Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
diz o ministro das tropas que "a NATO é uma organização regional para a defesa do Atlântico Norte e assim continuará a ser" - como explica então a presença dos soldados a sete mil quilómetros de casa?
Na sequência da publicação das suas "memórias" Bush fala em reConstrução... Construir o quê?? - não sem que antes se investigue as causas que motivaram o criminoso a acções ainda hoje por esclarecer, apesar da "mudança" de Obama - cresce o movimento de cidadãos que pretende que o municipio de New York abra um processo de investigação sobre o 11 de Setembro e em particular à demolição controlada do edificio 7 do WTC - (video do dia 13 de Novembro 2010)
“As pessoas são a verdadeira riqueza de uma nação” (relatório PNUD, 1990)
Os que pensam a China como sendo “um País” enganam-se. De facto é um "modus in rebus" alternativo global. As próprias análises nos meios de comunicação interna desmentem a ideia de um todo homogéneo, na extraordinária capacidade de evolução desta gigantesca Entidade, qualquer coisa que pelo trabalho e coesão social de 1,3 mil milhões de pessoas pode talvez ser unicamente percebido pelas mentalidades ocidentais como sendo o renascimento do antigo Império do Meio, desta vez com implicações globais irreversíveis.
Por meados da década de 70, metade da população das diversas regiões rurais e suburbanas da China vivia, comparado com os padrões ocidentais, num grau de pobreza quase extrema. A explosão que se seguiu não teve a ver com a “liberalização capitalista do regime”ou com o “abandono do comunismo”, cujo projecto de centralizar e planificar o núcleo duro da Economia se mantém incólume, sob a vigilância atenta de (imagine-se) um Partido Comunista constituido por 80 milhões de militantes.
O enorme salto em frente teve a ver funamentalmente com o contrato firmado com a China de Mao e a administração Nixon que, para livrar o Ocidente da pressão social exercida pelo mundo do trabalho assalariado, deslocalizou e providenciou o inicio da entrada de um longo caudal de investimentos estrangeiros naquele país asiático, por contraste ideológico com a economia fechada da URSS. Esta entrada de capitais obedeceu contudo a moldes diametralmente opostos aos usados pelo centro imperialista nos investimentos em regiões periféricas do capitalismo, tirando partido da mão de obra barata, onde se criam bolsas de desenvolvimento em periodos de ascenção para se retirar o capital investido logo que este deixe de ter a rentabilidade esperada, “desmontando a tenda”, deslocalizando as fábricas em parte subsidiadas pelos Estados locais para regiões de oferta mais favorável, deixando atrás de si um rasto socialmente trágico de desemprego.
Na China, a contra-corrente daquela filosofia miserável, o Capital estrangeiro não entrou apenas na condição de Ente voláctil. Aos investidores não é permitido entrar apenas com Capital. Têm de instalar a suas expensas bens de produção físicos localmente e aceitar uma participação estatal maioritária que, em última instância, controla as decisões empresariais de acordo com os interesses regionais de cada “zona franca capitalista de produção”. Se o capitalista porventura resolver abandonar a empresa (ou apenas uma mera central de compras) nos termos contratados, perderá tudo, capital e bens físicos instalados, os quais nessa eventualidade reverteriam para o Estado, a favor da sociedade onde a empresa procede à exploração com o único fito de exportar lucro.
Actualmente, com um potencial de crescimento mundial de 5,5% estimados para a próxima década, a indústria manufactureira da China representa 47,3% do valor total do PIB global, a União Europeia está limitada a 20% desse valor e os Estados Unidos a pouco menos de 13%. Por contraste, na equação capacidade de produção vs consumo, um Chinês consome 1,3 toneladas de petróleo por ano, enquanto um Europeu consome 4,6 e um norte-americano médio 8,2 ton. Em 2007 os chineses tinham um rendimento per capita de 7.000 dólares, contra 25.000 dos Europeus e 46.400 dos imperialistas norte-americanos (antes da crise). Com um crescimento médio continuado de 13 a 14% durante as três últimas décadas, dentro de vinte anos a China ultrapassará o decadente Ocidente, ou a batalha pelos recursos naturais globais levará a um confronto inevitável.
Se os Bancos Centrais, que regem o sistema capitalista ocidental, não interviessem criando continuamente mais dinheiro para injectar liquidez na “crise”, a moeda chinesa (o renmimbi)teria de se valorizar cerca de 500% para se atingir a paridade entre as duas zonas na economia real – “o que significa que a questão das desordens da finança global não podem ser resolvidas com moeda, uma vez que os Chineses, apoiados por um regime de economia planificada, poupam 54% do seu rendimento, enquanto as familias norte-americanas detinham um nivel de poupança de um escasso 1% (no inicio da crise)
Créditos.Os dados estatisticos referidos foram retirados do "CIA World Factbook" e do livro "Globalização, o pior está para vir" de Patrick Artus e Marie-Paule Virard .
Em tempo de crise a visita de Barack Obama envolve uma comitiva de perto de 1.000 pessoas, 34 navios navios de guerra, 40 aviões e helicópteros, 50 automóveis blindados e muito mais (o pessoal pidesco empregue na gigantesca embaixada local), tudo vindo expressamente para acompanhar o Imperador – o périplo pela Índia, Indonésia, parte sul da Coreia e Japão é a mais cara visita presidencial de sempre. Visto pelo lado dos vassalos lisboetas que gastam 14 euros por ano num par de sapatos, estamos todos impressionadíssimos!
Segundo o professor João Caraça, quem vem aí são os “Estados Unidos” no seu esplendoroso isolamento. Quando desembarcar em Lisboa para a cimeira da Nato, Barack Obama virá sozinho (salvo seja). A sua América está lá atrás (...) se a visita “servir para apoiar a especulação, a fraude e a manipulação, a expansão do crédito dificilmente terá efeitos construtivos” Que crédito? O mesmo que a ideia de América: o local de armazenamento de povos ficcionados unidos num território na ilusão de uma soberania cidadã progressista inexistente, de direcção politica usurpada por uma minúscula elite religiosa branca de ética judaizante, que contém a desOrdem a ferro e fogo e exporta o seu modelo de repressão de massas para uso das elites vassalas em todo o mundo
Claro que nem sempre foi este o dantesco espectáculo de exibição da maquinaria repressiva do Poder. No tempo (cinco décadas atrás) em que não se havia ainda enveredado pelo tenebroso caminho da fabricação de dinheiro ficticio como unidade de medida do parasitismo social, a politica desenvolvia-se com um carácter genuino mínimo de proximidade
John F. Kennedy em acção de campanha no Illinois em Outubro de 1960 o sítio faz lembrar vagamente o Parque das Nações em Lisboa
Kennedy pretendeu acabar com o privilégio da emissão de dinheiro pelo consórcio de bancos privados que dominava a América desde 1913. O jovem presidente teve a vertiginosa ilusão que o capitalismo teria capacidade e força própria para se impôr na sua fase imperialista, apoiando-se no trabalho colectivo da nação e num sistema monetário honesto, não manipulado, explorando outros povos pela competência, não pela fraude e uso de violência explicita. Tal como JFK também Hitler tinha pensado o mesmo. Morreram ambos da mesma causa maligna.
A quezilia com o poderio financeiro dos judeus tinha raizes seculares. Partindo da Inglaterra, a primeira nação conquistada pela tribo de Israel, os britânicos sempre se tinham mostrado orgulhosos das suas origens arianas misturadas de germânicos, normandos e escandinavos, considerando os Irlandeses e Escoceses como “raças inferiores”, alienadas por terem escolhido ser “povos cristãos” de “pura origem Celta”, uma coisa aparentada com os cromagnons – Ora "pureza de raça", como muito bem se tem visto no nosso tempo, só há direito a uma, a dos judeus de Israel do reino inventado de Salomão e David, e a mais nenhuma.
A guerra tribal entre o clã irlandês dos Kennedys e a Máfia Judaica no novo mundo era antiga. Ambos grupos de imigrantes europeus em luta pela hegemonia dos novos espaços, vem do tempo da Lei Seca (furada pela importação das destilarias da Irlanda), das fortunas feitas e da influência politica ganha: o patriarca Joseph Kennedy seria nomeado embaixador norte-americano em Londres no tempo da guerra. Com a vitória do lobie Judeu da América na Segunda Grande Guerra, o destino dos Kennedys estava traçado.
Ps: Apesar de dizimados, a diabolização continua a perseguir os cadáveres, como na monumental manipulação exibida ontem na RTP2 “Kennedys, o Fim da Inocência” de Patrick Jeuly. (trailer aqui)
Expiação secular de culpa. Não basta que o inimigo perca, é necessário que cruelmente reconheça quem foi que venceu. Segundo a noticia de hoje, a ajuda financeira que a Irlanda será obrigada a aceitar pode ascender a 7 biliões de libras. Mas o que será isso senão uns trocos, um mero investimento em papel que irá escravizar por gerações quase 5 milhões de pessoas?(Guardian) .
Ali na rica e próspera Schwarzeneggerlândia nem o governador vai preso nem as empresas internacionais de notação financeira especulativa são autorizadas a invocar alibis para actuar: "O Estado da Califórnia (desde há dois anos em risco de insolvência abrupta a qualquer momento) começa esta segunda-feira a emitir mais 14 biliões de bilhetes de crédito, com juros de retorno para o mercado de investidores entre 1 a 1,5%... (fonte: The Financial Times) ...
papeis que entram...
... papeis que saem
Aqui na Cavacolândia, onde se pagam juros de dívida a 7&tal% o gestor do banco do Regime (BPN) só num único negócio limpou 30 milhões de euros, fora o valor da falência coberta pela intervenção do Estado (do qual o dito-gestor era Conselheiro nomeado pelo Presidente) que já atinge 4 mil e 600 milhões. Como medida de coacção a Justiça nacional condenou Dias Loureiro a investir o papel desaparecido em resorts de luxo em Cabo Verde e Angola (fonte: má lingua do povo) .
Gastos militares deitam abaixo um Império - O pôr do sol ao virar da esquina, na medida em que os responsáveis pelo aparelho militar imperialista se recusam admitir cortes nas despesas. “Temos um Império; temos meio milhão de dispendiosos soldados em paises de outros povos um pouco por todo o mundo" (1 Trilião por ano, 58% da colecta fiscal, mais que a soma total das despesas militares de todos os outros paises juntos(1) - "isto significa que Mr. Obama (5% de custos militares em relação ao PIB) está a tentar converter os Estados Unidos num país do 3º Mundo (2), tal como antes Bush (2% de despesas militares em relação ao PIB), Clinton (3) e até Reagan também deram a sua contribuição à causa, gerindo o Estado pelo aumento do défice sem terem qualquer meio para o pagar, ou sequer qualquer intenção de o pagar" (4) (fonte)
“Grand Design”, Stephen Hawking responde a questões postas pelo seu novo livro (Time.com)
- Pensa que a nossa civilização sobreviverá o tempo suficiente para dar o salto para as profundezas do espaço? - Penso que temos uma boa probabilidade de sobrevivermos o tempo suficiente para colonizar o sistema solar. Contudo, não existe no sistema solar outro lugar tão adequado como a Terra. Então não é claro se sobreviveremos, se a Terra ficar imprópria para ser habitada. Para assegurar a nossa existência futura, precisamos de alcançar as estrelas. Mas isso levará muito mais tempo. Tenhamos esperança que possamos durar até lá.
- Se Deus não existe, porquê o conceito da sua existência se tornou praticamente universal? - Não afirmo que Deus não exista. Deus é o nome que o povo dá à razão para estarmos aqui. Mas penso que essa razão são as leis da Física, mais do que alguém com o qual qualquer um possa ter um relacionamento pessoal. Um Deus des-inpersonalizado (imaterial) - O que é que pensa que acontece à nossa consciência após a morte? - Penso que o cérebro é essencialmente um computador e a consciência é o equivalente a um programa de computador. Este deixa de correr quando o computador é desligado. Teoricamente (a Consciência) pode ser recriada numa rede neurológica, mas isso será extremamente difícil, porquanto requereria ter gravado todas as nossas memórias de acontecimentos (de todos os momentos, desde o nascimento até à morte) - Dada a sua reputação como um físico brilhante, que interesses comuns tem, que possam surpreender o público? - Gosto de todas as formas de música (…)
305 milhões 738 mil e 194 vezes visto no you-Tube
"Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh! Caught in a bad romance Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh! Caught in a bad romance" Simplifiquemos a memória e (sem teoria politica) talvez se consiga (!) ... .
sexta-feira, novembro 12, 2010
"Three on Two Won`t Go", Victor Willing
o Governo acaba de adjudicar a obra de remodelação e ampliação da "cidade" da Policia Judiciária, que abrange todo o quarteirão entre o Torel e o antigo Instituto Veterinário em Lisboa. Deitadas as sortes coube à empresa Opway administrada por Filipe Soares Franco ganhar o concurso, personagem que está indiciada como arguido no processo da Operação Furacão. Prova da correcta selecção final entre os concorrentes está a presença da empresa que perdeu o concurso, a Mota-Engil, cujo lider António Mota está há um ano e meio constituido arguido no processo da Operação Furacão. Houve paridade, a Corrupção não teve a menor hipótese de ser prejudicada, mande-se publicar (assinatura ilegivel)
No dia em que uma revista de escândalos faz capa sobre o modus operandi das empresas do PSI20 às quais o governo presta serviço (1), a RTP foi industriada para dar tempo de limpeza de imagem em horario nobre ao banqueiro decano da organização privada do Estado. Mas o que mais nos pode espantar é que um cavalheiro tão fino empregue linguagem tão vernacular para entregar recados básicos: "Corridos"? Disse em directo Ricardo Salgado que "se os executivos dessas empresas não cumprirem os objectivos fixados pelos accionistas (maioritariamente estrangeiros, que exigem o máximo de lucros livres de impostos) são pura e simplesmente corridos..."
"O ladrão, mostrando a maior surpresa, dirige o olhar displicente para ombro que suporta o porco e, com a maior naturalidade, dá-lhe uma ligeira sacudidela com as pontas dos dedos, afirmando: «Ai o bicho», como se, em vez do roubo de um anafado e pesado reco tivesse havido, no ombro do ladrão e à sua revelia, o mero poisio de uma pequena libelinha. «Ai o bicho» é o que dizem Jacinto Nunes, Medina Carreira, João Salgueiro, Ernâni Lopes, Miguel Beleza, Manuela Ferreira Leite, Eduardo Catroga, Pina Moura, Bagão Félix e Campos e Cunha, que integravam a já referida «Brigada do Reumático», bem como os ausentes, quando, todos eles, são inquiridos sobre o papel que ao longo dos anos têm desempenhado na vida governativa, académica e profissional" (Anselmo Dias, no "Avante") .
Antonin Scalia, agora Juiz do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, era juiz-procurador geral do Estado da Florida, quando se notabilizou por ter tido o voto decisivo no processo que legalizou a eleição de George W. Bush (1) no fatídico ano de 2001. Scalia comentou recentemente a legislação que visa proibir a venda de video-jogos violentos a menores, questionando a impossibilidade da sociedade definir o que é que é violento: “alguns dos contos de fadas dos irmãos Grimm (2) são também bastante cruéis e ferozes. Vão pensar também em bani-los?”
Nada a fazer. Como compreendemos retroactivamente o Pacheco Pereira e os seus avatares dos jogos reais. George W. Bush vem confessar nas suas memórias, (“Decision Points”) que “ainda hoje sente o estômago às voltas de cada vez que pensa que afinal não foram encontradas armas de destruição massiva no Iraque”. Um milhão de mortos depois, do mal o menos para os aldrabões: contas feitas, Bush (e esperemos que também o Pacheco) exultam por terem “libertado o Iraque de um ditador homicida” (falam do lider do Partido de índole socialista árabe Baath)
Belos tempos esses, do início da frutuosa e lucrativa “war on terrô” (traduzido do texano, “guerra contra o terrorismo”), quando o impiedoso lider daAl-Ciadinamitava gigantescas torres de negócios globais – neste momento, como toda a gente, insolvente e vítima da crise (3), até o feroz bin-Laden se limita a pôr no correio umas insignificantes caixinhas de pizza que pouco ou nada rebentam. Um fiascoinacreditável.
(1) Nesse ano Bush “venceu” o democrata Al-Gore(4). Mas se por acaso fosse o empresário ambiental do cap-and-trade a ganhar a eleição, a mesma política neocon estaria garantida, porque quem estava designado para seu vice-presidente era o judeu "democrata" Joe Lieberman, o congressista decano do CFR amigo pessoal da familia Bush. (2) Scalia joga com o trocadilho da palavra inglesa “Grim”= cruel, feroz, impiedoso, horrível, sinistro, assustador. (3) Como é evidente para as massas neoconservadoras (*), o culpado do agravamento da crise do capitalismo será Barack Obama, que anda a gastar demasiado com a ampliação da guerra. (será?) adenda: (4) Al Gore embolsou 18 Milhões da agora-defunta Bolsa climática de Chicago .
"O capitalismo, progressivo noutros tempos, é hoje reaccionário (...) a humanidade acha-se perante o dilema de passar ao Socialismo ou sofrer durante anos, durante decénios até, a luta armada entre as "grandes" potências pela conservação artificial do capitalismo por meio das colónias, dos monopólios, dos privilégios e da opressão nacional de todo o género" (Lenine, 1917)
da dialéctica, materialismo histórico, condições sociais e aspirações participativas
1. quando Lenine chegou, vindo de dez anos de exílio, a Rússia estava envolvida pela monarquia do Czar Nicolau numa guerra desastrosa desde 1914; por fim, as pessoas, vitimas dessas condições degradadas e da repressão, morriam de fome nas valas dos campos e negavam-se a marchar para a frente. 2. Surgiu uma dualidade de poderes: o poder do Governo Provisório, que era a ditadura da burguesia, e o poder dos Sovietes, que era a ditadura democrática revolucionária do proletariado e dos camponeses.
Extracto do filme “Lenin V Oktyabre” de Mikhail Romm rodado em 1937 nas comemorações dos 20 anos da Revolução. Militantes do governo à procura de armas na fábrica para as entregar à facção menchevique (social-democrata). Com a desculpa que eram para ser enviadas para a frente da guerra, as armas apreendidas seriam de facto destinadas a decapitar o poder popular dos Sovietes, cuja vanguarda era a facção bolchevique (maioritária) cumprindo a práxis da teoria revolucionária marxista de Vladimir I. Lénine (e um conselho: nunca confiar nos tipos bem-falantes de fatinho de marca e pasta preta)
3. após uma luta popular prolongada em 1917/18 o Estado "czarista-democrático" liderado por Kerenski colapsa
Finlyandsky Vokzal, Petrogrado, actual São Petersburgo, a estação ferroviária onde a 3 de Abril de 1917 V.I.Lenine desembarcou
3. Depois da tomada de poder pelos Bolcheviques em Outubro seguiu-se uma guerra civil entre duas facções, os “brancos” (financiados por capitais aliados ocidentais) e os “vermelhos”. Neste periodo Trotski (visto como um claro adepto da “revolução permanente” tem uma importancia fundamental 4. a revolução na Alemanha (a chave para o internacionalismo proletário) é derrotada (1919)
5. depois da morte de Lenine, é formada uma troika (Estaline, Kamenev, Zinoviev) com a clara intenção de conciliar os militantes mais radicais que entretanto comandados pelo exército vermelho liderado por Trotski tinham derrotado a contra-revolução 6. todo o Poder conquistado se torna conservador na manhã do dia seguinte. No caso tentou-se tanto evitar o retorno à ordem Czarista, como pelo lado oposto extirpar os “esquerdistas” 7. a Troika governante assume claramente a missão de conter a “revolução permanente” isto é, a democratização do regime. 8. seguem-se as purgas, a fuga e exilio de Trotski, uma luta que viria a culminar com os “processos de Moscovo”, 1934 – quer dizer, o povo russo por essa altura já vinha suportando uma situação de guerra continuada nesses últimos 20 anos 9. Estaline percebeu isso, e é em nome dessa estabilidade que se assume como lider
10. Neste ponto a Internacional Socialista adopta a tese de Dimitrov de construção “do socialismo num só país”. Em 1936 a República Espanhola é abandonada ao seu destino, para ser devorada pela coligação nazi-fascista. A não intervenção em força dos comunistas soviéticos em Espanha marca na prática o fim do internacionalismo proletário (há quem suponha a existência de uma espécie de “tratado de tordesilhas” leste-oeste entre Estaline e as potências aliadas… tendo em vista a borrasca que se via já no horizonte) 11. em 1939 a Rússia unificada pelo “pai dos povos” na URSS confronta-se de novo com um feroz ataque vindo do exterior (da Alemanha nazi) com a finalidade única de destruir o regime comunista 12. em 1945 o que poderemos designar por “exército do povo” faz a sua entrada em Berlim, após um notável esforço em meios humanos e industriais entretanto desenvolvidos. Neste feito épico todo o povo tinha a consciência absolutamente definida de participar numa construção até aí inédita na História 13. na transição do fim da guerra os Aliados declaram unilateralmente a separação da Alemanha em duas; a URSS tem pela frente novo confronto prolongado, a Guerra Fria 14. quando Estaline morre em 1953 tinha legado às gerações vindouras um país unificado, capaz de ombrear com a superpotência imperialista EUA 15. depois do XX Congresso do PCUS na década de 60 a URSS, muda de paradigma, podendo ser finalmente considerado um Estado operário, mas falhado.
Conclusões: “Factos são factos, e os factos são indesmentíveis” (Lenine) Deixemo-nos de fazer batidos-mix metendo na batedeira personagens e acontecimentos avulso. Podia ter sido melhor? Até ao final da IIGG não, sob pena de regressão, mas depois dessa data podia. Quem são os culpados?
A involução do sistema centralizado não aberto à participação das bases, os inenarráveis Krushchov, Brezhnev e toda a sequência de submarinos ocidentais pacientemente infiltrados até Andropov e Gorbatchov que efectivaram todo um trabalho de sapa até ao declino e colapso completo do sistema politico económico do Estado. Gorby vive actualmente em São Francisco, Califórnia e é a cara mais visivel da publicidade à marca de malas Louis Vuitton .
Existe uma outra alternativa ao filme de Hollywood sobre os primórdios da criação moderna da Banca internacional Judaica – o filme alemão “Die Rothschilds, Aktien auf Waterloo”. Este documento “histórico” no processo de formação e ascenção da fortuna da familia Rothschild teve por palco a Grã-Bretanha durante as Guerras Napoleónicas, do qual o filme reflecte a ambição selvagem (a antecâmara no extremar do liberalismo) de uma agenda politica com base na “pureza racial”. Desprezando a tradicional culpabilização do Judeu por usura, intriga e avareza, os Rothschilds ultrapassavam o estigma adorando demonstrar a “judaificação” da sociedade Inglesa às mãos da sua familia – o que demonstra o porquê, nas palavras de Joseph Goebbels, de os Britânicos se terem tornado “os Judeus entre os Arianos”...
O filme de Erich Waschneck produzido nos legendários estúdios da UFA (em Potsdam, nos arredores de Berlim) foi estreado em Julho de 1940 e debruça-se sobre o modo como esta familia de banqueiros enriquece através das guerras napoleónicas. É uma das três obras consideradas anti-semitas produzidas durante o Nazismo. Pelos motivos óbvios da politica de “desnazificação” da Alemanha, foi totalmente impedido de ser projectado após o triunfo do lobie dos judeus norte-americanos na 2ª grande Guerra Mundial, por ter descrito a prosperidade desta célebre familia de banqueiros Judaicos de maneira negativa. O filme continua a não poder ser exibido sem autorização expressa da Alemanha (e unicamente para núcleos restritos de historiadores em privado) o que interdita de facto a sua mostra na maior parte dos paises europeus.
As audiências na Alemanha em 1940 não deixaram muito claro qual seria o principal inimigo a odiar, se os Judeus se os Ingleses. Goebbels não hesitou em pô-lo em exibição, mas um ano depois foi feita uma nova versão revista e expurgada de quaisquer simpatias concebiveis para com personagens britânicos, que foi rebaptizada “Os Rothschilds, Acções de Bolsa Jogadas em Waterloo”. (É esta versão que é apresentada no DVD). Mas o tempo oportuno para a obra tinha passado. A batalha aérea da Alemanha com a Grã-Bretanha caminhava para um fim inglório, enquanto internamente um novo e popular filme, “Jud Süss” se convertia no preferido pelo regime para acirrar o sentimento anti-semita. Se, no final, “Die Rothschilds” provou ser um menor incitamento ao ódio, não foi por falta de se ter tentado. Com a justaposição da crítica social e da teoria racial Nazis, e com o seu duplo assalto sobre judeus e ingleses, recicla-se muitos dos mitos em redor da Casa dos Rothschilds. O que de qualquer modo, faz o filme merecer ser mais conhecido do que a reduzida importância que teve na época.
Sinopse: O princípe Guilherme IX de Hessen-Darmstadt é mobilizado por Napoleão para integrar as suas hostes. Por essa altura do ano de 1806 em Frankfurt, Mayer Amschel Bauer von Rothschild é encarregado de dar suporte ao financiamento de uma quantia de 600.000 libras esterlinas para armar e levar um exército de voluntários a partir do ducado de Hessen (depois o maior centro industrial-financeiro da Alemanhae hoje sede do BCE).
De posse desse dinheiro Mayer Rothschild envia o seu filho Nathanael a Londres e o seu outro filho James a Paris para especularem com ele. Com o dinheiro do principe de Hessen e os lucros conseguidos ele irá financiar o exército do duque de Wellington para combater as forças napoleónicas em Espanha. Em 20 de Junho de 1815, Nathanael Rothschild conseguiu saber antecipadamente da derrota dos franceses em Waterloo e vendeu na bolsa de Londres todas as acções que detinha no English Consul, fazendo a generalidade dos accionistas acreditar que a Inglaterra havia perdido a guerra. Acossados pelo pânico de perderem tudo, os accionistas venderam de imediato as acções e em poucas horas o seu valor caiu para 5 centavos. Rothschild volta a aquirir a totalidade dessas acções. Quando o verdadeiro resultado de Waterloo foi revelado ao público, as acções da English Consul aumentaram extraordinariamente de valor, e a fortuna dos Rothschild multiplicou-se por vinte vezes. Enriquecidos pela derrota de Napoleão em Waterloo, no final o filme mostra os milhões ganhos pelos Rothschilds e a Cruz de David posta sobre a Inglaterra
O actual regime Russo comemorou hoje, no aniversário da Revolução de Outubro, o legendário desfile (usando o material e fardas originais) que teve lugar em Moscovo no dia 7 de Novembro de 1941, quando as tropas Nazis se encontravam a menos de 100 quilómetros da capital. Foi por uma unha negra que o estudado abstencionismo anglo-americano durante a primeira fase da II Grande Guerra, não teve sucesso no seu maior objectivo: a destruição do regime social-comunista na União Soviética, após o que a Europa ficaria à mercê de um pacto Nazi-Democracias Ocidentais que liquidaria de vez as aspirações do movimento operário no velho continente. Foi necessário esperar mais 50 anos, até à década de 90, para que pudesse ter inicio o processo de liquidação do Estado Social (preservado face à permanente "ameaça" Socialista) na Europa Nessa parada original de 1941 do Exército Vermelho, celebrava-se o 24º aniversário da Revolução Bolchevique. Muitas dessas forças soviéticas, assim que o desfile terminou marcharam da Praça Vermelha directamente para a frente de batalha
Num momento em que os governos dos paises economicamente atrasados so Sul da Europa lançam planos de austeridade que põem na miséria largas faixas da população, o governo "socialista" espanhol, que governa um Estado nominalmente laico, paga 4 milhões de eurosretirados do erário público para financiar a visita por 2 dias do chefe do Estado religioso do Vaticano - se o desejo da existência de Estados confessionais (multinacionais da Fé como o Vaticano) se verificar por vontade de determinadas faixas de cidadãos, pois que sejam esses crentes, e apenas esses, a pagar as despesas dos espectáculos folcóricos dos seus ídolos. (videos dos protestos aqui) .
Fiquei ontem a saber pela boca do comandante da Polícia que sou um potencial “terrorista interno” – Há os terroristas que vêm de fora ameaçar a tranquila Ordem que recebe os mercenários da expansão militar da Nato, e existem os outros, os terroristas que já cá estão, militantes de causas várias convertidos em alvos a criminalizar só porque pensam diferente face ao pensar único vigente, obrigados a gramar as biscas dos chefes-da-polícia, rotuladores grosseiros pela necessidade do espectáculo promotor do terrôr nas massas ignaras e indiferentes.
Por volta da década de 80, a cine-comédia “Vêm Aí os Russos” esteve muito em voga - a tripulação de um submarino comunista perdeu-se e foi desembarcar numa pacata ilha americana, semeando situações de pânico hilariantes, até que rapidamente chegou a Autoridade e prendeu todos os suspeitos, naturais ou importados. Com a chegada dos espiões da segurança da Nato a farsa repete-se, agora como estória burlesca: “Vêm aí os Americanos”.
Pela lógica da batata dos bonzos policiais quem se declara anti-americano é um potencial suspeito. Temos de concordar, embora por muito lauto que se verifique o saque dos esbirros da Nato, petróleo, drogas, minérios, escravos, dele não beneficia a grande maioria da nossa Sociedade, ainda que nos fossem explicados os motivos e hoje concordássemos com os actos de agressão, como Hitler explicou com assinalável êxito aos alemães. Claro que qualquer democrata normal se incluirá na classe social dos que não lucram, não querem lucrar, e por isso não querem concordar. Claro que "a anormalidade” na integração social sou eu, o alvo, não o normalizado grunho fardado, tanto mais quanto, iMagina, o meu precário patrão civil não dispõe de 5 milhões de euros para comprar carros de combate de guerrilha urbana, feito de austeridade económica só ao alcance do putedo conhecedor das casas-do-segredo de Estado.
Obviamente, o polícia formatado pela lógica da actual Oligarquia dominante, lá de dentro do seu capacete anti-motim se interrogará perplexo: “que caralho é isso de classe?” – como é que se resolve uma coisa destas? – o policia deve ser re-educado em teoria politica na luta de classes, ou devo ser eu a aprender a arte de me defender do polícia?
“Classe proletária” é aquilo que Marx na sua época designou, na “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, como o “grupo de indivíduos que são vítimas da pobreza no regime de assalariamento, não da pobreza nascida nascida naturalmente, mas a pobreza artificialmente provocada (...) que brota da aguda dissolução desta sociedade e preferentemente da dissolução da classe média”, acontecimento que proclama a derrocada da ordem universal precedente. Há quem discorde da noção de proletariado, por “fazer das classes médias a mesma massa reaccionária face à classe operária” (Crítica do Programa de Gotha), não querendo compreender as mudança operadas no Capitalismo que criaram inovações no sentido de “trabalho”, deslocalizando-o preferencialmente para regiões de mão-de-obra barata e intensiva. Na nova divisão internacional de trabalho, Stanislaw Ossowskianalisou a questão de se saber quem integra ou não o “Proletariado”, transferindo o dilema para a questão da “posição de classe” – integram a classe operária e os seus aliados das classes intermédias “todos aqueles que vivem de rendimentos procedentes da mesma fonte” (Marx, O Capital, LivroIII). Um alto quadro qualificado na sua qualidade de assalariado numa empresa capitalista terá de ser incluido entre os proletários, enquanto um polícia que recebe um soldo do Estado capitalista pertence sem dúvida a uma “classe pura” - a dos bonzos ao serviço da Oligarquia capitalista .
Haverá sempre umas ingénuas troupes de foliões da politica que acreditam no primeiro evento festivo que o Imperialismo lhes põe debaixo dos narizes de palhaço - se não há nada a fazer, divertirmo-nos com os bonecos animados será talvez o melhor antídoto - o melhor remédio para as depressões de tristeza circence que inevitavelmente irão surgir no campo dos esquerdizóides liberais nos dois anos seguintes às eleições intercalares
Descubra as diferençasentre jogos da bisca imperial. Em cima: o Gang de ex-presidentes republicanos diverte-se a matar os tempos mortos; Em baixo, o Gang de ex-presidentes democratas mata-se a rir por ter morto os tempos divertidos
"Como americanos, consideramos o comunismo profundamente repugnante. Mas somos capazes de saudar a população russa pelos seus grandes feitos. E entre os muitos traços que os povos dos nossos países têm em comum, nenhum é mais forte do que a nossa mútua aversão à guerra" (Discurso escrito por Ted Sorensen (1928-2010) lido por John F. Kennedy na American University em 1963)
"Tudo aquilo que a Fundação Ford fez pode ser considerado no âmbito de tornar o mundo seguro para o capitalismo, diminuindo as tensões sociais ao ajudar a socorrer os angustiados, a proporcionar válvulas de segurança aos raivosos e a melhorar o funcionamento do governo" (McGeorge Bundy, conselheiro de Segurança Nacional dos Presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson (1961-1966) e Presidente da Fundação Ford (1966-1979), in "A Fabricação da Dissidência", no "Resistir" .
"o senhor (José Sócrates Bilderberg-2005) vai ter de passar pela vergonha de ser demitido", sentenciou ontem José Pedro Aguiar-Branco, o deputado PSD convidado do Bilderberg-2006, no Parlamento
- bem a propósito, a lembrança coincide com as parangonas de hoje, que recordam outro demitido famoso pelo seu legado para o futuro: "Ministro das Finanças diz que recente jantar da ANACOM (no valor de 150.000 euros) foi promovido por "girl" nomeada por Pedro Santana Lopes" - por coincidência, convidado Bilderberg-2005, no mesmo ano de Sócrates e parceiro nos show-off´s televisivos entre o 1º ministro demitido e o que há-de ser demitido. Confuso? - cada euro do jantar no modelo Santana corresponde a 1 euro dos 150 mil empregos prometidos no início pelo modelo Sócrates.
e por fim, a opinião de quem realmente manda. Disse ontem o banqueiro Ricardo Salgado, referindo-se ao acordo PS/PSD sobre o Orçamento: "Fizemos bem as coisas" (ênfase no "fizémos"), dito numa época de migração da soberania nacional para Bruxelas e Frankfurt (os Mercados). Não são decerto os "interesses do destino colectivo dos portugueses", como acaba de dizer Ferreira Leite, que esta gente defende
a Well-Point, a 4ª maior companhia de seguros dos EUA com séde em Indianapolis doou 1,4 milhões de dólares para ajudar a eleger governadores e congressistas republicanos nas eleições intercalares norte-americanas. O multibilionário Paul Singer, fundador do hedge fund "Elliott Associates" doou 2,4 milhões de dólares também para ajudar os republicanos. (fonte) Como habitualmente, os investidores nos cavalos "democratas" mudam de campo, e em época de refluxo os "donativos" dos lobies "de esquerda" (como sagazmente os vê o nosso pândego Vasco Correia Guedes), têm tendência a eclipsar-se. Obama já fez o seu papel de fingir que limpava a merda feita por Bush e agora há que tentar pôr de novo tudo a funcionar como antigamente, sem tirar nem pôr, aproveitando a força da carneirada de eleitores desencantados. Efectivamente os grandes investidores nos "democratas" de Wall Street desta vez baixaram os seus contributos em 65 por cento do valor relativamente ao entregue há dois anos para eleger Obama (fonte). Contas feitas, como para estas coisas não há crise, estima-se, baseado nos custos das campanhas de 2004, que para alimentar este sistema enganoso dos dois partidos únicos conluiados, nos Estados Unidos sejam gastos nesta eleição 4 biliões de dólares (fonte)
a Imprensa, maioritariamente propriedade das grandes corporações económicas, constrói o resto, no papel de representação desses interesses para a opinião pública: "sondagem CNN dá 52% aos republicanos e 42% aos democratas"
no final, os "eleitores" ficam com a sensação que foram eles a decidir... .