Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
para quem ainda não reparou na ênfase com que os orgãos de intoxicação nacional põem ao apresentar sempre o ingenheiro João Proença em primeiro lugar nos noticiários, antes da CGTP que deve ter dez vezes mais filiados, apesar da irrelevância da correia de transmissão dos governos que é a UGT - aqui fica a redução ao lugar correcto do Proença nos embustes sociais em curso.
como seria antigamente o jornal de amanhã
a ler:
* a Eugenização do Mercado de Trabalho em Portugal e na Europa: "com tantos “filhos desempregados” existe uma pressão objectiva para propor o despedimento dos pais, dar-lhes apenas metade do valor nas reformas, e pôr os filhos a trabalhar por metade do preço"
* Qual é a ideia? - pôr o Ocidente, Europa e a América do Norte (um mercado a re-industrializar de 820 milhões de pessoas) a concorrer ao mesmo nível de salários com a China (um mercado de 1,350 milhões de pessoas). Entretanto, a China investe 1.000 milhões de euros todas as semanas em todo o mundo. Haverá algum ponto no futuro em que os dois interesses e diferentes sistemas de organização social irão colidir na Longa Marcha de Expansão Financeira Global
Qual o significado de cortar uma Relva num desmesuradolamaçal Relvado?. Não faz sentido... obviamente, é preciso cortar o restodos ministros e expulsar o seu programa de (des)governo, o que não será pouco. E depois convocar eleições, agora que o povo aprendeu à sua custa mais um pouco sobre aquilo que é o Bloco Central de interesses e a diferença necessária para eleger um governo democrático ao serviço do interesse nacional, da maioria dos portugueses como comunidade socialmente organizada. E não como como um grupo desconexo com a propriedade do que é comum canibalizada por corruptos e vigaristas.
"Ninguém no PSD ignorava quem era Miguel Relvas. A sua fama de rapaz talentoso para contornar as regras e as leis em beneficio próprio já vem de longe. Começou tão cedo - ainda nem 30 anos tinha quando se envolveu nos primeiros casos com as moradas falsas para obter subsidios, das viagens fantasma, etc... e a partir de então o seu currículo de aldrabices está largamente documentado (...) Passos Coelho conhecia bem a fauna jotinha do seu partido (Passos foi presidente da JSD já Relvas tinha sido seu secretário-geral), e sabia muitíssimo bem quem era o seu ministro. Sempre soube. Não o escolheu como seu aliado para ganhar o partido pelas suas capacidades políticas ou intelectuais. Escolheu-o pelo seu talento em mexer-se na lama. E depois meteu-o no governo, com um poder quase absoluto sobre os restantes ministros, sobretudo nas pastasonde possa haver bons negócios" (Daniel Oliveira, no Expresso)
"Com uma fama que já vem de longe, demitiu-se invocando razões que só a história poderá julgar. Mas dos Relvas não reza a História. Se o nome dele lá aparecer é porque, pela primeira vez um ministro em exercício é acusado de irregularidades" (Henrique Monteiro, no Expresso)
"Relvas e Sócrates num país de Doutores (1). Nunca gozei com a licenciatura domingueira de Sócrates (2). Havia ali uma fragilidade muito portuguesa que travava o meu cinismo. Conheci muita gente com histórias mais ou menos parecidas..." (Henrique Raposo, no Expresso)
"Saio como entrei" diz Miguel Relvas... Não nos parece, oficialmente disseram que lhe falta uma cadeira, e caíu dela abaixo - o Burlão entrou Doutor e saiu com o 12º ano... Quando é a própria direita que se entusiasma e digladia entre si com a caca que difunde, dá-nos uma bela imagem do estado a que chegou cá o sítio (para quem os quiser ouvir)
No filme Lisztmania é um vampiro que suga o sangue aos melómanos. Com o titulo "O Génio Louco" o semanário Der Spiegel desta semana faz capa com Richard Wagner, debitando, mais ou menos traduzida a frase-chave:
"Celebram-se agora os 200 anos do nascimento do mais controverso Compositor alemão. A sua música continua a intoxicar as pessoas, e elas ainda acham difícil adoptá-la, porque os Nazis se intoxicaram com ela. Quem se sente pertença de Richard Wagner?"
Que justifica o estigma? A Alemanha derrotada em 1945 converteu-se no pós guerra numa colónia do imperialismo norte-americano, ocupada imagine-se por que lobye. Basta relembrar a Acta do Chanceler assinada secretamente em 1949. Como aliás ainda admite o nosso ex-ministro Luis Amado (convidado Bilderberg 2012 e actual gestor de Banco) num livro de entrevistas por Teresa de Sousa que anda por aí: "Por razões de segurança persiste na Alemanha o estacionamento de forças militares aliadas ocidentais" (pp). Segurança contra o quê? medo que algo desagradável aconteça a mais de metade do imobiliário e do capital constantena Alemanha hoje propriedade de judeus norte-americanos e israelitas? que o motor capitalista da economia europeia deixe de pagar as chorudas indemnizações de guerra que vão direitinhas para financiar a politica religiosa, racista e sionista do Estado de Israel?
"Para se saber quem governa, basta saber quem é que não se pode criticar” (Voltaire)
Richard Wagner escreveu ensaios literáriosem maior número que propriamente obras musicais. "Arte e Revolução" e "A Obra de Arte no Futuro" (1849), "O Judaísmo na Música" (1850), "Ópera e Drama" (1851, “O que é Ser Alemão?" (1865) e "Arte e Religião" (1880) entre outras. Wagner foi um revolucionário! Contudo 130 anos após a sua morte persiste um estigma contemporâneo que invalida tudo o resto. A obra quase desvanecida num cinzento clarinho foi assim descrita numa recente série de conferências na Culturgest: "foi uma coisa tão infeliz que mais valia que Wagner nunca a tivesse escrito, passemos adiante"... De que se trata então olhando retrospectivamente? no artigo publicado sob pseudónimo (para evitar ser arrastado para questões pessoais) na revista Neue Zeitschrifft für Musik, Wagner descrevia os judeus como: "ex-canibais, agora treinados para ser agentes de negócios da sociedade (...) judeus que corromperam a língua do país onde vivem desde há gerações. A sua natureza torna-os incapazes de penetrar na essência das coisas. Os judeus que vivem na Alemanha devem abandonar a prática do judaísmo e integrar-se totalmente na cultura alemã". Apesar de, por esta opinião, Wagner ser geralmente acusado de "anti-semitismo" ( uma expressão criada por William Marrsó 30 anos depois, em 1881) , Wagner sempre teve amigos e colaboradores judeus durante a sua vida inteira, como o judeu e amigo de longa data Hermann Levique foi o maestro na estreia do teatro de Bayreuth. Nem havendo uma única referência explícita aos judeus em nenhuma das óperas de Wagner, que é o que mais importa (1).
Estamos na época inicial da explosão dos nacionalismos. A Europa central está ainda pulverizada numa infinidade de pequenas Monarquias, Ducados, Principados e Estados onde cada familia de oligarcas reina incondicional- mente sobre os súbditos invocando como autoridade o nome de Deus pelo qual tinham sido empossados - "o liberalismo encontra porém expressão nos regimes saídos da revolução francesa e belga (depois de 1832) no entanto evitava o problema da participação politica dos cidadãos ao limitar esses direitos apenas aos homens que possuiam propriedades, bens e educação adquirida (um bem caro, logo escasso, de descendência aristocrática, ou seja, a cultura está no sangue)" (2). Quando o povo de Dresden se levanta em armascontra a repressão Wagner era um desses aristocratas liberais que nas revoluções europeias de 1848 milita com o anarquista russo Mikhail Bakunin, o lider revolucionário August Róckel, integra o movimento "Jovem Alemanha" onde pontifica o judeu-alemão Heinrich Heine, enfim com o seu grande mentor na filosofia da "vontade de um povo" Arthur Schopenhauer, igualmente amicissimo de uma vida de Friedrich Nietzsche, o filósofo que tinha declarado a morte de Deus (logo do Poder dos tronos terrenos).
Karl Marx não escreveu nada de muito diferente n`"A Questão Judaica": "os Judeus, esses alienigenas do Lucro só poderiam ser redimidos renunciando ao Judaismo (como prática que mistura religião e especulação com dinheiro) e integrando-se nas comunidades para onde, por séculos, tinham escolhido emigrar, ou seja, como judeus de nacionalidade alemã, praticantes religiosos ou não, como quaisquer outros cidadãos livres - assim, "atingida a idade da Razão, tarefa da história, depois do desaparecimento do Além da verdade, a Verdade deste mundo. Isto é principalmente a tarefa da filosofia, que está ao serviço da história, uma vez desmascarada a forma sagrada da auto-alienação do homem, para desmascarar a auto alienação nas suas formas não sagradas . A crítica do céu transforma-se, assim, na crítica da terra, a crítica da religião na crítica do direito, a crítica da teologia na crítica da política" (3).
Embora contemporâneos e ambos alemães Marx e Wagner nunca se conheceram. Percebe-se porquê. Nesses anos de revolução enquanto Marx (com Engels) publica o "Manifesto do Partido Comunista" (1848) em nome da classe operária, Wagner pertence a outra classe social, a grande paixão da sua vida é Mathilde Wesendonck casada com um negociante rico de Zurique e um segundo casamento é com a Condessa Francesca Gaetana Cosima Listz von Bülow (que desabafa "essa coisa do Socialismo é uma moda passageira" (4) por fim, depois da revolução falhada, delfim do Rei Ludwig II da Baviera que, apaixonado pela sua música, lhe passa a conceder os patrocinios financeiros.
Richard Wagner é um revolucionário, mas da revolução burguesa em ascenção, pensa mudar o mundo com a verdade e as lições da sua grande música, mas na perspectiva da sua classe social. Insurge-se contra os vendedores de música em espectáculos de divertimento como os da Ópera de Paris, então o centro europeu das Artes onde a burguesia se aperaltava de luxo mais para se verem uns aos outros nos seus privilegiados camarotes do que propriamente para adquirir cultura. E quem são os maiores mestres neste tipo de espectáculo de opereta na Europa? - para além dos clássicos italianos, precisamente dois compositores judeus-alemães: Meyerbeer, nascido Jacob Liebmann Beer (adoptando depois o nome italianizado de "Giacomo" Meyerbeer..."
...e Jakob Ludwig Felix Mendelssohn-Bartholdy, filho do Banqueiro Abraham Mendelssohn, e sobrinho de Jakob Ludwig Salomon que tinha adquirido o apelido cristão-luterano "Bartholdy" pelo casamento com a irmã de Abraham, e era diplomata, proprietário de latifúndios e grande patrono das Artes... e ainda, neto do filósofo judeu-alemão Moses Mendelssohn, precisamente quem se tinha encarregado de transcrever e adaptar a filosofia das Luzes da revolução francesa para a lenga-lenga religiosa judaica. Esta foi a crítica contra a perniciosa influência do judaismo na Música (5).
Por isso Wagner associou o teatro comercial aos interesses dos judeus, e nos seus ensaios teóricos em que inclui todas as disciplinas e Artes advoga para si a plena liberdade face aos condicionalismos do lucro, afirmando que o artista deve levar a cabo as suas criações livre do regime de salariato artístico.
A Arte só pode ser colectiva, produzida em nome do Povo, aqueles que sofrem as privações em comum, e não na forma de espectáculo de alienação cultural e religiosa.
notas:
(1) Óperas que não são simples óperas – são Dramas sobre as mais variadas áreas da vida, Dramas do Amor (Tristão e Isolda), Dramas da Morte (Parsifal), Dramas sobre o Heroismo (Rienzi) Dramas sobre as Origens (o Mito dos Nibelungos) e o Destino dos Homens (Götterdämmerung), os Dramas da Religião, etc.
(2) Eric Hobsbawm, "A Questão do Nacionalismo"
(3) Karl Marx, "Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" (1844)
(4) "Autobiografia de Wagner", publicada apenas em 1911.
(5) Ao contrário do panorama de sucesso dos autores judeus nas "artes" românticas na Europa, a representação do "Tannhauser" de Wagner em Paris foi boicotada, mesmo depois das alterações exigidas pelos empresários do gosto burguês dominante, às quais Wagner respondeu com uma provocação,introduzindo-lhe uma cena de bacanal.
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"a moção de censura do P"S" não tem qualquer fundamento, uma vez que por detrás dela não existe qualquer outra proposta alternativa"
"ao pedir o pagamento da Dívida a mais prestações e juros o Bloco dito de "Esquerda" está mais à direita que os do partido dito "socialista"
Em qualquer país decente, o que é que aconteceria a um ministro das finanças que não acertou numa previsão?só tem um caminho: olho da rua, ele e o resto dos capangas do governo
Há uma novidade absoluta na ICAR: este Papa é muito amigo dos mais fracos, pobres e necessitados - e "critica a ganância pelo lucro fácil". Umas páginas tantas mais à frente o mesmo jornal que veicula tão jubilosa mentira dá outra no cravo da verdade: "milhões em imobiliário português com créditos mal parados são caçados por investidores norte americanos".
Há mais de 20 mil casas novas para vender caçadas aos empreiteiros que obtiveram créditos e, sem que as consigam vender, entregam-nas como parte do pagamento aos Bancos. Nos particulares que estão a pagar casa própria a crédito, atingidos pelo crescente desemprego, cortes salariais e impostos exorbitantes, a situação é ainda pior. Sem outra alternativa, uma vez que os investidores de paises emergentes se estão a ver livres das reservas que possuem em Euros, Portugal fica à mercê da ganância expropriedora das mesmas instituições e individuos que criaram a "Crise". Seriam muito estúpidos se não o tivessem feito para se aproveitarem dela. Claro que, se os "nossos banqueiros" (Caixa, BCP, Santander) não tendo igualmente nada de estúpidos, vendem as propriedades como massa falida ao Bank of América a metade do preço, não será deste modo que apresentam o golpe financeiro à exausta opinião pública - os Estados Unidos dizem-nos quevão ajudar Portugal a regressar aos mercados...
post scriptum:
a Chefe do FMI Christine Lagarde tem um plano para evitar que "Bancos que foram imprudentes" arruínem a economia mundial. Mas é uma ideia difícil de vender" (citado da Time Magazine). Por outras palavras, depois das criminosas empresas financeiras norte americanas terem arruinado a economia da Europa com a transferância de triliões de papeis tóxicos para a Eurozona, agora pretendem conservar incólumes os seus interesse no resto do mundo. Deve ser para ver se descobre esse tal plano que o apartamento de Lagarde em Paris foialvo de busca policialem 20 de Março último. .
"Se não houver uma remodelação profunda (o mentiroso) está feito ao bife" (Marcelo Rebelo de Sousa na TVI). Se os portugueses lhe derem tempo para "remodelar" mais o que quer que seja, que não seja pô-lo a andar, estão entregues aos bichos...
No mesmo dia em foi oferecido um vergonhoso lugar no Governo a um ex-espião dos serviços secretos comprometido em mais um infame processo de corrupção relacionado com o sistema de informações do Estado pidesco SIRESP, a população que definha a ver televisão é induzida a odiar uma celebridade da falsa oposição. É mais uma jogada do habilidoso, embora desqualificado, ministro da tutela do serviço público de comunicação social, o famigerado Relvas, aplaudida até pelo bonzo do regime Mário Soares com honras de primeira página no pasquim português do grupo Bilderberg.(e aí está a Ferreira Alves, convidada Bilderberg 2012 para baralhar os dados)
Em boa verdade do que se trata nesta trama é de continuar a apresentar dois embustes. Se o desencanto das pessoas as levam a precisar de ter a quem odiar, quando chegam ao limite de odiar os actuais mentirosos e vigaristas, é-lhes servido sob a obscura e diáfana capa das mentiras esquecidas um novo reavivar dos ódios antigos sobre mentirosos e vigaristas de um passado recente. Quem fica esquecida pelo meio é a odiosa REALIDADE, que nem chega a ser mencionada, nem por uns nem por outros...
No dia seguinte à entrevista o PSD veio desmentir os dados citados por Sócrates sobre as Parcerias Público Privadas (PPP) como sendo falsos. O P"S" naturalmente diz que são verdadeiros. Entre a perplexidade provocada em qualquer cidadão honesto pelo ouvir das estafadas aldrabices das duas facções, escapa-se-lhes que a questão essencial não é sobre mais ou menos dados manipulados sobre as PPP. É sobre as razões porque continua a existir um modelo de negócio da china em que investidores Privados canibalizam as funções do Estado estorquindo-lhe milhares de milhões sobre a forma de rendas garantidas por décadas. Os contribuintes pagam cada vez impostos exorbitantes para proporcionar lucros a Privados, enquanto os serviços públicos se degradam. Estarão PS e PSDde acordo em promover um referendo sobre isto? Entretando a Dívida continua a crescer (porque esta é verdadeiramente a alma do negócio) dos neoliberais, tanto de "esquerda" como de direita .
Nem de propósito, ainda há poucos dias Paulo Morais, numa artigo intitulado "Parcerias, Patifarias" afirmou taxativamente que "aqui chegados, só há uma solução aceitável: extinguir os contratos e prender quem os forjou". Deixemos a fonte, lá porque tem origem no Correio da Manhã "entregue à sua ignominia" como desabafou Sócrates?...
... não nos parece, uma vez que Paulo Morais foi pronta- mente “intimado” pelos elementos do P"S" na Comissão de Inquérito às PPP na Assembleia da República a concretizar as acusações de corrupção nas mencionadas PPP".
Surpreendido com a ameaça velada do P"S" a resposta não se fez esperar: "Se, por outro lado, a referida ordem para responder a perguntas, sob a ameaça da prática de crime de desobediência, me é dirigida, enquanto cidadão com opinião, entendo que tal ordem é, como tal, ilegítima (...) não posso, por outro lado, deixar de manifestar a V. Ex.a a minha perplexidade com o teor de algumas questões formuladas, as quais aparentam mais ser um pedido de satisfações pelo exercício da liberdade de expressão constitucionalmente consagrado, do que um pedido de esclarecimento concreto ou de colaboração, ao abrigo do Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares (RJIP). Dito isto, caso V. Ex.a tenha interesse na minha opinião sobre o tema objecto da Comissão de Inquérito, deverá convocar-me, enquanto cidadão, nos termos do artigo 16.º do RJIP, para o que manifesto, desde já a minha disponibilidade" Espera-se para ver se o pressuroso P"S" pretende realmente esclarecer, encobrir ou silenciar as denúncias do esquema de corrupção que lesa o Estado e as próximas gerações de contribuintes em milhõesde milhões .
diga o entertainerJosé Sócrateso que disser, "todos ganhamos"!!...
... e a alternância está garantida. Por muita posta de pescada que o mr. Magoo de Belém arrote para disfarçar "tricas partidárias" o essencial do nosso compromisso PS-PSD-CDS-Troika é para cumprir
O défice do OE foi desenhado para fazer crescer o endividamento. Com este subterfúgio cumpre-se o programa de empobrecimento dos portugueses por via dos salários miseráveis e a competividade e flexibilidade com que nos aldrabava Cavacono inicio do seu mandato. A austeridade não diminui a Dívida, aumenta-a. As previsões de queda do PIB para 2013 que eram de 1 por cento passaram rapidamente para 2 por cento, mas as mentiras deVitor Gaspartêm perna curta: no final deste ano a recessão irá rondar os 4 por cento; o desemprego será de 25 por cento. Então gente com mais que a equivalência à antiga quarta classe, se o material sobre o qual efectuam cálculos fosse verdade, pretendiam pagar uma Dívida pondo os portugueses a deixar de trabalhar? já toda a gente percebeu, menos os asnos apoiantes do Bloco Central, que estamos a ser vigarizados! (1)
Agora já não bastam os famigerados cortes de 4 mil milhões de euros nas funções sociais do Estado. Na 7ª avaliação a Troika decidiu que a próxima tranche do empréstimo depende ainda de mais cortes: 5,6 mil milhões! que serão extensivos até 2015 e obtidos à custa da expropriação através de impostos especiais sobre depósitos bancários. (fonte) Portanto, logo que chegue a estudada colaboração do Tribunal Constitucional, iremos assistir de novo à estafada conversa de que não há dinheiro para pagar salários... (2)
a aventura da jangada Neocon só pode ter um final trágico
(1) Qual a importância do crescimento económico? A questão do Crescimento é uma falsa questão, quando o primeiro considerando deve ser a questão da Desigualdade social. Quanto poderia valer um corte nas taxas de juro da Dívida? Qual o impacto do défice orçamental? Pelas previsões da simbiose Governo/Troika, Portugal em 2019 deverá estar numa situação com o défice ainda ligeiramente acima do que estava em 2011 - a Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC)criou um simulador onde qualquer um pode fazer um cálculo segundo as suas opiniões sobre as diferentes variáveis.
(2) Palavras não eram ditas:2º Resgate à Vista .
«Se o Tribunal Constitucional concluir pela inconstitucionalidade da não-tradução dos documentos da Troika, pode vir a ser possível requerer a anulação de todas as medidas legislativas e actos governativos realizados a coberto de versões não traduzidas.
Isto inclui privatizações e alterações de leis laborais. Esta anulação torna-se uma possibilidade se se verificar que o governo deveria ter publicado o Memorando de Entendimento em Diário da República» e não o fez.
Texto da Petição
Em Maio de 2011, o Governo Português e a Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) acordaram um Programa de Assistência Económica e Financeira. Este programa inclui vários documentos, nomeadamente um Memorando de Políticas Económicas e Financeiras, um Memorando de Entendimento Técnico e um Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica, que fixam as políticas a adoptar pelo Governo Português no cumprimento do Programa. Estes documentos têm sido submetidos a actualizações trimestrais que incluem alterações de conteúdo político como sejam a retirada de medidas, inclusão de novas medidas e alterações nos prazos de implementação (...) Desde a assinatura do acordo original que se verificam atrasos inaceitáveis na divulgação ao público e na tradução para língua portuguesa do texto do Memorando e dos documentos técnicos com ele relacionados que deveriam ter sido publicados em Diário da República traduzidos para português, o que não aconteceu...
A maior parte das pessoas aceita as ideias que estão socialmente "em vigor"... Este consentimento irreflectido mantém a supremacia hegemónica das classes dominantes muito mais eficientemente do que os meios especificos de produção
Há uma semana Cavaco Silva deixou um aviso às massas incrédulas: ninguém, excepto os que já estão ricos e inscritos no sistema por provas dadas por vigarice ou corrupção, poderá continuar a enriquecer sem exercer qualquer actividade fora da especulação em Bolsa. Bom!, poder pode, mas o Estado irá lá sacar-lhe 20 a 40 por cento. Note-se, mesmo que existam juras de tranquilidade bancária essas merecerão o mesmo crédito que as previsões do Gaspar
Quando perguntaram a Cavaco qual é o risco de contami- nação deste esquema de extorsão a outros paises - como há 30 anos quando com a frase "não gostaria de ver os portugueses continuarem a comprar gato por lebre" Cavaco rebentou com a Bolsa em 24 horas - desta vez Cavaco de novo foi igual a si próprio: "os livros ensinam-nos que quando há falta de confiança num sistema bancário, não há nenhum país, ou quase nenhum país, que escape" - Ficou o aviso. Havendo falta de confiança em Chipre, haverá falta de confiança em todo o lado. Se em Chipre as pessoas forem aos bancos a correr para levantar as sua poupanças, o mesmo poderá acontecer aqui...
compro Ouro e dou-te Dinheiro
Andou com azar quem ganhou e não trocou o papel impresso por valores sólidos. Foi pela inundação de dinheiro ficiticio emitido nos últimos 30 anos que o sistema agora se desmorona. Há "dinheiro" a mais que agora tem de ser destruido. Os ganhos são "um fenómeno estritamente monetário", explicou o judeu Greenspan numa conferência para vigaristas neoliberais séniores em 2009. Hoje, quando quatriliões de dinheiro tóxico está a ser limpo e retirado do "mercado" a "oferta" de troca de dinheiro em papel impresso por ouro continua a ser a mesma fraude que prossegue por outros meios...
Como diria o Cavaco bom aluno de Greenspan, o ouro pode ser caracterizado como dinheiro "bom" em oposição ao dinheiro "mau" que seria representado por muitas das divisas fiduciárias de hoje. Ao descrever assim o ouro estamos a referir-nos à Lei de Gresham – quando um governo sobrevaloriza um tipo de moeda e subvaloriza outra, a moeda subalorizada (boa) deixará o país ou desaparecerá da circulação através do entesouramento, ao passo que a moeda sobrevalorizada (má) inundará a circulação. A elevação de preços de metais preciosos e outras commodities são "uma indicação de uma etapa muito preliminar de um esforço de afastamento de divisas em papel", disse Cavaco (ou Greenspam?) ...
as moedas de ouro são dinheiro, mas dinheiro em papel preenchido em papel aos milhões de milhões… não é ouro
Harry Gordon Frankfurth escreveu “On Bullshit” um dos livros mais vendidos nas downtowns urbanas menos estupidificadas dos Estados Unidos. A clientela dos Estados-vassalos não difere do pensar ao centro.
“Sobre aTrampa” é um ensaio que não é necessaria- mente sobre politica, porque nos EUA não existe politica, o que existe é uma feroz competição entre dois gangs organizados sobre o modo como podem melhor exercer a pilhagem sobre o mundo inteiro. E lacaios locais que formam ansiosas filas para obter emprego rendosono saque. “On Bullshit” é sobretudo sobre todos aqueles os que falam sem saber do que estão a falar, porque não têm formação nem sensibilidade politica para gerir ou comentar assuntos que digam respeito às pessoas. Quem muito fala pouco acerta em Humanidades; o negócio dessa trampa gelatinosa em forma de gente são os números. Errados. Por isso se protegem por detrás de uma novilíngua que só entre esses restritos grupos rivais de tecnocratas da treta se entende. Se anularmos as frases sem nexo do falar dessa gente, o que fica?
Faça-se uma experiência: coloque-se três grandes questões a inquérito ao grupo de figurões que integram o quadro (não exaustivo) das personalidades nacionais abaixo selecionadas.
a) o regime de propriedade preferencial deve ser público ou privado?
b) o Estado garante a democracia?
c) existe a garantia de cada cidadão poder ser livre?
Todos eles, sem excepção, lhes responderão a mesma coisa. Embora com parlapiés embrulhados em aliciantes embalagens de cores diferentes. (um deles não conta, embora forme opinião como joker):
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A linguagem da treta é transversal a todas as épocas. Um dos ensaios mais famosos na dismistificação da treta é o “Elogio da Loucura” de Erasmo. Obra de loucos é, por exemplo, a de sistemas de governação por democracia directa, ao contrário de dirigentes que acedem ilegitimamente aos governos concordarem em autorizar o Estado a interferir na propriedade privada de contas bancárias para lhes roubar uma percentagem. A menos que a intenção fosse acabar de imediato e em simultâneo com todo o sistema mundial de off-shores bancários...
“A convicção generalizada de que em democracia cada cidadão deve ter opiniões políticas e emitir juízos sobre tudo, explicam o facto da produção de asneiras e tretas estar tão disseminada, muito particularmente por governantes e assessores nas televisões. Os fala-barato e os falsificadores estão sempre a produzir contrafacções, bluffs, deturpações e mentiras – ao contrário do cientista, do artesão e do profissional que se especializou na sua área e não relaxa a autodisciplina e autocrítica. Em última instância o escroque que finge que sabe e discursa frente a encenações de realidades credíveis, aconselha-se a si próprio com cinismo e tem uma regra de ouro: nunca digas mentiras se puderes safar-te com uma treta…
leitura relacionada:
“Investigações Filosóficas”, Ludwig Wittgenstein, 1953:
“os limites da linguagem devem ser os limites do pensamento” .
Está tudo combinado sob o alto e asqueroso patrocinio de Cavaco: Tribunal Constitucional arvorado em decisor político chumba uma ou duas leisdas 16 declaradas "inconstitucionais, o Partido dito socialista apresenta moção de censura, Sócrates perdoado regressa à televisão aldrabando uma coisa má a pretexto que a seguir veio outra pior, o (des)Governo demite-se depois de ter esticado a corda ao máximo sem haver revolta, Cavaco exulta, ex-ministro diz que Cavaco deve pensar num governo de ampla maioria PS/PSD/CDS. Quem ainda não conhecer esta cáfila que os compre. E normalmente quem os compra são os asnos reincidentes que votam invariavelmente PS ou PSD ou CDS. E ainda, os que se abstêm e que "não participando, se sujeitam a ser governados por gente inferior" conforme filosofou Platão na "República", cuja aprendizagem nas escolas entretanto se finou...
Como se sabe, grande número de personalidades hoje importantes no sistema politico económico vigente em Portugal tiveram as suas raizes ideológicas no Maoismo. A semana passada a revista "Visão" veio à praça com uma reportagem sobre esses oportunistas. Contudo, sobre aqueles que continuam a ser Maoistas nem uma palavra...
O leitor Rui Magalhães responde à letra: "Ou não tinham convicções profundas, ou perceberam que o Maoismo não dá tacho"
A Teoria produzida pelos intelectuais da vanguarda ao serviço da classe operária, depois de um amplo debate, deve ser explicada exaustivamente às massas, aplicando-se de seguida para testar a sua justeza. Conforme a Prática demonstrar a existência de contradições nessas propostas, depois de corrigidas e resolvidas pelas massas, devem estas voltar aos dirigentes e representantes eleitos, que as corrigirão e as vão depois aplicar como lei".
(Sobre a Prática, a relação entre o conhecimento e a prática, entre o saber e o fazer,Mao Tse Tung, 1937) .
Começa assim a análise doFinancial Timesà situação do Chipre: “Um camelo, diz-se na gíria, é um cavalo desenhado por um comité administrativo. Isto é injusto para os camelos, que estão bem adaptados ao seu ambiente agreste. O mesmo, infelizmente, não pode ser dito dos programas de resgate da zona Euro. A intervenção alemã proposta ao Chipre, rejeitada pelo parlamento de Nicósia, não vai ajudar a zona do Euro a ter uma saída suave da sua onda de crises.
Na verdade, o imbróglio deve servir como lição de como não se deve lidar com os problemas da dívida soberana (1) e da financei- rização da economia. Vamos começar por explicar a alguns porque a reestruturação bancária foi inevitável. O governo de Chipre está altamente endividado, sendo responsável por um sector bancário que é certamente demasiado grande para haver dinheiro no país para o salvar. Segundo o FMI, a dívida bruta do governo atingiu 87 por cento do produto interno bruto no ano passado e atingirá 106 por cento do PIB em 2017, isto sem contar com a ajuda de urgência agora pedida” – para se aquilatar de como o problema é sempre maior do que inicialmente admitido pela corja governante da União Europeia, a Rússia veio imediatamente dizer que os 10 mil milhões de ajuda são insuficientes (2).
Rui Tavares vem hoje no "Público" fazer uma complicada e tortuosa análise geo-estratégica do problema de Chipre. Para simplificar, diz ele. Para começar o comentador não gasta uma única palavra sobre o regime de propriedade que vigora na ilha. Para começar o problema da Dívida reside apenas no regime vigente a sul, neoliberal, integrado na União Europeia, habitado por Cipriotas alinhados com a Grécia (pela enosis) que atingiram, (3) graças à especulação financeira níveis de salários assentes numa economia terciária de entre os 1.900 euros mínimos até aos 2600 médios mensais (três vezes mais que osportugueses). Dividida artificialmente por um golpe da Nato nos idos de 1974 , curiosamente congeminado numa cimeira em Lisboa que viria a provocar a criação da “República Turca de Chipre do Norte”, aqui (4) não existe qualquer problema financeiro.
Para completar o quadro a Grâ-Bretanha detêm ainda duas bases militares na ilha, Akrotiri and Dhekelia, herdeiras do estatuto colonial que teria obrigação de ter terminado com a independência de Chipre em 1960… Ao contrário, os ingleses usam a sua pertença à União Europeia para produzir legislação comunitária que impõe sanções económicas à parte norte. Para culminar Chipre é rica em reservas de gás natural cuja exploração é desejada pela Rússia e na qual o Estado de Israel, cujas águas territoriais alcançam a região, está igualmente interessado. Por problemas menores e de muito menos gente envolvida já começaram muitas outras guerras… (continua)
notas:
(1) a Dívida de hoje foi o Roubo de ontem!
(2) Na verdade os depósitos bancários das Corporações mafiosas russas no Chipre devem rondaros 68 mil mihões de euros.
(3) O volume dos depósitos bancários é 7 vezes maior que o PIB anualdo Chipre.
(4) Segundo as leis internacionais, a ilha de Chipre, na sua totalidade, é um país independente. Todavia, em 1974, após 11 anos de violência entre as comunidades de nacionalistas cipriotas gregos e cipriotas turcos, a Turquia invadiu e ocupou a parte norte da ilha o que provocou o deslocamento de centenas de milhares de cipriotas além do estabelecimento de uma entidade turco-cipriota separada políticamente ao Norte, reconhecida somente pela própria Turquia. Nicósia, a capital do Chipre, é a última capital dividida por um muro em todo mundo. (wikipedia) .