Pesquisar neste blogue

sábado, outubro 01, 2005

Uma mais valia no debate teórico à Esquerda

o sitio internet

"Em Wall Street as expectativas crescem. Há fusões de grandes conglomerados e mais despedimentos massivos em perspectiva. As armadilhas da liquidez. Grandes aluviões de dinheiro – fictício, esbulhado, prometido - cachoam enlouquecidos, como manadas de bisontes em pânico. Flexibilidade, polivalência, just in time. Os ritmos aceleram para os sobreviventes da empregabilidade. Os nervos crispam-se no esforço. A TV vomita as suas obscenidades quotidianas. A terra está seca. Os peitos das mães acusam silenciosamente. Torrentes de humanidade “excedentária” afluem continuamente às megapólis de lata. As chuvas são ácidas. O barril do ‘brent’ está cotado em alta. Erguem-se novamente as cabeleiras rubras da guerra. De todos os cantos do mundo se levanta um mesmo clamor de revolta.
‘O Comuneiro’ pretende ser, dentro do mundo da língua portuguesa, um pequeno laboratório de pesquisa na busca de um propósito articulado nesta revolta".
leia mais em:
http://www.ocomuneiro.com/

sexta-feira, setembro 30, 2005

A Tradição Oral no Saber Popular


No País do-Faz-de-Conta

Um alentejano que pretendia ter a cabeça entre as orelhas, no recente encontro das “Palavras Andarilhas” em Beja, contava a estorinha de alguem que querendo fazer chegar ao Mestre qualquer assunto que considerasse importante, se via confrontado com a Regra das Três Peneiras:
"a peneira da Verdade
a peneira de o assunto ser Comprovável
e a peneira de o conhecimento de tal assunto ter Utilidade
e quando lhe perguntaram sobre o problema concreto que o levava a dirigir-se ao Mestre, respondeu – “se é verdade,,, não sei, ouvi contar a outros”
“se posso comprovar, tambem não posso, pois a informação não me está acessivel”
“sem se esclarecer as outras duas questões anteriores, o assunto deixa de ser útil”
Então, respondeu o guardião do Mestre, que os há e muitos,:
- Se não sabes se é Verdade
- Se não o podes Comprovar
- E desconheces se é Útil
Então guarda o assunto só para ti".
E foi assim que o Mestre legalizou todas as fraudes que não sejam apanhadas a ser cometidas em flagrante delito,,,
E por isso tambem, os Mestres se recusam a dialogar com quem lhe traz questões fora dos parâmetros politicamente correctos segundo a biblia neoliberal – tais questões destroem-lhes a “sabedoria”.

quinta-feira, setembro 29, 2005

O próximo “Crash” Imobiliário


Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, mas tem um parque habitacional construido que chega para alojar 25 milhões de pessoas. Implementa-se artificialmente a procura com publicidades miríficas em função da oferta exagerada. E continua-se a construir em massa, porque a “indústria” da Construção Civil é o motor de uma economia atrasada e sem outras qualificações alternativas, que emprega, de forma precária, os excedentes de mão de obra tambem não qualificada.É, para alem disso, uma importante fonte de receita para o Estado (e Câmaras Municipais) sob a forma de contribuições e impostos.(a 3ª actividade no PIB)
Constrói-se em excesso relativamente às necessidades, porque se trata literalmente de enterrar em tijolos e canalizações os excedentes de acumulação capitalista que não se conseguem rentabilizar a curto prazo noutro tipo de investimentos. Os edificios da presente bolha expansiva Imobiliária são monos plantados a prazo para futura especulação imobiliária, na vã esperança de que a crise possa ser vencida. Mas tal como a “nova economia virtual das novas tecnologias”, apoiada em acções das “dotcoms”com valores ficticios super-inflacionados ruiu nas Bolsas no ano 2000, tambem a bôlha imobiliária, para onde esses valores em fuga se transferiram, acabará por ter uma estrondosa derrocada.
A crise económica provocada pelas politicas neoliberais vai durar, em Portugal, no mínimo mais três anos, e já se começaram a fazer sentir as baixas de preços no mercado. Nos restritos nichos do turismo o panorama não é diferente: espera-se que a crise acabe nos centros capitalistas da Europa e Estados Unidos (onde as taxas de juro terão fatalmente de subir) na esperança da vinda de imaginários turistas abastados que criem ilhas de riqueza no meio do desordenamento geral do território, entulho e estaleiros como imagem de marca do país, mas também aí as perspectivas continuam a ser de regressão. Há excesso de oferta de habitação e alojamento, muitos prédios e empreendimentos construidos que não se conseguem vender, e muitos vendidos com empréstimos cujos compradores se vão declarando insolventes à medida que a crise se agrava. A banca, actualmente de facto o maior senhorio e proprietário do país, será arrastada na queda, e com ela, toda a economia.
A partir dessa situação será uma óptima altura para se começar a empregar os termos “desconstruir” e “requalificar” em vez de constuir e massificar – com novos estudos, novos produtos em prol de um Portugal genuino e não abastardado pela especulação, enfim, em beneficio de todos em vez de beneficiar as parasitárias minorias do costume.

quarta-feira, setembro 28, 2005

a "Bolha" do Imobiliário


Robert Kurz
Economistas neoliberais e críticos tradicionais do capitalismo têm uma coisa em comum: uns e outros admiram a dinâmica capitalista que aparentemente não tem entraves. Mas a acumulação do capital há muito que ocorre essencialmente nos mercados de capital-dinheiro, sob a forma de bolhas financeiras sem substância. Uma parte crescente da produção de mercadorias, real mas pobre em trabalho e nesse sentido substancialmente "desvalorizada", tem como pressuposto a liquidez e poder de compra provindos destas bolhas financeiras, que não constituem um provento regular (salário ou lucro) de anteriores processos de produção. Como é sabido, nos anos noventa investimento e consumo foram em grande parte financiados pelas bolhas financeiras das bolsas. Desde o colapso da New Economy e da forte baixa das "blue chips" dos valores accionistas tradicionais esta liquidez foi massivamente reduzida(...)
Continue a ler mais, aqui*

terça-feira, setembro 27, 2005

do Valor criado pela Produção, ao Antivalor extraído do Consumo (III)

(Conclusão)
“O desespero do artista perante a grandeza dos fragmentos antigos” Johann Heinrich Fussli – 1780 - Kunthaus, Zurique

"O capitalismo não é outra coisa senão a incessante "valorização do valor", aparecendo como um fim-em-si-mesmo de transformar dinheiro em mais dinheiro." Onde está o valor?
Robert Kurz

Com o Fundo Público-Estado a agilizar a acumulação do Capital, temos a Economia dividida em pelo menos dois níveis : o sector concorrencial “Primitivo” que não tem acesso ao Fundo Público, e o sector dos Oligopólios onde o Fundo Público é decisivo na reprodução do Capital e na formação da taxa de Lucro especialmente nos sectores de ponta – Aeronáutica, Telecomunicações, Energia, Informática, Material de Defesa, etc. Nestas áreas, as capacidades de inovação já não podem ser postas ao serviço da produção financiadas apenas pelo Lucro.
Esta divisão é uma negação dos automatismos do Mercado, e a “mão visível” perversa que conduz agora à concentração ou à exclusão. Citando Marx, “há uma base que organiza o Estado e o transforma na mais brutal imagem-espelho do banquete dos ricos e do despojo de todos os não-proprietários”
A democracia tem perdido capacidade para deter a voracidade desta nova classe emergente, que luta pela submissão do Poder Político ao Poder Económico nos seus mais diversos grupos de interesses.

A crise resulta deste embate. Não se trata de uma mera crise conjuntural. Trata-se, na verdade, de levar às últimas consequências a verdadeira “revolução copernicana” operada nas relações sociais de produção neste último século, sobretudo no pós-guerra, a que alguns chamam de “revolução digital”. E de democratizar as funções sociais das empresas. Nomeadamente pelo controlo democrático pelas forças sociais das suas administrações
Ao contrário das teses neoliberais, o pós-Estado Providência, consiste em demarcar, de maneira cada vez mais clara e pertinente, os lugares de utilização e distribuição da riqueza pública (Fundo Público), tornada possível pelo próprio desenvolvimento do capitalismo sob as condições de uma forma transformada da luta de classes.
Quando todas as formas de utilização dos Fundos Públicos estiverem demarcadas e submetidas a controles institucionais, (o que não é o equivalente ao super-Estado ou ao Estado máximo), então o Estado realmente se transformará no Estado mínimo.
Trata-se da estrutura de um novo modo-de-Produção do excedente que não já tem o Valor como estruturante. Mas os valores de cada grupo social, dialogando soberanamente. Na tradição clássica, é a porta para o Socialismo.
Marx previu no seu “Fragmento sobre Máquinas” (Grundrisse) – um sistema produtivo sem trabalho humano, em que a produtividade da tecnologia domina de tal modo o processo produtivo que “o tempo de trabalho deixa de ser a medida” da riqueza e a “produção baseada no valor de troca entra em colapso” . É neste ponto que estamos.

Relacionado:
* Declínio do Modo de Produção Capitalista ou Declínio da Humanidade? - análise de Jacques Camatte (1973)

segunda-feira, setembro 26, 2005

Mudar a ONU para o Sul


Sobre a proposta de Chavez, que pretende que a ONU seja deslocalizada para um ou mais dos paises do Sul, é interessante ver o que pensam os cidadãos comuns sobre "a questão de saber quem manda no mundo". Aqui, no caso num inquérito que está a ser levado a cabo pela BBC no Brasil.
As respostas não deixam dúvidas - o principal dos Direitos Humanos que deverá ser cumprido em primeiro lugar nos paises subdesenvolvidos, é o Direito à Educação e à informação,,,
No Brasil p/e, apenas 4% dos estudantes chegam à Universidade, e destes, só 1% às Universidades Públicas. Saber é Poder!

* ONU - Reforma Impossivel, uma outra ONU é possivel? - análise de Gabriel Ezkurdia (Grano de Arena-info ATTAC.ORG)

domingo, setembro 25, 2005

A ONU em Timor-Lorosae



Depoimento do presidente José Alexandre (Xanana) Gusmão

Para os pequenos paises como Timor Oriental, a ONU é algo de muito bom. Ali podemos fazr ouvir a nossa voz e defender os nossos interesses da mesma maneira que as grandes potências. Não quero dizer com isto que tenhamos um verdadeiro poder no seio das Nações Unidas, pois o nosso peso é limitado. Mas existimos como nação, o nosso voto conta, e isso é importante. Contudo, a ONU tem um problema de funcionamento: é uma organização pesada, muitas vezes embaraçada na sua acção por uma burocracia esmagadora. No caso da missão de reconstrução de Timor-Leste, foram necessários meses e meses para formar as equipas destinadas a ajudar-nos. A burocracia da ONU não conseguia encontrar as pessoas competentes para este tipo de missão. O resultado foi que entre os quadros e os técnicos encarregados da reconstrução havia quadros de qualidade, mas a maioria ignorava a nossa cultura e os nossos hábitos. Mais ainda, não se preocupavam minimamente com a nossa sensibilidade. Os timorenses sentiram-se muitas vezes agredidos por estes estrangeiros que não respeitavam os valores da nossa sociedade. A meu ver, a ONU não os tinha preparado para a sua missão.
Não se verificaram confrontos entre o pessoal da Autoridade Transitória das Nações Unidas para Timor-Leste (UNTAET) e o povo de Timor-Leste porque actuámos para que isso não pudesse acontecer.Mas a tensão era permanente. Fui obrigado a ir pessoalmente pedir às autoridades onusianas que partissem imediatamente depois da declaração de independência porque pressentia, no fim da missão, que o pior podia acontecer de um momento para o outro. Havia muita frustação, muitos mal-entendidos, o choque cultural era evidente. Por exemplo, muitos vinham ter comigo para se queixarem de que o pessoal da ONU tinha muitos automóveis, que gastava muito dinheiro nos restaurantes e nos bares de Dili, que ocupavam os melhores cargos administrativos e tecnicos. Os timorenses tinham sido postos de parte. Não tinham empregos. Os meus compatriotas eram, de facto, espectadores numa encenação financiada pelo dinheiro que os dadores nos tinham querido dar. Impressionou-me também a mesquinhez destes funcionários da ONU. Quando a UNCTAET terminou a missão, eles levaram tudo: os automóveis, as motos, os computadores e oa aparelhos de comunicação. Chegaramaté a tirar à policia timorense os walkie-talkies usados nas comunicações entre as provincias, comunicações essas particularmente dificeis devido ao relevo montanhoso da ilha. E no entanto todo este material tinha sido comprado com o dinheiro dos doadores. Na realidade, não tenho grande entusiasmo quando me refiro à acção da ONU em Timor-Leste. Fez o que podia, mas nem sempre esteve à altura da sua missão.

(Declarações recolhidas por Any Bourrier em Janeiro de 2005)

* Entrevista ao jornal Publico, em Abril/2004:
"Xanana Gusmão Acusa a Austrália de "Má Fé": "Roubam-nos o Petróleo e Depois Fazem Conferências Sobre Transparência"

sexta-feira, setembro 23, 2005

o que é que se passa?, o qué que se passa?

imagem daqui :-)) do jurisprudente "Jumento"

* Judiciária investiga licenciamento de condominio da Infante Santo :
Foi apreendida documentação na Câmara de Lisboa e no Ippar por suspeita de "corrupção e tráfico de influências" (Publico 23/9)
* Francisco Louçã, o lider do Bloco de Esquerda, acusa a actual vereação autárquica de Lisboa de alterar o Plano Director Municipal (PDM) para favorecer o negócio entre o presidente do Benfica e a Galp. Luis Filipe Vieira adquiriu um terreno junto à Expo como loteamento industrial, onde funcionaram umas instalações da Galp. José Sá Fernandes, disse que o terreno valia 40 milhões de euros e passou a valer 460 milhões.
CM

quinta-feira, setembro 22, 2005

Os “candidatos-bandido” às Autarquias

do “Publico”: -“Fátima Felgueiras ameaçou contar alguns factos comprometedores durante o julgamento, que conta como testemunhas com Armando Vara e Narciso Miranda, e estas “movimentações funcionaram como um alerta, fazendo estremecer a candidatura oficial do PS, mas também alguns responsáveis pelo partido a nível nacional”
Escrevia Guerra Junqueiro, com a actualidade dos clássicos, que “o povo português nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”
Efectivamente os ricos que nos têm historicamente dado à costa, construíram um país em que, números redondos, 30% produzem para 70% que nada fazem.
Mas surpreendentemente, ou talvez não, esta larga maioria de portugueses rascas idolatra os seus ícones do Sucesso – “pobreza é coisa deprimente e pobre gosta é de luxo” como dizia o Joãozinho Trinta de outros sambas. Bandalheira, por bandalheira, eles acham que todos têm direito a comer! Assim, morbidamente, os portugueses vão continuar a votar nos seus heróis.É o Triunfo dos Porcos!

Valentim Loureiro, chefe-de-fila dos barões sociais-democratas, que também deve ter muito que contar a avaliar pela arrogância com que fala para o líder do PSD, referindo-se aos processos em que está envolvido, pretende arrolar como testemunhas Cavaco, Durão e Santana, (o das negociatas imobiliárias obscuras). Acho bem – quanto mais falam, mais se enterram.
Fátima Felgueiras também devia arrolar Guterres, os Ex-Sócrates e o Mário Soares da Emáudio
Ferreira Torres deveria ganir por Paulo Portas.
E todos juntos deviam arrolar - todas as testemunhas possíveis do clinton-bushismo, desde o embaixador-empresário Franck Carlucci até ao nóvel empreiteiro Ronald Rumsfeld, passando por pilha-galinhas menores como o protegido do cavaquismo Pierre Falcone.
Como opina Domingos Amaral no Diário Económico - “30 anos depois, já era tempo de Portugal perceber que este regime está esgotado. Serviu para o propósito que foi desenhado, o de garantir a democracia, mas já não serve o propósito do presente, o de governar eficazmente a democracia. Hoje, o regime devia regenerar-se” – varrendo de vez a Corrupção, acrescente-se.

Métodos de Modificação Artificial do Clima

Cientistas, Engenheiros Metereológicos e Especialistas Espaciais estão a trabalhar para algo que poderá mudar a civilização humana para sempre! – nos métodos de modificação artificial do clima. O processo se aperfeiçoado, poderá ajudar na agricultura, começando pelo evitar das secas, inundações, ciclones e tufões. Mas, poderá tambem ser um processo pelo qual qualquer inimigo pode causar devastações - inundações, ciclones artificiais e tufões provocados. Com estas acções poder-se-á pretender controlar a economia mundial e os mercados dos produtos agrícolas.

Referido em muitas lendas e religiões antigas o controlo do tempo não é nada de novo.Na Idade Moderna estes objectivos deixaram de ser mitos e são actualmente alvo de afanosas pesquisas apoiadas pelas tecnologias existentes e muitos cientistas estão empenhados em moldar esta nova área de pesquisa e desenvolvimento.
Alguns paises dominam já meios cientificos de controlo do clima. De facto, muitos peritos prevêm que novos jogos de guerra estão já sendo jogados pelos principais poderes no mundo para demonstrar as suas capacidades sobre o controlo metereológico. Evidentemente, a maior parte destas iniciativas são informação classificada e ocultadas do conhecimento público.A única forma de conhecermos estas acções, será a de olhar para os paises que tomam medidas de protecção contra as experiências de controlo climático que em tempos recentes, os cientistas e os metereologistas começaram já a testar através de métodos reais.
Alguns métodos primitivos como o “Cloud-top”, a criação de nuvens nas camadas altas da atmosfera, são normalmente produzidos entre as temperaturas de -0,5º C e -10º C. A maior quantidade de água “super-arrefecida” capaz de provocar chuvas são encontradas dentro destes parâmetros, o que corresponde a alturas entre 15.000 a 22.000 pés de altitude, dependendo dos locais.
Espalhar ou injectar compostos de iodetos de prata nas condensações de nuvens em início de formação, dispensa o uso de “agentes semeadores” colocados no sitio onde a nuclearização é pretendida, mas destinam-se sómente a fornecer uma fonte continuada de condensação. Esta técnica requer menos antecipação em relação aos métodos de espalhar agentes quimicos e podem conduzir a efeitos mais imediatos.
Os métodos mais modernos envolvem a Ionização artificial da atmosfera entre 15.000 e 30.000 pés ou acima desta altitude. Manipulando a Ionosfera e o uso controlado das interações solar-terrestres, pode-se criar efeitos muito mais alargados. Os cientistas compreenderam que o tempo é determinado pela Radiação Solar natural Electromagnetica que chega á Terra. Os raios solares e ultravioletas têm de cruzar a ionosfera para alcançar a terra e conforme esta radiação varia ela é directamente responsável pelas alterações climáticas. Concluiram ainda que os raios solares e os niveis de radiação são causados pelo bombardeamento de raios cósmicos no Sol que por sua vez têm origem em buracos-negros ou constelações de milhares e milhares de estrelas que colapsam “encolhendo” para espaços muito pequenos.
Modelos computorizados préviamente focados na ionosfera, agem como filtros nas radiações que atingem o solo. Se alguem puder controlar ou manipular esses filtros, estes transformam-se em fontes potenciais de modificações macissas dos climas. Esta foi a conclusão a que os modelos de computador permitiram chegar. Controlar a Ionosfera permite o potencial controlo do Clima. A variação algoritmica da ionosfera pode criar “efeitos mágicos” em escalas macissas.
Existem muitos métodos de controlo da Ionosfera, entre eles formas de manipular a densidade das particulas (iões). O emprego de transmissores e de antenas de elevado poder operando na frequência Hi-Fi é um dos métodos.Existe numerosa literatura não classificada em jornais e revistas cientificas de pesquisa sobre o tema.
Entretanto, a tendência recente está em usar super-condutores em satélites espaciais direccionando fluxos electromagnéticos de elevada intensidade.

traduzido do India Daily.com

quarta-feira, setembro 21, 2005

Cinema


"She Hate Me" de Spike Lee
Num contexto onde o Presidente dos EUA admite que não há verbas para a reconstrução de New Orleans,,, estreia-se por cá um filme sobre a vida quotidiana dos Negros americanos, feito por um deles. Na crítica da ganância desesperada pelo dinheiro,desde o lesbianismo, até à corrupção das Corporações, vai tudo a eito. Do melhor que foi exibido no Festival de Veneza em 2004. (trailer)

Mostra de Cinema da América Latina
"Suite Habana" de Fernando Perez - Sons e imagens da vida quotidiana na capital de Cuba
"Redentor" de Claudio Torres - Brasil
e muitos mais - vidé programação aqui

Cinemateca Nacional

"Padenye Berlina" (A Queda de Berlim - 1949) do russo Mikhail Tchiaureli - uma oportunidade para uma leitura desmistificadora sobre a controversa figura de Estaline
"Germania Anno Zero" (1948) de Roberto Rosselini - o drama alemão do pós-guerra, cujos traumas ainda hoje determinam que não pretendam regredir nos seus direitos sociais.
"Berlim Express" (1948) de Jacques Tourneur - o horror da destruição Nazi, e as jogadas de bastidores para reconstruir dos escombros qualquer coisa de similar: o sistema neonazi americano.

terça-feira, setembro 20, 2005

le "Marche de lÈmpereur"

Depois do espectáculo da falhada peregrinação ecuménica de 1 milhão de crentes a Colónia para levar a conservadora Ângela Merkel a pastar as ovelhas alemãs com erva dos lobos d´além Atlântico
"A Marcha dos Pinguins" é de momento o 2º maior êxito de bilheteira de sempre em terras do Tio Sam (depois de 11/9). Porquê? porque os Neocons decidiram que os pinguins são "o último exemplo de monogamia, sacrificio e amor, que marcham em prol de valores religiosos como a fé e a familia" e olearam a gigantesca máquina de propaganda ao serviço desta ideia simples.

A "Marcha dos NeoConservadores" porém enfrenta pequenos óbices - é que também existem pinguins-Gay,,, afinal é mesmo tudo uma questão de fé - um padre do Ohio comparou a caminhada dos pinguins na tortuosa procura do caminho para os ovos com a dos cristãos na descoberta do espirito santo,,,
,,,que Jesus ou outros exorcistas protejam então os pinguins, porque na vida real, os danos que lhes são causados pelo Aquecimento Global são evidentes, embora os Neocons sobre isso, digam nada. (atenção beatos: o filme estreia dia 3 de Novembro em Lisboa)

* Nos paises civilizados, como p/e a Noruega, o entendimento do lugar destas aves é outro - um Pinguim Imperador de nome Nils Olav foi nomeado Coronel das Forças Armadas norueguesas e condecorado por serviços distintos numa cerimónia oficial da Guarda Real.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Como combater a Ignorância: porquê falar de Darwin?


um texto do
biólogo Miguel Monteiro na revista “Ideias à Esquerda”

“Em 1999, o massacre de Columbine provocou uma onda de consternação, principalmente nos EUA. Evitar que tal tragédia se repetisse passava, inevitávelmente, por encontrar uma explicação. Neste contexto, o congressista texano Tom DeLay explicou o massacre relacionando-o com o “declínio moral” provocado pelo “ensino da Evolução”, já que “ensinamos às nossas crianças que elas não são senão macacos que evoluiram de uma espécie de sopa primordial”.
No mesmo ano, o Texas retirou o ensino da Evolução dos curriculos escolares – uma decisão que não deve contribuir para melhorar o panorama revelado por uma sondagem de 1993, onde se constatava que 47 por cento dos norte-americanos adultos pensavam que a espécie Homo Sapiens nascera há dez mil anos, criada por Deus.
Na verdade, ao longo do século XX, a Evolução tem sido banida de diferentes escolas americanas e foi uma presença assidua na barra de diferentes tribunais.
Pelo meio, convém lembrar as declarações do Papa Pio XII, que, em 1950, considerou o evolucionismo uma “hipótese séria”, desde que se distinga, no caso humano, a evolução do corpo da evolução da alma, e as do Papa João Paulo II, que, em 1996, classificou a Evolução como uma verdade cientifica.
No ensino e na formação de cientistas, ignorantes como DeLay representam um verdadeiro atraso. Um estudante que chega à universidade sem nunca ter ouvido falar de selecção natural tem um handicap, um raciocínio coxo, que lhe atrasará a compreensão em diversas áreas do conhecimento abrangidas pela teoria de Darwin: biologia, ecologia, geologia, medicina, química, etc.
Os EUA são uma das faces desta ignorância. Mas a Evolução ainda luta, em muitos locais, por um lugar ao sol. Até parece que a “Origem das Espécies” não foi publicada em 1859, que as Leis de Mendel não foram redescobertas em 1900 e que a estrutura de dupla-hélice do ADN não foi desvendada em 1953 por Watson e Crick”.

Este texto serve de preâmbulo a um artigo dos biólogos Eduardo Crespo e Luis Vicente: “Darwin, a Evolução e os seus Críticos” – uma viagem pelo admirável mundo da Evolução, com paragem num dos temas que ainda divide muitos evolucionistas: o papel do acaso.

o sonho da Gioconda

Ãngela Merkel sonhou ser uma nova Margareth Tatcher alemã,,,e conseguir levar avante a alternativa neoliberal, denominada na Alemanha por "Agenda 2010",,,

,,,cujas reformas Shroeder nunca conseguiu concretizar contra as lutas sociais que o plano desencadeou.
Uma coligação do grande Centro Merkel-Shroeder (que decerto irá ser tentada) vai consegui-lo.O financiamento para a coisa, obriga porém a sentar Bush no Bundestag e a habilidade estará em fazê-lo sem que ninguem dê por isso,,,pois é!, ao contrário de Portugal, a pulverização dos partidos politicos na Alemanha só estorva.
E por cá?, Iremos continuar todos a votar nos dois que já nos andam a enganar desde há 30 anos?

sábado, setembro 17, 2005

Eleições na Alemanha

Reaganomics Revival: uma fatalidade degenerativa para o capitalismo europeu

A biografia do homem forte do Governo social-democrata de Schroeder, o “best seller”do ministro dos Negócios Estrangeiros Joseph Martin “Joschka” Fischer intitula-se “Uma Longa Corrida até Mim Mesmo” – onde conta, como no termo da sua juventude, o triunfo vitória do espartano sobre um estilo de vida excessivo lhe permitiu perder quarenta quilos de peso e tornar-se no mais ilustre dos maratonistas alemães. Esta pode ser tambem uma excelente metáfora para o fim da época dourada pós plano-Marshall que tinha erigido a Alemanha como motor da reconstrução da Europa.
A crise do capitalismo na Alemanha é grave – 5 milhões de desempregados, economia estagnada, (a Deutche Telekom, emblema do país, exibe um défice recorde), a aplicação desde 1998 do plano neoliberal de retoma (denominado Agenda 2010) - reforma que significa cortes no sistema de saúde e de pensões, liberalização das leis laborais tendentes a precarizar o trabalho, etc. – por fim, a “emancipação” germânica do alinhamento com Washington na aventura iraquiana, que esteve na origem da cisão entre a “velha e a nova Europa”.
Depois da dissidência de Oskar Lafontaine, estas eleições foram antecipadas por o SPD ter perdido o reduto da Renânia do Norte-Westfália nas eleições regionais de 22 de Maio.
O novo alinhamento do eixo Berlim-Paris-Moscovo para resolver a crise, fez repicar os sinos do Império, e logo o mais recente livro do ministro Fischer se apressou a colar os cacos das politicas neoliberais – “O Regresso da História- O Mundo depois do 11 de Setembro e a Renovação do Ocidente”. O presidente Bush visita Mainz em Fevereiro e promete os investimentos necessários para o projecto de fazer da Alemanha o Brasil da Europa. O solução ideal americana seria a que revertesse para um eixo Merkel-Blair que colocaria as rédeas da União Europeia nas mãos da Grã Bretanha-Alemanha – finalmente um apoio incondicional ao envolvimento no Iraque. A onda neo-conservadora sobe, mas é insuficiente para garantir uma solução neoliberal governativa maioritária. Está tácitamente decidida à-priori uma ampla coligação entre a coligação de Gerhard Schroeder (que inclui “Os Verdes”) e o partido democrata-cristão de Angela Merkel.
Neste sistema perverso,onde só é visivel quem a comunicação social mostra, o voto não decide nada, porque pela lei das probabilidades os eleitores ao Centro serão sempre maioritários. As decisões serão tomadas no pátio das traseiras das opiniões públicas.

A solução anti-capitalista – Oskar Lafontaine e o novo “Partido de Esquerda”
Do jornal Público:
“A demissão em Março de 1999 do homem forte dos sociais-democratas deixou o partido perplexo. Sociais –democratas e Verdes lamentaram a decisão do mal amado ministro. mas oposição e agentes económicos saudaram-na. Os mercados financeiros não ficaram indiferentes: o euro subiu face ao dólar na bolsa de New York. Lafontaine, conhecido por “Napoleão do Sarre” pela sua pequena estatura, o modo imperial e o amor pela França, assim como pelo temível contra-ataque e capacidade oratória treinada pelos jesuitas, conseguiu erguer os sociais-democratas e arrastá-los até à vitória depois de dezasseis anos de oposição a Helmut Kohl. Como bom táctico cedeu o seu lugar de candidato a Gehard Schroeder, o “marketing-man” do SPD, pois sabia que ele próprio como candidato a chnceler não teria hipóteses. O partido venceu em Setembro de 1998 e Lafontaine conquistou o ministério das Finanças, que transformou a seu gosto num “super-ministério” roubando competências ao da Economia. Algum tempo depois abandona as funções em profundo desacordo com o homem que ajudara a apear do poder o chanceler da reunificação. Muitos consideravam-no um politico “morto”. Ressuscitou nos movimentos de contestação contra a “desmontagem social” preconizada pela Agenda 2010. Previsivelmente a que virá a ser a terceira força politica na Alemanha, o "Partido de Esquerda" (WASG), que Lafontaine encabeça juntamente com dissidentes do SPD, sindicalistas e com o renovador-comunista Gregor Gysi, poderá não só impedir a coligação de centro-direita como também a reeleição de Schroeder”.
Uma pequena faísca, pode incendiar a pradaria.

Relacionado:
"EUROPA - Os (Des)Caminhos da Social-Democracia e o Avanço da Influência Norte Americana" por Ana Maria Stuart.

11/9 Omissões e Distorções


um livro de David Gray Griffin:
www.voltairenet.org/
* "a Al Qaeda , estrictamente falando, não é uma organização,mas sim apenas um elemento operativo de um serviço de inteligência"
* "o tenente-coronel Anthony Shaffer, ex oficial da inteligencia do Exército dos Estados Unidos, declarou a 16/8/2004 ao The New York Times e à Fox News que mais de um ano antes do 11/9 o Pentágono conheCIA a identidade e actividades de Mohamed Atta, o piloto do primeiro avião que chocou contra as Torres Gemeas,e as de outros três participantes no atentado (The Washington Post, 19-8-05)
* ler mais, aqui

sexta-feira, setembro 16, 2005

"Katrina" - como New Orleans se transformou em zona de Guerra (I)

Como é regra comum em zonas de furacões, milhares de pessoas tinham sido deslocalizadas, os bens protegidos dentro do possivel. Como sempre o Katrina passou causando os danos habituais, nada de muito diferente de outras vezes. As pessoas descansaram. Passadas 24 horas rebentam os diques que protegiam a cidade, causando uma mega inundação catastrófica, milhares de vítimas e prejuizos incalculáveis.

Apesar da tragédia ter sido causada pelo rebentamento dos diques, os meios de comunicação continuam metódicamente a martelar na “catástrofe do furacão Katrina”. As causas do desastre estão determinadas – um decrescimento contínuo das verbas de manutenção e conservação dos diques que protegiam a cidade - Bush, é culpado! - na sua ânsia de relegar o Estado a um papel mínimo na sociedade, reduziu em 71,2 milhões o Orçamento(44%) do Corpo de Engenheiros de New Orleans, responsável pela manutenção de diques e barragens. E durante anos a especulação imobiliária, construiu em cima de Pantânos, sem que os governos contrariassem essa tendência. O costume.

O Senado americano iniciou um inquérito ao que correu mal com a Protecção Civil (FEMA) na assistência humanitária às vítimas. Uma das mais activas "militantes da causa do apuramento das responsabilidades", tem sido Hillary Clinton, a putativa candidata à Casa Branca. Na América ninguem advoga dádivas de esmolas sem que tenha interesses obscuros a cobrar em troca.
A incorporação da FEMA no Departamento de Segurança Interna (DSI), um mega-gabinete que coordena 22 Agências e 180 mil funcionários, foi criado pela Admn. Bush para centralizar a “luta contra o terrorismo”, nele integrando as unidades vocacionadas para a prevenção e ajuda em casos de catástrofes nacionais. Desde o 11 de Setembro, diz a Time, “em cada dólar atribuido pelo Governo Federal às unidades de desastres, 75 cêntimos foram gastos em “terrorismo”. Estas divergências, causadas por ninguem saber afinal quem estava “em charge” nas tomadas de decisão, levaram já à demissão do director da FEMA - Michael Brown, que tinha sido colocado nesta administração em troca dos favores prestados, quando aprovou pagamentos em excesso de 31 milhões de dólares em dinheiro dos contribuintes da Flórida para pagar danos inexistentes aquando do furacão "Frances" em 2001 e a outros três o ano passado, para ganhar votos para as eleições de George Bush.

Entregue ao DSI, New Orleans transformou-se em zona de guerra, na óptica da resposta cada vez mais militarizada a qualquer problema que aconteça nos Estados Unidos. E atrás da guerra, como habitualmente, vem o negócio. É nestas condições, que passados três dias do desastre, as primeiras unidades de socorro a entrar na cidade foram as forças da Empresa de Segurança privada Blackwater. Tal não aconteceu por acaso; a situação foi alvo de um cuidadoso estudo de marketing por forma a empolar mediáticamente os factos (furtos, pilhagens, violações, etc). Um mar de notícias e opiniões inundaram tambem os jornais. Com 70% da população negra, os pobres em New Orleans tiveram um concorrente económico de peso: o próprio Governo dos Estados Unidos a que chamam seu.

Os relatos são lancinantes. As imagens que as televisões nos mostram lembram as de um país do terceiro mundo afectado por uma catástrofe natural – e isso é verdade!, dentro dos Estados Unidos existe um enorme país do terceiro mundo em que existem algumas ilhas de sucesso, numa insuportável tensão entre ricos e pobres, onde na desgraça se consideram os brancos como lutando pela sobrevivência e os pretos são vistos como assaltantes e violadores,,, um autêntico barril de pólvora que, a qualquer pretexto, está sempre prestes a explodir, como aconteceu no Verão escaldante de 1971 em NY, ou nos “riots” raciais de Los Angeles em 1984. Que aconteceria à América se um dia a policia ou os militares-mercenarizados deixassem de ter capacidade para intervir?
A resposta está implicita na própria História yankee: - New Orleans está transformada em “território Indio”, o termo militar para “território inimigo” (continua)

quinta-feira, setembro 15, 2005

Bip, Bip


Simulações - acrilico sobre tela - de Susana Dias

Ainda relacionado com a espaventosa encenação de Sócrates premindo o falso detonador em Tróia, que inaugura a época do Portugal/Sonae
Ruben de Carvalho finaliza a conecção e faz bip bip:
"Quando se quer criticar servilismos do poder politico ao poder económico, faz parte das mais criticamente glosadas frases a famosa sentença de Charles Erwin Wilson, ex vice-presidente da General Motors e secretário da Defesa de Einsenhower em 1953, segundo a qual "o que é bom para a General Motors é bom para os Estados Unidos"
Ora então não é que o nosso primeiro se saiu a dizer ao dono da Sonae "o seu êxito e o seu sucesso serão o êxito e o sucesso de todos os portugueses e de Portugal"?!
Bip, Bip

“Colisão” – o filme de Paul Haggis vence Festival de Deauville
“Crash” O melhor filme do Ano. Já o tínhamos dito aqui. Premonitório! – depois de assistirmos estupefactos à debacle de New Orleans às mãos da terrível e desumana sociedade americana. O filme fala-nos disso mesmo, fala-nos sobre o racismo e a alienação urbana nos Estados Unidos.
Ler mais, aqui