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terça-feira, outubro 11, 2005

Sacrificio e Morte de Che Guevara


* Um resumo do documentário "Sacrificio", com ligação, AQUI
* "CHE" - Uma biografia da autoria de Jon Lee Anderson, o norte-americano que descobriu o local onde Che e os companheiros tinham sido sepultados com ligação AQUI
* ou a melhor biografia, que encontrei até agora, em 5 páginas num sitio Internet, com a descrição pormenorizada das circunstâncias da época e implicações politicas futuras, na definição ideológica do novo Socialismo de caracteristicas locais, não só na América Latina, onde a revolução armada persiste passados mais de 30 anos, mas tambem como guia de acção na contestação a nivel mundial - com ligação AQUI
a Revolução Universal
Os anos 60 foram revolucionários por excelência: a Revolução Cubana, a Guerra do Vietname, o Movimento Hippie e a revolta dos campi norte-americanos, o Concílio Vaticano II, a descolonização da África, o Maio de 1968 em França, a Rebelião Estudantil na América Latina, a Primavera de Praga, sufocada pelo aparelho soviético,uma das causas porque "Che" Guevara rompeu com Moscovo, o Movimento pelos Direitos Civis nos EUA liderado por Martin Luther King , a Revolução Cultural na China de Mao, etc,,, Esta época, caótica e multifacetada, revolucionou a política, as ideologias, a religião, as universidades, a música, as leis e os costumes.
e A Luta Continua!, os revolucionários não morrem no túmulo.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Efeméride

a 8 de Outubro de 1967, agentes da CIA assassinam o revolucionário internacionalista Ernesto "Che" Guevara, que havía sido capturado horas antes na Bolivia.


Contra ti se ergue a prudência dos inteligentes e o arrojo dos patetas
A indecisão dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra.
De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas
Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Dossier Fraudes Corporativas

Comparados com estes, o que os Autarcas roubam, seja em proveito próprio ou para entregar aos directórios partidários, são trocos,,,

* Lista não exaustiva de golpadas,insolvências e deslocalizações em massa, para além das majors "clássicas" Worldcom, Enron,Xerox, há para todos os gostos e feitios:
* Global Crossing Corp.
* Penas até 30 anos de prisão para gestores da TYCO
* ELF Acquitaine
* Delphi entra em processo de falência
* Arthur Anderson
* MCI
* SONY corta 10 mil empregos e fecha 11 fábricas
* Fundo GETTY sob suspeita de evasão fiscal
* Facturas falsas entalam NIKE
* Fraudes na Merck e noutras Multinacionais Farmacêuticas
* HealthSouth Corporation
* Escândalo nos donativos da Chevron
* Parmalat
* Corrupção na Volkswagen
* Elefante Branco supera Auto-Europa nos custos de competitividade
* Gerente da BMW preso por suspeita de corrupção
* Milhões de dólares para a reconstrução do Iraque desviados
* Infineon
* Rhodia
* General Motors
* Hewllet-Packard extingue 6 mil postos de trabalho na Europa
* Mercedes-Benz vê-se obrigada a cortar 8500 postos de trabalho na Alemanha
* Processos Judiciais de milhares de milhões de dólares contra a Visa e a Mastercard

Falência da Economia Capitalista – o regresso às Cavernas


Os discursos que os maquiaveis pós-modernos ululam clamando a vitória da economia sobre a politica, a moral e a ética – remete para um risco geral de retrocesso civilizacional. As práticas fraudulentas dos novos “príncipes” nas gestões correntes empresariais que se generalizam, remetem para o embrutecimento das consciências expurgadas de todos os valores, substituidos por razões de eficácia, de interesses próprios, enfim, pela eliminação da noção da sua própria culpa.
A longa lista de falcatruas pontuais* - as práticas de mostrar resultados ficticios e inflacionados para obter lucros indevidos - pela sua relevância remetem para a existência de uma inegável crise conjuntural, enquanto localmente a nivel individual os pequenos furtos se sucedem. Apesar disso, os comentadores e suas partenaires nas televisões em Portugal fazer crer que tudo se resume às actividades criminosas de um insignificante “bando dos Quatro”que com o presidente da Madeira são Cinco, nas autarquias, ao utilizarem empresas municipais paralelas para encobrirem resultados e delegarem prejuizos. Como Santana Lopes utilizou a EPUL para relegar os custos das negociatas com terrenos de propriedade da Câmara de Lisboa. Mas estas práticas, como única sobrevivência do capitalismo, são generalizadas em todos os lados e a todos os níveis. O caso que fundou a bíblia virtual dos vigaristas e inaugurou a era da economia da trapaça foi o dos executivos da WorldCom uma empresa-simbolo da economia norte-americana, que falsificaram o balanço da multinacional, lançando cerca de 4 biliões de dólares de perdas como se fossem investimentos da empresa para encobrir uma dívida gigantesca de US$ 41 biliões e manter em alta a cotização das acções em Bolsa. Quando o caso se tornou conhecido em 2002 as acções da companhia que valiam 95 dólares cada, passaram a valer meia-dúzia de cêntimos. Bernard Ebbers julgado por estas fraudes poderia ter sido condenado a 85 anos de prisão. Mas trata-se de gente próxima da Administração Bush que até às vésperas do estoiro estavam potencialmente indigitados para postos-chave no governo dos EUA, tal como p/e Kenneth Lay, da Enron, outro caso similar. Noutro caso de irregularidades em demonstrações financeiras de empresas americanas, a Xerox anunciou que reclassificará US$ 6,4 biliões em receitas, referentes a um período de cinco anos. Com a generalização destas práticas é crivel que o próprio PIB norte-americano esteja altamente inflacionado por valores ficticios. Mesmo assim o défice da conta-corrente dos Estados Unidos continua a aumentar, prevendo-se que alcance os 900.000 milhões de dólares correspondentes a 6,7 % do PIB em 2006. O tempo da hegemonia deste tipo de economia está em tempo de finados. A saída para a sua rentabilização foi a guerra, que tem custos astronómicos – até quando?
Muito oportunamente José Saramago intitula o seu próximo romance de as “Intermitências da Morte” – com lançamento em Lisboa a 11 de Novembro.
"Eu é que os topo!"

Convém lembrar que segundo Timothy Garton Ash “a civilização em que vivemos é protegida por uma camada extremamente fina – basta um abalo – e ela estala passando cada um a lutar furiosa e instintivamente pela vida como cães selvagens”.Nesta óptica é interessante ler o dossier intitulado “Crime e Terrorismo Doméstico”
No seu livro "Manias, Panics & Crashs" (1978), um clássico da história mundial da especulação financeira, Charles Kindleberger, professor emérito do Massachusetts Institute of Technology (MIT), afirma que todas as vezes que as bolhas especulativas ocorrem parecem ser diferentes, mas na realidade têm inúmeras semelhanças entre si. A crise que antecedeu o crash de 1929 tem inúmeras semelhanças com o momento actual.

domingo, outubro 09, 2005

Eleições Autárquicas – Felgueiras Ontem e Hoje


Ontem passei o dia no Jacuzzi a meditar e a contar as bolhinhas,,, e concluí que estas bolhinhas fruto das condicionantes do meio onde se formam são mesmo estúpidas – podiam ficar lá debaixo de água quietinhas e fartavam-se de sobreviver – assim não, passam a vida a vir à superficie e a fazer plof!, mas óh como eu as compreendo, pobres coitadas – elas são obrigadas a isso pela massa de ar que as empurra.
O que é certo é que no meu caso, eu Fátima me confesso: depois desta experiência da banhoca sinto-me verdadeiramente mais limpinha e mais livre!óh pra mim, sem ser acossada por esta massa de ar de politiqueiros-partidários que me obrigavam a roubar para lhes dar e que vão todos ficar a nadar nas águas dos banhos deles. xô corrupção,Olha! que vão á fava!, que amanhã vamos fazer as continhas e eu já estou como o outro – “sim, porque se não fosse para ganhar!,eu não estaria aqui!”
Deus escreve direito por linhas tortas, e a ultrapassagem do sistema corrupto dos Partidos para outro paradigma de uma Democracia mais directa com as bases a exercerem uma cidadania mais participativa, até que poderiam ser feitas por este meu exemplo, mas,,,
o pior são os gajos da Magistratura que “tão feitos com eles”, e não vão descansar enquanto não me levarem de cana. Mas isso tambem pode ser o inicio de uma bela rebelião à la Maria da Fonte, olarila-lólé,,,se pode,,,

sábado, outubro 08, 2005

Alemanha - o Circo pós-eleições

Antes das eleições na Alemanha era sabido que a saída para a continuação das reformas neoliberais seria uma ampla coligação do Grande Centro. Dissemo-lo aqui.

Interpretando os resultados eleitorais de 18 de Setembro, o recado que se subentende do trabalho exaustivo dos Orgãos de Comunicação Social que fabricam o Senso Comum, é que o povo alemão quis transmitir a ideia de que ninguem ganhou. Mas a verdade é que houve uma maioria de Esquerda. Lá como cá, a decisão de quem efectivamente ganha, está no directório do Partido dito social-democrata “S”PD,lá,,, do Partido dito Socialista P”S”por cá, e das alianças que entendem fazer ao serviço daquilo que muito bem entendem. Votar é um esforço deitado ao lixo!, um espectáculo “gratuito” que custa milhões e o futuro aos eleitores.
Assim sendo, está confirmada a anterior decisão de uma transição pacifica para o apoio deliberado às politicas de Washington que o influente editor da “Die Zeit” intitula em artigo publicado na americana “Time” de “How to Change Without a Revolution”. (3/10). Assim como assim, a Alemanha já tinha tropas de apoio, distarçadas na NATO, no controlo do Afeganistão, muito antes das eleições. Brevemente para aliviar o crescente desemprego tambem empregará efectivos no Iraque – é conveniente que não se esqueça que a guerra é o motor da nóvel economia militarizada que culminará numa retoma de mais meia-dúzia-de-anos-de-ouro sob a égide de Madame Clinton – uau, uma gaja na presidencia do maior(e mais isto e mais aquilo) país do mundo! o espectáculo tem de continuar!,,, Por aqui, agora, no braço de ferro entre Schroeder e Merkel sobre quem vai liderar a solução que já estava definida, vai prevalecer quem dê melhores mostras de poder aplicar as politicas neoliberais com a menor contestação social possivel. o Circo pela disputa da liderança prossegue!
Entretanto a situação no leste da Alemanha permanece dramática em questão de emprego, quinze anos depois da reunificação (veja-se a sondagem do Instituto Emnid)

relacionado:
* Temas diversos sobre a União Europeia: Democracia ou Plutocracia?

terça-feira, outubro 04, 2005

Depois da casa roubada, Trancas à porta!


No mínimo, o Presidente devia considerar a hipótese da lei ter efeitos retroactivos!,
mas a retórica é eloquente: no entender do Presidente, «a moralidade mais elementar e o sentimento de justiça continuarão gravemente diminuídos» enquanto «for possível exibir altos padrões de vida, luxos, e até reprováveis desperdícios, e, ao mesmo tempo, apresentar declarações fiscais de indigência».

segunda-feira, outubro 03, 2005

Dia Mundial da Arquitectura

da construção Massificante, passando pela Implosão pura e simples, até à Reabilitação

ou pela importação bacôca de mirabolantes mamarrachos de filosofia neoliberal, num país com carências de toda a ordem,,,
,,,os arquitectos deveriam ter uma intervenção por forma a pôr termo ao horroroso estado a que chegou o desordenamento do território em Portugal.
Mas, tal como os hospitais podem ser administrados por contabilistas,os tribunais por seguranças ou as empresas de energia por carreiristas desqualificados nomeados pelos partidos, assim tambem os arquitectos portugueses podem ser substituidos por qualquer curioso que se disponha a assinar projectos, com base no Decreto-Lei nº 73/73.
Ao fim de 30 anos deste descalabro promovido pela tenebrosa associação Autarquias-PatosBravos, está em marcha há dois anos pela Ordem profissional uma pretensão real dos Arquitectos em devolver a prática aos praticantes. Leia aqui a última petição feita nesse sentido.

* Arquitectura - Um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos!

domingo, outubro 02, 2005

o Neo-Senderismo no Peru


Desde 2002 abriram-se dez novos processos contra o Dr.Ruben Abimael Guzmán Reynoso (o lendário Comandante Gonzalo) e outros dirigentes de cúpula da organização Sendero Luminoso. Os novos primeiros processos foram acumulados num megaprocesso, mas Guzmán impugnou esta decisão e a questão está pendente de resolução no Supremo Tribunal do Peru.
Em causa está o facto de o Estado se recusar a julgar numa primeira instância o caso da “Academia César Vallejo”, que operou como centro de financiamento e recrutamento de militantes senderistas, e que envolveu a larga maioria da população peruana, chegando a guerrilha nos anos 90 a contar com 10 mil efectivos operacionais. Guzman, depois de detido em 1993, fez um acordo com o Estado levando á deposição das armas.
Agora o Estado “democrático” neo-fascista acusa-o de 34.500 assassinios (!). Pretender-se-á que a revolta de todo um povo seja condenada numa única pessoa?
Nestas contas, sobra contudo ainda a Ala Esquerda da luta Armada,,, (que faz de Guzman um moderado e um bom interlocutor para um futuro governo democrático de amplo apoio popular):
“Ontem, 60 homens formando uma coluna armada ocuparam a aldeia de Tabalasos, e dirigidos por uma mulher, todos vestidos de uniforme militar, permaneceram 15 minutos na praça principal, deram vivas à luta armada e abandonaram o local deixando uma bandeira vermelha com a foice e o martelo. O prefeito da cidade na região de San Martin, Max Ramírez, confirmou o fato dizendo que não houve feridos nem danos maiores à cidade, apesar da ameaça dos insurgentes em liquidar os políticos corruptos e imorais”.
Livro defende Sendero Luminoso:
Recentemente foi lançado um livro denominado “A Outra Versão”, escrito na clandestinidade por um enigmático militante, apresentando pela primeira vez uma defesa da organização armada maoísta Sendero Luminoso na guerra interna que sacudiu o Peru nas duas últimas décadas. “La Otra Versión”, título em castelhano, que circula em Lima desde há várias semanas, é uma novela onde vários personagens expõem a ideologia do Grupo Armado em resposta ao relatório da Comissão da Verdade e Reconciliação (CVR) que acusou o Sendero Luminoso de cometer crimes contra a humanidade. Qualificada como um insólito caminho literário pelo autor, a novela reafirma a tese de Abimael Guzmán de pretender acordo de paz para encontrar uma solução política para os problemas derivados da guerra.

sábado, outubro 01, 2005

Uma mais valia no debate teórico à Esquerda

o sitio internet

"Em Wall Street as expectativas crescem. Há fusões de grandes conglomerados e mais despedimentos massivos em perspectiva. As armadilhas da liquidez. Grandes aluviões de dinheiro – fictício, esbulhado, prometido - cachoam enlouquecidos, como manadas de bisontes em pânico. Flexibilidade, polivalência, just in time. Os ritmos aceleram para os sobreviventes da empregabilidade. Os nervos crispam-se no esforço. A TV vomita as suas obscenidades quotidianas. A terra está seca. Os peitos das mães acusam silenciosamente. Torrentes de humanidade “excedentária” afluem continuamente às megapólis de lata. As chuvas são ácidas. O barril do ‘brent’ está cotado em alta. Erguem-se novamente as cabeleiras rubras da guerra. De todos os cantos do mundo se levanta um mesmo clamor de revolta.
‘O Comuneiro’ pretende ser, dentro do mundo da língua portuguesa, um pequeno laboratório de pesquisa na busca de um propósito articulado nesta revolta".
leia mais em:
http://www.ocomuneiro.com/

sexta-feira, setembro 30, 2005

A Tradição Oral no Saber Popular


No País do-Faz-de-Conta

Um alentejano que pretendia ter a cabeça entre as orelhas, no recente encontro das “Palavras Andarilhas” em Beja, contava a estorinha de alguem que querendo fazer chegar ao Mestre qualquer assunto que considerasse importante, se via confrontado com a Regra das Três Peneiras:
"a peneira da Verdade
a peneira de o assunto ser Comprovável
e a peneira de o conhecimento de tal assunto ter Utilidade
e quando lhe perguntaram sobre o problema concreto que o levava a dirigir-se ao Mestre, respondeu – “se é verdade,,, não sei, ouvi contar a outros”
“se posso comprovar, tambem não posso, pois a informação não me está acessivel”
“sem se esclarecer as outras duas questões anteriores, o assunto deixa de ser útil”
Então, respondeu o guardião do Mestre, que os há e muitos,:
- Se não sabes se é Verdade
- Se não o podes Comprovar
- E desconheces se é Útil
Então guarda o assunto só para ti".
E foi assim que o Mestre legalizou todas as fraudes que não sejam apanhadas a ser cometidas em flagrante delito,,,
E por isso tambem, os Mestres se recusam a dialogar com quem lhe traz questões fora dos parâmetros politicamente correctos segundo a biblia neoliberal – tais questões destroem-lhes a “sabedoria”.

quinta-feira, setembro 29, 2005

O próximo “Crash” Imobiliário


Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, mas tem um parque habitacional construido que chega para alojar 25 milhões de pessoas. Implementa-se artificialmente a procura com publicidades miríficas em função da oferta exagerada. E continua-se a construir em massa, porque a “indústria” da Construção Civil é o motor de uma economia atrasada e sem outras qualificações alternativas, que emprega, de forma precária, os excedentes de mão de obra tambem não qualificada.É, para alem disso, uma importante fonte de receita para o Estado (e Câmaras Municipais) sob a forma de contribuições e impostos.(a 3ª actividade no PIB)
Constrói-se em excesso relativamente às necessidades, porque se trata literalmente de enterrar em tijolos e canalizações os excedentes de acumulação capitalista que não se conseguem rentabilizar a curto prazo noutro tipo de investimentos. Os edificios da presente bolha expansiva Imobiliária são monos plantados a prazo para futura especulação imobiliária, na vã esperança de que a crise possa ser vencida. Mas tal como a “nova economia virtual das novas tecnologias”, apoiada em acções das “dotcoms”com valores ficticios super-inflacionados ruiu nas Bolsas no ano 2000, tambem a bôlha imobiliária, para onde esses valores em fuga se transferiram, acabará por ter uma estrondosa derrocada.
A crise económica provocada pelas politicas neoliberais vai durar, em Portugal, no mínimo mais três anos, e já se começaram a fazer sentir as baixas de preços no mercado. Nos restritos nichos do turismo o panorama não é diferente: espera-se que a crise acabe nos centros capitalistas da Europa e Estados Unidos (onde as taxas de juro terão fatalmente de subir) na esperança da vinda de imaginários turistas abastados que criem ilhas de riqueza no meio do desordenamento geral do território, entulho e estaleiros como imagem de marca do país, mas também aí as perspectivas continuam a ser de regressão. Há excesso de oferta de habitação e alojamento, muitos prédios e empreendimentos construidos que não se conseguem vender, e muitos vendidos com empréstimos cujos compradores se vão declarando insolventes à medida que a crise se agrava. A banca, actualmente de facto o maior senhorio e proprietário do país, será arrastada na queda, e com ela, toda a economia.
A partir dessa situação será uma óptima altura para se começar a empregar os termos “desconstruir” e “requalificar” em vez de constuir e massificar – com novos estudos, novos produtos em prol de um Portugal genuino e não abastardado pela especulação, enfim, em beneficio de todos em vez de beneficiar as parasitárias minorias do costume.

quarta-feira, setembro 28, 2005

a "Bolha" do Imobiliário


Robert Kurz
Economistas neoliberais e críticos tradicionais do capitalismo têm uma coisa em comum: uns e outros admiram a dinâmica capitalista que aparentemente não tem entraves. Mas a acumulação do capital há muito que ocorre essencialmente nos mercados de capital-dinheiro, sob a forma de bolhas financeiras sem substância. Uma parte crescente da produção de mercadorias, real mas pobre em trabalho e nesse sentido substancialmente "desvalorizada", tem como pressuposto a liquidez e poder de compra provindos destas bolhas financeiras, que não constituem um provento regular (salário ou lucro) de anteriores processos de produção. Como é sabido, nos anos noventa investimento e consumo foram em grande parte financiados pelas bolhas financeiras das bolsas. Desde o colapso da New Economy e da forte baixa das "blue chips" dos valores accionistas tradicionais esta liquidez foi massivamente reduzida(...)
Continue a ler mais, aqui*

terça-feira, setembro 27, 2005

do Valor criado pela Produção, ao Antivalor extraído do Consumo (III)

(Conclusão)
“O desespero do artista perante a grandeza dos fragmentos antigos” Johann Heinrich Fussli – 1780 - Kunthaus, Zurique

"O capitalismo não é outra coisa senão a incessante "valorização do valor", aparecendo como um fim-em-si-mesmo de transformar dinheiro em mais dinheiro." Onde está o valor?
Robert Kurz

Com o Fundo Público-Estado a agilizar a acumulação do Capital, temos a Economia dividida em pelo menos dois níveis : o sector concorrencial “Primitivo” que não tem acesso ao Fundo Público, e o sector dos Oligopólios onde o Fundo Público é decisivo na reprodução do Capital e na formação da taxa de Lucro especialmente nos sectores de ponta – Aeronáutica, Telecomunicações, Energia, Informática, Material de Defesa, etc. Nestas áreas, as capacidades de inovação já não podem ser postas ao serviço da produção financiadas apenas pelo Lucro.
Esta divisão é uma negação dos automatismos do Mercado, e a “mão visível” perversa que conduz agora à concentração ou à exclusão. Citando Marx, “há uma base que organiza o Estado e o transforma na mais brutal imagem-espelho do banquete dos ricos e do despojo de todos os não-proprietários”
A democracia tem perdido capacidade para deter a voracidade desta nova classe emergente, que luta pela submissão do Poder Político ao Poder Económico nos seus mais diversos grupos de interesses.

A crise resulta deste embate. Não se trata de uma mera crise conjuntural. Trata-se, na verdade, de levar às últimas consequências a verdadeira “revolução copernicana” operada nas relações sociais de produção neste último século, sobretudo no pós-guerra, a que alguns chamam de “revolução digital”. E de democratizar as funções sociais das empresas. Nomeadamente pelo controlo democrático pelas forças sociais das suas administrações
Ao contrário das teses neoliberais, o pós-Estado Providência, consiste em demarcar, de maneira cada vez mais clara e pertinente, os lugares de utilização e distribuição da riqueza pública (Fundo Público), tornada possível pelo próprio desenvolvimento do capitalismo sob as condições de uma forma transformada da luta de classes.
Quando todas as formas de utilização dos Fundos Públicos estiverem demarcadas e submetidas a controles institucionais, (o que não é o equivalente ao super-Estado ou ao Estado máximo), então o Estado realmente se transformará no Estado mínimo.
Trata-se da estrutura de um novo modo-de-Produção do excedente que não já tem o Valor como estruturante. Mas os valores de cada grupo social, dialogando soberanamente. Na tradição clássica, é a porta para o Socialismo.
Marx previu no seu “Fragmento sobre Máquinas” (Grundrisse) – um sistema produtivo sem trabalho humano, em que a produtividade da tecnologia domina de tal modo o processo produtivo que “o tempo de trabalho deixa de ser a medida” da riqueza e a “produção baseada no valor de troca entra em colapso” . É neste ponto que estamos.

Relacionado:
* Declínio do Modo de Produção Capitalista ou Declínio da Humanidade? - análise de Jacques Camatte (1973)

segunda-feira, setembro 26, 2005

Mudar a ONU para o Sul


Sobre a proposta de Chavez, que pretende que a ONU seja deslocalizada para um ou mais dos paises do Sul, é interessante ver o que pensam os cidadãos comuns sobre "a questão de saber quem manda no mundo". Aqui, no caso num inquérito que está a ser levado a cabo pela BBC no Brasil.
As respostas não deixam dúvidas - o principal dos Direitos Humanos que deverá ser cumprido em primeiro lugar nos paises subdesenvolvidos, é o Direito à Educação e à informação,,,
No Brasil p/e, apenas 4% dos estudantes chegam à Universidade, e destes, só 1% às Universidades Públicas. Saber é Poder!

* ONU - Reforma Impossivel, uma outra ONU é possivel? - análise de Gabriel Ezkurdia (Grano de Arena-info ATTAC.ORG)

domingo, setembro 25, 2005

A ONU em Timor-Lorosae



Depoimento do presidente José Alexandre (Xanana) Gusmão

Para os pequenos paises como Timor Oriental, a ONU é algo de muito bom. Ali podemos fazr ouvir a nossa voz e defender os nossos interesses da mesma maneira que as grandes potências. Não quero dizer com isto que tenhamos um verdadeiro poder no seio das Nações Unidas, pois o nosso peso é limitado. Mas existimos como nação, o nosso voto conta, e isso é importante. Contudo, a ONU tem um problema de funcionamento: é uma organização pesada, muitas vezes embaraçada na sua acção por uma burocracia esmagadora. No caso da missão de reconstrução de Timor-Leste, foram necessários meses e meses para formar as equipas destinadas a ajudar-nos. A burocracia da ONU não conseguia encontrar as pessoas competentes para este tipo de missão. O resultado foi que entre os quadros e os técnicos encarregados da reconstrução havia quadros de qualidade, mas a maioria ignorava a nossa cultura e os nossos hábitos. Mais ainda, não se preocupavam minimamente com a nossa sensibilidade. Os timorenses sentiram-se muitas vezes agredidos por estes estrangeiros que não respeitavam os valores da nossa sociedade. A meu ver, a ONU não os tinha preparado para a sua missão.
Não se verificaram confrontos entre o pessoal da Autoridade Transitória das Nações Unidas para Timor-Leste (UNTAET) e o povo de Timor-Leste porque actuámos para que isso não pudesse acontecer.Mas a tensão era permanente. Fui obrigado a ir pessoalmente pedir às autoridades onusianas que partissem imediatamente depois da declaração de independência porque pressentia, no fim da missão, que o pior podia acontecer de um momento para o outro. Havia muita frustação, muitos mal-entendidos, o choque cultural era evidente. Por exemplo, muitos vinham ter comigo para se queixarem de que o pessoal da ONU tinha muitos automóveis, que gastava muito dinheiro nos restaurantes e nos bares de Dili, que ocupavam os melhores cargos administrativos e tecnicos. Os timorenses tinham sido postos de parte. Não tinham empregos. Os meus compatriotas eram, de facto, espectadores numa encenação financiada pelo dinheiro que os dadores nos tinham querido dar. Impressionou-me também a mesquinhez destes funcionários da ONU. Quando a UNCTAET terminou a missão, eles levaram tudo: os automóveis, as motos, os computadores e oa aparelhos de comunicação. Chegaramaté a tirar à policia timorense os walkie-talkies usados nas comunicações entre as provincias, comunicações essas particularmente dificeis devido ao relevo montanhoso da ilha. E no entanto todo este material tinha sido comprado com o dinheiro dos doadores. Na realidade, não tenho grande entusiasmo quando me refiro à acção da ONU em Timor-Leste. Fez o que podia, mas nem sempre esteve à altura da sua missão.

(Declarações recolhidas por Any Bourrier em Janeiro de 2005)

* Entrevista ao jornal Publico, em Abril/2004:
"Xanana Gusmão Acusa a Austrália de "Má Fé": "Roubam-nos o Petróleo e Depois Fazem Conferências Sobre Transparência"

sexta-feira, setembro 23, 2005

o que é que se passa?, o qué que se passa?

imagem daqui :-)) do jurisprudente "Jumento"

* Judiciária investiga licenciamento de condominio da Infante Santo :
Foi apreendida documentação na Câmara de Lisboa e no Ippar por suspeita de "corrupção e tráfico de influências" (Publico 23/9)
* Francisco Louçã, o lider do Bloco de Esquerda, acusa a actual vereação autárquica de Lisboa de alterar o Plano Director Municipal (PDM) para favorecer o negócio entre o presidente do Benfica e a Galp. Luis Filipe Vieira adquiriu um terreno junto à Expo como loteamento industrial, onde funcionaram umas instalações da Galp. José Sá Fernandes, disse que o terreno valia 40 milhões de euros e passou a valer 460 milhões.
CM

quinta-feira, setembro 22, 2005

Os “candidatos-bandido” às Autarquias

do “Publico”: -“Fátima Felgueiras ameaçou contar alguns factos comprometedores durante o julgamento, que conta como testemunhas com Armando Vara e Narciso Miranda, e estas “movimentações funcionaram como um alerta, fazendo estremecer a candidatura oficial do PS, mas também alguns responsáveis pelo partido a nível nacional”
Escrevia Guerra Junqueiro, com a actualidade dos clássicos, que “o povo português nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”
Efectivamente os ricos que nos têm historicamente dado à costa, construíram um país em que, números redondos, 30% produzem para 70% que nada fazem.
Mas surpreendentemente, ou talvez não, esta larga maioria de portugueses rascas idolatra os seus ícones do Sucesso – “pobreza é coisa deprimente e pobre gosta é de luxo” como dizia o Joãozinho Trinta de outros sambas. Bandalheira, por bandalheira, eles acham que todos têm direito a comer! Assim, morbidamente, os portugueses vão continuar a votar nos seus heróis.É o Triunfo dos Porcos!

Valentim Loureiro, chefe-de-fila dos barões sociais-democratas, que também deve ter muito que contar a avaliar pela arrogância com que fala para o líder do PSD, referindo-se aos processos em que está envolvido, pretende arrolar como testemunhas Cavaco, Durão e Santana, (o das negociatas imobiliárias obscuras). Acho bem – quanto mais falam, mais se enterram.
Fátima Felgueiras também devia arrolar Guterres, os Ex-Sócrates e o Mário Soares da Emáudio
Ferreira Torres deveria ganir por Paulo Portas.
E todos juntos deviam arrolar - todas as testemunhas possíveis do clinton-bushismo, desde o embaixador-empresário Franck Carlucci até ao nóvel empreiteiro Ronald Rumsfeld, passando por pilha-galinhas menores como o protegido do cavaquismo Pierre Falcone.
Como opina Domingos Amaral no Diário Económico - “30 anos depois, já era tempo de Portugal perceber que este regime está esgotado. Serviu para o propósito que foi desenhado, o de garantir a democracia, mas já não serve o propósito do presente, o de governar eficazmente a democracia. Hoje, o regime devia regenerar-se” – varrendo de vez a Corrupção, acrescente-se.

Métodos de Modificação Artificial do Clima

Cientistas, Engenheiros Metereológicos e Especialistas Espaciais estão a trabalhar para algo que poderá mudar a civilização humana para sempre! – nos métodos de modificação artificial do clima. O processo se aperfeiçoado, poderá ajudar na agricultura, começando pelo evitar das secas, inundações, ciclones e tufões. Mas, poderá tambem ser um processo pelo qual qualquer inimigo pode causar devastações - inundações, ciclones artificiais e tufões provocados. Com estas acções poder-se-á pretender controlar a economia mundial e os mercados dos produtos agrícolas.

Referido em muitas lendas e religiões antigas o controlo do tempo não é nada de novo.Na Idade Moderna estes objectivos deixaram de ser mitos e são actualmente alvo de afanosas pesquisas apoiadas pelas tecnologias existentes e muitos cientistas estão empenhados em moldar esta nova área de pesquisa e desenvolvimento.
Alguns paises dominam já meios cientificos de controlo do clima. De facto, muitos peritos prevêm que novos jogos de guerra estão já sendo jogados pelos principais poderes no mundo para demonstrar as suas capacidades sobre o controlo metereológico. Evidentemente, a maior parte destas iniciativas são informação classificada e ocultadas do conhecimento público.A única forma de conhecermos estas acções, será a de olhar para os paises que tomam medidas de protecção contra as experiências de controlo climático que em tempos recentes, os cientistas e os metereologistas começaram já a testar através de métodos reais.
Alguns métodos primitivos como o “Cloud-top”, a criação de nuvens nas camadas altas da atmosfera, são normalmente produzidos entre as temperaturas de -0,5º C e -10º C. A maior quantidade de água “super-arrefecida” capaz de provocar chuvas são encontradas dentro destes parâmetros, o que corresponde a alturas entre 15.000 a 22.000 pés de altitude, dependendo dos locais.
Espalhar ou injectar compostos de iodetos de prata nas condensações de nuvens em início de formação, dispensa o uso de “agentes semeadores” colocados no sitio onde a nuclearização é pretendida, mas destinam-se sómente a fornecer uma fonte continuada de condensação. Esta técnica requer menos antecipação em relação aos métodos de espalhar agentes quimicos e podem conduzir a efeitos mais imediatos.
Os métodos mais modernos envolvem a Ionização artificial da atmosfera entre 15.000 e 30.000 pés ou acima desta altitude. Manipulando a Ionosfera e o uso controlado das interações solar-terrestres, pode-se criar efeitos muito mais alargados. Os cientistas compreenderam que o tempo é determinado pela Radiação Solar natural Electromagnetica que chega á Terra. Os raios solares e ultravioletas têm de cruzar a ionosfera para alcançar a terra e conforme esta radiação varia ela é directamente responsável pelas alterações climáticas. Concluiram ainda que os raios solares e os niveis de radiação são causados pelo bombardeamento de raios cósmicos no Sol que por sua vez têm origem em buracos-negros ou constelações de milhares e milhares de estrelas que colapsam “encolhendo” para espaços muito pequenos.
Modelos computorizados préviamente focados na ionosfera, agem como filtros nas radiações que atingem o solo. Se alguem puder controlar ou manipular esses filtros, estes transformam-se em fontes potenciais de modificações macissas dos climas. Esta foi a conclusão a que os modelos de computador permitiram chegar. Controlar a Ionosfera permite o potencial controlo do Clima. A variação algoritmica da ionosfera pode criar “efeitos mágicos” em escalas macissas.
Existem muitos métodos de controlo da Ionosfera, entre eles formas de manipular a densidade das particulas (iões). O emprego de transmissores e de antenas de elevado poder operando na frequência Hi-Fi é um dos métodos.Existe numerosa literatura não classificada em jornais e revistas cientificas de pesquisa sobre o tema.
Entretanto, a tendência recente está em usar super-condutores em satélites espaciais direccionando fluxos electromagnéticos de elevada intensidade.

traduzido do India Daily.com