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segunda-feira, agosto 25, 2008

Pequim 2008, Michael Phelps, o marketing e a economia nacional

“as pessoas temem a forma de pensamento original mais que qualquer outra coisa no mundo, mais que a sua própria ruína, mais que a própria morte”
Bertrand Russell

A primeira impressão a retirar dos Jogos Olimpicos de Pequim (o Público, perorando sobre os lugares comuns do costume, faz hoje manchete disso) é que entrámos numa nova era - o capitalismo dito democrático encontrou um opositor à altura: o capitalismo dito autocrático - leia-se, um sistema misto com a parte fundamental da economia que zela pelos direitos humanos (a paz, o pão, a saúde, a educação, a habitação) a ser alvo de controlo senão de planificação por parte das autoridades adminstrativas do Estado. Resolvidos os problemas essenciais de subsistência para a vida, libertas as pessoas da obrigatoriedade de contribuir economicamente para a sustentação de vastas elites parasitárias, sobram mais tempos livres que são ocupados na valorização individual: os que têm mais mérito triunfam, os que são excepcionais são livres de entrar no circuito de marketing, (neste caso desportivo) global. As vantagens competitivas e o leit-motiv para o desenvolvimento da pessoa humana parecem-nos evidentes. O incómodo valeu a Manuel Carvalho o editorial “a Vitória do PC Chinês”. E da quantidade de praticantes (como com os trabalhadores e o pleno emprego) resulta necessariamente uma melhoria na qualidade dos resultados obtidos. Numa sondagem do Pew Research Center efectuada em 24 países, a nação que emerge primeiramente em satisfação do seu povo para com a forma como são governados é a China. Nenhuma outra nação lhe chega sequer próximo: “dos inquiridos, 86 por cento do povo Chinês disseram estar satisfeitos com a direcção politica do país, uma melhoria substancial comparada com os resultados obtidos em 2002 em que o nivel de aprovação era de 48 por cento. E 82 por cento estão satisfeitos com o desempenho actual da economia, percentagem anteriormente fixada em 52 por cento, segundo dados publicados no Times. Ficou patente que a China retirou olimpicos dividendos no espectacular show construido sobre estes dados optimistas.

Mas, fogos de artifício àparte, em termos de entendimento ocidental, falar de Olimpiadas não significa mesmo nada falar de Desporto. Alguém imagina o Pinto da Costa ou o Filipe Vieira a abrir mão das fabulosas verbas surripiadas ao erário público a disponibilizar esses vultosos fundos ilegalmente adquiridos, em prol do desporto nas escolas?
As estrelas dos Jogos de Pequim 2008 prestam-se a fazer caxas. As multinacionais disputam a sua imagem como um maná facultado pelas portas abertas do mercado chinês. Phelps, Nadal, Liu Xiang, Usain Bolt ou Isinbayeba convertem-se em máquinas de fazer dinheiro. A título de exemplo, calcula-se que o tenista maiorquino Rafael Nadal, imagem das marcas Cola Cao e Bobolat ganhe 420 euros por minuto (3,9 milhões de dólares em apenas dois anos); e o melhor, o envolvimento financeiro dos governos no marketing, ainda está para vir.

Medalhistas, um negocio milionário para os nadadores de águas turvas

Desde que soou o tiro de partida no dia 8 de Agosto em Pequim temos levado com o nome do nadador norte americano Michael Phelps até há saciedade, desde a hora do xixi da manhã até à hora em que nos fixamos nas braçadas crepusculares na sopa. Se deixam o chavalo de 23 anos, “o melhor nadador de sempre” à solta, as suas façanhas aquáticas converterão em ouro tudo aquilo em que toca, um Rei Midas de um sem fim de companhias comerciais. Dele disse o Wall Street Journal: “o valor do seu triunfo em Pequim traduzir-se-á numa fortuna que alcançará os cem milhões de dólares ao longo da sua vida”. Antes de competir a Speedo já lhe tinha oferecido cerca de 1 milhão de dólares caso ganhasse 7 medalhas; para a Nike a linha dos novos artigos de natação promovidos sob o patrocínio de Phelps vale entre 40 a 50 milhões, com capacidade de expansão sem precedentes.

As manias de grandeza do olimpismo nacional só terão dimensão competitiva de mudarem a sigla para Jogos Olimpinhos, sponsored by the Government.

Com 14 medalhas de ouro às costas, Phelps conta com contratos publicitários com a Visa, Ómega, Hilton, e AT&T, para além de pequenas contribuições de admiradores com grande capacidade em negócios privados e alguma poder aquisitivo, como por exemplo o ministro Manuel Pinho do governo da marca Portugal em Crise e a marca HiltonVilamoura que fez/fizeram das tripas coração e pagou/pagaram (?) uma quantia não discriminada para sentar (por mero acaso) o fenómeno no mesmo banho SPA allgarvio do ministro. A Pizza Hut oferece-lhe alimentação grátis durante um ano (a Phelps, não ao Ministro). De momento apenas uma ligeira bronca ensombra o êxito do sensacional feito: a comunidade médica condena a aparição do Ministro, perdão, de Phelps, nas caixas de cereais Kellogs – não se explica como se pretende promover um produto cujos altos níveis de açúcar alimentam uma sociedade preocupada com a obesidade infantil.
Roger Federer é embaixador da Nike, e da coreana Kia Motors. No caso da multinacional alemã Puma as vendas vão disparar a curto prazo sob a marca Usain Bolt. A russa Yelena Isinbayeva é patrona da mesma causa em relação à Adidas. A supervedeta Liu Xiang acumulou o ano passado 24 milhões graças a contratos publicitários com 14 firmas do gabarito da Lenovo, Amyway`s, China Mobile, etc. É o segundo a facturar, atrás do basquebolista Yao Ming ao serviço também da Nike, líder do sector que tem a maior parte da sua fabricação na Ásia e pretende a hegemonia exclusiva do mercado asiático. De facto os produtos fabricados na China, divididos com a Adidas, ascendem a 32,3 por cento do mercado. Os consultores Frost & Sullivan consideram que o mercado de vestuário desportivo chinês será um filão quase inesgotável para as grandes marcas, já que em 2011 se estima possa valer 10.400 milhões de dólares
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domingo, agosto 24, 2008

a planta do Pentágono tem a forma da
Estrela de David




















Apenas 2 por cento da população norte americana se afirma étnica-religiosamente como Judaica, porém todos os 5 mais altos responsáveis das 5 Reservas Federais activas dos EUA são Judeus, incluindo o actual adminstrador- geral da FED Ben Samuel Bernanke ( depois de Alan Greenspan ter trabalhado durante 30 anos as teorias económicas concebidas pelos judeus Milton Freeman e Ayn Rand) e o seu principal assistente e braço direito Donald L. Kohn. Os outros são: Kevin M. Warsh (1), Randall S. Kroszner e Frederick S. Mishkin. Nem um só representante dos “gentios” assenta o cu na administração dos altos negócios da emissão do dinheiro de referência (o dólar) que domina a economia mundial. Estes dados confirmam-se no próprio website da Reserva Federal.

Como podem os mais importantes meios de comunicação nunca se ter debruçado e comentado sobre este facto? - Como podem igualmente os políticos não o fazer, incluindo o candidato libertário às presidenciais Ron Paul, um judeu usado como lebre na afirmação dos democratas e depois rapidamente descartado, depois de bater recordes na recolha de fundos de apoio no voto popular? - Se não há debate, como poderemos conhecer os objectivos para que trabalham os 5 governadores das Reservas Federais, na corrida que é determinada pelos interesses de apenas 2 por cento da população norte americana? – Deveremos tornarmo-nos cúmplices dos Judeus mantendo silêncio, ou deveremos falar alto e bom som para informar todos os cidadãos deste ultraje à democracia manipulada pela alta Finança?
Para uma mais detalhada informação sobre o controlo Judeu do Governo norte americano, sobre os Media e sobre a Finança, recomenda-se vivamente o Sitio Internet de David Duke, e as páginas SolarGeneral.com e VanguardNewsNetwork – alguns dos poucos que têm a coragem para se recusar a branquear a actividade dos activistas judeus ortodoxos no controlo da Nova Ordem Mundial – isto é, a aplicação prática da Teoria Sionista de Theodore Herzl de expansão territorial global de acordo com os cânones religiosos do “antigo testamento”: a terra prometida é toda a Terra - ou seja, traduzido no léxico corrente desterritorializado, quem controla a emissão do dinheiro controla e condiciona toda a actividade económica.

Para que se compreenda que nada acontece por acaso, a nomeação de Joe Biden (com fortes laços de união aos judeus : “my daughters married Aryans”) como Vice Presidente de Obama na corrida à Casa Branca é uma escolha feita em função da sua afirmação pública à ShalonTV como um claro defensor do Sionismo.

(1) exemplificando: Kevin Warsh é afilhado de Ron Lauder, filho da proprietária da famosa multinacional líder mundial no ramo dos cosméticos Estee Lauder – do judeu Ronald S. Lauder diz a Wikipédia: “Lauder está activamente envolvido em numerosas actividades cívicas, incluindo a Conferência de Presidentes das Maiores Organizações Judaicas Norte Americanas, o Fundo Nacional Judeu, o Congresso Mundial Judaico, o Comité de Distribuição e Angariação dos Judeus Americanos, a Liga Anti-Difamatória Judaica, o Seminário Teológico Judeu, a Universidade Brandeis e o Fundo Abraão. Em conjunto com o irmão Lauder fundou o Instituto Lauder na Escola Wharton. Colaborou como administrador financeiro do Comité Republicano de New York. Ron Lauder foi eleito presidente do Congresso Mundial Judaico em 10 de Junho de 2007 batendo o judeu Mendel Kaplan do mundo de negócios sul africano por 11 votos contra 4
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quinta-feira, agosto 21, 2008















o Governo da Georgia será denunciado no Tribunal Penal Internacional de Haia pelos crimes cometidos na Ossétia do Sul. A capital Tskhinvali é actualmente um monte de destroços causados pelas tropas da Geórgia. Toda a cidade ficou praticamente destruída. O governo da Geórgia encerrou todos os canais de televisão em idioma russo logo no inicio do ataque e bloqueou o acesso a todos os sítios internet de informações locais, tecnologia radioeléctrónica disponível e cedida pelos assessores militares dos Estados Unidos e de Israel.
O comentador internacionalista Walter Martinez conduziu a semana passada uma edição especial do programa “Dossier” na RVTV onde explicou detalhadamente os precedentes, causas e consequências do conflito no qual o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, animado pelo apoio dos Estados Unidos ordenou uma incursão militar na região autónoma da Ossétia do Sul que provocou duas mil mortes civis – que por sua vez provocou a resposta militar da Rússia.



Sim ao Kosovo, Não à Ossétia

O Estado da Geórgia, uma criação politica Sionista (desde a “Revolução das Rosas” patrocinada financeiramente pelo especulador judeu George Soros), decidiu a meias com os consultores militares israelitas ao serviço daquele protectorado ocidental, revolver os problemas internos que tem desde 1989 com a província separatista da Ossétia da forma mais radical, aproveitando o facto do planeta estar distraído com os Jogos Olímpicos. A Geórgia precisa terminar com a secessão até Dezembro, para poder cumprir as cláusulas do pacto de adesão à NATO.
99 por cento dos habitantes da Ossétia do Sul desejam unir-se com a Ossétia do Norte sob a bandeira da Federação Russa. Mas a “comunidade internacional” não os apoia, ainda que tivesse apoiado o caso similar da província do Kosovo, parte integrante da Sérvia.
Depois da gorada tentativa de Bush providenciar “ajuda humanitarian” efectuada através de forças militares que pretendiam controlar os portos e outras centros fulcrais dos transportes na Geórgia, a retirada das tropas da Rússia estará concluida até ao final desta semana, salvo um pequeno contingente de 500 pessoas, encarregadas das “medidas adicionais de segurança” previstas nos pontos do Acordo de Paz – e foi assim que a Rússia, por esta vez, rechaçou as ameaças da NATO e de Condooleza Rice.
RIP.

quarta-feira, agosto 20, 2008

o Paquistão e o Amigo Americano

Á sombra da “ameaça russa na “crise no Cáucaso”, as forças da Ordem e Liberdade (Washington e o seu braço armado NATO) impõem expulsões em massa no Paquistão.

por Knut Mellenthin (publicado no MRZine)

A resposta russa à agressão da Geórgia contra a Ossétia do Sul tem sido o tema central dos Media esta semana, enquanto é pouco ou nada noticiada a tragédia humana no noroeste do Paquistão que provavelmente não terá menos significado politico.

Ao 9º dia da expedição militar punitiva contra os territórios controlados pela Agência Estatal Bajour que gere as chamadas “zonas tribais”, mais de 100 mil pessoas fugiram procurando refúgio. Ninguém sabe exactamente o número, o que reflecte o facto de não haver ajuda organizada aos refugiados. Um jornal paquistanês de língua inglesa, “The News”, disse na passada sexta feira que “várias centenas de milhar” estão em fuga. As agências noticiosas reportaram que, de acordo com o governador da Provincia da Fronteira Noroeste para a capital Peshawar fugiram cerca de 219.000 refugiados.
Muitos deixaram para trás os seus haveres e lavras porque as “forças de segurança” na sua campanha contra suspeitos de insurgência, têm repetidamente usado armas de artilharia pesada, helicópteros e aviões de combate contra pequenos aldeamentos. Somada a esta situação tem havido expulsões sistemáticas de habitantes de povoações. Planfetos são lançados de helicópteros apelando ás pessoas para evacuarem de imediato determinadas áreas. Os panfletos contêm instruções detalhadas da forma como devem proceder para que não haja falhas no cumprimento sem riscos dos “ataques letais das forças de segurança”: Nenhum veículo poderá andar depois do pôr do sol. As viaturas não devem estacionar debaixo de árvores à sua sombra: Assim que avistem um helicóptero todos os ocupantes devem sair dos seus veículos com as mãos no ar. Todos aqueles que não tenham recebido panfletos ou que não saibam ler – a maioria da população nessa área – enfrentará perigo mortal. Os raides aéreos intimidatórios sobre as colunas de carros de refugiados não acontecem por acaso, e por isso muitas familias optam por fugir a pé. Todas as pessoas que fogem deixam de receber abastecimentos e ajudas sanitárias. Dezenas de milhar dormem fora das suas casas.

Bajour é um dos muitos distritos nos quais estas expedições punitivas têm sido levadas a cabo nestes últimos meses. As “forças de segurança” também já efectuaram raides similares em acções no Vale de Swat e no distrito de Hangu anteriormente, fora das zonas controladas pela Administração Federal das Áreas Tribais na Provincia do Noroeste. Como a imprensa paquistanesa também noticiou muitos milhares de pessoas fogem também da fronteira sul com Bajour na zona de jurisdição da Agência das Tribos Mohmand a qual se suspeita possa ser a próxima a ser atacada pelas “forças de segurança”.
Estas acções militares não podem ser efectiva e apropriadamente descritas sem observar o propósito da campanha de “guerra contra o terrorismo” desencadeada pela coligação militar Estados Unidos/NATO. Embora sejam levadas a cabo por forças nacionais a função essencial destas acções é demonstrar a Washington, cujas pressões sobre Islamabad são cada vez mais e mais agressivas, que as coisas estão sob controlo e que não existem razões para uma intervenção dos EUA no Paquistão
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domingo, agosto 17, 2008

A maior (e a mais rica) amiga de Hillary Clinton (e a maior contribuinte líquida para a campanha) Lady Lynn Forester de Rothschild prepara uma emboscada a Barack Obama.O fervoroso e numeroso clã de apoiantes de Hillary prepara-se para protestar contra a coroação democrata de Obama – e ameaçam inclusivamente votar em John McCain, o candidato republicano;
À cabeça do grupo na Convenção Democrata de Denver na próxima semana estará Lynn Forester, Lady de Rothschild, uma das mais influentes politico financeiras da família judaica dos Rothschilds o mais importante grupo de banqueiros mundial, oriundo da City londrina. Ela pôs o seu coração (e muitos milhões) na campanha de Clinton e diz-se nada impressionada com Obama, que duvida consiga atingir a Casa Branca, declarando nesta entrevista à Fox News a sua intenção de voto em McCain caso Hillary não venha a ser parte da escolha democrata – “a minha lealdade é com a vitória dos Democratas; e por esta boa razão Barack Obama será (terá) um sério problema se conseguir ser eleito”
Lady Rothschild, 54 anos, já era uma bem sucedida mulher de negócios em New York, já então investidora de topo com fundos de apoio ao Partido Democrata, antes de se casar no seio da dinastia britânica dos banqueiros Rothschilds. O bilionário Sir Evelyn de Rothschild.durante 22 anos administrador da principal empresa financeira do grupo, a NM Rothschild, estará sentado ao lado de Lynn em Denver, quando McObama se preparar para ser entronizado. Veremos o que se passará com esta presumível vitória.

video: Quem são na realidade os Rothschild?
(os que realmente "votam nas teses e nas antiteses"
como partes únicas do mesmo poder?)

sexta-feira, agosto 15, 2008

Não ao comunismo nos Estados Unidos

Aviso à navegação: em vésperas da Convenção
o chefe de fila dos superdelegados democratas, Bill Gwatney do Estado do Arkansas, acaba de ser assassinado.
Coincidência?

















Este foi o Estado que viu nascer politicamente os Clinton, muito por via da antiga posição de Hillary como administradora da empresa de Sam Watson, a Wall Mart fundada no Arkansas, que com os Clintons na presidência durante uma década ascendeu à posição de empresa lider em volume de vendas mundiais. Como é sabido cerca de 90 por cento de tudo o que a Wall Mart vende é fabricado na China. E as restantes multinacionais regra geral seguem mais ou menos esta filosofia. Este primeiro passo da globalização neoliberal foi levado a efeito sob a supervisão do "plano Volker" financeiramente concebido pela Reserva Federal Americana (FED) - a classe média baixa americana, conservadora alienada e iliterata, cujo proletariado foi de imediato afectado por uma tremenda crise de emprego devido à deslocalização das produções industriais para a China nunca perdoou esta importação e incorporação do "comunismo chinês" na vida social da União. Se a China é um perigo declarado a prazo, como pactuar com o inimigo nos negócios? - obviamente, os Clintons têm fama de comunistas, inclusivé de se terem apropriado de milhões de investidores chineses para se financiarem nas suas actividades politicas; e se o povo o diz,,,

quinta-feira, agosto 14, 2008

democracia? adeus mundo, que vais de mal a pior

Em 2003 grande parte das riquezas arqueologicas do Iraque tinham sido pilhadas. A pilhagem da herança cultural do país foi um acto premeditado. Os ladrões foram protegidos pelos invasores; pilhando o Iraque em busca de uma utopia neoconservadora. Bagdade ano zero, breve os saqueadores apresentaram projectos para novos museus – expurgados de genuidade, representando novas formas de alienação cultural que encobrem novas formas de dominação política. Quatro anos depois, segundo noticiava o “The Times” de Londres em 24 de Abril de 2008, o parque zoológico Al Zawra estava em ruínas – Excepto um espectacular golpe de mestre: Bush dentro de uma jaula com o alto patrocínio dos judeus da Disney Corporation, ou coisa parecida - faça-se o que se fizer, enquanto o território se mantiver debaixo da pata militar e económica dos invasores, nada lhe restituirá a memória perdida

um dia no Zoo de Badgdad - um video de 1971

terça-feira, agosto 12, 2008

Churchill em Cuba

um episódio da guerra de independência descrito por John Keegan sobre a biografia de Churchill “My Early Life”

"O 4º Regimento de Hussardos não era apenas chique. O seu comandante, o coronel John Brabazon, era um dos mais distintos oficiais do exército, admirado pelos seus contemporâneos e amigo da família real. A vida no regimento era cara. O salário de um oficial era insuficiente para pagar o uniforme, os cavalos, a alimentação da cantina ou os requisitos sociais exigidos. Mas graças aos recursos da família Blenheim, Wiston integrou-se rapidamente. Em Fevereiro de 1895 já estava ambientado às rotinas de estábulos, escola de equitação e administração da companhia, havia começado a jogar pólo e a participar nas corridas de cavalos com obstáculos.
O regimento deveria partir em breve para a Índia, durante nove anos, para integrar as forças britânicas aí estacionadas. Na altura esta era uma operação de rotina, à qual apenas escapavam as companhias ligadas à coroa. Antes da partida, os oficiais podiam usufruir das suas generosas licenças, até às dez semanas, sem interrupção. Por esta altura, Wiston já devia estar enfadado com a rotina, e decidiu sair de Inglaterra em busca de aventuras.
Na época decorria uma guerra a sério nas Caraíbas, onde a Espanha tentava conter uma revolta generalizada em Cuba. Winston sentiu a oportunidade para descobrir o cheiro a pólvora e a possibilidade de ganhar dinheiro e fama, escrevendo sobre a guerra para um periódico britânico. Embora estas ambições fossem questionáveis num subalterno ainda com uma carreira toda pela frente, Churchill não teve qualquer hesitação. Seguindo o principio que aplicaria durante toda a sua vida, de só falar com o topo da hierarquia, obteve cartas de apresentação para Cuba do embaixador britânico em Espanha, uma autorizção para participar na guerra do comandante em chefe britânico, e uma missão dos serviços de informação ingleses para relatar factos sobre a situação.
Protegido em todas as frentes, Wiston e um camarada desembarcaram em Cuba, após uma breve visita à familia Jerome, em Nova Iorque, a 2 de Novembro de 1895. Pouco antes do final do mês, Wiston e o tenente Reginald Barnes juntaram-se a uma das expedições punitivas do marechal Arsenio Martinez de Campos, que se movimentavam para o interior da ilha para enfrentrar os rebeldes. O padrão da guerra cubana, já estabelecido, repetir-se-ia tragicamente em todas as colónias europeias no século seguinte. Os rebeldes cubanos, inspirados pelo ideal de independência nacional, estavam mal armados e mal treinados, mas tinham um conhecimento muito superior do terreno. Usavam tácticas de escaramuça e emboscada, não tinham problemas em fugir se as coisas corriam mal, aceitavam as baixas com naturalidade, davam como bem vindas as atrocidades do inimigo, pois atraiam a população para a sua causa, não tinham um prazo definido de vitória e usavam as montanhas e florestas como refúgio em caso de confronto ou se estivessem encurralados. Cinquenta anos depois, Mao Tsé Tung utilizaria as mesmas tácticas para compor uma filosofia de “Guerra do Povo”. Os bóers antecipar-se-iam aos métodos de Mao na África do Sul, em 1900, noutra guerra em que Wiston também participaria. Em 1895, porém, as tácticas de evasão e retardamento eram uma novidade. O encontro marcaria a atitude de Churchill em relação aos esforços militares para o resto da vida.

A coluna comandada pelo general Juarez Valdez, partiu de uma aldeia fortificada e rapidamente estabeleceu contacto com “o inimigo”. Na sequência do encontro, os dois batalhões acamparam durante a noite no meio de floresta cerrada, voltando a partir no dia seguinte. Ao atravessarem um rio, Churchill decidiu dar um mergulho: dispararam sobre ele quando já se estava a vestir, naquele que seria o seu baptismo de fogo – uma experiência que o próprio achou entusiasmante. A expedição voltou a acampar e foi novamente alvo de tiros durante a noite. Mas só no dia seguinte, já em marcha, é que encontrou os rebeldes, entrincheirados numa fraga. A expedição dispôs-se de maneira ortodoxa, em formação aberta, superiorizou-se no tiroteio, mas viu os seus objectivos frustrados quando os rebeldes se retiraram para a “floresta impenetrável”, vendo-se obrigada a regressar ao ponto fortificado de origem, onde Churchill lhes diria adeus.
A sua primeira experiência bélica fora uma situação que se repetiria, no futuro, para jovens oficiais franceses na Indochina e na Argélia, para os americanos no Vietname, para os seus próprios compatriotas no Sudeste asiático e em África. No regresso a Nova Iorque, Churchill descreveu os cubanos como “soldados medíocres, mas imbatíveis na corrida” – o mesmo veredicto que seria dado, no século vindouro, por qualquer oficial de forças regulares que se defrontassem com os movimentos independentistas. Estes, na sua terra, em áreas de dificil acesso, levariam os exércitos europeus ao desespero. Mesmo quando não recorriam, eles mesmos, a métodos terroristas, o que faziam com frequência, viam-se obrigados a tentar vencer os insurrectos através de acções directas contra as populações que os abrigavam. Outra resposta que os europeus privilegiavam consistia em recrutar milicias locais ou em “concentrar” as populações rurais em campos controlados pelas forças armadas. Aliás, os “campos de concentração” foram uma invenção espanhola durante a Guerra de Independência de Cuba, que se repetiria na África do Sul, durante a Guerra dos Bóers. Enquanto medida de controlo, viria a mostrar-se ineficaz nesses dois conflitos.
Churchill, indirectamente, viria a reconhecer que ao menosprezar os rebeldes cubanos estava a subestimá-los. “A natureza do país está contra (os espanhóis)” diria, “além de haver descoordenação entre os movimentos das várias expedições armadas... Se os insurrectos aguentarem até às chuvas da Primavera, ainda podem ganhar”.
Os cubanos, com a ajuda dos Estados Unidos da América contra o Império Espanhol, nas Caraíbas e nas Filipinas, acabaram mesmo por vencer, e Cuba tornou-se uma nação independente. Churchill, que defendia um protectorado americano em alternativa ao governo espanhol, escreveu que “um governo cubano será igualmente corrupto, mais caprichoso e muito menos estável, criando condições para revoluções periódicas, insegurança da propriedade e desconhecimento da justiça”. E tinha razão: Cuba tornou-se, durante um breve periodo de tempo, protectorado dos Estados Unidos, mas depois cumpriu todas as previsões de Churchill. Nessa altura, porém, este já tinha voltado a sua atenção para a Índia, os territórios muçulmanos, a África do Sul e o seu próprio país, as suas novas prioridades. Mas foi em Cuba que Churchill conheceu de perto a guerra. A compreensão que adquiriu da sua natureza havia de estender-se ao longo da sua vida"
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segunda-feira, agosto 11, 2008

ratos e homens

No post anterior focou-se a necessidade de encontrar um pretexto para Israel atacar o Irão. Porque não o atacam os próprios americanos? Para o perceber é preciso entrar dentro da fábrica de mentiras de Dick Cheney.
Um dos planos engendrados foi numa reunião presidida por Cheney. Tratava-se de manufacturar um “barco iraniano” e mascarar atiradores dos SEAL da Marinha vestidos como militares iranianos que iriam atacar navios de guerra norte americanos. O plano foi rejeitado porque a acção poderia “provocar uma situação em que americanos matariam americanos”. A New Yorker recusou incluir esta história no seu magazine (editado, recorde-se, por judeus fundamentalistas ao serviço de Israel). Como diz concisamente Seymour Herst: “os Editores são Gatos treinados para serem Ratos.

domingo, agosto 10, 2008

Benny Morris

Causou algum alarido a publicação, primeiro no NewYorkTimes, (depois passado a papel químico para o Público) um artigo do israelita Benny Morris, um historiador revisionista neocon, onde se evidenciava e defendia sem qualquer pudor a intenção de Israel, mais tarde ou mais cedo, atacar o Irão.
O artigo, que mereceu a crítica generalizada dos leitores, foi pelo menos num caso apoiado pelo director do Público com base na afirmação de Benny Morris ser “um colunista independente” – na verdade Morris é uma sumidade muito próxima do governo de Israel, cuja posição neste caso é que o Irão deve ser bombardeado com urgência usando na medida o possivel o máximo de armamento convencional, puxando claramente os Estados Unidos para efectuar o ataque, argumentando que só em caso de resposta deverão ser estreadas as novíssimas mini bombas nucleares.

Obviamente a troupe de canalhas comandados por Dick Cheney são ferrenhos apoiantes do “ataque preventivo”, o que faz dos próximos meses um periodo particularmente interessante de movimentações por detrás das cortinas do palco, tendo em vista produzir factos graves (operações de false-flag) à revelia do Grande Decidor Desconhecido que o levará perante uma situação de guerra consumada no terreno. Para o efeito Israel deverá fazer qualquer coisa de completamente doido para assegurar o envolvimento dos Estados Unidos. O que não é novidade nenhuma: na “Guerra dos 6 Dias” em 1967 Israel bombardeou o navio americano USS Liberty matando 34 marines; na crise do Suez dos anos 50 Israel bombardeou o consulado americano em Alexandria.
Desta vez, com os postes das balizas ambiciosamente altos, nos diversos cenários de operações false-flag possiveis, deverão ser usados comandos infiltrados no Golfo Pérsico ou os seus homens em missão no interior do Iraque para causar um incidente que pareça ser uma ofensiva usando armas iranianas. De qualquer forma, seja quem fôr que ataque o Irão, na realidade quem o fará será Israel.

Nos últimos 41 anos o ataque de Israel ao USS Liberty tem sido um tabu, impossivel de discutir abertamente, tanto nos meios do Estado Judaico quanto nos norte americanos. Nem os sobreviventes do ataque são eles próprios ouvidos negando-se-lhes sempre qualquer oportunidade de intervenção. Como nos casos de pagamentos por baixo da mesa nos serviços contratados pelo crime organizado, os apoiantes dos dois governos têm adorado declarar o assunto como “caso encerrado”.
Imagine-se a onda de indignação e ultraje que iria desaguar sobre o povo americano e a inocência perdida quando compreendessem que 34 jovens "inocentes" foram assassinados por Israel num premeditado acto de declaração de guerra, já para não falar no encobrimento dos actos infames a que obrigam sistematicamente os governos americanos. É natural por isso que este seja um dos tópicos proibidos nestas últimas 4 décadas. Mas, cortando a direito num clima de crescente insubmissão nos meios militares, que quase obriga a uma liberalização feita dentro do espírito da Obamania, uma delegação conjunta de chefes da Administração e uma entourage de altas personalidades militares comandada por Mike Mulllen rumou em fins de Julho para Telavive apostada a discutir o assunto do USS Liberty com as autoridades militares de Israel. O que vier a ser tornado público destas reuniões será muito importante “para que a história não se repita” como há 41 anos, dadas as presentes tensões entre Israel e o Irão.
(fonte)

sábado, agosto 09, 2008

Spin

“Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota”
Sun Tzu (544-496 A.C.)

o artista plástico Brian Springer dispendeu um ano vasculhando as ondas radioléctricas usando uma antena de satélite e gravou canais de notícias em partes que não era suposto ser oferecidas para consumo público. O resultado desta pesquisa são imagens que nunca se supôs serem vistas pelo espectador, reunidas no documentário “Spin”, uma das mais importantes peliculas feitas sobre como funciona a mecânica interna de como a televisão é usada como ferramenta de controlo social, para distorcer e limitar a percepção da realidade do público americano ( e por extensão do resto do mundo).
Realizado nos primeiros anos da década de 90 este filme é praticamente desconhecido. Felizmente que a Internete veio mudar estas condições. São 57 preciosos minutos que vale bem a pena serem dispendidos a observar sequências que jamais serão mostradas nas televisões.
Usando a campanha presidencial de 1992 como leit-motiv, o documentarista Brian Springer capta cenas de bastidores onde expõe as manobras de políticos e produtores de programas. Pensando estar off-record, Pat Robertson fala acerca de “panascas”, Al Gore recebe aulas sobre a forma como abordar a questão do aborto, George Bush disserta com Larry King sobre picapaus (o mítico símbolo grego da paz e prosperidade) enquanto espera pelo tempo de antena para transmitir as larachas do costume – tudo editado em imagens não autorizadas, “Spin” é uma amostra surreal dos Media-como-Construtores-da-Realidade.



nota: pequenos excertos deste filme e respectivos códigos para difusão, bem como os mais variados exemplos de “spin” podem ser recolhidos na BrasscheckTV – por favor, subscrevam e difundam o endereço deste Canal Independente de TV por Internet:
http://www.brasschecktv.com/
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sexta-feira, agosto 08, 2008

em época estival, quando descobrimos a tal praia praticamente deserta e há tempo disponível, há oportunidade de reler e transcrever aqui algumas relíquias recolhidas ainda na última feira do livro, a 50 cêntimos cada fascículo:

















“Desde o século XVI o país tem-se compartimentado em regiões: chegou-se à aglomeração de ¾ da população em 40 por cento do território; as actividades e a riqueza, a densidade máxima de meios de circulação, as indústrias, os investimentos, concentram-se no eixo Lisboa-Porto prolongado a Setúbal e Braga (...)

Esse desiquilibrio prende-se à incapacidade de uma política nacional de escolha e localização das produções que garanta a maior cobertura possivel do consumo interno pela produção interna, distribua o mais harmoniosamente pelo território as gentes de modo a tirarem o máximo proveito dos recursos naturais e humanos, e assim minimize a dependência em relação ao exterior. De há dezenas de anos, quando não de há séculos se apregoa o imperativo de introduzir culturas (...)

Por essa incapacidade de organizar a produção e a importação - reexportação com forte valor acrescentado pelo trabalho nacional, desde a 2ª década do século XIX que a balança comercial é deficitária e o déficite só tem sido compensado pelas remessas de emigrantes ou entradas de capitais estrangeiros (...) Daí o forte grau de dependência em relação a outras economias, que agora atingiu o paroxismo; o empréstimo externo de há muito é cancro a roer a nossa possibilidade de renovação económica, e hoje chegou-se ao cúmulo de tudo querer resolver com ele e renunciar ao aproveitamento das nossas potencialidades (...) o diagnóstico aponta para uma terapêutica de decidida modernização técnica (...)

A construção de uma pátria, meio século calcada sob a autocracia oligárquica do Reino da Estupidez, só poderá possivelmente fazer-se assentando a democracia socialista: a socialização, ou seja, a subordinação dos meios de produção e recursos aos interesses da sociedade (de todos os indivíduos da sociedade), a democratização que ordena toda a vida social e a acção do Estado em função de tornar cada homem, todos os homens, um fim em si próprios, deixando de ser meros instrumentos manejados por outrém; quer dizer, visa-se a plena dignidade da cidadania, com o conjunto de condições materiais e culturais que a tornam possível de se exercer. Pelo socialismo e pela democracia rumo à democracia socialista, ao respeito de cada um e de todos e ao assegurar a todos das oportunidades para realizarem a sua personalidade”

Vitorino Magalhães Godinho – “Para a renovação da politica nacional”, Sá da Costa, 1978
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quinta-feira, agosto 07, 2008

A transição em Angola

o “Público” na ânsia de branquear a "ditadura ex-comunista" angolana induz os leitores em erro, ao escrever que “em Angola não há eleições desde 2002”. Na verdade já não há eleições no país há 16 anos, desde 1992, quando com a participação activa de Cavaco Silva em comícios na campanha eleitoral do MPLA e os resultados pouco claros lançaram o país numa segunda guerra fraticida. Em 2002 o que houve foi o assassinato do líder da Oposição; nesse ano, com a colaboração de pilotos da aviação de Israel e dos sistemas tecnológicos de detecção GPS israelitas conseguiram assassinar Jonas Savimbi, novamente com a conivência velada do partido de Cavaco Silva, então com Durão Barroso à cabeça do governo português. Enquanto isso, a ESCOM, uma financeira portuguesa do grupo do Banco Espírito Santo, possuia o exclusivo nos “concursos” para fornecimento de armamento para a defesa nacional. Compreendem-se assim os altos designios do revivalismo Colonialista da direita portuguesa: a submissão colonial do país africano foi substituída pela dependência financeira e tecnológica ardilosamente implantada.

A transição em Angola - Boaventura Sousa Santos

"Dezasseis anos depois do último acto eleitoral, realizam-se no próximo dia 5 de Setembro eleições legislativas em Angola. Tudo leva a crer que serão eleições livres e que se, no pior dos casos, houver fraude eleitoral, ela não será significativa. É um acontecimento importante para Angola, para África, e para todos os democratas do mundo. Depois dos recentes e trágicos acontecimentos no Zimbabué e no Quénia (durante alguns anos considerado um país de exemplar transição democrática), a África precisa de experiências democráticas bem sucedidas. A importância especial de Angola neste contexto decorre do factor petróleo. Como demonstram os casos acima mencionados, o petróleo não é o único factor de instabilidade política mas é um facto que historicamente a relação entre petróleo e democracia tem sido de antagonismo. É assim no Médio Oriente e foi assim na América Latina até à última década. Em África, um simples relance pelos maiores produtores de petróleo é revelador a este respeito. São eles, em função das reservas comprovadas de petróleo (medidas em mil milhões de barris): Líbia (41,5), Nigéria (36,2), Argélia (12,3), Angola (9), Sudão (6,4).
Objectivamente, o facto de mediarem dezasseis anos entre dois actos eleitorais significa que Angola é um país em transição democrática. Em situações destas, duas perguntas se levantam. Trata-se de uma transição irreversível? Qual a sua natureza sócio-política? Para a primeira questão são identificáveis duas respostas. Segundo a resposta pessimista, tudo está em aberto. Usando uma metáfora aeronáutica, a transição será um avião a subir mas ainda longe de atingir a velocidade de cruzeiro. Pode atingi-la ou pode cair entretanto. Ao contrário, a resposta optimista entende que depois dos traumas da guerra - Angola esteve em guerra mais de quarenta anos (de 1961 a 2002) – e da experiência política desde 2002, a transição não pode senão ser irreversível. Há razões objectivas para considerar esta última resposta mais plausível. É certo que militam contra ela alguns factores de peso: um sector fundamentalista do MPLA para quem as eleições visam apenas legitimar o poder que não podem pôr em causa; o excessivo peso do sector militar (com generais muito ricos, envolvidos em todo o tipo de negócios, do petróleo aos bancos e ao imobiliário); uma questão tabu em Angola – a questão étnica – a qual por não ser assumida politicamente pode germinar descontroladamente. Apesar disto, as razões a favor da irreversibilidade da transição são bastante fortes. Primeiro, o MPLA está internamente dividido e se, por um lado, há os fundamentalistas, por outro lado, há aqueles que chegam a desejar que o partido não ganhe com maioria absoluta para aprofundar e alargar ainda mais a partilha de poder já existente. O próximo congresso do MPLA, marcado para Dezembro, será certamente revelador das tensões e tendências. Segundo, mesmo a classe empresarial, que em grande medida se criou à sombra do Estado e segundo processos que envolvem todo o tipo de favorecimento ilícito e de corrupção, deseja hoje mais autonomia e estabilidade, uma e outra só obtíveis em democracia. Terceiro, emerge uma pequeníssima mas influente classe média aspiracional que pretende ver reconhecido o seu mérito por razões que não as da lealdade política. Há hoje 100.000 estudantes universitários nas 12 universidades angolanas (a qualidade destas é outra questão). Finalmente, no interior das classes populares cresce um associativismo de base, relativamente autónomo em relação ao MPLA e que o MPLA só poderá cooptar se der credibilidade ao jogo democrático e à partilha do poder.
A segunda questão, a da natureza da transição, é bem mais complicada. No plano político, tudo leva a crer que durante algum tempo a democracia angolana será uma democracia vigiada ou musculada, sujeita à venalidade dos políticos que o petróleo incentiva, à definição consular da agenda política, à tentativa de absorver as energias da sociedade civil e de as pôr ao serviço do Estado e do partido no poder. Será, em suma, uma democracia de baixa intensidade. No plano institucional, o presidencialismo auto-centrado e o peso-inércia do controlo político sobre o sector administrativo contribuirão para atrasar a consolidação das instituições políticas e administrativas. As necessidades da partilha do poder (ora mais real, ora mais aparente) e a tentação de distribuição populista de recursos não serão favoráveis à emergência de políticas públicas e sociais credíveis. No plano social, é preocupante o aumento da exclusão social e a cada vez mais chocante convivência do luxo mais extravagante ao lado da pobreza mais abjecta. Apesar do vertiginoso crescimento económico dos últimos anos, Angola continua entre os 10 países com mais baixo desenvolvimento humano. Calcula-se que as reservas do petróleo terminarão dentro de 20 anos. Angola não tem muito tempo para se tornar uma sociedade mais justa e mais livre".
(o original está publicado no CES)

quarta-feira, agosto 06, 2008

Houda Nonoo

No Golfo Árabe o Bahrein é o único país que tem cidadãos judeus. A capital Manama tem até uma sinagoga, abandonada quando Israel se estabeleceu como Estado, mas agora de novo activada. No total de uma população de 530 mil cidadãos naturais, no sultanato residem 37 cidadãos naturais que são de etnia judaica. A população total do país é de 1 milhão e 47 mil pessoas – compreendendo que o Bahrein aloja territorialmente (na Base de Juffai as instalações do Comando Aéreo Norte Americano para a região do Golfo e sueste Asiático (CENTAF), compreende-se o elevado formigueiro de diligentes empreiteiros da indústria petro-militar que gravitam em redor da principesca formiga mãe Oligarca - sua alteza o Xeque Hamad Bin Isa AL-Khalifa. . O que não se compreende é que de uma tão ínfima minoria de 37 pessoas tenha logo sido nomeada embaixatriz em Washington a cidadã judia Houda Ezra Ibrahim Nonoo.
A explicação oficial para o estranho caso de representatividade é que não se trata de propaganda, nem de casting politico; dizem que o caso apenas reflecte o clima de tolerância que vigora em relação às minorias no Bahrein, “país que é regido pela dinastia sunita que se tem sobreposto à maioria xiita”
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terça-feira, agosto 05, 2008

os reformados da Mossad e o abono de família do Socialismo

A crescente dependência alimentar de Cuba está a agudizar-se, como reflecte o aumento da importação de arroz, feijão, carne de aves, porco, vaca e outros elementos essenciais na dieta cubana. O problema não é novidade, ao contrário dos paises de mercado livre onde o assunto foi escamoteado durante mais de um ano, o discurso de Raul Castro em Camaguey, 26 de Julho de 2007, publicado no Granma por altura das comemorações do ano 49º da Revolução, já tinha destacado o enorme aumento dos preços dos alimentos importados e deu como exemplos o aumento para o triplo do custo do leite em pó e a duplicação do preço da carne, sublinhando a necessidade de mais produção agrícola interna, especialmente de alimentos para consumo local, ao mesmo tempo que assinalava “deficiências estruturais”

Os investimentos em grande escala e a longo prazo em infra estruturas turisticas – hotéis, restaurantes, móveis importados e alimentos – desviaram reservas da agricultura: a produção agropecuária, em especial a de produtos alimentícios, declinou significativamente e sobretudo a sua disponibilidade para a população local. Cuba transformou-se num país dependente de alimentos do exterior. Enquanto o turismo atraía divisas fortes, gastavam-se centenas de milhões a importar alimentos. A dependência alimentar em relação aos Estados Unidos incrementou a vulnerabilidade de Cuba perante qualquer endurecimento do embargo à exportação. O turismo, que serviu como estratégia imediata e necessária no “Periodo Especial”, transformou-se desgraçadamente num sector de crescimento intrinseco e estratégico para a economia.

O problema com a nova dependência (como com a anterior da URSS) é que oferecem soluções a “curto prazo” enquanto a longo prazo agravam os problemas estruturais, entre os quais uma má distribuição dos “recursos humanos” (há arquitectos a trabalhar como empregados de hotel) e a ausência de uma economia diversificada capaz de enfrentar os inevitáveis ciclos económicos endémicos do mercado capitalista mundial.

É incompreensivel a dependência agrícola cubana em relação ao capital estrangeiro, em especial de investidores no sector cítrico, dada a abundância de agrónomos, operadores agrícolas de extensão e oportunidades de aprender tecnologia de mercado nas escolas e universidades nacionais. O mercado mundial dos citrinos é especialmente lucrativo para o capital, desde o Brasil nos anos 70 a Cuba que entrou recentemente no circuito, o que faz com que os lucros saiam da ilha. E pela mão de quem?
Rafi "Stinky" Eitan

Segundo Gilad Atlon, em “Just a Farmer in Cuba”, um artigo publicado no Haaretz em 3 de Julho de 2007, a notícia refere-se à empresa israelita de Rafi Eitan, antigo chefe das operações europeias da Mossad, a policia secreta de Israel: “Eitan é sócio de uma companhia que possui vastas hortas em Cuba... que se ocupa da agricultura em Cuba... produzindo concentrado de sumos cítricos na recentemente construída e designada como a maior fábrica do mundo”
Para além disto, capitalistas israelitas estão a investir dezenas de milhões de dólares num complexo de escritórios de seis pisos em 186.000 metros quadrados. O projecto é uma sociedade conjunta entre a agência estatal cubana Cubalse e o Grupo BM, outra corporação israelita dirigida por Rafi Eitan
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segunda-feira, agosto 04, 2008

O monopólio Judaico dos Media

imagine-se porque é que os Media norte americanos cobriram de forma doentiamente exaustiva o 11 de Setembro, e porque é que não cobrem o genocídio na Palestina?

Em Outubro de 2005 o grupo Mecom (do inglês David Montgomery) e a VSS (Veronis Suhler Stevenson) compraram dois jornais alemães de referência, precisamente os mais lidas no país, o Berliner Zeitung (centro esquerda), o semanário Die Zeit e diversas outras publicações. O caso fez soar as campaínhas de alarme. Era a primeira vez que sociedades de investimentos estrangeiras compravam o direito de (en)formar a opinião pública na Alemanha, cujos meios de comunicação eram tradicionalmente detidos por empresas nacionais, livres quanto possivel depois de “desnazificadas” após a vitória dos aliados em 1945. Mas os compradores, a que figuras públicas, deputados e intelectuais apelidaram de “praga de gafanhotos anglo- saxónicos”, não era a primeira vez que dominavam o panorama mediático na Alemanha. Embora encapuçados pela alta finança, trata-se de um regresso a um lugar onde a social democracia burguesa, depois de assassinar a legitimidade, já os tinha feito felizes,,,

Nos nossos dias, apenas 7 judeus americanos controlam uma vasta maioria das cadeias de televisão, da imprensa escrita, a indústria cinematografica de Hollywood, das empresas editoras de livros e da indústria de gravação de discos e imagens. A maioria destas indústrias estão concentradas em grandes conglomerados de Media geridos pelos seguintes 7 individuos:

Gerald Levin, CEO e Director da AOL Time Warner
Michael Eisner, Chairman e CEO da Walt Disney Company
Edgar Bronfman Sénior, Chairman da Seagram Company Ltd
Edgar Bronfman Júnior, Presidente e CEO da Universal Studios
Sumner Redstone, Chairman e CEO da Viacom, Inc.
Dennis Dammerman, Vice-Chairman da General Electric
Peter Chernin, President and Co-CEO da News Corporation Ltd.

Estes 7 judeus colectivamente controlam a ABC, NBC, CBS, a Turner Broadcasting System, CNN, MTV, Universal Studios, MCA Records, Geffen Records, DGC Records,
GRP Records, Rising Tide Records, Curb/Universal Records e a Interscope Records.

A maior parte das “publicações independentes” são também propriedade de judeus. Um exemplo de monopolista dos Media é a familia Samuel I. “Si” Newhouse Jr, (filho de Solomon Neuhaus) que possui dúzias de jornais, desde Staten Island até ao Oregon: a revista dominical Parade, a colecção de magazines Cond Nast, que inclui a Vogue, The New Yorker, a Vanity Fair, Allure, GQ e a Self; e ainda, firmas publicitárias como a Random House, Knopf, Crown e Ballantine, entre outras publicações e cadeias de televisão por cabo com milhões de subscritores.
As imagens e a escrita ficcionada contam-nos sempre a história daquilo em que já acreditamos. È como nos horóscopos, cada um lê-os por si, mas são generalidades concebidas para acertar na vida de todos. Portanto caro leitor, cuide-se, para não ingerir informação inquinada e formar opinião viciada à partida com base na ideologia Sionista produzida por estes autênticos meios de desinformação judeus-americanos que possuem as respectivas filiais pelo mundo inteiro, incluindo a Europa – uma delas, insuspeita, é a francesa “Marianne”, propriedade do judeu Robert Assaraf, responsável pela campanha de demolição da actriz Marion Cotillard quando se descobriu que esta, antes de ganhar o óscar, tinha resolvido questionar publicamente o 11 de Setembro.
(fonte)

sábado, agosto 02, 2008

pior a emenda que o soneto

A oposição ao Tratado de Lisboa intensifica-se. Uma segunda votação na Irlanda, uma invenção virtual dos decisores da UE como no Second Life, seria derrotada por 62 por cento contra 38 por cento, segundo uma sondagem (RedC) divulgada depois do presidente Ncholas Sarkozy ter voado para fora do país.
A pesquisa mostrou que a oposição ao Tratado que difamou o nome de Lisboa se reforçou desde o referendo de 12 de Junho quando o “Não” venceu por 53,4 por cento contra 46,6%. Quando os 16 por cento dos eleitores anteriormente indecisos são incluidos, a sondagem mostra que o “Não” obtém 52 contra 32 por cento de intenções de voto no “Sim”.
Uma das principais razões do “Não” é simples: há legislação que só deve ser decidida pelo povo irlandês, que, pelo que é proposto no Tratado de Lisboa passaria a ser imposta pelo directório da União Europeia.

sexta-feira, agosto 01, 2008

a Morte Progressiva

Honra e Poder ao grande Bonzo reaccionário.

Quando toda a gente pensou que sua excelência iria anunciar a falência do Banco de Portugal ou o voto em referendo ao fraudulento "tratado de lisboa", a abrupta comunicação às salsas brisas marítimas resumiu-se a cercear a autonomia progressiva de uma região especifica – aquela que, dentro da degradação do sistema, ainda conserva alguns resquícios do “socialismo à lá Soares”

Slaves
Hebrews born to serve, to the Pharaoh
Heed
To his every word, live in fear
Faith
Of the unknown one, the deliverer
Wait
Something must be done, four hundred years
So let it be written
So let it be done
I'm sent here by the chosen one (…)

Esta lírica, inspirada nas sete pragas descritas na Bíblia foi criada pelos Metallica, bem mais curtidos que os cotas bem instalados na vida. Cliff Burton, o baixista que já bateu a bota, quando viu o filme “Os 10 Mandamentos” do judeu Cecil B. deMille protagonizado pelo director da “National Riffle Association”, exclamou “Uau! estes gajos vão estando progressivamente mortos”.

Estagnação Progressiva

ainda não é a morte, mas curiosamente explica perfeitamente a situação político- económica actual. Como se disse, é sempre a mesma cena interpretada de diferentes maneiras embora se represente com outros actores noutros palcos. Ressuscitemos então a história:
“Concerteza virá, mais tarde ou mais cedo, uma reviravolta genuina: as fases do ciclo de negócios seguem-se umas às outras com a mesma regularidade com que mudam as fases da lua. Mas que género de recuperação virá aí? Há vinte anos atrás (1938), o professor americano Alvin Hansen de Harvard, um economista keynesiano de vanguarda, publicou um livro intitulado “Retoma Completa ou Estagnação?” (Full Revovery or Estagnation?) e a questão é tão pertinente agora como o era então.
Pelas mais variadas razões, que têm vindo a ser expostas nestas páginas, a resposta a esta questão depende largamente do curso provável do investimento privado. A níveis de pleno emprego, a economia de monopólio capitalista gera enormes lucros, que deverão ser investidos em larga margem tendo em vista o prosseguimento da obtenção de lucros.
Contudo, as actuais decisões acerca de quanto deve ser investido são feitas por milhares de empresas privadas individuais, não como num sistema como um todo. Se esses actores decidirem reduzir a taxa de investimento, o nivel de actividade económica deverá abrandar, o desemprego aparecerá e os lucros serão reduzidos, até que a quantidade disponível para investimentos seja reduzida até ao minimo da procura nos armazens de produtos mais imprescindíveis.
Nós ouvimos por estes dias grandes tiradas sobre a “inflação progressiva” e a morte progressiva da esquerda e do socialismo. A receita é velha, como aquela onde se recorreu a mencionar apenas um evento para uma nova aventura militar na Coreia. Ultimamente, desafortunadamente, ainda não se expressou nada de concreto para além da imaginação da classe dominante. O problema real que assola o país é de um género diferente, porém muito familiar para nós atendendo à experiência da “grande recessão” de 1930. O problema pode ser apropriadamente chamado de “estagnação progressiva”

Inflação e Deflação em simultâneo

Do Resistir: “A situação económica é, provavelmente, inédita. Não há memória de manifestações de inflação e de deflação em simultâneo . Por um lado, sobem os preços do petróleo e dos alimentos (mesmo sem considerar a desvalorização acelerada do dólar americano). Por outro, verifica-se uma queda nos valores dos bens imóveis, de muitas empresas industriais (se fossem vendidas hoje já não valeriam o mesmo que há um ano atrás) e obviamente das bolhas nos mercados de acções e outros títulos. Mais: o fenómeno tem um carácter mais ou menos generalizado entre os países da OCDE.
O capitalismo pode conviver muito bem com a inflação. As advertências frequentes que os banqueiros fazem contra a inflação não passa de conversa destinada ao grande público. Mas daquilo que realmente os preocupa eles nunca falam: é a deflação. A deflação introduz um risco sistémico. Empréstimos efectuados tendo como base uma garantia colateral de um determinado valor tornam-se menos seguros. Se o montante em dívida ultrapassar o valor depreciado da garantia, o tomador será tentado a abandonar a sua obrigação contratual. Tudo isso indica que o mundo está a entrar em águas ignotas. Há um grande trabalho de investigação a fazer”
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