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terça-feira, junho 30, 2015

NÃO PAGAMOS!

 A palavra de ordem, expressa há mais de 3 anos pelo Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP) está na ordem do dia na Grécia pela acção de um Governo Democrático e Patriótico. Apoiada por uma ampla maioria do povo, a recusa em pagar uma Divida ilegal, ilegitima e odiosa, ganha importância ao falar verdade e conquistar cada vez mais adeptos para a causa da retoma da soberania do país. E é esta prática que faz toda a diferença dos defuntos partidos social-fascistas - os metafisicos "comunistas" do KKE não apoiam o governo do Syriza, uma Coligação que integra um pequeno partido marxista-leninista-maoista. Este é o caminho, tanto na Grécia como em Portugal, o Povo vencerá!

OXI (Não!) uma nova palavra no léxico europeu: é a resposta de cidadãos livres ao boicote, chantagem e ultimato": dezenas de milhar de pessoas ontem à noite em Atenas e Salónica proclamaram a não sujeição do povo grego a pagar uma divida eterna aos especuladores que dirigem o sistema bancário internacional.
 os ratos sonham com um amanhã mais radioso
Os cidadãos gregos que rejeitem a proposta dos credores deverão pôr uma cruz no "Não aprovamos/Não". Os cidadãos que estejam de acordo votam no "Aprovamos/Sim".  Entretanto todas as forças mais reaccionárias da Europa já começaram a campanha pelo Sim. Se a questão de decidir soberanamente competia apenas aos gregos, rapidamente a U"nião Europeia" se intrometeu de novo na politica interna de um Estado membro fazendo da questão do saqueio bancário um referendo sobre o Euro. Quando o Euro foi lançado em 2001 valia 1,3 dólares, hoje vale 0,89, uma desvalorização de mais de 40 por cento, enquanto a nova moeda provocou uma alta generalizada dos preços, inflação ocultada nas contas oficiais. Há vantagem em continuar a pertencer ao Euro? só para os parasitas (1) que não vivem do seu trabalho. Segundo as primeiras sondagens/manipulação, estas induzem a fazer crer que votarão "Sim" a favor do acordo de continuação da exploração entre 47 a 57 por cento. Contra o acordo/ultimato apenas 33 por cento (GreekReporter) 

(1) "Risco da Dívida de países periféricos está a ser gravemente afectado pela instabilidade vivida na Grécia. Os custos relacionados com ‘credit default swaps, uma espécie de seguros contra eventuais incumprimentos por parte de Portugal, (aliás sob investigação criminal) aumentaram quase 20 por cento para 197,87 pontos base, o maior aumento na Europa" (fonte)

a realidade não existe (pelo menos nos videojogos)

A estranha semelhança com o trágico acontecimento do ataque aos turistas assassinados a sangue frio na estância balnear da Tunisia demonstra que os jogos de vídeo como o GTA são instrumentos de treino online para a guerra. As vítimas são as nossas crianças que banalizam as mortes e os assassinatos em massa.



Tunimedia Net 28 de Junho de 2015

segunda-feira, junho 29, 2015

Derrube da democracia na Grécia é Invasão Financeira similar ao ataque militar ao Iraque em 2004

A crise grega é a ultrapassagem da linha vermelha de culpa do governo de Portugal sobre o futuro da Eurozona. Nenhum líder europeu manifestou mais desprezo sobre as aspirações radicais do governo liderado pelo Syriza em Atenas do que o primeiro-ministro de Portugal. Passos Coelho rejeitou a oferta do Syriza para reescrever as regras sobre o reembolso da dívida e as condições de resgate como um "conto de fadas" e declara-se severamente contra qualquer desvio do programa de reforma da Grécia ou re-estruturação dos passivos de dívida. Mas a sua posição de "durão" está sob ataque em casa - com os criticos expondo a profunda divisão na sociedade portuguesa sobre o futuro da zona euro" (Financial Times) 

Em qualquer casa asseada o lixo é posto à porta da rua no dia anterior à noite. Não foi o caso da Antena1 de hoje, que nos fez acordar ao som do malcheiroso Rangel Psd/UE deveras lacrimoso perorando sobre "a aflição daquela pobre gente, (basta olhar para a expressão sombria dos gregos), ao se depararem com os bancos fechados e com as filas para as caixas de multibanco onde só podem levantar 60 euros" - este idiota está a falar para quem? 60 euros por dia durante um mês dá 1.800 euros. No caso de um casal ambos podem proceder a um levantamento desse valor, o que perfaz 3.600 euros mensais. Quantos portugueses, excepção feita aos que andam a chular a "europa" se podem gabar de ter um tal rendimento?

Se a Grécia cair, Portugal é o próximo - alerta mais uma vez o Financial Times. Como sempre, o lixo-governativo PSD/CDS de Passos "Coelho está do lado errado, do lado dos que querem que a Grécia caia, e com ela Portugal (...) 
Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, chegou mesmo a usar o caso português como uma prova de que os programas de ajustamento resultam.". (Espesso)

sábado, junho 27, 2015

há petróleo na Grécia

A noticia é de Março de 2012: "A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris. Este facto é conhecido pela Troika constituida pelo FMI, UE e BCE desde 2010" e também (1) pelo Consórcio multinacional petrolifero Noble Energy (de cujo lobby em Washington faz parte Bill Clinton, cuja cara metade é candidata a presidente (William Engdahl)
 
uma das análises mais escorreitas lidas por aí: 
"No braço-de-ferro, em curso, entre a Grécia e a União Europeia alguém se esqueceu de duas coisas:
1.ª Yanis Varoufakis, o Ministro das Finanças da Grécia, é especialista em Teoria dos Jogos.
2.ª Embora a Grécia seja um Mini e a União Europeia seja um Camião TIR por trás do Mini estão dois Camião TIR, um dos quais maior do que a União Europeia.
Se o Syriza ganhar o referendo a Grécia sai do Euro, e o mais que se verá, por explícita decisão do Povo Grego. Se o Syriza perder o referendo o seu Governo demite-se para não ter de aplicar um programa de que discorda. Em qualquer dos casos a União Europeia fica em péssima situação".... e aí vem o FMI eagrava o boicote dizendo que o "Referendo" será irrelevante a partir da próxima terça-feira, data em que termina o resgate sem que a UE tenha disponibilizado todas as verbas contratadas.  (BBC)

(1) De acordo com Aristóteles Vassilakis, um analista grego da área da energia os "inquéritos já realizados mediram a quantidade estimada de gás natural, podendo esta atingir o valor de cerca de nove trilhões de dólares (…) Mesmo que apenas uma fracção venha no imediato a estar disponível, isso irá transformar as finanças da Grécia e de toda a região”. David Hynes da Universidade de Tulane, outro especialista em petróleo, disse em Atenas recentemente que a Grécia pode potencialmente resolver toda a crise da dívida pública através do desenvolvimento das suas recém-descobertas reservas de gás e petróleo (estima-se que estas poderiam trazer ao país mais de 302 biliões de euros durante mais de 25 anos.

sexta-feira, junho 26, 2015

Grécia: Muita precipitação daqueles que últimos dias davam como certa e anunciavam a capitulação do Syriza...

"Quem está aterrado e desesperado, completamente desorientado a rosnar ameaças a torto e a direito, é a Alemanha, porque a Alemanha é o grande beneficiário da União Europeia" (Garcia Pereira)

“ a verdadeira razão pela qual o governo grego irrita uma parte significativa dos políticos (portugueses e europeus) é esta: o primeiro ministro grego diz, depois de eleito, o mesmo que dizia antes. O que é inédito e inadmissível para todos estes vira-casacas” (Paulo Morais)

Os principios da fundação da União Europeia são a democracia, solidariedade, igualdade e respeito mútuo. Estes principios não podem ser baseados em chantagens e ultimatos. E especialmente nestes tempos cruciais, ninguém tem o direito de pôr em perigo estes principios" (Alexis Tsipras) 

o Syriza é uma coligação de esquerda eleita pela classe média, que tem vindo a ser abruptamente proletarizada e acredita poder recuperar o seu estatuto anterior; do que é que estavam à espera ? de alguma "revolução proletária" num pais onde praticamente não existe classe operária? A decisão desta sexta-feira de convocar um referendo sobre a permanência ou saída do euro é absolutamente correcta e democrática, lançando um debate na Europa que até aqui estava inviabilizado pela inexistência de um governo de iniciativa popular que tomasse a decisão. "Somos obrigados a responder a um ultimato baseando-nos na vontade soberana do povo" disse Tsipras

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 a ler: 

quinta-feira, junho 25, 2015

fica claro: para a Europa Neoliberal já nem a social-democracia é admissivel

... quando se junta a dívida do Estado à das famílias e empresas, Portugal é o país com saldo mais negativo da Zona Euro, à frente até da Grécia. Para aumentar as preocupações, a aproximação das eleições legislativas está a levantar muitas dúvidas. A possível vitória do PS é vista com um “travão à austeridade”, que poderá levar à bancarrota “até ao Natal”. “Portugal é uma bomba-relógio prestes a explodir”, afirma Mathew Lynn, antes de concluir: “A maior parte das pessoas acham que o centro da crise da Zona Euro está em Atenas, mas a verdade é que poderá estar também em Lisboa (fonte)

Em tempo, Alexis Tsipras acusou Portugal e Espanha de formarem um "eixo contra Atenas" que tentou "derrubar o governo do Syriza" e fazer fracassar as negociações com o Eurogrupo sobre a dívida grega (fonte)  A contraproposta entregue pelos credores ao governo grego, é muito semelhante à que Atenas rejeitou no início do mês: mais cortes nas pensões, aumento imediato do IVA e da idade de reforma. (InfoGrécia)  E além do mais e principalmente, o sr. Wolfgang Schäuble rejeita a proposta de aumento da carga fiscal sobre os maiores rendimentos - ao rejeitar isto deu-se um passo para trás, diz ele.
Com um boicote que dura faz 5 meses, estão a ser rejeitadas proposta que nunca o foram com os outros paises europeus em crise. Com esta chantagem o objectivo é claro: modificar ou fazer implodir o Syriza ou forçá-lo a abandonar poder. (Andreas Karitzis)

quarta-feira, junho 24, 2015

Sobre a vaga de refugiados no Mediterrâneo

Este é um depoimento de quando al-Gaddafi advertiu contra o que está a acontecer hoje na Líbia, enquanto os meios de desinformação vendidos ao Sionismo o acusavam de louco e viciado em drogas - Muammar al-Gadaffi era um visionário, a começar pela ideia da "inconveniente revolução verde", que lutou contra os interesses do Império ao pretender transformar a Libia num país neo-colonizado, usando entre outras tácticas as crenças estupidificadoras do povo como a do Masih ad-Dajjal (o Messias impostor) e sempre se recusou a ter um Banco Central subserviente da rede internacional de bancos sionistas. Sabemos hoje quem são os tolos e viciados!



posted by Mohamed Lavaky on Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

terça-feira, junho 23, 2015

a Geoestratégia e a "Traição" do Syriza à inexistente "Classe Operária" grega

Havia (e persiste) algum espanto sobre a forma como os Media estava (estão) a conseguir calar o papel fundamental que os EUA e a NATO desempenham no xadrês grego! O ultimato de ontem dos Estados Unidos às duas partes, Grécia em perigo de default, União Europeia à beira da desagregação, conduz a intuir que existe uma força "oculta" nas negociações.

Era mais que evidente que a questão da Grécia é também (talvez fundamentalmente) geoestratégica, desde os primeiros dias do boicote da UE à Grécia e a primeira viagem do Tsipras à Rússia. Essa é uma vitória que ninguém tira ao Syriza: ter transformado um caso que se tentava passar à opinião pública por apenas económico, num caso geopolítico. A medida da influência norte-americana é a medida exacta que vai do valor virtual do Dólar (quem interveio foi Janet Yellen da FED) para o Euro (como moeda subsidiária do dólar) e para o Dracma (alinhado na nova formação asiática China-Russia-Irão-India). Sem dúvida, é um bicho de sete cabeças para todo o Ocidente liderado pelos warmongers do Pentágono/Nato... e é aí que entra a Grécia, como um país da Nato (como aliás a vizinha Turquia) numa situação complexa que pode acabar num conflito armado, mais uma vez em solo europeu. E a saída pelo keynesianismo militar é aquilo que os EUA melhor sabem produzir para sair de uma crise que é global.

No Ocidente, é criminoso que os povos que sofrem com a crise provocada pelos especuladores tenham que pagar a factura. No caso da Grécia, a avaliar pelos últimos rumores, irão verificar-se "novas concessões" de cortes de 8 mil milhões de euros (um valor decerto compensado pelo Complexo-Politico-Militar norte-americano para garantir a permanência da Grécia na NATO). Não há portanto concessão alguma, há um ganho de tempo que é precioso (1); e ainda assim no rascunho de Acordo a proposta grega inclui a subida do salário mínimo contrabalançada com um aumento de impostos sobre LUCROS, RENDIMENTOS ALTOS e ARTIGOS DE LUXO. Apresentada ontem de manhã aos parceiros envolvidos nas conversações essa proposta prevê o restabelecimento da contratação colectiva. Estabelece que as empresas com lucros líquidos superiores a 500 mil euros por ano paguem uma sobretaxa de 12%, a somar à taxa regular. É proposta a introdução de um imposto sobre artigos de luxo como automóveis com mais de 2.500 de cilindrada, piscinas ou aviões privados. A introdução de sobretaxas sobre os rendimentos é outras das propostas que inclui uma sobretaxa de 0,7% logo a partir dos rendimentos anuais superiores a 12 mil euros; de 1,4% para os salários superiores a 20 mil euros por ano; de 2% para os salários superiores a 30 mil euros; de 4% para aqueles salários que superem os 50 mil euros anuais; de 6% para os rendimentos superiores a 100 mil euros; e ainda uma sobretaxa para os salários superiores a 50 mil euros por ano" (Jornal de Negócios)
70% da população prefere pagar mais para permanecer no Euro
Unicamente sobre a parte económca comenta Francisco Louçã: "os detalhes do acordo esboçado ontem entre o governo grego e a troika começam a emergir. No entanto, não há ainda uma informação completa sobre as condições propostas (e ainda não foram encerradas as discussões). Não sabemos por exemplo qual é o montante do empréstimo e que necessidades de financiamento ficam cobertas. Só sabemos o custo orçamental, oito mil milhões de euros em medidas de austeridade. Mas, sobretudo, não sabemos se há ou não uma nova abordagem da reestruturação da dívida. Fontes oficiais francesas sugeriam ontem que pode haver, mas não há confirmação nem grega nem alemã. Isso faz toda a diferença. Para um bom acordo, a Grécia só pode sair do inferno com uma reestruturação substancial da dívida. (Blogue/noPublico)

(1) Discriminada e resumidamente: as propostas do SYRIZA aos Credores da Dívida contraída pelos últimos governos

segunda-feira, junho 22, 2015

faites vos jeux monsieurs, rien ne va plus

Mais concessões: Grécia endurecerá as condições de reforma antecipada, porém insiste em negar mais cortes nas pensões, aumentos no IVA e mais alterações ao Código de Trabalho. Sondagem aumenta para 47,5 por cento o apoio dos gregos ao governo da Coligação de Esquerda Syriza. Alemanha, na pessoa do ministro das finanças Wolfgang Schäuble insiste em mais cortes (InfoLibre)
por contraste

o Domínio dos Monopólios e a sua fusão com o aparelho de Estado

o Capitalismo monopolista de Estado pode assumir diferenças consoante a natureza das classes que dominem a sociedade. Ou que pareçam dominar quando assessorado por grupos  a troco de algumas insignificantes migalhas do Poder.
ó pá, eu sou candidato, vem votar em mim
A contradição Povo-Monopólios pode contudo suscitar, sem que disso haja consciência, uma aliança de classes em luta por um capital não-monopolista numa democracia avançada do ponto de vista burguês conduzido pela diplomacia política do capital monopolista. As formas e o ritmo do processo de concentração, expresso nas formas de persistência de capital não monopolista, constituem frequentemente simples medidas estratégias que servem os interesses políticos do capital monopolista, assegurando a sua hegemonia política sobre a burguesia como totalidade e mantendo a coesão política do bloco do poder face à classe operária e aos trabalhadores do sector produtivo. O capital monopolista significa os empreendimentos dominantes em certos ramos-chave da produção. Deste modo o bloco dirigente, alargado a esses grupos da intelectualidade pequeno-burguesa, é controlado pelo capital monopolista.

sábado, junho 20, 2015

o Minotauro e a Cabra, um conto para Adultos

Não há acordo para a Grécia. "Só podemos chegar a um acordo com diálogo e o que temos tido é pouco diálogo. Acho que temos de recomeçar um diálogo, mas com adultos na sala", afirmou Christine Lagarde à saída da última reunião. Segundo o correspondente em Bruxelas do "El Mundo" Lagarde cumprimentou Varoufakis com um "a criminosa-chefe vem dizer olá", numa clara alusão ao facto de o Parlamento da Grécia ter apontado haver “indícios de criminalidade” no processo de endividamento imposto pelo FMI aos anteriores governos gregos liderados por corruptos - a Grécia tem portanto o direito legal de pedir o cancelamento da dívida.

Esta é a mesma Lagarde (Adulta/adúltera ideológica) que escreveu ao antigo presidente Sarkozy: “Utiliza-me como te convier” segundo divulgou o LeMonde no âmbito do chamado "escândalo Tapie" em que é suspeita de cumplicidade no desvio de fundos públicos quando era ministra das Finanças para apoiar a eleição de Sarkozy. Mas a agora já bem adulta directora do FMI, “a ser utilizada” em tribunal desde 2014, recusa demitir-se.
Fait-divers da “justiça” neoliberal aparte, passando por cima da treta dos cofres cheios, da almofada da ministra cheias de notas do BCE, das garantias de Coelho que não há azar, do Cavaco defensor que Portugal está protegido e outros pândegos, Janet Yellen, a directora da Reserva Federal norte-americana veio imediatamente avisar que se a Grécia for forçada pela UE como gestora dos credores a entrar em bancarrota “haverá graves perturbações nos mercados financeiros e na economia global. (só a Banca alemã e francesa perderiam cerca de 160 mil milhões de euros e, obviamente, o "cliente"). "O que teria sem dúvida repercussões para os Estados Unidos afectando igualmente as nossas perspectivas”. De domínio imperialista, esqueceu-se ela de acrescentar. (The Guardian)

O ministro das Finanças grego, a quem esta escumalha do directório europeu e seus modestos latrineiros nacionais ousam desafiar intelectualmente, é um dos poucos académicos que apontou em tempo o Dólar, quando "nasceu como 'Minotauro Global' (1) no pós guerra como moeda hegemónica mundial e os especuladores de Wall Street com rédea solta desde a década de 70 como estando na origem da actual crise (2008-2011-2015)

O livro tem 4 anos de editado, mas está mais actual que nunca. A edição portuguesa, só publicada em Junho de 2015, é dificil de ver, anda sempre na última prateleira de baixo ao rés-do-chão. Ainda assim, mesmo que descoberto, repare-se na limpeza gráfica com que se torna o assunto abstracto, comparando com o grafismo esclarecer de uma qualquer edição estrangeira.

(1) O site "Resistir.Info" publicou em 2011 uma resenha do livro com o título "Uma fábula para os nossos tempos" e outro esclarecedor artigo em 2013 da autoria de David Laibman intitulado "O fim do Minotauro e a Bancorruptocracia". Ambos os textos são deveras esclarecedores, principalmente para os ortodoxos que andam por aí a bramar contra "a traição do Syriza"

sexta-feira, junho 19, 2015

«O Estado dos direitos e a situação da Justiça em Portugal»

Os advogados João Araújo (tornado mediático pela defesa no caso Sócrates) e Garcia Pereira, líder do PCTP/MRPP, e ainda Miguel Prata Roque, académico e ex-assessor do Gabinete de Juízes do Tribunal Constitucional, são os convidados do debate sobre «O Estado dos direitos e a situação da Justiça em Portugal», marcado para esta sexta-feira, dia 19 de Junho, às 21h30, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António. O debate insere-se no ciclo promovido pelo Fórum «Refundar a República», e tem como meta encontrar soluções para repensar o funcionamento das instituições e da Democracia. (Sul Informação)

Como é natural que o edil anfitrião do evento, Luis Gomes, presidente da Câmara Municipal PSD de Vila Real de Santo António, apareça para se misturar com as questões de justiça, até porque é a contraparte do doutor Garcia Pereira no debate semanal no canal ETV e para que conste, saiba-se que o militante PSD Luis Gomes também apareceu ontem a ilustrar a noticia de que Passos Coelho e Vitor Gaspar pagaram subsídio de férias a 1454 "boys" quando os cortes na função pública já tinham sido feitos. Afinal, o roubo do subsídio de férias aos funcionários públicos não foi para toda a gente: quase 1500 nomeados pelo Governo tiveram direito a recebê-lo. O número é dez vezes superior ao que tinha sido então comunicado pelo gabinete de Passos Coelho à comunicação social. A imagem demonstrativa de vibrante euforia face ao mentiroso primeiro-ministro é da famigerada Festa do Pontal do ano passado. Parabéns ao sr. Presidente Luis Gomes pela sua simpatia e que venha a haver Justiça.

o dr. Luis Gomes Soromenho é um personagem deveras peculiar; 
aqui faz parte da pandilha desgovernante e depois 
vai para Cuba dar vivas à Revolução social
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quinta-feira, junho 18, 2015

O Syriza não tem legitimidade para sair do Euro? que legitimidade houve quando enfiaram os povos periféricos com economias débeis numa moeda forte como é o Euro?

Aquilo que era uma Dívida da Banca foi transformada em Dívida soberana dos Estados para o povo pagar. É essa Dívida fraudulenta (1) que justifica todos os roubos que andam a ser feitos.
Da justeja das posições que têm vindo a ser tomadas pelo Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado: Garcia Pereira e a actual Situação Grega e Privatização da TAP.

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(1) Francisco Louçã, o economista e ex-dirigente do Bloco de Esquerda esteve em Atenas a convite do parlamento grego para participar na sessão da Comissão de Auditoria e Verdade sobre a Dívida Grega(Esquerda.net)
Resumo dos nove capítulos do relatório preliminar da Comissão de Auditoria - o documento completo será publicado hoje, à hora em que o Eurogrupo estará reunido no Luxemburgo (InfoGrécia)

o FMI treinou jornalistas gregos em Washington para escrever artigos de "spin" favoráveis à Troika

quarta-feira, junho 17, 2015

Grécia: Parlamento declara a Divida à troika "Ilegal, Ilegítima e Odiosa"

Invocando a dignidade da Cidadania e o interesse Comum do Povo Grego, a Comissão do Parlamento grego de Auditoria á Divida imposta pela Troika acaba de declarar essa divida "ilegal e ilegítima odiosa". Para a Coligação de Esquerda no governo, a dignidade das pessoas vale mais do que uma qualquer imposição de especuladores exigindo pagamentos insustentáveis sobre uma divida que deve ser sujeita a investigação criminal:

"Tendo concluído uma investigação preliminar, a Comissão considera que a Grécia tem sido e ainda é vítima de um ataque premeditado e organizado pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia. Esta missão violenta, ilegal e imoral visou exclusivamente a mudança de dívida privada para o sector público do Estado. Estando este relatório preliminar à disposição das autoridades gregas e do povo grego, o Comité considera ter cumprido a primeira parte de sua missão, tal como definido na decisão do presidente do Parlamento de 4 de Abril de 2015. O Comité espera que o relatório seja um ferramenta útil para aqueles que querem sair da lógica destrutiva de austeridade e defender o que está em perigo hoje: os direitos humanos, a democracia, a dignidade das pessoas, e o futuro das gerações vindouras. Em resposta àqueles que impõem medidas injustas, o povo grego pode invocar o que Tucídides mencionou sobre a Constituição do povo de Atenas: "Quanto ao nome, é chamada de Democracia, para a administração deve ser executada com o objectivo dos interesses de muitos, não de uns poucos” (Péricles, "Oração Fúnebre”, do discurso de Tucídides sobre a História da Guerra do Peloponeso)” (noticia original)
 

terça-feira, junho 16, 2015

Estado Islâmico: a evasiva como justificação da tanga

a noticia do dia é que a cidade fronteiriça Tall Abyad ocupada pelo alegado Estado Islâmico" foi recuperada por forças das milicias populares curdas junto à fronteira com a Turquia. Foram feitos prisioneiros e milhares de pessoas estão mais uma vez em fuga, entre eles potenciais jihadistas. Todo este espectáculo faz parte do filme de terror para envolver a Turquia no esquema (com o medo da perda de milhões de turistas perante a ameaça do ISIS). Neste cenário, alguns jornalistas interpelam o Governador da região turca (de Şanlıurfa) colocando-lhe questões sensiveis sobre onde se encontram os detidos do ISIS que ninguém viu. Onde estão presos esses membros do ISIS? Existem baixas de jihadistas em Tall Abyad? Quem são os civis que lá estavam agora em fuga? e fogem de quem e de quê?- (respondeste tu? assim respondeu ele
Na sequência da cena os jornalistas são detidos...as autoridades dizem que foi apenas para identificação (não fossem eles também "jihadistas") e logo libertados


"Revolution News on Terça-feira, 16 de Junho de 2015

segunda-feira, junho 15, 2015

perderam-se (e ainda bem) os "bons velhos tempos", quando os Estados Unidos ainda procuravam esconder a sua vasta criminalidade

Obama, o caniche imperialista dos banqueiros belicistas, o sanguinário e falso nobel da paz, tinha pedido carta branca ao Senado para fazer a guerra! e aí vai ela de vento em popa, repleta de operações encobertas. É o próprio Departamento de Estado que vem agora confirmar oficialmente que os EUA armaram, treinaram e financiaram  primeiro a inexistente al-Qaeda no Iraque de Bush para tentar derrubar o regime na Siria e treinam agora os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e da Siria, ISIS, ao serviço da ideia do "grande Israel" (NewsWire)
 
A criação do autodenominado "Estado Islâmico da Síria e do Levante" (ISIS)  por parte dos Estados Unidos, passou por três etapas: A destruição de regimes seculares do Iraque de Saddam Hussein, que era corrupto mas estabilizador e agora da Síria com o apoio aos fundamentalistas sunitas contra Assad...  Até à invasão de 2004 com o governo de Saddam não havia Al Qaeda no Iraque e o Estado Islâmico está enraizado precisamente na Al- Qaeda. A terceira etapa da formação do Estado Islâmico veio quando o governo dos Estados Unidos juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia se organizaram para financiar e apoiar os rebeldes na Síria", que já era um "pré-Estado Islâmico". A Arábia Saudita, professa como fé principal o Wahhabismo, uma das versões mais "virulentas e agressivamente anti-ocidentais" do Islão. Isso explica porque 15 dos 19 sequestradores terroristas do 11 de Setembro de 2001, eram sauditas assim como é essa a ascendência do próprio líder da Al Qaeda, o famoso e sempre útil até ser deitado ao lixo Osama bin Laden.

porque é que estes "Terroristas" nunca tencionaram atacar nem atacam Israel? porque estes grupos de "terroristas" existem para beneficio futuro de Israel
"nós Israelitas somo o povo escolhido por Deus, seus asquerosos goyim" - então e nós, "é suposto morrermos por estes gajos?"

domingo, junho 14, 2015

O FMI está sob suspeita de estar a dificultar o acordo com a Grécia. Cortes na Defesa (na NATO) para salvar pensões? “Nem pensar!”, teria sido o recado enviado pelo FMI.
A Comissão de Auditoria à Dívida em curso na Grécia divulgou agora que o FMI sabia antecipadamente que o Memorando da Troica ia aumentar a dívida. Segundo um documento do FMI, datado de março de 2010, onde se detalha a programação das medidas do Memorando. Esse documento nunca foi apresentado ao parlamento grego nem aos parlamentos dos 14 países europeus que emprestaram dinheiro à Grécia. Antes da meia hora que durou o encontro deste domingo, o governo grego já tinha feito saber que os pontos da discórdia no que toca as finanças públicas são o corte de 1800 milhões nas pensões e a subida de 1800 milhões com aumentos do IVA. Ou seja, 3.600 milhões de euros por ano. Mas um porta-voz da Comissão Europeia falou, manipulando os dados, numa diferença de 2 mil milhões anuais em cortes exigidos pelos credores, que não aceitam as alternativas propostas pela Grécia. Atenas repete que não assinará nenhum acordo que preveja mais cortes de salários e pensões ou do IVA da electricidade e produtos essenciais. “Não queremos mais medidas recessivas que comprometam o crescimento. Essa experiência já durou que chegue” (Infogrécia)

Obviamente, o FMI quer mais sacrifícios do povo para garantir juros usurários aos ricos. Em Portugal o FMI quer mais cortes na despesa pública, o que funciona como recado para a era pós eleições legislativas, tanto para o PSD/CDS como para o PS. Face a uma dívida impagável, em Portugal não existe negociação alguma sobre isto; na Grécia quem irá decidir o destino do Estado social na Europa é uma instituição que não representa nenhum país? - “Só faz sentido negociar se houver solução para a dívida (…) o apoio popular é a maior arma nas negociações” diz Alexis Tsipras.
E nós portugueses? Vamos continuar a eleger deputados de partidos vendidos ao FMI?

"Caiam na realidade", disse Tsipras para as instituições que defendem os credores (BBC) - o FMI e as outras Instituições que patrocinaram o saque na Grécia nestes últimos anos, não têm o direito de enterrar a Democracia europeia... e logo no sítio onde ela nasceu (Change4all) O que se segue para a Grécia? parte da alternativa poderá ser seguir este caminho: a Desdolarização é levada muito a sério pela Federação Russa (Rede Castor). Tsipras esta semana em Moscovo para firmar novos acordos na área da energia que abastece a Europa Central (RussiaToday). Grécia investirá 2 mil milhões de euros no novo oleaduto russo através da Turquia (RússiaToday)

"Wolfgand Münchau, editor do Financial Times, defende que a Grécia só tem em ganhar ao recusar um novo programa de austeridade proposto pelos credores. Se a Grécia entrar em default, Merkel e Hollande sózinhos podem perder cerca de 160 mil milhões de euros. Poderão vir a ser recordados como “os maiores perdedores financeiros da história”, avisa" (Esquerda.Net)

Linhas Vermelhas: Supremo Tribunal da Grécia declarou inconstitucionais cortes nas pensões desde 2012, valores que devem ser devolvidos (KeepTalkingGreece)

sábado, junho 13, 2015

a transformação da Classe Operária explicada em 3 minutos

que quantidade de Trabalho "operário" é incorporado hoje em dia em relação ao processo industrial clássico?, por exemplo, na construção de um Boeing? (ou na robotização na indústria automóvel, maquinaria agro-alimentar, no processamente de matérias-primas, etc.). Por cada operário que aqui vemos quantos trabalhadores desempenham tarefas no processo de organização, planificação e divisão social do trabalho?. Existe ou não uma nova classe pequeno-burguesa criada pelo desenvolvimento do processo tecnológico que integra um novo modo-se produção em que desenvolve Trabalho produtivo, e por isso, tem de ser considerada conjuntamente com a classe operária como sendo também ela integrante da vanguarda no processo de transformação revolucionário?


Boeing 737 Manufactured in 3 Mins April 2015

"a Sociedade não consiste apenas num grupo de individuos, ela expressa a soma das suas interligações, as ligações nas quais esses individuos permanecem"
Karl Marx 1818-1883
a Fábrica em Asnieres, Vincent Van Gogh, 1887

sexta-feira, junho 12, 2015

O caso da privatização da TAP nestas condições seria impossivel se não existisse a Dívida Pública como forma corrupta de Roubar Património Público

Os trabalhadores da TAP tinham prevenido, entre os dois candidatos venha o diabo e escolha. E o Diabo veio e, aldrabão como só o mafarrico aprendeu, fez o contrário do que disse quando era santo: "a política de privatizações em Portugal será criminosa, nos próximos anos, se visar apenas vender activos ao desbarato.» (Pedro Passos Coelho, Fevereiro de 2010 e Junho de 2010). O outro acrescentou: «Não lançaremos a privatização a poucos meses das eleições legislativas» (António Pires de Lima, Julho de 2014) E vê-se: em boa verdade, por tal contrato quem verdadeiramente vai ser vendido não é a TAP – pois, como se vê pelos valores escandalosamente baixos, tendo sempre presentes os propositadamente esquecidos direitos de tráfego ou de operação para cerca de 50 linhas de que a Empresa é titular – a TAP está a ser oferecida. E de facto quem vai ser vendido são os seus trabalhadores! Ora, perante tudo isto, o que vão fazer os trabalhadores da TAP e os seus Sindicatos? Vão ficar calados e aceitar passivamente esta sua venda, ou vão erguer-se e vão lutar? (Luta Popular)
Para ex-auditora Maria Lucia Fattorelli convidada pelo Syriza para o Comité pela Auditoria da Dívida Grega com outros 30 especialistas internacionais. , o esquema da dívida pública como mecanismo de controlo político e económico é um instrumento de roubo do património público, como está agora a acontecer com a TAP. A dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado – o sistema actual destina-se a provocar o desvio de recursos públicos para o mercado financeiro. Para acabar com isto é necessário gente honesta no governo e a supressão do Artº 123 do Tratado de Lisboa. Para se compreender melhor o que se está passar com o boicote à Grécia, note-se que o problema começa há uma auditoria à dívida e não encontram contrapartidas reais. Que dívida é essa que não para de crescer e que leva cada vez mais uma boa fatia do Orçamento? Qual é a contrapartida dessa dívida? Onde é aplicado esse dinheiro? E esse é o problema.

Na última década, a companhia aérea duplicou os lucros e baixou, desde 2008, uma dívida de 1,4 mil milhões para mil milhões, recorrendo apenas a recursos próprios - e ainda, desses 100 milhões dessa alegada "divida" cerca de 400 milhões são custos normais, operacionais, na gestão em leasing da frota de aviões. Desde 2009 que todos os anos a TAP dá lucro (183 milhões até 2013) e tem um volume de negócios de 2,8 mil milhões por ano. Mesmo assim, o governo entrega 61% do capital da TAP a troco de uns míseros 10 milhões de euros e um encaixe para a empresa de entre 354 a 488 milhões dependente de se o desempenho a partir de 2015 não passar a dar "prejuizo". “O negócio é sobre todos os pontos de vista um sucesso”, decretou o secretário de Estado dos Transportes (só um Airbus dos pequeninos custa 86 milhões e dos grandes 200 milhões). Como brinde, ao fim de 10 anos as rotas e a séde da companhia podem ser transferidas para fora de Portugal. Desde 2008 o Estado português conluiado com a Burguesia nacional e transnacional já vendeu ao desbarato 28 por cento do PIB... e o que é que os portugueses ganharam com isso?

quinta-feira, junho 11, 2015

momento filosófico; this shit's got to go

"Vimos que a transformação do dinheiro em capital se decompôe em dois processos autónomos, que pertencem a esferas completamente diferentes e existem separadamente um do outro. O primeiro processo pertence à esfera de circulação de mercadorias e consequentemente desenrola-se no mercado. O segundo processo consiste no consumo de capacidade de trabalho adquirida ou processo de produção propriamente dito...Neste último, o que distingue os operários de outros vendedores de mercadorias é apenas a natureza especifica, o especifico valor de uso da mercadoria por eles vendida... Por conseguinte, para demonstrarmos que a relação entre o capitalista e o operário é tão só uma relação entre possuidores de mercadorias..." (Karl Marx, 1867) - bastará olhar hoje no século XXI para a ostentação de mercadorias e bens luxuosos por gente que nunca trabalhou...

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segunda-feira, junho 08, 2015

FIFA, os fait-divers fazem parte das manobras de diversão

Os Estados Unidos estão a intervir, condicionar e reprimir a entidade máxima do futebol internacional FIFA usando um (entre outros) dos escândalos de corrupção. Tudo leva a crer tratar-se de um ataque bem planeado antes de uma nova eleição para as estruturas dirigentes. Qual é a razão para os EUA estarem a destruir a estrutura actual da FIFA exactamente agora?
Os EUA querem controlar o mundo através de uma nova ordem mundial com a intenção de desempenhar a função de superpotência unipolar. Não é segredo. A América tem moeda internacional própria, língua globalizada, macCultura, iconografia hollywoodesca e cerca de 1000 bases militares em todo o mundo. O futebol, como o mais popular desporto globalmente, tem grande influência em muitas esferas (1). Possuindo o poder de alavancagem sobre a FIFA é possível prosseguir determinada política específica. Por exemplo, a organização de um Campeonato do Mundo ou outras competições internacionais dá a um país o reconhecimento internacional, desenvolvimento de infra-estruturas, traz investimentos estrangeiros, mais postos de trabalho etc. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi mostraram a Federação Rússa como um dos países mais responsáveis e bem-organizados, apesar da ruidosa histeria ocidental.

Como é sabido o confronto entre a Rússia e os EUA está a atingir níveis cada vez mais intensos. A Rússia foi escolhida como sede do Campeonato do Mundo de 2018, (com a Shayak metida ao barulho) e muita gente em muitos países ficaram decepcionados com isso (entre eles a Grã-Bretanha, que já se ofereceu como disponível caso venha a existir algum problema com a Rússia). Mas que coincidência! Usando este escândalo os EUA tentam culpar a FIFA por ter recebido dinheiro em luvas da Rússia para organizar o Campeonato do Mundo de 2018 e no Quatar em 2022. Apesar deste escândalo (2) Joseph "Sepp" Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA, reafirmando que a Rússia iria sediar o evento de 2018 sem quaisquer alterações. Poucos dias depois Blatter afirma deixar o cargo debaixo de grande pressão,  mas pretende que a demissão só se torne efectiva daqui a uns meses. Segundo Greg Dyke, o tempo necessário para que Blatter seja preso e expulso imediatamente do cargo.

Já não lhe bastando politicamente a ONU, como é possível que um país possa culpar e ter influência sobre uma instituição desportiva internacional? Este escândalo mostra que os Estados Unidos não vão ter escrúpulos em usar quaisquer meios (3) para conduzir a sua política de destruição de inimigos (com alguns “amigos” pelo meio).

(1) ex-dirigente Jack Warner garante que a FIFA interveio na eleição em Trinidad e Tobago
(2) Cronologia de escândalos (conhecidos) na FIFA 
(3) Um bando de labregos yankees, apoiantes de Obama, propõe uma petição que autorize o governo a usar armas nucleares contra a Rússia, por forma a que os Estados Unidos possam manter a supremacia como superpotência global. (Hang the Bankers)

a Fraude na Privatização da TAP

Argumentando que a TAP tem uma dívida impagável de mil milhões de euros que considera irá lançar irremediavelmente a empresa na falência, o Governo está disposto a pagar mais que esse prejuízo para entregar a TAP a um privado. Quer dizer, a região autónoma da Madeira tem uma dívida de 10 mil milhões e essa dívida pode ser reestruturada, segundo promessa (cumprida) do tipo que anda por aí fardado de 1ºMinistro; a dívida de mil milhões da TAP não pode ser renegociada pelo Estado...E para completar o triste espectáculo desta privatização, o Governo promete ajudar o novo dono da TAP a renegociar a dívida... (Dinheiro Vivo)


Para mais informações acerca do escândalo da venda da TAP, poderá consultar a página "Não TAP os Olhos" ou mercadosfinanceiros.org. 5 de Junho de 2015


Segundo alguém que no principio desta legislatura acreditava neste governo, “os dois senhores que estão a concurso [Efromovich e Neeleman] são trânsfugas, tentando resolver os problemas das empresas onde já estão instalados e não o problema da TAP. No universo dos dois candidatos a TAP é uma estrutura pesada que não está ao alcance de nenhum deles rentabilizar. E cada vez estou mais convencido de que não vai haver um candidato vencedor” disse José Roquette, pese a súplica do ministro para garantirem mais uns trocos” (Ionline)
«Estamos a ser aldrabados» afirma Carlos Paz, arrasando a privatização: “o processo de privatização foi desenhado por pessoas sem escrúpulos, foi aprovado por politicos desonestos, está a ser conduzido por corruptos e, apesar da existência da capa de uma comissão independente (ciosa da ribalta mediática), será concluido da forma que melhor servir uma enorme rede de interesses instalados. Sem qualquer respeito pelo País, pela empresa, pelos trabalhadores e pelos trabalhadores de TODAS as empresas cuja actividade depende directamente da actividade da TAP. Acima de tudo, sem qualquer respeito pelos portugueses!”. (ler aqui a fundamentação detalhada destas acusações). A 27 de Maio em comunicado da Comissão de Trabalhadores do grupo de acompanhamento ao processo de privatização da TAP transmitiu as suas preocupações relativamente a esse processo pela total falta de transparência e lisura. (ler aqui)
Finalmente, os detalhes da negociata dos interessados na TAP ainda não foram comunicados a Bruxelas, podendo as condições contratuais danosas vir a ser impugnadas mais tarde. Em caso de privatização as regras da Comissão Europeia são claras: “as autoridades nacionais devem garantir que a posse do capital accionista de uma companhia aérea sediada na Europa não pode ser detido em mais de 50% por um candidato ou empresa não-europeus, exigindo que o controlo efectivo permaneça em mãos europeias". Ora German Efromovich tem um passaporte manhoso passado pela UE segundo critérios vagos de ascendêndia judaica na Polónia três gerações atrás… e David Neeleman é apenas brasileiro, embora tenha um sócio português, mas minoritário. (Dinheiro Vivo)

domingo, junho 07, 2015

na sequência do massacre de Odessa, os especuladores financeiros ocidentais querem deixar arder a Ucrânia um pouco mais…

Um documento interno alegadamente assinado por George Soros e hackeado pelo grupo CyberBerkut revela que este especulador financeiro pretende levar a União Europeia a subscrever riscos políticos para os investidores na Ucrânia. Transcrevendo: “... trata-se de um plano para usar a notação de crédito da União Europeia para financiar seguros de risco para os investimentos na Ucrânia através do orçamento e dívida comunitária. O plano seria efectivamente tornar a UE responsável pela situação política da Ucrânia, manutenção que tem um custo estimado de 11 biliões de euros por ano. Uma vez que o seguro de risco esteja aceite e disponível, Soros obriga-se a investir até 1 bilião de dólares no sector privado da Ucrânia. A soma é ridiculamente ínfima, quando comparada com pacotes de empréstimos negociados para a Ucrânia, como por exemplo o último resgate do FMI no valor de 17.500 milhões dólares. E em que é que Soros irá investir? Soros sabe bem jogar o jogo da pilhagem sobre bens públicos.

Não se trata dos incipientes mercados de acções da Ucrânia, que perderam 15,5 por cento do valor no ano passado. Soros quer lucrar com planos de privatização do governo ucraniano: "o foco central das reformas económicas será a reorganização da Naftogaz e a introdução de preços de mercado para todas as formas de energia, substituindo subsídios ocultos com o fim explícito de ajudar as famílias carentes". Dividindo a Naftogaz em empresas separadas, como o anterior governo de Yanukovych também já tinha planeado como parte de um acordo com a UE, poderia permitir a Soros assumir o controlo das novas empresas e, essencialmente, privatizar os seus lucros - usando o programa “Macro-Financial Assistance (MFA) da União Europeia para fins que não ao apoio imediato à balança de pagamentos mas para os seguros de risco político que tornem comercialmente atraentes os investimentos, ultrapassando uma série de obstáculos legais que precisam ser superados nos próximos três a cinco meses" uma vez que o processo tem vindo a ser travado em virtude do recém eleito parlamento fascista de Kiev exigir “procedimentos adequados para assegurar a imagem de credibilidade externa e total transparência, demonstrando que o país não é corrupto” – Vendo bem, não há aqui nada de novo, o “Uncle Soros and Friends” do que precisam é de uns quantos milhares de manifestantes contra o uso do dinheiro dos contribuintes europeus para lhe encher os bolsos. (Russia Insider)

Hoje. Protestos na Alemanha contra a Cimeira do G7

sábado, junho 06, 2015

Um apelo governamental aos Mata-Mouros

Apresentou-se ontem na feira do livro a obra “Estado Islâmico”. Foi um momento hilariante, pese a gravidade do terrorismo verbal dos três indivíduos presentes. A saber, como moderador o maçon das secretas José Manuel Anes ex-militar dos serviços de informações anti-turras durante a guerra colonial; o “investigador” norte-americano J.M.Berger da Brookings Institution , famoso pela escrita de “Jihad Joe, American Who Go to War in the Name of Islam”, colaborando regularmente com a revista “Foreign Policy”. Co-autora do agora editado “Estado Islâmico” é a judia Jessica Stern, professora em Harvard e especialista em terrorismo e armas de destruição de maciça (as do Bush no Iraque) nomeada pela task-force do Hoover Institute para consultora do Conselho Nacional de Segurança de Bill Clinton. Como apêndice na mesa, um jornalista que fotocopiou a ideia destes dois e adaptou a treta para português com o titulo “Os Combatentes Portugueses do Estado Islâmico”. Disseminar o terror psicológico através da cultura é o objectivo. Pelo meio enredos telenovelisticos, como o da mãe parisiense que viu o filho começar a deixar crescer a barba e usar túnicas brancas e foi fazer queixa dele à policia. A ideia que os refugiados dos barcos no Mediterrâneo possam estar a ser aproveitados para infiltar terroristas do ISIS na Europa. Ou a célebre anedota dos terroristas do Islão pretenderem invadir-nos, ao Al-Andaluz, e restaurarem aqui o Califado. Tomáramos nós fosse verdade, porque a Ibéria nunca mais voltou a atingir um grau de desenvolvimento cultural semelhante desde então.

Se é certo que o terrorismo existe, se o Islão não é o inimigo em si, a que propósitos serve a existência destes grupos extremistas? quem os criou e em que circunstâncias? se é verdade que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos foi uma catástrofe que fez regredir a civilização no Médio Oriente , que a tropa fandanga formada como lacaios dos invasores em nome do corrupto poder local, se durante uma década a "democracia" não produziu forças da ordem capazes, rendendo-se regularmente essa soldadesca capanga e entregando ao "inimigo" as armas que os EUA que haviam dado, a quem serve essa criminosa balbúrdia?

Em Julho de 2014 o ex-funcionário da NSA Edward Snowden revelou documentos que comprovam o que é uma verdade evidente, que um agregado da CIA, da Mossad e o britânico MI6, a tripla aliança Sionista, trabalharam juntos para criar o “Estado Islâmico da Síria e do Iraque” (ISIS), uma organização terrorista estudada para atrair militantes radicais dos mais diversos quadrantes mundiais a um único núcleo central, usando a estratégia definida como “ninho de vespas”. A vespa usa formigas mortas para proteger o seu ninho. No vespeiro de Israel a única solução para protecção do Estado racista Judaico foi criar um inimigo perto das suas fronteiras sobre o qual possa recair o ódio, os bombardeamentos e a destruição que neutralize a ameaça anti-Sionista. (ler mais)
relacionado:
"Os Estados Unidos estão revoltados com a Argentina por causa da reunião da presidente Kirchner com Edward Snowden em Moscovo"

sexta-feira, junho 05, 2015

O mundo bilderberguiano de Barroso

Dantes o clube era secretissimo, agora os facinoras económicos perderam a vergonha, já actuam às claras, em plena luz do dia.

O diário Público noticiou em primeira página, na quarta-feira da semana passada, 27 de Maio, que o representante permanente de Portugal no Grupo Bilderberg, o patrão dos Media eex-primeiro-ministro Pinto Balsemão, cargo que ocupa há 32 anos, convidou Durão Barroso para lhe suceder no "steering committee", o conselho director que organiza os encontros anuais do Bilderberg. Este núcleo duro é constituído por 33 filiados no clube, sendo presidido por Henri de Castries, o presidente executivo do grupo Axa, e tem o magnata norte-americano David Rockfeller como conselheiro. "Marcelo Rebelo de Sousa comentou a notícia na TVI. Reconheceu a sua própria participação no encontro Bilderberg de 1997, quando era líder do PSD, e considerou o convite a Barroso como o resultado da influência internacional deste último resultante do exercicio do cargo de presidente da Comissão Europeia. Mais importante, no entanto, é a indicação de que Barroso não será candidato a Belém, pois teria de recusar o lugar “senatorial” no Grupo Bilderberg".

Respigado do jornal "Oje", escrito pelo jornalista Frederico Duarte Carvalho: "Ao contrário do que dizia o artigo do Público, Durão Barroso não teve apenas duas participações em encontros dos chamados “Senhores do Mundo”. Disseram que só esteve nas reuniões de 2003 e 2005. Não. A primeira participação foi registada em 1994, quando Barroso ainda era ministro dos Negócios Estrangeiros, um ano antes de se candidatar, pela primeira vez, a líder do PSD. Esteve depois no encontro de 2003, no ano seguinte a ser eleito primeiro-ministro, e no de 2005, então como presidente da Comissão Europeia. No entanto, esteve igualmente presente no encontro de 2013, em Inglaterra, um ano antes de abandonar o cargo. A próxima reunião está prevista para os dias 11 e 14, na Áustria. Aposta-se que a atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, poderá ser uma das convidadas (mas para melhor compreender a lógica dos poderes supranacionais ocultos) "é melhor "começar com o primeiro convite feito a um português, em 1956, ainda no tempo de Salazar. O poder de Bilderberg provocou o fim do Estado Novo e substituiu Salazar por Soares – Marcello Caetano foi um intervalo útil. Depois, a partir de 1983, quando Balsemão assumiu o cargo de membro permanente, o poder político em Portugal foi definitivamente privatizado e submetido aos interesses financeiros de particulares. Por isso, Durão Barroso sabe que o Presidente da República não conta para nada. O cargo pode hoje ser entregue a um Sampaio da Nóvoa ou até a pessoas como Rui Rio, Marcelo ou Santana Lopes. Para Barroso, o melhor e mais influente mesmo é poder ser membro permanente no clube dos “Senhores do Mundo” (artigo aqui)

Na suposta “luta de classes”, actual e praticamente inexistente em termos nacionais nos paises dependentes e tributários do Império, a questão principal é a dependência de toda a Europa do imperialismo norte-americano (via Alemanha, subjugada desde 1945 e onde persistem 179 bases militares dos EUA) sendo que essa "União" é o domicilio para negócios de uma infima casta transnacional que subjuga os povos. Mas todo este sistema se está a desmoronar, e a queda é a partir de cima, pela impossibilidade de gerar mais desenvolvimento face à lei da queda tendencial da taxa de lucro. O capitalismo está condenado (1), e traidores infiltrados como Durão Barroso, só poderão ser banidos pela força do povo armado

(1) Até os ricos, seguindo as directivas do Warren Buffet presentem a catástrofe inevitável. "Empresário alerta que ganância dos mercados e desigualdade de renda levarão à guerra ou revolução nos Estados Unidos. O bilionário Paul Tudor Jones diz que quer repensar o capitalismo. O primeiro passo é perceber que você tem um problema (...) Nos EUA, 1% da população recebe cerca de 20% da renda total do país. "O fosso entre os mais ricos e os mais pobres será fechado (...) seja através de revolução, impostos mais altos ou guerra", disse ele (Carta Capital)

quarta-feira, junho 03, 2015

e assim nasceu esta democracia impoluta

desde a primeira hora do 25 de Abril de 1974 o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP) afirmou tratar-se de um golpe-de-estado visando recondicionar a burguesia e "modernizar" as condições de exploração capitalista nacional, monopolistas, latifundiários, generalato, politicos fascistas, todos atascados na guerra colonial e repudiados por todo o mundo civilizado.
a reacção contra o embrião do Partido Operário não se fez esperar
no dia 28 de Maio de 1975 o governo "revolucionário" do MFA-Unido-ao-Povo-do-P"C"P manda prender 432 militantes comunistas, ilegalizando e impedindo o MRPP de concorrer às primeiras "eleições livres" 
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terça-feira, junho 02, 2015

as Guerras Energéticas

2004. No auge da”guerra contra o terrorismo”, álibi para a invasão do Iraque. Invocando o “eixo do mal” George Bush insiste que não deve ser permitido ao Irão desenvolver armas nucleares. Então porquê, seis anos antes, a CIA entregou aos iranianos planos técnicos para a construção da bomba? James Risen, jornalista do New York Times e por duas vezes prémio Pulitzer, ao escrever “State of Wardeu a conhecer o escândalo. (veio no Guardian) denunciando: é preciso pagar qualquer preço para sustentar a ganância, o poder, justificar a “war on terror”, negócios de drogas, usar denunciantes e agentes infiltrados. O jornalista viria a ser condenado a 3,5 anos de prisão por se negar a revelar as fontes. (entrevista)

Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.

Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.

Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.