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quinta-feira, outubro 20, 2005

NEM CAVACO, NEM SOARES!

"Enquanto tive forças nunca tive coragem para lutar contra a degradação"
personagem do filme “Germânia Ano Zero” de Rosselini, à beira da morte na miséria, ao ver a sua cidade destruida, no final da 2ª grande guerra.

O jornalista Joaquim Vieira, director da revista "Grande Reportagem", presidente do Observatório da Imprensa, ex-director de Programas da RTP, ex-director-adjunto do Expresso, fez publicar há pouco tempo uma série de artigos, que titulou de “O Polvo”, onde começa por afirmar:
“Além da brigada do reumático que é agora a sua comissão, outra faceta distingue esta candidatura de Mário Soares a Belém das anteriores: surge após a edição de “Contos Proibidos – Memórias de um PS desconhecido”, de Rui Mateus. O livro, que noutra democracia europeia daria escândalo e inquérito judicial, veio a público nos últimos meses do segundo mandato presidencial de Soares e foi ignorado pelas poderes da República. Em síntese, que diz Mateus? Que, após ganhar as primeiras presidenciais, em 1986, Soares fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial. Que, no exercício do seu “magistério de influência” (palavras suas, noutro contexto), convocou alguns magnatas internacionais – Rupert Murdoch, Sílvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho - para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo, a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal. Note-se que o “Presidente de todos os portugueses” não convidou os empresários a investir na economia nacional, mas apenas no seu grupo, com vultosos“mensalões” em favor da sua Fundação pessoal, naquilo que haveria de ficar conhecido como o “escândalo Emaúdio”. Que moral tem um país para criticar Ferreira Torres, Isaltino, Valentim, ou Felgueiras se acha normal uma candidatura presidencial manchada por estas revelações? E que foi feito dos negócios do Presidente Soares?”
Indubitavelmente cheio de razão, pela relevância do tema, o tema do Polvo continua a ser descrito AQUI (o Polvo 1 e 2) e AQUI (o Polvo 4 e 5), mas,,,

óbviamente! o sr Joaquim Vieira, a Visão e o Expresso, estão ao serviço da candidatura de Cavaco Silva eventualmente com a solução que se vem desenhando de António Borges da Goldman Sachs,à cabeça do PSD e a "Direita" congregada em redor de Francisco (Impresa) Balsemão mandatário em Portugal do Grupo Bildelberg pretende uma solução bonapartista presidida por Cavaco liderada por um duro num governo autoritário (que até pode continuar a ser o de Sócrates, que tem cumprido rigorosamente as tarefas para que foi nomeado em defesa da privatização da Economia neoliberal)

Quem,no entanto, se for intelectualmente honesto e conhecer um pouco da nossa História recente, não rejeitará liminarmente este embuste chamado Cavaco Silva?
Cavaco Silva governou com três Orçamentos, o geral do Estado, o dos fundos comunitários e o das privatizações da banca, seguros, etc. E durante dez anos foi um fartar vilanagem, de dinheiro a rodos para distribuir pela sua clientela partidária. É ou não verdade que de Cavaco nunca se conheceu medida alguma para combater a corrupção , designadamente no que se refere ao roubo — porque de roubo se tratou! — dos fundos comunitários?
O “brilhante especialista das finanças públicas" e "defensor do rigor orçamental" nunca conseguiu conter as despesas públicas e aproximar o défice dos 3% dos critérios de convergência (6,6% em 1990 - 7,6% em 1991 - 4,8% em 1992 - 8,0% em 1993 - 7,7% em 1994 5,5% em 1995, só para citar os últimos 5 anos da sua governação.
Se ele for presidente da República, como pode ele pregar moralidade económico-financeira quando ele foi e é ainda o pai do MONSTRO? Que criou enquanto esteve à frente do governo do País? ninguem, no uso do mais elementar bom senso, o quererá ver em Belem.
Uma vez que as alternativas que o Poder nos coloca é “escolher” entre uma e a mesma coisa, não há nada que esperar do voto - Nem Cavaco nem Soares! - Resta ao eleitor esperar que a situação se degrade a tal ponto que o sistema entre em ruptura, para que a partir da destruição deste sistema pseudo-democrático obsoleto possam nascer novas formas de democracia participativa.
Será assim, para grande desconforto dos "opinion makers" sistémicos que se assumem como uma espécie de grandes educadores das presentes classes mediacráticas” como lhes chama José Adelino Maltez.

quarta-feira, outubro 19, 2005

ilacções Autárquicas

Capitulo I
O grau zero da ética - os barões Valentins&Compª

No cair do pano das autárquicas, em 19 (dezanove) páginas de um jornal sairam 36 (trinta e seis) fotografias do major Valentim Loureiro, e, na página vinte, uma publicidade de página inteira, paga pela Câmara, que (in)directamente promove a candidatura do referido “major”, é obra quanto a falta de vergonha. A juiza Cândida Almeida, depois de nos sossegar dizendo que “os niveis de corrupção em Portugal não são alarmantes” (CM,15/10) esclareceu-nos tambem que “não há acelerações ( nos processos que envolvem autarcas que foram candidatos); o TEMPO da acusação resulta da complexidade das investigações”. Ao contrário da Ciência que procura clarificar temas complexos tornando-os simples – a politica neoliberal vive de transformar irregularidades simples em trapaças complexas; o TEMPO é escasso e não raras vezes se esgota antes que se faça justiça.

“No céu cinzento
sob o astro mudo
batendo as asas
pela noite calada
vêm em bandos
com pés de veludo
chupar o sangue
fresco da manada”

Marques Mendes tem feito um esforço notável para que os militantes do seu partido se obriguem a ter uma imagem de honestidade. Não é preciso ser honesto, basta parecê-lo. Como no caso de Carmona Rodrigues cuja estratégia foi um êxito na sua corrida para a Câmara de Lisboa - a demarcação mediática das trapaças de Santana Lopes deve ser seguida à risca pela generalidade dos militantes do PSD para limpar a imagem de associação de malfeitores que o partido tem tido por via das atividades marginais dos seus barões de sempre envolvidos em processos judiciais, como o ex-Ministro de Durão Barroso - Isaltino Morais, ou outras figuras menores do aparelho. Resumindo: é preciso mudar para que tudo fique na mesma – o crime doravante não é cometer esses “pequenos” pecadilhos, mordomias para cujo usufruto foram aliás eleitos, mas o crime é sim, serem apanhados!Alguém no seu juizo perfeito aceita que Carmona Rodrigues não foi conivente com as irregularidades que foram cometidas em Lisboa? Para quem acredita que não, saiba-se que a campanha de lavagem de imagem, em Lisboa e em todo o país, custou milhões e as despesas feitas na campanha, que tão grande sucesso trouxe ao PSD, bateram todos os recordes. As vitórias partidárias são proporcionais aos Investimentos – os Partidos são núcleos empresariais para fomento de negócios.

“Se alguém se engana
com seu ar sisudo
e lhes franqueia
as portas à chegada
eles comem tudo
eles comem tudo
eles comem tudo
e não deixam nada”


Capitulo II
O grau zero+1 - os barões "socialistas"
PS+PSD=BlocoCentral - Não existem duas faces separadas, mas apenas uma moeda. Uma estratégia concertada de alternância ficticia, concertada, à americana. No PS, após as eleições, os mesmos que dificultaram a unidade das esquerdas nos principais centros urbanos, foram os mesmos que agora vieram lamentar a dispersão dos votos das esquerdas.
Há muito tempo que não assistíamos a tanta agitação social. Mérito seja concedido ao governo PS, que conseguiu pôr os mais variados sectores da sociedade portuguesa contra o governo. Ontem os militares, hoje os funcionários judiciários e os agricultores, amanhã os Juízes, os enfermeiros etc.…
O que preocupa, é que não sabemos se o governo tem consciência que toda esta agitação não contribui para a tão ambicionada retoma Atlântica da economia, e que a arrogância e falta de diálogo apenas contribuem para extremar posições, como a que provocou a requisição civil dos funcionários dos tribunais. É que nem os governos de direita conseguiram fazer melhor!, o que, inclusivamente vem em defesa daqueles que consideram o PS um partido de travestis, que quando estão na oposição usam um discurso (charlatão)de “esquerda”, mas que quando governam viram à direita, em perfeita sintonia com as Corporações instaladas. Se uma Plutocracia se define pelo governo das classes possidentes, então parece não haver dúvidas de que o fascismo continua entre nós.
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a resposta? – 44% de abstenção e uma cada vez menor participação na cidadania, perpassando por toda a sociedade portuguesa um clamor, filtrado pelos Media, em prol da ultrapassagem do paradigma partidocrático vigente, para novas formas de democracia directa.
“O recurso sistemático aos artificios tácticos para iludir a realidade acaba por auto-iludir quem o pratica, levando-o a confundir a verdade dos factos com a ficção da realidade”.(VJS). Segue-se o Orçamento do Estado para 2006, o momento decisivo de Sócrates, antes dos inefáveis 56% votantes remanescentes do povo português perceberem, mais uma vez, que voltaram a ser enganados.

terça-feira, outubro 18, 2005

Natureza Morta – Visões de uma Ditadura


“Natureza Morta”, de Susana de Sousa Dias, é um impressionante trabalho de montagem que recorre a imagens de arquivo para reler a ditadura salazarista à luz (ou na opacidade) dos seus rostos. Uma narrativa fisionómica do Estado Novo, através da manipulação do material (desaceleração das imagens) e de uma lógica de campo-contracampo entre elas.
Dentro de uma imagem esconde-se sempre outra imagem. Utilizando apenas filmagens de arquivo e sem recorrer a palavras, “Natureza Morta” pretende redescobrir e penetrar na opacidade das imagens captadas durante os 48 anos da ditadura portuguesa (actualidades,reportagens de guerra, documentários de propaganda, fotografias de prisioneiros politicos, e tambem bocados de peliculas nunca utilizados nas montagens finais), permitindo a sua reabertura a diferentes leituras.
O documentário exibido ontem no DocLisboa na Culturgest da autoria da realizadora Susana Sousa Dias é sobre o nosso longo periodo do Fascismo, visto por uma jovem que não o viveu, e dele só pôde dispor de relatos da época, num trabalho pioneiro sobre a nossa memória colectiva. Mas, será verdadeiro que já não tenha conhecido o fascismo?, que ele esteja morto e defenitivamente enterrado?
Susana Sousa Dias na conferência de imprensa explica a penosa peregrinação para exibir a sua obra, a ausência de subsidios que na prática funciona para que o exorcismo de um assunto considerado tabu torne impossivel a sua visibilidade. Alguem na assistência sugere que é mais fácil “assaltar” o Banco de Portugal do que aceder à informação da Torre do Tombo. A jovem realizadora explica as longas tentativas junto da RTP, a recusa formal do documentário poder vir a ser visto no canal 1, enfim uma vaga promessa de exibição na 2 que nunca se viria a concretizar. “Natureza Morta” acaba por ser comprado pela Televisão Pública da Finlândia onde será exibido brevemente em horário nobre!, ou seja, o caso português torna-se uma visão exótica para a Europa desenvolvida,,, um caso a estudar de como os herdeiros dos regimes totalitários do sul europeu atrasado não conseguiram sair da cêpa torta,,, de como, por contraste, as únicas democracias de sucesso são aquelas onde o povo tem uma acção participativa efectiva no seu quotidiano, e não apenas em dias de voto,,, e que dizer dos nossos 3.459.989 potenciais eleitores recenseados que não votaram?!
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Entre nós, quanto menos o assunto fôr visivel, e quanto menos se falar sobre isso, melhor,,, o silêncio serve o pântano onde se atolam os sucedâneos neofascistas. Continua a secular importação dos três F portugueses: Qualquer despotismo gosta que o povo pense em "festi, frumenti, forchi". Primeiro, que pense no circo. Segundo, que se amargure com a fome. Terceiro, que tema a repressão
(citação daqui)

domingo, outubro 16, 2005

a Verdade em Cinema: pegar numa câmara e tentar ser honesto

Programação,aqui. Sinopse de alguns dos filmes mais importantes a exibir:
“Darwin`s Nightmare”
A história da importação de um peixe para o lago Vitória, que devorou todas as outras espécies. Uma violenta crítica à Globalização. Apenas no leste do Congo os estragos provocam um numero de mortos por dia igual aos do 11 de Setembro em Nova Iorque
“Shape of the Moon”
a história de 3 gerações na vida da Indonésia, o maior país de maioria muçulmana do mundo
“Sherman`s March”
A mais bárbara marcha das marchas bárbaras conhecidas. A vingança final, com a marcha do Exército nortista vencedor sobre o sul esclavagista, durante a guerra civil americana
“Before the Flood”
a deslocalização de milhões de pessoas para a construção da maior barragem alguma vez construída, no Yang Tsé, na China, que deverá ficar concluída em 2009
“The Ister”
Subindo o Danúbio, numa viagem de três mil quilómetros. Baseado no “Hoderlin” de Heidegger, que culminou em 1933 no grito “Heil Hitler”
“El Cielo Gira”
O passar do tempo numa aldeia do norte de Espanha
“Diários da Bósnia”
Relatos das duas viagens de Joaquim Sapinho
“Grizzly Man”
No Alasca, os restos mortais de Timothy Treadwell ecologista especialista em ursos e da sua namorada, foram encontrados pelo piloto que deveria trazê-los de volta. O casal fora devorado por um urso, o primeiro caso registado de ataque naquele campo. Werner Herzog utiliza as filmagens de Treadwell para explorar sua personalidade e levantar questões sobre a difícil relação entre homem e natureza.

sábado, outubro 15, 2005


Karl Rove o conselheiro NEOCON e um dos putativos autores do programa de conquista e dominação do mundo pelo Império americano,
está novamente a contas com declarações aos tribunais, pelo seu envolvimento com a quebra de segredos de Estado ao referir actividades duma agente da CIA, no caso do urânio fornecido pela Nigéria a Saddam Hussein - que se veio a verificar depois ser uma inventona para justicar na ONU as tais “Armas de Destruição Macissa” na incrivel rábula televisiva de Powell (ao melhor estilo-esgoto TVI)
Pela sim pelo não, com medo de mais broncas, Judith Miller a jornalista presa por se recusar a revelar as fontes, no âmbito de processo similar, já foi libertada!
sorte a dela!,,, que o lodo já esteja a transbordar da Casa Branca,,,
click aqui, para enviar um email a Karl Rove!

sexta-feira, outubro 14, 2005

a Crítica Radical está de parabens

o dramaturgo britânico Harold Pinter, ganhou o Prémio Nobel da Literatura!
Em discurso directo:

O livro de poesia antiguerra, intitulado War (Guerra) que critica a invasão do Iraque, já tinha dado a Pinter o prêmio Wilfred Owen, que tem esse nome em homenagem ao poeta que morreu na Primeira Guerra Mundial. Quando da publicação (em 2000) da sua ultima obra para teatro "Remembrance of Things Past" (Memória de Coisas Passadas), declarou: "Tenho gasto mais energia especificamente em situações políticas que, eu acho, são muito preocupantes da maneira como as coisas estão"

"As suas palavras não dizem o que dizem, dizem mais. O enigma é muito interessante porque está bem perto da verdade da vida."
disse Claude Régy acerca de Harold Pinter

* Obras Completas, Prémios e Critica
* Peças adaptadas para Cinema
* biografia na Wikipedia
* a noticia do Nobel em Inglaterra

O prémio Nobel mereceu entre nós, num jornal dito de referência, um pequeno quadradinho, vá lá, na 1ª página, de importância e igual tamanho ao do anúncio da abertura de mais 4 lojas da Ikeia. Outra coisa não seria de esperar dos paginadores de mentes “brainwashingtoneanas, para um autor corrosivo, que em 2003 dizia: no seu poema intitulado, "Democracia", in original version:

There`s no escape
The big pricks are out
They`ll fuck everithing in sight
Watch your back

ou traduzido à má fila:

Não há por onde fugir
Os grandes caralhos andam aí
Irão foder o que lhes vier pela frente
Ponham-se a pau.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Cavaco - de duvidoso tecnocrata a chefe-de-fila Neocon

com o apoio do Bloco Central em peso

Branqueando aquilo que ele foi como 1ºministro, está em marcha a megacampanha para o previsivel regresso através da Presidência da República de Cavaco Silva e da sua clientela partidária que em épocas de vacas gordas, como todos estamos amargamente bem recordados, se dedica à espoliação dos fundos públicos em proveito próprio.Quando o maná se acaba, eclipsam-se - o PSD não é sequer um partido, mas apenas uma mera associação temporária de interesses que tem até dificuldade em defenir lideres credíveis nos periodos de jejum orçamental forçado. No decurso dos 10 anos de regabofe de Cavaco Silva, delapidaram-se milhões dos Fundos de Coesão europeus sem que coisa alguma tivesse sido feita para tornar Portugal num país estruturalmente moderno. Ao invés, é dessa época e da responsabilidade de Cavaco Silva o início do crescimento desmesurado da função pública no peso das despesas do Estado.

Como se adivinha pelos notáveis investimentos em sondagens favoráveis e publicidade paga em jornais ditos “de referência”, o Poder Económico aposta forte em Cavaco Silva. O dinheiro é a forma mais eficaz de manipular e controlar as opiniões que podem ser publicadas. As sondagens representam tiros de pólvora seca, tirados da prateleira com finalidades precisas, como por exemplo, a de branquear o barão do PSD Dias Loureiro, ex super-ministro de Cavaco, acusado públicamente de enriquecimento ílícito e de corrupção no fornecimento de material e serviços de combate aos incêndios, ao serviço da multinacional Bombardier, OMNI e outras, lesando o Estado em milhões,,,

Mas não se pense que este nóvel assalto de corruptos menores são meros casos de polícia. Por detrás de Cavaco, um homem sem passado democrático, perfilam-se forças poderosas - nos esconsos eruditos da politica subterrânea portuguesa desenha-se uma ofensiva liberal-conservadora para a implementação de uma Democracia formal musculada, ou seja, a famigerada ideologia NeoCon com roupa lavada – como se viu pelas sumidades presentes no recente “Encontro Internacional de Estudos Politicos” realizado no Hotel Palácio subordinado ao tema “A Relação Transatlântica num Mundo Global”
Das eminências pardas presentes, aqui fica uma colheita de algumas afirmações:
Cavaco presidiu à sessão inaugural e não precisou de dizer nada. Pouco disse também, por ser demasiado óbvio, o representante máximo do Grupo Bilderberg em Portugal Braga da Cruz. Garantiu João Carlos Espada que “não são os que defendem a aliança transatlântica que subcrevem um pensamento único”. Jonh Buck disse que “a ideia de que a Europa deve constituir-se como um polo alternativo aos EUA é errada”. Susan Shell do Boston College lembrou o feudalismo dos clássicos citando que “para pensadores como Tucidides ou Maquiavel, o Império não é um rival da Democracia, mas antes a sua extensão natural”. Lord Raymond Plant do King`s College usou de uma generalidade que dá para tudo: “depreende-se que deveria existir uma norma de não intervenção na politica internacional, excepto quando a autodefesa está em risco”. Anthony O`Hear falando sobre o Estado-Providência afirmou que “não devemos esperar que o Estado seja o garante dos cuidados de saude, educação e segurança social – a colectivização e as burocracias negam sempre aos cidadãos os mecanismos de escolha”, John O`Sullivan citou a proposta de Tony Blair de “soluções de mercado livre para o elevado desemprego, o fraco crescimento e a esclerose reguladora galopante da EU”. Guilherme d`Oliveira Martins, Martim Avillez, António Carrapatoso e mais uma mão-cheia de spin-doctors concordaram em que “antes do Welfare State era como se não houvesse uma rede para proteger os trapezistas. Se caíssem morriam. Hoje há redes a mais, como no caso português com o peso excessivo do Estado na Economia”
Encerrou o circo, perdão,,, o debate, a Encarregada de Negócios dos EUA em Portugal miss Adrienne S. O`Neal.
Estiveram tambem presentes o ministro porta-voz do lobie militar Luís Amado, o ex-embaixador em Bagdad e na Eurominas José Lamego e o abominável neocon João César das Neves. Tudo bons rapazes!

Ausente esteve Mário Soares, longe do fulgôr dos velhos tempos dos acordos com Carlluci, ainda assim o notável artista autor do gag da candidatura aos 81 anos como manobra de diversão, que enviou a esposa ao Forum como sinal de solidariedade para o futuro. Bem hajam!, e que venha rápido o Papa abençoá-los a todos.

e agora algo completamente diferente,,, (ou mais do mesmo?)
Ruben de Carvalho, no DN, 08/09/05
"Tom DeLay, um dos maiores responsáveis dirigentes do Partido Republicano (líder da maioria na Câmara dos Representantes) e apoiante de primeira linha do Presidente George W. Bush, acaba de ser acusado de branqueamento de capitais, num escândalo que a imprensa norte-americana de referência descreve como podendo ser dos mais graves que atingiram qualquer Administração na história do país. Os contornos dos delitos de que DeLay é acusado são dignos de uma história policial, não lhe faltando episódios que podem, um a um, ser referenciados a diversos filmes de Hollywood. Há advogados corruptos, envolvimentos com o negócio do jogo, subornos e mesmo algumas mortes inexplicadas e desaparecimentos nas mesmas condições. Mas o que mais inquieta os observadores é que o caso DeLay surge como um tropeção a impor a entrada em acção da polícia e dos tribunais, mas, na verdade, está longe de ser o único - e, seguramente, de forma alguma o mais importante - problema de tráficos de política e dinheiro da ultraconservadora maioria de Bush.
Os casos mais citados são, já se vê, os que envolvem a empresa Halliburton e uma vasta teia de firmas a ela ligadas, que, desde terem construído em tempo recorde e a peso de milhões a tão sinistra quanto ilegal prisão de Guantánamo até ganharem contratos milionários para a "reconstrução" no Iraque e no Afeganistão, têm sido os mais visíveis beneficiários da "guerra contra o terrorismo". Tudo com o decisivo pormenor de a Halliburton ter sido administrada pelo vice-presidente, Dick Cheney, estar sediada no Texas e ter conhecidas (e, certamente, também desconhecidas...) relações com os negócios da família Bush e ter o seu negócio principal na área do... petróleo.
Longe vai o tempo em que os lucros dos negociantes de armas eram simultaneamente motivo de escândalo ou tema de banda desenhada”...

quarta-feira, outubro 12, 2005

Qualquer família com capacidades saudáveis sabe gerir aquilo que tem, quando e se é que possui condições de garantir a sua própria susbsistência,,,
Quando não há possibilidade de se ganhar o seu próprio sustento, não há nada para gerir e fica-se na mais completa dependência,,,

Parece que é isso que se passa com a maioria dos portugueses que adquiriram hábitos de consumo de ricos, mas que trabalham e produzem como os pobres e despreocupados, e o pouco que conseguem ganhar é ainda assim espoliado para fins duvidosos,,, como o engajamento político à solução transatlântica fundada sobre ilegalidades do direito internacional. Daí virão, supomos, fartos dividendos, mas que pelo que se vê, não chegarão senão para manter os previlégios dos suspeitos do costume, como é normal e consentido na sociedade-modelo de além-Atlântico. No reverso da medalha, os sacrifícios e os custos cabem-nos a todos, como é patente cada vez que nos atrevemos a aproximar de uma bomba de combustivel, e por aí acima na inflacionada cadeia económica.

A aplicação das receitas neoliberais nos paises do centro capitalista europeu, estão a dar maus resultados para os seus povos – é sabido em benefício de quem e para manter o que atrás se disse. Veremos até quando os figurantes obrigados a representar o papel de “cavalo do inglês” se vão habituando a viver comendo casa vez menos, quiçá talvez mesmo até a deixar de comer,,,
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Cumprindo a tendência europeia-pró-americana de governos ditatoriais do grande Centro de alternância fictícia, Ps e Psd coligaram-se tácitamente para assumirem que dos resultados das eleições locais não deveriam ser extrapoladas conclusões que pusessem em causa o prosseguimento das politicas iniciadas com Durão Barroso em 2001 de liquidação do Estado Social, abrindo um vasto campo de negócios privados nas áreas da Saúde, Seguros, Educação, Administração dos Serviços Sociais, etc. Depois destas eleições autárquicas os porta-vozes e outros arautos do Governo prometeram hoje soleneMENTE manter o rumo; mais cortes no orçamento do Estado para 2006, não subir novamente os impostos (!), nova vaga de privatizações no prelo com os CTT à cabeça, manter os investimentos dos grupos de interesses instalados em redor das obras da Ota e do TGV, ao mesmo tempo que se preparam para transferir para as Autarquias verbas abaixo das corrigidas com o valor da inflacção, torpedeando a Lei das Finanças Locais.
Deste cocktail do que popularuchamente pretende ser o discurso do “país que vai prá frente”, vai resultar, como se torna evidente uma nova redução do já degradado poder de compra das classes médias, enquanto as Élites, regra geral parasitas “afilhadas da Dona Branca” neoliberal, multiplicam previlégios e cada vez mais oportunidades. Aliás, hoje em dia, é justamente esse o préstimo visivel do Estado – promover os negócios exteriores das classes possidentes, policiar no interior os ressentimentos das classes espoliadas.
Este homem ri de quê?
José Sá Fernandes prometeu ser o “provedor dos lisboetas” na Câmara. As primeiras palavras de Carmona Rodrigues de agradecimento pela vitória foram para o famigerado Santana Lopes, e em simultâneo avisou que só haverá Pelouros para quem apoiar o seu programa, que como se adivinha, só pode ser de continuidade – especulação imobiliária com alienação do património dos terrenos públicos camarários em favor da massificação da construção na cidade – uma vitória que se traduz numa nova sorte-grande para os promotores imobiliários com a criação de novas centralidades modernaças para Ricos e uma clara derrota para os pobres lisboetas que verão desaparecer a Lisboa dos bairros populares que não se destinem a fins turisticos com fachadas reabilitadas, estagnação dos transportes e anarquia nas acessibilidades, continuação das politicas de expulsão dos menos capazes para os guetos suburbanos, propaganda infecta e promoções a granel para as catedrais de consumo supérfluo em detrimento dos espaços públicos de usos lúdicos comuns dos cidadãos lisboetas – o engenheiro Carmona mascarado de “técnico” e a vereadora Zézinha têm quatro anos para implementarem o início de uma longa e bela amizade tentando construir uma lucrativa caricatura pós-moderna da Cidade para uso visual de mirones pacóvios.
Longos passeios de mãos nos bolsos pelos extensos corredores da Câmara Municipal de Lisboa, sem qualquer acesso a processos relevantes se auguram ao vereador Sá Fernandes, enquanto irá assobiando para os jornais que se dispuserem a ouvi-lo questões a que ninguém passará cartucho nenhum. A luz de uma candidatura Independente de cidadania efectiva apaga-se dentro do túnel da indiferença.

terça-feira, outubro 11, 2005

Bob Marley faria, este ano, 50 anos


Desde o primeiro álbum, “Catch a Fire” (Acenda-se o fogo) O cantor sabia do que falava; ele viveu na favela Trenchtown mais de quinze anos, convivendo com esgotos a céu aberto, barracos e cortiços.
As suas letras expressam a revolução que o povo “raggamuffin” — os fracos e oprimidos que habitam as favelas e guetos —, desejava para se livrar da degradação ambiental, da miséria e do desemprego, causados pelas graves desigualdades sociais do seu país, a Jamaica.
Entretanto como tudo o que extravasa as fronteiras da miséria, e se torna famoso (perigoso) o movimento Rastafari e Reggae tinham passado a ser monitorados pela CIA, e há suspeitas de que a agência de espionagem norte-americana esteve envolvida no atentado contra Bob Marley e a sua banda, em Dezembro de 1976. Na ocasião, Bob Marley e The Wailers estavam a ensaiar um espectáculo livre, numa praça pública, quando um chegou um grupo e disparou de rajada sobre os musicos. Rita Marley levou um tiro de raspão na cabeça, Bob foi atingido no braço e os quatro tiros directos ao seu peito foram interceptados pelo corpo do seu empresário, Don Taylor, que ficou paraplégico. Depois disso, o cantor exilou-se em Londres.
Na Jamaica o povo diz que o atentado foi obra ou tinha o dedo dos yankees. Documentos da CIA tornados públicos nos anos 90 confirmam as acções de espionagem contra Bob Marley e o seu grupo.
Em 1979, num concerto na Arena dos Heróis Nacionais os Wailers deram um concerto de beneficência para as crianças rastas e, na ocasião, cantaram músicas que denunciavam o atentado, como “Ambush in the night”, em que a letra diz “(...) emboscada na noite, todas as armas apontadas para mim; emboscada na noite, eles abriram fogo contra mim; emboscada na noite, protegida por sua majestade…”
CIA: It rock`s?, It sock`s!?
"Operação Chaos" uma explicação para muitas mortes misteriosas de estrelas do Rock`and`roll?

Sacrificio e Morte de Che Guevara


* Um resumo do documentário "Sacrificio", com ligação, AQUI
* "CHE" - Uma biografia da autoria de Jon Lee Anderson, o norte-americano que descobriu o local onde Che e os companheiros tinham sido sepultados com ligação AQUI
* ou a melhor biografia, que encontrei até agora, em 5 páginas num sitio Internet, com a descrição pormenorizada das circunstâncias da época e implicações politicas futuras, na definição ideológica do novo Socialismo de caracteristicas locais, não só na América Latina, onde a revolução armada persiste passados mais de 30 anos, mas tambem como guia de acção na contestação a nivel mundial - com ligação AQUI
a Revolução Universal
Os anos 60 foram revolucionários por excelência: a Revolução Cubana, a Guerra do Vietname, o Movimento Hippie e a revolta dos campi norte-americanos, o Concílio Vaticano II, a descolonização da África, o Maio de 1968 em França, a Rebelião Estudantil na América Latina, a Primavera de Praga, sufocada pelo aparelho soviético,uma das causas porque "Che" Guevara rompeu com Moscovo, o Movimento pelos Direitos Civis nos EUA liderado por Martin Luther King , a Revolução Cultural na China de Mao, etc,,, Esta época, caótica e multifacetada, revolucionou a política, as ideologias, a religião, as universidades, a música, as leis e os costumes.
e A Luta Continua!, os revolucionários não morrem no túmulo.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Efeméride

a 8 de Outubro de 1967, agentes da CIA assassinam o revolucionário internacionalista Ernesto "Che" Guevara, que havía sido capturado horas antes na Bolivia.


Contra ti se ergue a prudência dos inteligentes e o arrojo dos patetas
A indecisão dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra.
De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas
Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Dossier Fraudes Corporativas

Comparados com estes, o que os Autarcas roubam, seja em proveito próprio ou para entregar aos directórios partidários, são trocos,,,

* Lista não exaustiva de golpadas,insolvências e deslocalizações em massa, para além das majors "clássicas" Worldcom, Enron,Xerox, há para todos os gostos e feitios:
* Global Crossing Corp.
* Penas até 30 anos de prisão para gestores da TYCO
* ELF Acquitaine
* Delphi entra em processo de falência
* Arthur Anderson
* MCI
* SONY corta 10 mil empregos e fecha 11 fábricas
* Fundo GETTY sob suspeita de evasão fiscal
* Facturas falsas entalam NIKE
* Fraudes na Merck e noutras Multinacionais Farmacêuticas
* HealthSouth Corporation
* Escândalo nos donativos da Chevron
* Parmalat
* Corrupção na Volkswagen
* Elefante Branco supera Auto-Europa nos custos de competitividade
* Gerente da BMW preso por suspeita de corrupção
* Milhões de dólares para a reconstrução do Iraque desviados
* Infineon
* Rhodia
* General Motors
* Hewllet-Packard extingue 6 mil postos de trabalho na Europa
* Mercedes-Benz vê-se obrigada a cortar 8500 postos de trabalho na Alemanha
* Processos Judiciais de milhares de milhões de dólares contra a Visa e a Mastercard

Falência da Economia Capitalista – o regresso às Cavernas


Os discursos que os maquiaveis pós-modernos ululam clamando a vitória da economia sobre a politica, a moral e a ética – remete para um risco geral de retrocesso civilizacional. As práticas fraudulentas dos novos “príncipes” nas gestões correntes empresariais que se generalizam, remetem para o embrutecimento das consciências expurgadas de todos os valores, substituidos por razões de eficácia, de interesses próprios, enfim, pela eliminação da noção da sua própria culpa.
A longa lista de falcatruas pontuais* - as práticas de mostrar resultados ficticios e inflacionados para obter lucros indevidos - pela sua relevância remetem para a existência de uma inegável crise conjuntural, enquanto localmente a nivel individual os pequenos furtos se sucedem. Apesar disso, os comentadores e suas partenaires nas televisões em Portugal fazer crer que tudo se resume às actividades criminosas de um insignificante “bando dos Quatro”que com o presidente da Madeira são Cinco, nas autarquias, ao utilizarem empresas municipais paralelas para encobrirem resultados e delegarem prejuizos. Como Santana Lopes utilizou a EPUL para relegar os custos das negociatas com terrenos de propriedade da Câmara de Lisboa. Mas estas práticas, como única sobrevivência do capitalismo, são generalizadas em todos os lados e a todos os níveis. O caso que fundou a bíblia virtual dos vigaristas e inaugurou a era da economia da trapaça foi o dos executivos da WorldCom uma empresa-simbolo da economia norte-americana, que falsificaram o balanço da multinacional, lançando cerca de 4 biliões de dólares de perdas como se fossem investimentos da empresa para encobrir uma dívida gigantesca de US$ 41 biliões e manter em alta a cotização das acções em Bolsa. Quando o caso se tornou conhecido em 2002 as acções da companhia que valiam 95 dólares cada, passaram a valer meia-dúzia de cêntimos. Bernard Ebbers julgado por estas fraudes poderia ter sido condenado a 85 anos de prisão. Mas trata-se de gente próxima da Administração Bush que até às vésperas do estoiro estavam potencialmente indigitados para postos-chave no governo dos EUA, tal como p/e Kenneth Lay, da Enron, outro caso similar. Noutro caso de irregularidades em demonstrações financeiras de empresas americanas, a Xerox anunciou que reclassificará US$ 6,4 biliões em receitas, referentes a um período de cinco anos. Com a generalização destas práticas é crivel que o próprio PIB norte-americano esteja altamente inflacionado por valores ficticios. Mesmo assim o défice da conta-corrente dos Estados Unidos continua a aumentar, prevendo-se que alcance os 900.000 milhões de dólares correspondentes a 6,7 % do PIB em 2006. O tempo da hegemonia deste tipo de economia está em tempo de finados. A saída para a sua rentabilização foi a guerra, que tem custos astronómicos – até quando?
Muito oportunamente José Saramago intitula o seu próximo romance de as “Intermitências da Morte” – com lançamento em Lisboa a 11 de Novembro.
"Eu é que os topo!"

Convém lembrar que segundo Timothy Garton Ash “a civilização em que vivemos é protegida por uma camada extremamente fina – basta um abalo – e ela estala passando cada um a lutar furiosa e instintivamente pela vida como cães selvagens”.Nesta óptica é interessante ler o dossier intitulado “Crime e Terrorismo Doméstico”
No seu livro "Manias, Panics & Crashs" (1978), um clássico da história mundial da especulação financeira, Charles Kindleberger, professor emérito do Massachusetts Institute of Technology (MIT), afirma que todas as vezes que as bolhas especulativas ocorrem parecem ser diferentes, mas na realidade têm inúmeras semelhanças entre si. A crise que antecedeu o crash de 1929 tem inúmeras semelhanças com o momento actual.

domingo, outubro 09, 2005

Eleições Autárquicas – Felgueiras Ontem e Hoje


Ontem passei o dia no Jacuzzi a meditar e a contar as bolhinhas,,, e concluí que estas bolhinhas fruto das condicionantes do meio onde se formam são mesmo estúpidas – podiam ficar lá debaixo de água quietinhas e fartavam-se de sobreviver – assim não, passam a vida a vir à superficie e a fazer plof!, mas óh como eu as compreendo, pobres coitadas – elas são obrigadas a isso pela massa de ar que as empurra.
O que é certo é que no meu caso, eu Fátima me confesso: depois desta experiência da banhoca sinto-me verdadeiramente mais limpinha e mais livre!óh pra mim, sem ser acossada por esta massa de ar de politiqueiros-partidários que me obrigavam a roubar para lhes dar e que vão todos ficar a nadar nas águas dos banhos deles. xô corrupção,Olha! que vão á fava!, que amanhã vamos fazer as continhas e eu já estou como o outro – “sim, porque se não fosse para ganhar!,eu não estaria aqui!”
Deus escreve direito por linhas tortas, e a ultrapassagem do sistema corrupto dos Partidos para outro paradigma de uma Democracia mais directa com as bases a exercerem uma cidadania mais participativa, até que poderiam ser feitas por este meu exemplo, mas,,,
o pior são os gajos da Magistratura que “tão feitos com eles”, e não vão descansar enquanto não me levarem de cana. Mas isso tambem pode ser o inicio de uma bela rebelião à la Maria da Fonte, olarila-lólé,,,se pode,,,

sábado, outubro 08, 2005

Alemanha - o Circo pós-eleições

Antes das eleições na Alemanha era sabido que a saída para a continuação das reformas neoliberais seria uma ampla coligação do Grande Centro. Dissemo-lo aqui.

Interpretando os resultados eleitorais de 18 de Setembro, o recado que se subentende do trabalho exaustivo dos Orgãos de Comunicação Social que fabricam o Senso Comum, é que o povo alemão quis transmitir a ideia de que ninguem ganhou. Mas a verdade é que houve uma maioria de Esquerda. Lá como cá, a decisão de quem efectivamente ganha, está no directório do Partido dito social-democrata “S”PD,lá,,, do Partido dito Socialista P”S”por cá, e das alianças que entendem fazer ao serviço daquilo que muito bem entendem. Votar é um esforço deitado ao lixo!, um espectáculo “gratuito” que custa milhões e o futuro aos eleitores.
Assim sendo, está confirmada a anterior decisão de uma transição pacifica para o apoio deliberado às politicas de Washington que o influente editor da “Die Zeit” intitula em artigo publicado na americana “Time” de “How to Change Without a Revolution”. (3/10). Assim como assim, a Alemanha já tinha tropas de apoio, distarçadas na NATO, no controlo do Afeganistão, muito antes das eleições. Brevemente para aliviar o crescente desemprego tambem empregará efectivos no Iraque – é conveniente que não se esqueça que a guerra é o motor da nóvel economia militarizada que culminará numa retoma de mais meia-dúzia-de-anos-de-ouro sob a égide de Madame Clinton – uau, uma gaja na presidencia do maior(e mais isto e mais aquilo) país do mundo! o espectáculo tem de continuar!,,, Por aqui, agora, no braço de ferro entre Schroeder e Merkel sobre quem vai liderar a solução que já estava definida, vai prevalecer quem dê melhores mostras de poder aplicar as politicas neoliberais com a menor contestação social possivel. o Circo pela disputa da liderança prossegue!
Entretanto a situação no leste da Alemanha permanece dramática em questão de emprego, quinze anos depois da reunificação (veja-se a sondagem do Instituto Emnid)

relacionado:
* Temas diversos sobre a União Europeia: Democracia ou Plutocracia?

terça-feira, outubro 04, 2005

Depois da casa roubada, Trancas à porta!


No mínimo, o Presidente devia considerar a hipótese da lei ter efeitos retroactivos!,
mas a retórica é eloquente: no entender do Presidente, «a moralidade mais elementar e o sentimento de justiça continuarão gravemente diminuídos» enquanto «for possível exibir altos padrões de vida, luxos, e até reprováveis desperdícios, e, ao mesmo tempo, apresentar declarações fiscais de indigência».

segunda-feira, outubro 03, 2005

Dia Mundial da Arquitectura

da construção Massificante, passando pela Implosão pura e simples, até à Reabilitação

ou pela importação bacôca de mirabolantes mamarrachos de filosofia neoliberal, num país com carências de toda a ordem,,,
,,,os arquitectos deveriam ter uma intervenção por forma a pôr termo ao horroroso estado a que chegou o desordenamento do território em Portugal.
Mas, tal como os hospitais podem ser administrados por contabilistas,os tribunais por seguranças ou as empresas de energia por carreiristas desqualificados nomeados pelos partidos, assim tambem os arquitectos portugueses podem ser substituidos por qualquer curioso que se disponha a assinar projectos, com base no Decreto-Lei nº 73/73.
Ao fim de 30 anos deste descalabro promovido pela tenebrosa associação Autarquias-PatosBravos, está em marcha há dois anos pela Ordem profissional uma pretensão real dos Arquitectos em devolver a prática aos praticantes. Leia aqui a última petição feita nesse sentido.

* Arquitectura - Um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos!

domingo, outubro 02, 2005

o Neo-Senderismo no Peru


Desde 2002 abriram-se dez novos processos contra o Dr.Ruben Abimael Guzmán Reynoso (o lendário Comandante Gonzalo) e outros dirigentes de cúpula da organização Sendero Luminoso. Os novos primeiros processos foram acumulados num megaprocesso, mas Guzmán impugnou esta decisão e a questão está pendente de resolução no Supremo Tribunal do Peru.
Em causa está o facto de o Estado se recusar a julgar numa primeira instância o caso da “Academia César Vallejo”, que operou como centro de financiamento e recrutamento de militantes senderistas, e que envolveu a larga maioria da população peruana, chegando a guerrilha nos anos 90 a contar com 10 mil efectivos operacionais. Guzman, depois de detido em 1993, fez um acordo com o Estado levando á deposição das armas.
Agora o Estado “democrático” neo-fascista acusa-o de 34.500 assassinios (!). Pretender-se-á que a revolta de todo um povo seja condenada numa única pessoa?
Nestas contas, sobra contudo ainda a Ala Esquerda da luta Armada,,, (que faz de Guzman um moderado e um bom interlocutor para um futuro governo democrático de amplo apoio popular):
“Ontem, 60 homens formando uma coluna armada ocuparam a aldeia de Tabalasos, e dirigidos por uma mulher, todos vestidos de uniforme militar, permaneceram 15 minutos na praça principal, deram vivas à luta armada e abandonaram o local deixando uma bandeira vermelha com a foice e o martelo. O prefeito da cidade na região de San Martin, Max Ramírez, confirmou o fato dizendo que não houve feridos nem danos maiores à cidade, apesar da ameaça dos insurgentes em liquidar os políticos corruptos e imorais”.
Livro defende Sendero Luminoso:
Recentemente foi lançado um livro denominado “A Outra Versão”, escrito na clandestinidade por um enigmático militante, apresentando pela primeira vez uma defesa da organização armada maoísta Sendero Luminoso na guerra interna que sacudiu o Peru nas duas últimas décadas. “La Otra Versión”, título em castelhano, que circula em Lima desde há várias semanas, é uma novela onde vários personagens expõem a ideologia do Grupo Armado em resposta ao relatório da Comissão da Verdade e Reconciliação (CVR) que acusou o Sendero Luminoso de cometer crimes contra a humanidade. Qualificada como um insólito caminho literário pelo autor, a novela reafirma a tese de Abimael Guzmán de pretender acordo de paz para encontrar uma solução política para os problemas derivados da guerra.

sábado, outubro 01, 2005

Uma mais valia no debate teórico à Esquerda

o sitio internet

"Em Wall Street as expectativas crescem. Há fusões de grandes conglomerados e mais despedimentos massivos em perspectiva. As armadilhas da liquidez. Grandes aluviões de dinheiro – fictício, esbulhado, prometido - cachoam enlouquecidos, como manadas de bisontes em pânico. Flexibilidade, polivalência, just in time. Os ritmos aceleram para os sobreviventes da empregabilidade. Os nervos crispam-se no esforço. A TV vomita as suas obscenidades quotidianas. A terra está seca. Os peitos das mães acusam silenciosamente. Torrentes de humanidade “excedentária” afluem continuamente às megapólis de lata. As chuvas são ácidas. O barril do ‘brent’ está cotado em alta. Erguem-se novamente as cabeleiras rubras da guerra. De todos os cantos do mundo se levanta um mesmo clamor de revolta.
‘O Comuneiro’ pretende ser, dentro do mundo da língua portuguesa, um pequeno laboratório de pesquisa na busca de um propósito articulado nesta revolta".
leia mais em:
http://www.ocomuneiro.com/