criticou Mill acusando-o de advogar uma “sincronização néscia e superficial” por não levar em linha de conta a necessidade de supremacia da classe dominante sobre as classes exploradas para a realização das mais-valias que constituem a essência do capital.
Hoje em dia, depois que Jared Diamond recentemente publicou “Colapso” em que defende que antigas civilizações como a dos Maias ou a da Ilha de Páscoa desapareceram por via do colapso ecológico das suas bases materiais de suporte, o debate, que já durava há décadas ganhou particular acuidade

Apesar das “forças de mercado” em presença, com os neoliberais à cabeça, a “tocarem violino enquanto Roma arde”, em cada vez mais sectores existe a convicção de que, se estas forças continuarem a operar da mesma forma como até aqui, será apenas uma questão de prazo até que as espécies vivas, entre as quais a humana, estarão irremediavelmente condenadas a desaparecerem. A extinção de espécies é a mais alta desde os ultimos 65 milhões de anos à medida que os eco-sistemas vão continuando a ser removidos. De acordo com estudos publicados da Academia Nacional de Ciências (EUA) em 2002, a Economia Mundial excedeu a capacidade regenerativa em 1980 e em 1999 ultrapassou-a em 20%. Isto significa que já nesse ano de 1999 então seriam necessárias 1,2 Terras para regenerar aquilo que a humanidade consumiu.
Para inverter esta tendência um outro grupo de estudo denominado “Global Scenario Group” reunido à volta do “Instituto de Desenvolvimento de Estocolmo”, vem publicando diversas reflexões sobre esta problemática, cujo ultimo estudo intitularam “A Grande Transição”, (disponível, para leitura aqui (em inglês)), com a finalidade de:
A) Inventariar as condições concretas em que se encontra actualmente o “mundo capitalista”
B) Determinar que meios poderão alterar o curso dos acontecimentos, quer seja por meios tecnológicos ou outros, por forma a suster as crises cada vez mais interligadas – sociais e ecológicas.
C) Que alternativas históricas existem ao sistema vigente.
(continua)

sexta-feira, novembro 04, 2005

Segredo de Justiça vs Liberdade de informar

A propósito das buscas efectuadas à casa do homem providencial do PS - Jorge Coelho, onde a Policia Judiciária procurava um tabuleiro de xadrez de alto valor alegadamente oferecido por um construtor civil de Cascais, (no âmbito do processo em que é réu José Luís Judas), Clara Ferreira Alves (CFA) com nome e BI assentes nos serviços de apoio à candidatura presidencial do PS de Mário Soares, foi lesta a sair a terreiro:
“As suspeitas impressas em papel de jornal matam os inocentes”!
CFA compreendeu mas não quer que se saiba que o mais importante de tudo são as acções que se desenrolam quando se movimentam as as peças nas jogadas, e não o mero tabuleiro em si.
Então,,, dir-se-ia mais que, o excesso de certezas e o banzé generalizado ajudam a esconder os culpados. È sempre o próprio ladrão que mais grita “agarra que é ladrão”. Logo, se queremos pistas para ajudar à compreensão da situação de corrupção generalizada em que o país caiu, é só procurar quem tem acesso aos jornais, a mais das vezes para passar, pela divulgação prévia, apenas pura desinformação, quebrando o segredo de justiça que só existe para protecção dos próprios envolvidos. O próprio PGR, que nos meios forenses tem a deliciosa alcunha de “o almofadinha” é por hábito profissional dos primeiros a publicitar a sua indignação pelas fugas cirúrgicas de “informação”. Ao invés, a quem tenha “mãos limpas”, não lhe é decerto possível publicar assim tão fácilmente a sua verdade. Ficamos, neste como em tantos outros casos, pela alegoria da caverna de Platão, onde só se vê as sombras e não se vê a realidade.E entretanto espera-se as posições das outras facções do PS que não se revêm no PS de Mário Soares/Sócrates e que não têm assim tanto acesso aos media, e tambem,claro está, do surdo-mudo Cavaco, sem ofensa a quem sofre da deficiência.
a mim ninguem me cala!!
Maria José Morgado: “O combate à corrupção é ilusório. Não podemos continuar a falar de escândalos sem que nada aconteça ao nível da punição das condutas graves. A falta de consequências é o pior sinal”
É evidente que existem fundados receios de que em última instância se pretenda diluir as dezenas de arremedos de processos que têm sido tornados públicos, que levantam mares de suspeições, e remetê-los à indiferença dos obscuros corredores do Regime onde não existe a figura jurídica de responsabilização de pessoas colectivas. Efectiv/ seria muito incómodo levar em peso o PS e o PDS-PP, todos presos para averiguações.
E, sobre o Regime vigente, está aqui a melhor definição lida até agora: “Cavaco trata da Economia –Soares trata da Politica – Alegre trata da Cultura” – as partes completam o todo.

Ainda Maria José Morgado, sobre o mesmo assunto, em entrevista à TSF: “a Lei é uma abstracção, não trava nada. O que trava é a deontologia profissional e a orientação concreta seguida caso a caso, mas há muitos fantasmas à volta disso”
- “ E pode-nos concretizar melhor quem ou o que são esses fantasmas”? – (risos) “são fantasmas, não posso explicar”

quarta-feira, novembro 02, 2005

Fixe este nome e este sorriso

Andrea Nahles

A ala esquerda radical do Partido Social-Democrata alemão (SPD) acaba de derrubar o presidente do seu partido, e fazer abanar a "grande coligação" dum governo que ainda nem sequer começou. Pelo lado dos Conservadores o panorama não é diferente - Edmundo Stoiber, o parceiro de Merkel na coligação de direita, acaba de bater com a porta. Ninguém parece disposto a enfrentar o clima turbulento que se irá gerar ao tentar continuar a levar avante as reformas que o FMI/Washington exigiram para financiar a retoma. Muito menos afrontar os poderosos sindicatos alemães, que aí são de facto parceiros sociais efectivos.A velha ordem dos Partidos da "velha Europa" desmorona-se.
Como sempre foi previsivel desde a entrada em vigor da nova ordem da "operação liberdade duradoura" a quebra económica europeia imposta para que o Império e os seus aliados não percam previlégios, está aí bem à vista de todos. Veremos como aceitará a Alemanha a tentativa de portugalização do regime social que se irá seguir. Entretanto, "by the way", por estas bandas o panorama é cinzento; por aqui "discute-se" peixeirosamente o "marismo-cavaquismo" o sistema que tem governado o país nos ultimos 30 anos, e nem a menor corrente de ar se nota, enquanto a corrupção alastra, qual mancha de óleo, a cada vez mais gradas figuras da politica nacional.

* Uma coisa nada parece ter a ver com a outra, mas o certo é que "isto anda tudo ligado". À mesma hora, noutro local, David Addington, o autor do memorando que justificava o uso de tortura em suspeitos de terrorismo, violando os acordos de Genebra, é nomeado como novo chefe de gabinete do vice-presidente dos Estados Unidos da América, na sequência da crise dos "crooks and liars" que tem assolado Karl Rove e a Casa Branca. Se para os economistas neoliberais as pessoas são números, para estes criminosos oficiais as pessoas são tijolos.
Marx sempre foi hábilmente utilizado pela propaganda para meter medo às criancinhas,,,evitando-se assim, cuidadosamente, a dicussão sobre os caminhos civilizacionais a seguir perante a crise

Existem três concepções do mundo em presença, que interagem através da correlação das suas forças próprias com teorias que têm defenido as respectivas doutrinas e que podemos esquematizar assim:
A) Mundo Convencional onde operam as "forças de mercado" (Smith) e as "politicas de reforma" (Keynes, os boys de Chicago os tais que disseram que o ouro a partir daí já não valia e a comissão Bruntland)
B) a Barbárie Neo-Liberal, que divide o mundo em Estados Inviáveis e em Estados Fortificados (Malthus, Hobbes)
C) a Civilização Auto-Sustentável que defende a mudança de paradigma para um tipo de Eco-Comunalismo de raiz Marxista aplicável, nas condições presentes, por regiões autónomas interagindo em rede.

voltando ao inicio,(da história moderna)
na concepção abstracta, o capitalismo mercantil, tal como o entende “o mundo convencional” podia-se defenir pela fórmula M – D – M
que representava o circuito de produção de (M)ercadorias, de Marx:
(M)ercadoria a valor de custo – troca por (D)inheiro – (M)ercadoria + mais-valia * = Valor de Uso, pelo qual era transaccionada:
M – D – M'
* Grande parte da obra de Marx “O Capital” é dedicada a estudar a mais-valia, um valor que resultava, em última análise, da exploração da mão de obra assalariada.
O circuito ficava completo com o consumo da mercadoria. O patrão explorava o operário e vivia-se nos doces tempos das lutas sindicais a nível nacional.
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O movimento operário força a opção, reforçada pelo desenvolvimento industrial, pela produção
generalizada de mercadorias (Fordismo). Com a construção das grandes linhas de fabrico e
montagem, o circuito de Produção inverte-se, pela subtil “subversão americana” – começa e acaba no (Dinheiro):
D – M – D
A ninguem é possivel começar a produzir algo sem que primeiro tenha equacionado o investimento de capital necessário
As trocas já só têm por finalidade a simples obtenção de (D)inheiro. Se a quantidade de Capital inicial fosse igual à quantidade final obtida para ser novamente re-investida, não haveria crescimento (nem problemas).
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Mas ao contrário, a invenção grega expressa no Teorema de Tales de Mileto de que a compensação da incerteza futura pode ser feita mediante um acréscimo nominal antecipado, foi ferozmente adoptada pela filosofia Judaica através do conceito de proporção, que originou a taxa de lucro. E assim, a quantidade de Dinheiro investido é tambem recuperado acrescida desse Lucro que já nada tem a ver apenas com a mais-valia das (M)ercadorias, cuja fórmula passa a ser:
D – M – D’
Ninguem investe 10 para no final receber os mesmos 10.
De fora deste circuito fica, então a noção de que na realidade este processo não tem fim, porque a (M)ercadoria já não é o fim de uso em si, mas apenas é o factor da acumulação de mais-valias do Capital (D) em si.
Os resultados obtidos num ano são re-investidos obtendo-se:
D’ – M – D’’
E no exercício seguinte o processo repete-se:
D’’ – M – D’’’
E assim, ano após ano, direito ao infinito. O Capital (D) pela sua própria natureza transforma-se num valor auto-expansivo – ou seja é necessário para a sua reprodução rentável, que exista um crescimento eterno!
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Existe um pequeno óbice para os adeptos desta teoria. É que os recursos da Terra são finitos, tanto em matérias-primas, como em “recursos humanos” cuja formação é dispendiosa, quanto em consumidores de produtos manufacturados. E os investimentos D’’’’’’’ (ad infinitum) no fogo do livre capitalismo expansivo e na voragem do crescimento rápido recusam-se a internalizar os custos sociais e ambientais da predação ecológica. (é um facto que Bush se recusa a assumir o protocolo de Quioto)
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Até aqui, o crescimento tem sido assegurado primeiro pela colonização pura e dura, depois pelo Imperialismo – de seguida pela modificação da Produção para o outsourcing (Toyotismo)
que tem estado na base da deriva neoliberal
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claro que, consoante a posição que cada um ocupa na "cadeia alimentar" assim cada um vê a parte da realidade que interessa ao prosseguimento dos seus designios, sejam eles de cariz altruista (a tal "Esquerda") ou de fomento à simples exploração desenfreada (a tal Direita). É preciso acabar com esta dicotomia! a riqueza da sociedade, está na multidiversidade
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e depois existem os outros, os que pensam que ainda vivem no tal "mundo convencional liberal" (cujas bases já não existem) e que são a grande massa manipulável - ora, como é evidente, uma sociedade de carneiros conduz sempre a um governo de lobos, como dizia Bertrand de Jouvenel.
"portantes",,, (Eanes dixit), mediante as capacidades percepcionais de cada um, é só escolher onde, em que parte da realidade quer, ou pode, estar,,, A), B) ou C)?

terça-feira, novembro 01, 2005

os candidatos do Regime (Corrupto)

Como vem sendo advogado por terras do Novo Mundo onde o sol nunca se põe, é preciso alterar a legislação "para que ex-políticos não se possam dedicar ao jornalismo de investigação"e, por “coincidência”, não é que Joaquim Vieira - aquele jornalista que andava a pôr a boca no trombone acerca do "escândalo de Macau" que ele intitulou "O Polvo (4/5)" e "O Polvo (1/2/3) - FOI DESPEDIDO!? (da revista Grande Reportagem, propriedade da "Visão" do Sr. Pinto Balsemão) ou seja: isto é , de facto, o pacto do Bloco Central Neoliberal a funcionar no seu "melhor"!!

Francisco Pinto Balsemão é o testa-de-ferro para Portugal do Grupo Bilderberg - uma extensão para a Europa da "Comissão Trilateral" - uma task-force ao serviço do Império neo-colonial americano que existe apenas para controlar a economias mundial a favor das Oligarquias instaladas.
Balsemão,Soares e agora o manequim de fancaria de Boliqueime sâo todos farinha do mesmo saco - e defendem por igual exactamente a mesma coisa!
apenas com pequenas diferenças de estilo, para enganar o pagode.
Ainda faz agora um ano e picos Balsemão e Soares homenagearam Franck Carlucci numa cerimónia amplamente divulgada pela SIC - o mesmo Carlucci embaixador a quem foi vendido o direito de exploração das terras lusas como lobyista ao serviço dos grupos económicos norte-americanos. Efectivamente a história do Portugal recente não pode ser dissociada das ingerências norte-americanas, que não prescindem de ser ressarcidas pelos seus investimentos.Como contou Rui Mateus no seu livro "Contos Proibidos".
Roubados, espoliados e muito agradecidos – o senhor Presidente da República ainda tinha de condecorar Carlucci numa cerimónia oficial indecorosa.
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Antes da golpada da vitória de Durão Barroso em 2001, que as pessoas de boa-fé não imaginavam ter sido eleito para desmantelar o Estado Social, Pinto Balsemão fundador do PSD e Patrão da SIC/Impresa encontrava-se em grandes dificuldades. Os prejuizos rondavam os 10,2 milhões de euros anuais. Mas como os amigos são eleitos é para as ocasiões o assalto à RTP não tardou, canalizando a publicidade para o grupo privado de Balsemão, enquanto a RTP era desmantelada. a Impresa voltou aos lucros a partir de 2003 com 12,5 milhões de euros de lucros em 2004 .
Este é apenas um caso de um dos grupos de interesses privados que gravitam em redor dos Fundos Públicos do Estado, casos que se irão repetir nas privatizações da Saúde, Educação, Correios,Águas Públicas,etc, sempre em prejuízo do interesse da Comunidade.

A Corrupção pelo tráfico de influências é bem visível e atinge o mais completo despudor. Ainda há poucos dias a Holding (SGPS) "LisbonCash" desistiu da queixa em Tribunal contra o administrador da Euroamer (Artur Albarran- sócio de Franck Carlucci), para não envolver o senhor ex-Embaixador Yankee amigo pessoal de Pinto Balsemão em situações de roubo e fraude fiscais - que já vieram à baila envolvendo a Banca o branqueamento de capitais e a fuga ao Fisco, conforme se tornou público com as noticias destes ultimos dias.
É para escamotear estas verdades que Cavaco se candidata! um gajo que se baba e é desprezado pelas élites pseudo-culturalmente evoluidas ligadas à nossa Oligarquia provinciana, mas que tem pretensões a passar por cosmopolita. As pessoas de boa-fé vão, outra vez, eleger um figurante, enfim, mais um salvador da pátria falhado, subserviente ao pacto de regime Soares/Balsemão.
(Quanto à Marge Simpson para 1ª Dama nem é bom falar desse susto.Quem ouvirá o jet-set,,,)

a "escolha":
Fernando Rosas no "Público"(2/11):
"Temos assim um cenário interessante: de um lado, Cavaco Silva oferece apoio estratégico à resposta do Governo para a crise. Do outro, Soares disponibiliza-se para fazer, junto do povo, a "pedagogia sobre a necessidade dos sacrifícios" que essa politica acarreta"
Quanto ao manequim da rua dos Fanqueiros, no coments, mas parece que desceu nas sondagens - o Nuno Rogeiro disse que "a causa foi ele ter começado a falar",,,e no mais, esfrangalhar o PS que se diz socialista tem de ser visto como uma tarefa de utilidade e higiene pública. Deviamos ser subsidiados pelo nosso esforço,,,