
Mais de três biliões de pessoas condenadas a morrer precocemente de fome e de sede
"Não é uma cifra exagerada; mas sim cautelosa. Meditei muito nisso depois da reunião do presidente Bush com os fabricantes norte-americanos de automóveis.
A idéia funesta de converter os alimentos em combustível ficou definitivamente estabelecida como linha económica da política exterior dos Estados Unidos na última segunda-feira. Uma informação da AP diz textualmente:
"Washington, 26 de março (AP). - O presidente George W. Bush elogiou na segunda-feira, os benefícios dos automóveis que funcionam com etanol e biodiesel, numa reunião com fabricantes de veículos, na qual tentou impulsionar seus planos de combustíveis alternativos. Bush reuniu-se com o presidente do conselho e director geral da General Motors Corp, Rich Wagoner; com o director geral da Ford Motor Co., Alan Mulally e com o director geral do grupo Chrysler da Daimler Chrysler AG, Tom LaSorda" discutindo a reconversão da indústria automóvel com uma proposta para reduzir em 20% o consumo de gasolina em 10 anos"

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"Outros países do mundo rico programaram usar não apenas milho, mas também trigo, sementes de girassol, de colza e de outros alimentos para dedicá-los à produção de combustível. Para os europeus, por exemplo, seria um bom negócio importar toda a soja do mundo com o objectivo de reduzir o gasto em combustível dos seus automóveis".
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"Alguns se perguntarão por que falo de fome e de sede; a TELAM disse textualmente: "Aproximadamente dois biliões de pessoas residirão em apenas 18 anos em países e regiões onde a água irá ser uma lembrança longínqua. Dois terços da população mundial podem viver em lugares onde a escassez provoque tensões sociais e econômicas de tal magnitude que poderiam levar os povos a guerras pelo "ouro azul"
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"Segundo as estatísticas do Conselho Mundial d’Água (WWC, da sigla em inglês), estima-se que em 2015 o número de habitantes afectados por esta grave situação atinja 3,5 biliões de pessoas".
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concluindo:
Tudo isto se passará por "uma boa causa": manter intocáveis os já de si desmesurados privilégios dos consumidores norte-americanos.
