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terça-feira, dezembro 27, 2005

O ridículo presidente (!) que os portugueses (a acreditar nas sondagens) se preparam para eleger.

"Contem comigo" - disse ele aos seus apoiantes da FLAD, associação que é a testa de ferro dos interesses norte-americanos neste pequeno protectorado chamado Portugal, cuja “amizade” é fruto de um outro interesse,bem mais consistente,,, na exploração incondicional da Base das Lajes nos Azores.
“Poucos episódios da campanha presidencial terão sido tão esclarecedores quanto a intervenção de Cavaco Silva perante os membros das câmaras de comércio luso-britânica, luso-holandesa, luso-sul-africana e luso-alemã e da Associação de Amizade Portugal-EUA” observa certeiro Ruben de Carvalho aqui.
“Em poucas circunstâncias Cavaco Silva poderia reunir uma audiência ideologicamente tão próxima dele, das suas ideias, dos seus pontos de vista. São os homens de negócios - mas não homens de negócios quaisquer. Não é membro jantante de qualquer daquelas agremiações o pequeno industrial de serralharia, o médio agricultor a braços com a calibragem comunitária das suas tangerinas estamos face aos "exportadores", aos "empresários dinâmicos", os que "têm acesso aos fundos comunitários", os que "fazem negócios" porque "inovam". Os que "têm crédito na banca", casa em Marbella, iate numa qualquer marina, BMW na garagem”
E que diz o língua-de-pau Cavaco Silva o pretenso social-democrata a esta audiência?

Quando numa sociedade distorcida em que a maioria é constituida por intermediários improdutivos e parasitas, muitos deles sem sequer qualquer vínculo ou ligação ideológica à classe a que pertencem, é natural que essa mesma maioria ganhe e as desgraças construidas pela LUSA aconteçam. E pensará esta gente que o saque e a pilhagem dos paises periféricos em cuja ideia os actuais detentores do Poder se apoiam, durará para sempre?

PARE! PENSE!! E MUDE !!!
Vem aí a gente do Cavaco – que junta com os ACCIONISTAS! do poder económico é uma mistura explosiva,,, O verdadeiro retrato do perigo Cavaco.
Na verdade, “trata-se de caminhar para uma prática política da Presidência da República "justificada" por motivos económicos, mas efectivamente serventuária de interesses económicos. A criação de um espaço político concreto na estrutura do poder ao serviço desses interesses económicos”

Sobre as bases de apoio:

“Quando o líder do PSD compara a propaganda política do Governo português com a Coreia do Norte ou o líder (ih,ih,ih) do CDS atribui à esquerda o monopólio histórico do terrorismo (qualificando sumariamente Che Guevara de "assassino"), a caricatura mata o candidato a caricaturista porque o converte em objecto da sua própria caricatura. Essa é, aliás, uma das razões que explicam o descrédito da política”.
Vicente Jorge Silva, disse-o aqui.

Como se não bastasse, que dizer desta gente que ataca pela calada das ideias (que não têm!) - apoiantes velados de Cavaco - que quando se apanham nos poleiros públicos decidem microfilmar e fotocopiar documentos confidenciais do Estado e os levam para casa para uso futuro em proveito próprio?
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os Mass-media distorcem a realidade da queda gradual de Cavaco nas sondagens - na SIC/Impresa propriedade de Pinto Balsemão um dos principais veículos de manipulação ao serviço do grande capital, apesar da queda contínua de Cavaco no período pós-debates, em que foi obrigado a proferir uns monossílabos – os resultados mantêm-se quase na mesma: 52,5% em 12 de Novembro; 55,5% em 17 de Dezembro; 52,5% em 23 de Dezembro.
Nas sondagens do DN/TSF nas mesmas datas os resultados foram de: 49% - 44% e 41 %
,,,tarda em chegar,,, mas vem aí a onda anti-cavaco,,,

segunda-feira, dezembro 26, 2005

"Um país torna-se decadente quando já não reconhece os seus males, nem aceita os seus remédios." - Victor Hugo

A pretensa lógica comercial que leva à deslocalização e ao fecho das fábricas é a mesma que está no origem do encerramento das esquadras de Policia – trata-se de tudo reduzir e submeter às meras questões economicistas.
Como em tudo o resto (*) o fenómeno não é exclusivo português, mas apenas o resultado de pressões para aplicação de medidas que são estranhas aos nossos problemas nacionais ou regionais.
No dizer crítico de um antigo funcionário da Comissão Europeia, José Pereira da Costa, “o problema central é que Portugal e a Europa não produzem o suficiente para manter o modelo social europeu e, portanto, há que abandonar as pessoas à sua sorte e deixar o número de pobres crescer como cogumelos, como acontece nos Estados Unidos, bem ilustrado recentemente na Luisiana e no Mississipi”
Num livro agora traduzido entre nós – “Alta Policia, Baixa Politica” Hélene L`Heuillet interroga-se:
Como é que a Policia é utilizada pelo Poder? Qual a sua função? Deve a Policia ser um instrumento nas mãos da Politica?,,, Estas são questões tão velhas quanto o mundo, já colocadas por Platão ou Proteu inerentes a toda a história social e a que séculos de história ainda não conseguiram responder.
A autora, professora agregada na Universidade X de Nanterre aborda este tema a partir de várias perspectivas. Na primeira parte aborda o problema dos meios auxiliares da politica e da acção das Policias como segredo do Poder. Na segunda parte trata da Ordem na Cidade e da Policia como forma de Autoridade e como geradora de Violência. Finalmente reflecte sobre o olhar que mantem a ordem, a instância de suspeita e o principio da inspecção e da identificação.

Que "Ordem" defende a Policia?

* Enquanto, por exemplo, a General Motors (Industria) encerra dezenas de Fábricas e acaba com milhares de postos de trabalho, a General Motors Investimentos (uma empresa Financeira autónoma) obtem os maiores lucros de sempre.
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sobre “A Ditadura das Finanças” outro autor, François Chesnay da ATTAC explica como o poder econômico se separou e distanciou do sistema produtivo:
“Houve um processo de acumulação de capital e poder fora do sistema produtivo, desde os anos 1970. Este deu-se pela acumulação por meio de títulos, que é o resultado da esterilização do sistema produtivo. Uma parte dos lucros deixa de se destinar à produção, e é redirecionada para a especulação financeira, onde é remunerada pelos juros. O mecanismo acaba sendo institucionalizado, tamanha é a massa de poupança. O capital é gerado no sistema produtivo, mas acumula-se efectivamente em instituições como fundos mútuos ou de pensão. Os detentores de títulos exigem juros elevados, como no caso dos títulos de dívidas, ou dividendos, se possuem acções. Por meio de um conjunto de mecanismos, o dinheiro, que saiu do sistema produtivo e que se acumulou fora dele, cria e mantém mecanismos de captação de mais dinheiro, proveniente do sistema produtivo”e sobre qual é a função do capital acumulado que não irriga o sistema produtivo diz Chesnay:
“Os efeitos dessa acumulação são todos negativos. Para financiar a produção, há sistemas mais simples, como o crédito bancário, principalmente se a taxa de juros for controlada pelo Estado. Além disso, não é necessário existir mercado financeiro para haver investimento. Durante décadas, nos países europeus, o crédito era garantido por bancos estatais ou pelo sistema bancário privado, em condições em que a taxa de juros era cuidadosamente controlada. Os mercados financeiros não dão retorno para a economia. As suas instituições só são receptivas aos interesses dos accionistas em maximizar os dividendos.

* a ler: “Fábrica encerrada é Fábrica ocupada!”

domingo, dezembro 25, 2005

a Bolívia de Evo Morales

Socialismo ou Barbárie!

De camponês cocalero a primeiro presidente indio da Bolívia,
num país em que 65% da população é indígena e 15% mestiça, é a primeira vez que se elege um presidente dessa etnia. (!) Com um discurso "anti-imperialista", Evo pretende descriminalizar o cultivo tradicional da folha de coca e defende a nacionalização dos recursos naturais bolivianos, principalmente o petróleo e o gás natural. O líder cocalero espera inclusive recuperar o controle de duas refinarias do país que actualmente são administradas pela Petrobrás, a empresa brasileira que investiu mais de US$ 1 bilião de dólares na Bolívia nos últimos dez anos e gera aproximadamente 20% da arrecadação de impostos do governo boliviano.

Evo Morales, cuja vitória era já previsivel (como se pode fácilmente entender aqui, ou aqui) culminando a longa luta pela emancipação dos Movimentos Sociais regionais, assusta os EUA pela sua declarada afinidade com o cubano Fidel Castro e o venezuelano Hugo Chávez. Depois de votar, exigiu do presidente americano, George W. Bush, que retire as suas tropas do Iraque e desocupe as bases militares do seu país na América Latina. A Bolivia é um dos paises mais pobres do mundo e, segundo os nossos "orgãos de informação", viu contemplada a anulação da sua dívida externa numa recente decisão no âmbito da Iniciativa Multilateral para a Redução da Dívida (MDRI). O que os nossos jornais no entanto, com os seus titulos bombásticos de propaganda neoliberal não dizem, enganados pelo próprio FMI, é que esse valor da "dívida perdoada" de 283,5 milhões de dólares apenas corresponde a cerca de 6 por cento do total da dívida! ,,, Perdoa-se uma ínfima parte da Divida Externa, em troca do previlégio de se poderem livremente continuar a garantir a exploração nos mesmos termos, por isso, o "perdão" é concedido depois das economias serem avaliadas de forma positiva em termos de evolução das politicas económicas. Tal levou já o Governador do Banco Central da Bolivia Juan Antonio Morales a avisar que "estas são as melhores condições macro-económicas que o país tem em dez anos" lembrando que "uma queda nos investimentos externos no sector energético pode alterar este cenário".
A pobreza da Bolívia não se deve à infertilidade dos seus solos, nem à escassez de recursos naturais, nem tampouco à dolorosa interioridade a que foi condenada. A pobreza boliviana, como aliás a de todos os outros países latino-americanos (e não só),,, é um produto da combinação do saque colonial, da voracidade dos capitais estrangeiros e da submissão da oligarquia nativa, uma odiosa tríade composta pelos proprietários das terras pelo clero e pelo exército, preocupados exclusivamente com a defesa dos seus previlégios.


Um dos mais influentes teoricos bolivianos, Guillermo Francovich (filho de pai europeu e mãe indigena) tentou desconstruir filosoficamente este mito do "destino adverso", mas o que levou às recentes revoltas populares em El Alto e Cochabamba e à eclosão dos movimentos sociais de base na provincia de Santa Cruz foi sem dúvida a obra de Sergio Almaraz Paz sobre a politica nacional dos recursos naturais - "Petróleo: Soberania ou Dependência". Efectivamente o que agora acontece é o produto do lento germinar de processos de contestação que já vêm evoluindo desde há muito. Vale a pena (re)ver o que sempre disseram aqueles que são acusados de "esquerdismo" pelas forças da (des)Ordem. Àqueles que temem a "sectorização e a fragmentação" do novo Executivo que toma posse a 22 de Janeiro, com a entrega de "jobs for the boys" às bases do "Movimiento al Socialismo" (MAS), Evo Morales já avisou: "Governar não consiste em distribuir cargos mas em mudar o País"

relacionado:
* Vale a pena ler "Irradiquem a Coca-Cola"
(...) "a nota, por assim dizer engraçada, foi a negativa de Evo Morales em aceitar que a folha de coca seja reconhecida apenas para a fabricação da coca-cola e proscrita para o uso tradicional pelos cultivadores bolivianos. “Não é possível que a folha de coca seja usada pela Coca-Cola e proibida para nós.” Pensando bem, será que quando nos transmitiu as suas declarações sobre a Bolívia, Condoleezza Rice estava sob efeito da coca-cola?"

* BOLIVIA : ¿INVASIÓN EN MARCHA?

sábado, dezembro 24, 2005

estórias de natal - O Velho Testamento

Hanukkáh”(Consagração) é a Festa Judaica que calha normalmente a meio do mês lunar de “Chislev” (Dezembro), mas cujo início este ano coincide com o dia de Natal dos cristãos. A tambem chamada Festa das Luzes dura 8 dias e celebra a vitória do pequeno exército de Juda Macabeu no ano 165 antes da Era Vulgar (ou Comum) contra os Selêucidas que então ocupavam a Palestina impondo a cultura e a religião Helénica ao povo Hebreu.
Efectivamente o rei Antioco Epifânio passava a vida a grelhar leitões à sombra da estátua de Jupiter e a amandar as gajas que circuncisavam os putos pelas muralhas de Jerusalem afora.
Depois da reconquista do Templo, os Macabeus “consagraram-no” de novo ao culto hebraico. Desejando reacender a chama sagrada do candelabro do templo encontraram contudo apenas uma pequenissima quantidade de azeite num pote que deveria no entanto durar pelo menos um dia. Porém, apesar de pouco, o azeite miraculosamente durou 8 dias. Para comemorar este milagre, hoje em dia, cada família acende em série progressiva um candelabro de 8 braços – a 1ª vela no primeiro dia, duas velas no 2º dia, e assim sucessivamente até à 8ª vela. E acaba a festa,,,

Rosh ha-shaná” é a Festa de Passagem de Ano. O ano hebreu começa no 1º dia do mês de “Tishvi” o sétimo mês lunar do calendário hebraico que habitualmente se inicia em meados do que corresponde ao nosso mês de Setembro, e recorda a data em que Deus criou Adão. Este ano comemora-se o ano 5766. É tambem chamado o “Dia do Juizo” pois é nesta ocasião que Deus determina o destino de cada indivíduo para o próximo ano que entra. Neste dia sopra-se o “Shofar” (Corno de carneiro), acto que tem o valor simbólico de resgatar os pecadores que pecam em pensamento, devendo-se nestas alturas de tentações, comer Mel – o símbolo da Doçura e da Bondade da Vida.

Succoth” (o Tabernáculo) inicia-se a 15 de Tishvi e é a Festa associada à celebração do Êxodo dos Judeus do Egipto e agradece a generosidade de Deus, tanto no abrir da águas do Mar Vermelho que permitiu a passagem do povo sem ninguem se magoar, como no posterior confronto com a Natureza. A sua protecção é simbolizada pela frágil subsistência no deserto durante os 40 dias depois da fuga do Egipto. No fim, a “Succoth” comemora a chegada à Terra Prometida e é simbolizada pelo acto de comer Frutos no campo levando mesas a que chamam tabernáculos que transportam para o efeito e das quais esta Festa herdou o nome.

“Pesach” significa Passagem e é a Festa da Libertação dos hebreus da escravatura no Egipto. Dura 8 dias começando na primeira segunda-feira a seguir ao dia 15 do mês lunar de “Nissan” (mês associado à Primavera que se inicia nos fins de Março ou no primeiro dia de Abril). Durante toda a duração da “Pesach” não se pode comer pão levedado, mas come-se “matzá” (um género de panqueca feita de farinha e água sem fermento nem leveduras) em recordação do pão que comiam no Egipto. As duas primeiras Ceias desta festa consiste num ritual em familia chamada “Seder” (Ordem), durante as quais é feita a leitura da “Aggadà”, o conto que descreve a história da libertação do Egipto.
Foi no final duma destas patuscadas que lixaram Jesus Cristo, um produto inovador meio-plagiado da cultura hebraica,,, mas isso já é outra história que ficará lá mais para a Páscoa. De qualquer modo, a ideia que nos fica é a de que esta malta passava (passa) a vida a comer e a beber sem fazer népia. Para manter este status era imperativo que se escrevessem Novos Testamentos para assim ser possivel arregimentar novas plebes de crentes para serem explorados – para construir novas multidões de servos de um novo “Senhor” ou de novos senhores – aparecem sempre bué de voluntários.
,,, e depois?,,, e depois?



















relacionado:
"Teria Jesus aceite a Pobreza?"


o Beijo de Judas - Giotto (1304)

sábado, dezembro 17, 2005

"A Música é a Minha Única Religião"

Concerto Comemorativo do 99º Aniversário do nascimento de Fernando Lopes Graça
Sábado 17 de Dezembro – Teatro Municipal de São Luís, Lisboa

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz


“O que temos hoje é um verdadeiro proto-Fascismo, que liquidou a Democracia e a transformou numa mera fachada”
Dr. Garcia Pereira

“Ninguém, ou quase ninguém, se apercebeu como a Justiça, de código em código, de reforma em reforma, foi evoluindo no sentido de ir liquidando a Democracia (como p/e o Código Penal, que tem hoje uma lei pior que o Código do Fascismo de 1929). O sector foi derivando, derivando sucessivamente, até atingirmos o ponto-chave de extrema gravidade que é o chamado processo “Casa Pia”, no qual se cristalizaram, de forma lastimavelmente exemplar, todas as consequências e características do gravíssimo estado de coisas neste campo.
Quando a Procuradoria Geral da República arranja um conjunto de testemunhas que são prostitutos e bandidos e quer fazer delas as crianças enganadas e violentadas, o que é que se procura?
Proteger as crianças que são vítimas ou fazer deste processo uma autêntica farsa que deixa os verdadeiros pedófilos, as suas redes e as suas organizações na completa impunidade?
Quando se inquire uma testemunha, que aliás declara não se lembrar do nome dos próprios pais, e aquela refere, e refere sem quaisquer meios de prova, os nomes de uma série de dirigentes políticos de pelo menos três partidos políticos, e depois o processo só abrange os ligados à direcção do PS, o que é que se está aqui a construir?” – com a nomeação para a pasta da Justiça de Celeste Cardona e de Adelino Salvado para a PJ, o Governo Barroso de duas cajadadas matou um coelho – neutralizou a direcção politica da Oposição e encobriu o envolvimento do Ministro da Defesa Paulo Portas no escândalo de Corrupção da Universidade Moderna – passando à acção com o alinhamento incondicional com as politicas criminosas do secretário de Estado norte-americano Ronald Rumsfeld. Foi isto que teria sido “eleito” em 2001?
“O processo, que só agora se vai conhecendo, mostra afinal e cada vez mais aquilo que há muito tempo muito poucas vozes, mas ainda assim algumas vozes, vinham denunciando, ou seja, um Ministério Público completamente incapaz de perseguir a verdade e apenas obsecado na afirmação e consolidação do seu próprio Poder.
Violações absolutamente cirúrgicas do segredo de Justiça que só podem ser cometidas pela acusação pública (como as que se seguiram p/e , e à guisa de contra ataque, ao Acórdão que ordenou a libertação de Paulo Pedroso); grupos de jornalistas ex-acessores ou futuros acessores do Poder e/ou adstritos a cada uma das forças policiais, que estão hoje claramente comprados por estas forças (mesmo que a gente não os veja a passar recibo) e ao serviço delas. Instituída, praticada e cada vez mais implementada a possibilidade de se lincharem, de forma tão irremediável quanto verdadeiramente impune, cidadãos incómodos – eis o ponto a que nós chegámos neste campo, tudo isto pondo tambem a nu a acção absolutamente lastimável do Presidente.
Este Presidente da República – que promulgou todas e cada uma das fascizantes alterações legislativas do Processo Penal – quando viu que havia um processo judicial que estava a ser utilizado para liquidar o principal líder da oposição deveria ou não ter intervindo imediatamente tomando medidas e demitindo o Procurador Geral da República? É óbvio que deveria!” Obviamente tratou-se de promover a auto-liquidação do cargo de Presidente da República”.(*)
O próximo Presidente a ser “eleito” por métodos americanos de manipulação prévia dos resultados eleitorais – construção de sondagens favoráveis, “debates” depurados, uso sistemático de mensagens subliminares, segregação pelos Media de candidatos exteriores ao Sistema, gestão de silêncios sobre os assuntos que verdadeiramente interessam, etc, - põe termo definitivo ao periodo iniciado pelo 25 de Abril – e irá recolher, se elegermos Cavaco Silva, o à-vontade politico para gerir a seu bel-prazer o alinhamento com as politicas musculadas de dominação global de Washington, via CIA.
É isso que se joga nestas eleições, ainda que ninguém, entre os candidatos do sistema o diga.
(*Condensado e adaptado da comunicação de Garcia Pereira “O 25 de Abril deixou de existir” editado pelo Fórum Culturas em Janeiro de 2005, com prefácio do Prof. Freitas do Amaral)

“Primeiro levaram os comunistas.
Mas não falei por não ser comunista.
Depois, perseguiram os judeus.
Nada disse então, por não ser judeu.
Em seguida, castigaram os sindicalistas.
Decidi não falar, por não ser sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos.
Tambem me calei, por ser protestante
Então, um dia, vieram buscar-me.
Mas, por essa altura, já não restava nenhuma voz
Que, em meu nome, se fizesse ouvir”

Pastor Martin Niemoller

* Nos Estados Unidos, regra geral quando se cita este poema, o primeiro verso, que refere os comunistas, é omitido. A edição do “Fórum Culturas” cai no choradinho da propaganda que empola o holocausto, ao referir em primeiro lugar os judeus, o que não corresponde à versão original – onde os judeus são citados em 4º lugar:
http://en.wikipedia.org/

quinta-feira, dezembro 15, 2005

As Sondagens

Gonçalo M. Tavares

- Tudo bem –aceitou o Chefe, finalmente. – Se as sondagens querem apelar à participação da população, que assim seja.
- Falam em amostras ao acaso.
- Ao acaso…? Que imprudência!
- Ao acaso, mas não tanto. Há uma certa ordem, apesar de tudo. Com um certo número de mulheres, de homens, etc. Tudo muito cientifico.
- Que se mantenha o cientifico das sondagens, sempre gostei da ciência. Mas que as unidades dessa ciência sejam definidas por mim.
- Como assim, excelência Chefe?
- A proposta que me parece mais justa e equilibrada é a seguinte:
que se alargue a sondagem a uma amostra tanto maior quanto possível: homens, mulheres, jovens, velhos. E ainda outros…
- Até os outros…?
- Até os outros.
- Isto é democracia!
- Viva! – gritou logo o outro auxiliar… e se dê a todos eles o meu número de telefone.
- Como?
- O meu número de telefone. Que cada um dos elementos dessa amostra representativa, escolhida aleatoriamente segundo critérios científicos, me telefone para saber a minha opinião. Assim teremos uma sondagem justa, com uma amostra alargada, e com uma opinião objectiva e ponderada.
- Portanto, a proposta do Chefe é que a amostra da sondagem em vez de dar opinião, telefone ao Chefe para o Chefe dar a sua opinião a todos.
- A um de cada vez.
- Chefe, não nos poderão acusar de viciar os resultados?
- Não me parece. A pergunta será sempre feita por uma pessoa diferente. É aqui que deveremos centrar a atenção. Qualquer elemento do povo poderá perguntar a minha opinião. Como poderão estar viciados os dados se é o próprio povo que me faz as perguntas?
- Tem razão, Chefe.
- E é original.

(in: As Ficções do Senhor Kraus)

terça-feira, dezembro 13, 2005

Guerra, não são meia-dúzia de linhas dissimuladas em páginas interiores de jornais,,,
Guerra é, p/e esta criança atingida num bombardeamento de fósforo branco

E uma manhã tudo estava ardendo
e uma manhã as fogueiras
saíam da terra
devorando seres,
e desde então fogo,
pólvora desde então,
e desde então sangue.
Bandidos com aviões e com mouros,
bandidos com alianças e duquesas,
bandidos com frades negros abençoando
vinham pelo céu a matar crianças,
e pelas ruas o sangue das crianças
corria simplesmente, como sangue de crianças

Chacais que o chacal recusaria,
pedras que o cardo seco morderia cuspindo,
víboras que as víboras odiariam!

Pablo Neruda, citado por Harold Pinter, na obra notável que é Discurso de Aceitação do Prémio Nobel de Literatura de 2005
cuja tradução pode ser lida integralmente, aqui.
"Cito Neruda porque em nenhum outro lugar da lírica contemporânea li uma descrição tão visceral e poderosa do bombardeamento de civis"

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Mensagens subliminares


Mensagem subliminar é uma informação que nos é enviada de modo oculto e dissimulado, abaixo dos limites da nossa percepção consciente.
As mensagens subliminares influenciam as nossas atitudes, porque são exibidas de modo a não permitir que o nosso consciente as perceba e as critique. Entram directamente pelas portas do subconsciente. São vastamente utilizadas nos meios de comunicação na forma de propaganda subliminar na tv, rádio, jornais e revistas.
Símbolos de significados importantes são expostos em propagandas de modo a não podermos conscientemente perceber todas as consequências daquela exposição . O nosso subconsciente, no entanto, capta os seus significados e os associa ao que estamos vendo. A associação é uma arma poderosa nas mãos de publicitários. E claro, cada vez mais, no marketing politico. Normalmente, quem se oferece como alvo de mensagens subliminares, acaba "comprando" soluções viciadas, alheias aos seus próprios interesses.
Muitas pessoas ainda acreditam que as suas vidas são como são por conta de factores externos como as suas origens, o ambiente em que vive, educação, família, economia, a sorte ou o azar. Contudo, não são estas circunstâncias externas que dão a última palavra sobre se seremos felizes e bem sucedidos de um lado, ou frustrados e infelizes de outro.
São de facto as crenças, pensamentos, atitudes e comportamentos enraizados nos níveis mais profundos de nossas mentes, bem como nossos pensamentos conscientes que fazem a nossa vida ser o que ela é hoje.
Veja mais, aqui.

domingo, dezembro 11, 2005

Direitos Humanos,,,

O relatório da Anistia Internacional (AI) sobre os direitos humanos no Brasil, um texto de 85 páginas realça a violência urbana, com especial destaque para a situação da população negra. Entre os inúmeros dados salientados pelo documento, está o facto de que a maioria das pessoas assassinadas no Brasil são homens, jovens, negros e de baixo rendimento. É possível comparar os números divulgados no relatório com os dados da violência em regiões de conflito ou de guerra civil no mundo. Segundo a Unesco, na última década as mortes por armas de fogo registadas no Brasil superaram o número de vítimas de 23 conflitos armados no mundo, perdendo apenas para as guerras civis de Angola e da Guatemala. Nesse período morreram no Brasil 325.551 pessoas, em média 32.555 mortes por ano, o que pode ser considerado um autêntico extermínio dos pobres.

A AI estabelece como tópicos para discussão a desigualdade social no Brasil como estímulo à criminalidade e os assassinatos registados nas zonas pobres dos subúrbios. O documento lembra que, de 1999 a 2004, as forças políciais do Rio de Janeiro e de São Paulo mataram mais de 9800 pessoas, a maioria jovens sem cadastro, em práticas que apontam para a simples criminalização da pobreza. "Existe uma relação directa entre exclusão social, homicídios e cor da pele", afirma Dawid Bartelt um dos responsáveis da AI - "É preciso que as instâncias governamentais brasileiras se aproximem para discutir a questão e que se implemente o Plano Nacional de Direitos Humanos, que não saiu do papel" afirma.
Quantos anos tem já o governo de Lula? - (Ler mais, aqui)
Porque são as coisas assim?

,,, e Direitos Desumanos.

O Brasil é uma colónia económica norte-americana. Isso acontece, tendo apenas como causa a necessidade de sustentar a ínfima minoria Burguesa brasileira detentora dos grandes rendimentos que dependem justamente dos negócios com o exterior - que prosseguem cada vez mais de vento em popa, sem ou com "governos de esquerda" - como é fácilmente visivel no escandaloso desmatamento da Amazónia. Depois da época áurea da colonização, nomeadamente pelos investimentos massivos de Nelson Rockefeller na época do pós-guerra, e desse outro investimento de colonização cultural que foram as "Selecções do Readers Digest" em português do Brasil (cujos conceitos e historial se explicam exemplarmente p/e, aqui),,, os investimentos empresariais, com a globalização, diversificam-se por outros centros subsidiários capitalistas, como p/e a Alemanha, cuja retoma económica, marionetada por Washington, depende da aplicação de capitais intensivos de exploração no exterior; o IFC (Internacional Finance Corporation), que administra os créditos privados do Banco Mundial, viabilizou mais um financiamento de US$ 230 milhões ao grupo Amaggi. O dinheiro foi disponibilizado por um consórcio de bancos liderado pelo Rabobank, da Holanda. Os outros bancos participantes são o WestLB AG, o ING Bank (Holanda), HSBC (Reino Unido), BNP Paribas (França), Crédit Suisse First Boston (Suíça), UFJ Bank (Japão), Fotis Bank (Holanda/Bélgica), HSB Nord Bank (Suécia), Bradesco e Itaú. Além disso, segundo a Rios Vivos, em maio de 2001 a DEG (Deutsche Investions- und Entwicklungsgesellschaft) já havia concedido um crédito de US$ 24 milhões à Amaggi, o grupo do maior sojicultor do mundo, propriedade de Blairo Maggi que é ao mesmo tempo o Governador do Estado de Mato Grosso. Para os ambientalistas, entre outros os da Greenpeace, este empresário é o "campeão do desmatamento" da floresta tropical no Brasil; para os Consórcios Bancários dos centros capitalistas ocidentais, o "Rei da Soja" é um sojicultor exemplar.
Este incremento da exploração capitalista tem a menor reflexão na situação social dos pobres?Não!,,,
Não há outro método,,, para acabar com a pobreza no Brasil, é preciso primeiro acabar com esta gente - a começar pelo embuste que é Lula da Silva e a sua pleiade de governantes corruptos, primeiro os centrais que admitem este estado de coisas, depois os caciques locais herdeiros dos tradicionais coroneis. (ou vice-versa)

sexta-feira, dezembro 09, 2005

O espectáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens
Guy Debord

o Frango, o Pato, o Pavão, a Codorniz, e o Faisão foram convocados e deslocaram-se para a Reunião.
o Cozinheiro do Imperador deu-lhes as boas vindas:
- Chamei-os aqui - explicou- para que me digam com que tempero quereis ser comidos.
E uma das aves atreveu-se a replicar:
-Eu, não quero ser comido de nenhuma maneira!!
E o Cozinheiro pôs as coisas no seu lugar:
-Essa pretensão está fora de questão.

(adaptado de um conto de Eduardo Galeano)

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Em busca do Crescimento Económico Eterno,,

A sociedade de consumo consiste num modelo de sociedade em que o consumo é manipulado pelas empresas, despertando necessidades artificiais, incitando à aquisição excessiva , fomentando o desperdício e originando desequilíbrios económicos e sociais.
A crescente concentração das empresas, e a emergência de grandes organizações nas sociedades contemporâneas, conferem aos vendedores de bens de consumo um grande poder económico e influência social, assim como uma posição contratual determinante (…)
in: “Breve Sociologia do Consumo” – para ler o restante, aqui.
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“As grandes firmas de relações públicas, de publicidade, de artes gráficas, de cinema, de televisão ... têm, antes de mais, a função de controlar os espíritos. É necessário criar "necessidades artificiais" e fazer com que as pessoas se dediquem à sua busca, cada um por si, isolados uns dos outros. Os dirigentes dessas empresas têm uma abordagem muito pragmática: "É preciso orientar as pessoas para as coisa superficiais da vida, como o consumo." É preciso criar muros artificias, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras”.
Noam Chomsky in: "Duas Horas de Lucidez", a ler no artigo "Consumo Nosso de Cada Dia,,,

continua a valer tudo para vender,,, embora,

A critica da Sociedade de Consumo, assim como a do Marketing ou a do Espectáculo que lhes estão associadas, sejam antigas. Aqui ficam as ligações para os vídeos de Guy Debord, realizados na década de 70:

In-Girum-Imus-Nocte-Et-Consumimur-Igni_1978_Part-1.mpg

In-Girum-Imus-Nocte-Et-Consumimur-Igni_1978_Part-2.mpg

Refutation-of-All-the-Judgments_1975.mpg

Society-of-the-Spectacle_1973_Part-1.mpg

Society-of-the-Spectacle_1973_Part-2.mpg

quarta-feira, dezembro 07, 2005

o poster de Richard Serra Stop Bush, 2004

faz o anuncio oficial da abertura da próxima Bienal 2006 do Whitney Museum de New York

sabido como é, que a Vida imita a Arte - dentro em breve o facínora terá os dias contados,,,

o mundo não pode esperar


“A Arte pela arte não existe. O que existe é uma escolha: ou se é responsável ou se faz um trabalho calmo para se ficar bem visto”
diz Helder Costa o encenador do grupo de teatro “A Barraca”. Há quem defenda, sempre houve quem defendesse, fundamentadamente, que a Arte pode mudar o mundo. Os poderes executivos também sabem isso muito bem, e nessa óptica se esforçam por gerir a criação artística por clientelas corporativas dependentes das verbas e subsidios dos ministérios. “Diz-me o que eu quero, dir-te-ei com quem andas e o que queres ganhar com isso”
Nesta linhagem negra, diz João Mário Grilo a propósito da recente visita de Michael Cimino, “ o esmagamento dos autores como individuos livres de criar, foi anunciado pela chegada a Hollywood, que é a medida de todas as coisas, de um novo tipo de Capital ($$$ em larga medida estranho ao negócio do cinema), representado por um novo tipo de executivos e pela instalação de uma lógica tecnocrata que veio purgar ou circunscrever (casos de Lynch, Tarantino, Eastwood, Scorcese ou Oliver Stone) as eventuais pequenas bolsas de resistência artistica, enquanto Hollywood arrecada 85% das receitas geradas nas salas de cinema, no comércio de DVDs e nas licenças de exibição televisiva – em blockbusters de manipulação de massas que são autêntico lixo sofisticado com efeitos especiais psicadélicos – enfim, uma droga nociva e estupidificante como são todas as drogas.
Mas para tudo há remédio e cura e um facto é que há cada vez mais gente saturada da monotonia bacôca e manipuladora americana. A julgar p/e, pelos impressionantes números do último DocLisboa (que apontam para quase 20 mil espectadores numa semana! com sessões literalmente esgotadas),,, ou por esse outro inesperado sucesso entre nós (em Lisboa) que é a reposição em sala do “mais belo filme do mundo” – a obra-prima de Friedrich W.Murnau “Aurora”
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A pergunta é legítima: - para quando a exibição comercial do programa de grande sucesso em televisão “A Noite do10” de Diego Maradona?,,, ou do documentário “Comandante” de Oliver Stone? - não são exibidos porque o Poder tem Medo! Medo da verdade!
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Para um aprofundamento do tema: ler “O que Marx pensava da Arte”, (ensaio publicado aqui).

o Museo das Bellas Artes em Havana, a um dia de semana, ocupado pelas Escolas


uma Escola em Bagdad

terça-feira, dezembro 06, 2005

Global Scenario Group II

O mundo actualmente é assim: a China produz e a América consome. Não adianta à Europa estreBushar,,, - para que os trabalhadores chineses se emancipem pelo aumento de produção e para que os previlégios do nicho de civilização de consumo não seja posto em causa na periclitante sociedade existente nos Estados Unidos – a Europa tem forçosamente de aceder a passar a ser uma sociedade de menor consumo e entropia – será forçada a isso, quer queira quer não, pelas directivas do centro financeiro controlado pelos mesmos Estados Unidos, o Banco Mundial (um departamento do FED para a globalização) – p/e o Euro já perde valor diáriamente.
Como é sempre “melhor prevenir do que correr atrás de prejuizos”, e como aí atrás, em post anterior, se expuseram os três paradigmas em confronto – este será o melhor momento para nos equacionarmos sobre a questão da livre assumpção de uma Civilização Auto-Sustentável.
Ainda aqui, duas propostas continuam a estar em confronto:
A) o reformismo Neoliberal apoiado nas resoluções do relatório Bruntland e nas conclusões dos estudos do “Global Scenario Group” (ambos ainda não aceites oficialmente pelos governos, porque limitaria gravemente as economias das minorias previlegiadas, claro!)
B) o Eco-comunalismo de raiz marxista, aplicável por Regiões autónomas, independentes dos Estados, interagindo em rede.
Óbviamente a opção não resolvida A) comporta já em si os elementos em embrião que irão, a prazo, estruturar a hipótese B). – tem-se em consideração nomeadamente os casos de autonomias como a Catalunya, empresas como a Mondragon no País Basco, ou os Landers alemães (Stoiber renunciou a participar no governo central alemão para se manter na sua administração regional). Deve prevalecer a função social das Empresas na organização quer da produção, quer da destribuição e consumo, quer ainda na prestação das necessidades do quotidiano dos trabalhadores, para o quwe será exigivel que estes tenham lugar nas Administrações das Empresas. (a Séde actual da British Airways em Heatrow, é um exemplo de uma mini-cidade com escritórios, banco, supermercado, jardins públicos, galerias de arte, biblioteca, creches, cinema, restaurantes e serviços sociais de apoio em geral – o que dispensa grandes gastos em Transportes e em tempos de deslocação)
Os teóricos (e algumas práticas) deste novo tipo de Sociedade, em defesa de um decrescimento civilizacional regulado que ponha cobro aos desmandos e à selvageria neoliberal são vários e com raizes já antigas e conhecidas, de entre eles citamos Mahatma Gandhi, William Morris,,, e E.F. Schumacher
(continua)

segunda-feira, dezembro 05, 2005

os três pilares da Sociedade: o Politico, o Padre e o Banqueiro

"Madona del Voto"
Siena
Dois campos (com apoios que lhe dão hipóteses de vencer) se digladiam nesta eleição para Presidente da República. De um lado o tradicional Bloco Central de interesses gerido pelas figuras de topo da Maçonaria que nos tem governado como se fosse “de esquerda” - do outro lado o Bloco Central de interesses encabeçado por altas figuras de Direita ligadas ao Regime apoiadas em crescendo pela Opus Dei (uma seita em ascenção dentro da hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). Que mal haveria num Presidente eleito com base nos valores religiosos da Igreja?,,, aparentemente nenhum, não fôra a hierarquia da ICAR nada ter a ver com os valores cristãos e ser veladamente sustentada por Banqueiros e pela Alta Finança internacional, que procuram através dos seus representantes eleitos eternizar o domínio dos seus negócios em detrimento dos valores da Sociedade, viciando a função do Estado como representante de todos. Como se sabe, mas como também rapidamente foi esquecido, a “Operação Furacão” uma vasta acção da Procuradoria Geral da Republica e da Policia Judiciária levou recentemente a intervenções que incluíram o Banco Comercial Português, o Banco Espírito Santo, o Banco Português de Negócios e o Finibanco, mas apenas porque não puderam ignorar os avisos feitos pelo M15 e pelo NCSI britânicos. Que aconteceria se a Banca e a Alta Finança, a Opus Dei em peso, não tivessem que prestar contas ao Estado? Pois com Cavaco Silva, não terão de certeza!

San Gennaro,o santinho de Nápoles, venerado pela Máfia é o santinho mais rico de Itália - tambem eleito como padroeiro dos gangsters no Novo Mundo.


Pode-se considerar que os valores que a Igreja procura transmitir, embora nada tenham a ver com as práticas das suas hierarquias, como ficou dito, não podem ser desprezíveis porque se trata de toda uma cultura milenária cuja herança não pode ser ignorada. No caso da ICAR as obras de Arte e a iconografia são até um repositório notável da exploração ancestral da pessoa humana pelos Poderosos da Terra. Torna-se cada vez mais urgente desmistificar toda a liturgia que desviou a Igreja das suas funções. Ela própria é hoje refém da promessa de investimentos Financeiros que lhe permita enfrentar com sucesso a Globalização – comercializando, e expandindo a Fé como uma qualquer mercadoria. Essa expansão paga-se. Com Cavaco Silva vamos pagá-la todos nós sem excepção, crentes e não crentes, por via da fusão de interesses entre Estado, Igreja e Grupos Económicos. Na sua ordem de importância, os três pilares da Sociedade estão a caminho de ser re-equacionados: o Banqueiro, o Padre e, finalmente, coitado, o Politico, um mero funcionário mais ou menos bem pago. Quem nos representa?
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Nas crises mal digeridas que se eternizam, como factor de exploração, notava Antonio Gramsci:"o velho resiste em morrer e o novo não consegue nascer".
O padre Leonard Boff foi excomungado pela ICAR por ter, entre outras, opiniões como esta: (...) "A experiência geradora da democracia radical cristã foi a prática de Jesus: absolutamente anti-discriminatória, anti-hierárquica e de fraternidade universal. São Paulo resumiu tudo dizendo:"Agora já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus"(Gal 3,28). O resultado foi que escravos, livres, portuários, mercadores, advogados, soldados, independente de sua situação social e de gênero, formavam comunidades fraternais que viviam a "koinonia" (comunhão), palavra para expressar o comunismo radical de "colocar tudo em comum", repartindo os bens materiais "conforme as necessidades de cada um". E como louvor se diz que "não havia pobres entre eles"(At 2 e 3). Essa democracia era radical mesmo pois as decisões eram tomadas com a participação de toda a comunidade. A lei básica era: "o que concerne a todos, deve ser decidido por todos". Isso valia também para a nomeação dos bispos e dos presbíteros. Chamou-se tal comunidade de "ekklesia" em grego, "ecclesia" em latim e "igreja" em português. O sentido original de "ekklesia" não era religioso, mas político: a assembléia popular. Escolheu-se esse nome profano para distinguir a democracia cristã de outras expressões religiosas da época. Essa memória foi perdida na Igreja Católica.
(leia o artigo completo, aqui)

domingo, dezembro 04, 2005

com Cavaco - a OPUS DEI no Poder

a não perder no: "The Great Portuguese Disaster":
(...) "a táctica de candidato presidencial, ou melhor, a táctica de candidato presidencial das PESSOAS SEM ROSTO, que se ocultam por detrás de Cavaco Silva, passa por muitas das estratégicas tipicamente associadas com as manobras de sombra e bastidores da OPUS DEI, os candidatos que se movem na penumbra, SEM FACE e no SILÊNCIO, até alcançarem os patamares pretendidos, e poderem depois exercer, de forma exemplar, os seus desígnios" (...)

Jorge Jardim Gonçalves -quanto vale o Voto do Millénnium BCP?

O General Ramalho Eanes, Mandatário Nacional de Cavaco Silva, "relacionou o pensamento do beato Josemaría Escrivá de Ballaguer com as bases duradouras de uma sociedade ao serviço do homem. Para Ramalho Eanes a consolidação das nações passa pelo ímpeto dos homens que constróem a história. E, quanto a Josemaría Escrivá, “Se não desejasse ele também o impossível, se não fosse insaciável a sua sede de perfeição absoluta, se não quisesse estar com o Pai, bem servindo os homens, como poderia ele – repare-se, a 20 anos do Concílio Vaticano II, estava-se em 1940 – ousar, ou melhor, atrever-se à originalidade desafiante da sua pregação, tão revolucionária e ao mesmo tempo tão conforme à dos primeiros cristãos?"

Independentemente de Cavaco Silva o saber, ou não (!), alguém por detrás dele, súbita mas premeditadamente, decidiu interromper uma série dinástica de Presidentes da República perto da Linhagem Maçónica, colocando no Poder um Presidente da República não-hostil à Opus Dei?
Mas,,, quem deveria eleger o Presidente não é o Povo?

* Queremos um Presidente que, deliberadamente, não pagou impostos?

sábado, dezembro 03, 2005

a Teoria da Conspiração e os "Cavaleiros do Apocalipse" - Haverá alguma conexão com a Realidade dos Factos?

“Há uma conspiração mundial, levada a cabo por indivíduos extremamente poderosos, que nos seus níveis mais elevados são relacionados por consanguinidade, que inclui membros de topo da alta finança mundial, política e mundo empresarial, bem como das antigas famílias reais europeias ( a chamada nobreza negra), especialmente a inglesa, cujo objecto é instalar um governo e uma Nova Ordem Mundial. Esta elite aprendeu ao longo de séculos a arte de manipulação de massas, que agora usa a seu bel-prazer”.
saber a verdade.blogspot.com

"Dêem-me o poder sobre a moeda de qualquer país e eu não quero saber quem faz as leis".
Meir A. Rothschild



“2006 será um ano em que viver será perigoso. Os soldados americanos lutarão para prevenir a guerra civil no Iraque. A ameaça nuclear será intensificada no Irão. A economia global abrandará, talvez formatada se os riscos de instabilidade se agravarem. Estes riscos serão muitos: o preço das casas a ruir, o disparar dos preços do petróleo, o colapso do dólar ou – o pior dos pesadelos – a aparição duma pandemia de gripe-das-aves”
Editorial de “The Economist”

a avaliar pela qualidade dos biltres que escrevem em “The Economist” - Paul Wolfwitz: “Neo-Optimist”, Durão Barroso: “Tempo para o Euro-realismo”, Nicklas Zennstrom: "A Sobrevivênvia dos Mais Rápidos”, a única novidade nesta edição é a presença de Bob Geldof para disfarçar,,,o resto vem tudo descrito, direitinho, no "Relatório Lugano" de Suzan George, uma obra de ficção, claro!,,, não se assustem.

No consenso pós-moderno dos senhores do mundo (Multinacionais e G7) não pondo em risco a biblia Neoliberal do "mercado competitivo" e o "livre comércio" a única variável que pode ser "regulada" é a da População (leia-se: os Consumidores - racionalizar a Produção para os eleitos que podem consumir) que tem de ser reduzida para que o sistema não venha a colapsar . Para isso foi implementada a politica belicista dos neocons americanos da "destruição criativa" em marcha. Aliado à "Guerra", no capitulo da “Peste” está a escandalizar as opiniões públicas, depois da campanha publicitária da pandemia da gripe-das-aves e do “tamiflu”, a forma como as multinacionais farmacêuticas lucram com a campanha de pânico lançado, nomeadamente o secretário da Defesa Ronald Rumsfeld, destacado accionista de uma das mais importantes empresas do ramo.
Aliás o Pacheco Pereira já veio, (não sei se deram por isso), arengar sobre os "Cavaleiros do Apocalipse" no Publico (21/Outubro) em artigo sobre “a fome, a doença, e a guerra”. E quando a coisa chega aos legionários ideológicos do grande capital,,, como o Pacheco!, sobram poucas dúvidas sobre a existência de um plano de acção organizado e préviamente concertado.
Nesta espécie de "solução final" de aniquilação de excedentes, segundo Suzan George, o objectivo é o de que a Humanidade em 2020 não exceda os 4 biliões (que seria incomportávelmente de 8 biliões caso fosse seguida a actual tendência de crescimento - todos a querer comer, vestir, consumir e enfim, a gastar gasolina para passear nos seus popós próprios, etc – níveis de consumo e de poluição para os quais não pode haver resposta – situação agravada pela eclosão cada vez mais frequente de catástrofes climáticas e ambientais).
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Se a nível global é muito fácil ter a percepção que é assim que se passam as coisas,,, de certo modo, é tambem evidente que esta politica de corte de excedentes no consumo (começando nos consumidores) já está em marcha entre nós, desde o golpe da subida ao Poder do governo Barroso - enquanto População estamos a ser saqueados e esbulhados, lesados e privados de direitos básicos, por obra e graça de nossa inconsistência como povo – sem o anteparo da Educação, privado do usufruto dos direitos sociais como a Saúde, sem Imprensa livre e sem Justiça – e como Território – sem o resguardo de leis que valham para todos, dominado por uma das elites tradicionalmente mais estúpidas da Europa que se digladiam no apoio a duas facções na decisão de quem melhor defende os seus previlégios - ora à Maçonaria do clã republicano de Soares, ora à Opus Dei dos herdeiros neo-fascistas da beatice nacional (p/e RamalhoEanes, o mandatário de Cavaco Silva)
Teria sido apenas "premonitória" a visão do nosso futuro presidente-economista? – ou desajeitado como ele é isto apenas foi uma inconfidência?,,, disse ele, em tempo: «Como nos vamos livrar dos funcionários públicos? Reformá-los não resolve, porque deixam de descontar para a Caixa Geral de Aposentações e diminuem as receitas de IRS. Só resta esperar que acabem por morrer…»
- Cavaco Silva, Lusa, 28 de Fevereiro de 2002
Efectivamente diminuindo o poder de compra (nas crises do México e da Argentina o consumo interno desceu 25% com repercussões directas na mortalidade dos socialmente menos capazes) aguça-se a capacidade de sobrevivência dos mais aptos e rápidos. Voltamos aos articulistas de “The Economist” e ao neo-optimismo do presidente do Banco Mundial nas mãos de quem está o apoio às “vespas” (WASP) brancas anglo-saxónicas para continuar a explorar impunemente o mundo.
Esta situação é monstruosa. Cavaco e Soares sabem disso. Inclusivé, existe uma directiva do Pentágono que atribui um código de cores no tratamento das populações, consoante a “importância” e o grau de urgência com que deverão ser atendidos os problemas dos diferentes grupos étnicos a nivel mundial.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

a Guerra e o Défice












Nenhuma criança será deixada para trás,,, nenhum dos nossos filhos conseguirá ter uma vida decente, sem que seja apanhado pelas armadilhas da GUERRA (no caso de ser proveniente de progenitores pobres) ou do DÉFICE (caso tenha pretensões a ganhar a vida honestamente)

Olhar para o 1º ministro deste governo, (ou para o de qualquer outro do Bloco Central de Interesses), é um exercício semelhante ao de assestar uma web-cam sobre um aquário e observar as alterações nos movimentos dos peixinhos.
o Plano Tecnológico apresentado por Sócrates como um grande designio nacional assenta sobre aspectos conceptuais completamente desligados da realidade. Pese embora o esforço posto na efabulação do discurso da Alice por forma a fazer-nos crer que não estamos no país dos previlégios subterrâneos, antes disso, o que está em causa é a definição democrática dos presupostos de base em que irá ser construido o futuro dos portugueses. Num país em que apenas 20% dos quadros tem um curso equivalente ao do ensino secundário e os restantes, salvo uma infima percentagem de licenciados empregues nos sectores terciários, a restante população,,, vegeta numa degradante iliteracia. É este país que vota, mas não basta apenas o voto e depois o Poder fazer com esses votos aquilo que muito bem combinou com outrem nas costas do povo.

“Se está tudo sob controlo, é porque não estamos a ir suficientemente rápido”!!

costumam dizer os pilotos da fórmula 1 – Sócrates diz que não devemos esperar resultados imediatos do seu programa de modernização assente no corte das despesas públicas, no crescimento económico dos mesmos de sempre e na “qualificação” profissional do exército de trabalhadores de reserva que a burguesia necessitava (mas agora cada vez menos necessita) para poder manter a exploração (Marx) – apesar de tudo, dos quadros que irão aparecer (!) miraculosamente das miseráveis escolas de ensino privado que temos, e do inglês como lingua imperial obrigatória,,, apesar destas evidentes insuficências o Governo pretende andar depressa,,, para onde é que não disse,,, – mas dizemo-lo nós:
Não são Planos teóricos elaborados sob ópticas académicas, completamente desfazados das estruturas empresariais que temos, que podem ser aceites incondicionalmente como sendo de Todos. Tambem não é a próxima eleição que vai resolver nada, muito menos trazer quaiquer outros resultados que não seja o agudizar da revolta social em caso de Cavaco vir a ser eleito por uma maioria de estúpidos, sem perspectivas próprias da classe.


Manuel Alegre em discurso directo:
“A minha candidatura é um facto novo que desarruma os hábitos e o sistema”
a Mudança de paradigma e a ascendência dos Movimentos Sociais:
“Estamos a assistir ao fim da sociedade industrial tal como a conhecemos, o que cria grandes dificuldades à esquerda porque as concentrações operárias, onde nasceram os sindicatos e os partidos, estão práticamente a desaparecer”
Sou europeista mas entendo que a Europa deve ser uma associação voluntária de nações (...) Há um grande défice democrático neste processo de construção. O projecto de Constituição está morto, tem de ser revisto (...) Tem de ser muito mais simples para que todas as pessoas o possam compreender.
Educação generalizada como grande tarefa nacional:
“veja-se o que aconteceu com o Euro (do futebol). Era bom que as pessoas se mobilizassem por terem um prémio Nobel (...) não temos capacidade económica para competirmos com outros paises, mas temos outras coisas como a lingua”
Coesão Social:
“As pessoas cansaram-se de ser chamadas a pronunciar-se sobre decisões que são tomadas em pequenos directórios”
Cheiro a pólvora:
“ O meu estado de espirito é de desencanto, de descrença, mas ao mesmo tempo de vontade de participação, de que algo de novo aconteça

quinta-feira, dezembro 01, 2005

na rapina Imperial: “esquerda e direita” – Um monstro de duas cabeças!

“Corrompido pelo Dinheiro e pelo Poder o vosso Governo é como aqueles restaurantes que só servem um prato. Têm um turno de empregados Republicanos de um lado e um turno de empregados Democratas no outro lado. Mas, sem que interesse qual dos dois grupos de criados sirva o prato, a ementa legislativa é sempre preparada na mesma cozinha de Wall Street”
Huey Long *

Dando seguimento ao ciclo de inversão da politica dos EUA, iniciada pelo porta-voz do Partido Democrata para os Negócios Estrangeiros Joseph Biden em entrevista ao “Washington Post” escassas horas depois a Casa Branca, num comunicado tirado a papel químico do discurso do senador democrata, anunciava igualmente as suas intenções de retirar as tropas do Iraque.

Biden tinha sugerido “uma campanha mediática de pelo menos seis meses para “explicar” as razões do plano de retirada. Antes, já um amplo movimento popular anti-guerra em torno do senador John Murtha vinha ensaiando grandes manifestações de protesto e forçando esta tomada de decisão. Esta semana é o jornal “the Economist” que começou a preparar a opinião pública para a campanha de retirada das tropas norte-americanas do Iraque.
Mas, se atentarmos na imagem do soldado que faz a capa da revista, ela não é a de um GI que se bateu gloriosamente para conseguir deixar erguido um Estado Democrático e Liberal, mas sim a de um soldado acossado, escondido como um cão petrificado pelo medo protegendo-se atrás de sacos de areia.
Então, a mensagem que se pretende transmitir é simples: acossados pela Resistência, os Estados Unidos precisam de se retirar para não se descredibilizarem totalmente – mas querem fazê-lo a coberto da mise-en-scene de um pedido formal do Governo Fantoche que laboriosamente construíram.
Não se pense porém que os soldados abandonam o território iraquiano – eles apenas se vão recolher ás casernas, nas 14 bases que foram construídas para daí controlarem todo o Médio-Oriente. Lá fora serão os iraquianos a esgrimir o futuro do país, em ambiente de pré-guerra civil.

Bases Militares
É assim, a politica Yankee dos ciclos – uma associação de dois grupos malfeitores - Depois de dado o golpe * no limite do odioso, outros que venham alegadamente impolutos recolher os frutos do saque enquanto se apaziguam os ânimos. Quem morreu, morreu. Azar! Quanto a responsabilizar os criminosos – é tempo de “reconciliação” e mal intencionado será quem ponha isso em causa. Para a história fica um Iraque destruído, e mais essencial, ficam destruídas as relações comerciais previlegiadas antes mantidas pelo Iraque com a União Europeia, nomeadamente as transacções do petróleo em euros mantidas pela França e Alemanha. A destruição da economia europeia é a chave de sucesso na retoma do Império.

* a ler: "Vamos lá não esquecer!!: Bush tinha planeado invadir o Iraque, ainda antes de ser Presidente"