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terça-feira, janeiro 14, 2014

se as Mentiras oficiais pagassem impostos Portugal tinha superavit

o Governo mandou dizer aos seus gabinetes de comunicação que a crise, mais uma vez, acabou, que o desemprego está a baixar. E as pessoas assimilam as mentiras. Porque é que não se revoltam?

o Governo apresentou dados viciados indicando um decréscimo do desemprego de 17% para 15,5%. Um tal fenómeno, que só eles é que viram, ter-se-ia ficado a dever, à "criação de 50.000 novos empreg#s, com a economia em processo de recuperação". Na verdade o Governo limita-se a mentir e a mascarar as estatisticas - se neste periodo há 200.000 novos emigrantes e se os trabalhadores desempregados que cá ficam vão perdendo direitos e subsidios sendo varridos dos centros de empreg#, é certo que deixam de constar das estatisticas e o desemprego desce. Continuem a expulsar mais gente para o estrangeiro e veremos que o desemprego irá descer muito mais. Neste inicio de 2014 um terço da população activa não tem trabalh#.
Segundo dados do INE no terceiro trimestre de 2013 foram destruidos 404.000 empreg#s com horários a tempo inteiro e a necessidade de horas extra.
No mesmo periodo ...
... foram criados 465.000 sub-empregos com horários de menos de 10 horas semanais, ou seja, perto de 1 milhão de portugueses só trabalh# precariamente até 2 horas por dia.É o dobro da taxa que se verificava entre Junho e Setembro de 2013. quando o empreg# sazonal permite integrar fugazmente mais pessoas. Entretanto, o desemprego jovem continuou a aumentar, situando-se actualmente nos 36,8%.  
Ora aqui estão os dados que permitiram ao amanuense Passos Coelho e ao trafulha Portas sob o alto patronicio do seu tutor Cavaco Silva, acenar com a aldrabice dos 50 mil novos empreg#s criados.

o caso do momento: Um dia, daqui a muitos e longos anos de vida, o dono do Meta dos Leitões terá direito a um lugar no Panteão Nacional

A situação em Espanha é ainda mmais grave: Porque não estala uma Revolução?

por morrer um Assassino não se acaba o Genocidio

"É preciso dizer que o que acontece na Palestina é um crime que nós podemos parar. Podemos compará-lo ao que aconteceu em Auschwitz" (José Saramago).
Sieg heil! dizem os alemães, ao menos nos nossos campos de concentração sempre houve trabalh*, santificado pelo futuro Papa Wojtyla, pelo menos até os nazis e os seus exércitos colapsarem - na Palestina nem trabalh* há... a população vive de subsidios, oferecidos em grande parte pela União Europeia, a mesma que apoia incondicionalmente Israel...

É preciso entender quais as razões porque se comemora a morte de mais um "herói" do Sionismo. A dor espelhada no rosto de milhares de mães de palestinianos abatidos a tiro, detidos sem acusação, presos por anos a fio, humilhados nos controlos onde são contados cabeça a cabeça como se fossem gado, as condições miseráveis em que se encontram os sobreviventes em campos de concentração nos países vizinhos, a falta de perspectivas de vida com dignidade... Um brinde à saúde apodrecida deste ou daquele finado, pode amenizar por um instante o ressentimento - não pode contudo, porque uma besta caíu fulminada pelo seu próprio fel interior, fulminar toda a pleiade de facínoras que, invocando conceitos racistas, de fanatismo religioso, de "empreendorismo", sempre ocuparam os postos-chave na autodenominada Tribo expansionista de Israel". Todos eles em nome da animalidade primitiva que invocam como direito à terra, têm proferido declarações acintosas e tirânicas sobre a sorte dos subjugados, como se, como seres superiores se pensassem e tivessem sido eleitos pelo santo deus deles que na sua imaginação os pariu.

Posto isto, o Vice-Presidente Joe Biden chefia a delegação dos EUA ao funeral do carniceiro de Jenin, Qibya, Sabra e Chatila. (aqui). Obama diz que Sharon foi um lider que teve uma vida de dedicação à Pátria (aqui) em vez de relembrar aos humanistas que o psicopata conseguiu morrer sem se apresentar perante a justiça. Os líderes europeus apressam-se a prestar-lhes  vassalagem. Lamentando (que vontade de rir) a morte de Sharon a chanceler Merkel chamou ao assassino "um patriota” que tomou a “decisão valente” de evacuar os colonatos judaicos no Campo de Concentração de Gaza em 2005". Mas fica muda quando dias após a recente visita de Kerry ao país, Israel anuncia a construção de mais 1.877 casas em colonatos nos territórios da Cisjordânia ocupados à Palestina.



segunda-feira, janeiro 13, 2014

Benfica-Porto

o resultado é conhecido, quer dizer... muito a propósito do Pinto da Costa que se safou da PJ e dos Tribunais na Operação Furacão nunca saberemos como... e do Luis Filipe Vieira que sacou 17 milhões ao BPN e "pagou-os" com um empréstimo obtido em nome de uma empresa falsa.

Enquanto o primeiro contendor pelo campeonato da corrupção à pala da bola se escapou, o segundo está a caminho de se escapar. É verdade, o "Presidente do Sport Lisboa e Benfica está envolvido em caso de burla qualificada"... e a Parvalorem aguarda processo-crime para tentar cobrar a dívida. Naturalmente, a empresa pública à qual assacado o prejuizo espera sentada. Existem antecedentes pelos quais este Governo garantirá que não houve prejuizo. Passando ao lado do recente carnaval mediático que culminou na inauguração da "Capela do Eusébio" a cobertura das fraudes no futebol é recorrente. Onde acaba o Futeburla e começa a Politica? Recordamo-nos perfeitamente da comitiva do Benfica que foi à televisão com o Eusébio à cabeça apoiar a campanha para a eleição do Barão Durroso em 2002 - na altura queixaram-se publicamente que os "socialistas" do Guterres tinham tratado muito mal o clube... i.e. não lhes tinham posto dinheiro com fartura na bolso.

Este episódio teve como pano de fundo a prisão do anterior presidente do SLB por ter vigarizado o clube em milhões. Se roubou, quem era a secretária que assessorava então essa direcção? Teresa Leal Coelho, amiga e vice-presidente do Benfica cúmplice de Vale e Azevedo, pois a maior parte das assinaturas foram falsificadas por ela segundo afirmou o presidente seguinte Manuel Vilarinho. Teresa Leal Coelho tem ligações fortes à Maçonaria, à mesma loja à qual pertence o lider parlamentar do PSD Luis Montenegro e o Miguel Relvas; Apeada a ex-secretária do lugar no SLB colocaram-na no Centro Cultural de Belém, de onde saiu condenada num processo judicial. No seguimento do escândalo que envolveu a Maçonaria e o espião Silva Carvalho que resultou na sua saída da Ongoing, Teresa Leal Coelho apareceu a trabalhar no gabinete de Passos Coelho...

Interagindo com personalidades como Manuel Damásio, Rui Gomes da Silva (1), Bagão Félix, com altas posições em simultâneo no PSD (2), no Sport Lisboa e Benfica e na Maçonaria, será pouco provável que Luis Filipe Vieira não tenha sido entretanto também cooptado para a Confraria da Imunidade.

"O futebol é um instrumento de alienação das massas, em que os jogadores, treinadores, árbitros, espectadores, apanhadores de bola assim como a totalidade do adjacente mecanismo de entretimento e de estupidificação popular reduzem a consciência de classes e distraem as pessoas das questões que afectam verdadeiramente as suas vidas, levando as multidões para o abismo reaccionário. Enquanto tu olhas para 22 homens, na sua maioria retardados mentais com remunerações astronómicas, a correr atrás do esférico, a burguesia continua a controlar os meios de produção, consolidando assim o seu monopólio económico e político e desequilibrando desta forma as relações de poder de forma a manter os trabalhadores num estado de subserviência e apatia"
(citação em apoio ao Movimento Anti-Bola, sob o lema "(esta) Bola é para te Entreter enquanto o Estado Burguês te está a Foder")

adenda
(1) No XVI Governo Constitucional, que integrava Rui Gomes da Silva como ministro-adjunto de Santana Lopes, segundo noticia de Setembro de 2005 no CM, Luis Filipe Vieira foi denunciado como envolvido em negócio ilicito, acusando então lider do BE a vereação autárquica de Lisboa de alterar o Plano Director Municipal (PDM) para favorecer o presidente do Benfica quando este adquiriu um terreno junto à Expo como loteamento industrial, onde funcionaram umas instalações da Galp. José Sá Fernandes, disse então que o terreno valia 40 milhões de euros e passou a valer 460 milhões.
(2) a Policia Judiciária concluiu que a Câmara Municipal de Lisboa de Santana Lopes entregou a Luis Filipe Vieira mais 65 milhões de euros no âmbito do contrato-programa assinado em 2002 pela Câmara de Lisboa, a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), Benfica e Sociedade Benfica Estádio SA, cujo relatório de investigação publicado só em Junho de 2013 afirma que "as formas de apoio acordadas e atribuídas ao clube da Luz para a construção do estádio consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais (...) em prática estranha aos seus fins sociais"

domingo, janeiro 12, 2014

"Ele é mais que Mandela, é como se fosse Jesus, é o Rei do Universo" (titulo de artigo no DN, 7 de Janeiro). Estamos a falar de quem?



O antigo jogador manifestou um desejo (cruzes canhoto) para o dia do seu funeral. Em entrevista à STV, disse que queria apenas que a urna estivesse coberta com três bandeiras, a da minha terra Moçambique, a do Benfica e a de Portugal. Herói nacional, porém o desejo da bandeira da sua terra natal foi na realidade esquecido e, à medida que o delirio futeboleiro cresce, vem sendo apagado dos media. Pudera, se o desejo de Eusébio fosse cumprido, sobre a sua urna ia repousar uma bandeira com uma kalashnikov em riste, pela terra, o simbolo da luta contra o fascismo e o colonialismo.

"A nossa guerra é uma guerra de libertação nacional contra o colonialismo Português, contra o imperialismo e contra a exploração do homem pelo homem. Os colonialistas querem que a nossa guerra deixe de ser uma luta contra os exploradores e se transforme numa guerra contra o povo português, que deixe de ser contra o imperialismo e se torne numa guerra entre os negros de Moçambique e a população branca em Moçambique, uma guerra racista. Para atingir este objectivo, Portugal está a remover sistematicamente os povos africanos das suas terras férteis e a entregá-las aos europeus. Quando o governo português expulsa os moçambicanos das suas terras, a fim de colocar lá os seus colonos, o seu objectivo principal é forçar o surgimento de contradições entre os povos moçambicanos e português. Ao fazê-lo, o colonialismo vem dizer aos fazendeiros brancos que eles devem defender a sua terra contra os africanos, e ao mesmo tempo, cria na população africana um sentimento de ódio por aqueles que ocuparam as suas terras. Transformar a natureza da nossa guerra e colaborando na confusão sobre a identidade do inimigo, seria criar confusão sobre quem deve ser o alvo de nossas balas"

Samora Machel 1971, (nove anos depois de Eusébio se ter sagrado campeão europeu pelo Benfica) durante a guerra pela independência de Moçambique. O documentário "Camarada Presidente" lança um olhar sobre Machel, como ele conduziu o seu país à independência e deixou um respeitado legado de liderança. Não em Portugal, mas por todo o mundo anti-imperialista.



Para aprofundar o tema:
"Quem Matou Samora Machel?" de Álvaro B. Marques, Edit Ulmeiro, 1987
a resposta é clara: os mesmos que agora endeusam Eusébio.

sábado, janeiro 11, 2014

Congresso do CDS, ou seja, a Corrupção no ADN do Regime

os Cristãos expulsam a Alta Finança do Templo?

Esta troupe que invoca o santo nome do primeiro marxista no universo sobrenatural não tem nada a ver com as nossas origens, diz um fundador. Caga nisso. Reunida a arraia comum das Alimárias em Congresso e, a um nível mais elevado na hierarquia, as putas de serviço ao bordel em que se transformou o Estado rejubilam igualmente pela sua inopinada importância, passe a sua cagativa expressão eleitoral. Uma delas, a macaca prostituta líder de sacristia, qual Maria Madalena mexeriqueira e pecadora, encena-se com aquela conhecida pose de emproado galinho-da-India-de-telejornal. Nem sempre foi assim; implicado nas mais altas instâncias de traficâncias em nome do Estado, Paulo Portas, quando concluiu o frete no governo de Durão Barroso aos neoconservadores norte-americanos e à Alemanha, começou a andar um bocado aos papéis. No livro de António José Vilela, sobre os Segredos da Maçonaria Portuguesa, conta-se, entre outros, os "deliciosos" episódios de corrupção, negociatas e tráfico de influências que envolveram o tesoureiro do CDS, herdeiro do fascismo reciclado Abel Pinheiro, mais tarde convidado a dar a cara à Justiça e a ser "entalado" (em sentido figurado) para safar o Chefe. 
Levado ao colo pelo neoconservadorismo cavaquista instalado em Belém, como alternativa à direita da direita, as jogadas de Paulo Portas têm sido desde o primeiro momento a genuina imagem da corrupção que constitui o ADN do regime. Passando por cima dos antecedentes da personagem, o contrato celebrado com os alemães para a compra dos submarinos é viciado, contendo cláusulas dúbias deliberadas, que o então ministro da Defesa (dos seus interesses pessoais) sabia não irem ser cumpridos. Assim foi. Passando ao lado das "luvas" no negócio (pelas quais houve arguidos condenados na Alemanha) as contrapartidas prometidas como encomendas aos ENVC mais de 258 milhões ficaram por cumprir (40,8%). O valor do incumprimento é quase igual ao passivo dos ENVC do qual agora o "governo" se queixa - o que tem a ver com a propositada destruição do que resta da indústria naval em Portugal a favor da divisão internacional de trabalh* segundo os interesses da Alemanha. Pior que isso, um frete feito a uma empresa privada falida gerida por amigalhaços ... que foi a única a "apresentar proposta"
relacionado:

sexta-feira, janeiro 10, 2014

apalermar o Individuo, apagar a construção da Sociedade

"As leis do capitalismo, cegas e invisíveis para a maioria do povo, agem sobre o indivíduo sem que este tenha algum pensamento sobre o assunto. Um individuo vê apenas a vastidão de um horizonte aparentemente infinito diante dele. É assim que o cenário é pintado pelos propagandistas do capitalismo, que se propõem seja assimilada uma lição sobre as possibilidades de sucesso a cada individuo. A quantidade de pobreza gerada e o sofrimento necessário para o surgimento de um Rockefeller, e a quantidade de depravação que a acumulação de uma fortuna de tal magnitude implica, são deixados de fora da fotografia" (Che Guevara)

o Trabalh* será o Valor Máximo da nossa Dignidade

"Holocausto" - onde é que está o Willy, perdão, o Hitchcock?

A "descoberta" de mais uma fita restaurada (encenada) pelo realizador norte-americano especializado em filmes de terror e suspense, muito a condizer com o tema, é mais uma engenhosa treta inventada à moda de Hollywood que serve à vitimização dos "coitadinhos" Judeus Sionistas, tendo em vista legitimar perante a opinião pública o sistema de apartheid nazi aplicado na Palestina ocupada aos árabes.
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Quem visita, ou visitou até aqui, o Imperial Museum of War em Londres o que lá viu foi os excertos de filmes realizados pelas tropas britânicas quando libertaram o seu único campo de concentração: Bergen-Belsen, no norte da Alemanha. As imagens são horrorosas, na medida em que retratam dezenas de mortos pela epidemia de tifo que ali grassou, devido às condições degradadas originadas pelo colapso das tropas alemãs. É apenas isto, não venham para cá com invenções de "holocaustos" montados através da pós-produção de filmes utilizando os mesmos materiais originais por famosos. As imagens existentes (que o Museu vende selectivamente para diversos fins aprovados) são estas ... mas, igualmente em Bergen-Belsen, no mesmo local e à mesma hora, também as há de gente tão contente que não parece nada comovida com a sorte dos outros pretensos judeus "vitimas do holocausto" que alegadamente teriam existido exactamente no mesmo sitio.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Mapa da Evolução do Sionismo Global (1975-1991)

A Resolução 3379 da ONU votada a 10 de Novembro de 1975 decreta que "o Sionismo é uma forma de racismo e de discriminação racial", afirmando que “a cooperação e paz internacionais requerem [...] a eliminação do Sionismo". A Resolução foi aprovada por 72 votos a favor contra 35 (com 32 abstenções). O Portugal de 25 de Abril votou a favor, junto com a URSS e a República Popular da China, tendo os Estados Unidos votado contra. A decisão assentava na Resolução 77 da OUA que declarava que "o regime racista na Palestina ocupada e o regime racista no Zimbabwe e de apartheid na África do Sul têm uma origem imperialista comum, formando um todo e tendo a mesma estrutura racista e sendo organicamente ligados na sua política destinada à repressão da dignidade e integridade do ser humano (fonte)

Coincindindo mais ou menos com o golpe de Estado que desmantelou a União Soviética, a Resolução 3379 contra o Sionismo  foi revogada pela Resolução 4686 da mesma ONU em 16 de Dezembro de 1991, por exigência expressa de Israel como condição para a sua participação na Conferência de Paz de Madrid (1) sob o patrocinio do presidente dos EUA e ex-director da CIA George Herbert Bush, e consistia numa única linha, assim: "The General Assembly Decides to revoke the determination contained in its resolution 3379 (XXX) of 10 November 1975". Votaram a favor 111 paises, o Portugal de Cavaco Silva já incluido ao lado dos EUA e do arremedo da URSS de Gorbatchov. 13 paises abstiveram-se, a China e mais 14 paises não compareceram à sessão; 25 paises votaram contra, incluindo a Arábia Saudita. (fonte) 

(1) a Conferencia de Madrid foi uma entre as 18 "conferências de paz", levadas a cabo desde 1919, que não lograram produzir quaisquer resultados na modificação do regime vigente em Israel. Em Madrid os Sionistas negaram-se a reconhecer a OLP como interlocutora, de modo que os representantes palestinianos que foram enviados tiveram que participar integrados na delegação da Jordânia. (fonte)

Ver também: o Sionismo e a União Soviética http://pt.wikipedia.org/wiki/Sionologia

quarta-feira, janeiro 08, 2014

ondas gigantes, humanidade em perigo

"Este é, apesar de tudo, um mundo feliz; o Ar, a Terra, a Água, convivem numa deliciosa existência" (William Paley, "Natural Theology", 1809)
Jan-Bruegel, o Velho, 1615, "Vista do Paraiso e a preparação da entrada dos Animais para a Arca"
"Depois dos horrores do banquete de Licáon, Zeus (Júpiter) decidiu que toda a humanidade merecia morrer. Os outros deuses pensaram, cheios de ansiedade, nos seus templos e festivais. Quem asseguraria que o cheiro doce do sacrifício continuaria a elevar-se do Olimpo, não havendo seres humanos? Quem ficaria para adorar os deuses? Então Zeus prometeu que a raça humana não desapareceria completamente. Ele haveria de encontrar um modo de fazer surgir uma nova espécie de humanos, pessoas que consagrassem aos deuses o respeito que lhes é devido e honrassem todos os festivais com os rituais próprios" (in O Diluvio na Mitologia Grega)
"... fala-se de inundações em vez de chuvas torrenciais: uma divindade decide limpar a Terra de uma humanidade corrupta, ou imperfeita, e escolhe um homem bom aos seus olhos para construir uma arca para abrigar sua criação enquanto durasse a inundação. Na imaginativa crença judaica, Jeová estava disposto a acabar com toda a humanidade. Após um certo período, a água baixa, a arca fica encalhada numa montanha, os animais repovoam o planeta e os descendentes de tal homem geram todos os povos do mundo"
(in Narrativas da Treta)

terça-feira, janeiro 07, 2014

os Sionistas usam os genuinos Judeus como carneiros

Todos querem falar com Deus, mas o Céu está vazio 

o Sionismo leva cerca de 100 anos apenas da sua transformação de religião em nacionalismo e daí para o materialismo criado por judeus não religiosos que odeiam a religião. A razão porque usam o nome de Israel, a estrela de David e Salomão, usurpando, roubando a identidade do Judaismo e do povo Judeu, verifica-se pela tentativa de obter legitimação para a existência do seu fundamentalismo, de modo a fazer crer ao povo “oh, sim, foi Deus que nos deu esta missão”. E com isto criam o medo e intimam o povo a não falar sobre as suas acções, porque a quem o fizer, irão chamar-lhe anti-semíta, difamação que não pode andar mais longe da verdade (Rabi Ysroel Weiss)

ser soldado de Israel: uma vergonha para a Humanidade

No dia que o presidente dos EUA, Barack Obama chegou a Telavive, o exército israelita deteve um grupo de crianças a caminho da escola na cidade de Hebron. De acordo com uma organização de direitos humanos, algumas das crianças eram jovens de oito a dez anos de idade.
(fonte: Huffington Post)



os "Goyim (os não-Judeus) nasceram apenas para nos servir. Sem isso, eles não têm nenhum lugar no mundo, existem apenas para servir o Povo de Israel",
afirmou neste sábado em Jerusalem o rabi Ovadia Yosef, durante uma discussão pública sobre o tipo de trabalh* que os não-judeus estão autorizados a realizar durante o Shabat (…) "porque são necessários os gentios? eles vão trabalhar, vão arar, eles vão colher. Enquanto nós vamos nos sentar como uns Senhores e comer", disse em jeito de paródia.(…) "um gentio será como qualquer pessoa? eles morrem, mas Deus dá-lhes longevidade. Porquê? imagine que um burro iria morrer, o dono perderia o seu dinheiro. Enquanto vivo ele é o seu servo. É por isso que ele vive um certo tempo de vida, trabalhando e bem para nós judeus.". Concluindo, afirmou: “a vida dos Goyim precisa ser protegida, a fim de se evitar perdas financeiras significativas para os judeus”.

Yosef, 90 anos, é o líder espiritual do partido Shas e ex-chefe dos rabinos sefarditas de Israel. Uma gravação de áudio de algumas destas observações do rabino foi transmitida pelo Canal 10 de Israel. A Comissão dos Judeus Americanos (American Jewish Committee) condenou as declarações do rabino: “são abomináveis... e uma ofensa à dignidade humana e da igualdade humana", disse David Harris, Diretor Executivo do AJC. (fonte)

o verdadeiro holocausto nazi-sionista

segunda-feira, janeiro 06, 2014

a Revolução Russa de 1905

Cerca de 1905, por altura das primeiras grandes revoltas de operários na Rússia, o Czar Nicolau II era a 5ª maior fortuna jamais existente no mundo. Apenas quatro das maiores fortunas de sempre haviam superado a do Czar russo: o Mansa Mussa no século XIII, a família Rothschild a partir de 1744, e duas personalidades dos então emergentes Estados Unidos, John D. Rockefeller patrão da Standart Oil que no final do século XIX controlava 90% da produção de petróleo; e Andrew Carnegie, o todo poderoso magnata da indústria siderúrgica.

Peterhof, a residência de Verão do Czar
Antes da revolução de 1917, Nicolau II (1868-1918) é o riquíssimo herdeiro da tricentenária dinastia dos Romanov. Usa o titulo de Imperador à semelhança das mais ricas casas reais da Europa e a sua fortuna é estimada em 232 milhões de libras de ouro; é constituída por valores de diversa espécie. Uma ínfima parte está depositada em ouro nos bancos ingleses, suíços e novaiorquinos. Para além de um importante património próprio, as jóias da Coroa, a família imperial possuía quase todo o território da Crimeia, os faustosos palácios da autoria de famosos arquitectos europeus em São Petersburgo; uma colecção de obras de arte que ainda hoje preenchem por completo o gigantesco Museu Hermitage; a célebre colecção de “ovos” decorados a ouro e pedras preciosas encomendados ao joalheiro parisiense Fabergé. É sabido que os governos bolcheviques, em nome do povo, deitaram mão a tudo isto, quer dizer, ao que se encontrava em território nacional russo; já o maior mistério subsiste ainda hoje sobre a parte que se encontrava no estrangeiro. Sabe-se que, depois do governo revolucionário dos Sovietes se ter negado a pagar as dívidas contraídas em bancos ocidentais pelo Czar, durante a década de 1920, a começar pelo financiamento necessário para enfrentar a facção reaccionária que forçou a guerra civil, a maior parte das jóias foi vendida, acabando por ir engrossar a Coroa… da Grâ-Bretanha.

Em nenhum outro país da Europa se encontravam tão chocantes contrastes sociais. Nas cidades russas coexistiam par a par as bem iluminadas e luxuosas residências de banqueiros e magnatas industriais proprietários de enormes fábricas; enquanto nas aldeias afastadas dos centros urbanos as pessoas usavam sapatos tecidos em casa com serapilheira, cultivavam as suas courelas arrendadas com arados antiquados de madeira e faziam a colheita à mão com foices, entregando cerca de metade do que produziam aos proprietários das terras. Os monopólios, sempre em busca do lucro máximo, aproveitavam este sistema de servidão e atraso geral com a maior parte da população a viver na mais abjecta pobreza, para extraírem oportunidades ainda maiores para intensificar a exploração dos trabalhadores. A situação tornara-se insustentável. Surgiram jornais panfletários apelando à revolta – o Iskra (o Faisca). Nas cidades, os sectores mais conscientes do proletariado começaram a fazer greves de natureza política, e já não por razões pura e exclusivamente de ordem económica. Os camponeses adoptaram formas mais activas de protesto, tomando as suas terras pela força, em vez de se limitarem a apresentar petições.

No 2º Congresso do Partido Trabalhista Social-Democrata Russo, que se realizou em 1903, a ala mais à esquerda de Lenine conquistou a maioria dos votos assumindo a partir daí a designação de “bolchinstvo” (maioria=bolcheviques). Como primeiro objectivo, o Partido passou a inscrever no seu programa mínimo o derrube da autocracia czarista considerando como aliados todas as forças democráticas. Como programa a maior prazo, estabelecia-se a revolução socialista com o objectivo da tomada do poder pelos operários tendo em vista a modificação do Estado até à sua completa extinção, quando a sociedade já não estivesse dividida em classes sociais.

O descontentamento aumentou rapidamente depois do ainda maior agravamento das condições de vida após a derrota na Guerra Russo-Japonesa de 1904/5. Contudo, muitos operários, camponeses e populares mantinham ainda uma ingénua fé no Czar como “Pai do Povo”, e acreditavam que ele ignorava as condições em que viviam. Assim, durante uma das grandes greves levadas a cabo em Janeiro de 1905, uma enorme multidão de 150 mil trabalhadores marcharam em procissão até ao Palácio de Inverno, entoando o hino "Deus Salve o Czar", levando as suas bandeiras vermelhas e retratos do Czar para entregarem uma petição. Nicolau II, em vez de falar aos trabalhadores, partiu para o seu Palácio de Verão (nas fotos em cima à direita, Peterhof) deixando a capital entregue ao Alto Comando Militar. Ao passar na Rua dos Milionários a multidão foi emboscada e recebida com balas, mais de mil pessoas foram assassinadas e mais do dobro feridas.

O episódio ficou conhecido como o Domingo Sangrento. A noticia do massacre despertou uma amarga vaga de indignação entre os operários da Europa. Os comícios de solidariedade sucediam-se. Em Junho os marinheiros do couraçado Potemkin hastearam a bandeira vermelha dos revolucionários e navegaram até Odessa para apoiar uma greve geral. Em Outubro desse ano de 1905 nova greve geral envolveu cerca de 2 milhões de operários. O governo czarista venceria esta investida revolucionária, no que foi ajudado pelos países capitalistas ocidentais que fizeram ao Czar um grande empréstimo financeiro num momento crítico. A primeira revolução russa foi derrotada, mas o proletariado libertou-se das ilusões quanto ao papel patriarcal do Czar.

Uma grande guerra mundial depois, em que a burguesia russa se envolveu para defender a sua posição na cadeia de exploração entre potências, diria Lenine: “Sem o ensaio geral de 1905 a vitória da Revolução de Outubro de 1917 teria sido impossível



a Varshavyanka, uma canção tradicional dos operários polacos,
 transformou-se no hino da Revolução Russa de 1905

domingo, janeiro 05, 2014

Eusébio da Silva Ferreira (1942-1974), o homem que chorou por Portugal

A determinada altura diz o Pantera Negra em entrevista: “o Salazar mandou-me chamar, homenageou-me, pôs-me a medalha, aquelas coisas, e disse-me: “tu não poder sair daqui para jogar em qualquer outro lado do mundo, porque tu és património nacional” – e eu, (Eusébio faz o sinal de fecho eclair sobre os lábios) calei-me. Que mais poderia fazer?”

Um destes dias o Cavaco mandou chamar o Ronaldo e disse-lhe “vamos-te homenagear, só tu podes ser o património vivo que representa Portugal no mundo” – e ele, “sim está bem, está combinado”. Os tempos são outros. A jogar não digo, mas os deste tempo poderiam fazer qualquer coisa de melhor, não?
os resignados contribuintes portugueses esperam impacientemente 
que a malta dos partidos do Bloco Central de Interesses
os venham salvar do empobrecimento e da miséria
Depois da corrida eleitoral que levou nas autárquicas o PSd antecipou o Congresso para princípios de 2014; o CDs, após a fantochada Portas do Verão passado adiou "irrevogavelmente" o Congresso para finais de Janeiro de 2014. Quanto ao P"S", livra-te do que eventualmente virá dali - um pré-aviso diz que "acessar a este website pode danificar o seu computador" (conferir)

"Nós os social-democratas devemos desvendar os segredos do Czar e dos seus sanguinários cães de fila, partilhando o sofrimento do povo, devendo este saber tudo sobre o nosso partido, sobre os nossos matizes de opinião. Sem isso, sem a divulgação transparente do desenvolvimento do nosso programa e da nossa política, o povo continuará a dar atenção ao que os delegados aos congressos deste ou daquele partido do poder burguês vão arengando” (Lenine)



ps - o autor deste blogue não subcreve a expressão "os chineses da EDP" aqui utilizada pelo camarada Garcia Pereira. Por três ordens de razões, a saber: 1. Trata-se de um populismo que visa atingir determinado efeito mediático. No entanto, os comunistas têm a obrigação de explicar aquilo que dizem em concreto e de forma concisa, nunca recorrendo a expressões demagógicas. 2. "Os chineses" não podem ser alvo de diabolização, como um todo. Não existe "um povo chinês", mas sim diversos povos em diversas regiões da China que gozam de reconhecida autonomia. 3. A classe dirigente eleita em orgãos de soberania popular para dirigir a China, responsáveis por aceitar investimento estrangeiro em zonas especiais, reinvestindo esses capitais com valor acrescentado em trabalho em investimentos directos em empresas estrangeiras, não podem ser responsáveis pela alienação das acções do capital social de uma empresa estratégica nacional como a EDP. Essa responsabilidade cabe por inteiro aos Estado português e aos seus dirigentes, "eleitos" sob um véu de mentiras que lesam sobretudo os consumidores que os elegeram. Por fim, como disse o camarada Mao Tsé-Tung: "se um homem tiver durante a sua vida 80% de acções acertadas e meritórias, tem uma vida que mereceu a pena ter sido vivida" - o camarada Garcia Pereira está certo em tudo o resto, um bom bocado acima dos 80%.

sábado, janeiro 04, 2014

nada que seja irreversivel, a que historicamente não se vá dar a volta...

"Uma coisa, no entanto, é clara - A natureza não produz para os proprietários dinheiro ou mercadorias, e nada para todos os outros homens que nada possuem para além de sua própria força de trabalho. Esta relação não possui uma base natural, nem é a sua única base social, que é comum a todos os períodos históricos. É evidente que estas relações sociais são o resultado de um desenvolvimento histórico passado, o produto de muitas revoluções económicas, da extinção de toda uma série de formas mais antigas de produção social" (Karl Marx)


As dívidas da Grécia, da Irlanda, da Espanha e de Portugal foram as mais rentáveis para os credores, a nível mundial em 2013. Ao contrário, as dívidas de Alemanha, EUA e Grã-Bretanha tiveram rentabilidades negativas. A rentabilidade anual da dívida portuguesa foi de 9,62%.

sexta-feira, janeiro 03, 2014

como o mundo é pequeno…

Há poucas semanas a grande noticia mundial foi a revelação pela revista alemã “Focus” (reproduzida pela revista colombiana “la Semana”) de que num apartamento em Munique apareceram 1.500 obras de arte de grandes pintores como Picasso, Matisse, Chagall e Paul Klee. A origem desse tesouro foi a dos Nazis considerarem a pintura abstracta como “degenerada” e nesses termos a terem confiscado ao abrigo da kulturkampf. “A revista revelou que um homem-chave nesse processo foi Karl Buchholz, o fundador da livraria Buchholz em Bogotá na Colômbia. Acontece que antes da guerra Buchholz era uma figura importante no mundo da arte em Berlim e que, ao dar-se conta de que os quadros proibidos eram as obras mais quotizadas no resto do mundo, os comprava para os revender na sua galeria de New York. Quando o filão se esgotou mudou-se dos quadros (aparentemente) para os livros e veio viver para a Colômbia, onde veio a falecer em 1992”.

Numa primeira fase do tráfico de obras de arte é fácil perceber a razão da existência da Livraria Buchholz em Lisboa. Portugal na época da guerra era território seguro para refúgio de toda a espécie de traficantes, aristocratas, judeus ricos, dealers de armamento. Muitos, para além dos seus negócios de fachada, deixaram por cá entrepostos de interesses a gerir no futuro. Não será muito difícil inferir das razões na origem da mudança do traficante Buchholz de Lisboa para Bogotá. Outra revelação importante foi feita também recentemente. De todos os presidentes do Colômbia por décadas, culminando no fascista Álvaro Uribe de 2008 a 2010 (que na “oposição” continua a merecer as simpatias de 26% de uma das populações mais iletradas da América Latina), vieram agora a público provas irrefutáveis do seu envolvimento no tráfego de droga utilizando as estruturas do Estado, uns pózinhos de CIA e as forças paramilitares que combatem a guerrilha marxista no país.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

destruição criativa: a retoma da recessão

O historiador económico Nicholas Crafts publicou um importante estudo em que compara a crise na Zona Euro com a da Grande Depressão, concluindo que a situação atual é pior do que naquela época. No gráfico abaixo, publicado no site Vox, Crafts compara o crescimento do PIB na zona do euro com os do Bloco da libra Esterlina e os do Bloco do Ouro durante a Grande Depressão. Os países que permaneceram no padrão-ouro foram os que mais sofreram com os efeitos da crise durante o período de 1929-1938. Em contrapartida, o Reino Unido, que havia abandonado o padrão-ouro em 1931 e desvalorizou a libra libertou-se mais rapidamente da recessão.

Notas: O "sterling block" compreendia a Grã-Bretanha, a Dinamarca, a Suécia e Noruega, tendo qualquer um deles abandonado o "padrão ouro" e desvalorizado as suas moedas em Setembro de 1931. O "bloco ouro" compreendia a Bélgica, França, Itália, Holanda e Suiça, tendo todos estes países permanecido no "padrão ouro" até ao Outono de 1936, excepto a Bélgica que tinha saído antes, em Março de 1935.

Crafts em seguida, examina a situação na zona do euro. Afirma que a tentativa de recuperar o controle da dívida pública através da produção de excedentes terá um impacto muito negativo sobre o crescimento económico, continuando a manter os rácios de dívida em relação ao nível do PIB por muito tempo. "Dado que a criação e manutenção de superávits orçamentais necessários para eliminar a dívida dentro do actual paradigma não é um fim politicamente viável , o risco de novos defaults são os triviais ... As implicações dessa discussão são difíceis de aceitar. São tais que, sob o regime actual para resolver a crise, muitas economias da zona do euro estão condenados a um longo período de consolidação orçamental e de baixo crescimento. Para esses países, as regras do jogo em diferentes patamares de integração financeira , em particular, um outro tipo de Banco Central ( como os de 1950), iria melhorar a situação. Mas um BCE projectado para facilitar a vida dos devedores terá uma meta de inflação muito mais alta, ainda que mantendo as taxas de juros mais baixas por mais tempo e cancelando algumas dívidas . Obviamente, este não seria um Banco Central para períodos normais, ou um conceito que a Alemanha pudesse levar em linha de consideração , mas numa economia deprimida com um problema de dívida , poderia ser o mais apropriado. A linha de fractura implícita na zona euro é óbvia ", diz Crafts . Ele observa ainda que o cancelamento de um quarto das dívidas da Grécia, Irlanda , Portugal , Itália e Espanha custaria EUR 1,200 biliões de euros, e na ausência de regras fiscais apertadas para evitar uma repetição, seria acrescentar à crise das dividas soberanas um problema moral grave. (fonte)

quarta-feira, janeiro 01, 2014

o "bom ano" de Cavaco, o Impostor


a Múmia na primeira frase que escarrou televisivamente admitiu a sua função de miserável lacaio dos interesses dos bancos estrangeiros em Portugal: "No ano que agora começa em que as instituições internacionais pedem cada vez mais sacrifícios aos portugueses...". Lapidar.

Citações e Definições actualizadas para usar em 2014

"Pode uma pessoa com fome entrar em greve de fome? a não-violência é uma peça de teatro. Para exibir as nossas reivindicações é necessária uma plateia. Que podemos fazer quando não temos público? Apenas afirmar o direito de resistir à aniquilação" (Arundhati Roy)

"nós comunistas somos todos homens mortos usufruindo uma licença precária de vida. Disso estou plenamente consciente" (Eugen Levine, 1883-1919)

"O objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os outros partidos proletários: a formação do proletariado como classe social, com o objectivo de derrubar a supremacia burguesa e conquistar o poder político para o proletariado" (Manifesto Comunista, 1848)

"Os advogados do Capitalismo estão sempre muito aptos a apelar para os sagrados principios da Liberdade, os quais se podem resumir numa máxima: os afortunados não podem ser restringidos no exercicio da tirania sobre os desafortunados" (Bertrand Russel)

"É uma coisa natural que, em cada luta, se assume o desafio e se corre o risco de sermos derrotados, mas essa será uma razão pela qual nos devemos confessar derrotados e submeter-nos ao jugo sem empunhar a espada?" (Frederick Engels)

Louis XVI é corrido de cena, sob o olhar meio sério meio divertido dos guardas de revolução, a aflição da família temerosa do fim de uma rica vida e a perplexidade do frade de cruz em punho (Gravura de 1793)
Então bom ano a todos os que colocarem qualquer coisa de semelhante a esta perspectiva de acção no seu horizonte

terça-feira, dezembro 31, 2013

a terceira via

No último dia do ano velho, é da tradição deitar fora tudo o que não presta

"Existem dois" reinos de terror ": o assassinato forjado na paixão a quente; o outro sem coração, a sangue frio; o primeiro dura uns poucos meses, o outro dura mil anos; um causa a morte a dez mil pessoas, o outro mata uma centena de milhar, mas os nossos medos vão todos para os "horrores" do menor terror, o terror momentâneo, por assim dizer. E o que é o horror da morte rápida pela guilhotina, em comparação com a morte lenta ao longo de anos da vida de fome, frio, insultos e crueldade praticada a sangue frio? Um cemitério de uma qualquer cidade poderia ser preenchido pelos caixões daquele breve Terror que todos nós temos sido tão diligentemente ensinados a temer e lamentar; mas toda a França não poderia conter os caixões cheios pelas vítimas que o terror mais doloroso, indizivelmente mais amargo e terrível, mais velho e real, que nenhum de nós foi ensinado a ver em toda a sua vastidão ou piedade como ele merece ser visto" (Mark Twain). Existe uma terceira via, sem dúvida mais dramática para todos os que espalham o terror