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sábado, março 31, 2007

converter alimentos em combustivel?

Como habitualmente a imprensa badalou pelos confins das páginas interiores o último comentário do presidente de Cuba, em tom decepcionado (porque em Cuba depois de oito meses em que Fidel Castro esteve impossibilitado por motivos de saúde não se passou nada do que as perturbadas mentes imperialistas imaginariam), tentando distorcer-lhe o conteúdo, falando nomeadamente em Bush, intestinos e silêncio. Melhor ficariam se tivessem veiculado a noticia com o seu verdadeiro titulo para as pessoas se aperceberem da natureza da ofensiva norte americana sobre o controlo das agriculturas nos países do 3º mundo (principalmente sobre o Brasil e a Índia) Segue-se uma resenha do artigo, cuja versão integral foi publicada no jornal Granma.

Mais de três biliões de pessoas condenadas a morrer precocemente de fome e de sede

"Não é uma cifra exagerada; mas sim cautelosa. Meditei muito nisso depois da reunião do presidente Bush com os fabricantes norte-americanos de automóveis.
A idéia funesta de converter os alimentos em combustível ficou definitivamente estabelecida como linha económica da política exterior dos Estados Unidos na última segunda-feira. Uma informação da AP diz textualmente:
"Washington, 26 de março (AP). - O presidente George W. Bush elogiou na segunda-feira, os benefícios dos automóveis que funcionam com etanol e biodiesel, numa reunião com fabricantes de veículos, na qual tentou impulsionar seus planos de combustíveis alternativos. Bush reuniu-se com o presidente do conselho e director geral da General Motors Corp, Rich Wagoner; com o director geral da Ford Motor Co., Alan Mulally e com o director geral do grupo Chrysler da Daimler Chrysler AG, Tom LaSorda" discutindo a reconversão da indústria automóvel com uma proposta para reduzir em 20% o consumo de gasolina em 10 anos"

"Uma tonelada de milho só pode produzir 413 litros de etanol como média, conforme as densidades, equivalente a 109 galões. Segundo dados da FAO, a colheita de milho dos Estados Unidos em 2005 atingiu os 280,2 milhões de toneladas. (…) Qualquer pessoa compreende que o que diz o presidente Bush são frases que carecem totalmente de realismo. Entenda-se bem: 35 biliões de galões significam o número 35 acompanhado de nove zeros!"
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"Outros países do mundo rico programaram usar não apenas milho, mas também trigo, sementes de girassol, de colza e de outros alimentos para dedicá-los à produção de combustível. Para os europeus, por exemplo, seria um bom negócio importar toda a soja do mundo com o objectivo de reduzir o gasto em combustível dos seus automóveis".
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"Alguns se perguntarão por que falo de fome e de sede; a TELAM disse textualmente: "Aproximadamente dois biliões de pessoas residirão em apenas 18 anos em países e regiões onde a água irá ser uma lembrança longínqua. Dois terços da população mundial podem viver em lugares onde a escassez provoque tensões sociais e econômicas de tal magnitude que poderiam levar os povos a guerras pelo "ouro azul"
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"Segundo as estatísticas do Conselho Mundial d’Água (WWC, da sigla em inglês), estima-se que em 2015 o número de habitantes afectados por esta grave situação atinja 3,5 biliões de pessoas".
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concluindo:
Tudo isto se passará por "uma boa causa": manter intocáveis os já de si desmesurados privilégios dos consumidores norte-americanos.

sexta-feira, março 30, 2007

efeméride - Reagan comes to town

Um pequeno tiro para a pistola justiceira,
um grande falhanço para a humanidade

"Se você não me ama, matarei o presidente." escreveu o jovem John Hinckley a Jodie Foster, depois de ter visto milhentas vezes "Taxi Driver".

Em 30 de março de 1981, Ronald Reagan estava há dois meses a desempenhar o cargo de presidente dos Estados Unidos, quando foi vítima do atentado num hotel em Washington. Imediatamente depois dos primeiros tiros, os seguranças atiraram o presidente ao chão. As balas atingiram ainda um guarda-costas e o porta-voz da Casa Branca.
Mas, logo após o atentado, as emissoras de rádio e televisão norte-americanas anunciavam que Reagan havia sobrevivido
Em tribunal, Hinckley foi considerado inimputável: como doente mental, não podia avaliar as conseqüências do falhanço, e acabou por ser internado numa clínica psiquiátrica. 25 anos depois, estamos todos como ele, internados neste gigantesco manicómio chamado mundo.

* 1983 - Reagan anuncia a "Guerra das Estrelas"
* 1983 - o inventor da teoria do Império do Mal
* 1986 - o envolvimento da administração Reagan no "caso Irão-Contras"
* 1986 - Reagan e Gorbachov em Reykjavik
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quinta-feira, março 29, 2007

tantas vezes ouvi dizer isto,
que agora já sou perfeitamente capaz
de o repetir de cór e salteado:

"Isto é um perfeito abuso feito
à revelia de toda a legislação internacional"

ps - andaria bem o regime iraniano se pusesse "Faye Turney e sus muchachos", (apanhados ilegalmente a mais de 5000 quilómetros de casa), a aguardar julgamento acampados numa tenda, dentro dos portões das instalações nucleares para fins energéticos pacificos de Isfahan

* "Afinal o que quer a República Islãmica?"

*A Embaixada do Irão em Londres divulgou hoje sexta-feira uma terceira carta supostamente escrita pela marine britânica Faye Turney na qual ela diz ter sido "sacrificada devido às políticas interventoras dos governos Bush e Blair"
"É hora agora de pedir aos nossos governos que mudem o seu comportamento opressor em relação a outros povos", afirmou Turney na carta.
(fonte)
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quarta-feira, março 28, 2007

Como funciona o sistema de bancos centrais? e principalmente o banco central americano e o banco mundial - "as mães de todos os bancos?" - é dali que os capitais ávidos na obtenção de rentabilidade partem, voando em busca de oportunidades,,,









Christian Bernard Decot é um belga residente perto de Évora, cujo nome foi muito badalado o ano passado por via de um fabuloso negócio de fabrico de aviões naquela região. Decot aproveitava então a oportunidade para explicar a origem da imensa fortuna do seu representado, interessado no investimento de 150 milhões de euros. Assim, referia que “Tristan Gillot herdou da sua avó, Ilona Hocha (Princesa Erzebeth Bathory Ecsed et Somlyo de Transylvanie), viúva do milionário Sr. Piedbeuf, o dinheiro das minas de ouro, a céu aberto, da África do Sul, vendidas ao governo dos Estados Unidos da América em 1975 (Fort Knox) e à família Rothschild”. Esta “pipa de massa” acabou depositada no Banco Mundial, a partir de onde serviria como garantia para o financiamento do projecto.
(noticia publicada por Luís Maneta no 24 Horas em Setembro de 2005)

Tristan Gillot enviou informação às altas esferas do país, presidente Sampaio incluído, propondo-se “disponibilizar a sua linha de crédito, no Banco Mundial, no formato ONG [Organização Não Governamental], garantida pela sua fortuna pessoal para utilização no desenvolvimento económico e industrial e, também, para fazer face à então situação difícil no sector agrícola devido à seca”.
Na sequência dos contactos, a autarquia de Évora cedeu um terreno de 2688 metros quadrados no aeródromo da cidade destinado à construção da fábrica “Falcon Wings”, cobrando apenas cerca de 10 mil contos por um período de 21 anos. O projecto entretanto não foi realizado. Em paralelo, a Câmara cedeu ao desbarato os lotes de terrenos do Parque industrial a 3 ou 4 familias, e hoje em dia não há mais disponibilidade para instalação de indústrias. O mais certo é estes terrenos acabarem por ser urbanizados e construídos com projectos de especulação imobiliária.

do “Abrangente”:
“o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, vai apresentar um projecto de lei, destinado a "nacionalizar" as mais-valias obtidas com a venda de terrenos que, por qualquer razão, sejam valorizados em função do novo uso. Ao Estado caberá arrecadar as mais-valias para serem distribuidas através do Fundo Social Municipal. Falta saber mais sobre este projecto de lei, mas não parece ter pernas para andar, nem força para acabar com a utilização abusiva de terrenos agrícolas para construção de casas... Se o projecto de lei for para a frente, a maioria dos autarcas deste país vai ficar muito satisfeita, uma vez que os terrenos agrícolas vão servir de meio para as Câmaras obterem dinheiro. Basta construir aqui, e ali, uma nova estrada, e logo os terrenos se valorizam. Depois, é uma questão de promover a sua venda, para que as mais-valias encham os cofres do FSM, e se proceda à distribuição do dinheiro... Quem fica a perder é o ordenamento do território, o ambiente, e o país”
Com os Municipios sempre à coca na ânsia de captação de capitais especulativos, fecha-se o círculo, importando-se corrupção.

relacionado:
por Eugénio Rosa: Domínio crescente de grupos económicos estrangeiros - "A riqueza transferida para fora do país aumentou 113% no governo Sócrates"

terça-feira, março 27, 2007

entre a fé e a "ciência": as tangas dos livros religiosos (II)

Apesar da surpresa professada em ver que os contemporâneos de Cristo ignoraram tal evento, é óbvio que a intenção do historiador Edward Gibbon foi a de mostrar que não há evidência histórica de que os eventos recordados no Novo Testamento mencionando a ressurreição de Cristo tenham verdadeiramente acontecido.

"Jesus fez tantas outras coisas que, se de cada uma delas, todas tivessem ficado escritas... o mundo inteiro não teria quartos suficientes para arrumar todos os livros que poderiam ter sido escritos"
João, 21:25

Já "transplantado" para Itália (onde nunca pôs os butes) Jesus, numa rara fotografia da época, com a Catedral de Pádua como pano de fundo, dirige-se ao gueto,a casa do judeu Levi, e diz-lhe: "vem comigo; a partir de agora passas a chamar-te Mateus"



Sergijewski Possad,século XV,
Museu Hermitage

Quando Jesus entrou em Jerusalem não veio a pé pela segunda circular junto com os pés descalços dos subúrbios. Veio de burro, um meio de transporte que na época de hoje, fazendo as contas à inflação, deve corresponder para aí a um helicóptero, animal cyborg com piloto incluido que não está em vias de extinção,,, Ele nunca tinha visto uma cidade, chegou e disse:

"Alegrai-vos óh filhos de Sião!... o vosso Rei chegou até vós; Triunfante e vitorioso é Ele humildemente montado num burro"
Zacarias, 9:9
(as tangas que estes messias inventam para não ter de vergar a mola)

além do mais, a lábia, a que chamam hoje de teologia, quando adaptada ao éter, ou de "conhecimento" quando respeitante a assuntos de pança nos hortus botanicus com estrelinhas michelin - sempre foram doutos bens intelectuais adquiridos para morfar à borla. Jesus não escapou à regra; enchia a mula à fartazana convidado por tudo o que era sitio abastado e, à surrelfa, ainda lhe lambiam as unhas dos pés :

"João, o Baptista nunca tinha comido pão nem bebido vinho, e vocês disseram; "Ele é o demónio" O filho de Deus feito homem veio, comeu e bebeu e vocês disseram, "Aqui está um galifão e um bêbado, um amigo dos colectores de impostos e dos pecadores"
Lucas, 7:33-34

Jesus gostava de frequentar sitios com "mesa aberta", onde todos tivessem assento, sem descriminações nem sujeições a consumo minimo:

"a Ceia com Simão, o Fariseu", atribuido a Luca di Tommè, século XV

"a minha Casa será chamada uma casa de Oração. Mas vós fizeste dela um covil de ladrões; do Templo não ficará pedra sobre pedra"
Marcos 13:2
e Cristo expulsou os vendilhões das obras adjudicadas por Salomão aos empreiteiros. Mal viu o perigo, o primeiro a pirar-se foi a pomba, que era nem mais nem menos que o Espirito Santo disfarçado; num ápice voou com as contas bancárias para diversos off-shores; Como é costume nestas crises, os tesos tiveram de se aguentar à bronca; os mais contestatários que ficaram a levar com a policia de choque nas manifestações como as de Bar-Kochba tiveram de dar à sola para Sefarad uns, dando às da vila diáspora outros, enquanto alguns eleitos, poucos, chegariam a Wall Street.

Carl Heinrich Bloch (1834-90)
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segunda-feira, março 26, 2007

Navarra, no norte de Espanha, é uma região tradicional de caciquismo, primeiro como prática corrente do franquismo, hoje como baluarte do PP de Aznar e da extrema direita agregada em torno da “Unión del Pueblo Navarro”(UPN)

Luís Gomez,
na reportagem publicada ontem 25 de Março, no El País

“Num bar da localidade navarra de Arguedas, a escassos vinte quilómetros de Tudela, houve um tempo em que os patrões jogavam a sorte dos melhores escravos em partidas de batota, quando o dinheiro não era, só por si, estímulo suficiente. Punham sobre a mesa a aposta: quatro homens, por exemplo. Não era muito difícil pagar o prémio: qualquer resistência se vergava à base de golpes. Os escravos eram enviados em cada manhã para os campos para trabalhar. Recebiam como alimento uma parca ração, dispunham de uma camarata e, se o seu comportamento era considerado satisfatório tinham direito a vinho, tabaco e algum dinheiro para gastar ao fim de semana, se não havia trabalho ao domingo. Assim se faziam as colheitas de alcachofra, couve-flor ou bróculos, assim se recrutavam homens para podar as vinhas da rica Ribera navarra desde há muito tempo atrás. Desde aqueles tempos, já se passou tanto tempo como uma semana:
A 13 de Março de 2007, a Guarda Civil de Navarra terminou uma investigação cujo resultado foi a “libertação” de 91 trabalhadores que viviam em condições desumanas, alojados em casebres insalubres que não tinham luz nem água corrente, submetidos a condições penosas de trabalho, onde a violência física era moeda de uso corrente. O próprio delegado do Governo de Navarra, Vicente Ripa, qualificou este tipos de práticas como “uma forma de escravatura em pleno século XXI”. Aquilo que sucedeu trouxe-nos uma singularidade: aqueles escravos eram cidadãos da União Europeia: Portugueses!".
(traduzido da fonte: El País - ler mais)

domingo, março 25, 2007

antes, durante o fascismo, quando enfrentávamos os tubarões, tinhamos esperança, porque nos sentíamos os filhos da madrugada,,,
hoje, quando as novas gerações começam a nascer algures por aí nas auto-estradas, devem conformar-se com o estado actual da nação?

Os Filhos da Brisa

As 100 maiores fortunas portuguesas representam cerca de 17 por cento do PIB. Como esse dinheiro tem de vir de algum lado, 12,4 por cento da população activa vive com o salário mínimo nacional. Ou, por outros números: há uns 10 mil portugueses com rendimentos acima dos 816 mil euros anuais, o que faz com que 1 em cada 5 portugueses, isto é, 21 por cento da população total, isto é, DOIS MILHÕES DE PESSOAS, sobrevivam no limiar da pobreza.

As graves desigualdades na repartição da riqueza em Portugal são um obstáculo ao desenvolvimento económico do país

A "Corrosão do Carácter" (Ediç.Terramar, 2001) é um livro que fica praticamente definido pelo seu subtítulo: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Isto é, trata-se de uma obra em que o autor – um dos grandes nomes da sociologia actual – faz uma síntese da situação em que se encontram hoje milhões de trabalhadores, começando nos Estados Unidos e alastrando pelo mundo fora: baseados nas novas regras da flexibilização laboral,trabalham e vivem na incerteza e na insegurança, sem qualquer garantia acerca do futuro dos respectivos postos de trabalho. Este fim das carreiras profissionais está a ser feito em nome de quê e em proveito de quem?
O sociólogo norte-americano Richard Sennet desmonta neste ensaio a flexibilidade do trabalho e o seu impacto no carácter pessoal dos trabalhadores. No “novo capitalismo” troca-se mais frequentemente de emprego e há menos burocracia que no passado. Deixou-se de falar no longo prazo e os empregos estão a ser substituídos por projectos. O autor sugere é que o moderno mundo das organizações está a atacar a base do nosso carácter, transformando a forma como nos relacionamos e pondo em causa parte das estruturas sociais que nos permitem viver em conjunto.

Para aqueles que eventualmente tenham a memória curta, convém lembrar que a nova legislação laboral, entre nós, foi implementada pelo ministro do "governo da tanga" de Durão Barroso, Bagão Félix - que provinha de um partido com menos de 10 por cento de votos expressos - um golpe de mestre que nos fez aderir à força ao regime neocon de Washington, na Cimeira das Lajes.

Um regime que não dá aos seres humanos razões profundas para cuidarem uns dos outros não pode manter por muito tempo a sua legitimidade”.
in “A Cultura do Novo Capitalismo

"O novo capitalismo promove desigualdades que já nem levantam grandes clamores de protesto: é o caso das indemnizações principescas aos dirigentes que são afastados depois das fusões e concentrações. Nasceram deste modo três défices sociais: fraca lealdade institucional, diminuição da confiança informal entre trabalhadores e enfraquecimento do saber institucional. Para quem comanda a empresa passou a ser um assunto delicado a construção de um sentimento de inclusão social que assente na identidade do trabalho. Com a hiperqualificação e a infradesqualificação o leque salarial tornou-se abismal. Os “McJobs” pululam evidenciado que o capitalismo social está a ser enterrado"

(Para continuar a ler na recensão do livro de Sennet, no artigo de Beja Santos, publicado no "Noticias da Amadora")
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sábado, março 24, 2007

sobre o congresso do cds-pp



Quem diz o quê, e com que finalidade? - Definições merdosas para uso de anti-comunistas – para a compreensão do léxico politico usado nos panfletos da esquerda livre da partidocracia

Conservadores – os que querem conservar a merda que eles próprios fizeram
Liberais – os que toleram a merda que os outros fazem
Reaccionário – o que pensa que a merda do macaco é melhor.
Sociais-Democratas – os que advogam perfumar a merda
Nazis – qual merda? isso não passa de uma conspiração judaica
Fascistas – os que pensam que conseguem armazenar toda a merda que cagaram
Monárquicos – os que dizem que a merda de rei não cheira mal
Teocrata – os que dizem que Deus disse que merda de governante não cheira mal
Anarquista – manifesta-se pelo direito do povo cagar em qualquer lado a qualquer hora
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sexta-feira, março 23, 2007

No grande filme de terror que os neocons têm em rodagem, para a humanidade estão reservados mihões de papéis de figurantes. Nós portugeses, não por acaso, mas por indiferença crónica, já estamos habituados,,, por via de trezentos anos de vassalagem ao liberalismo anglo-saxónico (a guerra com mais sucesso é aquela em que não é preciso combater o inimigo); contudo, na actualização em curso para a americanização do país, seria exigivel aos actuais (e próximos) executivos um minimo de decência quando fazem copy&past do neoconismo.

a Policia de Segurança Pública ao serviço das causas fraudulentas dos patrões

O Engenheiro Luís Moreira, presidente do conselho de administração da Pereira da Costa, SA, chamou «terroristas» aos trabalhadores da empresa, em declarações que prestou aos jornalistas. Para ele são terroristas os trabalhadores que ilegalmente despediu e que o tribunal mandou reintegrar. Por isso, reiteradamente, ignorou a decisão judicial.
Nos dias 7 a 9 e 12 e 13 de Março, um oficial de justiça, acompanhado de forte aparato policial, esteve na Pereira da Costa na Venda Nova, para cumprir uma providência cautelar, tendo então carregado violentamente sobre os cerca de 90 trabalhadores que montavam guarda à porta das instalações. Este recurso do conselho de administração da empresa está, segundo os representantes dos trabalhadores, fundamentado em mentiras e calúnias, a que o Tribunal Judicial da Amadora deu provimento. «As mentiras e ilegalidades cometidas pelo conselho de administração tiveram acolhimento do Tribunal da Amadora e no governo PS ao autorizar a carga policial contra os trabalhadores», afirma o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul, que no passado dia 19 de Março recorreu da decisão para «repor a verdade dos factos e simultaneamente responsabilizar os seus mentores no plano moral e criminal». (ler o artigo completo, aqui)

Na gelada gestão capitalista neoconservadora actual, o operário é um objecto (um meio) de produção como outro qualquer, classificável na sociedade de consumo,

O Sistema dos Objectos

“O consumo é o modo activo da relação, o modo de actividade sistemática e uma resposta global sobre a qual se funde o nosso sistema cultural. Consumo é a organização das substâncias, imagens e mensagens com matéria significante. A partir de um signo tece-se uma classificação e hierarquização que promove diferenças socio-culturais entre consumidores. À semelhança de uma fauna ou de uma flora, a imensa vegetação de objectos é classificável”
Jean Baudrillard

relacionado:
* "A Exclusão do Imperfeito"
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quinta-feira, março 22, 2007

O Império da Vergonha

Rodrigues da Silva no JL,

Ainda há socialistas dignos desse honrado nome. Jean Ziegler (n.Berna 1934) é um deles, e se, assim de repente, não o identificam, esclareça-se que se trata do autor de dois livros de referência, ambos, felizmente, traduzidos entre nós: “A Suiça Lava Mais Branco” (1990) e “A Suiça, O Ouro e Os Mortos” (1997). Dois titulos de uma eloquência arrasadora para o país natal de Ziegler, ao nível de alguns dos filmes desse outro suiço de boa cepa, o cineasta Alain Tanner. Mas Ziegler (que estudou Economia, Sociologia e Ciências Politicas, na Suiça, em França e nos Estados Unidos, possui vastos conhecimentos de História e foi professor de várias Universidades europeias) já antes de 1990 publicara “A Contra Revolução em África” (1963), a que se seguiram mais três ensaios sobre aquele continente e dois outros de títulos promonitórios: “Contra a Ordem do Mundo”; “Os Rebeldes” (1983) e “A Vitória dos Vencidos: Opressão e Resistência Cultural” (1988).

Disse de titulos promonitórios porque quero chamar aqui a atenção para o último livro de Ziegler, acabado de sair em Portugal, “O Império da Vergonha” – um fabuloso ensaio sobre aquilo que ele apelida de a “refeudalização do mundo”, realidade a partir da qual cria um conceito: os cosmocratas. E quem são estes cosmocratas que refeudalizaram o mundo? Ziegler explica: são os senhores que, a pouco e pouco, tudo privatizam, inclusivé a própria água (por enquanto ainda não o ar), que depois os povos terão de lhes pagar. Trocada a coisa por miúdos, diga-se que para Ziegler os cosmocratas servem-se da dívida e da fome para conseguirem impor um regime (até agora inédito) de submissão dos povos aos interesses das grandes companhias privadas. É que, pela dívida, os Estados abdicam da sua soberania, e, pela fome, os povos agonizam e renunciam à sua liberdade. Os grandes empórios transcontinentais partilham entre si as riquezas do Hemisfério Sul, apoiados quer nuns Estados Unidos que, com Bush, cada vez mais dominam o mundo, quer em instituições como o Banco Mundial, o FMI, a União Mundial do Comércio e a própria UE que impõem politicas suicidárias aos paises individados. Paises sujeitos, por um lado, à tirania de politicos locais vendidos e corruptos. Como o comprova o número crescente (100 milhões mais em apenas dez anos) de seres humanos que sobrevivem com menos de um dólar por dia.

Esta súmula não resulta de um pensamento teórico, porque Ziegler, que em tempos foi deputado do Partido Socialista Suiço, e há uma década funcionário da ONU, como relator especial da Comissão de Direitos do Homem sobre o Direito à Alimentação. E, nesta qualidade, tem corrido o mundo, ou mais exactamente, aqueles paises que se defrontam com a fome. “O Império da Vergonha” reflecte-o, porque Ziegler assume-se nele como testemunha. Ou como repórter – todo o seu ensaio pode ser lido como uma reportagem, aliás muito bem escrita.

E é assim que a realidade de paises como o Brasil (44 milhões de subnutridos crónicos), a Etiópia, o Chile, as Honduras, o Haiti, Marrocos, Tailândia, Ruanda e diversos outros nos é dada a ver por Ziegler. Que igualmente, não se coibe de pôr a nu a politica de algumas grandes transcontinentais (como a Nestlé por exemplo), que enriquecem na razão directa da exploração dos povos mais pobres.
Ziegler não se fica pela denúncia – à beira dos 73 anos, este socialista sartreano, que não enjeitou o marxismo e muito menos a memória dos revolucionários de 1789, proclama ainda a necessidade e a urgência da insurreição. A insurreição das consciências, pela refundação do direito à felicidade! Porque “se não consegue vencer a vergonha, o faminto morre

relacionado:
* "A esquizofrenia das Nações Unidas"
* "Retrato do Banco Mundial"
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sobre todos os dias,,, que não são dias da poesia

Alexandre O`Neill

a vida de família tornou-se bem difícil
com as contas a pagar os filhos a fazer
ou a evitar a ranhoca a limpar
a vida de família não tem razão de ser
não tem ração de querer

a vida de família jangada da medusa
é o tablado da antropofagia

mas ficam os retratos cristo virgem maria
e os sobreviventes, que vão chupando os dentes


















Soldados americanos na inauguração do Centro dos Bravos (Center for the Intrepid), um centro de reabilitação high-tech de 50 milhões de dólares destinado a ajudar os soldados amputados ou queimados.

Que será feito do nosso rapaz militar que ficou estropiado em Kabul? é estranho a TVI não se interessar pelo assunto,,, tanto mais estranho quanto a vítima desapareceu até das noticias,,,
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terça-feira, março 20, 2007

4 anos destruindo vidas


O procurador Luis Moreno-Ocampo, do Tribunal Internacional de Haia, afirmou no passado domingo que o presidente Bush e o 1º ministro britânico Blair podem vir a enfrentar acusações por crimes de guerra. A denúncia assenta nas noticias vindas a público de que mais de 1 milhão de iraquianos tenham já sido mortos desde o inicio da invasão ilegal.
(fonte: "Axis of Logic")

Confrontados com um futuro pouco menos que negro, pouco mais resta aos dois criminosos (e respectivos acólitos mais ou menos dissimulados) do que a fuga para a frente:
Antes da saída de Blair pela porta das traseiras, para vergonha de toda a humanidade, os parlamentares britânicos conciliaram-se para aprovarem a re-implementação do velho projecto nuclear "Trident" - apesar do clamor generalizado de protesto, o apelo no âmbito do programa de armamento nuclear dos neocons norte-americanos foi irrecusável: finalmente, parecem estar descobertas as famigeradas armas de destruição macissa - mas o outro, o presidente do indefeso Irão, é que vai à ONU enfrentar acusações falsas e sofrer sanções.

Os números do "Programa Tridente" são eloquentes: cada míssil com 1 metro e noventa de diâmetro, 13 metros de comprimento e 58,5 quilos de peso custa qualquer coisa como 16,800 libras (aprox. 29,1 mil euros). O programa de construção dos novos submarinos para usarem estes novos brinquedos nucleares custará entre 15 a 20 biliões de libras, (qualquer coisa como 3% do orçamento da defesa todos os anos) devendo estar activos até 2040.
Segundo o Guardian:
"Tony Blair took us to war on Iraq to find weapons of mass destruction. There were none. 655,000 Iraqis, over 3000 US soldiers and 130 British soldiers have died in that illegal war. Now Blair wants to spend up to £76 billion on new Trident nuclear weapons for a ‘defence’ policy based on indiscriminate killing of millions"
Perante tão risonhas perspectivas não há-de o Paulo Portas estar à beira de lhe dar uma coisinha má, a ponto de os seus correlegionários se proporem ir às fuças a todos os impecilhos que se lhe atravessem pela frente; Facínora que se preze é assim: determinado nos seus objectivos.

Ver mais detalhes sobre como funciona o programa Tridente:
http://news.bbc.co.uk/

"os Hunos invadem a Itália pondo fim à Civilização e às Artes"
Eugene Delacroix, 1822
Biblioteca da Assembleia Nacional Francesa
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segunda-feira, março 19, 2007

O sr ministro da defesa afirmou que Portugal decidiu encerrar a embaixada em Bagdad porque o seu "colega iraquiano não lhe podia garantir a segurança das instalações". Ainda bem que Luis Amado reconhece como "colega" um titere integrado num governo de marionetas nomeadas ilegalmente por uma potência de ocupação que patrocinou e controlou um simulacro de eleições. Claro que o sr ministro não pode dizer nada de muito diferente, porque também ele é controlado pela mesmissima potência estrangeira.

Vem a propósito trazer aqui à lembrança um artigo de Domingos Lopes, vice-presidente do CPPC, publicado aquando da decisão do governo enviar tropas para o Líbano, onde afirmava: “O interesse nacional português passa por se saber posicionar no presente com olhos nos desenvolvimentos futuros. Nesse sentido, apostar naqueles que têm uma vocação de domínio é uma má opção

o Libano, o interesse nacional e o biombo do sr. Ministro da Defesa

“Parece-nos importante que a discussão sobre a guerra no Líbano e o interesse nacional se aprofunde e um artigo publicado pelo sr. Ministro da Defesa (Publico, Setembro2006) veio contribuir para essa discussão. A tese do sr. Ministro é a de que a participação das Forças Armadas Portuguesas na força multinacional da ONU corresponde à defesa dos interesses nacionais. Na verdade não corresponde, como pretendemos demonstrar.
Os principais argumentos do sr. Ministro são estes: a) há riscos de uma guerra regional; b) as principais ameaças à segurança europeia, incluindo as sedes transnacionais de organizações terroristas e os programas de tecnologia nuclear, têm origem naquela região; c) a segurança energética de Portugal e do conjunto dos paises europeus depende de uma estabilidade mínima no Médio Oriente, sem a qual não será assegurado o acesso aos recursos indispensáveis para o regular funcionamento das economias avançadas; d) a participação da UE na missão do Líbano e a presença portuguesa na missão servem para rejeitar o isolacionismo e afirmar o país na cena internacional. É pois necessário aferir se estes argumentos correspondem à melhor defesa dos interesses nacionais.










a) aos riscos de uma guerra regional:
É claro que há riscos de uma guerra regional e o senhor ministro bem sabe que não são as FFAA portuguesas e o contingente da ONU que os vão neutralizar. As razões que levam ao perigo de uma guerra regional resultam, como é unânime em todos os quadrantes da vida internacional, da ocupação dos territórios árabes depois da guerra de 1967, e sobretudo de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém –Leste, o que impede a criação do Estado palestiniano. Aqui é que bate o ponto. É profundamente revoltante para as grandes massas palestinianas, árabes e muçulmanos que todos os povos acabem por conquistar a sua independência e o povo palestiniano, esmagado pela coligação Israel/EUA, o não consiga. É esta ocupação, com todo o seu cortejo de horrores, que alimenta a luta do povo palestiniano, reconhecida pelo direito internacional. É nesta injustiça gritante que medram diversos fundamentalistas. É por isso que é preciso pôr termo a esta situação. Enquanto ela durar, os riscos de uma guerra regional estarão sempre presentes. Sem essa situação, a tensão baixará na região. A guerra regional estará sempre presente enquanto houver um país, o mais forte do mundo em termos económicos e militares, que tem um plano bélico para impor ao Médio Oriente os seus valores e os seus homens de mão para garantir a sua segurança energética. Só a a partir do interior das sociedades árabes, por obra dos seus próprios povos, se poderá construir um futuro democrático e pacífico. O resto é contemporizar com a Arábia Saudita, o Egipto ou os diversos emirados e sultanatos e manter a ocupação do Iraque...

b) quanto às ameaças à segurança europeia:
É caso para perguntar como é que cento e tal militares portugueses, mais os militares da UE, conseguem assegurar esse objectivo? Uma vez mais, trata-se de fazer confundir a árvore com a floresta. Os terroristas alimentam-se das condições miseráveis em que vivem certas populações e que não vêm outra saída. É pois preciso atacar essas condições. Claro, sem deixar de dar combate ao terrorismo, mas com a consciência de que a solução não é militar. Um exemplo: o Iraque nunca esteve ligado a redes terroristas, como reconhecem hoje os próprios EUA. Depois da ocupação pululam organizações terroristas no Iraque. É dos livros. Toda a gente sabe.

c) quanto à segurança energética de Portugal e da UE, entendamo-nos:
que quer dizer o sr. ministro? O petróleo pertence aos países onde se encontra, tais como as tecnologias avançadas pertencem aos paises seus detentores. Assim, os paises fornecedores de petróleo têm direito de negociar com os paises fornecedores de tecnologia os termos desses acordos. Estabelecendo relações equilibradas e reciprocamente vantajosas com os paises produtores de petróleo, Portugal assegurará o seu futuro e a sua segurança energética. O sr. ministro e o seu governo escolhem mal.

uma das tarefas da companhia de Engenharia destacada para o Líbano é andar a acarretar o entulho produzido por Israel. Quem paga as nossas Forças Armadas? que negócios são estes? por quem foram mandatados os governantes que optaram por este tipo de decisões?

d) quanto à participação portuguesa:
Vale a pena referir que é preciso ter a mente fria e saber distinguir quando Portugal deve ou não participar numa missão militar. Só porque é da UE, é inaceitável. Se for uma missão da UE que viole os direitos nacionais de outros povos, os interesses portugueses, Portugal não deve participar. Mas o sr. ministro também escreveu que é importante devolver aos libaneses o Líbano. Bonitas palavras. Só que Israel ocupou anos a fio o Sul do Líbano e ainda ocupa um conjunto de quintas. Israel também invadiu o Líbano com a mesma retórica. São os libaneses que vão resolver os problemas do Líbano, não vai ser o contingente da ONU, que de nenhum modo se deve envolver nos assuntos internos do Líbano. E assim, o Líbano deverá ser dos libaneses, mas é preciso que a Síria seja dos sírios, incluindo os montes Golan; e Gaz, Cisjordânia e Jerusalém –Leste sejam dos palestinianos. O interessa nacional passa por se saber posicionar no presente com olhos nos desenvolvimentos futuros. Nesse sentido. Apostar naqueles que têm uma vocação de dominio é uma má opção. Posicionarmo-nos para o futuro significa estabelecer com todos os paises árabes relações de cooperação com base na reciprocidade de vantagens.
O resto é esconder a cumplicidade com ambições totalmente estranhas ao interesse nacional
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domingo, março 18, 2007

O Indymedia Portugal mudou. Primeiro mudou de servidor, motivo pelo qual esteve inacessível nos últimos dias, e poderá temporariamente voltar a estar. Mas surgiu também a necessidade de repensar o funcionamento da página: os princípios editoriais, as dinâmicas adquiridas ao longo do tempo, a disposição gráfica e os problemas derivados do mau uso que se faz de uma ferramenta que se quer construtiva e de debate enriquecedor. A vontade é de quebrar com uma realidade de estagnação e alguns mal entendidos em relação ao que consideramos que deve ser um projecto de contra-informação na Internet (...)
Queremos acima de tudo que o Indymedia permaneça livre e aberto à discussão construtiva, à crítica, à solidariedade, ao apoio mútuo e às contribuições de tod@s @s utilizador@s que, como nós, partilham a ideia de que é importante, aqui e agora, Romper o Silêncio.

para ler na íntegra, aqui: CMI-Indymedia Portugal
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sábado, março 17, 2007

o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje
a abertura do debate sobre a guerra no Iraque,
ameaçado pelo veto da Casa Branca
a qualquer iniciativa que contemple um calendário
para a retirada das forças agressoras.

mas, como se verá
Para acabar de vez com as vítimas do Capitalismo
não bastará substituir o governo
por uma alegoria "democrata" do mesmo governo

Quando o cadáver do recém- assassinado Martin Luther King foi recolhido do chão, no dia 4 de Abril, encontraram-lhe num dos bolsos um rascunho – a minuta do que seria o discurso, que nunca chegou a ser pronunciado, tinha por titulo “Os 10 mandamentos sobre o Vietname” e seria depois lido emocionadamente pela sua mulher no dia 28 de Abril de 1968 num comício em Central Park. Foi a época em que se iniciou a contestação à guerra, que atingiria o auge ao som de “Give Peace a Chance” juntando 1 milhão de pessoas também no mesmo local, novamente marcado, anos depois, por aí ter sido assassinado outro famoso militante do movimento anti-guerra: John Lennon. As fichas que o FBI e depois a CIA tinham compilado sobre Lennon foram mantidas como segredo de Estado durante 25 anos – quando foi conhecido publicamente o seu conteúdo, permitiu a rodagem do documentário “The U.S vs John Lennon” que foi estreado no Festival de Veneza em 2006. Não é provável que venha a ser exibido em Portugal.

17 de Março - Jornada Mundial contra a Guerra no Iraque

Inspirado na bilhetinho de Luther King, aqui fica a sua adaptação, ao jeito da nossa época, para os "10 Mandamentos sobre o Iraque"

01 - Não deverás acreditar na vitória militar
02 - Não deverás acreditar numa vitória politica
03 - Não deves acreditar que os Iraquianos nos adoram
04 - Não deves acreditar que o governo iraquiano tem o apoio do seu povo
05 - Não deves acreditar que a maioria dos iraquianos se parecem todos com clérigos islâmicos ou com terroristas
06 - Não acreditarás que o número de mortos iraquianos podem ser comparados com os de americanos mortos
07 - Não deves acreditar que os Generais depois de reformados sabem melhor o que é a guerra do que antes, quando lá estiveram e não a puderam ganhar.
08 - Não deves acreditar que a vitória dos “inimigos” significa “terrorismo”
09 - Não acreditarás que o mundo inteiro apoia o Estados Unidos
10 - Não matarás
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sexta-feira, março 16, 2007

Neoliberalismo

as pessoas escravizadas e alienadas degradam-se,
mas o património livre e anárquico fluoresce

Parece haver um mistério dificil de decifrar: Por que é que a Riqueza cria Pobreza no mundo? Antes de procurar encontrar explicação para esta questão há outro “mistério” que devemos explicar: ¿Como é possivel, se as Corporações têm realizado investimentos, a ajuda estrangeira e os empréstimos internacionais aos paises pobres se têm implementado de forma extraordinária por todo o mundo na última metade de século – como é possivel que mesmo assim se tenha gerado tanta pobreza? O número de pessoas vivendo em situação de pobreza cresce a uma percentagem bastante mais rápida do que a população mundial. Que conclusão devemos tirar deste facto?

A população mundial cresce a um ritmo tão estonteante que os que chegam de novo à situação de se fazerem à vida enchem um jumbo com 400 passageiros a cada três minutos que passam. Apesar das pressões associadas ao crescimento populacional contínuo, as Nações Unidas prevêm que os números aumentarão dos 6,1 biliões em 2000 para 9,3 biliões em 2050. Mais preocupante ainda, todas as 3,2 biliões de pessoas adicionais estarão nos países em vias desenvolvimento. Considerando a análise no livro de Lester Brown "Eco-Economia", há motivos para duvidar que isso de facto venha a ocorrer assim. A tendência é para que se verifiquem cada vez mais fluxos migratórios em condições cada vez mais dramáticas. A resposta para inverter este estado de coisas só pode passar por economias participativas a implementar localmente.
A grande mistificação relativamente à charlatanice pseudo ecológica do caixeiro viajante de Bush que dá pelo nome de Al Gore - é tentar fazerem-nos acreditar que se pode "consertar", digamos assim, o actual estado de coisas no mundo sem mexer, ou sequer beliscar as estruturas básicas do capitalismo e os interesses de classe (as burguesias multinacionais) que lhe são subjacentes.

Eco-Economia: Construindo uma Economia para a Terra
leituras recomendadas:
* livro "Eco-Economia" com especial incidência para o capitulo III - Como Chegar Lá?
10 - Reduzir Fertilidade para Estabilizar Populações
11 - Ferramentas para a Reestruturação da Economia
12 - Acelerando a Transição
* ZMag - "Economia Participativa"
* ZNet - Parecon - "Comunidades Populares Empenhadas na Mudança Social"

quinta-feira, março 15, 2007

Estado das Obras de Remodelação do Médio Oriente

(onde eles prometiam ser breves)

defendendo os interesses do Sionismo:
o novíssimo nome do imperialismo

Depois das falsas expectativas de negociação e retirada criadas em torno do parecer da comissão Baker, os Neocons dão novo passo no seu “projecto para um novo Médio Oriente” – a escalada da agressão, como é tradicional nos poderes imperiais atolados no pântano das suas eventuras militares. A ofensiva desdobra-se em quatro frentes: envio de mais tropas para o Iraque, subida de tom nas ameaças ao Irão, um novo golpe na resistência palestiniana e a liquidação do regime islâmico da Somália.

A “neutralidade” europeia. Na Palestina a acção conjugada de Washington e Telavive acabou por recrutar Mahmud Abbas e a Fatah para uma provocatória convocação de eleições, autêntico golpe de estado que visa expulsar o Hamas do poder pela força. É o fim da heróica tradição de luta da Fatah e o primeiro passo na concretização do sonho imperialista de há muitos anos: a guerra civil entre palestinianos.

Israel – Assassinatos Legais

O Supremo Tribunal de Israel justificou em 14 de Dezembro, a prática de assassinatos selectivos de palestinianos pelo exército israelita, com o argumento de que “não se pode dizer antecipadamente que todas as liquidações selectivas sejam contrárias ao direito internacional”. Segundo os juizes, depois de cada assassinato selectivo deve ser feito um inquérito independente para saber se foi justificado e, em caso negativo, pagar compensações às vítimas ou às suas famílias... Desde o início da segunda Intifada em Dezembro de 2000, já foram mortos por este meio 339 palestinianos, 129 dos quais não eram activistas politicos.

A Neutralidade Europeia

“Alemanha, Grã Bretanha, Canadá, e Holanda votaram em 15 de Novembro contra uma resolução do conselho de Direitos Humanos da ONU, que condenou o massacre israelita de Beit Hanoun na Faixa de Gaza (morte de 18 civis, entre os quais 7 crianças, no bombardeamento a um bairro residencial). O argumento para votar contra foi que a resolução deveria condenar também os palestinianos... Com a mesma desculpa, abstiveram-se a França, Suiça, Japão e... os Estados Unidos, pela sua parte, já tinham oposto o seu habitual veto à condenação de Israel no Conselho de Segurança. Seja qual for o presidente em exercício em Washington, é invariável o apadrinhamento da barbárie Sionista – que desde Junho do ano passado, já matou 280 palestinianos, 60 dos quais crianças”

As sanções impostas ao Irão pelo Conselho de Segurança, valem, não pela incidência económica – a Rússia e a China mantêm os seus contratos com Teerão, - mas como degrau intermédio para amanhã justificar um ataque. É esse também o significado da prisão de diplomatas iranianos que se tinham deslocado ao Iraque – a guerra de nervos como preparativo para a guerra real.

(parcialmente respigado da revista “Politica Operária”, Jan/Fev 2007)
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quarta-feira, março 14, 2007


James Petras analiza as viagens de Bush (protegido por 3000 soldados reunindo em gabinetes das cúpulas de governos neoliberais) e Chávez (passando pelas ruas aplaudido por centenas de milhares de pessoas). Um comentador sobre a boutade da Fox News descrita no post anterior, saiu-se com esta:
"Bush já se poderia considerar extremamente feliz de fosse mais popular do que Chávez na própria América do Norte"

No passado dia 6 o Departamento de Controlo Migratório, uma dependência da "Homeland Security da Administração Bush, levou a cabo uma rusga brutal à empresa Michael Bianco em New Bedford no Massachussets prendendo 360 trabalhadores mexicanos acusados de estarem ilegais. A maioria são mulheres que, conduzidas de imediato a um centro de detenção, de onde serão repatriadas, tiveram de deixar os filhos abandonados nas escolas. À empresa não lhe vai acontecer nada - a companhia recebeu recentemente cerca de 1 milhão de dólares em contratos militares para fabricar mochilas utilizadas pelos soldados no Iraque.
Segundo uma notícia de hoje no Público, se estes operários se calham a lembrar de se voluntariarem para servir nas forças armadas Gringas e se se dispusessem a cumprir comissão na guerra do Iraque, tinham automaticamente obtido a cidadania americana. Tem lógica: já que se faz a guerra, que seja em nome de acabar com o desemprego dos muitos brancos pobres (12% da população dos EUA) e em bom proveito da retoma capitalista dos muito poucos muito ricos.
Como se decreta, em vez do "dia nacional sem automóveis", o "dia nacional sem mexicanos" veja-se aqui como estes receberam na Cidade do México o último mandatário antes da extinção do "american way of life"


ver mais:
* "Laura Bush e os mexicanos"
* "Bush compromete a estabilidade do seu aliado: o presidente-fraude Calderón"

terça-feira, março 13, 2007

de olho na Fox News

Ser cliente da comunicação oficial ou espectador de televisão nos Estados Unidos não deve ser tarefa fácil - quem estiver distraído engole com cada patranha a que nem o Delgado aqui da Lusa se atreve. Na noite de ontem, no programa “Special Report” da Fox News, àcerca da visita de Bush, esta semana, a diversos países da América Latina e da resposta de Chavez com um périplo por outros, o comentador Fred Barnes não teve pejo em proclamar que “Bush é mais popular na América Latina do que Hugo Chávez”.
Bush, precedido de 300 cães-de-guarda armados, helicóperos e a habitual panóplia securitária, foi recebido assim, no Brasil:

assim no Uruguay, assim na Colômbia onde foi tratar deste tipo de assunto,
e assim no México.




No mesmo dia de ontem, Hugo Chávez visitou o Haiti o país mais pobre do continente, perigoso por ter saido recentemente de uma guerra civil, que depende da segurança feita precisamente por militares brasileiros sob a égide dos EUA e da ONU. Veja-se e compare-se a maior popularidade do Diablo Bush e a segurança necessária a Chávez. Impressionante: durante o percurso, desde a chegada ao aeroporto Toussant Louverture muitos milhares de populares envolveram a comitiva gritando insistentemente "Viva Chávez, Abajo Bush". A meio do percurso Chávez entusiasma-se, sai da viatura oficial e desata a correr ao lado da população em festa - arriba Chávez, que no te vás a quedar gordito! - que melhor desmentido para os acólitos neocons? (de quem este blogue amigo traça um retrato exemplar)
(o video tem 30 minutos, mas existe uma versão resumida aqui)



A digressão do imperialismo teve como principal alvo o Brasil e a assinatura do acordo sobre o Etanol. Mas quem vai ganhar com a cultura intensiva necessária para produzir o biodiesel?

Uma potência imperialista...
Uma terra colonizada...
Uma Monocultura
dum produto necessário noutros
mercados para Exportação
baseada na grande propriedade (latifúndio)

que mantém, cria e dá novo fôlego a uma elite conservadora e submissa aos ditames da superpotência. Estamos no Século XIV ou no Século XXI?
Por via do acordo bilateral Brasil/EUA sobre o etanol, fica evidente que a Casa Branca percebeu que não tinha outra opção senão valorizar o uso de combustíveis renováveis. O petróleo está-se a tornar escasso e sustentar guerras para o obter está a ficar muito caro económica e politicamente. Além disto, investir no desenvolvimento de veículos que não usem motores de combustão prejudicaria os interesses de muitos patrocinadores do Partido Republicano (e do Partido Democrata, também). Tudo indica que o Brasil está destinado a salvar o que existe de pior no "americam way of life".

Também parece evidente que a maioria dos brasileiros não irá tirar qualquer proveito disto. Afinal, como até a imprensa internacional percebeu, a produção do etanol a preços competitivos depende da existência de 200.000 quasescravos: Ao assinar o acordo, Lula decretou indirectamente o aumento do número de quasescravos dos usineiros. Nos próximos 10 anos, como diz Fábio de Oliveira Ribeiro, “não teremos 200.000 mas 1.000.000 de brasileiros quasescravos no campo. Retornamos aos "bons tempos" do Brasil colónia e os neo- senhores- do-engenho devem estar agradecidos. Darão a Lula um terceiro mandato? É bem provável!”

A 1ª paragem de Chávez no Haiti foi para visitar as "Brigadas Internacionais Simão Bolivar" - este é o caminho a seguir pelo povo brasileiro: constituir associações revolucionarias de base que ponham cada vez mais em causa o Estado sequestrado, antes pela burguesia herdeira da ditadura, agora pelos "reformistas" de Lula que, sentados à mesa do Poder com o neoliberalismo, se candidatam eles mesmo a pedir reforma. É o fim do quintal dos gringos. É tempo de constituir a associação livre de nações latino-americanas que ponha fim a cem anos de solidão imperialista

Voltando ao campo da "comunicação social": uma mesa redonda numa televisão privada venezuelana tenta "entalar" o regime de Chávez apelidando-o de autoritário e outros mimos. Veja a diferença: como fala um(a) deputado(a) que defende o povo por quem foi mandatada, e não a Banca, as Multinacionais ou as clientelas da partidocracia,


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segunda-feira, março 12, 2007

a Longa Marcha contra o Pentágono

a “Comissão Baker” foi mais autora de uma Charada do que foi propriamente um Grupo de Estudo sobre o Iraque (ISG). Mal os designados autores acabaram de redigir o relatório a Administração Bush mandou-o às urtigas e decidiu aumentar o envio de tropas – enquanto eles como políticos tocam violino, o Iraque continua a arder – enquanto houver uma réstea de resistência o esforço de guerra continuará, até que os sobreviventes, qualquer que seja o governo por que optem, não tenham outra hipótese senão concordar com a venda do seu petróleo sob as condições que lhes são impostas pelos invasores. Nesse aspecto, a guerra está ganha. Bastará apenas empossar os "democratas" e recolher os proventos do investimento. Ainda assim, consegui-lo-ão?

"Onde está um judeu está Israel. Não somos uma linha no mapa"
Golda Meier

Em 1970, quem secretariava a Guerra do Vietname, numa outra versão do “Grupo de Estudo sobre o Iraque”, era o judeu Henry Kissinger, o maior criminoso do século XX. O seu nome era virtualmente o mesmo do Comissão Bipartida presidida por James Baker; a Comissão de Kissinger chamava-se “Vietnam Special Study Group” (VSSG). Ambas as Comissões, a de 1970 e a de 2006 tinham o mesmo objectivo: Retirar os Estados Unidos da América do Norte de uma guerra de agressão que estava a ser perdida.

Devido à experiência acumulada de uma geração, a Comissão Baker deveria ter muito maior sucesso do que o “Grupo de Estudo” de Kissinger; mas não é isso que se verifica. Depois de Kissinger ter concluído o seu relatório em que previa a retirada gradual, a situação de guerra permaneceu durantre mais três anos. Centenas de soldados americanos e centenas de milhar de vietnamitas foram mortos até que os EUA reconhecessem a sua derrota em 1973. A guerra criminosa desencadeada por Bush falhou o objectivo de uma vitória militar, e cada vez mais eles sabem-na inalcançável. Por esta altura, os dois partidos imperialistas, conciliam-se para reconhecer, cada um na sua óptica, ou uma derrota catastrófica ou a aparência de uma derrota catastrófica. Esta é , mais ou menos a mesma questão que se punha nos idos de 1968. Manter as aparências é no entanto cada vez mais difícil, tanto como foram já investidos 400.000 milhões de dólares na hedionda empresa – quanto mais terá de ser gasto?, quantas mais vidas terão de ser perdidas? Quantos mais Iraquianos terão de ser mortos, raptados ou subjugados pela miséria até que os Estados Unidos possam salvaguardar as aparências da derrota? Deverá, nem que seja mais um soldado americano perder a sua vida para o Pentágono se justificar perante os Media?

Contra a guerra!, a partir de amanhã, vindos de mais de 200 cidades, o povo americano vai literalmente acampar em frente da Casa Branca – até à grande marcha que terá lugar no dia 17 de Março

domingo, março 11, 2007

na pátria de Orwell

A Grã Bretanha está em vias de se tornar uma sociedade sob vigilância”, conclui um relatório divulgado a 2 de Novembro pela Comissão britânica para a Informação.
Existem no Reino Unido 4,2 milhões de câmaras de vigilância, ou seja, uma por cada 4 pessoas. As televisões em circuito fechado estão por toda a parte: na rua, nas auto-estradas, comboios, autocarros, corredores do metro, centros comerciais, estádios. Um londrino pode ser filmado 300 vezes num dia. Por outro lado, a vigilância de dados leva a que, “de cada vez que utilizamos um telemóvel, ou um cartão de crédito, fazemos compras pela net, visitamos a internet, ou conduzimos os nossos carros – deixamos uma marca electrónica”, observa o presidente da comissão, Richard Thomas.
Em 2016, prevê o relatório, aparelhos fotográficos minúsculos serão incorporados na iluminação das ruas, permitindo, com a ajuda de um minicomputador, registar a imagem dos transeuntes em três dimensões; aeronaves sem piloto telecomandadas permitirão vigiar manifestantes. Como é da norma, o governo e a associação dos oficiais de policia contestaram que as disposições legais em vigor protegem os cidadãos contra eventuais abusos da vigilância policial. E tudo vai seguindo o seu caminho” (in “Pelo Mundo”, revista Politica Operária, Jan/Fev 2007).

Efectivamente, com esta enorme massa crítica de câmaras de filmar na política e no espaço público britânico, não é de admirar que sua majestade tirasse partido disso,,, e tenha este ano ganho o Óscar para a melhor actriz
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sexta-feira, março 09, 2007

Jeb Bush = "Voto" electrónico

No rescaldo do 11 de Setembro, desde que Durão deu o golpe da tanga e Cavaco se sentou na cadeira, Belém está transformada numa espécie de matrioska - tirando a tampa do 1º boneco da nação começam a saltar lá de dentro bonequinhos cada vez mais pequenininhos: Kissinger, Jack Welch, Bill Guêites ( boliqueim`s accent), o travesti Gore, etc; enfim, toda a espécie de dejectos neocons. A porcaria da semana foi Jeb, o maninho do Bush, governador ultra do Estado da Florida, considerado por muitos como o responsável pela eleição fraudulenta do orwelliano Porco-Mor em 2000, reeditada em 2004.
"Jeb Bush foi o único membro do partido Republicano a conseguir ser reeleito como Governador da Florida. O irmão mais novo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, conseguiu ganhar e manter a popularidade num estado maioritariamente democrata e com um vasto número de eleitores independentes". E ninguém, dos que mais logo vão rezar a missa sobre o assunto, com o corpo do neocon presente, achará nada de estranho nisto?

Florida 2000: o Tribunal foi quem mais ordenou. Bush foi "eleito" pelo Supremo cuja composição não é propriamente feita tendo como base pombas apoliticas. Mas, sem o recurso ao voto eletrónico viciado, com o curriculo e a careca petrolifera da familia Bush posta a descoberto, em 2006 era inevitável a vitória dos democratas. Contudo, nesta derrota há toda a vantagem para os Republicanos. Para além do essencial estar ganho, nova vitória que eternizasse os Republicanos no poder na Florida daria muito nas vistas.

as Eleições de 2006 nos EUA poderiam repetir as "falhas" de 2000 e 2004.

ver aqui: como se pode hackear uma máquina de voto

As máquinas voto electrónico Diebold entretanto fizeram escola: Na reeleição de Bush o Estado decisivo, desta vez, foi o do Ohio. Por ocasião das últimas eleições, a empresa que respondia pelas urnas eletrônicas instaladas no Estado do Ohio era a Diebold, a mesma empresa da Florida, cujo então presidente, Walden O'Dell, havia feito vultosas doações ao Partido Republicano e chegou a afirmar, um ano antes da votação, que estava comprometido a ajudar o Ohio em peso a dar os seus votos ao presidente Bush (fonte BBC)
A pergunta que fica no ar é esta: Se a visita do Jeb a Portugal não tem nada a ver com know-how sobre programação de software em máquinas de voto electrónico, então o que é que este bestunto teria vindo cá fazer?

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